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Guia Revalida_ Como elaborar um recurso irrecusável

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Questões resolvidas

Na questão 1, temos uma paciente com actinomicose que foi submetida à drenagem de coleção com crescimento de três microrganismos: Actinomyces israelli, Staphylococcus e Eikenella corrodens. Dentro das opções terapêuticas descritas nas alternativas, não há nenhuma que tenha cobertura para todos esses microrganismos relatados na cultura. O gabarito oficial relata que a droga de escolha para esse caso seria a clindamicina, porém ela não tem ação sobre a Eikenella corrodens. Conforme descrito no Mandell Infectious Diseases e Harrison Medicina Interna, esse microrganismo deve ser considerado no esquema terapêutico inicial, visto seu potencial patogênico. Qual das seguintes opções terapêuticas seria a mais adequada para a conduta antimicrobiana prolongada?

A) oxacilina.
B) cefalexina.
C) clindamicina
D) levofloxacina

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Questões resolvidas

Na questão 1, temos uma paciente com actinomicose que foi submetida à drenagem de coleção com crescimento de três microrganismos: Actinomyces israelli, Staphylococcus e Eikenella corrodens. Dentro das opções terapêuticas descritas nas alternativas, não há nenhuma que tenha cobertura para todos esses microrganismos relatados na cultura. O gabarito oficial relata que a droga de escolha para esse caso seria a clindamicina, porém ela não tem ação sobre a Eikenella corrodens. Conforme descrito no Mandell Infectious Diseases e Harrison Medicina Interna, esse microrganismo deve ser considerado no esquema terapêutico inicial, visto seu potencial patogênico. Qual das seguintes opções terapêuticas seria a mais adequada para a conduta antimicrobiana prolongada?

A) oxacilina.
B) cefalexina.
C) clindamicina
D) levofloxacina

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JULHO/2022
Guia Revalida: como elaborar um recurso irrecusável
Após muitos sacrifícios exigidos no processo de revalidação do diploma de 
Medicina no Brasil, é possível que o candidato precise recorrer à interposição 
de recursos para esclarecer algum equívoco cometido pela banca avaliadora. Se 
esse for o seu caso, acompanhe, neste guia, as orientações fundamentais para 
elaborar um recurso irrecusável e garantir, integralmente, sua nota nos exames 
do Revalida. 
3Estratégia MED | Julho 2022
Guia Revalida: como elaborar um recurso irrecusável
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO 4
HISTÓRICO DO REVALIDA 5
ESTRUTURA DA PROVA 7
A. CONHEÇA O EXAME 7
B. O SISTEMA DE AVALIAÇÃO 11
C. EQUÍVOCOS MAIS COMUNS COMETIDOS NA AVALIAÇÃO 14
ESTRUTURA DO RECURSO 15
A. PROVA OBJETIVA 15
I. REFERÊNCIAS 15
II. COMANDOS E TEXTOS MOTIVADORES 15
III. ALTERNATIVAS E GABARITOS 15
B. PROVA PRÁTICA 16
I. REFERÊNCIAS 16
II. COMANDOS DO PEP 16
III. ESTRUTURA DO RECURSO 17
MODELO, ORIENTAÇÕES E DICAS! 19
BAIXE O INFOGRÁFICO - RESUMO DESTE GUIA 21
4Estratégia MED | Julho 2022
Guia Revalida: como elaborar um recurso irrecusável
INTRODUÇÃO 
O Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior 
Estrangeira (Revalida) é, atualmente, a principal alternativa para habilitar os médicos formados no exterior a atuarem 
no Brasil. 
Devido à natureza do exame, é fundamental a adoção de metodologias que atendam à complexidade do 
conteúdo e dos critérios avaliativos determinados pela banca organizadora. 
Como, eventualmente, acontecem alguns desvios no lançamento da pontuação que podem exigir dos candidatos 
a solicitação de revisão da nota, o Estratégia MED preparou este Guia e, ainda, um infográfico-resumo. 
Com esses materiais de apoio, você terá plenas condições para elaborar um recurso eficiente, que garanta a 
computação integral de sua pontuação. Aproveitando o passo a passo e as dicas deste guia, você não desperdiçará sua 
nota nem recursos e seguirá confiante rumo a sua aprovação! 
Desejamos que a interposição de recursos seja apenas mais um passo no caminho de seu sucesso profissional 
como médico generalista atuante no Brasil. E que a próxima etapa seja em direção a sua especialização! 
Independentemente de sua escolha, tenha certeza de que o Estratégia MED estará sempre presente em sua 
jornada! 
Boa leitura! 
5Estratégia MED | Julho 2022
Guia Revalida: como elaborar um recurso irrecusável
HISTÓRICO DO REVALIDA
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020
2021
2022
Ins�tuído em 2011, o Exame Nacional de Revalidação de 
Diplomas Médicos Expedidos por Ins�tuição de Educação 
Superior Estrangeira (Revalida) nasceu com o obje�vo de 
subsidiar o processo de revalidação de diplomas médicos 
expedidos por Ins�tuições de Ensino Estrangeiras.
Gerido pelo Ins�tuto Nacional de Estudos e Pesquisas 
Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em parceria com o 
Ministério da Educação (MEC) e Ministério da Saúde (MS), o 
Revalida é conduzido estritamente por universidades públicas 
brasileiras. A cada ano, crescem o número de candidatos e o 
de diplomas revalidados. 
Sua primeira edição, em 2011, contou com 677 inscrições na 
primeira etapa e 65 médicos foram aprovados ao final do 
exame. 
A edição de 2021 foi a úl�ma finalizada até o fechamento deste Guia e 
contou com 13.685 inscritos na 1ª etapa, sendo que 6.681 seguiram para 
a 2ª etapa e 3.915 foram aprovados. 
6Estratégia MED | Julho 2022
Guia Revalida: como elaborar um recurso irrecusável
Fonte: Inep - Painel Revalida
Desde a primeira edição do exame, lideram o 
ranking de número de inscrições, na série histórica, 
os médicos de nacionalidades brasileira e boliviana, 
com exceção apenas nas edições dos anos de 2016 
e 2020, quando médicos de nacionalidade cubana 
assumiram o segundo lugar de inscritos na 1ª etapa. 
Entretanto, a Bolívia é responsável pela emissão dos 
diplomas do maior número de candidatos participantes 
desse exame. Isso acontece porque um número 
significativo de brasileiros fazem a graduação no país 
vizinho e, depois de formados, retornam à terra natal. 
Médicos de outras nacionalidades, como 
canadenses, poloneses, gregos, norte-americanos, 
coreanos e paquistaneses, também já participaram 
do Revalida. Engana-se quem pensa que, devido 
a sua origem, algum candidato teve a aprovação 
garantida: alguns candidatos de países com Índices de 
Desenvolvimento Humano (IDH) melhores que o do 
Brasil, da Bolívia e de Cuba também foram reprovados 
no exame. 
Esse é um dado que revela a lisura da avaliação, 
uma vez que não há preferências por nacionalidade, 
instituição ou qualquer outra característica do 
candidato. Portanto, os desvios da avaliação são 
atribuídos a questões do próprio processo, cujas 
grandeza e complexidade reservam percalços, como 
em qualquer outra seleção dessa natureza. 
Caso haja algum ponto que deva ser considerado 
em sua avaliação, não se desespere e consulte este guia 
para recorrer à banca examinadora da maneira mais 
eficiente possível, a fim de garantir a integralidade de 
sua nota. Conte com o Estratégia MED! 
https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiOGQ3MjVjYzItOTMyOC00YzNjLTgwMTUtZTQyZmQ1MDdiYzY1IiwidCI6IjI2ZjczODk3LWM4YWMtNGIxZS05NzhmLWVhNGMwNzc0MzRiZiJ9
7Estratégia MED | Julho 2022
Guia Revalida: como elaborar um recurso irrecusável
ESTRUTURA DA PROVA
A essa altura, você já deve ter estudado boa parte do conteúdo previsto pela prova, certo? Mas, você conhece, 
de fato, os objetivos do exame? Sabe quais são as principais referências e metodologias utilizadas para formular as 
questões e a nota de corte? Ou, ainda, você já ouviu falar da Comissão de Avaliação de Itens (CAI) do Inep? 
Vamos entender juntos cada um desses itens! 
A. CONHEÇA O EXAME 
O processo atual de revalidação de diplomas médicos expedidos por universidades estrangeiras, a exemplo do 
que ocorre com os diplomas das demais áreas, baseia-se na Resolução CNE/CES nº 8, de 4 de outubro de 2007, que 
estabelece, em seu art. 3.º, que 
“São competentes para processar e conceder as revalidações de diplomas de graduação as universidades 
públicas que ministrem curso de graduação reconhecido na mesma área de conhecimento ou em área afim.” 
(CNE/CES, 2007)
Porém, a prática revela que esses processos, no caso de revalidação de diplomas do curso de Medicina, diferem 
quanto a acesso e critérios de análise. Na maioria dos casos, a análise restringe-se ao aspecto documental ou, quando 
muito, avalia-se o conhecimento em áreas específicas. 
Por isso, é imprescindível que o Revalida se baseie na avaliação de habilidades ou competências, como 
recomendam as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação em Medicina (DCNM), Resolução CNE/
CES n.º 4 de 2001, Art.3.º, § 1.º. Assim, em 2009, constituiu-se a Matriz de Correspondência Curricular para Fins 
de Revalidação de Diplomas de Médico Obtidos no Exterior, documento que norteia as ações avaliativas desde a 
primeira edição do Revalida. 
Esse documento entende, como competência em Medicina, o “uso judicioso e habitual, pelo profissional, da 
comunicação, do conhecimento, das habilidades técnicas, do raciocínio clínico, das emoções, valores e reflexões na 
8Estratégia MED | Julho 2022
Guia Revalida: como elaborar um recurso irrecusável
prática diária, para benefício dos indivíduos e da comunidade aos quais ele serve”. (EPSTEIN e HUNDERT, XXXX, apud, 
BRASIL, MEC, 2009) 
Portanto, o controle da ansiedade é muito importante para o candidato. Apenas dessa forma, é possível oferecer 
o pleno atendimento das demandas do paciente simulado e, assim, apresentar todo seu conhecimento técnico aliado 
a sua habilidade de manejo de situações ambulatoriais ou de emergência e urgência. 
Segundo as DCNMs, o profissional médico deve ser dotado dos conhecimentos requeridos para o exercício das 
seguintes competências e habilidades gerais:
9Estratégia MED | Julho2022
Guia Revalida: como elaborar um recurso irrecusável
I – promover estilos de vida saudáveis, conciliando as necessidades tanto dos seus clientes/pacientes 
quanto as de sua comunidade, atuando como agente de transformação social;
II – atuar nos diferentes níveis de atendimento à saúde, com ênfase nos atendimentos primário e 
secundário; 
III – comunicar-se adequadamente com os colegas de trabalho, os pacientes e seus familiares; 
IV – informar e educar seus pacientes, familiares e comunidade em relação à promoção da saúde, 
prevenção, tratamento e reabilitação das doenças, usando técnicas apropriadas de comunicação; 
V – realizar com proficiência a anamnese e a consequente construção da história clínica, bem como 
dominar a arte e a técnica do exame físico; 
VI – dominar os conhecimentos científicos básicos da natureza biopsicosocioambiental subjacentes 
à prática médica e ter raciocínio crítico na interpretação dos dados, na identificação da natureza dos 
problemas da prática médica e na sua resolução; 
VII – diagnosticar e tratar corretamente as principais doenças do ser humano em todas as fases do 
ciclo biológico, tendo como critérios a prevalência e o potencial mórbido das doenças, bem como a 
eficácia da ação médica; 
VIII – reconhecer suas limitações e encaminhar, adequadamente, pacientes portadores de problemas 
que fujam ao alcance da sua formação geral; 
IX – otimizar o uso dos recursos propedêuticos, valorizando o método clínico em todos seus aspectos; 
X – exercer a medicina utilizando procedimentos diagnósticos e terapêuticos com base em evidências 
científicas; 
XI – utilizar adequadamente recursos semiológicos e terapêuticos, validados cientificamente, 
contemporâneos, hierarquizados para atenção integral à saúde, no primeiro, segundo e terceiro 
níveis de atenção; 
E as competências e habilidades específicas avaliadas pelo exame são: 
10Estratégia MED | Julho 2022
Guia Revalida: como elaborar um recurso irrecusável
XII – reconhecer a saúde como direito e atuar de forma a garantir a integralidade da assistência 
entendida como conjunto articulado e contínuo de ações e serviços preventivos e curativos, 
individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema; 
XIII – atuar na proteção e na promoção da saúde e na prevenção de doenças, bem como no 
tratamento e reabilitação dos problemas de saúde e acompanhamento do processo de morte; 
XIV – realizar procedimentos clínicos e cirúrgicos indispensáveis para o atendimento ambulatorial e 
para o atendimento inicial das urgências e emergências em todas as fases do ciclo biológico; 
XV – conhecer os princípios da metodologia científica, possibilitando-lhe a leitura crítica de artigos 
técnico-científicos e a participação na produção de conhecimentos; 
XVI – lidar criticamente com a dinâmica do mercado de trabalho e com as políticas de saúde; 
XVII – atuar no sistema hierarquizado de saúde, obedecendo aos princípios técnicos e éticos de 
referência e contrareferência; 
XVIII – cuidar da própria saúde física e mental e buscar seu bem-estar como cidadão e como médico; 
XIX – considerar a relação custo-benefício nas decisões médicas, considerando as reais necessidades 
da população; 
XX – ter visão do papel social do médico e disposição para atuar em atividades de política e de 
planejamento em saúde; 
XXI – atuar em equipe multiprofissional; e 
XXII – manter-se atualizado com a legislação pertinente à saúde.
Já do ponto de vista técnico, o conteúdo apresentado consiste na avaliação dos conhecimentos básicos dos 2 
ciclos do curso médico: Básico-clínica e Internato. Dessa forma, o exame avalia, de maneira integrada, os conhecimentos 
técnicos, teóricos e o treinamento nas cinco grandes áreas da Medicina: Clínica Médica, Cirurgia, Ginecologia e 
Obstetrícia, Pediatria, Medicina de Família e Comunitária/ Saúde Pública.
11Estratégia MED | Julho 2022
Guia Revalida: como elaborar um recurso irrecusável
B. O SISTEMA DE AVALIAÇÃO 
A avaliação é pautada, principalmente, pela tríade conhecida pelo mnemônico CHA - Conhecimentos, 
Habilidades e Atitudes. Ou seja, são avaliadas as competências decorrentes da incorporação, ao longo do curso, dos 
conhecimentos técnico-científicos, habilidades e atitudes, e da capacidade de resolver problemas, atributos que, em 
conjunto, conferem ao indivíduo as aptidões necessárias ao exercício da Medicina. (BRASIL, MEC, 2009) 
No Revalida, as competências e habilidades de cada área são classificadas em uma escala de 1 a 4 de acordo com 
o nível de desempenho esperado: 
Como é possível observar, a formação do candidato é o ponto de partida para a construção dos instrumentos de 
avaliação do Revalida. Pretende-se, com cada etapa do exame, averiguar se o perfil do egresso está em conformidade 
com o perfil exigido pelos DCNMs do MEC e do MS. Ou seja, se o candidato apresenta as competências e habilidades 
necessárias ao pleno exercício da profissão médica e da cidadania no contexto do Brasil.
12Estratégia MED | Julho 2022
Guia Revalida: como elaborar um recurso irrecusável
Assim sendo, a banca avalia as seguintes competências e habilidades gerais: 
a) aplicar os princípios morais e éticos com responsabilidades legais inerentes à profissão; 
b) aplicar para a tomada de decisão os aspectos morais, éticos, legais da profissão; 
c) capacidade de lidar com paciente terminal e aplicar princípios de tratamento paliativo; 
d) utilizar linguagem adequada sobre o processo saúde-doença que permita ao paciente e familiares 
tomada de decisões compartilhadas; 
e) comunicar-se ética e eficazmente com colegas, instituições, comunidade e mídia;
f) valorizar a interação com outros profissionais envolvidos nos cuidados com o paciente, por meio 
de trabalho em equipe; 
g) compreender bases moleculares e celulares dos processos normais e alterados, estrutura e função 
dos tecidos, órgãos, sistemas aplicados à prática médica; 
h) utilizar os fundamentos da estrutura e funções do corpo humano na avaliação clínica e 
complementar; 
i) explicar as alterações mais prevalentes do funcionamento mental e do comportamento humano; 
j) avaliar determinantes e fatores de risco relacionados aos agravos da saúde e sua interação com o 
ambiente físico e social; 
k) aplicar os conhecimentos dos princípios da ação e uso dos medicamentos;
l) interpretar dados de anamnese valorizando aspectos econômicos, sociais e ocupacionais; 
m) analisar dados de exame físico geral e especial, incluindo o estado mental; 
n) aplicar os procedimentos diagnósticos, clínicos e complementares, para definir a natureza do 
problema; e
o) executar estratégias diagnósticas e terapêuticas apropriadas para promoção da saúde, utilizando 
os princípios da Medicina baseada em evidências.
Tudo isso será avaliado em duas etapas: 
1ª ETAPA: PROVA OBJETIVA + PROVA DISSERTATIVA 
A prova escrita é formada por questões de múltipla escolha e discursivas, envolvendo situações-problema e 
apresentação de casos, tendo como referência os conteúdos, habilidades e competências já descritos aqui. As questões 
e situações clínicas escolhidas devem ser relevantes e representativas da prática médica, devem ser formuladas 
13Estratégia MED | Julho 2022
Guia Revalida: como elaborar um recurso irrecusável
com clareza e especificidades, sem ambiguidades, e 
devem refletir as habilidades e competências esperadas 
de um recém-graduado, constituindo um conjunto 
representativo das diversas áreas da Medicina.
2ª ETAPA: EXAME DE HABILIDADES CLÍNICAS
A avaliação de habilidades clínicas é estruturada 
em um conjunto de 10 (dez) estações. Nelas, durante 
um intervalo de tempo determinado, os examinandos 
deverão realizar tarefas específicas, que podem incluir: 
investigação de história clínica, realização de exame 
físico, interpretação de exames complementares, 
formulação de hipóteses diagnósticas, estabelecimento 
de plano terapêutico, demonstração de procedimentos 
médicos, aconselhamentoa pacientes ou familiares. 
Esse instrumento possibilita, sobretudo, avaliar 
habilidades de comunicação e a capacidade de 
integração do raciocínio clínico e de tomada de decisão. 
Essas avaliações, em cada estação, são acompanhadas 
por examinadores treinados, que utilizam uma lista 
(check list) que detalha o desempenho esperado, 
permitindo a aplicação de um escore e a definição de 
um padrão aceitável de desempenho. 
A segunda etapa conta, ainda, com uma Comissão 
de Avaliação de Itens (CAI), responsável pela elaboração 
das questões que compõem os instrumentos avaliativos 
e determinam a nota de corte, seguindo os preceitos do 
Método Angoff Modificado. 
Ao preparar-se para a prova, é recomendável 
que você explore o curriculum lattes dos integrantes 
da banca. Para ajudá-lo, o Estratégia MED adianta as 
principais informações do CAI-INEP a seguir : 
CIRURGIA GERAL
• Ieda Francischetti
• Rodrigo Dornfeld Escalante
• Liana Maria Tôrres de Araújo
• Marcelo Luiz Brandão Vilela
• Rosângela Martins de Araújo
GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA 
• Raquel Ferreira Ferraz do Lago Doria
• Vera Lúcia Rodrigues Lobo
• Márcia Silva de Oliveira Moura
• Renata Lopes Britto
PEDIATRIA 
• Cláudia Beatriz Oliveira Castro de Medina 
Coeli
• Luiza Amélia Cabus Moreira
• Carlos Eduardo Andrade Pinheiro
• Maria do Carmo Barros de Melo
• Ricardo Fernando Arrais
CLÍNICA MÉDICA 
• Heron Fernando de Sousa Gonzaga
• Luiz Antonio Alves de Lima
• Aldair de Sousa Paiva
• Maria de Fátima Paiva Baracho
• Nathalie Oliveira de Santana
MEDICINA DA FAMÍLIA E COMUNIDADE
• Eliana Márcia Sotello Cabrera
• Fernando Passos Cupertino de Barros
• Gustavo Antonio Raimondi
• Lisia Marcilio Rabelo
• Marilia Faleiro Malaguth Mendonça
http://lattes.cnpq.br/5007661107081682
http://lattes.cnpq.br/4362297689344074
http://lattes.cnpq.br/8127308781893975
https://www.escavador.com/sobre/1902387/marcelo-luiz-brandao-vilela
http://lattes.cnpq.br/4694607287235371
http://lattes.cnpq.br/2743273745445067
http://lattes.cnpq.br/6044634844740509
http://lattes.cnpq.br/4036828441666899
http://lattes.cnpq.br/2675370175818963
http://lattes.cnpq.br/4028332249759857
http://lattes.cnpq.br/4028332249759857
http://lattes.cnpq.br/6286596384251898
http://lattes.cnpq.br/9384761807286524
http://lattes.cnpq.br/9632504577439226
http://lattes.cnpq.br/8440147955869198
http://lattes.cnpq.br/1522799032758280
http://lattes.cnpq.br/8024729417823120
http://lattes.cnpq.br/9018480223151192
http://lattes.cnpq.br/6893464548921328
http://lattes.cnpq.br/2438435359440307
http://lattes.cnpq.br/9887097096421455
http://lattes.cnpq.br/4821446904229513
http://lattes.cnpq.br/8042687654173704
http://lattes.cnpq.br/9068892291284378
http://lattes.cnpq.br/5872508412937524
14Estratégia MED | Julho 2022
Guia Revalida: como elaborar um recurso irrecusável
E se você estiver se preparando para a próxima 
edição do Revalida, não perca as sessões de revisão 
e de Reta Final do Estratégia no YouTube! Inscreva-se 
em nosso canal e acione o lembrete para não perder 
nenhuma das análises sobre a prova, a banca e tudo o 
que você precisa saber para conseguir sua aprovação no 
Revalida. 
Agora, se você já está aguardando o resultado, 
saiba que a Comissão Assessora de Avaliação para 
o Exame REVALIDA é responsável pela elaboração e 
acompanhamento do Banco Nacional de Itens (BNI) 
do exame, além da definição da nota de corte de cada 
edição, por meio do Método Angoff Modificado. 
Esse método consiste no julgamento do nível 
de dificuldade dos itens que compõem o teste por um 
grupo de especialistas, nesse caso, professores de cursos 
de Medicina integrantes da Comissão de Avaliação de 
Itens (CAI).
A CAI estima a probabilidade de acerto (para 
os itens objetivos) ou as notas médias (para os itens 
discursivos e as estações) que seriam obtidas pelos 
participantes minimamente aptos a atuarem como 
Médicos no Brasil.
Após a primeira estimativa realizada pelos 
integrantes da CAI, os itens que apresentam grandes 
discrepâncias são debatidos e os integrantes da CAI 
podem alterar sua estimativa, gerando a previsão final. 
A partir das estimativas finais de cada integrante da CAI, 
é obtida uma média para cada ‘item’ e estação.
Historicamente, propõe-se o cálculo de uma nota 
total a partir das médias parciais obtidas, extraindo 
a nota de corte divulgada no edital do REVALIDA. 
Contudo, para aperfeiçoamento do processo, definiu-
se que a futura edição do REVALIDA será composta de 
três notas de corte, uma referente à prova de múltipla 
escolha, outra relativa à prova discursiva e uma nota de 
corte para a prova de habilidades clínicas. 
A adoção do Método Angoff preserva a isonomia 
do REVALIDA ao longo de suas edições, considerando 
que aquelas com provas mais fáceis têm notas de corte 
mais altas e edições com itens e estações mais difíceis 
apresentam notas de corte mais baixas.
C. EQUÍVOCOS MAIS COMUNS COMETIDOS NA AVALIAÇÃO
A segunda etapa, ou seja, o Exame de Habilidades Clínicas, historicamente, é o momento que acumula o maior 
número de equívocos na avaliação. Isso acontece, segundo o próprio Inep, por diversos fatores, desde dificuldades 
técnicas, como vídeos de difícil visualização ou audição, até a eventual sobrecarga de avaliações destinadas às bancas, 
uma vez que o número de participantes na segunda etapa supera as estimativas feitas pela banca organizadora no 
início do processo. 
Mas, como em todo exame dessa grandeza e importância, existem formas de interposição de recursos que o 
candidato pode lançar mão para garantir a isonomia de sua avaliação. 
15Estratégia MED | Julho 2022
Guia Revalida: como elaborar um recurso irrecusável
ESTRUTURA DO RECURSO
A. PROVA OBJETIVA 
I. REFERÊNCIAS 
Ao elaborar recursos sobre uma questão da prova objetiva ou dissertativa, é importante que você verifique 
as referências que sustentam seus argumentos. Consulte sempre manuais, protocolos e documentos oficiais 
disponibilizados pelo Ministério da Saúde ou saiba as novidades e atualizações que podem ser exigidas na prova 
acompanhando o Portal do Estratégia MED. 
II. COMANDOS E TEXTOS MOTIVADORES 
Muitas questões objetivas ou dissertativas oferecem um cenário complexo, abordando mais de uma 
especialidade. Mas, o que é preciso considerar para saber se sua questão foi avaliada corretamente é verificar se você 
cumpriu adequadamente os comandos solicitados. Ao final de cada prova, o Estratégia MED analisa e resolve todas 
as questões de acordo com os critérios definidos pela banca e isso pode ajudar muito na hora de recorrer à revisão de 
sua avaliação. Para respaldar os argumentos que vão compor seu recurso, estude e anote as dicas e análises de nossos 
professores especialistas. 
III. ALTERNATIVAS E GABARITOS 
Após o período de interposição de recursos, também é comum haver alterações de gabarito. Entretanto, caso 
você tenha identificado algum equívoco no gabarito da prova, não aguarde que essa alteração ocorra espontaneamente. 
Como já mencionamos aqui, um dos motivos para esses equívocos é justamente o alto volume de avaliações que é 
atribuído à banca, muitas vezes inesperado, gerando sobrecarga de trabalho para os médicos avaliadores. Portanto, se 
for prejudicado, aproveite as análises dos professores do Estratégia MED para se basear, elabore o recurso da melhor 
forma possível e garanta o sucesso de sua solicitação! 
16Estratégia MED | Julho 2022
Guia Revalida: como elaborar um recurso irrecusável
B. PROVA PRÁTICA
I. REFERÊNCIAS 
A mesma recomendação dada para as provas da 1ª Etapa valem para o Exame de Habilidades Clínicas. Verifique 
sempre as atualizações de protocolos, procedimentos e diretrizes disponibilizados pelo Ministério da Saúde ou 
acompanhe as novidades pelo Portal de Notícias do Estratégia MED. Nossos professores também mencionam essas 
atualizações nos eventos em nosso canal do YouTube. Não perca os eventos de atualização e fique preparado para 
todas as circunstânciasdas provas e da prática médica.
II. COMANDOS DO PEP
O momento de publicação do Padrão Esperado 
de Procedimentos (PEP) gera tensão em muitos 
candidatos, mas não deveria. Lembre-se de que 
esse documento é uma referência para os médicos 
avaliadores analisarem o procedimento realizado 
pelos candidatos. Acontece que, eventualmente, você 
pode ter realizado o procedimento exigido, mas não 
exatamente como descrito no PEP. 
Esse é o momento em que você irá analisar o 
vídeo da estação cuja avaliação você queira solicitar a 
revisão da nota, anotar o momento exato (minutos e 
segundos) em que você executa a tarefa e comparar 
com o procedimento esperado. Verifique se sua fala, 
no momento da tarefa, pode ser considerada como 
sinônimo da apresentada no PEP. 
Em seu recurso, transcreva cada fala ou 
procedimento realizado (sempre acompanhados da 
minutagem) que julgue adequado ao padrão esperado 
e, para facilitar a análise da banca, priorize os termos 
técnicos.
Se for o caso, respalde a execução da tarefa 
apontando protocolos, diretrizes e outros documentos 
atuais norteadores do Ministério da Saúde.
17Estratégia MED | Julho 2022
Guia Revalida: como elaborar um recurso irrecusável
III. ESTRUTURA DO RECURSO
Prova Objetiva 
QUESTÃO GABARITO OFICIAL
GABARITO
DO CANDIDATO
RESPALDO
 TÉCNICO
Destaque, na transcrição da 
questão, o que está sendo 
solicitado e que foi devidamente 
cumprido na resposta ou 
alternativa da prova. 
Destaque, na resposta 
ou na alternativa 
do gabarito oficial, 
o que não condiz 
com o documento 
que respalda seu 
questionamento. 
Lembre-se de 
verificar se não houve 
atualização sobre o 
protocolo/diretriz.
Destaque o que é possível 
compreender na resposta ou 
alternativa selecionada pelo 
candidato e que possui aderência 
ao que foi determinado pelo 
documento oficial que respalda o 
questionamento.
Documento 
oficial do 
Ministério 
da Saúde 
atualizado 
que respalda 
seus 
argumentos 
de pedido de 
revisão da 
nota. 
Exemplo da questão discursiva 1 
da prova de 2022.1
a) Hipoglicemia. Hipoglicemia 
grave é uma opção correta para o 
diagnóstico.
b) Glicemia capilar.
c) Administração de glicose a 
50% – 50 ml, via endovenosa, em 
bólus. Embora glicose a 50% seja o
recomendável, glicose a 25% – 100 
mL, via endovenosa, em bolus, é 
uma opção aceitável.
Exemplo
a) Hipoglicemia. 
Hipoglicemia grave 
é uma opção correta 
para o diagnóstico.
b) Glicemia capilar.
Alternativamente, 
acata-se os seguintes 
exames:
• Hemoglicoteste, 
Hemoglucoteste, HGT 
ou Dextro.
• Glicemia ao azar 
(termo similar a 
glicemia ao acaso, 
traduzindo do 
espanhol).
• Glicemia (mesmo 
quando não especifica 
que é capilar.
• Glicemia de 
urgência.
• Glicemia sérica.
c) Administração de 
glicose a 50% – 50 ml, 
via endovenosa, em 
bólus. Embora glicose 
a 50% seja o
recomendável, glicose 
a 25% – 100 mL, via 
endovenosa, em 
bolus, é uma opção 
aceitável.
Exemplos
Justificativas
• O paciente apresenta diversos 
fatores de risco para hipoglicemia 
(idade, uso de insulina, ter iniciado
exercícios físicos recentemente e 
estar realizando ajustes recentes em 
sua alimentação) e os sintomas são
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típicos, devendo ser priorizado o 
diagnóstico de hipoglicemia ou 
hipoglicemia grave, haja vista a 
ocorrência
de sintomas e de sinais neurológicos
Exemplo
CRANDALL, J.; 
SHAMOON, 
H. Diabetes 
melito. In: 
GOLDMAN, 
L. Cecil 
Medicina. 25. 
ed. Rio de 
Janeiro:
Elsevier, 
p. 8907-
9025, 2018. 
HUSSAIN, K. 
Hipoglicemia 
e distúrbios 
das células 
das ilhotas
pancreáticas. 
In: 
GOLDMAN, 
L. Cecil 
Medicina. 
25. ed. Rio 
de Janeiro: 
Elsevier, p. 
9026-9065, 
2018.
18Estratégia MED | Julho 2022
Guia Revalida: como elaborar um recurso irrecusável
Questão 1 da prova objetiva 
Revalida 2022.1
Uma mulher com 51 anos de idade, 
em tratamento para osteoporose 
com bifosfonato, comparece ao 
ambulatório de infectologia de 
um hospital escola para receber 
o resultado da investigação 
diagnóstica de quadro de lesão 
crônica oro-cérvico-facial à direita. 
Segundo a paciente, a lesão iniciou-
se há cerca de 18 meses como 
um endurecimento inflamatório 
logo abaixo da mandíbula, bem 
ao nível de seu ângulo; ao longo 
de alguns dias, a lesão tornou-
se um nódulo endurecido que, 
posteriormente, se ulcerou, 
dando saída à secreção purulenta 
contendo granulações amareladas 
por 2 tratos fistulosos. Conta que 
procurou assistência médica, tendo 
realizado tratamento antibiótico 
por algumas vezes, sempre por 7 
a 14 dias, com melhora inicial do 
quadro, mas retorno da drenagem 
de material nas semanas seguintes. 
Acrescenta que, há 4 semanas, 
foi submetida a procedimento de 
biópsia local, tendo retornado ao 
ambulatório para saber o resultado 
da investigação diagnóstica. O 
laudo histopatológico revelou a 
presença de granulações contendo 
material inflamatório linfo-
histiocitário associado a camadas 
densas de neutrófilos, no interior 
das quais são observadas massas 
de bactérias gram-positivas com 
filamentos ramificados, além de 
material sugestivo de depósitos 
de fosfato de cálcio. As culturas 
do material drenado isolaram, 
além de Actinomyces israelli, 
Eikenella corrodens e espécies de 
Staphylococcus. Ao exame físico, 
a paciente apresenta 2 elementos 
molares da arcada dentária 
inferior, bem adjacentes à lesão 
cérvico-facial, em péssimo estado 
de conservação, com processo 
inflamatório inequívoco.
Nesse caso, o fármaco adequado, 
de uso prolongado, para a conduta 
terapêutica antimicrobiana é
A) oxacilina.
B) cefalexina.
C) clindamicina
D) levofloxacina
Na questão 1, temos 
uma paciente com 
actinomicose que 
foi submetida à 
drenagem de coleção 
com crescimento de 
três microrganismos: 
Actinomyces israelli, 
Staphylococcus e 
Eikenella corrodens. 
Dentro das opções 
terapêuticas descritas 
nas alternativas, 
não há nenhuma 
que tenha cobertura 
para todos esses 
microrganismos 
relatados na cultura. 
O gabarito oficial 
relata que a droga de 
escolha para esse caso 
seria a clindamicina, 
porém ela não tem 
ação sobre a Eikenella 
corrodens. Conforme 
descrito no Mandell 
Infectious Diseases 
e Harrison Medicina 
Interna (vide abaixo), 
esse microrganismo 
deve ser considerado 
no esquema 
terapêutico inicial, 
visto seu potencial 
patogênico. 
When an adequate bacteriologic 
evaluation is performed, most if 
not all actinomycotic infections 
are polymicrobial in nature. 
Aggregatibacter (Actinobacillus) 
actinomycetemcomitans, Eikenella 
corrodens, Fusobacterium, 
Bacteroides, Capnocytophaga, 
Staphylococcus, Strepto- coccus, 
and Enterobacteriaceae have been 
commonly isolated in various 
combinations, depending on the site 
of the infection. The con- tribution 
of these additional isolates to the 
pathogenesis of actinomycosis is 
difficult to assess; however, it seems 
reasonable to consider them as 
being potential copathogens when 
designing therapeutic regimens.” 
Mandell, Douglas, and Bennett’s. 
Principles and Practice of Infectious 
Diseases. 8a ed. Philadelphia: 
Elsevier; 2015.Pag 2.864.
 “Embora a função exercida 
pelos micróbios “associados” na 
actinomicose não esteja bem 
esclarecida, muitos isolados são 
patógenos legítimos, e é razoável 
ministrar um esquema que cubra 
esses microrganismos durante o 
período de tratamento inicial.” 
Medicina Interna de Harrison. 19a 
ed. Porto Alegre: AMGH;2017. Pag 
4.548.
Questão foi 
anulada
QUESTÃO GABARITO OFICIAL
GABARITO
DO CANDIDATO
RESPALDO
 TÉCNICO
19Estratégia MED | Julho 2022
Guia Revalida: como elaborar um recurso irrecusável
Prova Prática
ESTAÇÃO MINUTAGEM
DO VÍDEO COMANDO E PEP RESPALDO TÉCNICO
Destaque, na 
transcrição da tarefa 
do vídeo, o que está 
sendo solicitado e 
que foi devidamente 
cumprido na execução 
do protocolo (descreva 
com os termos técnicos 
para facilitar a análise 
da banca) ou a sua fala 
durante a tarefa. 
Selecione o início de 
cada fala, ou execução, 
que está sendo 
questionada por meio 
do recurso. 
Destaque o que é 
possível compreenderna execução da tarefa 
que esteja de acordo 
com os comandos e 
com o PEP.
Documento oficial do 
Ministério da Saúde 
atualizado que respalda 
seus argumentos de 
pedido de revisão da 
nota. 
MODELO, ORIENTAÇÕES E DICAS!
A dica de ouro é: não deixe para o último dia 
para recorrer! Adiante-se o quanto puder para evitar 
eventuais problemas técnicos no Sistema Revalida. 
Considere que órgãos públicos atuam, normalmente, 
em dias úteis e, caso haja algum imprevisto gerado 
pelo número de acessos simultâneos ou por problemas 
técnicos de seu acesso, dificilmente haverá prorrogação 
do prazo para interposição de recursos. Organize-
se para garantir sua nota da mesma forma que você 
se organizou para estudar e realizar a prova: com 
antecedência! 
Além disso, lembre-se de que, após a divulgação 
do PEP preliminar, é iniciado o período de recursos 
coletivos. Acompanhe o Telegram do Estratégia MED 
para ter acesso a esses recursos! 
Lembre-se de nunca copiar e colar um modelo 
pronto de recurso, caso contrário ele será recusado e 
indeferido. Use os modelos prontos somente como 
base para solicitar alterações/cancelamento de itens do 
PEP.
Utilize o PEP como guia, como um espelho de 
prova e de seus vídeos. Assista cada vídeo revisando 
se você cumpriu os itens e se eles foram avaliados 
corretamente pela banca. Caso haja um item que 
você cumpriu e não recebeu a nota, retorne ao vídeo 
e descreva o minuto exato em que você verbaliza ou 
realiza o que foi proposto pelo PEP. 
Atenção com os sinônimos, muitas vezes, o 
20Estratégia MED | Julho 2022
Guia Revalida: como elaborar um recurso irrecusável
avaliador pode não dar a pontuação a um item porque você utilizou um sinônimo e não a palavra que estava no padrão 
de correção. Sinalize que você fez o que foi proposto, porém utilizou o sinônimo da palavra.
Agora, que você já sabe quais os pontos principais a serem seguidos para fazer um recurso excelente, confira 
um modelo:
Prova 2020 : estação 3
No PEP - Item 2.1: verbaliza o resultado do hemograma: leucocitose com linfocitose
Resultado preliminar: item não foi pontuado
Recurso
• Estação 3: área - pediatria
• Conteúdo: 2.1. verbaliza o resultado do hemograma - leucocitose com linfocitose
• Argumentação: a recorrente recebeu nota zero no presente quesito. Todavia, a examinanda verbalizou 
de forma clara e objetiva o resultado do hemograma com identificação de leucocitose com linfocitose. 
Vejamos: Entre 4 min e 7 seg até 4 min e 22 seg: “No hemograma do João, eu posso ver que tem uma 
LEUCOCITOSE (...) E LINFOCITOSE em 80%”. Portanto, a recorrente disse tudo o que foi exigido no 
gabarito. Em razão disso, requer a atribuição da pontuação integral do item.
Resultado definitivo: deferido. Pontuação de 0,5 atribuída. 
ANALISANDO O RECURSO
Após a divulgação preliminar da Prova Prática 
de 2020, observamos que vários itens da Estação 
3 não foram pontuados. Para contextualização, 
tratava-se de uma estação de Pediatria que abordava 
Coqueluche. 
 O item 2.1 do PEP exigia que o candidato 
verbalizasse o resultado do hemograma: leucocitose 
com linfocitose. 
Como no resultado preliminar o item não 
pontuado, após a detalhada análise do vídeo, 
foi constatado que a tarefa havia sido executada 
conforme solicitado no PEP, mas mesmo assim, a 
pontuação não havia sido atribuída. 
Dessa forma, a candidata interpôs o recurso, 
argumentando a execução da tarefa e comprovando, 
por meio da sinalização do momento exato no 
vídeo em que isso ocorre e, ainda, transcrevendo 
corretamente suas falas. 
Se fosse o caso, a candidata poderia também 
descrever um procedimento, ação por ação e sempre 
identificando em que momento do vídeo em que 
isso ocorre. 
Finalmente, o recurso foi devidamente 
verificado e aceito pela banca avaliadora. 
O que pode acontecer nessas situações é 
o item não ser pontuado devido a um desvio no 
processo, seja por falta de colaboração do ator 
(paciente simulado), seja pelo Chefe da Estação. 
Mas se isso acontecer com você, não se 
desespere e siga as nossas recomendações: analise 
o PEP, identifique no vídeo o momento em que 
você executou a tarefa e transcreva suas falas e/ou 
descreva as suas ações, detalhadamente.
21Estratégia MED | Julho 2022
Guia Revalida: como elaborar um recurso irrecusável
@estrategiamed /estrategiamedt.me/estrategiamedEstratégia Med
BAIXE O INFOGRÁFICO - RESUMO DESTE 
GUIA
Este material foi elaborado com muito empenho e dedicação, a fim de que você se prepare para qualquer 
imprevisto que possa acontecer em sua avaliação. Conhecer o REVALIDA a fundo pode ajudá-lo a sair na frente e, 
inclusive, pode auxiliá-lo na organização de seus estudos. Entender os comandos vai ajudá-lo a treinar eficientemente 
para a Prova Prática, otimizando seu tempo de preparação. 
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	Introdução 
	Histórico do Revalida
	Estrutura da Prova
	a. Conheça o exame 
	B. O sistema de avaliação 
	c. Equívocos mais comuns cometidos na avaliação
	Estrutura do Recurso
	A. Prova Objetiva 
	i. Referências 
	II. Comandos e textos motivadores 
	iii. Alternativas e gabaritos 
	b. Prova Prática
	I. Referências 
	ii. Comandos do PEP
	iii. Estrutura do recurso
	Modelo, orientações e dicas!
	Baixe o infográfico - resumo deste guia

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