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DIREITO INTERNACIONAL DOMÍNIO PÚBLICO INTERNACIONAL E PATRIMÔNIO COMUM DA HUMANIDADE Por Bruna Daronch SUMÁRIO 1. A DISCIPLINA DOS ESPAÇOS INTERNACIONAIS 3 2. DIREITO DO MAR, DOS RIOS E DAS ÁGUAS INTERIORES 4 2.1 Mar territorial (12) 5 2.2 Zona contígua (12-24) 6 2.3 Plataforma continental e fundos marinhos (12-200) 6 2.4 Zona econômica exclusiva (200) 8 2.5 Alto mar 10 2.6 Direito Internacional da Navegação Marítima: 12 2.7 Rios internacionais 13 2.8 Águas interiores 13 3. ZONAS POLARES 13 4. O ESPAÇO AÉREO 14 4.1 Princípios elementares do espaço aéreo: 14 4.2 Normas convencionais: 14 4.3 Nacionalidade das aeronaves: 15 4.4 Tráfego aéreo 15 5. O ESPAÇO EXTRA-ATMOSFÉRICO: 16 6. NOTA SOBRE A COMPETÊNCIA DAS AUTORIDADES JUDICIARIAS BRASILEIRAS: 17 7. PATRIMÔNIO COMUM DA HUMANIDADE: 17 8. DISPOSITIVOS PARA O CICLO DE LEGISLAÇÕES 20 9. BIBLIOGRAFIA INDICADA 20 ATUALIZADO EM 25/03/2021[footnoteRef:1] [1: As FUCS são constantemente atualizadas e aperfeiçoadas pela nossa equipe. Por isso, mantemos um canal aberto de diálogo (setordematerialciclos@gmail.com) com os alunos da #famíliaciclos, onde críticas, sugestões e equívocos, porventura identificados no material, são muito bem-vindos. Obs1. Solicitamos que o e-mail enviado contenha o título do material e o número da página para melhor identificação do assunto tratado. Obs2. O canal não se destina a tirar dúvidas jurídicas acerca do conteúdo abordado nos materiais, mas tão somente para que o aluno reporte à equipe quaisquer dos eventos anteriormente citados.] DIREITO PÚBLICO INTERNACIONAL E PATRIMÔNIO COMUM DA HUMANIDADE A disciplina dos espaços internacionais Existem espaços geográficos dentro e fora da Terra que, pelo menos em parcelas importantes de sua extensão, não pertencem a nenhum Estado, como o alto mar, o espaço aéreo internacional ou o espaço extra-atmosférico. Há também áreas que se encontram sob a soberania de um ente estatal, mas que se revestem de grande importância para toda a humanidade, como o mar territorial e o espaço aéreo dos Estados, relevantes para o bom desenvolvimento da navegação aérea e marítima, para o desenvolvimento do comércio internacional, para o fluxo de pessoas etc. Segundo RESEK, domínio público internacional é a expressão utilizada para denominar as “áreas e recursos que não pertencem a nenhum Estado específico ou que se revestem de amplo interesse internacional”. #FIQUEATENTO: Obs.1: A Amazônia, o Saara e a Sibéria não são áreas internacionais. Obs.2: Alguns espaços territoriais de domínio público internacional estão sujeitos à soberania de um país. Isso é possível, desde que haja interesse internacional. “O que caracteriza o domínio público internacional é o interesse internacional da área, e não o fato de estar ou não sob a soberania de um Estado, o que pode acontecer” (PORTELA). Temos dois tipos de espaços globais comuns: Aqueles que são res comunis, ou seja, direito de todos. E isso gera um regramento sobre como deve ser a convivência dos estados que estão em interação nesse espaço global comum, como, por exemplo, o alto mar. A convenção de Montego bay estabelece algumas regras de preservação ambiental do alto mar. O segundo tipo de espaço global comum são os chamados patrimônios comuns da humanidade, que afirma que o fundo marinho, o leito e o subsolo dos fundos marinhos são patrimônio da humanidade. #PERGUNTA: Quais são os princípios que regem esta seara do direito interncional? Há três princípios: Princípio da não apropriação individual. Em todos esses espaços comuns, a afetação internacional dos espaços é a regra. É similar ao bem de domínio público do direito interno. Princípio do uso sustentável. Mesmo o alto mar, que era a res comunis do Grocio, hoje, pela convenção de Montego Bay, está submetido ao princípio do uso sustentável. Princípio da cooperação e da interdependência. Direito do mar, dos rios e das águas interiores O principal tratado referente ao mar é a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (Convenção de Montego Bay) de 1982. Ela regula diversos temas, inclusive a navegação por estreitos e a pesquisa científica. A Convenção de Montego Bay criou também o TRIBUNAL INTERNACIONAL DO DIREITO DO MAR, com sede em Hamburgo (Alemanha), competente para examinar todas as controvérsias e pedidos relativos às normas do tratado em apreço ou de qualquer outro ato internacional que se refira ao Direito do Mar. Dentre os princípios do Direito do Mar, encontramos: a) A contribuição de suas normas para a manutenção da paz e para a promoção da justiça e do progresso de todos os povos do mundo; b) A importância da cooperação internacional; c) O respeito à soberania nacional; d) A facilitação das comunicações internacionais; e o e) Uso pacífico dos espaços marinhos. Vejamos as principais áreas: 2.1 Mar territorial: Faixa de até 12 milhas marítimas, medidas a partir das linhas de base determinadas em conformidade com a Convenção de Montego Bay. O Brasil acompanha a Convenção, dispondo, em sua Lei n. 8.617/93, que “o mar territorial brasileiro compreende uma faixa de doze milhas marítimas de largura, medidas a partir da linha de baixa-mar do litoral continental e insular, tal como indicada nas cartas náuticas de grande escala, reconhecidas oficialmente no Brasil.”. REGIME: a) O Estado exerce SOBERANIA PLENA aqui, observadas algumas regras. b) A soberania alcança o espaço aéreo sobrejacente, o leito e o subsolo do mar territorial (art. 2). c) Mas se ligue: a Convenção de Montego Bay prevê que “os navios de qualquer Estado, costeiro ou sem litoral, gozarão do direito de ‘PASSAGEM INOCENTE’ pelo mar territorial” (artigos 17 a 26). #OBS: A passagem inocente é a navegação pelo mar territorial com o fim de atravessá-lo sem penetrar nas águas interiores, sem fazer escala num ancoradouro ou instalação portuária dentro ou fora das águas interiores ou sem dirigir-se para as águas interiores ou delas sair. A passagem deve ser contínua e rápida. As paradas são excepcionais, para prestar socorro ou motivo de força maior. A passagem será inocente quando não for prejudicial à paz, à boa ordem ou à segurança do Estado costeiro, entendendo-se como prejudiciais atos como ações militares, espionagem, poluição, pesca ou o embarque ou desembarque de qualquer produto, moeda ou pessoa com violação das leis e regulamentos aduaneiros, fiscais, de imigração ou sanitários do Estado costeiro. O Brasil reconhece o direito de passagem inocente. Assim, não exercerá sua jurisdição penal a bordo de navio estrangeiro nessa situação, salvo nas seguintes hipóteses: · Se o ato tiver consequências para o Estado costeiro; · Se o ilícito perturbar a paz do Estado ou a ordem do mar territorial; · Se a assistência das autoridades locais tiver sido solicitada pelo capitão do navio ou pelo representante diplomático ou consular do Estado de bandeira; · Se essas medidas forem necessárias para a repressão do tráfico ilícito de entorpecentes. d) MUITA ATENÇÃO: o Estado costeiro não deve parar, nem desviar a rota de um navio estrangeiro que passe pelo mar territorial, a fim de exercer sua jurisdição civil em relação a uma pessoa que se encontre a bordo, nem pode, em relação a essa embarcação, tomar medidas executórias ou cautelares, a não ser por forca de obrigações assumidas pelo navio ou de responsabilidade em que o mesmo haja incorrido durante a navegação ou devido a esta. Essa norma não se aplica ao navio estrangeiro que se detenha no mar territorial ou por ele passe procedente das águas interiores. e) Os navios de guerra e outros navios de Estado utilizados para fins não comerciais gozam de imunidade de jurisdição (#STJ). #ATENÇÃO: Notem que a passagem inocente é pelo MAR TERRITORIAL! Então, não há direito a passagem inocente nas águas interiores! 2.2 Zona contígua (12-24) É uma faixa de 24 milhas marítimas, contadas a partir das linhas de base que servem para medir a largura do mar territorial (Lei 8.617, art. 4). REGIME: É a área adjacente ao mar territorial, dentro da qualo Estado pode tomar as medidas de fiscalização necessárias para evitar as infrações às leis e regulamentos: · aduaneiros; · fiscais; · de imigração; · sanitários · e para reprimir as infrações às leis e regulamentos no seu território ou no seu mar territorial em geral. 2.3 Plataforma continental e fundos marinhos (12-200) A plataforma continental compreende o LEITO E O SUBSOLO das áreas submarinas que se estendem além do mar territorial do Estado, em toda a extensão do prolongamento natural de seu território terrestre, até o bordo exterior da margem continental ou ATÉ UMA DISTÂNCIA DE 200 MILHAS MARINHAS. *(Atualizado em 25.03.2021): Em 2019, devido a um amplo trabalho de aquisição e de interpretação de dados geofísicos de toda a costa brasileira, conduzido por nossos profissionais ao longo de mais de 30 anos, houve uma grande conquista diplomática e econômica para o país: a ampliação dos limites da plataforma continental nacional para 350 milhas náuticas a partir da linha da costa na região Sul, autorizada pela Organização das Nações Unidas (ONU). O limite anterior era de 200 milhas náuticas. (Fonte: https://www.tnpetroleo.com.br/noticia/a-onu-autorizou-nossa-plataforma-continental-passa-de-200-milhas-nauticas-para-350-milhas-nauticas/) Perceba, portanto, que a plataforma continental acompanha a ZEE! REGIME: o Estado costeiro exerce direitos de soberania para efeitos de exploração e aproveitamento de seus recursos naturais. Tais direitos são exclusivos. Obs.: o Estado poderá solicitar a extensão de sua plataforma continental para além de 200 milhas, pleito que deverá ser submetido à Comissão de Limites da Plataforma Continental. Os fundos marinhos compreendem as áreas subaquáticas, o leito e o subsolo das águas internacionais, que não pertencem, portanto, a nenhum Estado. São patrimônio comum da humanidade, e sua exploração deve ser feita em benefício dos povos em geral, independentemente de sua localização. Na Convenção de Montego Bay, são chamados de “Área” e têm sua proteção regulada pelos artigos 133 a 155. Para administrar a Área, a Convenção criou a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos e um órgão de solução de controvérsias, a Câmara de Controvérsias dos Fundos Marinhos do Tribunal Internacional do Direito do Mar. #ATENÇÃO: Conceito geológico: a plataforma continental consiste no prolongamento sob o mar do território terrestre do Estado costeiro. É uma questão geológica. Pela formação geológica, parte do território terrestre fica sob o mar. Então, é possível comprovar geologicamente que o solo que está sob o mar é o prolongamento do território terrestre. Algumas vezes há um prolongamento imenso, mas às vezes quase não há plataforma continental (por exemplo, o Japão, ilha de Páscoa no Chile). E há um conteúdo jurídico da plataforma continental: a plataforma continental tem um limite máximo de 350 milhas, ou seja, quando o prolongamento passar de 350 milhas, já não é mais plataforma continental, ainda que geologicamente o seja. E no mínimo a extensão é de 200 milhas. #JÁCAIUEMPROVA: #CESPE #TRF2015 A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar admite a possibilidade de expansão da plataforma continental brasileira além dos limites atualmente fixados de duzentas milhas marítimas. Comentários: Questão correta. Decreto n. 1.530/95 – Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar – Montego Bay Art. 76 – Definição de Plataforma Continental Item 6. Não obstante as disposições do parágrafo 5º (...) o limite exterior da plataforma continental não deve exceder 350 milhas marítimas das linhas de base a partir das quais se mede a largura do mar territorial. #PERGUNTA: O que o Brasil pode fazer na plataforma continental? O Brasil exerce direitos econômicos na plataforma continental, não exercendo soberania. O Brasil exerce alguns direitos soberanos econômicos (para alguns autores), ou apenas direitos econômicos, sobre os recursos vivos e não vivos do solo e do subsolo da plataforma continental. O Brasil tem uma plataforma continental muito grande e isso favorece hoje a exploração do petróleo. #JÁCAIUEMPROVA: #CESPE #TRF 1ª – 2011: Na plataforma continental, os Estados possuem direito de soberania no tocante à exploração e aproveitamentos dos seus recursos naturais, mas a falta de utilização e exploração e aproveitamento dos seus recursos naturais, mas a falta de utilização e exploração desses direito em qualquer de suas formas autoriza outros Estados ao seu exercício, ainda que sem consentimento expresso. Comentários: Questão errada. Artigo 77 da Convenção de Montego Bay Direitos do Estado costeiro sobre a plataforma continental 1. O Estado costeiro exerce direito de soberania sobre a plataforma continental para efeitos de exploração e aproveitamento dos seus recursos naturais. 2. Os direitos a que se refere o parágrafo 1º, são exclusivos no sentido de que, se o Estado costeiro não explora a plataforma continental ou não aproveita os recursos naturais da mesma, ninguém pode empreender estas atividades sem o expresso consentimento desse Estado. 2.4 Zona econômica exclusiva (200) É uma faixa adjacente ao mar territorial e situada além deste. Deve ter extensão máxima de 200 milhas marítimas das linhas de base a partir das quais é medida a largura do mar territorial. #PERGUNTA: O que é possível na zona econômica exclusiva? Há direito de exploração econômica dos recursos vivos e não vivos do mar, do SOLO (ou leito) e do SUBSOLO. Em relação a leito e subsolo, o Brasil já sai ganhando com a plataforma continental. Recursos do mar, por outro lado, é um ganho importante com a zona econômica exclusiva. Isso implica na possibilidade de exercer a pesa até no máximo 200 milhas a partir das linhas de base (188 milhas do mar territorial). Então, a convenção de direito do mar de 1982 foi uma grande vitória dos estados costeiros. REGIME: o Estado tem direitos de soberania LIMITADA, exercendo-a para fins de: · Exploração; · Aproveitamento; · Conservação; · Gestão dos recursos naturais das águas sobrejacentes ao leito do mar, do leito do mar e do seu subsolo e no que se refere a outras atividades que tenham fins econômicos. · Pesquisa científica; · Proteção e preservação do meio ambiente. Atenção: Não abrange o direito de aplicar suas leis e regulamentos aduaneiros, fiscais, de imigração, sanitários e de segurança, salvo no tocante às ilhas artificiais, instalações e estruturas nessa zona (art. 60). Em síntese, a soberania se limita à exploração econômica, pesquisa científica e proteção do meio ambiente. NADA CRIMINAL! Todos os demais Estados têm liberdades de navegação e sobrevoo e de colocação de cabos e dutos submarinos. No Brasil, outros Estados somente podem desenvolver pesquisas na ZEE com consentimento do nosso governo. Obs.: os Estados “geograficamente desfavorecidos”, ou seja, sem litoral, têm direito de participar, numa base equitativa, no aproveitamento de uma parte apropriada dos excedentes dos recursos vivos das zonas econômicas exclusivas dos Estados costeiros da mesma sub-região ou região, nos termos dos acordos a serem estabelecidos entre os entes (art. 69 da CMB). #JÁCAIUEMPROVA: #CESPE TRF 5ª (2011) Nos termos da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, os Estados sem litoral devem ter direito reconhecido de participar do aproveitamento do excedente dos recursos vivos das zonas econômicas exclusivas dos Estados costeiros da mesma região, independentemente de acordos. Comentário: Questão errada. Os Estados sem litoral só têm direito de participar do aproveitamento do excedente dos recursos vivos das zonas econômicas exclusivas dos Estados costeiros da mesma região quando isso tiver sido acordado pelos Estados interessados, conforme o artigo 69, 2 da Convenção sobre o Direito do Mar. Artigo 69. Direitos dos Estados sem litoral Os ESTADOS SEM LITORAL terão o direito a participar, numa base equitativa, no aproveitamento de uma parte apropriada dos EXCEDENTES dos recursos vivos das zonas económicas exclusivas dos Estados costeiros da mesma sub-região ouregião, tendo em conta os fatores económicos e geográficos pertinentes de todos os Estados interessados e de conformidade com as disposições do presente artigo e dos artigos 61 e 62. 2. Os TERMOS E CONDIÇÕES desta participação devem ser estabelecidos pelos Estados interessados por meio de acordos bilaterais, sub-regionais ou regionais, tendo em conta: a) A necessidade de evitar efeitos prejudiciais às comunidades de pescadores ou às indústrias de pesca do Estado costeiro; b) A medida em que o Estado sem litoral, de conformidade com as disposições do presente artigo, participe ou tenha o direito de participar, no aproveitamento dos recursos vivos das zonas económicas exclusivas de outros Estados costeiros, nos termos de acordos bilaterais, sub-regionais ou regionais existentes; c) A medida em que outros Estados sem litoral e Estados geograficamente desfavorecidos participem no aproveitamento dos recursos vivos da zona económica exclusiva do Estado costeiro e a consequente necessidade de evitar uma carga excessiva para qualquer Estado costeiro ou para uma parte deste; d) As necessidades nutricionais das populações dos respectivos Estados. #CESPE TRF 1ª (2011) O Estado costeiro tem o direito de aplicar as suas leis e regulamentos aduaneiros, fiscais, de imigração e sanitários na zona econômica exclusiva. Comentários: Questão errada. Na verdade, tais direitos se aplicam na zona contígua e não na zona econômica exclusiva. Fundamento no artigo 33 da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (Convenção de Montego Bay) de 1982: Artigo 33º. Zona Contígua 1. Numa zona contígua ao seu mar territorial, denominada “zona contígua”, o Estado costeiro pode tomar as medidas de fiscalização necessárias a: a) Evitar as infrações às leis e regulamentos aduaneiros, fiscais, de imigração ou sanitários no seu território ou no seu mar territorial; b) Reprimir as infrações às leis e regulamentos no seu território ou no seu mar territorial. 2.5 Alto mar Compreende todas as áreas marítimas não incluídas na zona econômica exclusiva, no mar territorial ou nas águas interiores de um Estado. Ou seja, não incide a soberania de ninguém. Ele está aberto a todos os Estados, que podem exercer as seguintes liberdades, para fins pacíficos: a) Navegação; b) Sobrevôo; c) Colocação de cabos e dutos submarinos; d) Instalação de ilhas artificiais; e) Pesca e pesquisa científica. Os Estados têm também alguns deveres: · Prestar assistência; · Impedir e punir o transporte de escravos; · Combater a pirataria; · Reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes. Algumas considerações sobre ilhas costeiras e oceânicas: O texto constitucional elenca entre os bens da União “as ilhas oceânicas e costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26, II” (art. 20, IV, in fine, na redação da EC n. 46/2005). Por sua vez, o referido art. 26, II, atribui aos estados a propriedade sobre “as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio, excluídas aquelas sob domínio da União, Municípios ou terceiros”. Segundo lição de João Trindade Filho, as ilhas marítimas podem ser de duas espécies: costeiras e oceânicas. As costeiras situam-se próximas à costa (são chamadas também de continentais), enquanto as marítimas situam-se em alto-mar (são chamadas de pelágicas). Para definir o que é perto ou longe da costa, deve-se utilizar o conceito de mar territorial. Assim, as ilhas situadas nas 12 milhas marítimas são as costeiras, enquanto após este limite, elas serão oceânicas. Quanto à propriedade das áreas nas ilhas oceânicas e costeiras, consideradas em si mesmas, ela é atribuída constitucionalmente à União. Porém, em determinadas áreas de AMBAS AS ILHAS pode incidir a propriedade dos estados membros. Porém, quanto aos municípios, o direito real somente pode incidir sobre áreas em ilhas costeiras. É de se lembrar, porém, que a propriedade estadual nas (e não das) ilhas costeiras não exclui a possibilidade de existirem áreas sob domínio dos municípios ou de particulares – enquanto, nas ilhas oceânicas, também não se exclui a propriedade de particulares. A propriedade estadual será definida por via legal ou por ações concretas, como doações, alienações ou desapropriações. Já o domínio da União é definido por via de exclusão, já que, proprietária das ilhas oceânicas e costeiras em si, possui também, de regra, o domínio das áreas nelas contidas (o acessório segue o principal). Em suma, as ilhas costeiras e oceânicas definem-se pela sua localização, sendo que a propriedade delas, em si mesmas, é da União. Isto não impede que áreas das ilhas passem a ser de propriedade dos Estados e Municípios ou de particulares. 2.6 Direito Internacional da Navegação Marítima: Os navios devem possuir uma nacionalidade, que é a do Estado cuja bandeira estejam autorizados a arvorar. Deve existir um vínculo substancial entre o Estado e o navio. #ATENÇÃO: Os navios devem navegar SOB A BANDEIRA DE UM SÓ ESTADO e, salvo em casos excepcionais, previstos expressamente em tratados ou na Convenção de Montego Bay, devem submeter-se, no alto mar, à jurisdição exclusiva desse Estado. Além disso, o navio não pode mudar de bandeira durante uma viagem ou em porto de escala, a não ser no caso de transferência efetiva da propriedade ou de mudança de registro. Pergunta-se: uma embarcação que navegue sob a bandeira de mais de um Estado pode reivindicar qualquer uma delas? NÃO! Como é proibido ter mais de uma nacionalidade, a embarcação não pode reivindicar nenhuma delas perante um terceiro Estado, PODENDO AINDA SER CONSIDERADA SEM NACIONALIDADE. A Convenção trata ainda do Direito de Perseguição (art. 111). Ele consiste no direito de as autoridades do Estado costeiro empreenderem a perseguição e captura de um navio estrangeiro que possa ter infringido suas leis e regulamentos. A perseguição deve iniciar-se enquanto a embarcação estrangeira ainda estiver em águas que estejam sob alguma forma de jurisdição do Estado e só pode continuar fora dessa área se não tiver sido interrompida. Esse direito só pode ser exercido por navio ou aeronave militar ou a serviço de um governo e cessa no momento em que o perseguido entre no mar territorial de seu próprio ou terceiro Estado. O limite da perseguição é o mar territorial de outro Estado. 2.7 Rios internacionais São aqueles que banham mais de um Estado. Podem ser SUCESSIVOS (que passam consecutivamente por um Estado e depois por outro) ou CONTÍGUO (ou limítrofes, que separam os territórios dos Estados). Ainda não há um tratado geral sobre os reios internacionais. Isso fica a cargo dos Estados que compartilhem cursos d’água. 2.8 Águas interiores São aquelas que estão para dentro da base do mar territorial. Ex.: baías, portos, fiordes, reentrâncias etc. Não há direito de passagem inocente aqui. Zonas polares As zonas polares são duas: a) ÁRTICO É um grande OCEANO COBERTO DE GELO PERMANENTE em sua maior parte. Não há regulamentação específica para essa região. Ártico = oceano. b) ANTÁRTIDA É um CONTINENTE COBERTO DE GELO. Antártida = continente. É objeto do Tratado da Antártida de 1959. Enquanto ele vigorar, ninguém pode reclamar sua soberania territorial na localidade. Orienta-se por dois princípios: · É do interesse de toda a humanidade que a Antártida seja utilizada exclusivamente para fins pacíficos para sempre e que não se converta em cenário ou objeto de discórdias internacionais; Assim, é proibida qualquer medida de natureza bélica, como o estabelecimento de bases militares, manobras e experiências com armamentos. Mas se ligue: o TRATADO PERMITE O EMPREGO DE PESSOA E DE EQUIPAMENTO MILITAR NA ANTÁRTIDA, DESDE QUE PARA FINS PACÍFICOS OU DE PESQUISA. · A importância das pesquisas científicas na região para o progresso da humanidade. O espaço aéreo O Direito Internacional Aeronáutico é disciplina autônoma e muito específica para fins concursais. 4.1 Princípios elementares do espaço aéreo:O Estado exerce sua soberania sobre o espaço aéreo de maneira exclusiva e absoluta. Assim, a navegação de aeronave estrangeira sobre o território de um Estado depende da permissão deste, concedida caso a caso ou a partir de tratado. #ATENÇÃO: Ao contrário do que ocorre no mar territorial, não há no espaço aéreo um direito de passagem inocente, que seja fruto de um direito costumeiro. Assim, o Estado é o senhor absoluto desse espaço, somente liberando para outros com permissão ou mediante celebração de tratados. A Convenção sobre a Aviação Civil Internacional (Convenção de Chicago) permite que aeronaves de seus Estados-partes, desde que em vôos não regulares, sobrevoem outros Estados-partes sem fazer escalas, ou fazendo escalas apenas para fins não comerciais, sem a necessidade de licença prévia. #NÃOESQUECER: O Estado exerce sua soberania sobre o espaço aéreo de maneira exclusiva e absoluta. 4.2 Normas convencionais: Os principais tratados na matéria são: i. CONVENÇÃO PARA A UNIFICAÇÃO DE CERTAS REGRAS RELATIVAS AO TRANSPORTE AÉREO INTERNACIONAL (CONVENÇÃO DE VARSÓVIA, DE 1929); ii. CONVENÇÃO SOBRE AVIAÇÃO CIVIL INTERNACIONAL (CONVENÇÃO DE CHICAGO DE 1944) Somente se aplica às aeronaves CIVIS. Regula os principais aspectos da navegação internacional, exceto a responsabilidade civil do transportador, matéria regulada pelas Convenções de Varsóvia e Montreal. iii. CONVENÇÃO PARA A UNIFICAÇÃO DE CERTAS REGRAS RELATIVAS AO TRANSPORTE AÉREO INTERNACIONAL (CONVENÇÃO DE MONTREAL, DE 1999). iv. Convenções sobre a segurança na aviação: a. Convenção Relativa às Infrações e a Certos Outros Atos Cometidos a Bordo de Aeronaves (Convenção de Tóquio de 1963); b. Convenção para a Repressão ao Apoderamento Ilícito de Aeronaves (Convenção de Haia, de 1972); c. Convenção para a Repressão de Atos Ilícitos Contra a Segurança da Aviação Civil (Convenção de Montreal de 1973). A navegação aérea também é objeto da atenção da ICAO – Organização da Aviação Civil Internacional, criada em 1944, pela Convenção de Chicago e sediada em Montreal. 4.3 Nacionalidade das aeronaves: Segundo Francisco Rezek, “pode-se definir o navio como todo engenho flutuante dotado de alguma forma de autopropulsão, organizado e guarnecido segundo sua finalidade”. O navio tem sempre um nome, um porto de matrícula, uma determinada tonelagem, e, sobretudo, uma nacionalidade. As aeronaves, por sua vez, são máquinas capazes de sustentar voo, sendo alçadas por meios próprios. Elas também devem possuir uma nacionalidade – e uma única – determinada por seu registro ou matrícula. A Convenção de Chicago (arts. 17-21) determina que toda aeronave deve ter uma nacionalidade, definida a partir de sua matrícula ou do registro em um Estado. Cada aeronave deve ter apenas uma nacionalidade e uma matrícula, ainda que pertença a uma companhia internacional. É terminantemente proibido o registro em mais de um Estado. A nacionalidade implica a responsabilidade estatal pelos fatos envolvendo esse equipamento, a eventual possibilidade de proteção no exterior e os direitos referentes às cinco liberdades da aviação. 4.4 Tráfego aéreo O tráfego aéreo funciona de acordo com o REGIME DAS “CINCO LIBERDADES”, DEFINIDAS PELA CONVENÇÃO DE CHICAGO: i. TÉCNICAS a. Liberdade de SOBREVÔO, sem escalas, de um este estatal. É possível proibi-lo em determinadas áreas de segurança. b. Liberdade de ESCALA TÉCNICA, sem fins comerciais ou em situações de emergência. Essas duas primeiras liberdades são abertas a todos os Estados, dispensando nova autorização especial do Estado sobrevoado. #OBS: Essas duas primeiras liberdades são abertas a todos os Estados, dispensando nova autorização especial do Estado sobrevoado. ii. COMERCIAIS a. DESEMBARCAR passageiros e mercadorias procedentes do Estado de origem da aeronave. b. EMBARCAR passageiros e mercadorias com destino ao Estado de origem. c. EMBARCAR OU DESEMBARCAR passageiros e mercadorias procedentes ou com destino a terceiros países. #OBS: As liberdades comerciais dependem de acordos adicionais entre os Estados. As liberdades técnicas dispensam autorização. O espaço extra-atmosférico: Cuida-se de área de grande interesse para a humanidade. O principal instrumento internacional é o Tratado sobre Princípios Reguladores das Atividades dos Estados na Exploração e Uso do Espaço Cósmico, Inclusive a Lua e Demais Corpos Celestes, de 1967. Nos “considerando” de tal tratado encontram-se os princípios do Direito Internacional do Espaço exterior, que incluem: · O uso do espaço para fins pacíficos; · A exigência de que a exploração espacial reverta para o proveito geral de todos os povos; · Amplo esforço de cooperação internacional para o uso do espaço. #PERGUNTA: O espaço e os corpos celestes poderão ser explorados por QUALQUER Estado? SIM!!! E estarão abertos à pesquisa científica. Por outro lado, porém, o espaço e os corpos celestes são insuscetíveis de apropriação nacional por proclamação de soberania, por uso ou ocupação ou por qualquer outro meio, inclusive atividades privadas. #OUSESABER Obs.1: as instalações, material e veículos dedicados à exploração espacial que pertençam a um Estado são acessíveis aos demais, em condições de reciprocidade e sem prejuízo da necessidade de garantir a segurança e normal funcionamento do equipamento. Obs.2: nenhum espaço poderá por em órbita artefatos com armas nucleares ou de destruição em massa, bem como estabelecer bases militares ou manobras militares. Instalações ou pessoal militares poderão participar de atividades de exploração espacial, mas sempre com fins pacíficos. Obs.3: os Estados têm o dever de prestar socorro aos astronautas de qualquer nacionalidade, como dispõe o Acordo sobre Salvamento de Astronautas e Restituição de Astronautas e de Objetos Lançados ao Espaço Cósmico. Obs.4: os Estados que lancem um objeto espacial são OBJETIVAMENTE RESPONSÁVEIS pelos eventuais danos causados por esses artefatos a outros Estados partes do Tratado ou a pessoas privadas. Os Estados são responsáveis inclusive por atividades conduzidas por entidades não governamentais. #NÃOESQUECER: A responsabilidade por danos no espaço extra-atmosférico é OBJETIVA! Nota sobre a competência das autoridades judiciarias brasileiras: Compete aos juízes federais processar e julgar os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada a competência da Justiça Militar (CF/88, art. 109, IX). Patrimônio comum da humanidade: O tema da proteção do patrimônio cultural e natural da humanidade passou a ser objeto do Direito das Gentes. A comunidade internacional já reconheceu que a degradação ou o desaparecimento de um bem do patrimônio cultural e natural afeta negativamente a todos. O tema passou a ser objeto de uma organização internacional específica, qual seja, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), organismo especializado do Sistema das Nações Unidas sediado em Paris. O principal tratado é a Convenção sobre a Proteção do Patrimônio Mundial Cultural e Natural, de 1972. São considerados como patrimônio cultural da humanidade os MONUMENTOS, os CONJUNTOS e os LUGARES NOTÁVEIS. a) MONUMENTOS São “obras arquitetônicas, de escultura ou de pintura monumentais, elementos ou estruturas de natureza arqueológica, inscrições, cavernas e grupos de elemento que tenham valor universal excepcional do ponto de vista da história, arte ou ciência”. b) CONJUNTOS São “grupos de construções isoladas ou reunidas que, em virtude de sua arquitetura, unidade ou integração na paisagem, tenham um valor universal excepcional do ponto de vista histórico, da arte ou da ciência”. c) LUGARES NOTÁVEIS São “obras do homem ou obras conjugadas do homem e da natureza , bem como as zonas, inclusive lugares arqueológicos, que tenham valor universal excepcional do ponto de vista histórico, estético, etnólogo ou antropológico”. Cabe a cada Estado identificar, delimitar, proteger, conservar e valorizar o patrimônio cultural e natural de seu território. O Comitê Intergovernamental da Proteçãodo Patrimônio Mundial, Cultural e Natural é órgão de um sistema de auxílio de cooperação internacional. Ele se encarrega de prestar a assistência voltada à identificação, proteção e conservação dos bens de patrimônio cultural e natural. É também responsável por elaborar uma “Lista do Patrimônio Mundial”, composta pelos bens que fazem parte do chamado “patrimônio da humanidade”. Haverá também uma lista especial dos bens ameaçados. A Convenção estabelece também um Fundo para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural de Valor Universal Excepcional (arts. 15-18). Por fim, a proteção do patrimônio comum da humanidade conta com a Convenção sobre o Patrimônio Cultural Imaterial, de 2003. #JÁCAIUEMPROVA: #TRF5. O direito de passagem inocente se aplica às aeronaves. ERRADO. #AGU. Todo crime praticado a bordo de aeronave comercial será de competência da Justiça Federal. ERRADO. Tem os militares. #TRF3. Somente o Estado costeiro pode explorar o petróleo encontrado além de 200 milhas da linha de base. ERRADO. #TRF5. Os rios internacionais podem ser considerados de domínio público internacional. CERTO. #TRF5. Os espaços territoriais de domínio público internacional não se sujeitam à soberania de nenhum país. ERRADO. Muita atenção: é possível que os espaços territoriais de domínio público internacional estejam sob soberania de 1 Estado. #TRF5. O direito de passagem inocente se aplica às aeronaves. (ERRADO) #AGU. Todo crime praticado a bordo de aeronave comercial será de competência da Justiça Federal. (ERRADO – Não esquecer dos militares) #TRF3. Somente o Estado costeiro pode explorar o petróleo encontrado além de 200 milhas da linha de base. (ERRADO – além da ZEE já é MAR TERRITORIAL, sem soberania estatal) #TRF5. Os rios internacionais podem ser considerados de domínio público internacional. (CERTO) #TRF5. Os espaços territoriais de domínio público internacional não se sujeitam à soberania de nenhum país. Comentário: ERRADO. Muita atenção: é possível que os espaços territoriais de domínio público internacional estejam sob a soberania de um Estado. #TRF2/2013: Os navios de Estados sem litoral têm direito a passagem inocente pelo mar territorial de um Estado costeiro, desde que mediante prévia autorização deste. Comentário: está incorreta, uma vez que NÃO É NECESSÁRIA PRÉVIA AUTORIZAÇÃO, conforme está previsto no artigo 17 da Convenção sobre direito do Mar: “Salvo disposição em contrário da presente Convenção, os navios de qualquer Estado, costeiro ou sem litoral, gozarão do direito de passagem inofensiva pelo mar territorial”. #TRF 2ª/2013: O Estado costeiro deve pedir autorização à Autoridade Internacional para os Fundos Marinhos para realizar perfurações, além de duzentas milhas marítimas, em sua plataforma continental. Comentário: está incorreta e seu fundamento legal se encontra no artigo 81 da Convenção sobre direito do Mar: “O Estado costeiro terá o direito exclusivo de autorizar e regulamentar as perfurações NA PLATAFORMA CONTINENTAL, quaisquer que sejam os fins”. LEMBRANDO QUE, pela extensão jurídica, a plataforma continental pode ter mais de 200 milhas. #TRF2/2013: O limite exterior máximo da zona contígua é de trinta milhas marítimas contadas das linhas de base que servem para medir a largura do mar territorial. Comentário: está incorreta, pois o limite máximo da zona contínua é de 24 milhas náuticas, o que está previsto no artigo 33, 2: “A zona contígua não pode estender-se além de 24 milhas marítimas, contadas a partir das linhas de base que servem para medir a largura do mar territorial”. #TRF2/2013: O Estado costeiro em cujas águas espécies catádromas passem a maior parte do seu ciclo vital deve ser responsável pela gestão dessas espécies Comentário: está correta. Seu fundamento legal é o artigo 67, 1 da Convenção do Mar: “O Estado costeiro em cujas águas espécies catádromas passem a maior parte do seu ciclo vital deve ser responsável pela gestão dessas espécies e deve assegurar a entrada e a saída dos peixes migratórios”. #TRF1: Conforme a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, a soberania do Estado costeiro sobre o mar territorial estende-se ao espaço aéreo sobrejacente a este, bem como ao leito e ao subsolo desse mar. COMENTÁRIO: QUESTÃO CORRETA. Seu fundamento jurídico encontra-se no artigo 2º, parágrafo 2: “Esta soberania estende-se ao espaço aéreo sobrejacente ao mar territorial, bem como ao leito e ao subsolo deste mar”. #TRF1: Os Estados exercem soberania sobre suas águas interiores, ainda que estejam obrigados a assegurar o direito de passagem inocente em favor dos navios mercantes, mas não dos navios de guerra. COMENTÁRIO: QUESTÃO ERRADA. Segundo o artigo 18, passagem inofensiva significa navegação pelo mar territorial, e não pelas águas interiores como está na assertiva. Dessa forma, nenhum Estado está obrigado a assegurar o direito de passagem inofensiva nas águas interiores. Dispositivos para o ciclo de legislações DIPLOMA DISPOSITIVOS Constituição Federal Art. 20, IV; art. 26, II; art. 109, IX Lei 8.617/93 Integralmente Decreto n. 1.530/95 Art. 76 Bibliografia indicada Paulo Henrique Gonçalves Portela Resumo do TRF5 Resumos do Ponto a Ponto Concursos (Danilo Guedes) Informativos do Dizer o Direito. Anotações Pessoais. 2 image3.png image1.jpeg image2.jpg