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COLEÇÃO
 
 
 
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Todos os direitos estão reservados e protegidos por lei. Nenhuma parte deste livro, sem autorização
prévia por escrito da Chiado Books, poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer forma.
 
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Para informações sobre envio de originais contacte: originais@chiadobooks.com
 
 
© 2021, Dinei Serpa e Chiado Books
E -mail: geral@chiadobooks.com
 
Título: Projeto Oroboro – Autoconhecimento – O Despertar
Editor: Andréa Albuquerque | Coordenador editorial: Vasco Duarte
Composição gráfica: Manuela Duarte | Capa: Nailan de Oliveira Barbosa
Revisão: Sandro Soares
 
1.ª edição: Janeiro, 2021
ISBN: 978-989-52-9593-7
 
@ Todos os direitos reservados
 
Nenhuma parte desta obra poderá ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer
meios (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou
banco de dados, sem permissão escrita do autor.
 
Transcrição dos vídeos e seleção das imagens: José Ilton Soares Barbosa
 
As imagens utilizadas nesta publicação foram captadas de sites que as disponibilizam para uso livre.
 
DINEI SERPA
 
 
 
 
PROJETO OROBORO
– AUTOCONHECIMENTO
– O DESPERTAR
 
 
 
 
 
 
 
 
Portugal | Brasil | Angola | Cabo Verde
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Agradecimentos
 
 
Com todo o amor do meu Ser,
para Blanca, Rodrigo, Sara e Sofia.
Em especial para meus amigos:
Ilton Barbosa, idealizador deste livro,
Nailan de Oliveira Barbosa (capa),
Renata Prado Renata Prado, Eduardo Eskenazi
e Danielle Naufal, Sandro e Patrícia Soares,
Patrícia C. Calegari, e Gabriele Amábile Dinali,
grandes incentivadores e mecenas do
Projeto Oroboro, e aos incontáveis
colaboradores deste trabalho
como um todo.
 
Sumário
 
Prefácio 11
Apresentação 15
A confusão das palavras 17
Semântica 19
O presente 21
Meditação – posição 23
Meditação – duração 25
Meditação – respiração 27
Meditação – técnica 29
Meditação – local 31
Meditação – horário 33
Meditação e as palavras 35
Meditação simples – parte 1 37
Meditação simples – parte 2 39
Meditação simples – Parte 3 41
Sucesso – Meditação – Autoconhecimento 43
Escolhas e Meditação 45
A Meditação e a Paz 47
Pensamentos condicionados e Meditação 49
Carpe Diem – Meditação é Intensidade 51
Tutorial da medição qualquer 53
Fé sem religião – sem crenças55
Fé e Religião 57
Crenças 59
Crença e fé 61
Acreditar ou Confiar – Crença ou Fé 63
Espiritualidade sem religião 65
Espiritualidade e Religião 67
Espiritualidade em resumo 69
Ateísmo, Religião e Fé 71
Religião – Uso moderado 73
Religião – Religação 75
O Ego 77
O Ego – os pensamentos 79
O Ego e seus Inimigos 81
O Ego e a Ansiedade 83
O Ego e o passado 85
O Ego e a Comparação 87
O Ego e o Paraíso 89
O Ego e o Cansaço 91
O Ego e a teimosia 93
Reencarnação 95
Sofrimento 97
Propósito – Missão de vida 101
Ser Consciente 105
O Amor 107
Arrependimento não é culpa 109
O Desapego 111
Propósito – Missão de vida 113
Reciprocidade 115
Tornar -se como criança 117
Gratidão 119
Os Títulos e o Ser 121
Presença – a verdadeira meditação 123
A verdade sobre o julgamento 125
A paz do silêncio 127
Os ensinamentos dos grandes mestres 129
O sucesso é o propósito em si 133
O céu e o inferno na existência do ser 135
A criatividade é a essência do Ser 137
O Carma 139
Seus conflitos são os conflitos do mundo 143
Idolatria é o Culto ao Pensamento 145
Buscar o reino da Paz 147
Dar a outra face 149
Os conceitos e as suas limitações 151
Resumindo o Ego 153
Apenas você mesmo 155
Destruindo o pecado 157
O silêncio não é externo 159
O perdão nunca é para o outro 161
Humildade não é pobreza 163
O livre arbítrio é total 165
A esperança gera conflito interior 167
Tudo é sagrado 169
Conhecereis a Verdade conhecendo a vós mesmos 171
Acreditar leva a erros de compreensão 173
A saída é para dentro 175
O autoconhecimento é a porta para a paz Interior 177
O Autoconhecimento e a Astrologia 181
Mergulhe -se no autoconhecimento – Não seja raso 185
O Autoconhecimento leva ao conhecer, sentir e saber
em lugar de acreditar 187
A Única Medida de Sucesso é a Paz Interior Conquistada 189
A única coisa bloqueando a sua paz interior é você
mesmo 191
Somos o universo condensado experimentando
a si mesmo 193
Desapego não é pobreza e pobreza não é virtude 197
Desapego – Não Julgamento – Não Resistência 201
A Crença da Separação Causa Conflito e Enfraquece 205
 
Prefácio
Em junho/2017 Dinei Serpa cria o canal no YouTube “Oroboro –
Caminho do autoconhecimento”.
Após uma série de episódios em sua vida pessoal, que o
levaram a rever padrões, conceitos, crenças, valores, pseudo
verdades, Dinei Serpa se viu diante de um processo de despertar
consciencial que o convidava à desconstrução de si mesmo.
O desmoronamento dos castelos (de areia!) de toda uma vida o
fez reconstruir -se a partir de seus próprios escombros.
Mediante situações e circunstâncias em que o habitual seria
vitimizar -se, revoltar -se, magoar -se, a escolha pessoal do autor
foi por seguir um caminho alternativo de revisão e
aprofundamento de si mesmo. Não que ele não tenha passado
por todas as etapas demasiadas humanas de suas dores, mas ele
escolheu não “fixar residência” emocional e psíquica nelas e, ao
invés disso, trilhou o caminho das pedras e dos espinhos, até
chegar no jardim das flores, onde exala o perfume da verdade
imperecível, onde brotam as sementes de uma consciência que
vislumbra o permanente e ressignifica o transitório.
E com base em sua experiência pessoal, num ato de amor
genuíno e fraternal, numa inspiração transbordante de sua mais
profunda essência, ele escolhe compartilhar seu olhar, seu saber,
seu entendimento, sua compreensão com todos nós, buscadores
da verdade e da luz (ou ainda não...), que assim como ele,
trilhamos estradas rudes, acolhendo -as como aprendizados para
o autoconhecimento e a evolução individual e coletiva.
Em outubro/2017, foi criada a página no Facebook com mesmo
nome do canal que já contabiliza cerca de 25.000 curtidas e
seguidores. Em fevereiro/2018 foi criado também no Facebook o
grupo de nome Autoconhecimento -Meditação -
Espiritualidade -Ser -NãoReligião -Não--Crença. Em maio/2018
foi criado ainda no Facebook o grupo Krishnamurti -Osho -
EckhartTolle(Jesus -Buda-Confúcio -Lao -Tsé -Sócrates -Platão.
Ambos os grupos são usados em caráter prioritário como meios
de divulgação do conteúdo do canal, possibilitando assim, que a
amplitude/alcance do conteúdo aumentasse significativamente.
O canal do YouTube contabiliza cerca de 5.000 inscritos com
300.000 visualizações (outubro/2020).
Ainda com foco na divulgação de seu trabalho que destaca e
joga luz prioritariamente à mensagem do processo de despertar
consciencial da, para e através da espiritualidade, o autor Dinei
Serpa ainda contribui como membro participante e atuante em
outros grupos, que aqui apenas em caráter explicativo vamos
identificar como sendo “grupos espirituais”, realizando
postagens/publicações diárias. Para conhecimento, são eles:
Ascenção Cósmica – O Grande Salto da Consciência, de Everton
Shirohae e o Projeto Despertar / Conexão Com Seu Mestre Interior,
de Danielle Naufal.
Discorrendo de forma simples, acessível, facilmente
compreensível a leigos e com a devida profundidade à “você que
está desperto, a você que está despertando”, Dinei Serpa propõe
reflexões que impactam nos mais diversos níveis de consciência
de seu público, sempre citando mestres reconhecidos e
atemporais como Jesus de Nazaré, o Cristo, Eckhart Tolle, Mooji,
J. Krishnamurti, Adyashanti, Sadhguru, Sidarta Gautama, o Buda,
Lao -Tsé, Confúcio, Sócrates, Platão, Osho, Rumi, entre outros, de
forma esclarecedorae ressignificada, fugindo das padronizações
interpretativas das culturas sociais, das filosofias distorcidas e
das ideologias, religiosas ou não, desvirtuadas e manipuladoras,
que nos mantiveram por tempos milenares, aprisionados em
crenças irreais que mais impunham medos que promoviam
libertação e iluminação.
Dinei Serpa vem nos propor com este conteúdo através do
canal, da página e dos grupos, uma revisão profunda em tudo
aquilo que sempre consideramos verdades inquestionáveis, às
vezes até mesmo absolutas.
Agora, em janeiro/2020, devido ao potencial crescimento de
acessos, o trabalho do autor foi transformado em projeto,
passando a ser subsidiado pelos próprios seguidores de forma
voluntária, pois antes era mantido única e exclusivamente com
recursos pessoais, situação que não mais se fez possível. Através
das colaborações voluntárias, o canal passou por várias
alterações/atualizações, mudando seu nome juntamente com a
página no Facebook para Projeto Oroboro –
Autoconhecimento – Dinei Serpa, os recursos e equipamentos
foram atualizados, a localização e as locações passaram a ser
externas e, num ato de registrar fisicamente todo este conteúdo
virtual, deixando para a posteridade um legado em todas as
formas possíveis de manifestação e divulgação acessível,
transcrevemos seus saberes dos vídeos para um livro, tornando
possível o acesso a mais e mais pessoas, todas as
desconstruções às quais o autor nos convida.
Os textos desta publicação, são transcrições dos vídeos com
conteúdo autoral de Dinei Serpa e no final de cada texto,
colocamos o link de acesso aos vídeos.
Nem todos os vídeos constantes do canal estão transcritos aqui
até porque, após a publicação deste livro, muitos outros vídeos já
terão sido acrescentados ao canal, abrindo o precedente para
virem a fazer parte de uma possível próxima edição.
Intencionalmente algumas proposições estão em re-dundância
dentre um texto e outro, no intuito de dar maior ênfase, de
afirmar e reafirmar, bem como de melhor esclarecer aquilo que
o autor quis dizer naquele contexto.
Desejamos -lhes uma boa leitura e, caso queiram emitir algum
comentário, compartilhar experiências, saberes e se
manifestarem de forma a contribuir com o enriquecimento do
conteúdo geral do canal, sintam -se à vontade para fazê -lo no
espaço dos comentários ligado diretamente a cada vídeo no
canal do Youtube.
 
 
Equipe ProjetoOroboro.
 
Apresentação
 
Não sou filósofo, nem monge, nem padre, nem professor, não
sou cristão, nem budista, não tenho religião e nem sou ateu,
entre tantas outras coisas que também não sou. Eu também não
sou minoria social, até mesmo porque eu faço parte da maior
classe social desse país, ou seja, dos remediados, dos sem
recursos, digamos assim. Por isso mesmo é que posso
compartilhar com vocês algumas das minhas experiências e
conclusões que tive na vida. Então, espero poder ser útil de
alguma forma na sua vida.
Sou humano e tenho sim uma grande fé, uma grande
confiança de que tudo está certo do jeito que está. Talvez você se
identifique com isso, talvez não, isso não importa.
O objetivo desta publicação é questionar alguns
conhecimentos de senso comum da humanidade, como quando
alguém pergunta para você “quem você é”, quais são as
primeiras respostas que vêm na sua cabeça?
Você sabe mesmo quem você é? Você sabe o que é que você
está fazendo no mundo? Você já parou para se perguntar se este
mundo que foi apresentado para você desde o seu nascimento, é
o mundo com o qual você concorda? É o mundo com o qual você
está satisfeito? Quando você nasceu, lhe apresentaram um leque
de opções para você seguir na vida e você já parou para se
perguntar quem é que bolou este leque? Quem é que bolou essa
lista? De onde vem essa lista? E mais, eu te pergunto: você já se
perguntou o que é que tem além deste leque? Você já tentou
olhar adiante deste leque? Ou se manteve sempre olhando para
este leque de opções que colocaram diante de você? Governo,
religião, emprego, família… É isso? E você está de acordo com o
que lhe oferecem?
Se você não sabe a resposta, eu te convido para, aos poucos, a
gente ir descobrindo como ser feliz neste mundo, diferente
daquilo que nos ensinaram. Então sejam bem -vindos e
aproveitem.
 
A confusão das palavras
Na maioria das vezes não sabemos o real significado das palavras que usamos
para nos expressar, sem dizer que quem nos ouve também não sabe. Vida, morte,
Deus, religião, amor... e por aí vai. Não é de estranhar que haja tanta confusão no
mundo.
 
 
Este texto trata sobre as palavras, as frases e as expressões
que utilizamos no dia a dia para nos comunicar, para nos
expressar.
Por incrível que possa parecer, as palavras que a gente usa no
dia -a -dia, podem ter um significado diferente para cada pessoa e
até mesmo para diferentes grupos sociais. Por exemplo, quando
eu uso a palavra “Bíblia”, ela pode ter um significado diferente
para um cristão do que para um “não cristão”. Quando eu uso a
palavra “Deus”, da mesma forma, essa palavra pode ter um
significado totalmente diferente de uma pessoa para outra. Por
isso, muitas pessoas confundem, por exemplo, a palavra “Amor”,
com “Romance”, com “Paixão”...
Geralmente se confunde a palavra “Fé” com a palavra “Crença”
ou com “Religião”. Uma vez que fé significa “Confiança”, ou até
mesmo, a palavra “Espiritualidade” com a palavra “Religião”. Por
isso a comunicação verdadeira acaba se tornando uma coisa
muito difícil, por causa mesmo da confusão das palavras, da
semântica.
Um ateu pode vir a ser uma pessoa com uma fé inabalável e
inclusive bastante espiritualizado, da mesma forma que um
religioso pode acabar sendo uma pessoa sem espiritualização
nenhuma, sem fé nenhuma, sem confiança nenhuma.
A palavra presta um grande serviço na divulgação das ideias,
mas ao mesmo tempo ela também se torna um grande limitador
de ideias. A palavra deveria ser vista como uma semente que
evolui através dos tempos e até mesmo pode, digamos assim,
“variar de espécie” conforme a região onde ela for semeada.
Para quem se interessar, é a semântica que estuda o
significado e a interpretação das palavras, das frases e das
expressões que a gente usa no dia a dia, portanto não se
apegue às palavras.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/iEQ -pFdwRIk
 
https://youtu.be/iEQ-pFdwRIk
Semântica
A palavra não é a coisa em si. Tomar as coisas no seu sentido literal é um grande
erro, porque nem sempre se conhece o real significado das palavras, nem o valor
emocional e/ou mesmo cultural que determinada palavra tem para quem a usa.
Talvez muitos já tenham experimentado a situação de um elogio que foi
interpretado como uma ofensa…
 
 
Semântica é o que define o significado das palavras, das frases
e das expressões que utilizamos no nosso dia -a -dia e ao longo da
nossa vida, na tentativa de nos comunicar uns com os outros. O
caso é que as palavras têm um significado definido no dicionário,
porém a maioria das pessoas costuma desconhecer até mesmo o
significado real de uma palavra. Disso resulta que, muitas
pessoas acabam utilizando -se de palavras sem nem mesmo
saber o seu real significado. Outra coisa importantíssima é o
peso emocional e cultural que uma palavra traz nela mesma.
Para cada pessoa, a palavra vai ter um significado de acordo
com aquilo que ela vivenciou de acordo com o que aquela
palavra trouxe para ela ao longo da vida dela. Então, de acordo
com a importância que essa palavra teve, ela vai associar mais ou
menos um sentido positivo ou negativo para a palavra.
Então é por isso que uma palavra, por exemplo, como “DEUS”,
não significa a mesma coisa para duas pessoas. Ela vai ter um
peso emocional, cultural diferente para cada um. Citando outras
palavras, por exemplo, AMOR, Romance. Para cada um que
estiver lendo este texto, eu tenho certeza que estas palavras vão
despertar um entendimento e esse entendimento nem sempre é
o real significado da palavra e principalmente o real significado
do que a pessoa queria dizer quando ela pronunciou ou escreveu
a palavra.
Então a gente temque ficar muito atento também a esta
questão, certo? O nosso mundo é conduzido por palavras, mas,
preste bem atenção nisso “a palavra não é a coisa”, a palavra no
máximo aponta o sentido a seguir. Ela é uma indicação, uma
seta, mas ela não é a coisa. Não se conhece a coisa por conhecer
a palavra.
Eu posso citar aqui, para vocês a palavra “Montanha”. Vocês
vão imaginar uma montanha, mas vocês não vão conhecer a
montanha.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/zprUdCiZsa8
 
https://youtu.be/zprUdCiZsa8
O presente
A única “verdade” que existe é o agora, o presente. A tão conhecida “porta
estreita”, acessível somente através da presença. O passado pesa e o futuro gera
ansiedade. Porém, o passado já foi presente e será que foi reconhecido como tal?
Se não foi, fica a lição para o agora, para que quando o agora do futuro chegar,
estejamos mais preparados e presentes.
 
 
Esse é na verdade o único tempo que importa, porque é o
único tempo sobre o qual nós temos domínio verdadeiro e real.
O passado já se foi, nada mais podemos fazer por ele.
Eu sei que pode parecer clichê, mas a maioria das pessoas vive
mais no passado que no momento presente das suas vidas. Eu
digo isso, não só no sentido da pessoa viver remoendo o
passado, mas inconscientemente também, da pessoa reviver
padrões condicionados do passado o tempo todo.
Por outro lado, o futuro ainda não chegou, não há nada que
possamos fazer por ele. Tudo o que podemos fazer está no
agora, está no presente, no entanto, a nossa mente funciona
como uma droga, ela nos tira do momento presente o tempo
todo. E não se engane, esse momento é a única vida que temos.
Segundo Buda, o segredo da saúde mental e física está em
“não lamentar o passado, não se preocupar com o futuro e não
se adiantar aos problemas, mas viver sábia e seriamente o
presente”. Jesus disse: “qual de vós, por mais que se preocupe,
pode acrescentar um dia a mais na sua jornada de vida”, porém,
a mente das formas mais variadas possíveis, através dos mais
variados pensamentos, inventa desculpas intermináveis para não
estar no presente. Mas, o “agora”, o “presente”, é o único
momento que realmente existe.
Cabe a você descobrir os mecanismos que a sua mente usa
para sair do agora, para sair do momento presente.E, a partir daí,
se tornar presente na única vida que existe.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/AY7PJPXX5FA
 
https://youtu.be/AY7PJPXX5FA
Meditação – posição
Para meditar, a posição correta é aquela que te fizer sentir melhor. Descubra qual
é. Simples assim.
 
 
A meditação é uma coisa simples. O que eu vejo são muitas
pessoas mal informadas, por diversas razões, achando que a
meditação é uma coisa complexa, que ela tem que ser uma coisa
complexa.
Quero trazer numa série de textos (vídeos) curtos, alguns
esclarecimentos importantes, simplificando a meditação.
Muitos questionam, por exemplo, com relação à posição para
meditar. Você já deve ter experimentado ou pode ainda
experimentar, entrar no Google, digitar a palavra “Meditação” e
clicar na aba “Imagens”. Você vai ver que aparecem somente
imagens de pessoas sentadas na posição de “Lótus”, que é
aquela com as pernas cruzadas, com as pontas dos dedos
encostados uns nos outros. Então vai aparecer somente esse tipo
de imagem relativo à meditação! Bom, isso é somente uma
imagem, é só uma representação. É claro que, para muitas
pessoas, essa posição serve e é útil, mas, eu vou ser franco com
vocês, para a maioria das pessoas, essa posição é muito
desconfortável e incômoda.
O esclarecimento que eu quero trazer para vocês é o seguinte:
não precisa dessa posição! Qualquer posição é a posição! Aquela
em que você se sentir mais confortável, inclusive deitado. E
muitas pessoas se surpreendem quando ficam sabendo que
também pode ser deitado!
O objetivo da meditação é o relaxamento, então, mesmo que
aconteça da pessoa dormir durante a meditação, não tem
problema, continue praticando.
A meditação é, acima de tudo, persistência. Amanhã tenta de
novo e de novo e de novo… até que num momento a pessoa não
dorme mais. Mas, se dormir não tem problema nenhum! Não
adianta se estressar e ficar pensando: “Poxa eu dormi e não
consigo ficar acordado” ou “Então não posso deitar”. Claro que
pode sim! Pode dormir, até que um dia não durma mais e a
meditação se torne algo consciente, se torne algo desperto.
O negócio é não se estressar. Vou trazer outros assuntos e
espero ter conseguido esclarecer que “qualquer posição é
posição”, seja correndo, sentada, principalmente, seja fazendo
qualquer atividade doméstica, lavando a louça, acariciando a
cabeça do animalzinho que você tem em casa, brincando com
seus filhos. Qualquer posição é posição!
Outro detalhe é o tempo. Muitas pessoas ficam preocupadas
com o tempo, mas não tem tempo certo, se você conseguir pelo
menos uma respiração consciente e presente, já está meditando
e daí, só avança. Então “menos estresse e mais meditação”.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/AwJiGtYtKmI
 
https://youtu.be/AwJiGtYtKmI
https://youtu.be/AwJiGtYtKmI
Meditação – duração
Um instante de consciência é mais importante do que 40 minutos de luta contra os
pensamentos. Meditação é uma atitude. Um modo de vida. Não é algo para se
fazer apenas algumas vezes. Um dos maiores objetivos da meditação é
abandonar os condicionamentos. Então, ela não pode se tornar outro
condicionamento na sua vida. Livre -se das barreiras.
 
 
Muitos se questionam sobre tempo certo, tempo mínimo ou
máximo de duração da meditação e felizmente, não há nada
disso. Eu vou dizer para você, inclusive que, alguns momentos de
respiração com consciência, são mais significativos do que uma
hora de meditação forçada.
A meditação não pode ser uma coisa forçada. Medi-tação é
relaxamento, não é estresse. Então se você consegue fazer
alguns momentos de respiração consciente, já estará meditando.
Meditação é presença, meditação é observação. E para
observar, você tem que estar consciente. A respiração te torna
consciente. Não se preocupe com o tempo.
Se você conseguir, algumas vezes, ao longo do dia, alguns
momentos de respiração consciente, momentos em que você se
dá conta do que está acontecendo ao seu redor, que prestou
atenção nos barulhos que estão vindos da rua ou do ambiente
que você está isso já é me-ditação.
A meditação é um “estado de ser”. Sempre digo: “Não pratique
meditação, seja meditativo. Aprenda a ser meditativo”. Então,
não se preocupe com o tempo que vai durar sua meditação,
muito mais que isso, mantenha atenção. Que seja por alguns
segundos, no semáforo, por exemplo, enquanto está esperando
o sinal abrir, quando está assistindo televisão, brincando com
seus filhos. Respire consciente. A respiração lhe tornará
consciente, presente. Tudo o que você faz, torna -se então, mais
significativo.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/rU8rPoB4OIk
 
https://youtu.be/rU8rPoB4OIk
https://youtu.be/rU8rPoB4OIk
Meditação – respiração
A respiração e a meditação são muito simples. A meditação é orgânica, é diferente
de pessoa para pessoa, é uma questão de adaptação, mas acima de tudo ela é
muito simples.
 
 
Muitas pessoas têm dificuldade com a meditação, por causa de
uma série de fatores que surgem a partir de uma divulgação
errônea e complexa sobre a mesma e não é nada disso. Na
questão da respiração, por exemplo, não existe uma técnica
específica. Respirar e simplesmente respirar naturalmente, que
já é o suficiente.
A respiração é o único movimento do corpo humano, sobre o
qual temos controle. Podemos dizer que é um processo
semiautomático, porque, na maior parte do tempo, respiramos
inconscientemente. Mas, o poder da respiração está no
momento em que se faz uma respiração consciente. É nesse
processo que ela traz um resultado fabuloso, porque a
respiração consciente nos traz para o momento presente.
É só isso, simples assim. Nada complicado. Não é preciso
nenhuma postura correta, não é preciso nenhuma técnica de
respiração, com nome complicado, nada disso. Simplesmente
respire.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/c9vve3aSzZshttps://youtu.be/c9vve3aSzZs
https://youtu.be/c9vve3aSzZs
Jills-pixabay
Meditação – técnica
A meditação é algo simples. Pode ser feita em todos os momentos do dia, sem
obedecer a nenhuma técnica específica. Não quer dizer que não se possa fazer
uso das técnicas, caso a pessoa tenha facilidade para isso. Quer dizer que quem
não tem facilidade, NÃO PRECISA TÉCNICA.
 
 
Existem muitas técnicas disponíveis, mas qual é a melhor
delas? Eu digo que, não é necessária nenhuma técnica. Como já
mencionei algumas vezes, a meditação é orgânica, é uma
descoberta pessoal, não é um processo iniciativo, como se vê em
muitas escolas esotéricas, por exemplo, onde se busca a
iniciação para se ter um conhecimento maior.
No caso da meditação, não há necessidade de um processo
iniciático, a meditação é simples. Um momento de meditação ao
longo do dia é muito mais importante que a pessoa forçar uma
parada no dia, obrigatória, para tentar meditar. A meditação tem
que ocorrer naturalmente.
Então assim, na questão técnica, tem muitas pessoas que se
adaptam ou se adéquam a uma técnica específica, só que nem
todos conseguem. Como na Yoga, por exemplo, nem todos
conseguem fazer.
O objetivo que tenho é tornar a meditação acessível e prática
para qualquer pessoa. Com esse objetivo, eu digo e afirmo: a
meditação não necessita de uma técnica. Como já disse outras
vezes, meditação é: observação, atenção, presença, então, num
ato de respiração consciente, já está feita a meditação. Por quê?
Porque nessa respiração eu estou me sentindo aqui, presente e
agora. Respire e perceba isso.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/V7TvxcZ8w60
Jose Antonio Alba-Pixabay
https://youtu.be/V7TvxcZ8w60
https://youtu.be/V7TvxcZ8w60
Meditação – local
Para meditar, qualquer local tem o mesmo significado. Onde estamos sempre é o
local ideal para meditar.
 
 
Depois de falar sobre posição, duração, respiração e técnica,
vamos abordar agora a questão do local. Muitas pessoas tem a
vontade de preparar o ambiente propício para a meditação, com
incenso e objetos que lhe dão prazer, porém não é necessário
um local específico para se fazer a meditação.
O meu objetivo, como já disse, é simplificar a meditação, tornar
a meditação muito mais do que somente um hábito, mas que
venha a fazer parte da vida da pessoa, tanto quanto respirar.
Que ela possa ser feita habitualmente, normalmente, no dia -a -
dia.
É lógico que no dia -a -dia, você não vai ter condições de
preparar esse local, esse ambiente para fazer a meditação, então
você vai ser meditativo o tempo todo em qualquer local que
esteja. Como eu disse anteriormente, uma única respiração
consciente, é mais do que suficiente. Esta é a meditação em si,
meditação é consciência.
Se não tem como preparar o ambiente como se gostaria, então
quando a pessoa consegue se sentir presente naquilo que ela
está fazendo, meditação é presença. Quando a pessoa, em seu
trabalho, está dedicando atenção total naquilo que está fazendo,
seja até mesmo no momento da sua alimentação, seja correndo,
ou mesmo assistindo à televisão, em todos estes momentos e
locais, a pessoa pode estar fazendo a respiração consciente.
Não há necessidade de um local específico, não há necessidade
de rituais específicos. A meditação é mesmo simples.
Aqui eu estou não estou em nenhum outro lugar a não ser
aqui, agora.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/ -sWaPFz92KY
pixabay
https://youtu.be/-sWaPFz92KY
https://youtu.be/-sWaPFz92KY
Meditação – horário
Meditação não tem hora certa. Toda hora é hora de meditar. Não precisa fechar os
olhos. Pode, mas não precisa. Para meditar não tem local, não tem hora, não tem
posição, não tem técnica, não tem condições.
 
 
Não há melhor horário para meditação. A meditação, como já
mencionei, é orgânica e é uma coisa que se faz a todo o
momento. Tenho insistido que meditação é presença, é atenção,
é observação, ou seja, são atitudes, é um estado do ser que nós
podemos assumir a toda hora, a todo o momento. Então não
tem porque haver um horário específico.
Como já falei sobre a respiração, um único ato de respiração
consciente que você fizer, pode ser muito mais eficaz do que a
pessoa se forçar num determinado horário, impor determinadas
condições para conseguir meditar. E eu sei, que muita gente
desiste por não conseguir cumprir estas condições.
Vou dizer para vocês: meditação não precisa de condições. Nós
temos que nos tornar meditativos, muitos mais do que ser
praticantes de meditação. Uma única respiração consciente, aqui
agora. Você não está em outro lugar a não ser aqui e agora,
lendo este livro.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/k8jzWQCCmhA
https://youtu.be/k8jzWQCCmhA
Caique Silva-Pixabay
Meditação e as palavras
Palavras são símbolos que indicam uma direção, um caminho a seguir. Seu
significado depende de quem a usa e quem a percebe, depende das referências
tanto do criador quanto do receptor. Na medida em que nos tornamos mais
meditativos, passamos a compreender as palavras em profundidade, além do seu
simbolismo.
 
 
A semântica trata do significado das palavras, frases e
expressões que utilizamos para nos comunicar. É a interpretação
que fazemos das frases e expressões que utilizamos. Uma
palavra não tem apenas um único significado. Por mais que
busquemos nos dicionários, temos apenas um significado
aproximado do que ela quer dizer. Ela muda de acordo com a
cultura e o conhecimento da pessoa que está usando, ou
ouvindo, ou lendo uma determinada palavra.
Então, o que quero propor é uma reflexão sobre aquilo que
estamos recebendo de informação da mídia, dos livros, jornais,
revistas, enfim, buscar entender o que realmente está tentando
se dizer com aquela mensagem.
Eu quero propor uma reflexão com algumas palavras que são
importantes para o autoconhecimento, para que você faça uma
reflexão íntima e com calma. São palavras que toda vez que você
lê -la ou ouvi -la, o que é que vem à sua cabeça? Ao que você
associa esta palavra? Por exemplo, a palavra “Espiritualidade”, o
que ela te lembra ou significa? A palavra “Deus”, o que ela te
lembra ou representa para você? A palavra “Amor”, a palavra
“Fé”, a palavra “Compaixão”, o que estas palavras significam ou te
lembram?
Para finalizar, o que eu proponho é o seguinte: a palavra é um
símbolo que indica uma direção. A palavra não é a “coisa em si”
que você está procurando entender/interpretar. A coisa só pode
ser conhecida pela sua experiência. Todas as palavras que você
ouve que você conhece qual o significado que elas têm para
você? Esses significados condizem com a sua realidade ou
acabam te confundindo mais ainda?
 
Link no Youtube: https://youtu.be/G5xKi0JN -wQ
 
https://youtu.be/G5xKi0JN-wQ
https://youtu.be/G5xKi0JN-wQ
Meditação simples – parte 1
Uma forma de meditação simples e ao alcance de todos, sem complicações, do
meu ponto de vista pessoal.
 
 
O objetivo da meditação é fazer com que você tome
conhecimento dos próprios pensamentos. É observar os próprios
pensamentos, prestar atenção naquilo que se pensa, mas sem
seguir o próprio pensamento, sem acompanhar. Como se
estivesse, por exemplo, observando uma nuvem no céu. Você
está consciente de que ela está lá, pode observá -la passando,
mas você não a acompanha. E assim também é com o
pensamento.
Para meditar, não é necessário ficar numa determinada
posição, ou seja, não há posição única e obrigatória para se fazer
isso. Pode ser de pé, pode ser dirigindo, correndo, caminhando,
sentado, deitado. O que importa, acima de tudo, é estar
presente ao fazer isso.
Não existe um tempo mínimo para se meditar, apenas comece,
faça sempre que quiser, onde quiser e na posição que quiser.
Apenas faça.
Uma dica: a respiração é um ato biológico semiautomático,
digamos assim, então quando você perceber o pensamento fugir
se concentre na respiração. Você vai se perceber, de certa forma,
voltando para o corpo.
Os benefícios são incontáveis, principalmente a diminuição da
ansiedade e o aumento da concentração, onde se podem
perceber resultados excelentes.
Eusugiro que você persista na prática da meditação e poderá
comprovar por si mesmo(a) estes resultados. Tenho certeza que
você vai gostar.
Também pode colocar como acompanhamento uma música
suave, instrumental, que seja do seu agrado, que soe bem aos
seus ouvidos, pode ser interessante também e ajudar no seu
momento de meditação.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/Myujx0dqLgU
Pixabay
https://youtu.be/Myujx0dqLgU
https://youtu.be/Myujx0dqLgU
 
Meditação simples – parte 2
Depois dos primeiros textos sobre meditação simples, um esclarecimento diferente
da visão geral de que
o objetivo da meditação é ‘silenciar a mente, silenciar os pensamentos’.
 
 
Será que o objetivo da meditação é somente silenciar a mente
ou aquietar os pensamentos? No meu entender estes não são os
objetivos principais da meditação. Eu diria que são os efeitos ou
as consequências da meditação.
O objetivo da meditação, como já mencionei, é a presença, é a
observação, é a atenção a você mesmo. Algumas pessoas dizem
“poxa, mas minha mente é muito tagarela, quando vou tentar
meditar ela não fica quieta”. Na real, o objetivo de meditar é
justamente observar o que essa tagarela tanto fala, o que a
mente fala o tempo todo. Como disse antes, é observar e não
acompanhar, não se deixar levar por estes pensamentos. Não se
envolver.
Você vai perceber, por exemplo, que está pensando no boleto
que tem que pagar amanhã e alguns segundos depois, já tá
pensando “será que eu vou morrer amanhã?” ou “será que vou
morrer de infarto?”. Então, a mente nos prega essas peças, logo o
objetivo da meditação é observar, fazer de você um observador e
conhecer os mecanismos do pensamento. Ou seja, tomar
consciência dos pensamentos, tomar consciência dos sons em
volta da gente. Prestar atenção nos sons.
E eu repito, quando a mente começar a fugir, a respiração é um
ótimo truque. Respire naturalmente, sem muita frescura, preste
atenção na sua respiração e perceba você voltando. É como se
você estivesse saindo do corpo, ficasse “viajando na maionese” e
depois retornasse para dentro do corpo.
E é por isso que quero reforçar que a meditação pode ser feita
em qualquer momento, em qualquer posição, em qualquer local,
com ganhos excelentes de concentração e controle da
ansiedade, na medida em que você começa a tomar
conhecimento e prestar atenção nos mecanismos do seu
pensamento, porque não é igual para todo mundo. Por isso que
a meditação é algo individual.
 
Link do Youtube: -https://youtu.be/XA0WedO_JYA
Pixabay
https://youtu.be/XA0WedO_JYA
 
Meditação simples – Parte 3
Meditar é algo simples. O que é difícil mesmo é perseverar. Uma vez vencida a
barreira do hábito, a meditação torna -se tão fácil quanto respirar.
 
 
Eu sei que para uma grande maioria a meditação pode parecer,
num primeiro momento, uma coisa muito difícil, quase
impossível de se praticar, mas, quero dizer neste momento,
ajudando de alguma forma, é que essa sensação é igual para
todos, inclusive com diferentes graus. A dificuldade é a mesma,
tanto para o iniciante quanto para aquele que está há um pouco
mais de tempo nessa empreitada. Então, o meu recado é para
que não desanime. A meditação é difícil sim, mas não é
impossível. E o resultado é prazeroso. Vale sim à pena. O que faz
a diferença é a perseverança de cada um.
Lidar com os próprios pensamentos não é fácil. Reconhecer as
próprias dificuldades, as próprias limitações, não é fácil, mas
como já disse, não é impossível e vale sim à pena.
Não existe uma técnica única para a meditação, cada um
encontra o seu ritmo, cada um encontra o seu momento, a sua
maneira de superar a interferência dos pensamentos.
Também, a meditação não é uma prática esotérica. Não existe
um objeto físico (material), que vai te levar ao autoconhecimento.
Dá para resumir assim: observação, presença e autodomínio.
Esses são os fundamentos básicos da meditação.
 
 
Uma forma de auxiliar, bem básica é, em primeiro lugar,
escolher uma âncora: geralmente escolhemos a respiração para
ser nossa âncora. A respiração tem um poder (vamos dizer
assim, vamos usar esta palavra), de nos trazer de volta para a
meditação, quando nossa mente viajar demais nos
pensamentos, quando começa a divagar. Logo em seguida,
percebemos que a mente está divagando, então retomamos a
atenção a partir da nossa âncora que escolhemos. E era isso.
Espero ter ajudado de alguma forma.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/PVr3Wif19PE
 
https://youtu.be/PVr3Wif19PE
Sucesso – Meditação – Autoconhecimento
O único e verdadeiro sucesso vem do autoconhecimento, através da meditação,
que é a conquista de si mesmo.
 
 
Aqui, quero falar de sucesso, só que não na associação comum
que se dá nessa palavra, que é associação com fama, riqueza e
poder. Na verdade, não há maior sucesso positivo e verdadeiro
na vida de uma pessoa, do que a conquista de si mesmo.
Todo o sofrimento humano vem do “não conhecer a si mesmo”,
portanto, o autoconhecimento é a única cura verdadeira para o
ser humano, todo o resto é paliativo. Ajuda, mas não resolve.
O primeiro passo para o autoconhecimento é a meditação. É a
observação dos mecanismos do próprio pensamento. Muita
coisa acontece depois que se começa a meditar. É o começo do
autoconhecimento, é o começo da cura definitiva, é o começo do
verdadeiro sucesso, é o fim de todo o sofrimento. Mas você só
vai saber experimentando, então fica a dica: experimente,
medite, torne -se observador de si mesmo, torne -se senhor de
si mesmo. Finalmente, conheça a si mesmo e seja a sua própria
cura.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/YDhzAXcYpO4
 
https://youtu.be/YDhzAXcYpO4
https://youtu.be/YDhzAXcYpO4
Susanne Jutzeler-Pixabay
Escolhas e Meditação
Parece que não temos muitas escolhas na vida, mas a verdade é que escolhemos
o tempo todo, infelizmente de forma inconsciente, condicionada. Na maioria das
vezes, ficamos descontentes com os resultados.
 
 
Eu sei que a grande maioria acredita não poder fazer muitas
escolhas, acreditamos que somos levados pelas condições que a
vida nos impõe, muitas vezes até impiedosamente. Só que não.
Não somos folhas ao vento como gostamos de pensar.
 
A maioria das nossas escolhas e das nossas decisões é tomada
a partir de pensamentos condicionados que a gente nem
percebe que estão lá. O caso é que, tudo o que acontece em
nossas vidas é resultado das nossas escolhas sim. O que
determina a qualidade desse resultado, do resultado das nossas
escolhas, é o nosso nível de consciência, é o nosso nível de
presença ao fazermos essas escolhas.
A gente acaba se confundindo porque o tempo passa e o que
vivemos hoje parece não ter relação com as escolhas que
fizemos no passado, mas tem sim, totalmente! Por isso fique
atento daqui para a frente. Seja dono dos seus pensamentos e
não se deixe comandar por eles.
O primeiro passo para isso é através da meditação.A sua
libertação destes pensamentos condicionados, a nossa
libertação, a libertação de cada um, começa com a meditação.
Experimente por si mesmo, comece agora. A meditação te torna
dono de si mesmo, te torna dono do seu destino.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/iDvkj26TB40
https://youtu.be/iDvkj26TB40
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A Meditação e a Paz
A paz não vem de fora, e também não é um prêmio por bom comportamento. A
paz é uma conquista interior, conseguida com perseverança no autoconhecimento.
Estar em paz é estar no reino dos céus.
 
 
Tem muita controvérsia sobre o assunto paz. A paz é algo que
vem de dentro, não é algo que possa vir de fora, porque, se a
gente está conectada com os problemas, com as dificuldades do
mundo, com os relacionamentos, a gente nunca vai encontrar e
entrar em um estado de paz.
A paz é uma conquista interior, é um processo que inclui o
autoconhecimento, porque na medida em que a pessoa se
conhece, ela sabe o que pode lhe tirar a paz, o que pode tirá -la
do sério, o que pode lhe causar um desequilíbrio.
Existe um conhecimento muito antigo que diz assim (não com
estas palavras), mais ou menos assim: só se pode ver o fundodo
lago, quando as águas estão calmas. O que quer dizer isso? A
gente só vai conseguir resolver as dificuldades da vida, aquilo
que a gente chama de problema, somente quando estivermos
num estado de paz interior. Num estado de agitação, de
perturbação, não conseguiremos ver nada com clareza. Quando
a gente se deixa levar pela emoção a gente não consegue ver
nada com clareza.
Então, a partir do autoconhecimento, a partir da meditação, a
partir do momento que conseguirmos dominar a meditação (de
maneira simples), entrar em um estado meditativo e permanecer
o tempo todo, em qualquer lugar que esteja, você acaba por
descobrir onde que está essa paz lá dentro de você e acaba
usando isso no seu dia -a -dia, em todo o momento, mesmo com
todas as dificuldades.
Suas reações e soluções, aos problemas e dificuldades, acabam
sendo mais claras e mais lúcidas, reduzindo inclusive problemas
futuros.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/eXwhAguSzzk
Daniel Reche-Pixabay
https://youtu.be/eXwhAguSzzk
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Pensamentos condicionados e Meditação
Poucos sabem realmente dizer quais pensamentos são seus, e quais são
“herdados” ou “emprestados” do mundo. Pensamentos condicionados acabam
virando crenças tão arraigadas dentro da gente que achamos que somos essas
crenças. Só que não…
 
 
Até que ponto somos donos do que pensamos? E até que
ponto nós somos levados por nossos pensamentos
condicionados? Até que ponto somos autores dos nossos
próprios pensamentos? E até que ponto nós recebemos esses
pensamentos já prontos?
Conhecer os mecanismos de funcionamento dos nossos
pensamentos, da nossa mente, é conhecer o nosso próprio ego.
Esse é o caminho para a nossa libertação de tudo aquilo que nos
prejudica hoje.
O pensamento em geral, é um hábito tão compulsivo como
qualquer outro hábito. A mente compulsiva, a todo o momento,
nos coloca no passado ou no futuro, viciosamente como
qualquer outra droga, que nos tira de nós mesmos, que nos tira
do presente, que nos tira da presença.
A mente compulsiva e incontrolada acaba por criar
pensamentos que se transformam em crenças nocivas, mas o
conflito só existe pela falta do autoconhecimento. A meditação é
a chave que abre a porta para o autoconhecimento. E o
autoconhecimento é a libertação das mazelas da vida. Devemos
então, conhecer os nossos pensamentos condicionados, os
nossos condicionamentos.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/a3YYaNuqfn4
Alexandr Ivanov-Pixabay
 
https://youtu.be/a3YYaNuqfn4
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Carpe Diem – Meditação é Intensidade
Ser meditativo é estar presente em tudo aquilo que se faz. Consciência é
presença, e presença é intensidade, que é o contrário de superficialidade.
 
 
Por que intensidade?
Pelo que a gente observa na humanidade, um dos maiores
problemas da nossa era atual, é a superficialidade, com que tudo
é olhado, com que tudo é percebido.
Todos nós nos damos conta de que todos os assuntos são
observados sempre superficialmente. São comentados
superficialmente. Então eu sugiro nessa reflexão o seguinte: seja
profundo naquilo que você faz, seja intenso, seja presente. Isso é
ser meditativo. É tratar tudo na vida com intensidade, com
presença total.
Observe, você vai perceber, o quanto as pessoas são
superficiais em coisas como na música, nos seus estudos, na
vida… Existe uma expressão “Viver a vida louca” e pensam que
esta expressão quer dizer se entregar aos excessos. Não!! Carpe
Diem: viver a vida louca, colher o dia significa “Viver com
intensidade cada momento, com presença total”, é isso que
significa. Não significa sair, encher a cara e cometer todos os
excessos possíveis.
Viver a vida louca é ter coragem de viver com presença. Isto é
ser meditativo.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/Q3Ih_99X_lk
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Tutorial da medição qualquer
Uma forma de entender como Ser Meditativo em
3 minutos e meio. Espero que seja útil.
 
 
Este é um tema muito importante, porque é a meditação que
pode causar a grande transformação na vida de qualquer
pessoa, levando -a ao autoconhecimento. Então me pediram uma
forma de simplificar ao máximo a meditação. E, por isso acabei
chamando esta simplificação de “O Tutorial da Medição
Qualquer”. Eu escolhi esta palavra para que ela fique bem
gravada.
Com relação à posição para meditar, o que mais me perguntam
e eu respondo: escolha qualquer posição que seja mais
confortável para você. Deitado, sentado numa cadeira, sentado
no chão, caminhando, correndo, acariciando seu pet… enfim, a
posição mais confortável para você.
Sobre o local adequado: qualquer local. Seja no trabalho, na
sua casa, na loja....
A terceira pergunta que me fazem sempre é com relação ao
melhor horário para meditar. Qualquer horário é o melhor
horário, “agora” é sempre o melhor horário para meditar.
Sobre a duração. Qual o tempo de duração de uma meditação
que faria mais efeito? Vinte minutos? Quarenta minutos? Uma
hora? Eu respondo: qualquer tempo de duração é válido. Seja um
segundo, dez segundos, trinta segundos, um minuto, dez
minutos, vinte minutos, horas… que o tempo seja o que for mais
adequado para você no momento.
Então nisso tudo você deve ter se perguntado: tá, então como é
que faço talvez para fechar os olhos em qualquer momento, em
qualquer lugar? Eu respondo: tanto faz, qualquer maneira que
você fizer a meditação, seja com os olhos abertos ou fechados,
ela vai funcionar.
O mais importante a se saber é que a meditação é orgânica, é
individual, é uma descoberta. Então cada um vai descobrir para si
a melhor maneira de meditar.
O que mais acontece durante a meditação é a dispersão do
pensamento. Quando dispersar, respire fundo e retorne à
meditação, consciente daquilo que acabou de acontecer. Não
tente parar de pensar, não tente lutar contra os pensamentos,
somente observe -os. Esteja alí, esteja presente quando o
pensamento surgir e permita que, da mesma forma que ele
surgiu, ele se vá. E quando dispersar de novo repita o processo:
respire fundo e retorne para dentro de si mesmo, com
consciência. Faça isso quantas vezes forem necessárias até que
isso se torne parte de ti.
A todo o momento você está meditando porque ser meditativo
é muito mais importante do que praticar a meditação. E para ser
meditativo basta estar presente em tudo aquilo que você faz.
Então, qual é o melhor momento para meditar? É sempre e
agora.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/UjwbZVH66yE
https://youtu.be/UjwbZVH66yE
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Fé sem religião – sem crenças
Ver as coisas fora da caixa, fora do convencional, fora das crenças, sem
limitações. Ter fé não implica necessariamente ter religião. Ao contrário, muitas
vezes se tem religião sem ter fé, confiança de que
tudo está certo.
 
 
Falando de fé, de uma maneira diferente do que a gente está
acostumado a ouvir por aí. É comum nos perguntarem: qual é a
sua fé? No sentido de qual é a sua crença ou qual é a sua
religião? Essa pergunta de certa forma, não está correta, porque
existe uma diferença muito grande entre as palavras “Fé” e
“Crença”.
A fé é um sentimento inato no ser humano. Quer dizer, a gente
já nasce com este sentimento que, em última análise, significa
pura e simplesmente, confiança. Conforme a vamos crescendo é
que as crenças vão surgindo. Pode -se dizer assim até começando
pelo Papai Noel, por exemplo, o bicho papão e etc. E as crenças
então, vão aumentando. Conforme a gente vai crescendo elas
vão se tornando mais sofisticadas. Porém, a confiança na vida, no
Universo, em Deus, em nós mesmos, esse sim, é o combustível
que nos dá força para superar os nossos medos e seguir em
frente.
Então, a pergunta “Qual é a sua fé?”, acaba perdendo o sentido,
porque nesse caso, o correto seria perguntar “Qual é a sua
crença?” ou “Qual é a sua religião?”, que no fundo é a pergunta
que se quer fazer.
Então, uma vez que se tenha em mente que fé significa
confiança, nós podemos tirá -la do contexto religioso, porque
uma pessoa pode ter fé, sem necessariamente simpatizar -se com
o conjuntode crenças de religião nenhuma. Nessa interpretação
um ateu, por exemplo, pode ter uma fé inabalável. Pode ser uma
fé em si mesmo, ou na vida, pode ter fé/confiança de que tudo
vai dar certo, ou melhor ainda, de que tudo já está certo da
forma como está.
Eu sei que, para muitas pessoas esse argumento não quer
dizer nada, ele não tem sentido algum, mas sei também que tem
muita gente, e esse pode ser o seu caso, de não se enquadrar em
religião nenhuma, em nenhum conjunto de crenças de nenhuma
religião, mas mesmo assim possuir uma fé, uma confiança
inabalável, mesmo sendo ateu, mesmo sendo um agnóstico ou
até mesmo acreditando em Deus.
De todas as crenças e não crenças que existem no mundo, o
que fica para valer é realmente a confiança. É a fé nesse sentido.
Essa sim pode se dizer talvez, é a única fé que mereça ser
chamada de fé verdadeira.
 
Link do Youtube: https://youtu.be/ipWj4VGBxBg
 
https://youtu.be/ipWj4VGBxBg
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Fé e Religião
Fé e religião NÃO são a mesma coisa. Isso recisa ser esclarecido. Fé é confiança,
pura e simplesmente. Não é crença, não é necessário acreditar em algo para se
ter fé/confiança, só confiar. A crença é adquirida ao longo da vida, começa com o
papai noel e o bicho papão, evoluindo à partir daí, tornando -se cada vez mais
complexa e irracional, e muda ao sabor dos ventos. Já a fé/confiança tende a se
fortalecer dentro dessa mesma vida, conforme nos tornamos mais e mais
resilientes, forjados pelos contratempos.
 
 
Normalmente se confunde fé com religião, mas não é a mesma
coisa. Comecemos por um exemplo, que talvez seja bastante
comum, que talvez você possa se identificar: você deve conhecer
pessoas à sua volta que frequentam igrejas, frequentam
determinadas religiões, qualquer religião, mas que não
demonstram fé. Aliás, bem pelo contrário, demonstram mais
medo de tudo, reclamam de tudo à sua volta, ou seja,
demonstram mais medo do que fé propriamente dita. Por quê?
Porque fé é confiança, fé não é crença.
A fé, a confiança, é algo muito mais profundo. É algo que vem
das profundezas do ser. A confiança na vida, nos resultados, por
mais que o momento não demonstre o resultado esperado, a
pessoa demonstra uma confiança imensa. Muitos até
demonstram uma confiança absoluta nos resultados.
As crenças são adquiridas ao longo dos anos da vida de uma
pessoa. E também, você já deve ter percebido, que a crença
muda ao sabor do vento, porém a fé, a confiança, essas não
mudam. Portanto uma pessoa não precisa de nenhuma religião
para ser uma pessoa de fé.
Fé e religião não são a mesma coisa, não estão ligadas. O que
não quer dizer que uma pessoa que esteja dentro de uma
religião não tenha fé. Muitas têm, mas a maioria não. A fé é uma
conquista.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/xV1iIZu5r6c
Enrique Meseguer-Pixabay
https://youtu.be/xV1iIZu5r6c
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Crenças
Crenças, dogmas, doutrinas, tradições, conceitos, ideais, opiniões e convicções
são grandes impedimentos para que a vida aconteça. A verdade se encontra logo
ali, logo depois das crenças.
 
 
Bastante gente ainda confunde “Crença” com “Religião”.
Quando se usa a palavra “Crença”, muitas pessoas ainda pensam
num sentido religioso e, na verdade, a compreensão da “Crença”
não se restringe só a isso. A Crença não nasce de uma verdade
constatada, mas sim de uma identificação cultural e psicológica
que temos com determinado conhecimento de senso comum.
Até por isso mesmo que as crenças mudam de região para
região.
Numa breve análise, a gente percebe que, eu mesmo ou
qualquer um de nós, se tivesse nascido em um ambiente
diferente ou num país diferente, como em algum país da África
ou da Ásia, por exemplo, definitivamente as nossas crenças
seriam diferentes daquelas crenças que temos hoje aqui onde
estamos.
Algumas crenças são mais gritantes, são mais fáceis de serem
percebidas e analisadas, mas a maioria das crenças que temos,
são na verdade em nível subconsciente, são coisas que a gente
aprendeu da sociedade, da escola, da igreja, dos nossos pais,
enfim, da família e são crenças muito sutis. Estas crenças, que
chamamos de “crenças condicionadas”, é que acabam fazendo
com que a gente responda às intempéries da vida, aos desafios
da vida, de uma maneira equivocada, porque a gente acaba não
enxergando a realidade.
E o que é a realidade?
A realidade é tudo aquilo que está por trás da crença. Por isso
digo que: crenças, dogmas, doutrinas, tradições, conceitos,
ideais, opiniões, convicções, enfim, todas estas coisas são
barreiras psicológicas, que nos impedem de enxergar, na maioria
das vezes, a realidade dos fatos.
Você pode me perguntar: qual é a realidade? Mas, eu não estou
aqui para dizer qual é a realidade ou qual é a verdade. Estou aqui
para dizer que a gente deve analisar todas as nossas crenças, os
nossos dogmas, as nossas superstições, enfim, tudo o que serve
como barreira, que nos impede de ver, além disso. E, aquilo que
está ”além disso”, é onde está a verdade dos fatos. Por isso que
duas ou mais pessoas, podem enxergar um mesmo mundo de
maneiras tão diferente uma das outras. Isso tem a ver com as
crenças que cada um traz bem lá dentro de si.
Então é interessante que cada um de nós aprenda a olhar as
próprias crenças com honestidade, com franqueza para si
mesmo, porque isso é uma coisa muito íntima, uma coisa para si
e quanto menos se mentir para si mesmo, mais próximo da
verdade cada um vai estar.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/YhTNWKw3rtQ
 
https://youtu.be/YhTNWKw3rtQ
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Crença e fé
É normal confundir -se a palavra fé com religião, com acreditar em algo. Porém fé
significa confiança, pura e simplesmente. Uma pessoa não precisa acreditar (crer)
em nada para ter confiança, para ter fé nos resultados. Religião é religião, crença
é crença, e fé é confiança.Se a confiança de um ser humano dependesse daquilo
em que ele acredita, o mundo seria dominado pelos leões, e não pelos homens.
 
 
Eu gostaria de começar pedindo para que você faça uma
reflexão sobre o significado da palavra “Fé” e sobre o que é
“Crença”. Gostaria de propor o seguinte raciocínio: Fé tem muito
a ver com confiança, do que com crença, do que com acreditar.
“Fé”, “Confiança”, é uma condição inata no ser humano, ou seja,
as pessoas já nascem com a sensação de confiança em algo. Seja
na própria vida, não necessariamente tem a ver com crença em
Deus ou algo mais, que daí já parte para a questão da Crença.
Mas eu quero falar sobre a questão “Confiança”. “Confiança” na
vida. É isso que faz com que nós tenhamos coragem para
enfrentar os desafios da vida.
Então a fé, na verdade, não depende de crença alguma, não
depende de você acreditar. Fé é um sentimento de confiança.
Agora, para exemplificar o que eu quero dizer com “Crença”,
convido você também para outra reflexão: um bebê recém -
nascido nasce puro, com a sua inteligência zerada. A partir do
momento que ele começa a crescer (a se desenvolver), é como se
fosse se enchendo de amarras, de correntes, de ataduras (seria a
palavra mais correta), que vão cobrindo, que vão tapando a
pureza, digamos assim, a luz natural que o bebê traz ao
nascer.
Então, a crença é mais ou menos isso, algo que vai nos
amarrando, atando, acorrentando, limitando ao longo da vida, a
partir daquilo que nos é ensinado.
Você já deve ter percebido que as crenças mudam de acordo
com a cultura de um povo, de acordo com determinada região,
etc. Então, a crença, por si só, não é uma garantia de certeza de
nada da nossa existência. Bem pelo contrário, eu diria que a
crença causa um efeito contrário.
Toda crença limita!
Podemos entender a crença de forma religiosa, cultural, mas
eu estou falando também da crença íntima, das coisas íntimas
que nós pensamos compulsivamente no dia -a -dia. Então, é a isso
que me refiro. E gostaria de convidar você, mais uma vez, a esta
reflexão: Fé significa “Confiança” e Crença significa
“Acreditar”. Como já mencionei, as crenças mudam de cultura
para cultura, então as crenças não podem servirde base
nenhuma para a fé de uma pessoa.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/oPGPBDEefYI
 
https://youtu.be/oPGPBDEefYI
https://youtu.be/oPGPBDEefYI
Acreditar ou Confiar – Crença ou Fé
Acreditar (crer) pressupõe basear -se nas experiências de outras pessoas. Confiar
(fé) é algo que vem das profundezas do Ser, é uma resposta consciente às
experiências vividas por si mesmo.
 
 
Por mais que as palavras “Acreditar (Crer)” e “Confiar” pareçam
ser a mesma coisa, eu vejo nuances que as tornam bastante
diferente uma da outra. Eu particularmente não gosto da palavra
“Acreditar”, porque esta palavra pressupõe acreditar em algo,
acreditar em outros, crer na experiência de outras pessoas, que
estão passando para mim. Acreditar na imaginação, no
pensamento de outras pessoas…
Já a palavra “Confiar”, ela vem de um lugar mais profundo do
ser. se você pensar bem, se você meditares bastante nessa
palavra e tentar entender estas nuances das quais estou lhe
falando, verás que a palavra Confiar faz muito sentido, uma vez
que só vais adquirir confiança a partir do momento em que
experimentares em si mesmo, em que vivenciar uma experiência
por si mesmo.
Então existe uma grande diferença entre “Acreditar (Crer)” e
“Confiar”. É onde eu coloco o principal significado da palavra “Fé”,
– que não tem nada a ver com religião e nem mesmo com
espiritualidade. Uma pessoa não precisa ser espiritual ou
religiosa para encontrar dentro de si uma Confiança ou uma Fé,
inabalável.
Já, “Acreditar” é uma coisa diferente. A gente vê muitas crenças
diferentes rodando pelo mundo. Todas alegando serem as donas
da verdade, mas sem chegar a lugar nenhum.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/Ryau5UkZlcM
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Espiritualidade sem religião
Acreditar (crer) pressupõe basear -se nas experiências de outras pessoas. Confiar
(fé) é algo que vem das profundezas do Ser, é uma resposta consciente às
experiências vividas por si mesmo.
 
 
Empatia significa se colocar no lugar de outra pessoa. Essa é a
definição mais resumida do que significa “espiritualidade”.
Também é um conceito bastante conhecido e difundido com as
palavras “Não fazer ao outro o que não gostaria que se fizesse a
si mesmo”. Isso é espiritualidade, isto é empatia.
Espiritualidade também significa “ultrapassar o eu” e aprender
sobre o amor incondicional. São experiências que todo mundo
vivencia em algum momento da sua vida. Então, resumindo,
espiritualidade pode se definir assim: “empatia” – se colocar no
lugar do outro; “transcendência” – ultrapassar os limites do outro
e “amor incondicional”.
O caso é que há muito tempo se tem confundido
espiritualidade com religião e a coisa não é bem assim.
Espiritualidade e religião nem sempre andam juntas. Ao
contrário, no mundo moderno elas têm andado bem afastadas
uma da outra. As religiões têm se mostrado cada vez mais
elitistas, separatistas, preconceituosas e egoístas, geralmente
levando as pessoas que as frequentam, a um caminho contrário
da tão buscada espiritualidade.
É óbvio então, que transcendência, empatia e amor
incondicional não são de uso exclusivo das religiões. O exercício
da espiritualidade pode ser para ticado em qualquer momento,
em qualquer lugar, na rua, nos encontros do dia a dia...
É fácil, com vontade, adquirir o hábito de se colocar no lugar do
outro!
Até mesmo em situações como escovando os dentes, dirigindo,
fazendo as coisas do dia a dia, se pode experimentar a
transcendência.
O amor incondicional então, nem se fala, esse pode ser
exercitado em qualquer momento, tanto quanto os outros que já
citei, em qualquer lugar, a qualquer hora.
A espiritualidade então, não é exclusiva das igrejas. A
espiritualidade, obviamente está dentro de cada um em espírito
e verdade.
 
Link Youtube: https://youtu.be/AoNaQVxF6LY
 
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Espiritualidade e Religião
Espiritualidade e religião não são a mesma coisa. O religioso escolhe esse
caminho para encontrar a sua espiritualidade, mas esse não é o único caminho.
Há muitas pessoas que não se identificam com os dogmas de nenhuma religião,
porém são extremamente espiritualizados.
 
 
Normalmente se confundem estes dois termos. Como já disse,
a maioria das pessoas costuma achar que espiritualidade e
religião é a mesma coisa, porém a religião, para colocar em
termos bem atuais, é representada por organizações, umas
maiores, outros menores, que definem dogmas e crenças
específicas, que são necessárias serem aceitas para que alguém
venha a fazer parte desta organização, ou seja, a religião é uma
instituição organizada que define credos e dogmas específicos
conforme a cultura, conforme o contexto social onde ela está
inserida.
Já a espiritualidade é outra coisa. A espiritualidade é uma
qualidade inata no ser humano. É uma busca por transcender,
por ir além do visível, além do físico. É uma busca por conexão
com a vastidão, com o desconhecido. Essa necessidade, essa
busca, é inerente ao ser humano e ela não está ligada a nenhum
tipo de crença específica ou religião.
Eu digo que espiritualidade, para ser entendida, pode ser
resumida em três itens: empatia – que é se colocar no lugar do
outro; transcendência – que é ir além do pensamento, além do
mundo visível, físico; e Amor Incondicional.
Essas três características no ser humano, independe de
crenças, elas estão presentes, mesmo que adormecidas ainda na
maioria, mas elas estão sim presentes em todos os seres
humanos.
Portanto repito, espiritualidade não é a mesma coisa que
religião. A espiritualidade é inata, é inerente, ela está junta, ela
nasce com o ser humano e faz parte dele. Por isso ela está
presente no religioso, no ateu, no cético, no crente e no
descrente. Só esperando para ser descoberta.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/I5Kbz0djqwk
 
https://youtu.be/I5Kbz0djqwk
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Espiritualidade em resumo
Que tal simplificar? Espiritualidade pode ser resumida
em três coisas: empatia/compaixão, transcendência
e amor incondicional.
 
 
Como já disse, o objetivo deste trabalho é simplificar algumas
informações sobre meditação, espiritualidade,
autoconhecimento… Então segue aqui uma simplificação sobre
espiritualidade. É um assunto que confunde muita gente.
Eu gostaria de sugerir uma reflexão, dividindo a espiritualidade
em três bases, em que a pessoa pode trabalhar dentro de si.
Uma delas, que se fala muito hoje em dia, é a empatia, que
também pode ser associada à compaixão, que é uma das coisas
que a pessoa vai trabalhando, vai melhorando conforme vai se
espiritualizando. Empatia é sentir o problema do outro como se
fosse seu, por isso também associada à compaixão.
A outra base é a transcendência. – O que é transcendência? – É
transcender os próprios pensamentos. Sair do pensamento, sair
da zona da materialidade e entender o mundo, além disso, de
uma forma além do pensar. Este é um dos propósitos principais
da meditação: – fazer com que a gente aprenda a “Transcender o
pensamento” e, por consequência, transcender o mundo físico.
E a terceira, tão importante quanto às outras, é caminhar em
direção ao “Amor incondicional”. A palavra “Amor” está
completamente saturada, a gente sabe disso, porque a mídia
massificante, acaba associando “Amor” com “Romance” e não
tem nada a ver uma coisa com a outra. Amor é muito mais.
O que mais se aproxima da ideia de “Amor incondicional” é o
amor de mãe. Não tem como dizer que não.O amor de mãe é
aquele que suporta o filho com todos os seus defeitos, com
todas as suas complexidades.
Então são estas três coisas que pode se entender quando se
fala em se tornar uma pessoa espiritual, quando se fala em
espiritualidade: – empatia, transcendência e amor incondicional.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/s1y67RZP1zI
 
https://youtu.be/s1y67RZP1zI
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Ateísmo, Religião e Fé
Não é necessário ser religioso para se ter fé. Fé é confiança, encontrada em toda
a natureza, independente de crenças. O universocom seus
mais de 13 bilhões de anos são prova disso.
 
 
Quando eu utilizo a palavra “Fé”, estou na verdade utilizando
somente um dos seus significados, o menos utilizado inclusive,
só que para mim, é o significado mais importante de todos:
Confiança – Ter fé é confiar não importa o que vem depois do
verbo.
O ateu, mesmo não acreditando na existência de Deus,
“acredita -se” que seja alguém que tenha bom senso suficiente
para perceber que o universo, existindo a cerca de 13 bilhões de
anos, a Terra, já com seus 4,5 bilhões de anos e a própria vida
orgânica, já com seus 3 bilhões e meio de anos, tenham se virado
muito bem sozinhos ao longo de todo esse tempo, inclusive sem
o auxílio da racionalidade humana.
A natureza é “Confiança”!
A religião costuma atrelar a fé às mais variadas formas de
crenças. Para estar nessa ou naquela religião você precisa aceitar
todo o conjunto de crenças que costuma vir junto no pacote.
Muitas destas crenças, muitas vezes, sequer fazem o menor
sentido! E cada religião também, muitas vezes, costuma ter
crenças diferentes sobre o mesmo assunto. Daí é que nasce a
“arte de se viver da fé, só não se sabe fé em quê”.
Então a fé, no sentido de confiança, é orgânica, biológica e
natural. Ela é inata no ser humano. Assim como é próprio de
toda a nossa natureza terrestre, ter fé, confiar, independente das
crenças.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/k0yMFSgV8GA
Pixabay
 
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Religião – Uso moderado
Todos os mestres que já passaram pela humanidade ensinaram a libertação, e não
a dependência. Pessoas com segundas intenções deturparam muitos desses
ensinamentos em seu próprio benefício. Tudo o que existe é ferramenta, e o que
temos que fazer é tornar -nos exímios no uso dessas ferramentas, porém sabendo
a hora de deixá -las de lado e usar outra mais adequada ao caso.
 
 
Eu posso e ouso estudar aquilo que Jesus disse, num contexto
espiritual. Posso, devo e faço, estudar aquilo que Buda disse,
num contexto espiritual também. Modernamente nós temos
pessoas como Eckhart Tolle, Osho, Krishnamurti, entre tantos
outros mestres espirituais. O Brasil também tem bastante gente
boa ensinando bastante coisa boa. Então, nós podemos estudar
todos eles.
A grande questão é “Seguir algum?”.
Eu não vejo necessidade de seguir, até porque quem entende a
mensagem dos mestres, entende que eles não falam em seguir,
que eles ensinam a se libertar e sermos mestres de nós mesmos.
Então, eu comparo qualquer estudo religioso ou qualquer
religião, (eu até esqueci de incluir também o estudo da
Umbanda, do Candomblé, da mitologia nórdica, o estudo da
mitologia africana, do espiritismo…), tudo isso eu coloco da
seguinte maneira: são ferramentas para o crescimento espiritual.
Eu comparo com o seguinte: quando a pessoa trabalha no
meio rural, por exemplo, ela usa as ferramentas próprias, como a
enxada, que, quando ela chega em casa, ele guarda no seu lugar
apropriado. Ele não sai carregando essas ferramentas por aí. Não
se vê um lavrador com uma enxada dentro de um banco, por
exemplo. Então, o que estou querendo dizer com isso? O
conhecimento é a mesma coisa, eu não preciso me fixar naquilo.
Não significa que, se eu estudar o budismo, por exemplo, vou me
tornar um budista? Não necessariamente, a não ser que a pessoa
goste e se sinta bem com isso.
Resumindo ao máximo possível, espiritualidade pode se dizer
que é Empatia, Transcendência e Amor Incondicional, então,
se o que você está fazendo, utili-zando -se de uma das
“ferramentas” que você escolheu, está te trazendo isso, ótimo! Se
não está te trazendo isso, então eu sugiro deixar estas
ferramentas.
Aproveitar todas, usar todas em seu momento certo, porque
todas trazem um fundo da verdade tão procurada, mas fazer
como o sábio lavrador: pendurar a ferramenta na hora em que
ela não for mais necessária e usar outra ferramenta quando
aquela não se aplicar ao caso.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/puldhysZq6s
 
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Religião – Religação
O mundo atual está provando que a ética e o pensamento crítico são muito mais
importantes na formação do caráter de alguém do que a religião.
Os mestres sempre tentaram ensinar a ética espiritual, e nenhum deles fez parte
de religião nenhuma.
Ao contrário, combateram as religiões vigentes em sua época, como combateram
ainda hoje, caso “retornassem” ao nosso meio.
 
 
A palavra “Religião” vem do Latim “Reli -gare”, que significa a
religação do ser humano com a sua fonte criadora.
Hoje em dia, essa palavra serve especificamente para designar
a organização ou instituição religiosa, que adota determinadas
crenças, determinados dogmas e rituais que acabam por
alcançar resultados contrários daquele sentido original de
religação, ou seja, acabam afastando cada vez mais o ser
humano da sua fonte criadora.
Aliás, não é exagero dizer que, religião nos dias de hoje, é
sinônimo de separação. Isso acontece porque algumas mentes
gananciosas resolveram se apropriar dos ensinamentos dos
mestres. Descobriram que, por meio da religião, eles podem
controlar os pensamentos das massas e fazer com que este
instrumento trabalhe a favor dos seus próprios interesses.
Pode -se dizer, que nesse meio não se tem nada de religioso.
Distorceram tudo o que disseram os grandes mestres, para
tirarem proveito próprio.
A religação do ser é feita de forma íntima e individual. Jesus
ensina: “É chegada a hora em que nem no templo e nem no
monte adorarão ao Pai” e que “Os verdadeiros adoradores
adorarão em espírito e verdade”.
Buda ensina: “Não acredite em algo simplesmente porque
ouviu, nem porque todos falam a respeito e nem porque está
escrito”.
A religação com a fonte não está nas religiões. A religação com
a fonte está dentro de cada um.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/Pzr9z_RWW4E
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O Ego
Segundo Buda, nenhum inimigo pode nos causar mais danos do que nossos
próprios pensamentos. Jesus dizia “quem quer vir após mim, negue -se a si
mesmo.” A verdade é que o ego, que são nossos pensamentos compulsivos,
condicionados, inconscientes que criam um falso eu, são os verdadeiros
causadores do
sofrimento humano.
 
 
O Ego é uma construção mental e, ao longo da vida, o Ego é
quem acreditamos que somos quem pensamos que somos. Ele é
totalmente construído a partir dos pensamentos, por isso
mesmo, o Ego pode ser chamado também de “Falso Eu”. Então,
por ele ter sido criado a partir de pensamentos errôneos e
compulsivos, de pensamentos inconscientes, ele é o grande
criador dos sofrimentos da humanidade. Seja em nível individual
e/ou coletivo.
O Ego é aquela voz incessante que não para de falar na nossa
cabeça. Pior ainda, não para de julgar, não para de criticar. Essa
voz, que é o Ego, precisa de relevância para existir, precisa de
importância para existir, ou seja, precisa ser grande. Mas, para
ter essa relevância, para ser grande, essa voz, esses
pensamentos no nosso Ego, nos levam sempre aos extremos. Ou
ele é vítima de tudo que acontece da vida, dos outros, ou ele é o
“Salvador da Pátria”. Por isso mesmo ele passa o tempo todo
julgando e criticando os outros para se sentir superior ou
inferior.
Porém nunca o Ego nos permite sentir aquilo que realmente
somos. Somos seres do universo, somos cocriadores com o
universo. Buda diz que “nem o nosso pior inimigo pode nos
causar tantos danos quanto os nossos próprios pensamentos”.
Sobre o Ego, Jesus disse: “Quem quiser vir após mim, negue -se
a si mesmo”. Se puder ver assim, que há séculos os grandes
mestres da humanidade têm tentado nos ensinar a nos livrar do
sofrimento. O caminho para essa libertação é transcender o
Ego.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/gUkOtAzFDvs
 
https://youtu.be/gUkOtAzFDvs
O Ego – os pensamentos
Uma maneira simples de identificar o ego,
e então passar a conhecê -lo e usá -lo a seu favor.
 
 
Eu quero com este texto, sugerir uma maneira bem simples de
identificar oego para quem tem dúvidas. A melhor maneira de
identificar o ego é através do pensamento ou dos pensamentos.
É por isso que todos os mestres ensinam que, se queremos nos
conhecer verdadeiramente, devemos ir além dos pensamentos.
Quer dizer que, para saber quem somos de verdade, temos que
ultrapassar essa barreira do ego, através dos pensamentos.
Eu percebo muita gente tentando lutar contra o ego, tentando
destruir o ego, mas o ego não é algo a ser destruído, ele está
mais para uma ferramenta a ser usada, uma ferramenta que
temos que aprender a utilizar, ou seja, o ego não é para ser
eliminado, ele é para ser entendido e conhecido, de preferência,
por meio da meditação.
O ato de meditar é, em palavras simples, prestar atenção aos
pensamentos, ou seja, é estar atento ao próprio ego. É pela
meditação que a gente pode conhecer os mecanismos do ego,
até mesmo para poder contorná -lo.
Enfim, o ego não é um inimigo a ser derrotado, não lute contra
o ego, porque isso só lhe dará mais força. O ego é uma
ferramenta que você deve aprender a usar e o manual desta
ferramenta está dentro de você, além dos pensamentos. Você
pode acessar este manual por meio da meditação.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/anbTwv8n50I
 
https://youtu.be/anbTwv8n50I
O Ego e seus Inimigos
O ego precisa de conflitos para existir. É de onde tira sua energia. Ele nasce dos
pensamentos, portanto devemos dominar nossos pensamentos.
 
 
O Ego costuma encontrar os mais variados tipos de inimigos
para sua sobrevivência. O Ego precisa do conflito para
sobreviver, por isso é tão difícil encontrar paz e harmonia. Para o
Ego isso é a morte. Então projetamos inúmeros inimigos que
apontamos como os causadores da nossa falta de paz e falta de
harmonia.
Ou é a própria vida que está contra nós, ou é o pai, ou é a mãe,
ou é o irmão, ou é o vizinho… Às vezes chegamos até ao extremo,
culpando, por exemplo, o celular, ou o cãozinho de estimação,
tentando sempre encontrar um culpado pelos nossos males.
E tudo isso, parte tem origem nos nossos pensamentos. Para
encontrarmos paz e harmonia devemos dominar os nossos
pensamentos. Esse é um dos grandes ensinamentos de Buda.
Jesus também sintetizou esse ensinamento em uma única frase
“Orai e Vigiai”.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/osza9KY7IaU
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O Ego e a Ansiedade
O ego precisa do conflito para sobreviver. É de onde tira sua energia. A
preocupação é um prato cheio para o ego e antecipar -se aos problemas é um
grande veneno
para a saúde, além de não ajudar em nada na
solução dos problemas diários.
 
 
O Ego só existe com o conflito. A paz e a harmonia
representam a morte para o Ego, por isso, através dos nossos
pensamentos, o Ego cria conflitos imaginários o tempo todo. É de
onde ele tira energia para sobreviver: do conflito.
A preocupação é um dos pratos prediletos do Ego. A
antecipação aos problemas é o que gera em nós a ansiedade. O
caso é que nenhum problema pode ser resolvido por
antecipação. Pior ainda, nenhum problema pode ser resolvido de
“cabeça cheia”. As soluções são encontradas nos momentos de
paz e no silêncio.
Sobre isso, Jesus disse: “Não se preocupem com o amanhã,
pois o amanhã trará as suas próprias atribulações”.
Buda também ensina que um dos segredos para a saúde
mental é não se preocupar com o futuro e nem se adiantar aos
problemas.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/oEbaf2ij5dI
 
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O Ego e o passado
O ego não existe sem conflito, e o passado é uma grande fonte de energia para
sua sobrevivência.
Trazendo o passado para o momento presente
estamos desperdiçando importantes energias
que seriam utilizadas na solução de problemas.
 
 
O Ego precisa do conflito para existir. Ele busca esse conflito
onde quer que seja. E o passado é o lugar preferido do Ego.
A verdade é que o passado não é para ser vivido mais. Já foi
vivido. Não pode ajudar em mais nada.
Muitos dizem que o passado ajuda a não repetir erros. Claro,
ele pode ajudar onde está. Não há nenhuma necessidade de
trazê -lo para o presente.
Buda disse que “Um dos segredos da saúde mental está em
não se lamentar pelo passado”. Sobre isso, Jesus ensina através
da célebre frase: “Deixe aos mortos que enterrem seus mortos”.
O passado na mente presente é um sugador de energia. É
justamente uma fuga do presente e da responsabilidade de
“SER”.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/bcfBQ9rKVGs
 
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O Ego e a Comparação
O ego somente sobrevive com o conflito, nos extremos, por isso é tão difícil
encontrar a paz. Onde houver algum sinal de paz e harmonia, o ego evita, e nós o
seguimos na maioria das vezes docilmente.
 
 
Cada um de nós é único no universo. Embora estejamos todos
interligados, não existe cópia, não existe réplica, porém o Ego
não se contenta com isso, ele busca por comparações o tempo
todo.
Seja pela aparência física, seja pelas posses materiais, seja pela
suposta inteligência alheia. Então, nessa comparação, o Ego tem
que ser “mais” ou tem que ser “menos”, não importa. O Ego
sempre se sente superior ou inferior, nunca se sente “Único”,
nunca se sente incomparável.
O caso é que o amor próprio e a autoestima não vêm da
comparação. Eles são justamente o reconhecimento do próprio
valor, que não é “mais” e não é “menos” do que ninguém.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/BsSm78vQ3NE
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O Ego e o Paraíso
O “paraíso” está logo ali, além do ego,
só aguardando a vontade para
começar a ser acessado.
 
 
Você já pensou no significado de “Paraíso”? O que Buda chama
de “Nirvana” é o mesmo do que Jesus chama de “Reino dos
Céus”. Ambos significam a cessação do sofrimento. Um reino ou
um estado de paz e de graça plena.
Tanto Buda quanto Jesus, dizem que, para o homem alcançar
este estado de paz e de graça plena na terra, ele deve aprender a
superar o apego aos sentidos, ao material e à ignorância, enfim,
o apego ao EU, o apego ao EGO e, para chegar lá, somente por
meio do autoconhecimento, o qual Jesus chamou de “porta
estreita”, muito significativamente.
Jesus diz: “Se alguém quiser vir após mim, negue -se a si
mesmo”. Tanto para Buda, quanto para Jesus, o supremo
desapego é o desapego do EGO. O nirvana ou o reino dos céus
estão logo ali, dentro de cada um, além dos pensamentos. O
Reino dos Céus ou o Nirvana, logo ali, ao alcance da vontade e do
autoconhecimento.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/jFclvJ2a81U
 
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O ego e o Cansaço
Nosso cansaço emocional e consequentemente físico pode ser combatido através
da meditação
e do autoconhecimento.
 
 
Cansaço, esgotamento, medo, confusão mental, instabilidade
emocional, desesperança, até mesmo depressão, normalmente
estes sintomas são causados por uma falha na nossa
compreensão da vida.
Basicamente nós nascemos com dois impulsos magnéticos: de
ligação e rejeição. Pelo fenômeno da ligação a gente atrai o que
nos é compatível, que tem a ver com a nossa energia, com a
nossa vibração e com os nossos pensamentos. E pela rejeição,
rejeitamos tudo aquilo que não queremos para a nossa vida.
Então, basicamente, estes impulsos eletromagnéticos
emocionais, que fazem com que a nossa vida seja exatamente do
jeito que é.
São estes impulsos que determinam o que nós temos na nossa
vida e o que nós deixamos de ter. Estes impulsos
eletromagnéticos são a base do que nós chamamos de EGO. É a
formação da nossa individualidade, é o que faz com que uma
pessoa seja diferente da outra.
Acontece que, ao longo do tempo, nós acabamos por
responder a situações da vida, de uma forma condicionada. Ou
seja, reagimos conforme determinadas maneiras que nós
reagimos a situações no nosso passado, na nossa infância, na
nossa adolescência. Vamos só repetindo estas reações ao longo
davida. As situações hoje talvez sejam completamente
diferentes, mas nós sempre reagimos da mesma forma.
Resultado: sempre acontecerá a mesma coisa, sempre teremos
o mesmo resultado das nossas reações. Esses padrões
subconscientes acabam assumindo o controle das nossas vidas
sem que nos queiramos. E até mesmo, sem que nós saibamos.
Então, a saída para isso é o autoconhecimento. A partir da
meditação, a partir da busca interior é que vamos começar a nos
compreender, a nos entender e conhecer estas respostas
condicionadas que nós não queremos mais.
 
Link no Youtube:https://youtu.be/ - -L6RAEixg0
 
https://youtu.be/--L6RAEixg0
O Ego e a teimosia
Gostamos de nos isentar das nossas decisões e indecisões diante da vida. Somos
teimosos, e não nos responsabilizamos pelo resultado da nossa teimosia. Somos
crianças birrentas brincando de ser
adultos maduros.
 
 
Nós somos teimosos na maior parte do tempo. Nós somos
como crianças mimadas que queremos as coisas do nosso jeito
e, quando as coisas não são do nosso jeito, nós sofremos,
choramos, brigamos e muitas vezes, literalmente, nós batemos o
pé.
Normalmente temos uma postura teimosa diante da vida, o
que acaba gerando com o tempo, pela própria natureza da
teimosia, uma ingratidão profunda, com aquilo que a vida nos
oferece.
“Eu não gosto de suco”, “eu não gosto de fruta”, “eu não
gosto…” enfim de muitas coisas que a natureza oferece inclusive
como indicativos de saúde. Mas a natureza geralmente nos
oferece uma proteção, um amparo, que não é da maneira como
a gente gostaria. Mas ele vem, vem na forma de coisas sutis que
na maioria das vezes, na nossa postura teimosa diante da vida,
nós recusamos. Então,o resultado mais uma vez, é de nossa
inteira responsa-bilidade.
Normalmente criamos uma série de justificativas, seja na nossa
cabeça, seja falando para outras pessoas, para manter nossa
postura de teimosia: “Ah, eu nasci assim”, “Eu fui criado assim”,
“Eu aprendi assim” e tudo vai impedindo a mudança.
E quanto mais a gente se recusa a mudar, mas vai doer, mais o
sofrimento se perpetua, o corpo físico padece, a gente adoece
achando que isso é natural, mas não é. É antinatural. A saúde é
natural.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/VNhT3r5_rRY
Frank Winkler-Pixabay
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Reencarnação
Vivenciar diversas experiências com o objetivo de evoluir é um dos sentidos da
consciência. Vida é consciência. Essa diversidade de experiências é o que nos
torna maduros, preparados e, portanto capazes de participar da criação de forma
positiva. A evolução parece ser um dos fatores determinantes de toda a natureza
do universo. Se assim é, não se torna tão difícil entender as razões da
reencarnação, fora de qualquer contexto religioso, e sim num contexto científico,
comprovável, num entendimento contemporâneo, através da física quântica e da
neurociência.
 
 
Primeiro quero propor a você, que esqueça que limpe da sua
mente qualquer conotação religiosa que esta palavra pode trazer
na sua memória. É claro que este é um assunto que é mais
debatido pelas religiões, que vem sendo mais debatido pelas
religiões ao longo dos séculos. Tanto que se tornou quase que
um “vício mental”, toda vez que alguém fala em reencarnação,
atribuí -lo a religião.
Por mais que não pareça assim, a reencarnação é um
fenômeno puramente biológico, tanto quanto o nascimento
físico e a morte. Ou seja, a reencarnação é um fenômeno que
obedece a leis físicas e biológicas, tanto quanto o nascimento e a
morte física.
Então, por mais que gere controvérsias a respeito, este é um
assunto de domínio científico e não religioso. É claro que este
assunto acaba gerando debates religiosos ou espiritualistas, no
entanto, no fim das contas, a reencarnação acaba se tornando,
por isso mesmo, de domínio muito mais da física quântica e da
neurociência.
Em sua essência, o ser humano integral é consciência. E essa
consciência não tem limites. Nós sabemos que o nosso corpo
físico não limita a nossa consciência de forma alguma.
O propósito da reencarnação é o mesmo propósito biológico
da existência física. Ou seja, a evolução darwiniana pura e
simplesmente. Logo, a evolução biológica e a evolução da
consciência têm os mesmos propósitos.
Em ambos os casos, a evolução se dá em milhões de anos, de
aprimoramentos de erros e acertos. Portanto, a reencarnação
não depende de crenças para funcionar, da mesma forma que a
existência como um todo. Toda a evolução obedece a leis físicas
e biológicas que independem de quaisquer ideologias humanas.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/za0zrOm2dGU
 
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Sofrimento
“Até você se tornar consciente, o inconsciente irá dirigir sua vida e você vai
chamá -lo de destino.”
Carl Gustav Jung.
 
 
O sofrimento é algo bastante mal compreendido, mal
interpretado. Muitas pessoas acham que o sofrimento é
necessário e que faz parte da vida do ser humano. A verdade é
que NÃO!
O que acontece é que, na maioria das vezes, o sofrimento é o
nosso único professor. A única maneira de aprendermos, de
mudarmos nossa visão de mundo, de melhorarmos nossa visão
de mundo, é através do sofrimento. Mas, a verdade é que não
necessariamente tenha que ser por este caminho.
Pedro, nos evangelhos, chegou a afirmar que “o amor cobre a
multidão de pecados”. Guardadas as interpretações errôneas a
estas palavras envolvidas, tanto a palavra “amor” quanto a
palavra “pecado”, que têm que ser analisadas e compreendidas
em profundidade, essa é uma grande verdade porque a nossa
mudança pode causar mudanças no sofrimento da nossa vida.
O sofrimento na verdade, tem mais a ver com a nossa “não
compreensão” de todos os fatos envolvidos para a nossa
situação atual ser da maneira que é.
Para falar a verdade, tudo aquilo pelo que passamos hoje, é
consequência direta das ações que tivemos no passado, tanto
nessa existência quanto em outras existências. Muitas vezes os
nossos padrões repetitivos condicionados de resposta a
determinadas situações, é que acabam criando mais e mais
situações indesejadas em nossas vidas.
Então, o sofrimento não é obrigatório. O sofrimento é livre!
Sim, esta é a palavra que pode ser utilizada “Livre”. A partir do
momento que a gente não cria resistências ao “que é”, a gente
acaba aceitando “o que é” (aceitando as coisas como elas são), e
com a palavra “aceitar”, não estou querendo dizer “passividade
diante da vida”. Quando é possível tomar atitude, toma -se
atitude, mas uma atitude tomada com consciência, conhecendo -
se uma maior possibilidade de resultados, é lógico que vai trazer
resultados melhores. E assim, não vai acarretar sofrimentos.
Então, mais uma vez volto à frase de Pedro: “O amor cobre a
multidão de pecados”.
Outra coisa que faz parte do amor é o conhecimento. Quando
a gente conhece as causas do nosso sofrimento fica muito mais
fácil de lidar com ele e se livrar dele (do sofrimento).
Do que estou falando? Estou falando do autoconhecimento. O
autoconhecimento é a grande arma que qualquer pessoa nesse
universo tem, para eliminar o sofrimento na sua vida. O
autoconhecimento parte principalmente, da meditação. Ao longo
da vida a pessoa vai se conhecendo o suficiente para evitar os
pensamentos condicionados.
Então, esta é a reflexão que proponho para hoje no caso: que
realmente o sofrimento não é obrigatório. Muitos costumam
pensar que “a gente vem neste mundo para sofrer”: NÃO! A
gente não veio a este mundo para sofrer. A gente veio a este
mundo para se autoconhecer. Então o sofrimento, quando a
gente não se conhece o suficiente, ele se torna necessário como
um impulso para o autoconhecimento. Sendo que o
autoconhecimento é sempre o fim de tudo.
 
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Propósito – Missão de vida
A partir do momento em que nascemos, o mundo já nos aguarda com suas
condições para que possamos viver nele. É como se um leque fossecolocado
diante de nossos olhos, dizendo: “você pode fazer isso, aquilo e mais isso”. Cada
cultura ao redor do mundo tem seu leque. Se você nascesse na China ou na Índia,
ou em inúmeros outros lugares, os leques seriam completamente diferentes. Você
seria alguém diferente. Talvez seja hora de se perguntar o que o está impedindo
de alcançar o seu verdadeiro potencial, ou melhor ainda, seja a hora de começar a
descobrir qual é o
seu verdadeiro potencial. Tire o leque da frente
da sua vista, olhe além dele.
 
 
Propósito e Missão de Vida, na verdade são duas formas de
expressar a mesma questão. Eu sei que todos nós acreditamos
que em algum momento da nossa vida, se questiona sobre qual
é o nosso propósito ou qual a nossa missão de vida.
Um dos grandes propósitos da nossa existência, enquanto ser
humano aqui na terra é nos conectar ou nos reconectar com o
que pode ser chamado de “Inteligência Universal” ou “A fonte do
ser”, ou “O Todo”, a “Consciência Universal”... enfim, são tantos
nomes que existem para uma mesma fonte! Pode -se inclusive
até utilizar a palavra “Deus”, embora eu acho que esta palavra
esteja ultra desgastada pelo uso, ou melhor, até pelo “mal -uso”
que se tem feito dela ao longo dos séculos. Mas, para quem se
agrada com esta palavra, não há problema. Enfim, tudo se
resume em “a conexão com o Todo”, “voltar a se reconectar com
o Todo”.
O segundo ponto, não menos importante, é a conquista de si
mesmo, não há maior conquista do que conquistar a si mesmo.
O terceiro ponto, a partir da combinação dos dois primeiros é
expressar a “Fonte do ser”, expressar a “Inteligência Universal”,
expressar a “Consciência Universal”. Como se faz isso? Cada um
se expressa no mundo de uma forma diferente. É individual. Não
são todas as pessoas que estão fazendo a mesma coisa o tempo
todo. Então, cada um tem uma aptidão individual.
E é assim, a partir do momento em que a pessoa descobre essa
aptidão, é que ela vai expressar a cons-ciência universal aqui na
dimensão material (no mundo físico).
Você pode estar se perguntando sobre o que está impedindo
de você descobrir qual é então o seu propósito, qual é a tua
forma de expressar. E eu vou ser bem franco: o que nos impede
de nos expressar nesse mundo material, são as nossas crenças,
todas elas, sem exceção.
Tudo aquilo que a gente aprendeu desde que botamos a cara
nesse mundo é o que nos impede de entrar em contato com o
nosso propósito. Se você quer entrar em contato com o seu
verdadeiro propósito existencial então, abandone todas as suas
crenças.
Como fazer isso? Por meio do autoconhecimento. Porque
existem crenças tão arraigadas, crenças tão embutidas no nosso
subconsciente que nós nem nos damos conta delas, além das
outras que são fáceis de detectar. Mas quando eu falo “Crença”,
eu falo todas as crenças.
Cabe a cada um de nós esse autoconhecimento para descobrir
quais são as crenças em nós mesmos, que estão nos impedindo
de alcançar o nosso potencial, o nosso propósito e a nossa
expressão maior nesse universo material.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/YkdN -yBqbmk
 
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Ser Consciente
“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8,32). “Conhece -te a ti
mesmo e conhecerás o Universo
e os deuses.” (Sócrates 469 a.C. – 399 a.C). A verdade é a consciência e a
consciência é a libertação.
 
 
Ser consciente é estar acordado. Seria o equivalente à
sensação que a gente tem quando desperta depois de uma noite
de sono. Nem sempre isso acontece logo que a gente sai da
cama. Eu estou me referindo ao momento em que realmente a
gente acorda ao longo do dia.
Ser consciente é estar desperto, é estar acordado, mas acima
de tudo é “estar presente”, observando seus pensamentos,
observando as suas ações, observando principalmente as suas
reações, às suas crenças, os seus julgamentos, suas críticas, os
seus ideais, as suas idéias, as suas opiniões, as suas convicções.
Tudo acontece num âmbito subconsciente, num âmbito
inconsciente na nossa vida. Totalmente condicionado.
O que significa “Condicionado”? Significa que é repetitivo,
automático, portanto inconsciente.
Para te tornar consciente, primeiro tu tens que te tornar um
“observador”, um observador de ti mesmo. Prestar muita
atenção em ti, nas tuas respostas aos desafios do dia -a -dia, a
todas as situações do dia -a -dia, ou seja, te tornar “Presente”
destas respostas, destas reações, e descobrir onde elas são
condicionadas.
Em última análise, isto é meditação. Isto é tomar uma atitude
meditativa diante de vida. É assumir uma atitude meditativa
diante da vida. Tornar -se um observador de si mesmo a todo o
momento, a todo instante.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/9nkWJMAdvSo
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Amor
“Se você quiser descobrir os segredos do Universo, pense em termos de energia,
frequência e vibração”
Nikola Tesla.
 
 
Já abordei aqui sobre a questão da semântica, então, quando
eu uso a palavra “Amor”, muito provavelmente cada um de vocês
leitores, vai pensar em algo, vai mentalizar, vai imaginar algo que
se enquadre dentro desta palavra, que esteja de acordo com as
suas experiências e com aquilo que você acredita que seja
“Amor”.
Amor não é romance. O amor romântico é uma coisa vendida,
uma idéia vendida, justamente para nos manter afastados do
que realmente significa o “Amor”. Então, quando se fala em
amor, deve se estar muito mais pensando na questão da
vibração, em termos de frequência vibratória.
O amor é a mais alta frequência que existe e é por isso mesmo
que é esta frequência que sustenta o universo. Amor é a
vibração, é a frequência que cura, que cuida, que protege, que
alimenta, que ampara, que abriga, que leva ao crescimento, que
leva o ser à realização do seu potencial individual.
Nós podemos chamar essa frequência vibratória de “Pai”,
“Mãe”, “Vida”, “Consciência Universal” do que nós quisermos. Isso
não vai mudar a essência dessa energia. O ar que nós
respiramos tudo aquilo que sustenta o universo é a vibração, é a
energia, é a frequência do amor.
O amor romântico vendido nos filmes, vendido nas novelas,
nos livros, nos romances, faz até com que a gente desvie a nossa
atenção daquilo que o “Amor” realmente é.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/1BoqC7D8buc
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Arrependimento não é culpa
A emoção do arrependimento, quando bem compreendida, torna -se uma poderosa
fonte de energia para o despertar da consciência, uma vez que é o
reconhecimento de um padrão de comportamento que não cabe mais na sua
consciência atual. Essa libertação dos erros cometidos revela uma força incrível
para continuar a crescer.
 
 
A emoção do arrependimento, normalmente é mal
compreendida. Fomos condicionados a comparar ou sentir o
arrependimento como se fosse um sentimento de culpa. O
arrependimento não é isso, o arrependimento é uma energia
poderosíssima tanto quanto a energia do perdão, quando são
compreendidos na sua essência.
O arrependimento surge quando nós tomamos consciência de
algo que fizemos que não é mais compatível com o nosso estado
de ser, com a nossa nova consciência. – O que fazer com esta
descoberta?
Quando a pessoa toma consciência, o arrependimento rompe
com esse padrão do passado. Jesus tem uma frase bem
conhecida, que diz “Vá e não peques mais” (João 8.11). Quer
dizer, se errou, vá, continue sua vida e não erres mais. Essa é a
verdade por trás do arrependimento do qual nós temos tão
pouco conhecimento. É uma energia poderosa quando
desvinculada do sentimento de culpa.
No dicionário, a palavra “arrependimento” significa “pesar ou
lamentação pelo mal cometido, compunção, contrição” e
também “negação ou desistência de algo feito ou pensado em
tempos passados”. É justamente isso, negação ou desistência de
algo do passado.
Então a energia do arrependimento, – quando compreendida
esta emoção pelas pessoas que estão nessa trilha do
autoconhecimento–, vai entender até melhor o que estou
falando. Com o autoconhecimento a gente acaba rompendo com
tudo aquilo que aprendemos e que fomos condicionados a
pensar de uma determinada forma, principalmente pela religião.
Mas agora sabemos que não é nada disso. O arrependimento é
uma emoção que precisamos trabalhar em nós e conhecer
melhor.
Minha sugestão é “aceite os seus arrependimentos” e faça
como disse Jesus: – vá e não peques mais.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/zrXy -n3mSEE
 
https://youtu.be/zrXy-n3mSEE
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O Desapego
Desapego não é a mesma coisa que ser pobre. Essa é uma retórica das religiões
para manter as pessoas no ‘cabresto’. Desapegar -se é saber o que te faz feliz ou
infeliz, e decidir livremente pela felicidade.
 
 
Essa palavra também se faz muita confusão sobre o seu
significado. Como já disse antes, “palavras são símbolos, as
palavras apontam somente um caminho”, portanto também com
as frases, construídas de palavras e expressões que nós
utilizamos, não é diferente.
Diversos mestres, ao longo da história da humanidade, já
tentaram explicar que uma pessoa só pode ser feliz se ela for
desapegada. Maldosamente esses ensinamentos foram
transformados em manipulação ao longo dos séculos, pelas
diversas religiões que existe e que existiram na humanidade. O
Desapego, por exemplo, acabou sendo transformado para o
significado de pobreza. – Desapego não é sinônimo da pobreza.
Buda é um mestre que ensina que “nós só podemos perder
aquilo a que nos apegamos”. Em forma de alerta ele ensina que
se não tivermos o apego não temos nada a perder. Jesus, outro
grande mestre iluminado da humanidade, diz a seguinte frase:
“Se queres ser perfeito, vende tudo e doa aos pobres e me
segue”. Ele está dizendo nesta frase, que para ser feliz você
precisa se desfazer de tudo aquilo que te faz infeliz. Nesta frase
de Jesus pode ter ocorrido um erro de tradução, até mesmo
propositalmente, justamente com o objetivo de levar à confusão.
Ele não quis dizer que todos nós devemos vender tudo o que
temos, Ele está simplesmente ensinando o “Desapego”.
Outra frase que ele diz é “A raposa tem sua toca, mas o filho do
homem não tem nem onde repousar a cabeça”. Outra frase
muito significativa que Jesus fala: “Que os mortos enterrem seus
mortos”. Aqui ele está dizendo claramente dos problemas que
temos com o apego ao passado. O passado pertence aos mortos
é isso que ele quer dizer.
É muito simples, não é difícil. Muitas pessoas se apegam a
idéias, muitas pessoas se apegam a pessoas, muitas pessoas se
apegam a bens, e posses materiais, mesmo que isso esteja
causando a sua infelicidade.
Então esse é o grande sentido da palavra “Desapego”, que os
mestres têm tentado nos ensinar a milênios, que como tudo e
como sempre, estes ensinamentos têm sido transformados em
manipulação religiosa ou política, com o fim de manter as
pessoas pobres e acreditando que a pobreza é uma grande
virtude. – A virtude é o desapego.
Link no Youtube: https://youtu.be/arrRF_VgAQY
 
https://youtu.be/arrRF_VgAQY
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Propósito – Missão de vida
Todos querem saber seus propósitos na vida. Para isso, há que estar alinhado
CONSIGO MESMO. Nem todos estão dispostos a colocar sua energia nessa
busca. Querem, mas não se aprofundam. O resultado é que quem não se
aprofundar naquilo que quer, não consegue nada.
 
 
Muitas pessoas se perguntam sobre qual a missão delas nesta
vida. Percebo que há uma grande romantização que, pode -se
dizer, “até prejudicial”, sobre esse assunto, porque muitas
pessoas têm aquela visão de grandeza, que é algo que vem do
ego, de achar que viemos a este planeta para fazer grandes
coisas e grandes feitos, quando na verdade, o nosso verdadeiro
propósito nesse mundo é a “Conquista de nós mesmos”, ou seja,
a conquista de si mesmo. Este é o propósito mais profundo que
cada ser tem neste planeta. Conhecer a si mesmo, não é nada
romântico, nada grandioso, mas a recompensa é fantástica. A
recompensa está intrínseca nesse processo. Não há realização
maior do que conquistar a si mesmo.
Vivemos em uma época em que estamos habituados a pegar
tudo pronto, a buscar o passo -a -passo para desenvolver alguma
ação. Vivemos em um tempo muito acelerado, então se formou
este conceito de que tudo tem que ser feito passo -a -passo, então
fica buscando saber qual é o primeiro passo para se conseguir
me conquistar e descobrir a minha essência, o meu propósito de
vida.
O primeiro passo é a meditação. A meditação é a chave para
tudo. O segundo passo é o autoconhecimento, que é o efeito da
meditação. O terceiro passo, tão importante quanto o outro é,
“Seja profundo”, não seja raso. Busque o conhecimento que te
falta. Procure conhecer a fundo aquilo que tu gostas. Esse é o
passo importante.
Estes três passos então, seriam o que dá para se considerar um
começo de um conhecimento de descoberta do propósito, da
missão de vida que todo mundo busca.
Não tem como acelerar o processo, não há atalhos. Eu sei que
seria bom se a gente conseguisse saber facilmente qual a nossa
missão de vida, mas isso não existe. O único jeito é vivendo e se
autoconhecendo, conhecendo os próprios defeitos e
conquistando estes próprios defeitos e conhecendo as próprias
qualidades também.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/n7DIbchMGBw
 
https://youtu.be/n7DIbchMGBw
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Reciprocidade
Se não somos recíprocos com a vida até nas coisas mais simples, como
esperamos receber as coisas maiores? Nossa consciência funciona como um
ninho que fazemos para acomodar nossas ‘crias’.
 
 
Ser recíproco é corresponder às coisas que a gente recebe na
vida, das pessoas, enfim no dia -a -dia.
Eu quero propor uma reflexão da seguinte maneira: se a gente
não consegue ser recíprocos nas coisas simples, por exemplo, no
nosso próprio pensamento, se a gente não consegue ser grato
no pensamento, que é a forma mais simples de reciprocidade
que pode existir, o que a gente pode esperar receber em troca
da vida?
Inclusive esta palavra “Receber em troca”, ela pode nos levar a
um engano, porque na verdade, quando a gente cria dentro da
nossa consciência (o universo é consciência), um campo de
mesquinhez, ou seja – eu recebo mas não devolvo, não sou
recíproco –, esse campo que eu estou criando na consciência vai
criar na minha vida a mesquinhez.
Na verdade, não há troca, não há devolução, sou eu que
sempre estou criando este campo já na minha consciência e
estou me tornando receptivo para esta mesquinhez. Então, se eu
crio a reciprocidade na minha consciência eu estou me tornando
receptivo para a reciprocidade na minha vida.
Então, hoje, nos nossos dias, quando temos, por exemplo, as
redes sociais, onde posso ser recíproco simplesmente numa
curtida que faço em um post, que parece ser nada, mas não é.
Muitas vezes o que uma pessoa posta é algo que é importante
para ela, então quando eu retenho essa possibilidade de
reciprocidade, quando deixo de fazer esse simples ato de curtir
um post, por exemplo, já estou criando mesquinhez para a
minha vida. Então será isso que a minha vida vai me devolver.
 
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Tornar -se como criança
É possível encontrar a paz. O «reino dos céus», “reino de deus’ ou “nirvana” é uma
dimensão interior, que pode ser alcançada através da meditação e
consequentemente do autoconhecimento”. Todo o teu esforço na vida deveria ser
empenhado nessa conquista, que é a maior de todas e na verdade a única que
interessa:
a conquista de si mesmo.
 
 
Quero falar -lhes sobre esta frase dita por Jesus: “Em verdade
vos digo, se não vos converterdes e se não vos tornardes como
crianças, não podereis entrar no reino dos céus”.
Primeiro esclarecer que, o reino dos céus não é um lugar e não
é uma meta a ser alcançada. O reino dos céus a que Ele se refere
é o reino da paz, aquela paz inabalável, uma paz interior
conquistada individualmente com o próprio esforço, com o
próprio sacrifício,com a conquista de si mesmo. Uma paz que
ninguém tira e nenhuma intempérie externa pode abalar. Este é
o reino dos céus a que tanto Ele se referia.
A nossa mente tridimensional sempre tenta colocar as coisas
no espaço e no tempo, mas a verdade é essa, que não é um lugar
e não é uma meta a ser alcançada no futuro.
O que Ele quer dizer com “nos converter e nos tornar como
crianças”, é o seguinte: – nós todos já fomos criança –, mas,
observe que a criança não tem crenças, não têm convicções, não
tem preconceitos, ela é inocente em relação ao mundo, ela é
aventureira, porém o que se fala é que, ao longo da vida, nós não
vamos voltar a ser crianças (é lógico né?). Podemos ser inocentes,
mas ingênuas não, porque a vida vai nos ter ensinado algumas
coisas e estaremos mais espertos em relação à ela.
Mas, com relação a tudo aquilo que acreditamos, o nosso copo
estará cheio. Então é impossível que nós possamos receber
novas informações, receber intuitivamente aquela voz, escutar
aquela voz profunda que nos diz o caminho correto a seguir, o
que fazer para seguir. Então, tanto Jesus quanto outros mestres,
também falam sobre “voltar a ser como crianças”, que é esvaziar
o copo, esvaziar o vaso.
Por meio da meditação, por meio do autoconhecimento é que
saberemos como nos desfazer das nossas crenças atuais, porque
são as nossas crenças atuais é que nos metem em encrencas.
Somos responsáveis por tudo o que acontece na nossa vida, –
cem por cento! Infelizmente, eu sei que algumas pessoas
pensam que são vítimas do destino, ou da vida, ou de outras
pessoas. – Mas não! Infelizmente, enquanto não aprendermos
que somos responsáveis pelas nossas vidas, não avançaremos.
Repense em tudo aquilo que você acredita. Repense e reavalie
por meio da meditação, por meio do autoconhecimento. Reavalie
todas as suas crenças e, na minha humilde opinião,jogue todas
fora! Comece tudo de novo.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/jS7RKCZCwIk
 
https://youtu.be/jS7RKCZCwIk
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Gratidão
Algumas pessoas que não têm posses, saúde ou até mesmo portadoras de
limitações físicas ou mentais, são extremamente gratas à existência e levam uma
vida plena. Outras pessoas que têm seus membros no lugar, seu cérebro em
“perfeito” estado (sem uso), com posses ou não, vivem reclamando e são
extremamente ingratas, à ponto de auto infernizarem suas próprias vidas,
transformando -as em vidas em que
a escassez impera.
 
 
A gratidão é a maior, a melhor, a mais completa, e mais
perfeita oração que se pode elevar ao universo. Eu sei que para
muitas pessoas, tudo isso parece clichê, mas não é. Realmente
eu já pude comentar em outras oportunidades sobre isso. Nossa
consciência é como um ninho que nós construímos para receber
tudo aquilo que nós queremos ou nos permitimos receber.
Então, a gratidão nos deixa mais receptivos para tudo aquilo
que nós queremos. Se nós aprendermos a ser grato a tudo
aquilo que temos, se nós aprendermos a não olhar aquilo que
não temos a nossa vida se torna, por si só, abundante. Não que
mude alguma coisa externamente imediatamente, mas muda no
nosso interior, no ninho da nossa consciência, do qual eu falei.
E é interessante o seguinte: muitas pessoas que possuem
determinadas deficiências, lutam, batalham para conseguir
resultados, para conseguir o que nós chamamos de “sucesso na
vida” e acabam conseguindo. E é interessante o quanto outras
pessoas, com a saúde perfeita, não conseguem nem ao menos
agradecer aquilo que tem. Então o que é que diferencia entre
uma pessoa e outra? Entre a pessoa que não tem e consegue e a
pessoa que tem e não consegue?
– Esse é o grande mérito da meditação, é o grande mérito do
autoconhecimento. Essa resposta somente cada um pode dar
para si mesmo. Essa resposta só interessa para si mesmo. – Qual
a diferença entre uma pessoa que não tem e consegue, de uma
pessoa que tem e não consegue chegar, seja lá onde for?
 
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Os Títulos e o Ser
A boa notícia é que não há necessidade de nenhum título para o despertar nem
para a iluminação. Para encontrar a Paz do Ser, só precisa a vontade de procurar.
Não existe (ainda) a “universidade da paz” ou do “Ser”.
Quem sabe um dia encontrar a felicidade do Ser seja mais importante do que o
título.
 
 
Quem já teve a oportunidade de assistir a alguns dos meus
vídeos mais antigos, percebeu que eu costumava começar
sempre dizendo: – eu não sou médico, eu não sou padre, eu não
sou professor, eu não sou pastor, eu não sou filósofo, eu não sou
historiador… Entre tantas outras coisas que eu não sou. E por
que eu começava dessa forma? – É que na sociedade que a gente
vive, se confunde muito a capacidade intelectual de uma pessoa,
com a sua graduação, com a sua formação em uma faculdade,
em uma universidade. E a minha preocupação é deixar claro que
o alcance da paz interior, o alcance do tão falado reino dos céus,
reino de Deus, ou nirvana, – que é isso que é a paz interior –, está
ao alcance de qualquer pessoa.
Eu não sei se vocês já perceberam, mas, toda vez que se
começa uma entrevista, principalmente na televisão, aparece
sempre o nome da pessoa e, logo em baixo, o que ela faz: fulano
de tal – engenheiro, fulano de tal – médico, fulano de tal –
pesquisador... Como se o nome dela não bastasse para atestar
aquilo que ela está dizendo na entrevista. É horrível isso! Porque
todos nós, que não temos esse “Título” para colocar no nosso
nome ficamos de fora, como se nós não tivéssemos a capacidade
de “Ser”, mas nós temos! – Então, por isso que eu decidi começar
meus vídeos antigos assim e achei importante voltar nesse
assunto.
Outra coisa que também a gente vê, é que os nossos modelos,
os nossos mestres, que aparecem para ser entrevistados na
televisão, todos também são pessoas que tem essa classificação:
ou é um historiador, ou é um filósofo, ou é um pastor, ou é um
médico, professor, yogue, monge, etc… ou seja, como se nós que
não temos estes títulos, não pudéssemos falar por nós mesmos
e não pudéssemos inclusive conquistar o nosso sucesso, ou seja
“A conquista sobre nós mesmos”.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/at_uEuW2l -c
 
https://youtu.be/at_uEuW2l-c
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Presença – a verdadeira meditação
Como sempre tem acontecido ao longo da história com todo conhecimento que
possa libertar a humanidade, a meditação também chegou ao nosso mundo
ocidental de um modo deturpado, complicado sem o ser. A meditação é algo
simples, que pode ser definido pela palavra Presença. Se aprendermos a ser
presentes em tudo o que fizermos, saberemos meditar, porque meditação e
presença são a mesma coisa. Experimente.
 
 
Aqui trato da importância da “Presença” em tudo aquilo que a
gente faz. Presença é viver, viver momento a momento. Quando
a gente coloca a nossa presença, a gente está colocando a nossa
vida em tudo aquilo que a gente faz.
Nós vivemos divididos ou, por consequência, não vivemos, –
melhor dizendo –, porque estamos sempre divididos entre
passado e futuro. A nossa mente nos leva ou para o passado ou
para o futuro.
Os nossos pensamentos, que definem o nosso ego, que é a
nossa falsa identidade, nos levam sempre para o passado ou
para o futuro. Nunca nos deixam no presente que é onde nós
somos a nossa essência.
Isso é um desperdício gigantesco de energia e quando eu falo
em energia, eu estou falando em combustível mesmo, tanto a
energia imaterial quanto a energia física. – Imagine, por exemplo,
um trator agrícola, que fica preso na lama e gasta todo o seu
combustível tentando sair da lama. Não é para isso que ele foi
criado. Ele foi criado para colher a plantação, mas ele não
consegue, porque ele acabou gastando todo o seu combustível
em algo imprevisto, inesperado.
No nosso caso, como somos criaturas inteligentes, podemos
conduzir o uso da nossa energia de uma forma inteligente, ou
seja, controlando os nossos pensamentos. Não permitindo que
ele nos leve nem para o passado,nem para o futuro. Vivendo
presentes em tudo aquilo que a gente faz. Isso é ser meditativo,
isso é se tornar meditativo. Faça a experiência.
Isso é estar vivo, isso é viver. Não importa o que o momento
traga. Se for algo que para você é desagradável, não importa.
Aceite, viva!
 
Link no Youtube: https://youtu.be/2qkU1E6W8dk
 
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A verdade sobre o julgamento
O julgamento nos impede de ver a Realidade, que é a essência das coisas,
inclusive da existência em si. Por isso sabemos tão pouco sobre a vida, pois tudo
passa pelo nosso julgamento antecipado e apressado. Sobre a realidade, nada
sabemos. As religiões transformaram os ensinamentos dos grandes mestres em
meios de manipular o ovo em seu benefício próprio, principalmente criando
castigos imaginários para gerar o medo, que é a maior peça de manipulação,
sempre usada pelos governantes. A verdade é sempre mais simples. O
observador atento aprende, e a meditação
é a chave que abre esta porta.
 
 
Hoje quero falar sobre o julgamento citando aquela máxima de
Jesus: “Não julgueis para não serdes julgados (Mateus 7,1)” e
também a outra máxima: “Com a mesma medida que medires
serás medido (Mateus 7,2)”.
Muitas pessoas acham que, quando julgam, pode ter alguém
ou um ser superior que a julgará de volta. Outras pessoas
acreditam que isto seja “pecado” (embora esta palavra seja mal
interpretada). O que há é o que os mestres têm explicado ao
longo do tempo, inclusive Jesus e, nos tempos modernos, a
psicanálise.
Quando uma pessoa julga o outro ou algo, ela está projetando
para fora uma dificuldade que ela tem dentro de si mesma.
Então o ato de julgar mostra algo que eu tenho dentro de mim
mesmo. Mas para mim, o mais importante, é o fato de que o
julgamento cria uma divisão interior.
Uma vez que eu considero que uma coisa é boa e que outra é
ruim, estou criando uma divisão dentro de mim mesmo. Por
consequência, essa divisão causa uma confusão dentro de mim
mesmo e esta confusão obviamente vai consumir a minha
energia que eu deveria estar utilizando para o meu
autoconhecimento, para minha cura principalmente. Mas, essa
energia acaba sendo desviada para trabalhar em cima da
confusão que eu mesmo crio. Então por isso, os grandes mestres
nos ensinam a não julgar, para não criar essa divisão dentro da
gente.
Isso eu gosto, isso eu não gosto. Isso eu quero, isso eu não
quero. Isso é bom, isso não é bom. – Tudo isso é divisão.
Conserve a sua energia procure não julgar, procure observar.
Inclusive porque o julgamento é uma barreira que eu coloco
entre mim e o objeto que estou observando. Então o objeto já
não é mais puro, já não é mais a sua essência, porque eu
coloquei uma barreira, eu coloquei o julgamento. Então a minha
observação está contaminada.
Então observe os diversos males do julgamento e o que
realmente Jesus e os outros mestres da humanidade tentaram
ensinar com relação ao julgamento.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/zRLj3NTj528
 
https://youtu.be/zRLj3NTj528
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A paz do silêncio
Muito se fala sobre paz, mas quantos realmente já pararam seus afazeres e se
aprofundaram nessa questão? Será que se realmente estivessem interessados na
paz de espírito mais do que tudo na vida, não encontrariam de fato? No momento
em que a paz for realmente a questão mais urgente na vida de uma pessoa,
podemos ter certeza de que ela a encontrará.
 
 
Todos os grandes mestres iluminados da humanidade falam
sobre o silêncio, falam da paz. Tem uma passagem em especial,
que Jesus diz assim: “Ajuntai para vós tesouros no céu, onde as
traças e a ferrugem não destroem e nem os ladrões podem
entrar e roubar” (Mateus 6,20). Esse ensinamento é muito
profundo e Ele fala especificamente em conquistar a paz.
Toda vez que Jesus fala em “Céu”, “Reino dos céus”, “Reino de
Deus”, Ele está se referindo a um reino interior,a um reino de paz
interior, a um estado de paz interior. Não é um lugar, não é um
momento, é uma dimensão interior que está ao nosso alcance,
ao alcance de qualquer pessoa, esse estado de paz inabalável.
E essa paz só pode ser conseguida no silêncio interior. Mas não
é o silêncio da rua – Muitos podem pensar: “Ah, eu preciso ir para
a floresta”! Eu preciso ir para o mar, eu preciso ir para onde tem
silêncio! – Mas não é esse silêncio a que me refiro. É um silêncio
conquistado, é um silêncio interior, é aquele silêncio da mente
que somente a meditação e o autoconhecimento podem trazer
para uma pessoa.
É a esse silêncio que se refere o silêncio da conquista. É a essa
paz que se refere, a paz do silêncio.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/V9sEBfRKzJQ
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Os ensinamentos dos grandes mestres
É preciso livrar -se das crenças condicionadas por séculos de manipulação pela
desinformação. Só assim pode -se entender os verdadeiros ensinamentos de todos
os mestres da humanidade, que levam o homem à plena felicidade que reside na
realização completa do Ser.
 
 
Quero sugerir a vocês que esqueçam tudo aquilo que já
ouviram falar pelas religiões, sobre os ensinamentos dos grandes
mestres, principalmente em se tratando de Jesus. Na nossa
sociedade ocidental é sempre mais complicado porque a religião
tomou a frente dos ensinamentos.
E quero dizer para vocês assim: – Todos os mestres, até hoje,
que existiram na humanidade, vieram trazer um único
ensinamento para nós humanos, sobre como viver. Tanto Jesus,
quanto Buda, Confúcio, Lao Tsé, Zoroastro/Zaratustra, Maomé,
Krishna, Gandhi e tantos outros nomes, eles levam ao
aprendizado da paz interior. A paz interior da conquista de si
mesmo.
Se procurares com calma, mesmo na Bíblia, naquilo que Jesus
diz, e tiver um discernimento, vais entender isso. Tudo o que Ele
ensina leva ao encontro da paz interior a partir da conquista de si
mesmo.
Nós sabemos, temos maturidade e acesso ao conhecimento
hoje em dia, para saber que as religiões distorceram todos estes
ensinamentos, com objetivos escusos, egoístas, que levam ao
medo, à confusão, principalmente à confusão semântica, com o
objetivo de controle, com o objetivo de manipulação. O medo é
usado sempre, ao longo da história, como forma de
manipulação.
Então os ensinamentos dos mestres acabam se tornando
quase irreconhecíveis. Por isso eu sugiro: – esqueçam tudo o que
vocês aprenderam! – Não existe castigo. Nada vem de fora. Não
existe pecado no sentido como foi ensinado. A palavra “pecado”
simplesmente significa “errar o alvo” literalmente. Então, quer
dizer, “quando se erra, se recomeça”. Então o ensinamento
sempre deve ser o de “recomeço”, nunca é de castigo. Como eu
disse, essa ideia de castigo e medo, só favorecem aos
manipuladores.
E uma coisa importantíssima também: – o ensinamento dos
mestres não se refere à moral, os mestres nunca tentaram
ensinar moral. A evolução ética é um fator, um fenômeno
natural, que surge a partir do momento em que a pessoa
encontra a paz interior, uma paz inabalável dentro de si, que faz
com que a ética surja naturalmente.
Existe uma autorregulação natural no universo que funciona
em torno dos nossos feitos. Tudo parte de mim e volta para mim.
Portanto não há necessidade de sermos castigados. Nós mesmos
sofremos as consequências daquilo que semeamos, como um
aprendizado constante.
A semeadura é livre e a colheita obrigatória. Os nossos
pensamentossão as sementes. Todo pensamento que nós
colocamos em atividade é a nossa semente plantada, então a
colheita vai vir de acordo com esta semente.
Com relação à paz de espírito, acredito que o principal
ensinamento de Jesus, como eu já disse, é quando Ele nos diz
para não ajuntarmos tesouros que as traças e a ferrugem
destroem, mas sim aqueles tesouros no céu. O céu é uma
expressão que ele sempre usou para exemplificar a paz.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/j_h0riDIQHA
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O sucesso é o propósito em si
Diferente do que nos é ensinado e até exigido, o sucesso é A Conquista de Si
Mesmo. Ensinam que é juntar, porém nada pode ser mais prazeroso do que ser
autor da própria paz e da própria felicidade. Este é o grande propósito da
existência: o autoconhecimento e a auto conquista.Esse é o “retorno ao lar” do
filho pródigo.
 
 
O sucesso acabou sendo associado sempre ao dinheiro,
sempre aos resultados financeiros que a gente consegue na vida,
sempre associado à conquista material. Mas, é claro, que o bom
sucesso ele acontece a partir do autoconhecimento.
O verdadeiro sucesso vem da conquista de si mesmo, a partir
do autoconhecimento, a partir da meditação, quando nós somos
capazes de reconhecer as nossas fraquezas, quando somos
capazes de reconhecer as nossas dificuldades diante dos
desafios. Mas, principalmente, quando conseguimos, a partir da
meditação e autoconhecimento, reconhecer as nossas crenças.
Aquilo que nós acreditamos profundamente que trazem os
resultados que nós vemos diante de nós hoje. Essas crenças
profundas inconscientes, condicionadas é que fazem com que a
nossa vida, de cada um de nós, seja da maneira que é.
Então, realmente não pode haver sucesso maior na vida de
uma pessoa, do que descobrir, do que ficar de frente com essas
crenças limitantes, com essas fraquezas. E isso só pode ser feito
de si para si, nunca pode vir de fora. É algo que não pode ser
ensinado, é algo que só pode ser vivenciado, experienciado por
cada pessoa.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/q6wueUty_Ww
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O céu e o inferno na existência do ser
Céu e inferno não são locais no espaço e nem metas a serem alcançadas no
futuro, no tempo. São realidades interiores que acontecem no Agora, e que podem
ser alcançados já, conforme nossas crenças mais profundas.
 
 
Começo pedindo a você que apague da sua memória, que
esqueçam tudo aquilo que vocês aprenderam até hoje das
nossas religiões, da nossa sociedade sobre este assunto, porque
ao longo da história, o que os grandes mestres, inclusive Jesus,
Buda, Confúcio e todos os outros tentaram ensinar à
humanidade é “Como alcançar a paz interior”, então muitas
palavras acabaram sendo associadas com um lugar e com
alguma meta a ser alcançada. Então o céu, acabou sendo
associado como um lugar, lá em cima, a ser alcançado depois da
morte, assim como o inferno ficou embaixo, também como um
lugar, uma meta a ser alcançada depois da morte.
Na verdade, o que eles tentaram ensinar para nós é, “Como
alcançar um estado de Paz”. Toda vez que Jesus usou a palavra
“Reino dos Céus” ou “Reino de Deus”, ou Buda tentou ensinar o
Nirvana, eles estavam falando sobre “Estados Interiores”, uma
dimensão de paz que existe dentro de nós mesmos, que
podemos alcançar em qualquer momento. Ou seja, não é uma
meta a ser alcançada.
Se formos falar em termos de “Lugar”, este lugar será sempre
dentro de nós mesmos, alcançados por meios da vontade, por
meio da conquista de nós mesmos, através do
autoconhecimento, do conhecimento das nossas falhas, das
nossas dificuldades.
Então, céu é um estado de espírito de paz imperturbável.
Essa paz é interior, não é exterior. Significa que quando eu
alcançar esse estado de paz interior nada exterior pode me
perturbar. – Esse é o céu, esse é o paraíso! – São tantas palavras
mal interpretadas.
E o inferno vem a partir da minha confusão mental, que é
derivada da minha ignorância. Ignorância atual, ignorância neste
momento, não uma ignorância no futuro. Eu digo isso porque a
ignorância sempre pode ser sanada com a busca do
conhecimento.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/Z0B03SOxIps
 
https://youtu.be/Z0B03SOxIps
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A criatividade é a essência do Ser
Não tem como separar o viver do ser criativo. Nossa sociedade moderna trata de
adormecer a criatividade das pessoas, transformando -as desde cedo em força de
trabalho e tirando suas características únicas. A criatividade é a inteligência se
divertindo. Por isso quando estamos nos divertindo, somos criativos, e é
justamente quando experimentamos a vida plena. Já na Parábola dos Talentos
Jesus ensina que não se deve enterrar os talentos.
 
 
A criatividade na nossa sociedade moderna fica sempre
associada a uma forma de ganhar dinheiro, a uma forma de
ganho financeiro. E aí há uma grande perda porque muitas
pessoas acabam não desenvolvendo seu potencial criativo,
porque não condiz com aquilo que ela trabalha, com aquilo com
que ela ganha o seu sustento.
A criatividade é desvalorizada por aquilo que ela realmente é: –
A expressão máxima do ser, a expressão máxima da essência de
uma pessoa. A criatividade é a auto expressão, a criatividade é
vida.
É no momento em que se está vivendo de verdade que a
pessoa se torna criativa. Ela aflora na gente, a partir do momento
em que a gente aprende a não nos comparar com ninguém. A
partir do momento em que tomamos consciência de que somos
únicos e de que não podemos ser comparados a ninguém, a
nossa criatividade surge.
A criatividade é a maneira como nós afetamos o mundo em
nossa volta e essa maneira é muito única, essa maneira é muito
individual. Cada um tem a sua forma de expressão. Então, se
criatividade está diretamente ligada à expressão do ser, quer
dizer que quando eu me expresso eu estou sendo criativo e
afetando o mundo ao meu redor, da minha maneira única.
Isso pode ser conseguido a partir do autoconhecimento, a
partir da meditação, é quando nós podemos encontrar o nosso
potencial.
Einstein costumava dizer que a criatividade é a inteligência se
divertindo. Nada mais verdadeiro!
Prestem atenção que nos momentos em que você se sentiu
mais vivos até hoje, foram coincidentemente os momentos de
maior criatividade. Mas não a criatividade para encontrar formas
de ganhar mais dinheiro, não! – A criatividade pela criatividade
somente. Criatividade é vida, não dá para separar as duas coisas.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/_g3X_LaWmtQ
 
https://youtu.be/_g3X_LaWmtQ
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O Carma
A Lei da Ação e Reação, ou Lei do Retorno, ou ainda Lei da Semeadura, já está
amplamente difundida. O pensamento é a fonte criadora de toda a nossa
realidade, e essa é a lei que regula os resultados desses pensamentos. O
pensamento em si já é a ação, e muitas pessoas não sabem disso. Fique atento.
 
 
Sobre a lei da ação e reação, sobre a lei do retorno, muitos de
vocês, senão todos, já tiveram conhecimento sobre ela. Mas esta
informação é manipulada e acaba chegando até nós de uma
forma muito distorcida. Prestem atenção como é interessante
como determinadas informações que seriam importantes para a
libertação do indivíduo, para libertação do ser, são deturpadas,
chegam até nós de forma completamente distorcida.
O nosso pensamento é o princípio de tudo. O nosso
pensamento é a semente. Somos livres para semear, porém
somos prisioneiros da colheita. A colheita é obrigatória. Esse é
um conhecimento antigo. Tudo aquilo que nós pensamos
retorna para nós. Inclusive utilizar a palavra “retorno” nesse caso,
fica meio estranho, porque nunca sai de nós. Quando a gente
pensa algo, a gente cria na nossa própria consciência, o campo
para esse algo acontecer e atrair os semelhantes, o que acaba
criando a nossa realidade.
Não tem como falar de Karma sem falar na reencarnação, que
é outra informação bastante distorcida por pessoas, com o
objetivojustamente de causar confusão.
E por que é que algumas pessoas têm interesse na confusão
com as palavras, com o significado das coisas? Porque imaginem,
quando as pessoas se tornarem conscientes o suficiente do seu
próprio potencial, de se tornarem líderes de si mesmo, de tudo
aquilo que tem dentro de si, qual será então a necessidade de
políticos? Qual a necessidade de sacerdotes, padres, pastores? –
Qual a necessidade da religião no momento em que a pessoa
interioriza a ética cósmica dentro de si mesmo? Então existem
muitos interesses escusos para que a informação da libertação,
da consciência não chegue até nós, de forma limpa e clara.
Então o Carma, no contexto de múltiplas existências ao longo
da nossa eternidade, ele acaba sendo como um nativo. Ele não é
um efeito de castigo, não é um efeito maldoso em cima de nós. É
simplesmente o resultado de tudo aquilo que nós pensamos.
A terra é o planeta das crenças, aqui nós colocamos as nossas
crenças em prática. Então o que acontece? É autoeducativo. Se
nossas crenças no passado foram errôneas, no presente elas irão
nos mostrar esse erro para que nós façamos de forma diferente,
ou erramos de forma diferente.
Então o Carma não tem mistério, o Carma é uma coisa simples.
A lei do retorno é simples. Não é só os atos maldosos, como
muitas pessoas pensam, falam em Carma ruim. Não existe
Carma ruim, existe só o retorno daquilo que foi pensado. Então
não se trata de receber o mal, se trata de receber tudo o que foi
pensado. Sabendo disso, nós podemos melhorar aquilo que nós
pensamos hoje, para ter melhores resultados no futuro.
Então, quer dizer, se eu não tivesse errado no passado, eu
também não teria possibilidade agora de ver o quanto errei e
assim me corrigir. O Carma, o retorno, a colheita faz parte do
processo didático desse nosso planeta.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/oUkt4C7gB98
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Seus conflitos são os conflitos do mundo
Ser consciente não é apenas selecionar o lixo, amar os animais e a natureza, etc.
É mais profundo. Trata -se de ser consciente dos próprios pensamentos, dos
próprios conflitos internos, é ser honesto consigo mesmo e buscar resolver suas
mazelas, para então ajudar o mundo de uma forma ativa, e não somente
apontando responsáveis. Todos somos responsáveis, e só podemos auxiliar
ativamente indo para dentro de nós mesmos. Se cada um fizer a sua parte…
 
 
Aqui falo sobre esse nosso hábito de buscar responsáveis,
buscar culpados por tudo o que acontece à nossa volta. Em nível
familiar, em nível nacional, em nível internacional… É, por mais
incrível que pareça, nunca nos foi ensinado dessa forma, mas
nós temos responsabilidade por tudo o que acontece à nossa
volta.
Geralmente, quando a gente pede o fim da corrupção, por
exemplo, quando a gente pede paz para o mundo… Até já existe
uma certa consciência de que temos tam-bém a nossa
responsabilidade nas corrupções diárias. Já existe um começo de
conscientização, mas isso ainda é extremamente superficial. A
coisa é mais profunda.
A responsabilidade que nós temos com tudo o que acontece no
mundo, ela começa do nosso próprio conflito interior. Enquanto
individualmente nós não conseguirmos resolver os nossos
conflitos interiores, enquanto não conseguirmos descobrir quais
são e quais são as causas desses conflitos, nós estaremos
projetando estes conflitos para o mundo externo. E ajudando,
inclusive a nível internacional, a desestabilizar o mundo.
Ao invés de criticarmos, ao invés de procurarmos culpados
para a corrupção nacional, que é uma coisa que está
acontecendo muito… para a paz internacional, como por
exemplo o caso da Síria. Nós não podemos resolver isso! – Então,
o que eu posso fazer? Eu posso resolver os meus conflitos
internos.
Não é um raciocínio difícil. Cada pessoa resolvendo os seus
conflitos internos, tornaria o mundo melhor. Porque uma pessoa
em paz consigo mesmo não entra em conflito com ninguém e
nem com nada. Então o primeiro passo é buscar a paz dentro de
si.
É o mais difícil na verdade e é por isso que poucos fazem,
porque é mais cômodo, é preferível jogar a responsabilidade,
jogar a culpa em cima de outros, do que fazer esse extremo
esforço, esse tremendo esforço de perseverança, de
honestidade. Porque eu preciso, eu tenho que ser honesto
comigo mesmo, sobre as minhas próprias deficiências, sobre as
minhas próprias falhas.
Este é o único caminho possível: – Entrar dentro de si mesmo e
resolver os conflitos internos. Por meio da meditação, no caso eu
me refiro à meditação simples. A presença constante no agora. E,
a partir disso, o autoconhecimento, através da observação de
nós mesmos, que surge naturalmente dessa meditação. É o que
cada um de nós pode fazer agora para ajudar o mundo.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/KUMkybzXW4A
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Idolatria é o Culto ao Pensamento
Todos os mestres espirituais são unânimes em atestar que o ‘reino dos
pensamentos’, o ‘reino da mente’ é o grande inimigo do ser humano. Todos tentam
ensinar a meditação e o autoconhecimento como a forma de sair dos
pensamentos e acessar diretamente a Fonte do Ser, que está além das ideias, do
mundo exterior e das imagens mentais e físicas. Por mais que as religiões tenham
tentado apropriar -se desses ensinamentos ao longo dos séculos, a humanidade
encontra -se madura o suficiente para entender os seus significados profundos.
 
 
Eu gostaria que você apagasse, esquecesse ao menos por um
tempo, tudo aquilo que já aprendeu por meio das nossas
religiões, da nossa sociedade, o significado dessa palavra
“Idolatria”. Porque quero dizer o seguinte: A palavra “Idolatria”,
na sua origem, ela quer dizer um culto, uma adoração a uma
imagem, só que na raiz da palavra Ídolo (Eidolon), está a palavra
“Ideia” (Eidos), que é de onde vem “Eidolon” (ídolo). Então o que
isso tudo quer dizer, é que não se deve prestar culto às idéias.
O que os grandes mestres tentaram passar para a humanidade
sempre foi que nós podemos encontrar dentro de nós mesmos
tudo aquilo que precisamos. Nos tempos atuais, nessa nova era,
nossa humanidade já está madura para entender finalmente
este recado: Está tudo dentro de nós mesmos!
Então, o que acontece com a idolatria? Com o fato de
prestarmos culto, adoração a ideias fora de nós mesmos? – É
óbvio que, por ideias, entenda -se convicções, opiniões formadas,
principalmente crenças enraizadas, crenças condicionadas que
temos… Então, o tempo todo estamos prestando culto às ideias e
não percebemos.
Por razões escusas, essas pequenas verdades sempre foram
escondidas de nós, porque elas são uma forma de libertação.
Quando temos conhecimento do nosso potencial íntimo, do fato
de sermos únicos e de todo o potencial contido dentro de nós
mesmos, os manipuladores, os governantes enfim, tremem! E é
por isso que estas verdades não chegam até nós.
Então, isso que eu queria dizer sobre a idolatria. Não é aquilo
que tem sido ensinado para nós e não tem nada a ver com
religião. É, simplesmente, não se apegar a nada fora de si
mesmo. Todo o potencial está dentro de si mesmo, basta
descobrir.
Através do autoconhecimento a pessoa descobre todos os seus
potenciais. Então, quando se idolatra está se tirando de dentro
de si a energia necessária para o autoconhecimento e colocando
essa energia para algo que está fora de si. E, mesmo que pareça
clichê, a verdade é “Nada está fora, está tudo dentro de si”.
Este é o grande mal da idolatria: – é tirar o foco da pessoa do
seu próprio centro. Mais uma vez eu digo “Não está fora, está
dentro”.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/ecN4XkqukdYhttps://youtu.be/ecN4XkqukdY
Buscar o reino da Paz
Buscai o reino da paz, e tudo o mais vos será acrescentado. Tudo é possível para
uma mente silenciosa e um coração em paz. Mas não a paz momentânea
oferecida por momentos breves que o mundo exterior nos proporciona, mas sim a
paz interior conquistada com muita meditação (presença) e autoconhecimento, a
paz que nada mais pôde abalar, porque não depende de nada mais além de ti
mesmo.
 
 
Quando tu começas a se aprofundar nos ensinamentos dos
grandes mestres da humanidade, dos grandes mestres
espirituais, começas a perceber que a principal mensagem que
eles tentaram transmitir é o ensinamento, melhor dizendo, do
encontro da Paz Interior.
Tanto Jesus, quando Buda, quanto Lao Tsé, Confúcio, Sócrates,
mais recentemente Francisco de Assis, Jalaluddim Rumi… enfim,
umas infinidades de mestres que surgiram ao longo da história
da humanidade, tentaram sempre ensinar a Paz Interior.
É curioso como no nosso mundo ocidental, onde predomina o
Cristianismo, essa essência da mensagem de Jesus tenha ficado
bastante confusa, bastante distorcida e praticamente
irreconhecível. Tem uma passagem bastante conhecida, onde ele
diz em especial, “Busque em primeiro lugar o Reino de Deus e
tudo o mais vos será dado por acréscimo (Mateus 6,33)”, essa
passagem acabou gerando muita confusão, porque ninguém
sabe o que é realmente o “Reino de Deus”.
A religião nos coloca esse reino como um lugar no futuro, que
alcançaremos depois da morte, um lugar no espaço e no tempo.
O mais interessante é que se a gente pensar em termos de Paz,
quando Jesus utiliza os termos “Reino de Deus”, “Reino dos Céus”
e “Paraíso”, é na verdade este reino de paz interior. Então
quando a pessoa o alcança em qualquer momento da sua
existência, principalmente a existência física, essa é a maior
conquista que uma pessoa pode ter, a sua Paz Interior.
Essa paz é uma dimensão, um reino dentro de si que nada
pode abalar. É um reino de segurança, de confiança interior que
nada abala.
Todos estes ensinamentos, mas principalmente o de Jesus, que
predomina na nossa cultura ocidental, ganha um novo sentido,
porque acaba se tornando o que realmente deveria ser: – um
guia, um caminho para cada um de nós encontrar a própria
segurança na paz interior, porque é a única que pode valer.
Porque no mundo exterior, essa segurança e essa paz, vocês já
viram que não existe.
É interessante sempre pensar nesses ensinamentos que
chegam aos nossos ouvidos de uma forma simples, sem nada de
culto, nada de rituais, nada de dogmas. Paz Interior, essa deveria
ser a busca, a grande busca de todo ser humano. Esse é o
verdadeiro “Santo Graal” que deve estar sendo procurado. Essa é
a verdadeira alquimia, é o elemento comum sendo transformado
em ouro.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/_F9YjcImfYc
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Dar a outra face
Os ensinamentos espirituais chegam até nossos ouvidos de forma deturpada,
porque ao longo da história da humanidade interesses diversos comandaram essa
confusão, na maioria das vezes intencional. Aprender a potencializar e usar
sabiamente a energia de que dispomos para viver em paz e evoluir talvez seja o
maior ensinamento legado pelos grandes mestres, embora seja o menos
entendido. Dar a outra face (não interiorizar a maldade alheia) é essencialmente
economizar a nossa energia interior que seria dissipada num conflito interior inútil
que ocuparia o espaço destinado ao mais importante na vida: a paz interior.
 
 
Tenho falado em diversas oportunidades, que os ensinamentos
dos grandes mestres da humanidade, tem sido voltados para o
encontro da paz interior. Todos estes mestres Jesus, Buda,
Confúcio, Lao Tsé e todos os outros como os mestres gregos
Sócrates, Platão… Todos estes mestres tentaram ensinar à sua
maneira, ao indivíduo a encontrar a paz interior. Para isso,
usaram determinadas nomenclaturas, cada um na sua maneira,
na sua língua, na sua época e isso acabou virando um
emaranhado de palavras e de conceitos que geram por sua vez,
uma certa dificuldade nos dias de hoje de entender o que são
estes ensinamentos, inclusive muitas vezes, mal ensinados, com
objetivos escusos de, por exemplo, ganhar dinheiro ao longo da
história, de manipular…
Hoje vou falar de um ensinamento de Jesus, que tem gerado
muita confusão no seu entendimento, que é sobre “dar a outra
face”. Esta nunca foi uma expressão que tem a intenção de
expressar moralidade. O que significa é que quando a pessoa
toma a atitude de relevar, ela está se libertando dessa ofensa, ela
está se libertando do conflito. Principalmente do conflito interior
que ela estaria gerando no momento em que ela aceitasse a
ofensa, ou que ela interiorizasse a ofensa. Então, na verdade, a
pessoa não está retendo a energia da ofensa em si mesmo.
Esse ensinamento tem muito a ver, como eu disse, com a paz
interior. Uma pessoa que têm autoconhecimento suficiente, ou
seja, que conhece a si mesmo suficientemente, que tenha
encontrado dentro de si um estado de paz interior, não vai abrir
mão disso de forma alguma.
Nada vale perder a paz conquistada. É árduo para se
conquistar a paz, então a pessoa que tem essa paz dentro de si
não vai abrir mão dela. Então, na verdade, esse ensinamento de
Jesus é um ensinamento muito simples, que não expressa de
forma alguma, valores morais, não tem nada a ver com bondade,
não tem nada a ver com superioridade.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/9hlchRq9Gr0
 
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Os conceitos e as suas limitações
Desde que nascemos somos condicionados das formas mais variadas possíveis.
Somos presenteados com uma infinidade de ideias prontas a respeito de tudo e de
todos. Está mais do que na hora de começarmos a reavaliar tudo aquilo que nos é
ensinado, seja com a intenção de nos manter na ignorância, seja por simples e
pura ingenuidade dos que nos ensinam. Tudo aquilo que limita nossa mente é
ruim.
 
 
Eu já falei aqui sobre as palavras, sobre os perigos do apego às
palavras. É importante sabermos o significado delas. Já coloquei
isso, falando sobre a semântica. É muito importante a gente
saber das variações de significados, de quando uma palavra é
dita por uma pessoa ou outra, como a gente entende o contexto
onde ela é falada.
Mas, o apego à palavra em si, é uma coisa ruim, é para a
mente, porque limita a compreensão e o alcance de alguma
coisa. Ao conhecer uma palavra, não significa conhecer a coisa
que a palavra representa.
Isso também se aplica aos conceitos. Nós damos tanta
importância aos conceitos. O conceito tem a mesma função de
uma palavra. Ele é uma representação, ele mostra uma direção a
seguir, mas que não é definitivo. Tanto o conceito quanto a
palavra, eles nos dão somente uma direção a seguir, para
tentarmos entender algo. Mas isso não quer dizer que
conheçamos esse algo somente por entendermos o conceito ou
entender o significado de uma palavra.
Sobre muitas coisas temos conceitos na nossa sociedade, na
nossa história, conceitos, por exemplo, sobre “céu”, “inferno”,
toda a mitologia concebida e disponível ao longo da história da
humanidade são conceitos que apontam direções.
Tudo que aprisiona a mente, tudo que aprisiona a capacidade
de exploração que nós temos com a mente, por si só é ruim, é
bloqueio.
Conceitos, crenças, ideias, convicções, opiniões, julgamentos,
conclusões, certezas… tudo isso acaba nos tirando a
possibilidade de realmente entender alguma coisa.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/hWD7jXXAGao
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Resumindo o Ego
O ego é aquela voz na mente que não se cala nunca, da qual poucas vezes
tomamos consciência de que existe, de tão tagarela queé. Porém, se podemos
tomar consciência dessa voz, então não somos ‘ela’, somos aquele que está
tomando consciência... somos o mestre da voz, e não seu escravo passivo. É aí
que a coisa começa a ficar interessante...
 
 
Eu vejo que bastante gente tem dúvida, bastante gente
pergunta sobre o que é o Ego. O Ego é o falso “EU”, o falso
centro, é o que nós acreditamos ser. É a nossa herança social e
cultural. – Eu sou “fulano de tal”, filho, marido, esposa, o meu
título profissional… Tudo isso faz parte do ego, ele é a identidade
cultural que nós construímos ao longo da nossa vida, a partir
daquilo que o mundo exterior diz sobre nós. Nossos pais, depois
a sociedade...
Então nós vamos acumulando crenças, nós vamos acumulando
conceitos, histórias, de raças, de religiões, de países, de
familiares… que vão formando nosso falso “EU”, a nossa falsa
identidade.
O Ego geralmente se manifesta, por pensamentos
condicionados e esses pensamentos acabam se tornando
atitudes e então, a partir dessas atitudes condicionadas, a gente
acaba pensando e reagindo ao mundo sempre de forma
condicionada com aquilo nós aprendemos desde lá na nossa
infância, com os condicionamentos que nós tivemos na nossa
infância e no nosso desenvolvimento, no nosso crescimento.
O principal é que o Ego sobrevive do conflito. A energia criada
com o nosso conflito interior é o alimento para o Ego. E por isso
o Ego reluta em existir com esse alimento.
Geralmente quando a gente pensa na hipótese de começar a
meditar e começar a trabalhar o autoconhecimento, o Ego cria
todas as barreiras possíveis para que isso não aconteça, porque
isso significa a morte dele. Até porque a meditação e o
autoconhecimento são a chave para a superação do Ego, para
que nós possamos enfim conhecer quem nós somos realmente,
na essência, sem títulos sem nada dessas coisas, quem sou eu.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/IXUGHkz7Su0
 
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Apenas você mesmo
O ‘reino’ (dimensão) da paz (reino dos céus, reino de deus, nirvana, deus, pai,
paraíso) está ao seu alcance, bem pertinho, logo após todas as suas crenças
condicionadas que você recebeu desde que você nasceu. A chave para acessar
este reino está em você, e é mais fácil do que alguma vez você já possa ter
imaginado.
 
 
Eu quero dizer para você, que você não precisa ser nem cristão,
nem budista, nem yogue, nem ateu, nem nada dessas coisas
para alcançar a paz interior tão prometida e tão ensinada pelos
mestres da humanidade.
A meditação é a chave e o autoconhecimento é a porta para
alcançar essa paz tão desejada. A paz interior, o Reino de Deus, o
Reino dos Céus, o Nirvana… ensinados tanto por Jesus quanto
Buda e outros mestres.
Para isso também não precisa ser nem monge, nem padre,
nem pastor, nem professor, nem filósofo… Basta ser apenas
você mesmo.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/ -EKhv65O -AU
https://youtu.be/-EKhv65O-AU
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Destruindo o pecado
Ao longo de eras o conceito de pecado tem sido usado maliciosamente como
forma de controle. à luz da consciência desperta, o ‘pecado’ ganha um novo
sentido (seu sentido original, inclusive), que é ERRAR O ALVO. Uma vez que se
‘erra o alvo’, o que resta fazer? Tentar de novo, não cometendo o erro, ou
cometendo novos erros. Maturidade é responsabilidade, e no universo é cobrada a
responsabilidade por nossos erros, nada mais que isso. É a didática do universo.
 
 
Não se preocupe que eu não pretendo dar nenhum sermão
aqui. Bem pelo contrário. Eu quero explicar para vocês que o
pecado, da forma como ele nos foi ensinado, não existe. Ele foi
usado como uma forma de controle, mais ou menos da seguinte
maneira: o castigo pense bem, a ideia do castigo ainda hoje,
serve para educar as crianças.
A ideia do castigo e da recompensa é o que nós usa-mos na
nossa sociedade moderna, ainda até os dias de hoje, para educar
as crianças. E, na medida em que a criança vai amadurecendo,
ela vai se tornando respon-sável. Essa é a definição de
amadurecimento que nós temos. Ela vai se tornando responsável
pelos seus próprios erros.
Relembrando, a palavra pecado, na sua origem, significa “errar
o alvo”, ou seja, quando uma pessoa erra, ela só tem uma opção:
não errar mais.
Então, agora a nossa humanidade está chegando numa
maturidade, está começando a despertar, a acordar, a se tornar
madura. – Como eu disse maturidade significa responsabilidade
–, estamos aptos a entender que o que realmente existe é
somente a responsabilidade. Não existe castigo, não existe
recompensa.
O que existe é a responsabilidade pelos nossos atos, mal
domados, – pode -se dizer assim –, no passado. Que é regulado
pela lei da ação e reação, que é a lei do carma (Carma é
responsabilidade (reação), não é castigo), como já foi explicado.
Inclusive na nossa sociedade ocidental, no cristianismo se fala
muito em semeadura. “A semeadura é livre e a colheita
obrigatória”, que é a uma forma de explicar a lei da ação e
reação. Lembremo -nos da frase “Nem eu te condeno. Vai e não
peques mais” (Jesus – João 8,11).
O que existe são erros e acertos. Não é uma questão de
moralidade, nunca foi já falei em outras ocasiões. Os grandes
mestres da humanidade, inclusive Jesus, sempre tiveram a
intenção de ensinar o indivíduo a encontrar dentro de si a sua
Paz Interior.
A partir da Paz Interior, tudo é possível. Busque a Paz interior e
tudo o mais vos será dado por acréscimo.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/mR3UrGVxpoI
 
https://youtu.be/mR3UrGVxpoI
https://youtu.be/mR3UrGVxpoI
O silêncio não é externo
O silêncio que tanto se fala é da mente e do coração. Alcançar esse estado em
que nenhum ruído ou aborrecimento do mundo exterior abale nossa paz interior
requer autoconhecimento, e vale a pena, porque toda a nossa visão do mundo
muda quando estamos em silêncio (interior) e nossa mente está calma para
tomar decisões e resolver os desafios
que a vida oferece, independentemente
de nossa confusão mental.
 
 
O que é o silêncio? Como encontrá -lo? Enfim, o silêncio que
tanto se fala na meditação, na espiritualidade… não é o silêncio
exterior, não é o silêncio de ruídos, é o silêncio da mente, é o
silêncio dos pensamentos, que são realmente o que tem de mais
barulhento no ser.
O que se fala é do silêncio interior, é um silêncio de emoções, é
quando a gente consegue silenciar o coração, porque somos
extremamente reativos.
Nós, na maioria das vezes, reagimos de maneira emotiva e de
forma condicionada a situações que a vida nos oferece, ou seja,
de acordo com padrões que a gente nem percebe, que a gente
foi adquirindo ao longo da vida e nem sabe de onde, quando e
nem como começou a ser assim a forma como devemos reagir.
Então, o silêncio que se fala é esse silêncio: alcançar um estado
de silêncio interior onde esse tipo de ruído emocional não entre
e, principalmente, o ruído da mente.
Então, entrar em um estado de silêncio não depende, por
exemplo, de ter cães latindo na rua, carros passando… Muitas
pessoas acham que para encontrar o silêncio tem que ir para a
floresta, para o mar… Isso até ajuda, mas não resolve. Isso é
quase como tomar um medicamento alopático, ele vai mascarar,
vai resolver a dor, mas não vai resolver a doença. Então só ajuda,
mas não resolve.
Então o silêncio que se fala é esse silêncio emocional. É não se
tornar reativo. É dar aquele tempo, respirar fundo, aquela
respirada consciente, para poder então entrar de uma forma
lúcida para resolver qualquer problema, ou qualquer desafio,
melhor dizendo, que a vida nos oferece. É esse silêncio a que se
refere.
Então, para ficar bem entendido, silêncio da mente (dos
pensamentos) e silêncio do coração. Vale à pena buscar, vale à
pena procurar, muita meditação e autoconhe-cimento.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/3d_69J5oqTY
 
https://youtu.be/3d_69J5oqTY
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O perdão nunca é para o outro
O rancor, a mágoa e o ódio são gigantescos nós energéticos que nos impedem de
alcançar a paz interior. Perdoar é desatar esses nós, é destruir a barreira
gigantescaque nos impede de entrar nesse ‘reino’ de paz que todos os grandes
mestres espirituais da humanidade tentam nos ensinar. O perdão nunca se tratou
do ‘outro’.
 
 
Eu tenho falado nos outros textos sobre os ensinamentos dos
grandes mestres da humanidade, que sempre foram voltados
para a paz interior. Não seria diferente com o perdão.
Normalmente o que a gente vê é o perdão sendo ensinado
como uma forma de gentileza de grandiosidade, como uma
libertação do outro que está sendo perdoado. Mas, na verdade, o
perdão é uma libertação para nós mesmos, uma vez que ele é
uma barreira gigantesca para que possamos encontrar a paz
interior.
O rancor, a mágoa, a raiva… são emoções, entre tantas outras,
são grandes barreiras que impedem o ser de alcançar a paz
interior. Então, o perdão na verdade, não tem nada a ver com o
outro que está sendo perdoado. Essencialmente ele tem a ver
com a própria pessoa que está perdoando. Ele tem a ver com “eu
estar alcançando a minha paz”.
Então vale à pena eu perdoar, uma vez que eu vou estar me
desfazendo dessa barreira, dessa energia que não me deixa
encontrar esse reino da paz que os grandes mestres tentaram
ensinar, que, mais uma vez eu digo, não tem nada a ver com
moral.
Os ensinamentos dos mestres nunca tiverem a ver com
moralidade, porque a ética e a moral são efeitos naturais da
consciência, do despertar. Não precisam ser ensinados. Uma vez
que a pessoa desperte a consciência, ela vai aprendendo
naturalmente o que é certo e errado.
O verdadeiro ensinamento dos grandes mestres, são
ensinamentos para o alcance individual da paz interior. A partir
da paz alcançada tudo é possível!
 
Link no Youtube: https://youtu.be/hb2NOpmSQJg
 
https://youtu.be/hb2NOpmSQJg
https://youtu.be/hb2NOpmSQJg
Humildade não é pobreza
Existem interesses ocultos que disseminam o que eu chamo de ‘a confusão das
palavras’, em que as palavras são deliberadamente usadas com um sentido
malicioso para levar as pessoas ao erro por ‘ingenuidade’. É o caso da humildade,
que é um valor profundo
e positivo de caráter espiritual, sendo confundida
com pobreza, que é uma condição imposta pelo egoísmo e a ganância de alguns.
Pobreza não é sinônimo
de virtude, a virtude está na humildade.
 
 
Vocês já devem ter percebido o quanto a humildade é
confundida com a pobreza. Até por uma questão cultural, uma
questão de preconceito que se tem com a pobreza, normalmente
se confunde a palavra humildade com a pobreza.
Eu já tenho dito em outras oportunidades, sobre a importância
da semântica, a importância da gente tentar entender o que o
outro está querendo dizer, tentar compreender o que a gente
entende sobre aquilo que está sendo dito. É muito importante
entender o significado das coisas.
A gente vê, geralmente na televisão, – que é o meio de
comunicação mais massificado –, que quando uma pessoa, por
exemplo famosa, vai contar a história dela, costuma dizer assim
“eu venho de uma origem humilde, de uma família humilde”.
Essa é uma vergonha cultural de falar a verdade, que veio de
uma origem pobre, de uma família pobre. Pobreza não é
vergonha, de forma alguma.
Porque humildade não tem nada a ver com pobreza. É muito
importante a gente saber dessa diferença. Sempre fomos
levados a acreditar que a pobreza é uma virtude. – Não é! A
pobreza em si, não significa absolutamente nada, mas os valores
sim. Então a humildade é um valor muito importante.
Quantas pessoas pobres vocês conhecem que são arrogantes,
que são metidas e quantas pessoas endinheiradas a gente
conhece que são na verdade humildes (não digo “ricas”, porque
para mim o sentido de riqueza é algo completamente diferente). Eu
pelo menos já tive a oportunidade de conhecer várias.
A humildade é uma virtude, é uma coisa muito importante na
humanidade. Não é se declarar pequeno, fraco. Não! – Ser
humilde é uma coisa que está dentro, que está no íntimo.
Antes de tudo ser humilde é reconhecer as próprias fraquezas
e as próprias forças, com uma extrema honestidade, uma
franqueza consigo próprio, uma sinceridade consigo próprio e, a
partir desse reconhecimento, buscar o seu melhor, para si e para
os outros. Isso é humildade! – É o reconhecimento das próprias
limitações, das próprias potencialidades e usar isso em favor de
si mesmo e dos outros.
Então, humildade não tem nada a ver com pobreza. Pobreza
realmente é falta de recursos financeiros e humildade é um valor
interior, valor de caráter.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/LpvaUbJX3bc
https://youtu.be/LpvaUbJX3bc
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O livre arbítrio é total
Somos responsáveis por tudo o que pensamos e fazemos. Isso é fato. Não dá
mais para viver essa versão imatura e infantil da humanidade em que todas as
responsabilidades são atribuídas aos outros, nunca a nós mesmos. TUDO parte
de nós, sem exceção. Quanto menos consciência, maiores as chances de termos
uma colheita insatisfatória no futuro, porque a verdade é a consciência, e a
consciência é a libertação de tudo aquilo que nos faz mal.
 
 
Se nós pararmos e analisarmos a questão da lei do retorno, ou
seja, a lei do carma, a lei da ação e reação, a lei da semeadura,
colocamos o Livre Arbítrio como realmente sendo total no ser
humano.
O que acontece é que, como diz a lei da ação e reação, para
toda ação existe uma reação, existe uma responsabilidade.
Então, o livre arbítrio é fato sim! – Ele vai se desenvolvendo a
partir da evolução da consciência do indivíduo. O livre arbítrio vai
se tornando também mais evoluído, mais consciente. Quanto
mais consciente nós estamos maior é o nosso nível de decisão
acertada, que vai gerar uma responsabilidade mais satisfatória
no futuro.
Mais ou menos, dá para se dizer assim: o livre arbítrio é relativo
ao nosso estado de consciência. Quanto mais consciente mais
responsável é a nossa decisão. Se nós pensarmos na questão da
reencarnação, das múltiplas existências, o livre arbítrio passa a
fazer total sentido, porque a situação em que estamos vivendo
hoje, também se refere à correção de atitudes errôneas, de
caminhos errôneos que nós tomamos no passado.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/iY0pYFYqSCc
Musthaq Nazeer por Pixabay
 
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A esperança gera conflito interior
“A Grande Confusão das Palavras.” Gosto de usar esta expressão para apontar
algo que considero bastante danoso para a humanidade, e que tem sido usado
maliciosamente como meio de disseminar a confusão e o conflito entre os
desavisados e os desatentos. Uma vez que começamos a entender o real
significado de tudo aquilo que é dito como verdade no mundo, tudo ganha um
novo sentido. Como pode a ‘esperança’ ser equivalente à confiança, aceitação,
entrega e gratidão ensinada pelos grandes mestres espirituais, se ela gera uma
expectativa e uma ansiedade, sem falar de uma ingratidão para com o momento
presente, tirando -nos
da verdadeira vida, que é exatamente o presente?
 
 
Falando mais uma vez sobre a questão da semântica, da
grande confusão das palavras, já sabemos que isso causa um
grande conflito interno, quando a gente não entende o
significado de palavras que são usadas diariamente, nas diversas
situações da vida. E uma destas palavras é a Esperança, que, se
não bem compreendida pode levar a uma grande confusão, a um
grande conflito interior. Então é uma palavra bem simples, mas
ela é normalmente confundida com expectativa e a expectativa
geralmente acaba nos levando à frustração, porque o resultado
nunca é do nosso controle.
Uma das bases fundamentais do bem -estar emocional, mental,físico do ser humano é a aceitação das coisas como elas são e
não como nós gostaríamos que fosse. Porque essa é a realidade
da vida: as coisas são como são e não como nós gostaríamos que
fosse.
Então a aceitação das coisas nos propicia alcançar o tão
propagado reino de paz que nós temos dentro de nós mesmos e
que é difícil de alcançar. Precisa muita disciplina, muita força de
vontade, perseverança, meditação e autoconhecimento para
acessar este reino de paz tão propagado pelos mestres
espirituais.
Então, a esperança quando não compreendida como
simplesmente esperar, ela acaba nos levando a um erro que
pode nos causar ainda mais conflito interior. O erro da
expectativa, o erro da não aceitação do momento presente,
sempre pensando que o amanhã será melhor do que o hoje.
O amanhã não existe, tudo o que existe sempre é o hoje,
sempre é o agora. Então a esperança, ela pode, se não
compreendida, acabar se tornando um veneno mental, tirando a
sua possibilidade de paz interior.
Esperança é esperar, esperança não é expectativa no resultado.
A esperança é uma grande inimiga da tão falada “fé”, que
significa confiança. Porque se você coloca
a sua expectativa no futuro, significa que você não aceita o
mundo que você está vivendo hoje. Isso cria um gigantesco
conflito interior e com conflito não há Paz.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/5lVTKyS7yCY
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Tudo é sagrado
Quando despertamos, percebemos que qualquer tipo de divisão é nociva, porque
gera conflito interior. Também nos damos conta de que há aqueles que querem
que o mundo continue assim dividido, confuso e com medo, porque alimentam a
sua ganância com isso. Achar que uma coisa poderia ser mais valiosa, preciosa ou
sagrada do que outra gera uma imensa divisão interior,
e conflito, por sua vez, impedindo o ser de alcançar
a tão sonhada paz interior.
 
 
Esse poderia ser o texto mais curto de todos até agora, porque
eu poderia começar e terminar ele somente com uma pergunta:
– como pode uma coisa ser mais sagrada do que outra? Esse é
um conceito que já está realmente bastante desgastado na nossa
realidade atual.
Como poderia um templo de concreto ser mais sagrado que
um morador de rua, por exemplo? Do que uma criança órfã?
Como poderia algo ser mais sagrado do que a nossa natureza,
que tudo provê? – a nossa alimentação, a nossa medicina, a
nossa cura. Como algo poderia ser mais sagrado do que os
animais, as plantas, do que o ar que respiramos, do que a água
que bebemos?
Como poderia o sexo não ser sagrado? Como algo poderia ser
mais sagrado do que a vida e a liberdade intrínseca à vida, em
todas as suas formas de manifestação?– Todas mesmo.
Como pode um livro ser mais sagrado do que a vida e a
liberdade? Porque vocês sabem que, ao longo da história da
humanidade, os livros sagrados de cada religião por todo o
mundo, têm causado guerras, têm causado matanças,
holocaustos humanos em nome desse livro. Ou seja, a vida foi
considerada sendo de muito menor valor do que o próprio livro.
– Como pode isso?
Como pode uma religião ser considerada acima do direito à
vida e à liberdade, sendo que a religião é apenas um aspecto
cultural? – A religião só depende de onde você nasceu. Conforme
o lugar que você nasceu, a religião vai ser diferente, a cultura vai
ser diferente, o seu pensar vai ser diferente… – Como pode?
Então, esse poderia sim ter sido o texto mais curto de todos,
porque só essa pergunta teria bastado: – como é que alguma
coisa pode ser mais sagrada do que outra?– Tudo é sagrado.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/uFrOweO5H8Y
 
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Conhecereis a Verdade conhecendo a vós
mesmos
A verdade absoluta não nos é dada a conhecer, porém a verdade relativa é
alcançada conforme desenvolvemos a nossa consciência, analogamente ao que
acontece ao universo. Vamos expandindo a nossa consciência, abarcando
maiores parcelas da verdade.
 
 
Todos os mestres que já passaram pela humanidade
ensinaram um caminho: conhecer a si mesmo. Esse é o caminho
para encontrar a verdade, é o único caminho.
Quando, por exemplo, Jesus diz: “Eu sou o caminho, a verdade
e a vida” (João 14,6), como fica essa frase dita por si mesmo?
Experimente dizer você: – “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.
Sim, isso mesmo! – Eu sou.
Quando Jesus diz: “Conhecereis a verdade e a verdade vos
libertará” (João 8,32), o que mais importa nesta frase é a palavra
“conhecereis”, porque nada pode ser verdade para ninguém a
não ser de conhecimento próprio, a não ser de vivência, a não
ser de experiência própria.
Uma frase atribuída a Sócrates, que está escrita no templo de
Delfos é “Conhece -te a ti mesmo e conhecerás todos os deuses e
o universo”, também é uma frase clara que diz “Conhece -te” –
não é “Acredite” é “Conhece -te” mesmo. Conhecer não é
acreditar.
Também posso citar uma frase de Rumi, que diz “o universo
inteiro está dentro de ti, pergunte tudo a ti mesmo”. Buda e
todos os outros mestres sempre indicaram este caminho do
autoconhecimento para se chegar à verdade.
Essa frase de Jesus “Conhecereis a verdade e a verdade vos
libertará”, ela tem o seguinte significado: a verdade é a
consciência. Quanto maior o nosso crescimento em consciência,
mais verdades nós conseguimos abarcar e inclusive aceitar.
Repito, “Conhecerei a verdade” – a verdade é a consciência. “E a
verdade vos libertará”, ou seja, a consciência nos libertará.
Claro que isso é um processo individual. A verdade não pode
ser contada, a verdade tem que ser vivida e experimentada.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/NSPZ4uCoKAI
 
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Acreditar leva a erros de compreensão
Assim como já foi dito que a palavra ‘esperança’ pode levar à um erro grave na
interpretação da vida, a ‘acreditar’ se não for entendida pode causar isso também.
Estes erros de interpretação acabam por nos levar cada vez mais longe da tão
sonhada paz interior, porque geram conflito.
 
 
Já falamos da confusão de algumas palavras, dentre elas a
palavra “esperança”, agora vamos falar da confusão da palavra
“Acreditar”.
Tem uma diferença muito grande entre “acreditar” e “confiar”,
porque acreditar, apesar de também ter essa noção de confiar,
tem também a idéia de que, para confiar eu preciso acreditar em
algo.
Não precisamos citar exemplos, você pode pensar nas
diferenças entre as milhares de religiões que existem na face da
terra. Cada uma tem um conjunto de crenças diferentes, então
não vai ser difícil de entender.
E a “confiança”, – que no fim é a fé –, fé é ter confiança de que
tudo está certo do jeito que está. Eu faço a minha parte e
aprendo, cresço, evoluo a minha consciência, encontro a minha
paz interior e o resto vai acontecendo. Então, confiar tem esse
sentido.
A palavra “acreditar” sempre foi muito bem aproveitada pelos
gananciosos, pelos ilusionistas do mundo, colocando empecilhos
e colocando peças diferentes em cada templo, em cada casa
onde se ensina algum tipo de acreditar diferente, um conjunto
de crenças diferentes que acaba mais confundindo do que
esclarecendo.
Tudo é interior, tudo é vivência, tudo é conhecer. Conhecer só
pode ser de dentro para fora. Então a fé (a confiança), é uma
conquista interior. E as crenças, nesse caso, elas mais atrapalham
do que ajudam, porque elas impedem você de se autoconhecer.
Elas funcionam como uma parede, como uma barreira para esse
autoconhecimento. Então há uma grande diferença entre
“acreditar” e “confiar”.
 
Link para o Youtube: https://youtu.be/wDrhEPc6teQ
 
https://youtu.be/wDrhEPc6teQ
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A saída é para dentro
O ‘reino da paz’, ‘reino dos céus’, ‘reino de deus’, ‘nirvana’, ‘paraíso’, está dentro.
Ainda teimamos em procurar fora.
Não sei bem qual seria a melhor definição
para ‘loucura”, mas essa teimosia
passa bem perto.
 
 
Isso mesmo, “a saída é para dentro”! – Para você que está
confuso, para você que está em constante conflito interior e que
não consegue encontrarum tantinho de paz que seja nos seus
dias, é isso que eu tenho a dizer para você: – A saída da
confusão, a saída da baderna, do caos que se vê no mundo, a
única saída inclusive, é para dentro.
Meditação, autoconhecimento. O autoconhecimento é a
grande porta que tu podes abrir para encontrar certa ordem
dentro desse caos, para encontrar a paz tão desejada.
Como que você poderia encontrar a paz, sem antes conhecer a
si próprio, sem conhecer os próprios mecanismos dos seus
pensamentos, os próprios mecanismos das tuas emoções, que te
levam à confusão? – A única pessoa que pode conhecer tudo isso
é você mesmo. Enquanto nós estamos na verdade, tentando
conhecer aos outros sem nem mesmo conhecermos a nós
mesmos. Sem ao menos ter dedicado um tempo da nossa vida,
um instante sequer, ao autoconhecimento.
A saída é para dentro.
 
Link para o Youtube: https://youtu.be/b3DSI5B -13Q
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O autoconhecimento é a porta para a paz
Interior
Não pode haver paz se não conhecermos os caminhos que nossa mente usa para
constantemente nos levar
ao conflito. É um processo individual, que ninguém pode ensinar: o
autoconhecimento. Vale o esforço de
uma vida inteira. Vale colocar TODA sua energia
na aventura do autoconhecimento.
O resultado é a paz e a felicidade.
Você é o único empecilho.
Remova -se da equação, e seja feliz.
 
 
Todos os grandes mestres iluminados da humanidade
tentaram ensinar o caminho da paz interior. Esse é o caminho
mais importante para cada ser humano: encontrar a sua paz
interior. Resume -se em uma palavra: autoconhecimento.
Quando Jesus diz: “negue -se a si mesmo” (Mateus 16,24), Ele
está dizendo “negue o seu ego”. Para negar o seu ego, em
primeiro lugar tens que conhecer teu ego. Conhecer o teu ego
leva tempo, leva dedicação. Tens que te tornar uma pessoa
observadora, aprender a observar os caminhos dos seus
pensamentos, os mecanismos dos seus pensamentos que te
levam a agir, ou melhor reagir, de forma condicionada às
situações, às dificuldades e desafios que a vida apresenta. Esse é
o conceito básico do autoconhecimento.
Todo ser humano tem em si, à vontade, a necessidade,
intrínseca a si mesmo, de ser feliz. É isso que leva todo ser
humano a buscar a felicidade onde puder.
Quando somos dirigidos pelo nosso inconsciente, pelo nosso
subconsciente, ou seja, pelo nosso ego, pelos nossos
condicionamentos, acabamos buscando essa felicidade nas
coisas efêmeras que o mundo oferece. Justamente por serem
efêmeras essas coisas não podem nos trazer felicidade. Pelo
contrário, elas nos trazem uma felicidade momentânea, mas
quando elas deixam de existir, a felicidade se vai e pode se
transformar em tristeza. Na verdade é isso que se vê no mundo
o tempo todo. A depressão virou uma verdadeira pandemia.
Ser feliz é retornar àquele reino de paz interior, de silêncio e
equilíbrio que todo mundo tem dentro de si. A única maneira de
encontrar esse reino de paz, que Jesus chamou de “Reino dos
Céus” ou “Reino de Deus”, que Buda chamou de “Nirvana”, é
através do autoconhecimento.
O autoconhecimento leva à felicidade, porque, como eu já
disse, com o autoconhecimento nós podemos conhecer os
caminhos da nossa mente que nos leva à infelicidade.
Sócrates também, quando diz “conhece -te a ti mesmo e
conhecereis a todos os deuses e ao universo”, também está
ensinando este caminho, como todos os mestres, com as suas
próprias linguagens, ensinaram. Porque cada ser é um universo
em si, nós somos o universo. – Nós somos o universo tomando
consciência de si mesmo! Só que todo o poder de sermos felizes
está bloqueado pela nossa falta de autoconhecimento.
O autoconhecimento é o verdadeiro poder que pode nos levar
à paz interior. Tenha isso em mente. Esse é o caminho.
 
https://youtu.be/auDS2fbdAFA
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O Autoconhecimento e a Astrologia
Um machado na mão de um sábio vira uma ferramenta de construção. Na mão de
um tolo vira uma arma de destruição. A diferença entre um e outro está no
conhecimento, mas acima de tudo no conhecimento
de si mesmo.
 
 
O autoconhecimento tem sido escondido ao longo da história
da humanidade, tem sido obscurecido e deixado longe do
alcance das massas, justamente porque é ele, o
autoconhecimento que pode provocar uma grande reviravolta na
maneira como vemos o mundo e na maneira como o mundo
sempre funcionou até hoje.
Não é à toa que a educação seja algo sempre deixado em
segundo, terceiro plano para todos. Existe um plano sim, de
manter a população sempre em um nível de conhecimento
apenas o suficiente para funcionar como força de trabalho, de
maneira que não haja uma consciência suficiente de que as
coisas poderiam ser diferentes.
Então, da maneira como as coisas estão funcionando hoje, a
educação jamais foi e jamais vai ser estimulada. Não acreditem,
nem por um segundo, que não há dinheiro suficiente para uma
boa educação, saúde e alimentação.
Então, eu quero dizer para vocês o seguinte: diversas áreas de
conhecimento da humanidade, que poderiam proporcionar o
autoconhecimento, sempre foram menosprezadas pela mídia,
pelos interessados (ou interesseiros, vamos dizer assim).
Diversos campos de esoterismo, por exemplo, estão
relacionados à “caça às bruxas”, que ocorreu durante a
inquisição. – O que é que foi isso? Foi uma caça a todo tipo de
conhecimento que estava sendo disseminado fora dos meios
legais e oficiais. Então houve essa caça, que nada mais foi do
que, a caça ao autoconhecimento.
E essa caça continua. Todas as áreas que possam levar ao
autoconhecimento e dar -nos poder individual são
menosprezados, ridicularizadas. Não é diferente com a
astrologia. A astrologia é o bê -a -bá do autoconhecimento, é a
base para o autoconhecimento, porque quando a gente veio
para este mundo, nós viemos com ferramentas para a autocura.
O objetivo deste planeta é a autocura.
A astrologia nos proporciona essas ferramentas. Não estou
dizendo que você tenha que se tornar astrólogo, não é isso, mas
pelo menos como base de autoconhecimento, se você se
aprofundar um pouquinho no seu signo, como o primeiro
impulso do autoconhecimento, você vai perceber determinadas
características que são comuns entre pessoas de determinados
signos. – São comuns sim! Mas, mesmo não sendo o signo um
fator determinante, de a influência astrológica não determinar
sua vida, ele é uma influência importante sim.
Não seria exagero dizer que nós somos 99% comandados por
forças ocultas. Nem sei se temos esse 1% de consciência e de
livre arbítrio, de escolha, mas a partir do momento que tomamos
consciência, e a nossa consciência aumenta o nosso
autoconhecimento vai aumentando, então vamos tomando as
rédeas do nosso destino sim. Inclusive, a psicanálise concorda
com isso.
Então, faça uso, faça bom uso, procure profissionais
competentes de cada área esotérica para usar isso como
ferramenta para se autoconhecer.
Quero reforçar isso: – Astrologia, para você que está iniciando
no autoconhecimento, é excelente! É uma ótima base para você
começar a se entender, olhando para dentro de si mesmo.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/LIXEV_CBREY
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Mergulhe -se no autoconhecimento – Não seja
raso
O mundo está cheio de pessoas rasas, que vivem ao sabor da inconsciência. Ao
sabor do ego. Alguns despertam, mas acabam se prendendo na superfície, sem
dar o ‘salto de fé’, de confiança em si mesmo e navida. As mensagens positivas
são importantes, mas só farão algum sentido real com a profundidade do
autoconhecimento. Se ficarem somente na admiração inerte, vão nos manter
presos como qualquer outra distração que exista fora de nós mesmos. Aprofunde -
se em si mesmo, não fique boiando na superfície.
 
 
Muitos falam nos dias de hoje, sobre o pensamento positivo e
os benefícios do pensamento positivo na nossa vida. É óbvio que
o pensamento positivo é muito mais produtivo do que o
pensamento negativo, uma vez que o pensamento é criador, o
pensamento por si só já é a força criadora. Tenha sempre isso
em mente, quando você está pensando, tudo o que você estiver
pensando é criação. Este é o fundamento básico da lei da
atração.
Porém, existem muitas escolas hoje vendendo a ideia de que
tudo aquilo que você desejar, você atrai. Muitas vezes é “muito
mais do mesmo” disfarçado em “novas embalagens”, geralmente
para nos manter presos ao ego, para nos manter presos aos
nossos desejos, para nos manter presos a essa ânsia, a essa
urgência de “ter”, de “adquirir”. Fazem -nos ser como crianças
mimadas: – eu quero! eu quero! eu quero!
Defina dentro de você, em primeiro lugar, o que é mais
importante. A paz, a felicidade… Essa definição só pode vir com o
autoconhecimento. Como você vai tomar uma decisão, como
você vai saber o que quer da vida sem se conhecer? – Mergulhe
dentro de si mesmo, sem superficialidades. Não seja raso,
mergulhe no autoconhecimento e só assim você vai ter as bases
do conhecimento necessárias para tomar as suas decisões.
Hoje em dia existem bastantes mensagens positivas. A gente
costuma ver sempre, principalmente nas redes sociais. As
mensagens são realmente importantes, mas, muito mais
importante do que a mensagem é viver a mensagem, é entender
a partir do “sentir”, do “vivenciar”, do “experimentar” esta
mensagem. As mensagens podem nos levar à verdade sim,
porém somente com o autoconhecimento é que se vai alcançar o
teor destas mensagens.
Mais uma vez eu reforço, não seja raso, mergulhe dentro de si
mesmo, defina o que você quer. Quer ser feliz? Quer viver em
paz? – Coloque então TODA a sua energia nessa busca. Não se
distraia pelo caminho, concentre -se em você o tempo todo, sem
se distrair.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/PMW8n14QYO8
 
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O Autoconhecimento leva ao conhecer, sentir e
saber em lugar de acreditar
“Eu não quero acreditar. Eu quero conhecer.” Célebre frase do astrofísico norte
americano Carl Sagan. O autoconhecimento é a porta que leva ao conhecer e ao
saber. “Conhece -te a ti mesmo, e conhecerás os deuses e o universo”, outra frase
célebre atribuída a Sócrates, há cerca de 2500 anos atrás.
 
 
Vocês já pararam para observar como nós temos o incrível
hábito de olhar para alguma coisa e achar que já sabemos tudo
sobre aquela coisa? De olhar, principalmente situações
envolvendo pessoas, ou para pessoas, sempre achando que a
gente já “matou a charada”?
Então, a gente costuma achar que sabe o que é que está se
passando com o outro. Nosso olhar sempre parte de um pré -
julgamento.
Vocês já pararam para pensar de onde vem essa sua
capacidade de julgar e de saber? De onde vem esses
preconceitos sobre tudo?
Como dizia Raul Seixas: “De onde vêm essas velhas opiniões
formadas sobre tudo?”. – E qual a necessidade delas na sua vida,
no seu dia -a -dia?
Por isso, eu costumo sempre falar sobre a palavra “acreditar”
(“crer”) e os possíveis erros a que essa palavra pode nos
conduzir. Porque acreditar em algo, baseado na experiência dos
outros, sempre vai ser um problema. Porque viver, é viver por si,
não existe uma forma de viver a partir do outro. Cada um
experimenta a vida por si própria.
Então este é a grande contradição do “acreditar”. A não ser que
a pessoa tenha uma noção perfeita de que “acreditar” tenha o
significado de “confiar”. Aí é diferente, porém, “acreditar” é o
oposto de “conhecer”, “sentir”, “saber”, “vivenciar”,
“experimentar”. E a vida só pode ser real no momento em que
ela é sentida, vivida, experimentada… só assim ela pode ser
sabida e só assim a pessoa pode vir a “ser”.
Jamais por acreditar, ninguém jamais vai se sentir completo,
por somente acreditar. E o que eu estou falando é visível pela
observação. A centenas de anos somos induzidos a acreditar e a
aceitar que acreditar é o caminho.
Sentir, vivenciar, experimentar, conhecer e saber – esse é o
caminho. “Conhecerei a verdade e a verdade vos libertará” (Jesus
– João 8, 32).
 
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A Única Medida de Sucesso é a Paz Interior
Conquistada
De que adianta ao homem conquistar o mundo e perder a si mesmo? Até hoje a
grande maioria da humanidade não entendeu a profundidade dessas palavras.
Nada pode dar mais preenchimento e felicidade ao ser humano do que a conquista
de si mesmo, dos seus medos, das suas ansiedades, inseguranças e limitações.
 
 
Um dos questionamentos mais recorrentes que eu tenho
ouvido ao longo da minha jornada espiritual, é se há
possibilidade de aplicar no nosso dia -a -dia, no cotidiano, os
ensinamentos dos grandes mestres espirituais.
É verdade que a religião tem colocado esses ensinamentos de
forma tão confusa, de forma que fica inaplicáveis, que deixam a
desejar no sentido do entendimento, da aplicabilidade deles no
nosso dia -a -dia normal, digamos assim, como por exemplo, no
pagamento de contas, no ganhar dinheiro, no auto sustento,
enfim. Houve uma época em que eu ouvia essa pergunta e não
sabia exatamente como responder também.
Antes de iniciar o meu processo de autoconhecimento, antes
de entender a maneira mais eficaz de me tornar meditativo e,
para justamente, poder aplicar isso aí no meu dia -a -dia, também
não sabia responder. Mas, depois que a gente começa esse
processo de autoconhecimento, tudo começa a fazer um sentido
diferente.
O autoconhecimento leva à desconstrução das crenças. Existe
uma linguagem além da linguagem, ou seja, uma meta
linguagem, nos ensinamentos dos mestres, e o principal deles
são sobre a paz interior. Tudo muda no momento em que a
gente encontra um determinado nível de paz interior.
Buscai a paz interior e todo o resto vos será acrescentado. É
um entendimento diferente daquela frase pronunciada por
Jesus, em que Ele diz: “Buscai o reino de Deus e tudo o mais vos
será acrescentado” (Mateus 6,33), porque era isso que Ele queria
dizer.
No momento em que a gente encontra essa âncora de paz
dentro da gente, tudo fica diferente. Toda a nossa realidade fica
diferente. Então esse é o encontro com a nossa essência, é o
encontro com o nosso “ser”, com os nossos verdadeiros anseios.
Então, automaticamente, a partir deste encontro, que surge a
partir do autoconhecimento de si mesmo, – é óbvio que fica
inclusive mais fácil, talvez não no primeiro momento –, de aplicar
os ensinamentos espirituais no dia -a -dia, no ganhar dinheiro, no
ganhar o sustento. Não para satisfazer os nossos desejos, – mas
isso é outra história. Porque, quase sempre, nossos desejos são
infantis e egoístas, porque são impulsionados pela nossa
consciência. Ganhar dinheiro deve ser para satisfazer as nossas
necessidades.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/mDU8Gj5eLd4
 
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A única coisa bloqueando a sua paz interior é
você mesmo
O autoconhecimento leva à desconstrução das crenças, à desconstrução do ego.
Na mesma medida em que você vai conhecendo a si mesmo, as barreiras para a
paz interior e a felicidade vão caindo, gradativamente.
Saia do caminho. Deixe -o livrepara
a iluminação acontecer.
 
 
O único impedimento entre você e a paz interior e a felicidade,
que é uma consequência da paz interior, é você mesmo. Essa é a
boa e essa é a má notícia. A famosa “porta estreita”, da qual Jesus
falava (Mateus 7,13), é justamente o autoconhecimento.
O autoconhecimento é o que pode te conduzir naturalmente à
paz interior, a uma paz duradoura, a uma paz verdadeira, não
uma paz que depende de condições exteriores e,
consequentemente, a felicidade que vem logo após isso.
O que é que tem te impedido de alcançar essa paz? – Como eu
disse – Você mesmo! – As crenças funcionam mais ou menos
assim, alguém chega pra você com um pacote de presente e diz:
– Eu encontrei a felicidade! – E você compra essa felicidade dela.
A felicidade está ali, mas você não pode abrir o pacote. O pacote
tem que ficar sempre fechado.
Então você acredita que dentro daquele pacote está a
felicidade. Toda vez que alguém vem com outros pacotes
oferecendo pra você, dizendo também ser a felicidade, você não
aceita porque você já tem, você acredita que dentro daquele
pacote que você já recebeu, já está a felicidade, então você não
precisa de outro. Tudo porque você acredita que ali está. Você
não sente essa felicidade, simplesmente acredita que ela está ali.
É assim que funciona a crença. Então o que tem impedido você
de alcançar a paz e a felicidade subsequente é todas as suas
crenças. A crença é na verdade um impedimento para a
compreensão e para a iluminação a respeito da verdade.
A crença funciona igual ao preconceito. Pra que fique bem
claro, preconceito é o pré -julgamento de algo. Então, uma vez
que você já tem um conceito, um julgamento sobre algo, aquele
algo nunca vai chegar a você de forma pura, de forma natural e
essencial. Então, você nunca vai conhecer a essência porque você
acredita já ter uma ideia do que seja. Então isso lhe impede de
ver a realidade. Isso, se tratando de tudo na existência humana.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/bfaEaUTpwDo
https://youtu.be/bfaEaUTpwDo
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Somos o universo condensado experimentando
a si mesmo
Esta é a dimensão onde são experimentadas as ideias, as crenças (o acreditar),
onde nós aprendemos o que é verdadeiro através do que é relativamente falso.
Falso é tudo aquilo que nos leva à tristeza e ao vazio. Verdadeiro é tudo aquilo que
gera felicidade e completude, e fica dentro da gente, aconteça o que acontecer.
Levamos para a eternidade em que estamos inseridos desde sempre. Quanto
mais consciências adquiriram, maior nossa capacidade de compreensão, sobre
nós mesmos e o universo que somos dentro e fora. O autoconhecimento é a porta
que conduz à consciência. A verdade é a consciência e a consciência é a
libertação.
 
 
Cada um de nós é um universo em si. Cada um de nós é esse
universo experimentando a si mesmo, de forma condensada
para se manifestar nesse plano físico.
Esse é o plano das crenças, esse é o plano onde se testa as
crenças, por isso a lei do retorno é tão importante, porque, de
acordo com as nossas crenças, é como nós vamos agir e é como
vai ser o nosso resultado no futuro, ou seja, a nossa colheita.
Ao contrário do que somos ensinados a acreditar, a crer,
somos sim criadores da nossa própria realidade. Então a grande
pergunta é: – O que é que lhe impede de mudar? O que é que lhe
impede de enxergar principalmente esse potencial que pode te
levar à mudança? – Uma vez que você não esteja satisfeito com a
vida que você leva. – Por quê? Pois são justamente os
condicionamentos, as crenças condicionadas, que trazem estas
limitações.
Você já parou para se perguntar de onde vem as suas crenças?
Você já se conhece a si mesmo o suficiente para saber de onde
vem tudo aquilo em que você acredita nessa vida?
Quando somos crianças, somos levados a acreditar em “Papai
Noel” e que seremos recompensados de acordo com o nosso
bom comportamento. Na idade adulta somos também
doutrinados a acreditar em um ser que nos recompensa de
acordo com o nosso bom comportamento.
No outro extremo, quando somos crianças, nos ensinam
também sobre o “bicho papão” que vai nos levar, seja pra onde
for, se não nos comportamos bem, adequadamente. E, quando
adultos, somos ensinados a acreditar que tem um “diabo”, um
ser que nos castiga de acordo com o nosso mau
comportamento.
A grande maioria da população, inclusive você que está lendo
este texto, provavelmente não sente a verdade nestes
ensinamentos. Não se sente confortável com estes
ensinamentos, porque eles são crenças. A sua vivência lhe diz
outra coisa, a sua vivência lhe diz outro ensinamento. E este é
um exemplo básico do que se esconde do outro lado da toca do
coelho. Isso é só a superfície, a toca é muito mais funda.
Aprofunde -se! Aprofunde -se em si mesmo! – Essa é a única
saída. O autoconhecimento é a sua única proteção. É
conhecendo o seu potencial e conhecendo as suas limitações. Só
assim você vai poder contornar toda e qualquer situação que se
colocar diante de ti.
Descubra -se a si mesmo e revele -se para si.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/tZvt5gLdn20
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Desapego não é pobreza e pobreza não é
virtude
Com o despertar da consciência, fica evidente o processo de doutrinamento pelo
qual somos levados a acreditar na nossa pequenez, na nossa insignificância e na
nossa incapacidade de mudar a nossa realidade. É isso que a crença faz.
Desapegue -se do que você acredita ser. Descubra o que você É de verdade.
Está mais do que na hora.
 
 
Ao longo da história da humanidade, tentou associar a palavra
“desapego” a “pobreza”. Uma grande jogada, porque é
interessante o quanto a pobreza é importante para os pobres,
mas para os líderes não.
Os mesmos líderes que ensinam que “a pobreza é uma
virtude”, vivem em palácios, vivem na ostentação. Todos nós
vemos isso dia após dia. Os nossos líderes religiosos, dizem que,
“para nós sermos felizes devemos ser pobres”, mas eles não
precisam.
Na verdade, o desapego sempre foi um ensinamento em
relação a si mesmo, em relação à renúncia do ego. Ou,
poderemos dizer, à renúncia de si mesmo, a renúncia àquela
identificação mental que temos de nós mesmos. Tudo aquilo que
sabemos de nós mesmos, vem de uma referência externa. É
sobre aquilo que dizem que nós somos que nós acreditamos que
somos. Então essa é a verdadeira renúncia para chegarmos ao
verdadeiro desapego, ao desapego de si mesmo.
A coisa ficou tão complicada, tão confusa que chegamos a se
apegar à nossa própria tristeza, às causas das nossas tristezas,
dos nossos sofrimentos. Quantas pessoas, inclusive você mesmo,
pode ter passado por isso? Quantas pessoas se apegam às
causas dos seus próprios sofrimentos, reclamam dessas causas,
mas não tem coragem de abandoná -las?
Isso é um grande paradoxo. Por isso, os grandes mestres
espirituais do passado, foram taxativos nessa questão. Jesus, por
exemplo, disse: – “Negue -se a si mesmo” (Mateus 16,24). Buda
ensina que “o apego é exatamente o oposto do amor”, e nós
sabemos que “Amor é vida”, onde não há amor, não há vida.
Então, onde há apego não há vida. Buda também diz que “a
causa de todo sofrimento humano é o desejo e o apego”. Todo
sofrimento humano provém do desejo e do apego, porque,
quando a gente está inconsciente, quando a gente não está
maduro o suficiente, o desejo ele parte sempre do ego.
O ego é uma criança dizendo “eu eu eu!” – “eu quero! eu quero!
eu quero!”. Isso tem que ser entendido. – No momento em que
você começar a conhecer essa criança e superar essa criança,
essa criança mimada, – vamos dizer assim –, aí você começa a
poder atrair coisas que realmente lhe fará feliz.
Num outro momento, numa outra passagem, Jesus diz para
alguém: “ - Vai, vende todos os seus bens, doa aos pobres e me
segue” (Mateus 19, 20). Essa passagem foi utilizada, ao longo da
história, maliciosamente, maldosamente, para que os pobres não
se revoltassem e aceitassem a sua pobreza. – Gente, desapego
não é pobreza!– Pobreza não é virtude! – Essa crença faz com
que a gente atraia mais pobreza para as nossas vidas.
Num outro momento, Jesus diz: “Quem quiser salvar sua vida,
perdê -la -á” (Mateus 16, 25). Em outra ocasião, ele diz para outra
pessoa: “Segue -me e deixe que os mortos enterrem seus mortos”
(Mateus 8, 22). – Todas estas passagens são figuras de linguagem
que ele usou para expressar o seguinte: “Abandone tudo aquilo
que está te deixando triste”, – abandone tudo aquilo! Se está te
deixando triste, não vale à pena, se tira a sua paz, não vale à
pena. Este sempre foi o recado dos grandes mestres.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/MEeBR -9jwr4
 
https://youtu.be/MEeBR-9jwr4
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Desapego – Não Julgamento – Não Resistência
Toda a nossa vontade, toda a nossa energia vital deveria estar voltada para um
único propósito: encontrar a paz interior. TODA. Não pode haver conquista maior
na vida do Ser do que a paz interior. Todos os mestres espirituais tentaram ensinar
isso. Porém, um povo em paz não serviria aos propósitos dos gananciosos, que
desde sempre distorcem os ensinamentos espirituais, semeando o veneno da
separação, por meio da confusão das palavras. Nesse texto, uma dica que pode
ajudar.
 
 
Os ensinamentos dos grandes mestres espirituais do passado,
como Jesus, Buda, Lao Tsé, Confúcio, Sócrates, Platão e tantos
outros, sempre tiveram o objetivo principal de nos levar à “Paz
interior”. Nada na nossa existência pode ser mais importante do
que alcançar a “Paz interior”. E também nada pode ser alcançado,
conhecido, entendido e compreendido de fato, sem que
estejamos em um estado de espírito de completa “paz interior”.
Apesar de todos os acontecimentos externos, o nosso ser
continua inalterável. Esse é o estado de espírito que todo mundo
deveria alcançar.
Nesses ensinamentos, – lógico, nós sabemos que as religiões
sempre se apropriaram dos ensinamentos espirituais para
transformar isso em doutrinação, em forma de controle,
transformando em ensinamentos morais, sendo que não são.
A moralidade, a ética, são coisas decorrentes do aprendizado
da paz, então não haveria realmente necessidade de leis, não
haveria necessidade de moralidade nenhuma, uma vez que a paz
fosse estimulada e ensinada.
A moralidade nós sabemos que é uma questão cultural, uma
questão de época, porém os ensinamentos espirituais não. –
Existe um tripé, recomendado por alguns mestres, que levam à
paz, que se trata do “desapego”, o “não julgamento” e a “não
resistência” com relação à vida.
A questão do “desapego”, eu já tive a oportunidade de abordar
em um texto/vídeo anterior, somente sobre ele. Eu recomendo
que releia ou reveja este conteúdo, onde falo sobre o que é o
“desapego”, o desapego de si mesmo, o desapego das crenças,
de opiniões, das convicções, o desapego de si mesmo.
O “não julgamento” é uma coisa interessante, porque, como
nós sabemos, foi levado para uma questão moral e religiosa.
Jesus disse: “Não julgueis para não serdes julgados” (Mateus 7,1)
– Em primeiro lugar, não há ninguém julgando! – Não é essa a
questão. A psicanálise já aborda amplamente este tema, com a
questão da projeção, a gente projeta nos outros os nossos
defeitos, nossas falhas. Então, na verdade, tudo parte de nós
mesmos, esse é o ensinamento do julgamento. Na linguagem da
época, foi o que Jesus usou “Não julgueis para não serdes
julgados”.
Outra coisa que o julgamento faz, é que vejamos as coisas de
forma distorcida, ou seja, colocamos a nossa crença, a nossa
opinião diante de algo, antes mesmo de conhecê -lo, porque, no
momento em que o conhecemos de fato, não sentimos
necessidade de julgar ou opinar. Nada acaba sendo o que nós
pensamos ou julgamos ser. O que nós estamos colocando acima
da essência do fato é a nossa opinião, o nosso julgamento.
Então não conhecemos praticamente nada deste mundo. Tudo
o que nos olhamos no dia -a -dia, às pessoas e tudo enfim… não é
real, porque é visto com os nossos olhos julgadores.
E sobre a “não resistência”, existe um ensinamento muito
interessante, que conta uma historinha rápida de um iluminado
na Índia que foi acusado de ter engravidado injustamente uma
menina da vila, então os pais vieram furiosos diante dele e
esbravejam e tal e ele simplesmente disseram: – É mesmo?
Então, quando a criança nasceu, a trouxeram diante dele e
disseram: – Você vai criá -la. E ele novamente simplesmente disse:
– É mesmo? Depois de um ano em que ele estava cuidando da
criança, a menina confessou que era mentira e então os pais
vieram e pediram desculpas para o iluminado e disseram que
iam levar a criança embora. Ele disse: – É mesmo? Então essa é
uma postura de não resistência diante da vida. A vida é o que é.
Existe outro dito popular que diz: “O problema não é tropeçar,
o problema é se apegar à pedra”. E nós vivemos nos apegando à
pedra, às dificuldades, às traições..., enfim a tudo aquilo que nos
acontece ao longo da vida, nós nos apegamos e não largamos
mais, fica tudo ocupando espaço e impedindo que nós
continuemos caminhando e crescendo.
Sobre o “desapego”, coloque uma frase na sua cabeça que você
pode usar constantemente: “desapego, isso também vai passar”.
Nada é permanente é a lei da impermanência. O não julgamento
é quando a gente diz pra tudo que acontece conosco na vida,
pode ser como tem que ser. Ou seja, não temos mais certeza
absoluta, opinião formada ou um julgamento final.
Simplesmente, diante de tudo que a vida te colocar, você assume
uma postura de “Pode ser!”. Como eu já disse, a não resistência“- 
– É mesmo?”.
Guarde as frases: “Isso também vai passar”, “Pode ser!” e “ – É
mesmo?”. Esse tripé pode te auxiliar muito a encontrar a sua paz
interior.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/zx16uG4c5co
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A Crença da Separação Causa Conflito e
Enfraquece
Somos doutrinados (surpresa) a acreditar que somos separados de tudo e de
todos, então somos ensinados desde crianças a competir uns com os outros. Sim,
o egoísmo é algo ensinado de geração a geração, servindo aos interesses
obscuros dos gananciosos.Se cooperássemos ao invés de competir, teríamos o
mundo em nossas mãos. Porém, primeiro temos que resolver nossos conflitos
interiores, para então saber o que é cooperar.
 
 
A nossa sociedade é constituída, – a séculos, não é de hoje –, de
uma forma que nos leve à separação. Observando a natureza,
nós podemos concluir que, quando um predador quer abater
uma presa, ele a separa do bando, ou ele escolhe aquela que
esteja mais fraca, mais doente para ser sua presa.
É um ensinamento fácil de observar e tem sido utilizado de
forma muito hábil e maldosa conosco mesmo. Criando -nos essa
crença, – é por isso que falo muito do risco do simplesmente
“acreditar –, de que somos separados do “todo” e “uns dos
outros”“.
As religiões exercem um papel preponderante nessa questão,
uma vez que as religiões trabalham com a eletividade, ou seja,
quando participando de uma religião, acreditamos que somos
“os eleitos”. Não há exceção, infelizmente, não preciso citar
nomes de religiões para que seja entendido, ou fique mais claro.
Então, a nossa sociedade é constituída, para que, desde o
início, desde a escola, a gente aprenda a separação. Seja nos
esportes, na competitividade das provas, nas notas… Toda a
nossa vida é levada a essa crença horrorosa, maldosa de que
somos separados.
O que digo pra você é que na medida do aumento da
consciência de cada um, por meio da meditação, do
autoconhecimento e da paz gradativa que vamos conquistando,
surge uma clareza de mente que nos ajuda a entender como é
que o mundo funcionae qual o nosso papel no mundo.
Então esta é a forma de, entre aspas, “lutar contra o sistema”. É
através do autoconhecimento e sabendo como ele funciona para
saber como desviar, desvencilhar, como não incentivar, como
não estimular e como estar fora deste círculo vicioso que já
perdura há séculos.
 
Link no Youtube: https://youtu.be/ffI5IIf94U0
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