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Infarto agudo do miocárdio - iam Grupo: Carla Regina Iara Isabel Cristina Izolda Ferreira Kátia Silva Ruberlândia Dionísio Vânia Regina introdução O IAM geralmente ocorre devido à isquemia do músculo cardíaco, causada pela oclusão total ou parcial de uma artéria coronária, normalmente causada pela formação de trombo sobre uma placa de gordura (aterosclerose). Leva à redução do fluxo sanguíneo, que leva à diminuição de oxigênio e nutrientes, e em seguida necrose celular, morte parcial ou total desse tecido. aterosclerose A placa pode desenvolver fendas ou lacerações. As plaquetas sanguíneas grudam nessas lacerações e formam um coágulo sanguíneo. Um ataque cardíaco poderá ocorrer se esse coágulo sanguíneo bloquear completamente o fluxo de sangue rico em oxigênio para o coração. Essa é a causa mais comum de ataques cardíacos. Quadro clínico Dor no peito: O sinal mais marcante é a dor fixa no osso esterno, com intensidade variada, podendo durar 30 min, ou sensação de pressão; Dores locais: Outras partes do corpo podem doer durante o IAM, os braços, principalmente o esquerdo, mandíbula, pescoço, estomago; Falta de ar: Muitos pacientes apresentam falta de ar, acompanhado ou não da dor no peito, podem surgir também a palpitação, taquicardia e sensação de ansiedade; .Problemas gastrointestinais: Em alguns casos o IAM se manifestam com sintomas semelhantes a da gastrite como, azia, indigestão, náusea e vômitos; .Alterações no organismo: Além dos sintomas citados o paciente pode apresentar outros sintomas como, suor frio, fadiga, tontura, pele fria e úmida, rigidez nos músculos, formigamento no braço, é comum mais em mulheres. diagnóstico O atendimento inicial do paciente é realizado através da anamnese e do exame físico. Por meio desses procedimentos é possível suspeitar de IAM; Enquanto obtém-se a anamnese, procede à realização do eletrocardiograma (ECG), que em até 50% dos casos fecha o diagnóstico; Há casos que a história clínica é fortemente sugestiva, mas o ECG não é conclusivo, sendo necessário à realização de exames de sangue para medir o nível de enzimas cardíacas que são liberadas em grande quantidades durante a isquemia do músculo cardíaco: Creatina Quinase (CK); Aspartato-Aminotransferase (AST); Lactato-desidrogenase (LDH); Mioglobina cardíaca; Troponinas cardioespecíficas. Prevenção do iam Parar de fumar Fumantes apresentam uma aterosclerose até 50% maior que não fumantes, fazendo com que o colesterol não só adira mais facilmente às paredes das artérias, como também cresça mais rapidamente. O cigarro também causa uma inflamação dos vasos, facilitando a roptura das placas e a formação de coágulos. Por último, a nicotina tem um efeito vasoconstrictor, impedindo que as artérias se dilatem quando necessário para aumentar o fluxo de sangue. Controlar a pressão arterial hipertensão O ideal é procurar manter a pressão arterial abaixo de 130/80 mmHg. Sem uma oxigenação adequada, o músculo é prejudicado. Além disso, a condição causa pequenas lesões nas paredes internas das artérias. Isso favorece a formação de placas de gorduras por parte do colesterol, logo, há um risco ainda mais elevado de ocorrer a interrupção da passagem do sangue. Controlar o colesterol Níveis de HDL (colesterol bom) baixos e/ou LDL (colesterol ruim) elevados estão associados a um maior risco de doença coronariana. Com a formação de placas nas paredes arteriais, as chances do fluxo ser interrompido são maiores. Dieta e controle do peso ajudam, mas muitas vezes é necessário recorrer a medicamentos para se conseguir reduzir satisfatoriamente o colesterol. Dieta controlada . A alimentação saudável é indispensável para evitar um infarto agudo do miocárdio. Afinal, os nutrientes e as substâncias que você ingere têm reflexo direto na forma como o seu corpo funciona — e isso pode afetar o coração. É importante reduzir o consumo de alimentos industrializados, ricos em sal ou em gorduras ruins para o organismo. O aumento do colesterol ruim forma placas que ampliam os riscos de interrupção das artérias. Além disso, o excesso de sódio favorece a hipertensão, que pode gerar bloqueios no sistema cardiovascular. Em vez disso, opte por alimentos naturais, preparados de maneira saudável — como os assados e cozidos em vez de frituras. Também é importante balancear sais minerais e vitaminas para que o corpo funcione do melhor modo. O sedentarismo é um fator de risco para diversas doenças, como a obesidade. Então, ainda que indiretamente, também impacta a ocorrência de doenças do coração. Nesse sentido, para se prevenir de um infarto é fundamental praticar atividades físicas com certa regularidade. A recomendação da organização Mundial da Saúde (OMS), consiste em praticar 150 minutos semanais de exercícios moderados. Então, com apenas 30 minutos por dia, 5 vezes na semana, já é possível se cuidar. Atividades físicas regular Mantenha um peso saudável .Pessoas obesas (IMC maior que 30 kg/m2) têm duas vezes mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares que a população sem excesso de peso. A obesidade também aumenta o risco de hipertensão, dislipidemia (colesterol alto) e diabetes. Seguir uma dieta balanceada, rica em frutas e verduras, com baixa quantidade de gorduras e sal, ajuda na prevenção. Controle do diabetes . Primeiramente, o alto nível de glicose no sangue ajuda a construir as famosas placas de gordura que obstruem a passagem de sangue. O alto índice glicêmico é um fator de risco para a formação de coágulos. Como essa é uma potencial causa para esse quadro, as chances entre os diabéticos são maiores. Fatores de riscos que não podem ser mudados Idade: o risco aumenta para homens acima de 45 anos ou para mulheres acima de 55 anos (ou após a menopausa). Histórico familiar de doença arterial coronariana (DAC): O risco aumenta se o pai ou um irmão foi diagnosticado com DAC antes de 55 anos de idade, ou a sua mãe ou uma irmã foi diagnosticada com DAC antes de 65 anos de idade. Sexo: Homens tem maior predisposição a desenvolver doenças cardiovasculares Quais são os tratamentos para a doença? Assim que o problema é diagnosticado, a velocidade do tratamento é essencial para diminuir os possíveis danos. A atuação depende da gravidade de cada caso e das condições de cada paciente, entretanto, há duas vias principais: a medicamentosa e a cirúrgica. Para entender como cada uma funciona, veja quais são as opções de tratamento e saiba como elas são aplicadas. Ingestão de medicamentos Os medicamentos administrados servem para conter danos mais severos ao coração ou mesmo para reverter o que for possível. São administrados diversos medicamentos, como anticoagulantes, afinadores do sangue e elementos que ajudam o funcionamento do coração. Também podem ser prescritas medicações para diminuir a dor e/ou para acalmar o paciente. Se o quadro for relativamente simples, essa etapa já auxilia a impedir consequências piores. Mesmo assim, é comum que seja realizada uma internação para acompanhamento. Procedimentos cirúrgicos Também é possível que procedimentos cirúrgicos tenham que ser feitos. O mais simples envolve a utilização de um cateter para desobstruir a artéria. Depois, é colocado um stent — um tipo de tubo que mantém a artéria desbloqueada, chamado ANGIOPLASTIA. Em casos graves, é executada a ponte de safena. Ela ajuda a recuperar o miocárdio da falta de circulação sanguínea, para que ele volte a “funcionar”. Se houver alguma outra complicação, como um coágulo dentro do coração, pode ser necessário realizar outros procedimentos. Um cateter com balão atravessa a placa de gordura no local onde ocorre o estreitamento da artéria; O cateter com balão é insuflado para dilatar a artéria; O cateter com balão é esvaziado e retirado. Incidência de infarto agudo do miocárdio (IAM) no Brasil durante o período de pandemia Entre os óbitos causados por doenças cardíacas, muitas vezes relacionados à Covid-19, a comparação entre 2019 e 2020 aponta um aumento de5,1%, passando de 270.203 para 284.117. O registro que apontou maior crescimento foi o de óbitos por causas cardiovasculares inespecíficas, que cresceu 28,8% entre os anos, sendo que o aumento dos óbitos em domicílio na pandemia é uma das explicações para o diagnóstico inespecífico dos óbitos causados por doenças cardíacas. Neste tipo de enfermidade, o maior aumento aconteceu nas chamadas causas cardiovasculares inespecíficas (67,8%), muito em razão do falecimento ocorrer sem assistência médica, dificultando a qualificação da enfermidade. Também cresceram os óbitos em casa por Acidente Vascular Cerebral(AVC), aumento de 26,3%, e infartos, que cresceram 3,2%. Os dados mostram que, no período de 16 de março – mês em que ocorreu a primeira morte por Covid – até o final de junho de 2020, ocorreram 23.342 mortes por doenças cardíacas em domicílio em 2020, no mesmo período no ano anterior, 2019, foram registradas 17.707 mortes. Foram mais de 42 mil óbitos nos primeiros seis meses de 2021, ante quase 28 mil mortes no mesmo período do ano passado, 2020. Especialistas acreditam que a mortalidade pode estar aumentando pelo não tratamento ou pelo tratamento muito retardado, e pela não procura dos indivíduos infartados por um atendimento da maneira adequada com medo de contraírem a Covid-19 nos hospitais. Cuidados primários No Brasil, uma em cada quatro pessoas adultas tem obesidade, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde 2020 e, dentre as pessoas com hipertensão, 70,3% apresentam excesso de peso e 33,2% obesidade, que são fatores de risco para doenças do coração. Em 2020, a APS registrou 22,9 milhões de atendimentos a pessoas com hipertensão, 2,2 milhões a pessoas com obesidade e 492 mil às pessoas com risco cardiovascular, dentro das unidades de Atenção primaria. Nesse contexto não é exagero afirmar que os cuidados primários na atenção primaria de saúde com, acompanhamentos da pressão arterial, diabetes, peso, circunferência abdominal e uma educação em saúde é de extrema importância para a prevenção das doenças coronarianas, incluindo o IAM, aumentando a percepção dos sintomas inicias e reduzindo as taxas de mortalidades. image3.jpg image4.jpg image5.jpg image6.jpg image7.jpg image8.jpg image9.jpg image10.jpg image11.jpg image12.jpg image13.jpg image14.jpg image15.jpg image16.jpg image1.png