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Processo do Trabalho 04/08/25 (cap 1) I) Conceito Segundo Bezerra Leite, o DPT é um sistema de normas, princípios e institutos próprios voltado à pacificação justa dos conflitos oriundos das relações de trabalho (individuais, coletivos ou difusos), além de regular os órgãos da Justiça do Trabalho. → Natureza jurídica: É considerado ramo do Direito Público, pois o Estado detém o poder de dizer e realizar o Direito (art. 22, I, da CF). II) Fontes do DPT 1. Fontes materiais: Originam-se da realidade social, econômica e cultural. 2. Fontes formais: a) Diretas: Leis e costumes. b) Indiretas: Doutrina e jurisprudência. c) De explicitação/integrativas: Analogia, princípios gerais do direito e equidade. III) Regramentos do DPT 1. As normas estão majoritariamente na CLT (Decreto-Lei nº 5.452/1943). 2. Omissões na fase de conhecimento: Aplicação supletiva/subsidiária do CPC (art. 769 da CLT e art. 15 do CPC). 3. Fase de execução: Preferência pela Lei de Execução Fiscal (LEF). Subsidiariamente, aplica-se o CPC (art. 889 da CLT). 4. Normas complementares: IN nº 39/2016 (TST): Dispõe sobre a aplicação do CPC/2015 ao DPT. Lei nº 13.467/2017 (Reforma Trabalhista): Alterou a CLT. IN nº 41/2018 (TST): Regulamenta as alterações processuais da Reforma Trabalhista. IV) Princípios Fundamentais do Processo do Trabalho 1. Constitucionais: Devido processo legal, juiz natural, inafastabilidade da jurisdição, contraditório, ampla defesa, motivação, publicidade, duração razoável do processo e igualdade. 2. Comuns com o CPC: Princípio da demanda, impulso oficial, instrumentalidade das formas, estabilidade da lide, impugnação específica, eventualidade, preclusão, boa-fé processual e cooperação. 3. Específicos do DPT: Princípio da proteção processual; Busca da verdade real (art. 765 da CLT); Conciliação (essencial no processo do trabalho); Normatização coletiva (art. 114, §2º, da CF); Jus postulandi (art. 791 da CLT — partes podem atuar sem advogado); Simplicidade; Oralidade; Celeridade; Irrecorribilidade imediata das interlocutórias (art. 893, §1º da CLT); Extrapetição. 11/08/2025 (cap 1) I) Conflitos do Trabalho 1. Classificação: a) Individuais: Entre trabalhador e empregador. b) Coletivos: Envolvem categorias de trabalhadores e empregadores, podendo tratar do descumprimento de normas ou da criação de novas. 2. Meios de Solução: a) Autodefesa/autotutela: Imposição unilateral (proibida). b) Autocomposição: Acordo entre as partes — por mediação ou conciliação. c) Heterocomposição: Decisão por terceiro (Estado – jurisdição, ou árbitro – arbitragem). II) Jurisdição e Competência (cap 3) 1. Jurisdição: Poder do Estado, por meio do Judiciário, de solucionar conflitos de forma definitiva. 2. Competência: Critérios legais objetivos que distribuem a jurisdição entre os diversos órgãos judiciais. Há dois interesses envolvidos: a) Do Estado → competência absoluta. b) Das partes → competência relativa. III) Classificação da Competência 1. Competência Absoluta Definida por critérios objetivos e relacionada ao interesse público. Pode ser arguida a qualquer tempo, inclusive de ofício. Abrange: 1.1. Ratione materiae (matéria): Determinada pela causa de pedir e pelo pedido. Fundamentada no art. 114 da CF, inclui: Relações de trabalho (inclusive autônomos, cooperados, cartorários, etc.). Direito de greve. Representação sindical. Mandados de segurança e habeas corpus em matéria trabalhista. Conflitos de competência entre órgãos da Justiça do Trabalho. Danos morais e materiais decorrentes da relação de trabalho. Penalidades administrativas. Execução das contribuições sociais (como INSS e SAT). Outras controvérsias previstas em lei (e.g., trabalhador temporário, avulso, homologações). 1.2. Ratione personae (pessoa): Relacionada à natureza das partes. Exemplo: ações envolvendo servidores estatutários vão para a Justiça Comum. 1.3. Ratione functionis (função/hierarquia): Trata da organização interna dos órgãos judiciais (ex.: Vara do Trabalho x TRT x TST), com competências originárias (como dissídio coletivo) e recursais (como RO e RR). 2. Competência Relativa: Refere-se aos interesses das partes, sendo passível de modificação por convenção. Não pode ser reconhecida de ofício (OJ nº 149 da SDI-II/TST). Na JT, a única forma de competência relativa é a territorial. 3. Competência Territorial (art. 651 da CLT): a) Regra geral: Local da prestação de serviços; b) Exceções: Viajantes comerciais → domicílio ou local de agência/filial. Trabalho no exterior → possível ajuizamento no Brasil. Atividade itinerante → opção pelo local do contrato ou da prestação. c) Mitigações jurisprudenciais: Admite-se o foro do domicílio do trabalhador (ex.: em situação de hipossuficiência ou grandes distâncias). 11/08/2025 (cap 3) I) Conflitos de Competência Conflitos positivos (órgãos se dizem competentes) ou negativos (órgãos se dizem incompetentes). Resolução: a) Mesmo TRT: resolvido pelo próprio TRT. b) TRTs diferentes ou órgão de outro ramo: resolvido pelo TST ou STJ, conforme o caso. Súmula 420 do TST: Não há conflito entre TRT e vara a ele vinculada, pois trata-se de hierarquia, não competência. II) Arbitragem na Justiça do Trabalho Admitida para relações coletivas desde antes da Reforma Trabalhista. Após a Reforma (art. 507-A da CLT): permitida em relações individuais para trabalhadores hipersuficientes (salário acima de 2x o teto do INSS), desde que com concordância expressa do empregado. I) Partes e Procuradores (cap 4) 1. Sujeitos do Processo x Sujeitos da Lide: a) Sujeitos da lide: titulares do direito material em conflito (autor e réu); b) Sujeitos do processo: todos que participam do procedimento (partes, juiz, advogados, MP etc.). Na reclamatória trabalhista individual, as partes são reclamante (autor) e reclamado (réu). No dissídio coletivo, são suscitante (autor) e suscitado (réu). 2. Capacidade Processual: a) Capacidade de ser parte: reconhecida a pessoas naturais, jurídicas e entes despersonalizados (massa falida, espólio); b) Capacidade processual (estar em juízo): Plena aos maiores de 18 anos. Entre 16 e 18 → precisa de assistência. Menores de 16 → precisam de representação (art. 793 da CLT); c) Capacidade postulatória (jus postulandi): Em regra, exige advogado. Exceção: partes podem litigar pessoalmente na JT (art. 791 da CLT). Limites: só até TRT; não vale para ação rescisória, mandado de segurança, cautelar e recursos ao TST (Súmula 425/TST). Reforma Trabalhista: proibiu jus postulandi em homologação de acordo extrajudicial (art. 855-B da CLT). 3. Litisconsórcio: Pluralidade de partes em um ou ambos os polos processuais. Pode ser: a) Ativo: vários autores; b)Passivo: vários réus; c) Misto: vários autores e réus. Regulamentado pelo CPC (arts. 113-118), aplicado subsidiariamente. 4. Procuradores e Mandato: A representação é feita por procuração. Possível mandato tácito (apud acta), registrado em ata de audiência com a presença da parte. Limitações: atos que exigem poderes específicos (confessar, transigir etc.) devem estar expressos na procuração (art. 105, CPC). OJ 200/TST: inválido substabelecimento de advogado com mandato tácito. Súmulas importantes: 463/TST: assistência judiciária gratuita → basta declaração de hipossuficiência (pessoa física). 456/TST: procuração de pessoa jurídica deve identificar outorgante e signatário. 383/TST: recurso sem procuração é inadmissível, salvo mandato tácito. 436/TST: entes públicos representados por procuradores não precisam de procuração. 5. Justiça Gratuita: Assistência Judiciária Gratuita (AJG): prestada pelo sindicato da categoria (art. 14, Lei 5.584/70). Benefício da Justiça Gratuita (JG): isenção de despesas processuais (art. 790, §§ 3ºe 4º, CLT). Regras práticas: a) Pessoa física → basta declaração de hipossuficiência. b) Pessoa jurídica → deve provar a insuficiência. Atenção: mesmo beneficiário da JG pode ser condenado a pagar multas processuais. 6. Deveres das Partes: Boa-fé e lealdade processual (art. 77 do CPC). Exemplos: expor a verdade, não formular pedidos infundados, cumprir decisões judiciais, não inovar ilicitamente no processo. 7. Litigância de Má-Fé e Dano Processual (arts. 793-A a 793-D da CLT): Configura-se quando a parte: a) Altera a verdade dos fatos; b) Resiste injustificadamente ao processo; c) Age com intuito protelatório, entre outras hipóteses. Sanções: multa (1% a 10% do valor da causa), indenização e custas. Testemunha mentirosa: também pode ser multada (art. 793-D, CLT). 8. Intervenção de Terceiros: O CPC é aplicado subsidiariamente, pois a CLT é omissa. Espécies: a) Assistência: simples (apoio a uma parte) ou litisconsorcial (quando a sentença afeta relação direta com o assistente); b) Denunciação da lide; c) Chamamento ao processo; d) Amicus curiae; e) Incidente de desconsideração da personalidade jurídica (art. 855-A, CLT): Adota a teoria menor (objetiva): basta inadimplência e inexistência de bens. Pode ser instaurado em qualquer fase do processo. Desconsideração inversa: patrimônio da empresa responde pela obrigação pessoal do sócio. (cap 5) I) Atos, Termos e Prazos Processuais 1. Atos, Termos e Prazos Processuais Trabalhistas: a) Atos processuais: praticados por partes, juiz e auxiliares da Justiça. b) Termos processuais: forma escrita que exterioriza o ato. c) Prazos: lapso temporal para prática ou abstenção de atos. → CLT regula nos arts. 770 a 790-B; CPC é aplicado subsidiariamente. → Negócio jurídico processual (art. 190 do CPC): não se aplica no processo do trabalho (IN 39/2016, TST). 1.1. Tempo e Lugar dos Atos Processuais: a) Tempo: dias úteis, das 6h às 20h (art. 770 CLT). Exceção: penhora pode ser feita em domingos/feriados com autorização judicial. b) Lugar: regra → sede do juízo; exceções → deferência, interesse da justiça, natureza do ato ou impossibilidade (art. 217 CPC). 1.2. Prazos Processuais: a) Definição: período para prática/abstenção do ato. b) Tipos: b.1)Legais: previstos em lei. b.2) Judiciais: fixados pelo juiz, considerando a complexidade. b.3) Suplementares: quando não previstos, aplica-se prazo de 5 dias (art. 218, §3º CPC). c) Início (dies a quo): ciência do ato (notificação ou publicação – art. 774 CLT). d) Contagem: em dias úteis; exclui-se o início e inclui-se o vencimento (art. 775 CLT). e) Antecipação: ato antes do termo inicial é válido (art. 218, §4º CPC). f) Prazos diferenciados: MP, Advocacia Pública, Defensoria → prazo em dobro. União, Estados, Municípios, Autarquias e Fundações → prazo quádruplo para contestar e em dobro para recorrer (DL 779/69). Exceções importantes: Não há prazo em dobro para litisconsortes com procuradores distintos (OJ 310/TST). Súmulas relevantes: 1 (prazo inicia na segunda-feira) e 262 (notificação em sábado + suspensão em recesso forense). 1.3. Prorrogação do Prazo: Admitida em duas hipóteses (art. 775, §1º CLT): a) Quando o juiz considerar necessário. b) Em caso de força maior comprovada. 1.4. Suspensão e Interrupção do Prazo: a) Suspensão: prazo é paralisado e retoma de onde parou (ex.: 20/12 a 20/01 – art. 775-A CLT). b) Interrupção: prazo volta a correr integralmente do início após cessar a causa interruptiva. 1.5. Preclusão: Perda da faculdade processual pelo não exercício adequado: a) Temporal: não praticado no prazo. b) Lógica: ato incompatível com outro anteriormente praticado. c) Consumativa: faculdade já exercida não pode ser repetida. 2. Notificação Trabalhista: Na JT, notificação é usada para citação e intimação. 2.1. Citação: ato que convoca o réu para integrar a relação processual (arts. 238 e 240 CPC). → Na JT, é automática, postal e impessoal (art. 841, §1º CLT; Súmula 16/TST). → Presume-se recebida 48h após postagem; ônus da prova do destinatário quanto a não recebimento. 2.2. Intimação: comunica os demais atos processuais durante o andamento da ação. (cap 6) I) Nulidades processuais no processo trabalhista 1. Conceito e classificação: Meras irregularidades: falhas formais sem prejuízo às partes → não geram nulidade. Nulidades relativas: vícios que podem causar prejuízo, mas dependem de arguição pela parte interessada, sob pena de preclusão. Nulidades absolutas: vícios insanáveis, não podem ser convalidados, podem ser reconhecidos de ofício pelo juiz. Base legal: arts. 794 a 798 da CLT. 2. Princípios das Nulidades: a) Instrumentalidade das formas (finalidade): validade do ato se atingida sua finalidade (art. 277 CPC; art. 796, a, CLT). b) Princípio do prejuízo (transcendência): só há nulidade com prejuízo comprovado (art. 794 CLT). c) Preclusão → nulidade deve ser arguida na primeira oportunidade (art. 795 CLT), salvo quando reconhecida de ofício. Protesto antipreclusivo: ato da parte para evitar perda do direito de alegar nulidade. d) Interesse → apenas a parte prejudicada e que não tenha dado causa ao vício pode alegar (art. 796, b, CLT). e) Causalidade → nulidade de um ato pode atingir outros dependentes; juiz deve indicar quais são afetados (art. 798 CLT). II) Dispositivos Legais Relevantes da CLT Art. 794: só há nulidade se houver manifesto prejuízo. Art. 795: nulidade deve ser arguida na primeira manifestação da parte; incompetência de foro deve ser reconhecida de ofício. Art. 796: nulidade não será pronunciada se for possível suprir ou repetir o ato, ou se alegada por quem deu causa. Art. 797: juiz deve indicar quais atos são atingidos. Art. 798: nulidade só afeta atos posteriores que dependam do ato inválido. III) Regras Especiais (CPC e TST) Art. 279 CPC: nulidade se o MP não for intimado quando obrigatório; invalida-se a partir do momento em que deveria ter sido chamado. Art. 272, §5º CPC: intimação em nome de advogado diverso pode gerar nulidade. Art. 276 CPC: quem deu causa não pode alegar nulidade. IN 39/2016 TST (art. 16): não há nulidade se intimação for feita em nome de advogado habilitado, ainda que outro tenha sido indicado, quando o sistema eletrônico não permite atender ao pedido. 01/09/25 - cap. 7 I) Despesas Processuais 1. Conceito e espécies Despesas processuais: valores que a parte deve pagar pelos serviços prestados pelos órgãos judiciais. Espécies: custas processuais; emolumentos; honorários advocatícios; honorários periciais 2. Custas processuais e emolumentos: Natureza jurídica: são taxas recolhidas em favor da União por meio da GRU. Regra: no processo do trabalho não há recolhimento antecipado; o vencido paga após o trânsito em julgado. Recurso: custas devem ser recolhidas e comprovadas dentro do prazo recursal. Art. 789 CLT (processo de conhecimento): Alíquota de 2% sobre: valor da condenação ou acordo; valor da causa se o pedido for improcedente ou extinto sem julgamento de mérito; valor que o juiz fixar, quando indeterminado. Limites: mínimo de R$ 10,64 e máximo de quatro vezes o teto do RGPS. → Custas pagas pelo vencido; em acordo, salvo convenção diferente, divisão igual entre as partes. Art. 789-A CLT (fase de execução): Custas pagas ao final, pelo executado. Tabela específica (ex.: 5% sobre arrematação/adjudicação até R$ 1.915,38; valores fixos para recursos e atos do oficial de justiça; percentuais para cálculos e armazenagem). Emolumentos (art. 789-B CLT): Cobrança por serviços específicos prestados pelo Judiciário. 3. Honorários advocatícios: Natureza alimentar, direito do advogado. Modalidades: Contratuais: fixados por acordo entre advogado e cliente, independem do resultado da demanda. → Sucumbenciais:devidos pela parte vencida (art. 791-A CLT, reforma trabalhista), entre 5% e 15% do valor da condenação, proveito econômico ou valor atualizado da causa. → Observações importantes: Honorários também devidos contra a Fazenda Pública e quando o trabalhador está assistido por sindicato. → Critérios para fixação: zelo do advogado, local, natureza e importância da causa, tempo de trabalho. → Se procedência parcial: honorários de sucumbência recíproca, sem compensação. → Beneficiário da justiça gratuita: obrigações ficam suspensas por 2 anos, só executáveis se houver recursos suficientes nesse período (ADI 5766 – STF declarou inconstitucional o §4º do art. 791-A). 4. Honorários periciais: Regra geral (art. 790-B CLT): parte vencida na pretensão objeto da perícia paga os honorários, mesmo que seja beneficiária da justiça gratuita (caput declarado inconstitucional na ADI 5766). → Limite máximo fixado pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho. → Possibilidade de parcelamento. → Vedado adiantamento para realização da perícia. → Se o beneficiário da justiça gratuita não tiver créditos suficientes, a União arca com os honorários (também afetado pela ADI 5766). OJ nº 98 da SDI-II/TST: ilegal exigir depósito prévio para perícia; cabível mandado de segurança para garantir a realização do ato sem depósito. 5. Posição do STF – ADI 5766 (20/10/2021): Declarada inconstitucionalidade: Art. 790-B, caput e §4º (honorários periciais mesmo para beneficiário da justiça gratuita). → Art. 791-A, §4º (honorários advocatícios para beneficiário da justiça gratuita com condição suspensiva). → Mantida constitucionalidade: Art. 844, §2º CLT (ausência do reclamante em audiência). Processo do Trabalho 04/08/25 (cap 1) I) Conceito II) Fontes do DPT III) Regramentos do DPT IV) Princípios Fundamentais do Processo do Trabalho I) Conflitos do Trabalho II) Jurisdição e Competência (cap 3) III) Classificação da Competência 1.Competência Absoluta Definida por critérios objetivos e relacionada ao interesse público. Pode ser arguida a qualquer tempo, inclusive de ofício. Abrange: 1.1. Ratione materiae (matéria): Determinada pela causa de pedir e pelo pedido. Fundamentada no art. 114 da CF, inclui: Relações de trabalho (inclusive autônomos, cooperados, cartorários, etc.). Direito de greve. Representação sindical. Mandados de segurança e habeas corpus em matéria trabalhista. Conflitos de competência entre órgãos da Justiça do Trabalho. Danos morais e materiais decorrentes da relação de trabalho. Penalidades administrativas. Execução das contribuições sociais (como INSS e SAT). Outras controvérsias previstas em lei (e.g., trabalhador temporário, avulso, homologações). 1.2. Ratione personae (pessoa): Relacionada à natureza das partes. Exemplo: ações envolvendo servidores estatutários vão para a Justiça Comum. 1.3. Ratione functionis (função/hierarquia): Trata da organização interna dos órgãos judiciais (ex.: Vara do Trabalho x TRT x TST), com competências originárias (como dissídio coletivo) e recursais (como RO e RR). 2.Competência Relativa: Refere-se aos interesses das partes, sendo passível de modificação por convenção. Não pode ser reconhecida de ofício (OJ nº 149 da SDI-II/TST). Na JT, a única forma de competência relativa é a territorial. 3.Competência Territorial (art. 651 da CLT): a) Regra geral: Local da prestação de serviços; b) Exceções: Viajantes comerciais → domicílio ou local de agência/filial. Trabalho no exterior → possível ajuizamento no Brasil. Atividade itinerante → opção pelo local do contrato ou da prestação. c) Mitigações jurisprudenciais: Admite-se o foro do domicílio do trabalhador (ex.: em situação de hipossuficiência ou grandes distâncias). I) Conflitos de Competência II) Arbitragem na Justiça do Trabalho (cap 5) I) Atos, Termos e Prazos Processuais 1.Atos, Termos e Prazos Processuais Trabalhistas: a) Atos processuais: praticados por partes, juiz e auxiliares da Justiça. b) Termos processuais: forma escrita que exterioriza o ato. c) Prazos: lapso temporal para prática ou abstenção de atos. → CLT regula nos arts. 770 a 790-B; CPC é aplicado subsidiariamente. → Negócio jurídico processual (art. 190 do CPC): não se aplica no processo do trabalho (IN 39/2016, TST).1.1. Tempo e Lugar dos Atos Processuais: a) Tempo: dias úteis, das 6h às 20h (art. 770 CLT). Exceção: penhora pode ser feita em domingos/feriados com autorização judicial. b) Lugar: regra → sede do juízo; exceções → deferência, interesse da justiça, natureza do ato ou impossibilidade (art. 217 CPC). 1.2. Prazos Processuais: a) Definição: período para prática/abstenção do ato. b) Tipos: b.1)Legais: previstos em lei. b.2) Judiciais: fixados pelo juiz, considerando a complexidade. b.3) Suplementares: quando não previstos, aplica-se prazo de 5 dias (art. 218, §3º CPC). c) Início (dies a quo): ciência do ato (notificação ou publicação – art. 774 CLT). d) Contagem: em dias úteis; exclui-se o início e inclui-se o vencimento (art. 775 CLT). e) Antecipação: ato antes do termo inicial é válido (art. 218, §4º CPC). f) Prazos diferenciados: MP, Advocacia Pública, Defensoria → prazo em dobro. União, Estados, Municípios, Autarquias e Fundações → prazo quádruplo para contestar e em dobro para recorrer (DL 779/69).Exceções importantes: Não há prazo em dobro para litisconsortes com procuradores distintos (OJ 310/TST). Súmulas relevantes: 1 (prazo inicia na segunda-feira) e 262 (notificação em sábado + suspensão em recesso forense).1.3. Prorrogação do Prazo: Admitida em duas hipóteses (art. 775, §1º CLT): a) Quando o juiz considerar necessário. b) Em caso de força maior comprovada.1.4. Suspensão e Interrupção do Prazo: a) Suspensão: prazo é paralisado e retoma de onde parou (ex.: 20/12 a 20/01 – art. 775-A CLT). b) Interrupção: prazo volta a correr integralmente do início após cessar a causa interruptiva.1.5. Preclusão: Perda da faculdade processual pelo não exercício adequado: a) Temporal: não praticado no prazo. b) Lógica: ato incompatível com outro anteriormente praticado. c) Consumativa: faculdade já exercida não pode ser repetida. 2.Notificação Trabalhista: Na JT, notificação é usada para citação e intimação.2.1. Citação: ato que convoca o réu para integrar a relação processual (arts. 238 e 240 CPC). → Na JT, é automática, postal e impessoal (art. 841, §1º CLT; Súmula 16/TST). → Presume-se recebida 48h após postagem; ônus da prova do destinatário quanto a não recebimento.2.2. Intimação: comunica os demais atos processuais durante o andamento da ação. (cap 6) I) Nulidades processuais no processo trabalhista 1.Conceito e classificação: Meras irregularidades: falhas formais sem prejuízo às partes → não geram nulidade. Nulidades relativas: vícios que podem causar prejuízo, mas dependem de arguição pela parte interessada, sob pena de preclusão. Nulidades absolutas: vícios insanáveis, não podem ser convalidados, podem ser reconhecidos de ofício pelo juiz. Base legal: arts. 794 a 798 da CLT. 2.Princípios das Nulidades: II) Dispositivos Legais Relevantes da CLT III) Regras Especiais (CPC e TST)