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Modelo IS-LM-BP: Economia Aberta

Aula sobre o modelo IS-LM-BP (Mundell‑Fleming) para economia aberta (Celso Natale, 31/01/2024) que explica IS, LM e a curva BP, apresenta a condição X(Y*,E)-M(Y,E)+CF(r-r*)=0, discute câmbio, mobilidade de capitais, políticas econômicas, resumo e questões.

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Aula 07
BACEN (Analista - Área 2 - Economia e
Finanças) Macroeconomia (Parte do
Conhecimentos Específicos) - 2024
(Pós-Edital)
Autor:
Celso Natale
31 de Janeiro de 2024
Celso Natale
Aula 07
Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Introdução (IS-LM-BP) 3
..............................................................................................................................................................................................2) Modelo IS-LM-BP 4
..............................................................................................................................................................................................3) Curva BP 6
..............................................................................................................................................................................................4) Políticas econômicas com livre mobilidade de capital 12
..............................................................................................................................................................................................5) Políticas econômicas sem livre mobilidade de capital 22
..............................................................................................................................................................................................6) Políticas econômicas com mobilidade imperfeita de capital 26
..............................................................................................................................................................................................7) Resumo 36
..............................................................................................................................................................................................8) Questões Certo-Errado 37
..............................................................................................................................................................................................9) Questões Alternativas 55
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INTRODUÇÃO 
Saudações! 
Nesta aula veremos mais um modelo de determinação de renda, agora em Economias Abertas: 
o modelo IS-LM-BP. Assim como ocorre com outros modelos, ele também é conhecido por outro 
nome: modelo Mundell-Fleming. Para fins de prova, é a mesma coisa. 
Dessa vez, vamos considerar uma economia aberta, que transaciona bens e capitais com os 
outros países. Isso tornará as coisas mais complexas, pois teremos de agregar novas variáveis: o 
regime cambial e a mobilidade de capitais. 
De qualquer forma, tenho certeza de que você dará conta e conquistará mais um diferencial em 
relação à concorrência. 
Caso tenha qualquer dúvida, não hesite em falar comigo, pois não medirei esforços para ajudar. 
Um abraço! 
Professor Celso Natale 
Celso Natale
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MODELO IS-LM-BP (MUNDELL FLEMING) 
O modelo IS-LM-BP, também conhecido como modelo Mundell-Fleming, é a versão do modelo 
IS-LM para economias abertas. Uma rápida revisão agora. 
Na economia fechada, consideramos dois mercados: o mercado de bens e serviços (cujo 
equilíbrio é representado pela curva IS), e o mercado monetário (LM). Agora, adicionamos à 
análise o mercado externo, que será representado em equilíbrio pela curva BP. 
A curva BP nos mostrará as combinações de juros e renda que equilibrarão o balanço de 
pagamentos, o qual, para os fins de nossa análise, é composto pelas exportações e importações 
(balança comercial) e pelo fluxo de capitais autônomos. 
Em nosso modelo, as exportações são determinadas pela renda do resto do mundo (Y*), 
enquanto as importações são determinadas pela renda doméstica (Y). Ambas dependem da 
taxa de câmbio real (E), posto que ela definirá os termos de troca entre os bens nacionais e 
importados, tornando-os mais baratos ou mais caros, em termos relativos. O fluxo de capitais 
autônomos são os recursos que os países aplicam uns nos outros, e serão maiores quanto maior 
for a diferença entre os juros internos(r) e os juros externos(r*). 
Podemos resumir a condição de equilíbrio de BP assim: 
X(Y*,E) - M(Y,E) + CF(r-r*) = 0 
Colocando em termos mais simples, podemos dizer que a moeda estrangeira que entra das 
exportações, menos a moeda estrangeira que sai com as importações, mais a moeda estrangeira 
que entra como capital autônomo (investimentos estrangeiros na economia em questão), deve 
ser igual a zero, para que o Balando de Pagamentos fique em equilíbrio, de forma que não há 
variação nas reservas oficiais do país. 
 
BALANÇA COMERCIAL 
• Se a renda externa aumenta, aumentam as exportações; 
• Se a renda interna aumenta, aumentam as importações; 
• Se a taxa de câmbio real desvalorizar, a balança comercial melhora; 
 
CAPITAIS AUTÔNOMOS 
• Se os juros internos forem superiores aos externos (r>r*), os 
investidores internacionais colocam mais dinheiro no país. 
Com essas informações, já podemos resolver uma questão. 
Celso Natale
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(BNDES/Profissional Básico - Economia) 
Se a taxa de juros doméstica brasileira aumentasse substancialmente, em relação às taxas de 
juros no exterior, isso tenderia a 
a) promover a entrada de capitais financeiros externos no país. 
b) reduzir as importações brasileiras de bens de consumo. 
c) desvalorizar a moeda brasileira, no caso de regime cambial flutuante. 
d) expandir a demanda agregada doméstica brasileira. 
e) reduzir o deficit em conta corrente do balanço de pagamentos. 
Comentários: 
A entrada de capitais financeiros externos será maior quanto maior for a taxa de juros interna em 
relação às taxas de juros externas [CF=f(r-r*)]. Assim, fica claro que a resposta é a alternativa “a”. 
Contudo, vale explicarmos o efeito (ou a ausência dele) em cada uma das demais alternativas. 
Para começar, as importações e a demanda agregada são determinadas pelo nível de renda, e 
não pela relação entre as taxas de juros, por isso “b” e “d” estão erradas. 
O efeito que a entrada de capitais externos causa é justamente o contrário do que prevê a 
alternativa C, posto que teremos mais dólares, por exemplo, disponíveis (oferta), para uma 
demanda que não sofre alteração. Por isso, o preço dos dólares cai, ocasionando valorização da 
moeda brasileira sob um regime cambial flutuante. 
Por fim, o déficit em conta corrente é determinado pela relação entre renda interna e externa 
X(Y*,E) – M(Y,E), tornando “e” também errada. 
Gabarito: “a” 
Celso Natale
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1 
A curva BP: equilíbrio no balanço de pagamentos 
Agora, para seguir em frente e desenharmos a curva BP, devemos definir o que é a mobilidade 
de capital, pois seu nível determinará o efeito das políticas econômicas que analisaremos no 
modelo IS-LM-BP. 
Bem, mobilidade de capital, de forma ainda preliminar, pode ser definida como a liberdade que 
existe em determinado país para receber investimentos estrangeiros e também para aplicar 
dinheiro no exterior. 
Nesse sentido, essa liberdade pode ser nenhuma, alguma ou total. De forma mais técnica, em 
determinado país pode haver: 
► Perfeita mobilidade de capitais; 
► Imperfeita mobilidade de capitais; 
► Nenhuma mobilidade de capitais. 
Como a curva BP representa o equilíbrio no Balanço de Pagamentos,seu formato depende 
totalmente do nível de mobilidade de capitais. 
 
Perfeita mobilidade de capitais 
Quando há perfeita mobilidade de capital, significa que os capitais fluem livremente para 
dentro e para fora do país, ou seja, o país tem livre acesso ao mercado internacional de capitais. 
Isso significa que caso ocorra um déficit em transações correntes (M>X), o país poderá se 
financiar totalmente com capital externo, e se ocorrer um superávit, a reservas obtidas poderão 
ser aplicadas no exterior. 
Portanto, o país não precisa se preocupar com o equilíbrio em Transações Correntes; o que 
definirá a ocorrência de déficits ou superávits do BP será o diferencial entre as taxas de juros 
(interna e externa). 
Quando a taxa interna for superior à externa, haverá superávit, decorrente da entrada de capitais 
acima do nível necessário ao equilíbrio. Se a taxa interna for inferior à externa, haverá saída de 
capital do país, levando ao déficit. Somente quando a taxa interna for igual à taxa externa (r=r*) 
haverá equilíbrio. 
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Note que a independência do equilíbrio do Balanço de Pagamentos em relação à renda 
determina a curva BP horizontal, quando há livre mobilidade de capital. 
 
Sem mobilidade de capitais 
No outro extremo, existe a situação na qual a economia opera sem mobilidade de capital. 
Nesse caso, um déficit em transações correntes não poderá ser financiado com capitais externos. 
O equilíbrio no Balanço de Pagamentos dependerá apenas das transações correntes: caso as 
importações excedam as exportações, haverá déficit no BP. Conclui-se, portanto, que o equilíbrio 
no BP dependerá da renda interna a qual, como vimos, é positivamente relacionada ao nível de 
importações. 
 
Portanto, a dependência total do equilíbrio em relação ao nível de renda, determina a 
verticalidade da curva BP. Dessa forma, se a renda crescer, as importações aumentar e, 
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consequentemente, há déficit no BP. Note que, segundo essa definição, a curva BP é totalmente 
elástica em relação à renda interna. 
 
Mobilidade imperfeita de capitais 
Por fim, temos a situação de mobilidade imperfeita de capitais, que é o “meio termo”. Nesse 
cenário, o país depende tanto do nível de renda (Y) quanto da diferença entre as taxas de juros 
interna e externa para manter o equilíbrio de seu BP. 
Se, por exemplo, a renda interna aumentar, crescerá o nível de importações, acarretando déficit 
em transações correntes. Esse déficit em transações correntes precisará ser financiado pela 
entrada de capitais, o que será alcançado pela elevação das taxas de juros internas. 
 
A inclinação da curva BP, com mobilidade imperfeita de capital, dependerá de quão sensível são 
os capitais externos às mudanças de juros. Uma curva mais inclinada (mais vertical) indica que é 
necessário em um grande aumento nas taxas de juros para manter o BP em equilíbrio, indicando 
que o país tem menor atratividade ao capital estrangeiro e, portanto, menor mobilidade de 
capital. 
 
 
 
 
 
 
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(PETROBRÁS/Economista) 
O gráfico abaixo mostra, em linha cheia, a curva BP para um país com regime cambial de taxa 
fixa. Na curva BP, estão as combinações de renda e de taxa de juros interna que equilibram o 
balanço de pagamentos do país. 
 
Conclui-se, pelo exame do gráfico, que 
a) os pontos abaixo da curva BP representam combinações de renda e juros nas quais o balanço 
de pagamentos do país seria deficitário. 
b) a valorização cambial da moeda doméstica faria a curva BP deslocar-se para uma posição 
como a da linha tracejada. 
c) a inclinação da curva BP mostra uma situação na qual não há mobilidade de capitais financeiros 
internacionais. 
d) a subida das taxas de juros no exterior faria a curva BP deslocar-se para uma posição como a 
da linha tracejada. 
e) a inclinação da curva BP está incorreta, pois deveria ser declinante com o aumento da renda. 
Comentários: 
Conforme vemos na figura a seguir, a alternativa “a” está correta. 
 
Isso ocorre porque os pontos abaixo da curva BP implicam que a renda é alta demais em relação 
aos juros, de forma que as importações são altas demais em relação à entrada de capitais 
autônomos, provocando déficit no Balanço de Pagamentos. 
Ainda avançaremos na matéria de forma a compreender as demais alternativas. 
Gabarito: “a” 
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(IBGE/Tecnologista - Análise Socioeconômica) 
Uma economia pequena se encontra imersa numa situação de grande mobilidade financeira 
internacional. 
A curva BP, que mostra as combinações de taxas de juros (r) e de renda (y) que levam ao 
equilíbrio do balanço de pagamentos dessa economia, é adequadamente representada na 
Figura 
a) 
b) 
c) 
d) 
e) 
Comentários: 
Resolver essa questão é simples, basta saber qual formato é assumido pela curva BP em cada 
nível de mobilidade de capital. Vejamos cada um deles a seguir: 
 
 
 
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Perfeita mobilidade de capital 
 
Sem mobilidade de capital 
 
Mobilidade imperfeita de capital 
 
Memorizar a imagem a seguir pode ajudar... 
 
Gabarito: “a” 
A partir desse ponto, analisaremos a determinação de renda decorrente da adoção de diferentes 
políticas econômicas, sob diversas hipóteses de câmbio e mobilidade de capital. 
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POLÍTICAS ECONÔMICAS COM LIVRE MOBILIDADE DE CAPITAL 
A perfeita mobilidade de capitais implica numa curva BP horizontal, ou seja, perfeitamente 
inelástica em relação à renda e infinitamente elástica em relação à taxa de juros. 
Portanto, a aparência do modelo IS-LM-BP, na economia aberta com livre mobilidade de capital, 
será a seguinte: 
 
Vamos compreender o que isso significa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Livre mobilidade de capital com câmbio fixo 
O câmbio fixo tem por característica a intervenção do Banco Central comprando ou vendendo 
divisas para manter a taxa de câmbio no patamar desejado. Por exemplo: quando entram dólares 
aqui no Brasil, há tendência de valorização do real. 
Caso estejamos em regime de câmbio fixo, o Banco Central do Brasil irá comprar dólares, para 
reduzir sua oferta na economia e, assim, evitar a valorização do real. 
Essa atuação do Banco Central equivale a uma política monetária expansionista, pois aumenta a 
oferta de moeda doméstica (reais) na economia. Sabemos que políticas monetárias 
expansionistas deslocam a curva LM para a direita. 
 
Política Monetária com câmbio fixo e livre mobilidade de capital 
Vamos convencionar que demonstraremos apenas as políticas expansionistas. Isso significa que, 
para sabermos o efeito das políticas contracionistas, basta observarmos qual seria o efeito 
inverso. 
O efeito de uma política monetária expansionista será o seguinte: o aumento da oferta monetária 
provoca queda nos juros internos. Como vimos, isso tendea provocar fuga de capitais 
estrangeiros, que dependem do diferencial entre os juros internos e externos. 
Uma fuga de capitais provocaria desvalorização da moeda doméstica, mas vimos que, sob o 
regime de câmbio fixo, o Banco Central irá intervir para evitar que isso aconteça. 
A intervenção dar-se-á pela venda de divisas internacionais pelo Banco Central, o que retira 
moeda doméstica da economia, ou seja, será uma política monetária contracionista que garantirá 
que a taxa de câmbio permaneça fixa. Resultado: a política monetária expansionista é ineficaz 
em uma economia com livre mobilidade de capital e câmbio fixo. 
Vamos analisar o modelo IS-LM-BP em etapas: 
 
 
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1. A economia está em equilíbrio no mercado 
real, no mercado monetário, e no BP – pois as 
taxas de juros e nível de renda, neste patamar, 
têm esse efeito. 
 
2. A política monetária expansionista, ou seja, o 
aumento da oferta monetária, provoca 
deslocamento da curva LM para a direita, 
levando os juros a patamar inferior, onde r<r*. 
 
3. Como a nova taxa de juros, em patamar 
inferior, tende a provocar fuga de capitais e a 
consequente e indesejável desvalorização 
cambial, o Banco Central intervém ofertando 
divisas internacionais, que venderá em troca de 
moeda doméstica, o que caracteriza política 
monetária contracionista e desloca LM para a 
esquerda. 
 
O resultado? Bem, não tem resultado. Voltamos 
a um cenário exatamente igual ao inicial, 
denotando a ineficácia da política monetária 
em um regime de câmbio fixo com perfeita 
mobilidade de capitais. 
 
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Perceba que tudo decorre da passividade da política monetária quando o Banco Central 
precisa perseguir o câmbio fixo. Ou seja, a oferta de moeda passa a ser dependente do câmbio. 
 
(TCE-MG/Analista de Controle Externo - Ciências Econômicas) 
Em relação à política monetária e à fiscal em uma pequena economia aberta, com plena 
mobilidade de capitais e câmbio fixo, assinale a opção correta. 
a) Existe a possibilidade de déficit crônico e persistente do balanço de pagamentos. 
b) Os movimentos das reservas internacionais ficam exógenos. 
c) Movimentos de elevação das taxas de juros internacionais não podem ser esterilizados por 
intermédio de operações no mercado aberto. 
d) Ampliações da carteira de títulos públicos em posse do banco central são compensadas por 
reduções na base monetária. 
e) Nesse modelo de economia, o banco central deve abrir mão da política monetária como 
instrumento de política macroeconômica. 
Comentários: 
Quando o câmbio é fixo, o banco central precisa regular a taxa de câmbio, e isso afeta a oferta 
monetária, sem ser possível conduzir ativamente a política monetária. 
Gabarito: “e” 
 
(SEDF/Analista de Gestão Educacional - Economia) 
Tendo em vista as interações entre câmbio, moeda, balanço de pagamentos e política 
econômica, julgue o item que se segue. 
Em uma economia aberta com regime de câmbio fixo e plena mobilidade de capitais, a política 
monetária é passiva. 
Comentários: 
Apenas para reforçar. 
Gabarito: Certo 
 
Política Fiscal com câmbio fixo e livre mobilidade de capital 
Quando em regime de câmbio fixo, caso o governo decida aumentar seus gastos (política fiscal 
expansiva), isso provocará um aumento no nível de renda, acompanhado pelo aumento dos 
juros, dado que a demanda por moeda cresce sem alterações da oferta de moeda. 
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Sabemos que juros maiores provocam entrada de capitais internacionais, causando valorização 
da moeda nacional. 
Mas, em câmbio fixo, o Banco Central não permitirá que isso ocorra, e entrará comprando essas 
divisas internacionais e, dessa forma, promovendo aumento da oferta monetária, e novo 
aumento no nível de renda. Portanto, a política fiscal expansionista é muito eficaz em uma 
economia aberta com livre mobilidade de capitais e câmbio fixo. 
Vejamos o que acontece no modelo IS-LM-BP. 
1. Novamente, a economia está em equilíbrio no 
mercado real, no mercado monetário, e no BP – 
pois as taxas de juros e nível de renda, neste 
patamar, têm esse efeito. 
 
2. A política fiscal expansionista provoca 
deslocamento da curva IS para a direita (IS2). Isso 
causará aumento dos juros domésticos que, ao 
se tornarem superiores aos juros internacionais, 
atrairão capital estrangeiro para o país. 
 
3. Para evitar que a entrada de capitais valorize a 
moeda nacional, o Banco Central entra no 
mercado comprando as divisas internacionais e, 
por consequência, entregando moeda 
doméstica. Isso é uma política monetária 
expansionista, que deslocará a curva LM para a 
direita (LM2). 
 
Celso Natale
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O resultado é um nível de renda superior ao 
anterior (Y2>Y1), sob a mesma taxa de juros. 
Portanto, a política fiscal expansionista é 
eficaz em uma economia aberta com livre 
mobilidade de capitais e câmbio fixo. 
 
 
Livre mobilidade de capital com câmbio flexível 
O câmbio flexível (ou flutuante), é o regime no qual o Banco Central não persegue qualquer taxa 
de câmbio, deixando-o variar livremente conforme a oferta e demanda de moeda estrangeira. 
Esse fato tem importantes implicações na efetividade das políticas monetária e fiscal, conforme 
veremos a seguir. 
 
Política Monetária com câmbio flexível e perfeita mobilidade de capital 
Agora focamos numa economia em regime cambial flutuante. 
Caso ocorra uma política monetária expansionista, haverá queda da taxa de juros interna. Com 
isso, ocorre saída de capitais, desvalorizando a moeda nacional. Com o real desvalorizado, por 
exemplo, os dólares dos estrangeiros podem comprar mais de nossos produtos, o que significa 
que as exportações aumentarão e, como consequência, haverá aumento na renda. 
A conclusão é que a política monetária expansionista é eficaz para aumentar a renda em 
uma economia com perfeita mobilidade de capital e câmbio flexível. 
Vamos às etapas no modelo IS-LM-BP. 
Celso Natale
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1. A economia está em equilíbrio no mercado 
real, no mercado monetário, e no BP – pois as 
taxas de juros e nível de renda, neste patamar, 
têm esse efeito. 
 
2. A política monetária expansionista promovida 
pela Banco Central desloca a curva LM para a 
direita, causando queda nos juros internos que, 
quando menores que os juros externos, 
provocam saída de capitais e desvalorização da 
moeda doméstica (aumento da taxa de câmbio). 
 
3. Com a moeda desvalorizada, há aumento das 
exportações. Com o resto do mundo comprando 
mais de nossos produtos, aumenta a renda 
nacional, deslocando a curva IS para a direita. 
 
Assim, concluímos que a política monetária é 
totalmente eficaz para aumentar a renda em uma 
economia aberta com livre mobilidade de capital 
e câmbio flexível. 
 
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Política Fiscal com câmbio flexível e perfeita mobilidade de capital 
Imaginemos, inicialmente, uma política fiscal expansionista. O aumento da renda irá resultar em 
aumento da demanda monetária e, por consequência, no aumento dos juros. 
Os juros mais altos atraemdivisas internacionais e valorizando a moeda doméstica. 
Com a moeda doméstica valendo mais, aumentam as importações, reduzindo a renda interna. 
Com a retração da renda, caem também os juros, retornando a economia ao patamar anterior e 
denotando a ineficácia da política fiscal em um regime de câmbio flutuante com perfeita 
mobilidade de capital. 
Vou mostrar, simplificadamente, o efeito no modelo, dessa vez. 
 
Vamos ver um resumo prévio (no final da aula teremos um completão que, sozinho, permitirá 
resolver a maioria das questões sobre o assunto). 
 
 Câmbio Fixo Câmbio Flexível 
Política monetária Ineficaz Eficaz 
Política fiscal Eficaz Ineficaz 
 
Veremos algumas questões antes de adentrar a economia sem mobilidade de capital. 
 
Celso Natale
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(FINEP/Analista de Projetos) 
No caso de um país com regime cambial flutuante, em uma situação de mobilidade internacional 
de capitais, se a taxa de juros doméstica aumentar, as demais variáveis relevantes permanecendo 
constantes, haverá 
a) valorização cambial da moeda doméstica 
b) saída de capitais financeiros do país 
c) aumento das exportações do país 
d) redução do gasto do governo 
e) expansão da economia doméstica 
Comentários: 
Aqui, o raciocínio é o seguinte: Se a taxa de juros do Brasil aumenta, mais estrangeiros vão 
mandar seus dólares para cá, querendo receber nossos famosos juros altos. 
Quanto mais dólares disponíveis, mais baratos, em reais, eles ficam – e isso significa valorização 
cambial do real (moeda doméstica) em relação ao dólar. 
Gabarito: “a” 
 
(EPE/Analista de Pesquisa) 
Em um país com regime de taxa cambial fixa, numa situação de grande mobilidade internacional 
do capital financeiro, 
a) as variações cambiais contínuas provocariam uma tendência inflacionária. 
b) a política fiscal seria potente para expandir a demanda agregada. 
c) o Banco Central do país acumularia quantidades vultosas de divisas internacionais. 
d) o déficit na conta-corrente do balanço de pagamentos seria inevitável. 
e) o déficit orçamentário do setor público deveria ser zerado. 
Comentários: 
Como eu disse, basta decorar aquele resumo para sabermos que a política fiscal é eficaz para 
expandir a renda, quando em uma economia aberta, com livre mobilidade de capitais, e taxa 
cambial fixa – exatamente como essa do enunciado. 
Gabarito: “b” 
 
(TRANSPETRO/Economista Júnior) 
Considere o modelo IS/LM/BP para uma economia com taxa de câmbio fixa, em uma situação de 
alta mobilidade do capital financeiro internacional. Nesse caso, a política 
a) monetária contracionista acarreta fortes perdas de reservas internacionais. 
Celso Natale
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b) monetária tem capacidade reduzida de alterar a taxa de juros da economia. 
c) fiscal expansionista acarreta fortes perdas de reservas internacionais. 
d) fiscal expansionista acarretará superávits orçamentários do governo. 
e) fiscal tem capacidade reduzida de alterar o produto da economia. 
Comentários: 
Mais uma questão que resolvemos pela simples assimilação da eficácia da política monetária em 
cada regime cambial. Contudo, cabe uma observação: se quando a economia tem total 
mobilidade de capital a eficácia da política monetária é nula, é natural concluir que, quando a 
economia tem alta mobilidade, sua eficácia será reduzida. 
Gabarito: “b” 
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POLÍTICAS ECONÔMICAS SEM MOBILIDADE DE CAPITAL 
Sem mobilidade de capital, a curva BP é vertical, e o modelo IS-LM-BP toma a seguinte forma: 
 
A característica da economia sem mobilidade de capital, é que não há entrada ou saída de 
capitais autônomos, independentemente de quão atrativa seja a taxa de juros doméstica para os 
estrangeiros. 
 
Economia sem mobilidade de capital com câmbio fixo 
Como vimos, o câmbio fixo implica na intervenção constante do Banco Central na economia, 
mantendo a taxa de câmbio no nível desejado. Veremos, agora, a eficácia das políticas monetária 
e fiscal sob essas condições. 
 
Política Monetária com câmbio fixo e sem mobilidade de capital 
Quando há política monetária expansionista, ocorre deslocamento da curva LM para a direita, 
implicando em menores níveis de juros e, como consequência do aumento dos investimentos 
(gastos das empresas), maior nível de renda. 
O aumento da renda é acompanhado de aumento das importações. Para poder importar, a 
economia demandará mais divisas internacionais, o que pode aumentar a taxa de câmbio. 
Contudo, como o regime cambial é fixo, o Banco Central entrará na economia ofertando divisas 
internacionais para manter a taxa de câmbio e, portanto, o país perde reservas internacionais. 
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Em troca desses dólares (por exemplo), o Banco Central receberá reais, retirando moeda 
doméstica da economia e, portanto, aumentando os juros, o que nos leva ao ponto de partida. 
Portanto, a política monetária em um regime cambial fixo, sem mobilidade de capital, 
também é ineficaz. 
Vejamos, de forma simplificada, o que acontece graficamente no modelo IS-LM-BP. 
 
 
Política Fiscal com câmbio fixo e sem mobilidade de capital 
Agora é a vez da Política Fiscal de ter sua eficácia avaliada, quando em regime cambial fixo e sem 
mobilidade de capital. A expansão dos gastos do governo deslocará a curva IS para a direita, 
denotando o aumento da renda e dos juros. 
Com o aumento da renda, vem o aumento das importações, e o aumento da demanda por 
moeda estrangeira para pagar por essas importações. Lembre-se que estamos sob um regime 
de câmbio fixo, o que significa que o Banco Central ofertará moeda estrangeira para que não 
ocorra valorização dessa moeda estrangeira. 
Além de perder divisas internacionais, o Banco Central promoverá uma contração monetária, 
pois receberá moeda doméstica em troca da moeda externa. Com isso, a curva LM é deslocada 
para a esquerda, promovendo novo aumento de juros e queda na renda. 
O efeito no modelo IS-LM-BP pode ser observado abaixo: 
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A conclusão é que a política fiscal expansionista é ineficaz em alterar o nível de renda, além 
de resultar em aumento dos juros e na queda do nível de reservas internacionais do país. 
 
Economia sem mobilidade de capital com câmbio flexível 
Política Monetária com câmbio flexível e sem mobilidade de capital 
Uma política monetária expansionista sempre tem por efeito inicial o deslocamento da curva LM 
para a direita (LM1 para LM2). Com isso, os juros caem (i1 para i2), provocando expansão da renda 
(Y1 para Y2), via aumento dos investimentos. 
O aumento da renda provoca aumento das importações e da demanda por moeda estrangeira, 
desvalorizando a moeda nacional. Essa desvalorização, por fim, gera aumento das exportações, 
deslocando a curva IS (IS1 para IS2) e, também, a curva BP (BP1 para BP2). 
 
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Assim, concluímos que a política monetária expansionista num regime cambial flexível sem 
mobilidade de capital é eficaz para alterar o nível de renda da economia. 
 
Política Fiscal com câmbio flexível e sem mobilidade de capitalA política fiscal expansionista começa por deslocar a curva IS para a direita (IS1 para IS2), elevando 
os juros (r1 para r2) e a renda (Y1 para Y2). 
Com o maior nível de renda, aumentam as importações, provocando valorização da moeda 
estrangeira e, portanto, aumentando as exportações, o que provoca novo aumento do nível de 
renda (Y2 para Y3) e deslocamento da curva BP para a direita (BP1 para BP2). 
 
Portanto, a política fiscal expansionista é eficaz para alterar a renda e o produto de 
equilíbrio, em uma economia aberta sem mobilidade de capitais e câmbio flexível. 
 
 
 
 
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POLÍTICAS ECONÔMICAS COM MOBILIDADE IMPERFEITA DE CAPITAL 
A hipótese de mobilidade imperfeita de capital é a mais realista. 
Quando a mobilidade de capital é imperfeita, a BP fica inclinada para cima, mostrando que seu 
equilíbrio depende de relação positiva entre renda (Y) e juros (r). 
Por exemplo: quando a renda aumenta, aumentam as importações e, por isso, ocorre um déficit 
no BP provocado pelas transações correntes. Para compensar esse déficit, é preciso atrair capital 
autônomo estrangeiro, o que é feito subindo os juros até o retorno do BP ao equilíbrio. 
A inclinação da curva BP 
O que determinará a declividade da curva BP é a elasticidade dos capitais internacionais à taxa 
de juros interna e a propensão marginal a importar. Vejamos cada uma desses fatores 
isoladamente, para compreender sua ação conjunta na curva BP. 
A elasticidade dos capitais internacionais à taxa de juros interna 
Quanto maior for a sensibilidade dos capitais internacionais à taxa de juros interna, menos 
inclinada será a curva BP. Em outras palavras, quando um pequeno aumento nas taxas de juros 
internas causa uma entrada de capitais relativamente grande no país, a BP será menos inclinada. 
Portanto, com a BP menos inclinada, basta um pequeno aumento dos juros para que os capitais 
que fluem para o país sejam suficientes para compensar grandes déficits causados em transações 
correntes pelo aumento das importações que, por sua vez, é consequência do aumento da 
renda. 
Vamos evidenciar essa relação graficamente: 
 
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Capitais sensíveis: Veja só como basta um 
pequeno ajuste nos juros para compensar 
uma grande mudança na renda e, dessa 
forma, manter o BP em equilíbrio. 
Isso ocorre porque os capitais são muito 
elásticos em relação à taxa de juros, e um 
aumento pequeno nos juros atrai muitos 
capitais para o país. 
Capitais insensíveis: Essa declividade indica 
que os capitais são pouco sensíveis às 
mudanças dos juros, de forma que é preciso 
um grande aumento na taxa para atrair 
capitais em montante suficiente para 
compensar o déficit causado por um pequeno 
aumento da renda. 
Portanto, a curva BP será mais inclinada quanto menor for a sensibilidade dos fluxos de 
capitais às taxas de juros. 
 
A propensão marginal a importar 
Agora, veremos que há outro fator que determina a declividade da curva BP: a propensão 
marginal a importar, que nada mais é do que o quanto as pessoas tendem a importar quando 
sua renda aumenta. 
Vamos supor que você receba um aumento de R$1.000. Se você usar R$500 desse aumento para 
adquirir produtos importados, dizemos que sua propensão marginal a importar é de 0,5. 
Propensão marginal a importar= ∆M/∆Y 
Portanto, quando a propensão marginal a importar (PmgM) é alta, uma pequena mudança na 
renda causará um grande aumento nas importações e, dessa forma, aumentará substancialmente 
o déficit em transações correntes, determinando uma curva BP mais inclinada. 
 
PmgM alta: uma pequena mudança na renda 
aumenta tanto as importações, que é preciso 
PmgM baixa: mesmo uma grande mudança 
na renda aumenta tão pouco as importações, 
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um grande aumento nos juros para 
compensar o déficit em transações correntes. 
que é basta um pequeno aumento nos juros 
para compensar o déficit em transações 
correntes. 
Dessa forma, pode-se concluir que a curva BP será mais inclinada quanto maior for a PmgM. 
Quando ela for muito alta, as mudanças na renda causarão um aumento relativamente grande 
das importações, que precisará ser compensado por grande entrada de capitais internacionais 
na economia. 
 
Economia com mobilidade imperfeita de capital com câmbio fixo 
Diferentemente do que vimos até aqui, a inclinação da curva BP em relação à inclinação da curva 
LM assume grande importância. Ela irá determinar o nível de mobilidade do capital e, portanto, 
o esforço das políticas econômicas necessário para manutenção do equilíbrio da economia. 
Política Monetária com câmbio fixo e mobilidade imperfeita de capital 
Uma política monetária expansionista, como sempre, desloca a curva LM para a direita, 
reduzindo o nível dos juros e aumentando o nível de renda da economia. Veremos o efeito em 
dois casos: BP mais inclinada que LM e BP menos inclinada que LM: 
 
BP mais inclinada que LM: Mobilidade 
fraca de capitais 
BP menos inclinada que LM: Mobilidade 
forte de capitais 
Note que a situação ao mudarmos do ponto E1 para E2 é, em ambos os casos, de déficit no BP, 
posto que o ponto E2 está abaixo da linha BP. Entretanto, como estamos em câmbio fixo, haverá 
um esforço para evitar a desvalorização da moeda doméstica, por meio da oferta de divisas 
internacionais e restrição monetária. Esse esforço terá de ser maior quanto maior for a inclinação 
da curva BP. 
Portanto, a política monetária expansionista, em um regime cambial fixo, com mobilidade 
imperfeita de capital, também é ineficaz. 
Celso Natale
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Política Fiscal com câmbio fixo e mobilidade imperfeita de capital 
A política fiscal terá efeitos diferentes dependendo da relação entre as inclinações das curvas IS 
e BP, como veremos a seguir. 
1.1.1.1 BP mais inclinada (fraca mobilidade de capitais) 
Se o governo aumentar seus gastos, reduzir a tributação, ou conceder transferência ou subsídios, 
caracterizando uma política fiscal expansionista, a curva IS será deslocada para a direita (IS1 para 
IS2), resultando em maior nível de renda e maior nível de juros: 
 
Note que, como BP é mais inclinada que LM, a economia fica em situação de déficit no BP (o 
ponto 2 está abaixo da linha BP). Isso aconteceu porque o aumento das importações provocado 
pelo crescimento da renda Y é superior à entrada de capitais causada pela majoração dos juros. 
A escassez de divisas pressionará a moeda doméstica para uma desvalorização, que será 
impedida pela autoridade monetária, posto que estamos sob regime de câmbio fixo. Como 
sempre, o Banco Central entrará no mercado vendendo dólares, por exemplo, e retirando reais 
da economia, caracterizando uma política monetária contracionista. 
O resultado é o deslocamento da curva LM para a esquerda (LM1 para LM2), aumentando os juros 
(r2 para r3) e reduzindo a renda (Y2 para Y3). 
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Dessa forma, concluímos que a política fiscal expansionista é eficaz em aumentar o nível de renda 
(Y3>Y1), sob um regime de câmbio fixo e uma economia com mobilidade imperfeita de capital – 
embora seja menos eficiente do que quando a curva BP é menos inclinada, como veremos a 
seguir. 
 
1.1.1.2 BP menos inclinada (fortemobilidade de capitais) 
Novamente o resultado inicial de uma política fiscal expansionista é o deslocamento da curva IS 
para a direita (IS1 para IS2), determinando maior nível de renda e de juros. 
 
Contudo, como BP é menos inclinada, o resultado será um superávit no Balanço de Pagamentos, 
demonstrado pela posição do ponto 2 acima da linha BP. Dessa forma, haverá pressão por 
valorização da moeda doméstica. 
Nesse caso, como o câmbio é fixo, o Banco Central irá ofertar mais moeda para evitar essa 
valorização, ou seja, promoverá uma política monetária expansionista, deslocando LM para a 
direita, de LM1 para LM2. Isso determinará um maior nível de renda (Y3) e uma menor taxa de 
juros (r3). 
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Percebemos, então, que a política fiscal expansionista é eficaz em aumentar o nível de renda 
em uma economia com mobilidade imperfeita de capitais e câmbio fixo, e ainda mais eficaz 
quando BP é menos inclinada que LM, ou seja, quando há mobilidade de capital 
relativamente forte. 
 
(SABESP/Analista de Gestão - Economia) 
Considerando um modelo IS-LM-BP com baixa mobilidade de capital e câmbio fixo, uma 
expansão fiscal 
a) é eficaz quanto ao objetivo de elevar a renda. 
b) reduz o nível da taxa de juros. 
c) provoca deslocamento de LM para a direita. 
d) movimenta IS para a esquerda. 
e) gera aumento da base monetária, com o processo de ajuste. 
Comentários: 
Se o governo aumentar seus gastos, reduzir a tributação, ou conceder transferência ou subsídios, 
caracterizando uma política fiscal expansionista, a curva IS será deslocada para a direita (IS1 para 
IS2), resultando em maior nível de renda e maior nível de juros: 
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Note que, como BP é mais inclinada que LM, a economia fica em situação de déficit no BP (o 
ponto 2 está abaixo da linha BP). Isso aconteceu porque o aumento das importações provocado 
pelo crescimento da renda Y é superior à entrada de capitais causada pela majoração dos juros. 
A escassez de divisas pressionará a moeda doméstica para uma desvalorização, que será 
impedida pela autoridade monetária, posto que estamos sob regime de câmbio fixo. Como 
sempre, o Banco Central entrará no mercado vendendo dólares, por exemplo, e retirando reais 
da economia, caracterizando uma política monetária contracionista. 
O resultado é o deslocamento da curva LM para a esquerda (LM1 para LM2), aumentando os juros 
(r2 para r3) e reduzindo a renda (Y2 para Y3). 
 
Dessa forma, concluímos que a política fiscal expansionista é eficaz em aumentar o nível de renda 
(Y3>Y1), sob um regime de câmbio fixo e uma economia com mobilidade imperfeita de capital – 
embora seja menos eficiente do que quando a curva BP é menos inclinada, ou seja, quando há 
forte mobilidade de capitais. 
Gabarito: “a” 
 
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Economia com mobilidade imperfeita de capital com câmbio flexível 
Vamos lá! Continue comigo, pois já estamos na reta final da aula de hoje, que de trivial não tem 
nada mesmo. 
Agora, veremos o que acontece quando não há intervenção do governo (via Banco Central), no 
mercado de câmbio, de forma que a taxa flutua livremente conforme a oferta e demanda de 
moeda estrangeira. 
Política Monetária com câmbio flexível e mobilidade imperfeita de capital 
A política monetária expansionista provocará deslocamento da curva LM para a direita (LM1 para 
LM2), elevando o nível de renda (Y1 para Y2) e diminuindo o nível de juros (r1 para r2). 
 
Perceba que o ponto 2 está abaixo da linha BP, denotando déficit no balanço de pagamentos. 
Como o câmbio é livre, esse déficit irá desvalorizar a moeda nacional – deslocando BP para a 
direita – e, com isso, aumentar as exportações e a renda, deslocando IS para a direita. 
 
Portanto, concluímos que a política monetária é eficaz em determinar o nível de renda em 
uma economia com mobilidade de capital imperfeita e câmbio flutuante. 
Celso Natale
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Política Fiscal com câmbio flexível e mobilidade imperfeita de capital 
Eis aqui nossa derradeira análise da aula de hoje. Novamente, é preciso identificarmos os 
diferentes efeitos ocorridos a depender da inclinação relativa entre as curvas BP e LM, como 
faremos a seguir. 
BP mais inclinada (fraca mobilidade de capitais) 
A política fiscal expansionista irá deslocar a curva IS para a direita (IS1 para IS2), resultando em 
maiores níveis de renda (Y1 para Y2) e de juros (r1 para r2). 
 
O ponto 2 está abaixo da linha BP e, portanto, há situação de déficit. Portanto, a moeda 
doméstica sofrerá desvalorização, deslocando BP (BP1 para BP2) para a direita e, com o aumento 
das exportações, cresce também a renda, deslocando IS para a direita (IS2 para IS3). 
 
A conclusão é que a política fiscal é eficaz em determinar o nível de renda quando em 
câmbio flexível e mobilidade imperfeita de capitais, quando BP é mais inclinada que LM. 
Uma política fiscal expansionista, nesse cenário, resulta em maior nível de renda e de juros. 
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BP menos inclinada (forte mobilidade de capitais) 
Novamente, o efeito inicial da política fiscal expansionista será o deslocamento da curva IS para 
a direita (IS1 para IS2), e isso significa maiores níveis de renda (Y1 para Y2) e de juros (r1 para r2). 
 
Dessa vez, contudo, a situação é de superávit no Balanço de Pagamentos, conforme indicado 
pela posição do ponto 2. Portanto, haverá valorização da moeda doméstica, deslocando a curva 
BP para a esquerda (BP1 para BP2), causando redução das exportações e, por consequência, da 
renda, deslocando a curva IS para a esquerda (IS2 para IS3). 
 
A política fiscal é, então, eficaz em determinar o nível de renda em regime cambial flexível, 
com mobilidade imperfeita de capital, embora não tão eficaz como quando a curva BP é 
mais inclinada que LM. 
 
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RESUMO DA EFICÁCIA DE POLÍTICAS MONETÁRIA E FISCAL 
EM ECONOMIAS FECHADAS E ABERTAS SOB DIFERENTES 
REGIMES CAMBIAIS. 
Hipótese Política Variável Câmbio fixo Câmbio Flexível 
Economia 
fechada 
Política monetária 
expansionista 
Renda ↑ 
Juros ↓ 
Política fiscal 
expansionista 
Renda ↑ 
Juros ↑ 
Perfeita 
mobilidade de 
capital 
Política monetária 
expansionista 
Renda - ↑ 
Juros - - 
Política fiscal 
expansionista 
Renda ↑ - 
Juros - - 
Sem mobilidade 
de capital 
Política monetária 
expansionista 
Renda - ↑ 
Juros - - 
Política fiscal 
expansionista 
Renda - ↑ 
Juros ↑ ↑ 
Mobilidade 
imperfeita de 
capital 
Política monetária 
expansionista 
Renda - ↑ 
Juros - ↓ 
Política fiscal 
expansionista 
Renda ↑ ↑ 
Juros ↑ ↑ 
 
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1 
QUESTÕES COMENTADAS 
1. (2012/CEBRASPE-CESPE/CACD/Diplomata) 
Em uma economia aberta, políticas fiscais expansionistas contribuem para a depreciação da 
moeda e para o aumento do investimento e das exportações líquidas. 
Comentários: 
O resultado das políticaseconômica em economias abertas dependerá da mobilidade de 
capitais e do regime cambial. Portanto, a questão já está errada, ao generalizar dessa forma. 
Ainda que consideremos o que ocorre no curto prazo, a tendência geral é a elevação dos juros 
e o desestímulo aos investimentos diante de políticas fiscais expansionistas (crowd out). 
Gabarito: Errado 
 
2. (2002/CEBRASPE-CESPE/SENADO FEDERAL/Consultor Legislativo - Economia) 
O balanço de pagamento registra, de forma detalhada, a composição da conta-corrente e das 
várias transações que a financiam. 
Nesse contexto, julgue o item a seguir. 
Ceteris paribus, a recessão econômica que está ocorrendo nos EUA, ao contribuir para 
aumentar as exportações líquidas, tende a reduzir o déficit no balanço comercial norte-
americano. 
Comentários: 
A queda na renda interna de um país tende a diminuir as importações e, assim, reduzir o déficit 
no balanço de pagamentos. 
Gabarito: Certo 
 
3. (2002/CEBRASPE-CESPE/SENADO FEDERAL/Consultor Legislativo - Economia) 
O estudo da demanda e da oferta agregada é crucial para a elaboração de políticas 
macroeconômicas apropriadas. 
A esse respeito, julgue o item subsequente. 
Quando a queda da inflação no Brasil conduz à redução das taxas de juros e à depreciação do 
real, o aumento das exportações líquidas daí decorrente provoca expansão da demanda 
agregada. 
Comentários: 
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2 
De fato, as exportações aumentam quando a moeda doméstica sofre desvalorização. Como são 
um dos componentes da demanda agregada (Y=C+G+I+X-M), seu aumento provoca aumento 
da demanda agregada. 
Gabarito: Certo 
 
4. (2019/IADES/CACD/Diplomata) 
O aumento temporário da oferta de moeda, em regime de câmbio flutuante, resulta em queda 
da taxa doméstica de juros e depreciação da moeda doméstica. Em curto prazo, haverá redução 
da demanda agregada e do produto da economia, em razão da queda dos preços relativos dos 
bens produzidos localmente. 
Comentários: 
Para esse tipo de questão, utilizamos o modelo IS-LM-BP, ou Mundell-Fleming. 
Note que a questão não especificou a mobilidade de capitais ou o tamanho da economia em 
questão, e qualquer conclusão dependeria dessa informação. 
Sendo assim, já é uma forte candidata a “errada”. Mas vejamos o que ocorre com livre mobilidade 
de capitais: 
1. A economia está em equilíbrio no mercado 
real, no mercado monetário, e no BP – pois as 
taxas de juros e nível de renda, neste patamar, 
têm esse efeito. 
 
2. A política monetária expansionista promovida 
pela Banco Central desloca a curva LM para a 
direita, causando queda nos juros internos que, 
quando menores que os juros externos, 
provocam saída de capitais e desvalorização da 
moeda doméstica (aumento da taxa de câmbio). 
 
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3 
3. Com a moeda desvalorizada, há aumento das 
exportações. Com o resto do mundo 
comprando mais de nossos produtos, aumenta 
a renda nacional, deslocando a curva IS para a 
direita. 
 
Assim, concluímos que a política monetária é 
totalmente eficaz para aumentar a renda em 
uma economia aberta com livre mobilidade de 
capital e câmbio flexível. 
 
Portanto, ocorre aumento da demanda agregada por meio de elevação nas exportações e nos 
investimentos, sendo este causado pela queda na taxa de juros. 
Gabarito: Errado 
 
5. (2002/CEBRASPE-CESPE/SENADO FEDERAL/Consultor Legislativo - Economia) 
Acerca de uma economia do tipo IS-LM aberta ao exterior e desconsiderando o papel das 
expectativas sobre a taxa de câmbio, julgue o item abaixo. 
O multiplicador de gastos é sempre maior em uma economia aberta do que em uma economia 
fechada. 
Comentários: 
Pelo contrário. O multiplicar de gastos é sempre igual ou menor na economia aberta, pois parte 
do aumento da renda é utilizado pelos residentes para importar, tornando-o menor quanto maior 
for a propensão marginal a importar. 
Gabarito: Errado 
 
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4 
6. (2002/CEBRASPE-CESPE/SENADO FEDERAL/Consultor Legislativo - Economia) 
Acerca de uma economia do tipo IS-LM aberta ao exterior e desconsiderando o papel das 
expectativas sobre a taxa de câmbio, julgue o item abaixo. 
No regime de câmbio fixo, a política fiscal torna-se inefetiva no controle do nível de atividade, 
e uma elevação do déficit governamental terá impacto apenas na elevação da taxa de juros. 
Comentários: 
Bem, essa hipótese só se aplica se não houver mobilidade de capital. Como a questão 
generalizou, está errada. 
Gabarito: Errado 
 
7. (2010/CEBRASPE-CESPE/SEFAZ-ES/Consultor do Executivo - Ciências Econômicas) 
Acerca dos regimes cambiais, julgue o item a seguir. 
No regime de câmbio fixo, o BC estabelece o preço internacional da moeda nacional e, para 
sustentar a paridade, se compromete a comprar ou vender moeda a determinada taxa. 
Comentários: 
É isso mesmo, o que explica por que o BC perde a capacidade de conduzir políticas monetárias 
quando o câmbio é fixo. 
Gabarito: Certo 
 
8. (2010/CEBRASPE-CESPE/SEFAZ-ES/Consultor do Executivo - Ciências Econômicas) 
Acerca dos regimes cambiais, julgue o item a seguir. 
No modelo de Mundell-Fleming com regime de taxas de câmbio fixas, a política monetária não 
tem efeito sobre a renda porque a oferta de moeda ajusta-se ao nível da taxa de câmbio 
anunciada. 
Comentários: 
Isso mesmo. Como a autoridade monetária compromete-se a manter a taxa de câmbio no nível 
anunciado, a política monetária torna-se passiva. 
Gabarito: Certo 
 
9. (2008/CEBRASPE-CESPE/MDIC/Analista de Comércio Exterior) 
A internacionalização crescente do espaço econômico faz que o estudo da teoria do comércio 
internacional, incluindo os aspectos macro e microeconômicos das economias abertas, seja 
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fundamental para uma inserção adequada no cenário mundial. Acerca desse assunto, julgue o 
item. 
Em presença de taxas de câmbio fixas, a eficácia da política monetária será reduzida porque os 
deslocamentos iniciais da curva LM serão revertidos em razão dos efeitos monetários sobre o 
balanço de pagamentos, levando, assim, a um deslocamento compensatório da curva BP. 
Comentários: 
O deslocamento compensatório ocorrerá na própria curva LM. 
Gabarito: Errado 
 
10. (2014/CEBRASPE-CESPE/CADE/Economista) 
Julgue o item a seguir acerca de câmbio, blocos econômicos, organismos multilaterais e fluxos 
financeiros internacionais. 
Os fluxos financeiros são afetados por expectativas e políticas cambiais e monetárias das 
diferentes economias. Por isso, quando a taxa de juros de um país é superior às taxas de juros 
dos demais países, espera-se por um fluxo negativo de recursos em direção ao país com taxa 
de juros mais elevada. 
Comentários: 
Pelo contrário! Quando maior for a taxa de juros de um país em relação ao resto do mundo, 
maior será o fluxo de recursos em direção a esse país. 
Gabarito: Errado 
 
11. (2010/CEBRASPE-CESPE/MPU/Analista - Perícia Economia) 
No que concerne a instrumentos de política comercial, balanço de pagamentos, globalização e 
organismos internacionais, julgue o item seguinte. 
Com a adoção de uma política cambial de taxas fixas de câmbio perde-se a autonomia da 
política monetária como instrumento interno. 
Comentários: 
Perfeito, não é? Ao comprometer-se em manter a taxa de câmbio fixa, perde-se a capacidade de 
utilizar política monetária como instrumento interno.Gabarito: Certo 
 
 
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12. (2010/CEBRASPE-CESPE/MPU/Analista - Perícia Economia) 
No que concerne a instrumentos de política comercial, balanço de pagamentos, globalização e 
organismos internacionais, julgue o item seguinte. 
Em um mundo globalizado nenhum país pode ter, ao mesmo tempo, taxa de câmbio fixa, 
política monetária orientada exclusivamente para metas internas e liberdade de movimentos de 
capitais internacionais. 
Comentários: 
Esses três fatores recebem o nome de trindade impossível. Ela foi proposta pelo ganhador do 
Prêmio Nobel Mundell e outros. 
Basicamente, significa que uma das três coisas tem de ser modificada - ou se reduz a mobilidade 
do capital, ou se flexibiliza a taxa cambial, ou se abandona o controle monetário. 
Escolha duas, e deixe a outra de lado. É uma das conclusões desta aula. 
Gabarito: Certo 
 
13. (2011/CEBRASPE-CESPE/CACD/Diplomata) 
Julgue (C ou E) o item subsequente, relativo a conceitos da economia internacional. 
Nos sistemas de câmbio fixo, as políticas monetárias expansionistas são particularmente 
eficazes para elevar a demanda agregada porque, nesses sistemas, o efeito deslocamento é 
minimizado. 
Comentários: 
A política monetária é ineficaz sob regime cambial fixo, em qualquer modalidade de mobilidade 
de capitais. 
Isso porque a política monetária expansionista, com mobilidade de capitais, reduzirá os juros e 
provocará saída de capitais, desvalorizando a moeda e obrigando o BC a comprar moeda e 
anular a política monetária anterior. 
No caso da ausência de mobilidade de capitais, por outro lado, quando há política monetária 
expansionista, ocorre deslocamento da curva LM para a direita, implicando em menores níveis 
de juros e, como consequência do aumento dos investimentos (gastos das empresas), maior nível 
de renda. 
O aumento da renda é acompanhado de aumento das importações. Para poder importar, a 
economia demandará mais divisas internacionais, o que pode aumentar a taxa de câmbio. 
Contudo, como o regime cambial é fixo, o Banco Central entrará na economia ofertando divisas 
internacionais para manter a taxa de câmbio e, portanto, o país perde reservas internacionais. 
Em troca desses dólares (por exemplo), o Banco Central receberá reais, retirando moeda 
doméstica da economia e, portanto, aumentando os juros, o que nos leva ao ponto de partida. 
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Portanto, a política monetária em um regime cambial fixo, sem mobilidade de capital, 
também é ineficaz. 
Gabarito: Errado 
 
14. (2004/CEBRASPE-CESPE/CACD/Diplomata) 
Na fase atual de globalização do espaço econômico, o estudo da economia internacional é 
crucial para a inserção adequada no cenário mundial. Considerando as noções básicas da teoria 
econômica internacional, julgue o item a seguir. 
Em economias pequenas, cuja taxa de câmbio é flutuante, as políticas fiscais são 
particularmente eficazes, porque a expansão das despesas públicas, ao reduzir a taxa de 
câmbio, contrai as importações e aumenta a produção doméstica. 
Comentários: 
A política fiscal, sob câmbio flutuante, só se verificará se houver mobilidade de capitais imperfeita 
ou nula. Em caso de perfeita mobilidade de capitais, a política fiscal não terá efeito. Ao 
generalizar, a questão se torna errada. 
Gabarito: Errado 
 
15. (2013/CEBRASPE-CESPE/TCU/Auditor Federal de Controle Externo) 
Em relação à teoria macroeconômica para pequenas economias abertas, julgue o item que se 
segue. 
No regime de câmbio fixo, o aumento da tributação proporciona redução das reservas 
internacionais. 
Comentários: 
O aumento da tributação provocará o deslocamento da curva IS para a esquerda, reduzindo 
renda e taxa de juros. Este último fato provocará saída de capital, obrigando o Banco Central a 
vender reservas internacionais para evitar a desvalorização da moeda doméstica. 
Gabarito: Certo 
 
16. (2013/CEBRASPE-CESPE/TCU/Auditor Federal de Controle Externo) 
Em relação à teoria macroeconômica para pequenas economias abertas, julgue o item que se 
segue. 
No regime de câmbio flutuante, a expansão dos gastos do governo não é capaz de estimular o 
produto da economia. 
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Comentários: 
No regime de câmbio flutuante, a política fiscal só será incapaz de estimular o produto da 
economia se houver perfeita mobilidade de capitais. Por isso, a questão está errada (embora 
tenha sido considerada certa pela banca). 
Gabarito: Errado 
 
17. (2013/CEBRASPE-CESPE/MINISTÉRIO DA JUSTIÇA/Economista) 
Acerca dos modelos de análise macroeconômica, julgue o item. 
Para uma economia aberta, com regime de câmbio fixo e mobilidade perfeita de capitais, uma 
política fiscal contracionista é inócua em termos de produto. 
Comentários: 
A política fiscal é eficaz sob câmbio fixo e mobilidade perfeita de capitais, pois o 
aumento/redução dos gastos públicos é reforçado por movimento na mesma direção das 
exportações. 
Gabarito: Errado 
 
18. (2013/CEBRASPE-CESPE/BANCO CENTRAL DO BRASIL/Analista) 
Julgue o próximo item, relativo aos regimes cambiais e seus efeitos sobre a economia. 
Em um regime com câmbio fixo, a expansão dos gastos do governo implica o aumento da renda 
e das reservas internacionais de equilíbrio a retração das exportações líquidas. 
Comentários: 
A expansão dos gastos do governo desloca a curva IS para a direita, aumentando renda e juros. 
Isso divisas internacionais, que terão de ser compradas pelo banco central (aumentando as 
reservas) para evitar que a taxa de câmbio sofra desvalorização. 
Como as importações dependem diretamente da renda, que aumentou, e as exportações 
inversamente da taxa de câmbio, que não mudou, haverá, de fato, retração das exportações 
líquidas. 
Gabarito: Certo 
 
 
 
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19. (2013/CEBRASPE-CESPE/BANCO CENTRAL DO BRASIL/Analista) 
Com relação aos modelos de determinação da renda e dos preços, julgue o item subsecutivo. 
Segundo o modelo Mundell-Fleming-Dornbush, sob taxas de câmbio fixas e perfeita 
mobilidade de capital, adotar uma política monetária independente do mercado externo é a 
melhor maneira de estabilizar o sistema econômico. 
Comentários: 
A política monetária torna-se passiva no regime de câmbio fixo com perfeita mobilidade de 
capital. 
Gabarito: Errado 
 
20. (2019/IADES/CACD/Diplomata) 
No que concerne a regimes de câmbio e a determinantes da política cambial, julgue o item a 
seguir. 
Em uma economia aberta com livre movimentação de capitais, sob uma taxa de câmbio fixa, os 
instrumentos de política monetária do Banco Central não são eficazes para aumentar a oferta 
de moeda ou o produto da economia, mas podem afetar o nível das respectivas reservas 
internacionais. 
Comentários: 
Lembre-se sempre que em qualquer tipo de economia aberta, a política monetária não é eficaz 
se o câmbio for fixo. 
Relembremos. 
O efeito de uma política monetária expansionista será o seguinte: o aumento da oferta monetária 
provoca queda nos juros internos. Como vimos, isso tende a provocar fuga de capitais 
estrangeiros, que dependem do diferencial entre os juros internos e externos. 
Uma fuga de capitais provocaria desvalorização da moeda doméstica, mas vimos que, sob o 
regime de câmbio fixo, o Banco Central irá intervir para evitar que isso aconteça. 
A intervenção dar-se-á pela venda de divisas internacionaispelo Banco Central (e redução, 
como consta na questão, portanto), o que retira moeda doméstica da economia, ou seja, será 
uma política monetária contracionista que garantirá que a taxa de câmbio permaneça fixa. 
Resultado: a política monetária expansionista é ineficaz em uma economia com livre 
mobilidade de capital e câmbio fixo. 
Vamos analisar o modelo IS-LM-BP em etapas: 
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1. A economia está em equilíbrio no mercado 
real, no mercado monetário, e no BP – pois as 
taxas de juros e nível de renda, neste patamar, 
têm esse efeito. 
 
2. A política monetária expansionista, ou seja, o 
aumento da oferta monetária, provoca 
deslocamento da curva LM para a direita, 
levando os juros a patamar inferior, onde r<r*. 
 
3. Como a nova taxa de juros, em patamar 
inferior, tende a provocar fuga de capitais e a 
consequente e indesejável desvalorização 
cambial, o Banco Central intervém ofertando 
divisas internacionais, que venderá em troca de 
moeda doméstica, o que caracteriza política 
monetária contracionista e desloca LM para a 
esquerda. 
 
O resultado? Bem, não tem resultado. Voltamos 
a um cenário exatamente igual ao inicial, 
denotando a ineficácia da política monetária 
em um regime de câmbio fixo com perfeita 
mobilidade de capitais. 
 
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Perceba que tudo decorre da passividade da política monetária quando o Banco Central 
precisa perseguir o câmbio fixo. Ou seja, a oferta de moeda passa a ser dependente do câmbio. 
Gabarito: Certo 
 
21. (2017/CEBRASPE-CESPE/CACD/Diplomata) 
Virtualmente, todos os grandes países estabeleceram um banco central como “emprestador de 
última instância” para reduzir a probabilidade de que uma falta de liquidez se torne uma crise 
de solvência. A prática levou à questão do papel de um “emprestador internacional de última 
instância” que pudesse auxiliar os países a estabilizar o valor das suas moedas e reduzir a 
probabilidade de sua forte desvalorização em consequência da falta de liquidez, que, por sua 
vez, poderia causar um grande número de falências. 
Charles Kindleberger. Manias, pânicos e crises. 6.ª ed. São Paulo: Saraiva. 
Tendo como referência inicial esse fragmento de texto, julgue o item a seguir, pertinente às 
funções e competências de um banco central. 
Dada a relação existente entre as políticas monetária e cambial, os efeitos da política monetária 
executada pelo banco central de um país dependem fundamentalmente do tipo de regime 
cambial adotado. Assim, em um sistema de taxas de câmbio flexíveis com mobilidade 
internacional de capital, a fixação da taxa de juros básica como instrumento para o objetivo de 
estabilizar preços é inalcançável. 
Comentários: 
Isso seria verdade se o câmbio fosse fixo, ou seja, a política monetária seria ineficaz. Entretanto, 
no câmbio flutuante, ocorre o seguinte: 
Caso ocorra uma política monetária expansionista, haverá queda da taxa de juros interna. Com 
isso, ocorre saída de capitais, desvalorizando a moeda nacional. Com o real desvalorizado, por 
exemplo, os dólares dos estrangeiros podem comprar mais de nossos produtos, o que significa 
que as exportações aumentarão e, como consequência, haverá aumento na renda. 
A conclusão é que a política monetária expansionista é eficaz para aumentar a renda em 
uma economia com perfeita mobilidade de capital e câmbio flexível. 
Vamos às etapas no modelo IS-LM-BP. 
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1. A economia está em equilíbrio no mercado 
real, no mercado monetário, e no BP – pois as 
taxas de juros e nível de renda, neste patamar, 
têm esse efeito. 
 
2. A política monetária expansionista promovida 
pela Banco Central desloca a curva LM para a 
direita, causando queda nos juros internos que, 
quando menores que os juros externos, 
provocam saída de capitais e desvalorização da 
moeda doméstica (aumento da taxa de câmbio). 
 
3. Com a moeda desvalorizada, há aumento das 
exportações. Com o resto do mundo 
comprando mais de nossos produtos, aumenta 
a renda nacional, deslocando a curva IS para a 
direita. 
 
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Assim, concluímos que a política monetária é 
totalmente eficaz para aumentar a renda em 
uma economia aberta com livre mobilidade de 
capital e câmbio flexível. 
 
Gabarito: Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LISTA DE QUESTÕES 
1. (2012/CEBRASPE-CESPE/CACD/Diplomata) 
Em uma economia aberta, políticas fiscais expansionistas contribuem para a depreciação da 
moeda e para o aumento do investimento e das exportações líquidas. 
 
2. (2002/CEBRASPE-CESPE/SENADO FEDERAL/Consultor Legislativo - Economia) 
O balanço de pagamento registra, de forma detalhada, a composição da conta-corrente e das 
várias transações que a financiam. 
Nesse contexto, julgue o item a seguir. 
Ceteris paribus, a recessão econômica que está ocorrendo nos EUA, ao contribuir para 
aumentar as exportações líquidas, tende a reduzir o déficit no balanço comercial norte-
americano. 
 
3. (2002/CEBRASPE-CESPE/SENADO FEDERAL/Consultor Legislativo - Economia) 
O estudo da demanda e da oferta agregada é crucial para a elaboração de políticas 
macroeconômicas apropriadas. 
A esse respeito, julgue o item subsequente. 
Quando a queda da inflação no Brasil conduz à redução das taxas de juros e à depreciação do 
real, o aumento das exportações líquidas daí decorrente provoca expansão da demanda 
agregada. 
 
4. (2019/IADES/CACD/Diplomata) 
O aumento temporário da oferta de moeda, em regime de câmbio flutuante, resulta em queda 
da taxa doméstica de juros e depreciação da moeda doméstica. Em curto prazo, haverá redução 
da demanda agregada e do produto da economia, em razão da queda dos preços relativos dos 
bens produzidos localmente. 
 
5. (2002/CEBRASPE-CESPE/SENADO FEDERAL/Consultor Legislativo - Economia) 
Acerca de uma economia do tipo IS-LM aberta ao exterior e desconsiderando o papel das 
expectativas sobre a taxa de câmbio, julgue o item abaixo. 
O multiplicador de gastos é sempre maior em uma economia aberta do que em uma economia 
fechada. 
 
 
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6. (2002/CEBRASPE-CESPE/SENADO FEDERAL/Consultor Legislativo - Economia) 
Acerca de uma economia do tipo IS-LM aberta ao exterior e desconsiderando o papel das 
expectativas sobre a taxa de câmbio, julgue o item abaixo. 
No regime de câmbio fixo, a política fiscal torna-se inefetiva no controle do nível de atividade, 
e uma elevação do déficit governamental terá impacto apenas na elevação da taxa de juros. 
 
7. (2010/CEBRASPE-CESPE/SEFAZ-ES/Consultor do Executivo - Ciências Econômicas) 
Acerca dos regimes cambiais, julgue o item a seguir. 
No regime de câmbio fixo, o BC estabelece o preço internacional da moeda nacional e, para 
sustentar a paridade, se compromete a comprar ou vender moeda a determinada taxa. 
 
8. (2010/CEBRASPE-CESPE/SEFAZ-ES/Consultor do Executivo - Ciências Econômicas) 
Acerca dos regimes cambiais, julgue o item a seguir. 
No modelo de Mundell-Fleming com regime de taxasde câmbio fixas, a política monetária não 
tem efeito sobre a renda porque a oferta de moeda ajusta-se ao nível da taxa de câmbio 
anunciada. 
 
9. (2008/CEBRASPE-CESPE/MDIC/Analista de Comércio Exterior) 
A internacionalização crescente do espaço econômico faz que o estudo da teoria do comércio 
internacional, incluindo os aspectos macro e microeconômicos das economias abertas, seja 
fundamental para uma inserção adequada no cenário mundial. Acerca desse assunto, julgue o 
item. 
Em presença de taxas de câmbio fixas, a eficácia da política monetária será reduzida porque os 
deslocamentos iniciais da curva LM serão revertidos em razão dos efeitos monetários sobre o 
balanço de pagamentos, levando, assim, a um deslocamento compensatório da curva BP. 
 
10. (2014/CEBRASPE-CESPE/CADE/Economista) 
Julgue o item a seguir acerca de câmbio, blocos econômicos, organismos multilaterais e fluxos 
financeiros internacionais. 
Os fluxos financeiros são afetados por expectativas e políticas cambiais e monetárias das 
diferentes economias. Por isso, quando a taxa de juros de um país é superior às taxas de juros 
dos demais países, espera-se por um fluxo negativo de recursos em direção ao país com taxa 
de juros mais elevada. 
 
 
 
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11. (2010/CEBRASPE-CESPE/MPU/Analista - Perícia Economia) 
No que concerne a instrumentos de política comercial, balanço de pagamentos, globalização e 
organismos internacionais, julgue o item seguinte. 
Com a adoção de uma política cambial de taxas fixas de câmbio perde-se a autonomia da 
política monetária como instrumento interno. 
 
12. (2010/CEBRASPE-CESPE/MPU/Analista - Perícia Economia) 
No que concerne a instrumentos de política comercial, balanço de pagamentos, globalização e 
organismos internacionais, julgue o item seguinte. 
Em um mundo globalizado nenhum país pode ter, ao mesmo tempo, taxa de câmbio fixa, 
política monetária orientada exclusivamente para metas internas e liberdade de movimentos de 
capitais internacionais. 
 
13. (2011/CEBRASPE-CESPE/CACD/Diplomata) 
Julgue (C ou E) o item subsequente, relativo a conceitos da economia internacional. 
Nos sistemas de câmbio fixo, as políticas monetárias expansionistas são particularmente 
eficazes para elevar a demanda agregada porque, nesses sistemas, o efeito deslocamento é 
minimizado. 
 
14. (2004/CEBRASPE-CESPE/CACD/Diplomata) 
Na fase atual de globalização do espaço econômico, o estudo da economia internacional é 
crucial para a inserção adequada no cenário mundial. Considerando as noções básicas da teoria 
econômica internacional, julgue o item a seguir. 
Em economias pequenas, cuja taxa de câmbio é flutuante, as políticas fiscais são 
particularmente eficazes, porque a expansão das despesas públicas, ao reduzir a taxa de 
câmbio, contrai as importações e aumenta a produção doméstica. 
 
15. (2013/CEBRASPE-CESPE/TCU/Auditor Federal de Controle Externo) 
Em relação à teoria macroeconômica para pequenas economias abertas, julgue o item que se 
segue. 
No regime de câmbio fixo, o aumento da tributação proporciona redução das reservas 
internacionais. 
 
 
 
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16. (2013/CEBRASPE-CESPE/TCU/Auditor Federal de Controle Externo) 
Em relação à teoria macroeconômica para pequenas economias abertas, julgue o item que se 
segue. 
No regime de câmbio flutuante, a expansão dos gastos do governo não é capaz de estimular o 
produto da economia. 
 
17. (2013/CEBRASPE-CESPE/MINISTÉRIO DA JUSTIÇA/Economista) 
Acerca dos modelos de análise macroeconômica, julgue o item. 
Para uma economia aberta, com regime de câmbio fixo e mobilidade perfeita de capitais, uma 
política fiscal contracionista é inócua em termos de produto. 
 
18. (2013/CEBRASPE-CESPE/BANCO CENTRAL DO BRASIL/Analista) 
Julgue o próximo item, relativo aos regimes cambiais e seus efeitos sobre a economia. 
Em um regime com câmbio fixo, a expansão dos gastos do governo implica o aumento da renda 
e das reservas internacionais de equilíbrio a retração das exportações líquidas. 
 
19. (2013/CEBRASPE-CESPE/BANCO CENTRAL DO BRASIL/Analista) 
Com relação aos modelos de determinação da renda e dos preços, julgue o item subsecutivo. 
Segundo o modelo Mundell-Fleming-Dornbush, sob taxas de câmbio fixas e perfeita 
mobilidade de capital, adotar uma política monetária independente do mercado externo é a 
melhor maneira de estabilizar o sistema econômico. 
 
20. (2019/IADES/CACD/Diplomata) 
No que concerne a regimes de câmbio e a determinantes da política cambial, julgue o item a 
seguir. 
Em uma economia aberta com livre movimentação de capitais, sob uma taxa de câmbio fixa, os 
instrumentos de política monetária do Banco Central não são eficazes para aumentar a oferta 
de moeda ou o produto da economia, mas podem afetar o nível das respectivas reservas 
internacionais. 
 
 
 
 
 
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21. (2017/CEBRASPE-CESPE/CACD/Diplomata) 
Virtualmente, todos os grandes países estabeleceram um banco central como “emprestador de 
última instância” para reduzir a probabilidade de que uma falta de liquidez se torne uma crise 
de solvência. A prática levou à questão do papel de um “emprestador internacional de última 
instância” que pudesse auxiliar os países a estabilizar o valor das suas moedas e reduzir a 
probabilidade de sua forte desvalorização em consequência da falta de liquidez, que, por sua 
vez, poderia causar um grande número de falências. 
Charles Kindleberger. Manias, pânicos e crises. 6.ª ed. São Paulo: Saraiva. 
Tendo como referência inicial esse fragmento de texto, julgue o item a seguir, pertinente às 
funções e competências de um banco central. 
Dada a relação existente entre as políticas monetária e cambial, os efeitos da política monetária 
executada pelo banco central de um país dependem fundamentalmente do tipo de regime 
cambial adotado. Assim, em um sistema de taxas de câmbio flexíveis com mobilidade 
internacional de capital, a fixação da taxa de juros básica como instrumento para o objetivo de 
estabilizar preços é inalcançável. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO
1. E 
2. C 
3. C 
4. E 
5. E 
6. E 
7. C 
8. C 
9. E 
10. E 
11. C 
12. C 
13. E 
14. E 
15. C 
16. E 
17. E 
18. C 
19. E 
20. C 
21. E 
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1 
QUESTÕES COMENTADAS 
1. (2019/FCC/AFAP/Analista de Fomento - Economista) 
Uma opção fundamental da economia é o regime de câmbio que será empregado, definido 
como o preço da moeda estrangeira em unidades da moeda doméstica. Acerca dos regimes 
de câmbio fixo e flutuante, é correto afirmar que 
a) um aumento da taxa de juros doméstica, coeteris paribus, reduz a taxa de câmbio fixo, se não 
houver mobilidade de capitais. 
b) um aumento da taxa de juros doméstica, coeteris paribus, aumenta a taxa de câmbio fixo, se 
não houver mobilidade de capitais. 
c) uma redução da taxa de juros doméstica, coeteris paribus, aumenta a taxa de câmbio 
flutuante, se houver mobilidade de capitais. 
d) uma redução da taxa de juros doméstica, coeteris paribus, reduz a taxa de câmbio flutuante, 
se houver mobilidade de capitais. 
e) independentemente do nível da taxa de juros doméstica, coeteris paribus, a taxa de câmbio 
fixo sofrerá pressão para valorização, se for liberada a mobilidade de capitais. 
Comentários: 
Se não houver mobilidade e capitais, nãoentrarão divisas atraídas pela taxa de juros alta, e, 
portanto, a taxa de câmbio não será reduzida. Por isso, e por mencionar que o câmbio é fixo, a 
alternativa “a” está errada. 
Note que se não fosse o câmbio e a ausência de mobilidade de capitais, a taxa de câmbio seria 
reduzida, e não aumentaria, como afirmado na alternativa “b”. 
A alternativa “c” está perfeita, de forma que a alternativa “d” não pode estar correta. 
Por fim, o erro da alternativa “e” está errada, pois a pressão exercida na taxa de câmbio depende 
da relação entre as taxas de juros interna e externa. 
Gabarito: “c” 
 
2. (2018/FCC/CLDF/Consultor Técnico Legislativo - Economista) 
Em uma avaliação de alternativas de política econômica para um país com economia aberta e 
perfeita mobilidade de capitais, sob o modelo Mundell-Fleming, deve-se considerar que 
a) uma expansão monetária tem como resultado a expansão das reservas internacionais, se o 
câmbio for fixo. 
b) uma expansão monetária desloca em caráter permanente e robusto a curva LM, se o câmbio 
for fixo. 
c) a curva IS, em uma política monetária expansionista, sofre impacto inicial da queda da taxa 
de juros e, na sequência, impacto da desvalorização cambial, com câmbio flexível. 
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2 
d) uma política monetária expansionista será adequada, se o país estiver com hiato inflacionário 
e o câmbio for flexível, o que levará a uma contenção interna da despesa agregada, como 
resultado da combinação dos movimentos da taxa de juros e do câmbio. 
e) uma ação monetária contracionista, com câmbio flexível, não altera a curva LM, que é vertical, 
portanto, deixando inalterados a curva IS e o nível do produto. 
Comentários: 
O enunciado já determina que a economia tem perfeita mobilidade de capitais, cabe-nos julgar 
o resultado de cada política sob cada regime cambial. 
E o gabarito é a letra “c”. Veja os motivos nos pontos 2 e 3: 
1. A economia está em equilíbrio no mercado 
real, no mercado monetário, e no BP – pois as 
taxas de juros e nível de renda, neste patamar, 
têm esse efeito. 
 
2. A política monetária expansionista promovida 
pela Banco Central desloca a curva LM para a 
direita, causando queda nos juros internos que, 
quando menores que os juros externos, 
provocam saída de capitais e desvalorização da 
moeda doméstica (aumento da taxa de câmbio). 
 
3. Com a moeda desvalorizada, há aumento das 
exportações. Com o resto do mundo 
comprando mais de nossos produtos, aumenta 
a renda nacional, deslocando a curva IS para a 
direita. 
 
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3 
Assim, concluímos que a política monetária é 
totalmente eficaz para aumentar a renda em 
uma economia aberta com livre mobilidade de 
capital e câmbio flexível. 
 
Gabarito: “c” 
 
3. (2009/CESGRANRIO/BANCO CENTRAL DO BRASIL/Analista) 
Quanto à flexibilidade de taxas, é correto afirmar que no regime cambial de taxa 
a) flexível, a política monetária torna-se endógena, de modo que a autoridade monetária perde 
sua capacidade de definir que política monetária adotar. 
b) flexível, com perfeita mobilidade de capitais, as diferenças entre as taxas de juros internas 
dos diversos países devem refletir expectativas de desvalorização ou valorização cambial das 
moedas desses países. 
c) flexível, a taxa de câmbio varia conforme a demanda e a oferta de moeda estrangeira, 
mantendo, dessa forma, a paridade entre os preços dos bens importados e os preços dos bens 
domésticos. 
d) fixa, uma política fiscal expansionista aumenta o superávit comercial. 
e) fixa, a autoridade monetária fixa a taxa de câmbio da moeda nacional em relação a uma 
moeda estrangeira, aceita internacionalmente (US dólar, por exemplo), e com isso mantém o 
poder de controlar a oferta monetária. 
Comentários: 
Vejamos cada uma das alternativas. 
a) flexível, a política monetária torna-se endógena, de modo que a autoridade monetária perde 
sua capacidade de definir que política monetária adotar. 
Errado! A política monetária é, de fato, endógena no regime cambial flexível, mas isso significa 
exatamente que a autoridade monetária mantém sua capacidade de definir sua política 
monetária. 
b) flexível, com perfeita mobilidade de capitais, as diferenças entre as taxas de juros internas dos 
diversos países devem refletir expectativas de desvalorização ou valorização cambial das moedas 
desses países. 
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4 
Certo. É como vimos: qualquer que seja o diferencial entre as taxas internas e externas de juros, 
haverá entrada ou saída de capitais do país. 
c) flexível, a taxa de câmbio varia conforme a demanda e a oferta de moeda estrangeira, 
mantendo, dessa forma, a paridade entre os preços dos bens importados e os preços dos bens 
domésticos. 
Errado. A primeira parte está correta, no regime cambial flexível a taxa de câmbio varia 
livremente. Entretanto, exatamente por isso a paridade entre os preços dos bens também varia. 
d) fixa, uma política fiscal expansionista aumenta o superávit comercial. 
Errado. A política fiscal expansionista provoca aumento da renda e das importações, diminuindo 
um eventual superávit comercial ou agravando um déficit comercial. 
e) fixa, a autoridade monetária fixa a taxa de câmbio da moeda nacional em relação a uma moeda 
estrangeira, aceita internacionalmente (US dólar, por exemplo), e com isso mantém o poder de 
controlar a oferta monetária. 
Errado. Ao adotar um regime cambial fixo, a autoridade perde seu poder de controlar a oferta 
monetária doméstica, posto que terá de intervir para evitar variações da taxa de câmbio. 
Gabarito: “b” 
 
4. (2011/CESGRANRIO/BNDES/Economista) 
A figura abaixo mostra a aplicação do modelo IS / LM / BP para uma economia com taxa de 
câmbio fixa em uma situação de mobilidade internacional imperfeita do capital financeiro. 
 
A posição inicial da economia é o ponto I com o balanço de pagamentos em equilíbrio. Nessas 
condições, a curto prazo uma política fiscal expansiva 
a) diminuiria a taxa de juros. 
b) diminuiria o nível de renda. 
c) desvalorizaria a moeda doméstica no mercado cambial. 
d) seria certamente inflacionária. 
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e) levaria a um superavit no balanço de pagamentos. 
Comentários: 
Quando a questão fala em curto prazo, ela quer saber qual o efeito imediato da política fiscal 
expansionista. Portanto, basta sabermos que, com o deslocamento de IS para a direita, o novo 
ponto de equilíbrio parcial se dará acima da reta BP, denotando superávit no Balando de 
Pagamentos, conforme demonstrado abaixo: 
 
 
Gabarito: “e” 
 
5. (2009/CESGRANRIO/BNDES/Economista) 
O gráfico abaixo representa o modelo IS/LM para uma economia aberta, com mobilidade 
imperfeita do capital financeiro internacional e regime cambial flutuante. Suponha que uma 
crise internacional desloque, inicialmente, a IS e a BP para as linhas tracejadas no gráfico. 
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6 
 
Em consequência, a curto prazo, ocorreria 
a) aumento da demanda por bens e serviços e valorização cambial. 
b) aumento da inflação e da demanda por bens e serviços. 
c) queda na demanda por bens e serviços e desvalorização cambial. 
d) redução da taxa de desemprego e valorização cambial. 
e) reduçãodo deficit público e maior tendência inflacionária. 
Comentários: 
Com o deslocamento de IS e de BP, o novo ponto de intersecção entre IS e LM estará localizado 
abaixo da nova linha BP’. Dessa forma, haverá déficit no BP e, por consequência, desvalorização 
cambial. 
O próprio deslocamento de IS para a esquerda já denota queda na renda e, portando, na 
demanda por bens e serviços. 
Gabarito: “c” 
 
6. (2013/CESGRANRIO/BNDES/Economista) 
A Figura abaixo mostra o modelo IS/LM/BP aplicado a uma economia em pleno emprego e com 
taxa cambial fixa. O balanço de pagamentos não está equilibrado, e o governo compra divisas 
internacionais. 
 
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Suponha que ocorra uma queda exógena na demanda externa pelos bens e serviços da 
economia, juntamente com uma política monetária expansiva. Mesmo sem alteração cambial, 
poderia haver um novo equilíbrio de pleno emprego e de balanço de pagamentos nessa 
economia. Esse novo equilíbrio seria em uma posição, na Figura, como o ponto 
a) 1 
b) 2 
c) 3 
d) 4 
e) 5 
Comentários: 
A queda exógena nas exportações deslocará a curva IS para a esquerda o que, por si só, já 
elimina os pontos 1 e 5. 
A política monetária expansiva, por sua vez, desloca LM para a direita e, portanto, o equilíbrio 
não poderá se dar em 4. 
Para concluir, como a taxa de câmbio é fixa, os juros deverão subir, deslocando BP para cima, 
tornando o ponto 3 inviável. 
Gabarito: “b” 
 
7. (2014/CESGRANRIO/IBGE/Supervisor de Pesquisas Geral) 
O regime cambial adotado por certo país é o de câmbio fixo, e sua economia é aberta ao 
comércio exterior e à movimentação de capitais financeiros externos. Suponha que o país esteja 
inicialmente em pleno emprego e com o balanço de pagamentos equilibrado. 
Em uma situação de baixa mobilidade dos capitais financeiros internacionais, a política 
monetária restritiva tende, a curto prazo, a 
a) reduzir as reservas internacionais do país. 
b) reduzir as taxas de juros domésticas. 
c) aumentar as importações de bens e serviços. 
d) aumentar a taxa de inflação. 
e) aumentar a taxa de desemprego. 
Comentários: 
A questão que saber o que ocorre a curto prazo, diante de uma política monetária restritiva. 
Portanto, não importa o regime cambial sob o qual a economia está: haverá deslocamento da 
curva LM para a esquerda, reduzindo o nível de renda/produto e aumentando o nível de juros. 
Portanto, a única alternativa possível é “E”. 
Contudo, para que isso seja verdadeiro, é preciso que a economia esteja em pleno nível de 
emprego – exatamente como propõe o enunciado. 
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8 
Gabarito: “e” 
 
8. (2005/FCC/TCE-PI/Auditor do Tribunal de Contas do Estado) 
No modelo IS-LM para uma pequena economia aberta com perfeita mobilidade de capitais no 
curto prazo, 
a) a política monetária expansiva é eficiente para reduzir o desemprego, qualquer que seja o 
regime cambial do país. 
b) a política fiscal expansiva somente é eficiente para reduzir o desemprego se a taxa de câmbio 
for fixa. 
c) tanto a política monetária quanto a política fiscal expansiva são eficientes para reduzir o 
desemprego se as taxas de câmbio forem flexíveis. 
d) somente o controle de capitais externos poderá lograr aumentar o nível de emprego interno. 
e) a apreciação da moeda nacional poderá reduzir o desemprego e é o único instrumento 
possível para atingir esse objetivo. 
Comentários: 
Vamos lá. Estamos em uma economia aberta com perfeita mobilidade de capitais. Devemos nos 
concentrar nesta parte (destacada) do resumo: 
Hipótese Política Variável Câmbio fixo Câmbio Flexível 
Perfeita 
mobilidade de 
capital 
Política monetária 
expansionista 
Renda - ↑ 
Juros - - 
Política fiscal 
expansionista 
Renda ↑ - 
Juros - - 
Portanto, temos que a política fiscal só será efetiva no câmbio fixo, enquanto a política monetária 
só funcionará sob regime de câmbio flexível. Concluímos, portanto, que apenas a alternativa B 
está correta. 
Gabarito: “b” 
 
9. (2010/ESAF/CVM/Inspetor da Comissão de Valores Mobiliários) 
Considere o caso de uma economia aberta de um país pequeno em relação ao resto do mundo, 
com livre mobilidade de capitais: 
a) um excesso de poupança interna sobre o investimento implica déficit na conta transações 
correntes. 
b) um excesso de investimento sobre a poupança interna implica a necessidade de entrada de 
capital externo no país. 
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9 
c) um excesso de investimento sobre a poupança interna implica aumento da taxa de juros no 
mercado internacional. 
d) a livre mobilidade de capitais é suficiente para garantir a igualdade entre a poupança interna 
e o investimento. 
e) um excesso de poupança interna sobre o investimento implica a entrada de poupança 
externa. 
Comentários: 
a) um excesso de poupança interna sobre o investimento implica déficit na conta transações 
correntes. 
Pelo contrário. O excesso de poupança interna indica que o país poderá enviar capital para o 
exterior. 
b) um excesso de investimento sobre a poupança interna implica a necessidade de entrada de 
capital externo no país. 
Está certo. O excesso de investimento sobre a poupança implica que o país precisará financiar 
esse investimento com capital externo. 
c) um excesso de investimento sobre a poupança interna implica aumento da taxa de juros no 
mercado internacional. 
Errado. A economia de um país de pequeno porte não é capaz de influenciar a taxa de juros no 
mercado internacional. 
d) a livre mobilidade de capitais é suficiente para garantir a igualdade entre a poupança interna e 
o investimento. 
Não. A livre mobilidade de capitais torna a curva BP horizontal, e garante, no equilíbrio, a 
igualdade entre os juros internos e externos. 
e) um excesso de poupança interna sobre o investimento implica a entrada de poupança externa. 
Errado. O excesso de poupança interna implica que o país financiará o resto do mundo, ou seja, 
enviará poupança externa. 
Gabarito: “b” 
 
10. (2006/FAURGS/SEFAZ-RS/Auditor-Fiscal da Receita Estadual) 
Suponha uma economia sem mobilidade de capital, com regime de câmbio fixo e que esteja 
inicialmente no ponto de equilíbrio E, conforme mostra o gráfico abaixo. 
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10 
 
Se o Banco Central expandir a oferta de moeda, espera-se que 
a) o nível de renda inicialmente caia, mas posteriormente comece a se elevar, retornando ao 
equilíbrio inicial. 
b) a taxa de juros inicialmente caia, mas posteriormente comece a se elevar, retornando ao 
equilíbrio inicial. 
c) a taxa de juros caia e se estabilize em um ponto de equilíbrio abaixo do inicial, levando a um 
superavit no balanço de pagamentos. 
d) a taxa de juros caia e se estabilize em um ponto de equilíbrio abaixo do inicial, levando a um 
deficit no balanço de pagamentos. 
e) a taxa de juros suba e se estabilize em um ponto de equilíbrio abaixo do inicial, levando a um 
superavit no balanço de pagamentos. 
Comentários: 
A expansão da oferta monetária deslocará a curva LM para a direita. Inicialmente, isso implica em 
aumento da renda e queda nos juros. Contudo, como o regime cambial é fixo, e a queda nos 
juros provoca saída de moeda estrangeira e desvalorização da moeda doméstica, a autoridade 
monetária terá de implementar política monetária restritiva, provocando deslocamento da curva 
LM para a esquerda e aumento os juros, retornando à situaçãode equilíbrio original. 
Gabarito: “b” 
 
11. (2007/FGV/SEFAZ-RJ/Auditor Fiscal da Receita Estadual) 
Considere uma economia aberta, com câmbio flutuante e sob perfeita mobilidade de capitais. 
Qual é o impacto de uma política fiscal expansionista sobre a taxa de câmbio e o nível de 
produção? 
a) A taxa de câmbio se aprecia, e o nível de produção aumenta. 
b) A taxa de câmbio se aprecia, e o nível de produção permanece inalterado. 
c) A taxa de câmbio se deprecia, e o nível de produção permanece inalterado. 
d) A taxa de câmbio se deprecia, e o nível de produção diminui. 
e) A taxa de câmbio permanece inalterada, e o nível de produção aumenta. 
Comentários: 
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11 
A política fiscal deslocará a curva IS para a direita, demonstrando o aumento da renda e da taxa 
de juros interna. Com isso, aumentam as importações e a moeda doméstica valoriza, diminuindo 
as exportações. O resultado é que a renda volta a cair (queda nas exportações líquidas), mas o 
câmbio valoriza. 
Gabarito: “b” 
 
12. (2002/ESAF/TCU/Auditor Federal de Controle Externo) 
Supondo que haja livre mobilidade de capital, os efeitos de uma política monetária 
expansionista em um país sobre o nível de renda deste país será: 
a) nenhum, se houver um regime de câmbio flexível 
b) nenhum, se houver um regime de câmbio fixo 
c) positivo, só se houver um regime de câmbio fixo 
d) positivo, não importando qual regime cambial seja adotado 
e) negativo, se houver um regime de câmbio flexível 
Comentários: A política monetária é totalmente ineficaz sob câmbio fixo, pois qualquer 
movimento terá de ser compensando por movimento contrário para manter o câmbio no mesmo 
patamar. 
Gabarito: “b” 
 
13. (2006/FCC/BANCO CENTRAL DO BRASIL/Analista) 
No modelo de Mundell-Fleming para uma pequena economia aberta com perfeita mobilidade 
de capitais e taxas de câmbio flexíveis, onde se observa a existência de desemprego no curto 
prazo, uma política de expansão da oferta de moeda praticada pelo Banco Central terá como 
uma de suas consequências 
a) a diminuição do produto real. 
b) a valorização da taxa de câmbio. 
c) o aumento da entrada líquida de capitais externos. 
d) o aumento das exportações líquidas. 
e) a permanência da taxa de desemprego nos mesmos níveis anteriores. 
Comentários: 
Vamos utilizar o passo-a-passo visto nesta aula (atenção ao passo 3, que nos dará a resposta da 
questão). 
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1. A economia está em equilíbrio no mercado 
real, no mercado monetário, e no BP – pois as 
taxas de juros e nível de renda, neste patamar, 
têm esse efeito. 
 
2. A política monetária expansionista promovida 
pela Banco Central desloca a curva LM para a 
direita, causando queda nos juros internos que, 
quando menores que os juros externos, 
provocam saída de capitais e desvalorização da 
moeda doméstica (aumento da taxa de câmbio). 
 
3. Com a moeda desvalorizada, há aumento das 
exportações. Com o resto do mundo 
comprando mais de nossos produtos, aumenta a 
renda nacional, deslocando a curva IS para a 
direita. 
 
Assim, concluímos que a política monetária é 
totalmente eficaz para aumentar a renda em uma 
economia aberta com livre mobilidade de capital 
e câmbio flexível. 
 
Gabarito: “d” 
 
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14. (2009/CESGRANRIO/BANCO CENTRAL DO BRASIL/Analista) 
O gráfico abaixo ilustra o modelo IS/LM/BP, representando uma economia em regime de taxa 
de câmbio fixa. 
 
Na situação representada no gráfico, a(o) 
a) política monetária é impotente. 
b) política fiscal é impotente. 
c) taxa de desemprego é elevada. 
d) mobilidade internacional do capital financeiro é reduzida. 
e) balanço comercial é superavitário. 
Comentários: 
As alternativas C, D e E estão claramente erradas, diante das informações do enunciado e do fato 
de a economia estar em equilíbrio. 
Cabe-nos lembrar qual política é eficaz nesse cenário. 
A política monetária é ineficaz em câmbio fixo, pois qualquer movimento da autoridade 
monetária irá atrair ou expulsar moeda estrangeira, obrigando-a a adotar, em seguida, o 
movimento contrário. 
Já a política fiscal é muito eficaz, quando em regime de câmbio fixo. Caso o governo decida 
aumentar seus gastos (política fiscal expansiva), isso provocará um aumento no nível de renda, 
acompanhado pelo aumento dos juros, dado que a demanda por moeda cresce sem alterações 
da oferta de moeda. Juros maiores provocam entrada de capitais internacionais, causando 
valorização da moeda nacional. 
Mas, em câmbio fixo, o Banco Central não permitirá que isso ocorra, e entrará comprando essas 
divisas internacionais e, dessa forma, promovendo aumento da oferta monetária, e novo 
aumento no nível de renda. Portanto, a política fiscal expansionista é muito eficaz em uma 
economia aberta com livre mobilidade de capitais e câmbio fixo. 
Gabarito: “a” 
 
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15. (2002/ESAF/MDIC/Analista de Comércio Exterior) 
Considere o modelo IS/LM para uma economia aberta supondo as seguintes hipóteses: 
pequena economia aberta; 
livre e perfeita mobilidade de capital; 
taxa de câmbio flutuante. 
Com base nestas informações, é correto afirmar que: 
a) um corte nos impostos tende a elevar não apenas o produto mas também as exportações via 
os efeitos indiretos deste corte sobre a taxa de câmbio 
b) qualquer movimento nos gastos autônomos agregados não provoca mudanças nas taxas de 
câmbio 
c) qualquer alteração na quantidade de moeda na economia não altera as taxas de juros 
d) as hipóteses do modelo garantem uma curva LM vertical 
e) a utilização da política monetária é mais adequada do que a política fiscal se o objetivo da 
autoridade econômica for a elevação do produto 
Comentários: 
As hipóteses elencadas determinam o seguinte modelo: 
 
O corte nos impostos desloca a curva IS para a direita, elevando renda e taxa de juros. Com juros 
maiores, tende a ocorrer entrada de capitais, provocando valorização do câmbio e redução das 
exportações, deslocando a curva IS para a esquerda. Portanto, a alternativa A está errada. Como 
há sim, mudanças nas taxas de câmbio, a alternativa B também está errada. 
A alternativa C também está errada, pois a política monetária provocará, ainda que inicialmente, 
alterações nas taxas de juros. 
A alternativa D dispensa comentários, dado que a curva LM só será vertical no caso muito 
excepcional denominado clássico, como vimos na aula anterior. 
Por fim, ficamos com a alternativa E como gabarito. A política monetária expansionista, de fato, 
é muito eficaz em aumentar a renda quando há mobilidade perfeita de capitais e câmbio flexível, 
pois, a redução dos juros desvaloriza o câmbio, aumentando as exportações: 
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15 
 
Gabarito: “e” 
 
16. (2005/ESAF/STN/Analista de Finanças e Controle - Econômico-Financeira) 
Considere um modelo de regime de câmbio flutuante com livre mobilidade de capitais. Pode 
ser considerado como fator que tende a provocar uma desvalorização da moeda nacional: 
a) política fiscal expansionista. 
b) elevação dos juros externos. 
c) política monetária contracionista. 
d) elevação da taxa básica de juros interna. 
e) elevação dos recolhimentoscompulsórios dos bancos comerciais. 
Comentários: 
Inicialmente, perceba que as alternativas C e E falam a mesma coisa: política monetária 
contracionista. Como não podemos ter duas alternativas corretas, podemos nos concentrar nas 
outras. 
A política fiscal expansionista, no regime de câmbio flutuante com livre mobilidade de capitais, 
é ineficaz, pois a elevação dos gastos públicos será compensada pela queda nas exportações 
decorrente da valorização da moeda nacional. Portanto, a alternativa A também está errada. 
Por fim, em B e D, temos efeitos opostos. Se aumenta a taxa de juros interna, há atração de 
moeda estrangeira e valorização da moeda doméstica. Se a taxa de juros externa que aumenta, 
o país perde moeda estrangeira, provocando desvalorização da moeda nacional, o que torna B 
nosso gabarito. 
Gabarito: “b” 
 
17. (2005/ESAF/STN/Analista de Finanças e Controle - Econômico-Financeira) 
O modelo Mundell-Fleming representa o modelo IS/LM aplicado a uma pequena economia 
aberta. Tal modelo considera o nível de preços fixo e analisa as causas das flutuações da renda 
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16 
e da taxa de câmbio. Com base nesse modelo, e supondo livre mobilidade de capital, é correto 
afirmar que: 
a) a política fiscal é mais adequada para estabilizar a renda, independente do regime ser de 
taxas de câmbio fixas ou flexíveis 
b) quando as taxas de câmbio são flutuantes, a política monetária não exerce qualquer 
influência sobre a renda agregada 
c) quando as taxas de câmbio são fixas, a política fiscal não exerce qualquer influência sobre a 
renda agregada 
d) quando as taxas de câmbio são fixas, a política monetária é a única capaz de influenciar a 
renda agregada 
e) quando as taxas de câmbio são flutuantes, a política fiscal não exerce qualquer influência 
sobre a renda agregada 
Comentários: 
A política fiscal é ineficaz sob regime de câmbios flutuantes com perfeita mobilidade de capitais. 
Gabarito: “e” 
 
18. (2011/FCC/TCE-PR/Analista de Controle) 
No modelo IS-LM para uma economia aberta, em que a taxa de desemprego está acima da taxa 
natural, as taxas de câmbio são fixas e há mobilidade imperfeita de capitais, 
a) aumentos da oferta monetária pelo Banco Central somente atingem o objetivo de aumentar 
o produto real da economia se a inclinação da curva BP for maior que a da curva LM. 
b) a diminuição da tributação pelo Governo aumenta o nível de produto real da economia, mas 
em um montante menor do que se a economia fosse fechada, caso a curva BP seja mais 
inclinada que a curva LM. 
c) o aumento dos gastos do Governo atingirá o objetivo de aumentar o nível de produto real da 
economia, mas apenas no caso de a inclinação da curva BP ser menor que a da curva LM. 
d) tanto a política monetária quanto a política fiscal expansivas são incapazes de aumentar o 
nível de produto real da economia porque as taxas de câmbio são fixas. 
e) o resgate de títulos públicos pelo Governo é uma medida eficiente para aumentar o produto 
real da economia, independentemente da inclinação das curvas BP e LM. 
Comentários: 
Atenção! A questão fala em mobilidade imperfeita de capitais e, portanto, numa curva BP 
positivamente inclinada. Além disso, o regime cambial é fixo. Nesse cenário, somente a política 
fiscal é eficaz na determinação da renda, e sua eficácia será maior quando a curva BP for 
menos inclinada que LM. 
Isso já elimina todas as alternativas, com exceção da letra “b”. 
Celso Natale
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A redução da tributação, como é política fiscal expansionista que é, aumentará o nível de renda 
da economia. Como em economia fechadas não há importações, o multiplicador é superior do 
que em economias aberta, tornando a alternativa correta. 
Gabarito: “b” 
 
19. (2010/FCC/SEFAZ-SP/APOFP) 
Um país adota o regime de câmbio fixo, permite livre movimentação de capitais estrangeiros e 
está enfrentando déficit em seu balanço de pagamentos. Para restabelecer o equilíbrio externo, 
ele deve promover a 
a) redução dos gastos do governo. 
b) elevação da base monetária. 
c) redução da taxa de reservas compulsórias. 
d) venda de títulos públicos. 
e) elevação da tributação. 
Comentários: 
Para reestabelecer o equilíbrio, o país deve atrair capital. Para isso, precisa elevar as taxas de 
juros internas. Isso pode ser feito via política monetária contracionista, algo que só está exposto 
na alternativa D. 
Gabarito: “d” 
 
20. (2013/ESAF/STN/Analista de Finanças e Controle - Econômico-Financeira) 
De acordo com o modelo IS/LM/BP com perfeita mobilidade de capitais e regime de câmbio 
fixo, e admitindo que a economia esteja em equilíbrio (interseção entre as curvas IS, LM e BP), 
uma elevação do gasto público: 
a) aumentará a renda, mas sem efeito sobre a taxa de juros de equilíbrio. 
b) o novo equilíbrio será com déficit no balanço de pagamentos. 
c) a política fiscal não terá nenhum efeito sobre a renda quando há perfeita mobilidade de 
capitais. 
d) reduzirá a renda e a taxa de juros de equilíbrio. 
e) aumentará a renda e levará, necessariamente, a uma apreciação cambial. 
Comentários: 
Vamos ao passo-a-passo. 
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1. A política monetária expansionista 
provoca deslocamento da curva IS para a 
direita (IS2). Isso causará aumento dos juros 
domésticos que, ao se tornarem superiores 
aos juros internacionais, atrairão capital 
estrangeiro para o país. 
 
3. Como o câmbio é fixo, para evitar que a 
entrada de capitais valorize a moeda 
nacional, o Banco Central entra no mercado 
comprando as divisas internacionais e, por 
consequência, entregando moeda 
doméstica. Isso é uma política monetária 
expansionista, que deslocará a curva LM para 
a direita (LM2). 
 
O resultado é um nível de renda superior ao 
anterior (Y2>Y1), sob a mesma taxa de juros. 
 
Gabarito: “a” 
 
 
 
 
 
 
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LISTA DE QUESTÕES 
1. (2019/FCC/AFAP/Analista de Fomento - Economista) 
Uma opção fundamental da economia é o regime de câmbio que será empregado, definido 
como o preço da moeda estrangeira em unidades da moeda doméstica. Acerca dos regimes 
de câmbio fixo e flutuante, é correto afirmar que 
a) um aumento da taxa de juros doméstica, coeteris paribus, reduz a taxa de câmbio fixo, se não 
houver mobilidade de capitais. 
b) um aumento da taxa de juros doméstica, coeteris paribus, aumenta a taxa de câmbio fixo, se 
não houver mobilidade de capitais. 
c) uma redução da taxa de juros doméstica, coeteris paribus, aumenta a taxa de câmbio 
flutuante, se houver mobilidade de capitais. 
d) uma redução da taxa de juros doméstica, coeteris paribus, reduz a taxa de câmbio flutuante, 
se houver mobilidade de capitais. 
e) independentemente do nível da taxa de juros doméstica, coeteris paribus, a taxa de câmbio 
fixo sofrerá pressão para valorização, se for liberada a mobilidade de capitais. 
 
2. (2018/FCC/CLDF/Consultor Técnico Legislativo - Economista) 
Em uma avaliação de alternativas de política econômica para um país com economia aberta e 
perfeita mobilidade de capitais, sob o modelo Mundell-Fleming, deve-se considerar que 
a) uma expansão monetária tem como resultado a expansão das reservas internacionais, se o 
câmbio for fixo. 
b) uma expansão monetária desloca em caráter permanente e robusto a curva LM, se o câmbio 
for fixo. 
c) a curva IS, em uma políticamonetária expansionista, sofre impacto inicial da queda da taxa 
de juros e, na sequência, impacto da desvalorização cambial, com câmbio flexível. 
d) uma política monetária expansionista será adequada, se o país estiver com hiato inflacionário 
e o câmbio for flexível, o que levará a uma contenção interna da despesa agregada, como 
resultado da combinação dos movimentos da taxa de juros e do câmbio. 
e) uma ação monetária contracionista, com câmbio flexível, não altera a curva LM, que é vertical, 
portanto, deixando inalterados a curva IS e o nível do produto. 
 
3. (2009/CESGRANRIO/BANCO CENTRAL DO BRASIL/Analista) 
Quanto à flexibilidade de taxas, é correto afirmar que no regime cambial de taxa 
a) flexível, a política monetária torna-se endógena, de modo que a autoridade monetária perde 
sua capacidade de definir que política monetária adotar. 
b) flexível, com perfeita mobilidade de capitais, as diferenças entre as taxas de juros internas 
dos diversos países devem refletir expectativas de desvalorização ou valorização cambial das 
moedas desses países. 
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c) flexível, a taxa de câmbio varia conforme a demanda e a oferta de moeda estrangeira, 
mantendo, dessa forma, a paridade entre os preços dos bens importados e os preços dos bens 
domésticos. 
d) fixa, uma política fiscal expansionista aumenta o superávit comercial. 
e) fixa, a autoridade monetária fixa a taxa de câmbio da moeda nacional em relação a uma 
moeda estrangeira, aceita internacionalmente (US dólar, por exemplo), e com isso mantém o 
poder de controlar a oferta monetária. 
 
4. (2011/CESGRANRIO/BNDES/Economista) 
A figura abaixo mostra a aplicação do modelo IS / LM / BP para uma economia com taxa de 
câmbio fixa em uma situação de mobilidade internacional imperfeita do capital financeiro. 
 
A posição inicial da economia é o ponto I com o balanço de pagamentos em equilíbrio. Nessas 
condições, a curto prazo uma política fiscal expansiva 
a) diminuiria a taxa de juros. 
b) diminuiria o nível de renda. 
c) desvalorizaria a moeda doméstica no mercado cambial. 
d) seria certamente inflacionária. 
e) levaria a um superavit no balanço de pagamentos. 
 
 
 
 
 
 
 
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5. (2009/CESGRANRIO/BNDES/Economista) 
O gráfico abaixo representa o modelo IS/LM para uma economia aberta, com mobilidade 
imperfeita do capital financeiro internacional e regime cambial flutuante. Suponha que uma 
crise internacional desloque, inicialmente, a IS e a BP para as linhas tracejadas no gráfico. 
 
Em consequência, a curto prazo, ocorreria 
a) aumento da demanda por bens e serviços e valorização cambial. 
b) aumento da inflação e da demanda por bens e serviços. 
c) queda na demanda por bens e serviços e desvalorização cambial. 
d) redução da taxa de desemprego e valorização cambial. 
e) redução do deficit público e maior tendência inflacionária. 
 
6. (2013/CESGRANRIO/BNDES/Economista) 
A Figura abaixo mostra o modelo IS/LM/BP aplicado a uma economia em pleno emprego e com 
taxa cambial fixa. O balanço de pagamentos não está equilibrado, e o governo compra divisas 
internacionais. 
 
Suponha que ocorra uma queda exógena na demanda externa pelos bens e serviços da 
economia, juntamente com uma política monetária expansiva. Mesmo sem alteração cambial, 
poderia haver um novo equilíbrio de pleno emprego e de balanço de pagamentos nessa 
economia. Esse novo equilíbrio seria em uma posição, na Figura, como o ponto 
a) 1 
b) 2 
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c) 3 
d) 4 
e) 5 
 
7. (2014/CESGRANRIO/IBGE/Supervisor de Pesquisas Geral) 
O regime cambial adotado por certo país é o de câmbio fixo, e sua economia é aberta ao 
comércio exterior e à movimentação de capitais financeiros externos. Suponha que o país esteja 
inicialmente em pleno emprego e com o balanço de pagamentos equilibrado. 
Em uma situação de baixa mobilidade dos capitais financeiros internacionais, a política 
monetária restritiva tende, a curto prazo, a 
a) reduzir as reservas internacionais do país. 
b) reduzir as taxas de juros domésticas. 
c) aumentar as importações de bens e serviços. 
d) aumentar a taxa de inflação. 
e) aumentar a taxa de desemprego. 
 
8. (2005/FCC/TCE-PI/Auditor do Tribunal de Contas do Estado) 
No modelo IS-LM para uma pequena economia aberta com perfeita mobilidade de capitais no 
curto prazo, 
a) a política monetária expansiva é eficiente para reduzir o desemprego, qualquer que seja o 
regime cambial do país. 
b) a política fiscal expansiva somente é eficiente para reduzir o desemprego se a taxa de câmbio 
for fixa. 
c) tanto a política monetária quanto a política fiscal expansiva são eficientes para reduzir o 
desemprego se as taxas de câmbio forem flexíveis. 
d) somente o controle de capitais externos poderá lograr aumentar o nível de emprego interno. 
e) a apreciação da moeda nacional poderá reduzir o desemprego e é o único instrumento 
possível para atingir esse objetivo. 
 
9. (2010/ESAF/CVM/Inspetor da Comissão de Valores Mobiliários) 
Considere o caso de uma economia aberta de um país pequeno em relação ao resto do mundo, 
com livre mobilidade de capitais: 
a) um excesso de poupança interna sobre o investimento implica déficit na conta transações 
correntes. 
b) um excesso de investimento sobre a poupança interna implica a necessidade de entrada de 
capital externo no país. 
c) um excesso de investimento sobre a poupança interna implica aumento da taxa de juros no 
mercado internacional. 
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d) a livre mobilidade de capitais é suficiente para garantir a igualdade entre a poupança interna 
e o investimento. 
e) um excesso de poupança interna sobre o investimento implica a entrada de poupança 
externa. 
 
10. (2006/FAURGS/SEFAZ-RS/Auditor-Fiscal da Receita Estadual) 
Suponha uma economia sem mobilidade de capital, com regime de câmbio fixo e que esteja 
inicialmente no ponto de equilíbrio E, conforme mostra o gráfico abaixo. 
 
Se o Banco Central expandir a oferta de moeda, espera-se que 
a) o nível de renda inicialmente caia, mas posteriormente comece a se elevar, retornando ao 
equilíbrio inicial. 
b) a taxa de juros inicialmente caia, mas posteriormente comece a se elevar, retornando ao 
equilíbrio inicial. 
c) a taxa de juros caia e se estabilize em um ponto de equilíbrio abaixo do inicial, levando a um 
superavit no balanço de pagamentos. 
d) a taxa de juros caia e se estabilize em um ponto de equilíbrio abaixo do inicial, levando a um 
deficit no balanço de pagamentos. 
e) a taxa de juros suba e se estabilize em um ponto de equilíbrio abaixo do inicial, levando a um 
superavit no balanço de pagamentos. 
 
11. (2007/FGV/SEFAZ-RJ/Auditor Fiscal da Receita Estadual) 
Considere uma economia aberta, com câmbio flutuante e sob perfeita mobilidade de capitais. 
Qual é o impacto de uma política fiscal expansionista sobre a taxa de câmbio e o nível de 
produção? 
a) A taxa de câmbio se aprecia, e o nível de produção aumenta. 
b) A taxa de câmbio se aprecia, e o nível de produção permanece inalterado. 
c) A taxa de câmbio se deprecia, e o nível de produção permanece inalterado. 
d) A taxa de câmbio se deprecia, e o nível de produção diminui. 
e) A taxa de câmbio permanece inalterada, e o nível de produção aumenta. 
 
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12. (2002/ESAF/TCU/Auditor Federal de Controle Externo) 
Supondo que haja livre mobilidade de capital, os efeitos de uma política monetária 
expansionista em um país sobre o nível de renda deste país será: 
a) nenhum, se houver um regime de câmbio flexível 
b) nenhum, se houver um regime de câmbio fixo 
c) positivo, só se houver um regime de câmbio fixo 
d) positivo, não importando qual regime cambial seja adotado 
e) negativo, se houver um regime de câmbio flexível 
 
13. (2006/FCC/BANCO CENTRAL DO BRASIL/Analista) 
No modelo de Mundell-Fleming para uma pequena economia aberta com perfeita mobilidade 
de capitais e taxas de câmbio flexíveis, onde se observa a existência de desemprego no curto 
prazo, uma política de expansão da oferta de moeda praticada pelo Banco Central terá como 
uma de suas consequências 
a) a diminuição do produto real. 
b) a valorização da taxa de câmbio. 
c) o aumento da entrada líquida de capitais externos. 
d) o aumento das exportações líquidas. 
e) a permanência da taxa de desemprego nos mesmos níveis anteriores. 
 
14. (2009/CESGRANRIO/BANCO CENTRAL DO BRASIL/Analista) 
O gráfico abaixo ilustra o modelo IS/LM/BP, representando uma economia em regime de taxa 
de câmbio fixa. 
 
Na situação representada no gráfico, a(o) 
a) política monetária é impotente. 
b) política fiscal é impotente. 
c) taxa de desemprego é elevada. 
d) mobilidade internacional do capital financeiro é reduzida. 
e) balanço comercial é superavitário. 
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15. (2002/ESAF/MDIC/Analista de Comércio Exterior) 
Considere o modelo IS/LM para uma economia aberta supondo as seguintes hipóteses: 
pequena economia aberta; 
livre e perfeita mobilidade de capital; 
taxa de câmbio flutuante. 
Com base nestas informações, é correto afirmar que: 
a) um corte nos impostos tende a elevar não apenas o produto mas também as exportações via 
os efeitos indiretos deste corte sobre a taxa de câmbio 
b) qualquer movimento nos gastos autônomos agregados não provoca mudanças nas taxas de 
câmbio 
c) qualquer alteração na quantidade de moeda na economia não altera as taxas de juros 
d) as hipóteses do modelo garantem uma curva LM vertical 
e) a utilização da política monetária é mais adequada do que a política fiscal se o objetivo da 
autoridade econômica for a elevação do produto 
 
16. (2005/ESAF/STN/Analista de Finanças e Controle - Econômico-Financeira) 
Considere um modelo de regime de câmbio flutuante com livre mobilidade de capitais. Pode 
ser considerado como fator que tende a provocar uma desvalorização da moeda nacional: 
a) política fiscal expansionista. 
b) elevação dos juros externos. 
c) política monetária contracionista. 
d) elevação da taxa básica de juros interna. 
e) elevação dos recolhimentos compulsórios dos bancos comerciais. 
 
17. (2005/ESAF/STN/Analista de Finanças e Controle - Econômico-Financeira) 
O modelo Mundell-Fleming representa o modelo IS/LM aplicado a uma pequena economia 
aberta. Tal modelo considera o nível de preços fixo e analisa as causas das flutuações da renda 
e da taxa de câmbio. Com base nesse modelo, e supondo livre mobilidade de capital, é correto 
afirmar que: 
a) a política fiscal é mais adequada para estabilizar a renda, independente do regime ser de 
taxas de câmbio fixas ou flexíveis 
b) quando as taxas de câmbio são flutuantes, a política monetária não exerce qualquer 
influência sobre a renda agregada 
c) quando as taxas de câmbio são fixas, a política fiscal não exerce qualquer influência sobre a 
renda agregada 
d) quando as taxas de câmbio são fixas, a política monetária é a única capaz de influenciar a 
renda agregada 
e) quando as taxas de câmbio são flutuantes, a política fiscal não exerce qualquer influência 
sobre a renda agregada 
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18. (2011/FCC/TCE-PR/Analista de Controle) 
No modelo IS-LM para uma economia aberta, em que a taxa de desemprego está acima da taxa 
natural, as taxas de câmbio são fixas e há mobilidade imperfeita de capitais, 
a) aumentos da oferta monetária pelo Banco Central somente atingem o objetivo de aumentar 
o produto real da economia se a inclinação da curva BP for maior que a da curva LM. 
b) a diminuição da tributação pelo Governo aumenta o nível de produto real da economia, mas 
em um montante menor do que se a economia fosse fechada, caso a curva BP seja mais 
inclinada que a curva LM. 
c) o aumento dos gastos do Governo atingirá o objetivo de aumentar o nível de produto real da 
economia, mas apenas no caso de a inclinação da curva BP ser menor que a da curva LM. 
d) tanto a política monetária quanto a política fiscal expansivas são incapazes de aumentar o 
nível de produto real da economia porque as taxas de câmbio são fixas. 
e) o resgate de títulos públicos pelo Governo é uma medida eficiente para aumentar o produto 
real da economia, independentemente da inclinação das curvas BP e LM. 
 
19. (2010/FCC/SEFAZ-SP/APOFP) 
Um país adota o regime de câmbio fixo, permite livre movimentação de capitais estrangeiros e 
está enfrentando déficit em seu balanço de pagamentos. Para restabelecer o equilíbrio externo, 
ele deve promover a 
a) redução dos gastos do governo. 
b) elevação da base monetária. 
c) redução da taxa de reservas compulsórias. 
d) venda de títulos públicos. 
e) elevação da tributação. 
 
20. (2013/ESAF/STN/Analista de Finanças e Controle - Econômico-Financeira) 
De acordo com o modelo IS/LM/BP com perfeita mobilidade de capitais e regime de câmbio 
fixo, e admitindo que a economia esteja em equilíbrio (interseção entre as curvas IS, LM e BP), 
uma elevação do gasto público: 
a) aumentará a renda, mas sem efeito sobre a taxa de juros de equilíbrio. 
b) o novo equilíbrio será com déficit no balanço de pagamentos. 
c) a política fiscal não terá nenhum efeito sobre a renda quando há perfeita mobilidade de 
capitais. 
d) reduzirá a renda e a taxa de juros de equilíbrio. 
e) aumentará a renda e levará, necessariamente, a uma apreciação cambial. 
 
 
 
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GABARITO
1. C 
2. C 
3. B 
4. E 
5. C 
6. B 
7. E 
8. B 
9. B 
10. B 
11. B 
12. B 
13. D 
14. A 
15. E 
16. B 
17. E 
18. B 
19. D 
20. A 
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