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Contemplando o Autismo
Juliana Fortes
Mãe do Lorenzo, diagnosticado com CID10F84.0 
autismo infantil – E agora?
Dificuldades até o diagnóstico
Eis-me Aqui – (Diante Trono)
▶ A Tua luz acendeu meu coração
E eu pude ver em meio à escuridão
Tua presença, Tua fidelidade, graça e amor
Me levantaram outra vez
Me deram forças e prosseguirei
Irei contigo
Onde quer que fores, meu Senhor
O Teu chamado cumprirei na alegria ou na dor
E toda vez que eu chorar ou quiser desanimar
O Teu espírito me consolará
Se é na fraqueza do meu ser,
Que manifesta o Teu poder
Eis-me aqui
Dependo de Ti, preciso de Ti
Toda glória, toda vitória
Eu sei, pertence a Ti
Toda a honra, todo o louvor
Entrego a Ti, porque sem ti, não estaria aqui!
É PRECISO CONTEMPLAR
▶ Contemplar é olhar com encantamento, com admiração é observar
analisar os mínimos detalhes...
▶ Quando contemplamos o “AUTISMO” nos tornamos capazes em nos
conectar com o autista, assim é possível estabelecer a comunicação
▶ Quando permitimos; aprendemos com eles.
▶ A pessoa com autismo tem muito mais à ensinar, sobre essência
humana, AUTISTA não tem jogada social os “disse me disse”
▶ É entendendo, compreendendo as limitações, as “particularidades”
que podemos auxiliar o indivíduo dentro do TEA (transtorno do
Espectro Autista)
▶ É pela contemplação que somos transformados.
Hino do Autista – Ronaldo Cruz/Flauber Silva
▶ Pai, mãe, me dê a sua mão
▶ Convide seus amigos
▶ E chame seus irmãos
▶ Vem dizer ao mundo
▶ Conscientizar nossa nação
▶ Dos nossos direitos
▶ Da nossa verdadeira inclusão
▶ Pai, mãe, o mundo precisa saber
▶ Que vivemos na realidade
▶ E alguns insistem em não ver
▶ Somos diferentes
▶ Porém somos legais
▶ Superamos os nossos limites 
▶ Com o amor dos nossos pais
▶ Nossa bandeira é azul
▶ Que pede mais direito aos autistas
▶ Fora preconceito, egoísta
▶ Junte-se a nós nessa canção
▶ Nossa bandeira é azul
▶ É de esperanças otimistas
▶ Muito prazer eu sou autista
▶ Vem aqui segure a minha mão
▶ De coração
Dr. Caio Abujadi
❑ Médico psiquiatra da associaçao para o
Desenvolvimento dos autistas de Campinas SP
❑ Psiquiatra infantil com especialização em autismo.
❑ Membro da especialização brasileira de neurologia e
psiquiatria infantil.
❑ Publicou o capítulo Instrumentos Estruturados de
Avaliação e Hiperatividade no livro “TDAH Transtorno
de Déficit de Atenção e Hiperatividade”.
❑ Foi um dos fundadores diretor clínico do Instituto
Priorit que tem como próposito, tratamento para
indivíduos dentro do TEA e TDAH e outros
transtornos comportamentais afetivos de línguagem
ou de aprendizagem.
❑ Atualmente está como presidente da Caminho Azul
O Cérebro do Autista (Dr Caio Abujadi)
▶ O cérebro do autista é hiperisitado, não consegue desligar uma atividade da outra
chega desenvolver até 1000 atividades diariamente, o cérebro da pessoa com
autismo é assim, se o cérebro do indivíduo com TEA tentar funcionar como de uma
pessoa neurotípica (dito normal), pode entrar em crise, então desde pequenos vão
criando método para se organizarem, tem um padrão de movimentos repetitivos,
na realidade isso é um cérebro tentando se organizar, então quando voltam para o
mesmo start faz com que continuem funcionando de maneira adquada naquele mar
de estímulo que faz parte do autismo, e quando a gente coloca um bloqueio ou
pedimos para ele parar, pode ocorrer a desordem neural e muitas vezes pode
entrar em colapso “crise” surto psicótico.
▶ O cérebro imaturo é mais sensorial e mais motor, por isso o predomínio de
comportamento repetitivo motores, que são as estereótopias e sensoriais que são
as hipersensibilidades, hipossensibilidade degustativas,olfativas,auditivas,estáticas
e visuais, conforme esse cérebro vai amadurecendo, esses padrões de
comportamento vai mudando para comportamento que é chamado de ordem
superior, que são comportamento mais maduro, são baseados em rituais, rotinas,
hiperfoco, compulsões as mesmices.
DR Caio Abujadi
▶ E quando o comportamento repetitivo se torna um padrão exemplar daí que vai
ter as habilidades, quando ocorre a insistência pela mesmice, que é quando o
autista começa estudar temas diferenciados, então ele sabe tudo de
determinado assunto, animais, carros, países, futebol etc... Então você tem o
mesmo comportamento de uma estereotipias, é a mesma forma de trabalhar o
cérebro hiperisitado, só que com padrões cognitivos diferentes.
▶ Desde o primeiro dia do nosso nascimento o nosso cérebro cria redes neoronais
durante o dia e a noite a gente memoriza. No dia seguinte a gente reativa essas
redes neuronais .O cérebro do neurotípico faz esse processo a vida inteira, o
autista tem redes de preferência que fazem com que se organizem; o que os
responsáveis devem fazer para ajuda-los é usar os interesses restritos, para
começar estabelecer uma relação cognitiva afetiva motora, fazendo assim
aumentar o aspecto do conhecimento.
▶ O importante é não tentar tranformar o autista em uma pessoa neurotípica, se
oferecer aos autistas o espaço e tempo necessário, irão desenvolver como
qualquer outra pessoa dita “normal”.
DIAGNÓSTICO PRECOCE
▶ Diagnóstico precoce não significa a cura, mas a maneira de amenizar os
sintomas; e os benefícios alcançados, podem durar a vida toda.
▶ Se o bebê não emite palavras após a idade considerada máxima é sinal de
alerta aos pais, pois o tempo é precioso quando se trata de autismo, “não
espere aja logo”, pois as janelas de oportunidades da linguagem estão
abertas até os 3 anos de idade, fase próxima a poda neuronal, a intervenção
de forma interdisciplinar é a maneira de estimular várias áreas do cérebro
faz com que o indivíduo possa aproveitar o máximo do seu potencial cerebral
em nível de desenvolvimento neuropsicomotor.
▶ LEI N°13.438/17 Estabelece a obrigatóriedade de aplicação de protocolos
para identificar sinais de autismo a todas as crianças nos seus primeiros 18
meses de vida, o instrumento constituido com a finalidade de facilitar a
detecção, em consultas pediatrica de acompanhamento da criança de risco
para o seu desenvolvimento psíquico.
NEGLIGENCIA COM AUTISTAS NOS ANOS 80
▶ Um passado não tão distante os autistas 
eram tratados de forma cruel, por falta 
de informação e EMPATIA.
▶ As pessoas dentro do TEA são capazes de 
desenvolver qualquer atividade, desde 
que recebam estimulos adequados para o 
desenvolvimento das suas habilidades 
cognitivas psicomotoras.
▶ Os autistas são seres humanos como 
qualquer outro e podem alcançar 
autonomia desde que estejam enseridos 
em ambientes seguros e recebam todos 
os cuidados HUMANIZADOS.
▶ Os autistas , são dotados de sentimentos 
puros e EMOÇÕES!
AUTISMO NÃO É DOENÇA
▶ Autismo é uma condição humana, o cérebro do
autista é completamente diferente do cérebro
do neurotípico. Seus neurônios (células da glia)
são diferente. Funcionam de maneira diferente,
não processam informações de forma organizada.
É um distúrbio no neurodesnvolvimento de base
neural que causa déficit nas esfera: mental
social e emocional.
▶ Portanto a importância dar ênfase aos cuidados
com a atenção a saúde mental, as ralações
sociais e trabalhar para fortalecer as emoções
estabelecendo os vínculos AFETIVO.
▶ Com abordagens adequadas e personalizada (ou
seja cada abordagem deve ser feita
individualizada) porque cada autista é ÚNICO em
seu desenvolvimento.
▶ O AUTISMO é uma incógnita , toda atenção se
faz necessária aos cuidados com autista , com
muita PACIENCIA E AFETO tudo fica BEM!
ALGUMAS TERAPIAS E INTERVENÇÕES
▶ Fonoaudiologia
▶ Psicoterapia
▶ Terapia Ocupacional – Método aires
▶ Terapia Comportamental - ABA
▶ Equoterapia
▶ Musicoterapia
▶ Fisioterapia –Educação Física
▶ Gameterapia
▶ Denver
▶ Protocolo WBMAPP – ABA
▶ PECS – Sistema de Comunicação usando troca de imagens
▶ DIR/FLOORTIME
▶ Protocolo AFLS – Avalia habilidades funcionais vivida
DADOS ESTATÍSTICOS NO BRASIL E MUNDO
▶ Sem estudos estatísticos o Brasilnão sabe quantas pessoas tem
autismo no país, muito menos quantas já tem diagnóstico. Dois
milhões? Não, porque sem levantamento do senso, de dados
estatísticos do IBGE é impossível usarmos dessa afirmativa.
▶ A ONU considera a estimativa global de que aproximadamente 1% da
população pode ter autismo no mundo. Pesquisa para relatório
global de saúde OMS está sendo realizado pelo Instituto ICO Project
e UFRP.
▶ Estudos recentes na prevalência de autismo em relação ao número
oficial dos USA, publicado na JAMA Pediátric dia 5 de julho de 2022
realizado com 12.554 pessoas e dados de 2019 e 2020, revelou um
número de prevalência de autismo, nos Estados Unidos de 1 autista
a cada 30 crianças e adolescentes entre 3 e 17 anos.
Simbolos do Autismo
▶ A cor AZUL representa a incidência 
maior em meninos com autismo que em 
meninas. Para cada 5 crianças 
nascidas, são 4 meninos para 1 menina 
nascida com autismo.
▶ A fita com o quebra cabeça em cores 
diferentes representam a diversidade 
de transtorno que envolve o indivíduo 
dentro do TEA(Transtorno do Espectro 
Autista).
▶ O quebra cabeça (puzzle) – representa 
o mistério e a complexidade do 
autismo, cada peça encaixada 
representa uma autonomia alcançada. 
DISFUNSÃO SENSORIAL NO AUTISMO
▶ A Hipo X Hiper, pessoas autistas com problemas sensoriais apresentam
dificuldade em interpretar e organizar as informações sensoriais do
ambiente. Podem, por exemplo, ignorar um barulho muito alto ou não,
nem responder seu próprio nome e ficar agitada, gritar, bater nos
ouvidos ao ouvir barulho de secador de cabelo, fogos de artifícios ou
latido de um cachorro.
▶ Pode ainda reagir emocionalmente com agressividade ou irritabilidade
ao toque, e apresentar necessidade incomum em tocar nas texturas ou
pessoas...
▶ A pessoa que apresenta Hiperssensibilidade a estímulos sensoriais tem
alterações no comportamento como: Agitação, choros imotivado,
irritabilidade, movimentos estereotipados ou agressividade.
▶ A pessoa que apresenta Hipossensibilidade demonstra comportamento de
passividade, sem reação aos estímulos externo e pouca ou nenhuma
resposta a estímulos como toque, sons, cheiros, sabores e texturas.
CUIDADOS COM ALIMENTAÇÃO DO AUTISTA
▶ Os cuidados com uma criança autista é
desafiador em todos os aspectos, mas
infelizmente não se tem dado a atenção
necessária a SELETIVIDADE ALIMENTAR, uma das
comorbidades da pessoa dentro do TEA.
▶ A alimentação adequada de nutrientes é
importante para o crescimento, contribuir com o
aprendizado aumenta a imunidade e ajuda na
prevenção de doenças. Pessoas com autismo tem
mais sensibilidade SENSORIAL os 7 sentidos são
mais aguçados, por conta disso podem ter
aversão à determinados alimentos evitando-os
drasticamente sem sequer querer prova-los.
▶ Nesses casos procurar URGENTE ajuda;
Integração Sensorial com acompanhamento de
profissional nutricionista.
SELETIVIDADE ALIMENTAR NO AUTISMO
▶ Na maioria das vezes, as crianças com Autismo têm uma alimentação muito
seletiva e são muito resistentes à introdução de novos alimentos na dieta.
Geralmente esta seletividade alimentar está associada ao TPS (Transtorno do
Processamento Sensorial), seletividade alimentar não é frescura. O TPS
Transtorno do Processamento Sensorial é uma comorbidade que afeta 90% dos
autistas, o cérebro não interpreta os estímulos sensoriais que recebem de
maneira eficiente daí a disfunção neural em aceitar determinados alimentos.
▶ Algumas crianças podem ter preferencia por alguns alimentos, mas no autismo
é diferente vem com fobia, com ansiedade, aversão, sinais e sintomas
relacionada a comida a recusa está relacionada a hipersensibilidade ao cheiro,
textura , cor, forma do alimento. A criança com problemas sensoriais tem
dificuldades em interpretar e organizar informações do seu próprio corpo.
▶ A seletividade alimentar no autismo vem com sinais sintomas psicológicos, um
repertório alimentar limitado , com alta frequência em um único alimento.
SEMEANDO EMPATIA
▶ Um autista em “crise” o que fazer ? Nunca
gritar e nem forçar toca-lo durante o colapso,a
menos que a situação ofereça perigo.Tenta
ignorar a crise, não dê atenção direta ao
individuo em colapso, “teatralise”, Isso
mesmo! Invente uma situação leve a atenção
dele(a) para um outro tempo,espaço estart;
fale com você mesmo se for necessário e em
tom firme, por exemplo: exclame!
▶ Ah! Acho que vi um gatinho! o Lorenzo adora
gatos... Tente quebrar a tensão.
▶ Por isso é muito importante que o
acompanhante de um autista, familiar ou
professor conheça os gostos do indivíduo
dentro do TEA.
▶ Vamos semear EMPATIA; que prevaleça o
vínculo AFETIVO.
EXPERIMENTAMOS E LEMBRAMOS 
Aprender está relacionado, dentre outras coisas a um clima
emocional em que o processo de compartilhar saberes
promova o desenvolvimento do indivíduo por meio de
qualidade da relação estabelecida. É importante saber o
universo que essas pessoas (crianças) estão enseridas. A
ansiedade o stress aumenta o cortizol hormônio que acaba
prejudicando os neuronios, é um fator que prejudica o
processo no hipocampo no fortalecimento de sinapses.
Não basta as informações chegarem ao hipocampo, tem que
ter interesse do indivíduo para que ocorra a memorização.
“A forma de aprender está relacionada ao recebimento de
estímulos que captamos pelos nossos sentidos,chamados
canais sensoriais.” 90% dos autistas são acometidos de
sensibilidade extrema em suas funções sensoriais, a disfunção
sensorial está sendo usada como critério para diagnóstico do
TEA.
TODOS APRENDEM
As pessoas com autismo têm um modo diferente de
aprender, organizar e processar as informações. Para
respeitar estas diferenças, elas precisam de ambientes
estruturados e organizados, cabe ao educador elaborar
estratégias para adequar o ensino aprendizagem.
Os alunos aprendem de formas diferentes e, por isso, um
único método não é o ideal para todos e se faz
indispensável adotar diversas estratégias de aprendizagem
a serem usadas de acordo com a necessidade de cada um
deles.
O estudante aprende melhor quando é altamente
estimulado, quando é despertado o interesse.
Ensinar não é transferir conhecimento, mas possibilidades
para sua própria produção e construção. Devemos
estabelecer o vínculo AFETIVO com o autista SEMPRE, os
aprendizes com TEA precisam se sentir seguros para que
possam desenvolver suas habilidades psicomotoras e a
neurociência aliada a educação nos ajuda a entender essa
complexidade a nível cerebral.
Neurociência Aliada à Educação
A neurociência é uma ciência nova que trata o
desenvolvimento químico, estrutural, funcional,
comportamental, cognitivo, molecular e celular do SNC.
O cérebro e a mente possuem uma infinidade de
possibilidades que precisam serem potencializadas e
desenvolvidas.
A neurociência aplicada a aprendizagem dos conteúdos
escolares vêm promovendo um diálogo entre a ciência e a
sistematização pedagógica educacional, e com isso torna-
se como referência a ciência da aprendizagem.
A neurociência, não é uma teoria e nem uma tendência
pedagógica. É um estudo científico de como o cérebro
pode aprender melhor e guardar saberes.
E quando alíada com a Educação, promove caminhos
para o professor tornar-se um mediador do como ensinar
com qualidade através de recursos pedagógicos que
estimulem o aluno a pensar sobre o pensar.
MARTA RELVAS
Marta Relvas é Neurocientista, autora e Professora
Universitária, atua na area de aplicação da Neurociência na
aprendizagem, tem 8 livros públicados que nos auxiliam. São
obras de línguagem simplificada de fácil compreensão para
todo leitor que se interresar em entender as funções do
cérebro, essa misteriosa máquina que controla a razão e
emoção.
“Aprendemos com a cognição, mas sem dúvida alguma
aprendemos pela emoção, o desafio do professor é unir
conteúdo coerrentes, desejos,curiosidades e AFETO para uma
prazerosa aprendizagem.”
O professor, a família e a escola precisambuscar uma forma
de harmonizar essa manifestação, é por meio dessas
expressões afetivas que o educador comprometido e atento
cria um olhar crítico e busca pistas para o entendimento das
“incapacidades e limitações.”
Máquina de aprender
O processo de ensino e aprendizagem, devem se excitar e, ao
mesmo tempo minimizar a excitação, dentro do que se pretende
atingir para não perder o foco.
“O cérebro tem um mecanismo que esvazia a si mesmo para
aprender mais”.(Relvas)
O cérebro é capaz de se modificar. A aprendizagem está
diretamente ligada ao desenvolvimento do cérebro de acordo
com os estímulos do ambiente conforme a plasticidade cerebral,
a ação e a capacidade de aprender não para, no máximo diminui
a intensidade, de acordo com os estímulos que recebem.
A plasticidade cerebral é a capacidade que o cérebro tem em se
remodelar em função das experiências do sujeito, reformulando
as suas conexões em função das necessidades e fatores do
ambiente.
Todos alunos podem aprender. Isto tem se tornado cada dia
mais claro, porém a aprendizagem de cada um é diferente,
acontece em tempos e etapas diferentes e se desencadeia a
partir de estímulos diferentes.
EDUCAÇÃO COM AFETO
▶ A Neurociência não é uma fórmula 
pronta para ser aplicada a 
pedagogia, mas é capaz de 
promover olhares diferenciados 
para que os educadores possam 
compreender melhor a 
aprendizagem do aluno em sua 
singularidade, no universo da 
pluralidade que é a sala de aula.
▶ Aprender e ensinar é uma relação 
cognitivo-afetiva.
▶ “Com Afeto e Paciência as peças 
se encaixam.”
Professor, Profissão desafiadora!
▶ Talvés seja a mais desafiadora de todas as profissões, porque ela carrega a
responsabilidade do ensino, do transmitir o conhecimento é através dela que
surge todas as outras profissões. E, quando o ensino não ocontece; ocorre o
desgaste emocional de todos envolvidos: professores, famílias e alunos.
▶ O que tem acontecido em sala de aula: alunos desmotivados e professores
desamparados, é exatamente a atual realidade nas escolas. O professor de sala
regular não recebeu formação “instrução” para ensinar alunos com deficiência,
com limitações fisícas,mentais, intelectuais ou sensoriais.
▶ É preciso fortalecer a formação dos professores e criar uma boa rede de apoio
entre alunos, escola , famílias e profissionais de saúde que atendem os alunos
com deficiência.
▶ Para Vygotski, “antes de compreendermos o funcionamento cognitivo, é
preciso entender o aspecto emocional.” Os dois processos são uma unidade: o
afeto interfere na cognição e vice e versa.
▶ A Neurociência baseia-se exatamente em uma integração entre corpo, mente,
meio social e desejo. Potencializar esses fatores é, que é a função do
educador.
A primeira infância
O aprendizado da leitura e da escrita não começa na sala
de aula na alfabetização, são nas brincadeiras. Leitura
escrita requer um alicerce de vivências anteriores.
As habilidades psicomotoras, na primeira infância,
precisa do brincar.Estimular memória afetiva!
As equipes multidisciplinares e interdisciplinares só tem
sucesso quando agem de forma integrada:família, aluno e
a escola, desenvolvendo a educação tripé.
A brincadeira é o trabalho da criança. Talvez seja a
maneira mais eficaz de aprenderem habilidades para o
resto da vida e/ ou descobrirem quais as suas
verdadeiras capacidades cognitivas, afetivas, emocionais
e sociais.
Toda Criança aprende, com deficiência ou sem! O
aprendizado é individual é preciso estar atento nas areas
do desenvolvimento de cada um.
Estimulando o aprender, aprender a 
conviver
A melhor escola não é aquela que transmite conteúdos
densos e de repetição, mas é aquela que promove o
pensar sobre o pensar, que permite questionamentos e
dúvidas, a aula não precisa ser realizada somente
dentro da sala de aula.
Permita um passeio ao ar livre para observar os
pássaros, os insetos, os animais, as árvores, etc.
Reconheça que os saberes são múltiplos e que o
potencial de cada um é o resultado da interação,
sensibilidade e oportunidades.
O cérebro só assimila as informações por meio de
recursos metodológicos atraentes, instigantes,
contextualizados e aplicados ao dia a dia.
DIFICULDADES NO APRENDER
▶ O aprendizado é individual, 
ninguém aprende igual, mesmo 
que não tenha lesão na área de 
aprendizado, a menos que a 
criança tenha lesão no hipocampo. 
Não tentar comparar uma criança 
com a mesma patologia o cérebro 
surpreende.
▶ É importante conhecer a natureza 
de cada transtorno, de cada 
deficiência, a dislexia tem 
problema na mesma estrutura, na 
mesma área tanto quanto TDAH 
ou autismo? quanto mais 
informação tiver desses 
transtornos, das necessidade 
educacionais de cada aluno, 
melhor será o acesso a essa 
criança, é importante saber o que 
faz sentido para o aluno, para que 
possa dispertar o interesse e assim 
ocorrer o aprendizado.
SOMOS TODOS “ÚNICO”
▶ Estimular a inclusão é aceitar e incentivar que haja diversidade –
de gostos, pensamentos, raças, culturas, habilidades, etc… É
preciso que compreendamos que todas as nossas crianças
possuem suas características particulares, interesses próprios,
habilidades e necessidades de aprendizagem diferentes umas das
outras. E isso vale para crianças com ou sem deficiência.
▶ Somos todos únicos e por isso precisamos ser tratados como tais.
▶ No Coletivo Inclusão buscamos repercutir o conhecimento e
buscar cada vez mais pessoas engajadas em garantir os direitos e
qualidade de vida de quem tem deficiência. A Declaração de
Salamanca (1994) determinou que todas as crianças com
deficiência tenham acesso à educação e acesso regular à escola,
que por sua vez deve ser capaz de inseri-la num modelo
pedagógico apropriado que satisfaça às suas necessidades e
promovam chances democráticas de aprendizagem.
FALANDO DE INCLUSÃO
▶ Para crianaças com necessidades educacionais especiais uma rede
contínua de apoio deveria ser providenciada, com variação desde
ajuda mínima na classe regular até programas adicionais de apoio à
aprendizagem dentro da escola e expandindo, conforme necessário, a
provisão de assistência dada por professores especializado e pessoal
de apoio externo ( Declaração de Salamanca 1994)
▶ Educação Inclusiva é uma resposta inteligente às demandas do mundo
conteporâneo.
▶ Ao refletir sobre a abrangência do sentido e do significado do processo
de educação inclusiva, estamos considerando a diversidade de
aprendizes e seus direito a equidade. Trata-se de equiparar
oportunidades, garantindo-se a todos inclusive às pessoas em situação
de deficiência e aos de alta habilidades/superdotados, o direito de
aprender a aprender, aprender a fazer,aprender a ser e aprender a
conviver.
POLITICAS PÚBLICAS EFETIVA JÁ!
Nos últimos anos tem se falado muito sobre
autismo; A sociedade, está mais atenta e o
nosso I Simpósio de Politicas Publicas de
Inclução Efetiva dos autistas em MT,mostrou o
quanto a população busca por informações.
Precisamos de Politicas Pública na Saúde e
Educação URGENTE, não tem mais como
esperar. A comunidades autística pede por
SOCORRO! O autismo seja ele: Leve, moderado
ou severo, nível 1,2 ou 3 de suporte, TODOS
são autistas e precisam de apoio.
É importante que a informação seja difundida
porque independente do grau cada indivíduo
tem suas particularidades, especificidades, que
precisam ser respeitada diante das limitações
de cada um, que é “ÚNICO”.
Minha descendência 
▶ MEU TUDO
PRÁTICAS E VIVÊNCIAS EXPERIMENTADAS
O autismo não é bonito, não é fácil de lidar, nós quanto mãe precisamos decidir se 
vamos deixar as coisas acontecerem ao acaso, ou se vamos nos posicionar para que 
realmente as Leis saiam do papel, para que ocorra a tão sonhada INCLUSÃO. O autismo 
tornou uma questão de calamidade pública. Eu decidi ir, eu decidi lutar pelos direitos do 
meu filho, por DIGNIDADE qualidade de vida e cada dia vencencendo com a graça de 
Deus as batalhas diárias.
Me tornei militanteativista na causa, desde então estudo essa complexidade a nível 
cerebral. É preciso “contemplar” entender, compreender as limitações, as particularidades 
de cada um , para poder ajudar (mediar a situação) - Meu filho, meu MUNDO hoje temos 
diálogo.
Contato Juliana Fortes (65) 9 9306 1219 – 9 8121 9588 
Instagram: @juliana.fortes17 
Referências: Revista Autismo – https://genialcare.com.br - Parent guide: Therapies for 
autistic – https://psicomotrecidade.com.br - Fichamento dos livros: Sob o Comando do 
Cérebro , Neurociência e Transtornos da Aprendizagem , Que cérebro é esse que 
chegou na Escola (Marta Pires Relvas) NeuroSaber – NeuroConecta – Academia do 
Autismo.
https://genialcare.com.br/
https://psicomotrecidade.com.br/

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