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CEETEPS – CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO 
TECNOLÓGICA “PAULA SOUZA” 
ETEC DE CARAGUATATUBA 
HABILITAÇÃO: ETIM EM MEIO AMBIENTE 
 
 
 
MATHEUS BUENO BEDENDO ¹ 
MATHEUS HENRIQUE FERNANDES ¹ 
MIKE GONÇALVES DE ARRUDA ¹ 
SAMARA DE PAULA AMORIM DOS SANTOS¹ 
 
 
 
 
A EROSÃO COSTEIRA. 
ESTUDO DE CASO DA PRAIA DO MASSAGUAÇU 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Caraguatatuba – SP 
2022 
 
 
 
MATHEUS BUENO BEDENDO ¹ 
MATHEUS HENRIQUE FERNANDES ¹ 
MIKE GONÇALVES DE ARRUDA ¹ 
SAMARA DE PAULA AMORIM DOS SANTOS¹ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EROSÃO COSTEIRA. 
ESTUDO DE CASO NA PRAIA DO MASSAGUAÇU 
 
 
 
 
Trabalho de conclusão de curso, 
apresentado a ETEC de Caraguatatuba, unidade 
do Centro Paula Souza, como exigência para 
avaliação final de habilidades técnicas dentro 
do curso de Meio Ambiente integrado ao 
Ensino Médio. 
 
 
Orientador (a): Prof. Dr. Marcello 
Alves Costa 
 
 
 
 
 
Caraguatatuba – SP 
 
 
RESUMO 
 
As zonas costeiras são áreas de transição entre o continente e o mar, estima-se que 20% das 
linhas costeiras do mundo são arenosas e cerca de 70% destas sofrem com a erosão. O presente 
estudo teve como objetivo compreender a situação atual, as causas e consequências da erosão 
costeira, apresentando informações para melhor compreensão de estudo do caso da praia do 
Massaguaçu, por meio de pesquisas em artigos científicos sobre o tema. Essa costa litorânea 
fica localizada na cidade de Caraguatatuba, litoral norte do estado de São Paulo. A erosão 
costeira é um fenômeno natural que ocorre em diversas praias ao redor do globo e, em casos 
mais graves, pode causar um enorme recuo da linha de costa e danificar construções litorâneas, 
prejudicando aspectos socioeconômicos do município. A praia estudada neste trabalho tem 
sofrido bastante com o agrave desse evento. Os resultados mostraram que o clima e outros 
elementos naturais, agravados pela ação maléfica do ser humano no meio ambiente, são os 
principais responsáveis pelos processos erosivos. A erosão costeira já vem sendo estudada no 
mundo todo a muitos anos, porém em âmbito global não é possível deduzir uma causa 
apropriada para esse processo, pois os fatores regionais e locais atuam com diferentes 
intensidades. Portanto, é perceptível que a praia do Massaguaçu é um caso em especial, que 
tem sido objeto de estudo por diversos cientistas Brasil a fora, por conta de seu intenso processo 
erosivo e clima superúmido. 
 
PALAVRAS-CHAVE: 
Erosão Costeira, Litoral Norte, Clima, Orla, Praia Massaguaçu. 
 
ABSTRACT 
 
The Coastal zones are transitional areas between the continent and the sea; it is estimated that 
20% of the world's coastlines are sandy and about 70% of them suffer from erosion. The present 
study aimed at understanding the current situation, the causes and consequences of coastal 
erosion, presenting information for a better understanding of the case study of Massaguaçu 
beach, through research in scientific articles on the subject. This coastline is located in the city 
of Caraguatatuba, north coast of the state of São Paulo. Coastal erosion is a natural phenomenon 
that occurs in several beaches around the globe and, in severe cases, can cause a huge retreat of 
the coastline and damage coastal constructions, damaging socioeconomic aspects of the 
municipality. The beach studied in this paper has suffered greatly from the aggravation of this 
event. The results showed that the climate and other natural elements, aggravated by the harmful 
action of human beings on the environment, are the main responsible for the erosive processes. 
Coastal erosion has been studied worldwide for many years, but on a global scale it is not 
possible to deduce an appropriate cause for this process, because regional and local factors act 
with different intensities. Therefore, it is noticeable that the Massaguaçu beach is a special case, 
which has been the object of study by several scientists all over Brazil, because of its intense 
erosive process and super humid climate. 
 
KEYWORDS: 
Coastal Erosion, North Coast, Climate, Waterfront, Massaguaçu Beach. 
 
INTRODUÇÃO 
O Brasil possui 10.959 km de costa litorânea, consideradas zonas costeiras, segundo 
o IBGE (2022), sendo que 60% delas sofrem processos erosivos. Considerando que a maior 
parte da ocupação espacial se dá nas áreas litorâneas e que o aumento dos processos erosivos 
se dá pelas ações naturais e intensificados pelas ações humanas. Essas áreas se tornam de 
extrema importância para a realização de estudos, estes voltados para a compreensão da 
dinâmica física e estrutural destas áreas, fundamentando a complexa relação: Homem e 
ocupação Costeira. 
As zonas costeiras são áreas de transição entre o domínio continental e marinho, nessas 
regiões, ocorre o processo de erosão costeira que é a remoção e o transporte de material que 
estiver na encosta por meio da ação da maré. Neste caso, sendo estas áreas ocupadas por 
diversas atividades e o aumento do processo erosivo, elas tornar-se-ão áreas mais vulneráveis. 
Tem-se então a necessidade de compreensão deste fenômeno espacial relativo ao meio físico 
estudado. 
Esse evento ocorre quando o balanço sedimentar (o ganho e a perda de sedimentos) das 
praias arenosas é negativo, ou seja, a praia perde mais sedimentos do que recebe, o que causa o 
recuo da linha de costa. O recuo das linhas de encostas faz com que as áreas destinadas à 
ocupação tenham seu valor espacial reduzidos consideravelmente. No entanto, o agravamento 
e a piora da situação são inevitáveis, pois segundo os modelos climáticos e estatísticos 
desenvolvidos, os estudos comprovam que a zona em questão, o hemisfério sul tornar-se-á 
muito afetada por estes acontecimentos nos próximos anos classificando-os como: Extremos. 
O Hemisfério Sul vem sofrendo cada vez mais as consequências das mudanças climáticas, 
acarretando uma série de problemas socioambientais como erosão costeira e inundação. Por 
conta de o Brasil ter a maior parte do seu território entre a linha do Equador e o trópico de 
capricórnio (que recebe uma quantidade maior de raios solares), ter um tamanho continental, 
ter uma extensa área litorânea e estar localizado no Hemisfério Sul, ele é muito mais propício 
a sofrer com as alterações climáticas. 
Neste sentido, o presente trabalho visa avaliar e analisar o processo erosivo que ocorre na 
região costeira da praia do Massaguaçu, no município de Caraguatatuba (litoral norte de São 
Paulo, Brasil). 
 
 
 
 
1. OBJETIVOS 
1.2 Geral 
O objetivo deste trabalho é estudar as ocorrências de erosão costeira na praia do 
Massaguaçu, em Caraguatatuba. Apresentando informações científicas sobre a região em que a 
praia se encontra e instruindo à melhor compreensão dos elementos usados na análise, visando 
melhor entendimento sobre a causa e impactos que a erosão gera na zona costeira da praia do 
Massaguaçu. 
 
1.1 Específicos 
 Avaliar a área de estudo; 
 Historiografia e contextualização; 
 Estudar as causas e impactos da erosão costeira; 
 Estudar as causas e impactos da erosão costeira na praia do Massaguaçu; 
 Apresentar soluções ou ações que contribuam para a diminuição dos impactos erosivos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. MATERIAIS E MÉTODOS 
O presente trabalho foi construído com fundamentação teórica como base, em análises 
multitemporais, coleta de dados em artigos científicos, documentos geográficos e leis que visam 
a regulamentação dos locais de risco. A área do Massaguaçu foi escolhida para análise por 
historicamente apresentar diversos casos de erosão costeira, sendo um problema que ocorre até 
os dias de hoje que se agrava cada vez mais. 
O programa Google Earth (2022) foi utilizado como um software para levantamentos de 
dados geográficos da região. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.1Método (Fluxograma de descrição das atividades) 
O fluxograma abaixo representa o conjunto de atividades sequenciais elaboradas para 
análise e desenvolvimento do presente trabalho científico. Figura 1. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 1 - Fluxograma de Atividades 
 
2.3 Descrição das atividades presentes na elaboração do trabalho e contidas no 
fluxograma de atividades. 
 
2.1.1 Escolha do Tema: Discussão entre os integrantes do grupo sobre possíveis temas 
para o TCC, envolvendo aspectos socioeconômicos e socioambientais dentro da cidade. 
2.1.2 Objetivos Específicos: Resultados concretos que o TCC pretende alcançar. 
2.1.2.1 Avaliar a Região Costeira da Área de Estudo: Descrição geográfica da região da 
área de estudo. 
2.1.2.2 Histórico de Ocupação Territorial: Análise temporal da ocupação urbana no 
território na Praia do Massaguaçu 
2.1.2.3 Estudar as Causas da Erosão Costeira: Estudo dos motivos da ocorrência da 
erosão costeira na Praia do Massaguaçu. 
2.1.2.4 Erosão costeira na praia do Massaguaçu: Análise da erosão costeira 
especificamente na praia do Massaguaçu, relatando as causas, consequências e opções 
de remediação do fenômeno. 
2.1.3 Materiais e Métodos: Materiais e métodos que foram utilizados para a confecção 
do TCC. 
2.1.3.1 Materiais: Localização e Caracterização da Área de Estudo: Apresentação da 
localidade e as características da posição e descrição geográfica da área de estudo. 
2.1.3.2 Método (Fluxograma de descrição das atividades): Exposição do fluxograma 
descrevendo as atividades realizadas durante o processo de formação do TCC. 
2.1.4 Resultados Obtidos: 
2.1.5 Considerações Finais: Exibição das conclusões após o fim do processo de 
criação do TCC. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.2 Materiais: Localização e caracterização da área de estudo 
 
A área de estudo escolhida se situa na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São 
Paulo, na praia do Massaguaçu (Figura 2), que possui uma faixa de areia grossa e ondas fortes, 
localizada nas coordenadas: -45°21‟28”/-23°34‟13” e 45°17‟35”/-23°37‟22”, (Datum SAD-
69). 
 
Fonte: Google Earth (2022) 
Fig. 2. Mapa de localização da área de estudo. 
 
 
 
 
 
 
O Brasil possui 10.959 km de costa litorânea, consideradas zonas costeiras, segundo o 
IBGE (2022), e aproximadamente 43 milhões de habitantes, cerca de 26% da população do 
País, residem na Zona Costeira e 16 das 28 regiões metropolitanas brasileiras encontram-se no 
litoral. Na zona costeira brasileira vive uma enorme biodiversidade, como recifes e corais, 
praias, manguezais e marismas, campos de dunas e falésias, baías, estuários, planícies, 
intermarés etc. Muitos deles extremamente frágeis tendo uma evidente degradação, visto que, 
há cada vez mais um processo de migração das populações para as cidades litorâneas. 
A área estudada fica localizada ao norte da Baía de Caraguatatuba e da Ilha e do Canal de 
São Sebastião, no estado de São Paulo, o arco praial da Massaguaçu está situado em uma 
pequena planície costeira. É uma praia de tombo, e por isso requer devidos cuidados às 
correntes marinhas que passam muito perto da orla. Como é praia de enseada, ela tem como 
características possuir uma face arenosa com certa curvatura entre os promontórios rochosos 
existentes em suas extremidades. 
 
3. EROSÃO COSTEIRA 
A erosão costeira ocorre quando o balanço sedimentar fica negativo, isto é, a zona de praia 
perde mais sedimentos do que ganha, gerando, como consequência, o recuo da linha de costa. 
(Figura 3). Os sedimentos são dispersos por meio de elementos como: o clima superúmido, 
ação do vento, a elevação do nível do mar e as condições de ondas e marés. Porém, na maioria 
das vezes, a erosão é agravada pela participação humana (retirada da areia para fins antrópicos, 
derretimento acelerado das geleiras, entre outros). No entanto, em alguns casos, essa 
participação pode não apenas exacerbar o processo erosivo, como também iniciá-lo, através da 
alta taxa de ocupação costeira e/ou a retirada da areia e da vegetação costeira nativa (jundú). 
 
 
Fig. 3. Diagrama de troca e perda de sedimentos na zona costeira. 
(Fonte: KOMAR, 1983.) 
Fig. 4. Esquema de divisões de uma praia arenosa. 
 
 
 
 
 
4. EROSÃO COSTEIRA NA PRAIA DO MASSAGUAÇU 
O território brasileiro é seguido em tendência mundial estando entre os maiores em questão 
de população e território, com uma área de 8.515.767 km2 e uma população estimada de 
213.317.639 (IBGE, 2021). Tendo em consideração que o Brasil apresenta 26,6% da população 
vivendo na zona costeira (IBGE, 2022), é de extrema importância a preservação da mesma por 
questões socioeconômicas, tendo em vista que 70% do PIB nacional vem de atividades 
litorâneas. A ocorrência da erosão costeira vem causando problemas para a realização de dessas 
diversas atividades, um exemplo prático em que isso ocorre é a praia do Massaguaçu. 
Ao longo do tempo a ocupação antrópica no Massaguaçu vem aumentando 
consideravelmente, principalmente em torno do arco praial, pode-se observar esse fenômeno 
pela necessidade da construção da Rodovia SP-55, próximo à orla. Influenciado por atividades 
turísticas, a rodovia foi construída perto da praia visando ter uma melhor visão do mar e da 
beleza litorânea, contudo, por conta da intensa ação da maré na praia do Massaguaçu, a pista 
acabou por sofrer com a erosão costeira. 
A praia do Massaguaçu que fica localizada no litoral norte de São Paulo, é um dos 
principais lugares que sofrem com o problema da erosão. Durante o período entre 1962-1977, 
essa praia sofreu grandes alterações, tendo cerca de (-)13% da área de linha costeira reduzida 
(SOUZA, 2009), já em 2001 essa redução chegou a 30%, tendo em média, 23 m de recuo por 
ano analisando as últimas 4 décadas (Figura 5). 
Muito da erosão na parte central da praia do Massaguaçu é agravada devido a ocupação 
humana inadequada, contudo, apesar de apresentar participação no agravamento da erosão 
costeira, concluiu-se que ela pode não ser a causa direta do atual processo erosivo na área, uma 
vez que houve predominância de taxas de vulnerabilidade baixa, mesmo em anos em que a 
ocupação esteve crescente. Portanto, para chegarmos ao principal motivo para o processo 
erosivo na praia do Massaguaçu ser tão intenso e preocupante analisamos à vulnerabilidade do 
solo e o clima da região com base em estudos e pesquisas científicas. 
Logo, tendo em consideração seu aspecto climático, sabemos que o momento de maior 
vulnerabilidade do solo da praia Massaguaçu é durante os períodos de estiagem, no mês de 
abril, quando há um intervalo prolongado de baixa pluviosidade, ou sua total ausência, no qual 
a perda de umidade do solo é superior à sua reposição. 
“A região é um sistema exposto a ondas, voltado para sul-
sudeste (S/SE), constituída de sedimentos grossos a finos. Onde a 
influência das ondas provenientes de sul (S) e sul-sudeste (SSE) dentro 
da enseada é pequena, devido à difração gerada pela ilha de São 
 
Sebastião, localizada ao sul desta enseada. Porém, as ondas de sudeste 
(SE) e este (E) incidem diretamente nos setores ao sul e no centro deste 
arco praial. ” (SOUZA, 1990). 
Tendo em consideração que as fortes ondas que atingem diretamente a Praia, nos setores sul e 
centro oeste, sabemos que, ao longo de quatro décadas esse é o principal motivo que vem 
tornando o processo erosivo mais intenso nesta área do que em outras praias da cidade de 
Caraguatatuba. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: LUNA, G. da C.; DE G SOUZA, Celia Regina. 2010 
Fig. 5. Variação da linha de costa (polígono praial) na Praia de Massaguaçu para os anos de 
1962, 1977 e 2001. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 6. Consequência do processo erosivo, na praia do Massaguaçu. 
 
 
 
 
 
5. ESTRUTURAS COSTEIRASDe acordo com o estudo de Vulnerabilidade (RIBEIRO, et al. 2013), o solo da região do 
Massaguaçu nos setores que apresentaram alta taxa de ocupação foi considerado como de alta 
vulnerabilidade, para taxa média de ocupação foi considerado de média vulnerabilidade e para 
baixa taxa de ocupação, baixa vulnerabilidade. Para controlar a erosão nessas regiões 
vulneráveis existem construções de engenharia costeira que ampliam o volume de sedimentos 
da praia e protegem a infraestrutura urbana perto da costa. (SOUZA, et al. p.7 2011). 
Em 2012 foi realizada a correção da erosão provocada pelo mar, e colocado o chamado 
enrocamento de pedra como mostrado na figura 7 – estruturas construídas para recuperação de 
áreas degradadas, constituídas de pedras de mão arrumada, matacões ou por pedras jogadas, 
sem emprego de aglomerante, que podem ser utilizados na construção de contenções, diques e 
dissipadores de energia, recuperação de erosões e proteção de taludes e de obras de arte 
especiais - para evitar o avanço do mar e consequentemente o possível desabamento do 
acostamento da rodovia, e uma passarela para passagem dos banhistas. (BARBOSA, et. al 
2014, p. 16) 
Porém mesmo após as obras feitas em 2012 a orla do Massaguaçu não parou de sofrer com 
o clima e as fortes ondas, e em 2021 novamente em abril teve um forte caso de erosão na parte 
do acostamento e calçada da pista. Trazendo um sinal de alerta para a prefeitura, rapidamente 
foi cobrado ao Governo do estado de São Paulo e à DER (Departamento de Estradas de 
Rodagem) medidas para retificar a praia. Isto acarretou obras na orla para corrigir a erosão, com 
um valor estimulado de R$ 9 milhões. 
“A Prefeitura de Caraguatatuba tem um projeto que prevê o recuo das pistas em 
direção ao continente, formando um S, para evitar a interferência do mar. ‘É uma 
obra que tem como meta resolver esse problema permanentemente’, explicou o 
coordenador municipal da Defesa Civil, capitão Campos Junior. ” (SÃO PAULO, 
Prefeitura Municipal de Caraguatatuba. Secretaria de mobilidade urbana e proteção 
ao cidadão. Massaguaçu: Obras contra erosão na orla e pista são iniciadas pelo 
DER. Caraguatatuba, 2021.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 7 – Enrocamento de pedras localizado na parte central da praia do Massaguaçu. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. RESULTADOS OBTIDOS 
Diante do estudo da região da praia do Massaguaçu, foi mostrado que, ao decorrer do 
tempo, houve o recuo da linha costeira, resultando no avanço do processo erosivo. Como 
estudado ao longo da pesquisa, observa-se que nesta área a erosão é causada pelas fortes ondas 
nos setores sul e centro oeste, em locais que o solo tem maior vulnerabilidade. Visto que, a 
erosão é agravada cada vez mais pelas ações humanas, como a retirada de areia para fins 
antrópicos e a falta da vegetação costeira (jundu), diversas construções como rodovias e piers 
vêm sendo prejudicadas. 
Ademais, foi examinado o histórico da erosão costeira e registrado fotos na praia central 
do Massaguaçu, com o intuito de comparar a situação atual com as décadas anteriores. Sabendo 
que durante o período de 1962 até 2001 a linha da costa recuou 13%, percebe-se que o 
agravamento da erosão tem se tornado mais preocupante. 
Analisamos o processo erosivo intenso na praia do Massaguaçu, este é devido a 
vulnerabilidade do solo e o clima da região. Assim, observando os aspectos climáticos, vemos 
que o período de maior vulnerabilidade do solo de Massaguaçu é entre os períodos de estiagem, 
no mês de abril, quando ocorre um intervalo prolongado de baixa pluviosidade, ou sua total 
ausência, quando a perda de umidade do solo é maior que sua reposição. 
 
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A situação atual do problema de erosão costeira na praia do Massaguaçu, como visto 
deve-se as altas taxas de vulnerabilidade, potencializada pela ocupação antrópica, e dos regimes 
de ondas. Medidas mitigadoras estão sendo tomadas a cada ocorrência da erosão costeira, 
todavia são colocadas em prática ações apenas para resolver o problema a curto prazo, por este 
motivo a orla do Massaguaçu sofre com este problema a quatro décadas. Uma solução mais 
duradoura seria o recuo da rodovia formando um S, já em planejamento pela prefeitura local e 
a criação de zonas de proteção (setback distance) entre a praia e os equipamentos urbanos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Acesso em: 18/10/2022

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