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TÉCNICAS DE IDENTIFICAÇÃO VEICULAR SILVANI SCHMIDT FILHO Bacharel em Direito Perito Veicular 2009 São José - SC 2 PROGRAMA 1. INTRODUÇÃO 1.1 APRESENTAÇÃO DE VÍDEO 1.2 GENERALIDADES 1.2.1 Rol de Abreviaturas e Siglas 1.2.2 Rol de Categorias 2. IDENTIFICAÇÃO VEICULAR 2.1 CONCEITUAÇÕES DA IDENTIFICAÇÃO VEICULAR 2.2 CONTEÚDO E FUNDAMENTO DA IDENTIFICAÇÃO VEICULAR 3. SISTEMA RENAVAM 3.1 OBJETIVO DO SISTEMA RENAVAM 3.2 DIVISÕES DO SISTEMA RENAVAM 3.3 REGISTROS NO SISTEMA RENAVAM 3.4 DISTRIBUIÇÃO DE PLACAS 4. OBJETIVOS DO FURTO E ROUBO DE VEÍCULOS 5. VISTORIA COMO FATOR DE SEGURANÇA 5.1 SIGNIFICADOS DO VIN 5.2 POSIÇÕES DO VIN 5.2.1 Código Internacional do Fabricante – WMI 5.2.1.1 Tabela mundial de identificação do continente e País 5.2.1.2 Tabela da marca com unidade de montagem e código 5.2.2 Seção Descritiva do Veículo – VDS 5.2.3 Seção Indicadora do Veículo – VIS 5.3 TABELAS DE CÓDIGOS PARA DESIGNAR O ANO DE FABRICAÇÃO OU MODELO 3 5.4 LOCAIS DE IDENTIFICAÇÃO DO VIN 5.4.1Gravações no Chassi 5.4.2 Gravações do Monobloco 5.4.3 Etiquetas VIS 5.4.4 Gravações do VIS 5.4.5 Outros Sinais Identificadores do VIN 6. ASPECTOS DAS IDENTIFICAÇÕES DO VIN 6.1 FORMAS DE GRAVAÇÃO DO VIN 6.2 DAS ETIQUETAS DESTRUTÍVEIS 6.3 DAS GRAVAÇÕES NOS VIDROS 6.3.1 Identificação da data de fabricação de vidros automotivos 7. IDENTIFICAÇÕES DE MOTORES 8. MATERIAIS NECESSÁRIOS A VISTORIA 9. TIPOS DE ADULTERAÇÕES DO VIN 10. TÉCNICAS DE VISTORIA 10.1 OBSERVAÇÕES PARA DETECTAR O VEÍCULO FRAUDADO 10.2 ANÁLISES DO VIN E SEUS AGREGADOS 11. EXAME EM DOCUMENTOS DE VEÍCULOS 11.1 CERTIFICADOS DE REGISTRO DE VEÍCULO – CRV 11.2 CERTIFICADOS DE REGISTRO E LICENCIAMENTO DE VEÍCULO – CRLV 11.3 PRINCIPAIS ELEMENTOS INDICADORES DE AUTENTICIDADE 11.4 DOCUMENTOS FALSOS (COMO SE APRESENTA) 4 1. INTRODUÇÃO 1.1 APRESENTAÇÕES DE VÍDEO 1.2 GENERALIDADES 1.2.1 Rol de Abreviaturas e Siglas ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas ANFAVEA – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores Art. – Artigo BIN – Base de Índice Nacional CAT – Categoria CC – Código Civil CDC – Código de Defesa do Consumidor CDI – Comissão de Desenvolvimento Industrial CNT – Código Nacional de Trânsito CNVR – Cadastro Nacional de Veículos Roubados CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito CRLV – Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo CRT – Conselhos Regionais de Trânsito CRV – Certificado de Registro de Veículo CSV – Certificado de Segurança Veicular CTB – Código de Trânsito Brasileiro DENATRAN – Departamento Nacional de Trânsito DGP – Delegacia Geral da Polícia Civil DETRAN – Departamento Estadual de Trânsito DPVAT – Seguro Obrigatório FNM – Fábrica Nacional de Motores IPVA – Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotores ISO – International Organization for Standardization = Organização Internacional de estandardização GEIA – Grupo Executivo da Indústria Automobilística GM – General Motors MJ – Ministério de Justiça 5 mm – milímetros NBR – Norma Brasileira Registrada Port. – Portaria RENAVAM – Registro Nacional de Veículos Automotores Res. – Resolução VW – Volkswagen VIN – Número de Identificação Veicular (Vehicle Identification Number) VIS – Seções Indicadoras do Veículo (Vehicle Indicator Section) VDS – Seção Descritiva do Veículo (Vehicle Descriptor Section) WMI – Identificação Internacional do Fabricante (World Manufactrurer Identifier) 1.2.2 Rol de Categorias Identificação veicular A identificação dos veículos é realizada através de um conjunto de dígitos gravados ou inseridos na sua estrutura. Automóvel Veículo automotor destinado ao transporte de passageiros, com capacidade de para até oito pessoas, exclusive o condutor. Autoridade de trânsito Dirigente máximo de órgão ou entidade executivo integrante do Sistema Nacional de Trânsito ou pessoa por ele expressamente credenciada. Fiscalização Ato de controlar o cumprimento das normas estabelecidas na legislação de trânsito, por meio do poder de polícia administrativa de trânsito no âmbito da circunscrição dos órgãos e entidades executivos de trânsito e de acordo com as competências definidas no CTB. Infração Inobservância a qualquer preceito da legislação de trânsito, às normas emanadas do Código de Trânsito, do Conselho Nacional de Trânsito e a regulamentação estabelecida pelo órgão ou entidade executiva do trânsito. 6 Licenciamento Procedimento anual, relativo a obrigações do proprietário de veículo, comprovado por meio de documento específico (Certificado de Licenciamento Anual). Veículo automotor Todo veículo a motor de propulsão que circule por seus próprios meios, e que serve normalmente para o transporte viário de pessoas e coisas, ou para a tração viária de veículos utilizados para o transporte de pessoas e coisas. O termo compreende os veículos conectados a uma linha elétrica e que não circulam sobre trilhos (ônibus elétrico). Caracteres Cada um dos tipos de impressos (letra, número ou sinal). Cunhar É a forma de identificação de algum objeto ou veículo, podendo ser feito por compressão ou pressão. Digito Qualquer número de 0 a 9, cada um dos quais podendo combinar ou formar números em um sistema que não o decimal. Numeração Série de número ou algarismo destinado a individualizar os veículos de um modo geral. Puncionar Punçar, marcar com punção. Carta do fabricante (carta laudo) Documento expedido pelo fabricante do veículo, informando sobre a numeração dos principais componentes mecânicos agregados de um dado veículo, a fim de subsidiar sua perícia. Código fonético internacional 7 Conjunto de palavras padronizadas em todo mundo, visando à transmissão oral de letras e números para evitar eventuais falhas na sua compreensão. Laudo de perícia técnica em veículo É o documento expedido pelo Instituto Geral de Perícias ou por nomeado e compromissado por autoridade policial ou judicial referente a exame pericial efetuado em um dado veículo com suspeita de ter sido adulterado. Laudo de segurança veicular Laudo que atesta que o veículo nele descrito e identificado sofreu perícia sobre suas condições de segurança veicular, principalmente quanto a sua estrutura, sistema de freios, direção, suspensão, capacidade de carga e dirigibilidade. Chassi Estrutura composta por longarinas e travessas que forma um conjunto resistente, independente da carroçaria, onde se fixam estas e os sistemas, conjuntos ou mecanismos de propulsão, suspensão, direção, freios e demais elementos de um veículo. Monobloco Estrutura autoportante onde se fixam os sistemas, conjuntos ou mecanismos de propulsão, suspensão, direção, freios e demais elementos de um veículo. Número de chassi Conjunto de sinais, gravados sobre o chassi ou sobre o monobloco, que identifica um veículo. 2. IDENTIFICAÇÃO VEICULAR 2.1 CONCEITUAÇÕES DA IDENTIFICAÇÃO VEICULAR A identificação dos veículos faz-se necessária para o controle da fiscalização, e é extremamente útil à sua proteção contra o flagelo do furto, em níveis nacional e internacional. 8 Sendo a identificação veicular a identidade do veículo, ou como é conhecido o número do chassi, aquele é espécie do gênero sinal identificador de veículo automotor. A palavra chassi tem origem no francês “châssis”, que significa moldura, suporte, quadro. O chassi do veículo é a estrutura de metal, constituída de longarinas e travessões, sobre a qual se fixam os demais componentes, como motor, eixos, cabines e suspensão. Justamente por ser a base de sustentação do veículo, sua parte mais rude e que, em tese,não precisará de reposição ou substituição, é nele que se grava a combinação alfanumérica de identificação básica do veículo. 2.2 CONTEÚDO E FUNDAMENTO DA IDENTIFICAÇÃO VEICULAR Em 21 de maio de 1998, a Resolução N.º 659/1985 foi alterada pela Resolução N.º 024/1998, estabelecendo uma nova redação em alguns dispositivos e modificando outros, esta Resolução estabelece os critérios para identificação dos veículos previsto no art. 114 do Novo Código de Trânsito Brasileiro, conforme Lei n.º 9.503/1997. Neste sentido os dispositivos atualizados seguem a seguinte descrição: Art. 1º Os veículos produzidos ou importados a partir de 1º de janeiro de 1999, para obterem registro e licenciamento, deverão estar identificados na forma desta Resolução. Art. 2º A gravação do número de identificação veicular (VIN) no chassi ou monobloco, deverá ser feita, no mínimo, em um ponto de localização, de acordo com as especificações vigentes e formatos estabelecidos pela NBR 3 nº 6066 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, em profundidade mínima de 0,2 mm. § 1º Além da gravação no chassi ou monobloco, os veículos serão identificados, no mínimo, com os caracteres VIS (número seqüencial de produção) previsto na NBR 3 nº 6066, podendo ser, a critério do fabricante, por gravação, na profundidade mínima de 0,2 mm, quando em chapas ou plaqueta colada, soldada ou rebitada, destrutível quando de sua remoção, ou ainda por etiqueta autocolante e também destrutível no caso de tentativa de sua remoção, nos seguintes compartimentos e componentes: I - na coluna da porta dianteira lateral direita; II - no compartimento do motor; III - em um dos pára-brisas e em um dos vidros traseiros, quando existentes; 9 IV - em pelo menos dois vidros de cada lado do veículo, quando existentes, excetuados os quebra-ventos. § 2º As identificações previstas nos incisos "III" e "IV" do parágrafo anterior, serão gravadas de forma indelével, sem especificação de profundidade e, se adulterados, devem acusar sinais de alteração. 3. SISTEMA RENAVAM 3.1 OBJETIVOS DO SISTEMA RENAVAM O objetivo do RENAVAM é de interligar os Estados que, através de uma central única – BIN (Base de Índice Nacional) – buscando uma forma mais instantânea as comunicações entre as Unidades da Federação, permitindo maior confiabilidade das informações e funcionando como mecanismo de combate a comercialização ilegal de veículos furtados/roubados. 3.2 DIVISÕES DO SISTEMA RENAVAM Como forma do controle da frota dos veículos brasileiros o sistema RENAVAM está dividido em 05 (cinco) módulos que viabilizam a operação do sistema a saber: 5 OUTRAS FUNÇÕES 4 ROUBO FURTO 3 MULTAS 2 ATUALIZAÇÃO CADASTRAL RENAVAM 1 PRÉ CADASTRAMNETO 10 Conforme o diagrama anterior observa-se às funções do sistema RENAVAM: 1. PRÉ-CADASTRO: trata-se da inserção dos veículos novos pelas Montadoras e Importadoras (através da Receita Federal), quando o mesmo é faturado para as respectivas Concessionárias. Nesta fase os veículos já passam a integrar o Sistema Nacional, mesmo sem receber o 1º emplacamento. 2. ATUALIZAÇÃO CADASTRAL: a própria palavra já é explicativa, serve como monitoramento do veículo em todo Território Nacional, logicamente dentro dos Estados já inclusos no Sistema. Esta função atualiza o proprietário, endereços, cidades onde o veículo se encontra emplacado, etc. 3. MULTAS: é previsto ainda pelo Projeto que todas as multas de trânsito, ao veículo, estejam cadastradas no Sistema, onde o veículo somente poderá ser transferido de propriedade ou Estado se quitados os débitos no Estado de Origem. Neste caso evita-se a sonegação. 4. ROUBO/FURTO: tendo em vista o Projeto ser de âmbito Nacional, todos os veículos cadastrados no Sistema ou não, que foram roubados/furtados estão com as informações disponíveis a qualquer autoridade em qualquer Estado, visando à apreensão e o “não esquentamento” do mesmo, uma vez que o próprio Sistema bloqueia qualquer transferência deste com um “gravame” inserido na BIN. 5. OUTRAS FUNÇÕES: neste caso estão às restrições de decisões judiciais, alienações e etc., além de estatísticas e controle de fronteiras também foi previsto pelo Projeto, onde neste último caso, é possível controlar a entrada e saída de veículos nos Países vizinhos. 3.3 REGISTROS NO SISTEMA RENAVAM A Lei nº. 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro, estabelece nos artigos 120 a 129, todas as regras de como o veículo automotor deve ser registrado: 11 Art. 120. Todo veículo automotor, elétrico, articulado, reboque ou semi-reboque, deve ser registrado perante o órgão executivo de trânsito do Estado ou Distrito Federal, no Município de domicílio ou de residência de seu proprietário, na forma da lei. O art. 125, do CTB/1997 estabelece os critérios do que vai ser inserido no sistema RENAVAM, ou seja, o pré-cadastro. As informações sobre o chassi, o monobloco, os agregados e as características originais dos veículos deverão ser prestadas ao RENAVAM. 3.4 DISTRIBUIÇÃO DE PLACAS UF Data implantação Série inicial Série final PR – Paraná 20/02/1990 AAA -0001 BEZ-9999 SP – São Paulo 18/10/1991 BFA-0001 GKI-9999 MG – Minas Gerais 28/05/1991 GKJ-0001 HOK-9999 MA – Maranhão 01/10/1991 HOL-0001 HQE-9999 MS – Mato Grosso do Sul 09/10/1991 HQF-0001 HTW-9999 CE – Ceará 17/03/1992 HTX-0001 HZA-9999 SE – Sergipe 13/07/1992 HZB-0001 IAP-9999 RS – Rio Grande do Sul 22/09/1992 IAQ-0001 JDO-9999 DF – Distrito Federal 03/08/1992 JDP-0001 JKR-9999 BA – Bahia 28/12/1992 JKS-0001 JSZ-9999 PA – Pará 20/07/1993 JTA-0001 JWE-9999 AM – Amazonas 05/08/1993 JWF-0001 JXY-9999 MT – Mato Grosso 13/09/1993 JXZ-0001 KAU-9999 GO – Goiás 09/11/1993 KAV-0001 KFC-9999 PE – Pernambuco 29/03/1994 KFD-0001 KME-9999 RJ – Rio de Janeiro 21/03/1994 KMF-0001 LVE-9999 PI – Piauí 28/03/1994 LVF-0001 LWQ-9999 SC – Santa Catarina 05/10/1994 LWR-0001 MMM-9999 PB – Paraíba 30/06/1995 MMN-0001 MOW-9999 ES – Espírito Santo 22/01/1996 MOX-0001 MTZ-9999 AL – Alagoas 27/05/1996 MUA-0001 MVK-9999 TO – Tocantins 25/11/1996 MVL-0001 MXG-9999 RN – Rio Grande do Norte 12/11/1997 MXH-0001 MZM-9999 AC – Acre 10/03/1998 MZN-0001 NAG-9999 RR – Roraima 18/06/1998 NAH-0001 NBA-9999 RO – Rondônia 08/06/1998 NBB-0001 NEH-9999 AP – Amapá 28/09/1998 NEI-0001 NFB-9999 12 4. OBJETIVOS DO FURTO E ROUBO DE VEÍCULOS São três os principais motivos que levam ao furto e roubo de veículos: a) Para uso b) Para subtração de peças e acessórios; c) Para comercialização. No primeiro caso quem pratica a subtração do veículo o faz com a finalidade de cometer crimes e sem modificar os sinais identificadores. No segundo caso o veículo depois do furto/roubo é levado para local ermo e subtraído peças e acessórios desejados. No último caso o veículo sofrerá processos de adulteração, tanto documental como nas gravações de suas numerações identificadoras. 5. VISTORIA COMO FATOR DE SEGURANÇA 5.1 SIGNIFICADOS DO VIN O número de chassi não resulta de mera escolha aleatória. Consoante a Norma NBR 3-6066, da ABNT, as letras e algarismo que compõem constituem códigos que identificam, sequencialmente, o fabricante (WMI– word manufacturer identifier), as características gerais do veículo (VDS – vehicle descriptor section) e a identificação específica e unitária de cada veículo produzido por aquele fabricante (VIS – vehicle indicator section), sendo este último número ou conjunto alfanumérico diferente para cada veículo produzido. Esse conjunto de caracteres compõe o chamado VIN (vehicle identification number), tudo isso formando o conjuntode símbolos ou caracteres, numéricos ou alfanuméricos, que constituem o número de chassi a que se refere o tipo. Assim, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (A.B.N.T.) em julho de 1980 baixou uma norma técnica para a regulamentação da numeração de chassi para os veículos automotores nacionais. Conforme composição abaixo do Número de Identificação Veicular – VIN: 13 Norma Técnica ABNT 720/79 = Norma Técnica nº 6066/Jul/80. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 A A A A A A A A A A A A A N N N N N N N N N N N N N N N N N N.º SEQÜENCIAL FABRICANTE FÁBRICA ANO FABRICAÇÃO/MODELO PAÍS ÁREA GEOGRÁFICA WMI VDS VIS Conteúdo Básico do número de identificação do veículo A = CARACTERE ALFABÉTICO N = CARACTERE NUMÉRICO 5.2 POSIÇÕES DO VIN 5.2.1 Código Internacional do Fabricante – WMI Com o modelo da padronização do VIN, o Brasil teve que se adequar ao padrão internacional de identificação, que o número de chassi não resulta de mera escolha aleatória. Consoante a Norma NBR 3-6066, da ABNT, as letras e algarismos que o compõem constituem códigos que identificam sequencialmente, o fabricante (WMI – word manufacturer identifier). A NBR 6066/set/2001 estabelece no item 3.3, “Identificador Internacional do fabricante – WMI (word manufactures identifier): primeira seção do VIN, que identifica o fabricante/montadora do veículo.” Dessa forma, o VIN começa a se dividir, a primeira composição identificada da seguinte maneira: 1) Primeiro Caractere: Identifica a área geográfica (continente). Conforme necessidade, mais de um tipo de caractere pode ser designada para uma mesma área geográfica. 14 2) Segundo Caractere: Identifica o país dentro de uma área geográfica específica. Conforme necessidade, mais de um tipo de caractere pode ser destinado para um mesmo país. 3) Terceiro Caractere: Identifica o fabricante dentro de um país. Quando o dígito 9 aparecer nesta posição, indica fabricantes que produzem menos de 500 veículos por ano, devendo neste caso a identificação do fabricante ser feita usando o terceiro, quarto e quinto caracteres da seção indicadora do veículo. 5.2.1.1 Tabela mundial de identificação do Continente e País CONTINENTE PAÍS CÓDIGO AMÉRICA DO NORTE Estados Unidos 1A a 1Z - 4A a 4Z 5A a 5Z - 11 a 10 41 a 40 - 51 a 50 Canadá 2A a 2Z - 21 a 20 México 3A a 3W AMÉRICA CENTRAL Costa Rica 3X a 3Z - 31 a 37 Trindad & Tobago 9X a 9Z AMÉRICA DO SUL Argentina 8A a 8E Equador 8L a 8R Venezuela 8x a 8Z - 81 a 82 Brasil 9A a 9E - 93 a 99 Chile 8F a 8J Peru 8S a 8W Paraguai 9L a 9R Colômbia 9F a 9J Uruguai 9S a 9W ÁFRICA Africa do Sul AA a AH Costa do Marfim AJ a NA Angola BA a BE Quênia BF a BK Tanzânia BL a BR Benin CA a CE Tunísia CL a CR Egito DA a DE Marrocos DF a DK Zâmbia Dl a DR Etiópia EA a EE Moçambique EF a EK Gana FA a FE Nigéria FF a FK Madagascar GA a GE ÁSIA Japão JÁ a JZ - J1 a 10 15 Siri Lanka KA a KE Israel KF a KK Coréia do Sul KL a KR China LA a LZ - L1 a LO Índia MA a ME Indonésia MF a MK Tailândia Ml a MR Irã NA a NE Turquia NL a NR Filipinas PA a PE Cingapura PF a PK Malásia PL a PR Bangladesh PS a PV Emirados Árabes Unidos RF a RE Taiwan RL a RR Arabia Saudita RS a RV Cazaquistão TJ a TP EUROPA Inglaterra SA a SM Suíça TA a TH Hungria TR a TV Portugal T1 a T2 - TW a TZ Irlanda UM a UT Eslováquia U5 a U7 Iugoslávia V1 a V2 - VX a VZ Croácia V3 a V5 Luxemburgo XX a XZ - X1 a X2 Alemanha WA a WZ - W1 a W0 Rússia X3 a X0 - XS a XW Finlândia YF a YK Suécia YS a YW Noruega Y1 a Y2 - YX a YZ Ucrânia Y6 a Y0 Bulgaria XA a XE Eslovênia ZX a ZZ Polonia Su a SZ Dinamarca UH a UM Romênia UV a UZ Austria VA a VE Espanha VS a VW França VF a VR Estônia V6 a V0 Grécia XF a XK Holanda XL a XR Bélgica YA a YE Malta YL a YR Belarus Y3 a Y5 Lituânia Z1 a Z2 Itália ZA a ZR OCEANIA Austrália 6A a 6W Nova Zelândia 7A a 7E 16 5.2.1.2 Tabela da marca com unidade de montagem e código MARCA UNIDADE DE MONTAGEM CÓDIGO AGRALE Agrale Brasil 9BY AGRALE MOTO Agrale Brasil/RS Agrale Brasil/AM 9C5 9C8 ALFA ROMEU Alfa Romeu Itália Alfa Romeu Brasil ZAR 9BU ASIA MOTORS KIA KN AUDI Audi Brasil Audi Alemanha Audi Hungria 93U WAU TRU CITROEN Citroen França Grupo PSA/Citroen Brasil WF7 935 DAIMLER / CHRYSLER / JEEP Chrysler Argentina S.A – Jeep Chrysler Brasil Ltda. – Dodge Daimler Chrysler EUA – Chrysler Daimler Chrysler EUA – Jeep 8B4 937 1C3 1C4 1C8 1J4 DAIHATSU Daihatsu JDA FIAT/ALFA ROMEO Fiat Argentina Córdoba Fiat Itália Fiat Brasil Fiat Argentina até mod.96 8AP ZFA 9BD 8AS FORD Ford Argentina Ford Brasil Ford Canadá Ford EUA Ford Alemanha 8AF 9BF 2FT 1FM 1FA 1LM WFO 17 GENERAL MOTORS GM Adam Opel Alemanha GM EUA GM Argentina GM Austrália GM Brasil SAAB – GM Seécia WOL 1GN 1GD 8AK 8AG 6G1 9BG YS3 GURGEL Gurgel Brasil 9BU HONDA Honda Canadá Honda EUA Honda Brasil Honda Japão Honda México 2HG 1HG 93H JHM JHL 3HG HONDA MOTO Honda Brasil 9C2 INTERNACIONAL Internacional do Brasil Internacional EUA 93S n/d ISUZU Isuzu Japão JAA IVECO Iveco Argentina Iveco/Fiat Brasil (Daily) Iveco/Fiat Itália Iveco/Fiat Brasil (Ducato) 8AT 93Z ZCF 93W JAGUAR Jaguar Motors Inglaterra SAJ LADA Lada Rússia XTA LAND ROVER Land Rover do Brasil Rover Motors Inglaterra 93R SAL MAZDA Mazda EUA Mazda Japão 1J1 JM1 JM3 MERCEDES BENZ MB Alemanha MB Argentina MB Brasil WDB 8AC 9BM 18 MITSUBISHI Mitsubish Brasil Mitsubish Japão Mitsubishi EUA 93X JMY JA3 4A3 NISSAN Nissan Japão Nissan Brasil JN? 94D PEUGEOT Peugeot França Grupo PSA/Peugeot Brasil VF3 936 RANDON Randon Brasil 9AD RENAULT Renault Argentina Renault do Brasil Renault Europa Renault Uruguai 8A1 93Y VF1 9U5 SSANGYONG SsangYong Coréia KPD KPT SEAT Seat Espanha VSS SCANIA Scania Argentina Scania Suécia Scania Brasil Scania Malta 8A3 YS2 YS4 9BS YLE SUBARU Subaru Japão JF1 SUZUKI Suzuki Japão Suzuki Canadá JSA JS3 2S3 SUZUKI MOTO Suzuki Brasil 9CD TOYOTA Toyota Argentina Toyota Brasil Toyota Inglaterra Toyota Japão 8AJ 9BR 93U SB1 JT1 JT2 JTA JTB JTD JTE 19 VOLKSWAGEN VW Alemanha Automóveis VW Alemanha Comercial VW Argentina VW Brasil VW México WVW WV2 8AW 9BW 3VW VOLVO Volvo Suécia Volvo Brasil caminhões plataforma Volvo Brasil caminhões tratores Volvo Truck Bélgica Volvo Truck Bélgica incompletos Volvo Truck Suécia incompletos Volvo Truck Suécia YV1 93K 9BV YB1 YB3 YV5 YV2 YAMAHA Yamaha Brasil/AM Yamaha Brasil/SP 9C0 9C6 5.2.2 Seção Descritiva do Veículo – VDS Então a seção descritiva do veículo – VDS é composto de seis caracteres, cada um dos quais alfabéticos ou numéricos e deve identificar as características gerais do veículo. Neste modulo do VIN são necessários observar que a codificação e seqüência desta seção devem ser estabelecidas pelo fabricante. Se o fabricante não necessitar de todos os caracteres, os espaços não usados devem ser preenchidos por caracteres numéricos ou alfabéticos de escolha do fabricante. 5.2.3 Seção Indicadora do Veículo – VIS Esta será a última composição é a da individualização do veículo, ou seja, a identificação específica e unitária de cada veículoproduzido por aquele fabricante (VIS – vehicle indicator section), sendo este último número ou conjunto alfanumérico diferente para cada veículo produzido. Portanto a terceira posição estabelece o diferencial na identificação dos veículos, e dá a individualização para cada um, sendo assim: Terceira Posição: 20 Seção Indicadora do Veículo (VIS) a qual é composta de oito (8) caracteres seqüência entre as posições dez (10) e dezessete (17) com o seguinte significado: 1) Primeiro Caractere: determina o ano de fabricação e/ou modelo do veículo; 2) Segundo caractere: determina a fábrica onde o veículo foi montado, podendo ser inscrito com alfabético ou numérico; 3) Do Terceiro ao Oitavo caractere: determina o número seqüencial de montagem do veículo. Portanto, os dígitos finais do VIN, ou seja, do décimo ao décimo sétimo dígito, que são o VIS, estabelecem os sinais particulares de cada veículo. 5.3 TABELAS DE CÓDIGOS PARA DESIGNAR O ANO DE FABRICAÇÃO OU ANO MODELO Como a identificação do veículo além de codificar vários caracteres que vai descrevendo a quem ele pertence, o legislador também teve a preocupação que ficasse no VIN inserido a idade do veículo, o artigo 114 § 1º do CTB, que foi alterado pelo artigo 2º, § 6º da Resolução 024/1998 do CONTRAN que além do ano de fabricação é permitido inserir o ano modelo, desse modo: ANO CÓDIGO ANO CÓDIGO ANO CÓDIGO ANO CÓDIGO 1971 1 1986 G 2001 1 2016 G 1972 2 1987 H 2002 2 2017 H 1973 3 1988 J 2003 3 2018 J 1974 4 1989 K 2004 4 2019 K 1975 5 1990 L 2005 5 2020 L 1976 6 1991 M 2006 6 2021 M 1977 7 1992 N 2007 7 2022 N 1978 8 1993 P 2008 8 2023 P 1979 9 1994 R 2009 9 2024 R 1980 A 1995 S 2010 A 2025 S 1981 B 1996 T 2011 B 2026 T 1982 C 1997 V 2012 C 2027 V 1983 D 1998 W 2013 D 2028 W 1984 E 1999 X 2014 E 2029 X 1985 F 2000 Y 2015 F 2030 Y 21 5.4 LOCAIS DE IDENTIFICAÇÃO DO VIN 5.4.1 Gravação no Chassi: GRUPO 01 • GM: C10, C14, C15, D10, D20, (demais caminhões): Longarina direita, face superior; • FORD: F100 a F1000 e F4000, de 1973 até 1986: Longarina direita face superior; • JEEP: Longarina direita, face externa, plaqueta no painel de fogo até 1963; • MERCEDES BENZ: até julho de 1979; • MITSUBISHI: L 200; • AGRALE: a partir de 1987 : Longarina direita, face externa; • VOLVO • PEUGEOT: Boxer; • SCANIA: a partir de 1981; • TOYOTA: Longarina direita face; • FIAT: FNM. GRUPO 02 • MERCEDES BENZ: a partir de agosto de 1979; • SCANIA: a partir de 1981; • VW, 6-80, 6-90, 11-130,13-130, 7-110SCO e 7-110SCE; • GM: Trafic/Space Van, gravado no assoalho, embaixo do carpete, atrás do banco dianteiro direito, próximo da coluna central, S10 até 2002, Blazer até 2002; • AGRALE; • JEEP: a partir 1963; • CHYSLER: Dakota; • FORD: Rural, F75, Cargo a partir 1991, F250; • LAND-ROVER: Defender. GRUPO 03 • FORD: Cargo, Longarina direita, face externa, demais caminhões até 1986, longarina direita face superior, F1000 a F4000 e outros modelos após 1987, longarina direita, na aba inferior da face externa; • VW; • DODGE: Face externa. 22 GRUPO 04 • MITSUBISHI: L 200 e demais modelos; • FORD: F-250 e demais modelos, Ford Cargo: longarina direita, face externa; • GM: Silverado, S10 e Blazer (a partir modelos 2003); • ALFA ROMEO: FNM. EXCEÇÕES DA LOCALIZAÇÃO DO VIN • SCANIA: até 1980 Longarina dianteira esquerda face externa; • FORD: Longarina dianteira esquerda face superior, até junho de 1972; • AGRALE: Longarina central esquerda face externa. 5.4.2 Gravação no Monobloco GRUPO 01 • VW: Passat, Santana, Quantum, Voyage, Gol, Parati, Saveiro, Bora, Polo até 2001, Passat importado, Jetta, Golf; • FORD: Versailles, Royalle, Maverick lado esquerdo até 1974, Maverick torre amortecedor esquerdo a partir de 1975; • RENAULT: Laguna, Twing ; • TOYOTA: Corolla; • SEAT: Córdoba, Ibiza, Vario; • SUBARU: Forester, Legacy, Imprenza; 23 • SUZUKI: Gran Vitara; • PEUGEOT: 106, 406, 607, Partner; • ALFA ROMEU travessa de sustentação do motor lado esquerdo até 1980; • DODGE: Charger e Dart travessa superior da grade do radiador lado esquerdo, Le Baron; • CITROEN: Xsara Picasso, Berlingo, C3, C5, C8; • AUDI: A3; • HONDA: Civic; • GURGEL; • MERCEDE BENZ: Classe A 160 e 190. GRUPO 02 • FIAT: Marea Weekend, Tipo, Uno, Elba, Fiorino, Prêmio, Pick-up até 1995, Tempra até 1995, Fiat 147; • FORD: Corcel I e II até 1983, Belina I e II até 1983, Del Rey até 1983, Pampa até 1983, Ecosport, Fiesta a partir 2002; • ALFA ROMEU a partir de 1981, 156, 166; • PEUGEOT: 206/207 Hatch a partir 2006, 206/207 SW, 206/207 Sedan, 306/307 Hatch, 306/307 SW, 306/307 Sedan; • RENAULT: Sandero; • VW: Polo a partir 2002; • DODGE: Polara e 1800. GRUPO 03 • FORD: Corcel II, Belina II, Del Rey, todos a partir 1983, Escort, Courier, Verona, KA, Focus, Fiesta, Pampa; • GM: Vectra, Kadett a partir 1995, Corsa, Corsa Pick-up, Monza a partir de 1988, Chevy, Chevette, Omega Importado, Meriva, Zafira, Montana, Astra, Ômega Nacional a partir 1995, Suprema, Tigra, Celta; • FIAT: Uno, Elba, Fiorino, Prêmio, Pick-up a partir 1996, Tempra a partir 1996, Palio, Palio W, Siena, Strada, Marea, Stilo, Idea, Brava, Doblô, Ducato; • VW: Kombi a partir 1983, Pointer, Logus, Gol novo, Apollo; • RENAULT: Clio, Clio Sedan, Kangoo, Trafic, Megame; • CITROEN: Jamper; • PEUGEOT: Boxer; • HONDA: New Civic. GRUPO 04 • VW: Fusca Sedan 1300, 1500,1600, Brasília, Variant, SP1, SP2, TL, TC, Karman-ghia, Fox, Spacefox, New Beetle; • DIVERSOS: Puma, Miura, Puma, MP Laffer, Bugre; • GM: Opala e Caravan até 1988/1989 e Chevette até 1988. 24 GRUPO 05 • GM: Monza a partir 1989, Chevette a partir 1989, Opala a partir 1989, Caravan a partir 1989, Omega até 1995, Suprema, Ipanema e Marajó a partir 1989, Vectra, Ômega nacional até 1995 e Lumina; • VW: Kombi até 1982; • RENAULT: Scenic; • PEUGEOT: 206 até 2005; • FORD: Galaxie a partir 1970. GRUPO 06 • GM: Chevette Hatchback, Chevette 04 portas, Kadett até 1994; • FORD: Galaxie até 1969. 5.4.3 Etiquetas VIS a) VIS etiqueta no assoalho do veículo, sob um dos bancos*; b) VIS etiqueta na coluna da porta dianteira lateral direita; c) VIS etiqueta no compartimento do motor; � * Etiqueta do assoalho foi extinta pela Resolução 024/98. 5.4.4 Gravações do VIS a) VIS gravação em um dos pára-brisas e em um dos vidros traseiros quando existentes; b) VIS gravação em pelo menos dois vidros de cada lado do veículo, quando existentes, exceto nos quebra ventos; 25 5.4.5 Outros Sinais Identificadores do VIN a) Gravações, plaquetas, e etiquetas diversas. 26 27 6. ASPECTOS DAS IDENTIFICAÇÕES DO VIN A gravação de chassi apresenta-se sempre gravada em baixo relevo. Portanto, a identificação dos veículos é realizada através de um conjunto de dígitos gravados ou inseridos na sua estrutura. Além dessa numeração o veículo também é identificado através da plaqueta de identificação e/ou etiqueta autocolante e seus agregados (motor, carroceria, caixa de câmbio, eixos, etc.). Desta maneira observa-se que a identificação veicular é instrumento importante na individualização dos veículos automotores, buscando assim maior segurança no comércio destes. 6.1 Formas de Gravação do Chassi Puncionamento: Forma mais antiga e comum, com a impressão feita por pressão (estampa), produzindo o baixo relevo. (forma mais utilizada pelos adulteradores). Figura 1: VW 28 Figura 2: BMW Ponto sobre Ponto: Gravação por pontos sobrepostos (remontados), feita com uma agulha rotativa. Figura 3: GM 29 Figura4: FIAT 30 Ponto a Ponto: Mesmo tipo de gravação da anterior, entretanto, os pontos encontram-se unidos, poucos sobrepostos. Figura 5: RENAULT Escavado: Processo de gravação mais moderno, onde se remove (escavamento) material da superfície da chapa de forma linear, após a pintura final do veículo (fundo do número brilhante e com uma etiqueta adesiva transparente sobreposta). 31 Figura 6: VW Figura 7: FORD 32 Observação: A gravação da numeração de chassi pode ser realizada antes ou após a pintura final do veículo, por isso, sempre é interessante identificar que tipo de gravação você esta examinando. 6.2 Das Etiquetas Destrutíveis Introduzidas nos veículos nacionais no final de 1988 (norma CONTRAN 691/88), devendo ser fixadas em 03 pontos distintos (compartimento do motor / porta dianteira direita / assoalho dianteiro). A partir de 1º de janeiro/1999, tornou-se obrigatório somente a fixação de duas etiquetas (resolução 024/1998), na porta dianteira direita e compartimento do motor, juntando-se a elas a indicação do ano de fabricação (gravado no chassi ou etiqueta adesiva). A etiqueta VIS é denominada tecnicamente de Etiqueta de Identificação – Confirm, composta de um Filme de Segurança CONFIRM, laminado sobre um outro filme SCOTCHCAL, também da 3M. Uma janela é pré-cortada no filme Scotchcal e neste é, então, impresso o número personalizado do VIN. Portanto, a imagem de fundo retrorrefletiva e clara contrastam com a imagem customizada do fabricante do automóvel e, com uma lanterna apropriada, é possível ver uma imagem embutida no filme. Assim, pode-se avaliar o veículo, quanto à autenticidade ou não do selo. Figura 8: Etiqueta VIS 33 Figura 9: Lanterna confirme Figura 10: Sinal holográfico 6.3 Das Gravações nos Vidros Também introduzida nos veículos nacionais no final de 1988, estabelecia a gravação da parte final do chassi (VIS): nos vidros dianteiro e traseiro, dois vidros em cada lateral. A gravação é feita por fosqueamento, através de um processo químico a base de ácido fluorídrico. 34 Figura 11: FIAT 6.3.1 Identificação data de fabricação de vidros automotivos 35 36 37 38 7. IDENTIFICAÇÕES DOS MOTORES Conforme a Resolução n. 282 de 26 de junho de 2008, além de outros critérios relacionados aos veículos registrados em nosso País, esta norma estabelece procedimentos para vistoriar também os motores automotivos dos veículos, ou seja: Das Vistorias Art. 1º Na realização das vistorias de regularização e transferência em veículos previstos na Resolução nº 05/98, os órgãos de trânsito, ou empresas pelo DENATRAN credenciadas deverão coletar por meio óptico a numeração do chassi, do motor e da parte traseira do veículo com a numeração da placa de identificação legível e comparar com as numerações e restrições nas seguintes bases: 39 I – o cadastro informatizado do veículo na BIN/RENAVAM; II – o cadastro informatizado do veículo em campo próprio da Base Estadual ou no campo das “observações” do CRV/CRLV; III – na documentação física existente nos órgãos executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal. Portanto, a numeração do motor sendo um agregado do veículo exigido na vistoria então recebe gravações das respectivas fábricas, devendo a marcação do motor ser analisada da mesma forma que a numeração do VIN, ou seja, seguir os padrões de gravações de cada fabricante. Seguem abaixo alguns modelos: AUDI: Gravação por ponto sobre ponto. GM: Gravação por puncionamento. 40 GM: Gravação por ponto sobre ponto GM: Gravação por ponto sobre ponto. GM: Gravação por ponto sobre ponto. FORD: Gravação por ponto sobre ponto. 41 FORD/VW: Plaqueta de motor. VW: Gravação por puncionamento. VW: Gravação por ponto a ponto. VW: Gravação por ponto sobre ponto. 42 VW: Gravação por ponto a ponto. FIAT: Gravação por puncionamento. FIAT: Gravação ponto a ponto. 8. MATERIAIS NECESSÁRIOS A VISTORIA Tratamento da superfície suporte da gravação: Consiste na limpeza da área de gravação do VIN e seus agregados com materiais adequados, pois é imprescindível. Material utilizado nesta fase: 43 a) Estopa; b) Esponja de aço; c) Solvente; d) Removedor em pasta; e) Pincel; f) Luva; g) Espelho comum e de grau; h) Lupa; i) Lanterna; j) Algodão; k) Giz branco; l) Fita métrica. NOTA: Não utilizar lixas, escovas de aço e outros materiais abrasivos, estes se utilizados poderão deixar vestígios nos locais de gravações e desta forma confundir ou prejudicar o raciocínio dos peritos no momento do exame pericial. 9. TIPOS DE ADULTERAÇÕES DO VIN Ocorre a adulteração do chassi quando o agente, valendo-se de qualquer instrumento, ferramenta ou processo (mecânico, térmico, químico etc.), altera a numeração original. Dos tipos de adulterações: 1. Ausência da numeração do VIN: Neste processo a numeração do VIN é removida, por meio de instrumento abrasivo, com o objetivo de dificultar a identificação do veículo. 2. Regravação ou remarcação: Consiste na remoção parcial ou total da numeração do VIN, para posterior gravação de outra numeração. 3. Adulteração simples: 44 É aquele em que um ou mais caracteres sofre alteração em sua configuração inicial, por meio de sobreposição, dando origem a leitura de outros. 4. Recobrimento da peça suporte: É o recobrimento parcial ou total da numeração do VIN, para posterior gravação de outra numeração em outro local. 5. Colocação de chapa metálica sobre a superfície da gravação original: Consiste no recobrimento parcial ou total com uma chapa de aço, da peça suporte onde se encontra gravada a numeração do VIN, nesta chapa será realizado uma nova gravação ou aquela já possui a gravação original do VIN. 6. Substituição da peça suporte (implante): Neste processo ocorre à substituição parcial ou total da peça suporte onde se encontra gravado a numeração do VIN, por outra com a gravação original ou não. 7. Ocultação da numeração original e regravação próxima ao local: Consiste na remoção da numeração original do VIN e outra gravação em loca próximo. 8. Remontagem: É o aproveitamento de uma das partes do veículo (dianteira ou traseira) onde se encontra a gravação do VIN, ou ainda a substituições de vários equipamentos do veículo (cabine, motor, caixa de câmbio, eixos, etc.), este com as identificações adulteradas. 45 10. TÉCNICAS DE VISTORIA 10.1 OBSERVAÇÕES PARA DETECTAR O VEÍCULO FRAUDADO a) Ano fabricação/modelo; b) Numero de chassi – VIN; c) Identificação nos vidros – VIS; d) Plaqueta e etiqueta; e) Placas; f) Etiqueta – VIS; g) Chave de ignição; h) Bocal do tanque de combustível; i) Violência no quebra vento; j) Manual de garantia; k) Pneus; l) Ranhuras nos vidros; m) Fechaduras; n) Peças em geral; o) Furação da placa. 10.2 ANÁLISES DO VIN E SEUS AGREGADOS a) Limpar a área onde se encontra gravada a numeração do VIN com o solvente líquido, caso a tinta começar a desprender-se com facilidade, pode indicar neste caso possíveis irregularidades na peça suporte da gravação; b) Observar se os números do VIN estão dispostos de maneira uniforme quanto ao alinhamento, espaçamento (0,4mm) e profundidade (0,2mm); 46 c) Analisar a peça suporte da gravação do VIN quanto a sua uniformidade, ondulações, formações emarcas de abrasivo (lixa) e solda e analisando também quando possível o verso da gravação do VIN; d) Observar se as gravações e outras identificações dos agregados (motor, caixa de câmbio, eixo, carroceria, cabina, caixa de direção, bomba injetora, diferencial) não apresentam sinais de remoções ou adulterações; e) Verificar quando existente a numeração de segredo, ou seja, mesma gravação do VIN em local discreto; f) Analisar as gravações do VIS nos vidros, quanto a marcas de material abrasivo e polimento, analisando também os códigos da data de fabricação; g) Analisar as etiqueta VIS se estão de forma homogênea; h) Observar nas plaquetas a região dos rebites; i) Comparar os dados anotados com os do pré-cadastro na BIN e DETRAN. 11. EXAME EM DOCUMENTOS DE VEÍCULOS 11.1 CERTIFICADOS DE REGISTRO DE VEÍCULO – CRV 1. Dimensão: Altura: 152mm e Largura: 109mm 2. Papel: De segurança branco, com gramatura de 94 +/- 4g/m2, que contenha em sua massa fibras coloridas nas cores azul, verde e vermelha, de comprimento variável entre 3 e 5mm e distribuídas alternadamente no papel, na proporção de 5 a 7 fibras por centímetro quadrado. 3. Impressão: Tarja (cercadura) em talho doce na cor azul, com altura mínima da altura do relevo, em relação ao nível do papel, de 25 micra; 47 Texto vazado na tarja “REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL” e “MINISTÉRIO DAS CIDADES”, na horizontal; Texto vazado ma tarja “CONTRAN” e “DENATRAN”, na vertical; Microtexto “CONTRAN” e “DENATRAN”, na horizontal; Imagem fantasma com a palavra “BRASIL” na tarja vertical; Cabeçalho e texto em off-set na cor azul; “UF” e “Nº” em off-set na cor azul; Número de série com dez dígitos, em impressão eletrônica por impacto; Fundo invisível: medalhão impresso em off-set, a duas combinações de cores, arco-íris com resultado visual laranja e azul, com predominância amarelada, incorporada as armas da República Federativa do Brasil e na sua base o texto “CONTRAN” e “DENATRAN” na horizontal e vazado no fundo o texto “DOCUMENTO VÁLIDO SOMENTE PARA TRANSFRÊNCIA, GUARDE EM LOCAL SEGURO. 4. Observação: O modelo original, a cores e com todas as especificações, ficará arquivado no CONTRAN. 11.2 CERTIFICADOS DE REGISTRO E LICENCIAMENTO DE VEÍCULO – CRLV Além de ter todas as especificações do CRV, são acrescentadas outras, como: Microtexto “CONTRAN” e “DENATRAN”, na vertical; Fundo invisível: medalhão impresso com tinta invisível fluorescente amarelo, tornando-se visível quando submetida à luz ultravioleta; e Fundo invisível: medalhão impresso em off-set, a duas combinações de cores, arco-íris com resultado visual laranja e azul, com predominância amarelada, incorporada as armas da República Federativa do Brasil e na sua base o texto “CONTRAN” e “DENATRAN”. Microtexto “CONTRAN” e “DENATRAN” na horizontal e vazado no fundo o texto 48 “SEGURO OBRIGATÓRIO” e “DOCUMENTO DE PORTE OBRIGATÓRIO NÃO VÁLIDO PARA TRANSFRÊNCIA”. Verso: Texto em off-set na cor preta, com caixetas para autenticação mecânica. 11.3 PRINCIPAIS ELEMENTOS INDICADORES DE AUTENTICIDADE 1. Papel de segurança; 2. Tipos de impressão; 3. Micro-impressões; 4. Imagem latente. 11.4 DOCUMENTOS FALSOS (COMO SE APRESENTA) a) Papel de qualidade inferior; b) Ausência de fibras coloridas; c) Falta de nitidez nos dizeres e desenhos de fundo; d) Sinais de violação na numeração do documento e sua UF. A adulteração pertinente a documento, ocorre em duas circunstâncias: • O documento é totalmente falsificado; • As falsificações foram efetuadas em documentos autênticos. A falsificação do documento de veículo pode ser observada por técnicas, sendo a verificação e/ou a constatação de falsidade de um documento pelo seu simples exame, é um dos trabalhos mais difíceis de serem realizados e é executado por especialistas que possuem um treinamento especial e grande prática. Algumas alterações são de tais formas grosseiras, que pela simples verificação do documento é possível distinguirem-se um caractere ou caracteres alterados. 49 REFERÊNCIA DAS FONTES CITADAS BRASIL. Coletânea de legislação de trânsito : código de trânsito brasileiro – lei 9.503, de 23 de setembro de 1997. Organizador Sérgio de Bona Portão. 7. ed. Tubarão, 2004. DOREA, Luiz Eduardo Carvalho; STUMVOLL, Victor Paulo e QUINTELA, Victor. Criminalística . 3. ed. – Campinas, SP : Millennium. 2005. FERRARA, Fernando. Manual de identificação veicular – CNVR. 2002. GODOY, Valdemar de; MACHADO, Vilson Vitória; MACEDO, Juvelino da Silva. A identidade dos automotores . 3 ed. Giga3 : Porto Alegre, 2005. GODOY, Valdemar de; MACHADO, Vilson Vitória. Identificação veicular e documental : legislação aplicada à vistoria e fiscalização. Porto Alegre : Giga3, 2005. MENDES, Lamartine Bizarro. Documentoscopia . 2. ed. – Campinas, SP : Millennium, 2003. MINISTÉRIO DA FAZENDA – Banco Central do Brasil. Glossário. http://www.bcb.gov.br/glossario.asp?id=GLOSSARIO&q=gramatura. Acesso em 14/11/2006 às 22h:50min. PARANÁ. DETRAN – Curso de aperfeiçoamento em identificação de chassi (apostila). Curitiba : novembro de 1997. PRADO, Luiz Regis. Curso de direito penal brasileiro . 3. ed. São Paulo : Revista dos Tribunais, v. 4, 2004. QUINTELA, Victor M.; LIONELLO, Orlando Laitano Filho. Novo manual de vistoria : para identificação de veículos automotores. 4. ed. Porto Alegre : Sagra Luzzatto, 1997, p. 12. QUINTELA, Victor M.; LIONELLO, Orlando Laitano Filho. Veículos automotores : vistoria e perícia. Porto Alegre : Sagra Luzzatto, 1998. SILVA, João Baptista da. Código de trânsito brasileiro explicado . Belo Horizonte : O Lutador, 1999.