Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Processo do Trabalho 
04/08/25 (cap 1) 
I) Conceito 
Segundo Bezerra Leite, o DPT é um sistema de 
normas, princípios e institutos próprios voltado à 
pacificação justa dos conflitos oriundos das relações de 
trabalho (individuais, coletivos ou difusos), além de regular os 
órgãos da Justiça do Trabalho. 
→ Natureza jurídica: É considerado ramo do Direito Público, 
pois o Estado detém o poder de dizer e realizar o Direito 
(art. 22, I, da CF). 
 
II) Fontes do DPT 
1. Fontes materiais: Originam-se da realidade social, 
econômica e cultural. 
2. Fontes formais: a) Diretas: Leis e costumes. b) 
Indiretas: Doutrina e jurisprudência. c) De 
explicitação/integrativas: Analogia, princípios gerais do direito 
e equidade. 
 
III) Regramentos do DPT 
1. As normas estão majoritariamente na CLT 
(Decreto-Lei nº 5.452/1943). 
2. Omissões na fase de conhecimento: Aplicação 
supletiva/subsidiária do CPC (art. 769 da CLT e art. 15 do 
CPC). 
3. Fase de execução: Preferência pela Lei de 
Execução Fiscal (LEF). Subsidiariamente, aplica-se o CPC 
(art. 889 da CLT). 
4. Normas complementares: IN nº 39/2016 (TST): 
Dispõe sobre a aplicação do CPC/2015 ao DPT. Lei nº 
13.467/2017 (Reforma Trabalhista): Alterou a CLT. IN nº 
41/2018 (TST): Regulamenta as alterações processuais da 
Reforma Trabalhista. 
 
 IV) Princípios Fundamentais do Processo do Trabalho 
1. Constitucionais: Devido processo legal, juiz natural, 
inafastabilidade da jurisdição, contraditório, ampla defesa, 
motivação, publicidade, duração razoável do processo e 
igualdade. 
2. Comuns com o CPC: Princípio da demanda, impulso 
oficial, instrumentalidade das formas, estabilidade da lide, 
impugnação específica, eventualidade, preclusão, boa-fé 
processual e cooperação. 
3. Específicos do DPT: Princípio da proteção 
processual; Busca da verdade real (art. 765 da CLT); 
Conciliação (essencial no processo do trabalho); 
Normatização coletiva (art. 114, §2º, da CF); Jus postulandi 
(art. 791 da CLT — partes podem atuar sem advogado); 
Simplicidade; Oralidade; Celeridade; Irrecorribilidade imediata 
das interlocutórias (art. 893, §1º da CLT); Extrapetição. 
 
11/08/2025 (cap 1) 
I) Conflitos do Trabalho 
1. Classificação: a) Individuais: Entre trabalhador e 
empregador. b) Coletivos: Envolvem categorias de 
trabalhadores e empregadores, podendo tratar do 
descumprimento de normas ou da criação de novas. 
2. Meios de Solução: a) Autodefesa/autotutela: 
Imposição unilateral (proibida). b) Autocomposição: Acordo 
entre as partes — por mediação ou conciliação. c) 
Heterocomposição: Decisão por terceiro (Estado – 
jurisdição, ou árbitro – arbitragem). 
 
II) Jurisdição e Competência (cap 3) 
1. Jurisdição: Poder do Estado, por meio do 
Judiciário, de solucionar conflitos de forma definitiva. 
2. Competência: Critérios legais objetivos que 
distribuem a jurisdição entre os diversos órgãos judiciais. 
Há dois interesses envolvidos: a) Do Estado → 
competência absoluta. b) Das partes → competência 
relativa. 
 
III) Classificação da Competência 
1. Competência Absoluta Definida por critérios 
objetivos e relacionada ao interesse público. Pode ser 
arguida a qualquer tempo, inclusive de ofício. Abrange: 
1.1. Ratione materiae (matéria): Determinada pela causa 
de pedir e pelo pedido. Fundamentada no art. 114 da CF, inclui: 
Relações de trabalho (inclusive autônomos, cooperados, 
cartorários, etc.). Direito de greve. Representação sindical. 
Mandados de segurança e habeas corpus em matéria 
trabalhista. Conflitos de competência entre órgãos da 
Justiça do Trabalho. Danos morais e materiais decorrentes 
da relação de trabalho. Penalidades administrativas. Execução 
das contribuições sociais (como INSS e SAT). Outras 
controvérsias previstas em lei (e.g., trabalhador temporário, 
avulso, homologações). 
1.2. Ratione personae (pessoa): Relacionada à 
natureza das partes. Exemplo: ações envolvendo servidores 
estatutários vão para a Justiça Comum. 
1.3. Ratione functionis (função/hierarquia): Trata da 
organização interna dos órgãos judiciais (ex.: Vara do 
Trabalho x TRT x TST), com competências originárias (como 
dissídio coletivo) e recursais (como RO e RR). 
 
2. Competência Relativa: Refere-se aos interesses 
das partes, sendo passível de modificação por convenção. 
Não pode ser reconhecida de ofício (OJ nº 149 da 
SDI-II/TST). Na JT, a única forma de competência relativa é 
a territorial. 
 
3. Competência Territorial (art. 651 da CLT): a) 
Regra geral: Local da prestação de serviços; b) Exceções: 
Viajantes comerciais → domicílio ou local de agência/filial. 
Trabalho no exterior → possível ajuizamento no Brasil. 
Atividade itinerante → opção pelo local do contrato ou da 
prestação. c) Mitigações jurisprudenciais: Admite-se o foro 
do domicílio do trabalhador (ex.: em situação de 
hipossuficiência ou grandes distâncias). 
 
11/08/2025 (cap 3) 
I) Conflitos de Competência 
Conflitos positivos (órgãos se dizem competentes) 
ou negativos (órgãos se dizem incompetentes). Resolução: a) 
Mesmo TRT: resolvido pelo próprio TRT. b) TRTs diferentes 
ou órgão de outro ramo: resolvido pelo TST ou STJ, 
conforme o caso. 
Súmula 420 do TST: Não há conflito entre TRT e 
vara a ele vinculada, pois trata-se de hierarquia, não 
competência. 
 
II) Arbitragem na Justiça do Trabalho 
Admitida para relações coletivas desde antes da 
Reforma Trabalhista. 
Após a Reforma (art. 507-A da CLT): permitida em 
relações individuais para trabalhadores hipersuficientes 
(salário acima de 2x o teto do INSS), desde que com 
concordância expressa do empregado. 
 
I) Partes e Procuradores (cap 4) 
1. Sujeitos do Processo x Sujeitos da Lide: a) Sujeitos 
da lide: titulares do direito material em conflito (autor e réu); 
b) Sujeitos do processo: todos que participam do 
procedimento (partes, juiz, advogados, MP etc.). 
Na reclamatória trabalhista individual, as partes são 
reclamante (autor) e reclamado (réu). No dissídio coletivo, 
são suscitante (autor) e suscitado (réu). 
2. Capacidade Processual: a) Capacidade de ser 
parte: reconhecida a pessoas naturais, jurídicas e entes 
despersonalizados (massa falida, espólio); b) Capacidade 
processual (estar em juízo): Plena aos maiores de 18 anos. 
Entre 16 e 18 → precisa de assistência. Menores de 16 → 
precisam de representação (art. 793 da CLT); c) 
Capacidade postulatória (jus postulandi): Em regra, exige 
advogado. Exceção: partes podem litigar pessoalmente na JT 
(art. 791 da CLT). Limites: só até TRT; não vale para ação 
rescisória, mandado de segurança, cautelar e recursos ao 
TST (Súmula 425/TST). Reforma Trabalhista: proibiu jus 
postulandi em homologação de acordo extrajudicial (art. 
855-B da CLT). 
3. Litisconsórcio: Pluralidade de partes em um ou 
ambos os polos processuais. Pode ser: a) Ativo: vários 
autores; b)Passivo: vários réus; c) Misto: vários autores e 
réus. Regulamentado pelo CPC (arts. 113-118), aplicado 
subsidiariamente. 
4. Procuradores e Mandato: A representação é feita 
por procuração. Possível mandato tácito (apud acta), 
registrado em ata de audiência com a presença da parte. 
Limitações: atos que exigem poderes específicos 
(confessar, transigir etc.) devem estar expressos na 
procuração (art. 105, CPC). 
OJ 200/TST: inválido substabelecimento de advogado com 
mandato tácito. 
Súmulas importantes: 463/TST: assistência judiciária gratuita 
→ basta declaração de hipossuficiência (pessoa física). 
456/TST: procuração de pessoa jurídica deve identificar 
outorgante e signatário. 383/TST: recurso sem procuração 
é inadmissível, salvo mandato tácito. 436/TST: entes públicos 
representados por procuradores não precisam de 
procuração. 
5. Justiça Gratuita: Assistência Judiciária Gratuita 
(AJG): prestada pelo sindicato da categoria (art. 14, Lei 
5.584/70). Benefício da Justiça Gratuita (JG): isenção de 
despesas processuais (art. 790, §§ 3ºe 4º, CLT). Regras 
práticas: a) Pessoa física → basta declaração de 
hipossuficiência. b) Pessoa jurídica → deve provar a 
insuficiência. Atenção: mesmo beneficiário da JG pode ser 
condenado a pagar multas processuais. 
6. Deveres das Partes: Boa-fé e lealdade processual 
(art. 77 do CPC). Exemplos: expor a verdade, não formular 
pedidos infundados, cumprir decisões judiciais, não inovar 
ilicitamente no processo. 
7. Litigância de Má-Fé e Dano Processual (arts. 
793-A a 793-D da CLT): Configura-se quando a parte: a) 
Altera a verdade dos fatos; b) Resiste injustificadamente ao 
processo; c) Age com intuito protelatório, entre outras 
hipóteses. Sanções: multa (1% a 10% do valor da causa), 
indenização e custas. Testemunha mentirosa: também pode 
ser multada (art. 793-D, CLT). 
8. Intervenção de Terceiros: O CPC é aplicado 
subsidiariamente, pois a CLT é omissa. Espécies: a) 
Assistência: simples (apoio a uma parte) ou litisconsorcial 
(quando a sentença afeta relação direta com o assistente); 
b) Denunciação da lide; c) Chamamento ao processo; d) 
Amicus curiae; e) Incidente de desconsideração da 
personalidade jurídica (art. 855-A, CLT): Adota a teoria 
menor (objetiva): basta inadimplência e inexistência de bens. 
Pode ser instaurado em qualquer fase do processo. 
Desconsideração inversa: patrimônio da empresa responde 
pela obrigação pessoal do sócio. 
 
(cap 5) 
I) Atos, Termos e Prazos Processuais 
1. Atos, Termos e Prazos Processuais Trabalhistas: 
a) Atos processuais: praticados por partes, juiz e auxiliares 
da Justiça. b) Termos processuais: forma escrita que 
exterioriza o ato. c) Prazos: lapso temporal para prática ou 
abstenção de atos. → CLT regula nos arts. 770 a 790-B; 
CPC é aplicado subsidiariamente. → Negócio jurídico 
processual (art. 190 do CPC): não se aplica no processo do 
trabalho (IN 39/2016, TST). 
 1.1. Tempo e Lugar dos Atos Processuais: a) Tempo: dias 
úteis, das 6h às 20h (art. 770 CLT). Exceção: penhora pode 
ser feita em domingos/feriados com autorização judicial. b) 
Lugar: regra → sede do juízo; exceções → deferência, 
interesse da justiça, natureza do ato ou impossibilidade (art. 
217 CPC). 
1.2. Prazos Processuais: a) Definição: período para 
prática/abstenção do ato. b) Tipos: b.1)Legais: previstos em 
lei. b.2) Judiciais: fixados pelo juiz, considerando a 
complexidade. b.3) Suplementares: quando não previstos, 
aplica-se prazo de 5 dias (art. 218, §3º CPC). c) Início (dies a 
quo): ciência do ato (notificação ou publicação – art. 774 
CLT). d) Contagem: em dias úteis; exclui-se o início e inclui-se 
o vencimento (art. 775 CLT). e) Antecipação: ato antes do 
termo inicial é válido (art. 218, §4º CPC). f) Prazos 
diferenciados: MP, Advocacia Pública, Defensoria → prazo 
em dobro. União, Estados, Municípios, Autarquias e Fundações 
→ prazo quádruplo para contestar e em dobro para 
recorrer (DL 779/69). 
 Exceções importantes: Não há prazo em dobro para 
litisconsortes com procuradores distintos (OJ 310/TST). 
Súmulas relevantes: 1 (prazo inicia na segunda-feira) e 
262 (notificação em sábado + suspensão em recesso 
forense). 
 1.3. Prorrogação do Prazo: Admitida em duas hipóteses 
(art. 775, §1º CLT): a) Quando o juiz considerar necessário. 
b) Em caso de força maior comprovada. 
 1.4. Suspensão e Interrupção do Prazo: a) Suspensão: 
prazo é paralisado e retoma de onde parou (ex.: 20/12 a 
20/01 – art. 775-A CLT). b) Interrupção: prazo volta a 
correr integralmente do início após cessar a causa 
interruptiva. 
 1.5. Preclusão: Perda da faculdade processual pelo não 
exercício adequado: a) Temporal: não praticado no prazo. b) 
Lógica: ato incompatível com outro anteriormente praticado. 
c) Consumativa: faculdade já exercida não pode ser repetida. 
 
2. Notificação Trabalhista: Na JT, notificação é usada 
para citação e intimação. 
 2.1. Citação: ato que convoca o réu para integrar a 
relação processual (arts. 238 e 240 CPC). → Na JT, é 
automática, postal e impessoal (art. 841, §1º CLT; Súmula 
16/TST). → Presume-se recebida 48h após postagem; ônus 
da prova do destinatário quanto a não recebimento. 
 2.2. Intimação: comunica os demais atos processuais 
durante o andamento da ação. 
 
(cap 6) 
I) Nulidades processuais no processo trabalhista 
1. Conceito e classificação: 
Meras irregularidades: falhas formais sem prejuízo 
às partes → não geram nulidade. 
Nulidades relativas: vícios que podem causar prejuízo, 
mas dependem de arguição pela parte interessada, sob pena 
de preclusão. 
Nulidades absolutas: vícios insanáveis, não podem ser 
convalidados, podem ser reconhecidos de ofício pelo juiz. 
Base legal: arts. 794 a 798 da CLT. 
 
2. Princípios das Nulidades: 
a) Instrumentalidade das formas (finalidade): validade 
do ato se atingida sua finalidade (art. 277 CPC; art. 796, a, 
CLT). 
b) Princípio do prejuízo (transcendência): só há 
nulidade com prejuízo comprovado (art. 794 CLT). 
c) Preclusão → nulidade deve ser arguida na 
primeira oportunidade (art. 795 CLT), salvo quando 
reconhecida de ofício. Protesto antipreclusivo: ato da parte 
para evitar perda do direito de alegar nulidade. 
d) Interesse → apenas a parte prejudicada e que 
não tenha dado causa ao vício pode alegar (art. 796, b, 
CLT). 
e) Causalidade → nulidade de um ato pode atingir 
outros dependentes; juiz deve indicar quais são afetados (art. 
798 CLT). 
 
II) Dispositivos Legais Relevantes da CLT 
Art. 794: só há nulidade se houver manifesto 
prejuízo. 
Art. 795: nulidade deve ser arguida na primeira 
manifestação da parte; incompetência de foro deve ser 
reconhecida de ofício. 
Art. 796: nulidade não será pronunciada se for 
possível suprir ou repetir o ato, ou se alegada por quem deu 
causa. 
Art. 797: juiz deve indicar quais atos são atingidos. 
Art. 798: nulidade só afeta atos posteriores que 
dependam do ato inválido. 
 
III) Regras Especiais (CPC e TST) 
Art. 279 CPC: nulidade se o MP não for intimado 
quando obrigatório; invalida-se a partir do momento em que 
deveria ter sido chamado. 
Art. 272, §5º CPC: intimação em nome de advogado 
diverso pode gerar nulidade. 
Art. 276 CPC: quem deu causa não pode alegar 
nulidade. 
IN 39/2016 TST (art. 16): não há nulidade se intimação 
for feita em nome de advogado habilitado, ainda que outro 
tenha sido indicado, quando o sistema eletrônico não permite 
atender ao pedido. 
 
01/09/25 - cap. 7 
I) Despesas Processuais 
1. Conceito e espécies 
Despesas processuais: valores que a parte deve 
pagar pelos serviços prestados pelos órgãos judiciais. 
Espécies: custas processuais; emolumentos; 
honorários advocatícios; honorários periciais 
2. Custas processuais e emolumentos: 
Natureza jurídica: são taxas recolhidas em favor da 
União por meio da GRU. 
Regra: no processo do trabalho não há recolhimento 
antecipado; o vencido paga após o trânsito em julgado. 
Recurso: custas devem ser recolhidas e 
comprovadas dentro do prazo recursal. 
Art. 789 CLT (processo de conhecimento): Alíquota 
de 2% sobre: valor da condenação ou acordo; valor da causa 
se o pedido for improcedente ou extinto sem julgamento de 
mérito; valor que o juiz fixar, quando indeterminado. Limites: 
mínimo de R$ 10,64 e máximo de quatro vezes o teto do 
RGPS. → Custas pagas pelo vencido; em acordo, salvo 
convenção diferente, divisão igual entre as partes. 
Art. 789-A CLT (fase de execução): Custas pagas 
ao final, pelo executado. Tabela específica (ex.: 5% sobre 
arrematação/adjudicação até R$ 1.915,38; valores fixos para 
recursos e atos do oficial de justiça; percentuais para 
cálculos e armazenagem). 
Emolumentos (art. 789-B CLT): Cobrança por 
serviços específicos prestados pelo Judiciário. 
3. Honorários advocatícios: Natureza alimentar, 
direito do advogado. 
Modalidades: Contratuais: fixados por acordo entre 
advogado e cliente, independem do resultado da demanda. → 
Sucumbenciais:devidos pela parte vencida (art. 791-A CLT, 
reforma trabalhista), entre 5% e 15% do valor da 
condenação, proveito econômico ou valor atualizado da 
causa. 
→ Observações importantes: Honorários também 
devidos contra a Fazenda Pública e quando o trabalhador 
está assistido por sindicato. → Critérios para fixação: zelo 
do advogado, local, natureza e importância da causa, tempo 
de trabalho. → Se procedência parcial: honorários de 
sucumbência recíproca, sem compensação. → Beneficiário 
da justiça gratuita: obrigações ficam suspensas por 2 anos, 
só executáveis se houver recursos suficientes nesse 
período (ADI 5766 – STF declarou inconstitucional o §4º do 
art. 791-A). 
4. Honorários periciais: Regra geral (art. 790-B 
CLT): parte vencida na pretensão objeto da perícia paga os 
honorários, mesmo que seja beneficiária da justiça gratuita 
(caput declarado inconstitucional na ADI 5766). → Limite 
máximo fixado pelo Conselho Superior da Justiça do 
Trabalho. → Possibilidade de parcelamento. → Vedado 
adiantamento para realização da perícia. → Se o beneficiário 
da justiça gratuita não tiver créditos suficientes, a União 
arca com os honorários (também afetado pela ADI 5766). 
OJ nº 98 da SDI-II/TST: ilegal exigir depósito prévio 
para perícia; cabível mandado de segurança para garantir a 
realização do ato sem depósito. 
5. Posição do STF – ADI 5766 (20/10/2021): 
Declarada inconstitucionalidade: Art. 790-B, caput e §4º 
(honorários periciais mesmo para beneficiário da justiça 
gratuita). → Art. 791-A, §4º (honorários advocatícios para 
beneficiário da justiça gratuita com condição suspensiva). → 
Mantida constitucionalidade: Art. 844, §2º CLT (ausência do 
reclamante em audiência). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
	 Processo do Trabalho 
	04/08/25 (cap 1) 
	I) Conceito 
	II) Fontes do DPT 
	III) Regramentos do DPT 
	 IV) Princípios Fundamentais do Processo do Trabalho 
	I) Conflitos do Trabalho 
	II) Jurisdição e Competência (cap 3) 
	III) Classificação da Competência 
	1.​Competência Absoluta Definida por critérios objetivos e relacionada ao interesse público. Pode ser arguida a qualquer tempo, inclusive de ofício. Abrange: 
	1.1. Ratione materiae (matéria): Determinada pela causa de pedir e pelo pedido. Fundamentada no art. 114 da CF, inclui: Relações de trabalho (inclusive autônomos, cooperados, cartorários, etc.). Direito de greve. Representação sindical. Mandados de segurança e habeas corpus em matéria trabalhista. Conflitos de competência entre órgãos da Justiça do Trabalho. Danos morais e materiais decorrentes da relação de trabalho. Penalidades administrativas. Execução das contribuições sociais (como INSS e SAT). Outras controvérsias previstas em lei (e.g., trabalhador temporário, avulso, homologações). 
	1.2. Ratione personae (pessoa): Relacionada à natureza das partes. Exemplo: ações envolvendo servidores estatutários vão para a Justiça Comum. 
	1.3. Ratione functionis (função/hierarquia): Trata da organização interna dos órgãos judiciais (ex.: Vara do Trabalho x TRT x TST), com competências originárias (como dissídio coletivo) e recursais (como RO e RR).​ 
	2.​Competência Relativa: Refere-se aos interesses das partes, sendo passível de modificação por convenção. Não pode ser reconhecida de ofício (OJ nº 149 da SDI-II/TST). Na JT, a única forma de competência relativa é a territorial. 
	3.​Competência Territorial (art. 651 da CLT): a) Regra geral: Local da prestação de serviços; b) Exceções: Viajantes comerciais → domicílio ou local de agência/filial. Trabalho no exterior → possível ajuizamento no Brasil. Atividade itinerante → opção pelo local do contrato ou da prestação. c) Mitigações jurisprudenciais: Admite-se o foro do domicílio do trabalhador (ex.: em situação de hipossuficiência ou grandes distâncias). 
	I) Conflitos de Competência 
	II) Arbitragem na Justiça do Trabalho 
	(cap 5) 
	I) Atos, Termos e Prazos Processuais 
	1.​Atos, Termos e Prazos Processuais Trabalhistas: a) Atos processuais: praticados por partes, juiz e auxiliares da Justiça. b) Termos processuais: forma escrita que exterioriza o ato. c) Prazos: lapso temporal para prática ou abstenção de atos. → CLT regula nos arts. 770 a 790-B; CPC é aplicado subsidiariamente. → Negócio jurídico processual (art. 190 do CPC): não se aplica no processo do trabalho (IN 39/2016, TST).​​1.1. Tempo e Lugar dos Atos Processuais: a) Tempo: dias úteis, das 6h às 20h (art. 770 CLT). Exceção: penhora pode ser feita em domingos/feriados com autorização judicial. b) Lugar: regra → sede do juízo; exceções → deferência, interesse da justiça, natureza do ato ou impossibilidade (art. 217 CPC). 
	1.2. Prazos Processuais: a) Definição: período para prática/abstenção do ato. b) Tipos: b.1)Legais: previstos em lei. b.2) Judiciais: fixados pelo juiz, considerando a complexidade. b.3) Suplementares: quando não previstos, aplica-se prazo de 5 dias (art. 218, §3º CPC). c) Início (dies a quo): ciência do ato (notificação ou publicação – art. 774 CLT). d) Contagem: em dias úteis; exclui-se o início e inclui-se o vencimento (art. 775 CLT). e) Antecipação: ato antes do termo inicial é válido (art. 218, §4º CPC). f) Prazos diferenciados: MP, Advocacia Pública, Defensoria → prazo em dobro. União, Estados, Municípios, Autarquias e Fundações → prazo quádruplo para contestar e em dobro para recorrer (DL 779/69).​​Exceções importantes: Não há prazo em dobro para litisconsortes com procuradores distintos (OJ 310/TST). 
	Súmulas relevantes: 1 (prazo inicia na segunda-feira) e 262 (notificação em sábado + suspensão em recesso forense).​​1.3. Prorrogação do Prazo: Admitida em duas hipóteses (art. 775, §1º CLT): a) Quando o juiz considerar necessário. b) Em caso de força maior comprovada.​​1.4. Suspensão e Interrupção do Prazo: a) Suspensão: prazo é paralisado e retoma de onde parou (ex.: 20/12 a 20/01 – art. 775-A CLT). b) Interrupção: prazo volta a correr integralmente do início após cessar a causa interruptiva.​​1.5. Preclusão: Perda da faculdade processual pelo não exercício adequado: a) Temporal: não praticado no prazo. b) Lógica: ato incompatível com outro anteriormente praticado. c) Consumativa: faculdade já exercida não pode ser repetida.​ 
	2.​Notificação Trabalhista: Na JT, notificação é usada para citação e intimação.​​2.1. Citação: ato que convoca o réu para integrar a relação processual (arts. 238 e 240 CPC). → Na JT, é automática, postal e impessoal (art. 841, §1º CLT; Súmula 16/TST). → Presume-se recebida 48h após postagem; ônus da prova do destinatário quanto a não recebimento.​​2.2. Intimação: comunica os demais atos processuais durante o andamento da ação. 
	(cap 6) 
	I) Nulidades processuais no processo trabalhista 
	1.​Conceito e classificação: 
	Meras irregularidades: falhas formais sem prejuízo às partes → não geram nulidade. 
	Nulidades relativas: vícios que podem causar prejuízo, mas dependem de arguição pela parte interessada, sob pena de preclusão. 
	Nulidades absolutas: vícios insanáveis, não podem ser convalidados, podem ser reconhecidos de ofício pelo juiz. 
	Base legal: arts. 794 a 798 da CLT. 
	2.​Princípios das Nulidades: 
	II) Dispositivos Legais Relevantes da CLT 
	III) Regras Especiais (CPC e TST)

Mais conteúdos dessa disciplina