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A situação inicial está diretamente relacionada à situação final; a complicação remete a uma 
resolução e as ações à avaliação final.  Essa estrutura marca a hierarquia da narrativa. Isso sugere que no 
momento em que se desconsidera as relações mantidas nessa estrutura, desconsidera-se também a 
sucessão dos acontecimentos. 
Sequência Descritiva
A descrição apresenta-se como uma enumeração e expansão que não segue uma ordem, quanto ao 
seu direcionamento. Toda descrição, de fato, representa uma enumeração de partes, dos aspectos de uma 
coisa vista. Não demanda necessariamente que quem a constrói comece por um determinado ponto, 
tornando a descrição, sob aspecto, uma espécie de acaso. Ela pode ser curta ou longa, e independe do 
objeto descrito, que pode ser uma pessoa, um objeto, um fato etc. Dentre os processos descritivos, 
Fontanier (apud Adam, 1992) distingue:
• a topografia (descrição de uma montanha)
• a cronografia (descrição do tempo)
• a prosopografia (descrição do corpo, dos traços)
• a etnopéia (descrição das características, dos talentos)
• o portrait (descrição moral e física de um ser animado real ou fictício)
• o paralelo (descrição que combina os dois lados físicos e morais, mostrando diferenças e 
semelhanças)
• a hipotipose (quando a exposição dos objetos é tão real, tão enérgica que resulta numa 
imagem, um quadro.
Adam apresenta seis procedimentos descritivos na base da sequência descritiva prototípica:
Procedimento de ancoragem ou ancoragem 
referencial
Operação através da qual o objeto descrito torna-se conhecido pelo 
leitor/ouvinte já no início da sequência descritiva.
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