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FICHA TÉCNICA © 2017. Ministério da Saúde. Sistema Universidade Aberta do SUS. Fundação Oswaldo Cruz & Universidade de Brasília Alguns direitos reservados. É permitida a reprodução, disseminação e utilização dessa obra, em parte ou em sua totalidade, nos termos da licença para usuário final do Acervo de Recursos Educacionais em Saúde (ARES). Deve ser citada a fonte e é vedada sua utilização comercial. Ministério da Saúde Ricardo Barros Ministro Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde – SGTES Rogério Luiz Zeraik Abdalla Secretário Secretaria-executiva da Universidade Aberta do SUS – UNA-SUS Francisco Eduardo de Campos Secretário-executivo Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz Paulo Gadelha Presidente Universidade de Brasília Márcia Abrahão Moura Reitora Enrique Huelva Vice reitor Faculdade de Medicina Gustavo Adolfo Sierra Romero Diretor Gilvânia Feijó Vice diretora Editores técnicos da Secretaria Executiva da UNA-SUS Roberto Jorge Freire Esteves Paulo Biancardi Coury Revisora técnica-científica da Secretaria Executiva da UNA-SUS Priscila Medrado Avaliadores de pertinência do Ministério da Saúde Denise Fernandes Leite Mariana Alencar Sales Paulo Henrique Gomes da Silva UNASUS - Universidade de Brasília Endereço: Campus Universitário Darcy Ribeiro – Asa Norte Cidade/Estado: Brasília/DF CEP: 70910-900 Telefone: (61) 31071885 E-mail: moodle.unasus.unb@gmail.com Site: www.unasus.unb.br Coordenação da UNASUS na Universidade de Brasília Gilvânia Feijó Coordenadora Geral Coordenação Geral do Curso Gilvânia Feijó Coordenador de Produção Jitone Leônidas Soares Jonathan Gomes Pereira dos Santos Conteudistas Andrea Franco Amoras Magalhães Celeste Aída Nogueira Silveira Paula Cristina Moreira Couras da Silva Revisor Técnico-científico Celeste Aida Nogueira Silveira Luiza Hiroko Yamada Kuwae Editor técnico Kátia Crestine Poças Designer Instrucional Rute Nogueira de Morais Bicalho Designer Gráfico Daniel Alves Tavares Web designer Gabriel Cavalcanti D’Albuquerque Magalhães Ilustrador de EaD Philippe Alves Lepletier Editor de Audiovisual Cristiano Alves de Oliveira Secretaria Executiva da Universidade Aberta do SUS Diretoria Regional de Brasília / FIOCRUZ Endereço: Campus Universitário Darcy Ribeiro – Asa Norte Cidade/Estado: Brasília/DF CEP: 70910-900 Telefone: (61) 3329-4517 Site: www.unasus.gov.br Coordenador Geral Alysson Feliciano Lemos Editor técnico Roberto Jorge Freire Esteves Consultor Luís Carlos Galvão Lobo Apoio administrativo Suzana Melo Franco http://moodle.unasus.unb@gmail.com http://www.unasus.unb.br http://www.unasus.gov.br Sumário Atividade 1 Sistema de referência e contrarreferência: Sistema de referência e contrarreferência: O que é e como funciona? ....................................................................................................................................8 Atividade 2 Solicitação de procedimentos especializados: quando solicitar? .................................................................17 Atividade 3 Procedimentos corretos dos formulários dos encaminhamentos e solicitação de procedimentos. .......................................................................................................................22 Atividade 4 Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde – RENASES ........................................................................31 Dúvidas Frequentes ............................................................................................................................................45 Chegamos ao final da unidade ..........................................................................................................................49 Referências ..........................................................................................................................................................50 Referências Complementares ..........................................................................................................................52 4 Apresentação da Unidade Didática 5 A Unidade é composta por quatro atividades que abordam os seguintes temas: Nesta unidade será enfatizada o preenchimento correto do documento de acordo com as regras de causa básica, serão apresentados exemplos de situações diferenciadas e propostos exercícios para a sua fixação. Vamos aos estudos! 6 Habilitar o médico para o preenchimento correto do sistema de encaminhamentos e solicitações de procedimentos, em conformidade com os parâmetros éticos e legais vigentes. Segundo o conceito de hierarquização do SUS, as unidades de saúde estão escalonadas em níveis de atenção de acordo com sua complexidade e tecnologia em baixa, média e alta complexidade. O sistema de referência e Contrarreferência nem sempre é utilizado ou utilizado de forma correta, o que provoca um verdadeiro nó, por motivos diversos, no sistema de saúde. Esta unidade convida os participantes a refletir sobre seu papel no sistema integrado de saúde, preconizado pelo SUS para o desenvolvimento de uma postura mais ativa no uso dos níveis primário, secundário e terciário de saúde. Objetivos Introdução 7 8 Sistema de referência e contrarreferência: Sistema de referência e contrarreferência: O que é e como funciona? Atividade 1 Sistema de Referência e Contrarreferência O Sistema de Referência e Contrarreferência é um mecanismo administrativo, no qual os serviços estão organizados de forma a possibilitar o acesso a todos os serviços existentes no Sistema de Saúde pelas pessoas que procuram as unidades de saúde de menor complexidade, como consultórios, Unidades Básicas de Saúde, no nível primário de atendimento para o serviço de maior complexidade. 9 Complexidade, 10 O Sistema de Referência e Contrarreferência é o modo de organização dos serviços configurados em redes sustentadas por critérios, fluxos e meca- nismos de pactuação de funcionamento para as- segurar a atenção integral aos usuários. Na com- preensão de rede, deve-se reafirmar a perspectiva de seu desenho lógico, que prevê a hierarquização dos níveis de complexidade, viabilizando-se en- caminhamentos resolutivos (dentre os diferentes equipamentos de saúde), porém reforçando a sua concepção central de fomentar e de assegurar vín- culos em diferentes dimensões: intraequipes de saúde, interequipes/serviços, entre trabalhadores e gestores, e entre usuários e serviços/equipes (BRASIL, 2011). 11 12 Portanto, a Atenção Básica (AB) é entendida como o primeiro nível da atenção à saúde no SUS (contato pre- ferencial dos usuários), que se orien- ta por todos os princípios do sistema, inclusive a integralidade, resolvendo cerca de 80 a 90% dos problemas de saúde (MENDES, 2012). Emprega tecnologia de baixa densi- dade, com insumos e equipamentos necessários para o atendimento das prioridades definidas para a saúde local, com a “garantia dos fluxos de referência e contrarreferência aos serviços especializados, de apoio diagnóstico e terapêutico, ambula- torial e hospitalar”. Entende-se por tecnologia de bai- xa densidade na atenção básica a inclusão de procedimentos mais simples e baratos, capazes de aten- der à maior parte dos problemas comuns de saúde da comunidade (BRASIL, 2007). 13 14 Complexidade 15 16 Os procedimentos da alta complexidade encontram-se relacionados na tabela do SUS, em sua maioria no Sistema de Hospitalar, e estão também no Sistema de Informações Ambulatoriais em quantidade, mas com impacto financeiro extremamente alto, como é o caso dos procedimentos de diálise, de quimioterapia, de radioterapia e de hemoterapia. Veja na biblioteca virtual o documento SUS de A a Z. Inserir vínculo com o link: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/ publicacoes/sus_az_garantindo_saude_municipios_3ed_p1.pdf Fonte: Ministério da Saúde, SUS de A a Z, 2005. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sus_az_garantindo_saude_municipios_3ed_p1.pdf http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sus_az_garantindo_saude_municipios_3ed_p1.pdf17 Solicitação de procedimentos especializados: quando solicitar? Agora que já vimos como funciona o Sistema de Referência e Contrarreferência, é importante compreender quando se deve encaminhar ou solicitar um procedimento especializado para o usuário, na rede de atenção à saúde. Já vimos também que a Atenção Primária é a porta de entrada preferencial de atendimento do SUS. Atividade 2 18 Para saber mais Acesse na nossa biblioteca virtual os protocolos publicados pelo Ministério de Saúde. http://atencaobasica.saude.rs.gov.br/ministerio-da-saude-e- ufrgs-disponibilizam-protocolos Neste sentido, o desenvolvimento de Protocolos de enca mi- nha mento da Atenção Básica para a Atenção Especializada fa- cilitam a ação regulatória de solicitação de procedimentos e encaminhamento. Você conhece alguns dos protocolos de encaminhamento? http://atencaobasica.saude.rs.gov.br/ministerio-da-saude-e-ufrgs-disponibilizam-protocolos http://atencaobasica.saude.rs.gov.br/ministerio-da-saude-e-ufrgs-disponibilizam-protocolos 19 20 21 Baseado, ainda, no Código de Ética Médica, consta o seguinte: • quanto aos procedimentos, deverão ser adequados ao caso clínico de cada paciente e cientificamente reconhecidos; • nas situações clínicas irreversíveis e terminais, o médico evitará a realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos desnecessários e propiciará aos pacientes sob sua atenção todos os cuidados paliativos apropriados; • deixar de assumir responsabilidade sobre procedimento médico que indicou ou do qual participou, mesmo quando vários médicos tenham assistido o paciente; • deixar de obter consentimento do paciente ou de seu representante legal após esclarecê-lo sobre o procedimento a ser realizado, salvo em caso de risco iminente de morte; • deixar de encaminhar o paciente que lhe foi enviado para procedimento especializado de volta ao médico assistente e, na ocasião, fornecer-lhe as devidas informações sobre o ocorrido no período em que por ele se responsabilizou. As solicitações de procedimentos devem ser feitas com responsabilidade, evitando investigações diagnósticas desnecessárias, as quais, muitas vezes, causam preocupação e estresse dispensáveis aos pacientes, além do gasto de tempo e dinheiro, que terminam por agravar, ainda mais, o quadro clínico dos indivíduos. Tais solicitações devem seguir não só os protocolos e as diretrizes clínicas, mas também o bom senso e as boas práticas clínicas para termos eficácia e efetividade no diagnóstico e no tratamento do paciente em sua totalidade. 22 Procedimentos corretos dos formulários dos encaminhamentos e solicitação de procedimentos. Atividade 3 23 A elaboração dos protocolos deve ser pautada pela melhor evidência científica disponível e pelas diretrizes de organização da rede de serviços de saúde regional/local. É fundamental a revisão periódica dos protocolos, ou quando do surgimento de novas evidências científicas. Segue abaixo algumas orientações para elaboração de protocolos voltados as necessidades locais (Brasil, 2015). 1. identificar a especialidade/procedimento especializado com demanda reprimida (identificada por tempo de espera prolongado), cujos motivos de encaminhamento são sensíveis às ações clínicas em AB e sua capacidade de resposta (resolutividade); 2. realizar diagnóstico de demanda nas listas de espera das especialidades clínicas previamente escolhidas. Dada a incongruência comumente encontrada entre a história clínica e a categorização baseada na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID), é fundamental a avaliação da descrição subjetiva contida no encaminhamento; 3. selecionar os motivos de encaminhamento mais frequentes para cada especialidade/procedimento; 4. revisar evidências e protocolos científicos sobre o manejo clínico mais indicado em AB e em outros níveis de atenção dos principais motivos de encaminhamento. Atentar para necessidade de esgotar todos os recursos disponíveis na AB. Identificar quais são as contribuições do serviço especializado na avaliação e tratamento da condição clínica em estudo; 5. definir os motivos de encaminhamento que devem e que não devem ser encaminhados para especialidade/procedimento especializado; 6. definir quais são os motivos que caracterizam maior risco/ necessidade para prioridade no acesso especializado. Em casos de dúvida da necessidade do encaminhamento, recomendamos a solicitação de informações adicionais ou a manutenção do encaminhamento com a intenção de proteger o paciente; 7. elencar conjunto mínimo de informações que devem ser fornecidas pelo médico solicitante. Obtidas por meio da anamnese, exame físico e exames complementares, essas informações constituirão o protocolo de encaminhamento de cada motivo de encaminhamento. Por isso, devem ser suficientes para definir o diagnóstico/suspeita diagnóstica e a conduta do médico regulador (condutas essas já definidas a priori – protocolos de regulação). Os critérios de encaminhamento devem ser objetivos e disponíveis. Em função da impossibilidade de prever todas as circunstâncias passíveis de encaminhamento, algumas informações clínicas complementares, não previstas em protocolo, podem auxiliar na decisão da regulação. 25 26 Pare agora e consulte os Protocolos de encaminhamento da atenção básica para a atenção especializada; v. IV, ginecologia, página 13. (Biblioteca virtual - Brasil. Ministério da Saúde. Ginecologia [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasília : Ministério da Saúde, 2016b). Pois bem, vamos encaminhar a Sra. M. para consulta especializada. Incontinência Urinária Condições clínicas que indicam a necessidade de encaminhamento para Ginecologia ou Urologia: ● incontinência urinária sem resposta ao tratamento clínico otimizado (exercícios para músculos do assoalho pélvico, treinamento vesical e intervenções no estilo de vida, perda de peso quando necessário, diminuição ingesta de cafeína/álcool). Condições clínicas que indicam a necessidade de encaminhamento para Ginecologia: ● paciente com prolapso genital e incontinência urinária associada, sem resposta ao tratamento clínico otimizado por 3 meses. Conteúdo descritivo mínimo que o encaminhamento deve ter: 1. sinais e sintomas; 2. descrição do exame pélvico (presença e grau de prolapso); 3. resultado de urocultura, com data; 4. resultado do estudo urodinâmico, com data (se disponível); 5. tratamento em uso ou já realizado para incontinência urinária (medicamentos utilizados com dose e posologia); 6. outros medicamentos em uso que afetam a continência urinária (sim ou não). Se sim, quais são eles; 7. número da teleconsultoria, se caso discutido com Telessaúde (BRASIL, 2016b). O que diz o protocolo? 27 28 29 Pare agora e consulte o Protocolo de encaminhamento da Atenção Básica para a Atenção Especializada; v. I, Endocrinologia, p. 9. (Biblioteca Virtual, BRASIL, Ministério da Saúde; Endocrinologia e nefrologia/Ministério da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasília, Ministério da Saúde, 2015). Vamos preencher o encaminhamento. Bócio Multinodular Condições clínicas que indicam a necessidade de encaminhamento: 1. TSH diminuído (suspeita de nódulo quente); ou 2. nódulo com indicação de PAAF (quando ainda não foi realizada); ou 3. sintomas compressivos atribuíveis ao bócio ou suspeita de malignidade; ou 4. indicação de tratamento cirúrgico ou por iodo radioativo (bócio grande, bócio que está crescendo). Conteúdo descritivo mínimo que o encaminhamento deve ter: 1. sinais e sintomas; 2. resultado de exame TSH, com data; 3. resultado de ecografia de tireoide, com descri- ção do tamanho, característica dos nódulos e volume do bócio, com data; 4. história familiar de câncer de tireoide (sim ou não), com indicação do parentesco; 5. número da teleconsultoria,se caso discutido com Telessaúde. 30 31 Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde – RENASES Escolhemos, para encerrar nossa discussão, rever a legislação aplicada ao SUS. Antes de comentar as diretrizes do SUS, é importante apresentar o conceito de saúde: SAÚDE “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades” (OMS, 1946). Atividade 4 O conceito definido pela 8a Conferencia Nacional de Saúde é o seguinte: “Em sentido mais abrangente, a saúde é a resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e ao acesso aos serviços de saúde. É, assim, antes de tudo, o resultado das formas de organização social da produção, as quais podem gerar grandes desigualdades nos níveis de vida” (BRASIL, 1987) 32 33 Lei 8.080, de 1990 Vamos, então, à Lei nº 8.080/1990, também chamada de Lei Orgânica, que regulamenta os serviços de saúde em todo o território nacional. Focalizaremos apenas o Capítulo II - Dos Princípios e Diretrizes, art. 7º:. Art. 7o - As ações e os serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o Sistema Único de Saúde - SUS são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no art. 198 da Constituição Federal, obedecendo, ainda, aos seguintes princípios: I - universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência; II - integralidade de assistência, entendida como conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema; III - preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral; IV - igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie; V - direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde; VI - divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e a sua utilização pelo usuário; VII - utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a alocação de recursos e a orientação programática; VIII - participação da comunidade; IX - descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de governo: a) ênfase na descentralização dos serviços para os municípios; b) regionalização e hierarquização da rede de serviços de saúde; X - integração em nível executivo das ações de saúde, meio ambiente e saneamento básico; XI - conjugação dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios na prestação de serviços de assistência à saúde da população; XII - capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência; e XIII - organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins idênticos. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8080.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8080.htm 34 Como visto, a Lei 8.080/90 dispõe sobre organização do SUS: planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa. Para fixar esses princípios, assista, agora, aos vídeos sobre as diretrizes do SUS, disponível na sua biblioteca. Veja também ao final da Unidade o Mapa Conceitual sobre Princípios Diretrizes do SUS. 35 Decreto 7.508, de 2011 Como vimos acima, a Lei nº 8.080/90 dispõe sobre a organização do SUS: planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa. Passaremos, em seguida, o Decreto nº 7.508, de 2011, que regulamenta a Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8.080/90). Veremos, aqui, apenas os arts. 2º, 20, 21 e 22. A que se refere o art. 2º? http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7508.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7508.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7508.htm 36 Pare agora e assista ao vídeo sobre a Lei 7.508/11 disponível na sua biblioteca. Veja também ao final da Unidade o Mapa conceitual sobre o Decreto 7.508/11. 37 Lei Complementar nº 141 RENASES É a relação de todas as ações e serviços públicos que o SUS garante para a população, com a finalidade de atender a integralidade da assistência à saúde. Em 12 de maio de 2012, é publicada a Portaria nº 841, que trata da organização e das ações da RENASES no âmbito do SUS. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp141.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp141.htm http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2012/prt0841_02_05_2012.htm 38 Portaria nº 841, de 2012 http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2012/prt0841_02_05_2012.html http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2012/prt0841_02_05_2012.html 39 40 Para saber mais sobre pactuacão e regionalização, assista ao vídeo disponível na sua biblioteca. Nesta atividade, procuramos explorar as leis, os decretos e as portarias que regulamentam o Sistema Único de Saúde. Na nossa Biblioteca Virtual, você vai encontrar os documentos na íntegra e os vídeos que serviram de base para o nosso estudo e reflexão. Vale explorar esse ambiente. Fica o convite! Bons estudos! Veja também o Mapa Conceitual sobre a Portaria 841/12 ao final da Unidade. 41 Paciente de 30 anos procurou atendimento médico na UBS, com história de queda do cavalo em atividade rural de trabalho há dois dias, permanecendo com muita dor lombar, edema local e dificuldade de deambulação, fez uso de anti-inflamatório sem melhora da dor. Você acha que essa paciente deve ser encaminhada para uma consulta especializada? Que dados da história clínica devem ser selecionados para o preenchimento da ficha de referência? Lembre-se de que o encaminhamento tem que ser sucinto e preciso. O médico fez uma hipótese diagnóstica de lesão na coluna lombar, porém necessita de exames complementares como RX e RM, além da avaliação do ortopedista. Encaminhou o paciente para o hospital de referência da região preenchendo o formulário próprio com descrição do quadro, CID, solicitação de investigação e conduta, assim como encaminhou também os pedidos de exames de imagem. Pois bem, vamos encaminhar o paciente para consulta especializada. Conteúdo descritivo mínimo que o encaminhamento deve ter: 1. sinais e sintomas; 2. descrição do exame físico: 3. tratamento já em uso ou já realizado para; 4. exames solicitados hoje RX coluna lombo-sacra e Ressonância magnética de coluna lombar. Especialidade: Ortopedia. Quadro clínico: Paciente de 30 anos com história de queda do cavalo há 2 dias, permanecendo com dor lombar intensa, edema local, posição antálgica e dificuldade de deambulação. Exames de imagem realizados: nenhum Hipótese diagnóstica: Lesão em coluna lombo-sacra. Vamos ver se você entendeu mesmo? Caso 1 Paciente de 35 anos, durante exame de rotina anual de colpocitologia oncótica, foi diagnóstica com NIC III. Você acha que essa paciente deve ser encaminhada para uma consulta especializada? Que dados da história clínica devem ser selecionados para o preenchimento da ficha de referência? Lembre-se de que o encaminhamento tem que ser sucinto e preciso. O que diz o protocolo? Condições clínicas que indicam a necessidade de encaminhamento para oncoginecologia: • lesão suspeita (como tumores ou úlceras) ao exame especular; ou resultado de biópsia de colo com: neoplasia invasora (carcinoma epidermóide/adenocarcinoma); ou carcinoma microinvasor; ou • NIC 2/3. Pois bem, vamos encaminhar a paciente para consulta especializada. Conteúdo descritivo mínimo que o encaminhamento deve ter: 1. sinais e sintomas; 2. exame físico ginecológico (especular e toque vaginal); 3. descrição do (s) último (s) CP, com data (s); 4. número da teleconsultoria, se caso discutido com Telessaúde. Especialidade: Ginecologia Quadro clínico: Paciente de 35 anos durante exame de rotina anualde colpocitologia oncótica foi diagnóstica com NIC III. Necessitando ampliar a investigação com colposcopia para avaliar a necessidade de conização do colo uterino ou outra intervenção terapêutica. Exames realizados: citologia oncótica (data); Hipótese diagnóstica: carcinoma in situ. Vamos ver se você entendeu mesmo? Caso 2 Criança de 10 meses apresenta-se na consulta de CID com queixa de cansaço e baixo peso. No exame físico, apresenta um sopro sistólico de 3+, em foco pulmonar, com desdobramento fixo em segunda bulha, com histórico de pneumonia de repetição. Você acha que essa criança deve ser encaminhada para uma consulta especializada? Que dados da história clínica devem ser selecionados para o preenchimento da ficha de referência? Lembre-se de que o encaminhamento tem que ser sucinto e preciso. O que diz o protocolo? Condições clínicas que indicam a necessidade de encaminhamento para ecocardiografia: ● qualquer sopro diastólico ou contínuo; ou sopro sistólico associado a (pelo menos um): - sintomas (dispneia, dor torácica, síncope/pré-síncope); ou sopro de grau elevado (≥3/6) ou frêmito; Pois bem, vamos encaminhar a paciente para consulta especializada. Conteúdo descritivo mínimo que o encaminhamento deve ter: 1. Sinais e sintomas – presença de síncope, dor torácica ou dispneia, descrever também tempo de evolução; frequência dos sintomas, classe funcional (NYHA); 2. Presença de sopro (sim ou não). Se sim, descrever a localização e as características do sopro, intensidade, com ou sem frêmito; 3. Outras doenças ou condições clínicas associadas (cardiológicas ou não); 4. Descrição do eletrocardiograma e/ou raio-X de tórax, quando indicado, com data; 5. Descrição da ecocardiografia (área valvar, gradiente médio, fração de ejeção e diâmetros do ventrículo esquerdo), com data (se disponível); 6. Número da teleconsultoria, se caso discutido com Telessaúde. Especialidade: Cardiologia Quadro clínico: Criança de 10 meses apresenta-se na consulta de CID com queixa de e cansaço e baixo peso. No exame físico, apresenta um sopro sistólico de 3+, em foco pulmonar, com desdobramento fixo em segunda bulha, com histórico de pneumonia de repetição. Hipótese diagnóstica: Comunicação interatrial, necessitando de investigação diagnóstica e exames laboratoriais. Vamos ver se você entendeu mesmo? Caso 3 Paciente de 46 anos com quadro de diabetes Mellius tipo 1,em uso de insulina, apresentando creatinina 1,5mg/dl. Você acha que esse paciente deve ser encaminhado para uma consulta especializada? Que dados da história clínica devem ser selecionados para o preenchimento da ficha de referência? Lembre-se de que o encaminhamento tem que ser sucinto e preciso. Pois bem, vamos encaminhar a paciente para consulta especializada. O que diz o protocolo? Condições clínicas que indicam a necessidade de encaminhamento para Endocrinologia: • paciente em uso de insulina em dose otimizada (mais de uma unidade por quilograma de peso); ou insuficiência renal crônica (creatinina > 1,5 mg/dl); ou paciente com DM tipo 1 (uso de insulina como medicação principal antes dos 40 anos). PREFERÊNCIA NO ENCAMINHAMENTO. Especialidade: Endocrinologia Quadro clínico: Paciente de 46 anos com quadro de diabetes Mellius tipo 1,em uso de insulina, apresentando creatinina 1,5mg/dl. Hipótese diagnóstica: Diabetes Mellitus. Vamos ver se você entendeu mesmo? Caso 4 45 Dúvidas Frequentes 1. A quem compete o ato de preencher o encaminhamento em for- mulário de Referência e Contrarreferência (anexo)? Cabe exclusivamente aos profissionais médicos solicitar o encaminha- mento de pacientes a um nível maior ou menor de complexidade no SUS, conforme sua necessidade, pois cabem a esse profissional fazer o diagnóstico e estabelecer a gravidade do paciente. 2. A solicitação de referência trata-se de ato médico? Sim, trata-se de ato médico, a solicitação de referência e Contrarrefe- rência para que o paciente seja atendido onde necessário. É um ato médico, pois se baseia em diagnóstico e determinação do grau de com- plexidade que o paciente necessita para seu melhor atendimento. 3. Existe neste formulário algum campo que pode ser preenchido por profissional não médico? Os dados pessoais do paciente podem ser preenchidos por qualquer pessoa. A qual especialidade ele deverá ser encaminhado e a impres- são diagnóstica devem ser preenchidas por médicos. 4. Os campos especialidade, Impressão Diagnóstica, CID 10, Motivo de encaminhamento/Exames/Conduta podem ser preenchidos por profissional não médico? Não, esses campos não podem ser preenchidos por outros profissionais, pois apenas ao médico cabe fazer diagnósticos ou levantar hipóteses diagnósticas, solicitar exames, conforme o diagnóstico suspeitado, e sugerir que o paciente seja atendido em outro nível de complexidade dentro do Sistema Único de Saúde. 5. A quem compete autorizar tal encaminhamento? Ao profissional Médico? Sim, cabe ao médico autorizar tal encaminhamento. No entanto, qual- quer outro profissional (administrativo, por exemplo) pode agendar a consulta solicitada ou buscar a vaga necessária ao atendimento em diferentes níveis de complexidade do SUS. (Adaptado do Parecer nº 2.466/2014 - Conselho Regional de Medicina - PR). (Fonte: Adaptado do parecer nº. 2.466/2014, Conselho Regional de Medicina-PR). 46 47 48 49 Chegamos ao final da unidade Revisamos, nesta unidade, o Sistema de Referência e Contrarreferência, uma importante rede hierarquizada e integrada de cuidados e de serviços que se inicia nas UBS e se estende até às estruturas de crescente complexidade requeridas para resolver os problemas de saúde dos usuários do SUS. Um bom funcionamento do sistema poderá contribuir com maior resolubilidade uma vez que a grande maioria deverá ser resolvida à entrada do sistema. Vimos também que a regulação em saúde visa manter o equilíbrio entre a oferta e a procura, buscando-se a disponibilização de serviços e de recursos assistenciais adequados às necessidades da população. Nesse sentido, o desenvolvimento de Protocolos de encaminhamento da Atenção Básica para a Atenção Especializada facilitam a ação regulatória de solicitação de procedimentos e encaminhamento. Propusemos alguns exercícios utilizando protocolos de encaminhamento no sentido de promover maior reflexão e comprometimento do médico no bom funcionamento do sistema. Esperamos que os pontos colocados aqui sejam úteis na sua prática profissional. Bons estudos! 50 Referências Bibliográficas BRASIL. Anais da 8a. Conferência Nacional de Saúde, Brasília, 1987. Centro de Documentação do Ministério de Saúde; 1987. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Assistência de Média e Alta Complexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários de Saúde. – Brasília : CONASS, 2007. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/colec_progestores_livro9.pdf BRASIL. Decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011. Regulamenta a Lei no 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde - SUS, o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa, e dá outras providências. BRASIL. Lei complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012. Regulamenta o § 3o do art. 198 da Constituição Federal para dispor valores mínimos a serem aplicados anualmente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios em ações e serviços públicos de saúde; estabelece os critérios de rateio dos recursos de transferências para a saúde e as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas 3 (três) esferas de governo; revoga dispositivos das Leis nos 8.080, de 19 de setembro de 1990, e 8.689, de 27 de julho de 1993; e dá outras providências. BRASIL. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências.BRASIL. Ministério da Saúde. Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Volume IV Ginecologia / Protocolos de Encaminhamento da Atenção Básica para a Atenção Especializada Brasília – DF 2016b. BRASIL. Ministério da Saúde. Endocrinologia e nefrologia / Ministério da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasília : Ministério da Saúde, 2015. BRASIL. Ministério da Saúde. CONASS, Nota Técnica, 44/2011. Brasília, 2011. BRASIL. Ministério da Saúde. conass.org.br. NOTA TÉCNICA 44/2011. Acesso em março de 2017. BRASIL. Ministério da Saúde. O SUS de A a Z: garantindo saúde nos municípios / Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde. – Brasília: Ministério da Saúde, 2005, 344 p. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/colec_progestores_livro9.pdf http://conass.org.br 51 BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 648, de 28 de março de 2006. aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da atenção básica para o Programa Saúde da Família (PSF) e o Programa agentes comunitários de Saúde (Pacs). Brasília, Diário Oficial da União, p. 71, 29 mar. 2006. BRASIL. Ministério da Saúde. 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