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Atuação do Enfermeiro Obstetra

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ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO OBSTETRA NO ALIVIO DA DOR DURANTE O 
TRABALHO DE PARTO 
PERFORMANCE OF THE OBSTETRIC NURSE IN PAIN RELIEF DURING LABOR 
 
 
Daniele Crispim Farias Serra1 
Marilza Rocha de Araújo¹ 
Wenderson Cruz da Silva2 
 
RESUMO 
 
Introdução: O parto normal é a maneira natural de promover a fertilidade. No 
entanto, a dor e a ansiedade impedem muitas mulheres grávidas de escolher um 
parto normal. Objetivo: reduzindo assim os níveis de tensão e estresse e tornando o 
processo o mais fisiológico possível. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo 
utilizando os métodos da Revisão Integrativa da Literatura onde foram utilizados 
artigos científicos das bases de dados Scientific Electronic Library Online (Scielo) e 
Literatura Latino- Americana em Ciências da Saúde (LILACS). Resultado: 
Selecionou-se 18 artigos dos quais emergiram 3 categorias Enfermeiro obstetra”, 
“Métodos não farmacológicos” e “Parto”, Conclusão: Pode-se identificar a 
importância da assistência humanizada no trabalho de parto e parto e a atuação das 
enfermeiras obstétricas por meio da utilização de métodos não farmacológicos de 
alívio da dor para proporcionar maior segurança e conforto à parturiente e contribuir 
para seu empoderamento e protagonismo. 
 
Palavras chave: “Enfermeiro obstetra”; “Métodos não farmacológicos”, “Parto”. 
 
 
ABSTRACT 
 
Introduction: Normal birth is the natural way to promote fertility. However, pain and 
anxiety prevent many pregnant women from choosing a normal delivery. Purpose: 
thus, reducing tension and stress levels and making the process as physiological as 
possible. Methodology: This is a descriptive study using the methods of the 
Integrative Literature Review where scientific articles from the Scientific Electronic 
Library Online (Scielo) and Latin American Literature in Health Sciences (LILACS) 
databases were used. Result: 19 articles were selected, from which 3 categories 
emerged: Obstetric nurse”, “non-pharmacological methods” and “Birth”, Conclusion: 
It is possible to identify the importance of humanized assistance in labor and delivery 
and the performance of obstetric nurses by through the use of non-pharmacological 
pain relief methods to provide greater safety and comfort to the parturient and 
contribute to her empowerment and protagonism. 
 
Keywords: “Obstetric nurse”; “non-pharmacological methods”, “Birthbirth”. 
 
 
 
 
1 Acadêmicas da Pós Graduação de Enfermagem em Ginecologia e Obstetrícia. 
² Mestre em Educação e Ensino de Ciência Na Amazônia – Universidade do Amazonas. 
 
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1. INTRODUÇÃO 
 
O parto normal é a maneira natural de promover a fertilidade. Pode ser visto 
como um método mais seguro do que a cesariana, com menor tempo de internação 
para a mãe. No entanto, a dor e a ansiedade impedem muitas mulheres grávidas de 
escolher um parto normal. Embora a fisiologia desempenhe um papel no trabalho de 
parto, a experiência materna de dor vem de várias fontes além da dilatação cervical, 
como o ambiente de parto e suas experiências anteriores, bem como aspectos 
psicossociais e as condições da gravidez (MASCARENHAS, 2019). 
O nascimento de um filho é um evento emocionante para os pais e familiares, 
um momento único vivenciado pelas mulheres e traz consigo múltiplas experiências 
que criam memórias de natureza psicológica que podem ser transformadas em bons 
ou maus momentos dependendo da situação. cuidados prestados. Foi um momento 
de dor, paixão, alegria, e o entrelaçamento dos sentimentos vivenciados levou o 
Sistema Único de Saúde (SUS) a buscar ajuda qualificada para a parturiente por 
meio da humanização e implementação de medidas voltadas para a geração de 
lembranças positivas do momento (PEREIRA, 2020). 
Nessa perspectiva, o uso de uma abordagem humanizada é fundamental e 
deve ser estimulado por meio de métodos não medicamentosos, como, por exemplo, 
a liberdade de adotar diferentes posturas e posições, caminhar, respirar ofegante e 
ritmicamente, tomar banho, relaxar, massagear, etc. reduzindo assim os níveis de 
tensão e estresse e tornando o processo o mais fisiológico possível (KLEIN, 2022) 
O apoio familiar à mulher durante o parto muitas vezes não é respeitado pelos 
profissionais de saúde, mas ter um companheiro é um direito garantido pela Lei do 
Título-família-recém-nascido. As instituições de saúde estimulam o toque humano 
por meio de normas e estatutos e portarias que visam à melhoria da qualidade do 
atendimento (MARINS, 2020). 
As ações preconizadas pelas políticas de pré-natal, parto e nascimento em 
todo o sistema único de saúde devem garantir às mulheres os benefícios dos 
avanços científicos, permitir e estimular fundamentalmente o exercício da cidadania 
feminina, resgatar a autonomia da mulher no processo de vida e parto, garantir a 
privacidade, o fácil acesso à aconselhamento e inspeções, informações e programas 
benéficos comprovados. Evitando-se intervenções desnecessárias, compartilhe 
decisões sobre comportamento com as gestantes e construa relacionamentos 
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baseados em princípios éticos, sociais e profissionais. Com o objetivo de humanizar 
a assistência, o Ministério da Saúde instituiu a Política de Humanização do Pré-Natal 
e Parto (PHPN) de acordo com as leis e regulamentações (CAMACHO, 2019). 
Diante da assistência humanizada ao parto, o papel da enfermagem exige 
que os profissionais sejam imparciais, prestem serviços sem prejuízos e minimizem 
a intervenção em sua prática. Respeito, solidariedade, apoio, orientação e incentivo 
são fatores que demonstram o cuidado e a importância da assistência humana do 
profissional. A relação entre enfermeiro e paciente precisa ser dinâmica para que o 
conhecimento do paciente seja integrado ao conhecimento científico e sua 
autonomia seja mantida (SOUZA, 2021). 
Para abordar esse tema, este estudo tem como objetivo analisar a promoção 
da assistência humanizada ao parto na institucionalização do parto, por meio da 
revisão 
 
2. REFERENCIAL TEÓRICO 
 
As enfermeiras são especialistas no cuidado das pacientes, e para as 
gestantes, as enfermeiras obstétricas prestam acolhimento e assistência integrados 
para prepará-la para o pré-natal, parto e puerpério. A Lei do Exercício Profissional nº 
7.498, de 25 de junho de 1986, garante a autonomia do profissional enfermeiro 
obstetra para a realização do parto normal sem distócia, sendo que, em caso de 
intercorrências, cabe ao profissional cuidar da parturiente até a chegada do 
enfermeiro obstetra ao médico (DE MOURA, 2021). 
Devido ao alto índice de cesariana, vários procedimentos desnecessários e 
falta de humanização, foi e ainda é uma ocorrência frequente, sendo que o 
Ministério da Saúde incentiva o parto natural por meio de campanhas publicitárias; e 
a taxa de cesárea determinada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) está em 
10% a 15%, porém essa realidade é maior na população mundial, inclusive no 
Brasil, que é considerado um dos recordistas de partos cesáreos (SANTOS, 2020). 
Por esta razão, métodos analgésicos não medicamentosos para o parto 
natural surgiram e agora são considerados uma opção, como uma alternativa aos 
medicamentos sempre que possível. Uma abordagem não-farmacêutica que visa 
enfatizar o parto natural como o maior evento da feminilidade, além de reduzir o uso 
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exagerado de drogas, também deve colocar a mulher e o feto no centro das 
atenções (MARINS, 2020). 
 
1.1. Trabalho de parto 
 
Parto (PT) é o conjunto de alterações fisiológicas (aumento da força e 
frequência das contrações uterinas levando à dilatação gradual do colo do útero e 
diminuição da apresentação do feto) que ocorrem ao longo de um período de tempo 
e visam o nascimento do feto. No entanto, o processo de trabalho de parto e parto 
se estende muito além do aspecto físico, sendo o parto cercado por alterações 
mecânicas e hormonais que provocam contrações uterinas que levam à dilatação do 
colo do útero e diminuiçãoda apresentação fetal (CAMACHO, 2019). 
Tem significados únicos e diferentes na vida das mães e suas famílias. 
Portanto, a dor que uma mulher sente durante o trabalho de parto pode ser 
influenciada por vários fatores, incluindo: Cultura, ansiedades, medos, preparação 
para o parto e apoio durante o processo. Nesse momento, podem ser observados 
diferentes comportamentos que variam de acordo com cada mulher. Ao contrário de 
outras sensações de dor, a dor do parto não está relacionada à patologia, mas a 
experiências geradoras de vida (DA SILVA, 2019). 
 
1.2. Dor no parto 
 
A dor no trabalho de parto é um dos principais motivos pelos quais as 
mulheres relutam em dar à luz naturalmente, os métodos não farmacêuticos 
visam aliviar a dor e trazer a cultura do parto natural a partir da madeira 
humanizada. A dor é interpretada de forma diferente pelas gestantes, 
influenciada por diversos fatores como: cultura, cansaço, frio, fome, solidão, 
desamparo social e emocional, ansiedade, medo e experiências traumáticas 
anteriores. Embora seja uma sensação desagradável, representa um dos 
principais sinais de que o trabalho de parto está começando (SOUSA, 2021). 
 
1.3. Humanização da Assistência ao Parto 
 
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A humanização é um gesto de respeito à humanidade, com foco na essência 
humana, na singularidade, na totalidade e na subjetividade; facilita e motiva a mulher 
a participar ativamente como cidadã (MIELKE, 2019). 
Embora o termo humanização tenha sido incorporado à política de saúde, o 
termo tem diferentes significados, percepções e significados em vários campos do 
conhecimento e da prática de intervenção, dependendo dos diferentes 
posicionamentos ou papéis de quem a ele se refere, independentemente de ser 
líderes, políticas decisores, profissionais de saúde, movimentos sociais organizados 
ou usuários (DE MOURA SANTOS, 2021). 
Há também um conteúdo importante do termo humanização, que é questionar 
a prática sanitária de intervenção excessiva, muitas vezes considerada desumana e 
que desconhece a importância da condição física de vida e do suporte emocional 
nos cuidados de saúde (BIGARAN, 2021). 
Enfatizar a humanização do trabalho de parto e parto é um passo importante 
para aumentar a autonomia e o poder de decisão da mulher, o que acabará por levá-
la a uma relação menos autoritária e mais solidária no seu engajamento com os 
profissionais de saúde, impactando efetivamente no bom desenvolvimento do 
trabalho de parto e da saúde da mulher e da criança (DE ALMEIDA, 2021). 
 
1.4. Uso de medidas não farmacológicas para alívio da dor no trabalho de 
parto 
 
Os métodos não medicamentosos são considerados métodos não invasivos 
utilizados como estratégias para reduzir a dor materna durante o trabalho de parto. 
Essas são as habilidades usadas para tornar o parto o mais natural possível, 
resultando em menos intervenções, menos cesáreas desnecessárias e 
administração de medicamentos (DE SOUZA, 2021). 
 
1.4.1. Hidroterapia 
Refere-se a um banho de imersão ou spray. A hidroterapia funciona 
revertendo os efeitos negativos da ansiedade e da dor e promovendo a resposta de 
relaxamento. A água morna proporciona uma estimulação confortável dos nervos da 
pele, o que promove a vasodilatação e reverte a resposta simpática. As 
recomendações para iniciar a hidroterapia são com a cliente em trabalho de parto 
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ativo (>5 cm de dilatação) para evitar a lentidão das contrações do trabalho de parto 
secundárias ao relaxamento muscular (BIGARAN, 2021). 
 
1.4.2. Deambulação e mudanças de posição 
São medidas de conforto muito úteis e ajudam a acelerar o trabalho de parto, 
acrescentando os benefícios da gravidade e alterando a forma da pelve. Os 
exercícios de relaxamento visam reduzir a ansiedade e a tensão muscular, 
acalmando a mente e relaxando os músculos, com uma série de exercícios 
destinados a relaxar diferentes grupos musculares, especialmente os músculos 
perineais e pélvicos; concebidos para permitir que as mulheres identifiquem as 
partes do corpo e como se sentem, especialmente é a diferença entre relaxamento e 
contração (CAMARGO, 2019). 
 
1.4.3. Aromaterapia 
Esta é uma alternativa ao uso de botânicos na forma de óleos essenciais, que 
podem ser usados durante o parto e pós-parto e, embora não seja certo, parece 
estimular no corpo substâncias relaxantes que produzem relaxamento e bem-estar.A 
massagem é uma técnica realizada nas costas, pés, cabeça, ombros e mãos; relaxa 
os músculos. É uma técnica simples, de baixo custo, que associada à respiração, 
mudança de posição e deambulação, pode ser de grande valia no processo de 
nascimento, podendo ser aplicada até mesmo pelo acompanhante (DE ALMEIDA, 
2021). 
 
1.4.4. Musicoterapia 
É usado como uma distração que não alivia a dor, mas produz uma 
estimulação agradável do cérebro que distrai a mãe da sensação de dor; a música é 
barata de usar e fácil de aplicar, E é uma forma não invasiva e não medicamentosa 
de cuidado. As técnicas respiratórias associadas ao relaxamento muscular são 
técnicas simples que garantem a participação ativa e o autogerenciamento da dor 
durante o trabalho de parto. O controle da respiração envolve a construção do 
reflexo condicionado de que a contração/respiração deve ser feita inspirando e 
expirando profundamente no início de cada contração antes de iniciar a série de 
respirações superficiais usadas durante a contração (KLEIN, 2022). 
 
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1.4.5. Bola de parto 
É um auxílio que favorece o desenvolvimento do trabalho de parto como 
estratégia para aliviar a dor, permitindo a mudança de decúbito, reduzindo as 
sensações dolorosas das contrações uterinas e estimulando os movimentos 
espontâneos e inusitados; utilizando a bola de parto como apoio durante as 
contrações, A maioria das mulheres experimenta uma melhor sensação de controle 
e movimento ativo do que apenas deitado, e também pode ser associado ao banho. 
O uso da eletroestimulação transcutânea inclui um método de alívio da dor que 
estimula o sistema opioide endógeno por meio do uso de eletrodos fixados na pele. 
No entanto, os autores demonstraram que o uso de eletrodos durante o trabalho de 
parto causava desconforto e desconforto materno, sendo seu uso muitas vezes 
interrompido (MAFFEI, 2021). 
 
2.2 ENFERMEIRO OBSTETRA 
 
Regulamentando o Exercício da Enfermagem a Lei nº 7.498 de 25 de junho 
de 1986, Art. 11, II, descreve algumas das competências do enfermeiro como 
integrante da equipe multiprofissional de saúde são: assistir gestantes, puérperas e 
puérperas, acompanhar e desenvolver a força de trabalho; participando da 
Obstetrícia e partos normais e não distócicos (DE CASTRO, 2020). 
Nesse contexto, destaca-se a atuação da equipe de enfermagem como 
principal meta para a redução da violência obstétrica, mostrando que sua 
capacitação direta nas fases clínicas do pré-natal, parto e puerpério possibilita à 
mulher e sua família uma assistência integral e humanizada (SILVEIRA, 2022). 
 
3. METODOLOGIA 
 
A metodologia utilizada foi a Revisão Integrativa da Literatura, a qual é um 
procedimento de pesquisa que permite a averiguação, classificação crítica e a 
consolidação de uma síntese abordando os resultados complacente sobre o tema 
em questão, a fim de acumular e exibir algo resumido, contudo, abastado de um 
demarcado tema, de maneira sistemática. Para o desenvolvimento desta revisão, 
seis passos serão explicados, a saber: Identificação do tema e estabelecimento do 
problema; Seleção da amostra; Categoria dos estudos; Análise dos resultados; 
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Exposição e discussão dos resultados; e a Exposição da revisão (BOGOLIN, 2020). 
Tendo como critérios de inclusão, estiveram analisados determinados artigos 
primários que dizem respeito à temática “ENFERMEIRO OBSTETRA”, “METODOS 
NÃO FARMACOLOGICOS” e “PARTO”, indexados nas bases de dados da Literatura 
Latino Americana e do Caribe em Ciênciasda Saúde (LILACS), Medical Literature 
Analysisand Retrieval Systems Online (MEDLINE) e Sci Verse SCOPUS, publicados 
no período de 2018 a 2023, na língua portuguesa. 
 
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
Métodos analgésicos não medicamentosos devem ser explorados e 
introduzidos no trabalho de parto, pois são mais seguros e requerem menos 
intervenção. Entre os principais tratamentos alternativos não medicamentosos 
podemos incluir: hidroterapia, caminhada e mudança de decúbito, exercícios de 
relaxamento, aromaterapia, massagem, musicoterapia, técnicas respiratórias, 
bolas de parto, eletroestimulação transcutânea e acupuntura (SILVEIRA, 2022). 
Enfermeiras obstétricas são geralmente responsáveis por assistir uma 
nova mãe e seu feto. Sua segurança depende da capacidade dos enfermeiros de 
reconhecer anormalidades, fazer julgamentos clínicos sólidos e buscar 
orientação médica ou agir em situações de emergência. Da mesma forma, esse 
profissional precisa ser capaz de determinar as necessidades físicas e 
emocionais da parturiente durante o trabalho de parto, que muitas vezes é longo 
e tedioso. Algumas ações que os enfermeiros devem tomar incluem: medidas de 
conforto, apoio emocional, informações e instruções (MAFFEI, 2021). 
Abordando esse fator, assistência humanizada durante o parto, respeito aos 
direitos da mulher e da criança, procedimentos baseados em evidências científicas, 
uso de métodos analgésicos não medicamentosos, maior autonomia laboral da 
mulher no puerpério, buscando diminuir a dor, a tensão e o estresse para fazer o 
processo o mais natural possível. Essa prática reduz a dor das contrações uterinas, 
aumenta o bem-estar materno e beneficia os resultados obstétricos, portanto, as 
mulheres grávidas são mais contribuintes, pois estimam seu senso de domínio e o 
que ganham com o exercício ativo da dor (DE ALMEIDA, 2021). 
 
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5. CONCLUSÃO 
 
Pode-se identificar a importância da assistência humanizada no trabalho de 
parto e parto e a atuação das enfermeiras obstétricas por meio da utilização de 
métodos não farmacológicos de alívio da dor para proporcionar maior segurança e 
conforto à parturiente e contribuir para seu empoderamento e protagonismo. No 
cenário estudado, o procedimento de inserção por uma enfermeira obstétrica 
mostrou-se benéfico. O estudo sugere que o cuidado da enfermeira na assistência 
obstétrica reforça sua responsabilidade na defesa da assistência humanizada 
durante o parto. As enfermeiras obstétricas têm uma experiência positiva com sua 
formação teórico-prática no Programa de Residência em Enfermagem Obstétrica e 
sentem segurança e confiança na prática profissional 
Além disso, são capazes de implementar e reorganizar modelos assistenciais 
para contribuir com a transformação ideal da sala de parto por meio da autonomia, 
colaboração e assistência de qualidade. 
Notavelmente, as enfermeiras obstétricas, com base em seus conhecimentos, 
estavam cientes da necessidade de mais pesquisas sobre métodos analgésicos não 
medicamentosos e mencionaram a necessidade de atualizar continuamente sua 
prática, pois o reforço e o reconhecimento ao longo dos anos têm uma equipe de 
enfermeiras permanentemente estabelecida. 
 
6. REFERÊNCIAS 
 
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