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Prévia do material em texto

Professor Me. Lucas Delapria Dias dos Santos
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 
 REITOR Prof. Ms. Gilmar de Oliveira
 DIRETOR DE ENSINO PRESENCIAL Prof. Ms. Daniel de Lima
 DIRETORA DE ENSINO EAD Prof. Dra. Giani Andrea Linde Colauto 
 DIRETOR FINANCEIRO EAD Prof. Eduardo Luiz Campano Santini
 DIRETOR ADMINISTRATIVO Guilherme Esquivel 
 SECRETÁRIO ACADÊMICO Tiago Pereira da Silva
 COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Prof. Dr. Hudson Sérgio de Souza
 COORDENAÇÃO ADJUNTA DE ENSINO Prof. Dra. Nelma Sgarbosa Roman de Araújo
 COORDENAÇÃO ADJUNTA DE PESQUISA Prof. Ms. Luciana Moraes
 COORDENAÇÃO ADJUNTA DE EXTENSÃO Prof. Ms. Jeferson de Souza Sá
 COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal
 COORDENAÇÃO DOS CURSOS - ÁREAS DE GESTÃO E CIÊNCIAS SOCIAIS Prof. Dra. Ariane Maria Machado de Oliveira
 COORDENAÇÃO DOS CURSOS - ÁREAS DE T.I E ENGENHARIAS Prof. Me. Arthur Rosinski do Nascimento
 COORDENAÇÃO DOS CURSOS - ÁREAS DE SAÚDE E LICENCIATURAS Prof. Dra. Katiúscia Kelli Montanari Coelho 
 COORDENAÇÃO DO DEPTO. DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS Luiz Fernando Freitas
 REVISÃO ORTOGRÁFICA E NORMATIVA Beatriz Longen Rohling 
 Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante
 Caroline da Silva Marques 
 Eduardo Alves de Oliveira
 Jéssica Eugênio Azevedo
 Marcelino Fernando Rodrigues Santos
 PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Hugo Batalhoti Morangueira
 Bruna de Lima Ramos
 Vitor Amaral Poltronieri
 ESTÚDIO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO André Oliveira Vaz 
 DE VÍDEO Carlos Firmino de Oliveira 
 Carlos Henrique Moraes dos Anjos
 Kauê Berto
 Pedro Vinícius de Lima Machado
 Thassiane da Silva Jacinto 
 
 FICHA CATALOGRÁFICA
 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP
S237i Santos, Lucas Delapria dos
 Instalações elétricas / Lucas Delapria dos Santos.
 Paranavaí: EduFatecie, 2023.
 104 p.: il. Color.
 1. Instalações elétricas. 2. Instalações elétricas – Requisitos
 de segurança. I. Centro Universitário UniFatecie. II. Núcleo 
 de Educação a Distância. III. Título.
 
 CDD: 23 ed. 621.31
 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577
As imagens utilizadas neste material didático 
são oriundas dos bancos de imagens 
Shutterstock .
2023 by Editora Edufatecie. Copyright do Texto C 2023. Os autores. Copyright C Edição 2023 Editora Edufatecie.
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva
dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permitido o download da 
obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la 
de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
https://www.shutterstock.com/pt/
3
AUTOR
Professor Me. Lucas Delapria Dias dos Santos
●	 Mestre	Bioenergia	e	energias	renováveis	pela	UEM	–	Universidade	Estadual	de	Ma-
ringá.	
●	 Bacharel	em	Engenharia	Elétrica	pela	UEM	–	Universidade	Estadual	de	Maringá.
●	 Bacharel	em	Engenharia	de	Produção	pela	Unicesumar	-	Maringá.
●	 Especialista	em	Engenharia	de	segurança	do	 trabalho	pela	Universidade	Cândido	
Mendes.
●	 Especialista	em	Gestão	da	qualidade	pela	UniFCV.
●	 Professor	Formador	EAD	–	Unicesumar.
●	 Tutor	EAD	–	Unicesumar.
●	 Grande	experiência	com	docência.
Vasta	experiência	com	projetos	elétricos	de	sistemas	fotovoltaicos,	instalações	pre-
diais	e	em	obras	de	subestações	e	linhas	de	transmissão	de	69	a	550	kV.	Atuo	na	área	da	
docência	desde	2018,	já	tendo	elaborado	materiais	didáticos,	banco	de	questões,	videoau-
las	e	podcasts	para	diversos	centros	universitários,	além	de	ser	professor	 formador	dos	
cursos	de	engenharia	da	Unicesumar	desde	2020.		
CURRÍCULO LATTES: http://lattes.cnpq.br/2332132875006556
http://lattes.cnpq.br/2332132875006556
4
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
Seja muito bem-vindo (a), caro (a) estudante!
Futuro	profissional	da	engenharia,	estamos	muito	felizes	em	tê-lo	em	nossa	discipli-
na	de	Instalações	Elétricas.	Nesta	caminhada,	vamos	conhecer	juntos	os	pontos,	conceitos	
e	normativas	mais	importantes	para	elaboração	de	um	projeto	elétrico.	
Como	sabemos,	projetos	elétricos	não	se	restringem	apenas	à	projetos	residenciais	
e	prediais.	Podemos	aplicar	 o	 conceito	 para	 shoppings,	 vias	públicas,	 hospitais,	 usinas	
geradoras	de	eletricidade,	sistemas	de	distribuição	de	energia,	e	diversos	outros	setores	
importantes	da	nossa	sociedade.	Vamos	entender	o	que	estudaremos	em	cada	unidade?!		
Na	unidade	I	começaremos	a	nossa	jornada	pelos	conceitos	básicos	de	eletricidade,	
em	que	veremos	a	lei	de	Ohm,	leis	de	Kirchhoff,	entenderemos	o	que	é	corrente,	tensão	e	
potência,	além	de	abordarmos	os	assuntos	de	corrente	contínua	e	corrente	alternada,	pon-
tos	fundamentais	para	começarmos	a	entender	e	interpretar	um	projeto	elétrico.
Já	nas	unidades	II	e	III,	vamos	nos	aprofundar	em	alguns	pontos	importantes	para	
um	projeto	elétrico,	como	dimensionamento	de	eletrodutos	e	fiação,	veremos	os	conceitos	
para	um	projeto	luminotécnico	adequado	às	normas,	tipos	de	lâmpadas	que	podemos	em-
pregar	em	nossos	projetos,	e	teremos	uma	noção	de	desenvolvimento	de	ramal	de	entrada	
e	diagrama	unifilar.	
Por	fim,	na	unidade	IV,	finalizaremos	esta	disciplina	com	conceitos	de	segurança	em	
instalações	elétricas	residenciais	e	prediais.	Veremos	o	sistema	de	aterramento,	riscos	de	
choque	elétrico	e	maneiras	de	prevenção,	estudaremos	alguns	dispositivos	de	proteção,	
como	o	DR	e	teremos	uma	noção	de	projetos	de	SPDA	(sistema	de	proteção	contra	des-
cargas	atmosféricas).	
Aproveito	para	reforçar	o	convite	a	você,	para	junto	conosco	percorrer	esta	jornada	
de	conhecimento	e	multiplicar	os	conhecimentos	sobre	tantos	assuntos	abordados	em	nos-
so	material.	O	conteúdo	apresentado	neste	material	com	certeza	te	tornará	um	profissional	
exemplar.	Esperamos	contribuir	para	seu	crescimento	pessoal	e	profissional.	
Muito obrigado e bom estudo!
SUMÁRIO
UNIDADE 1
Introdução a Projetos Elétricos
UNIDADE 2
Projetos Luminotécnicos, Residenciais, 
Dimensionamento de Eletroduto e Fiação
UNIDADE 3
Instalações Elétricas e Ramal de Entrada
UNIDADE 4
Proteção Para Instalações Elétricas
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Plano de Estudos
 ● Conceitos básicos;
 ● Leis de Kirchhoff; 
 ● Corrente alternada e corrente contínua; 
 ● Sistemas polifásicos.
Objetivos da Aprendizagem
 ● Conceituar e contextualizar os conceitos básicos de eletricidade;
 ● Relembrar o princípio da análise de circuitos;
 ● Compreender sistemas polifásicos.
1UNIDADEUNIDADE
INTRODUÇÃO A INTRODUÇÃO A 
PROJETOS ELÉTRICOSPROJETOS ELÉTRICOS
Professor Mestre Lucas Delapria Dias dos Santos
INTRODUÇÃO
UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS 7
Um	empreendimento,	seja	ele	residencial	ou	industrial,	possui	váriosprojetos.	Po-
demos	citar	alguns:	projeto	arquitetônico,	estrutural,	de	drenagem,	hidrossanitário,	elétrico,	
de	prevenção	de	incêndio,	de	lógica,	de	refrigeração,	entre	outros.	Com	isso,	já	vemos	que,	
para	chegar	na	solução	final,	teremos	vários	profissionais	envolvidos	e	de	diversas	áreas,	
como	Arquitetura,	Engenharia	Civil,	Mecânica,	Elétrica,	Segurança	e	por	aí	vai.	
Saber	disso	já	nos	ajuda,	pois,	a	cada	projeto	que	compõe	o	empreendimento,	de-
ve-se	buscar	a	melhor	solução,	visando	o	todo.	Dessa	forma,	todas	as	disciplinas	envolvi-
das	devem	se	comunicar	para	se	adaptar	à	necessidade	final	do	cliente.	Assim,	antes	de	
começar	um	projeto	elétrico,	seja	ele	industrial	ou	residencial,	você	precisará	de	algumas	
informações.	Elas	serão	obtidas	tanto	do	cliente	como	de	outros	profissionais,	então,	antes	
de	começar	o	seu	projeto,	é	comum	realizar	uma	reunião	com	todos	os	profissionais,	a	fim	
de	ter	uma	visão	global.	
Além	disso,	você	deve	estar	atento(a)	às	condições	de	fornecimento	de	energia	elé-
trica	da	região	e	das	características	funcionais	da	obra.	Por	exemplo,	se	estivermos	traba-
lhando	em	um	projeto	de	uma	indústria,	além	de	conhecer	toda	a	parte	estrutural,	que	lhe	
dará	uma	visão	de	onde	passarão	os	cabos,	você	também	precisa	conhecer	como	será	o	
seu	funcionamento,	a	fim	de	entender	a	demanda	elétrica	que	será	necessária.
Neste	capítulo	aprofundaremos	os	nossos	conhecimentos	nos	conceitos	básicos	de	
corrente,	tensão,	potência,	lei	de	OHM	e	leis	de	Kirchhoff;	corrente	contínua	e	corrente	al-
ternada	e	sistemas	Polifásicos.	Utilizaremos	estes	conhecimentos	como	base	para	o	resto	
da	nossa	disciplina	de	projetos.	
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Primeiramente,	 vamos	 incluir	 você,	 estudante,	 no	universo	da	Eletrotécnica,	 con-
ceituando	alguns	pontos	estruturais	elementares	que	se	fazem	necessários	para	o	enten-
dimento	do	estudo	até	o	final	da	unidade.	Quando	nos	referimos	à	eletricidade,	nos	de-
paramos	com	várias	definições	que	se	 referem	ao	movimento	de	elétrons	em	materiais	
condutores	ou	à	presença	de	características	elétricas	de	um	material	em	específico
Ao	observarmos	a	natureza,	notamos	que	nos	dias	mais	secos	(com	baixa	umidade	
relativa	do	ar)	é	comum	presenciarmos	pessoas	levando	choques	elétricos	ao	descer	de	
seus	carros	ou	ao	tocar	a	maçaneta	de	uma	porta.	É	interessante	notar	a	atração	ou	a	re-
pulsão	que	um	copo	plástico	descartável	sofre	quando	aproximamos	as	mãos	dele	depois	
de	uma	longa	caminhada.	Estes	e	muitos	outros	efeitos	naturais	estão	relacionados	à	ele-
tricidade	e	fazem	parte	do	nosso	dia	a	dia	(COTRIM,	2003).	
Basicamente,	a	Eletrostática	e	a	Eletrodinâmica	explicam	claramente	cada	um	dos	
fenômenos	citados,	o	que	não	é	o	objetivo	deste	livro,	mas	que	precisam	ser	citados	para	
o	entendimento	dos	conceitos	futuros.	A	maioria	(senão	todos)	dos	materiais	na	natureza	
manifestam	características	elétricas	de	acordo	com	a	natureza	de	sua	composição.
Sabemos	que	cada	material	é	composto	de	moléculas	e	que	cada	molécula,	por	sua	
vez,	é	formada	pela	ligação	entre	átomos	com	as	suas	próprias	características	eletrônicas,	
por	exemplo,	o	número	de	elétrons	na	sua	camada	de	valência	(órbita	ou	camada	mais	dis-
tante	do	núcleo).	Esta	característica	define	a	capacidade	de	condução	de	corrente	elétrica	
que	um	determinado	material	possui.
Antes	de	entrarmos	no	assunto	dos	materiais,	façamos	uma	analogia	que	nos	permita	
entender	melhor	a	função	de	cada	estrutura.	Por	exemplo,	quando	falamos	de	corrente	elétrica,	
nos	referimos	ao	movimento	dos	elétrons	livres	em	um	condutor,	“pulando”	de	átomo	em	átomo	
vizinho,	de	modo	a	configurar	um	movimento	orientado	pela	polaridade	do	gerador	ou	fonte.	
Imagine	se	o	condutor	elétrico	fosse	um	tubo,	e	dentro	dele	introduzíssemos	bolas	de	gude	de	
modo	a	preencher	todo	o	seu	volume	interno.	Este	seria	nosso	condutor	elétrico	em	repouso.	
UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS
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 1 CONCEITOS BÁSICOS
TÓPICO
8
Se	em	uma	das	extremidades	desse	tubo	conseguíssemos	inserir	uma	bola	de	gude	
a	mais,	o	resultado	seria	que,	neste	momento,	a	bola	de	gude	da	outra	extremidade	seria	
empurrada	pelas	demais	e	sairia	do	tubo,	pois	cada	uma	das	bolas	intermediárias	empurra	
umas	às	outras	de	modo	a	promover	esta	transferência	de	energia	mecânica.	Caso	pudés-
semos	introduzir	bolas	de	gude	ininterruptamente	na	entrada	do	tubo,	teríamos,	da	mesma	
maneira,	bolas	na	mesma	proporção	saindo	do	outro	lado	do	tubo,	conforme	mostrado	na	
Figura	1.	
FIGURA 1 – ANALOGIA DE CIRCUITO ELÉTRICO
Fonte: Sadiku	e	Alexandre	(2009).
Isto	seria	uma	movimentação	de	bolas	de	gude	dentro	de	um	tubo	e,	portanto,	uma	
“corrente	de	bolas	de	gude”.	Na	eletricidade,	as	bolas	de	gude	podem	ser	relacionadas	com	
os	elétrons	e,	nesta	analogia	simples,	o	condutor	seria	o	tubo,	e	a	força	que	insere	as	bolas	
de	um	lado	do	tubo	seria	como	a	diferença	de	potencial	entre	os	polos	da	pilha.
Na	Figura	2,	observamos	um	circuito	elétrico	composto	de	uma	fonte	de	energia	elé-
trica	(pilha),	condutores	de	cobre,	um	interruptor	e	uma	lâmpada.	A	pilha	é	o	agente	propul-
sor	da	corrente	elétrica,	que	só	pode	ocorrer	se	um	caminho	fechado	existir.	Este	caminho	
fechado	é	o	que	denominamos	de	“circuito	elétrico”.
FIGURA 2 - CIRCUITO ELÉTRICO FORMADO POR PILHAS
Fonte:	Sadiku	e	Alexander	(2009).
9UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS
Quando	a	pilha	está	carregada,	afirmamos	que	há	uma	diferença	de	potencial	elé-
trico	entre	os	polos	positivo	e	negativo	da	pilha.	Isto	significa	que	há	mais	elétrons	em	um	
extremo	da	pilha	(polo	negativo)	do	que	no	outro	(polo	positivo),	então	há	uma	constante	
insistência	desses	elétrons	presentes	no	polo	negativo	em	se	recombinar	com	o	polo	positi-
vo,	pois,	na	natureza,	há	uma	constante	necessidade	de	equilíbrio,	que	atua	no	sentido	de	
manter	para	cada	carga	positiva,	uma	negativa.	
Quando	há	um	caminho	para	que	esses	elétrons	possam	sair	do	polo	negativo	e	
chegar	até	o	polo	positivo,	então	há	um	circuito	fechado,	ou	circuito	elétrico,	assim	como	
em	uma	corrida	de	carros,	os	quais	percorrem	uma	pista	 fechada.	Da	mesma	forma,	os	
elétrons	se	locomovem	no	condutor	de	cobre.	Uma	vez	estabelecido	o	circuito,	os	elétrons	
iniciam	um	movimento	por	meio	desse	caminho	impulsionados	pela	diferença	de	potencial	
da	pilha,	força	esta	que	é	tão	intensa	quanto	maior	for	a	diferença	de	concentração	de	elé-
trons	entre	o	polo	positivo	e	o	polo	negativo.	
A	Figura	3	mostra	uma	representação	de	um	condutor	elétrico	sendo	percorrido	pela	
corrente	elétrica.	Note	que	os	elétrons	“livres”	são	aqueles	que	se	deslocam	de	átomo	a	
átomo	no	condutor.	Para	que	esses	elétrons	possam	ser	livres,	ou	seja,	se	“libertar”	de	seus	
átomos	originais	e	“saltar”	para	o	próximo	átomo,	é	necessário	que	seja	introduzida	uma	
energia	que,	neste	caso,	se	dá	por	conta	da	diferença	de	potencial	entre	os	polos	positivo	
e	negativo	da	pilha.	
10UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS
FIGURA 3 – CONDUTOR ELÉTRICO
Fonte:	Sadiku	e	Alexander	(2009).
Perceba	que	quando	todas	as	cargas	positivas	do	polo	positivo	receberem	uma	car-
ga	negativa,	podemos	dizer	que	o	sistema	está	em	equilíbrio	e,	neste	caso,	a	pilha	está	
descarregada.	
Considere	o	circuito	da	Figura	4.	A	fonte	de	tensão	V	é	a	responsável	por	“impulsio-
nar”	os	elétrons	a	passarem	pelo	caminho	sinuoso	do	resistor	R,	logo	a	corrente	elétrica	I	
dependeda	intensidade	de	força	aplicada	para	ser	maior	ou	menor.
FIGURA 4 - PRIMEIRA LEI DE OHM: A RESISTÊNCIA E A CORRENTE ELÉTRICA – DEPENDÊN-
CIA ENTRE GRANDEZAS
Fonte:	Sadiku;	Alexander	(2009).
A	equação	que	define	o	funcionamento	desse	circuito	é	descrita	pela	primeira	lei	de	
Ohm	(SADIKU	e	ALEXANDER,	2009).
Logo
Neste	momento,	observe	apenas	a	 relação	entre	as	grandezas.	A	 intensidade	de	
corrente	I	(medida	em	Ampère)	é	diretamente	proporcional	à	tensão	V	(medida	em	Volt).	
11UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS
Isto	significa	que	quanto	maior	a	tensão	V,	maior	a	corrente	I.	Em	termos	de	elétrons,	signi-
fica	mais	elétrons	passando	pelo	condutor	por	intervalo	de	tempo.	
Da	Equação	a	cima,	seja	de	R=	1.000.000	Ω.	Se	a	tensão	V	for	de	12	V,	qual	será	o	
valor	da	corrente	I	no	circuito?	
Utilizando	a	Equação	proposta	e	substituindo	os	valores,	teremos:
Se	alterarmos	o	valor	de	R,	diminuindo-o	pela	metade	(para	500.000	Ω),	automatica-
mente	o	valor	da	corrente	dobraria,	logo,	conclui-se	que	a	corrente	é	inversamente	propor-
cional	à	resistência,	e	quanto	maior	o	valor	da	resistência,	menor	a	corrente.
1.1 Potência em Elementos de Circuitos
O	que	muda	de	uma	lâmpada	para	a	outra,	a	fim	de	iluminar	mais	ou	menos?	Mate-
maticamente,	definimos	a	potência	de	um	elemento	de	circuitos	como
p	=	vi
Onde	p	é	a	potência	instantânea,	medida	em	watts	(W),	v	é	a	tensão	instantânea	do	
elemento,	medida	em	volts	(V)	e	i	é	a	corrente	instantânea,	medida	em	ampères	(A).
Logo,	se	duas	lâmpadas	possuem	a	mesma	tensão	de	trabalho,	a	lâmpada	de	maior	
potência	iluminará	mais,	pois	a	corrente	que	circula	por	ela	será	maior.	
Se	a	potência	de	um	elemento	 for	positiva	 (+),	este	elemento	está	absorvendo-a.	
Por	outro	lado,	se	a	potência	for	negativa	(-),	este	elemento	está	fornecendo	esta	potência.	
Porém,	como	podemos	saber	quando	a	potência	é	positiva	ou	negativa?
O	sentido	da	corrente	e	polaridade	de	tensão	determinam	se	o	elemento	está	absor-
vendo	ou	fornecendo	potência.	Para	tal,	é	necessário	convencionar	tais	relações.	A	con-
venção	de	sinal	passivo	foi	determinada	de	forma	que,	quando	a	corrente	entra	no	terminal	
positivo	de	um	elemento,	p	=	+vi.	Caso	a	corrente	entre	no	terminal	negativo	do	elemento,	
p	=	-vi.
12UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS
FIGURA 5 - POLARIDADE DE POTÊNCIA PARA CONVENÇÃO DO SINAL PASSIVO
Fonte: Adaptado	de:	Alexander	e	Sadiku	(2009,	p.	10).	
Na	figura	Polaridade	de	potência	para	convenção	do	sinal	passivo	(a),	vê-se	a	cor-
rente	fluindo	no	sentido	do	terminal	positivo	para	o	terminal	negativo.	Logo,	pela	convenção,	
utiliza-se	uma	potência	positiva.	Em	contrapartida,	na	figura	Polaridade	de	potência	para	
convenção	do	sinal	passivo	(b),	temos	a	corrente	fluindo	no	sentido	do	terminal	negativo	
para	o	positivo,	assim	definindo	uma	potência	negativa.	Esta	convenção	será	utilizada	por	
este	material,	a	não	ser	que	se	diga	o	contrário.
Note	ainda	que	enquanto	a	corrente	passa	sempre	através	do	elemento,	a	tensão	é	
sempre	sobre	os	terminais	dos	elementos	(ou	dois	pontos).
13UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS
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A	Lei	de	Ohm	é	uma	importante	relação	para	a	solução	de	circuitos	elétricos,	porém,	
não	é	suficiente	para	circuitos	com	mais	elementos.	As	Leis	de	Kirchhoff	complementam	a	
Lei	de	Ohm	e	formam,	juntas,	uma	poderosa	ferramenta	para	a	solução	de	circuitos	elétricos.	
A	Figura	6	mostra	vários	resistores	associados	a	uma	única	fonte	de	tensão	Vs.	Os	
pontos	de	conexão	entre	os	elementos	são	chamados	de	nós.	No	mesmo	circuito,	vamos	
identificar	os	ramos	e	os	laços.
FIGURA 6 - CIRCUITO COM VÁRIOS RESISTORES
Fonte: O	autor	(2023).
No	circuito	da	Figura	6,	temos	4	nós	(a, b,	c	e	d	),	4	ramos	(a-b,	b-c,	c-d	e	d-a)	e	1	
laço	(a-b-c-d-a).	
A	primeira	das	Leis	de	Kirchhoff	é	a	Lei	das	Correntes	ou	LKC,	que	 relaciona	as	
correntes	em	um	nó.	
A	LKC	enuncia	que	a	soma	das	correntes	que	entram	em	um	nó	é	igual	à	soma	das	
correntes	que	saem	deste	nó	ou	soma	algébrica	das	correntes	em	um	nó	é	igual	a	zero.	
UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS
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2 LEIS DE KIRCHHOFF
TÓPICO
14
EXEMPLO
Aplique	LKC	para	determinar	o	valor	da	corrente	i2	e	i4	no	circuito	da	Figura	7.	
FIGURA 7 - CIRCUITO DO EXEMPLO
Fonte:	O	autor	(2023).
Solução: 
Analisando	o	nó	b,	temos:
Logo
Como	pertencem	ao	mesmo	ramo,
Portanto,	podemos	aplicar	LKC	em	c	:
Perceba	que	i4	pertence	ao	mesmo	ramo	da	corrente	que	entra	no	nó	‘a’,	cujo	valor	
indicado	é	2	A.
Através	deste	exemplo,	entendemos	como	se	aplica	a	LKC.	
A	segunda	Lei	de	Kirchhoff	é	a	Lei	das	Tensões,	ou	LKT,	que	analisa	as	 tensões	
dentro	de	um	laço.	A	soma	algébrica	das	tensões	em	um	laço	é	igual	a	zero.
Para	a	aplicação	da	LKT,	é	importante	designar	sinais	para	as	tensões	ao	longo	do	
caminho	fechado.	Após	identificar	todas	as	polaridades	das	tensões,	adotamos	um	sentido	
para	a	corrente	virtual	dentro	deste	laço,	como	ilustrado	na	Figura	8.
15UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS
FIGURA 8 - CIRCUITO COM AS POLARIDADES DAS TENSÕES DESIGNADAS
Fonte: O	autor	(2023).
Perceba	que	a	tensão	v3	segue	a	convenção	do	sinal	passivo,	em	que	a	polaridade	
da	tensão	no	elemento	passivo	segue	o	terminal	por	onde	a	corrente	i3	entra.
Agora,	vamos	aplicar	o	LKT	seguindo	o	sentido	horário	adotado	 (arbitrariamente)	
pela	corrente	virtual	i.	À	medida	que	i	encontra	um	sinal	positivo,	a	tensão	será	positiva	e,	
se	i	encontra	o	elemento	pelo	sinal	negativo,	a	tensão	será	negativa:
Perceba	que	todos	os	elementos	devem	ser	mencionados	na	equação	de	LKT,	se-
guindo	a	regra	dos	sinais.
16UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS
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Normalmente,	relacionamos	a	corrente	elétrica	a	variáveis	que	podemos	mensurar	
mais	facilmente,	como	a	tensão	e	a	resistência,	logo,	nos	referimos	à	corrente	elétrica	como	
a	Primeira	Lei	de	Ohm,	onde	a	corrente	é	diretamente	proporcional	à	tensão	e	inversamente	
proporcional	à	resistência.
Da	 mesma	 forma	 que	 a	 tensão,	 a	 corrente,	 consequentemente,	 pode	 assumir	
características	 contínuas	 e	 alternadas,	 ou	 seja,	 se	 a	 sua	 amplitude	 no	 tempo	 varia	 de	
sua	referência	até	um	valor	máximo,	sem	alternar	de	quadrante	(ou	inverter	o	seu	sinal),	
podemos	afirmar	que	se	trata	de	corrente	contínua	ou	“CC”,	normalmente	encontrada	em	
pilhas,	 baterias,	 saída	 de	 fontes	 de	 alimentação	 de	 computadores	 ou	 carregadores	 de	
celular.
Se	o	sinal	de	corrente,	porém,	alternar	entre	os	quadrantes	(havendo	alteração	de	
polaridade),	esta	é	denominada	corrente	alternada,	ou	“CA”,	normalmente	encontrada	na	
rede	elétrica	disponibilizada	pela	concessionária	local	ou	por	geradores	estacionários.
Quando	 existe	 corrente	 elétrica	 circulando	 por	 um	 circuito,	 há	 diversos	 efeitos	
que	passam	a	surgir	em	função	do	movimento	dos	elétrons,	como	o	efeito	Joule,	que	se	
manifesta	dissipando	energia	em	forma	de	calor,	ou	o	próprio	campo	magnético	que	surge	
em	torno	do	condutor	percorrido	pela	corrente,	que	depende	diretamente	de	sua	amplitude.
A	 corrente	 alternada	 tem	 uma	 característica	 oscilatória	 que	 depende	 do	
comportamento	da	fonte	de	tensão	geradora,	ou	seja,	sabemos	que	para	haver	corrente	é	
necessário	que	hajatensão,	logo,	se	a	tensão	for	contínua,	na	maioria	dos	casos,	a	corrente	
terá	comportamento	contínuo,	porém,	se	a	fonte	de	tensão	for	alternada,	a	corrente	terá	as	
mesmas	características,	pois	a	corrente	é	função	da	tensão.
A	Figura	9	mostra	um	exemplo	de	sistema	trifásico	(três	fases	com	corrente	alterna-
da).	Perceba	que	quando	a	corrente	de	qualquer	uma	das	fases	está	com	a	sua	amplitude	
máxima,	120°	depois,	outra	 fase	 também	está	com	o	seu	máximo	potencial.	Na	mesma	
figura,	observe	como	exemplo	quando	a	fase	“B”	está	em	90°,	a	sua	amplitude	é	máxima,	
UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS
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3CORRENTE ALTERNADA 
E CORRENTE 
CONTÍNUA
TÓPICO
17
e	quando	o	ângulo	é	igual	a	210°,	a	fase	“A”	é	a	que	apresenta	o	seu	potencial	máximo.	O	
comportamento	senoidal	é	dado	em	função	da	tensão	alternada,	que	ocorre	na	mesma	for-
ma	e	no	mesmo	ângulo.	Este	efeito	se	repete	com	a	fase	“C”	e	continuará	assim	enquanto	
fluir	corrente	pelo	circuito.
FIGURA 9 - CORRENTE ALTERNADA EM SISTEMA TRIFÁSICO: DEFASADAS EM 120°
Fonte: O	autor	(2023).
A	corrente	elétrica	é	responsável	por	determinar	as	dimensões	dos	condutores,	sen-
do	que	há	várias	regras	normatizadas	a	serem	respeitadas,	incluindo	fatores	de	correção	
por	temperatura	e	agrupamento	dos	condutores.	A	regra	gira	em	torno	de	um	número	que	
se	define	para	o	cobre	como	3A	por	mm²	de	área	de	seção	transversal	do	condutor,	ou	seja,	
um	cabo	de	1	mm	pode	conduzir	uma	corrente	de	até	3A	(sem	levar	em	consideração	fato-
res	de	correção	por	agrupamento	ou	temperatura,	apenas	para	uma	referência)	(COTRIM,	
2003).	
18UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS
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Chegamos	à	última	e	não	menos	importante	tópico	da	nossa	unidade.	O	estudo	dos	
sistemas	trifásicos	é	amplo	e	o	objetivo	desta	seção	é	apresentar	um	parecer	geral	que	pos-
sibilite	análises	avançadas	no	futuro.	Iniciaremos	apresentando	a	estrutura	básica	de	um	
sistema	trifásico	e,	em	seguida,	analisaremos	um	circuito	trifásico	balanceado	em	diversas	
configurações.
Um	gerador	elétrico	 trifásico	converte	a	energia	da	 forma	mecânica	para	energia	
elétrica.	Esta	energia	mecânica	pode	ser	proveniente	da	energia	potencial	das	barragens	
em	hidrelétricas,	da	energia	cinética	em	parques	eólicos	ou	mesmo	do	acoplamento	de	
motores	à	combustão	em	geradores	diesel.
Um	gerador	elétrico	trifásico	é	constituído,	basicamente,	por	um	rotor	que	gira	en-
volto	por	um	estator.	O	estator	é	formado	por	três	ou	mais	grupos	de	bobinas	chamados	
enrolamentos	de	armadura	(a,	b	e	c)	dispostos	120°	afastados	uns	dos	outros,	conforme	
mostrado	na	Figura	10.	À	medida	que	o	eixo	gira,	três	tensões	são	induzidas	nas	bobinas	
conforme	a	Lei	de	Faraday	e	o	movimento	rotacional	do	gerador	dá	origem	à	forma	senoidal	
das	tensões.
UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS
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4 SISTEMAS 
POLIFÁSICOS
TÓPICO
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FIGURA 10 – GERADOR TRIFÁSICO E TENSÕES SIMÉTRICAS
Fonte: O	autor	(2023).
Perceba	que	as	três	tensões	senoidais	têm	a	mesma	amplitude	e	frequência,	sen-
do	diferentes	apenas	na	fase.	Estas	tensões	podem	ser	aproveitadas	separadamente	em	
circuitos	monofásicos	ou,	de	forma	associada,	nos	circuitos	trifásicos.	Nesta	unidade,	dare-
mos	ênfase	à	última	forma	citada.
Usando	como	referência	a	fase	a,	as	demais	fases	b	e	c	são	defasadas	em	120°	
conforme	o	diagrama	fasorial	da	Figura	11.	Podemos	escrever	as	três	senoides	da	forma:
Em	que	Vp	representa	o	valor	de	pico	da	senoide.
As	defasagens	apresentadas	em	(1)	representam	a	sequência	positiva	que	 indica	
que	a	senoide	b	está	atrasada	120°	em	relação	a	a	e,	consequentemente,	a	senoide	c	está	
atrasada	120°	em	relação	à	c.	Este	modelo	é	o	mais	usado	e	será	o	adotado	por	padrão,	
exceto	se	for	citado	o	contrário.
FIGURA 11 – DIAGRAMA FASORIAL EM SEQUÊNCIA POSITIVA
Fonte: O	autor	(2023).
20UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS
Podemos	escrever	as	tensões	trifásicas	na	forma	de	fasor:
O	sistema	formado	pelas	tensões	geradas	é	dito	balanceado,	pois	todas	possuem	o	
mesmo	valor	de	amplitude	e	frequência,	defasadas	em	120°.	Podemos	provar	o	balancea-
mento	fazendo:
Um	sistema	trifásico	é,	portanto,	formado	por	três	fontes	de	tensão	que	podem	ser	
conectadas	à	carga	por	meio	de	três	ou	quatro	fios	a	partir	de	uma	linha	de	transmissão	(ou	
barramento).	As	fontes	de	tensão	podem	ser	ligadas	de	duas	formas:	configuração	estrela	
(também	chamada	de	Y)	ou	triângulo	(também	conhecida	como	delta).	A	Figura	12	mostra	
as	duas	formas	de	conexão.
FIGURA 12 – CONFIGURAÇÕES TRIFÁSICAS: (A) ESTRELA E (B) TRIÂNGULO
Fonte: O	autor	(2023).
Cada	uma	das	configurações	do	sistema	trifásico	implica	em	uma	forma	diferente	de	
entregar	as	tensões	e	correntes	à	carga.
Na	configuração	estrela,	você	pode	perceber	que	as	correntes	que	atravessam	as	
fontes	de	tensão	são	as	mesmas	aos	terminais	da	linha	de	transmissão.	Em	contrapartida,	
a	tensão	entregue	à	linha	de	transmissão	é	a	diferença	entre	as	tensões	nodais	Va	e	Vb.	
Podemos	determinar	a	tensão	Vab	fazendo
Em	que
21UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS
Neste	caso,	escrevemos:
Então	podemos	concluir	que	a	tensão	entregue	à	linha	de	transmissão	possui	am-
plitude	maior	em	um	fator	 	e	é	adiantada	em	30°.	Vamos	conferir	no	diagrama	fasorial.
FIGURA 13 – DIAGRAMA FASORIAL DA FORMAÇÃO DA TENSÃO DE LINHA VAB 
Fonte: O	autor	(2023).
O	mesmo	vale	para	as	tensões	 	e	 .	Às	tensões	 damos	o	nome	
de	Tensões de Linha.	As	tensões	 	são	chamadas	de	Tensões de Fase.
Na	configuração	triângulo,	as	tensões	das	fontes	já	são	as	próprias	tensões	de	linha.	
Em	contrapartida,	as	correntes	de	linha	não	são	as	mesmas	correntes	que	saem	das	fon-
tes.	A	relação	entre	as	correntes	para	a	configuração	triângulo	é
Em	que	 	representa	o	ângulo	entre	a	tensão	e	a	corrente.
Da	mesma	forma	que	as	fontes	de	tensão,	as	impedâncias	de	carga	também	podem	
ser	configuradas	em	estrela	ou	triângulo.	Isso	irá	depender	da	forma	em	que	o	circuito	será	
aplicado.	A	Figura	14	ilustra	impedâncias	ligadas	em	estrela	e	em	triângulo.	A	conexão	n	se	
refere	ao	ponto	neutro.	Na	conexão	da	carga,	ele	pode	ou	não	ser	conectado.
22UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS
FIGURA 14 - CARGAS LIGADAS EM (A) ESTRELA E (B) TRIÂNGULO
Fonte: O	autor	(2023).
Quando	estamos	lidando	com	um	sistema	em	estrela	equilibrada,	a	relação	entre	as	
impedâncias	é:
Da	mesma	forma,	para	um	sistema	em	triângulo,	temos
Podemos	converter	um	sistema	de	cargas	em	 triângulo	para	estrela	e	vice-versa	
aplicando	a	transformação,	já	vista	em	disciplinas	anteriores,	temos:
E
A	seguir,	vamos	analisar	os	circuitos	unindo	as	fontes	de	tensão	trifásicas	às	cargas	
trifásicas	nas	formas:
•	Y-Y	equilibrada.	
•	Y-Δ	equilibrada.	
•	Δ	-	Δ	equilibrada.	
•	Δ	-	Y	equilibrada.
4.1 Circuito Estrela-Estrela
Vamos	 começar	 nossas	 análises	 pelo	 circuito	 Estrela-Estrela	 equilibrado.	 Perce-
ba	que,	alémdas	fontes	de	 tensão,	 temos	também	a	 impedância	série	de	cada	gerador	
.	A	conexão	entre	a	carga	e	as	fontes	de	tensão	é	uma	impedância	da	linha	
.	E	a	conexão	do	neutro	é	feita	a	partir	da	impedância	de	neutro,	
23UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS
FIGURA 15 - CIRCUITO ESTRELA-ESTRELA EQUILIBRADO 
Fonte: O	autor	(2023).
Quando	consideramos	um	circuito	equilibrado,	temos:
Considerando	as	tensões	fase	em	sequência	positiva,	temos
Como	vimos,	as	tensões	de	entre	linhas,	ou	simplesmente	tensões	de	linha,	são
Neste	caso,	como	temos	as	fontes	de	tensão	equilibradas,	as	correntes	também	te-
rão	mesma	amplitude	e	diferença	de	fase	de	120°	entre	si	e,	por	consequência,	a	corrente	
no	neutro	In	será	nula	para	qualquer	valor	de	 .
Uma	vez	que	não	há	corrente	circulando	no	neutro,	podemos	dizer	que	não	há	dife-
rença	de	potencial	entre	os	nós	n	e	N.	Logo,	a	impedância	de	neutro	Zn	não	cria	nenhuma	
influência	no	circuito,	podendo	ser	até	removida	da	análise.
Definindo	que	o	circuito	trifásico	é	totalmente	balanceado,	podemos	analisá-lo	por	
um	circuito	monofásico	equivalente	por	fase,	como	indicado	na	Figura	16.
24UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS
FIGURA 16 – CIRCUITO MONOFÁSICO EQUIVALENTE PARA A FASE A 
Fonte: O	autor	(2023).
Uma	vez	que	temos,	agora,	um	circuito	em	série,	podemos	encontrar	a	corrente	Ia	
fazendo
de	onde	podemos	simplificar	fazendo
chegando	a
Exemplo:	 Uma	 carga	 equilibrada	 em	 estrela	 com	 impedância	 de	 5+j10	 está	 co-
nectada	a	um	gerador	 trifásico	equilibrado	e	sequência	positiva	 ligado	em	triângulo	com	
que	possui	 uma	 impedância	 série	de	 	por	meio	de	uma	 linha	de	
transmissão	com	impedância	de	 .	Calcule	as	correntes	de	linha,	as	tensões	de	
linha	entre	os	terminais	de	entrada	da	carga	(A,	B	e	C)	e	a	corrente	que	atravessa	cada	
impedância	da	carga.
Solução:
Com	o	sistema	equilibrado,	podemos	calcular	a	impedância	equivalente	estrela	fa-
zendo
A	corrente	de	linha	será	conforme
Como	as	tensões	de	fase	complementares	são
Então	as	correntes	de	linha	serão:
25UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS
Para	calcular	as	tensões	de	linha	no	terminal	de	carga,	fazemos
em	que
e
resolvendo,	chegamos	a
A	tensão	de	linha	nos	terminais	da	carga	 	será
Ou,	ainda,	podemos	fazer
Então
Por	fim,	a	corrente	que	atravessa	a	 impedância	de	carga	é	a	mesma	corrente	de	
linha
26UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS
27UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS
Há, no Brasil, normas que regulamentam as atividades profissionais e que, normalmente, fazem referência 
à ABNT e, para o caso em questão, no que tange às instalações elétricas, temos a norma ABNT NBR 5410, 
que se refere a instalações elétricas de baixa tensão. 
Na NBR 5410, estão definidas as regras para instalações elétricas e aterramento, uso de materiais isolantes, 
cuidados com a proteção e demais regras a serem seguidas pelo profissional que atua em eletricidade na 
área de instalações elétricas. Já a norma que se refere à segurança em serviços com eletricidade é a norma 
NR-10, que trata de procedimentos de segurança individuais e coletivas. 
 
Fonte: ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, “NBR 5410: Instalações elétricas em baixa ten-
são”, 2004.
O corpo humano não é um organismo elétrico e, no entanto, todas as suas células recebem estímulos 
elétricos por meio de membranas. Este potencial elétrico é produzido por um gradiente eletroquímico que, 
por meio do sistema nervoso central, atua nos tecidos dos músculos e resulta nos movimentos.
Fonte: ALEXANDER, C.; SADIKU, M. Fundamentos de Circuitos Elétricos. Nova York: McGraw-Hill Education, 
2009.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Caro,	aluno	(a),	chegamos	ao	fim	da	nossa	primeira	unidade.	Ao	longo	do	primeiro	
tópico,	revisamos	os	conceitos	básicos	da	eletricidade,	corrente	e	tensão.	No	segundo	tópi-
co,	relembramos	as	famosas	Lei	de	Kirchoff	de	corrente	e	de	tensão	e	vimos	como	que	se	
aplica	em	exemplos.	Por	fim,	nos	tópicos	três	e	quatro	estudamos	a	diferença	entre	corren-
te	contínua	e	corrente	alternada	e	sistemas	trifásicos,	respectivamente.
Todos	os	conceitos	e	tópicos	estudados	nesta	unidade	introdutória	serão	de	funda-
mental	importância	para	que	possamos	aprofundar	os	nossos	estudos	em	projetos	elétri-
cos.	
 
UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS 28
LEITURA COMPLEMENTAR
Como	dica	de	leitura,	caro	estudante,	sugiro	que	faça	uma	análise	no	artigo	“Incên-
dios	de	Origem	Elétrica:	Um	Estudo	Sobre	Suas	Causas,	Consequências	e	Prevenções”.	
Este	estudo	tem	por	objetivo	debater	as	causas,	consequências	e	prevenções	de	incêndios	
de	origem	elétrica,	com	foco	restrito	nos	elementos	de	consumo	nas	instalações	residen-
ciais	e	empresariais.	Com	os	resultados	concluem-se	que	as	principais	causas	de	incêndios	
em	rede	elétrica	são	os	dimensionamentos	incorretos	das	instalações;	condutores	antigos	
e	mal	 conservados;	 realização	de	emendas	que	não	aguentam	a	passagem	de	 corren-
te	devidamente,	e	fios	expostos	ou	desencapados.	Portanto,	é	relevante	a	utilização	das	
instalações	com	as	devidas	medidas	de	segurança	e	conformidades	com	as	normas,	para	
evitar	acidentes	e	até	mesmo	incêndios.
Link de acesso do material:	 http://anais.unespar.edu.br/xi_eepa/data/uploads/arti-
gos/8/8-04.pdf
UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS 29
http://anais.unespar.edu.br/xi_eepa/data/uploads/artigos/8/8-04.pdf 
http://anais.unespar.edu.br/xi_eepa/data/uploads/artigos/8/8-04.pdf 
MATERIAL COMPLEMENTAR 
LIVRO 
Título: Projetos Elétricos
Autor: Roberto Machado
Editora: Érica
Sinopse: O livro Projetos Elétricos aborda os elementos subs-
tanciais desse tipo de projeto, contemplando a legislação e 
suas exigências, a simbologia, os recursos e as características 
industriais para as grandezas utilizadas. Também discorre so-
bre a atribuição de iluminação fabril, o dimensionamento de 
condutores, a importância dos eletrodutos, bem como comen-
ta as estratégias de segurança contra curto-circuito, choque 
elétrico, descarga atmosférica e sobrecarga. Analisa, ainda, os 
diagramas e o dimensionamento dos circuitos empregados na 
alimentação de maquinário industrial.
FILME/VÍDEO 
Título: Futuro Energético
Ano: 2010
Sinopse: A geração de energia a partir de combustíveis fósseis 
é uma realidade que deve mudar. Além dos impactos negativos 
promovidos pelos gases do efeito estufa, as reservas de petró-
leo já mostram sinais de escassez diante da alta demanda ener-
gética mundial. Existe uma urgência sobre a definição de novos 
caminhos e a busca por novas alternativas quando se trata de 
matriz energética, e esse cenário é amplamente explorado pelo 
documentário “Futuro Energético”
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=FnZMWJL-
zIf0
UNIDADE 1 INTRODUÇÃO A PROJETOS ELÉTRICOS 30
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Plano de Estudos
• Normas para projetos elétricos;
• Dimensionamento de Circuitos.
Objetivos da Aprendizagem
• Conceituar os preceitos básicos de projetos 
luminotécnicos;
• Conhecer os tipos de lâmpadas, reatores e as normas 
vigentes;
• Aprender a desenvolver os cálculos para projetos 
luminotécnicos.
2UNIDADEUNIDADEPROJETOS PROJETOS 
LUMINOTÉCNICOS, LUMINOTÉCNICOS, 
RESIDENCIAIS, RESIDENCIAIS, 
DIMENSIONAMENTO DE DIMENSIONAMENTO DE 
ELETRODUTO E FIAÇÃOELETRODUTO E FIAÇÃO
Professor Mestre Lucas Delapria Dias dos Santos
INTRODUÇÃO
Como	 engenheiros,	 podemos	 atuar	 em	 diversas	 áreas	 e	 nos	mais	 diversificados	
setores	da	indústria	e	comércio.	Dentre	essas	áreas,	destaca-se	o	profissional	que	tenha	
domínio	em	projetos	elétricos.
A	complexidade	de	um	projeto	elétrico	pode	variar	desde	uma	simples	casa	até	um	
shopping	inteiro,	ou	mesmo	uma	planta	industrial.	Dessa	forma,	ao	longo	desta	unidade,	
abordaremos	assuntos	que	serão	de	fundamental	importância	em	sua	formação.	Veremos,	
por	exemplo,	cálculos	luminotécnicos,	aprenderemos	a	calcular	e	dimensionar	bitolas	de	
fios,	disjuntores,	circuitos	elétricos	e	teremos	uma	explicação	completa	sobre	as	NBRs	que	
regem	o	setor.
Mesmo	que	você,	 futuro	(a)	engenheiro	(a)	atue	em	outras	áreas,	como	geração,	
transmissão	e	distribuição	de	energia,	será	necessário	saber	calcular	bitolas	de	fios,	disjun-
tores	e	circuitos.	E	esse	material	será	a	base	para	a	sua	caminhada	profissional.	Vamos	lá?
UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO 32
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UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO
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 1 NORMAS PARA 
PROJETOS ELÉTRICOS
TÓPICO
Todo	projeto	deve	 ter	uma	sequência	 lógica,	a	fim	de	otimizar	o	seu	processo	de	
elaboração.	Essa	sequência,	que	chamaremos	de	roteiro,	ajuda	o	projetista	a	manter	um	
padrão	de	qualidade,	economizar	tempo,	evitando	correções	desnecessárias	em	projeto	e	
agilizando	a	sua	entrega	final.	E	é	claro	que	um	projeto	elétrico	deve	possuir	um	roteiro	para	
a	sua	elaboração.	
Dentro	da	literatura,	temos	várias	abordagens	para	a	elaboração	de	um	roteiro.	Al-
guns	autores	apresentam	até	17	passos	para	a	elaboração	de	um	roteiro	de	projeto	elétrico,	
outros	são	mais	sucintos,	com	nove	passos.	
Para	 lhe	auxiliar	a	elaborar	o	seu	 roteiro	de	projeto,	 conversaremos	sobre	vários	
pontos	e	entenderemos	a	lógica	por	trás	dele.	Com	isso,	você	terá	a	base	para	elaborar	o	
seu	roteiro	para	projetos.	É	válido	lembrar	que	pode	haver	variação	no	roteiro	de	um	proje-
to	elétrico	residencial	para	um	industrial,	dado	o	aumento	das	cargas	e	comportamento	de	
consumo	também.	
A Associação Brasileira de Normas Técnicas ou ABNT, é a entidade privada sem fins lucrativos, responsável 
pela normalização técnica de diversos setores no Brasil. Podemos dizer que a ABNT é o Foro Nacional de 
Normalização. Portanto, todas as NBR foram criadas por essa associação.
Fonte: https://tecnoblog.net/responde/o-que-significa-nbr-normas-tecnicas-abnt/#:~:text=A%20
ABNT%20criou%20a%20NBR,foram%20criadas%20por%20essa%20associação.
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34UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO
• Estudar a planta de situação e arquitetônica 
Esse	ponto	é	muito	importante,	pois,	sem	um	conhecimento	da	edificação,	a	elabo-
ração	do	projeto	é	muito	lenta	e	sujeita	a	muitas	alterações.	Você,	como	projetista,	deve	
identificar	o	melhor	local	para	a	entrada	de	energia,	entender	a	edificação	e	como	ela	será	
utilizada.	
• Determinação dos pontos de carga 
Em	alguns	projetos,	esses	pontos	já	serão	determinados	por	outro	profissional.	Em	
uma	residência,	o	arquiteto	ou	designer	de	interiores	pode	já	indicar	quais	cargas	estarão	
em	quais	locais.	Já	em	uma	indústria,	um	engenheiro	de	produção	pode	fazer	um	estudo	
a	fim	de	otimizar	o	processo	fabril,	fazendo	já	uma	alocação	das	máquinas.	Caso	isso	não	
ocorra,	você	deve	fazer	uma	distribuição	prévia,	seguindo	a	NBR	5410	e	conversar	com	o	
cliente,	verificando	se	essa	disposição	atende	ao	que	ele	necessita.
 • Projeto luminotécnico 
O	projeto	luminotécnico	pode	estar	incluso	ou	não	no	item	anterior	e	deve	seguir	os	
padrões	mínimos	exigidos	pela	NBR	5410.	Em	projetos	mais	completos	de	interiores,	um	
ambiente	pode	possuir	diversas	luminárias,	como	paflon,	spots,	fitas	de	LED,	pendentes.	
Com	isso,	cabe	ao	projetista	fazer	o	direcionamento	correto	para	todos	esses	pontos.	
• Definir o sistema de aterramento 
Esse	é	um	passo	muito	importante	dentro	de	um	projeto,	porque	ele	será	o	norteador	
para	o	dimensionamento	de	conduítes,	eletrocalha	ou	outro	método	de	instalação.	
• Atribuir a potência de cada ponto do circuito 
Anteriormente,	fez-se	a	distribuição	dos	pontos	em	que	estão	previstas	as	cargas.	
Nesse	momento,	você	deve	fazer	a	atribuição	da	potência	do	ponto.	Isso	lhe	possibilitará	
verificar	a	necessidade	de	correção	do	fator	de	potência	das	cargas
35UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO
• Distribuição de cargas em circuitos 
Nesse	ponto,	você	deve	verificar	quais	cargas	serão	agrupadas	em	cada	circuito.	
Um	exemplo	é	que	todas	as	tomadas	de	uma	cozinha,	por	exemplo,	estão	em	um	circuito	
apenas.	Já	na	indústria,	é	mais	comum	que	cada	máquina	esteja	em	um	circuito,	dada	a	
potência	de	cada	uma.	Após	essa	distribuição,	a	elaboração	de	uma	tabela	de	cargas	é	
fundamental	para	a	organização	de	visualização	dos	circuitos	existentes.	
• Localizar quadro de distribuição (QD) 
A	localização	dos	quadros	é	fundamental	em	um	projeto,	visto	que	os	cabos	que	ali-
mentam	os	QDs	são	de	bitolas	maiores.	O	posicionamento	deve	ser	estratégico,	alinhando	
praticidade	e	economia	para	a	instalação.	
• Distribuição da tubulação 
Nesse	ponto,	você	deve	traçar	o	caminho	que	os	cabos	percorrerão,	partindo	dos	
seus	respectivos	quadros	e	indo	para	as	cargas.	
• Dimensionamento dos condutores 
Nesse	ponto,	você	deve	fazer	o	dimensionamento	dos	condutores,	levando	em	con-
ta	a	corrente	que	a	carga	demandará,	o	método	de	instalação	e	os	fatores	de	correção	de	
agrupamento	de	circuitos	e	de	temperatura.	
• Determinação das correntes de curto-circuito 
Deve	se	fazer	a	determinação	das	correntes	de	curto-circuito	em	cada	ponto	do	cir-
cuito.	
• Determinação dos dispositivos de proteção 
Seguindo	a	NBR	5410	(ABNT,	2004),	deve-se	realizar	a	seleção	de	quais	serão	os	
dispositivos	de	proteção	necessários	e	realizar	o	seu	dimensionamento.	
• Verificar a potência de demanda da instalação 
Visto	que,	muitas	vezes,	a	potência	instalada	é	muito	maior	que	a	potência	de	de-
manda,	realiza-se	uma	estimativa	da	potência	de	demanda,	normalmente,	as	concessioná-
rias	de	energia	trazem	essa	recomendação	para	residências.	Para	indústrias,	é	necessário	
entender	o	seu	funcionamento	para	realizar	esse	passo.	Essa	potência	é	necessária	para	
36UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO
determinar	qual	é	o	padrão	de	entrada	necessário	para	a	edificação.	
• Elaboração de diagrama unifilar 
Segundo	a	NR	10	 (BRASIL,	 1978),	 todas	as	 instalações	elétricas	devem	possuir	
diagrama	unifilar	atualizado.	Além	de	cumprir	a	legislação,	esse	passo	é	essencial	para	o	
entendimento	do	projeto.
• Memorial descritivo 
Esclarecendo	e	justificando	as	definições	utilizadas	no	projeto,	esse	é	um	ponto	es-
sencial	para	a	sua	finalização.	Projetos	comerciais,	principalmente,	para	shoppings	centers,	
exigem	a	entrega	desse	item.	
• Memorial quantitativo 
Visto	que	 todo	o	projeto	está	finalizado,	cabe	ao	projetista	 informar	os	 itens	e	as	
quantidades	necessárias	paraa	execução	desse	projeto.	
• Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)	
A	ART	é	essencial	para	a	garantia	de	que	o	projeto	foi	feito	por	um	profissional	qua-
lificado,	autorizado	e	habilitado.
	
• As built 
Esse	é	um	serviço	de	correção	de	projeto,	visto	que,	em	muitas	execuções	de	obra,	são	
feitas	correções.	Deve-se	fazer	a	atualização	dos	pontos	alterados	no	projeto	para	manter	ele	
da	maneira	correto	e	atualizado.	Lembre-se	que	o	ideal	é	você	criar	um	método	que	venha	a	
abranger	todos	os	pontos	citados	anteriormente.	Você	pode	abrir	outros	pontos,	incorporar	um	
em	outro,	como	você	preferir.	Contudo,	tenha	um	roteiro	para	a	elaboração	dos	seus	projetos.	
	 Após	entender	o	 roteiro	para	elaboração	de	um	projeto	elétrico,	conheceremos	e	
entenderemos	o	que	NBR	5410,	que	é	a	nossa	norma	para	projetos	elétricos,	diz	sobre	a	
carga	elétrica	e	a	previsão	de	carga	em	instalações	elétricas	de	baixa	tensão.
Para	começar	um	projeto,	devemos	entender	que	a	norma	traz	o	mínimo	que	uma	
instalação	deve	possuir.	Logo,	devido	a	questões	de	conformidade,	normalmente,	um	pro-
jeto	utiliza	quantidades	superiores	para	pontos	de	iluminação	e	tomadas.
Quanto	à	 iluminação,	existe	uma	norma	que	guia	o	dimensionamento	em	 função	
do	método	de	lúmens.	Tal	método	apresenta	variações	para	a	quantidade	de	iluminação	
necessária	para	cada	tipo	de	atividade.	A NBR ISO 8995: iluminação em ambientes de tra-
balho nos	fornece	essas	informações.
A	NBR	5410,	em	seu	item	9.5.2.1.1,	diz	que	todo	cômodo	deve	possuir,	pelo	menos,	
37UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO
um	ponto	de	iluminação	fixa	no	teto,	com	comando	por	interruptor	(ABNT,	2004).	Já	quanto	
à	carga	que	essa	iluminação	deve	possuir,	ela	afirma,	no	seu	item	9.5.2.1.2,	que:
a)	em	cômodos	ou	dependências	com	área	igual	ou	inferior	a	6	m2	deve	ser	prevista	
uma	carga	mínima	de	100	VA;	b)	em	cômodo	ou	dependências	com	área	superior	
a	6	m2,	deve	ser	prevista	uma	carga	mínima	de	100	VA	para	os	primeiros	6	m2,	
acrescida	de	60	VA	para	cada	aumento	de	4	m2	inteiros	(ABNT,	2004,	p.	183).
Visualizemos	de	forma	prática:	em	uma	cozinha	com	20m²,	teríamos	uma	divisão	de	
área	de	6	m²	+	4	m²	+	4	m²	+	4	m²	+	2	m².	Logo,	a	potência	necessária,	conforme	solicitado	
em	norma,	seria	de:	100	VA	+	60	VA	+	60	VA	+	60	VA,	observando	que	a	última	fração	de	
área	foi	de	2	m²,	não	atingindo	os	4	m²	inteiros.	Isso	nos	leva	a	um	total	de	280	VA	somente	
para	iluminação	de	um	cômodo.	É	muita	coisa,	não	é?
Pensando	que,	hoje,	temos	lâmpadas	de	LED	de	40	W	com	uma	iluminância	con-
siderável,	 uma	cozinha	 com	essa	potência	 de	 iluminação	estaria	muito	 iluminada.	Esse	
fato	ocorre,	pois,	a	norma	foi	escrita	em	2004,	quando	a	iluminação	se	dava	por	meio	de	
lâmpadas	incandescentes	que	possuem	uma	potência	muito	maior	—	o	que	não	necessa-
riamente	aumenta	a	sua	iluminação.	Entretanto,	tendo	em	vista	o	projeto	como	um	todo,	
essa	carga	de	iluminação	não	altera	muito	a	necessidade,	e,	hoje,	temos	ambientes	muito	
mais	customizados	para	o	usuário,	com	lâmpadas	para	iluminação	geral,	sancas	com	fitas	
de	LED,	spots	e	pendentes.
Observe	que	a	previsão	de	cargas	utiliza	a	unidade	VA	(Volt-Ampère),	que	faz	refe-
rência	à	potência	aparente	dos	equipamentos	—	ao	contrário	da	potência	ativa,	dada	em	
Watts.
Para	o	número	de	pontos	de	tomadas,	o	item	9.5.2.2.1	da	norma	NBR	5410	nos	diz	
que	ele	deve	ser	determinado	em	função	da	destinação	do	local	e	dos	equipamentos	elétri-
cos	utilizados,	observando-se	os	seguintes	critérios:
a)	em	banheiros,	deve	ser	previsto	pelo	menos	um	ponto	de	tomada,	próximo	ao	
lavatório;	
b)	em	cozinhas,	copas,	copas-cozinhas,	áreas	de	serviço,	cozinha-área	de	serviço,	
lavanderias	e	 locais	análogos,	deve	ser	previsto	no	mínimo	um	ponto	de	tomada	
para	 cada	3,5	m,	 ou	 fração,	 de	 perímetro,	 sendo	que	acima	da	bancada	da	pia	
devem	ser	previstas	no	mínimo	duas	tomadas	de	corrente,	no	mesmo	ponto	ou	em	
pontos	distintos;	
c)	em	varandas,	deve	ser	previsto	pelo	menos	um	ponto	de	tomada;
d)	em	salas	e	dormitórios	devem	ser	previstos	pelo	menos	um	ponto	de	 tomada	
para	cada	5	m,	ou	fração,	de	perímetro,	devendo	esses	pontos	ser	espaçados	tão	
uniformemente	quanto	possível;	
e)	em	cada	um	dos	demais	cômodos	e	dependências	de	habitação	devem	ser	pre-
vistos	pelo	menos:	 um	ponto	de	 tomada,	 se	a	área	do	 cômodo	ou	dependência	
for	igual	ou	inferior	a	2,25	m2.	Um	ponto	de	tomada,	se	a	área	do	cômodo	ou	de-
pendência	for	superior	a	2,25	m2	e	igual	ou	inferior	a	6	m2.	Um	ponto	de	tomada	
para	cada	5	m,	ou	fração,	de	perímetro,	se	a	área	do	cômodo	ou	dependência	for	
superior	a	6	m2,	devendo	esses	pontos	ser	espaçados	tão	uniformemente	quanto	
possível	(ABNT,	2004,	p.	183).
38UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO
Com	relação	à	potência	dos	pontos	de	tomadas,	esta	é	função	dos	equipamentos	
que	os	pontos	poderão	alimentar.	O	item	9.5.2.2.2	da	norma	estabelece	os	seguintes	valo-
res	mínimos	(ABNT,	2004,	p.	184):
a)	em	banheiros,	cozinhas,	copas,	copas-cozinhas,	áreas	de	serviço,	lavanderias	e	
locais	análogos,	no	mínimo	600	VA	por	ponto	de	tomada,	até	três	pontos,	e	100	VA	
por	ponto	para	os	excedentes,	considerando-se	cada	um	desses	ambientes	sepa-
radamente.	Quando	o	total	de	tomadas	no	conjunto	desses	ambientes	for	superior	
a	seis	pontos,	admite-se	que	o	critério	de	atribuição	de	potências	seja	de	no	mínimo	
600	VA	por	ponto	de	tomada,	até	dois	pontos,	e	100	VA	por	ponto	para	os	exceden-
tes,	sempre	considerando	cada	um	dos	ambientes	separadamente;	
b)	nos	demais	cômodos	ou	dependências,	no	mínimo	100	VA	por	ponto	de	tomada.	
Vamos	verificar	um	exemplo	de	dimensionamento	de	pontos	de	tomada.
Apliquemos	para	a	cozinha,	que	acabamos	de	citar:	ela	tem	4	m	x	5	m,	qual	é	o	nú-
mero	mínimo	de	tomadas	necessário	para	cada	um	desses	ambientes?	Para	a	cozinha,	te-
mos,	conforme	item	9.5.2.2.1	(b)	da	NBR	5410,	que	deve	ser	previsto,	no	mínimo,	um	ponto	
de	tomada	para	cada	3,5	m,	ou	fração,	de	perímetro.	Assim,	o	perímetro	é	de	4	m	+	5	m	+	4	
m	+	5	m	=	20	m.	Então,	teremos	20	m	/	3,5	m	=	5,71.	Consequentemente,	dimensionaremos	
seis	tomadas	para	a	cozinha.
Imagine,	agora,	um	quarto,	em	que	suas	dimensões	são	3	m	x	4	m.	O	item	9.5.2.2.1	
(e)	da	NBR	5410	afirma	que	deve	ser	previsto,	no	mínimo,	um	ponto	de	tomada	para	cada	
5	m,	ou	fração,	de	perímetro,	já	que	o	quarto	possui	uma	área	de	12	m².	O	perímetro	do	
quarto	é	de	3	m	+	4	m	+	3	m	+	4	m	=	14	m.	Consequentemente,	o	número	de	tomadas	ne-
cessário	será	de	14	m	/	5	m	=	2,8	tomadas.	Assim,	adotaremos	três	tomadas.
Como	um	segundo	exemplo,	podemos	dimensionar	a	potência	dos	pontos	de	toma-
da	calculados	conforme	o	item	9.5.2.2.2	da	norma	NBR	5410.	Para	a	cozinha,	como	temos	
seis	tomadas,	teríamos	três	com	potência	de	600	VA	e	três	com	100	VA.	E,	para	o	quarto,	
as	três	tomadas	teriam	uma	potência	de	100	VA	cada.
Sobre	a	potência	das	 tomadas,	é	essencial	saber	a	sua	classificação	conforme	a	
sua	utilização.	A	norma	cita	tomadas	residenciais	e	industriais,	sendo	que,	especificamen-
te,	para	as	tomadas	residenciais	(prediais),	podemos	classificá-las	em	(a)	tomadas	de	uso	
geral	(TUGs)	e	(b)	tomadas	de	uso	específico	(TUEs).	Tomadas	industriais,	normalmente,	
são	TUEs,	em	função	das	máquinas	utilizadas	na	indústria,	normalmente,	possuírem	uma	
potência	consideravelmente	superior	em	relação	aos	equipamentos	que	utilizamos	em	uma	
residência.
As	TUGs	suportam	corrente	de	até	10	Ampères,	e	as	TUEs,	correntes	acima	de	10	A.	
As	tomadas	comuns	que	temos	em	casa	são	TUGs,	nas	quais	conectamos	equipamentos	e	
eletrodomésticos	comuns.	Já	as	TUEs	são	utilizadas	com	equipamentos	de	maior	potência,	
assim	como	uma	máquina	de	secar	roupas	e	o	forno	micro-ondas.
Pontos	de	alimentação	elétrica	utilizados	para	aquecimento	de	água	—	chuveiro,	tor-
neira	elétrica	—	não	devem	utilizar	tomadas.	Esses	equipamentos	devem	ser	conectados	
diretamente	ao	circuito	respectivo,	assim	como	indica	o	item	9.5.2.3	da	norma	NBR	5410.	
Infelizmente,temos	muitos	profissionais	mal	capacitados	que	fazem	a	ligação	de	chuveiros	
39UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO
com	conectores,	por	exemplo.	Esse	tipo	de	ligação	pode	gerar	problemas,	como	o	apareci-
mento	de	zinabre,	oxidação	dos	cabos,	mal	contato,	gerando	sobreaquecimento	nos	cabos,	
podendo	ocasionar	até	um	princípio	de	incêndio.
Aprofundar-nos-emos,	agora,	em	iluminação	ou	luminotécnica.	Ela	já	foi	responsável	
por	utilizar	cerca	de	17%	do	consumo	da	energia	do	país,	o	que	nos	mostra	que	é	um	fator	
importante	para	você,	futuro(a)	projetista,	estar	atento(a)	aos	conceitos	e	às	necessidades	
desse	ponto	primordial	em	projetos.	Como	já	falamos	anteriormente,	cada	atividade,	dentro	
de	uma	residência,	um	comércio	ou	uma	indústria,	solicita	um	certo	nível	de	iluminação.	E	
esse	fator	é	muito	importante,	visto	que	o	rendimento	da	pessoa	que	executa	a	atividade	
varia	se	o	nível	estiver	dentro	ou	fora	dos	padrões.
Um	bom	projeto	de	iluminação	deve	possuir	alguns	pontos	essenciais,	como:	nível	
de	iluminação	suficiente	para	cada	atividade	específica;	distribuição	espacial	da	luz	sobre	
o	cômodo	ou	ambiente;	escolha	da	cor	da	luz	e	de	seu	rendimento;	escolha	correta	dos	
equipamentos	de	iluminação;	tipo	de	execução	das	paredes	e	pisos;	iluminação	de	acesso	
aos	ambientes.
Por	isso,	como	falamos	em	nosso	plano	para	elaborar	um	projeto	elétrico,	ou,	me-
lhor,	roteiro	de	um	projeto,	o	primeiro	ponto	é	estudar	a	arquitetura	da	edificação,	estudar	
os	detalhes,	para	que	você	já	consiga	identificar	como	fixará	a	iluminação.
Um	exemplo	disso	é	se,	em	uma	residência,	ela	possuirá	forro	ou	se	os	conduítes	
serão	instalados	diretamente	na	laje.	Em	uma	indústria,	é	preciso	saber	como	é	o	teto	da	
edificação,	se	a	iluminação	será	instalada	nas	eletrocalhas,	com	tirantes,	se	existem	máqui-
nas	que	podem	colidir	com	a	iluminação,	como	pontes	rolantes	ou	alguma	outra	máquina.	
Essas	particularidades	do	projeto	devem	ser	estudadas	previamente.
Contudo,	para	você	conhecer	cada	conceito	quando	falamos	sobre	iluminação,	en-
tenderemos	aqueles	essenciais	de	uma	maneira	sucinta.
• Luz	
É	uma	onda	eletromagnética	de	diferentes	comprimentos.	
• Iluminância 
É	o	“limite	da	razão	do	fluxo	luminoso	recebido	pela	superfície	em	torno	de	um	ponto	
considerado,	para	a	área	da	superfície	quando	esta	tende	para	o	zero”	(ABNT,	1992,	p.	1).	A	
iluminância	é	conhecida,	também,	como	nível	de	iluminamento.	É	expressa	em	lux,	que	cor-
responde	ao	fluxo	luminoso	incidente	em	uma	determinada	superfície	por	unidade	de	área.	
Isso	quer	dizer	que,	caso	uma	superfície	plana	de	1	m²	seja	iluminada	perpendicularmente	
por	uma	fonte	de	luz	de	1	lúmen,	ela	apresentará	uma	iluminância	de	1	lux:
F:	fluxo	luminoso,	em	lúmens.	
40UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO
S:	área	da	superfície	iluminada,	em	m².	
Normalmente,	o	fluxo	luminoso	não	é	uniforme.	Em	função	disso,	utilizamos	o	fluxo	
luminoso	médio.
• Fluxo luminoso 
É	a	potência	de	radiação	emitida	por	uma	fonte	luminosa	em	todas	as	direções	do	
espaço.	Sua	unidade	é	o	lúmen,	que	representa	a	quantidade	de	luz	irradiada	através	de	
uma	abertura	de	1	m²,	feita	na	superfície	de	uma	esfera	de	1	m	de	raio	por	uma	fonte	lu-
minosa	de	intensidade	igual	a	1	candela,	em	todas	as	direções,	colocada	no	seu	interior	e	
posicionada	no	centro.
Como	 referência,	 uma	 fonte	 luminosa	de	 intensidade	 igual	 a	uma	candela	emite,	
uniformemente,	12,56	lúmens,	ou	seja,	4πR2	lúmens	para	R	=	1	m.	Mamede	Filho	(2017,	
p.	58)	afirma	que	“o	fluxo	luminoso	também	pode	ser	definido	como	a	potência	de	radiação	
emitida	por	uma	determinada	fonte	de	luz	e	avaliada	pelo	olho	humano”.	
• Eficiência luminosa 
É	a	relação	entre	o	fluxo	luminoso	emitido	por	uma	fonte	luminosa	e	a	potência	em	
Watts	consumida	por	ela.	Essa	eficiência	é	dada	por:
Ψ:	fluxo	luminoso	emitido,	em	lúmens.
Pc	:	potência	consumida,	em	W.	
Cada	equipamento	de	 iluminação	 tem	uma	eficiência	 específica,	 como	 lâmpadas	
incandescentes,	fluorescentes,	de	LED,	halogêneos,	entre	outras.
• Intensidade luminosa 
É	definida	como	“o	limite	da	relação	entre	o	fluxo	luminoso	em	um	ângulo	sólido	em	
torno	de	uma	direção	dada	e	o	valor	desse	ângulo	sólido,	quando	esse	ângulo	sólido	tende	
a	zero”	(ABNT,	1998,	[s.p.]),	ou	seja,
Pode	ser	definida,	também,	como	a	potência	de	radiação	visível	que	uma	determi-
nada	fonte	de	luz	emite	em	uma	direção	especificada.	Sua	unidade	é	denominada	candela.	
•	Luminância 
“É	a	relação	entre	a	intensidade	luminosa	com	a	qual	irradia,	em	uma	direção	de-
terminada,	 uma	superfície	elementar	 contendo	um	ponto	dado	e	a	área	aparente	desta	
superfície	para	uma	direção	considerada,	quando	esta	área	tende	para	zero”	(ABNT,	1998,	
41UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO
[s.p.]).	Sua	unidade	é	expressa	em	candela	por	metro	quadrado	(cd/m2).	
A	luminância	é	entendida	como	a	medida	da	sensação	de	claridade,	provocada	por	
uma	fonte	de	luz	ou	superfície	 iluminada	e	avaliada	pelo	cérebro.	Pode	ser	determinada	
pela	equação:
S:	superfície	iluminada.	
α:	ângulo	entre	a	superfície	iluminada	e	a	vertical,	que	é	ortogonal	à	direção	do	fluxo	
luminoso.	
I:	a	intensidade	luminosa	
O	fluxo	luminoso,	a	intensidade	luminosa	e	a	iluminância	somente	são	visíveis	se	fo-
rem	refletidos	em	uma	superfície,	transmitindo	a	sensação	de	luz	aos	olhos,	cujo	fenômeno	
é	denominado	luminância.
• Refletância 
Relação	entre	o	fluxo	luminoso	refletido	por	uma	superfície	e	o	fluxo	luminoso	inci-
dente	sobre	ela.	
• Emitância	
Quantidade	de	fluxo	luminoso	emitido	por	uma	fonte	superficial	por	unidade	de	área.	
Expressa	em	lúmen/m².
Quem	diria	que,	para	o	estudo	de	um	projeto	luminotécnico,	você	precisaria	de	to-
das	essas	informações,	não	é?	Entretanto,	para	lhe	tranquilizar,	a	não	ser	que	você	siga	
para	o	 lado	de	 laudos	de	segurança	no	 trabalho,	projetos	de	prevenção	de	 incêndio	ou	
para	projetos	de	iluminação	pública,	você	não	precisará	ter	contato	direto	com	todas	essas	
informações.
O	local	para	você	encontrar	as	informações	do	equipamento	escolhido	é	o	catálogo	
do	fabricante.	Normalmente,	nós	não	nos	interessamos	muito	por	catálogos	de	lâmpadas,	
mas	é	bem	 interessante	verificá-los	e	conhecer	melhor	os	equipamentos	disponíveis	no	
mercado.
Para	os	projetos	de	iluminação pública,	você	deve	voltar	seus	estudos	a	algumas	
normas	específicas,	 como	a	NBR	5101:	 iluminação	pública:	procedimento.	Nela,	 consta	
toda	a	base	essencial	para	o	cálculo	de	 iluminação	necessária.	Existem	variações	para	
o	dimensionamento	segundo	vários	aspectos,	como	a	intensidade	de	tráfego	de	veículos	
motorizados,	de	pedestres,	o	tipo	de	via,	por	exemplo.	Um	detalhe	muito	importante	ao	falar	
sobre	a	NBR5101	é	que	ela	foi	atualizada	em	2018,	logo,	a	versão	de	2012	está	cancelada.
Um	ponto	que	pode	lhe	auxiliar	muito	para	esses	projetos	é	procurar	algum	caderno	
técnico	da	concessionária	de	energia	do	local	em	que	será	realizado	o	projeto.	Ele	lhe	ins-
truirá	quanto	a	quais	normas	você	deve	se	atentar	e	ao	modelo	que	será	autorizado	para	a	
execução.	Isso	pode	lhe	poupar	muito	tempo	e	dor	de	cabeça,	porque	submeter	um	projeto	
42UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO
e	ter	que	corrigi-lo	porque	ele	foi	reprovado	é	um	trabalho	bem	cansativo.
Para	obras	comerciais,	 industriais	ou	edificações	de	uso	coletivo	—	como	prédios	
—,	você	deve	pensar	na	iluminação	de	emergência	também.	Esse	é	um	ponto	que	está	as-
sociado	ao	projeto	de	prevenção	contra	incêndio,	também	conhecido	como	PPCI.	Nesses	
tipos	de	empreendimento,	é	necessário	ter	esse	projeto	para	que	a	Prefeitura	do	Município	
dê	o	alvará	de	funcionamento.	Logo,	caso	você	não	faça	esse	tipo	de	projeto,	o	PPCI,	você	
trabalhará	em	conjunto	com	uma	equipe	de	outros	profissionais	para	que	o	empreendimen-
to	consiga	a	liberação	do	Corpo	de	Bombeiros	para	funcionamento.Para	esses	projetos,	temos	duas	normas	que	são	os	nossos	guias,	a	NBR	10898:	
sistemas	de	iluminação	de	emergência	e	a	NPT	18:	iluminação	de	emergência.	A	NBR	é	
escrita	pela	ABNT,	e	a	Norma	de	Procedimento	Técnico	(NPT),	pelo	Corpo	de	Bombeiros.	
Ambas	são	complementares,	e,	para	aprovação	junto	ao	Corpo	de	Bombeiros,	você	preci-
sará	utilizar	as	duas.	Seguem	alguns	tópicos	importantes	quanto	ao	tipo	de	alimentação	e	
posicionamento	para	esse	circuito	de	iluminação	específico	(NPT	18):
•	A	distância	máxima	entre	dois	pontos	de	iluminação	de	emergência	não	deve	ul-
trapassar	15	metros	e	entre	o	ponto	de	iluminação	e	a	parede	7,5	metros.	Outro	distancia-
mento	entre	pontos	pode	ser	adotado,	desde	que	atenda	aos	parâmetros	da	NBR	10898;	
•	Deve-se	garantir	um	nível	mínimo	de	iluminamento	de	3	(três)	lux	em	locais	planos	
(corredores,	halls,	áreas	de	refúgio)	e	5	(cinco)	 lux	em	locais	com	desnível	 (escadas	ou	
passagens	com	obstáculos);	
•	A	tensão	das	luminárias	de	aclaramento	e	balizamento	para	iluminação	de	emer-
gência	em	áreas	com	carga	de	incêndio	deve	ser	de,	no	máximo,	de	30	Volts.	
•	Para	 instalações	existentes	e	na	 impossibilidade	de	reduzir	a	 tensão	de	alimen-
tação	das	luminárias,	pode	ser	utilizado	um	interruptor	diferencial	de	30mA,	com	disjuntor	
termomagnético	de	10A.	
•	Recomenda-se	a	instalação	de	uma	tomada	externa	à	edificação,	compatível	com	
a	potência	da	iluminação,	para	ligação	de	um	gerador	móvel.	Essa	tomada	deve	ser	acessí-
vel,	protegida	adequadamente	contra	intempéries	e	devidamente	identificada	(ABNT,	2004). 
 Essas	exigências	não	são	complexas	pelo	ponto	de	vista	de	projeto	e	dimensiona-
mento,	porém,	caso	não	sejam	previstas	na	fase	de	projeto,	podem	gerar	gastos	não	pre-
vistos	e	soluções	não	agradáveis,	do	ponto	de	vista	estético,	para	o	empreendimento.
Agora,	estudante,	você	tem	o	conhecimento	básico	para	montar	um	roteiro	de	proje-
to	elétrico,	seja	ele	residencial	ou	industrial.	
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UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO
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2 DIMENSIONAMENTO 
DE CIRCUITOS
TÓPICO
O	dimensionamento	correto	da	seção	transversal	de	um	condutor	é	extremante	ne-
cessário	ao	bom	funcionamento	das	instalações.	Além	disso,	evita	problemas	na	carga	a	
ser	energizada	e	proporciona	o	dimensionamento	correto,	a	fim	de	evitar	acidentes,	como	
o	princípio	de	incêndio.	Em	função	disso,	é	preciso	considerar	alguns	aspectos	para	fazer	
o	dimensionamento.	Conheça-os:
•	Tensão	nominal.	
•	Frequência	nominal.	
•	Potência	da	carga	a	ser	suprida.	
•	Fator	de	potência	da	carga.	
•	Tipo	de	sistema:	monofásico,	bifásico	ou	trifásico.	
•	Método	de	instalação	dos	condutores.	
•	Natureza	de	carga:	reativa,	indutiva	ou	capacitiva.	
•	Distância	da	carga	até	o	ponto	de	alimentação.	
•	Corrente	de	curto-circuito.
Agora,	 falaremos	 dos	 condutores.	 De	maneira	 geral,	 quase	 todas	 as	 instalações	
elétricas	utilizam	o	cobre	como	o	condutor	dos	fios	e	cabos	elétricos.	O	uso	do	alumínio	é	
menor,	apesar	de	o	preço	ser	consideravelmente	menor	que	o	do	cobre.
Isso	se	dá	em	função	da	NBR	5410,	que	restringe	o	uso	dos	condutores	de	alumínio,	
permitindo	somente	em	seções	iguais	ou	superiores	a	16	mm²,	devido	ao	fato	de	esse	ma-
terial	necessitar	de	cuidados	maiores	para	transporte	e	instalação	e	em	consequência	das	
características	químicas	e	mecânicas.
A	 isolação	dos	fios	e	dos	cabos	pode	ser	 feita	com	diferentes	 tipos	de	materiais,	
como	o	PVC	(cloreto	de	polivinila),	o	EPR	(etilenopropileno)	e	o	XLPE	(polietileno	reticula-
do).	Em	função	das	propriedades	de	cada	material	(químicas,	elétricas	e	mecânicas),	o	uso	
de	cada	um	é	especifico,	dadas	as	particularidades	de	cada	instalação.
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44UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO
Temos,	no	mercado,	condutores	chamados	de	 isolados	quando	têm	uma	camada	
isolante,	sem	capa	de	proteção.	Temos	os	unipolares,	que	têm	uma	camada	isolante	prote-
gida	por	uma	capa,	normalmente,	constituída	de	PVC.	Também	há	os	cabos	multipolares,	
que	possuem	vários	polos,	também	chamados	de	PP
Há	algumas	variações	quanto	à	 isolação	dos	condutores.	Os	condutores	 isolados	
têm	isolação	de	750V,	o	que	é	padronizado	pela	NBR	6148.	Os	condutores	unipolares	têm	
isolação	0,6/1kV,	o	que	é	padronizado	pela	NBR	6251.
Um	aspecto	muito	importante	para	o	dimensionamento	dos	condutores	é	realizar	a	
divisão	de	circuitos	de	maneira	que	o	sistema	limite	as	consequências	da	falta	de	energia,	
facilite	as	verificações,	os	ensaios,	a	manutenção	e	as	condições	para	utilizar	os	conduto-
res	de	pequena	bitola.
A	NBR	5410,	no	item	4.2.5.1,	afirma	que	“a	instalação	deve	ser	dividida	em	tantos	
circuitos	quantos	necessários,	devendo	cada	circuito	ser	concebido	de	forma	a	poder	ser	
seccionado	sem	risco	de	realimentação	inadvertida	através	de	outro	circuito”	(ABNT,	2004,	
p.	18).	Em	4.2.5.5,	explica	que	“os	circuitos	terminais	devem	ser	individualizados	pela	fun-
ção	dos	equipamentos	de	utilização	que	alimentam.	Em	particular,	 devem	ser	 previstos	
circuitos	terminais	distintos	para	pontos	de	iluminação	e	para	pontos	de	tomada”	(ABNT,	
2004,	p.	18).	Com	isso,	a	iluminação	e	as	tomadas	devem	ser	separadas.
No	entanto,	em	locais	de	habitação,	a	norma	afirma,	no	item	9.5.3.3,	que,	em	algu-
mas	situações,	pontos	de	 iluminação	e	 tomadas	podem	ser	alimentados	por	circuito	co-
mum,	desde	que	respeitadas	algumas	condições:
a)	a	corrente	de	projeto	(IB)	do	circuito	comum	(iluminação	mais	tomadas)	não	deve	
ser	superior	a	16	A;	
b)	os	pontos	de	iluminação	não	sejam	alimentados,	em	sua	totalidade,	por	um	só	
circuito,	caso	esse	circuito	seja	comum	(iluminação	mais	tomadas);	e	
c)	os	pontos	de	tomadas,	já	excluídos	os	indicados	em	9.5.3.2,	não	sejam	alimenta-
dos,	em	sua	totalidade,	por	um	só	circuito,	caso	esse	circuito	seja	comum	(ilumina-
ção	mais	tomadas)	(ABNT,	2004,	p.	184).
Isso	nos	evidencia	que,	caso	você	trabalhe	com	projetos	industriais	e	residenciais,	
você	deve	estar	atento(a)	a	essas	ressalvas	na	norma.
Também	é	necessário	se	atentar	a	dois	pontos:
9.5.3.1	Todo	ponto	de	utilização	previsto	para	alimentar,	de	modo	exclusivo	ou	vir-
tualmente	dedicado,	equipamento	com	corrente	nominal	superior	a	10	A	deve	cons-
tituir	um	circuito	independente.	
9.5.3.2	Os	pontos	de	tomada	de	cozinhas,	copas,	copas-cozinhas,	áreas	de	serviço,	
lavanderias	 e	 locais	 análogos	 devem	 ser	 atendidos	 por	 circuitos	 exclusivamente	
destinados	à	alimentação	de	tomadas	desses	locais	(ABNT,	2004,	p.	184).
Além	disso,	deixa	condições,	nos	quadros	de	comandos	e	condutos,	que	possibili-
tem	futuras	ampliações	no	sistema	e	a	realização	de	um	balanço	de	carga	entre	as	fases	
(caso	o	sistema	tenha	mais	de	uma	fase).
Iniciaremos	o	processo	de	dimensionamento	da	secção	mínima	dos	condutores	de	
fase.	Isso,	porque,	para	os	condutores	de	proteção	e	de	neutro,	a	NBR	5410	determina	ou-
45UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO
tras	recomendações.	O	primeiro	aspecto	que	devemos	verificar	é	o	método	de	instalação.	
A	Tabela	1	apresenta,	de	maneira	resumida,	os	métodos	de	instalação	que	a	norma	apre-
senta.	A	leitura	da	norma	e	de	todas	as	notas	é	essencial	para	um	melhor	entendimento.
TABELA 1 - MÉTODOS DE REFERÊNCIA
Fonte:	adaptada	de	ABNT	(2004).
Definido	o	método	de	referência	TAB,	verificaremosos	três	critérios	aos	quais	a	se-
ção	mínima	do	condutor	deve	atender:	
•	Capacidade	de	condução	de	corrente.	
•	Limites	de	queda	de	tensão.	
•	Capacidade	de	condução	de	corrente	de	curto-circuito	por	tempo	limitado.
Os	critérios	determinam	o	valor	da	corrente	máxima	que	percorrerá	o	condutor.	É	
preciso	verificar	a	tabela	correta,	dado	que	o	valor	pode	variar	em	função	do	método	de	
referência,	da	isolação	do	condutor	e	do	material	do	condutor	(cobre	ou	alumínio).
As	tabelas	mencionadas	são	as	Tabelas	36	a	39	da	norma.	A	Tabela	2	apresenta	um	
trecho	da	Tabela	36	da	norma.
46UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO
TABELA 2 - CAPACIDADES DE CONDUÇÃO DE CORRENTE, EM AMPÈRES, PARA OS MÉTODOS 
DE REFERÊNCIA A1, A2, B1, B2, C E D 
Fonte:	ABNT	(2004,	p.	101).
Os	valores	exibidos	nas	 tabelas	de	capacidade	de	condução	de	corrente	são	de-
terminados	em	 função	da	 limitação	da	 temperatura	das	 isolações,	 considerando	 regime	
contínuo.
A	norma	também	traz,	na	Tabela	47,	a	seção	mínima	dos	condutores	em	função	em	
função	do	tipo	de	material,	de	linha	e	utilização	do	circuito.
47UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO
TABELA 3 - SEÇÃO MÍNIMA DOS CONDUTORES
 
Fonte:	ABNT	(2004,	p.	113).
Não	podemos	nos	esquecer	de	que	a	capacidade	de	condução	de	corrente	obtida	
nas	tabelas	citadas	deve	ser	maior	ou	igual	à	corrente	de	projeto,	sendo:
,	para	cargas	monofásicas
Ou
,	para	cargas	bifásicas	ou	trifásicas	equilibradas
Onde:	
IB	é	a	corrente	de	projeto	
P(w)	potência	em	Watts	
FP	fator	de	potência	
Vff	tensão	fase-fase
Logo	
IZ	é	a	capacidade	de	corrente	do	condutor.
Depois	da	primeira	etapa,	é	preciso	verificar	se	o	condutor	está	em	condições	diferentes	
da	apresentada	pela	tabela.	Caso	esteja,	devemos	aplicar	os	fatores	de	correção	de	corrente.
Esses	 fatores	 são	 estabelecidos	 para	 cada	 condição	 particular	 da	 instalação	 do	
cabo,	como	temperatura	ambiente,	solos	com	resistividade	térmica	diferente	daquela	pre-
vista	e	agrupamento	de	circuito
48UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO
As	tabelas	citadas	preveem	que	a	temperatura	dos	condutores	esteja	em	20º	C	para	
as	linhas	subterrâneas	e	de	30º	C	para	as	linhas	não	subterrâneas.	Se	a	temperatura	do	
meio	ambiente	em	que	estão	instalados	os	condutores	for	diferente,	é	necessário	aplicar	os	
fatores	de	correção	de	corrente	previstos	na	Tabela	40	da	NBR	5410.
 
Os artigos de Moreira Júnior et al. (2019) e Galbiatti-Silveira (2018) trazem análises sobre sustentabilidade 
e diversificação da matriz energética, sendo trabalhos atuais relacionados ao tema da geração e consumo 
sustentável de energia elétrica. O artigo científico é um material diferenciado de leitura, que oportuniza o 
contato com a escrita científica e com informações atualizadas das mais diversas áreas de estudo.Moreira 
Junior et al. (2019). Galbiatti-Silveira (2018).
Fonte: http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pi-
d=S1692-25302018000100123&lng=en&nrm=iso
https://www.scielo.br/j/inter/a/KzHQQncYvXRBYndBDJsSctx/?lang=pt
 
http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1692-25302018000100123&lng=en&nrm=iso
http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1692-25302018000100123&lng=en&nrm=iso
49UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO
TABELA 4 - FATORES DE CORREÇÃO PARA TEMPERATURAS AMBIENTES DIFERENTES DE 30ºC 
PARA LINHAS NÃO-SUBTERRÂNEAS E DE 20ºC (TEMPERATURA DO SOLO) PARA LINHAS 
SUBTERRÂNEAS
Fonte:	ABNT	(2004,	p.	106).
Como	projetista,	você	deve	sempre	apanhar	o	pior	caso	ao	qual	o	condutor	será	
submetido,	a	fim	de	evitar	que,	no	ponto	crítico,	ocorra	algum	defeito.
O	segundo	ponto	de	correção	é	a	resistividade	térmica	do	solo.	As	capacidades	de	
condução	de	corrente	indicadas	nas	tabelas	para	cabos	contidos	em	eletrodutos	enterrados	
correspondem	à	resistividade	térmica	do	solo	de	2,5	K·m/W.	Para	solos	com	resistividade	
térmica	diferente,	é	necessário	utilizar	os	valores	constantes	da	Tabela	41	da	NBR	5410.
Quando	a	resistividade	térmica	do	solo	for	superior	a	2,5	K·m/W	(caso	de	solos	mui-
to	secos),	os	valores	indicados	nas	tabelas	devem	ser	adequadamente	reduzidos,	exceto	
se	o	solo	da	vizinhança	imediata	dos	condutores	seja	substituído	por	terra	ou	um	material	
equivalente	com	dissipação	térmica	mais	favorável.
Chegamos	ao	último	fator	de	correção:	a	correção	devido	ao	agrupamento	de	circuitos.	A	
aplicação	dos	fatores	de	agrupamento	de	circuitos	depende	do	método	de	referência	adotado	no	
projeto	e	é	caracterizada	pelo	agrupamento	de	quatro	ou	mais	condutores,	todos	transportando	a	
corrente	de	carga	ao	valor	correspondente	à	corrente	nominal	para	o	método	de	referência	adotado.
50UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO
A	NBR	5410	explica	que	os	fatores	de	correção	são	aplicáveis	a	grupos	de	condu-
tores	isolados,	cabos	unipolares	ou	cabos	multipolares	com	a	mesma	temperatura	máxima	
para	serviço	contínuo.	Caso	sejam	diferentes,	é	preciso	se	basear	na	maior	das	temperatu-
ras	máximas	para	serviço	contínuo	de	qualquer	cabo	ou	condutor	isolado	do	grupo	afetado	
do	valor	de	correção	adotado.
6.2.5.5.2	Os	condutores	para	os	quais	se	prevê	uma	corrente	de	projeto	não	supe-
rior	a	30%	de	sua	capacidade	de	condução	de	corrente,	já	determinada	observan-
do-se	o	fator	de	agrupamento	incorrido,	podem	ser	desconsiderados	para	efeito	de	
cálculo	do	fator	de	correção	aplicável	ao	restante	do	grupo	(ABNT,	2004,	p.	107).
As	Tabelas	42	a	45	da	norma	informam	os	valores	a	serem	considerados	em	função	
dos	agrupamentos	de	circuitos.	A	Tabela	5	representa	a	Tabela	42	da	norma.
TABELA 5 - FATORES DE CORREÇÃO APLICÁVEIS A CONDUTORES AGRUPADOS EM FEIXE (EM 
LINHAS ABERTAS OU FECHADAS) E A CONDUTORES AGRUPADOS NUM MESMO PLANO, EM 
CAMADA ÚNICA 
	
Fonte:	ABNT	(2004,	p.	108)
Não	se	esqueça	de	ler	a	norma	e	analisar	todas	as	notas	relativas	a	cada	trecho	e	
tabela.	Obtidos	os	valores	dos	fatores	de	correção,	você	deve	multiplicar	eles	pela	capaci-
dade	de	condução	de	corrente	obtida.	Com	isso,	você	terá	a	capacidade	de	corrente	corrida	
IZ	e,	evidentemente,	IZ	≥	IB.
Para	isso,	talvez,	seja	necessário	alterar	a	bitola	do	condutor,	para	que	ela	se	ajuste	
às	correções	necessárias.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO
Estamos	encerrando	mais	uma	unidade	de	ensino.	Neste	capítulo,	abordamos	as-
suntos	importantes	para	a	sua	formação,	como	normas	de	projetos,	conhecimento	em	NBR	
e	dimensionamento	de	circuitos.
Como	engenheiros,	temos	que	garantir	que	os	nossos	trabalhos	e	projetos	estejam	
dentro	de	alguns	parâmetros	de	qualidade	e	segurança	técnica.	As	normas	de	projetos	e	
NBR	vieram	justamente	para	trazer	essa	padronização	ao	nosso	trabalho,	nos	amparando	
e	nos	dando	segurança	quanto	às	nossas	decisões.	Além	disso,	vimos	que	existem	diver-
sas	normas	que	se	aplicam	aos	mais	diversos	segmentos	da	indústria.	Cabe	ao	engenheiro	
buscar	o	conhecimento	necessário	para	executar	o	seu	trabalho	com	precisão	e	segurança.	
Finalizamos,	assim,	o	nosso	segundo	capítulo.	Bons	estudos	e	até	breve!
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MATERIAL COMPLEMENTAR 
UNIDADE 2 PROJETOS LUMINOTÉCNICOS, RESIDENCIAIS, DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTO E FIAÇÃO
LIVRO
Título: Eletricista. Instalador Residencial Básico
Autor: Francisco Paladino Blumel.
Editora: Komedi.
Sinopse: Destinado a professores e alunos de cursos na área 
de Instalações Elétricas Residenciais e de outras disciplinas que 
requerem o conhecimento de Eletricidade Básica. O livro trata 
de assuntos como: magnetismo, circuito elétrico, grandezas 
elétricas, entre outros.
FILME/VÍDEO 
Título: Power – O poder da energia
Ano: 2015.
Sinopse: Este documentário foi produzido pelo History Chan-
nel e trata sobre a história de importantes nomes que dedicaram 
suas vidas paraencontrar novas formas de se obter energia. 
Nikola Tesla, Alexander Graham Bell, Eugene Mallove e Rudolf 
Diesel são alguns desses nomes que usaram sua criatividade e 
conhecimento para desenvolver novas técnicas de geração de 
energia. Através de entrevistas, materiais de arquivos e recria-
ções, o documentário não apenas explica a trajetória desses 
grandes nomes, como também retrata os interesses obscuros 
que estavam por trás da descoberta de novas formas de gera-
ção de energia.
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=M3Eo0Piq-
gHY
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Plano de Estudos
• Quadros elétricos e fator de potência;
• Fornecimento de energia elétrica;
• Telefonia.
Objetivos da Aprendizagem
• Aprender a elaborar e desenvolver projetos residenciais;
• Compreender as simbologias de projetos elétricos;
• Aprender a determinar a demanda da edificação;
• Conhecer as subestações de entrada;
• Desenvolver projetos prediais e instalações telefônicas.
3UNIDADEUNIDADE
INSTALAÇÕES ELÉ-INSTALAÇÕES ELÉ-
TRICAS E RAMAL TRICAS E RAMAL 
DE ENTRADADE ENTRADA
Professor Mestre Lucas Delapria Dias dos Santos
INTRODUÇÃO
Como	engenheiro(a)	eletricista	projetista,	você	precisa	conhecer,	entender	e	aplicar	
todos	os	parâmetros	de	correção	necessários	para	o	dimensionamento	da	seção	transver-
sal	(bitola)	dos	cabos.	Não	é	apenas	a	corrente	solicitada	pelo	equipamento.
Além	disso,	é	importante	conhecer	todo	o	processo	da	elaboração	de	um	projeto	elé-
trico	pode	ser	um	diferencial	para	a	sua	carreira	de	projetista.	Além	de	abrir	oportunidades	
de	negócios,	pode	lhe	auxiliar	em	um	processo	seletivo	de	uma	empresa.
Todo	projeto	deve	ter	uma	sequência	 lógica,	a	fim	de	otimizar	o	seu	processo	de	
elaboração.	Essa	sequência,	que	chamaremos	de	roteiro,	ajuda	o	projetista	a	manter	um	
padrão	de	qualidade,	economizar	 tempo,	evitando	correções	desnecessárias	em	projeto	
e	agilizando	a	sua	entrega	final.	E	é	claro	que	um	projeto	elétrico	deve	possuir	um	roteiro	
para	a	sua	elaboração.
Um	dos	passos	mais	importantes	em	um	projeto	elétrico	de	qualidade	é	saber	di-
mensionar	os	cabos	de	maneira	correta.	Além	de	prevenir	acidentes,	o	dimensionamento	
correto	economiza	um	valor	referente	a	um	material	considerável.
Além	de	conhecermos	a	estrutura	de	um	projeto	elétrico	e	das	normas	de	dimensio-
namento,	conheceremos,	nesta	unidade,	um	dos	pontos	mais	críticos	de	uma	instalação	
elétrica:	o	sistema	de	proteção.	A	proteção,	quando	bem	dimensionada,	aumenta	a	vida	útil	
dos	condutores,	protege	toda	a	infraestrutura	da	edificação,	caso	ocorra	um	curto-circuito	
que	possa	levar	a	um	incêndio,	e	protege	os	usuários	contra	as	correntes	de	fuga.	Vamos	
lá?!
UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA 54
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UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
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 1 QUADROS ELÉTRICOS E 
FATOR DE POTÊNCIA
TÓPICO
Um	dos	primeiros	aspectos	a	serem	definidos	na	escolha	dos	quadros	elétricos	é	se	
eles	serão	de	sobrepor	ou	embutidos	na	parede.	Essa	escolha	se	dá	principalmente	pela	
arquitetura	da	edificação.	Em	residências,	o	comum	é	a	utilização	de	quadros	de	embutir.	
Por	sua	vez,	em	grandes	comércios	e	indústrias,	o	uso	de	quadros	de	sobrepor	é	o	mais	
comum,	em	função	da	facilidade	para	novas	infraestruturas.
O	 tamanho	do	quadro	é	dado	em	 função	da	necessidade	de	circuitos	no	 interior.	
Desse	modo,	a	definição	do	tamanho	do	quadro	é	uma	das	últimas	partes	de	um	projeto.	
No	mercado,	é	comum	procurar	quadros	elétricos	em	função	do	número	de	posições	que	
eles	podem	abrigar.	Para	conhecê-los	melhor,	analisar	o	catálogo	de	algum	fabricante,	cer-
tamente,	te	ajudará	muito.	
Além	do	método	de	instalação	do	quadro	(embutido	ou	sobrepor)	e	do	número	de	
posições	que	ele	deve	ter,	é	preciso	verificar	o	modo	como	os	circuitos	serão	alimentados.	
Normalmente,	utilizamos	barramentos.	
Os	barramentos	são	elementos	de	seção	transversal,	geralmente,	retangulares	ou	
circulares,	instalados	no	interior	de	quadros	de	comando	ou	em	subestações	abrigadas	e	
blindadas,	com	o	propósito	de	fazer	a	conexão	entre	as	correntes	da	fonte	e	distribuí-las	
aos	alimentadores	dos	circuitos	a	serem	ligados.	Eles	podem	ser	de	cobre	ou	de	alumínio	
e	de	fabricação	específica	ou	pré-fabricados.	Os	de	fabricação	específica	são	construídos	
com	a	utilização	de	barras	chatas	circulares	ou	tubos	de	segmento	contínuo	de	cobre	ou	
alumínio	não	isolado.	Depois,	são	cortados	no	tamanho	correto	para	a	finalidade:	a	aplica-
ção	em	painéis	elétricos.	
Os	barramentos	pré-fabricados	são	construídos	por	vários	segmentos	conectáveis,	
formando	várias	junções.	Normalmente,	são	protegidos	por	um	invólucro	metálico	ou	por	
um	material	plástico	rígido	e	empregados	principalmente	em	circuitos	de	elevadas	corren-
tes	de	carga,	conectando	o	quadro	geral	de	força	da	subestação	aos	centros	de	controle	de	
motores	em	indústrias.	
55
56UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
As	normas	DIN	43671	e	DIN	43670	exibem	tabelas	com	as	características	das	bar-
ras	de	cobre	retangulares,	redondas	ou	tubulares	e	das	barras	de	alumínio	retangulares	e	
tubulares,	respectivamente.	Vamos	conhecer	um	pouco	mais	cada	um	dos	tipos	de	barra-
mento:
•	Os	barramentos	retangulares	de	cobre	são	normalmente	utilizados	em	painéis	me-
tálicos	de	baixa	e	média	tensão.	São	dimensionados	de	acordo	com	a	corrente	de	carga	e	
os	esforços	eletrodinâmicos	das	correntes	de	curto-circuito.	
•	Se	os	barramentos	de	fabricação	específica	forem	pintados,	as	correntes	nominais	
podem	ser	acrescidas	do	fator	de	multiplicação	K	=	1,2.	Há	maior	dissipação	de	calor	por	
intermédio	da	superfície	das	barras	em	função	da	cor,	que	é,	geralmente,	mais	clara	(tinta	
da	cobertura	do	barramento).	
•	Os	barramentos	redondos	e	maciços	de	cobre	são	feitos	por	barras	circulares	ma-
ciças	de	cobre	de	diferentes	seções	transversais.	Eles	são	destinados,	normalmente,	às	
subestações	de	média	tensão,	abrigadas	ou	ao	tempo.	
•	Os	barramentos	tubulares	de	cobre	são	constituídos	por	tubos	de	cobre	de	diferen-
tes	seções	circulares	e	empregados	normalmente	em	subestações	de	alta	tensão,	localiza-
das	em	ambientes	agressivos,	marítimos	ou	industriais.	
•	Os	barramentos	pré-fabricados	ou	dutos	de	barra	são	fabricados	em	cobre	ou	alu-
mínio.	As	barras	são	suportadas	por	isoladores	apropriados	e	contidos	em	um	invólucro,	
geralmente,	fabricado	por	um	material	isolante	rígido.
Os	dutos	de	barra,	conhecidos	como	busway,	são	fabricados	em	tamanhos	padro-
nizados	e	têm	váriosacessórios	complementares.	O	ideal	para	conhecer	todos	é	fazer	a	
leitura	de	um	catálogo.	Apesar	das	grandes	vantagens	do	busway,	ele	tem	custo	elevado	
em	relação	aos	condutores/condutos.	Para	tanto,	a	aplicação	dele	é	recomendada	apenas	
em	circuitos	com	elevada	corrente	de	carga.	
Outro	aspecto	importante	é	o	grau	de	proteção	dos	painéis	elétricos,	que	são	carac-
terizados	pelos	graus	de	proteção	IP.	Eles	são	utilizados	em	vários	dispositivos	elétricos.	
Em	 instalações	elétricas	 industriais,	 as	grandes	cargas	vinculadas	aos	 sistemas	são	os	
motores	elétricos.	Por	isso,	estudaremos	o	dimensionamento	de	circuitos	motores.	
É	 importante	 lembrar	que	os	motores	elétricos,	para	partirem,	precisam	vencer	a	
inércia.	Desse	modo,	a	corrente	de	partida	do	motor	é	maior	que	a	corrente	nominal	de	
funcionamento.	
Em	função	da	corrente	de	partida	e	de	outras	sobrecorrentes,	a	corrente	de	projeto	
(IB)	para	o	dimensionamento	do	condutor	do	ramal	terminal	para	a	alimentação	do	motor	
será	igual	a:
Em	que:
INM	é	a	corrente	nominal	do	motor	em	A.	
Contudo,	outros	alguns	projetistas	não	usam	o	valor	de	1,25	à	corrente	nominal.	Eles	
utilizam	o	fator	de	serviço	do	motor	como	multiplicador.	Isso	resulta	na	seguinte	equação:
57UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
Em	que:
Fs	é	o	fator	de	serviço	do	motor.
Fica	a	critério	do	projetista	escolher	uma	das	duas	opções	para	realizar	o	dimen-
sionamento	do	circuito.	Não	se	esqueça	que	o	condutor	escolhido	deve	ter	capacidade	de	
corrente	superior	à	corrente	de	projeto	corrigida	pelos	fatores	de	correção	de	temperatura	
e	de	agrupamento.
O	projeto	de	circuitos	terminais	e	de	distribuição	merece	algumas	considerações:
•	Quando	um	motor	apresentar	mais	de	uma	potência	e/ou	velocidade,	a	seção	do	
condutor	deve	ser	dimensionada	para	a	maior	corrente.	
•	A	NBR	5410	afirma	que	o	dimensionamento	dos	condutores	deve	permitir	uma	que-
da	de	tensão	na	partida	dos	motores	igual	ou	inferior	a	10%	da	tensão	nominal.	
•	Caso	haja	partida	prolongada	e/ou	motores	que	exijam	partidas	constantes,	deve-
-se	levar	em	consideração	o	aquecimento	do	condutor	durante	a	partida.
Outro	aspecto	importante	em	relação	aos	motores	elétricos	é	a	potência	reativa	ne-
cessária	para	a	partida.	Não	somente	motores,	mas	transformadores	e	fornos	a	arco	tam-
bém	precisam	de	grande	potência	reativa.	Em	consequência	disso,	devemos	nos	atentar	à	
correção	do	fator	de	potência.	
Para	adentrarmos	nesse	assunto,	devemos	lembrar	que	a	energia	reativa	compreen-
de	duas	diferentes	componentes:
•	Energia	reativa	indutiva.	
•	Energia	reativa	capacitiva.
A	energia	reativa	indutiva	é	consumida	por	aparelhos	que	têm	bobinas,	tais	como	
motores	de	 indução,	 reatores	e	 transformadores.	Esse	 tipo	de	carga	apresenta	 fator	de	
potência	reativo	indutivo.	
A	energia	reativa	capacitiva	pode	ser	gerada	por	motores	síncronos	superexcitados	
(compensadores	síncronos)	ou	por	capacitores.	Nela,	há	o	 fator	de	potência	dito	 reativo	
capacitivo.	
As	instalações	industriais	são,	em	grande	maioria,	consumidoras	parciais	de	energia	
reativa	indutiva	e	não	produzem	trabalho	útil,	pois	são	as	responsáveis	pela	formação	do	
campo	magnético	dos	aparelhos	em	uso	(principalmente	motores	e	transformadores).	
O	fornecimento	da	energia	reativa	normalmente	suprida	por	fonte	geradora	distante	
da	planta	 industrial	gera	perdas	de	Joule	elevadas	no	sistema	de	 transmissão	e	de	dis-
tribuição.	Por	isso,	o	ideal	é	que,	na	própria	edificação,	haja	uma	fonte	geradora	reativa,	
aliviando	o	sistema	de	distribuição	e	transmissão.	Exemplos	de	fonte	geradora	reativa	são	
os	bancos	de	capacitores.	
O	fator	de	potência	é	dado	pela	seguinte	relação:
Em	que:
FP	:	fator	de	potência	da	carga.
Pat:	componente	da	potência	ativa	em	kW	ou	múltiplos	e	submúltiplos.
58UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
Pap:	potência	aparente	ou	potência	total	da	carga	em	kVA	ou	múltiplos	e	submúlti-
plos.
O	fator	de	potência	também	é	conhecido	pela	designação	“	cosq	”,	que	é	o	número	
que	representa,	a	cada	instante,	o	cosseno	do	ângulo	de	defasagem	entre	a	corrente	e	a	
tensão.	Se	o	circuito	for	indutivo,	consumidor	de	energia	reativa,	o	fator	de	potência	é	dito	
em	atraso.	Se	o	circuito	for	capacitivo,	fornecedor	de	energia	reativa,	o	fator	de	potência	é	
dito	em	avanço,	assim	como	é	ilustrado	na	Figura	1.
FIGURA 1 - TRIÂNGULO DE POTÊNCIAS
Fonte:	Creder	(2016,	p.	282).
Em	que:
I	cosθ:	é	componente	ativo	ou	em	fase	da	corrente.	
I	senθ:	é	componente	reativo	ou	em	quadratura	da	corrente.	
Em	um	circuito	trifásico,	as	potências	ativa	e	reativa	são:	
Pat	=	 	em	Watts.	
Preat	=	 	em	var.	
Na	Figura	2,	é	exibido	um	triângulo	de	potência.
FIGURA 2 - TRIÂNGULO DE POTÊNCIA
Fonte:	Creder	(2016,	p.	282).
A	partir	dos	triângulos	expostos,	é	possível	deduzir	várias	equações	com	as	relações	
trigonométricas.	Considerando	as	causas	de	um	baixo	 fator	de	potência,	podemos	 listar	
alguns	aspectos:
•	Motores	elétricos	de	indução	operando	em	vazio	ou	superdimensionados,	pois	con-
59UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
somem	praticamente	a	mesma	quantidade	de	energia	reativa	quando	estão	operando	em	
vazio	ou	à	plena	carga.	
•	Transformadores	em	vazio	ou	com	pequenas	cargas.	Nessas	condições	ou	quando	
superdimensionados,	eles	poderão	consumir	uma	elevada	quantidade	de	reativos.	
•	Grande	número	de	reatores	de	baixo	fator	de	potência	suprindo	lâmpadas	de	des-
carga.	
•	Fornos	a	arco	ou	de	indução	eletromagnética.	
•	Máquinas	de	solda	a	transformador.	
•	Equipamentos	eletrônicos.	
•	Grande	número	de	motores	de	pequena	potência	em	operação	por	longos	perío-
dos.	
•	Nível	de	tensão	acima	do	nominal,	já	que	ela	tem	influência	negativa	sobre	o	fator	
de	potência	das	instalações	(principalmente	em	motores,	pois	a	potência	ativa	só	depende	
da	carga	solicitada).	Quanto	maior	for	a	tensão	aplicada	nos	terminais,	maior	será	a	quan-
tidade	de	reativos	absorvida.	
Por	que	se	preocupar	em	fazer	a	correção	do	fator	de	potência?	A	legislação	atual	
estabelece	as	condições	para	a	medição	e	o	faturamento	de	energia	reativa	excedente.
Esses	princípios	são	fundamentais.	Conheça	as	justificativas	a	seguir:
•	Necessidade	de	liberação	da	capacidade	do	sistema	elétrico	nacional.	
•	Promoção	do	uso	racional	de	energia.	
•	Redução	do	consumo	de	energia	reativa	indutiva,	que	provoca	sobrecarga	no	sis-
tema	das	empresas	fornecedoras	e	concessionárias	de	energia	elétrica,	principalmente	nos	
períodos	em	que	ele	é	mais	solicitado.	
•	Redução	do	consumo	de	energia	reativa	capacitiva	nos	períodos	de	carga	 leve,	
o	que	provoca	elevação	de	 tensão	no	sistema	de	suprimento,	havendo	necessidade	de	
investimento	na	aplicação	de	equipamentos	corretivos	e	realização	de	procedimentos	ope-
racionais	que	nem	sempre	são	de	fácil	execução.	
•	Criação	de	condições	para	que	os	custos	de	expansão	do	sistema	elétrico	nacional	
sejam	distribuídos	para	a	sociedade	de	forma	mais	justa.	De	acordo	com	a	legislação	vigen-
te,	estabelecida	pela	Resolução	414,	de	9	de	outubro	de	2010,	e	alterada	pela	Resolução	
569,	de	23	de	julho	de	2013,	que	disciplina	os	limites	do	fator	de	potência,	como	a	aplicação	
da	cobrança	pelo	excedente	de	energia	reativa	excedente	e	de	potência	reativa	excedente,	
os	intervalos	a	serem	considerados	são:
•	O	período	de	6	(seis)	horas	consecutivas,	compreendido,	a	critério	da	distribuidora,	
entre	as	23h30min	e	às	6h30min,	apenas	para	os	fatores	de	potência	inferiores	a	0,92	ca-
pacitivo,	verificados	em	cada	intervalo	de	uma	hora.	
•	O	período	diário	complementar	ao	definido	anteriormente,	ou	seja,	entre	as	6h30min	
e	às	23h30min,	apenas	para	os	fatores	de	potência	inferiores	a	0,92	indutivo,	verificados	
em	cada	intervalo	de	uma	hora.
Tanto	a	energia	reativa	indutiva	quanto	a	energia	reativa	capacitiva	excedente	serão	
medidas	e	faturadas.	O	ajuste	por	baixo	fator	de	potência	será	realizado	por	meio	do	fatura-
mento	do	excedente	de	energia	reativa	indutiva	consumida	pela	instalação	e	do	excedente	
60UNIDADE3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
de	energia	reativa	capacitiva	fornecida	à	rede	da	concessionária	pela	unidade	consumidora.
O	fator	de	potência	deve	ser	controlado	de	forma	que	permaneça	dentro	do	limite	de	
0,92	indutivo	e	0,92	capacitivo.	A	avaliação	é	horária	durante	as	24	horas	e	em	um	intervalo	
de	tempo	de	18	horas	consecutivas	para	o	período	de	ponta	e	no	intervalo	de	tempo	com-
plementar	(6	horas)	ao	período	fora	de	ponta.	Esses	intervalos	devem	ser	definidos	pela	
concessionária	a	partir	dos	períodos	de	tempo	estabelecidos	para	apuração	da	energia	e	
da	demanda	reativas	excedentes.
De	acordo	com	a	legislação,	para	cada	kWh	de	energia	ativa	consumida,	a	conces-
sionária	permite	a	utilização	de	0,425	kVArh	de	energia	reativa	indutiva	ou	capacitiva,	sem	
acréscimo	no	faturamento.
Na	avaliação	do	fator	de	potência	não	são	considerados	os	dias	de	sábado,	domin-
gos	e	feriado.	A	avaliação	do	fator	de	potência	pode	ser	feita	de	duas	formas	distintas:	
•	Avaliação	horária	
O	fator	de	potência	será	calculado	pelos	valores	de	energia	ativa	e	reativa	medidos	
a	cada	intervalo	de	uma	hora,	durante	o	ciclo	de	faturamento.	
•	Avaliação	mensal
O	 fator	de	potência	será	calculado	a	partir	dos	valores	de	energia	ativa	e	 reativa	
medidos	durante	o	ciclo	de	 faturamento.	Será	medida	apenas	a	energia	 reativa	 indutiva	
durante	o	período	de	30	dias.	
Para	os	consumidores	pertencentes	ao	sistema	tarifário	convencional,	a	avaliação	
do	fator	de	potência,	em	geral,	é	feita	pelo	sistema	de	avaliação	mensal.	
Como	fazer	a	correção	do	fator	de	potência?	A	correção	do	fator	de	potência	tem	por	
objetivo	especificar	a	potência	reativa	necessária	para	a	elevação	do	fator	de	potência,	com	
o	intuito	de	evitar	a	ocorrência	de	cobrança	pela	concessionária	dos	valores	referentes	aos	
excedentes	de	demanda	reativa	e	de	consumo	reativo,	e	obter	os	benefícios	adicionais	em	
termos	de	redução	de	perdas	e	de	melhoria	do	perfil	de	tensão	da	rede	elétrica.	
Desse	modo,	colocamos	bancos	de	capacitores	(considerando	que	as	cargas	são	
cargas	de	potência	reativa	indutiva)	em	locais	estratégicos,	a	fim	de	diminuir	os	problemas	
causados	pelo	FP	da	carga.
A	localização	dos	capacitores	pode	se	dar	de	acordo	com	as	seguintes	alternativas:
•	No	lado	de	alta	tensão	dos	transformadores	(tipo	centralizado).	
•	Nos	barramentos	secundários	dos	transformadores	(tipo	centralizado).	
•	Nos	barramentos	secundários	em	que	exista	um	agrupamento	de	cargas	indutivas	
(tipo	distribuído).	
•	Junto	às	grandes	cargas	indutivas	(tipo	individual).
A	correção	por	motores	síncronos	apenas	se	mostra	em	condições	de	competir	eco-
nomicamente	com	os	capacitores	nas	tensões	elevadas.	Sempre	que	possível,	os	capaci-
tores	devem	ser	instalados	o	mais	próximo	das	cargas,	para	uma	otimização	da	instalação.	
Um	exemplo	é	conectar	capacitores	diretamente	nos	terminais	dos	motores,	para	se	
ter	um	ganho,	visto	que	se	economiza	no	custo	da	instalação	e	nos	dispositivos	comple-
mentares.	
Uma	 vantagem	da	 instalação	 de	 capacitores	 para	 corrigir	 o	 fator	 de	 potência	 de	
61UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
motores	é	que	ela	torna	a	curva	do	fator	de	potência	praticamente	plana,	o	que	garante	um	
fator	de	potência	constante	e	próximo	de	100%	para	qualquer	carregamento.	
É	possível	ter	uma	variação	na	ligação	dos	capacitores	em	motores.	Uma	é	quando	
são	instalações	novas	ou	já	existentes.	Em	instalações	novas,	o	capacitor	pode	ser	ligado	
diretamente	nos	terminais	do	motor.	Quando	a	instalação	é	existente,	a	ligação	preferida	
pode	ser	entre	o	relé	térmico	e	o	contator.	Nos	casos	em	que	os	capacitores	são	permanen-
temente	ligados,	é	possível	conectá-los	entre	o	dispositivo	de	proteção	e	o	contator.	
Para	que	não	ocorram	sobretensões	por	autoexcitação	após	a	abertura	do	contator,	
a	potência	dos	capacitores	não	pode	ser	superior	a	potência	reativa	consumida	pelo	motor	
em	vazio.	Como	regra	básica,	a	corrente	dos	capacitores	não	deve	exceder	a	90%	do	valor	
da	corrente	de	magnetização	do	motor.	
Alguns	fabricantes	de	motores	e	de	bancos	de	capacitores	disponibilizam	catálogos	
e	manuais	para	o	acoplamento	do	banco	de	capacitores.	Vale	a	pena	pesquisar	e	consultar.	
Outro	tipo	de	ligação	é	quando	os	capacitores	são	vinculados	ao	secundário	do	transfor-
mador.	
Nesse	tipo	de	ligação,	eles	são	instalados	no	barramento	secundário	por	meio	de	
dispositivos	de	manobra	e	proteção	que	permitem	desligá-los	quando	a	instalação	estiver	
operando	com	baixa	carga.	
O	tipo	de	instalação	por	utilização	do	fator	de	demanda	permite	ao	consumidor	obter	
uma	considerável	redução	nos	custos	em	relação	à	correção	feita	individualmente	junto	às	
cargas.	É	importante	lembrar	que	devem	ser	instalados	bancos	automáticos,	a	fim	de	evitar	
que,	ao	se	desligar	um	bloco	grande	de	cargas,	a	carga	restante	permaneça	conectada	a	
um	grande	banco	de	capacitores.	
Esses	são	os	principais	aspectos	para	o	estudo	de	correção	do	fator	de	potência.	No	
entanto,	o	assunto	é	muito	grande.	Alguns	aspectos	são	incluídos,	como	as	harmônicas,	o	
dimensionamento	de	cabos	para	os	capacitores,	a	proteção	para	os	capacitores	e	outros	
temas.	Muitos	engenheiros	são	especialistas	nesse	nicho	e	fazem	grande	parte	dos	portfó-
lios	com	esse	tipo	de	serviço.	
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UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
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2 FORNECIMENTO DE 
ENERGIA ELÉTRICA
TÓPICO
À	medida	que	você	avança	na	elaboração	do	projeto,	é	chegado	o	momento	essen-
cial	para	ele	se	tornar	realidade,	isto	é,	para	ele	ser	executado,	que	é	a	entrada	de	serviço.	
Voltemos	ao	exemplo	da	casa	de	alto	padrão.	Qual	seria	o	disjuntor	de	entrada	dessa	resi-
dência?	Você	sabe	especificar	a	concessionária	e	a	execução	da	entrada	de	serviço?
Como	engenheiro(a)	eletricista	projetista,	você	precisa	conhecer	as	normas	da	con-
cessionária	que	atenderá	ao	seu	cliente	e	projetar	a	entrada	de	serviço	de	acordo	com	as	
normativas	dela,	independentemente	de	ser	COPEL,	ENEL	ou	CELPE,	por	exemplo
Em	relação	à	entrada	de	serviço,	existem	variações	de	concessionária.	Por	isso,	sem-
pre	que	você	for	fazer	um	projeto,	o	correto	é	buscar	as	normas	técnicas	atualizadas	da	con-
cessionária	que	você	está	utilizando,	para	que	não	tenha	problemas	vinculados	à	aprovação	
de	 projetos	 de	 entrada	 de	 serviço	 na	 concessionária,	 na	 execução	 e,	 posteriormente,	 na	
vistoria	e	na	ligação	da	entrada.	
Como	base,	utilizaremos	a	Norma	Técnica	Copel	(NTC)	901100,	que	trata	do	forneci-
mento	em	tensão	secundária	da	Companhia	Paranaense	de	Energia	(COPEL).	No	entanto,	
caso	você	faça	projetos	para	outras	concessionárias,	procure	as	normas	técnicas	dela.	No	
decorrer	desta	unidade,	entenderemos	o	fornecimento	de	tensão	primária.	Portanto,	fique	
tranquilo(a),	pois	trataremos	dos	dois	meios	de	fornecimento.
Para	 iniciarmos	os	nossos	estudos,	devemos	 ter	em	mente	que,	quando	 falamos	
de	entrada	de	serviços,	estamos	nos	referindo	ao	conjunto	de	materiais,	equipamentos	e	
acessórios	situados	a	partir	do	ponto	de	conexão	com	a	rede	de	distribuição	até	o	disjuntor	
da	unidade	consumidora.	
A	partir	do	disjuntor,	a	instalação	exige	a	aquisição	de	materiais	e	a	execução	é	do	
consumidor.	Na	Figura	3,	podemos	observar	uma	entrada	de	serviço	com	medidor	em	muro	
frontal	e	com	a	saída	da	caixa	embutida	ou	subterrânea.
62
63UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICASE RAMAL DE ENTRADA
FIGURA 3 - MEDIÇÃO EM MURO FRONTAL (SAÍDA EMBUTIDA OU SUBTERRÂNEA) 
Fonte:	Normas	(2020,	p.	76)
A	COPEL	estabelece	alguns	critérios	para	o	fornecimento	em	tensão	secundária:	
•	O	limite	de	75	kW	de	carga	instalada.	
•	As	 unidades	 consumidoras	 com	 ligação	 de	 cargas	 especiais	 deverão	 seguir	 as	
orientações	específicas	da	COPEL.	
•	O	atendimento	a	uma	unidade	consumidora	com	mais	de	uma	entrada	de	serviço	
constitui	uma	situação	excepcional	e	é	necessária	consulta	prévia	à	COPEL.
A	COPEL	fornece	quatro	tipos	de	fornecimento:	
•	A	de	dois	condutores:	127	V	monofásico.	
•	A	de	três	condutores:	254/127	V	monofásico	3	fios	(área	rural).	
•	A	de	três	condutores:	220/127	V	bifásico.	
•	A	de	quatro	condutores:	220/127	V	trifásico.
Com	isso,	 já	temos	uma	base	para	nos	referenciar	em	relação	ao	tipo	de	entrada	
necessária.	Contudo,	como	escolher	o	disjuntor	correto	para	a	edificação?	Neste	momento,	
ingressamos	em	outro	aspecto	essencial	em	projetos	elétricos:	o	cálculo	de	demanda.
De	acordo	com	a	NBR	5410,	deve-se	considerar	a	possibilidade	de	não	simultanei-
dade	de	funcionamento	das	cargas	(ABNT,	2004).	Isso	significa	que,	durante	o	funciona-
mento	normal	de	uma	instalação	elétrica,	é	comum	perceber	que	nem	todos	os	equipamen-
tos	estão	ligados	ao	mesmo	tempo.
A	COPEL	fornecia	a	NTC	841001,	que	trata	do	projeto	de	redes	de	distribuição	urba-
na.	A	normatização	fornecia	os	parâmetros	para	o	cálculo	de	demanda.	Todavia,	foi	arquiva-
da	e,	hoje,	ela	atribui	a	realização	do	cálculo	ao	próprio	projetista.	Diante	disso,	utilizaremos	
outra	norma	técnica	de	uma	concessionária	para	fazer	esse	cálculo:	trata-se	da	NTC	04,	
que	abrange	o	fornecimento	de	energia	elétrica	em	tensão	secundária	de	distribuição.	Ela	
64UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
foi	produzida	pela	ENEL	e	apresenta,	no	item	13,	o	critério	para	o	dimensionamento	da	de-
manda.	Para	edificações	individuais	ou	com	agrupamento,	a	NTC	exibe	duas	situações.	As	
unidades	consumidoras	seguem	requisitos	pré-definidos	pela	concessionária.	Assim:
•	As	unidades	consumidoras	com	até	25kW	de	potência	instalada	devem	seguir	dire-
tamente	os	tipos	de	ligação	que	a	concessionária	indica.	
•	As	demais	unidades	consumidoras	devem	calcular	o	valor	de	demanda	provável	
(D),	que	será	apresentado	a	seguir.
Cada	uma	das	demandas	a	seguir	precisa	ser	calculada	com	base	nas	tabelas	indi-
cadas:
Sendo:	
D	=	Demanda	total	da	edificação,	em	kVA.	
a	=	Iluminação	e	tomadas	de	uso	geral,	Tabela	1.	
b1	=	Chuveiros	elétricos,	Tabela	2.	
b2	=	Torneiras	elétricas,	Tabela	2.	
b3	=	Máquinas	de	lavar	louça,	Tabela	2.	
b4	=	Aquecedores	de	passagem,	Tabela	2.	
b5	=	Aquecedores	de	acumulação,	Tabela	2.	
b6	=	Fornos	e	fogões	elétricos,	Tabela	4.	
b7	=	Máquinas	de	secar	roupas,	Tabela	2.	
b8	=	Fornos	de	micro-ondas,	Tabela	2.	
c	=	Aparelhos	de	ar	condicionado,	tipo	split	ou	janela,	Tabela	3.	
d	=	Demanda	de	força	(motores,	bombas	e	máquinas	de	solda	tipo	motor-gerador)	calcula-
da	aplicando-se	os	seguintes	fatores	de	demanda:	
d.1)	Edifícios	residenciais	de	uso	coletivo:	
•	Para	potência	do	maior	aparelho	FD	=	0,8.	
•	Para	potência	dos	demais	FD	=	0,5.
d.2)	Indústrias	e	outros:	
Adotar	fator	de	demanda	compatível	com	o	tipo	de	atividade,	determinado	de	acordo	
com	o	ciclo	de	funcionamento	dos	motores.	É,	ainda,	passível	de	aprovação	por	parte	da	
CELG	D	e	de	inteira	responsabilidade	do	projetista.	
e	=	Demanda	individual	das	máquinas	de	solda	a	transformador	conforme	indicado	
a	seguir:	
-	100%	da	potência	do	maior	aparelho,	mais	
-	70%	do	referente	ao	segundo	maior	aparelho,	acrescido	de	
-	40%	do	terceiro	maior	aparelho,	somado	a	
-	30%	do	referente	aos	demais	aparelhos.	
Notas:	
1.	Não	deve	ser	computada,	para	efeito	de	dimensionamento,	a	potência	dos	apare-
lhos	reservas.	
65UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
2.	Quando	se	tratar	de	máquinas	de	solda	a	transformador	com	ligação	V.v	invertida,	
a	potência	deve	ser	considerada	em	dobro	para	o	cálculo	da	demanda.	
3.	As	ampliações	para	as	cargas	previstas	ou	prováveis	devem	ser	consideradas	no	
cálculo	da	demanda	a	ser	aplicado	no	dimensionamento	dos	condutores	e	dos	eletrodutos,	
enquanto	a	medição	e	a	proteção	geral	precisam	ser	redimensionadas	na	época	em	que	a	
nova	carga	entrar	em	operação.	
4.	No	cálculo	da	demanda	de	aparelhos	fixos	de	iluminação	à	descarga,	a	potência	
deve	ser	considerada	igual	à	nominal,	levando-se	em	consideração	o	fator	de	potência	e	as	
perdas	nos	auxiliares.	
5.	Para	a	demanda	de	força,	pode-se,	de	maneira	alternativa,	utilizar	as	tabelas	1	e	
2.
TABELA 1 - CARGA MÍNIMA E FATORES DE DEMANDA PARA INSTALAÇÕES DE ILUMINAÇÃO 
E TOMADAS DE USO GERAL
Fonte:	Norma	([2022],	p.	49).
66UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
Notas	
1.	As	 instalações	que,	devido	à	natureza,	a	carga	seja	utilizada	simultaneamente	
devem	ser	consideradas	com	fator	de	demanda	100%.	
2.	A	previsão	de	cargas	de	iluminação	e	tomadas	deve	atender	às	prescrições	da	
ABNT	NBR	5410.	
3.	Não	estão	considerados	os	letreiros	luminosos	e	a	iluminação	de	vitrines.	
*	Potência	em	kW.
TABELA 2 - FATORES DE DEMANDA PARA EQUIPAMENTOS DE USO RESIDENCIAL
Fonte:	Norma	([2022],	p.	50).
67UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
TABELA 3 - FATORES DE DEMANDA DE APARELHOS DE AR CONDICIONADO
Fonte:	Norma	([2022],	p.	51).
Notas:	
1.	Quando	se	tratar	de	unidade	central	de	condicionamento	de	ar,	deve-se	tomar	o	
fator	de	demanda	igual	a	100%.	
2.	A	tabela	anterior	se	aplica	aos	aparelhos	de	ar	condicionado	tipo	split	ou	janela.
TABELA 4 - FATORES DE DEMANDA DE FORNOS E FOGÕES ELÉTRICOS
Fonte:	Norma	([2022],	p.	52).
68UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
Seguimos	com	a	tabela	para	demandas	individuais	de	motores	elétricos.	Eles	estão	
presentes	em	residências,	contudo,	em	menor	número	e	com	potências	mais	baixas.	Em	
determinados	comércios	e	pequenas	indústrias,	no	entanto,	há	um	número	considerável,	o	
que	influencia	diretamente	os	cálculos.
TABELA 5 - DEMANDAS INDIVIDUAIS - MOTORES MONOFÁSICOS
Fonte:	Norma	([2022],	p.	53).
Notas	
1.	O	fator	de	potência	e	de	rendimento	são	valores	médios	referidos	a	360	rpm.	
2.	Exemplo	de	aplicação	da	tabela:	
2	Motores	de	1,0	cv	........................................................	2	x	0,89	=	1,78	
3	Motores	de	½	cv	..........................................................	3	x	0,55	=	1,65	
1	Motor	de	2,0	cv	...........................................................	1	x	1,46	=	1,46	
6	=	TOTAL	DE	MOTORES	=	4,89	kVA	
3.	Caso	existam	motores	monofásicos	e	 trifásicos	na	 relação	de	carga	da	unidade	con-
sumidora,	a	demanda	individual	deve	ser	computada	considerando	a	quantidade	total	de	
motores.	
4.	A	presente	 tabela	não	deve	ser	aplicada	em	unidades	consumidoras	pertencentes	às	
edificações	residenciais	de	uso	coletivo.
69UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
TABELA 6 - DEMANDAS INDIVIDUAIS - MOTORES TRIFÁSICOS
Fonte:	Norma	([2022],	p.	54).
Notas:	
1.	O	fator	de	potência	e	rendimento	são	valores	médios	e	referidos	a	3600	rpm.	
2.	Exemplo	de	aplicação	da	tabela:	
3	Motores	de	5	cv	..................................................................	3	x	3,93	=	11,79	
1	Motor	de	3	cv	.....................................................................	1	x	2,55	=	2,55	
1	Motor	de	2	cv	.....................................................................	1	x	1,68	=	1,68	
5	=	TOTAL	DE	MOTORES	=	16,02	kVA	
3.	Caso	existam	motores	monofásicos	e	trifásicos	na	relação	de	carga	da	unidade	
consumidora,	a	demanda	individual	deve	ser	computada	considerando	a	quantidade	total	
de	motores.	
4.	A	presente	tabela	não	deve	ser	aplicada	em	unidades	consumidoras	pertencentes	
às	edificações	residenciais	de	uso	coletivo.
Realizada	a	conta	do	valor	da	demanda	provável,	você	pode	escolher	o	tipo	de	for-
70UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
necimento	correto	para	a	edificação.	Com	isso,	basta	consultar	a	NTC	da	respectiva	con-
cessionáriapara	observar	os	itens	necessários	para	a	construção	do	padrão	de	entrada.	
Agora,	estudaremos	a	alimentação	com	rede	primária.	Em	São	Paulo,	a	rede	primá-
ria	de	distribuição,	normalmente,	utiliza	as	tensões	de	13,8	e	34,5	kV,	e	alimentam	as	uni-
dades	consumidoras	de	médio	porte,	as	quais	têm	carga	instalada	entre	75	kW	e	demanda	
de	até	2.500	kW.	
Para	esses	clientes,	o	sistema	de	tarifação	é	diferente	do	sistema	de	tarifação	desti-
nado	aos	clientes	atendidos	em	baixa	tensão.	Nele,	é	efetuada	a	medição	do	consumo	de	
energia,	do	fator	de	potência	e	da	demanda.	
A	Agência	Nacional	de	Energia	Elétrica	(ANEEL)	estabelece,	na	Resolução	Norma-
tiva	(RN)	nº	414,	de	2010,	as	regras	de	fornecimento	de	energia	e	o	sistema	de	tarifação.	
Há	o	sistema	convencional	de	medição	e	o	horossazonal,	compulsório	para	clientes	
com	demanda	acima	de	300	kW.	Também	existem	as	tarifas	verde	e	azul.	O	valor	a	ser	
pago	na	energia	elétrica	e	o	da	demanda	têm	variações	em	razão	da	disponibilidade	de	
energia.	
Na	tarifação	horossazonal,	o	preço	e	a	demanda	são	ajustados	em	função	do	horá-
rio.	O	horário	de	ponta	é	o	de	3	horas	consecutivas	entre	17	às	22	horas	em	dias	úteis;	do	
período	seco	no	ano,	entre	os	meses	de	maio	e	novembro;	e	do	período	úmido,	entre	os	
meses	de	dezembro	e	abril.	
“Subestação”	ou	“posto	primário”	é	o	local	em	que	é	realizada	a	medição	do	consumo	
de	energia.	Ela	também	é	utilizada	para	a	instalação	do	transformador	abaixador	de	tensão.	
Existem	os	postos	simplificados	com	uso	de	transformador,	com	potência	máxima	
de	300	kVA,	nos	quais	a	proteção	é	realizada	com	fusíveis	no	primário	e	dispensando	o	
disjuntor	primário	geral	e	relés.	Nesse	caso,	a	medição	é	feita	em	baixa	tensão.
•	O	posto	primário	precisa	estar	no	limite	da	propriedade	com	a	via	pública,	em	local	
de	fácil	acesso	ou,	no	máximo,	recuado	até	o	limite	do	alinhamento	da	primeira	edificação	
no	terreno.	
•	A	área	ocupada	pelo	posto	primário	não	deve	colidir	com	nenhuma	passagem	de	
tubulação,	independentemente	de	ser	de	gás,	água,	esgoto,	telefone	etc.	
•	As	potências	nominais	dos	transformadores	geralmente	usados	nas	entradas	con-
sumidoras	são	45,	75,	112,	150,	300,	500,	750	e	1.000	kVA.	
•	A	alimentação	da	bomba	de	incêndio,	quando	existir,	será	independente	da	prote-
ção	geral	e	deve	ser	alimentada	por	transformador	auxiliar.	
•	Não	é	permitida	a	instalação	de	caixas	que	contenham	painéis	de	madeira.	
•	Sempre	utilizar	placa	de	aviso	na	porta	de	acesso,	contendo	a	inserção:	Perigo	de	
Morte	–	Alta-Tensão,	e	símbolos	indicativos	desse	perigo.	
•	Todos	os	postos	devem	ter	luvas	de	borracha	isolante	(para	tensão	superior	à	no-
minal	do	posto),	bastão	de	manobra	e	estrado	de	madeira	isolado	com	tapete	de	borracha.	
•	Todas	as	massas	não	destinadas	a	conduzir	corrente	devem	ser	aterradas	por	meio	
de	condutores	de	cobre	de	seção	mínima	de	25	mm²	e	interligadas	ao	condutor	de	aterra-
mento	do	mesmo	tipo	de	seção.	
•	O(s)	transformador(es)	de	serviço	deve(m)	utilizar	a	ligação	dos	enrolamentos	do	
71UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
primário	em	triângulo	(delta);	e	o	secundário,	em	estrela,	com	neutro	aterrado.	
•	Os	equipamentos	de	medição	(transformadores	de	potencial,	corrente	e	medido-
res)	são	dimensionados	e	fornecidos	pela	concessionária.	
•	Quando	necessária	a	instalação	de	capacitores	para	a	correção	do	fator	de	potên-
cia,	a	ligação	deve	ser	efetuada	na	baixa	tensão.	
•	O	neutro	da	concessionária	deve	ser	ligado	à	malha	de	aterramento.
Agora,	estudaremos	as	tarifas	para	o	fornecimento	de	energia	elétrica.	O	faturamen-
to	dos	consumidores	do	grupo	A	é	baseado	na	aplicação	de	uma	tarifação	binômia	compos-
ta	por	duas	grandezas:	o	consumo	(kWh)	e	demanda	(kW).
Esse	grupo	é	subdividido	em	vários	subgrupos,	distinguidos	pelo	nível	de	tensão	de	
fornecimento.	Cada	um	deles	exibe	valores	definidos	de	tarifa.	Para	o	grupo	A,	existem	dois	
modelos	de	tarifação,	denominados	convencional	e	horossazonal.	A	Tabela	7	mostra	esse	
fato.
TABELA 7 – SUBGRUPOS E TENSÃO DE FORNECIMENTO
Fonte:	Nery	(2019,	p.	389).
Já	a	tarifa	convencional	carrega	uma	estrutura	diferente.	Nela,	é	aplicado	um	preço	
para	o	componente	de	consumo	e	outro	para	o	de	demanda.	Aplica-se	essa	estrutura	aos	
consumidores	com	demanda	de	potência	inferior	a	112,5	kVA,	em	que:
•	Consumo	(R$/MWh):	fatura-se	o	valor	total	da	energia	consumida	em	período	apro-
ximado	de	30	dias.	
•	Demanda	(R$/MW):	fatura-se	o	maior	valor	entre:	
•	Demanda	contratada:	demanda	contratada	entre	a	AES	Eletropaulo	e	o	consumi-
dor,	considerando-se	o	valor	médio	em	um	intervalo	de	tempo	de	15	minutos.	
•	Demanda	registrada:	máximo	valor	de	demanda,	integralizado	de	15	minutos	du-
rante	o	período	de	faturamento.
A	estrutura	tarifária	horossazonal,	também	chamada	de	THS,	é	composta	por	dois	
modelos	tarifários,	definidos	como	tarifa	azul	e	tarifa	verde.	Enquadramento:
•	Os	consumidores	atendidos	em	tensão	igual	ou	superior	a	69	kV,	independente-
mente	do	valor	de	demanda,	precisam	estar	enquadrados	na	tarifa	azul.	
•	Os	consumidores	atendidos	em	tensão	menor	a	69	kV	(tensão	de	distribuição	pri-
mária),	com	demanda	igual	ou	superior	a	300	kW,	precisam	estar	enquadrados	na	tarifa	
azul	ou	verde.	
72UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
•	Os	consumidores	supridos	em	tensão	menor	a	69	kV	(tensão	de	distribuição	primá-
ria),	com	demanda	inferior	a	300	kW,	podem	escolher	se	enquadrar	na	tarifa	azul	ou	verde,	
excepcionalmente	na	tarifa	convencional.
Os	consumidores	 supridos	em	 tensão	menor	que	69	kV	e	enquadrados	em	THS	
poderão	mudar	de	opção	tarifária,	de	azul	para	verde,	ou	vice-versa,	desde	que	a	opção	
anterior	tenha	sido	feita	por	um	período	maior	que	de	12	meses	consecutivos	e	completos	
de	faturamento.	
Também	existem	as	tarifas	diferenciadas.	Nessa	modalidade	horossazonal,	o	preço	
de	fornecimento	de	energia	é	diferenciado,	em	função	do	horário	e	do	período	do	ano	de	
utilização.	
•	Horário	de	ponta	(P):	composto	por	três	horas	consecutivas	e	definidas	pelo	con-
cessionário	de	acordo	com	as	características	do	sistema	elétrico.	Situado	no	intervalo	com-
preendido	 diariamente	 entre	 17	 e	 22	 horas,	 exceto	 sábados	 e	 domingos.	 Confirmar	 os	
horários	com	a	concessionária.	
•	Horário	fora	de	ponta	(FP):	composto	pelas	21	horas	diárias	complementares	ao	
horário	de	ponta.	Sábados	e	domingos	são	considerados	horários	fora	de	ponta.	
•	Período	úmido	(U):	período	de	cinco	meses	consecutivos,	compreendendo	os	for-
necimentos	abrangidos	pelas	leituras	de	dezembro	de	um	ano	a	abril	do	ano	seguinte.	
As	demais	tarifas	de	energia	e	componentes	tarifárias	podem	ser	consultadas	direta-
mente	na	concessionária,	uma	vez	que	podem	ocorrer	variações	na	data	da	consulta,	além	
de	mudanças	nas	bandeiras.
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UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
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3 TELEFONIA
TÓPICO
No	Brasil,	existiam	algumas	Normas	Técnicas	Brasileiras	(NBR)	específicas	para	as	
redes	telefônicas	internas	em	prédios,	como	a	13300,	a	13301,	a	13727	e	a	13726.	No	en-
tanto,	essas	normas	foram	canceladas	e,	hoje,	trabalhamos	com	a	ABNT	NBR	14565:2019,	
que	trata	do	cabeamento	estruturado	para	edifícios	comerciais.	
Por	isso,	compreenderemos	a	infraestrutura	das	instalações	de	lógica	e	conhecere-
mos	as	definições	de	cabeamento	estruturado.	Você	já	sabe	que	o	setor	de	comunicaçãovem	se	desenvolvendo	rapidamente	nos	últimos	anos.	
Desse	modo,	um	estudo	recorrente	sobre	o	assunto	é	essencial,	caso	você	queira	
trabalhar	na	área.	Neste	momento,	utilizaremos,	como	base,	um	manual	da	Telebrás,	a	fim	
de	saber	como	é	realizada	a	distribuição	dos	sistemas	de	telefonia	em	um	edifício.	
Apesar	de	antigo,	o	sistema	é	utilizado	até	hoje,	embora	a	 rede	de	comunicação	
seja	estatal.	A	seguir,	são	apresentadas	algumas	definições	que	serão	essenciais	para	a	
sequência	de	nossos	estudos:
• Bloco terminal:	é	o	bloco	de	material	isolante	usado	para	a	conexão	de	cabos	e	
fios	telefônicos.	
• Caixa: representa	as	partes	da	tubulação	que	têm	condição	de	possibilitar	a	pas-
sagem,	emenda	ou	terminação	de	cabos	e	fios	telefônicos.	
• Caixa de distribuição:	é	a	caixa	da	tubulação	primária,	que	dá	passagem	aos	ca-
bos	e	aos	fios	telefônicos,	e	abriga	os	blocos	terminais.	
• Ponto Terminal da Rede (PTR): é	a	caixa	onde	são	terminados	e	interligados	os	
cabos	da	rede	externa	da	concessionária	e	os	cabos	intensos	do	edifício.	
• Caixa de entrada do edifício:	 é	 a	 caixa	 subterrânea	posicionada	na	 frente	do	
edifício,	com	alinhamento	predial,	para	a	entrada	do	cabo	subterrâneo	da	rede	externa	da	
concessionária.	
• Caixa de passagem: caixa	usada	para	limitar	o	comprimento	da	tubulação,	elimi-
nar	curvas	e	facilitar	o	puxamento	de	cabos	e	fios	telefônicos.	
73
74UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
• Caixa subterrânea:	caixa	de	alvenaria	ou	concreto	instalada	sob	o	solo,	com	di-
mensões	necessárias,	a	fim	de	permitir	a	instalação	e	a	emenda	de	cabos	e	fios	telefônicos	
subterrâneos.	
• Caixa de saída: é	a	caixa	designada	a	dar	passagem	ou	permitir	a	saída	de	fios	de	
distribuição	conectados	aos	aparelhos	telefônicos.	
• Canaleta:	trata-se	de	um	conduto	metálico	rígido	e	de	seção	retangular	que	subs-
titui	a	tubulação	convencional	em	sistemas	de	distribuição	no	piso.	
• Cubículo:	tipo	especial	de	caixa	de	grande	porte	que	pode	servir	como	caixa	de	
distribuição	geral,	de	distribuição	ou	de	passagem.	
• Malha de piso:	sistema	de	distribuição	em	que	os	pontos	telefônicos	são	atendidos	
por	um	conjunto	de	tubulações	ou	canaletas	interligadas	a	uma	caixa	de	distribuição.	
• Poço de elevação:	tipo	especial	de	prumada	de	seção	retangular	que	possibilita	a	
instalação	de	cabos	de	grande	capacidade.	
• Ponto telefônico:	previsão	de	demanda	de	um	telefone	principal	ou	de	qualquer	
serviço	que	utilize	pares	físicos	de	um	edifício.	
• PRUMADA:	tubulação	vertical	que	se	constitui	na	espinha	dorsal	da	tubulação	te-
lefônica	do	edifício	e	que	corresponde,	usualmente,	à	tubulação	primária.
• Sala do distribuidor geral: compartimento	apropriado	e	reservado	ao	uso	exclusi-
vo	da	concessionária,	que	substitui	a	caixa	de	distribuição	geral	em	alguns	casos.	
• Tubulação de entrada:	parte	da	tubulação	que	permite	a	entrada	do	cabo	da	rede	
externa	da	concessionária	e	que	termina	na	caixa	de	distribuição	geral.	Quando	subterrâ-
nea,	abrange	a	caixa	de	entrada	do	edifício.	
• Tubulação primária:	parte	da	tubulação	que	abrange	a	caixa	de	distribuição	geral,	
as	caixas	de	distribuição	e	as	tubulações	que	as	interligam.	
• Tubulação secundária:	parte	da	tubulação	que	abrange	as	caixas	de	saída	e	as	
tubulações	que	as	interligam	às	caixas	de	distribuição.	
• Tubulação telefônica:	termo	genérico	utilizado	para	designar	o	conjunto	de	tubula-
ções	destinadas	aos	serviços	de	telecomunicação	de	um	edifício.	As	tubulações	telefônicas	
em	edifícios	são	divididas	em	três	partes:	
• Tubulação de entrada:	é	a	parte	da	tubulação	que	dá	entrada	ao	cabo	da	rede	
externa,	compreendida	entre	a	caixa	de	distribuição	geral	e	o	ponto	terminal	de	rede.	
• Tubulação primária:	é	a	parte	da	tubulação	que	compreende	a	caixa	de	distribui-
ção	geral,	as	caixas	de	distribuição	e	as	tubulações	que	as	interligam.	
• Tubulação secundária:	é	a	parte	da	tubulação	que	abrange	as	caixas	de	saída	e	
as	tubulações	que	as	interligam	às	caixas	de	distribuição.
75UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
FIGURA 4 - CORTE ESQUEMÁTICO 
Fonte:	Creder	(2016,	p.	463).
A	Figura	4	apresenta	um	corte	esquemático	de	um	edifício	com	os	componentes.	Em	
edifícios	de	grande	porte,	com	um	grande	número	de	pontos	telefônicos,	a	tubulação	da	
prumada	precisa	ser	substituída	por	um	poço	de	elevação,	que	é	basicamente	uma	série	
de	cubículos	alinhados	e	dispostos	verticalmente,	 interligados	por	meio	de	uma	abertura	
na	laje.	
Os	projetos	de	tubulação	telefônica	objetivam	dimensionar	e	localizar	o	trajeto	dentro	
do	edifício	das	tubulações	de	entrada,	primária	e	secundária.	O	critério	básico	utilizado	para	
o	dimensionamento	das	tubulações	é	o	número	de	pontos	telefônicos	previstos	para	o	edi-
fício	ou	para	qualquer	uma	das	partes.	Em	função	disso,	existem	algumas	recomendações	
que	podem	ser	seguidas	como	critérios	na	elaboração	de	projetos	de	tubulação.	
As	tubulações	telefônicas	são	dimensionadas	em	função	do	número	de	pontos	tele-
fônicos	previstos	para	o	edifício,	acumulados	em	cada	uma	das	partes.	Cada	ponto	telefôni-
76UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
co	corresponde	à	demanda	de	um	telefone	principal	ou	de	qualquer	outro	serviço	que	use	
pares	físicos	e	que	é	conectado	à	rede,	não	estando	incluídas	nessa	previsão	as	extensões	
dos	telefones	ou	dos	serviços	principais.	
Os	critérios	para	a	previsão	do	número	de	pontos	telefônicos	são	fixados	em	função	
do	tipo	de	edificação	e	do	uso	a	que	se	destinam.	Assim:
•	Residências	ou	apartamentos:	
•	De	até	2	quartos	—	1	ponto	telefônico.	
•	De	3	quartos	—	2	pontos	telefônicos.	
•	De	4	ou	mais	quartos	—	3	pontos	telefônicos.	
•	Lojas:	1	ponto	telefônico/50	m2	.	
•	Escritórios:	1	ponto	telefônico/10	m2	.	
•	Indústrias:	
•	Área	de	escritórios:	1	ponto	telefônico/10	m2.	
•	Área	de	produção:	estudos	especiais,	a	critério	do	proprietário.	
•	Cinemas,	teatros,	supermercados,	depósitos,	armazéns,	hotéis	e	outros:	estudos	espe-
ciais	em	conjunto	com	a	concessionária,	respeitando	os	limites	estabelecidos	nos	critérios	
anteriores.	
Já	os	 critérios	para	a	determinação	do	número	de	 caixas	de	 saída	previsto	 para	
cerrar	parte	de	um	edifício	devem	corresponder	ao	número	de	pontos	telefônicos	mais	as	
extensões	necessárias	para	aquela	parte	do	prédio.	
O	número	de	caixas	de	saída	e	a	localização	delas	devem	ser	determinados	de	acor-
do	com	os	seguintes	critérios:	
•	Residências	ou	apartamentos:	prever,	no	mínimo,	uma	caixa	de	saída	na	sala,	na	copa	ou	
cozinha	e	nos	quartos.	Regras	gerais	devem	ser	observadas	na	localização	dessas	caixas	
de	saída:
•	Sala:	a	caixa	de	saída	deve	ficar,	de	preferência,	no	hall	de	entrada,	se	houver	e,	
sempre	que	possível,	próximo	à	cozinha.	As	caixas	previstas	devem	ser	localizadas	na	pa-
rede,	a	30	cm	do	piso.	
•	Quartos:	se	for	conhecida	a	provável	posição	das	cabeceiras	das	camas,	as	caixas	
de	saída	devem	ser	localizadas	ao	lado	dessa	posição,	na	parede,	a	30	cm	do	piso.	
•	Cozinha:	a	caixa	de	saída	deve	ser	localizada	a	1,50	m	do	piso	(caixa	para	telefone	
de	parede)	e	não	deve	permanecer	nos	locais	em	que	provavelmente	serão	instalados	o	
fogão,	a	geladeira,	a	pia	ou	os	armários.	
•	Lojas:	as	caixas	de	saída	devem	ser	projetadas	nos	locais	em	que	estão	previstos	os	bal-
cões,	as	caixas	registradoras,	as	empacotadeiras	e	as	mesas	de	trabalho,	evitando-se	as	
paredes	em	que	estão	previstas	prateleiras	ou	vitrines.	
•	Escritórios:
•	Em	áreas	em	que	estão	previstas	até	10	(dez)	caixas	de	saída,	elas	devem	ser	
distribuídas	de	modo	equidistante,	ao	longo	das	paredes,	a	30	cm	do	piso.	
•	Em	áreas	em	que	estão	previstas	mais	de	10	(dez)	caixas	de	saída,	devem	ser	
projetadas	caixas	de	saída	no	piso,	de	modo	a	distribuir	uniformemente	as	caixas	previstas	
77UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
dentro	da	área	a	ser	atendida.	Nesse	caso,	é	necessário	projetar	uma	malha	de	piso	com	
tubulação	convencional	ou	canaleta.	
•	Indústrias,	cinemas,	teatros,	supermercados,	depósitos,	armazéns,hotéis	e	outros:	
estudos	especiais.	
Lembre-se	de	que	as	informações	expressas	eram	as	recomendações	da	Telebrás.	
Para	residências,	elas	já	não	são	muito	usuais,	devido	à	redução	drástica	do	número	de	
telefones	fixos	em	residências.	
No	entanto,	em	comércios	e	indústrias,	a	recomendação	é	realmente	válida,	tendo	
em	vista	que,	além	das	redes	sem	fio,	a	rede	de	telefonia	fixa	é	necessária.
Você sabe qual é a importância do projeto elétrico? Ele  é imprescindível em uma obra. Ajustado às 
necessidades de cada projeto, ele é criado visando a segurança das instalações, a economia de recursos, o 
dimensionamento correto e personalizado para as necessidades que cada edificação apresenta e a previsão 
de consumo para o melhor rendimento.
Fonte: O Autor (2023).
Você já ouviu falar sobre BIM? BIM, que significa Modelagem/Modelação da Informação da Construção ou 
Modelo da Informação da Construção, é um modelo virtual que não é constituído apenas por geometria e 
texturas para efeito de visualização, mas contém várias informações sobre cada item do projeto. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
Agora,	 estudante,	 você	 já	 sabe	as	premissas	de	um	projeto	 elétrico,	 o	 que	deve	
apresentar	quando	pensar	em	um	projeto,	seja	ele	residencial	ou	industrial,	sabe	quais	são	
as	principais	normas	técnicas	às	quais	deve	ficar	atento	durante	a	elaboração	e	tem	uma	
visão	global	do	nosso	sistema.	Não	deixe	de	escutar	nosso	podcast	e	aprofundar	os	seus	
estudos	com	a	nossa	 indicação.	O	mundo	que	envolve	projetos	elétricos	é	vasto,	então	
você	precisa	se	aprofundar	o	máximo	possível	para	atender	às	normas	técnicas	e	às	exi-
gências	de	mercado.
Essas	exigências	 não	 são	 complexas	pelo	 ponto	 de	 vista	 de	projeto	 e	 dimensio-
namento,	porém,	caso	não	sejam	previstas	na	 fase	de	projeto,	podem	gerar	gastos	não	
previstos	e	soluções	não	agradáveis,	do	ponto	de	vista	estético,	para	o	empreendimento.	
Além	disso,	temos,	a	partir	de	agora,	conhecimento	básico	para	montar	um	roteiro	
de	 projeto	 elétrico,	 seja	 ele	 residencial,	 industrial	 ou	 telefonia.	 Você	 sabe	 quais	 são	 os	
principais	pontos	a	se	levar	em	consideração	no	momento	de	elaborar	um	projeto	elétrico.	
Lembre-se	de	que	o	ideal	é	que	você	monte	um	roteiro	próprio	no	momento	de	elaborar	
um	projeto,	levando	em	consideração	as	necessidades	específicas	do	cliente,	buscando	o	
melhor	custo	benefício	para	ele. 
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LEITURA COMPLEMENTAR
UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
O	artigo	 “Utilização	Do	Software	Autocad	Para	O	Ensino	De	 Instalações	Elétricas	
Residenciais”	descreve	a	realização	de	uma	instalação	elétrica	residencial,	utilizando-se	do	
software	AutoCad.	Os	principais	pontos	do	projeto	são:	Planta	baixa	de	toda	a	residência;	
Inserção	dos	componentes	elétricos	e	eletrodutos;	Quadro	de	cargas;	Diagrama	unifilar;	
Lista	de	materiais	e	legenda.	As	normas	técnicas	de	instalações	elétricas	residenciais	em	
baixa	tensão	foram	aplicadas,	segundo	a	NBR	5410	e	5444.
Fonte:	 MATOS,	Wendler	 Luis	 Nogueira;	 LEMOS,	 Jaíne	 Feijão;	 ODATE,	Amanda	 Midori	 Pantoja;	 SILVA,	
Orlando	Fonseca.	Anais do I CoBICET - Trabalho completo Congresso Brasileiro Interdisciplinar em 
Ciência e Tecnologia,	 2020.	 Disponível	 em:	 https://www.researchgate.net/profile/Wendler-Matos/publica-
tion/344430560_Utilizacao_do_Software_AutoCad_para_Ensino_de_Instalacoes_Eletricas_Residenciais/
links/5fe9e35e92851c13fecc2d47/Utilizacao-do-Software-AutoCad-para-Ensino-de-Instalacoes-Eletricas-Re-
sidenciais.pdf.	Acesso	em:	03	mar.	2023.
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https://www.researchgate.net/profile/Wendler-Matos/publication/344430560_Utilizacao_do_Software_AutoCad_para_Ensino_de_Instalacoes_Eletricas_Residenciais/links/5fe9e35e92851c13fecc2d47/Utilizacao-do-Software-AutoCad-para-Ensino-de-Instalacoes-Eletricas-Residenciais.pdf
https://www.researchgate.net/profile/Wendler-Matos/publication/344430560_Utilizacao_do_Software_AutoCad_para_Ensino_de_Instalacoes_Eletricas_Residenciais/links/5fe9e35e92851c13fecc2d47/Utilizacao-do-Software-AutoCad-para-Ensino-de-Instalacoes-Eletricas-Residenciais.pdf
https://www.researchgate.net/profile/Wendler-Matos/publication/344430560_Utilizacao_do_Software_AutoCad_para_Ensino_de_Instalacoes_Eletricas_Residenciais/links/5fe9e35e92851c13fecc2d47/Utilizacao-do-Software-AutoCad-para-Ensino-de-Instalacoes-Eletricas-Residenciais.pdf
https://www.researchgate.net/profile/Wendler-Matos/publication/344430560_Utilizacao_do_Software_AutoCad_para_Ensino_de_Instalacoes_Eletricas_Residenciais/links/5fe9e35e92851c13fecc2d47/Utilizacao-do-Software-AutoCad-para-Ensino-de-Instalacoes-Eletricas-Residenciais.pdf
MATERIAL COMPLEMENTAR 
UNIDADE 3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E RAMAL DE ENTRADA
LIVRO 
Título: Projetos de instalações elétricas prediais
Autor: Domingos Leite Lima Filho.
Editora: Érica.
Sinopse: A obra fornece, em linguagem acessível, exemplos 
aplicados, normas e subsídios teóricos e práticos voltados 
para o projeto de instalações elétricas prediais. É indicado a 
estudantes de cursos técnicos de nível médio e superiores de 
tecnologia e de engenharia, como também profissionais da área 
no desenvolvimento de suas atividades. Apresenta conceitos 
básicos, normas (como a NBR 5410), desenhos de instalação 
e roteiro de trabalho do projetista, definição e localização 
de pontos e cargas elétricas, cálculo de demanda, divisão 
de circuitos, dimensionamento de condutores, tubulações, 
dispositivos de comando e proteção, aterramento, entrada de 
energia, proteção contra descargas atmosféricas e projeto de 
instalações telefônicas. 
FILME/VÍDEO 
Título: A batalha das correntes
Ano: 2019.
Sinopse: Ambientado no final do século XIX, a Guerra das 
Correntes, que foi uma disputa entre Thomas Edison (Benedict 
Cumberbatch) e George Westinghouse (Michael Shannon) so-
bre como deveria ser feita a distribuição da eletricidade. Edison 
fez uma campanha pela utilização da corrente contínua para 
isso, enquanto Westinghouse defendia a corrente alternada.
80
https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_book_1?ie=UTF8&field-author=Domingos+Leite+Lima+Filho&text=Domingos+Leite+Lima+Filho&sort=relevancerank&search-alias=stripbooks
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Plano de Estudos
• Sistema SPDA e segurança em instalações; 
• Sistemas de proteção.
Objetivos da Aprendizagem
• Estudar a segurança em instalações elétricas;
• Compreender o dimensionamento de proteção de 
sistemas de aterramento;
• Estabelecer a importância dos dispositivos de 
proteção, como DR e DPS.
4 UNIDADEUNIDADE
PROTEÇÃO PARA PROTEÇÃO PARA 
INSTALAÇÕES INSTALAÇÕES 
ELÉTRICASELÉTRICAS
Professor Me. Lucas Delapria Dias dos Santos
INTRODUÇÃO
Sabemos	que	as	descargas	atmosféricas	têm	uma	grande	quantidade	de	energia	e	
que	elas	podem	causar	grandes	perturbações	nas	redes	de	transmissão	e	distribuição	de	
energia	elétrica,	além	de	danos	materiais	e	do	risco	a	que	pessoas	e	animais	ficam	sujeitos.
Em	função	disso,	compreenderemos	esse	fenômeno.	As	descargas	atmosféricas	in-
duzem	surtos	de	tensão	que	podem	chegar	a	centenas	de	kV.	Por	isso,	as	redes	aéreas	de	
transmissão,	as	edificações	e	aspartes	estruturais	de	subestações	devem	ser	protegidas	
com	SPDA.
Nesta	Unidade,	estudaremos	os	tipos	de	dispositivos	de	proteção,	como	DR	e	DPS,	
além	de	aprofundar	os	nossos	conhecimentos	em	SPDA,	segurança	nas	instalações	elétri-
cas;	dimensionamento	da	proteção;	sistemas	de	aterramento;	o	choque	elétrico;	proteção	
contra	choque	elétrico.
UNIDADE 4 PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 82
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UNIDADE 4 PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
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 1SISTEMA SPDA E 
SEGURANÇA EM 
INSTALAÇÕES
TÓPICO
SPDA	é	o	sistema	de	proteção	contra	descargas	atmosféricas.	Ele	é	normatizado	
segundo	a	NBR 5419:2015	em	quatro	partes.	Cada	uma	abrange	um	tópico	específico.	As	
partes	1	a	4	tratam	dos	seguintes	temas:	princípios	gerais,	gerenciamento	de	risco,	danos	
físicos	à	estrutura	e	os	perigos	à	vida,	e	sistemas	elétricos	e	eletrônicos	internos	na	estru-
tura,	respectivamente.
Várias	teorias	foram	desenvolvidas	para	explicar	o	fenômeno	dos	raios.	Atualmente,	
sabe-se	que	a	fricção	entre	as	partículas	de	água	que	formam	as	nuvens,	provocada	pelos	
ventos	ascendentes	de	forte	intensidade,	dá	origem	a	uma	grande	quantidade	de	cargas	
elétricas.	De	maneira	experimental,	na	maioria	dos	fenômenos	atmosféricos,	as	cargas	elé-
tricas	positivas	se	localizam	na	parte	superior	da	nuvem	e	as	cargas	elétricas	negativas	se	
posicionam	na	parte	inferior,	o	que	gera	uma	migração	de	cargas	positivas	na	superfície	da	
Terra.	Isso	faz	com	que	as	nuvens	tenham	uma	característica	bipolar.
Como	se	pode	deduzir,	a	concentração	de	cargas	elétricas	positivas	e	negativas	em	
determinada	região	faz	emergir	uma	diferença	de	potencial	entre	a	Terra	e	a	nuvem.	No	
entanto,	o	ar	tem	certa	rigidez	dielétrica,	que	depende	de	certas	condições	ambientais.	O	
aumento	dessa	diferença	de	potencial,	que	é	chamada	de	“gradiente	de	tensão”,	tem	con-
dição	de	atingir	um	valor	que	ultrapasse	a	rigidez	dielétrica	do	ar	entre	a	nuvem	e	a	Terra,	
fazendo	com	que	as	cargas	elétricas	migrem	na	direção	da	Terra	em	um	trajeto	tortuoso	e	
cheio	de	ramificações	conhecido	como	“descargas	atmosféricas	descendentes”.	Elas	são	
caracterizadas	por	um	líder	descendente	da	nuvem	para	a	Terra.	É	de,	aproximadamente,	
1	kV/	mm	o	valor	do	gradiente	de	tensão	ao	qual	a	rigidez	dielétrica	do	ar	é	rompida.	
A	ionização	do	caminho	seguido	pela	descarga	descendente	que	mais	se	aproxima	
do	solo,	também	conhecida	como	“descarga	piloto”,	proporciona	condições	favoráveis	de	
condutibilidade	do	ar	ambiente.	Ao	manter	elevado	o	gradiente	de	tensão	na	região	entre	a	
nuvem	e	a	Terra,	surge,	em	função	da	aproximação	do	solo,	em	uma	das	ramificações	da	
descarga	piloto,	uma	descarga	ascendente,	formada	por	cargas	elétricas	positivas,	deno-
83
84UNIDADE 4 PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
minada	“descarga	ascendente”,	de	retorno	da	Terra	à	nuvem,	originando-se	em	seguida	à	
descarga	principal	no	sentido	da	nuvem	para	a	Terra,	de	grande	intensidade,	responsável	
pelo	fenômeno	conhecido	como	“trovão”,	que	é	o	deslocamento	da	massa	de	ar	circundan-
te	ao	caminhamento	do	raio	em	função	da	elevação	de	temperatura	e,	consequentemente,	
do	aumento	repentino	do	volume.
função	da	elevação	de	 temperatura	e,	 consequentemente,	 do	aumento	 repentino	
do	volume.	Se	as	nuvens	acumulam	grande	quantidade	de	cargas	elétricas	que	não	foram	
neutralizadas	pela	descarga	principal,	são	 iniciadas	as	chamadas	descargas	reflexas	ou	
múltiplas,	com	características	semelhantes	à	descarga	principal.	A	Figura	1	é	uma	foto	de	
uma	descarga	atmosférica.	As	descargas	reflexas	podem	acontecer	várias	vezes,	depois	
de	cessada	a	descarga	principal.
FIGURA 1 - DESCARGAS ATMOSFÉRICAS MÚLTIPLAS
Fonte:	Mamede	(2017,	p.	858).
Segundo	a	NBR	5419:2015,	as	probabilidades	de	ocorrência	de	valores	de	pico	das	
descargas	atmosféricas	são:
•	95	%	≤	5	kA.	
•	80	%	≤	20	kA.	
•	60	%	≤	30	kA.	
•	20	%	≤	60	kA.	
•	10	%	≤	80	kA.
Foi	comprovado	que	a	corrente	de	descarga	tem	uma	única	polaridade,	ou	seja,	uma	
só	direção.	Uma	onda	típica	de	descarga	atmosférica	foi	determinada	para	efeito	de	estu-
dos	específicos.	A	Figura	2	mostra	o	perfil	dessa	onda	em	função	do	tempo.
85UNIDADE 4 PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
FIGURA 2 - FORMATO CARACTERÍSTICO DE UMA ONDA DE DESCARGA ATMOSFÉRICA
Fonte: Mamede	(2017,	p.	859).
A	onda	de	tensão	característica	 foi	normalizada	para	valores	de	T1	=	50μs	e	T2	=	
1,5μs,	normalmente	conhecida	como	onda	de	1,2	×	50μs.	Já	a	onda	característica	da	cor-
rente	de	descarga	foi	normalizada	para	T1	=	20μs	e	T2	=	8μs,	também	conhecida	como	onda	
de	8	×	20μs.
Conhecer	a	forma	da	onda,	os	valores	típicos	de	tensão	e	tempo,	e	os	percentuais	
de	ocorrência	fornece	condição	para	a	realização	de	estudos	destinados	ao	dimensiona-
mento	de	para-raios	de	proteção	contra	sobretensões	nas	linhas	e	redes	elétricas	e	dos	
para-raios	de	haste,	destinados	à	proteção	de	construções	prediais	e	instalações	em	geral.
Agora,	conheceremos	os	métodos	de	análise	dos	componentes	de	risco.	O	risco	é	
um	valor	que,	a	partir	dele,	é	possível	determinar	uma	provável	perda	anual	média	de	vidas	
e	bens,	por	exemplo,	quando	se	projeta	um	sistema	de	descarga	atmosférica	para	proteção	
de	determinada	estrutura.
Quando	falamos	em	risco,	estamos	tratando	dos	danos	e	das	perdas	resultados	de	
uma	descarga	atmosférica	que	atinge	uma	estrutura	(edificação,	por	exemplo),	uma	linha	
de	energia,	de	sinal	ou	áreas	próximas	à	estrutura.	A	NBR	5419-2:	2015	codifica	as	fontes,	
os	tipos	de	danos	e	as	perdas	para	identificação	ao	longo	do	processo	de	cálculo	para	a	
definição	da	necessidade,	ou	não,	de	implementação	de	medidas	de	proteção	da	estrutura.
O	primeiro	aspecto	são	as	fontes	de	danos,	que	têm	origem	na	corrente	gerada	por	
uma	descarga	atmosférica.	A	severidade	do	dano	está	conectada	ao	ponto	de	impacto	da	
descarga.	
•	S1:	descarga	atmosférica	que	atinge	a	estrutura.	
•	S2:	descarga	atmosférica	que	atinge	áreas	próximas	à	estrutura.	
•	S3:	descarga	atmosférica	que	atinge	a	linha	de	energia	elétrica,	linha	telefônica	e	cabo	de	
internet.	
•	S4: descarga	atmosférica	que	atinge	as	proximidades	da	linha	de	energia	elétrica,	linha	
telefônica	e	cabo	de	internet.
Também	 temos	 os	 tipos	 de	 danos.	Eles	 estão	 conectados	 ao	 tipo	 de	 construção	
(edificação	em	concreto	armado,	edificação	em	estrutura	de	aço	etc.),	ao	tipo	de	serviço	
executado	no	interior	e	às	medidas	de	proteção	existentes	(DPS	coordenados).	
86UNIDADE 4 PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
Os	riscos	a	serem	considerados	são:	
•	D1:	ferimentos	a	seres	vivos	por	choque	elétrico.	
•	D2:	danos	físicos.	
•	D3:	falhas	de	sistemas	eletroeletrônicos.
Temos	os	tipos	de	perdas:	
•	L1:	ferimentos	a	seres	vivos	por	choque	elétrico.	
•	L2:	perda	de	serviço	público.	
•	L3: perda	de	patrimônio	cultural.	
•	L4:	perdas	de	valores	econômicos	(estrutura,	os	bens	nela	contidos	e	perda	de	atividade	
desenvolvida	na	edificação)
Para	avaliação	dos	riscos	a	que	ficam	submetidas	as	estruturas	diante	de	eventos	
decorrentes	de	descargas	atmosféricas,	temos	as	seguintes	questões	a	serem	considera-
das:	
•	R1:	risco	de	perda	de	vida	humana,	incluindo	ferimentos.	
•	R2:	risco	de	perda	de	serviço	público.	
•	R3: risco	de	perda	de	patrimônio	cultural	(museus,	monumentos	históricos	etc.).	
•	R4: risco	de	perda	de	valores	econômicos.
Os	Sistemas	de	Proteção	Contra	Descargas	Atmosféricas	 (SPDA)	sãoprojetados	
para	receber	as	descargas	atmosféricas	que	atingem	diretamente	a	parte	superior	da	es-
trutura	ou	as	 laterais.	Eles	permitem	que	a	corrente	elétrica	flua	para	a	 terra	sem	gerar	
perigos	à	vida	e	ao	patrimônio	por	centelhamento	e	efeitos	térmicos	e	mecânicos	danosos	
à	estrutura
Os	SPDA	podem	ser	projetados	e	construídos	utilizando	materiais	condutores	natu-
rais	(são	partes	integrantes	da	estrutura	e	que	não	podem	ser	alteradas),	como	armaduras	
de	pilares	e	 fundação,	ou	materiais	 condutores	não	naturais,	 (não	 integram	a	estrutura,	
como	cabos	de	cobre,	alumínio,	aço,	aço	cobreado	e	outros),	que	são	instalados,	com	a	
finalidade	única	de	proteger	a	estrutura	contra	descargas	atmosféricas.
Os	sistemas	de	proteção	contra	descargas	atmosféricas	são	feitos	por	três	subsis-
temas	intimamente	interligados:	o	subsistema	de	captação,	o	subsistema	de	descida	e	o	
subsistema	de	aterramento.
Os	subsistemas	de	captação	são	os	elementos	condutores	normalmente	expostos	
e	localizados	na	parte	mais	elevada	da	edificação.	Eles	são	os	responsáveis	pelo	contato	
direto	 com	as	descargas	atmosféricas.	Os	captores	podem	ser	 classificados	segundo	a	
natureza	construtiva:
• Captores naturais:	constituídos	por	elementos	condutores	expostos,	geralmente,	partes	
da	edificação	que	se	deseja	proteger.	As	coberturas	metálicas	das	estruturas	são	exemplos	
de	captores	naturais.	
• Captores não naturais:	 constituídos	por	elementos	condutores	expostos	e	 instalados	
sobre	a	cobertura	e	a	lateral	das	edificações,	a	fim	de	estabelecer	o	contato	direto	com	as	
descargas	atmosféricas.	Cabos	de	cobre	nu	e	barras	chatas	de	alumínio	são	exemplos	de	
captores	não	naturais.
87UNIDADE 4 PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
Os	subsistemas	de	descida	são	formados	por	elementos	condutores	expostos,	ou	
não,	que	permitem	a	continuidade	elétrica	entre	os	captores	e	o	subsistema	de	aterramen-
to.	Eles	também	podem	ser	classificados	como	naturais	ou	não	naturais.
•	Subsistemas de descida naturais: são	elementos	condutores,	partes	integrantes	da	edi-
ficação	de	natureza	condutiva	que	têm	a	condição	de	conduzir	correntes	para	o	subsistema	
de	aterramento.	
Exemplo:	armaduras	de	aço	interligadas	aos	pilares	da	estrutura.	
•	Subsistemas de descida não naturais:	são	elementos	condutores	expostos,	ou	não,	
para	a	condução	ao	subsistema	de	aterramento	da	edificação.	
Exemplos:	barra	chata	de	alumínio	e	cabos	de	cobre	nu	instalados	nas	laterais	das	edifica-
ções.
Por	sua	vez,	os	subsistemas	de	aterramento	são	elementos	condutores	enterrados	
ou	embutidos	nas	fundações	das	edificações.	Eles	são	os	responsáveis	pela	dispersão	das	
correntes	elétricas	no	solo.	Também	podem	ser	classificados	como:
•	Subsistemas de aterramento naturais:	são	elementos	metálicos	embutidos	nas	
fundações	das	edificações	e	parte	integrante	delas.	Exemplos	de	subsistemas	de	aterra-
mento	são	as	armações	das	fundações	de	concreto	armado	das	edificações,	as	armações	
das	bases	de	torre	de	aerogeradores,	as	estruturas	de	concreto	armado	enterradas	e	ou-
tros	meios	equivalentes.	
•	Subsistemas	de	aterramento	não	naturais:	são	elementos	condutores	enterrados	
horizontal	 ou	 verticalmente,	 com	 o	 objetivo	 de	 dispersar	 as	 correntes	 elétricas	 no	 solo.	
Exemplos:	condutores	de	cobre	nu	enterrados	e	hastes	cobreadas.	
Os	materiais	utilizados	nos	sistemas	de	SPDA	são:	
•	Cobre:	maciço	ou	encordoado.	É	utilizado	como	cobertura.	
•	Aço galvanizado a quente:	maciço	ou	encordoado.	
•	Aço inoxidável:	maciço	ou	encordoado.	
•	Aço cobreado:	maciço	ou	encordoado.	
•	Alumínio: maciço	ou	encordoado
Esses	materiais,	normalmente,	podem	ser	instalados	em	vários	tipos	de	ambientes.	
Contudo,	é	necessário	cuidado	durante	a	instalação	para	evitar	problemas	de	correção	e	
destruição	por	meio	galvânico.
Conheceremos	mais	um	elemento	relativo	aos	sistemas	de	proteção	contra	descar-
gas	atmosféricas:	as	ligações	equipotenciais.	Elas	são	utilizadas	para	equalizar	todos	os	
potenciais	elétricos	no	interior	de	uma	edificação,	evitando	choques	elétricos,	incêndios	e	
explosões.	O	SPDA	deve	ser	conectado	aos	demais	sistemas	de	aterramento	e	obedecer	
a	algumas	regras	básicas:
•	A	equipotencialização	dos	SPDA	externos	isolados	deve	ser	realizada	ao	nível	do	solo.	
•	A	equipotencialização	dos	SPDA	externos	não	 isolados	deve	ser	 realizada	na	base	da	
estrutura	ao	nível	do	solo.	
•	Os	condutores	de	ligação	equipotencial	devem	ser	conectados	a	uma	barra	de	ligação	
equipotencial	instalada	no	subsolo	ou	próxima	ao	nível	do	solo	ou,	ainda,	próximo	ao	qua-
dro	geral	de	BT,	de	forma	a	proporcionar	fácil	acesso.	
88UNIDADE 4 PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
•	Os	condutores	de	equipotencialização	devem	ser	retilíneos	e	de	menor	comprimento	pos-
sível.	
•	Em	grandes	estruturas,	deve	ser	 instalada	mais	de	uma	barra	de	ligação	equipotencial	
devidamente	interligada.	
•	A	cada	intervalo	não	superior	a	20	m,	deve	existir	uma	ligação	equipotencial	(BEL)	para	
estruturas	com	mais	de	20m	de	altura.	
•	As	barras	de	ligação	equipotencial	 local	BEL	(barramento	de	equipotencialização	local)	
devem	ser	conectadas	ao	anel	horizontal	que	interligam	os	condutores	de	descida.	
•	O	barramento	de	equipotencialização	principal	BEP	(barramento	de	equipotencialização)	
deve	ser	ligado	ao	subsistema	de	aterramento.	
•	Todos	os	condutores	não	vivos	dos	sistemas	elétricos	e	dos	equipamentos	de	tecnologia	
da	informação	devem	ser	direta	ou	indiretamente	conectados	à	ligação	equipotencial.	
•	As	luvas	isolantes	inseridas	nas	canalizações	de	gás	ou	de	água	devem	ser	curtocircui-
tadas.	
•	A	seção	do	condutor	em	aço	inoxidável	como	condutor	equipotencial	deve	ser	igual	à	do	
aço	galvanizado	a	fogo.	
•	Em	uma	mesma	edificação,	é	preciso	projetar	um	só	sistema	de	aterramento,	no	qual,	
por	meio	de	ligações	equipotenciais,	seriam	conectadas	todas	as	partes	da	instalação	que	
obrigatoriamente	devessem	ser	conectadas	à	terra.	
•	As	interligações	equipotenciais	podem	ser	realizadas	pelos	seguintes	meios:	
•	Direto:	utilizar	condutores	de	ligação	não	naturais.	Neles,	a	continuidade	elétrica	
não	pode	ser	garantida	pelas	ligações	naturais.
•	Indireto:	utilizar	dispositivos	de	proteção	contra	surtos	(DPS)	quando	não	for	possí-
vel	executar	a	ligação	direta	por	meio	de	condutores	não	naturais	ou	utilizar	centelhadores	
quando	a	ligação	direta	não	for	permitida.	
•	Quando	não	for	possível	ou	aceitável	uma	ligação	direta	de	equipotencialização,	é	preciso	
utilizar	um	DPS	que	apresente	as	seguintes	características	técnicas:	
•	A	corrente	de	impulso	deve	ser	igual	ou	superior	à	corrente	de	descarga	atmosféri-
ca	que	flui	do	SPDA	externo	aos	elementos	metálicos	interligados.	
•	A	tensão	de	impulso	disruptiva	nominal	deve	ser	inferior	ao	nível	de	impulso	supor-
tável	entre	as	partes.	
•	Os	condutores	vivos	dos	sistemas	internos	que	não	sejam	blindados,	nem	estejam	
instalados	no	interior	de	eletrodutos	devem	ter	equipotencialização	ao	BEP	por	meio	de	um	
DPS.	
•	Os	condutores	vivos	devem	ser	ligados	ao	BEP	ou	ao	BEL	somente	pelo	DPS.	
•	Os	condutores	PE	e	PEN	de	um	sistema	TN	devem	ser	conectados	diretamente	ao	
BEP	ou	ao	BEL.	
•	A	união	dos	segmentos	das	tubulações	metálicas	de	água,	gás,	ar	comprimido	e	
óleo	que	contenham	anéis	 isolantes	 intercalados	deve	ser	 interligada	por	condutores	ou	
DPS	dedicados	a	essa	utilização.
Agora,	estudaremos	os	métodos	de	proteção	contra	descargas	atmosféricas.	Exis-
tem	 três	métodos	de	proteção	contra	descargas	atmosféricas	definidos	pela	NBR	5419-
89UNIDADE 4 PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
3:2015:	
I.	 Método	do	ângulo	de	proteção.	
II.	 II.	Método	das	malhas.	
III.	 III.	Método	da	esfera	rolante.	
A	norma	apresenta	uma	variação	no	ângulo	de	proteção	em	função	da	altura	da	es-
trutura	e	da	classe	do	sistema	(SPDA).	O	raio	da	esfera	rolante	também	sofre	modificação	
em	função	da	classe	do	SPDA,	como	veremos	a	seguir.	
O	método	do	ângulo	de	proteção	conhecido	como	método	de	Franklin	é	baseado	na	
definição	do	volume	de	proteção	propiciado	porum	cone.	Nele,	o	ângulo	da	geratriz	com	a	
vertical	se	dá	em	função	do	nível	de	proteção	e	da	altura	da	construção.	A	Figura	3	exibe	o	
volume	de	proteção	provido	pelo	mastro	do	para-raios.
FIGURA 3 - VOLUME DE PROTEÇÃO PROVIDO PELO MASTRO DO PARA-RAIOS
Fonte: Mamede	(2017,	p.	913).
Utilizando	a	propriedade	das	pontas	metálicas	de	propiciar	o	escoamento	das	car-
gas	elétricas	para	a	atmosfera,	chamado	poder	das	pontas,	Frankli	concebeu	e	instalou	um	
dispositivo	que	desempenha	essa	função,	denominado	“para-raios”
Nosso	segundo	método	é	o	método	das	malhas	ou	método	de	Faraday,	que	método	
corresponde	ao	envolver	a	estrutura	com	uma	malha	captora	de	condutores	elétricos	nus.	
As	distâncias	entre	os	captores	dependem	do	nível	de	proteção.
Esse	método	é	indicado	para	edificações	com	uma	grande	área	horizontal,	visto	que	
seriam	necessários	vários	captores	do	tipo	haste,	aumentando	demasiadamente	o	custo	da	
obra.	A	metodologia	é	baseada	na	teoria	em	que	o	campo	eletromagnético	é	nulo	no	inte-
rior	de	uma	estrutura	metálica	ou	envolvida	por	uma	superfície	metálica	ou	por	uma	malha	
metálica.
Nosso	último	método	é	o	método	da	esfera	rolante	ou	método	eletrogeométrico.	O	
90UNIDADE 4 PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
princípio	é	delimitar	o	volume	de	proteção	dos	captores	de	um	sistema	SPDA,	seja	de	has-
tes,	seja	de	condutores	nus,	ao	rolar	a	esfera	fictícia	sobre	o	solo	e	o	sistema	de	proteção.
Dessa	maneira,	a	região	em	que	ela	não	toca	forma	a	zona	protegida.	Em	outras	
palavras,	a	zona	protegida	é	definida	como	a	região	em	que	a	esfera	rolante	não	consegue	
tocar,	exceto	nos	captores.	A	Figura	4	mostra	essa	área.
FIGURA 4 - APLICAÇÃO DO MÉTODO DA ESFERA ROLANTE EM UMA SUPERFÍCIE IRREGULAR
Fonte:	Mamede	(2017,	p.	924).
Poderíamos	dedicar	um	livro	todo	para	falar	dos	sistemas	de	proteção	contra	as	des-
cargas	atmosféricas.	Todavia,	essa	é	uma	base	para	que	você	saiba	identificar	um	sistema	
e	tenha	noção	dos	pontos	essenciais	em	um	gerenciamento	de	risco.
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UNIDADE 4 PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
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 2 SISTEMAS DE 
PROTEÇÃO
TÓPICO
Um	dos	pontos	críticos	de	uma	 instalação	é	o	sistema	de	proteção,	 tanto	para	a	
estrutura	quanto	para	os	usuários.	Isso	aumenta	a	vida	útil	dos	condutores,	protege	toda	a	
infraestrutura	da	edificação,	caso	ocorra	um	curto-circuito	que	possa	levar	a	um	incêndio,	e	
protege	os	usuários	contra	as	correntes	de	fuga.
A	NBR	5410/2004	exibe	as	medidas	de	proteção	destinadas	a	garantir	a	segurança	
de	pessoas,	animais	e	bens	contra	os	perigos	e	danos	que	possam	ser	resultado	das	ins-
talações	elétricas	em	condições	previstas.	A	norma	trata	de:
A	NBR	5410/2004	exibe	as	medidas	de	proteção	destinadas	a	garantir	a	segurança	
de	pessoas,	animais	e	bens	contra	os	perigos	e	danos	que	possam	ser	resultado	das	ins-
talações	elétricas	em	condições	previstas.	A	norma	trata	de:
e)	Proteção	contra	os	choques	elétricos.	
f)	Proteção	contra	efeitos	térmicos.	
g)	Proteção	contra	sobrecorrentes.	
h)	Proteção	contra	sobretensões.
Caso	não	 sejam	seguidas	as	 orientações	da	norma,	 o	 uso	das	 instalações	pode	
gerar	danos	ao	patrimônio	e	aos	usuários	do	sistema.	Um	risco	que	poderia	ser	diminuído	
ou	extinto	com	um	valor	baixo	de	investimento.	Iniciaremos	os	nossos	estudos	focando	na	
proteção	contra	efeitos	térmicos,	visto	que	são	mais	simples	de	serem	entendidos.
O	aquecimento	dos	cabos	resultante	de	sobrecorrentes	(corrente	acima	do	previsto),	
nos	equipamentos,	gera	uma	deterioração	acelerada	dos	componentes	(principalmente	a	
isolação	dos	cabos)	em	função	das	temperaturas	de	solicitação	eletromecânicas	excessi-
vas,	diminuindo	a	vida	útil	dos	componentes.
Em	condições	de	operação	normal,	não	devem	existir	riscos	às	pessoas	e	aos	ani-
mais	resultantes	de:
91
92UNIDADE 4 PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
•	Sobrecarga:	 sobrecorrente	 no	 circuito	 sem	que	 haja	 falta	 elétrica,	 gerada	 pela	
quantidade	de	carga	(potência)	acima	da	projetada	para	o	circuito.	Ela	é	10	vezes	menor	
que	a	corrente	de	projeto,	com	tensão	nominal	constante.	
•	Curto-circuito:	 sobrecorrente	 resultante	de	uma	 falta	originada	pelo	contato	de	
dois	condutores	de	potencial	elétrico	diferente	com	uma	impedância	desprezível.	É,	pelo	
menos,	10	vezes	maior	que	a	corrente	de	projeto,	podendo	chegar	a	valores	muitos	maio-
res	que	a	corrente	de	projeto,	com	tensão	tendendo	a	zero.
Devemos	nos	 lembrar	de	que,	considerando	a	proteção	contra	as	sobrecorrentes	
em	instalações	elétricas,	estamos	protegendo	os	condutores,	e	não	os	aparelhos	que	estão	
ligados	a	ele	ou	as	pessoas	que	possam	estar	utilizando	os	aparelhos.
Quando	utilizamos	dois	condutores	em	paralelo,	segundo	a	NBR	5410/2004,	a	pro-
teção	dos	cabos	deve	ser	feita	com	base	em	duas	situações:
•	Se	forem	apenas	dois	condutores	em	paralelo,	basta	um	dispositivo	na	origem	de	
cada	condutor	em	paralelo.	
•	Se	forem	mais	de	dois	condutores	em	paralelo,	deve	ser	previsto	um	dispositivo	em	
cada	extremidade	de	cada	condutor	em	paralelo
Agora,	iniciaremos	o	estudo	de	um	dos	dispositivos	de	proteção:	os	fusíveis.	Os	fusí-
veis	são	constituídos	por	um	condutor	de	seção	reduzida	(elo	fusível)	e	montados	em	uma	
base	de	material	isolante.	Quando	há	uma	corrente	elevada,	o	elo	fusível	fundirá,	parando	
de	conduzir	corrente	elétrica	antes	que	ocorra	algum	dano	à	instalação.
A	NBR	IEC	60.269-1,	que	trata	dos	dispositivos	fusíveis	de	baixa	tensão,	foi	cance-
lada	em	2012.	Como	não	existe	outra	NBR	para	substituí-la,	ela	ainda	será	utilizada.	Pode-
mos	citar	quatro	características	essenciais	aos	fusíveis.
•	Corrente	nominal.	
•	Corrente	de	ruptura.	
•	Corrente	convencional	de	atuação.	
•	Curva	característica.
Em	função	do	tempo	de	atuação,	podemos	classificar	esses	dispositivos	em	rápidos	
ou	retardados.	Normalmente,	os	retardados	são	utilizados	em	proteção	de	motores,	devido	
à	corrente	de	partida.
Há	quatro	tipos	de	fusíveis	no	mercado.	Conheceremos	cada	um	deles.
•	Tipo rolha:	montado	em	um	corpo	de	porcelana	com	os	contatos	realizados	por	
meio	da	rosca	de	fixação	ao	soquete	e	de	um	terminal	na	parte	inferior.	É	encontrado	no	
mercado	para	correntes	nominais	de	6	a	30	A,	sendo	o	valor	nominal	de	pouca	precisão.	
Apresenta	baixos	valores	de	corrente	de	ruptura.	Em	detrimento	das	próprias	característi-
cas,	é	pouco	confiável.	No	entanto,	em	virtude	do	baixo	custo,	ainda	é	extremamente	utili-
zado	em	instalações	residenciais.	
•	Tipo cartucho:	montado	em	um	invólucro	cilíndrico	de	papelão	ou	fibra,	com	termi-
nais	de	cobre	tipo	faca	ou	virola.	É	encontrado	no	mercado	para	correntes	nominais	de	5	a	
60	A,	com	terminais	tipo	virola,	e	de	60	a	600	A,	com	terminais	tipo	faca.	Como	os	soquetes	
servem	para	vários	valores,	pode	ocorrer	a	troca	do	fusível	por	um	de	capacidade	maior,	
colocando	as	instalações	em	risco.	
93UNIDADE 4 PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
•	Tipo diazed: construído	em	um	corpo	de	porcelana	cilíndrico	fechado	nas	extremi-
dades	por	tampas	metálicas,	onde	é	feito	o	contato	com	a	base.	O	contato	inferior	se	aloja	
em	um	encaixe	calibrado,	de	modo	que	uma	base	não	se	presta	para	a	instalação	de	outros	
fusíveis	de	valores	nominais	diferentes.	São	encontrados	fusíveis	diazed	de	2	a	100	A	de	
corrente	nominal.	Apresentam	correntes	de	rupturas	elevadas,	da	ordem	de	100	kA.	São	
construídos	nas	versões	rápida	e	retardada.	Em	virtude	doalto	custo,	se	comparados	aos	
tipos	rolha	e	cartucho,	são	empregados	em	instalações	nas	quais	se	exige	melhor	confiabi-
lidade	e	em	proteção	de	motores,	em	sua	versão	retardada.	
•	Tipo	NH:	montado	em	um	corpo	de	porcelana	ou	esteatite,	com	seção	quadrada	ou	
retangular,	com	bordas	arredondadas	e	terminais	tipo	faca.	Tem	indicador	de	fusão,	como	o	
diazed,	e	os	de	maiores	valores	nominais	têm	um	ressalto	em	forma	de	T	para	a	utilização	
de	saca-fusível,	pois	as	facas	entram	sob	pressão	nas	bases.	Apresenta	valores	de	corren-
tes	nominais	bastante	precisos.	Encontrado	no	mercado	de	6	a	1.250	A.	Também	tem	alta	
capacidade	de	ruptura,	normalmente,	igual	a	100	kA.	Em	virtude	do	custo	elevado,	destina-
-se	principalmente	à	proteção	de	sistemas	industriais,	nos	quais	as	correntes	nominais	e	de	
curto-circuito	são	elevadas.
Devemos	ressaltar	que,	em	função	da	característica	de	fusão	versus	tempo,	os	fusí-
veis	são	preferencialmente	indicados	para	proteção	contra	curtos-circuitos.	Não	são	reco-
mendados	para	proteção	contra	sobrecargas.	Para	elas,	o	indicado	é	o	uso	de	disjuntores	
(ou	contatores	com	rele	térmico	para	motores).
Focando	no	uso	em	motores,	devemos	ressaltar	que	os	fusíveis	são	unipolares	e	
podem	ocasionar	danos,	caso	o	circuito	não	tenha	dispositivos	de	proteção	contra	falta	de	
fase.	Não	é	possível	efetuar	manobras	de	seccionamento	com	eles,	que	devem	ser	substi-
tuídos	logo	após	a	atuação.	Todavia,	apresentam	um	custo	relativamente	baixo.
A	NBR	IEC	60.269-1	classifica	os	fusíveis	em:	gG,	gM	e	aM,	com	as	seguintes	ca-
racterísticas:	
•	gG:	para	proteção	de	circuitos	contra	correntes	de	sobrecarga	e	de	curto-circuito,	
para	uso	doméstico,	com	corrente	nominal	de	até	100	A.	
•	gM	e	aM:	para	proteção	contra	curto-circuito	(mais	comum	em	motores).	A	proteção	
contra	sobrecargas	é	efetuada	com	um	relé	térmico	associado	ao	comando	de	um	contator.
Essa	nomenclatura	de	classificação	é	dada	em	função	da	aplicação.	A	IEC	utiliza	a	
montagem	com	duas	letras.	A	primeira	letra	denomina	a	faixa	de	interrupção,	ou	seja,	em	
que	tipo	de	sobrecorrente	o	fusível	atuará.	São	elas:
g:	atuação	para	sobrecarga	e	curto.	
a:	atuação	apenas	para	curto-circuito.	
A	segunda	letra	denomina	a	categoria	de	utilização	para	o	tipo	de	equipamento	a	ser	
protegido.	São	elas:
L/G:	proteção	de	cabos	e	uso	geral.	
M:	proteção	de	motores.	
R: proteção	de	circuitos	com	semicondutores.	
Dessa	forma,	obtêm-se	as	montagens	dos	principais	fusíveis	utilizados	no	mercado:	
94UNIDADE 4 PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
•	gL/gG:	 fusível	para	proteção	de	cabos	e	uso	geral	 (atuação	para	sobrecarga	e	
curto).	Essa	curva	é	denominada	erroneamente	de	“retardada”.
•	aM: fusível	para	proteção	de	motores.	Nunca	se	sabe	se	essa	curva	pode	ser	cha-
mada	de	“rápida”	ou	“retardada”.	
•	aR:	fusível	para	proteção	de	semicondutores.	Pode	ser	chamada	de	“ultrarrápida”	
por	não	criar	conflito	com	outras	curvas.
Agora,	estudaremos	o	segundo	equipamento	de	proteção,	conhecidos	como	disjun-
tores	termomagnéticos.	Eles	são	dispositivos	de	seccionamento	e	proteção	contra	sobre-
cargas	e	curtos-circuitos.	
As	funções	básicas	dos	disjuntores	são:	
•	Operação	manual	de	seccionamento	(chaveamento)	para	abertura	e	fechamento	
do	circuito	por	meio	de	alavanca.	
•	Abertura	automática	de	circuito	sob	condições	de	sobrecarga	mantida	e	curto-cir-
cuito.
Os	disjuntores	têm	o	número	de	contatos	igual	ao	número	de	polos,	sendo	um	mo-
nofásico,	um	contato,	bifásico	dois	e	trifásico	três.	Não	se	deve	utilizar	dois	disjuntores	uni-
polares	para	um	circuito	bifásico	ou	situação	semelhante,	pois	os	contatos	não	se	abrirão	
simultaneamente,	o	que	gera	falta	de	segurança	e	até	queima	de	equipamentos.
Vamos,	agora,	estudar	os	dispositivos	de	proteção residual,	que	são	os	 respon-
sáveis	pela	proteção	de	pessoas	e	animais.	Para	entender	o	 funcionamento	deles,	uma	
corrente	DR	corresponde	à	soma	algébrica	dos	valores	 instantâneos	das	correntes	que	
percorrem	todos	os	condutores	vivos	de	um	circuito	em	um	dado	ponto	de	uma	instalação	
elétrica.	
A	existência	de	uma	corrente	residual	para	a	terra	indica	que	há	uma	falha	de	isola-
ção	entre	um	condutor	vivo	e	a	carcaça,	ou	a	terra,	e	o	DR	deve	desligar	o	circuito	quando	
isso	acontece.
Especificações:	Existem	dois	tipos	de	dispositivo	DR
1.	Disjuntor DR (DDR):	 possui	elevada	capacidade	de	 interrupção,	podendo	ga-
rantir,	de	maneira	conjunta,	a	proteção	contra	subcorrentes	(sobrecarga	e	curto-circuito)	e	
contra	os	contatos	indiretos	dentro	de	valores	especificados.	
2.	Interruptor DR (IDR):	possui	pequena	capacidade	de	interrupção,	sendo	o	mais	
utilizado	para	a	proteção	contra	os	contatos	indiretos	dentro	de	valores	especificados.	Deve	
ser	utilizado	com	dispositivo	de	proteção	à	sobrecorrente,	instalada	a	montante	do	disposi-
tivo	DR,	com	corrente	nominal	inferior	ou	igual	à	do	IDR.
Independentemente	do	 tipo	de	dispositivo	DR,	ele	deve	 ser	 caracterizado,	 ainda,	
pelos	seguintes	valores:	
•	Corrente	nominal:	INDR	(A).	
•	Corrente	diferencial-residual	nominal	de	atuação:	I∆N	(mA	ou	A).	
•	Tensão	nominal	VN	(V).	
•	Número	de	polos	(condutores	vivos).
95UNIDADE 4 PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
A	principal	aplicação	dos	dispositivos	DR	é	a	proteção	contra	os	contatos	indiretos.	
Quando	utilizados	os	de	alta	sensibilidade,	confere-se	também	proteção	adicional	contra	
os	contatos	diretos.	Em	virtude	da	sensibilidade	de	atuação	(mA),	torna-se,	de	certa	forma,	
bom	vigilante	de	isolação	dos	circuitos	em	relação	à	terra.
A	NBR	5.410/2004	estabelece	que	qualquer	esquema	de	aterramento	deve	ser	obje-
to	de	proteção	complementar	contra	contatos	diretos	por	dispositivos	a	corrente	DR	(dispo-
sitivos	DR)	de	alta	sensibilidade,	isto	é,	com	corrente	diferencial-residual	nominal	(I∆N)	igual	
ou	inferior	a	30	mA:
a)	os	circuitos	que	sirvam	a	pontos	situados	em	locais	contendo	banheira	ou	chu-
veiro;	
b)	os	circuitos	que	alimentam	tomadas	de	corrente	situadas	em	áreas	externas	à	
edificação;	
c)	os	circuitos	de	tomadas	de	corrente	situadas	em	áreas	internas	que	possam	vir	a	
alimentar	equipamentos	no	exterior;	
d)	os	circuitos	de	tomadas	de	corrente	de	cozinhas,	copas-cozinhas,	lavanderias,	
áreas	de	serviço,	garagens	e,	no	geral,	de	todo	local	interno	molhado	em	uso	nor-
mal	ou	sujeito	a	lavagens	(ABNT,	1997,	p.	22).
Os	dispositivos	DR	são	dimensionados	por	dois	parâmetros:	a	corrente	nominal	e	a	
sensibilidade	(IDN).	Para	as	aplicações	que	protegem	os	seres	vivos	é	IDN	=	30	mA.	
Outros	valores	de	sensibilidade	I	m	N	-	300	A	não	se	destinam	à	proteção	contra	cho-
ques	elétricos	(contatos	diretos	ou	indiretos),	mas	apenas	à	proteção	patrimonial	(redução	
dos	riscos	de	incêndios,	por	exemplo).
Devemos	estar	atentos	também	ao	tipo	de	DR,	visto	que	não	são	todos	os	circuitos	
percorridos	por	correntes	idealmente	senoidais	e	que	DR	devem	estar	corretamente	espe-
cificados,	a	fim	de	fazer	a	proteção.	Os	tipos	são:	
•	Tipo AC:	correntes	residuais	alternadas.	
•	Tipo A: correntes	residuais	alternadas	e	contínuas	pulsantes.	
•	Tipo B:	correntes	residuais	alternadas,	contínuas	pulsantes	e	contínuas	puras.
Agora,	estudaremos	o	nosso	último	dispositivo	de	proteção,	o	responsável	por	fazer	
a	proteção	contra	sobretensões,	os	DPS.
A	NBR	5410/2004	defende	que	as	pessoas,	os	animais	e	os	bens	devem	ser	pro-
tegidos	contra	as	consequências	prejudiciais	de	ocorrências	que	possam	resultar	em	so-
bretensões,	como	faltas	entre	partes	vivas	de	circuitos	sob	diferentes	tensões,	fenômenos	
atmosféricos	e	manobras:
[...]	quando	equipotencial	idade	não	é	o	suficiente	para	impedir	o	aparecimento	de	
tensões	de	contato	perigosas,	entra	em	ação	o	recurso	do	seccionamento	automáti-
co,	provocando	o	desligamento	do	circuito	em	que	se	manifesta	a	tensão	de	contato	
perigosa	(ABNT,	2004,	p.	36).
As	 instalações	que	são	alimentadas	por	 linha	 total	ou	parcialmente	aéreas	e	que	
se	situam	em	regiões	de	influências	externas	AQ2	devem	ser	providas	de	proteção	contra	
sobretensões	transitórias.
Os	dispositivos	 deproteção	 contra	 sobretensões	 (DPS)	 devem	ser	 instalados	no	
ponto	de	entrada	da	 linha	elétrica	na	edificação	ou	no	quadro	de	distribuição	principal	o	
96UNIDADE 4 PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
mais	próximo	possível	do	ponto	de	entrada	e	serão	dispostos,	no	mínimo,	como	mostra	a	
Figura	5.	Se	forem	necessários	DPS	adicionais,	além	dos	postes	na	entrada,	observar	a	
mesma	disposição	para	ligações.
FIGURA 5 - ESQUEMA DE CONEXÃO DOS DPS NO PONTO DE ENTRADA DA LINHA DE 
ENERGIA OU NO QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO PRINCIPAL DA EDIFICAÇÃO BARRAMENTO DE 
EQUIPOTENCIALIZAÇÃO PRINCIPAL (BEP)
Fonte: ABNT	(2004,	p.	131).
97UNIDADE 4 PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
A	NBR	5410	apresenta	as	seguintes	notas	acerca	do	esquema:
a.	A	ligação	ao	BEP	ou	à	barra	PE	depende	de	onde,	exatamente,	os	DPS	serão	
instalados	e	de	como	o	BEP	é	implementado,	na	prática.	Assim,	a	ligação	será	no	
BEP	quando:	-	o	BEP	se	situar	a	montante	do	quadro	de	distribuição	principal	(com	
o	BEP	loca-lizado,	como	deve	ser,	nas	proximidades	imediatas	do	ponto	de	entrada	
da	linha	na	edificação)	e	os	DPS	forem	instalados,	então,	junto	ao	BEP,	e	não	no	
quadro;	ou	-	os	DPS	forem	instalados	no	quadro	de	distribuição	principal	da	edifica-
ção	e	a	barra	PE	do	quadro	acumular	a	função	de	BEP	Por	consequência,	a	ligação	
será	na	barra	PE,	propriamente	dita,	quando	os	DPS	forem	instalados	no	quadro	de	
distribuição	e	a	barra	PE	do	quadro	não	acumular	a	função	de	BEP.	
b.	A	hipótese	configura	um	esquema	que	entra	TN	C	e	que	prossegue	instalação	
adentro	TN	C,	ou	que	entra	TN	C	e,	em	seguida,	passa	a	TN	S	(aliás,	como	requer	
a	regra	geral	do	item	5.4.3.6	da	NBR	5.410/2004).	O	neutro	de	entrada,	necessa-
riamente	PEN,	deve	ser	aterrado	no	BEP,	direta	ou	indiretamente.	A	passagem	do	
esquema	TN	C	a	TN	S,	com	a	separação	do	condutor	PEN	de	chegada	em	con-
dutores	neutro	e	PE,	seria	feita	no	quadro	de	distribuição	principal	(globalmente,	o	
esquema	é	TN-C-S).	
c.	A	hipótese	configura	 três	possibilidades	de	esquema	de	aterramento:	TT	(com	
neutro),	IT	com	neutro	e	linha	que	entra	na	edificação	já	em	esquema	TN	S.	
d.	Há	situações	em	que	um	dos	dois	esquemas	se	 torna	obrigatório.	Em	seu	di-
mensionamento,	a	 tensão	máxima	de	operação	contínua	(Uc),	do	DPS,	deve	ser	
igual	ou	superior	aos	valores	indicados	pelo	Valor	mínimo	de	Uc	exigível	do	DPS,	
em	função	do	esquema	de	aterramento,	na	qual	U0	é	a	tensão	nominal	entre	fase	e	
neutro;	e	U,	a	tensão	entre	fases	(ABNT,	2004,	p.	131).
A	distância	entre	o	DPS	e	a	barra	de	equipotencial	principal	deve	ser	a	menor	pos-
sível,	inferior	a	0,50	m.	A	seção	do	condutor	das	ligações	DPS-PE,	caso	existam	DPS	ins-
talados	no	ponto	de	entrada	da	linha	elétrica	na	edificação	ou	nas	proximidades,	deve	ter	
seção,	no	mínimo,	de	4	mm2,	em	cobre	ou	equivalente.	Quando	esse	DPS	for	destinado	à	
proteção	contra	sobretensões	provocadas	por	descargas	atmosféricas	diretas	sobre	a	edi-
ficação	ou	em	proximidades,	a	seção	nominal	do	condutor	das	ligações	DPS-PE	deve	ser	
de,	no	mínimo,	16	mm2,	em	cobre	ou	equivalente.
As	concessionárias	de	distribuição	de	energia	já	estão	com	sugestão	de	padrões	de	
entrada	que	incluem	a	instalação	dos	DPS,	uma	vez	que,	geralmente,	as	entradas	coletivas	
estarão	antes	das	caixas	dos	aparelhos	de	medição.	Os	DPS	são	fabricados	a	partir	de	
centelhadores,	varistores,	diodos	ou	uma	combinação	de	dois	ou	três	desses	elementos.	
Em	função	disso,	temos	três	tipos:
•	DPS tipo I:	DPS	cujo	projeto	possibilita	desviar	correntes	de	impulso	causadas	por	
descargas	atmosféricas	diretas	na	instalação.	É	instalado	na	entrada	da	instalação.	
•	DPS tipo II:	DPS	cujo	projeto	possibilita	desviar	correntes	de	surto	causadas	por	
descargas	atmosféricas	indiretas	ou	surtos	de	manobra.	É	instalado	em	quadros	de	distri-
buição.	
•	DPS tipo III:	DPS	cujo	projeto	possibilita	desviar	correntes	de	surto	causadas	por	
eventos	internos	à	instalação,	incluindo	a	atuação	de	DPS	tipo	I	e	II.	É	instalado	nas	toma-
das.
Especificação	do	DPS:	os	DPS	são	instalados	entre	o	condutor	de	fase	e	o	terminal	
de	aterramento	da	instalação.	Portanto,	a	tensão	nominal	do	DPS	deverá	ser	a	tensão	fa-
se-terra	do	sistema.	
98UNIDADE 4 PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
Para	redes	220/127	V,	DPS	175	V,	redes	380/220	V,	DPS	280	V	e	redes	440/254	V,	
DPS	320	V.	
Para	 especificar	 um	 dispositivo	 de	 proteção	 contra	 surtos	 (DPS),	 é	 necessário	
determinar	o	tipo,	a	tensão	nominal	e	a	corrente	de	impulso	para	um	DPS	tipo	I.	Os	valores	
mais	utilizados	são	5	0KA	(10	μS/350	μS),	33	KA	(10	μS/350	μS)	e	25	KA	(10	μS/350	μS).
O	DPS	tipo	II,	em	quadros	de	distribuição	de	casas,	fábricas	ou	com	corrente	nominal	
de	descarga	de	20	KA	(8	μS/20	μS)	e	corrente	máxima	de	4	KA	(20	μS)	e	em	apartamentos	
ou	salas	comerciais,	correntes	nominais	de	descarga	de	10	KA	(8	μS/20	μS)	e	corrente	
máxima	de	20	KA	(8	μS/20	μS).	
Agora,	estudante,	você	conhece	o	que	a	NBR	5410	explica	sobre	os	dispositivos	de	
proteção.	Esse	conhecimento	é	imprescindível	para	todos	aqueles	que	trabalham	com	pro-
jetos	e	execução	de	obras,	pois,	caso	ocorra	um	problema,	um	dano,	seja	ao	usuário,	seja	
às	instalações,	pela	falta	desses	dispositivos,	a	responsabilidade	será	sua.
A norma  NBR  5410, estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações  elétricas  de baixa 
tensão, a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado da instalação e a 
conservação dos bens (NBR 5410, 2004).
Um dos primeiros aspectos a serem definidos na escolha dos quadros elétricos é se eles serão de sobrepor 
ou embutidos na parede. Essa escolha se dá principalmente pela arquitetura da edificação. Em residências, 
o comum é a utilização de quadros de embutir. Por sua vez, em grandes comércios e indústrias, o uso de 
quadros de sobrepor é o mais comum, em função da facilidade para novas infraestruturas. O tamanho do 
quadro é dado em função da necessidade de circuitos no interior. Desse modo, a definição do tamanho 
do quadro é uma das últimas partes de um projeto. No mercado, é comum procurar quadros elétricos em 
função do número de posições que eles podem abrigar. Para conhecê-los melhor, analisar o catálogo de 
algum fabricante, certamente, te ajudará muito.
 
Fonte: MAMEDE FILHO, J. Instalações Elétricas Industriais: de acordo com a norma brasileira NBR 5419:2015. 
9. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2017.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
UNIDADE 4 PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
Nesta	unidade,	estudamos	a	fundo	a	norma	NBR	5410.	Vimos	que	ela	explica	sobre	
os	dispositivos	de	proteção.	Esse	conhecimento	é	 imprescindível	para	 todos	aqueles	que	
trabalham	com	projetos	e	execução	de	obras,	pois,	caso	ocorra	um	problema,	um	dano,	seja	
ao	usuário,	seja	às	instalações,	pela	falta	desses	dispositivos,	a	responsabilidade	será	sua.
Outro	ponto	importante	da	NBR	5410,	trata-se	do	dimensionamento	de	condutores	e	
condutos.	Esse	conhecimento	é	imprescindível	a	todos	aqueles	que	trabalham	com	eletro-
técnica.	Você,	como	engenheiro(a)	projetista,	deve	saber	fazer	o	dimensionamento	de	cada	
ponto	da	instalação	elétrica.	Logo,	dimensionar	os	condutores	é	uma	parte	fundamental,	já	
que	você	garante	a	qualidade,	a	segurança	e	a	vida	útil	das	instalações.
Por	fim,	vimos	também	que	a	NBR	5410	explica	sobre	os	dispositivos	de	proteção.	
Esse	 conhecimento	 é	 imprescindível	 para	 todos	 aqueles	 que	 trabalham	 com	projetos	 e	
execução	de	obras,	pois,	caso	ocorra	um	problema,	um	dano,	seja	ao	usuário,	seja	às	ins-
talações,	pela	falta	desses	dispositivos,	a	responsabilidade	será	sua.
99
LEITURA COMPLEMENTAR
UNIDADE 4 PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
Caro	(a)	estudante,	como	dica	de	leitura	complementar,	 indicamos	o	artigo	“Insta-
lações	 elétricas,	 construção	 de	 uma	 rede	 elétrica	 dimensionada”.	 Este	 estudo	 científico	
analisa	a	importância	de	uma	instalação	elétrica	dimensionada	na	construção	civil.	Por	se	
tratar	de	uma	parte	da	construção	que	atribui	vários	riscos	e	consequências	relevantes	se	
faz	necessário	o	estudoreferente	de	tal	forma.	O	objetivo	deste	artigo	é	demonstrar	o	risco	
de	uma	instalação	antiga	e	sem	dimensionamento	correto,	com	isso	atribuindo	uma	nova	
instalação	dimensionada	dentro	de	 todas	as	normas,	eficiente	sem	riscos	ou	problemas	
causados	por	atos	de	projetos	com	procedimentos	incorretos.	
Para ler mais sobre, acesse o link: 
192.100.247.84/bitstream/prefix/1263/1/Leandro%20Francisco%20Pereira%20Borges.pdf
100
MATERIAL COMPLEMENTAR 
UNIDADE 4 PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
LIVRO 
Título: Manual de projetos elétricos
Autor: Clovis S. Machado.
Editora: Biblioteca24horas.
Sinopse: Informações técnicas que geralmente são encon-
tradas em diversas fontes de consulta e destina-se a orientar 
os projetistas de instalações elétricas, reunidas em um único 
volume. Métodos de cálculos, com exemplos típicos e de fácil 
acompanhamento, são abordados passo a passo, de forma a 
orientar o projetista envolvido na elaboração de um projeto de 
instalações elétricas industriais; fusíveis; tabelas para dimen-
sionamentos de eletrodutos; Método de seleção de disjuntores; 
Exemplo de memória de cálculo de Iluminação; Exemplo de 
memória de cálculo de queda de tensão em circuitos de ilumi-
nação e Simbologia recomendada por várias Normas Técnicas.
FILME/VÍDEO 
Título: Documentário Geração de Energia
Ano: 2016.
Sinopse: Entre documentário e animação, o vídeo aponta cami-
nhos para que o Brasil seja autossuficiente no setor energético 
e, ao mesmo tempo, proteja o meio ambiente.
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ewm8k-
--479s
101
https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_book_1?ie=UTF8&field-author=Clovis+S.+Machado&text=Clovis+S.+Machado&sort=relevancerank&search-alias=stripbooks
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABNT.	NBR	5410: instalações elétricas de baixa tensão.	Rio	de	Janeiro:	ABNT,	2004.	
ABNT.	NBR	5413: iluminação de interiores.	Rio	de	Janeiro:	ABNT,	1992.	
ABNT.	NBR	5461:	iluminação:	terminologia. Rio	de	Janeiro:	ABNT,	1998.	
ABNT.	NBR	ISO/CIE	8995:	iluminação de ambientes de trabalho.	Rio	de	Janeiro:	ABNT,	
2013.
ALEXANDER,	C.;	SADIKU,	M.	Fundamentos de Circuitos Elétricos. Nova	York:	McGraw-
-Hill	Education,	2009.
ASSOCIAÇÃO	BRASILEIRA	DE	NORMAS	TÉCNICAS.	ABNT.	NBR 5410: instalações	elé-
tricas	de	baixa	tensão.	Rio	de	Janeiro:	ABNT,	2004.
ASSOCIAÇÃO	BRASILEIRA	DE	NORMAS	TÉCNICAS.	ABNT. NBR 5413: iluminação	de	
interiores.	Rio	de	Janeiro:	ABNT,	1992.	
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minologia.	Rio	de	Janeiro:	ABNT,	1998.	
BRASIL.	NR 10 —	Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade. Diário	Oficial	
da	União,	6	 jul.	1978.	Disponível	em:	www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr10.htm.	
Acesso	em:	10	out.	2022.
COTRIM,	A.	A.	M.	B.	Instalações Elétricas. 4.	Ed.	São	Paulo:	Prentice	Hall,	2003.
CREDER,	H.	Instalações elétricas. Rio	de	Janeiro:	LTC,	2016.
MAMEDE	FILHO,	J.	Instalações Elétricas Industriais: de	acordo	com	a	norma	brasileira	
NBR	5419:2015.	9.	ed.	Rio	de	Janeiro:	LTC,	2017.	
102
MAMEDE	FILHO,	J. Instalações Elétricas Industriais:	de	acordo	com	a	norma	brasileira	
NBR	5419:2015.	9.	ed.	Rio	de	Janeiro:	LTC,	2017.
NERY,	N.	Instalações elétricas: princípios	e	aplicações. 3.	ed.	São	Paulo:	Érica,	2019.
NORMAS	técnicas	COPEL. Fornecimento em tensão secundária de distribuição. NTC	
901100.	Curitiba:	COPEL,	2020.
PARANÁ.	NPT	018:	iluminação de emergência.	[S.l.]:	Corpo	de	Bombeiros	BM/7,	2014.	
Disponível	 em:	 https://www.bombeiros.pr.gov.br/sites/bombeiros/arquivos_restritos/files/
documento/2018-12/	NPT_018.pdf.	Acesso	em:	10	out.	2022.
103
CONCLUSÃO GERAL
Agora,	estudante,	com	a	finalização	desta	disciplina,	você	tem	o	conhecimento	bási-
co	para	montar	um	roteiro	de	projeto	elétrico,	seja	ele	residencial	ou	industrial.	Você	sabe	
quais	são	os	principais	pontos	a	se	 levar	em	consideração	no	momento	de	elaborar	um	
projeto	elétrico.	Lembre-se	de	que	o	ideal	é	que	você	monte	um	roteiro	próprio	no	momento	
de	elaborar	um	projeto,	levando	em	consideração	as	necessidades	específicas	do	cliente,	
buscando	o	melhor	custo	benefício	para	ele.	
Neste	ponto	de	nossa	jornada,	você	já	sabe	as	premissas	de	um	projeto	elétrico,	o	
que	deve	apresentar	quando	pensar	em	um	projeto,	seja	ele	residencial	ou	industrial,	sabe	
quais	são	as	principais	normas	técnicas	às	quais	deve	ficar	atento	durante	a	elaboração	e	
tem	uma	visão	global	do	nosso	sistema.	
Aplicando	os	conhecimentos	adquiridos	em	nossas	aulas	teóricas	e	práticas,	esta-
remos	garantindo	a	qualidade	e	a	segurança	do	projeto.	É	importante	ressaltar	que	mesmo	
realizando	a	leitura	do	nosso	material	didático,	estudar	as	normas	é	imprescindível	para	a	
realização	de	um	projeto	de	qualidade	e	dentro	dos	padrões.	Como	vimos,	a	NBR	5410	é	e	
será	o	nosso	guia,	portanto,	consulte	esta	normativa	sempre	que	for	realizar	o	dimensiona-
mento	de	condutores	e	condutos.	Esse	conhecimento	é	fundamental	a	todos	aqueles	que	
trabalham	ou	desejam	trabalhar	com	eletrotécnica.	Por	fim,	outro	conhecimento	adquirido	e	
que	vale	a	pena	ressaltar,	é	em	relação	ao	dimensionamento	de	cada	ponto	da	instalação	
elétrica,	garantindo	a	qualidade,	a	segurança	e	a	vida	útil	das	instalações.	
Como	 engenheiro	 (a)	 projetista	 ou	 como	 engenheiro	 (a)	 de	 obras,	 deve	 saber	
integrar	 todos	esses	conhecimentos,	a	fim	de	gerar	e	 implementar	sempre	as	melhores	
soluções,	 ou	 seja,	 o	melhor	 custo	 benefício,	 nessas	 situações,	 garante	 a	 qualidade	 do	
sistema	elétrico	brasileiro,	com	 instalações	confiáveis	e	seguras,	 tanto	para	os	usuários	
como	para	os	trabalhadores.	
	
Até breve!
104
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 Praça Brasil , 250 - Centro
 CEP 87702 - 320
 Paranavaí - PR - Brasil 
TELEFONE (44) 3045 - 9898
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