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FMU Título: ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA Bases estruturais e funcionais do comportamento MEMÓRIA E ESQUECIMENTO AUTOR (es): Alanis Caroline Santos Oliveira RA: 2864036 AUTOR (es): Camilly Brito Vilas Boas RA 2845849 AUTOR (es): Daniel Augusto Da Costa Sevecenco RA 2878599 AUTOR (es): Giovana Alves de Carvalho RA 2822975 AUTOR (es): Hitalo Gabriel da Silva RA 2829575 AUTOR (es): Karina Silva de Almeida RA 2856690 São Paulo 2023/10 A Psicologia na Promoção da Saúde MEMÓRIA E ESQUECIMENTO AUTOR (es): Alanis Caroline Santos Oliveira RA: 2864036 AUTOR (es): Camilly Brito Vilas Boas RA 2845849 AUTOR (es): Daniel Augusto Da Costa Sevecenco RA 2878599 AUTOR (es): Giovana Alves de Carvalho RA 2822975 AUTOR (es): Hitalo Gabriel da Silva RA 2829575 AUTOR (es): Karina Silva de Almeida RA 2856690 Atividade prática supervisionada (APS), apresentada para obtenção de nota A2, da matéria: Bases Estruturais e Funcionais do Comportamento Humano. Prof.ª Caroline Mendes. São Paulo 2023/10 Memória e Esquecimento A memória e o esquecimento são dois aspectos fundamentais da cognição humana, que desempenham papéis cruciais em nossa capacidade de aprender, recordar e adaptar-nos ao ambiente. Os fundamentos da memória e do esquecimento têm sido objeto de estudo em diversas disciplinas, incluindo a psicologia, a neurociência, a biologia, a filosofia e a ciência cognitiva. Constituindo – se também como a base dos nossos conhecimentos, pensamentos e emoções. É a partir dos conhecimentos que cada indivíduo possui, que é possível a sua adaptação ao meio, a atribuição de significado às suas experiencias de vida e a aquisição do sentimento de identidade social. Bases essas que são nomeadas como: Sistemas de Memória: A memória é frequentemente dividida em vários sistemas, como a memória de curto prazo, a memória de longo prazo e a memória de trabalho. Cada sistema tem características e funções específicas: - Memória de curto prazo: Retém a informação por menos tempo, até que ela seja esquecida ou guardada. • Memória imediata: Retém a informação logo que é recebida. • Memória de trabalho: É um sistema de multicomponente, com capacidade limitada, relacionada à manutenção temporária e processamento da informação durante a realização de tarefas diversas. - Memória de longo prazo: A memória de longo prazo é a que retêm recordações de episódios e fatos da nossa vida. São elas: • Declarativa: São as lembranças que fazem parte dos fatos que você consegue contar. Ao mesmo tempo, podem estar associadas a doenças como estresse crônico, depressão ou mesmo as temidas demências, como o Mal de Alzheimer. • Não-declarativas: São memórias que não podem ser contadas ou ensinadas oralmente. Você só vai aprender se experimentar até que consiga realizar a atividade. • Semântica: Envolve os conhecimentos organizadores do mundo, por exemplo, lembramo-nos do dia que o Brasil foi descoberto e quem o descobriu. • Episódica: É a memória autobiográfica e envolve os acontecimentos da vida de uma pessoa, por exemplo, lembrar da sua formatura. Ademais, é necessário entender a localização e o funcionamento da memória dentro do corpo humano, a mesma, é fica armazenada em diferentes partes do cérebro e é evocada pelo hipocampo que é capaz de formas novos neurônios. Isso acontece muito nas crianças, mas também em adultos, e nomeia-se como neurogênese. Sendo assim, as bases biológicas da memória que conhecemos são, na verdade, as bases biológicas da modulação; e, embora não nos sirvam para entender como as memórias se armazenam, servem-nos para tratá-las quando se encontram diminuídas, como por ex., nos diversos tipos de amnésia: amnésia retrógrada, que afeta a memória de eventos ocorridos antes do início da amnésia, e a amnésia anterógrada, que afeta a capacidade de formar novas memórias após o início da amnésia. Outros tipos incluem amnésia global transitória, amnésia dissociativa e amnésia pós-traumática. As memórias adquiridas em estado de alerta e com certa carga emocional ou afetiva são mais bem lembradas que as memórias de fatos inexpressivos ou adquiridas em estado de sonolência. Os estados de alerta, afetivos e emocionais se acompanham da liberação de hormônios periféricos e neurotransmissores centrais. Várias dessas substâncias afetam a memória. Numerosos experimentos com drogas que liberam, mimetizam ou bloqueiam sua ação demonstraram que as mesmas não atuam durante a aquisição, senão no período imediatamente posterior, afetando a consolidação. Alzheimer O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que causa problemas de memória, cognição e comportamento. É a forma mais comum de demência e afeta principalmente pessoas idosas. Os sintomas incluem perda de memória, dificuldade em se comunicar, desorientação, mudanças de humor e dificuldade em realizar tarefas diárias. Infelizmente, ainda não há cura para o Alzheimer, mas existem tratamentos disponíveis para ajudar a gerenciar os sintomas. Hipertimesia A hipertimesia, também conhecida como síndrome de memória superior, é uma condição rara em que uma pessoa tem uma memória extremamente detalhada e precisa. Pessoas com hipertimesia podem se lembrar de eventos passados com grande clareza e precisão, muitas vezes até mesmo de acontecimentos triviais. No entanto, a hipertimesia também pode ser acompanhada por desafios emocionais e dificuldades de filtrar ou esquecer informações irrelevantes. É importante destacar que a hipertimesia é uma condição incomum e pouco compreendida, e mais pesquisas são necessárias para compreender completamente seus mecanismos e impactos. O esquecimento e o cotidiano Sabe – se que o mecanismo do “esquecer” e o caráter seletivo da memória, faz parte da nossa atividade cerebral e é indispensável, pois se armazenássemos tudo o que acontece no nosso dia a dia, o nosso cérebro estaria fadado a uma quantidade enorme do que chamamos de “lixo neuronal”, visando que nem tudo que nos acontece é verdadeiramente importante para ser armazenado. Sem esse esquecimento, o cérebro precisaria ser muitíssimo maior para dar conta de tantas informações recebidas. Entretanto, quando esse esquecimento se torna constante, interferindo no cotidiano do indivíduo, é importante analisar e esclarecer o porquê desses lapsos de memórias estarem recorrentes, existindo, portanto, um lapso funcional e um patológico. Segundo o geriatra Wilson Jacob Fº, em uma entrevista realizada pelo doutor Drauzio Varella, o déficit de memória pode estar ligado a muitas questões: “Quando a queixa vem do próprio indivíduo, trata-se de uma questão funcional. Ele está descontente com a memória que, analisada por testes e critérios específicos, mostra-se de padrão normal para a idade ou perfil cultural. Toda a vez, porém, que a queixa parte dos familiares, o caso merece ser mais investigado. O que quero dizer é que quem tem um problema neuronal de memória não se dá conta do que está ocorrendo e quase sempre contraria as informações dos outros. Já aquele que reclama da própria memória, em geral, não é apoiado pelos parentes que não veem razão para tais queixas... Entretanto, não concordamos com a ideia de que isso não seja nada. Pode ser sinal de sobrecarga de atividades, de depressão ou ansiedade, causas que merecem ser investigadas...” Mas e quando o déficit é patológico? Quais as consequências na vida do indivíduo? Quando foge do que chamamos de déficit normal, entramos em uma condição patológica, o qual existe uma doença muito conhecida, a Alzheimer. Como relatado anteriormente, segundo o Ministério da Saúde, a Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifestapela deterioração cognitiva e da memória, havendo um comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátrico e de alterações comportamentais. Os pacientes afetados pela doença, pode ter várias consequências para a sua vida, sendo elas: perda progressiva da memória (incluindo, esquecimento de eventos recentes e dificuldade em lembrar informações básicas); dificuldade em realizar tarefas diárias simples (como se vestir, tomar banho e preparar refeições); alterações de humor e personalidade (irritabilidade, ansiedade, depressão e agitação); dificuldade de comunicação (incluindo em encontrar palavras adequadas e expressar pensamentos); perda da independência (necessitando cada vez mais de ajuda para realizar atividades básicas do dia a dia); necessidade de cuidados constantes (seja por parte de familiares ou profissionais de saúde) e a progressão da doença ao longo do tempo (levando a uma deterioração gradual das funções cognitivas e físicas do indivíduo). Além disso, em um artigo publicado pela Universidade Federal do Oeste do Pará, adverte que: “Indivíduos com DA, possuem 50% de chance de ter filhos também afetados pela patologia. Outras funções cognitivas deterioram à medida que a patologia evolui, entre elas a capacidade de fazer cálculos, as habilidades visuais e espaciais e a capacidade de usar objetos comuns e ferramentas. Mediante ao observado, vê- se que a DA representa um grande desafio para a comunidade científica e possui grande relevância na questão de saúde pública global. À medida que a idade avança, o risco da manifestação da DA aumenta, devendo o portador dessa patologia ser merecedor de atenção especializada e personalizada, visto que cada indivíduo reage de forma singular às manifestações clínicas e são as pessoas próximas que percebem os sintomas, em uma fase na qual idoso já se encontra fragilizado física e mentalmente.” O “não” esquecimento e o cotidiano Anteriormente, vimos que o esquecimento e o caráter seletivo da memória são essenciais para a atividade saudável do cérebro, entretanto, imagina-se como seria se não esquecêssemos absolutamente nada do que acontece em nosso cotidiano, parece ser legal, né? Lembrar de cada detalhe daquela aula da faculdade ou daquele conteúdo o qual você está prestando concurso, enfim, realmente poderia ser muito vantajoso, o problema é que pessoas com essa condição não possuem memória seletiva, o que as fazem não somente lembrar de atividades importantes, mas também aquelas o qual não fazem diferença em sua vida, como a cor da camisa de seu professor ou o número exato de passos que ela deu em um determinado dia, sendo assim, essa quantidade de informações torna-se sobrecarregada, causando uma grande confusão mental, por não distinguir o que é ou não importante manter armazenado. A hipertimesia e as consequências desta condição para a vida do individuo Existem pessoas que verdadeiramente possuem essa condição de não esquecer nada, também conhecida como síndrome de memória autobiográfica altamente superior (HSAM) ou ainda Hipertimesia ou Síndrome da Supermemória. Essa condição é rara e refere-se a uma pessoa que possui uma memória excepcionalmente detalhada e precisa dos eventos de sua própria vida, podendo se lembrar de datas, horários e acontecimentos específicos com facilidade. Em uma matéria publicada pela BBC News, relata a história de Sharrock, uma mulher australiana, que possui a hipertimesia, ela descreve seu cérebro como "entupido" e diz que reviver memórias lhe dá dor de cabeça e insônia. Além disso, ela diz que sofreu depressão e ansiedade pela condição, pois relembrar seu passado faz com que se sinta em uma “máquina do tempo emocional”, se sentindo confusa e ansiosa. Contudo, as consequências podem variar de pessoa para pessoa, mas podem incluir dificuldade em esquecer eventos traumáticos, sobrecarga cognitiva e dificuldade em se concentrar no presente. Por fim, por ser uma condição extremamente rara, não existem ainda muitos estudos e estatísticas precisas sobre a porcentagem de pessoas que a possuem, mas estima-se que seja uma ocorrência muito baixa na população em geral. Tratamento Alzheimer O alzheimer até o momento, é uma doença que não possui cura, e não existe um tratamento para diminuir seus sintomas, seu tratamento farmacêutico tem como propósito, devido ao fato de tratar-se de uma doença degenerativa, atrasa a evolução desta, a base dos fármacos aprovados rivastigmina, galantamina e memantina, trazendo temporariamente melhoria para o indivíduo portador. A doença, apesar de temos pouco conhecimento acerca dessa patologia, existe uma série de cuidados paliativos que são responsáveis pelo atraso dos avanços do estado de um indivíduo com esse diagnóstico, sendo eles de natureza multidisciplinar, com intuito de trazer melhor qualidade de vida. Sendo assim, cuidados como o do psicólogo, responsável por intermédio da relação entre família e doença do paciente, tratamento terapêutico para evitar possibilidade de doenças mentais, estímulo de atividades cognitivas, focando no emocional e cognitivo. Além disso, podemos citar outros como o estímulo de atividades manuais, socialização do portador, tentar auxiliá-lo a manter-se integrado às atividades familiares, fortalecendo seus vínculos sociais e habilidades que são essenciais em um tratamento degenerativo. Tratamento Hipertimesia Quando a hipertimesia muda a vida cotidiana de quem a tem, é importante apelar a soluções que forneçam resultados benéficos. Neste sentido, a seguir, veremos quais são os melhores tratamentos para a hipertimesia: Terapia Psicológica Os tratamentos psicológicos permitem tratar a hipertimesia, visto que lembrar informações detalhadas e precisas estão vinculadas às emoções de cada indivíduo. Neste sentido, a terapia psicológica permite superar situações de estresse e/ou ansiedade de um modo mais favorável. Diante destas situações, também pode recorrer aos remédios para a ansiedade e o nervosismo que te recomendamos neste artigo. No caso das pessoas que sofrem as consequências negativas da hipertimesia, a terapia psicológica permite a abordagem sobre as emoções e comportamentos implicados nas recordações. Desta maneira, é possível reduzir a ansiedade e as variações de humor produzidas pela hipertimesia. Tratamento Psicológico (Alzheimer) A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, causando perda progressiva de memória e habilidades cognitivas. No entanto, além dos desafios físicos, existe uma necessidade crucial de cuidado e suporte emocional para aqueles que vivem com essa doença. A psicologia desempenha um papel fundamental para pessoas com Alzheimer, ajudando a lidar com as mudanças emocionais, promovendo a qualidade de vida e auxiliando os familiares no processo de adaptação. A psicóloga Danielle Macedo explica que o primeiro passo é aceitar as mudanças significativas na vida: “O diagnóstico de Alzheimer em um membro da família causa mudanças significativas na rotina familiar, e o primeiro papel da psicologia é de ajudar esta família a compreender o que está acontecendo para poder lidar melhor com as mudanças que serão necessárias a partir daquele momento. É necessário trabalhar essa ressignificação para poder lidar corretamente com o indivíduo.” A psicologia possui também, algumas ferramentas que podem auxiliar na adaptação do paciente com diagnóstico de Alzheimer tais como exercícios de estimulação cognitiva, prática esta feita em forma de oficina que vem apresentando resultados satisfatórios; treinamento de habilidades, aconselhamento individual e familiar; e terapia comportamental cognitiva Tratamento Psicológico (Hipertimesia)Os tratamentos psicológicos permitem tratar a hipertimesia, visto que lembrar informações detalhadas e precisas estão vinculadas às emoções de cada indivíduo. Neste sentido, a terapia psicológica permite superar situações de estresse e/ou ansiedade de um modo mais favorável. Diante destas situações, também pode recorrer aos ansiedade e o nervosismo que te recomendamos neste artigo. No caso das pessoas que sofrem as consequências negativas da hipertimesia, a terapia psicológica permite a abordagem sobre as emoções e comportamentos implicados nas recordações. Desta maneira, é possível reduzir a ansiedade e as variações de humor produzidas pela hipertimesia. Dependendo do grau dos casos, há também alguns medicamentos que agem sobre a química do cérebro e favorecem a aparição de momentos nos quais não haja a necessidade de assimilar tanta informação. No entanto, o uso de medicamentos deve ser levado a cabo sob supervisão de um profissional da saúde mental. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • VER TODOS OS ARTIGOS POR GRACINDA SANTOS. Memória e esquecimento…. Disponível em: <https://gracindapsi.com/2020/10/30/memoria/>. Acesso em: 31 out. 2023. • DE IMPRENSA SUPERA, A. Conheça os diversos tipos de memória e suas funções. Disponível em: <https://metodosupera.com.br/conheca-os-diversos- tipos-de-memoria-e-suas-funcoes/amp/>. Acesso em: 31 out. 2023 • IZQUIERDO, I. Memórias. Estudos Avançados, v. 3, n. 6, p. 89–112, 1989. • Memória e esquecimento | Entrevista | Drauzio Varella - Drauzio Varella (uol.com.br) • DOENÇA DE ALZHEIMER: CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS (ufopa.edu.br) • Alzheimer — Ministério da Saúde (www.gov.br) • A mulher com síndrome rara que a torna incapaz de esquecer qualquer acontecimento de sua vida - BBC News Brasil • Cuevas Remigio, L.F. (2010). Hipermnésia y reminiscência: Dos fenómenos de recuperación incremental de información de la memória. Revista Suma Psicológica, 17 (2), 135-150. • Solís Macías, V.M. (2008). Funciones divergentes de recuerdo absoluto y acumulativo en el recuerdo episódico de pares associados. Revista Archivos de Neurociências, 13 (1), 13-24. • Zeibig, D. (2013). Una memória superior. Revista Mente y cerebro, 62 (1), 58- 62. • Artigo: A importância do cuidado paliativo na doença alzheimer ,Autores Carolina, Saade Alcici, Isadora Souza Pimenta, Luciana do Nascimento Silva, Luiza Elias Raposo, 17/11/2020 • Artigo: Tratamento Farmacológico da doença alzheimer, Autor Daniela Diniz Montenegro, Universidade Federal de Campinas 2014 http://www.gov.br/ • Apoio psicológico é importante no cuidado de pessoas com Alzheimer e seus familiares, diz especialista da SES-AM. Disponível em: <https://www.saude.am.gov.br/apoio-psicologico-e-importante-no-cuidado-de- pessoas-com-alzheimer-e-seus-familiares-diz-especialista-da-ses-am/>. Acesso em: 31 out. 2023. • MINGRONE, A. G. HIPERTIMESIA: o que é, sintomas, causas e tratamento. br.psicologia-online.com, 5 maio 2022. Disponível em: <https://br.psicologia-online.com/hipertimesia-o-que-e-sintomas-causas-e- tratamento-1121.html>. Acesso em: 31 out. 2023 • ALZHEIMER, SINTOMAS E GRUPOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA. Liandra Aparecida Orlando Caetano, Felipe Santos da Silva, Cláudia Alexandra Bolela Silveira - Vínculo-Revista do NESME 14 (2), 84-93, 2017 “A memória age como a lente convergente na câmera escura: reduz todas as dimensões e produz, dessa forma, uma imagem bem mais bela do que o original” -Arthur Schopenhauer. https://www.pensador.com/autor/arthur_schopenhauer/