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CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – NCPC/2015
TEORIA GERAL DOS RECURSOS
Sumário
TEORIA GERAL DOS RECURSOS	4
1. Introdução:	4
2. Reformar, anular, integrar ou esclarecer decisão judicial:	4
2.1. Reforma (error in judicando):	4
2.2. Pedido de invalidação (error in procedendo):	4
2.3. Pedido para esclarecer a decisão:	5
2.4. Pedido para integrar a decisão:	5
3. Jurisprudência defensiva e a nova sistemática do CPC:	5
3.1. Correção do vício antes da inadmissibilidade (932, parágrafo) (1.017, § 3º):	5
3.2. Suprimento de vícios sanáveis (938, § 1º e 1.024, § 5º):	6
3.3. Correção do equívoco no preenchimento da guia (1.007, § 7º):	6
3.4. Admissão do recurso prematuro (218, § 4º):	7
3.5. Julgamento de RE e REsp. com desconsideração de vício formal (1.029, § 3º):	8
4. Pronunciamentos judiciais sujeitos a recurso:	8
5. Panorama dos meios de impugnação das decisões judiciais:	11
5.1. Recursos:	11
5.2. Ações autônomas de impugnação:	14
5.3. Sucedâneos recursais:	14
6. Classificação dos recursos:	14
6.1. Quanto à extensão da matéria:	14
6.2. Quanto à fundamentação:	14
7. Juízo de mérito e Juízo de admissibilidade dos recursos:	16
7.1. Juízo de admissibilidade dos recursos:	16
*(Atualizado em 14.06.2020) #DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #STF	19
Importante! Lei Orgânica estadual do Ministério Público pode atribuir privativamente ao Procurador Geral de Justiça a competência para interpor recursos dirigidos ao STF e STJ. Não há inconstitucionalidade formal nessa previsão. Isso porque a Lei federal nº 8.625/93 (Lei Orgânica Nacional do Ministério Público - LONMP) não pormenoriza a atuação dos Procuradores-Gerais de Justiça e dos Procuradores de Justiça em sede recursal e, por expressa dicção do caput de seu artigo 29, o rol de atribuições dos Procuradores-Gerais de Justiça não é exaustivo, de forma que as leis orgânicas dos Ministérios Públicos estaduais podem validamente ampliar tais atribuições. Além disso, não há ofensa aos princípios do promotor natural e da independência funcional dos membros do Parquet, uma vez que: • se trata de mera divisão de atribuições dentro do Ministério Público estadual, veiculada por meio de lei; • e não se possibilita a ingerência do PGJ nas atividades dos Procuradores de Justiça, que conservam plena autonomia no exercício de seus misteres legais. STF. Plenário. ADI 5505, Rel. Luiz Fux, julgado em 15/04/2020.	19
7.2. Juízo de mérito:	33
8. Princípios:	33
8.1. Princípio da taxatividade:	33
8.2. Princípio da fungibilidade recursal:	34
8.3. Princípio da proibição da reformatio in pejus:	34
8.4. Princípio da singularidade/taxatividade/unirrecorribilidade:	35
8.5. Princípio da primazia do julgamento do mérito recursal:	35
9. Efeitos dos recursos:	35
9.1. Efeito devolutivo:	36
9.2. Efeito suspensivo:	38
9.3. Efeito translativo:	41
9.4. Efeito expansivo:	42
9.5. Efeito regressivo:	43
9.6. Efeito substitutivo:	43
10. Recurso adesivo:	44
JURISPRUDÊNCIA	46
ENUNCIADOS NCPC	53
DISPOSITIVOS PARA CICLOS DE LEGISLAÇÃO	56
BIBLIOGRAFIA UTILIZADA	56
JURISPRUDÊNCIA	28
ENUNCIADOS NCPC	33
DISPOSITIVOS PARA CICLOS DE LEGISLAÇÃO	37
BIBLIOGRAFIA	37
ATUALIZADO EM 24/07/2022[footnoteRef:1] [1: As FUCS são constantemente atualizadas e aperfeiçoadas pela nossa equipe. Por isso, mantemos um canal aberto de diálogo (setordematerialciclos@gmail.com) com os alunos da #famíliaciclos, onde críticas, sugestões e equívocos, porventura identificados no material, são muito bem-vindos. Obs1. Solicitamos que o e-mail enviado contenha o título do material e o número da página para melhor identificação do assunto tratado. Obs2. O canal não se destina a tirar dúvidas jurídicas acerca do conteúdo abordado nos materiais, mas tão somente para que o aluno reporte à equipe quaisquer dos eventos anteriormente citados. ] 
	TEORIA GERAL DOS RECURSOS[footnoteRef:2] [2: Tássia Neumann Hammes e Bruna Daronch.] 
1. Introdução:
Recurso é um meio de impugnação da decisão judicial, previsto em lei, para, no mesmo processo, reformar, invalidar, esclarecer ou integrar a decisão judicial. 
As características essenciais do instituto são:
a) voluntariedade;
b) expressa previsão em lei federal;
c) desenvolvimento no próprio processo no qual a decisão impugnada foi proferida;
d) manejável pelas partes, terceiros prejudicados e Ministério Público; e
e) com o objetivo de reformar, anular, integrar ou esclarecer decisão judicial.
2. Reformar, anular, integrar ou esclarecer decisão judicial:
2.1. Reforma (error in judicando):
Reformar uma decisão é corrigi-la. Solicita-se ao Juízo que ela seja revista, alegando que a decisão é errada e injusta. Questiona-se o conteúdo jurídico da decisão.
2.2. Pedido de invalidação (error in procedendo):
Trata-se de pedido para desfazer a decisão em razão de um defeito dela. A decisão é defeituosa formalmente, embora não seja considerada injusta.
A causa de pedir do recurso para invalidar é o error in procedendo (vício formal da decisão). Trata-se de um erro que gera nulidade, sendo considerado um problema formal que compromete a validade do processo.
2.3. Pedido para esclarecer a decisão:
Ocorre quando a decisão é eivada de obscuridade ou contradição. Neste caso, cabem Embargos de Declaração.
2.4. Pedido para integrar a decisão:
Trata-se do pedido para que a decisão seja completada. Portanto, a causa de pedir deste pedido é a omissão. Neste caso, também cabem Embargos de Declaração.
#DEOLHONATABELA #COLANARETINA:
	CAUSA DE PEDIR
	PEDIDO
	ERROR IN IUDICANDO
	Reforma
	ERROR IN PROCEDENDO
	Invalidação
	OBSCURIDADE ou CONTRADIÇÃO
	Esclarecimento
	OMISSÃO
	Integração (completar a decisão)
3. Jurisprudência defensiva e a nova sistemática do CPC:
Jurisprudência defensiva é a técnica utilizada pelos Tribunais e que consiste na supervalorização de requisitos formais para inviabilizar a apreciação do mérito recursal.
Assim, com a vigência do Novo CPC, em homenagem aos princípios da cooperação (art. 6º, NCPC) e da primazia do julgamento de mérito (art. 139, inciso IX, NCPC) tornou-se inadmissível que os Tribunais criem mecanismos para o não julgamento de méritos dos recursos.
Como é sabido, a primazia de mérito está intimamente ligada ao dever de prevenção do Juiz e objetiva, na prática, dar concretude ao art. 4º do CPC, que estabelece que as partes têm direito à solução integral do mérito, em tempo razoável.
3.1. Correção do vício antes da inadmissibilidade (932, parágrafo) (1.017, § 3º): 
Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator deve conceder o prazo de 05 dias à parte, para que o vício seja suprido.
Art. 932, Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível. 
Art. 1.017, § 3º Na falta da cópia de qualquer peça ou no caso de algum outro vício que comprometa a admissibilidade do agravo de instrumento, deve o relator aplicar o disposto no art. 932, parágrafo único.
#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA: O prazo de 5 dias previsto no parágrafo único do art. 932 do CPC/2015 só se aplica aos casos em que seja necessário sanar vícios formais, como ausência de procuração ou de assinatura, e não à complementação da fundamentação. Assim, esse dispositivo não incide nos casos em que o recorrente não ataca todos os fundamentos da decisão recorrida. Isso porque, nesta hipótese, seria necessária a complementação das razões do recurso, o que não é permitido. STF. 1ª Turma. ARE 953221 AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 7/6/2016 (Info 829).
3.2. Suprimento de vícios sanáveis (938, § 1º e 1.024, § 5º):
O Tribunal deve buscar suprir os vícios sanáveis ao invés de anular os atos para que sejam refeitos (princípio da instrumentalidade das formas). 
Art. 938, § 1o Constatada a ocorrência de vício sanável, inclusive aquele que possa ser conhecido de ofício, o relator determinará a realização ou a renovação do ato processual, no próprio tribunal ou em primeiro grau de jurisdição, intimadas as partes. 
Art. 1.024, § 5o Se os embargos de declaração forem rejeitados ou nãoalterarem a conclusão do julgamento anterior, o recurso interposto pela outra parte antes da publicação do julgamento dos embargos de declaração será processado e julgado independentemente de ratificação.
3.3. Correção do equívoco no preenchimento da guia (1.007, § 7º):
Art. 1.007, § 7o O equívoco no preenchimento da guia de custas não implicará a aplicação da pena de deserção, cabendo ao relator, na hipótese de dúvida quanto ao recolhimento, intimar o recorrente para sanar o vício no prazo de 5 (cinco) dias.
3.4. Admissão do recurso prematuro (218, § 4º):
Os recursos interpostos antes do prazo inicial serão admitidos. Trata-se da previsão legal do entendimento dos Tribunais Superiores sobre o assunto.
Art. 218, § 4o Será considerado tempestivo o ato praticado antes do termo inicial do prazo.
#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA:
Imagine que antes de o acórdão ser publicado no Diário de Justiça, o advogado da parte soube da decisão e opôs embargos de declaração contra ela. Tais embargos são tempestivos? O recurso contra a decisão que ainda não foi publicada é tempestivo segundo o STF? SIM. Admite-se a interposição de embargos declaratórios oferecidos antes da publicação do acórdão embargado e dentro do prazo recursal. Se a parte tomar conhecimento do teor do acórdão antes de sua publicação e entender haver omissão, contradição ou obscuridade, pode embargar imediatamente. Não há nada que impeça isso. Não se pode dizer que o recurso é prematuro porque o prazo começa a correr da data de intimação da parte, e a presença do advogado, a manifestar conhecimento do acórdão, supre a intimação. Assim, se a parte se sentir preparada para recorrer antecipadamente, pode fazê-lo. Essa conclusão é reforçada pelo art. 218, § 4º do CPC 2015. STF. Plenário. AI 703269 AgR-ED-ED-EDv-ED/MG, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 5/3/2015 (Info 776).
Admite-se a interposição de embargos declaratórios oferecidos antes da publicação do acórdão embargado e dentro do prazo recursal. Se a parte tomar conhecimento do teor do acórdão antes de sua publicação e entender haver omissão, contradição ou obscuridade, pode embargar imediatamente. Não há nada que impeça isso. Não se pode dizer que o recurso é prematuro porque o prazo começa a correr da data de intimação da parte, e a presença do advogado, a manifestar conhecimento do acórdão, supre a intimação. Assim, se a parte se sentir preparada para recorrer antecipadamente, pode fazê-lo. Recurso intempestivo é aquele interposto após o decurso do prazo. STF. Plenário. AI 703269 AgR-ED-ED-EDv-ED/MG, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 5/3/2015 (Info 776).
3.5. Julgamento de RE e REsp. com desconsideração de vício formal (1.029, § 3º):
Por terem interesse social, no julgamento de RE e REsp. poderão ser desconsiderados os vícios formais, caso não se tratem de vícios graves.
Art. 1.029. § 3o O Supremo Tribunal Federal ou o Superior Tribunal de Justiça poderá desconsiderar vício formal de recurso tempestivo ou determinar sua correção, desde que não o repute grave.
4. Pronunciamentos judiciais sujeitos a recurso:
Só cabe recurso contra pronunciamento do Juiz (não se incluindo o serventuário ou o funcionário da Justiça). Não cabe recurso dos despachos ou de pronunciamentos judiciais de mero andamento do processo. 
Art. 1.001.  Dos despachos não cabe recurso.
Assim, os recursos são cabíveis contra:
a) Sentenças: são pronunciamentos do Juiz por meio dos quais ele, com fulcro nos arts. 485 e 487 do CPC, põe fim à fase cognitiva do procedimento comum, bem como extingue a execução. Contra as sentenças caberá a apelação e, eventualmente, Embargos de Declaração;
b) Decisões interlocutórias: pronunciamentos judiciais de conteúdo decisório, que se prestam a resolver questões incidentes, sem pôr fim ao processo ou à fase condenatória;
#COLANARETINA:
	INTERLOCUTÓRIA
	SENTENÇA
	Cabe: Agravo de instrumento ou; 
APELAÇÃO. Novidade! Cuidado.
OBS.: EXCEÇÕES:
· Nos Juizados Especiais Cíveis as interlocutórias NÃO são agraváveis (Obs: não há consenso doutrinário sobre o tema, havendo quem defenda a aplicação subsidiária dos dispositivos dos Juizados Especiais Federais e da Fazenda Pública relativos à recorribilidade das decisões interlocutórias que apreciam tutelas provisórias).
· A impugnação de interlocutória, nesse caso, deverá ser feita na própria sentença; Nos Juizados Especiais Federais e da Fazenda Pública as decisões que concedem as tutelas provisórias são AGRAVÁVEIS e as que não concedem também por uma interpretação extensiva (veja o aprofundamento no quadro abaixo).
	Cabe: Apelação. 
OBS.: EXCEÇÕES:
· Sentença que DECRETA FALÊNCIA (Agravo de Instrumento). Há caso de Agravo de Instrumento contra SENTENÇA: agravo de instrumento contra sentença que decreta falência. Novidade. 
· Sentença em EXECUÇÃO FISCAL de até 50 OTN – Embargos Infringentes de Alçada. Na Execução Fiscal de um valor próximo a R$600,00 (50 OTN) produz Sentença NÃO APELÁVEL. É apelável por um recurso chamado EMBARGOS INFRINGENTES DE ALÇADA (art. 34, Lei de Execução Fiscal). Quem vai julgar esse recurso é o próprio juiz.
· Sentença de JUIZADO (Recurso Inominado). Nos Juizados Especiais, o recurso contra sentença NÃO é apelação, mas sim um Recurso Inominado. 
*#APROFUNDANDO #UMPOUCODEDOUTRINA:
“No âmbito dos Juizados Especiais Cíveis federais e dos Juizados Especiais da Fazenda Pública, o legislador estabeleceu a recorribilidade de decisões interlocutórias que deferirem medidas cautelares (art. 5o da Lei no 10.259/2001 e art. 4o da Lei no 12.153/2009). Em face disso, parte da doutrina – não há consenso sobre o tema – tem defendido a aplicação subsidiária de tais dispositivos à Lei no 9.099/1995, permitindo-se, portanto, o manejo de agravo de instrumento em face de medidas cautelares e antecipatórias de tutela deferidas nos Juizados Especiais Cíveis estaduais. Também por interpretação extensiva, admite-se recurso contra decisão que indeferir as medidas mencionadas.” Donizetti, Elpídio. Curso Didático de Direito Processual civil, 20ª edição, 2017, p. 883 e 884
“O Enunciado 26 do Fórum Permanente as autoriza expressamente, tanto as tutelas acautelatórias quanto as antecipatórias. Mas não as requeridas em caráter antecedente, na forma dos arts. 303 e 310 do CPC (Enunciado 163 do FONAJE). Os requisitos são os mesmos que no processo tradicional. Contra a decisão que apreciá-las, ter-se-á de admitir o agravo de instrumento. É certo que a Lei nº 9.099/95 não o prevê, mas ele há de ser admitido nas hipóteses de urgência, pois, do contrário, haveria perigo de prejuízo irreparável.” Gonçalves, Marcus Vinicius Rios. Direito Processual Civil Esquematizado, 8ª edição, 2017, p. 692
“No entanto, apesar da falta de previsão, tem-se admitido o agravo de instrumento contra as decisões que apreciam as tutelas provisórias no Juizado Especial, pois a situação de urgência que, de imediato, o Colégio Recursal possa reexaminar o que foi decidido. Não seria razoável que só pudesse recorrer contra decisões relativas à tutela provisória depois de proferida sentença.” Gonçalves, Marcus Vinicius Rios. Direito Processual Civil Esquematizado, 8ª edição, 2017, p. 702
*#DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #STJ: O rol do art. 1.015 do CPC é de taxatividade mitigada, por isso admite a interposição de agravo de instrumento quando verificada a urgência decorrente da inutilidade do julgamento da questão no recurso de apelação. STJ. Corte Especial. REsp 1.704.520-MT, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 05/12/2018 (recurso repetitivo) (Info 639). Obs: a tese jurídica fixada e acima explicada somente se aplica às decisões interlocutórias proferidas após a publicação do REsp 1704520/MT, o que ocorreu no DJe 19/12/2018.
c) Decisão UNIPESSOAL. Proferida por apenas um membro do tribunal. Existem dois tipos: 
c.1) Decisão unipessoal do Relator. É impugnável por Agravo Interno. Regra geral. O NCPC, inclusive, uniformizou, simplificando o assunto. 
c.2) Decisão unipessoal do Presidente ou Vice-Presidente do tribunal. Cabe Agravo Interno, em muitos casos, mas também há situação emque cabe um outro recurso, que não o AI, cabendo Agravo em Recurso Especial Extraordinário (específico). Esse recurso serve para impugnar decisões proferidas pelo presidente ou vice de tribunal quando estes não admitem RE ou RESP na origem. Veja que esse agravo cabe em situação específica, tendo uma série de nuances. (art. 1.042, NCPC). 
d) Acórdão. Pode caber [1] Recurso Especial, [2] Recurso Extraordinário, [3] Recurso Ordinário Constitucional e [5] Embargos de Divergência. 
#OBS¹. EXCEÇÃO. Cabe RE contra decisão do JUIZ em execução fiscal que julga os Embargos Infringentes de Alçada. (Súmula 640, STF). Ou seja, aqui o RE cabe contra sentença, e não acórdão. 
#OBS². Não existem mais EMBARGOS INFRINGENTES. Antes cabia contra acórdão. Agora a divergência ensejará TÉCNICA DE AMPLIAÇÃO DE COLEGIADO.
#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA: Como ocorre a continuidade do julgamento na hipótese em que houve uma parte unânime e outra não unânime? Ex: no julgamento de uma apelação contra sentença que havia negado integralmente a indenização, a Câmara Cível entendeu de forma unânime (3x0) que houve danos materiais e por maioria (2x1) que não ocorreram danos morais. Foram então convocados dois Desembargadores para a continuidade do julgamento ampliado (art. 742). Esses dois novos Desembargadores que chegam poderão votar também sobre a parte unânime (danos materiais) ou ficarão restritos ao capítulo não unânime (danos morais)? O colegiado formado com a convocação dos novos julgadores (art. 942 do CPC/2015) poderá analisar de forma ampla todo o conteúdo das razões recursais, não se limitando à matéria sobre a qual houve originalmente divergência. Constatada a ausência de unanimidade no resultado da apelação, é obrigatória a aplicação do art. 942 do CPC/2015, sendo que o julgamento não se encerra até o pronunciamento pelo colegiado estendido, ou seja, inexiste a lavratura de acórdão parcial de mérito. Os novos julgadores convocados não ficam restritos aos capítulos ou pontos sobre os quais houve inicialmente divergência, cabendo-lhes a apreciação da integralidade do recurso. O prosseguimento do julgamento com quórum ampliado em caso de divergência tem por objetivo a qualificação do debate, assegurando-se a oportunidade para a análise aprofundada das teses jurídicas contrapostas e das questões fáticas controvertidas, com vistas a criar e manter uma jurisprudência uniforme, estável, íntegra e coerente. STJ. 3ª Turma. REsp 1.771.815-SP, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 13/11/2018 (Info 638).
#NÃOCUSTALEMBRAR: Contra QUALQUER TIPO DE DECISÃO, cabem Embargos de Declaração.
#IMPORTANTE #NOVIDADEDOCPC:
· NÃO existe mais AGRAVO RETIDO. 
· Acabou a polêmica sobre qual é o recurso cabível contra as decisões parciais: o NCPC é claro ao dizer que cabe Agravo de Instrumento.
5. Panorama dos meios de impugnação das decisões judiciais:
Os meios de impugnação da decisão judicial podem ser subdivididos em três grupos:
5.1. Recursos:
Trata-se do assunto desenvolvido neste material.
#OLHAOGANCHO: No CPC/2015, os embargos infringentes deixaram de ser um recurso e tornaram-se uma técnica de julgamento. Assim, havendo maioria de votos no julgamento, serão convocados na hora (se estiverem presentes) ou para outra sessão, com mais 2 julgadores, a fim que haja o desempate da questão. 
Art. 942. Quando o resultado da apelação for não unânime, o julgamento terá prosseguimento em sessão a ser designada com a presença de outros julgadores, que serão convocados nos termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir a possibilidade de inversão do resultado inicial, assegurado às partes e a eventuais terceiros o direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores. 
§ 1o Sendo possível, o prosseguimento do julgamento dar-se-á na mesma sessão, colhendo-se os votos de outros julgadores que porventura componham o órgão colegiado. 
§ 2o Os julgadores que já tiverem votado poderão rever seus votos por ocasião do prosseguimento do julgamento. 
§ 3o A técnica de julgamento prevista neste artigo aplica-se, igualmente, ao julgamento não unânime proferido em: 
I - ação rescisória, quando o resultado for a rescisão da sentença, devendo, nesse caso, seu prosseguimento ocorrer em órgão de maior composição previsto no regimento interno; 
II - agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente o mérito. 
§ 4o Não se aplica o disposto neste artigo ao julgamento: 
I - do incidente de assunção de competência e ao de resolução de demandas repetitivas;
II - da remessa necessária; 
III - não unânime proferido, nos tribunais, pelo plenário ou pela corte especial.
*(Atualizado em 14/03/2021) #DEOLHONAJURIS: A técnica de julgamento ampliado do art. 942 do CPC aplica-se aos aclaratórios opostos ao acórdão de apelação quando o voto vencido nascido apenas nos embargos for suficiente para alterar o resultado inicial do julgamento, independentemente do desfecho não unânime dos declaratórios (se rejeitados ou se acolhidos, com ou sem efeito modificativo). STJ. 3ª Turma. REsp 1.786.158-PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, Rel. Acd. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 25/08/2020 (Info 678).
*#DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #STJ: Assim como ocorria com os embargos infringentes, para a aplicação da técnica de julgamento do art. 942 do CPC exige-se que a sentença tenha sido reformada no julgamento da apelação? NÃO. A técnica do julgamento ampliado vale também para sentença mantida pelo Tribunal no julgamento da apelação por decisão não unânime. A técnica de ampliação de julgamento prevista no art. 942 do CPC/2015 deve ser utilizada quando o resultado da apelação for não unânime, independentemente de ser julgamento que reforma ou mantém a sentença impugnada. Assim, o que importa é que a decisão que julgou a apelação tenha sido por maioria (julgamento não unânime), não importando que a sentença tenha sido mantida ou reformada.
Obs: cuidado com as hipóteses de cabimento do art. 942 do CPC nos casos de acórdão que julga agravo de instrumento e ação rescisória. STJ. 4ª Turma. REsp 1.733.820-SC, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 02/10/2018 (Info 639).
*#DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #STJ A técnica de julgamento do art. 942 pode ser aplicada na hipótese em que não houve unanimidade quanto à preliminar de admissibilidade da apelação adesiva? Ex: o autor interpôs recurso adesivo endereçado à Câmara Cível do Tribunal de Justiça; 2 Desembargadores votaram por conhecer do recurso adesivo, mas 1 Desembargador votou pelo não conhecimento sob o argumento de que não havia pertinência temática; neste caso, deve ser aplicado o art. 942 do CPC, com a convocação de dois novos Desembargadores para votar? SIM. Aplica-se a técnica de ampliação do colegiado quando não há unanimidade no juízo de admissibilidade recursal. O art. 942 do CPC não determina a ampliação do julgamento apenas em relação às questões de mérito. Na apelação, a técnica de ampliação do colegiado deve ser aplicada a qualquer julgamento não unânime, incluindo as questões preliminares relativas ao juízo de admissibilidade do recurso. STJ. 3ª Turma. REsp 1.798.705-SC, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 22/10/2019 (Info 659). #IMPORTANTE
*#DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #STJ: Em se tratando de aclaratórios opostos a acórdão que julga agravo de instrumento, a aplicação da técnica de julgamento ampliado somente ocorrerá se os embargos de declaração forem acolhidos para modificar o julgamento originário do magistrado de primeiro grau que houver proferido decisão parcial de mérito. Quando se tratar de embargos de declaração contra acórdão que decidiu agravo de instrumento, só será caso de ampliação do colegiado se, ao julgar os embargos declaratórios, o colegiado - por maioria - deliberar por reformar decisão de mérito (o que significa dizer que se terá, por deliberação não unânime, atribuído efeitos infringentes aos embargos de declaração, reformando-se a decisão embargada e, por conseguinte, reformando a decisão parcial demérito prolatada pelo órgão de primeira instância) (CÂMARA, Alexandre Freitas. A ampliação do colegiado em julgamentos não unânimes. Revista de Processo, ano 43, vol. 282, ago/2018, p. 264). STJ. 3ª Turma. REsp 1.841.584-SP, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 10/12/2019 (Info 662).
(*) Atualizado em 21/04/2021: #STJ #DEOLHONAJURIS: Deve ser aplicada a técnica de julgamento ampliado nos embargos de declaração toda vez que o voto divergente possua aptidão para alterar o resultado unânime do acórdão de apelação. STJ. 4ª Turma. REsp 1910317-PE, Rel. Min. Antônio Carlos Ferreira, julgado em 02/03/2021 (Info 687).
5.2. Ações autônomas de impugnação:
Servem para impugnar uma decisão judicial, mas dão origem a um processo novo. Exemplos: ação rescisória e reclamação constitucional.
5.3. Sucedâneos recursais:
Trata-se de uma classificação residual, não constituindo nem recurso, tampouco ação autônoma de impugnação. Exemplos: Reexame necessário e correição parcial.
6. Classificação dos recursos:
6.1. Quanto à extensão da matéria:
a) Recurso total: O recurso é total quando ele impugna todo o conteúdo da decisão.
b) Recurso parcial: O recurso é parcial quando, em razão de limitação voluntária, se impugna apenas parte da decisão.
#UMPOUCODEDOUTRINA. [Divergência] O significado de “Recurso Total/Parcial” varia:
Primeira acepção – BARBOSA MOREIRA (ADOTADO POR DIDIER): o recurso é total quando o recorrente impugna tudo o quanto ele poderia ter impugnado. Para ele, se você não recorre em tudo o que poderia ter impugnado o recurso é parcial. IMPUGNA TUDO O QUE PODERIA SER IMPUGNADO. 
Segunda acepção: CÂNDIDO DINAMARCO entende que recurso total é aquele que impugna toda a decisão. Para ele, o simples fato de um recurso não abranger toda a decisão já o tornaria um recurso parcial.
Art. 1.002. A decisão pode ser impugnada no todo ou em parte.
6.2. Quanto à fundamentação:
a) Recurso de fundamentação livre: Quando se pode impugnar a decisão por qualquer razão, ou seja, qualquer tipo de problema contra a decisão. Exemplos: apelação; agravo de instrumento, agravo interno. 
b) Recurso de fundamentação vinculada: quando só se pode alegar, por meio dele, um determinado tipo de vício na decisão. Exemplos: Embargos de Declaração; RE; Resp. 
#CEREJADOBOLO: Qual a importância de saber se um recurso é de fundamentação vinculada? Se o recurso é de fundamentação vinculada na elaboração recursal o recorrente deve fazer uma das afirmações típicas. Se for interposto um recurso de fundamentação vinculada e não elenque nenhuma das hipóteses típicas, o recurso sequer será conhecido. 
#DICAPARAPROVAPRÁTICA: Você deve abrir um item da sua peça judicial para poder encaixar o seu recurso (enquadrar nas afirmações típicas).
6.3 Quanto à (in)subordinação:
a) Recurso não subordinado: é aquele interposto independentemente das condutas da outra parte. Terá uma análise independente. 
b) Recurso subordinado: é um gênero de recurso que se caracteriza pelo fato de o sujeito tem recorrido só porque a outra parte recorreu. Por este motivo, o recurso dele fica subordinado ao recurso da outra parte. Consequência: se o recurso da outra parte não for conhecido, o recurso subordinado também não o será. O processamento dele fica subordinado à vida do recurso tido como principal. Aquilo que se chama de “recurso subordinado” é, na verdade, um MODO DE INTERPOSIÇÃO do recurso.
O NCPC prevê duas espécies de recurso subordinado, havendo duas situações que permitem a interposição subordinada: 
1) RECURSO ADESIVO. Principal espécie de recurso subordinado. No CPC73, era a ÚNICA hipótese.
2) A outra espécie de recurso subordinado é a APELAÇÃO DO VENCEDOR CONTRA DECISÃO INTERLOCUTÓRIA (#NOVIDADE).
#APROFUNDAMENTO: APELAÇÃO DO VENCEDOR CONTRA AS DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS!
- O vencedor pode apelar contra as decisões interlocutórias. E, nesse caso, só há sentido apelar das interlocutórias, pois foi o vencedor da sentença.
- Assim, a apelação do vencedor é embutida nas contrarrazões da apelação do vencido. Em suma, a parte pode contrarrazoar e apelar das interlocutórias.
- Essa apelação do vencedor é, portanto, SUBORDINADA, porque só tem sentido para o vencedor apelar das interlocutórias porque o vencido apelou.
- Ela é subordinada porque depende da existência do recurso do vencido, e é CONDICIONADA AO PROVIMENTO, já que só vai ser examinada se a apelação do vencido for provida. Se a apelação do vencido for desprovida, não for acolhida, não há interesse nenhum para o vencedor. O interesse do vencedor só existe se a vitória dele for desfeita. Se a vitória dele for mantida, não há interesse recursal algum.
- Se o vencedor não fizer essa apelação, há preclusão. O Tribunal não poderá reexaminar as decisões interlocutórias proferidas durante o processo.
#CASCADEBANANA: Difere do recurso adesivo, porque este apenas depende de o recurso principal ser conhecido, mas não depende de que o recurso principal seja provido.
7. Juízo de mérito e Juízo de admissibilidade dos recursos:
7.1. Juízo de admissibilidade dos recursos:
O Juízo de admissibilidade dos recursos era, em regra, feito em dois momentos e por órgãos distintos: quando da interposição do recurso junto ao órgão que proferiu a decisão recorrida (juízo a quo) e pelo órgão que vai julgar o próprio recurso (ad quem).
Já na nova sistemática processual, o Juízo de admissibilidade e Juízo de mérito do recurso devem ser feitos pelo Juízo ad quem. 
#CASCADEBANANA: Há exceções: o Juízo a quo, como regra, não faz admissibilidade. Exceção: RE e RESP. se submetem a um duplo juízo de admissibilidade. Tal modificação foi trazida pela Lei 13.256/2016.
Art.  1.030. Recebida a petição do recurso pela secretaria do tribunal, o recorrido será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias, findo o qual os autos serão conclusos ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, que deverá: 
(...)
V – realizar o juízo de admissibilidade e, se positivo, remeter o feito ao Supremo Tribunal Federal ou ao Superior Tribunal de Justiça, desde que: (...).
#NÃOCUSTALEMBRAR (sim, o básico sempre deve ser lembrado):
è Juízo A QUO é aquele que proferiu a decisão recorrida. 
è Juízo AD QUEM é aquele do destino do seu recurso. A quem dirigimos o recurso. 
#COLANARETINA:
	JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE
	JUÍZO DE MÉRITO
	Verifica se pedido vai ser examinado
	Verifica se o pedido será acolhido.
	No juízo de ADMISSIBILIDADE, o juiz pode CONHECER ou NÃO CONHECER o recurso.
	Pode o juiz dar PROVIMENTO, ou NÃO DAR PROVIMENTO.
O juízo de admissibilidade é PRELIMINAR ao juízo de mérito. Isto é, o Tribunal primeiro examina a admissibilidade e, depois, se for o caso, analisa o mérito. 
I. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE. Sobre a possibilidade/aptidão de um pedido ser examinado. Juízo sobre aptidão formal para que o pedido seja examinado. Portanto, é um juízo sobre a validade do procedimento. Pode ser POSITIVO ou NEGATIVO: (não) CONHECEU OU (não) ADMITIU o recurso.
II. JUÍZO DE MÉRITO. Sobre a possibilidade de um pedido ser acolhido. Obviamente só se faz um juízo de mérito quando superado o juízo de admissibilidade. Constatado que o juízo de admissibilidade foi positivo, ou seja, havia condições para o pedido ser examinado. Em relação ao juízo de mérito, fala-se em RECURSO (não) PROVIDO. 
#OBS¹. É, portanto, possível afirmar que “se conheceu o recurso para negá-lo provimento”. Jamais poderá ser afirmado, contudo, que “não se conheceu o recurso e nega provimento”. Se o recurso não é conhecido, nem sequer se analisa o provimento do recurso. 
#OBS². Há casos em que o mesmo órgão é a quo e ad quem. É o que ocorre, p.ex., com os embargos de declaração e os embargos infringentes de alçada. 
#OBS³. O Relator pode decidir sozinho sobre a admissibilidade de um recurso, cabendo Agravo Interno contra essa decisão. 
#OBS4. Alguns recursos permitem que o juízo a quo se retrate. Nesses casos há um fenômeno curioso, porque é como se o a quo estivesse acolhendo o recurso e, portanto, examinando o mérito recursal.Quando isso acontecesse, dizemos que o recurso tem Efeito de Retratação ou Efeito Regressivo. Exemplos:
· Apelação contra sentença que indefere a petição inicial. 
· Apelação contra sentença que extingue o processo s/ exame do mérito. 
· Apelação contra sentença que julga improcedente liminarmente um pedido. 
· Apelação nas causas do ECA. 
· Agravo de Instrumento. 
· Agravo Interno.
· Agravo em RE e RESP. 
#REPETINDOPARAMEMORIZAR: Dever geral de prevenção (art. 932, p. Único, NCPC): Antes de considerar inadmissível um recurso, o relator tem que oportunizar que o recorrente corrija o vício sanável. Portanto, a inadmissibilidade não é bem vista, prevalecendo o princípio da primazia da decisão de mérito do Tribunal.
a) Requisitos de admissibilidade intrínsecos: assemelham-se às condições da ação.
(i) Cabimento: Os recursos são apenas aqueles criados por lei. O rol legal é numerus clausus (taxativo).
(ii) Legitimidade: Nos termos do art. 996, são legitimados a recorrer:
è A parte vencida, já que ela é diretamente afetada pelo prejuízo causado pela decisão recorrida e deseja a alteração da decisão, bem como os sucessores das partes, a título universal ou singular. Se houve intervenção de terceiros, esses equiparam-se às partes e, portanto, também podem recorrer, com exceção do amicus curiae.
è Terceiro juridicamente interessado, desde que demonstre a possibilidade de a decisão sobre a relação jurídica atingir direito de que se afirme titular ou que possa discutir em juízo como substituto processual.
è Ministério Público, quando atuar como parte ou como fiscal da ordem jurídica.
*(Atualizado em 14.06.2020) #DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #STF 
Importante! Lei Orgânica estadual do Ministério Público pode atribuir privativamente ao Procurador Geral de Justiça a competência para interpor recursos dirigidos ao STF e STJ. Não há inconstitucionalidade formal nessa previsão. Isso porque a Lei federal nº 8.625/93 (Lei Orgânica Nacional do Ministério Público - LONMP) não pormenoriza a atuação dos Procuradores-Gerais de Justiça e dos Procuradores de Justiça em sede recursal e, por expressa dicção do caput de seu artigo 29, o rol de atribuições dos Procuradores-Gerais de Justiça não é exaustivo, de forma que as leis orgânicas dos Ministérios Públicos estaduais podem validamente ampliar tais atribuições. Além disso, não há ofensa aos princípios do promotor natural e da independência funcional dos membros do Parquet, uma vez que: • se trata de mera divisão de atribuições dentro do Ministério Público estadual, veiculada por meio de lei; • e não se possibilita a ingerência do PGJ nas atividades dos Procuradores de Justiça, que conservam plena autonomia no exercício de seus misteres legais. STF. Plenário. ADI 5505, Rel. Luiz Fux, julgado em 15/04/2020.
#SELIGA: O único terceiro interveniente que não tem legitimidade recursal é o amicus curiae, exceto para opor embargos de declaração e para recorrer da decisão que julga o incidente de resolução de demandas repetitivas (art. 138, §§ 1º e 3º).
Art. 996.  O recurso pode ser interposto pela parte vencida, pelo terceiro prejudicado e pelo Ministério Público, como parte ou como fiscal da ordem jurídica.
Parágrafo único.  Cumpre ao terceiro demonstrar a possibilidade de a decisão sobre a relação jurídica submetida à apreciação judicial atingir direito de que se afirme titular ou que possa discutir em juízo como substituto processual.
(iii) Interesse: Para que haja interesse é preciso que, por meio do recurso, se possa conseguir uma situação mais favorável do que a obtida com a decisão ou a sentença. Assim, para haver interesse, deve haver sucumbência.
#ATENÇÃO: Quanto à necessidade de interesse para recorrer, é preciso ressalvar os Embargos de Declaração, cuja apreciação está condicionada à existência de outro tipo de interesse: não o de modificar para melhorar a decisão judicial, mas o de aclarar, sanar alguma contradição, integrá-la ou corrigir erro material.
(iv) Inexistência de fato extintivo ou impeditivo do direito de recorrer: são os pressupostos negativos de admissibilidade, isto é, circunstâncias que não podem estar presentes para que o recurso seja admitido.
- Renúncia: é sempre prévia à interposição. Trata-se da manifestação unilateral de vontade, pela qual o titular do direito de recorrer declara a sua intenção de não o fazer. Caracteriza-se por ser irrevogável, prévia e unilateral, o que dispensa a anuência da parte contrária.
Art. 999.  A renúncia ao direito de recorrer independe da aceitação da outra parte.
- Aquiescência: também é sempre prévia à interposição. É a manifestação, expressa ou tácita, de concordância do titular do direito de recorrer, com a decisão judicial. Pode ser expressa quando o interessado comunica ao juízo a sua concordância com o que ficou decidido; e tácita, quando pratica algum ato incompatível com o desejo de recorrer. Por exemplo, cumprindo aquilo que foi determinado na decisão ou sentença.
Art. 1.000.  A parte que aceitar expressa ou tacitamente a decisão não poderá recorrer.
Parágrafo único. Considera-se aceitação tácita a prática, sem nenhuma reserva, de ato incompatível com a vontade de recorrer.
- Desistência do recurso: O que distingue a desistência da renúncia é que ela é sempre posterior à interposição, posto que só se desiste de recurso já apresentado. Ademais, o recorrente tem sempre o direito de desistir do recurso, independentemente de qualquer anuência, ainda que o adversário tenha oferecido já as contrarrazões.
A desistência pode ser manifestada até o início do julgamento do recurso e ser expressa ou tácita. Será expressa quando o recorrente manifestar o seu desejo de que ele não tenha seguimento; e será tácita quando, após a interposição, o recorrente praticar ato incompatível com o desejo de recorrer.
Por fim, não pode haver retratação da desistência, porque, desde que manifestada — e ainda que não tenha havido homologação judicial —, haverá preclusão ou coisa julgada.
Art. 998.  O recorrente poderá, a qualquer tempo, sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes, desistir do recurso.
Parágrafo único.  A desistência do recurso não impede a análise de questão cuja repercussão geral já tenha sido reconhecida e daquela objeto de julgamento de recursos extraordinários ou especiais repetitivos.
#RESUMEAÍCOACH #DEOLHONATABELA
	REQUISITOS INTRÍNSECOS
	CABIMENTO
	Só são cabíveis os recursos previstos em lei. O CPC os enumera no art. 994, podendo haver outros criados em lei especial.
	INTERESSE
	É condicionado a que haja sucumbência, isto é, a que não se tenha obtido, no processo, o melhor resultado possível. Não há interesse em recorrer da fundamentação, salvo nos casos em que esta repercutir na incidência ou não da coisa julgada material (secundum eventum litis).
	LEGITIMIDADE
	Têm legitimidade as partes, o Ministério Público e o terceiro prejudicado. Além disso, o advogado, desde que o recurso verse exclusivamente sobre os seus honorários. Não tem legitimidade o juiz, os funcionários e o perito.
b) Requisitos de admissibilidade extrínsecos: São aqueles que não dizem respeito à decisão recorrida e à pertinência entre ela e o recurso interposto, relacionando-se a fatores externos, que não guardam relação com a decisão.
(i) Tempestividade: Todo recurso deve ser interposto dentro do prazo estabelecido em lei.
#SELIGA: Quanto ao início da contagem do prazo devem ainda observar-se as regras do art. 1.003 do CPC, que estabelecem como dies a quo a data da intimação dos advogados ou sociedade de advogados, da Advocacia Pública, da Defensoria Pública ou do Ministério Público.
Todos os recursos do CPC, em regra, devem ser interpostos no prazo de 15 dias, salvo os Embargos de Declaração, que serão opostos no prazo de 05 dias.
#ATENÇÃO¹: A Advocacia Pública, a Defensoria e o MP têm a prerrogativa de intimação pessoal, que poderá ocorrer por Carga, Remessa ou Meio Eletrônico. A contagem tem início com o recebimento dos autos pela Instituição e não pela sua chegada ao setor competente ou pelo pronunciamentode “recebimento/ciência”.
#ATENÇÃO²: Os litisconsortes com advogados diferentes, desde que sejam de escritórios distintos e o processo não seja eletrônico, têm em dobro o prazo para recorrer e também para contrarrazoar.
#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA:
*(Atualizado em 28/12/2021) O § 6o do art. 1.003 do CPC/2015 prevê que a comprovação do feriado local deverá ser feita, pelo recorrente, obrigatoriamente, no ato de interposição do recurso. A simples menção, no bojo das razões recursais, da ocorrência do feriado local com a remissão ao endereço eletrônico (link) do Tribunal de origem não é meio idôneo para comprovação da suspensão do prazo processual, a teor do art. 1.003, § 6o, do CPC/2015. STJ. 2a Turma. AgInt nos EDCL no REsp 1.893.371-RJ, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 26/10/2021 (Info 715). 
*(Atualizado em 16.04.2020): O termo inicial da contagem do prazo para impugnar decisão judicial é, para o Ministério Público, a data da entrega dos autos na repartição administrativa do órgão. Ex: se, em uma ACP, o juiz profere uma decisão em audiência na qual o MP está presente, será necessária remessa dos autos ao Parquet para que se inicie o prazo recursal? Ainda não há uma certeza sobre o tema, mas, para fins de prova objetiva, prevalece que o entendimento não vale para processos cíveis. Isso porque o CPC/2015 previu o seguinte:
Art. 1.003. O prazo para interposição de recurso conta-se da data em que os advogados, a sociedade de advogados, a Advocacia Pública, a Defensoria Pública ou o Ministério Público são intimados da decisão.
§ 1º Os sujeitos previstos no caput considerar-se-ão intimados em audiência quando nesta for proferida a decisão.
#ATENÇÃO Em se tratando de processo penal, mesmo se o membro do Ministério Público estiver presente em audiência, é necessária a remessa dos autos para início da contagem do prazo recursal:
O termo inicial da contagem do prazo para impugnar decisão judicial é, para o Ministério Público, a data da entrega dos autos na repartição administrativa do órgão, sendo irrelevante que a intimação pessoal tenha se dado em audiência, em cartório ou por mandado. STJ. 3ª Seção. REsp 1349935-SE, Rel. Min. Rogério Schietti Cruz, julgado em 23/8/2017 (recurso repetitivo) (Info 611).
É inaplicável a contagem do prazo recursal em dobro quando apenas um dos litisconsortes com procuradores distintos sucumbe. Nesse sentido existe, inclusive, uma súmula do STF, cujo entendimento continua válido com o CPC/2015: Súmula 641-STF: Não se conta em dobro o prazo para recorrer, quando só um dos litisconsortes haja sucumbido. Ex: ação de cobrança proposta contra Pedro e Tiago. Na sentença, o juiz julga procedente quanto a Pedro e improcedente no que tange a Tiago. Pedro, única parte sucumbente, não terá direito a prazo em dobro. STJ. 3ª Turma. REsp 1.709.562-RS, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 16/10/2018 (Info 636).
*(Atualizado em 10/08/2020) #DEOLHONAJURIS A alegação da ocorrência de ponto facultativo embasada em ato do Poder Executivo Estadual não é capaz, por si só, de comprovar a inexistência de expediente forense para aferição da tempestividade recursal. A existência de feriado, de recesso forense ou ponto facultativo local que ocasione a suspensão do prazo processual necessita de comprovação por documento idôneo, ou seja, cópia da lei, ato normativo ou certidão exarada por servidor habilitado. A simples juntada de ato emanado pelo Poder Executivo Estadual, lei e decreto estaduais, determinando ponto facultativo nas repartições públicas estaduais, por si só, não comprova a inexistência de expediente forense para aferição da tempestividade do recurso, em razão da desvinculação administrativa e da separação entre os Poderes. Desse modo, caberia à recorrente, no momento da interposição recursal, fazer a juntada de documento idôneo, o qual, no caso, consistia no inteiro teor do Aviso do tribunal estadual, a fim de vincular a decretação do feriado nas repartições públicas estaduais com a suspensão dos prazos pela Corte de Justiça. STJ. 3ª Turma. EDcl no AgInt no AREsp 1.510.568-RJ, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 23/03/2020 (Info 669).
Vale salientar que a oposição de Embargos de Declaração por qualquer dos litigantes interrompe o prazo para a apresentação de outros recursos. Essa interrupção prevalece, inclusive, no âmbito dos Juizados Especiais.
#OUSEBABER: É possível a comprovação de feriado local, para fins de tempestividade, em data posterior à interposição do recurso? NÃO. O CPC/15 veicula norma expressa acerca do tema, em seu art. 1003, §6º, ao dispor que cabe ao recorrente comprovará a ocorrência de feriado local no ato de interposição do recurso. No entanto, em posição guiada pela primazia da solução de mérito, parte da doutrina e da jurisprudência capitaneada pelo Ministro Raul Araújo (STJ) admitem a aplicação do artigo 1029 do CPC ao caso, que fundado no dever geral de prevenção inerente ao modelo cooperativo do processo, estabelece que o Supremo Tribunal Federal ou o Superior Tribunal de Justiça poderá desconsiderar vício formal de recurso tempestivo ou determinar sua correção, desde que não o repute grave. Com base neste entendimento, seria possível a correção do vício formal do recurso, quando o recorrente não discriminar a existência de feriado local, no prazo de cinco dias a ser fixado pelo julgador. A fim de decidir o conflito entre as posições acima, qual seja a intepretação literal do art. 1003,§6º do CPC e a aplicação do art. 1029 do CPC para fins de comprovar a existência de feriado local em momento superveniente a interposição recursal, o Superior Tribunal de Justiça em apertada maioria, na qual inclusive restou vencido o relator do feito, decidiu que a regra do art. 1029 de correção dos vícios formais sob a determinação do julgador seria inaplicável a comprovação de feriado local ante a regra específica e taxativa do art. 1003,§6º, de modo que a comprovação ulterior de feriado local em data superveniente a interposição do recurso estaria acobertada pelo manto da preclusão. (AREsp 957821/MS, Rel. Min. Raul Araújo, DJ 20/11/2017). CUIDADO COM O ENTENDIMENTO MAIS RECENTE – MODULAÇÃO DE EFEITOS (ABAIXO):
*#DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #STJ: A parte, ao apresentar recurso especial ou recurso extraordinário, tem o ônus de explicar e comprovar que, na instância de origem, era feriado local ou dia sem expediente forense? Essa comprovação poderia ser posterior à interposição do recurso? Na vigência do CPC/1973: A parte, mesmo que não demonstrasse no momento da interposição do recurso que havia esse feriado local, poderia comprovar depois. Assim, era possível a comprovação posterior da tempestividade de recurso no STJ ou no STF quando o recurso houvesse sido julgado intempestivo em virtude de feriados locais ou de suspensão de expediente forense no tribunal a quo. Esse era o entendimento do STJ e do STF. Na égide do CPC/2015: O cenário mudou. O CPC/2015 trouxe expressamente um dispositivo dizendo que a comprovação do feriado local deverá ser feita, obrigatoriamente, no ato de interposição do recurso. Veja: Art. 1.003 (...) § 6º O recorrente comprovará a ocorrência de feriado local no ato de interposição do recurso. O que o STJ decidiu sobre esse dispositivo? A Corte Especial do STJ, ao julgar o REsp 1.813.684-SP, decidiu que: - realmente, o CPC/2015 exige, de forma muito clara, a comprovação do feriado local no ato de interposição do recurso. - ocorre que, durante muitos anos, não foi assim. Houve, portanto, uma radical mudança e, em virtude disso, seria razoável fixar uma modulação dos efeitos desse entendimento, considerando os princípios da segurança jurídica, da proteção da confiança, da isonomia e da primazia da decisão de mérito. Assim, foi estabelecida a seguinte regra de transição: 
• Para os recursos especiais interpostos antes de 18/11/2019 (data de publicação do REsp 1.813.684-SP): é possível a abertura de vista para que a parte comprove a suspensão do prazo em virtude de feriado local após a interposição do recurso, sanandoo vício.
• Para recursos interpostos depois de 18/11/2019: prevalece a necessidade de comprovar o feriado no momento da interposição do recurso, sendo impossível a sua posterior comprovação em razão de ser vício insanável. Em suma, é necessária a comprovação de feriado local no ato de interposição do recurso, sendo aplicável os efeitos desta decisão tão somente aos recursos interpostos após a publicação do REsp 1.813.684/SP, o que ocorreu em 18/11/2019. STJ. Corte Especial. REsp 1.813.684-SP, Rel. Min. Raul Araújo, Rel. Acd. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 02/10/2019 (Info 660). Cuidado. O STF afirma que, com o CPC/2015, passou a ser impossível sanar o vício da comprovação do feriado local, de modo que a sua comprovação deve ser feita no ato de interposição do recurso. Em outras palavras, o STF não faz essa mesma modulação que foi criada pelo STJ. Logo, em se tratando de recurso extraordinário, mesmo que interposto antes de 18/11/2019, a parte já tinha que comprovar o feriado local, sob pena de não admissão do RE. Nesse sentido: STF. Plenário. ARE 1223738 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 18/10/2019. #IMPORTANTE
*(Atualizado em 10/05/2020) #DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #STJ A simples referência à existência de feriado local previsto em Regimento Interno e em Código de Organização Judiciária Estadual não é suficiente para a comprovação de tempestividade do recurso especial nos moldes do art. 1.003, §6º, do CPC/2015 Importante!!! A parte, ao apresentar recurso especial ou recurso extraordinário, tem o ônus de explicar e comprovar que, na instância de origem, era feriado local ou dia sem expediente forense? SIM. O art. 1.003, § 6º, do CPC/2015 trouxe expressamente um dispositivo dizendo que a comprovação do feriado local deverá ser feita, obrigatoriamente, no ato de interposição do recurso: “O recorrente comprovará a ocorrência de feriado local no ato de interposição do recurso.” Assim, a comprovação da ocorrência de feriado local deve ser feita no ato da interposição do recurso, sendo intempestivo quando interposto fora do prazo previsto na lei processual civil. Imagine que em um recurso especial interposto, a parte mencionou que havia um feriado local, mas não juntou qualquer documento comprovando esse fato. Ao adotar essa prática, a parte comprovou validamente a existência do feriado local? A mera referência (menção) às normas estaduais é suficiente para comprovar a ocorrência de feriado local? NÃO. A comprovação da existência de feriado local que dilate o prazo para interposição de recursos dirigidos ao STJ deverá ser realizada por meio de documentação idônea, não sendo suficiente a simples menção ou referência nas razões recursais. A ocorrência de feriado local, recesso, paralisação ou interrupção do expediente forense deve ser demonstrada, no ato da interposição do recurso que pretende seja conhecido por este Tribunal, por documento oficial ou certidão expedida pelo Tribunal de origem, não bastando a mera menção ao feriado local nas razões recursais, tampouco a apresentação de documento não dotado de fé pública. STJ. 3ª Turma. REsp 1.763.167-GO, Rel. Min. Moura Ribeiro, Rel. Acd. Min. Nancy Andrighi, julgado em 18/02/2020 (Info 665).
*(Atualizado em 07.06.2020): #DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #STJ: A tempestividade recursal pode ser aferida, excepcionalmente, por meio de informação constante em andamento processual disponibilizado no sítio eletrônico, quando informação equivocadamente disponibilizada pelo Tribunal de origem induz a parte em erro. Caso concreto: o TJ/MS negou provimento a uma apelação que havia sido interposta pela parte; na movimentação processual existente no site do TJ/MS, constou a informação de que o vencimento do prazo recursal para a interposição de recurso ao STJ contra o acórdão do TJ se daria no dia 10/12; assim, no dia 10/12, a parte apresentou recurso especial contra o acórdão do TJ; ocorre que essa informação estava errada; o termo final do prazo era dia 09/12; isso significa que parte interpôs o recurso especial intempestivamente; vale ressaltar, contudo, que a parte foi induzida em erro pela informação constante no sítio oficial do TJ; o STJ, excepcionalmente, considerou tempestivo o recurso. STJ. Corte Especial. EAREsp 688.615-MS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 04/03/2020 (Info 666).
*(Atualizado em 07.06.2020): #DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #STJ: A parte, ao apresentar recurso especial ou recurso extraordinário, tem o ônus de explicar e comprovar que, na instância de origem, era feriado local ou dia sem expediente forense? SIM. O art. 1.003, § 6º, do CPC/2015 trouxe expressamente um dispositivo dizendo que a comprovação do feriado local deverá ser feita, obrigatoriamente, no ato de interposição do recurso: “O recorrente comprovará a ocorrência de feriado local no ato de interposição do recurso.” Assim, a comprovação da ocorrência de feriado local deve ser feita no ato da interposição do recurso, sendo intempestivo quando interposto fora do prazo previsto na lei processual civil. Esse entendimento acima explicado está sujeito a alguma modulação de efeitos? Em regra: não. Depois da entrada em vigor do CPC/2015, a comprovação da ocorrência de feriado local deve ser feita no ato da interposição do recurso, sendo intempestivo quando interposto fora do prazo previsto na lei processual civil. Esse entendimento está em vigor desde o início da vigência do CPC/2015 e não se submete a modulação de efeitos. Exceção: no caso do feriado de segunda-feira de carnaval, há uma modulação dos efeitos. Segunda-feira de carnaval não é um feriado nacional. No entanto, em diversos Estados, trata-se de feriado local. • Se o recurso especial foi interposto antes de 18/11/2019 (data de publicação do REsp 1.813.684-SP) e a parte não comprovou que segunda-feira de carnaval era feriado no Tribunal de origem: é possível a abertura de vista para que a parte comprove isso mesmo após a interposição do recurso, sanando o vício. • Se o recurso especial foi interposto depois de 18/11/2019 (data de publicação do REsp 1.813.684-SP) e a parte não comprovou que segunda-feira de carnaval era feriado no Tribunal de origem: não é possível a abertura de vista para que a parte comprove esse feriado, ou seja, o vício não pode mais ser sanado. STJ. Corte Especial. QO no REsp 1813684/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 03/02/2020 (Info 666).
*#DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #STF É admissível a impetração de mandado de segurança para impugnar ato judicial que decidiu pela intempestividade de recurso que havia sido protocolado dentro do prazo legal. Isso porque se está diante de uma situação excepcional. STF. 1ª Turma. RMS 36114/AM, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 22/10/2019 (Info 957). O calendário disponível no sítio do Tribunal de Justiça que mostra os feriados na localidade é documento idôneo para comprovar a ocorrência de feriado local no ato de interposição do recurso, nos termos do art. 1.003, § 6º, do CPC/2015. STF. 1ª Turma. RMS 36114/AM, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 22/10/2019 (Info 957).
*(Atualizado em 12/06/2022). #DEOLHONAJURIS: RECURSOS (TEMPESTIVIDADE). O erro do sistema eletrônico do Tribunal de origem na indicação do término do prazo recursal é apto a configurar justa causa para afastar a intempestividade do recurso. A falha induzida por informação equivocada prestada por sistema eletrônico de tribunal deve ser levada em consideração, em homenagem aos princípios da boa-fé e da confiança, para a aferição da tempestividade do recurso. STJ. Corte Especial. EAREsp 1.759.860-PI, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 16/03/2022 (Info 730).
Art. 1.003.  O prazo para interposição de recurso conta-se da data em que os advogados, a sociedade de advogados, a Advocacia Pública, a Defensoria Pública ou o Ministério Público são intimados da decisão.
§ 1o Os sujeitos previstos no caput considerar-se-ão intimados em audiência quando nesta for proferida a decisão.
§ 2o Aplica-se o disposto no art. 231, incisos I a VI, ao prazo de interposição de recurso pelo réu contradecisão proferida anteriormente à citação.
§ 3o No prazo para interposição de recurso, a petição será protocolada em cartório ou conforme as normas de organização judiciária, ressalvado o disposto em regra especial.
§ 4o Para aferição da tempestividade do recurso remetido pelo correio, será considerada como data de interposição a data de postagem.
§ 5o Excetuados os embargos de declaração, o prazo para interpor os recursos e para responder-lhes é de 15 (quinze) dias.
§ 6o O recorrente comprovará a ocorrência de feriado local no ato de interposição do recurso.
Art. 1.004.  Se, durante o prazo para a interposição do recurso, sobrevier o falecimento da parte ou de seu advogado ou ocorrer motivo de força maior que suspenda o curso do processo, será tal prazo restituído em proveito da parte, do herdeiro ou do sucessor, contra quem começará a correr novamente depois da intimação.
Art. 1.005.  O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita, salvo se distintos ou opostos os seus interesses.
Parágrafo único.  Havendo solidariedade passiva, o recurso interposto por um devedor aproveitará aos outros quando as defesas opostas ao credor lhes forem comuns.
(ii) Preparo: Aquele que recorre deve pagar as despesas com o processamento do recurso, que constituem o preparo. Há, porém, recorrentes que, dada a sua condição, estão isentos (art. 1.007, § 1º). São eles:
- O Ministério Público;
- A Fazenda Pública;
- Os beneficiários da justiça gratuita.
#SELIGANASÚMULA:
Súmula 178 do STJ: O INSS não goza de isenção do pagamento de custas e emolumentos, nas ações acidentárias e de benefícios propostas na Justiça Estadual.
Súmula 483, STJ: O INSS não está obrigado a efetuar depósito prévio do preparo por gozar das prerrogativas e privilégios da Fazenda Pública.
Súmula 484, STJ: Admite-se que o preparo seja efetuado no primeiro dia útil subsequente, quando a interposição do recurso ocorrer após o encerramento do expediente bancário.
#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA #DIZERODIREITO:
Aplica-se o parágrafo 1º do artigo 511 do CPC (atual § 1º do art. 1.007 do CPC 2015), para dispensa de porte de remessa e retorno, ao exonerar o seu respectivo recolhimento por parte do INSS. STF. Plenário. RE 594116/SP, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 3/12/2015 (repercussão geral) (Info 810)
Se o Poder Público for condenado ao pagamento da multa do § 2º do art. 557 do CPC/1973 (§ 4º do art. 1.021 do CPC/2015), a interposição de outros recursos ficará condicionada ao depósito prévio do respectivo valor?
CPC/1973: SIM à Havendo condenação da Fazenda Pública ao pagamento da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC 1973, a interposição de qualquer outro recurso fica condicionada ao depósito prévio do respectivo valor. O prévio depósito da multa também é devido pela Fazenda Pública. STJ. 2ª Turma. AgRg no AREsp 553.788-DF, Rel. Min. Assusete Magalhães, julgado em 16/10/2014 (Info 551). STF. 2ª Turma. ARE 931830 AgR/PB, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 21/8/2018 (Info 912).
CPC/2015: NÃO à Veja o que diz o CPC/2015: Art. 1.021 (...) § 4º Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em votação unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, condenará o agravante a pagar ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa. § 5º A interposição de qualquer outro recurso está condicionada ao depósito prévio do valor da multa prevista no § 4º, à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, que farão o pagamento ao final.
*(Atualizado em 24/07/2022). A concessão da gratuidade de justiça ao microempreendedor individual MEI e ao empresário individual prescinde de comprovação da hipossuficiência financeira. O empresário individual e o microempreendedor individual são pessoas físicas que exercem atividade empresária em nome próprio, respondendo com seu patrimônio pessoal pelos riscos do negócio, não sendo possível distinguir entre a personalidade da pessoa natural e da empresa. O microempreendedor individual e o empresário individual não se caracterizam como pessoas jurídicas de direito privado propriamente ditas. Portanto, para a finalidade precípua da concessão da benesse da gratuidade judiciária a caracterização como pessoa jurídica de ser relativizada. Assim, para a concessão do benefício da gratuidade de Justiça aos microeempreendedores individuais e empresários individuais, em princípio, basta a mera afirmação de penúria financeira, ficando salvaguardada à parte adversa a possibilidade de impugnar o deferimento da benesse, bem como ao magistrado, para formar sua convicção, solicitar a apresentação de documentos que considere necessários, notadamente quando o pleito é realizado quando já no curso do procedimento judicial 4ª Turma. REsp 1.899.342SP, Rel. Min. Marco Buzzi, julgado em 26/04/2022 (INFO 734)
O preparo deve ser comprovado no ato de interposição do recurso, ocasião em que também deve ser comprovado o porte de remessa e retorno.
#SELIGA: É dispensado o recolhimento do porte de remessa e retorno no processo em autos eletrônicos (art. 1007, §3º, CPC).
O art. 1.007, § 2º, do CPC trata da hipótese de insuficiência do preparo, estabelecendo que o recurso será considerado deserto se a diferença não for recolhida em 5 dias.
Havendo apenas insuficiência, a complementação poderá ser feita pela diferença. No caso de falta de recolhimento, pelo dobro do que era devido, originalmente, como preparo.
	#ATENÇÃO! Nos JUIZADOS ESTADUAIS admite-se que o preparo ocorra até em 48 horas após a interposição dos recursos. Art. 42, §1º Lei 9099/1995. (Recurso inominado).
*#DEOLHONAJURIS #DIZERODIREITO #STJ: Tendo em vista os princípios do contraditório e da ampla defesa, o recurso interposto pela Defensoria Pública, na qualidade de curadora especial, está dispensado do pagamento de preparo. STJ. Corte Especial. EAREsp 978.895-SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 18/12/2018 (Info 641).
JUSTO IMPEDIMENTO,
Pagar em CINCO DIAS.
Comprovou no Ato de Interposição?
Descumpriu?
DESERÇÃO!
SIM 
PREPARO
PAGAR EM DOBRO* 
NÃO 
Valor INSUFICIENTE
Pagamento OK 
Completar em CINCO DIAS
RECURSO CONHECIDO
Art. 1.007.  No ato de interposição do recurso, o recorrente comprovará, quando exigido pela legislação pertinente, o respectivo preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, sob pena de deserção.
§ 1o São dispensados de preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, os recursos interpostos pelo Ministério Público, pela União, pelo Distrito Federal, pelos Estados, pelos Municípios, e respectivas autarquias, e pelos que gozam de isenção legal.
§ 2o A insuficiência no valor do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, implicará deserção se o recorrente, intimado na pessoa de seu advogado, não vier a supri-lo no prazo de 5 (cinco) dias.
§ 3o É dispensado o recolhimento do porte de remessa e de retorno no processo em autos eletrônicos.
§ 4o O recorrente que não comprovar, no ato de interposição do recurso, o recolhimento do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, será intimado, na pessoa de seu advogado, para realizar o recolhimento em dobro, sob pena de deserção.
§ 5o É vedada a complementação se houver insuficiência parcial do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, no recolhimento realizado na forma do § 4o.
§ 6o Provando o recorrente justo impedimento, o relator relevará a pena de deserção, por decisão irrecorrível, fixando-lhe prazo de 5 (cinco) dias para efetuar o preparo.
§ 7o O equívoco no preenchimento da guia de custas não implicará a aplicação da pena de deserção, cabendo ao relator, na hipótese de dúvida quanto ao recolhimento, intimar o recorrente para sanar o vício no prazo de 5 (cinco) dias.
(iv) Regularidade formal: Os recursos são, em regra, apresentados por escrito. Contudo, a lei autoriza interposição oral, em casos excepcionais, como no caso dos embargos de declaração no Juizado Especial. Conquanto a interposição seja oral, há necessidade de que o recurso seja reduzido a termo,para que o órgão julgador possa conhecer-lhe o teor. Ainda, todo recurso deve vir acompanhado das respectivas razões, já no ato de interposição. Ao apresentar o recurso, a parte deve formular a sua pretensão recursal, aduzindo se pretende a reforma ou a anulação da decisão, ou de parte dela, indicando os fundamentos para tanto.
#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA:
Juntada extemporânea de prova documental em recursos interpostos no STF. Como regra, não se admite a juntada extemporânea de prova documental em recursos interpostos no STF. Assim, por exemplo, em regra, não se admite que, em um agravo regimental no STF, seja juntado algum documento que já existia, mas que a parte não havia trazido aos autos por omissão sua. No entanto, em um caso concreto envolvendo uma apreciação de contas do TCE, o STF relativizou esta proibição e admitiu que o Estado/agravante trouxesse aos autos cópia da intimação do gestor público condenado. O STF considerou que, na situação concreta, o interesse público indisponível presente na lide justifica que se admita a análise do documento. STF. 1ª Turma. ARE 916917 AgR/SP, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 6/12/2016 (Info 850).
INFORMATIVO 541 STJ. A assinatura ELETRÔNICA é válida, podendo ser aposta nas petições em geral e nos recursos, estando regulamentada pela Lei n.° 11.419/2006. A assinatura DIGITALIZADA (“escaneada”) NÃO é válida. Se for aposta no recurso, este não será conhecido, sendo reputado INEXISTENTE. STJ. 3ª Turma. REsp 1.442.887-BA, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 6/5/2014 (Info 541).
#OUSESABER: O princípio da dialeticidade exige do recorrente a exposição da fundamentação recursal e do pedido (que poderá ser de anulação, reforma, esclarecimento ou integração). Essa necessidade de justifica-se na medida em que é imprescindível a fundamentação recursal para o recorrido oferecer contrarrazões, assim como para estabelecer os limites de atuação do Tribunal no julgamento do recurso. Com efeito, o STJ (1º Seção, AgRg na Rcl 23.177/SC, Rel. Min. Assusete Magalhães, j. 25/03/2015) entende que a fundamentação recursal deve impugnar especificamente os fundamentos da decisão recorrida, sob pena de inadmissão do recurso. Contudo, não obstante a referida exigência, também é entendimento do STJ a possibilidade da parte recorrente reproduzir os fundamentos da petição inicial ou da contestação nas razões de apelação, desde que da fundamentação recursal seja possível se extrair a irresignação com a decisão prolatada, não havendo que se falar em violação ao princípio da dialeticidade, considerando-se o recurso fundamentado e a decisão devidamente impugnada. Senão vejamos a seguinte ementa: "PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO. ART. 514, II, DO CPC. FUNDAMENTAÇÃO RECURSAL. REPRODUÇÃO DOS ARGUMENTOS CONTIDOS NA CONTESTAÇÃO. POSSIBILIDADE. 1. A reprodução na Apelação das razões já deduzidas na contestação não enseja, por si só, a negativa de conhecimento do recurso. Precedentes. 2. Recurso Especial provido" (STJ - 2º Turma, REsp 1606646 / PB, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 13/09/2016, DJe 07/10/2016). 
#OUSESABER: O que se entende por divórcio ideológico? Divórcio ideológico é uma expressão bastante utilizada pelo STF para expressar a situação de ausência de pertinência entre o fundamento do recurso interposto e a decisão guerreada. Por não permitir a exata compreensão da matéria impugnada no recurso, a ocorrência do divórcio ideológico tem como consequência a inadmissibilidade recursal. Neste sentido, vejamos julgado esclarecedor do STF: INCOINCIDÊNCIA TEMÁTICA ENTRE OS FUNDAMENTOS DA IMPETRAÇÃO E AQUELES QUE DÃO SUPORTE AO ACÓRDÃO IMPUGNADO. - Não é lícito ao impetrante, em sede recursal ordinária, inovar materialmente em sua postulação, para, nesta, incluir pedido formulado em bases mais amplas e com fundamento diverso daquele que foi originariamente deduzido quando do ajuizamento da ação de mandado de segurança. Precedentes. - A ocorrência de divergência temática entre as razões em que se apoia a petição recursal, de um lado, e os fundamentos que dão suporte à matéria efetivamente versada na decisão recorrida, de outro, configura hipótese de divórcio ideológico, que, por comprometer a exata compreensão do pleito deduzido pela parte recorrente, inviabiliza, ante a ausência de pertinente impugnação, o acolhimento do recurso interposto. Precedentes.” (RMS 28.198-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
	REQUISITOS EXTRÍNSECOS
	TESMPESTIVIDADE
	Os recursos do CPC são interpostos no prazo de 15 dias, salvo os embargos de declaração (5 dias). Os arts. 180, 183 e 229 do CPC determinam a dobra do prazo.
	PREPARO
	São as custas com o processamento do recurso. Não recolhem preparo os embargos de declaração. Quanto aos demais, o CPC não o excluí, cumprindo verificar a legislação pertinente.
O recurso extraordinário e o especial recolhem preparo e porte de remessa e retorno. A comprovação do preparo deve ser feita no ato de interposição do recurso.
	REGULARIDADE FORMAL
	Os recursos são, em regra, escritos e, no ato de interposição devem vir acompanhados das razões, sob pena de preclusão consumativa.
	INEXISTÊNCIA DE FATOS EXTINTIVOS OU IMPEDITIVOS DO DIREITO DE RECORRER
	Os fatos extintivos são a renúncia e a aquiescência, sempre prévias à interposição do recurso. O fato impeditivo é a desistência, que pressupõe recurso já interposto.
7.2. Juízo de mérito:
O conteúdo do Juízo de mérito recursal consiste na matéria devolvida, através da interposição do recurso, visando, em regra, reformar ou anular a decisão. Há, entretanto, situação diversa no caso de Embargos de Declaração que, ao contrário, têm em vista esclarecê-la ou complementá-la.
JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE x JUÍZO DE MÉRITO:
	JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE
	JUÍZO DE MÉRITO
	Verifica se pedido vai ser examinado
	Verifica se o pedido será acolhido.
	No juízo de ADMISSIBILIDADE, o juiz pode CONHECER ou NÃO CONHECER o recurso.
	Pode o juiz dar PROVIMENTO, ou NÃO DAR PROVIMENTO ao recurso.
8. Princípios:
8.1. Princípio da taxatividade:
O rol legal de recursos é taxativo. Só existem os previstos em lei, não sendo dado às partes formular meios de impugnação das decisões judiciais além daqueles indicados pelo legislador.
O art. 994 do CPC enumera os recursos cabíveis. A eles podem ser acrescentados outros que venham a ser criados por leis especiais.
Art. 994.  São cabíveis os seguintes recursos:
I - apelação;
II - agravo de instrumento;
III - agravo interno;
IV - embargos de declaração;
V - recurso ordinário;
VI - recurso especial;
VII - recurso extraordinário;
VIII - agravo em recurso especial ou extraordinário;
IX - embargos de divergência.
8.2. Princípio da fungibilidade recursal:
É a possibilidade de, quando houver a dúvida objetiva, o juiz ou o tribunal poder receber um recurso por outro.
Porém, nem sempre caberá a aplicação da fungibilidade. Há um requisito indispensável: a existência de dúvida objetiva a respeito da natureza da decisão, que resulta de controvérsia efetiva, na doutrina ou na jurisprudência, a respeito do pronunciamento. Não basta a dúvida subjetiva/pessoal, sendo necessário que ela se objetive pela controvérsia.
#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA: O conceito de "dúvida objetiva", para a aplicação do princípio da fungibilidade recursal, pode ser relativizado, excepcionalmente, quando o equívoco na interposição do recurso cabível decorrer da prática de ato do próprio órgão julgador. STJ. 2ª Seção. EAREsp 230.380-RN, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 13/09/2017 (Info 613).
8.3. Princípio da proibição da reformatio in pejus:
Como o recurso devolve ao Tribunal apenas o conhecimento daquilo que foi impugnado, os julgadores vão se limitar a apreciar aquilo em que o recorrente sucumbiu, podendo, na pior das hipóteses, não acolher o recurso e manter a sentença tal como lançada.
Contudo, o princípio não é absoluto. Uma exceção é que, processo, as matérias de ordem pública podem ser conhecidas de ofício a qualquer tempo e grau de jurisdição, inclusive no âmbito recursal. Outra exceção também é quando houver sucumbênciarecíproca e ambas as partes recorrerem. 
8.4. Princípio da singularidade/taxatividade/unirrecorribilidade:
O princípio da singularidade admite tão somente uma espécie recursal como meio de impugnação de cada decisão judicial. Contudo, admite-se a existência concomitante de mais de um recurso contra a mesma decisão desde que tenham a mesma natureza jurídica.
Também há exceções a esse princípio recursal, sendo o mais frequente a interposição de recurso especial e recurso extraordinário contra o mesmo acórdão.
8.5. Princípio da primazia do julgamento do mérito recursal:
Conforme devidamente analisado, o art. 4º do Novo Código de Processo Civil consagra de forma expressa o princípio da primazia do julgamento do mérito, fenômeno também verificável no âmbito recursal.
Segundo referido dispositivo, o relator, antes de considerar inadmissível o recurso, concederá o prazo de 05 dias ao recorrente para que seja sanado o vício ou complementada a documentação exigível.
Além de consagrar o princípio da primazia no julgamento do mérito, previsto no art. 4º do CPC, o art. 932, parágrafo único, do Novo CPC consagra o dever de prevenção presente no princípio da cooperação, devidamente consagrado pelo art. 6º do Novo CPC.
Isso porque, ao intimar o peticionante para o saneamento do vício, caberá ao juiz cumprir seu dever de esclarecimento (outro dever decorrente do princípio da cooperação), apontando de forma precisa qual o vício que deverá ser saneado.
9. Efeitos dos recursos:
Os efeitos dos recursos são as consequências que o processo sofre com a sua interposição. Não decorrem da vontade das partes ou do Juiz, mas de determinação legal. É a lei que estabelece quais os efeitos de que um recurso é dotado.
9.1. Efeito devolutivo:
É a aptidão que todo recurso tem de devolver ao conhecimento do órgão ad quem o conhecimento da matéria impugnada. Todos os recursos são dotados de efeito devolutivo, já que é de sua essência que o Judiciário possa reapreciar aquilo que foi impugnado, seja para modificar ou desconstituir a decisão, seja para complementá-la ou torná-la mais clara.
a) Dimensão horizontal da devolução: é entendida pela melhor doutrina como a extensão da devolução, estabelecida pela matéria em relação à qual uma nova decisão é pedida, ou seja, pela extensão o recorrente determina o que pretende devolver ao tribunal, com a fixação derivando da concreta impugnação à matéria que é devolvida. 
Quem delimita a extensão de um recurso é o RECORRENTE e o capítulo não impugnado transito em julgado.
#PARAENTENDER: Isso significa que é o recorrente quem estabelece quais são os limites horizontais de atuação do Tribunal, quais partes da decisão que ele quer ver sendo reexaminada pelo Tribunal. O Tribunal deve decidir de acordo com o pedido (princípio da congruência), atentando à limitação que o recorrente faz. Se existiam três capítulos na decisão e o recorrente só recorre de dois, o Tribunal só poderá examinar esses dois. O terceiro capítulo não impugnado não será transferido ao tribunal, pois não houve impugnação. (Lembrando que os recursos podem ser parciais). Pode-se dizer, inclusive, que a regra que determina que a extensão do efeito devolutivo seja delimitada pelo recorrente é uma MANIFESTAÇÃO DO PRINCÍPIO DISPOSITIVO, uma vez que é a parte que delimita o que ela quer. 
b) Dimensão vertical da devolução: entendida como sendo a profundidade da devolução, estabelece-se a devolução automática ao tribunal, dentro dos limites fixados pela extensão, de todas as alegações, fundamentos e questões referentes à matéria devolvida. Trata-se do material com o qual o órgão competente para o julgamento do recurso irá trabalhar para decidi-lo.
Segundo Daniel Assumpção, essa dimensão estabelece a devolução automática ao órgão ad quem, dentro dos limites fixados pela extensão, de todas as alegações, fundamentos e questões referentes à matéria devolvida. A profundidade seria consequência natural da extensão, INDEPENDENDO DE MANIFESTAÇÃO DO RECORRENTE. 
Abrange, portanto, dois pontos: 
b.1) TODAS AS QUESTÕES SUSCITADAS E DISCUTIDAS NO PROCESSO (sempre respeitando a extensão). 
Art. 1013. § 1o Serão, porém, objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal TODAS AS QUESTÕES SUSCITADAS E DISCUTIDAS NO PROCESSO, ainda que não tenham sido solucionadas, desde que relativas ao capítulo impugnado. 
Destaca-se que são todas as questões debatidas no PROCESSO, e não necessariamente as questões impugnadas no recurso. O STJ entende que a aplicação do art. 1013, §§1º 2º do NCPC independe de qualquer alegação no recurso ou nas contrarrazões, ainda que equivocadamente o julgado tenha qualificado tal efeito como translativo, não o relacionando com a profundidade da devolução, como teria sido o mais adequado. 
b.2) QUESTÕES COGNOSCÍVEIS EX OFFICIO (ainda que não suscitadas). Todas as matérias conhecíveis ex officio sobem automaticamente em virtude do efeito devolutivo na dimensão vertical, decorre da própria lei e não da vontade das partes.
#IMPORTANTE: Isso significa que se só se impugnou “A”, todas as questões suscitadas e de ordem pública que dizem respeito ao capítulo “A”, serão analisadas pelo Tribunal.
#COLANARETINA #NÃOCUSTALEMBRAR: Toda matéria remetida ao Tribunal é limitada pelo efeito devolutivo horizontal. As demais questões, referentes ao capítulo não impugnado, transitam em julgado.
#OLHAOGANCHO: Teoria da Causa Madura
O efeito devolutivo adquire maior amplitude com as regras trazidas pelo art. 1.013, § 3º, que permitem ao tribunal, em determinadas situações, julgar os pedidos, mesmo que a primeira instância não o tenha feito. Com esse dispositivo, o órgão ad quem fica autorizado a, se o processo estiver em condições de julgamento, decidir desde logo o mérito, quando: 
I — reformar sentença fundada no art. 485, isto é, que julga o processo extinto sem resolução de mérito; 
II — decretar a nulidade da sentença por não ser ela congruente com os limites do pedido ou da causa de pedir, o que ocorre quando a sentença for ultra ou extra petita. No caso da sentença extra petita, o juízo terá julgado ação diferente da que foi proposta, por ter apreciado pedido ou causa de pedir diferente daquele formulado na inicial. Mas o tribunal, estando em condições de julgamento, deverá julgar a pretensão formulada; 
III — constatar a omissão no exame de um dos pedidos, hipótese em que poderá julgá-lo; 
IV — decretar a nulidade de sentença por falta de fundamentação.
Se a causa não estiver madura para julgamento, o Tribunal deve anular a sentença e devolver o processo à primeira instância, determinando o seu prosseguimento, até que nova sentença venha a ser proferida.
#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA: Admite-se a aplicação da teoria da causa madura (art. 515, § 3º, do CPC/1973 / art. 1.013, § 3º do CPC/2015) em julgamento de agravo de instrumento. STJ. Corte Especial. REsp 1.215.368-ES, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 1/6/2016 (Info 590).
#SELIGA: Efeito devolutivo e as sentenças que acolhem as alegações de prescrição e decadência:
Quando o juiz acolhe as alegações de prescrição e decadência, extingue o processo com resolução de mérito, sem acolher ou rejeitar as pretensões formuladas (art. 487, II, do CPC). Se houver recurso, e o órgão ad quem afastar a prescrição ou decadência, poderá passar ao exame das pretensões, ainda que a primeira instância não o tenha feito, desde que encontre nos autos todos os elementos necessários para tanto, nos termos do art. 1.013, § 4º, CPC. Caso contrário, deverá anular a sentença e determinar a restituição dos autos ao órgão de origem, para a colheita dos elementos necessários.
9.2. Efeito suspensivo:
O efeito suspensivo diz respeito à impossibilidade de a decisão impugnada gerar efeitos enquanto não for julgado o recurso interposto.
A apelação é o único recurso dotado, em regra, desse efeito, embora a lei permita que o Relator, preenchidos determinados requisitos, atribua efeito suspensivo a outros recursos, que normalmente não são dele dotados.
O art. 995, caput, do CPC prevê que, salvo quandohouver disposição legal ou decisão judicial em sentido contrário, o recurso não impede a geração de efeitos da decisão impugnada, ou seja, no primeiro caso tem-se o efeito suspensivo próprio e no segundo, o impróprio. O parágrafo único prevê os requisitos para a concessão do efeito suspensivo pelo relator no caso concreto: 
(i) risco de dano grave, de difícil ou impossível reparação, gerado pela geração imediata de efeitos da decisão;
(ii) ficar demonstrada a probabilidade de provimento do recurso.
Ainda, são critérios para concessão do efeito suspensivo:
(i) Efeito suspensivo próprio (ope legis): a própria lei se encarrega da previsão de tal efeito como regra;
(ii) Efeito suspensivo impróprio (ope judis): caberá ao juiz no caso concreto, desde que preenchidos os requisitos legais, a concessão do efeito suspensivo.
Os arts. 1.012, § 3º; 1.019, I; 1.026, § 1º; e 1.029, § 5º, do CPC concedem ao relator o poder de atribuir ao recurso efeito suspensivo, nos casos em que ele não o tenha, em numerosas hipóteses, que podem ser resumidas pela fórmula “sempre que houver risco de lesão grave e de difícil reparação, sendo relevante a fundamentação”.
#COLANARETINA:
	EFEITO SUSPENSIVO PRÓPRIO
	EFEITO SUSPENSIVO IMPRÓPRIO
	OPE LEGIS.
	OPE JUDICIS.
	Não depende de provocação da parte. AUTOMÁTICO.
	Depende de PEDIDO EXPRESSO DA PARTE, devendo ser CONCEDIDO PELO RELATOR.
	Natureza DECLARATÓRIA.
	Natureza CONSTITUTIVA.
	EX TUNC.
	EX NUNC.
#ATENÇÃO:
è Extensão do efeito suspensivo: Inicialmente, vale lembrar que a sentença é composta de vários capítulos. Cada um dos pedidos, em relação a cada uma das partes, será examinado e constituirá um capítulo. Há aqueles que são independentes uns dos outros, e aqueles que guardam relação de interdependência. Se houver apelação parcial, a respeito de um dos capítulos da sentença, sem que haja impugnação dos demais, aqueles que forem independentes, transitarão em julgado e poderão ser executados desde logo. O mesmo não ocorrerá se os capítulos forem interdependentes, em que o acolhimento de um possa repercutir sobre o outro (efeito expansivo objetivo). Ex: em ação de anulação de contrato de compra e venda cumulada com reintegração de posse do imóvel alienado, há manifesta relação de prejudicialidade entre as duas pretensões, pois o juiz só irá deferir a pretensão possessória se anular o contrato. Assim, se ele acolher as 2 pretensões, e o réu só apelar do pedido anulatório, não será possível executar a reintegração de posse, porque o acolhimento do recurso repercutirá sobre a segunda decisão (efeito expansivo).
è Efeito suspensivo e ações conexas: Quando há conexão, o Juiz julga as 02 ou mais ações conexas, com uma só sentença. Havendo um só ato processual, caberá apenas uma apelação. Mas pode ocorrer que, em relação a uma das ações, o recurso seja dotado de efeito suspensivo e, em relação a outra, não. Se assim for, o juiz, ao receber a apelação, deverá esclarecer que o recurso terá efeito suspensivo em relação ao julgamento de uma das ações, mas não em relação à outra.
Art. 1.012.  A apelação terá efeito suspensivo.
(...)
§ 3o O pedido de concessão de efeito suspensivo nas hipóteses do § 1o poderá ser formulado por requerimento dirigido ao:
I - tribunal, no período compreendido entre a interposição da apelação e sua distribuição, ficando o relator designado para seu exame prevento para julgá-la;
II - relator, se já distribuída a apelação.
Art. 1.019.  Recebido o agravo de instrumento no tribunal e distribuído imediatamente, se não for o caso de aplicação do art. 932, incisos III e IV, o relator, no prazo de 5 (cinco) dias:
I - poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso ou deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão;
Art. 1.026.  Os embargos de declaração não possuem efeito suspensivo e interrompem o prazo para a interposição de recurso.
§ 1o A eficácia da decisão monocrática ou colegiada poderá ser suspensa pelo respectivo juiz ou relator se demonstrada a probabilidade de provimento do recurso ou, sendo relevante a fundamentação, se houver risco de dano grave ou de difícil reparação.
Art. 1.029.  O recurso extraordinário e o recurso especial, nos casos previstos na Constituição Federal, serão interpostos perante o presidente ou o vice-presidente do tribunal recorrido, em petições distintas que conterão:
I - a exposição do fato e do direito;
II - a demonstração do cabimento do recurso interposto;
III - as razões do pedido de reforma ou de invalidação da decisão recorrida.
(...)
§ 5o O pedido de concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário ou a recurso especial poderá ser formulado por requerimento dirigido:
I – ao tribunal superior respectivo, no período compreendido entre a publicação da decisão de admissão do recurso e sua distribuição, ficando o relator designado para seu exame prevento para julgá-lo;                   (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016)         (Vigência)
II - ao relator, se já distribuído o recurso;
III – ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, no período compreendido entre a interposição do recurso e a publicação da decisão de admissão do recurso, assim como no caso de o recurso ter sido sobrestado, nos termos do art. 1.037.
9.3. Efeito translativo:
Trata-se da aptidão que os recursos em geral têm de permitir ao órgão ad quem examinar de ofício matérias de ordem pública, conhecendo-as ainda que não integrem o objeto do recurso, como as questões sobre prescrição, decadência, falta de condições da ação ou de pressupostos processuais.
Todos os recursos ordinários são dotados de efeito translativo, a exceção dos recursos especial e extraordinário, pois o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal se limitarão a examinar aquilo que tenha sido prequestionado e, portanto, aventado nas instâncias inferiores, sem conhecer de ofício matérias que não tenham sido suscitadas.
#APROFUNDAMENTO: Como é feita a análise do EFEITO TRANSLATIVO NOS RE E RESP? Poderia o tribunal conhecê-las em primeiro lugar? 
· 1ª corrente. NÃO. A corrente contrária ao efeito translativo autônomo encontra fundamento para tanto na ausência de prequestionamento de tal matéria, o que impediria a analise pelos órgãos de superposição. A questão não foi enfrentada nem decidida anteriormente, não podendo ser objeto de apreciação pelo STH/STF. É o entendimento do STF e do STJ. Assim, exige-se prequestionamento de todas as matérias, inclusive daquelas que podem ser reconhecidas de ofício.
#CUIDADO. Segundo Daniel Assumpção, esse cenário tende a modificar diante do 1.034 CPC que consagra o translativo aos RE/RESP.
Art. 1.034. Admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial, o Supremo Tribunal Federal ou o Superior Tribunal de Justiça julgará o processo, aplicando o direito.
Parágrafo único. Admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial por um fundamento, devolve-se ao tribunal superior o conhecimento dos demais fundamentos para a solução do capítulo impugnado. 
· 2ª corrente. SIM. Aponta que o prequestionamento é apenas um requisito especial de admissibilidade do recurso, voltado ao juízo de admissibilidade e não ao julgamento do mérito. Logo, preenchida a admissibilidade o mesmo será conhecido pelos órgãos de superposição e, após esse momento, aplica-se o translativo de forma irrestrita. Tal entendimento acaba por exigir o pré-questionamento e também a aplicação do translativo. Segundo essa corrente, se o RE/RESP tiver por objeto apenas a matéria de ordem pública, por exemplo, seria inadmitida. Contudo, uma vez admitida, eventuais questões de ordem pública seriam aplicáveis pelo STJ/STF em razão do translativo. 
9.4. Efeito expansivo:
Efeito expansivo é a aptidão de alguns recursos cuja eficácia pode ultrapassar os limites objetivos ou subjetivos previamente estabelecidos pelo recorrente. 
a) Efeito expansivo subjetivo: possibilita que o resultado do recurso se estenda a litigantes que não tenham recorrido. Havendo litisconsórcio,o recurso interposto por um dos litisconsortes pode, dependendo das circunstâncias, beneficiar aqueles que não recorreram. Isso ocorrerá em 2 hipóteses: quando for unitário, ou, sendo simples, as matérias alegadas pelo recorrente forem comuns aos demais;
b) Efeito expansivo objetivo: possibilita que o resultado do recurso se estenda a pretensões que não o integrem. Há pedidos interdependentes, que mantêm entre si relação de prejudicialidade. Não é possível modificar a decisão a respeito de um deles sem que haja repercussão sobre os demais. Nessa situação, ainda que haja recurso apenas em relação a um deles, o provimento repercutirá sobre os outros, ainda que estes não sejam especificamente impugnados.
9.5. Efeito regressivo:
É a aptidão de que alguns recursos são dotados de permitir ao órgão a quo reconsiderar a decisão proferida, exercer juízo de retratação.
O recurso de agravo de instrumento e o de agravo interno são dotados de efeito regressivo, pois sempre permitem ao prolator da decisão reconsiderá-la.
Por outro lado, em regra, a apelação não tem esse efeito. Mas há, atualmente, 03 hipóteses em que o Juiz pode reconsiderar: no caso de indeferimento da inicial (art. 331, §1º), no prazo de 5 dias; no caso de sentença de extinção sem resolução de mérito (art. 485), no prazo de 5 dias (art. 485, §7º, do CPC); e no caso de sentença de improcedência liminar do pedido, também no prazo de 5 dias (art. 332, § 3º).
9.6. Efeito substitutivo:
A previsão do art. 1.008 do Novo CPC determina que o julgamento do recurso substituirá a decisão recorrida, nos limites da impugnação.
Se o recurso for parcial? Somente será analisado pelo Tribunal a parte impugnada. E, portanto, só haverá substituição dessa parte.
Art. 1.008.  O julgamento proferido pelo tribunal substituirá a decisão impugnada no que tiver sido objeto de recurso.
#CASCADEBANANA: Só há UMA HIPÓTESE em que recurso julgado NÃO produz efeito substitutivo: quando o recurso é acolhido para invalidar a decisão. O Tribunal, aqui, não a substitui, mas a desfaz para que outra seja proferida em seu lugar. Em suma: recurso cuja causa de pedir se baseia em ERROR IN PROCEDENDO (visando, pois, invalidar a decisão, NÃO substitui – quando procedente – a decisão recorrida). ISSO PORQUE O ÓRGÃO AD QUEM NÃO SUBSTITUIRÁ QUANTO AO MÉRITO, MAS DEVOLVERÁ AO AQUO PARA QUE ESTE PROFIRA NOVO DECISUM.
10. Recurso adesivo:
A regra geral é que cada parte interporá o seu recurso de forma independente, no prazo e com observância das exigências legais. 
O chamado recurso adesivo é uma espécie de exceção a essa regra, não sendo, pois, uma espécie de recurso, mas tão somente uma forma de recorrer, em que a parte adere ao recurso interposto pela parte contrária, deduzindo seus pedidos quando presentes os seguintes requisitos:
a) que tenha havido sucumbência recíproca, isto é, que nenhum dos litigantes tenha obtido no processo o melhor resultado possível;
b) que tenha havido recurso do adversário.
O recurso adesivo fica subordinado ao recurso principal, sendo-lhe aplicadas as mesmas regras deste quanto aos requisitos de admissibilidade e julgamento no Tribunal, salvo disposição legal diversa. 
#CASCADEBANANA: RECURSO ADESIVO CRUZADO configura-se quando há RE adesivo ao RESP (ou o oposto). Ocorre quando uma parte resta vencida na matéria legal e outra parte resta vencida na matéria constitucional, de modo que cada uma das partes irá se valer de um recurso diferente. 
Deve ser observado, ainda, que o recurso adesivo:
(i) Será dirigido ao órgão perante o qual o recurso independente fora interposto, no prazo em que a parte dispõe para responder, ou seja, no prazo das contrarrazões;
(ii) Não será conhecido, se houver desistência do recurso principal ou se for ele considerado inadmissível.
Publicada a sentença ou acórdão, fluirá o prazo para a apresentação de recurso principal, que pode ser interposto por ambas as partes. Havendo sucumbência recíproca, se só uma delas recorrer, a outra será intimada a oferecer contrarrazões. Nesse prazo, poderá apresentar o recurso adesivo. Este deve ser apresentado no prazo das contrarrazões, mas em peças distintas. Afinal, os fundamentos serão completamente diferentes: nas contrarrazões, o apelado postulará a manutenção do que lhe foi concedido; e, no recurso adesivo, a reforma da sentença, naquilo que lhe foi negado.
Recebido o recurso adesivo, o juiz intimará a parte contrária para oferecer-lhe contrarrazões.
Art. 997.  Cada parte interporá o recurso independentemente, no prazo e com observância das exigências legais.
§ 1o Sendo vencidos autor e réu, ao recurso interposto por qualquer deles poderá aderir o outro.
§ 2o O recurso adesivo fica subordinado ao recurso independente, sendo-lhe aplicáveis as mesmas regras deste quanto aos requisitos de admissibilidade e julgamento no tribunal, salvo disposição legal diversa, observado, ainda, o seguinte:
I - será dirigido ao órgão perante o qual o recurso independente fora interposto, no prazo de que a parte dispõe para responder;
II - será admissível na apelação, no recurso extraordinário e no recurso especial;
III - não será conhecido, se houver desistência do recurso principal ou se for ele considerado inadmissível.
#UMPOUCODEDOUTRINA: Há um entendimento criticado por Didier afirmando que no âmbito dos Juizados não caberia recurso adesivo, sob o fundamento de que comprometeria a celeridade. Ora, o recurso adesivo é um instrumento em favor da celeridade, e não contra. Imaginemos que só uma parte recorra. A outra interpôs recurso adesivo. A parte que havia recorrido pode se assustar e desistir do recurso, caindo o adesivo, por consequência. 
#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA: João propõe ação de indenização por danos morais contra Pedro pedindo o pagamento de R$ 30 mil. O juiz julga o pedido procedente, condenando o réu a pagar a indenização por danos morais, mas fixando o valor em R$ 10 mil. João pensou consigo mesmo: “eu queria mais, no entanto, prefiro acabar logo com esse processo e receber imediatamente esses R$ 10 mil do que ficar tentando R$ 30 mil por mais alguns anos; não vou recorrer”. Ocorre que, no último dia do prazo, Pedro interpôs apelação. João foi, então, intimado para apresentar contrarrazões à apelação. Neste momento, ele pensou: “ah, já que ele recorreu, então agora eu também quero recorrer para aumentar o valor da indenização; já que vou esperar mesmo, então quero tentar uma quantia maior”. Diante disso, o advogado de João interpõe recurso adesivo pedindo a majoração do valor da indenização por danos morais. Pedro apresenta contrarrazões alegando que o recurso interposto por João é incabível, considerando que o recurso adesivo só cabe se existir sucumbência recíproca e, no caso, não houve, conforme preconiza a súmula 326 do STJ: “Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao postulado na inicial não implica sucumbência recíproca.” A tese de Pedro está correta?
NÃO. O recurso adesivo pode sim ser interposto pelo autor da ação de indenização julgada procedente, quando arbitrado, a título de danos morais, valor inferior ao que era almejado. Isso porque, neste caso, estará configurado o interesse recursal do demandante em ver majorada a condenação, hipótese caracterizadora de sucumbência material. Realmente, só cabe recurso adesivo se houver sucumbência recíproca, ou seja, se tanto o autor como o réu perderem na sentença. Se o autor pediu a condenação do réu em R$ 30 mil a título de danos morais e conseguiu a condenação em R$ 10 mil, ele ganhou a demanda sob o ponto de vista formal (processual). Não se pode dizer que houve sucumbência formal, já que a providência processual requerida foi atendida (o réu foi obrigado a pagar). No entanto, sob o ponto de vista material, o autor teve sim uma sucumbência parcial (derrota parcial). Isso porque ele não obteve exatamente o bem da vida que pretendia (queria 30 e só teve 10). Logo, neste caso, o autor terá interesse em ver majorada a condenação, hipótese caracterizadora, portanto, da sucumbência materialviabilizadora da irresignação recursal. Não se aplica a Súmula 326 do STJ porque esse enunciado é baseado na definição da responsabilidade pelo pagamento de despesas processuais e honorários advocatícios. Ele não está relacionado com interesse recursal. A correta leitura da súmula 326 é a seguinte: 
Para fins de definição de quem irá pagar as despesas processuais e os honorários advocatícios, “na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao postulado na inicial não implica sucumbência recíproca”. 
Logo, se o autor pediu uma quantia a título de danos morais e obteve valor inferior ao desejado, podemos concluir que:
• Sob o ponto de vista formal, ele foi o vencedor da demanda e não terá que pagar as despesas processuais e os honorários advocatícios do réu (Súmula 326-STJ); 
• Sob o ponto de vista material, ele foi sucumbente e terá direito de interpor recurso (principal ou adesivo), já que não obteve o exato bem da vida pretendido. 
STJ. Corte Especial. REsp 1.102.479-RJ, Rel. Min. Marco Buzzi, Corte Especial, julgado em 4/3/2015 (recurso repetitivo) (Info 562).
	JURISPRUDÊNCIA
*(Atualizado em 29/01/2021) #DEOLHONAJURIS É devido o pagamento de honorários advocatícios recursais quando o acórdão recorrido for publicado na vigência do CPC/2015, mesmo que a sentença tenha sido proferida sob a égide do CPC/1973. Os direitos subjetivos decorrem da concretização dos requisitos legais previstos pelo direito objetivo vigente. Eventual direito aos honorários advocatícios recursais será devido quando os requisitos previstos no art. 85, § 11, do CPC/2015 se materializam após o início de vigência deste novo Código. Por isso, o STJ editou o Enunciado Administrativo n. 7, que diz: “somente nos recursos interpostos contra decisão publicada a partir de 18 de março de 2016, será possível o arbitramento de honorários sucumbenciais recursais, na forma do art. 85, § 11, do novo CPC”. No caso concreto, a sentença foi proferida durante a vigência do CPC/1973; porém, o acórdão a quo (acórdão do TJ) que julgou apelação contra a sentença já foi publicado durante a vigência do CPC/2015. A parte interpôs recurso especial contra esse acórdão e o STJ, ao negar provimento ao recurso, o deverá condenar o recorrente ao pagamento de honorários advocatícios recursais, considerando que, no momento da publicação do acórdão recorrido (acórdão do TJ), os requisitos do art. 85, § 11, do CPC/2015 estavam em vigor. STJ. 1ª Seção. EAREsp 1.402.331-PE, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 09/09/2020 (Info 679).
Se o recurso possui algum vício relacionado com a capacidade processual ou com a regularidade da representação, o Relator deverá conceder prazo para a sua correção?
A falta de assinatura nos recursos interpostos nas instâncias ordinárias configura vício sanável, devendo ser concedido prazo razoável para o suprimento dessa irregularidade. STJ. 3ª Turma. REsp 1746047/PA, Rel. Min. Moura Ribeiro, julgado em 21/08/2018. STJ. 4ª Turma. AgInt no AREsp 980.664/MG, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, julgado em 23/5/2017. Não é possível conhecer do recurso especial subscrito por advogado sem procuração nos autos caso a parte, depois de intimada para regularizar sua representação processual, nos termos do art. 932, parágrafo único, do CPC/2015, deixa transcorrer in albis o prazo concedido para o saneamento do vício, nos termos do art. 76, § 2º, I, do CPC/2015. Isso significa que detectado o vício na representação processual, mesmo que se trate de recurso especial, deverá ser dado um prazo de 5 dias para que a parte regularize a situação. Somente se a parte não regularizar, o recurso não será conhecido. STJ. 4ª Turma. AgInt no AREsp 1219271/SP, Rel. Min. Marco Buzzi, julgado em 23/08/2018. Intimada a regularizar a sua representação processual, nos termos do art. 932, parágrafo único, do CPC vigente, a parte que deixa de proceder à juntada no prazo de 5 (cinco) dias, faz incidir ao caso a Súmula 115/STJ. STJ. 3ª Turma. AgInt no AgInt no AREsp 1053466/MS, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 07/08/2018.
O fato de o Tribunal negar pedido do advogado para informar “questão de fato” após voto do Relator não gera nulidade do julgamento
A parte alegou que seu advogado foi indevidamente tolhido do direito de usar a palavra na tribuna após a prolação do voto do Relator. O STJ entendeu que não houve nulidade. Após as sustentações orais, o julgamento em colegiado entra na etapa de prolação do voto pelo relator e da apresentação de votos pelos demais ministros, não havendo previsão legal para que, nesse momento, haja manifestações dos defensores sobre o conteúdo decisório ou sobre as discussões travadas pelos magistrados, ainda que sob a justificativa de tratarem de “questões de fato”. Em deferência à advocacia, é costume que o presidente do órgão julgador pergunte ao relator sobre a necessidade de algum esclarecimento relacionado a questão de fato, mas uma eventual resposta negativa não viola o direito previsto no art. 7º, X, da Lei nº 8.906/2004 (fazer uso da palavra em juízo ou tribunal, mediante intervenção sumária, para esclarecer equívoco ou dúvida que influam no julgamento). STJ. 3ª Turma. EDcl no REsp 1643012/RS, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 05/06/2018.
Em razão do princípio da dialeticidade recursal, deve o recorrente impugnar de forma específica os fundamentos da decisão atacada
O sistema processual brasileiro consagra e positiva o princípio da dialeticidade. Isso significa que se exige que o recurso faça impugnação específica aos fundamentos da decisão judicial atacada (arts. 932, III e 1.021, § 1º, do CPC/2015). STJ. 4ª Turma. AgInt no AREsp 897.522/SP, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, julgado em 26/09/2017.
Se a decisão proferida pelo juiz induzir a parte a interpor o recurso errado, deve-se reconhecer que houve dúvida objetiva, que justifica o princípio da fungibilidade
O conceito de "dúvida objetiva", para a aplicação do princípio da fungibilidade recursal, pode ser relativizado, excepcionalmente, quando o equívoco na interposição do recurso cabível decorrer da prática de ato do próprio órgão julgador. STJ. 2ª Seção. EAREsp 230380-RN, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 13/09/2017 (Info 613).
Certificação do trânsito em julgado e a baixa imediata dos autos em decorrência da interposição descabida ou desmedida de sucessivos recursos
A interposição descabida e desmedida de sucessivos recursos configura abuso do direito de recorrer, autorizando a certificação do trânsito em julgado e a baixa imediata dos autos. A interposição de sucessivos recursos com finalidade meramente protelatória autoriza o imediato cumprimento da decisão. STJ. Corte Especial. EDcl no AgRg nos EDcl no RE nos EDcl no AgRg no AREsp 828.342/PR, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 30/06/2017.
A análise dos requisitos de admissibilidade do recurso não se sujeita à preclusão pro iudicato
A decisão que admite o recurso não é atingida pela preclusão, de modo que o Relator poderá indeferir liminarmente ou negar provimento em decisão monocrática se constatar irregularidade no recurso que impeça seu processamento, inexistindo preclusão pro judicato. Assim, por exemplo, a decisão que admite o processamento dos embargos de divergência não impede o Relator de, no momento da prolação da decisão definitiva, proceder a um novo exame sobre os requisitos de admissibilidade do recurso. STJ. Corte Especial. AgInt nos EREsp 1436903/DF, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 07/06/2017. STJ. Corte Especial. AgInt nos EREsp 1446201/SP, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 17/08/2016.
O pedido de antecipação dos efeitos da tutela pode ser feito em sede de sustentação oral
É possível o requerimento de antecipação dos efeitos da tutela em sede de sustentação oral. STJ. 4ª Turma.REsp 1332766-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 1/6/2017 (Info 608).
Fixação de honorários recursais mesmo quando não há a apresentação de contrarrazões ou contraminuta
É cabível a fixação de honorários recursais, prevista no art. 85, § 11, doCPC/2015, mesmo quando não apresentadas contrarrazões ou contraminuta pelo advogado da parte recorrida. STF. 1ª Turma. AI 864689 AgR/MS e ARE 951257 AgR/RJ, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Edson Fachin, julgado em 27/09/2016 (Info 841). STF. Plenário. AO 2063 AgR/CE, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Luiz Fux, julgado em 18/5/2017 (Info 865).
Requisitos para a incidência de honorários recursais no STJ
Para fins de arbitramento de honorários advocatícios recursais, previstos no § 11 do art. 85 do CPC/2015, é necessário o preenchimento cumulativo dos seguintes requisitos: 1) Direito Intertemporal: a decisão contra a qual se recorre deve ter sido publicada após 18/03/2016, nos termos do Enunciado administrativo 7 do STJ: “Somente nos recursos interpostos contra decisão publicada a partir de 18 de março de 2016, será possível o arbitramento de honorários sucumbenciais recursais, na forma do art. 85, § 11, do novo CPC”; 2) o não conhecimento integral ou o improvimento do recurso pelo Relator, monocraticamente, ou pelo órgão colegiado competente; 3) a verba honorária sucumbencial deve ser devida desde a origem no feito em que interposto o recurso; 4) não haverá majoração de honorários no julgamento de agravo interno e de embargos de declaração oferecidos pela parte que teve seu recurso não conhecido integralmente ou não provido; 5) não terem sido atingidos na origem os limites previstos nos §§ 2º e 3º do art. 85 do CPC/2015, para cada fase do processo; 6) não é exigível a comprovação de trabalho adicional do advogado do recorrido no grau recursal, tratando-se apenas de critério de quantificação da verba. STJ. 3ª Turma. EDcl no AgInt no REsp 1573573/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 04/04/2017.
Não é possível fixar honorários recursais quando o processo originário não preveja condenação em honorários
Não cabe a fixação de honorários recursais (art. 85, § 11, do CPC/2015) em caso de recurso interposto no curso de processo cujo rito exclua a possibilidade de condenação em honorários. Em outras palavras, não é possível fixar honorários recursais quando o processo originário não preveja condenação em honorários. Assim, suponha que foi proposta uma ação que não admite fixação de honorários advocatícios. Imagine que uma das partes, no bojo deste processo, interponha recurso extraordinário. O STF, ao julgar este RE, não fixará honorários recursais, considerando que o rito aplicável ao processo originário não comporta condenação em honorários advocatícios. Como exemplo desta situação, podemos citar o mandado de segurança, que não admite condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009, súmula 105-STJ e súmula 512-STF). Logo, se for interposto um recurso extraordinário neste processo, o Tribunal não fixará honorários recursais. STF. 1ª Turma. ARE 948578 AgR/RS, ARE 951589 AgR/PR e ARE 952384 AgR/MS, Rel. Min. Marco Aurélio, julgados em 21/6/2016 (Info 831).
Art. 932, parágrafo único, do CPC não pode ser aplicado para o caso de recurso que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida
O prazo de 5 dias previsto no parágrafo único do art. 932 do CPC/2015 só se aplica aos casos em que seja necessário sanar vícios formais, como ausência de procuração ou de assinatura, e não à complementação da fundamentação. Assim, esse dispositivo não incide nos casos em que o recorrente não ataca todos os fundamentos da decisão recorrida. Isso porque, nesta hipótese, seria necessária a complementação das razões do recurso, o que não é permitido. STF. 1ª Turma. ARE 953221 AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 7/6/2016 (Info 829).
*(atualizado em 03/07/2022) #DEOLHONAJURIS #STJ
Para a prorrogação do prazo recursal é necessária a configuração da justa causa, que deve ser demonstrada de maneira efetiva.
Segundo a orientação jurisprudencial do STJ, a contagem correta dos prazos recursais, nos termos definidos pela legislação processual, é ônus exclusivo da parte recorrente, de modo que a data eventualmente sugerida pelo sistema processual eletrônico não o exime de interpor o recurso no prazo previsto em lei (AgRg no AREsp n. 1.825.919/PR, Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe 16/6/2021). Não se desconhece o entendimento firmado nesta Corte de que "o equívoco na indicação do término do prazo recursal contido no sistema eletrônico mantido exclusivamente pelo Tribunal não pode ser imputado ao recorrente" (EREsp 1805589/MT, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Corte Especial, DJe de 25/11/2020). E, não obstante o que vem disposto no julgamento do REsp 1.324.432/SC, a Corte Especial deste Tribunal tenha firmado que a existência de equívoco no sistema processual eletrônico do Poder Judiciário possa ser considerado para fins de relativizar a intempestividade recursal, em julgados posteriores à esse paradigma, tem-se exigido que a parte recorrente demonstre, de maneira efetiva, a justa causa para obter o excepcional afastamento da intempestividade recursal (STJ, AREsp 1.837.057-PR, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 29/03/2022, Info 733). 
A doença do advogado da parte pode ser invocada como justa causa para a devolução do prazo recursal?
O advogado somente terá direito à devolução do prazo em virtude de doença se ficar comprovado que: 1) a enfermidade fez com que ele ficasse totalmente impossibilitado de exercer a profissão e de substabelecer a outro advogado; e 2) o advogado doente era o único procurador constituído pela parte. Assim, o fato de o advogado juntar um atestado provando que estava doente não é suficiente, por si só, para ter direito novamente ao prazo recursal. A doença deve ser de tal modo grave que ele não podia trabalhar nem pedir auxílio a um colega por meio de substabelecimento. Da mesma forma, ainda que a enfermidade seja muito grave, se a procuração havia sido conferida a mais de um advogado, não se poderá invocar a justa causa na hipótese de apenas um deles ter ficado doente. STJ. 4ª Turma. AgRg no AREsp 813.405/SP, Rel. Min. Raul Araújo, julgado em 17/05/2016.
INSS é dispensado do pagamento de porte de remessa e retorno
Se o INSS interpuser um recurso, ele precisará pagar o porte de remessa e retorno (despesas postais para o transporte do recurso)? NÃO. O INSS é dispensado de pagar o porte de remessa e retorno mesmo nos processos que tramitam na Justiça Estadual. Segundo decidiu o STF, o INSS é exonerado de recolher o porte de remessa e retorno com base no § 1º do art. 511 do CPC 1973 (§ 1º do art. 1.007 do CPC 2015). O porte de remessa e retorno é uma despesa de serviço postal prestado pelos Correios (empresa pública federal) e que é remunerada por tarifa (preço público). Desse modo, o porte de remessa e retorno não tem natureza jurídica de taxa, não sendo uma taxa estadual. Sendo o porte de remessa e retorno uma tarifa paga a uma empresa pública federal, o CPC, que é uma lei federal, poderia, de forma válida, prever a sua dispensa para o INSS. Trata-se de diploma editado pela União, a quem compete dispor sobre as receitas públicas oriundas da prestação do serviço público postal. O STF resumiu a solução da controvérsia por meio da seguinte frase: "Aplica-se o parágrafo 1º do artigo 511 do CPC, para dispensa de porte de remessa e retorno, ao exonerar o seu respectivo recolhimento por parte do INSS”. STF. Plenário. RE 594116/SP, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 3/12/2015 (repercussão geral) (Info 810).
Recurso apresentado em setor errado do Tribunal
Se o advogado deu entrada no recurso, no último dia do prazo, no setor da contadoria do Tribunal em vez de ser no protocolo, ainda assim o recurso terá que ser considerado tempestivo. Isso porque o referido erro não pode ser atribuído exclusivamente ao advogado, mas também ao setor da contadoria que recebeu a petição do recurso indevidamente. STF. 1ª Turma. RE 755613 AgR-ED/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 22/9/2015 (Info 800).
Comprovação de pagamento de preparo recursal via recibo extraído da internet
A parte pode pagaro preparo recursal por meio da internet, imprimir essa transação bancária e juntar no recurso? É válida a prova da realização do preparo recursal mediante a juntada de comprovante de pagamento emitido via internet? SIM. O pagamento do preparo recursal pode ser comprovado por intermédio de recibo extraído da internet, desde que esse meio de constatação de quitação possibilite a aferição da regularidade do recolhimento. A guia eletrônica de pagamento via Internet constitui meio idôneo à comprovação do recolhimento do preparo, desde que preenchida com a observância dos requisitos regulamentares, permitindo-se ao interessado a impugnação fundamentada. STJ. 2ª Seção. EAREsp 423679-SC, Rel. Min. Raul Araújo, julgado em 24/6/2015 (Info 565).
Insuficiência do preparo e intimação do recorrente para suprir o pagamento
O recorrente, ao interpor o recurso, deverá comprovar o preparo. No caso do recurso especial, o preparo engloba o pagamento de custas e de porte de remessa e de retorno. Se o recorrente pagou apenas a taxa judiciária (não tendo recolhido o valor do porte de remessa e de retorno), o preparo foi feito, mas em valor insuficiente. Como consequência, o Tribunal de origem, antes de decretar a deserção, deverá intimar o recorrente para, no prazo de 5 dias, suprir o valor do porte de remessa e de retorno, complementando o pagamento. Somente se não for complementado o preparo é que haverá a deserção. Esta solução está prevista no § 2º do art. 511 do CPC 1973 (§ 2º do art. 1.007 do CPC 2015). Assim, não ocorre a deserção do recurso especial no caso em que o recorrente, recolhidas as custas na forma devida, mas efetuado o pagamento do porte de remessa e de retorno em valor insuficiente, realize, após intimado para tanto, a complementação do valor. STJ. 2ª Turma. EDcl no REsp 1221314-SP, Rel. Min. Castro Meira, julgado em 21/2/2013 (Info 517). STJ. Corte Especial. REsp 844440-MS, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, julgado em 6/5/2015 (Info 563).
Prorrogação do termo inicial do prazo recursal e encerramento prematuro do expediente
Se o dia do vencimento do prazo do recurso cair em uma data na qual o expediente forense foi encerrado mais cedo que o normal, haverá prorrogação para o dia subsequente? • CPC-1973: SIM • CPC-2015: SIM (art. 224, § 1º) Se o dia do início do prazo do recurso cair em uma data na qual o expediente forense foi encerrado mais cedo que o normal, haverá prorrogação do início para o dia subsequente? • CPC-1973: NÃO • CPC-2015: SIM (art. 224, § 1º) Para o CPC-1973, a prorrogação em razão do encerramento prematuro do expediente forense aplica-se tão somente em relação ao dies ad quem (dia do vencimento) do prazo recursal, não se aplicando para o dies a quo (dia de início). STJ. Corte Especial. EAREsp 185695-PB, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 4/2/2015 (Info 557).
*(Atualizado em 31/01/2021) #DEOLHONAJURIS É nulo acórdão genérico que, sob a justificativa da multiplicidade de recursos, delega ao juízo de primeiro grau a sua aplicação ao caso concreto. Ao julgar o recurso, o Tribunal de Justiça prolatou um acórdão genérico no qual apenas elencou os entendimentos pacificados na jurisprudência daquela Corte, sem resolver, efetivamente, as questões devolvidas no caso concreto sob julgamento. Após expor sobre os entendimentos, o Tribunal delegou para que o juiz aplicasse aquele se enquadraria no caso concreto, sob a justificativa da existência de multiplicidade de recursos versando sobre as questões. A necessidade de que as decisões judiciais sejam particularizadas, no exercício difuso da jurisdição, é regra basilar do processo civil, encontrando-se enunciada no art. 489, III, e § 1º, III e V, do CPC/2015. Assim, o referido acórdão foi anulado por inobservância do art. 489, § 1º, inciso V, do CPC/2015. STJ. 3ª Turma. REsp 1.880.319-SP, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 17/11/2020 (Info 683).
ENUNCIADOS NCPC
* Galera, para finalizar, no estilo #QUEBRANDOABANCA, vamos ler aquilo que está despencando em prova?
#FOCONOSENUNCIADOS #VAICAIR #CEREJADOBOLO
ENUNCIADO 65 – A desistência do recurso pela parte não impede a análise da questão objeto do incidente de assunção de competência.
ENUNCIADO 66 – Admite-se a correção da falta de comprovação do feriado local ou da suspensão do expediente forense, posteriormente à interposição do recurso, com fundamento no art. 932, parágrafo único, do CPC. 
ENUNCIADO 67 – Há interesse recursal no pleito da parte para impugnar a multa do art. 334, § 8º, do CPC por meio de apelação, embora tenha sido vitoriosa na demanda. 
ENUNCIADO 68 – A intempestividade da apelação desautoriza o órgão a quo a proferir juízo positivo de retratação.
ENUNCIADO 76 – É considerada omissa, para efeitos do cabimento dos embargos de declaração, a decisão que, na superação de precedente, não se manifesta sobre a modulação de efeitos.
7. (art. 85, § 18; art. 1.026, § 3º, III) O pedido, quando omitido em decisão judicial transitada em julgado, pode ser objeto de ação autônoma. 
8. (arts. 85, § 18, 1.026, § 3º, III) Fica superado o enunciado 453 da súmula do STJ após a entrada em vigor do CPC (“Os honorários sucumbenciais, quando omitidos em decisão transitada em julgado, não podem ser cobrados em execução ou em ação própria”). 
22. (art. 218, § 4º; art. 1.003) O Tribunal não poderá julgar extemporâneo ou intempestivo recurso, na instância ordinária ou na extraordinária, interposto antes da abertura do prazo. 
23. (art. 218, § 4º; art. 1.024, § 5º) Fica superado o enunciado 418 da súmula do STJ após a entrada em vigor do CPC (“É inadmissível o recurso especial interposto antes da publicação do acórdão dos embargos de declaração, sem posterior ratificação”). 
81. (art. 932, V) Por não haver prejuízo ao contraditório, é dispensável a oitiva do recorrido antes do provimento monocrático do recurso, quando a decisão recorrida: (a) indeferir a inicial; (b) indeferir liminarmente a justiça gratuita; ou (c) alterar liminarmente o valor da causa. 
82. (art. 932, parágrafo único; art. 938, § 1º) É dever do relator, e não faculdade, conceder o prazo ao recorrente para sanar o vício ou complementar a documentação exigível, antes de inadmitir qualquer recurso, inclusive os excepcionais. 
83. (art. 932, parágrafo único; art. 76, § 2º; art. 104, § 2º; art. 1.029, § 3º) Fica superado o enunciado 115 da súmula do STJ após a entrada em vigor do CPC (“Na instância especial é inexistente recurso interposto por advogado sem procuração nos autos”). 
84. (art. 935) A ausência de publicação da pauta gera nulidade do acórdão que decidiu o recurso, ainda que não haja previsão de sustentação oral, ressalvada, apenas, a hipótese do §1º do art. 1.024, na qual a publicação da pauta é dispensável. 
96. (art. 1.003, § 4º) Fica superado o enunciado 216 da súmula do STJ após a entrada em vigor do CPC (“A tempestividade de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça é aferida pelo registro no protocolo da Secretaria e não pela data da entrega na agência do correio”). 
97. (art. 1.007, § 4º) É de cinco dias o prazo para efetuar o preparo. 
98. (art. 1.007, §§ 2º e 4º) O disposto nestes dispositivos aplica-se aos Juizados Especiais. 
99. (art. 1.010, §3º) O órgão a quo não fará juízo de admissibilidade da apelação. 
100. (art. 1.013, § 1º, parte final) Não é dado ao tribunal conhecer de matérias vinculadas ao pedido transitado em julgado pela ausência de impugnação. 
102. (arts. 1.013, § 1º, e 326) O pedido subsidiário (art. 326) não apreciado pelo juiz – que acolheu o pedido principal – é devolvido ao tribunal com a apelação interposta pelo réu. 
104. (art. 1.024, § 3º) O princípio da fungibilidade recursal é compatível com o CPC e alcança todos os recursos, sendo aplicável de ofício. 
197. (art. 932, parágrafo único; 1.029, §3º). Aplica-se o disposto no parágrafo único do art. 932 aos vícios sanáveis de todos os recursos, inclusive dos recursos excepcionais.
198. (art. 935) Identificada a ausência ou a irregularidade de publicação da pauta, antes de encerrado o julgamento, incumbeao órgão julgador determinar sua correção, procedendo a nova publicação. 
213. (art. 998, parágrafo único) No caso do art. 998, parágrafo único, o resultado do julgamento não se aplica ao recurso de que se desistiu. 
215. (art. 1.007, §§ 2º e 4º). Fica superado o enunciado 187 da súmula do STJ (“É deserto o recurso interposto para o Superior Tribunal de Justiça, quando o recorrente não recolhe, na origem, a importância das despesas de remessa e retorno dos autos”). 
219. (art. 1.029, § 3º) O relator ou o órgão colegiado poderá desconsiderar o vício formal de recurso tempestivo ou determinar sua correção, desde que não o repute grave. 
220. (art. 1.029, § 3º) O Supremo Tribunal Federal ou o Superior Tribunal de Justiça inadmitirá o recurso extraordinário ou o recurso especial quando o recorrente não sanar o vício formal de cuja falta foi intimado para corrigir. 
246. (arts. 99, §7º, e 15). Dispensa-se o preparo do recurso quando houver pedido de justiça gratuita em sede recursal, consoante art. 99, §6º, aplicável ao processo do trabalho. Se o pedido for indeferido, deve ser fixado prazo para o recorrente realizar o recolhimento. 
352. (arts. 998, caput e parágrafo único, e 15) É permitida a desistência do recurso de revista repetitivo, mesmo quando eleito como representativo da controvérsia, sem necessidade de anuência da parte adversa ou dos litisconsortes; a desistência, contudo, não impede a análise da questão jurídica objeto de julgamento do recurso repetitivo. 
353. (arts. 1.007, § 7º, e 15) No processo do trabalho, o equívoco no preenchimento da guia de custas ou de depósito recursal não implicará a aplicação da pena de deserção, cabendo ao relator, na hipótese de dúvida quanto ao recolhimento, intimar o recorrente para sanar o vício no prazo de cinco dias. 
465. (arts. 995, parágrafo único; 1.012, §3º; Lei 9.099/1995, Lei 10.259/2001, Lei 12.153/2009) A concessão do efeito suspensivo ao recurso inominado cabe exclusivamente ao relator na turma recursal. 
551. (art. 932, parágrafo único; art. 6º; art. 10; art. 1.003, §6º) Cabe ao relator, antes de não conhecer do recurso por intempestividade, conceder o prazo de cinco dias úteis para que o recorrente prove qualquer causa de prorrogação, suspensão ou interrupção do prazo recursal a justificar a tempestividade do recurso. 
559. (art. 995; art. 1.009, §1º; art. 1.012) O efeito suspensivo ope legis do recurso de apelação não obsta a eficácia das decisões interlocutórias nele impugnadas. 
609. (art. 995, parágrafo único) O pedido de antecipação da tutela recursal ou de concessão de efeito suspensivo a qualquer recurso poderá ser formulado por simples petição ou nas razões recursais. 
610. (art. 1.007, §§ 4º e 6º) Quando reconhecido o justo impedimento de que trata o §6º do art. 1.007, a parte será intimada para realizar o recolhimento do preparo de forma simples, e não em dobro. 
	DISPOSITIVOS PARA CICLOS DE LEGISLAÇÃO
	DIPLOMA
	DISPOSITIVO
	Código de Processo Civil
	Art. 994 a 1008.
	BIBLIOGRAFIA UTILIZADA
Anotações de aula.
Direito Processual Civil Esquematizado - Marcus Vinicius Rios Gonçalves (2017)
Manual de Direito Processual Civil – Daniel Amorim Assumpção Neves (2017)
Cavalcante, Márcio André Lopes, Informativos esquematizados do Dizer o Direito;
Extrínsecos
Tempestividade
Preparo
Regularidade formal
Íntrinsecos
Cabimento
Partes
Terceiro Prejudicado
MP
Legitimidade
Interesse
Necessidade
Adequação
Inexistência de fato impeditivo
Desistência
Renúncia
Aquiescência
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