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Contemplando o Autismo Juliana Fortes Mãe do Lorenzo, diagnosticado com CID10F84.0 autismo infantil – E agora? Dificuldades até o diagnóstico Eis-me Aqui – (Diante Trono) ▶ A Tua luz acendeu meu coração E eu pude ver em meio à escuridão Tua presença, Tua fidelidade, graça e amor Me levantaram outra vez Me deram forças e prosseguirei Irei contigo Onde quer que fores, meu Senhor O Teu chamado cumprirei na alegria ou na dor E toda vez que eu chorar ou quiser desanimar O Teu espírito me consolará Se é na fraqueza do meu ser, Que manifesta o Teu poder Eis-me aqui Dependo de Ti, preciso de Ti Toda glória, toda vitória Eu sei, pertence a Ti Toda a honra, todo o louvor Entrego a Ti, porque sem ti, não estaria aqui! É PRECISO CONTEMPLAR ▶ Contemplar é olhar com encantamento, com admiração é observar analisar os mínimos detalhes... ▶ Quando contemplamos o “AUTISMO” nos tornamos capazes em nos conectar com o autista, assim é possível estabelecer a comunicação ▶ Quando permitimos; aprendemos com eles. ▶ A pessoa com autismo tem muito mais à ensinar, sobre essência humana, AUTISTA não tem jogada social os “disse me disse” ▶ É entendendo, compreendendo as limitações, as “particularidades” que podemos auxiliar o indivíduo dentro do TEA (transtorno do Espectro Autista) ▶ É pela contemplação que somos transformados. Hino do Autista – Ronaldo Cruz/Flauber Silva ▶ Pai, mãe, me dê a sua mão ▶ Convide seus amigos ▶ E chame seus irmãos ▶ Vem dizer ao mundo ▶ Conscientizar nossa nação ▶ Dos nossos direitos ▶ Da nossa verdadeira inclusão ▶ Pai, mãe, o mundo precisa saber ▶ Que vivemos na realidade ▶ E alguns insistem em não ver ▶ Somos diferentes ▶ Porém somos legais ▶ Superamos os nossos limites ▶ Com o amor dos nossos pais ▶ Nossa bandeira é azul ▶ Que pede mais direito aos autistas ▶ Fora preconceito, egoísta ▶ Junte-se a nós nessa canção ▶ Nossa bandeira é azul ▶ É de esperanças otimistas ▶ Muito prazer eu sou autista ▶ Vem aqui segure a minha mão ▶ De coração Dr. Caio Abujadi ❑ Médico psiquiatra da associaçao para o Desenvolvimento dos autistas de Campinas SP ❑ Psiquiatra infantil com especialização em autismo. ❑ Membro da especialização brasileira de neurologia e psiquiatria infantil. ❑ Publicou o capítulo Instrumentos Estruturados de Avaliação e Hiperatividade no livro “TDAH Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade”. ❑ Foi um dos fundadores diretor clínico do Instituto Priorit que tem como próposito, tratamento para indivíduos dentro do TEA e TDAH e outros transtornos comportamentais afetivos de línguagem ou de aprendizagem. ❑ Atualmente está como presidente da Caminho Azul O Cérebro do Autista (Dr Caio Abujadi) ▶ O cérebro do autista é hiperisitado, não consegue desligar uma atividade da outra chega desenvolver até 1000 atividades diariamente, o cérebro da pessoa com autismo é assim, se o cérebro do indivíduo com TEA tentar funcionar como de uma pessoa neurotípica (dito normal), pode entrar em crise, então desde pequenos vão criando método para se organizarem, tem um padrão de movimentos repetitivos, na realidade isso é um cérebro tentando se organizar, então quando voltam para o mesmo start faz com que continuem funcionando de maneira adquada naquele mar de estímulo que faz parte do autismo, e quando a gente coloca um bloqueio ou pedimos para ele parar, pode ocorrer a desordem neural e muitas vezes pode entrar em colapso “crise” surto psicótico. ▶ O cérebro imaturo é mais sensorial e mais motor, por isso o predomínio de comportamento repetitivo motores, que são as estereótopias e sensoriais que são as hipersensibilidades, hipossensibilidade degustativas,olfativas,auditivas,estáticas e visuais, conforme esse cérebro vai amadurecendo, esses padrões de comportamento vai mudando para comportamento que é chamado de ordem superior, que são comportamento mais maduro, são baseados em rituais, rotinas, hiperfoco, compulsões as mesmices. DR Caio Abujadi ▶ E quando o comportamento repetitivo se torna um padrão exemplar daí que vai ter as habilidades, quando ocorre a insistência pela mesmice, que é quando o autista começa estudar temas diferenciados, então ele sabe tudo de determinado assunto, animais, carros, países, futebol etc... Então você tem o mesmo comportamento de uma estereotipias, é a mesma forma de trabalhar o cérebro hiperisitado, só que com padrões cognitivos diferentes. ▶ Desde o primeiro dia do nosso nascimento o nosso cérebro cria redes neoronais durante o dia e a noite a gente memoriza. No dia seguinte a gente reativa essas redes neuronais .O cérebro do neurotípico faz esse processo a vida inteira, o autista tem redes de preferência que fazem com que se organizem; o que os responsáveis devem fazer para ajuda-los é usar os interesses restritos, para começar estabelecer uma relação cognitiva afetiva motora, fazendo assim aumentar o aspecto do conhecimento. ▶ O importante é não tentar tranformar o autista em uma pessoa neurotípica, se oferecer aos autistas o espaço e tempo necessário, irão desenvolver como qualquer outra pessoa dita “normal”. DIAGNÓSTICO PRECOCE ▶ Diagnóstico precoce não significa a cura, mas a maneira de amenizar os sintomas; e os benefícios alcançados, podem durar a vida toda. ▶ Se o bebê não emite palavras após a idade considerada máxima é sinal de alerta aos pais, pois o tempo é precioso quando se trata de autismo, “não espere aja logo”, pois as janelas de oportunidades da linguagem estão abertas até os 3 anos de idade, fase próxima a poda neuronal, a intervenção de forma interdisciplinar é a maneira de estimular várias áreas do cérebro faz com que o indivíduo possa aproveitar o máximo do seu potencial cerebral em nível de desenvolvimento neuropsicomotor. ▶ LEI N°13.438/17 Estabelece a obrigatóriedade de aplicação de protocolos para identificar sinais de autismo a todas as crianças nos seus primeiros 18 meses de vida, o instrumento constituido com a finalidade de facilitar a detecção, em consultas pediatrica de acompanhamento da criança de risco para o seu desenvolvimento psíquico. NEGLIGENCIA COM AUTISTAS NOS ANOS 80 ▶ Um passado não tão distante os autistas eram tratados de forma cruel, por falta de informação e EMPATIA. ▶ As pessoas dentro do TEA são capazes de desenvolver qualquer atividade, desde que recebam estimulos adequados para o desenvolvimento das suas habilidades cognitivas psicomotoras. ▶ Os autistas são seres humanos como qualquer outro e podem alcançar autonomia desde que estejam enseridos em ambientes seguros e recebam todos os cuidados HUMANIZADOS. ▶ Os autistas , são dotados de sentimentos puros e EMOÇÕES! AUTISMO NÃO É DOENÇA ▶ Autismo é uma condição humana, o cérebro do autista é completamente diferente do cérebro do neurotípico. Seus neurônios (células da glia) são diferente. Funcionam de maneira diferente, não processam informações de forma organizada. É um distúrbio no neurodesnvolvimento de base neural que causa déficit nas esfera: mental social e emocional. ▶ Portanto a importância dar ênfase aos cuidados com a atenção a saúde mental, as ralações sociais e trabalhar para fortalecer as emoções estabelecendo os vínculos AFETIVO. ▶ Com abordagens adequadas e personalizada (ou seja cada abordagem deve ser feita individualizada) porque cada autista é ÚNICO em seu desenvolvimento. ▶ O AUTISMO é uma incógnita , toda atenção se faz necessária aos cuidados com autista , com muita PACIENCIA E AFETO tudo fica BEM! ALGUMAS TERAPIAS E INTERVENÇÕES ▶ Fonoaudiologia ▶ Psicoterapia ▶ Terapia Ocupacional – Método aires ▶ Terapia Comportamental - ABA ▶ Equoterapia ▶ Musicoterapia ▶ Fisioterapia –Educação Física ▶ Gameterapia ▶ Denver ▶ Protocolo WBMAPP – ABA ▶ PECS – Sistema de Comunicação usando troca de imagens ▶ DIR/FLOORTIME ▶ Protocolo AFLS – Avalia habilidades funcionais vivida DADOS ESTATÍSTICOS NO BRASIL E MUNDO ▶ Sem estudos estatísticos o Brasilnão sabe quantas pessoas tem autismo no país, muito menos quantas já tem diagnóstico. Dois milhões? Não, porque sem levantamento do senso, de dados estatísticos do IBGE é impossível usarmos dessa afirmativa. ▶ A ONU considera a estimativa global de que aproximadamente 1% da população pode ter autismo no mundo. Pesquisa para relatório global de saúde OMS está sendo realizado pelo Instituto ICO Project e UFRP. ▶ Estudos recentes na prevalência de autismo em relação ao número oficial dos USA, publicado na JAMA Pediátric dia 5 de julho de 2022 realizado com 12.554 pessoas e dados de 2019 e 2020, revelou um número de prevalência de autismo, nos Estados Unidos de 1 autista a cada 30 crianças e adolescentes entre 3 e 17 anos. Simbolos do Autismo ▶ A cor AZUL representa a incidência maior em meninos com autismo que em meninas. Para cada 5 crianças nascidas, são 4 meninos para 1 menina nascida com autismo. ▶ A fita com o quebra cabeça em cores diferentes representam a diversidade de transtorno que envolve o indivíduo dentro do TEA(Transtorno do Espectro Autista). ▶ O quebra cabeça (puzzle) – representa o mistério e a complexidade do autismo, cada peça encaixada representa uma autonomia alcançada. DISFUNSÃO SENSORIAL NO AUTISMO ▶ A Hipo X Hiper, pessoas autistas com problemas sensoriais apresentam dificuldade em interpretar e organizar as informações sensoriais do ambiente. Podem, por exemplo, ignorar um barulho muito alto ou não, nem responder seu próprio nome e ficar agitada, gritar, bater nos ouvidos ao ouvir barulho de secador de cabelo, fogos de artifícios ou latido de um cachorro. ▶ Pode ainda reagir emocionalmente com agressividade ou irritabilidade ao toque, e apresentar necessidade incomum em tocar nas texturas ou pessoas... ▶ A pessoa que apresenta Hiperssensibilidade a estímulos sensoriais tem alterações no comportamento como: Agitação, choros imotivado, irritabilidade, movimentos estereotipados ou agressividade. ▶ A pessoa que apresenta Hipossensibilidade demonstra comportamento de passividade, sem reação aos estímulos externo e pouca ou nenhuma resposta a estímulos como toque, sons, cheiros, sabores e texturas. CUIDADOS COM ALIMENTAÇÃO DO AUTISTA ▶ Os cuidados com uma criança autista é desafiador em todos os aspectos, mas infelizmente não se tem dado a atenção necessária a SELETIVIDADE ALIMENTAR, uma das comorbidades da pessoa dentro do TEA. ▶ A alimentação adequada de nutrientes é importante para o crescimento, contribuir com o aprendizado aumenta a imunidade e ajuda na prevenção de doenças. Pessoas com autismo tem mais sensibilidade SENSORIAL os 7 sentidos são mais aguçados, por conta disso podem ter aversão à determinados alimentos evitando-os drasticamente sem sequer querer prova-los. ▶ Nesses casos procurar URGENTE ajuda; Integração Sensorial com acompanhamento de profissional nutricionista. SELETIVIDADE ALIMENTAR NO AUTISMO ▶ Na maioria das vezes, as crianças com Autismo têm uma alimentação muito seletiva e são muito resistentes à introdução de novos alimentos na dieta. Geralmente esta seletividade alimentar está associada ao TPS (Transtorno do Processamento Sensorial), seletividade alimentar não é frescura. O TPS Transtorno do Processamento Sensorial é uma comorbidade que afeta 90% dos autistas, o cérebro não interpreta os estímulos sensoriais que recebem de maneira eficiente daí a disfunção neural em aceitar determinados alimentos. ▶ Algumas crianças podem ter preferencia por alguns alimentos, mas no autismo é diferente vem com fobia, com ansiedade, aversão, sinais e sintomas relacionada a comida a recusa está relacionada a hipersensibilidade ao cheiro, textura , cor, forma do alimento. A criança com problemas sensoriais tem dificuldades em interpretar e organizar informações do seu próprio corpo. ▶ A seletividade alimentar no autismo vem com sinais sintomas psicológicos, um repertório alimentar limitado , com alta frequência em um único alimento. SEMEANDO EMPATIA ▶ Um autista em “crise” o que fazer ? Nunca gritar e nem forçar toca-lo durante o colapso,a menos que a situação ofereça perigo.Tenta ignorar a crise, não dê atenção direta ao individuo em colapso, “teatralise”, Isso mesmo! Invente uma situação leve a atenção dele(a) para um outro tempo,espaço estart; fale com você mesmo se for necessário e em tom firme, por exemplo: exclame! ▶ Ah! Acho que vi um gatinho! o Lorenzo adora gatos... Tente quebrar a tensão. ▶ Por isso é muito importante que o acompanhante de um autista, familiar ou professor conheça os gostos do indivíduo dentro do TEA. ▶ Vamos semear EMPATIA; que prevaleça o vínculo AFETIVO. EXPERIMENTAMOS E LEMBRAMOS Aprender está relacionado, dentre outras coisas a um clima emocional em que o processo de compartilhar saberes promova o desenvolvimento do indivíduo por meio de qualidade da relação estabelecida. É importante saber o universo que essas pessoas (crianças) estão enseridas. A ansiedade o stress aumenta o cortizol hormônio que acaba prejudicando os neuronios, é um fator que prejudica o processo no hipocampo no fortalecimento de sinapses. Não basta as informações chegarem ao hipocampo, tem que ter interesse do indivíduo para que ocorra a memorização. “A forma de aprender está relacionada ao recebimento de estímulos que captamos pelos nossos sentidos,chamados canais sensoriais.” 90% dos autistas são acometidos de sensibilidade extrema em suas funções sensoriais, a disfunção sensorial está sendo usada como critério para diagnóstico do TEA. TODOS APRENDEM As pessoas com autismo têm um modo diferente de aprender, organizar e processar as informações. Para respeitar estas diferenças, elas precisam de ambientes estruturados e organizados, cabe ao educador elaborar estratégias para adequar o ensino aprendizagem. Os alunos aprendem de formas diferentes e, por isso, um único método não é o ideal para todos e se faz indispensável adotar diversas estratégias de aprendizagem a serem usadas de acordo com a necessidade de cada um deles. O estudante aprende melhor quando é altamente estimulado, quando é despertado o interesse. Ensinar não é transferir conhecimento, mas possibilidades para sua própria produção e construção. Devemos estabelecer o vínculo AFETIVO com o autista SEMPRE, os aprendizes com TEA precisam se sentir seguros para que possam desenvolver suas habilidades psicomotoras e a neurociência aliada a educação nos ajuda a entender essa complexidade a nível cerebral. Neurociência Aliada à Educação A neurociência é uma ciência nova que trata o desenvolvimento químico, estrutural, funcional, comportamental, cognitivo, molecular e celular do SNC. O cérebro e a mente possuem uma infinidade de possibilidades que precisam serem potencializadas e desenvolvidas. A neurociência aplicada a aprendizagem dos conteúdos escolares vêm promovendo um diálogo entre a ciência e a sistematização pedagógica educacional, e com isso torna- se como referência a ciência da aprendizagem. A neurociência, não é uma teoria e nem uma tendência pedagógica. É um estudo científico de como o cérebro pode aprender melhor e guardar saberes. E quando alíada com a Educação, promove caminhos para o professor tornar-se um mediador do como ensinar com qualidade através de recursos pedagógicos que estimulem o aluno a pensar sobre o pensar. MARTA RELVAS Marta Relvas é Neurocientista, autora e Professora Universitária, atua na area de aplicação da Neurociência na aprendizagem, tem 8 livros públicados que nos auxiliam. São obras de línguagem simplificada de fácil compreensão para todo leitor que se interresar em entender as funções do cérebro, essa misteriosa máquina que controla a razão e emoção. “Aprendemos com a cognição, mas sem dúvida alguma aprendemos pela emoção, o desafio do professor é unir conteúdo coerrentes, desejos,curiosidades e AFETO para uma prazerosa aprendizagem.” O professor, a família e a escola precisambuscar uma forma de harmonizar essa manifestação, é por meio dessas expressões afetivas que o educador comprometido e atento cria um olhar crítico e busca pistas para o entendimento das “incapacidades e limitações.” Máquina de aprender O processo de ensino e aprendizagem, devem se excitar e, ao mesmo tempo minimizar a excitação, dentro do que se pretende atingir para não perder o foco. “O cérebro tem um mecanismo que esvazia a si mesmo para aprender mais”.(Relvas) O cérebro é capaz de se modificar. A aprendizagem está diretamente ligada ao desenvolvimento do cérebro de acordo com os estímulos do ambiente conforme a plasticidade cerebral, a ação e a capacidade de aprender não para, no máximo diminui a intensidade, de acordo com os estímulos que recebem. A plasticidade cerebral é a capacidade que o cérebro tem em se remodelar em função das experiências do sujeito, reformulando as suas conexões em função das necessidades e fatores do ambiente. Todos alunos podem aprender. Isto tem se tornado cada dia mais claro, porém a aprendizagem de cada um é diferente, acontece em tempos e etapas diferentes e se desencadeia a partir de estímulos diferentes. EDUCAÇÃO COM AFETO ▶ A Neurociência não é uma fórmula pronta para ser aplicada a pedagogia, mas é capaz de promover olhares diferenciados para que os educadores possam compreender melhor a aprendizagem do aluno em sua singularidade, no universo da pluralidade que é a sala de aula. ▶ Aprender e ensinar é uma relação cognitivo-afetiva. ▶ “Com Afeto e Paciência as peças se encaixam.” Professor, Profissão desafiadora! ▶ Talvés seja a mais desafiadora de todas as profissões, porque ela carrega a responsabilidade do ensino, do transmitir o conhecimento é através dela que surge todas as outras profissões. E, quando o ensino não ocontece; ocorre o desgaste emocional de todos envolvidos: professores, famílias e alunos. ▶ O que tem acontecido em sala de aula: alunos desmotivados e professores desamparados, é exatamente a atual realidade nas escolas. O professor de sala regular não recebeu formação “instrução” para ensinar alunos com deficiência, com limitações fisícas,mentais, intelectuais ou sensoriais. ▶ É preciso fortalecer a formação dos professores e criar uma boa rede de apoio entre alunos, escola , famílias e profissionais de saúde que atendem os alunos com deficiência. ▶ Para Vygotski, “antes de compreendermos o funcionamento cognitivo, é preciso entender o aspecto emocional.” Os dois processos são uma unidade: o afeto interfere na cognição e vice e versa. ▶ A Neurociência baseia-se exatamente em uma integração entre corpo, mente, meio social e desejo. Potencializar esses fatores é, que é a função do educador. A primeira infância O aprendizado da leitura e da escrita não começa na sala de aula na alfabetização, são nas brincadeiras. Leitura escrita requer um alicerce de vivências anteriores. As habilidades psicomotoras, na primeira infância, precisa do brincar.Estimular memória afetiva! As equipes multidisciplinares e interdisciplinares só tem sucesso quando agem de forma integrada:família, aluno e a escola, desenvolvendo a educação tripé. A brincadeira é o trabalho da criança. Talvez seja a maneira mais eficaz de aprenderem habilidades para o resto da vida e/ ou descobrirem quais as suas verdadeiras capacidades cognitivas, afetivas, emocionais e sociais. Toda Criança aprende, com deficiência ou sem! O aprendizado é individual é preciso estar atento nas areas do desenvolvimento de cada um. Estimulando o aprender, aprender a conviver A melhor escola não é aquela que transmite conteúdos densos e de repetição, mas é aquela que promove o pensar sobre o pensar, que permite questionamentos e dúvidas, a aula não precisa ser realizada somente dentro da sala de aula. Permita um passeio ao ar livre para observar os pássaros, os insetos, os animais, as árvores, etc. Reconheça que os saberes são múltiplos e que o potencial de cada um é o resultado da interação, sensibilidade e oportunidades. O cérebro só assimila as informações por meio de recursos metodológicos atraentes, instigantes, contextualizados e aplicados ao dia a dia. DIFICULDADES NO APRENDER ▶ O aprendizado é individual, ninguém aprende igual, mesmo que não tenha lesão na área de aprendizado, a menos que a criança tenha lesão no hipocampo. Não tentar comparar uma criança com a mesma patologia o cérebro surpreende. ▶ É importante conhecer a natureza de cada transtorno, de cada deficiência, a dislexia tem problema na mesma estrutura, na mesma área tanto quanto TDAH ou autismo? quanto mais informação tiver desses transtornos, das necessidade educacionais de cada aluno, melhor será o acesso a essa criança, é importante saber o que faz sentido para o aluno, para que possa dispertar o interesse e assim ocorrer o aprendizado. SOMOS TODOS “ÚNICO” ▶ Estimular a inclusão é aceitar e incentivar que haja diversidade – de gostos, pensamentos, raças, culturas, habilidades, etc… É preciso que compreendamos que todas as nossas crianças possuem suas características particulares, interesses próprios, habilidades e necessidades de aprendizagem diferentes umas das outras. E isso vale para crianças com ou sem deficiência. ▶ Somos todos únicos e por isso precisamos ser tratados como tais. ▶ No Coletivo Inclusão buscamos repercutir o conhecimento e buscar cada vez mais pessoas engajadas em garantir os direitos e qualidade de vida de quem tem deficiência. A Declaração de Salamanca (1994) determinou que todas as crianças com deficiência tenham acesso à educação e acesso regular à escola, que por sua vez deve ser capaz de inseri-la num modelo pedagógico apropriado que satisfaça às suas necessidades e promovam chances democráticas de aprendizagem. FALANDO DE INCLUSÃO ▶ Para crianaças com necessidades educacionais especiais uma rede contínua de apoio deveria ser providenciada, com variação desde ajuda mínima na classe regular até programas adicionais de apoio à aprendizagem dentro da escola e expandindo, conforme necessário, a provisão de assistência dada por professores especializado e pessoal de apoio externo ( Declaração de Salamanca 1994) ▶ Educação Inclusiva é uma resposta inteligente às demandas do mundo conteporâneo. ▶ Ao refletir sobre a abrangência do sentido e do significado do processo de educação inclusiva, estamos considerando a diversidade de aprendizes e seus direito a equidade. Trata-se de equiparar oportunidades, garantindo-se a todos inclusive às pessoas em situação de deficiência e aos de alta habilidades/superdotados, o direito de aprender a aprender, aprender a fazer,aprender a ser e aprender a conviver. POLITICAS PÚBLICAS EFETIVA JÁ! Nos últimos anos tem se falado muito sobre autismo; A sociedade, está mais atenta e o nosso I Simpósio de Politicas Publicas de Inclução Efetiva dos autistas em MT,mostrou o quanto a população busca por informações. Precisamos de Politicas Pública na Saúde e Educação URGENTE, não tem mais como esperar. A comunidades autística pede por SOCORRO! O autismo seja ele: Leve, moderado ou severo, nível 1,2 ou 3 de suporte, TODOS são autistas e precisam de apoio. É importante que a informação seja difundida porque independente do grau cada indivíduo tem suas particularidades, especificidades, que precisam ser respeitada diante das limitações de cada um, que é “ÚNICO”. Minha descendência ▶ MEU TUDO PRÁTICAS E VIVÊNCIAS EXPERIMENTADAS O autismo não é bonito, não é fácil de lidar, nós quanto mãe precisamos decidir se vamos deixar as coisas acontecerem ao acaso, ou se vamos nos posicionar para que realmente as Leis saiam do papel, para que ocorra a tão sonhada INCLUSÃO. O autismo tornou uma questão de calamidade pública. Eu decidi ir, eu decidi lutar pelos direitos do meu filho, por DIGNIDADE qualidade de vida e cada dia vencencendo com a graça de Deus as batalhas diárias. Me tornei militanteativista na causa, desde então estudo essa complexidade a nível cerebral. É preciso “contemplar” entender, compreender as limitações, as particularidades de cada um , para poder ajudar (mediar a situação) - Meu filho, meu MUNDO hoje temos diálogo. Contato Juliana Fortes (65) 9 9306 1219 – 9 8121 9588 Instagram: @juliana.fortes17 Referências: Revista Autismo – https://genialcare.com.br - Parent guide: Therapies for autistic – https://psicomotrecidade.com.br - Fichamento dos livros: Sob o Comando do Cérebro , Neurociência e Transtornos da Aprendizagem , Que cérebro é esse que chegou na Escola (Marta Pires Relvas) NeuroSaber – NeuroConecta – Academia do Autismo. https://genialcare.com.br/ https://psicomotrecidade.com.br/