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122 entender os avanços técnicos e tecnológicos que permitiram a exploração, produção e uso das fontes de energia. O desen- volvimento da humanidade, ao longo de sua existência, está estreitamente relacionado à evolução do domínio sobre a explo- ração e o uso das fontes de energia dispostas na natureza. O mais primitivo sistema conversor de energia do qual o ser humano faz uso reside no seu próprio corpo. Primitivo por ter surgido primeiro, não por ser inferior. Ao contrário, é o mais complexo sistema conversor de energia. Por intermédio da digestão se processa a conversão da energia química, presente nos alimentos, em calor, energia muscular e cerebral. Embora não tenhamos a velocidade de um felino, aumen- tamos nossa capacidade de deslocamento ao usarmos um cavalo ou um carro, por exemplo. Essa ampliação das capacidades corpóreas, ou seja, a exteriorização do corpo por intermédio de equipamentos e ferramentas possibilita ao ser humano utilizar duas formas básicas de obtenção de energia: os conversores orgânicos (uso de animais para a pro- dução de energia mecânica) e os conversores inorgânicos, tais como máquinas elétricas e motores de combustão interna. Enquanto a demanda humana por energia tem crescido, os recursos naturais, fonte primária de suprimento dessas neces- sidades, são limitados. A dinâmica das atividades econômicas inclui a procura da satisfação das necessidades humanas, de forma racional, frente às limitações naturais. Por isso, é importante saber como os diversos estágios do co- nhecimento científico e dos domínios tecnológicos permiti- ram que diferentes fontes energéticas se estabelecessem ao longo da existência humana, por meio de variadas tecnolo- gias de conversão, como forma de suprir os requerimentos em energia: a madeira, o vento, a energia hidráulica, o carvão, o petróleo, o gás natural, a energia nuclear e a solar. O domínio do fogo, a máquina a vapor, dentre outros exem- plos, constituem-se em importantes marcos no aproveitamento energético que deram ao ser humano um maior grau de liberda- de, possibilitando a ampliação ou exteriorização de seu corpo.