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Biologia-02-Moderna-Plus-(com-respostas)-355-357

Trecho de capítulo sobre características gerais dos animais; descreve tipos de simetria (esférica, radial, bilateral), organização do sistema nervoso e cefalização, e categorias de cavidades corporais: acelomados, pseudocelomados e celomados.

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Outro tipo de simetria é a bilateral, em que um único plano — denominado plano sagital — di-
vide o objeto em metades simétricas. O corpo humano, por exemplo, apresenta simetria bilateral; 
o único plano de simetria possível é o plano sagital, que divide o corpo nas metades esquerda e 
direita. (Fig. 9.13)
I
Figura 9.13 Exemplos de 
simetria. A. Simetria esférica. 
B a F. Simetria radial. 
G a I. Simetria bilateral.
A B C
D
G
H
E
I
F
CNiDÁRiO
ANELíDEO
MOLUSCO
PLATELMiNTO
ARTRÓPODE
MAMíFERO
Rede nervosa 
difusa
Gânglios 
cerebrais
Cordão 
nervoso
Gânglio 
cerebral
Cordão nervoso 
ganglionar ventral
Nervos
Gânglios 
cerebrais 
(cérebro)
Encéfalo
Medula 
espinal
Cordão nervoso 
ganglionar ventral
Gânglios 
cerebrais
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Figura 9.14 Representações esquemáticas da organização do sistema nervoso (em roxo) em 
diversos grupos animais. Cnidários têm sistema nervoso difuso; nos platelmintos, as células 
nervosas concentram-se na região anterior do corpo, formando gânglios cerebrais dos quais 
partem dois cordões nervosos. Animais mais complexos possuem gânglios cerebrais bem 
desenvolvidos ou um encéfalo na região da cabeça, ao qual se conectam os principais órgãos 
dos sentidos. (Imagens sem escala, cores-fantasia.)
Não há animais com simetria esférica. A simetria radial ocorre em poucas esponjas (a maioria 
possui corpo assimétrico), em cnidários (águas-vivas, anêmonas-do-mar e corais) e também nas 
formas adultas de equinodermos (ouriços-do-mar, estrelas-do-mar etc.). Animais com simetria 
radial não têm cabeça nem cauda; não têm lado direito nem lado esquerdo; não têm dorso nem 
ventre. Seu eixo corporal vai da região da boca, chamada região oral, à região oposta, chamada 
região aboral. Muitos dos animais radialmente simétricos são sésseis, isto é, vivem fixados a 
objetos, e costumam ter movimentos lentos.
Todos os outros animais têm simetria bilateral, que define um tipo de organização corporal 
bem mais complexo. Animais bilateralmente simétricos têm região anterior e posterior, lado es-
querdo e lado direito, região ventral e região dorsal. Por estar associada à movimentação ativa e 
direcionada, a simetria bilateral é característica de animais que nadam, cavam, rastejam, voam 
ou andam ativamente.
Os equinodermos, apesar de apresentarem simetria radial na fase adulta, têm formas jovens, 
as larvas, bilateralmente simétricas. Essa e outras características sugerem que os ancestrais dos 
equinodermos eram animais bilaterais e que a simetria radial das espécies atuais é secundária, 
tendo evoluído como resultado de uma adaptação ao modo de vida de se arrastar pelo fundo 
dos mares (bentônico).
3 Cefalização
Animais dotados de simetria bilateral movimentam-se com uma das extremidades do corpo 
voltada para a frente. Essa parte, definida como região anterior, é a primeira a entrar em contato 
com o alimento, com fatores estimulantes e também com o perigo.
Ao longo da evolução dos animais, os principais órgãos sensoriais e as células nervosas respon-
sáveis pelo processamento da informação captada por esses órgãos tenderam a se concentrar 
na região anterior do corpo. Esse processo, conhecido como cefalização, levou à diferenciação 
da cabeça. Filos com representantes dotados de cabeça bem diferenciada são os dos moluscos, 
dos anelídeos (poliquetos), dos artrópodes e dos cordados. (Fig. 9.14)
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4 Cavidades corporais
Relembre que, com exceção dos poríferos e dos cnidários, os animais podem ser acelomados 
(platelmintos), pseudocelomados (nematódeos) e celomados (moluscos, artrópodes, equinoder-
mos e cordados). Os cientistas admitem que a presença de uma cavidade corporal interna traz 
diversas vantagens ao animal, como facilitar a distribuição de substâncias para as células e a 
eliminação das excreções, entre outras. Por exemplo, os nutrientes absorvidos pela parede da 
cavidade digestória de uma lombriga distribuem-se no líquido pseudocelômico, por onde chegam 
às diversas células do corpo. As substâncias excretadas pelas células da lombriga, por sua vez, 
difundem-se no líquido pseudocelômico e daí são eliminadas. Em animais mais complexos, essas 
funções geralmente são realizadas pelo sistema circulatório.
Outro papel importante desempenhado pelo celoma em muitos animais é a acomodação 
e a proteção de órgãos internos. No interior da cavidade celômica, os órgãos podem crescer e 
movimentar-se com maior facilidade. Nosso coração, por exemplo, localiza-se no interior da câ-
mara pericárdica, que nada mais é que uma cavidade celômica; o pericárdio é uma membrana de 
origem mesodérmica. Dentro da cavidade pericárdica a movimentação do coração ocorre mais 
livremente, sem interferência de outros órgãos.
Além dessas funções, a presença de uma cavidade corporal cheia de líquido dá sustentação 
ao animal e pode funcionar como esqueleto, como veremos mais adiante no item referente a 
sistemas esqueléticos.
5 Segmentação corporal ou metameria
A metameria, ou segmentação corporal, está presente em anelídeos, artrópodes e cordados 
e consiste na organização do corpo em segmentos iguais ou semelhantes, os metâmeros, que 
se repetem ao longo do comprimento. Na minhoca, com exceção do segmento cefálico, onde se 
localiza a boca, todos os segmentos do corpo são muito semelhantes entre si. Cada metâmero 
contém musculatura e compartimentos celômicos independentes, com um par de órgãos excre-
tores (nefrídios) e centro de controle nervoso (gânglio nervoso) próprios.
Além dos anelídeos, a metameria também é encontrada em artrópodes e cordados, incluindo 
nossa própria espécie. A segmentação corporal pode ser vantajosa; por exemplo, uma muscula-
tura organizada em pacotes musculares capazes de se contrair independentemente garante ao 
corpo maior flexibilidade e variedade de movimentos. (Fig. 9.15)
Gânglio 
cerebral
Gânglio 
ventral
Vaso 
ventral
Nefrídio
Tubo 
digestório
Vaso 
dorsal
Metâmero
Figura 9.15 Representação esquemática da organização metamérica do 
corpo de um anelídeo. (Imagem sem escala, cores-fantasia.)

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