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FACULDADE DE DIREITO DO SUL DE MINAS BACHARELADO EM DIREITO Bárbara Moon Benitte Macedo Diniz Brendha Gabrielly de Almeida Enrico Fleming Dona Heloísa Fagundes da Silva João Gabriel Aparecido Belizário Marques Liandra Ribeiro Rodrigo Loures Mendes Duarte Sophia de Assis Silva Vinícius Heleno Santos de Assis JUSTIÇA DO TRABALHO DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO, DOS TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO E DOS JUÍZES DO TRABALHO POUSO ALEGRE 2024 Bárbara Moon Benitte Macedo Diniz - 019460 Brendha Gabrielly de Almeida - 019424 Enrico Fleming Dona - 019436 Heloísa Fagundes da Silva - 019351 João Gabriel Aparecido Belizário Marques - 019472 Liandra Ribeiro - 019287 Rodrigo Loures Mendes Duarte - 019342 Sophia de Assis Silva - 019290 Vinícius Heleno Santos de Assis - 019471 JUSTIÇA DO TRABALHO DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO, DOS TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO E DOS JUÍZES DO TRABALHO Trabalho apresentado nas dependências da Faculdade de Direito do Sul de Minas, visando o pleno desenvolvimento da grade curricular da matéria de Direito Constitucional, sob supervisão da Professora Jéssica Pereira Arantes Konno Carrozza. POUSO ALEGRE 2024 Sumário: 1. Introdução: 3 2. Tribunal Superior do Trabalho: 5 2.1 Conceito e competências: 5 2.2 Formação 5 2.3 Funcionamento 6 3. Tribunal Regional do Trabalho: 7 3.1 Conceito 7 3.2 Formação 7 3.3 Funcionamento e competências 8 4. Juízes do Trabalho: 9 4.1 Conceito 9 4.2 Funcionamento e competências 10 5. Conclusão 11 6. Referências bibliográficas e fontes 12 JUSTIÇA DO TRABALHO DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO, DOS TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO E DOS JUÍZES DO TRABALHO 1. Introdução: A Justiça do Trabalho é um ramo específico do Poder Judiciário brasileiro, considerada, portanto, uma Justiça Especial. Dedicada a resolver conflitos relacionados às relações de trabalho, ela atua na resolução de litígios entre empregadores e empregados, buscando garantir o cumprimento dos direitos trabalhistas estabelecidos pela legislação brasileira, bem como atuar na mediação de acordos entre as partes envolvidas, buscando soluções para os conflitos. O Artigo 114 da Constituição Federal define as responsabilidades da Justiça do Trabalho. Ele atribui a competência para processar e julgar: · As demandas provenientes da relação de trabalho, incluindo entidades de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; · As disputas que envolvam o exercício do direito de greve; · As questões relacionadas à representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores. · Os pedidos de mandado de segurança, habeas corpus e habeas data quando o ato questionado estiver dentro de sua jurisdição; · Os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista, exceto o disposto no artigo 102, inciso I, letra “o"; · As demandas por compensação por danos morais ou materiais decorrentes da relação de trabalho; · As ações referentes às sanções administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações trabalhistas; · A execução automática das contribuições sociais previstas no artigo 195, inciso I, alínea “a", e II, juntamente com seus acréscimos legais provenientes das sentenças proferidas; · A execução automática das contribuições sociais previstas no artigo195, I, e II, e suas adições legais, resultantes das decisões que tomar; · A supervisão da conformidade com as regras de segurança e saúde no trabalho; · As medidas de cumprimento relacionadas ao que está previsto neste artigo. A Justiça do Trabalho é composta do Tribunal Superior do Trabalho, dos Tribunais Regionais do Trabalho e dos Juízes do Trabalho, conforme disposição do art. 111 da Constituição Federal: Art. 111. São órgãos da Justiça do Trabalho: I - o Tribunal Superior do Trabalho; II - os Tribunais Regionais do Trabalho; III - Juízes do Trabalho. Os Juízes do Trabalho representam a instância inferior, isto é, o grau jurisdicional destes agentes públicos é o primeiro, com hierarquia inferior aos demais. Em regra, é onde o processo deve iniciar quando versar sobre pretensões advindas das relações de trabalho. Suas competências estão presentes nos artigos nos artigos 652 e 653 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Estes Juízes se encontram nas Varas do Trabalho. A decisão por meio da qual o Juiz do Trabalho resolve a controvérsia denomina-se “sentença” e contra ela as partes podem interpor recurso. Quando interposto o recurso contra a decisão do Juiz de primeiro grau, este processo tramita para a instância superior, que é composta pelos Tribunais do Trabalho. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) recebe os processos apelados e então os julga em segunda instância, grau no qual uma turma de Desembargadores decide proferindo um acórdão com o parecer. Se, ainda assim, uma das partes não concordar com o entendimento por acreditarem descumprir a legislação federal, estas ainda podem entrar com um recurso especial, e então, ter a matéria apreciada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Além da recursal, outras atribuições do TRT estão dispostas nos artigos 678 e 680 da CLT. O TST atua em instância máxima, possuindo jurisdição em todo o território nacional. A este tribunal fica competido, em regra, a análise de recursos contra as decisões de segunda instância e a uniformização da jurisprudência trabalhista. As exceções a respeito das competências estão descritas nas normas infraconstitucionais e jurisprudências. 2. Tribunal Superior do Trabalho: 2.1 Conceito e competências: Com sede em Brasília – DF e jurisdição em todo território nacional, o Tribunal Superior do Trabalho é um órgão da justiça do trabalho e um dos quatro tribunais superiores brasileiros, se enquadrando no terceiro grau recursal do judiciário trabalhista. Ou seja, compete ao mesmo julgar as ações que excederem a competência dos Tribunais Regionais a fim de uniformizar as decisões sobre os processos trabalhistas, consolidando a jurisprudência e julgando: · 2.1.1 Causas originárias: ações que tem origem no Tribunal Superior do Trabalho, ou seja, não chega até ele como forma de recurso contra a decisão do órgão inferior, como é o caso de ação rescisória, dissídio coletivo e etc. · 2.1.2 Causas recursais: ações que chegam ao Tribunal Superior do Trabalho através de recurso contra a decisão do órgão inferior. Art. 111-A, § 3º, CF: Compete ao Tribunal Superior do Trabalho processar e julgar, originariamente, a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões. 2.2 Formação: O Tribunal Superior do Trabalho é composto por 27 Ministro, todos com: · Idade entre 35 e 65 anos; · Nomeados pelo Presidente da República, após a aprovação do nome pela maioria absoluta (50% + 1) do Senado Federal. Primeiramente, para se tornar ministro é preciso fazer parte de um TRT e entrar na chamada lista tríplice (que é formada a partir de uma eleição interna feita no Plenário do TST, ou seja, por todos os Ministros do TST, através de um voto secreto). Em seguida, os três nomes mais votados são enviados para o Presidente da República para o mesmo indicar o escolhido que passará por apreciação do Senado Federal. O TST respeita também o “quinto constitucional”, ou seja, um quinto dos Ministros precisam ter mais de 10 anos de experiência como advogado ou na área do Ministério Público. Os outros quatro quintos são escolhidos entre os nomes que compõem o próprio Tribunal Regional. Art. 111-A. O Tribunal Superior do Trabalho compõe-se de vinte e sete Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de setenta anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo: I um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício.II os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da magistratura da carreira, indicados pelo próprio Tribunal Superior. Na direção atual do Tribunal Superior do Trabalho é composta por: · Presidente: Ministro Lelio Bentes Corrêa. · Vice-Presidente: Ministro Aloysio Corrêa de Veigas. · Corredora-Geral da Justiça do Trabalho: Ministra Dora Maria da Costa. 2.3 Funcionamento (Art. 111-A, §2º, I, II e III, CF): De acordo com a Carta Magna, junto ao Tribunal Superior do Trabalho irão funcionar os seguintes órgãos: · Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (ENAMAT): Com a função de regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira; · Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT): Irão exercer, na forma da lei, a supervisão administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial da Justiça do Trabalho de primeiro e segundo graus, como órgão central do sistema, cujas decisões terão efeito vinculante. Para melhor desenvolver sua atribuição jurisdicional, o Tribunal Superior da Justiça atua por meio de seus órgãos, sendo eles: · Tribunal Pleno (Plenário): Compete a este, conhecer, instruir e julgar todas as questões administrativas e judiciais no âmbito da Justiça do Trabalho; · Órgão Especial: Ajuda a desenvolver as competências do Tribunal Pleno; · Seção Especializada em Dissídios Coletivos: Julga os dissídios coletivos, ou seja, aqueles em que se discutem interesses coletivos de um grupo ou categoria tanto econômicos como jurídicos; · Seção Especializada em Dissídios Individuais: Divide-se em duas subseções, julgando os dissídios individuais, em que se discute interesses concretos de uma ou mais pessoas determinadas; · Oito Turmas: Com cada uma sendo constituída por 3 ministros. O Tribunal Superior do Trabalho conta com quatro comissões permanentes, estas têm a finalidade de colaborarem com o desenvolvimento das atividades dos tribunais: elas podem trazer sugestões ao Presidente do Tribunal Superior do Trabalho acerca de normas de serviços que se relacionarem à sua matéria de competência, por exemplo. São elas: · Comissão de Regimento Interno; · Comissão de Jurisprudência e de Precedentes Normativos; · Comissão de Documentação; · Comissão de Acessibilidade e Inclusão. · 3. Tribunal Regional do Trabalho: 3.1 Conceito: No Brasil, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) é encarregado de julgar os processos trabalhistas em segunda instância após a decisão tomada pelos juízes de primeiro grau das Varas do Trabalho. Atualmente há 24 Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) no território brasileiro, sendo que a regra é haver um TRT em cada estado. Contudo, há quatro TRTs que possuem jurisdição em dois estados, além de haver dois TRTs no estado de São Paulo, um sediado na capital e outro em Campinas. 3.2 Formação: Cada TRT é composto de, no mínimo, 7 juízes, recrutados, quando possível, na respectiva região, e nomeados pelo Presidente da República, dentre brasileiros entre 35 e 65 anos, sendo: · 1/5 dentre advogados com mais de 10 anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de 10 anos de efetivo exercício; · Os demais, mediante promoção de juízes do trabalho por antiguidade e merecimento, alternadamente. O primeiro TRT foi criado em 1946, sendo conhecido hoje como TRT da 1ª Região, com jurisdição no estado do Rio de Janeiro. 3.3 Funcionamento e competências: Os Tribunais Regionais do Trabalho têm competência para apreciar recursos ordinários e agravos de petição e, originariamente, apreciam dissídios individuais e coletivos, ações rescisórias, mandados de segurança, entre outros. Nos dissídios individuais, os processos são julgados em primeiro grau pelos juízes do trabalho, que atuam nas varas do trabalho; caso haja interposição de recursos após a sentença, estes serão decididos em segundo grau por desembargadores do TRT. Dos acórdãos regionais, poderão caber recursos para o Tribunal Superior do Trabalho (TST), localizado em Brasília-DF, que serão julgados pelos seus ministros. A decisão transita em julgado, ou seja, torna-se definitiva, quando são esgotados todos os meios recursais, ou quando não tenha sofrido recurso. Os autos do processo então retornam à vara de origem, onde se inicia a execução. Nessa fase são elaborados os cálculos e realizados os meios de constrição de bens para que se pague o que é devido à parte vencedora. Os dissídios coletivos, que são ações ajuizadas pelos sindicatos, federações ou confederações, para defesa dos interesses de seus filiados, podem ter origem no TRT, quando o regulamento da empresa tiver observância em área territorial que não exceda a jurisdição do Tribunal Regional, ou no TST, quando esse regulamento for de âmbito nacional. Iniciado o dissídio coletivo, o presidente do TRT, ou seu vice, realizará tantas reuniões conciliatórias quantas se fizerem necessárias. Em não havendo acordo, poderá haver recurso ordinário em dissídio coletivo, que será encaminhado para o TST para julgamento. O art. 764 da CLT estabelece que “os dissídios individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão sempre sujeitos à conciliação”, sendo que “os juízes e Tribunais do Trabalho empregarão sempre os seus bons ofícios e persuasão no sentido de uma solução conciliatória dos conflitos”. O TRT desempenha um papel importante na proteção dos direitos trabalhistas no Brasil, sendo essencial para a análise de recursos contra decisões proferidas na primeira instância da Justiça do Trabalho. 4. Juízes do Trabalho: 4.1 Conceito: O Juiz do Trabalho é incumbido da responsabilidade de resolver disputas atinentes ao direito laboral. Logo, sua atuação se concentra no julgamento de casos que abrangem uma variedade de questões trabalhistas, tais como demissões, direitos laborais, pactos coletivos e litígios entre empregados e empregadores. O objetivo primordial desse juiz é assegurar a efetiva aplicação das leis trabalhistas e salvaguardar os direitos dos trabalhadores. Para desempenhar essa função, é imperativo que o profissional atenda a uma série de requisitos. Primeiramente, deve demonstrar imparcialidade e neutralidade, compreender profundamente as leis pertinentes a cada caso, conduzir os processos de forma diligente, tomar decisões embasadas, emitir sentenças justas, instruir o júri de maneira esclarecedora e garantir o respeito aos direitos individuais das partes envolvidas. Além disso, o candidato a Juiz do Trabalho deve ser graduado em Direito, comprovar pelo menos três anos de prática jurídica após a conclusão do curso, satisfazer às exigências de investigações sobre seu caráter moral e social, bem como submeter-se a exames de saúde física e mental, e ser aprovado em concurso público que avalie tanto o conhecimento técnico quanto os méritos acadêmicos e profissionais. Nesse contexto, o processo seletivo é composto por diversas etapas destinadas a comprovar os requisitos dos candidatos, conforme estabelecido na Resolução nº 75 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As etapas incluem uma prova objetiva, duas provas escritas (uma de resolução de problemas e outra de redação de sentenças), investigações sobre o histórico de vida, exames de saúde física e mental e exame psicotécnico. Posteriormente, há uma prova oral e uma prova de títulos. Após aprovação no concurso, o Juiz do Trabalho deve participar de cursos de formação teórica e prática, nos quais são ministradas disciplinas relacionadas ao exercício da função. Durante os primeiros dois anos de atuação, o juiz está em período de vitaliciamento, sendo avaliado constantemente por uma comissão do Tribunal ao qual está vinculado e participando de cursos de aperfeiçoamento. 4.2 Funcionamento e competências: As Varas do Trabalho constituem órgãos de primeira instância, onde são iniciados os processos trabalhistas por meio de reclamações escritas ou orais. Cada Vara do Trabalho é composta por um Juiz do Trabalho titular e um substituto. Os processos são julgados pelos Juízesdo Trabalho, e caso haja interposição de recursos após a sentença, serão decididos em segunda instância pelos Desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A interposição de recursos é o ato de levar uma questão a julgadores em instância superior com o propósito de obter uma nova análise de mérito de uma decisão processual. O processo trabalhista transcorre em cinco etapas distintas. Primeiramente, a reclamação trabalhista é encaminhada eletronicamente para uma Vara do Trabalho. Em seguida, o Juiz do Trabalho tenta conciliar as partes e, caso não haja acordo, profere a sentença. Após isso, cabe recurso para o TRT, onde o processo é julgado por uma das turmas, composta por Desembargadores. Após a decisão do TRT, é possível interpor recurso de revista para o Tribunal Superior do Trabalho (TST). Finalmente, quando todos os recursos são esgotados, a decisão transita em julgado, tornando-se definitiva e irrecorrível, e inicia-se a fase de execução do processo, na qual são elaborados os cálculos para cobrança do valor devido pela parte vencida. 5. Conclusão: Primeiramente, é importante relembrar acerca de um ponto que, com frequência, causa confusão: Direito do Trabalho não se confunde com Justiça do trabalho. A diferença entre os dois é que a Justiça do trabalho é o órgão julgador de ações judiciais oriundas das relações trabalhistas que usa as normas e princípios do Direito do Trabalho para resolver os conflitos. A ideia de ter uma justiça especializada é dispor de uma atenção estatal maior para um conjunto de casos semelhantes, facilitar para o cidadão o acesso à jurisdição e, principalmente, colaborar com a celeridade do processo. Nesse sentido, de acordo com o relatório de 2018 proferido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Justiça do Trabalho é a que possui o menor número de casos pendentes no judiciário. Além disso, no campo da conciliação, ela se mostra cada vez mais eficaz para reduzir o número de litigiosidade ao buscar a pacificação dos conflitos trabalhistas utilizando meio alternativos como a heterocomposição. Ademais, uma de suas grandes funções é resolver a questão da hipossuficiência do trabalhador: o empregador detém o poder de direção e comando da prestação de serviços do empregado, demonstrando a situação de vulnerabilidade do empregado. Assim, a Consolidação das Leis Trabalhistas e outras leis esparsas vieram para proteger os trabalhadores e equilibrar a balança. Outro desafio é a missão constitucional geopolítica e geoestratégica de manter coeso o corpo social/político e dirimir, conciliar, administrar, gerenciar os conflitos entre capital/trabalho estendendo sua esfera de proteção para além dos trabalhadores de “carteira assinada”, alcançando os trabalhadores rurais e muitos outros em relações precárias, submetidos à relações nocivas como no caso das trabalhadoras domésticas, trabalhadores autônomos, entregadores de aplicativos, Uber, entre outros. Isto demonstra que a missão da Justiça do Trabalho tem fundamentos protetivos, sociais e humanos inerentes, imanentes a ela e sempre para além de resolver, intermediar e conciliar “meros conflitos de patrão e trabalhador”, empregador/empregado. Sua competência é, entre o ramo das Justiças Especializadas, a de maior relevância para a promoção dos direitos sociais, não só por defender os trabalhadores, que muitas vezes se sujeitam a trabalhos degradantes, insalubres, perigosos para ter o que comer; mas primordialmente por ser a justiça mais conectada aos anseios da sociedade, por estar mais próxima dos cidadãos, por ser a justiça do povo é que tem que atuar de forma positiva no papel do Estado social para uma maior garantia e amplitude dos direitos sociais. Portanto, é evidente que a Justiça do Trabalho é a guardiã dos direitos sociais, sendo indispensável uma maior atuação tanto dos juízes trabalhistas, como do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para uma maior proteção de tais direitos e da sociedade como um todo. 6. Referências bibliográficas e fontes: 1. Brasil. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988. 2. Brasil. Corregedoria-Geral da União. Agentes públicos e agentes políticos. Disponível em: <https://www.gov.br/corregedorias/pt-br/assuntos/perguntas-frequentes/agentes-publicos-e-agentes-politicos/>. Acesso em: 16 abr. 2024. 3. Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (GO). Competência e atribuições da Justiça do Trabalho. Disponível em: <https://www.trt18.jus.br/portal/institucional/justica-do-trabalho/competencia-e-atribuicoes-da-justica-do-trabalho/>. Acesso em: 16 abr. 2024. 4. Superior Tribunal de Justiça. Poder Judiciário Brasileiro: Tribunal Superior do Trabalho. Disponível em: <https://international.stj.jus.br/pt/Poder-Judiciario-Brasileiro/Tribunais-superiores/Tribunal-Superior-do-Trabalho>. Acesso em: 16 abr. 2024. 5. Tribunal Superior do Trabalho (TST). Justiça do Trabalho. Disponível em: <https://www.tst.jus.br/web/acesso-a-informacao/justica-do-trabalho/tst>. Acesso em: 13 abr. 2024 6. Tribunal Superior do Trabalho. Investidura, organização e composição do TST. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=7ufHAlGlK7Q>. Acesso em: 13 abr. 2024. 7. Estratégia Concursos. TRT: Tribunal Regional do Trabalho. Disponível em: <https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/trt-tribunal-regional-trabalho/>. Acesso em: 16 abr. 2024. 8. Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG). Cartilha. Disponível em: <http://www.trt3.jus.br>. Acesso em: 16 abr. 2024. 9. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Direito Fácil. Disponível em: <http://www.tjdft.jus.br>. Acesso em: 16 abr. 2024. 10. Prejuris. Interposição de recursos. Disponível em: http://www.prejuris.com.br/interposicao-de-recursos/. Acesso em: 16 abr. 2024 11. Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG). Cartilha 2018. Disponível em: <http://www.trt3.jus.br>. Acesso em: 16 abr. 2024. 12. Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2). Institucional. Disponível em: <http://www.trt2.jus.br/institucional/>. Acesso em: 16 abr. 2024. 13. Curso Enfase. Como funciona o concurso para juiz do trabalho. Disponível em: https://blog.cursoenfase.com.br/como-funciona-o-concurso-para-juiz-do-trabalho/. Acesso em: 16 abr. 2024. 2