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Gardnerella,
Trichomonas e
Candida
Seminário de interação
comunitária
Faculdade de Medicina
INTEGRANTES
LUCAS SANTOS RIBEIRO Lucas CurcciVINICIUS A. SAMPAIO
Introdução
Este trabalho visa explorar detalhadamente
essas sobre: vaginose bacteriana, tricomoníase e
candidíase.
Epidemiologia, mecanismos de transmissão,
manifestações clínicas, métodos de diagnóstico,
opções de tratamento e medidas preventivas.
Através dessa análise, busca-se proporcionar
uma visão abrangente que contribua para a
melhoria da saúde geral e reprodutiva dos
pacientes.
Gardinerella
Esfregaço da bactéria - Gardnerella Vaginalis
CAUSA E AGENTE
ETIOLÓGICO
Agente etiológico: bactéria gram-negativa facultativamente
anaeróbica e pleomórfica.
Causa: crescimento bacteriano excessivo devido a alteração da
microbiota vaginal levando a uma elevação do pH >4,5 , isso pode
ocorrer por meio de:
múltiplos parceiros sexuais;
duchas vaginais frequentes;
uso recente de antibióticos.
SINTOMAS E SINAIS
CLÍNICOS
Corrimento vaginal fino, branco ou cinza, odor vaginal desagradável
descrito como "cheiro de peixe", prurido vaginal leve e ardência ao
urinar.
A VB é frequentemente assintomática, mas pode causar sintomas
incômodos em algumas mulheres.
Corrimento vaginal homogêneo (leitoso, perolado, bolhoso e/ou acinzentado)
DIAGNÓSTICO
Critérios de Amsel para a Vaginose Bacteriana. Fonte: EMR/Fernanda Vasconcelos
TRATAMENTO
Metronidazol 500 mg 2x vezes ao dia durante 7 dias
(oral); ou em gel 1x ao dia durante 5 dias.
+ clindamicina 300mg (creme vaginal ou oral).
+ probióticos para restaurar a microbiota vaginal
normal.
Os efeitos colaterais dos antibióticos podem incluir
náuseas, desconforto gastrointestinal e, raramente,
reações alérgicas
PREVENÇÃO
Possíveis Complicações se Não Tratada:
Se não tratada, a VB pode levar a sérios problemas de saúde
reprodutiva, como:
Um aumento do risco de doença inflamatória pélvica (DIP)
Infertilidade e complicações obstétricas como parto prematuro e
ruptura prematura das membranas. 
Além disso, há uma maior susceptibilidade a infecções por HIV,
Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis.
COMPLICAÇÕES
TRICHOMONAS
MECANISMO DE
TRANSMISSÃO E AGENTE
ETIOLÓGICO
Descrição do Organismo Responsável: Trichomonas vaginalis é um
protozoário flagelado que infecta o trato genital.
Mecanismo de Transmissão: A transmissão ocorre principalmente
através do contato sexual, incluindo sexo vaginal, anal ou oral. A
transmissão não sexual é rara, mas pode ocorrer através de objetos
úmidos contaminados, como toalhas ou roupas de banho.
SINTOMAS E SINAIS
CLÍNICOS
Mulheres: Corrimento vaginal amarelo-esverdeado, espumoso e com
odor forte, prurido, irritação, dor ao urinar, dor durante a relação
sexual.
Homens: Muitas vezes assintomáticos, mas podem apresentar
secreção uretral, ardor ao urinar ou ejacular e prurido na uretra.
Corrimento vaginal amarelo-esverdeado, espumoso e com odor forte, prurido.
DIAGNÓSTICO
Métodos de Diagnóstico:
Exame de Secreção Vaginal: Observação do protozoário ao microscópio em
uma amostra de secreção vaginal ou uretral.
Cultura: Crescimento do protozoário em meio de cultura específico para
Trichomonas.
Testes Moleculares: Testes de amplificação de ácido nucleico (NAATs) que são
mais sensíveis e específicos.
Testes Rápidos: Testes de antígeno que fornecem resultados rápidos no ponto
de atendimento.
Medicamentos: Metronidazol ou tinidazol são os
tratamentos padrão, geralmente administrados em dose
única ou em doses divididas.
Eficiência e Duração do Tratamento: Esses tratamentos
são altamente eficazes se tomados corretamente. Um
tratamento repetido pode ser necessário se a infecção
persistir.
Possíveis Efeitos Colaterais: Náusea, dor de cabeça,
gosto metálico na boca, e, raramente, reações
alérgicas.
TRATAMENTO
Medidas preventivas:
Uso de Preservativos: Reduz significativamente o risco de
transmissão.
Evitar Duchas Vaginais: As duchas podem alterar a flora
vaginal normal e aumentar o risco de infecções.
PREVENÇÃO
Educação Sexual: Informações sobre práticas sexuais seguras e a
importância da monogamia ou da redução do número de parceiros
sexuais.
Comunicação com Parceiros: Informar parceiros sexuais para que
possam ser testados e tratados.
PREVENÇÃO
Possíveis Complicações se Não Tratada:
Maior susceptibilidade a outras ISTs, incluindo HIV.
Em mulheres grávidas, pode causar parto prematuro e baixo peso ao
nascer.
Pode levar a doenças inflamatórias pélvicas e infertilidade em casos
graves.
COMPLICAÇÕES
Possíveis Complicações se Não Tratada:
Incidência e Prevalência: A tricomoníase é a IST curável mais comum
no mundo.
Estima-se que milhões de novos casos ocorram anualmente.
Grupos de Risco: Mais comum em mulheres jovens e sexualmente
ativas, particularmente aquelas com múltiplos parceiros sexuais ou
que não usam preservativos regularmente.
ESTATÍSTICAS E DADOS
EPIDEMIOLÓGICOS
Cândida
A boca (candidíase
oral)
Genitais (candidíase
vaginal, peniana)
Sistêmica 
Pele e unhas.
Infecção causada por
fungos do gênero
Candida, sendo o mais
comum o Candida
albicans.
Definição Região do corpo afetada
CANDIDÍASE ORAL
CANDIDÍASE GENITAL
CANDIDÍASE GENITAL
Infecção das unhas (candidíase)
Candidíase mucocutânea crônica
CAUSA E AGENTE
ETIOLÓGICO
Candida albicans
Candida lusitaniae
Candida glabrata
Candida krusei
MECANISMO DE
TRANSMISSÃO
1. Desequilíbrio da microbiota
umidade excessiva
alterações no pH
2. Contato direto:
pele ou mucosas
comprometimento do sistema
imunológico.
 3. Uso de antibióticos de amplo espectro: 
eliminação de bactérias benéficas
competição por recurso
4. Ambientes hospitalares: 
pacientes submetidos a procedimentos
invasivos 
uso de cateteres
 5. Transmissão vertical: 
Durante o parto
infecções orais ou cutâneas no bebê.
SINTOMAS E 
SINAIS CLÍNICOS
Sintomas específicos de cada condição
Candidíase oral: Placas brancas na língua, bochechas, palato e garganta.
Candidíase vaginal: Coceira intensa, corrimento branco, dor no ato sexual.
Candidíase cutânea: erupções vermelhas, coceira intensa, dor, descamação,
formação de pústulas.
Candidíase sistêmica: febre, calafrios, fadiga, dores musculares, dor abdominal
ou disfunção de órgãos.
Candidíase masculina (balanopostite): vermelhidão, inchaço, coceira, sensação
de queimação, dor durante a micção e presença de secreção branca no pênis.
SINTOMAS E 
SINAIS CLÍNICOS
Sintomas comuns
Prurido intenso
Vermelhidão e irritação
Secreção espessa e esbranquiçada (em candidíase vaginal)
Lesões brancas na boca (em candidíase oral)
DIAGNÓSTICO
Métodos de diagnóstico
Exames clínicos: Avaliação visual dos sintomas.
Exames laboratoriais: Cultura de secreções, exame
microscópico de Swab, e testes de DNA.
Importância do diagnóstico precoce
evitar complicações 
permitir um tratamento eficaz
especialmente em indivíduos imunocomprometidos.
TRATAMENTO
Opções de tratamento disponíveis
Antifúngicos tópicos: Como clotrimazol e miconazol.
Antifúngicos sistêmicos: Como fluconazol e itraconazol.
Eficiência e duração do tratamento
Tratamentos tópicos geralmente duram de 1 a 2 semanas.
Tratamentos sistêmicos podem variar conforme a gravidade
da infecção. A eficácia é alta, com taxa de cura superior a
90% em infecções não complicadas.
TRATAMENTO
Possíveis efeitos colaterais
náuseas,
dor abdominal
hepatotoxicidade
PREVENÇÃO
Manter boa higiene pessoal.
Evitar roupas íntimas apertadas e sintéticas.
Controlar condições predisponentes, como diabetes e obesidade.
Limitar o uso indiscriminado de antibióticos.
Educação e conscientização
COMPLICAÇÕES
Possíveis complicações se não tratada
Candidíase vulvovaginal recorrente
(homens) Balanite
(oral) Esofagite 
Candidemia (infecção fúngica no sangue).
coração (endocardite) 
rins (pielonefrite) 
cérebro (meningite)
Pacientes imunocomprometidos 
(cutânea) rachaduras e infecções secundarias bacterianas
ESTATÍSTICAS E DADOS
EPIDEMIOLÓGICOS
1. Candidíase Vaginal:
Cerca de 75% das mulheresterão um episódio de candidíase vaginal ao longo da
vida.
A prevalência anual varia de 6% a 10% das mulheres
2. Candidíase Cutânea:
É comum em crianças pequenas, idosos e pessoas com diabetes ou obesidade.
3. Candidíase oral:
É frequente em recém-nascidos, idosos e indivíduos imunocomprometidos, como
pacientes com HIV/AIDS.
Afeta de 5% a 7% dos recém-nascidos e pode ser encontrada em até 20% dos
pacientes em tratamento com antibióticos de largo espectro.
ESTATÍSTICAS E DADOS
EPIDEMIOLÓGICOS
 4. Candidíase Sistêmica (Candidemia):
Mais comum em ambientes hospitalares, especialmente em unidades de terapia
intensiva (UTIs).
A taxa de incidência no Brasil é elevada, chegando a 2,49 casos por 1.000
admissões hospitalares em hospitais públicos terciários
A espécie Candida albicans é a mais prevalente, responsável por 44-70% dos
casos, seguida por Candida glabrata, Candida tropicalis, e Candida parapsilosis.
Referências
CALDERONE, R.A., & CLANCY, C.J. (2011) . CANDIDA AND CANDIDIASIS. ASM PRESS.
CDC. (2020). SEXUALLY TRANSMITTED INFECTIONS TREATMENT GUIDELINES, 2021. MMWR
RECOMMENDATIONS AND REPORTS, 69(3), 49-52. DOI: 10.15585/MMWR.RR6904A1
CDC. (2021) . TRICHOMONIASIS - CDC FACT SHEET (DETAILED). RETRIEVED FROM CDC WEBSITE
JOURNAL OF CLINICAL MICROBIOLOGY: KRIEGER, J. N., TAM, M. R., STEVENS, C. E., NIELSEN, I . O.,
HALE, J., KIVIAT, N. B., . . . & HOLMES, K. K. (1988). DIAGNOSIS OF TRICHOMONIASIS: COMPARISON OF
CONVENTIONAL WET-MOUNT EXAMINATION WITH CYTOLOGIC STUDIES, CULTURES, AND MONOCLONAL
ANTIBODY STAINING OF DIRECT SPECIMENS. JOURNAL OF CLINICAL MICROBIOLOGY, 26(10), 1905-1910.
DOI: 10.1128/JCM.26.10.1905-1910.1988
KISSINGER, P., & ADAMSKI, A. (2013). TRICHOMONIASIS AND HIV INTERACTIONS: A REVIEW. SEXUALLY
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MEADE, J. C., & NILLES, L. M. (2019). TRICHOMONAS VAGINALIS: A RE-EMERGING PATHOGEN. CLINICAL
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NATIONAL LIBRARY OF MEDICINE (PUBMED): SECOR, W. E., MEITES, E., STARR, M. C., & WORKOWSKI, K.
A. (2014). NEGLECTED PARASITIC INFECTIONS IN THE UNITED STATES: TRICHOMONIASIS. SEXUALLY
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ROBBINS, S. L. , KUMAR, V., & COTRAN, R. S. (2021) . ROBBINS E COTRAN PATOLOGIA: BASES
PATOLÓGICAS DAS DOENÇAS. 10ª EDIÇÃO. ELSEVIER.
SOBEL, J.D. (2016). “VULVOVAGINAL CANDIDIASIS”. THE LANCET, 369(9577), 1961-1971.
SULLIVAN, D.J., & MORAN, G.P. (2019). “EMERGING CANDIDA SPECIES”. TRENDS IN MICROBIOLOGY,
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WORLD HEALTH ORGANIZATION. (2016). REPORT ON GLOBAL SEXUALLY TRANSMITTED INFECTION
SURVEILLANCE 2015. RETRIEVED FROM WHO WEBSITE
Obrigado!
Equipe