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1/7 Papanicolau dói? Conheça mais sobre o exame preventivo! 10 minutos para ler Quando falamos sobre o preventivo, é normal ouvir muitas pessoas perguntando se o papanicolau dói. Essa dúvida faz com que muitas mulheres deixem de realizar o exame, o que acaba sendo uma atitude extremamente perigosa. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações mais severas. O preventivo é capaz de prevenir danos que podem ser fatais. Portanto, sua importância não deve ser menosprezada. Descubra aqui se o Papanicolau dói e conheça um pouco mais sobre o procedimento: O que é Papanicolau? Também conhecido como esfregaço cervicovaginal ou colpocitologia oncótica cervical, o papanicolau é um exame preventivo utilizado para promover a manutenção da saúde da mulher. Com a realização do procedimento, o profissional de ginecologia consegue identificar irregularidades nas células do colo uterino. Inclusive, ele é capaz de servir de auxílio para o próprio diagnóstico do câncer do colo do útero. O motivo pelo qual ele atua servindo de grande ajuda é que funciona como um exame de rastreio. O rastreamento é feito para verificar quais pacientes contém maiores chances de apresentarem lesões pré- malignas. Por essa razão, muitas pessoas se confundem ao pensar que o preventivo consegue obter um diagnóstico de forma individual. Da mesma forma, também auxilia na identificação de infecções sexualmente transmissíveis. https://blog.amorsaude.com.br/papanicolau/ 2/7 Para detectar essas alterações de forma precisa e correta, é necessário realizar uma biópsia e outros exames complementares de diagnóstico. Por mais que muitas mulheres se questionem se o exame papanicolau dói, o importante é não negligenciar o tratamento adequado, à vista de que não costuma gerar muito desconforto. Para que serve o Papanicolau? Como você viu, o Papanicolau é um exame de prevenção do câncer de colo do útero. Essa condição é considerada bastante perigosa, tendo em vista que progride de maneira silenciosa. Ou seja, é assintomático durante seus estágios iniciais. Sendo assim, uma mulher que não faz o preventivo regularmente costuma descobrir que tem a doença de forma tardia. Muitas vezes, a descoberta acontece quando o câncer já evoluiu e causou danos severos. A sua ajuda na identificação de infecções sexualmente transmissíveis também é muito importante. Com a suspeita, o ginecologista pode solicitar exames complementares de diagnóstico a fim de confirmar a existência das condições. A seguir, confira exatamente para que serve o Papanicolau: Câncer do colo do útero HPV Clamídia Candidíase Tricomoníase Sífilis Gonorreia https://blog.amorsaude.com.br/exame-papanicolau/ https://blog.amorsaude.com.br/para-que-serve-o-papanicolau/ 3/7 1. Câncer do colo do útero O câncer do colo do útero é um dos cânceres mais frequentes em mulheres que possuem mais de 25 anos de idade. Tanto que, muitas vezes pode ser fatal. Geralmente, essa condição é ocasionada pelo vírus do papiloma humano (HPV). Vários fatores podem favorecer o surgimento dessa lesão intrauterina, incluindo relação sexual desprotegida com mais de um parceiro, histórico de infecções sexualmente transmissíveis (especialmente de HPV), tabagismo, início precoce da vida sexual e multiparidade. Como falamos anteriormente, a doença não demonstra sintomas ou sinais durante suas fases iniciais. Caso ela manifeste alguma alteração, pode ser que o câncer cervical esteja progredindo de maneira severa. Para evitar que isso ocorra, é necessário não deixar de realizar o exame somente por ter receio se o Papanicolau dói. Até porque, é melhor sentir um pequeno incômodo durante o preventivo do que passar por situações arriscadas. Os principais sintomas causados pelo câncer do colo do útero são sangramento, problemas urinários e intestinais, dor durante a relação sexual, sangramento e secreção espontânea e dores pélvicas. Existe a possibilidade dos incômodos se tornarem ainda mais agressivos. Isso acontece quando as células cancerosas se disseminam para outra região do corpo. 2. HPV O HPV é nada mais nada menos do que uma sigla para vírus do papiloma humano. Há diversas variações desses agentes infecciosos. Dependendo do agente responsável, a mulher pode apresentar verrugas na pele, secreções ou lesões precursoras do câncer do colo do útero. Normalmente, uma pessoa é infectada por meio da relação sexual desprotegida. Mas, outras situações também podem causar a infecção. Alguns exemplos disso são o uso do vaso sanitário, objetos contaminados e compartilhamento de roupa íntima. Em certos casos, o vírus é eliminado naturalmente, ou seja, pelo próprio organismo. No entanto, quando há mutações nas células tende a desencadear o surgimento do câncer cervical, podendo ser fatal. 3. Clamídia A clamídia consiste em uma infecção sexualmente transmissível cujo um dos principais sintomas é a presença de um corrimento amarelado. Ela pode afetar tanto homens quanto mulheres. No caso de mulheres, é responsável por acarretar problemas urinários, sangramento espontâneo e dor durante a relação sexual. Uma mulher pode ser infectada pela bactéria Chlamydia trachomatis através da prática de relação sexual desprotegida. Há também a possibilidade de se infectar por meio do uso de objetos contaminados. https://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADrus_do_papiloma_humano 4/7 Normalmente, pessoas que foram infectadas pelo vírus HPV tendem a apresentar mais riscos de ter complicações severas relacionadas à clamídia, tendo em vista que o sistema imunológico se torna enfraquecido. 4. Candidíase A candidíase é conceituada por um grupo de infecções fúngicas provocadas por várias espécies de fungos Candida, que está presente na microbiota do corpo humano. Geralmente, o fungo responsável é chamado de Candida albicans. Quando é multiplicado de forma incontrolada, um processo infeccioso é gerado. No geral, a candidíase feminina é marcada por uma coceira que pode variar entre moderada e intensa. Esse sintoma também é acompanhado de ardência e corrimento esbranquiçado. Por causa disso, as mulheres tendem a apresentar problemas urinários, como a dor durante a micção. 5. Tricomoníase O fator responsável pela tricomoníase é o protozoário Trichomonas vaginalis. A transmissão acontece durante uma relação sexual em que um dos parceiros está contaminado. Quando uma mulher é acometida pela doença, começa a apresentar uma secreção amarelo-esverdeada. Grande parte das vezes, essa secreção aparece de forma discreta, o que ressalta a importância de realizar exames complementares de diagnóstico. Ela também costuma ser acompanhada de um cheiro forte e irritação da vulva. Em alguns casos, pode-se apresentar problemas urinários. 6. Sífilis A sífilis é uma doença ginecológica causada pela bactéria Treponema pallidum. Nesse caso, a manifestação da doença acontece de forma diferente. Nos primeiros estágios, sua presença é muito marcante, apresentando feridas nos órgãos sexuais e ínguas na virilha. Depois de um tempo, os sintomas são cessados e a mulher pensa que obteve a cura. Mas na verdade, a doença só ficou “escondida” por um determinado período. Após essa etapa, começa a desencadear complicações mais graves, como é o caso de perda completa da visão, paralisia e problemas no coração e no cérebro. Em alguns casos, pode levar à morte. 7. Gonorreia A gonorreia é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. Nas mulheres, é possível que essa condição cause problemas urinários, dores pélvicas, aumento do corrimento vaginal, sangramento espontâneo e dor durante a relação sexual. Essa condição também é capaz de causar dificuldade para engravidar. Como você pôde perceber, as doenças podem ser severamente perigosas, ressaltando a importância de cessar o receio se o papanicolau dói e priorizar a realização. Como funciona a preparação para o exame? https://blog.amorsaude.com.br/sintomas-de-candidiase/ https://blog.amorsaude.com.br/corrimento-vaginal/ 5/7 A preparaçãopara o exame Papanicolau funciona de uma maneira muito simples. De modo geral, as instruções passadas pelo profissional de ginecologia são: Evitar relações sexuais; Não usar ducha na região íntima; Evitar o uso de medicamentos na região íntima; Realizar o preventivo fora do período menstrual. Como é feito o exame Papanicolau? O Papanicolau é feito no próprio consultório ginecológico. Em primeiro momento, a paciente deita em uma cadeira ginecológica, colocando as pernas afastadas em um suporte. Dessa forma, o médico ginecologista utiliza um espéculo que contém um formato semelhante a um bico de pato para verificar o colo uterino. Nesse exame, é possível verificar de forma ligeira a presença de inflamações ou cistos. Contudo, isso não exclui a necessidade de colher o material para enviá-lo para o laboratório a fim de obter uma análise precisa. Basicamente, utiliza-se um tipo de escovinha para a colheita. O material é inserido em uma lâmina com substância aderente. É nessa etapa que um pequeno incômodo pode surgir. Depois da realização, é possível notar uma pequena presença de sangue. Entretanto, isso não é motivo para se desesperar. Na verdade, o sangramento é normal. Tanto que, não há nenhum tipo de indicação específica depois do procedimento. Então, nota-se que se trata de um exame simples, prático e ligeiro. É importante lembrar que há a possibilidade do profissional recomendar outros exames complementares de diagnóstico, visando confirmar a existência de alguma alteração com uma maior precisão. https://blog.amorsaude.com.br/como-e-feito-o-papanicolau/ 6/7 Afinal, o exame Papanicolau dói? Em resumo, as mulheres podem sentir um leve incômodo durante a realização do preventivo no momento em que o ginecologista introduz o espéculo e coleta o material. Mas, se você está se perguntando se o Papanicolau dói, a resposta é não. O que acontece é apenas um pequeno desconforto transitório que costuma passar em um curto espaço de tempo. Isso apenas enfatiza a simplicidade do exame. Entretanto, é possível que algumas mulheres sintam dor. De qualquer forma, é importante ressaltar que esses casos são bem específicos e só acontecem quando a paciente já contém alguma alteração na região. LEIA TAMBÉM: Papanicolau quando fazer? Veja tudo o que você precisa saber Quando é preciso fazer o exame Papanicolau? Obviamente, o Papanicolau é um exame preventivo que deve ser feito de maneira regular. Ele é indicado para mulheres que já iniciaram a vida sexual e possuem mais de 25 anos. É fundamental não negligenciar sua realização, mesmo que muitas pessoas se perguntem se o Papanicolau dói. De início, o exame deve ser feito anualmente. Mas, nos casos em que os resultados apresentarem condições normais, é possível fazer o preventivo a cada três anos. No caso de gestantes, a realização é recomendada até o quarto mês de gestação. Já as mulheres que passaram pelo trabalho de parto precisam aguardar um período de seis a oito semanas. Existem situações bastante específicas, como é o caso de mulheres que apresentaram irregularidades nos resultados. Nesse caso, o preventivo deve ser feito novamente depois de seis meses. Quando há suspeita de câncer do colo do útero é preciso fazer uma colposcopia, um procedimento médico que avalia o colo uterino. https://blog.amorsaude.com.br/papanicolau-quando-fazer/ 7/7 A AmorSaúde é a rede de clínicas populares que mais cresce no Brasil, oferecendo diversas especialidades como cardiologia, oftalmologia, odontologia e ginecologia. 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