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ATIVIDADE 1
1) Com base em tudo o que você leu até agora, comente (no máximo em duas
páginas) a afirmação:
A existência de grandes contingentes abaixo da linha de pobreza no Brasil não será
resolvida apenas com o crescimento econômico do país.
Renda per capita é o nome de um indicador que auxilia o conhecimento sobre o
grau de desenvolvimento de um país e consiste na divisão do coeficiente da renda
nacional (produto nacional bruto subtraído dos gastos de depreciação do capital e os
impostos indiretos) pela sua população. Por vezes o coeficiente denominado produto
interno bruto é usado. (Emerson Santiago, http://www.infoescola.com/economia/renda-
per-capita/). O crescimento econômico do Brasil é apenas um dos fatores a ser levado
em consideração quando da avaliação da pobreza dos indivíduos. Isso porque,
diferentemente do IDH - Índice de Desenvolvimento Humano que mensura o bem-estar
social de determinada população - o PIB - Produto Interno Bruto per capta, indicador
utilizado no Brasil para medir a renda média de sua população – traça a linha de pobreza
apenas com base no aspecto renda constituindo um critério bastante limitado de
classificação pobreza. 
Segundo Emerson Marinho e Francisco Soares a desigualdade na distribuição de
renda é responsável pelo fato do crescimento econômico não ser eficiente na redução da
pobreza.
José Marcio Camargo,
(http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/37495_O+FUTURO+DA+DESIGUA
LDADE) expõe que em geral, as pessoas trabalham, são remuneradas, poupam parte
desta remuneração e aplicam a poupança no mercado financeiro. Portanto, uma
diminuição sustentável da desigualdade da renda deve ter por base uma diminuição da
desigualdade na distribuição da produtividade. Quanto mais igualitária for à distribuição
da produtividade, mais igualitária será a distribuição da renda. Sendo assim, estudos
mostram que a redução da desigualdade tem sido o resultado, principalmente, de três
fatores. O acesso a educação dos filhos das famílias atendidas pela Bolsa Família, de
outros programas de transferência de renda, principalmente o maior acesso a pensões do
INSS por parte de idosos de baixa renda, e dos ganhos reais do salário mínimo. Apenas
aquele ligado ao maior acesso à educação, afeta a produtividade no futuro. Os outros
dois são direcionados para adultos e idosos e não têm nenhum efeito sobre a
produtividade dos trabalhadores.
Os fatores que influenciam no desenvolvimento de uma sociedade, sejam
desenvolvimento econômico, social, cultural ou qualquer outro fator, nunca será
trabalhado de maneira isolada, pois todos esses fatores estão interligados e influenciam
de forma direta no planejamento evolutivo do Estado. 
http://www.infoescola.com/economia/produto-interno-bruto/
http://www.infoescola.com/economia/produto-interno-bruto/
http://www.infoescola.com/autor/emerson-santiago/599/
2) Reúna um grupo de amigos ou familiares numa tarde de lazer e proponha um
debate a partir das seguintes perguntas: Baseado nas opiniões expostas no debate
promovido pelos meus familiares.
a) O que é justiça? Primeiramente igualdade de direitos e deveres, sedo essa
igualdade e direitos indicada com bom senso de acordo com cada tipo de pessoa.
b) O que é um direito? Não apenas o que a lei determina. Mas principalmente o
respeito com o espaço das outras pessoas, você sabe o que é de direito seu ou do
outro quando você se coloca no lugar da outra pessoa. Essa é maneira mais justa
de saber o que é de seu direito ou do outro. 
c) É justo alguém receber aposentadoria do INSS sem jamais ter feito qualquer
contribuição? Essas pessoas podem até não ter contribuído com dinheiro
(pagando o percentual ao INSS), porem contribuíram de alguma forma para a
sociedade. Ex. Uma dona de casa que nunca contribuiu porem sempre cuidou da
casa, dos filhos, do marido, essa pessoa contribuiu para que o marido os filhos
pudessem contribuir no desenvolvimento cultural e social. Por tanto é justo, essa
pessoa trabalhou toda sua vida sem receber, e contribuiu positivamente no
desenvolvimento da sociedade.
3) Comente, em duas páginas, a relação entre Justiça e Cidadania, tendo em vista o
conceito de cidadania de Marshall apresentado nesta Unidade.
T. H. Marshall, define cidadania como “um status concedido àqueles que são
membros integrais de uma comunidade”, no qual “todos (...) são iguais com respeito aos
direitos e obrigações” (MARSHALL, p. 76). T.H. Marshall justifica seu interesse pela
questão da cidadania e classe social em razão da identificação de um problema: o
impacto sobre a desigualdade social. Em seus apontamentos, trata dos estudos do
economista Alfred Marshall que aceitava como certa e adequada à desigualdade
quantitativa ou econômica, mas condenava a diferenciação ou desigualdade qualitativa
entre um cavalheiro, ainda que por ocupação, e o indivíduo que não o fosse.
(http://www.oabsp.org.br/subs/santoanastacio/institucional/artigos/a-cidadania-e-para-
todos.direitos-deveres-e)
Segundo Marshall, a cidadania implica um sentimento de pertencimento e
lealdade a uma civilização, que se constitui em patrimônio comum de uma dada
coletividade. Tal pertencimento, por sua vez, se estabelece a partir dos deveres de cada
indivíduo para com o Estado, mas também – e sobretudo – pelos direitos que este Estado
lhe garante.
http://www.oabsp.org.br/subs/santoanastacio/institucional/artigos/a-cidadania-e-para-todos.direitos-deveres-e
http://www.oabsp.org.br/subs/santoanastacio/institucional/artigos/a-cidadania-e-para-todos.direitos-deveres-e
O tema cidadania é tão precioso e de tamanha relevância, que foi incorporado
dentre o rol dos direitos elencados na nossa Constituição de 1988, sendo um princípio
presente na Carta Magna como fundamento da República Federativa do Brasil, que se
pretende um Estado democrático de Direito1, conforme se pode observar da transcrição
da nossa Lei maior abaixo:
“Título I
Dos Princípios Fundamentais
Art 1º “A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados
e Municípios e do distrito Federal, constitui-se em Estado democrático de Direito e tem
como fundamentos:
I-a Soberania, 
II-a cidadania, 
III-a dignidade da pessoa humana, 
IV-os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
V-o pluralismo político” (MORAES, 2001, p.16).
Segundo Anchieschi & Santos (2004.p.30), “cidadania é o exercício equilibrado
e harmonioso dos direitos e deveres de todos e de cada um: mas os direitos de uns nunca
devem se firmar em detrimento dos direitos dos outros.”
Segundo o dicionário (http://www.significados.com.br/justica/), Justiça significa
respeito à igualdade de todos os cidadãos, e é um termo que vem do latim. É o principio
básico de um que tem o objetivo de manter a ordem social através da preservação dos
direitos em sua forma legal. 
“A palavra justiça, foi aceita na língua portuguesa a partir do século XIII. O seu
significado é de caráter, ou de algo que está em conformidade com o que é direito, com
o que é justo. Justiça também expressa uma maneira pessoal de perceber e avaliar aquilo
que é direito, que é justo. Por justiça também podemos entender um princípio moral
pelo qual o respeito ao direito é observado. Também é justiça o reconhecimento o
reconhecimento do mérito de alguém ou de algo. A justiça também expressa à
conformidade dos fatos com o direito.
“Justiça é o poder de fazer valer o direito de alguém ou de cada um. Justiça
também é o conjunto de órgãos que compõem o Poder Judiciário de um país. Dentro
deste Poder, são encontradas cada uma das jurisdições encarregadas de distribuir a
justiça. Pela expressão fazer justiça tem-se o significado de aplicar uma pena cominada
ou reconhecer uma virtude ou uma qualidade em alguém ou em algo. A palavra justiça
vem do latim justitia, expressa o significado de justiça, equidade, leis, exatidão,bondade, benignidade. Do direito romano nos é trazida a fórmula de justiça que se
resume no dever de dar a cada um, o que é seu, sem qualquer esforço ou sacrifício.”
(Francisco Mafra em, http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?
n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=870).
Com base em tudo que foi dito, pode-se afirmar que o principio básico de
justiça é de manter a ordem social através da preservação dos direitos e obrigações em
sua forma legal, colocando a pessoa que vive em sociedade num status de cidadão, no
qual todos são iguais com respeito aos direitos e obrigações.
http://www.significados.com.br/justica/
4) Com base no que vimos nesta Unidade, argumente, em cerca de duas páginas, 
sobre as seguintes afirmações:
a) Keynesianismo e Estado de Bem-Estar Social são duas faces da mesma moeda.
b) Cada modelo de Estado de Bem-Estar Social, tal como elaborado por Esping-
Andersen, responde a diferentes princípios de justiça e promove a inclusão social de 
maneira distinta.
“As teorias de Keynes diferiam radicalmente do pensamento econômico
clássico, de autores como Adam Smith, Thomas Malthus, e David Ricardo. Esses
teóricos, embora divergissem, acreditavam que a economia tendia ao equilíbrio através
da dinâmica da oferta e da procura, ou seja, que sempre existiria demanda (cidadãos
dispostos a comprar) para uma determinada oferta (cidadãos dispostos a vender),
variando somente o preço. Assim sendo, se uma sociedade produzisse uma quantidade
enorme de um determinado produto, a mesma sociedade sempre compraria essa
produção, mesmo que a preços mais baixos devido à sua abundância. De acordo com
Keynes, uma superprodução de bens poderia causar uma carência de demanda, levando
a menos lucro por parte dos produtores e a demissão de trabalhadores, o que por sua vez
reduziria ainda mais a demanda, já que aumentaria o desemprego. A grande solução
para este problema, defendida por Keynes, era a intervenção governamental na
economia, tanto na forma de obras públicas de infraestrutura, como na forma da redução
drástica da taxa de juros. A taxa de juros é a taxa que governa o lucro sobre dinheiro
emprestado dentro da economia, ou seja, permite aos cidadãos emprestarem mais
dinheiro pagando menos, e assim tornando mais eficiente a capacidade da demanda de
se ajustar a uma oferta maior”.
(http://rachacuca.com.br/educacao/historia/keynesianismo/)
A Teoria Keynesiana, é Conjunto de idéias que propõe a intervenção do Estado
na vida econômica da sociedade com a idéia de caminhar com um regime de pleno
emprego. Essa teoria teve grande influência na renovação das teorias clássicas e na
reformulação da política de livre mercado. O entendimento era que a economia seguiria
o caminho do pleno emprego, sendo o desemprego uma situação temporária que
desapareceria graças às forças do mercado. Seu objetivo era manter o crescimento da
demanda correspondente com o aumento da capacidade produtiva da economia, dessa
forma garantindo o pleno emprego, mas sem excesso, pois isto provocaria um aumento
da inflação. 
O Estado de Bem-Estar Social é um modo de organização no qual o Estado se
encarrega da promoção social e da economia. De acordo com o nosso livro texto, “O
Estado de Bem-Estar Social pode ser definido como aquele que assume a proteção
social de todos os cidadãos, patrocinando ou regulando fortemente sistemas nacionais
de Saúde, Educação, Habitação, Previdência e Assistência Social; normatizando
relações de trabalho e salários; e garantindo a renda, em caso de desemprego.” Para
organizar a diversidade de experiências e torná-las passíveis de comparação,
relacionando-os a variáveis históricas, econômicas e políticas, foram desenvolvidas
várias tipologias dos Estados de Bem Estar. Dentre as tipologias mais utilizadas estão a
de Titmuss (1974) e de Esping-Andersen. (1985).
http://rachacuca.com.br/educacao/historia/keynesianismo/
Estado de bem-estar social é um tipo de organização política e econômica que
dispõe o Estado como agente da promoção social e organizador da economia. Dees
forma, o Estado é o agente que estabelece regulamento de todos os fatores sociais, saúde
social, política e econômica do país em conjunto com sindicatos e empresas privadas.
Cabe ao Estado do bem-estar social garantir serviços públicos de qualidade, proteção,
educação, saúde e lazer à população. 
 Através desta pesquisa, Esping-Andersen concluiu que os modelos se
distinguem, ou se assemelham, em três aspectos básicos. São eles:
 Grau de participação do Estado nas despesas com a proteção social;
 Grau de abrangência da cobertura aos cidadãos; e
 Grau de proteção que o sistema oferece ao trabalhador, garantindo-lhe
condições básicas de sobrevivência, independentemente de ele possuir ou
não um emprego.
A esta última variável, ele chamou de “grau de descomodificação da força de
trabalho”. O estudo de Esping-Andersen apresenta um “índice de descomodificação”
calculado a partir de diversos indicadores. Quanto maior o valor deste índice, maior é
segundo esta tese, a capacidade de um sistema de seguridade social de emancipar os
indivíduos de sua dependência do mercado (ESPING-ANDERSEN, 1990). Livro texto.
OBS.:
As questões levadas em consideração para aatribuição de nota foram as questões 3 e 4,
conforme determinado na programação.
questão 3: foi dado muita enfase ao que outros autores escrevram em detrimento do seu
entendimento sobre justiça e cidadania, prejudicando sua relação.
foi esboçado um início de relacionamento no ultimo paragrafo o qual não foi dado
continuidade e resumindo a este.
questão 4: poderia ter levado em consideração as afirmações como questinamentos e os
respondido. 
nota: 1,5
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bem-estar_social
http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado
http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica

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