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CARDIOPATIAS CLÍNICAS 
 
 
2 
 
Sumário 
NOSSA HISTÓRIA ................................................................................................................ 3 
1. CONCEITO .............................................................................................................. 4 
2. OS DIFERENTES TIPOS DE CARDIOPATIA.......................................................... 6 
2.1 Sintomas de Cardiopatia .......................................................................................... 7 
3. FISIOPATOLOGIA ................................................................................................... 8 
3.1 Fatores de Risco ...................................................................................................... 9 
4. TRATAMENTO ...................................................................................................... 15 
5. CARDIOPATIAS .................................................................................................... 21 
REFERÊNCIAS ................................................................................................................... 25 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em 
atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com 
isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível 
superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no 
desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de 
promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem 
patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras 
normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e 
eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. 
Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de 
cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do 
serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
1. CONCEITO 
 
Figura 1 
 
 
Conceito de cardiopatia 
As doenças que afetam o coração são chamadas de cardiopatias. O conceito é 
geralmente usado com referência a todos os distúrbios ligados ao coração 
ou sistema circulatório, estudados pela cardiologia. 
Existem diferentes tipos de cardiopatias. Se o inconveniente tem sua origem no 
desenvolvimento fetal, fala-se de cardiopatia congênita. Nesse caso, o indivíduo já 
sofre do distúrbio antes de seu nascimento. 
É possível distinguir entre cardiopatias congênitas cianóticas e cardiopatias 
congênitas não cianóticas, dependendo se existe ou não cianose. 
As cardiopatias isquêmicas, por sua vez, são patologias que afetam as artérias 
coronárias, responsáveis pela irrigação do miocárdio (o tecido muscular que faz parte 
do coração). Esse tipo de cardiopatias gera uma isquemia (um inconveniente celular 
devido ao nível deficiente de sangue e, portanto, oxigênio). 
No conjunto das cardiopatias, também encontramos cardiopatias hipertensivas. 
https://conceito.de/conceito
https://conceito.de/sistema
https://conceito.de/origem
https://conceito.de/caso
 
 
5 
Essas doenças estão ligadas à hipertrofia das células cardíacas devido ao esforço a 
que são submetidas pela hipertensão arterial. 
Outras classificações de cardiopatias referem-se a cardiomiopatias (problemas 
no miocárdio) e valvulopatias (problemas nas válvulas cardíacas). 
Insuficiência mitral, angina de peito e infarto do miocárdio estão entre as 
cardiopatias que podem afetar uma pessoa. Os cardiologistas são médicos 
especializados no diagnóstico e tratamento dessas doenças que podem causar 
a morte. Tanto para detectar os distúrbios quanto para seu possível tratamento, é 
possível recorrer a uma série de procedimentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://conceito.de/pessoa
https://conceito.de/morte
 
 
6 
2. OS DIFERENTES TIPOS DE CARDIOPATIA 
 
Figura 2 
 
 
O termo cardiopatia abrange todas as doenças que acometem o coração. 
Alguns dos tipos comuns de cardiopatia são os seguintes: 
Cardiopatia congênita - são os defeitos cardíacos presentes desde o 
nascimento. Nos casos mais graves costuma ser percebida logo que o bebê nasce; 
nos casos menos graves pode ser diagnosticada quando a pessoa já está na idade 
adulta. 
Doenças no miocárdio - são defeitos no músculo do coração. Em muitos casos, 
o órgão não consegue bombear o sangue adequadamente. 
Infecção no coração - são causadas quando bactérias, vírus, fungos ou 
parasitas alcançam o músculo cardíaco. 
Cardiopatia de válvulas - o coração tem quatro válvulas que abrem e fecham 
para permitir o fluxo de sangue no órgão. Uma variedade de fatores podem danificar 
as válvulas, causando a doença. 
Cardiopatia hipertensiva - é uma consequência da pressão arterial alta, que 
pode sobrecarregar o coração e os vasos sanguíneos e causar a doença. 
Cardiopatia isquêmica - causada pelo estreitamento das artérias do coração 
pela acumulação de gordura, o que leva à diminuição da oferta de sangue para o 
órgão. A doença pode gerar anginas (dor no peito) ou, nos casos agudos, infarto. 
 
 
7 
2.1 Sintomas de Cardiopatia 
 
Os sintomas de cardiopatia podem variar com o tipo de problema e o quanto a 
função cardíaca está comprometida. Alguns sinais incluem: 
 Cor de pele cinzenta ou azul (cianose); 
 Inchaço nas mãos, tornozelos e pés; 
 Falta de ar; 
 Falta de fôlego durante atividade física; 
 Fadiga; 
 Batimentos cardíacos irregulares; 
 Tonturas, vertigens e desmaios; 
 Dor no peito. 
Se você desconfia que tem alguma doença cardíaca ou se você tem histórico 
familiar da doença, consulte um médico. A cardiopatia é mais fácil de ser tratada 
quando detectada precocemente. Vale lembrar que muitas formas de doenças 
cardíacas podem ser prevenidas com a adoção de um estilo de vida mais saudável. 
As doenças cardiovasculares, especificamente a doença arterial coronária, 
representam a causa mais freqüente de morte nos países desenvolvidos, 
respondendo por cerca de um milhão de mortes anualmente nos EUA; em 1990 foi a 
causa mais comum de morte no mundo. 
No Brasil, a mortalidade por essa doença é também elevada, equiparando-se à 
dos países com maior mortalidade, como a Finlândia e a Hungria. Em São Paulo, as 
doenças do coração foram responsáveis por 403,1 óbitos masculinos e 171,9 óbitos 
femininos por 100 mil habitantes, na faixa etária de 45 a 64 anos, no período de 1984 
a 1987, enquanto na Hungria essa taxa foi de 547,3 e 229; nos EUA, 422,8 e 156,2; 
na Itália, 245 e 71,6 e, no Japão, 110,7 e 45, respectivamente. 
A apresentação clínica da doença coronária varia desde a angina estável até a 
morte súbita. Nesse espectro encontram-se os quadros de infarto agudo do miocárdio 
com supradesnivelamento do segmento ST, infarto agudo do miocárdio sem 
supradesnivelamento do segmento ST e angina instável, atualmente catalogados 
como síndrome coronária aguda. 
 
 
 
 
 
8 
3. FISIOPATOLOGIA 
 
Na fisiopatologia da cardiopatia isquêmica dois processos estão implicados: a 
oferta e a demanda de oxigênio pelo miocárdio. A isquemia miocárdica ocorre quando 
há desequilíbrio na oferta e na demanda de oxigênio. 
Por outro lado, duas situações alteram a oferta de oxigênio para o miocárdio: a 
isquemia e a hipoxemia. Em algumas condições, o comprometimento da oferta de 
oxigênio é secundário à diminuição do fluxo sanguíneo,sendo essa a fisiopatologia 
da maioria dos casos de infarto agudo do miocárdio (IAM) e dos episódios de angina 
instável. 
Em outras situações, como a hipertrofia ventricular, o aumento na demanda de 
oxigênio é o principal responsável pela isquemia miocárdica. Além disso, o sinergismo 
desses dois mecanismos é o principal fator na determinação de isquemia noscasos 
de angina crônica estável. 
Esforço físico, estresse emocional, taquicardia ou hipertensão arterial 
associados à obstrução coronária alteram não só a demanda como a oferta de 
oxigênio, desencadeando isquemia miocárdica. A hipoxemia, por sua vez, 
caracterizase pela redução da oferta de oxigênio, mas com perfusão sanguínea 
adequada. Alguns exemplos desse quadro são as cardiopatias congênitas cianóticas, 
asfixia, a insuficiência respiratória hipoxêmica e a intoxicação por monóxido de 
carbono. 
Fatores que alteram a demanda e a oferta de oxigênio, portanto, são os 
responsáveis pela evolução do paciente para síndrome coronária aguda e angina 
crônica estável. 
O grau de obstrução da artéria responsável pelo episódio agudo, a ocorrência 
de lesões em outros vasos e o grau de circulação colateral são os determinantes mais 
importantes da diminuição da oferta; a pressão arterial sistêmica, a freqüência 
cardíaca e a hipertrofia e contratilidade ventricular são as variáveis mais importantes 
na determinação da demanda de oxigênio. 
Apesar da contribuição de todos esses fatores na determinação da isquemia 
miocárdica, a doença aterosclerótica coronária é o substrato anatômico mais 
importante na fisiopatogenia da cardiopatia isquêmica. A partir de estudos importantes 
da literatura, sabemos hoje da importância do processo aterotrombótico não só no 
desencadeamento da isquemia aguda como também na progressão da doença 
 
 
9 
aterosclerótica com relação à gravidade da obstrução da luz vascular. 
O processo aterosclerótico é insidioso, iniciando-se na adolescência com as 
placas gordurosas e progredindo para complicações trombóticas na idade adulta e na 
população geriátrica. 
 
3.1 Fatores de Risco 
 
Diversos fatores, agindo sinergisticamente ou não, estão associados à 
presença de placas ateroscleróticas não só no leito coronário como também nos vasos 
cerebrais e periféricos. Só a partir dos resultados iniciais do estudo de Framingham, 
publicados no início da década de 1960, é que se começou a utilizar o conceito de 
fatores de risco para doença aterosclerótica coronária. 
Hoje, a partir de estudos epidemiológicos os fatores de risco convencionais 
para doença aterosclerótica coronária incluem tabagismo, hipertensão arterial 
sistêmica, hiperlipidemia, diabetes melito e intolerância à glicose, resistência à 
insulina, obesidade, vida sedentária e estado hormonal (deficiência de estrógeno). 
Além desses, outros fatores também estão associados a risco elevado de 
eventos coronários: níveis altos de homocisteína, fibrinogênio, lipoproteína (a) (um 
composto de LDL, apo B-100 e apoA), fator tissular ativador do plasminogênio (t-PA), 
inibidor do plasminogênio ativado (PAI 1) e proteína C reativa. 
Tabagismo 
O tabagismo é um fator de risco independente para doença coronária, tanto em 
homens como em mulheres. Nos homens que fumam pelo menos cigarros por dia a 
incidência de infarto agudo do miocárdio aumenta 3 vezes em relação aos não-
fumantes; nas mulheres esse risco é de 6 vezes em relação às nãofumantes. 
O risco aumenta linearmente com a quantidade de cigarros fumados e também 
é maior nos fumantes passivos. Na angina instável, recentemente demonstramos que 
as mulheres tabagistas, independentemente da quantidade de cigarros inalados, 
apresentavam risco de placa aterosclerótica coronária grave (= 70%), 4,5 vezes maior 
do que as não-tabagistas. 
O mais importante é que esse risco é completamente reversível, independente 
do tempo de tabagismo e da quantidade de cigarros fumados. Como conseqüência da 
abolição do tabagismo observa-se aumento da sobrevida e diminuição na taxa de 
reinfarto. 
 
 
10 
Hipertensão 
A hipertensão arterial e a hipertrofia ventricular esquerda são dois fatores de 
risco bem estabelecidos para doença coronária, morte por doença coronária, 
insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral18,19. De acordo com o estudo de 
Framingham, a pressão sistólica é um fator de risco coronário pelo menos da mesma 
magnitude que a da pressão diastólica, e hipertensão sistólica isolada está 
sabidamente relacionada a doença coronária e acidente vascular cerebral. De todas 
as pressões, a que mais se associa com risco coronário é a pressão de pulso, definida 
como a diferença entre a pressão sistólica e a pressão diastólica. 
Pope et al., avaliando 10.689 pacientes com quadro de dor precordial, 
verificaram associação entre a pressão de pulso mais alta e os pacientes que tiveram 
diagnóstico final de isquemia. No estudo de Framingham, a pressão de pulso foi um 
preditor mais potente de eventos cardiovasculares que a pressão diastólica ou a 
sistólica isoladamente. 
Mais recentemente, Millar e Lever, estudando homens hipertensos, 
desenvolveram um modelo de regressão logística empírico e complexo, que levou em 
consideração a interação das pressões sistólica e diastólica, bem como da pressão 
de pulso na determinação do risco de eventos coronários. 
Esses autores demonstraram que a pressão de pulso foi o fator preditivo mais 
potente para determinação do risco cardíaco. Em nosso meio, em mulheres com 
angina instável ou infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento 
ST (82% com antecedente de hipertensão arterial), verificamos, em uma regressão 
logística com todos os fatores de risco convencionais e as pressões sistólica e 
diastólica medidas na raiz da aorta, que a pressão que se associou a riscode lesão 
coronária grave (= 70%) foi a pressão sistólica maior ou igual a 165 mmHg. 
De acordo com o estudo de Framingham, pacientes com padrão 
eletrocardiográfico definitivo de hipertrofia ventricular esquerda apresentam 
mortalidade de 59% em 12 anos; risco três vezes maior de desenvolver insuficiência 
coronária grave em 14 anos; risco seis vezes maior de morte súbita nos homens e três 
vezes nas mulheres e aumento de dez vezes na evolução para insuficiência cardíaca 
em 16 anos. 
 O risco de insuficiência cardíaca é independente da idade e diretamente 
relacionado ao nível pressórico, e a hipertrofia ventricular, uma resposta à hipertensão 
sendo demonstrada mesmo em crianças e adolescentes com hipertensão limítrofe. 
 
 
11 
Estudos sugerem que um sistema renina-angiotensina cardíaco contribui para o 
desenvolvimento da hipertrofia ventricular e que a hipertensão arterial também pode 
levar à fibrose intersticial, com os dois fatores determinando alterações na função 
diastólica ventricular. 
Além desse sistema, a endotelina, as proteínas G, a predisposição genética, a 
viscosidade sanguínea e o tipo de hipertrofia (concêntrica ou excêntrica) são fatores 
associados com o desenvolvimento de hipertrofia ventricular e disfunção cardíaca. 
Pacientes com hipertrofia da parede ventricular e sem aumento do índice de massa 
ventricular apresentam o mesmo risco que pacientes com aumento da massa 
ventricular. 
Além de todos esses fatores, a redução do fluxo coronário subendocárdico e 
da reserva de fluxo pela própria hipertrofia (elevação da pressão diastólica final); do 
fluxo coronário total pelo aumento do tono coronário e da relação parede/luz vascular; 
o aumento da resistência periférica e, portanto, da demanda metabólica são todos 
fatores associados com isquemia miocárdica, contribuindo também para deterioração 
da função ventricular nos pacientes hipertensos. 
A detecção desses fatores com terapêutica adequada é passo fundamental na 
prevenção da insuficiência cardíaca nesses pacientes. 
Dislipidemia 
O estudo epidemiológico Multiple Risk Factor InterventionTrial (MRFIT), com 
361.662 homens, estabeleceu claramente que o risco de doença coronária aumenta 
linearmente com o aumento do colesterol total. 
Outros estudos demonstraram a importância das frações do colesterol na 
determinação do risco coronário. Pacientes com valores de LDL acima de 160 mg/dl 
são considerados de alto risco; de 130 a 159 mg/dl, de médio risco; abaixo de 130 
mg/dl, de baixo risco. 
Com relação à fração HDL (lipoproteína de alta densidade) existe uma relação 
inversa entre o seu nível e a doença coronária. De acordo com o estudo de 
Framingham, uma diminuição da HDL de 5 mg/dl aumenta o risco de infarto agudo do 
miocárdio em 25% tanto em homens como em mulheres. 
A relação entre a taxa de colesterol total e a fração HDLcolesterol é outro índice 
eficiente de estimativa de risco coronário. Nos homens, taxa de 6,4 ou mais e nas 
mulheres de 5,6 ou mais está relacionada à elevação do risco de evento coronário. 
Os triglicérides isoladamente parecem desempenhar papel mais importante nas 
 
 
12 
mulheres, principalmente nas mulheres diabéticas. Ao contrário dos homens, o 
aumento do colesterol total e da LDL (lipoproteína de baixa densidade) tem baixa 
correlação com doença arterial coronária em mulheres e, nestas, apenas em idade 
inferior a 65 anos. Na mulher, o fator mais importante é o nível de HDL-colesterol. 
De acordo com o estudo de Framingham, um aumento de 10 mg nos níveis de 
HDL reduz o risco de doença coronária nas mulheres em 40% a 50%. Além da HDL, 
os triglicérides e a lipoproteína a Lp(a) são fatores associados à presença de doença 
coronária em mulheres. 
Nestas, os níveis de HDL são mais elevados que nos homens e diminuem 
pouco durante a fase após a menopausa; a LDL é mais baixa nas mulheres e aumenta 
progressivamente com a idade, particularmente a partir da menopausa até os 70 anos. 
Diabetes melito, intolerância à glicose, resistência à insulina 
A doença coronária é a principal causa de morte em pacientes diabéticos (75% 
dos casos). Apesar dos dados conflitantes com relação ao efeito do controle glicêmico 
no acometimento macrovascular em pacientes com diabetes tipo 2, não há dúvida de 
que os pacientes diabéticos são grandes beneficiários do controle dos fatores de risco 
para doença coronária, já que nessa população específica existe associação de vários 
fatores de risco, com provável sinergismo na determinação do pior prognóstico desses 
pacientes em relação a todos os aspectos da doença cardiovascular. Resistência à 
insulina, hiperinsulinemia, hiperglicemia e intolerância à glicose são todas associadas 
a processo aterogênico difuso e acelerado. 
O diabetes melito é um fator de risco para doença coronária, tanto em homens 
quanto em mulheres, mas nestas é mais potente, praticamente tirando todo o 
benefício decorrente do sexo feminino, mesmo antes da menopausa. 
 
A coronariopatia é uma complicação maior do diabetes, tanto tipo 1 quanto tipo 
2. No estudo Rancho Bernardo, 334 homens e mulheres diabéticos foram comparados 
com 2.137 homens e mulheres não-diabéticos e seguidos por 14 anos. 
Após ajuste para outros fatores de risco, o risco relativo de morte por doença 
coronária em homens e mulheres diabéticos foide 1,9 e 3,3 em relação aos 
nãodiabéticos, respectivamente. No estudo de Framingham ocorreu um aumento de 
5,4 vezes no risco de um evento coronário para mulheres diabéticas versus não-
diabéticas; nos homens diabéticos, esse aumento foi de 2,4 vezes em relação aos 
não-diabéticos. 
 
 
13 
Em estudo comparando mulheres diabéticas e não diabéticas com angina 
instável ou IAM sem supradesnivelamento do segmento ST demonstramos que as 
mulheres diabéticas mais freqüentemente apresentaram lesões em três e quatro 
vasos, artérias com obstrução total e fração de ejeção menor do que as não diabéticas. 
Insuficiência renal crônica 
A doença arterial coronária é também a principal causa de morte em pacientes 
renais crônicos em tratamento dialítico. Isso ocorre em parte pela idade avançada 
desses pacientes, bem como pela proporção de pacientes diabéticos com essa 
complicação. Cerca de 35% dos pacientes com insuficiência renal crônica, em diálise, 
têm diabetes melito. 
A aterosclerose acelerada desses pacientes é multifatorial. Alterações lipídicas, 
hipertrigliceridemia, intolerância à glicose e resistência à insulina ocorrem cedo nos 
pacientes renais crônicos, independentemente de serem ou não diabéticos. Outros 
fatores ligados ao processo aterosclerótico incluem deficiência de carnitina, 
hipertensão arterial, hiperparatireoidismo secundário, alterações no sistema 
fibrinolítico e nas plaquetas, com conseqüente aumento na formação de trombo e 
deposição plaquetária. 
Todos esses fatores contribuem para tornar essa população de alto risco para 
eventos coronários. Obesidade – Em países desenvolvidos, a obesidade vem 
aumentando sua prevalência. No Brasil, essa prevalência também tem aumentado em 
ambos os sexos; entretanto, nos 25% da população de maior poder aquisitivo da 
região Sudeste, Monteiro e Condedemonstraram que a obesidade em mulheres foi 
menor em 1997 do que em 1989. 
Na população como um todo houve aumento desse índice, especialmente nas 
camadas mais pobres. O estudo de Framingham, com 5.209 homens e mulheres, 
estabeleceu a obesidade como fator de risco cardiovascular independente42. Essa 
relação é mais proeminente na presença de obesidade andróide, ou seja, aquela que 
predomina no abdome e na parte superior do corpo, com uma razão entre as medidas 
das circunferências da cintura e do quadril maior do que 0,95 nos homens e 0,85 nas 
mulheres. 
Esse tipo de obesidade, descrito por Jean Vague em 1947, está associado, de 
forma independente, à hipertensão, dislipidemia e diabetes, caracterizando-se a 
síndrome de resistência à insulina quando todos esses fatores estiverem presentes. 
 
 
 
14 
Atividade física 
Estudos epidemiológicos têm demonstrado que a atividade física habitual 
diminui o risco de doença coronária. Mesmo exercícios moderados apresentam efeito 
protetor contra doença coronária e morte por qualquer causa. 
O exercício físico, quando analisado objetivamente, associa-se com maior 
diminuição de risco no sexo feminino, sendo o sedentarismo um fator de risco 
independente e mais prevalente nas mulheres. 
 O exercício físico se associa a uma série de benefícios, como elevação da 
fração HDL-colesterol, redução dos níveis pressóricos, da resistência à insulina e 
também à perda de peso. 
Deficiência de estrógeno 
A mulher após a menopausa está sob maior risco de eventos coronários. 
Acredita-se que isso ocorra pela deficiência de estrógeno característica dessa fase. O 
estrógeno atua no perfil lipídico diminuindo a fração LDLcolesterol e sua oxidação e 
aumentando a fração HDL-colesterol. Além disso, estudos demonstraram a ação 
benéfica dos estrógenos na função endotelial, em moléculas de adesão, na função 
fibrinolítica e no metabolismo da glicose. 
Apesar desse benefício, alguns efeitos indesejáveis são relatados com o uso 
de estrógeno por via oral em mulheres jovens: trombose venosa profunda, embolia 
pulmonar, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. 
Esses efeitos ocorrem principalmente em mulheres tabagistas50. Novos fatores 
de risco para 
doença coronária 
Várias substâncias dosadas no sangue têm demonstrado relação com risco 
coronário maior. Entre essas, as mais estudadas são o valor total de homocisteína, 
lipoproteína (a), marcadores da função fibrinolítica (PAI-1, t-PA e d-dímero), 
fibrinogênio e marcadores inflamatórios (proteína C reativa, interleucina 6, fatores de 
adesão celular – ICAM-1 e fator de necrose tumoral – TNFα). 
A descrição detalhada da ligação dessas (substâncias com doença coronária) 
foge do escopo deste artigo; entretanto, recentemente, Ridkerrealizou uma revisão 
desse tópico, devendo o leitor reportar-sea esta. 
 
 
 
 
 
15 
 
4. TRATAMENTO 
 
A terapêutica da miocardiopatia isquêmica baseia-se no enfoque dos seguintes 
aspectos: orientação geral com relação ao estilo de vida e incentivo para exercícios 
isotônicos; 
tratamento e redução dos fatores de risco para doença coronária; uso de 
medicamentos antianginosos e antiplaquetários; 
tratamento de doenças concomitantes que piorem a isquemia miocárdica; 
e, por fim, a terapêutica invasiva com revascularização percutânea por 
angioplastia ou eventualmente cirúrgica com pontes de safena e anastomose 
mamária. 
O diagnóstico de uma cardiopatia é assustador em qualquer idade. Quando o 
paciente ainda nem nasceu, receber esse parecer médico parece ser ainda pior. 
Em princípio, essa é uma situação devastadoras para a família, mas por outro 
lado, é importante saber que a maioria das cardiopatias congênitas tem tratamento. 
O diagnóstico pré-natal traz grandes benefícios na evolução do bebê porque 
permite o planejamento do nascimento e do tratamento, favorecendo a melhor 
evolução pós-natal, inclusive possibilitando que a criança já nasça no próprio hospital 
onde ela vai ser tratada adequadamente”, conta a Dra. Simone Pedra, cardiologista 
fetal do HCor. 
Embora os números pareçam alarmantes, uma vez que as cardiopatias 
congênitas estão entre as malformações mais comuns – apresentam incidência 
estimada em 1 a cada 100 gestações e sejam responsáveis por cerca de 10% dos 
óbitos infantis e metade das mortes por malformações congênitas –, a tecnologia e os 
recursos humanos estão à favor dos bebês. 
“Os procedimentos intrauterinos são realizados apenas para algumas doenças 
específicas, e têm 3 objetivos principais: resgatar ventrículos que correm o risco de 
evoluir para hipoplasia, isso é ficar muito pequeno e perder a função, proteger a 
circulação dos pulmões contra alterações irreversíveis e tratar a falência cardíaca de 
fetos com anomalias da válvula aórtica que leva sangue para o corpo e que pode levar 
a inchaço no bebê e óbito fetal. 
A boa notícia é que as chances de sucesso do procedimento fetal, quando 
realizado por um grupo experiente, são de 90% a 95%”, tranquiliza a cardiologista. 
https://www.hcor.com.br/exames-e-consultas/hcor-diagnostico/
 
 
16 
“Por isso, quando nos deparamos com um caso que se beneficia do tratamento 
fetal, nós sentamos, explicamos detalhadamente aos pais como é a doença e o que 
está acontecendo no coração do bebê. 
O tratamento intrauterino é extremamente invasivo, uma vez que necessita 
fazer uma punção no próprio coração da criança através da barriga da mãe. Mas as 
chances de sucesso são muito altas”, conta Simone que é a responsável por conversar 
com os pais para que eles decidam se vão ou não autorizar o procedimento antes do 
nascimento do bebê. 
Ainda segundo ela, os médicos explicam também como é feita a intervenção 
– através de um pequeno furinho no ventre materno pelo qual é introduzida a 
agulha 
 –, o que se espera do resultado e a possível evolução do bebê. 
Também explicamos os riscos e o que pode acontecer se o procedimento não 
for feito”, afirma e exemplifica: na estenose aórtica crítica, por exemplo, em alguns 
casos se nada for feito, o bebê vai ficando inchado e pode falecer. 
Então, a gente abre a válvula e esses nenéns, incrivelmente, quase que 
renascem. Além de salvar o feto, o objetivo é proporcionar que o coração, depois que 
o bebê nascer, funcione com suas quatro câmaras, como um órgão normal. 
Intervenção cardíaca fetal 
Veja como é feita uma intervenção cirúrgica invasiva em um bebê com 
cardiopatia fetal: 
 Para que o bebê não sinta dor ou movimente-se, uma solução anestésica é 
injetada no cordão umbilical ou na perninha do bebê. 
 Nesse procedimento, uma agulha é introduzida na barriga da mãe e, após 
atingir a cavidade uterina, é direcionada para o tórax do bebê até o interior do coração. 
 Quando a agulha é posicionada no local desejado, um balão é introduzido 
através da agulha e insuflado através da estrutura a ser dilatada. 
 O monitoramento do procedimento é feito pelo ultrassom e garante a precisão 
da intervenção, que tem como objetivo restabelecer as funções do ventrículo 
acometido do coração do bebê. 
 
 
 
 
https://www.hcor.com.br/imprensa/noticias/procedimento-intrauterino-de-alta-complexidade-assegura-qualidade-de-vida-ao-bebe/
 
 
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Figura 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Figura 4 
 
 
 
 
 
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Cardiopatias fetais 
As cardiopatias fetais mais comuns são as que afetam o lado esquerdo do 
coração. “Uma doença que é bastante comum e, infelizmente, bastante grave, chama-
se Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo (SHCE). 
Além dela, temos as estenoses pulmonares, as estenoses aórticas, a 
transposição das grandes artérias e as atresias da valva pulmonar”, explica Simone 
que, além de cardiologista, é coordenadora da Unidade Fetal do HCor. 
Só existe uma ferramenta para a avaliação do coração do feto: 
o ecocardiograma fetal, que nada mais é que um ultrassom do coração do bebê 
realizado por um especialista. Ele deve ser feito a partir da 18ª semana até o final da 
gestação e pode identificar a grande maioria das anomalias fetais que tenham 
qualquer impacto na evolução da criança, seja ainda na vida fetal ou depois do 
nascimento. 
“Quanto aos procedimentos fetais, normalmente fazemos em idades 
gestacionais que vão de 22 semanas até 30. O mais comum é trabalhar entre 25 ou 
26 semanas, mas quando é necessário podemos fazer mais cedo”, diz a médica. 
Vale a curiosidade: quando se opta pela intervenção, a mãe recebe uma 
anestesia semelhante àquela que é feita para uma cesariana e, em seguida, o feto é 
anestesiado com uma injeção de sedativos, dada normalmente na coxa do bebê, para 
que ele durma e pare de se mexer. 
 “É impossível fazer os procedimentos com o bebê se mexendo”. 
Para saber mais sobre prevenção de cardiopatia congênita assista à esse vídeo 
de HCor Explica: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.hcor.com.br/exames-e-consultas/exames-diagnosticos/ecocardiografia/ecocardiograma-bidimensional-fetal/
 
 
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Figura 5 
 
 Quais doenças podem ser tratadas via cirurgia fetal: 
 Estenose aórtica crítica. 
 Estenose pulmonar crítica ou atresia da valva pulmonar. 
 Hipoplasia do coração esquerdo com comunicação interatrial restritiva. 
 
Figura 6 
 
 
Benefícios: 
 Evitar insuficiência cardíaca grave. 
 Permitir que o ventrículo abaixo da valva entupida volte a crescer. 
 
 
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 Melhorar as condições de nascimento de bebês com condições cardíacas muito 
graves. 
 
 
5. CARDIOPATIAS 
 
As cardiopatias graves acontecem quando o coração começa a perder sua 
capacidade funcional devido a alguma doença ou alteração congênita. As cardiopatias 
graves podem ser classificadas em: 
Cardiopatia grave crônica, que é caracterizada pela perda progressiva da 
capacidade funcional do coração; 
Cardiopatia grave aguda, que possui evolução rápida, levando à diminuição 
brusca das funções do coração; 
Cardiopatia grave terminal, em que o coração não consegue desempenhar 
adequadamente suas funções, diminuindo a expectativa de vida da pessoa. 
Normalmente quem tem cardiopatia grave terminal não responde ao tratamento 
com medicamentos e não são candidatos à cirurgia para corrigir a alteração cardíaca, 
sendo realizado, na maioria das vezes, transplante de coração. 
As cardiopatias graves podem resultar em grande incapacidade na vida pessoal 
e profissional do paciente, além de desgaste físico e emocional. 
A cardiopatia congênita é um dos principais tipos de cardiopatia grave e é 
caracterizada por defeito na formação do coração ainda dentro da barriga da mãe que 
pode levar ao comprometimento da função cardíaca. Saiba mais sobre as cardiopatias 
congênitas. 
Além disso, a insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão arterial,insuficiência coronariana e arritmias complexas são doenças que podem estar 
associadas às cardiopatias graves ou até mesmo agravar o quadro, podendo levar a 
uma cardiopatia grave terminal, por exemplo. 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.tuasaude.com/cardiopatia-congenita/
https://www.tuasaude.com/cardiopatia-congenita/
 
 
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Figura 7 
 
 
Principais sintomas 
 Os sintomas relacionados às cardiopatias graves dependem do grau de 
incapacidade do coração, podendo ser: 
 Dificuldade para respirar; 
 Dores no peito; 
 Desmaios, desorientação ou sonolência frequente; 
 Cansaço após pequenos esforços; 
 Palpitações cardíacas; 
 Dificuldade para dormir deitado; 
 Tosse noturna; 
 Inchaço dos membros inferiores. 
A cardiopatia grave pode ainda trazer grandes limitações físicas, no 
desenvolvimentos das suas funções do dia a dia e no trabalho, dependendo do tipo e 
da gravidade da doença que esteja associada. 
Por isso, o governo concede benefícios às pessoas com cardiopatias graves 
 
 
23 
diagnosticadas, já que pode ser uma doença limitante. 
Para fins de aposentadoria, considera-se cardiopatia grave, os casos em que a 
função cardíaca avaliada pelo Ecocardiograma transtorácico, está abaixo de 40%. 
O diagnóstico das cardiopatias graves é feito pelo cardiologista por meio da 
avaliação da história clínica do paciente, além de exames, como eletrocardiograma e 
ecocardiograma em repouso e em movimento, teste ergométrico, raio-X de tórax e 
angiografia, por exemplo. 
Como é feito o tratamento 
O tratamento para as cardiopatias graves dependem da causa e é determinado 
pelo cardiologista, podendo ser feito por meio de: 
 Uso de medicamentos, na maioria das vezes venosos; 
 Colocação de balão intra-aórtico; 
 Cirurgia para correção da alteração cardíaca. 
Nos casos mais graves, pode ser recomendada a realização de transplante de 
coração, que é mais indicado no caso das pessoas portadoras de cardiopatias graves 
terminais, em que, devido à perda da função cardíaca, a expectativa de vida da pessoa 
fica comprometida. Saiba como é feito o transplante de coração e como é a 
recuperação. 
Figura 8 
https://www.tuasaude.com/transplante-de-coracao/
https://www.tuasaude.com/transplante-de-coracao/
 
 
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FONTE: MPAMENTAL, 2020 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
BORBA, Valdir Ribeiro. Administração hospitalar: princípios básicos. 3 ed. São Paulo: 
CEDAS, 1991. 
 
CHIAVENATO, Idalberto. Teoria Geral da Administração: uma visão abrangente e 
moderna da administração das organizações. Ed. Compacta. 3ª ed. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2004. 
 
 FONSECA, A. D. et al.. A evolução da gestão hospitalar e suas intervenções no 
mercado atual. 2 ed., Vol. 1, 2015, p. 26-32. Disponível em: . Acesso em: 08 ago. 2017. 
 
GIL, Antônio Carlos. Gestão de Pessoas: enfoque nos papéis profissionais. São Paulo: 
Atlas, 2011. 
 
 LORENZETTI, R. et al. Gestão em saúde no brasil: diálogo com gestores públicos e 
privados. Florianópolis, 2014 Abr-Jun; 23(2): 417-25. Disponível em . Acesso em: 
08 ago. 2017. 
 
MELO, A. C. et al. O papel do administrador hospitalar no mundo contemporâneo. 
LABORO.in Faculdade Laboro, 2 ed., Vol. 1, 2015, p. 2-5. Disponível em: . 
Acesso em: : 08 ago. 2017. 
 
MINISTÉRIO DA SAÚDE- Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde do 
Brasil – CNES. Disponível em: . Acesso em: 08 ago. 2017. 
 
MINTZBERG, Henry. Managing: Desenvolvendo o Dia a Dia da Gestão. 1 ed. Porto 
Alegre: Bookman, 2010.

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