Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Modelagem paramétrica na arquitetura
Olá, estudante! Seja bem-vindo(a) à unidade de estudo Modelagem paramétrica na arquitetura.
Nesta unidade, vamos entender o que é a arquitetura paramétrica e sua importância nos projetos arquitetônicos atuais. De maneira geral, a arquitetura paramétrica é um processo de modelagem que leva em conta não somente as informações sobre a estrutura que está sendo projetada, mas também parâmetros do ambiente em que esta estrutura está inserida. 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
Para iniciar a nossa jornada de conhecimento, reflita antes sobre os questionamentos abaixo sobre arquitetura paramétrica. O que está no questionamento vai ao encontro sobre o que você conhece de arquitetura paramétrica?
Você acha que arquitetura paramétrica é somente fazer uns projetos diferentes com curvas e outras formas geometricamente complexas? É só isso? Ou tem mais do que isso aí?
Leia esta notícia sobre o que é arquitetura paramétrica:
https://www.archdaily.com.br/br/971014/o-que-e-arquitetura-parametrica
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
E agora após ler a notícia sobre arquitetura paramétrica, suas ideias sobre o tema persitem ou mudaram?
É importante ressaltar que, enquanto modo de projetação, a arquitetura paramétrica possibilitou inserir parâmetros que dão formas a construções complexas. 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
Entretanto, a arquitetura paramétrica está relacionada ao uso de sotwares específicos, com a inserção nesses programas de informações sobre o ambiente que a estrutura está inserida.
Essas informações podem ser sobre verificação dos esforços na estruturas, condições geológicas, condições de luminosidade etc. A ideia é que esses parâmetros ajudem a formar um produto final mais refinado. É como se fossem ingredientes de uma receita. 
Modelagem Paramétrica
A modelagem paramétrica é calculada pelo computador. Sem o auxílio dos computadores e a evolução dos softwares e linguagens de programação.
Sem ela, não seria possível que arquitetos projetassem edifícios com formas geométricas complexas.
Assim, na modelagem paramétrica, também chamada de arquitetura paramétrica, o arquiteto fornece ao software de trabalho informações como: tipo de solo, ventos predominantes, carta solar etc.
Esses softwares são munidos com algoritmos com a tarefa específica de utilizar essas informações que serão a base do desenho final, feito a partir desses parâmetros. A partir daí, o software específico para modelagem paramétrica calcula as possibilidades de construção e apresenta opções de traços, volumes e planos.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
Vale ressaltar que todo esse processo é diferente do tradicional esquema de planta, corte e fachada, já que softwares analisam as variáveis, a partir de um módulo construtivo, que levam em consideração as informações selecionadas. 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
A arquitetura paramétrica ganhou força em meados dos anos 2000, quando escolas e professores de arquitetura viram as nuances e possibilidades dessa forma de projetar auxiliada por computador e que fariam a arquitetura dar um novo passo no projeto de formas antes inimagináveis de serem feitas à mão, papel e caneta. 
Porém, essa história começou lá em meados do século passado.
A primeira geração de programas de desenho para computador remonta à década de 1950 (SCHILLING; SHIH, 2015). Aqueles primeiros programas podiam ser comparados a equivalentes digitais de pranchetas de desenho. O desenvolvimento da computação pessoal e a diminuição do custo de armazenamento e processamento foram fundamentais para a evolução do desenho assistido por computador, em inglês, computer aided design (CAD), favorecendo a criação de verdadeiros modelos digitais. A modelagem paramétrica e a indústria da construção se beneficiariam dessa evolução.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
Em um software de modelagem paramétrica, dimensões e outras características do objeto são definidas por variáveis, também chamadas de parâmetros. Suponhamos que você deseja modelar uma caixa. A largura, a profundidade e a altura dessa caixa são parâmetros, assim como sua origem, isto é, o ponto de referência para a criação do objeto. 
Trazendo este exemplo para a área da arquitetura, a altura de uma parede é considerada um parâmetro. Assim, podemos alterar esse valor diretamente em programas de modelagem específicos para a arquitetura, e a altura do objeto parede será ajustada para a nova dimensão. 
Inclusive, ao abordar o assunto da arquitetura paramétrica, a primeira imagem que vem à mente é esta: modelos curvilíneos, arcos pontiagudos e formas geométricas complexas.
Nesse sentido, como método de projeto, o uso de parâmetros no processo construtivo criou formas marcantes na conexão entre tecnologia digital e construção civil.
Apesar de haver discussões sobre o termo no meio acadêmico, na prática, uma das formas de definir a arquitetura paramétrica é como uma maneira de elaborar um projeto arquitetônico a partir de parâmetros pré-definidos, utilizando tecnologia computacional e algoritmos para gerar novas formas. 
De forma resumida, este processo se inicia quando o arquiteto, através de softwares específicos, fornece ao computador diferentes parâmetros (dados) que podem ser posição solar, condição geológica do solo, comportamento dos materiais, entorno etc., mudando condicionantes simples, como a quantidade de material disponível até as mais complexas, como uma equação para a verificação dos esforços na estrutura.
Portanto, esses parâmetros descrevem, codificam e quantificam as opções e restrições existentes dentro de um sistema, servindo de base para a criação da forma final. É como se o arquiteto fornecesse os ingredientes da receita, e o computador se encarregasse de apresentar as possibilidades de produto final.
Modelagem paramétrica baseada em objetos
Desde a década de 1960, a modelagem da geometria 3D tem sido uma importante área de pesquisa. O desenvolvimento de novas representações 3D teve muitos usos em potencial, como o cinema, o projeto de arquitetura e engenharia e os jogos eletrônicos (games). A habilidade de representar composições de formas poliédricas para visualização foi desenvolvida pela primeira vez no final dos anos 1960 e, mais tarde, conduziu ao primeiro filme a utilizar computação gráfica, Tron (em 1987). Essas formas poliédricas iniciais podiam ser compostas em uma imagem com um conjunto limitado de formas parametrizadas e escaláveis, mas projetar exige a capacidade de editar e modificar formas complexas de maneira fácil. Em 1973, deu-se um grande passo em direção a esse objetivo. A capacidade de criar e editar formatos 3D sólidos arbitrários que definem volumes foi desenvolvida separadamente por três grupos: Ian Braid, na Universidade de Cambridge; Bruce Baumgart, em Stanford; e Ari Requicha e Herb Voelcker, na Universidade de Rochester (EASTMAN, 1999). Conhecidos por modelagem de sólidos, esses esforços produziram a primeira geração de ferramentas práticas de projeto com modelagem 3D.
Duas formas de modelagem de sólidos foram inicialmente desenvolvidas e competiam entre si por predomínio: a abordagem de representação por fronteira (B-rep, boundary representation) e a abordagem da Geometria Sólida Construtiva (CSG, Constructive Solid Geometry). A abordagem de representação por fronteira mostrava as formas como conjuntos fechados e orientados de superfícies delimitadas. Uma forma era um conjunto dessas superfícies delimitadas que atendia a um conjunto definido de critérios para o fechamento de um volume em termos de sua conectividade, orientação e continuidade de superfícies, entre outros requisitos (REQUICHA, 1980). Funções computacionais foram desenvolvidas para permitir a criação dessas formas com dimensões variáveis, incluindo paralelepípedos, cones, esferas e pirâmides parametrizadas, entre outras.
Mais tarde, no desenvolvimento da modelagem 3D, os parâmetros que definem formas passaram a ser reavaliados automaticamente, e as formas, reconstruídas, primeiro sob demanda e controle do usuário. Então o software passou a marcar automaticamente o que havia sido modificado, de modoque somente as partes alteradas fossem reconstruídas. Como uma mudança podia ser propagada a outros objetos, o desenvolvimento de sistemas com interações complexas levou à necessidade do desenvolvimento de uma capacidade de “resolução de problemas” que pudesse analisar as modificações e escolher a ordem mais eficiente para atualizá-las. A habilidade de dar suporte a essas atualizações automáticas foi mais um avanço da modelagem paramétrica e do BIM.
Em geral, a estrutura interna de uma instância de um objeto, como definida dentro de um sistema de modelagem paramétrica, é um grafo orientado, onde os nós são classes de objetos com parâmetros ou operações que constroem ou modificam uma instância de objeto; links no grafo indicam relações entre os nós. Alguns sistemas oferecem a opção de deixar o grafo paramétrico visível para a edição. Os modernos sistemas de modelagem de objetos paramétricos marcam internamente onde as edições foram feitas e somente regeneram as partes afetadas do grafo do modelo, minimizando a sequência de atualização e maximizando a velocidade.
A gama de regras que podem ser embutidas em um grafo paramétrico determina a generalidade do sistema. Famílias de objetos paramétricos são definidas usando-se parâmetros e as relações entre esses. Como as relações condicionam o comportamento de projeto de um modelo paramétrico, a modelagem paramétrica também é conhecida como modelagem por restrições. Três métodos costumam ser utilizados para definir as relações paramétricas: as relações geométricas (p. ex., distâncias e ângulos), as relações descritivas (como coincidente, paralelo, vertical) e as relações equacionais (p. ex., parâmetro* 2). As ferramentas atuais também permitem condições adicionais do tipo “se–então”. A definição de uma classe de objetos é uma tarefa complexa, que requer conhecimento embutido sobre como eles devem comportar-se em diferentes contextos. Condições “se–então” podem substituir um detalhe de projeto por outro, com base no resultado do teste ou de alguma condição. Elas são usadas em detalhamento estrutural, por exemplo, para selecionar o tipo desejado de conexão, dependendo das cargas e dos elementos que estão sendo conectados.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
Em suma, há um conjunto importante, mas variado, de capacidades paramétricas, algumas das quais não são suportadas por todas as ferramentas de projeto arquitetônico. Isso inclui:
A modelagem de objetos paramétricos fornece uma maneira poderosa para criar e editar geometria. Sem ela, a geração e o projeto de modelos seriam extremamente incômodos e sujeitos a erros, como constatou com desapontamento a comunidade da engenharia mecânica depois do desenvolvimento inicial da modelagem de sólidos. Projetar uma construção que contém 100 mil ou mais objetos pode ser impraticável sem um sistema que permita uma efetiva edição de projetos automática de baixo nível.
Níveis de modelagem paramétrica
Há muitas diferenças nos detalhes entre as ferramentas de modelagem paramétrica de domínio específico para o Building information Modeling – BIM (que vamos conhecer em unidades posteriores) e aquelas usadas em outras indústrias. Também há diversos tipos diferentes de aplicativos BIM de projeto, com distintas classes de objetos para tratar os vários sistemas prediais.
Edifícios são compostos por um número muito alto de partes relativamente simples. Cada sistema predial tem regras e relações de construção típicas, que são mais previsíveis do que aquelas para objetos manufaturados em geral. No entanto, a quantidade de informações até mesmo em um prédio de tamanho médio, com detalhes no nível da construção, pode trazer problemas de desempenho, inclusive nas mais avançadas estações de trabalho. Outra diferença é que existe um amplo conjunto de códigos e práticas padrão na construção que podem ser prontamente adaptados e embutidos para definir comportamento de design.
Além disso, os aplicativos BIM de projeto exigem capacidades de produção de desenho que usam convenções arquitetônicas, contrastando com aquelas dos sistemas mecânicos, que, muitas vezes, não suportam o desenho, ou usam convenções de desenho ortográfico mais simples. Essas diferenças fazem com que somente algumas ferramentas de modelagem paramétrica de propósito geral tenham sido adaptadas e usadas para Modelagem da Informação da Construção.
Várias tecnologias diferentes são combinadas para fornecer um sistema de modelagem paramétrica.
1. No nível mais básico, está a definição de formas complexas ou montagens definidas por uns poucos parâmetros. Isso é frequentemente chamado de modelagem paramétrica de sólidos. A edição consiste em fazer modificações nos parâmetros e gerar novamente a peça ou o leiaute de modo automático ou quando solicitado pelo usuário. A sequência de atualizações é especificada em uma estrutura em árvore, que costuma ser chamada de árvore de detalhes. A maioria dos modeladores paramétricos para arquitetura oculta a árvore de detalhes para minimizar a complexidade do sistema, mas a maior parte dos modeladores paramétricos para mecânica ou de baixo nível permite aos usuários acessar e editar a árvore de detalhes.
2. Uma melhora incremental é a definição de modelagem paramétrica de montagem (assemblies), a qual permite aos usuários criar uma montagem de objetos paramétricos individuais, trazendo instâncias dos objetos paramétricos individuais e especificando as relações paramétricas entre eles. A modelagem paramétrica de montagem atualiza automaticamente quando qualquer parâmetro de forma é alterado.
3. Outra melhoria permite aos usuários embutir inteligência complexa em um modelo paramétrico ao agregar objetos paramétricos baseados em topologia ou regras baseadas em scripts. Por exemplo, se uma cobertura é composta de painéis em forma de quadriláteros de diferentes tamanhos, um objeto paramétrico de painel de cobertura baseado na topologia pode ser criado de modo que a forma de cada instância do objeto do painel de cobertura se ajuste automaticamente ao formato do padrão de um grid de cobertura. A maioria dos edifícios complexos da atualidade é projetada e construída com essas tecnologias. Ver Glymph et al (2004) para mais detalhes técnicos.
Softwares para modelagem paramétrica
Usamos o termo aplicativo de modo genérico para denotar software. Fazemos uso explícito de alguns termos (que há muito vêm sendo utilizados informalmente) para considerar os aplicativos BIM na seguinte hierarquia:
Ferramenta BIM
A ferramenta BIM é um recurso de envio, recebimento e processamento de informações BIM utilizado dentro de um processo BIM, em associação com as plataformas BIM. Observe que muitas dessas ferramentas podem não ser genericamente consideradas ferramentas BIM, a menos que sejam empregadas dentro do contexto de um processo BIM. Exemplos de ferramentas BIM incluem aplicativos como: as ferramentas para geração de especificações, as ferramentas de orçamentação, as ferramentas para cronogramas e as ferramentas de engenharia com base no Excel, que não incluem definições geométricas e são totalmente baseadas em texto.
O AutoCAD para a produção de desenhos ou outros aplicativos baseados em AutoCAD também podem ser considerados como ferramentas BIM, desde que sejam utilizados no contexto de um processo BIM. Alguns outros exemplos incluem ferramentas para a verificação da qualidade de um modelo, renderização, navegação, visualização, gerenciamento de facilidades (facility management), geração de projeto preliminar, gestão de projeto e vários tipos de análises de engenharia e simulação. Os aplicativos de terceiros também estão incluídos.
Plataforma BIM
A plataforma BIM é um gerador central de informações BIM, com funções para manter a integridade de um modelo, baseando-se na capacidade de modelagem baseada em objetos e paramétrica. Ela fornece um modelo de dados primário, que hospeda as informações oriundas de vários aplicativos BIM. Portanto, são necessárias fortes capacidades de interoperabilidade, e elas costumam incluir interfaces com múltiplas ferramentas, em níveis de integraçãovariados. Os aplicativos BIM paramétricos baseados em objetos mais conhecidos, como Revit, ArchiCAD, Tekla Structures, Vectorworks, Bentley AECOSim e Digital Project, inserem-se nessa categoria.
A maioria das plataformas inclui funcionalidades de ferramentas internamente, como a renderização, a produção de desenhos e a detecção de conflitos. Muitas plataformas oferecem diferentes conjuntos de interfaces, bibliotecas e funções para diferentes domínios e disciplinas. Os exemplos incluem Revit Structure, ArchiCAD MEP e diferentes Workbenches no Digital Project.
Ambiente BIM
O ambiente BIM é um conjunto de aplicativos BIM que são interfaceados a fim de suportar múltiplos fluxos de informações e processos em um projeto, organização ou setor da construção local. Os ambientes BIM incluem as várias ferramentas, plataformas, servidores, bibliotecas e processos de trabalho BIM dentro do projeto ou da organização. Veja exemplo da figura abaixo.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
 
Modificadores paramétricos
A atividade do profissional de modelagem de objetos 3D, também conhecido como “modelador”, exige, ao mesmo tempo, criatividade e conhecimento profundo das ferramentas a seu dispor. Neste contexto, os modificadores paramétricos são recursos disponíveis na maioria dos programas de modelagem 3D, e revelam-se muito úteis para criar e editar todo o tipo de objeto. A utilização desses modificadores não apenas agiliza o processo de modelagem como torna mais rápida e fácil eventuais correções posteriores.
Aqui, você conhecerá os principais modeladores paramétricos do software 3ds Max. Além disso, entenderá para que eles servem, como usar e como editar os seus respectivos parâmetros. Você ainda verá uma descrição dos modificadores, exemplos de uso e várias dicas.
Móveis e acessórios de decoração compõem a categoria de elementos de projeto que, por definição, se restringe à esfera do design de interiores (CHING; BINGGELI, 2019). Nesse contexto, os chamados modificadores paramétricos auxiliam no modelamento de tais elementos. De maneira geral, todos os programas de desenho assistido por computador utilizados em criação e projeto de interiores, tais como SketchUp, AutoCAD, Revit, 3ds Max e Promob, dentre outros, usam modificadores paramétricos para modelar objetos de formas complexas. O termo paramétrico remete à capacidade de configurar opções e alterações particulares em cada tipo de modificador, possibilitando uma vasta gama de efeitos e detalhes nos sólidos trabalhados. A Autodesk (2017), citando a utilização de modificadores paramétricos para esculpir e editar objetos, usa como exemplo a aplicação de um modificador como o Twist a um objeto de malha, fazendo com que a posição de cada vértice do objeto seja alterada no espaço de objeto para produzir o efeito de giro.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
Antes de entender cada modificador, é preciso identificá-los no software a ser usado. No software de modelagem 3ds Max, por exemplo, é possível identificar, pelo menos, duas formas de acessar a maioria dos modificadores abordados neste capítulo: pelo menu superior Modifiers (Figura 3a) ou pelo Command Panel na aba Modify (Figura 3b).
Nesse tipo de programa, os modificadores ficam em menus específicos, dependendo de cada software de desenho a ser utilizado. Aqui, serão demonstrados os modificadores paramétricos do software 3ds Max. De qualquer forma, muitos desses modificadores você também poderá encontrar em outros programas de modelagem, mas com nomes e aplicações, às vezes, diferentes dos apresentados aqui. Sendo assim, é importante conhecer as ferramentas específicas de cada aplicação. Detalharemos a seguir as respectivas funções de diversos modificadores paramétricos (AUTODESK, 2017).
Affect Region
Esta ferramenta puxa ou empurra a malha para uma determinada direção. Com este modificador, você pode selecionar um grupo de vértices e transformar toda uma região, como se colocasse uma bolha na superfície do objeto.
Bend
Permite curvar o objeto a partir de um ângulo e uma direção. Este modificador é um dos mais importantes na modelagem, permitindo fazer diversos tipos de curvaturas em objetos. É muito usado para modelar encanamentos, pistas, linhas curvas etc.
Lattice
Este modificador é usado para fazer grades, estruturas aramadas, gaiolas etc. Você pode usar este modificador em qualquer forma para fazer uma gaiola com grades.
Mirror
Com ele, você pode fazer espelhos de uma malha em qualquer um dos eixos. É muito utilizado para modelar personagens e qualquer objeto homogêneo. O modificador Mirror funciona como um espelho, que faz um clone da malha em qualquer direção.
Noise
Modifica a malha de um objeto, permitindo a simulação de papel amassado, água, tecido, terra, entre outros. Quando aplicado, este modificador faz com que os vértices do objeto se movimentem aleatoriamente a partir da definição de valores para X, Y e Z.
Preserve
É usado para preservar as formas originais do objeto depois de uma deformação, mantendo uma determinada parte sem alteração.
Relax
O papel principal deste modificador é suavizar o vetor entre os vértices do modelo. Toda vez que um objeto estiver com ângulos muito vivos, você pode usar esse modificador para suavizá-los.
Ripple
Este modificador aplica efeito de onda ou curvas concêntricas aos objetos, como quando arremessamos um objeto na água, criando diversas ondas a partir do ponto de impacto.
Shell
Aplica uma espessura na malha, criando espessuras a partir de linhas. Pode ser utilizado para fazer caixas, formas vazadas, dentre outras.
Skew
Este modificador aplica uma inclinação no objeto em uma determinada direção. Você pode controlar a direção e inclinação nos três eixos.
Stretch
Estica ou encolhe o objeto e estabelece uma amplitude de elasticidade em seu centro, deformando o objeto como se estivesse sendo puxado ou empurrado.
Spherify
Transforma o objeto em uma forma esférica, tendo seu controle ajustado em percentual.
Squeeze
Aplica um efeito de compressão ou esticamento no objeto. Ele estica as pontas de um objeto, deixando o seu topo arredondado, como se você estivesse puxando uma borracha.
Twist
Com este modificador, você pode torcer o objeto em torno de um eixo a partir de um ângulo específico.
Substitute
Este modificador substitui o objeto por um outro, possibilitando trocar objetos em seleções múltiplas.
Taper
Este modificador permite aplicar um alargamento ou afunilamento no objeto.
XForm
Este modificador costuma ser usado em conjunto com outros modificadores. O seu objetivo é preservar a forma original do objeto. Embora o modificador XForm não tenha parâmetro algum a ser modificado, com ele aplicado, você poderá alterar os valores de posição, escala e de rotação do objeto original.
Wave
É um modificador semelhante ao Ripple. O modificador Wave cria ondulações no comprimento de um objeto. Essas ondas podem ser definidas por duas amplitudes e por tamanho.
Chegamos, assim, ao final dos estudos dessa unidade. Veja a seguir o webstorie como os principais pontos abordados. 
A modelagem paramétrica trouxe maior riqueza de detalhes para os projetos de arquitetura, não somente levando em conta desenhos sem nenhum tipo de informação agregada. De acordo com os conceitos de modelagem paramétrica, marque a opção correta.
A modelagem paramétrica é uma técnica antiga da arquitetura, em que desenhos de papel contêm todos os parâmetros necessários para se construir edificações com formas geométricas complexas com total segurança. 
A modelagem paramétrica ainda é algo antigo na arquitetura. Surgiu em meados dos anos 1950, e utilizou softwares para o auxílio no projeto de construções complexas, que antes não eram possíveis com o auxílio de desenhos em papel.
A modelagem paramétrica ainda é algo recente na arquitetura. Surgiu em meados dos anos 2000 e utiliza softwares para o auxílio no projeto de construções complexas, que antes não eram possíveis com o auxílio de desenhos em papel.
A modelagem paramétrica leva em conta parâmetros sociais da região onde a construção está inserida, como informações financeiras de quemvai utilizar a construção etc.
Todas as informações acima sobre modelagem paramétrica estão corretas.
Verificar 
Resposta Correta:
Correta!
Sobre o conceito de objeto paramétrico na modelagem paramétrica, marque o que é correto afirmar.
A estrutura interna de uma instância de um objeto, como definida dentro de um sistema de modelagem paramétrica, é um grafo orientado, em que os nós são classes de objetos com parâmetros ou operações que constroem ou modificam uma instância de objeto.
Os objetos paramétricos são simples estruturas de uso comum dentro de uma residência, como, por exemplo, camas, mesas, sofás, sem levar em conta atributos desses objetos.
Não existe o conceito de modelagem de objetos paramétricos, e sim de estruturas paramétricas, e elas são feitas após a conclusão da modelagem paramétrica.
Os objetos paramétricos são como nós de um grafo orientado, em que cada nó não se relaciona com o outro para evitar interferências de parâmetros de cada objeto durante a geração do modelo final.
A estrutura interna de uma instância de um objeto, como definida dentro de um sistema de modelagem paramétrica, é um código fonte, em que as funções são classes de objetos com parâmetros ou operações que constroem ou modificam uma instância de objeto.
Assinale a alternativa que contém exemplos corretos de modificadores paramétricos.
Xform, Wave, Titanform e Bizon.
Twist, Squeeze, Stretch e Spherify.
Xform, Wave, Titanform e ShellScript.
Twist, Squeeze, Stretch e Python.
Bend, Lattice, Mirror e Rebase.
De acordo com os níveis de modelagem paramétrica e seus detalhes em cada etapa de projeto, analise as afirmações abaixo, e assinale as opções CORRETAS..
No nível mais básico, está a definição de formas complexas ou montagens definidas por uns poucos parâmetros. Isso é frequentemente chamado de modelagem paramétrica de sólidos.
A modelagem paramétrica de montagem atualiza automaticamente quando qualquer parâmetro de forma é alterado.
Outra melhoria permite aos usuários embutir inteligência complexa em um modelo paramétrico ao agregar objetos paramétricos baseados em topologia ou regras baseadas em scripts.
Por exemplo, se uma cobertura é composta de objetos de diferentes tamanhos, um objeto paramétrico de painel de cobertura baseado na topologia não pode ser criado de modo que a forma de cada instância do objeto do painel de cobertura não se ajusta automaticamente ao formato do padrão.
Não há nenhuma alternativa correta nesta questão.
Há um conjunto importante, mas variado, de capacidades paramétricas, algumas das quais não são suportadas por todas as ferramentas de projeto arquitetônico. Analise as afirmativas abaixo e marque as CORRETAS.
A generalidade de relações paramétricas, em uma situação ideal, suportam todas as capacidades algébricas e trigonométricas.
O suporte à criação de desvios condicionais e a redação de regras que possam associar diferentes detalhes a uma instância de objeto;
O uso de parâmetros internos ou locais para controlar a posição de objetos.
Não é possível a criação de links entre objetos e possibilidade de que esses links sejam feitos livremente, como uma parede, cuja base pode ser uma laje, uma rampa ou uma escada. Isso não é possível de ser modelado.
A modelagem paramétrica não é adequada para projetos arquitetônicos e já não é mais utilizada em países como Estados Unidos e Inglaterra.
Tópico 01
Plataformas de modelagem CAD e BIM e suas diferenças
Boas-vindas à unidade Plataformas de modelagem CAD e BIM e suas diferenças da Nanodegree Tecnologias e Softwares.
A arquitetura, engenharia e construção (AEC) evoluiu à medida que os softwares específicos para projetação evoluem. Entretanto, existe sempre uma necessidade cada vez maior, muitas vezes, por parte de clientes, que os projetos arquitetônicos contenham maior riqueza de detalhes sobre a construção, até mesmo contemplando formas que não seriam possíveis com as ferramentas Computer Aided Design (CAD) tradicionais. 
É justamente a partir da necessidade de projetos arquitetônicos mais complexos e, além disso, integrados com todas as informações de negócios dos clientes, que surgiu o Building Information Modelling (BIM), em português, Modelagem da Informação da Construção. O BIM leva em conta não somente o gerenciamento de arquivos de desenhos 3D do projeto para que o cliente possa ver "como vai ficar" o projeto real, mas requer mudanças profundas em todo o processo de projeto, envolvendo pessoas e diversas partes da empresa. O BIM não é um simples produto de prateleira.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
Após essa leitura, convido você para uma reflexão. 
Qual a diferença entre CAD e BIM?
Após pensar sobre o que falamos nos dois primeiros parágrafos, você acha que o BIM vai acabar com o CAD? Ou não? O CAD faz parte do BIM? Esses são questionamentos que vamos responder ao longo dessa unidade. Boa leitura e bons estudos!
Gerenciamento e coordenação de projetos do setor de AEC
Por que é necessária uma abordagem diferenciada para o gerenciamento e a coordenação de projetos do setor de AEC realizados em processo BIM?
Empreendimentos desenvolvidos por meio de processos BIM apresentam diferenças significativas em relação àqueles executados com uso dos softwares mais usados até hoje, seja algum tipo de CAD na concepção, sejam softwares de planejamento de obra ou para gestão de arquivos, sendo estes relativamente simples. Os fluxos de informações, as etapas e os seus respectivos produtos são diferentes no processo BIM, e exigem ferramentas diferenciadas, não apenas para a concepção, mas para todas as demais atividades necessárias para o desenvolvimento do projeto, em especial para as voltadas à comunicação.
Desse modo, o gerenciamento e a coordenação desses projetos exigem uma profunda alteração nos seus métodos e nas suas ferramentas, bem como novos conhecimentos sobre o processo BIM, seus produtos e os aplicativos mais usados para a gestão do empreendimento.
A pequena (ainda) difusão do BIM no Brasil tem ensejado diversos casos de insucesso na implantação de processos BIM nas organizações. Em grande parte, isso se deve ao desconhecimento dos gerentes e diretores de projetos das necessidades específicas desse novo processo de projeto. E isso leva a uma abordagem equivocada sobre como implantar o BIM, muitas vezes, acreditando que é um “produto de prateleira” ou apenas outro tipo de serviço a ser contratado, quando, na verdade, implantar o BIM e usufruir plenamente de seus benefícios exige uma profunda reestruturação da organização, seja uma construtora que se limita a coordenar os projetos, seja um escritório de projetos que é responsável pelo seu desenvolvimento.
Sendo uma reestruturação profunda, é natural que existam receios para a sua adoção. Mas a implantação não deve ocorrer como um tsunami, que revire a empresa dos pés à cabeça. Ao contrário, deve ser cuidadosamente planejada para que não cause prejuízos nem leve à perda de oportunidade de adoção de um novo processo muito mais produtivo do que o CAD. O BIM tem etapas, os denominados níveis de maturidade, e deve ser implantado de modo paulatino em uma organização.
Além disso, o BIM depende de tecnologia, recursos, procedimento e, fundamentalmente, de pessoas. Articular essas quatro dimensões em torno da visão de processo BIM é um desafio que passa, prioritariamente, pela capacitação da equipe e pela consolidação de seu conhecimento em boas práticas e procedimentos bem definidos.
CAD
O computer-aided design (CAD), em português, projeto assistido por computador, é o uso de ferramentas computacionais (softwares) para auxiliar nos processos de design. O software CAD é frequentemente usado por diferentes tipos de engenheiros, arquitetos e projetistas. O software CAD pode ser usado para criar desenhos bidimensionais (2D) ou modelos tridimensionais (3D).
O que é o CAD? 
O objetivo do CAD é otimizar e agilizar o fluxo de trabalho do projetista, aumentando a produtividade, melhorando a qualidade e o nível de detalhe no projeto, melhorando a comunicação da documentação e,muitas vezes, contribuindo para um banco de dados de projeto de fabricação. As saídas do software CAD vêm na forma de arquivos eletrônicos, que são usados ​​de acordo com os processos de desenvolvimento e fabricação.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
O CAD é frequentemente usado em conjunto com processos de fabricação digitalizados. Ccomputer-aided design/computer-aided manufacturing (CAD/CAM), em português, fabricação assistida por computador, é um software usado para projetar produtos como placas de circuito eletrônico em computadores e outros dispositivos.
Quem usa sistemas CAD?
O projeto assistido por computador é usado em uma ampla variedade de profissões. O software CAD é bastante utilizado em vários projetos de arquitetura, artes e engenharia. Os casos de uso de CAD são específicos para a indústria e para algumas funções de trabalho. As profissões que usam ferramentas CAD incluem, mas não estão limitadas a:
· arquitetos;
· engenheiros;
· urbanistas;
· designers Gráficos;
· projetistas de jogos; e
· projetistas industriais.
Benefícios do CAD aos esboços tradicionais
Em comparação com os esboços técnicos tradicionais e com o desenho manual, o uso de ferramentas de projeto CAD podem trazer benefícios significativos para engenheiros e arquitetos:
Exemplos de ferramentas/softwares CAD
Existem várias ferramentas CAD para auxiliar projetistas, arquitetos e engenheiros. Algumas ferramentas de CAD são adaptadas para atender a casos de uso e setores específicos, como design industrial ou arquitetura. Outras ferramentas de software CAD podem ser usadas para dar suporte a uma variedade de aplicações industriais e tipos de projetos. Algumas ferramentas CAD amplamente utilizadas são:
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· AutoCAD;
· CorelCAD;
· IronCAD;
· CADTalk;
· SolidWorks;
· LibreCAD;
· OpenSCAD; e
· Vectorworks.
O BIM é um processo de criação e de gerenciamento de informações sobre um projeto de construção ao longo de todo o seu ciclo de vida. Como parte desse processo, é desenvolvida uma descrição digital coordenada de todos os aspectos do ativo construído, usando um conjunto de tecnologias apropriadas. É provável que essa descrição digital inclua uma combinação de modelos 3D ricos em informações e dados estruturados associados, como informações de produto, de execução e de entrega.
Internacionalmente, o processo BIM e as estruturas de dados associadas são melhor definidas nas séries de padrões ISO 19650 e 12006.
No passado, plantas e desenhos eram usados ​​para expressar informações sobre um plano de construção específico. Essa abordagem 2D tornou difícil visualizar dimensões e requisitos da obra. Em seguida, veio o Computer Aided Design (CAD), que ajudou os construtores a ver os benefícios dos planos em um ambiente digital. Mais tarde, o CAD virou 3D, o que trouxe visuais mais realistas para os projetos. Agora, BIM é o padrão, mas é muito mais do que apenas um modelo 3D.
Objetos BIM
Os objetos BIM, os componentes que compõem um modelo BIM, são inteligentes, possuem geometria e armazenam dados (esse armazenamento de dados é a grande diferença do BIM para o CAD). Se algum elemento for alterado, o software BIM atualizará o modelo para refletir essa alteração, garantindo assim consistência e rastreabilidade de mudanças.
Assim, isso permite que o modelo permaneça consistente e coordenado durante todo o processo para que engenheiros estruturais, arquitetos, projetistas, gerentes de projeto e empreiteiros possam trabalhar em um ambiente mais colaborativo.
O "I" no BIM
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
O BIM, como um todo, refere-se ao processo de todas as partes envolvidas na construção e na gestão do ciclo de vida dos ativos construídos, trabalhando de forma colaborativa e compartilhando dados. No entanto, o verdadeiro poder do BIM mora no “I” (informação). Todas as informações coletadas – desde a concepção até a conclusão – não são apenas armazenadas, são acionáveis em quaisquer etapas do projeto.
As informações em um modelo BIM são compartilhadas por meio de um espaço online mutuamente acessível, conhecido como ambiente de dados comum (Common Data Enviroment – CDE), e os dados coletados são chamados de 'modelo de informação'. Estes podem ser utilizados em todas as fases da vida de um edifício, desde o início até a operação, e até mesmo em renovações.
Pode se dizer que o BIM também é uma grande base de dados sobre todas as informações de um projeto de construção.
Agora que abordamos o que é o BIM e como ele pode ser usado, vamos para os níveis de BIM.
Níveis de BIM
Diferentes níveis de BIM podem ser alcançados para vários tipos de projetos. Cada nível representa um conjunto diferente de critérios que demonstram um determinado nível de "maturidade". Os níveis BIM começam com 0 e vão para 4, 5 e até BIM nível 6. O objetivo desses níveis é avaliar a eficácia ou quanta informação está sendo compartilhada e gerenciada ao longo de todo o processo.
Então, o que cada nível envolve e como você pode identificar em qual nível você está trabalhando?
Abaixo você verá breves descrições dos três primeiros níveis e uma explicação de quais critérios estão envolvidos em cada estágio.
Nível 0: desenhos em papel + colaboração zero
O nível 0 do BIM refere-se a não trabalhar de forma colaborativa. Se você estiver usando CAD 2D e trabalhando com desenhos digitais, pode dizer com segurança que está no nível 0. Hoje, a maior parte da indústria está trabalhando acima desse nível, embora nem todos os profissionais da indústria tenham treinamento suficiente em BIM e alguns projetos não incluem o uso do BIM nas especificações dos contratos.
Nível 1: desenhos de construção + alguma modelagem 3D
Usar CAD 3D para trabalho de conceito, mas continuar usando desenhos 2D para elaborar informações de produção e outras documentações, provavelmente significa que você está trabalhando com BIM de nível 1.
Nesse nível, os padrões CAD são gerenciados de acordo com a norma British Standard (BS) 1192:2007, e o compartilhamento eletrônico de dados é realizado a partir de um ambiente de dados comum (CDE), geralmente gerenciado pelo contratante. Muitas empresas estão no nível 1 do BIM, que não envolve muita colaboração, e cada parte interessada publica e gerencia os seus próprios dados.
Nível 2: as equipes trabalham com seus próprios modelos 3D
O nível 2 do BIM começa a agregar o ambiente colaborativo. O BIM nível 2 tornou-se um requisito obrigatório em abril de 2016 em todos os projetos licitados publicamente no Reino Unido. A França seguiu logo depois com o seu próprio mandato em 2017.
No Brasil, o uso do Building Information Modelling (BIM) será obrigatório a partir de 2021 nos projetos e construções brasileiras. Esse foi o teor do Decreto Presidencial assinado [...] para democratizar a plataforma no País. Seis meses após o anúncio da medida, os trabalhos de comitês espalhados pelo Brasil se concentram em implantar a Estratégia Nacional de Disseminação do BIM, proposta pelo governo federal. Santa Catarina, inclusive, foi o primeiro Estado a definir que até 2019 as licitações de obras públicas fossem feitas com a metodologia BIM. (INBEC, 2021)
No nível 2, todos os membros da equipe usam modelos CAD 3D, mas, às vezes, não no mesmo modelo. No entanto, a forma como os stakeholders trocam informações o diferencia de outros níveis. As informações sobre o projeto de um ambiente construído são compartilhadas por meio de um formato de arquivo comum.
Quando as empresas combinam isso com seus próprios dados, economizam tempo, reduzem custos e eliminam a necessidade de retrabalho. Como os dados são compartilhados dessa maneira, o software CAD deve ser capaz de exportar para um formato de arquivo comum.
Nível 3: as equipes trabalham com um modelo 3D compartilhado
O nível 3 do BIM é ainda mais colaborativo. Em vez de cada membro da equipe trabalhar em seu próprio modelo 3D, este nível significa que todos usam um único modelo de projeto compartilhado. O modelo existe em um ambiente ‘central’ e pode ser acessado e modificado por todos. Isso é chamado de Open BIM (BIM aberto), o que significa quemais uma camada de proteção é adicionada contra quaisquer riscos de conflitos, agregando valor ao projeto em todas as etapas.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
Alguns benefícios do nível 3 são:
· melhor visualização 3D de todo o projeto;
· colaboração fácil entre várias equipes e negócios;
· comunicação simplificada e compreensão da intenção do projeto; e
· redução do retrabalho e revisões em todas as fases do projeto.
Níveis 4, 5 e 6: adição de cronogramas, custos e informações de sustentabilidade
O BIM nível 4 traz um novo elemento ao modelo de informação: o tempo. Essas informações incluem dados de cronograma que ajudam a definir quanto tempo cada fase do projeto levará ou o sequenciamento de vários componentes.
O nível 5 do BIM adiciona estimativas de custo, análise de orçamento e rastreamento de orçamento ao modelo de informações. Ao trabalhar neste nível de BIM, os proprietários do projeto podem rastrear e determinar quais custos serão incorridos durante a duração do projeto.
As informações do nível 6 BIM são úteis para calcular o consumo de energia de um edifício antes de sua construção. Isso garante que os projetistas levem em consideração mais do que apenas os custos iniciais de um ativo. O nível 6 do BIM garante previsões precisas dos requisitos de consumo de energia e capacita as partes interessadas a construir estruturas energeticamente eficientes e sustentáveis.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
Benefícios dos níveis 4, 5 e 6 do BIM:
· planejamento e cronograma mais eficientes;
· transferências mais eficientes entre as etapas na fase de construção;
· visualização de custos em tempo real;
· análise de custos simplificada;
· redução do consumo de energia a longo prazo;
· melhor gestão operacional do edifício ou estrutura após a entrega.
Os níveis BIM também são chamados de níveis de maturidade. E esses níveis de maturidade precisam ser avaliados. Apesar de focar o tratamento da informação, a avaliação de maturidade não deve ser restrita aos aspectos tecnológicos, pois os processos BIM também envolvem pessoas e políticas da organização. Basicamente, o nível de maturidade deve avaliar se o desenvolvimento dos aspectos de tecnologias, pessoal e políticas, incluíndo elaboração de procedimentos e normas, está ocorrendo de modo harmônico, evitando-se avançar mais rápido em uma vertente enquanto outra tem dificuldades.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
Um roteiro detalhado para a avaliação da maturidade BIM foi desenvolvido por SUCCAR e uma versão em português no link a seguir.
Assim, o método talvez seja um tanto complexo para ser aplicado em pequenas organizações, mas suas diretrizes gerais podem ser consideradas. 
Um ponto importante é que parte dos requisitos de maturidade depende de infraestrutura tecnológica e capacitação de pessoal, que extrapolam os limites da organização. Por exemplo, o uso de bancos de dados compartilhados exige uma rede externa compatível com o volume de tráfego de dados e, no Brasil, isto só está disponível em algumas áreas restritas em poucas cidades. Diversas tentativas de desenvolver projetos de porte através de sistemas síncronos, com acesso simultâneo de todos os participantes, resultaram em tempos muito longos para sincronismo, devido à lentidão no tráfego na rede, em que pese a qualidade dos servidores. Isso foi particularmente crítico no caso da equipe de uma mesma disciplina, em que os colaboradores dependiam de sincronizações frequentes, mas, cada uma delas exigia vários minutos, uma parada desnecessária se o servidor estivesse conectado diretamente em rede de alta velocidade. Já o sincronismo entre disciplinas, que não é necessariamente simultâneo nem extremamente frequente, ocorreu sem maiores problemas.
CAD versus BIM
o CAD modificou a indústria de projetos nos últimos anos, ao migrar para o computador o processo de criação de desenhos técnicos para quaisquer tipos de projeto.
Por sua vez, o BIM vem para incrementar o que antes era só “desenho” ou informações gráficas para um mundo 3D com informações não gráficas associadas (Ex.: materiais e quantitativos). É uma revolução na forma de pensar em projeto, uma vez que o BIM promove a multidisciplinaridade e a integração das informações.
A principal diferença entre os dois é que o CAD é um produto, um software. O BIM não. BIM é um conceito que integra diversas informações (gráficas e não gráficas) para auxiliar projetistas, engenheiros e arquitetos a ter o máximo de detalhes de um empreendimento, todos contidas em um único local. Uma forma simplista de explicar é que o CAD faz parte do BIM.
Sendo assim, não existe nenhum motivo de não utilizar ferramentas CAD em projetos arquitetônicos que utilizam o BIM, pois o projeto com CAD é uma das etapas de um projeto utilizando metodologia BIM.
Mas, então, qual é a necessidade em se usar CAD se o BIM possibilita uma informação completa para o profissional?
Vamos considerar que, ao invés de um projetista, estamos falando de um escritor, cuja ferramenta de trabalho é um software de edição de textos. Mas em determinado momento do seu livro, ele precisa extrair para seu editor apenas um dos capítulos. Da mesma forma, o CAD funciona no BIM. O projetista pode extrair parte das informações de um projeto por meio dele (por exemplo, uma planta ou um corte ou até mesmo uma tabela de quantitativos). E não apenas com o CAD, onde cada projetista trabalha em separado. No BIM, a tubulação, as vigas, o cabeamento, está tudo lá integrado em 3D.
Um questionamento válido é: Por que o gestor deve se preocupar com a adoção do BIM se esse tipo de detalhamento de projeto pode ser mapeado no decorrer da obra (e não desde a fase de projeto)? A resposta é: porque quando temos um projeto que permite uma visuzalição realista, podemos antecipar problemas que só teríamos acesso durante a construção. E uma vez que conseguimos antecipar a esse nível de detalhe, antes da construção propriamente dita, conseguimos prever o custo e o tempo da obra com maior acurácia, o que dará maior segurança aos clientes e equipe de trabalho como um todo.
O futuro do BIM e tendências de tecnologia
O BIM veio para ficar e não vai sair. Empresas e órgãos públicos já obrigam a utilização do BIM para grandes obras. Mas e para o consumidor de varejo? O BIM é uma opção viável? Questionamentos importantes são? Como baratear um projeto utilizando BIM para construir uma moradia residencial simples?
As ferramentas de verificação de modelo automatizadas para conferência do cumprimento dos requisitos do programa de necessidades ou daqueles impostos pelos códigos de edificações são tema de pesquisas e avanços continuados. Empresas inovadoras, como a Solibri, a EPM e a SmartReview, desenvolveram softwares de conferência de modelos usando arquivos IFC e têm a intenção de ampliar suas as capacidades. A coordenação entre sistemas de edificação complexos usando modelos em 3D sobrepostos está se tornando comum, e as conferências vão além da identificação de conflitos físicos.
O software de conferência de conformidade de códigos pode potencialmente reestruturar o processo de licenciamento de construção. Em vez de esperar semanas até que um órgão de construção decida se as plantas estão de acordo e se a licença pode ser emitida, o arquiteto poderia apresentar um relatório de análise de plantas certificado junto com o BIM. Caso os servidores do departamento de construção aceitem o relatório certificado de análise de plantas, a licença poderia ser emitida ‘diretamente no balcão‘, eliminando dias, semanas ou meses de atraso. (SACKS et al., 2021, p. 64)
Hardwares periféricos estão conectando o mundo do BIM virtual ao mundo da construção física. O desenvolvimento contínuo do escaneamento a laser, da fotogrametria, dos drones, da tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID), os sistemas de realidade aumentada, mista e virtual e os computadores portáteis estão permitindo a transferência de dados entre o BIM e o canteiro de obras, em ambas as direções.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
O esforço para desenvolver uma variedade de ferramentas vestíveis (wearables) de comunicação,conduzido pela construtora francesa Bouygues, é um exemplo excelente de inovação nessa área. A figura 3 ilustra o conceito, que inclui um visor de cabeça, com câmera embutida, colete com sinais e sensores de alerta, botas de construção com sensores nas solas e uma manga que fornece um visor e botões.
Melhorias rápidas nas áreas da realidade virtual, aumentada ou mista, são ferramentas periféricas particularmente significativas para o BIM. A realidade aumentada vai ganhar um espaço importante em trazer informações do BIM ao canteiro durante a construção e diretamente aos trabalhadores operacionais e de manutenção em edificações em funcionamento. A difusão da computação móvel tem tornado as ferramentas de realidade virtual e aumentada cada vez mais acessíveis, e os projetistas e construtores continuam a inventar novas maneiras de explorá-las para entregar informações de projeto.
Impressão 3D e construção robótica. Existe uma variedade de iniciativas nessa área. O que é impressionante é que a maioria destas são agora esforços na forma de startups comerciais, não mais a reserva de iniciativas de pesquisa financiadas a longo prazo. Embora a maior parte dos esforços para impressão em 3D ainda tenha de superar uma gama de obstáculos relacionados, principalmente, à tecnologia e à entrega de materiais, as máquinas de construção robótica, como a Hadrian, da FastBrick Robotics, parecem estar prontas para ingressar na construção convencional. Elas dependem universalmente do BIM para a sua operação.
Tendências nas pesquisas sobre BIM
O BIM se tornou um dos principais tópicos de interesse para pesquisadores nos campos da Arquitetura, Engenharia e Gerenciamento da Construção. O 7º Quadro da União Europeia e seus esquemas Horizon 2020, a National Science Foundation, nos Estados Unidos, e muitas outras fundações de pesquisa nacionais patrocinam pesquisas sobre o BIM. Um artigo de análise recente identificou nada menos do que 614 artigos de pesquisa sobre vários tópicos de BIM, publicados entre 2005 e 2016, em periódicos listados no banco de dados da coleção central da Web of Science. Um artigo similar que analisou um conjunto mais amplo de 1.874 publicações descobriu que as áreas de pesquisa-chave incluíam o projeto automatizado e paramétrico, a interoperabilidade (incluindo IFC), a implementação e a adoção, a edificação sustentável, a inspeção de qualidade e a modelagem 4D/5D.
Alguns dos avanços mais promissores nas pesquisas sobre o BIM são sobre dois tópicos intimamente relacionados: o enriquecimento semântico e os serviços da web semântica. As pesquisas nessas áreas têm o potencial de fornecer soluções inovadoras ao BIM que exploram avanços em inteligência artificial para superação dos problemas de interoperabilidade que ainda retardam o desenvolvimento do BIM, para habilitação de servidores BIM de nível de objeto genérico e para aplicação de novas ferramentas, a fim de automatizar aspectos de projeto e de análise.
A preservação da integridade entre diferentes modelos de projeto (p. ex., arquitetônico versus estrutural versus construção) é imperativa, conforme as mudanças são feitas nos diferentes modelos por suas respectivas disciplinas. Infelizmente, as ferramentas de interoperabilidade, como o padrão IFC, ainda não suportam a coordenação além da inspeção visual e da identificação de conflitos físicos na geometria. O gerenciamento de alterações entre diferentes sistemas – envolvendo cargas (estruturais ou térmicas) ou outras relações de desempenho – é cada vez mais reconhecido como uma condição importante e limitadora. Transações automatizadas inteligentes, implementadas nos servidores BIM, precisarão ser aumentadas e cada vez mais substituirão as atualizações manuais de vistas de modelos com propósitos específicos, que são necessárias para a sincronização. Elas podem ser automáticas ou resolvidas por um analista. As pesquisas precisarão determinar a natureza das relações entre os objetos da construção que são implementados em diferentes sistemas de disciplinas específicas.
Serviços da web semântica. Nos últimos 10 anos, um número crescente de avanços no setor e de iniciativas de pesquisa tem focado no uso de dados conectados e tecnologias da web semântica para o gerenciamento de dados de construção. A web semântica foi apresentada como um conceito em 2001 por Tim Berners-Lee, e buscava transformar a World Wide Web de documentos em uma World Wide Web de dados (Berners-Lee et al, 2001).
De maneira similar, as pesquisas neste tópico da indústria da construção civil objetivam expressar modelos BIM como grafos on-line de dados da construção, usando Linguagem de Ontologia da Web (OWL, Web Ontology Language) e a Estrutura de Descrição de Recursos (RDF, Resource Description Framework). Um panorama de iniciativas recentes no setor da construção civil pode ser encontrado em Pauwels e outros (2017).
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
As principais vantagens de expressar dados da construção usando estas tecnologias incluem fazer uso de uma ampla gama de ferramentas para:
· a conexão integrada com dados de fora da indústria da construção civil (geografia, materiais, produtos, infraestrutura, regulações); 
· a consulta de dados; e
· o raciocínio com dados.
Cada um destes três – conexão, consulta e raciocínio – pode ser feito usando mecanismos de consulta prontos para uso e linguagens de consulta que também são amplamente utilizadas fora do setor da construção civil. Isso permite o uso rápido e ágil dos dados: a conexão veloz com outros dados, a consulta dos dados para subconjuntos e a realização de pequenas conferências, usando mecanismos de raciocínio.
As principais linhas de pesquisa e desenvolvimento giram em torno de uma ontologia ifcOWL, que é uma versão da web semântica do esquema IFC. Usando essa ontologia, pode-se expressar qualquer modelo BIM em um gráfico da web semântica e implantar prontamente as tecnologias disponíveis. Uma vez que a maioria das empresas continua trabalhando com modelos BIM como arquivos, a exploração na indústria até o momento é, principalmente, para processos posteriores: a exportação dos dados em um formato RDF e as consultas e raciocínios posteriores.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
Chegamos, assim, ao final dos estudos dessa unidade. Veja a seguir o webstorie como os principais pontos abordados. 
Questão 01
Sobre o BIM, analise as afirmativas.
I . Apresentam diferenças significativas em relação àqueles executados com uso dos softwares mais usados até hoje, seja algum tipo de CAD na concepção.
II. A pequena (ainda) difusão do BIM no Brasil tem ensejado diversos casos de insucesso na implantação de processos BIM nas organizações.
III. O BIM não é uma metodologia e ainda não é utilizado no Brasil porque não temos infraestrutura tecnológica para isso.
Agora, marque a opção CORRETA.
As afirmativas I e II estão corretas.
As afirmativas II e III estão corretas.
Apenas a afirmativa I está correta.
Apenas a afirmativa II está correta.
Apenas a afirmativa III está correta.
Verificar 
Resposta Correta:
Correta.
Resposta Correta: As afirmativas I e II estão corretas.
Correta.
Questão 02
Sobre ferramentas CAD, marque a opção CORRETA.
O objetivo do CAD é otimizar e agilizar o fluxo de trabalho do projetista, aumentando a produtividade, melhorando a qualidade e o nível de detalhe no projeto.
As saídas do software CAD vêm na forma de arquivos eletrônicos, que são usados de acordo com os processos de desenvolvimento e fabricação.
Um dos benefícios do CAD são projetos com menor custo de produção.
Projetos com menor qualidade de documentação (como ângulos, medidas, predefinições) que, por sua vez, não são incorporadas aos arquivos.
Projetos onde o cliente pode pagar mais barato no projeto porque não há níveis de detalhes sobre a visualização do edifício.
Verificar 
Resposta Correta:
Correta.
Resposta Correta: O objetivo do CAD é otimizar e agilizar o fluxo de trabalho do projetista, aumentando a produtividade, melhorando a qualidade e o nível de detalhe no projeto.
Correta.
Resposta Correta: As saídas do software CAD vêm naforma de arquivos eletrônicos, que são usados de acordo com os processos de desenvolvimento e fabricação.
Correta.
Resposta Correta: Um dos benefícios do CAD são projetos com menor custo de produção.
Correta.
Questão 03
Sobre o BIM, assinale a alternativa CORRETA.
O BIM é um processo de construção de edificações com novas matérias-primas sobre um projeto de construção ao longo de todo o seu ciclo de vida.
O BIM é um novo modelo de construção, que existe dentro das ferramentas CAD. Sem CAD, não há BIM.
Os objetos BIM, os componentes que compõem um modelo BIM, são inteligentes, possuem geometria e armazenam dados.
O verdadeiro poder do BIM mora no “M” (modelagem). Todos os modelos gerados no projeto devem ser guardados em segredo entre as equipes e devem ser bem detalhados e não podem ser compartilhados entre equipes diferentes.
As informações no BIM não são compartilhadas. Existe o conceito de Secure Data Environment (SDE), em português, Ambientes de Dados Seguros.
Verificar 
Resposta Correta:
Correta.
Resposta Correta: Os objetos BIM, os componentes que compõem um modelo BIM, são inteligentes, possuem geometria e armazenam dados.
Correta.
Questão 04
Sobre os níveis de BIM, marque o que é CORRETO afirmar.
O nível 0 do BIM refere-se a trabalhar de forma colaborativa.
O nível 2 do BIM começa a agregar o ambiente colaborativo. O BIM nível 2 tornou-se um requisito obrigatório em abril de 2016 em todos os projetos licitados publicamente no Reino Unido.
No nível 2, todos os membros da equipe usam o mesmo modelo CAD 3D. E sempre compartilham todas as informações.
No nível 3. Os modelos semicompartilhados agregam informações de sustentabilidade, custos e cronograma.
O nível 4, 5 e 6 do BIM geram muito retrabalho para as equipes que adotam esse modelo, e o compartilhamento de informações é uma desvantagem, que pode gerar confusão no gerenciamento das equipes durante as obras.
Verificar 
Resposta Correta:
Correta.
Resposta Correta: O nível 2 do BIM começa a agregar o ambiente colaborativo. O BIM nível 2 tornou-se um requisito obrigatório em abril de 2016 em todos os projetos licitados publicamente no Reino Unido.
Correta.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
Questão 05
Sobre as diferenças entre CAD e BIM, marque o que é CORRETO afirmar.
Essa questão possui mais de uma resposta correta (múltiplas respostas).
O BIM vem para incrementar o que antes era só “desenho” ou informações gráficas para um mundo 3D, com informações não gráficas associadas.
É uma revolução na forma de pensar em projeto, uma vez que o BIM promove a multidisciplinaridade e a integração das informações.
A principal diferença entre os dois é que o CAD é um produto, um software. O BIM não.
BIM é um software que requer maior conhecimento do projetista, pois possui mais variáveis. Além disso, o custo do software BIM pode tornar o projeto inviável.
O projeto com CAD é uma das etapas de um projeto utilizando metodologia BIM.
Verificar Resposta Correta:
- O BIM vem para incrementar o que antes era só “desenho” ou informações gráficas para um mundo 3D, com informações não gráficas associadas.
Correta.
- É uma revolução na forma de pensar em projeto, uma vez que o BIM promove a multidisciplinaridade e a integração das informações.
Correta.
- A principal diferença entre os dois é que o CAD é um produto, um software. O BIM não.
Correta.
- O projeto com CAD é uma das etapas de um projeto utilizando metodologia BIM.
Correta.
Tópico 01
Ferramentas de modelagem CAD
Olá, estudante! Seja bem-vindo(a) à unidade de estudo ferramentas de modelagem CAD.
As ferramentas CAD permitem o desenvolvimento, modificação e otimização do processo de projeto arquitetônico e construtivo. Graças ao CAD, os arquitetos e engenheiros podem fazer representações detalhadas e modificá-las facilmente para melhorar a qualidade do projeto. O software também leva em consideração como os vários materiais interagem: Isso é especialmente relevante à medida que mais detalhes são adicionados aos desenhos por subcontratados.  
Atualmente, os planos podem ser armazenados na nuvem. Assim, os empreiteiros têm acesso a desenhos/planos baseados em CAD em qualquer lugar, seja na obra e até mesmo em casa. Equipes inteiras podem verificar facilmente as modificações do plano, incluindo o contratado e os subcontratados. Dessa forma, é possível que as partes relevantes reconheçam o possível impacto que as mudanças podem ter na construção e se adaptem, conforme for necessário. Esse acesso imediato aos planos melhora a comunicação.
Sabendo um pouco sobre CAD, você conhece a importância das ferramentas CAD para a arquitetura? Como era antes da modelagem CAD? Como foram feitas construções complexas sem o auxílio de ferramentas computacionais e como elas mudaram a história da arquitetura mundial? Essas são muitas perguntas que são importantes quando falamos de ferramentas CAD.
Início de um desenho utilizando o AutoCAD
Aqui vamos iniciar a utilização básica do software AutoCAD. Para os nossos estudos, iremos utilizar a versão 2019 da ferramenta. 
O AutoCAD trabalha no plano cartesiano de coordenadas X,Y,Z. Por isso, é importante o conhecimento de geometria descritiva para desenhar com ele. O desenho em 2D será feito em um plano cartesiano com eixos X e Y, que está posicionado na tela gráfica e sua origem (0,0), no canto inferior esquerdo da tela. No canto inferior esquerdo da área gráfica, na linha de status, há um contador de coordenadas X, Y, Z. Se deslocar o cursor para o canto inferior esquerdo, verá que o contador mostra as coordenadas 0,0,0. Conforme deslocar para a direita, o X aumenta; deslocando para cima, o Y aumenta. O desenho pode ser feito em qualquer parte dessa área.
A figura 1 apresenta a barra de acesso rápido com os comandos (ícones) Abrir, Salvar, Iniciar um Novo Arquivo, Undo, Redo, Save To Web & Mobile, Open From Web & Mobile e Print.
· QNew: começa um novo desenho. Ao acionar essa opção, surge a janela da figura 1, na qual é possível escolher um arquivo padrão de template para começar o desenho. Se você trabalha em metros ou milímetros, use o template acadiso.dwt.
O template é um arquivo que o usuário pode salvar, com extensão DWT, com base em qualquer desenho, e, depois, carregá-lo como parte de um desenho novo. No template, definem-se os ajustes básicos do desenho, por exemplo, unidade de trabalho, limites, precisão de casas decimais, ajustes de Snap, Grid e Ortho, estilos de texto e de dimensionamento etc. Eles funcionam como um arquivo com parâmetros de trabalho previamente definidos pelo usuário.
· Open: abre um arquivo já existente. Ao acionar o comando, aparece a janela Select File, na qual é preciso selecionar um arquivo. Os desenhos do AutoCAD têm a extensão .DWG. Portanto, selecione um arquivo com essa extensão e clique em Open. É possível abrir vários desenhos simultaneamente na mesma sessão de AutoCAD.
Também é possível mudar a forma como um desenho se abre, acionando o botão à direita do botão Open. Confira a seguir.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· Open Read-Only: abre o desenho somente para leitura e não é possível editá-lo.
· Partial Open: abre o desenho parcialmente. É útil em desenhos muito grandes, pois possibilita selecionar as vistas e os layers a serem mostrados. Depois de selecionar esta opção, aparece a janela da figura 2.
· Save: salva um desenho. Na primeira vez em que se grava um desenho, o AutoCAD pede um nome para o arquivo, o qual deve ser colocado no quadro File Name. Nas próximas vezes que selecionar Save, a gravação é automática com o nome fornecido anteriormente. Esses comandos também podem ser acessados pelo Menu de Aplicação.
· Close: fecha o arquivo corrente. Se ainda não o salvou, pode salvá-lo antes de fechar.
· Save As: permite salvar o desenho atual com outro nome. É útil quando se deseja ter um desenho que até certo ponto é igual a outro. Também podemos salvar o arquivo com outras extensões; por exemplo, .DWT (template) e .DWS (arquivo de padrões).
· Exit: esta opção fecha o AutoCAD.
Linha de comandos
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
Na área da parteinferior da tela gráfica, está a linha de comandos, pela qual o programa interage com o usuário. Todos os comandos digitados ou selecionados por menus ou clicados em barras de ferramentas são mostrados nessa linha por meio do prompt Command:. Nas linhas seguintes, são apresentados os prompts que o programa usa para comunicar-se com o usuário. Ao apertar a tecla <F2>, o histórico de tudo o que foi digitado aparece armazenado nessa tela de texto, que fica “por trás” da tela gráfica.
A linha de comandos pode ser desancorada e ancorada no topo ou na parte inferior da janela do AutoCAD ou flutuar na área de desenho. Para isso, basta clicar na barra lateral esquerda da linha e arrastá-la para a tela.
A linha de comandos não ancorada é exibida em uma linha simples que flutua acima da janela do AutoCAD. Ela inclui um prompt semitransparente de histórico, possibilitando exibir até 50 linhas de histórico, sem afetar a área de desenho. Podemos alterar a sua configuração clicando no ícone da ferramenta do lado esquerdo, que dá acesso fácil à configuração das opções de entrada dos comandos, bem como às funções AutoComplete e Options. Para mais imagens, vá até o livro da minha biblioteca (Estudo Dirigido de AutoCAD 2019). O livro se encontra nas referências dessa unidade de estudo.
Pressione a tecla <F2> ou o flyout no fim da linha de comandos flutuante para exibir linhas adicionais do histórico de comandos. Pressionando <CTRL>+<F2>, também é exibida a janela do histórico. Na barra lateral esquerda da linha de comandos, o ícone do X fecha a linha e apresenta a mensagem de confirmação que realmente deseja fechar a interface de linha de comando. Para voltar a visualizar a linha de comandos, pressione a tecla <CTRL> e o número 9.
Entrada de Comandos
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· Via teclado: ao digitar o comando e teclar <ENTER>. A linha de comandos tem opções para prover acesso mais eficiente a comandos e variáveis do sistema.
· Barras de ferramentas e menus de barras: ao clicar no ícone do comando.
· AutoCorrect: se o usuário digitar um comando errado e receber a resposta “Unknown Command”, o AutoCAD corrige com o comando válido mais relevante do programa. Por exemplo, se acidentalmente digitar TABEL, o comando TABLE é automaticamente aberto.
· AutoComplete: ao digitar uma palavra na linha de comandos, como: SETTING, a lista de sugestões exibe os comandos que contêm essa palavra em qualquer posição, não somente no início, para que você possa selecionar o que procura.
Configuração da área de trabalho e da interface
Esta seção explica como ajustar a área de trabalho para iniciar um desenho. A área de que o AutoCAD dispõe para desenhar é infinita dentro do plano cartesiano, e os desenhos devem ser feitos em escala real, ou seja, 1 = 1. No momento de plotar/imprimir o desenho, entra-se com uma escala, fazendo uma relação com milímetros. Dessa forma, um mesmo desenho pode ser impresso ou plotado em diferentes escalas. Apesar da liberdade para trabalhar, é preciso ajustar alguns parâmetros antes de começar o desenho. São eles: a área de desenho (Limits), as unidades de trabalho (Units), o Gride e o Snap. A seguir, cada um desses comandos é detalhado.
A unidade de trabalho – comando Units
Esse comando permite escolher uma unidade de trabalho. O AutoCAD tem cinco sistemas de unidades para medir comprimentos e ângulos. Também é possível definir as casas decimais nas unidades. Para comprimento e ângulos, o ajuste inicial é de quatro casas decimais. Esse comando pode ser acessado pelo Menu de Aplicação ou digitando-se Units. Vamos definir sistema decimal com duas casas decimais para comprimentos e ângulos, como mostra a figura 4. 
1. Clique no Menu de Aplicação; selecione Drawing Utilities e Units.
2. Na janela selecione:
       • Type: Decimal
       • Precision: 0.00
3. Aperte OK no final.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
4. O resultado dessa mudança pode ser visto no canto inferior esquerdo da linha de status, em que se têm as coordenadas.
A área de trabalho – comando Limits
Esse comando determina a área de trabalho, que é indicada por um retângulo em função do desenho a ser feito. A área inicial visível na tela é de 420 × 297 unidades. Por exemplo, se desenhamos em metros, uma unidade equivale a um metro. Portanto, para desenhar um terreno de 20 × 40 m nessa área de 420 × 297, ele vai parecer muito pequeno em relação à área. É preciso verificar a área que o desenho vai ocupar e redefinir a área de trabalho proporcionalmente para que, ao desenhar o terreno de 20 × 40, ele fique adequado ao tamanho da tela. O desenho ocupa 20 × 40, mas é necessário deixar uma folga para a tela. Portanto, considere uma área de 30 × 50.
Verificada a área, entre no comando Limits, que pede as coordenadas dos cantos inferior esquerdo e superior direito da área e, com esses dois pontos, defina um retângulo. Para facilitar o trabalho, adote o canto inferior esquerdo como 0,0, que é o default (padrão).
1. Digite Limits.
2. Na linha de comandos surge:
Command: Limits.
Reset Model Space limits:
Specify lower left corner [ON/OFF]<0.00,0.00>:
pressione <ENTER> para aceitar esse valor.
Specify upper right corner<420.00,297.00>: 30,50
3. Em seguida, acione o comando Zoom All para ajustar essa nova área à área de trabalho pelo ícone de Zoom na tela, como mostra a figura 5.
FIGURA 5 | COMANDO ZOOM ALL
Criar uma malha de referência – comando Grid
Esse comando liga/desliga linhas de referência no fundo da área gráfica para referenciar pontos do desenho. É como desenhar em cima de um papel milimetrado. O Grid não aparece no desenho quando é plotado ou impresso. Ele pode ser ligado e desligado com a tecla <F7> ou pela linha de status no botão Grid. Essa tecla acionada liga o Grid; se acionada novamente, desliga. A distância entre os pontos no Grid pode ser controlada com o comando Grid. Veja abaixo.
1. Com o cursor na linha de status, clique no botão ao lado do ícone de Snap, e selecione Snap Settings, como na figura 6.
2. Em seguida, aparece a janela de diálogo Drafting Settings, em que são feitas as configurações do Grid e do Snap.
3. Nas caixas Grid X spacing e Grid Y spacing, coloque 1.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
4. Selecione OK para fechar.
A opção Display grid beyond Limits, se desabilitada, exibe o Grid somente dentro dos limites definidos para o desenho. A opção Adaptative Grid faz com que o Grid se adapte à tela conforme o Zoom gerado na tela. Depois de alterar o Grid para uma unidade, a tela deve ficar semelhante à figura 7.
FIGURA 7 | COMANDO GRID
O passo do cursor – comando Snap
Esse comando permite dar um passo com o cursor com um determinado incremento. O passo controla o deslocamento do cursor sempre com o mesmo tamanho quando o Snap está ligado. Normalmente, usa-se o Snap coincidindo com o Grid, sendo o Grid o indicador para o tamanho das linhas. Liga-se o Snap com a tecla <F9>, da mesma maneira que o Grid com a <F7>, ou pelo botão Snap na linha de status.
O tamanho do passo pode ser alterado pelo comando Snap na mesma janela que o comando Grid (visto anteriormente). O deslocamento do cursor na horizontal é controlado pelo valor do X e, na vertical, pelo valor do Y. 
1. Com o cursor na linha de status em Snap, clique na seta preta, selecione Snap Settings, como mostra a figura 8.
2. Em seguida, surge a janela de diálogo Drafting Settings, em que fazemos as configurações do Snap.
3. Nas caixas Snap X spacing e Snap Y spacing, coloque 1.
4. Selecione OK para fechar.
FIGURA 8 | SNAP
Não é obrigatório usar Snap ao desenhar, mas ele ajuda muito em um desenho no qual as linhas são múltiplos de algum valor. Como às vezes atrapalha, basta desligar.
O AutoCAD possibilita, inclusive, trabalhar em perspectiva isométrica. Ajuste o Snap para Isometric snap na janela de diálogo Drafting Settings. Depois de iniciar o desenho, para mudar o plano da perspectiva, pressione as teclas <CTRL> + E ou <F5> e os planos se alternam. 
O Snap não deve ter nenhum ângulo para usar a opção Iso, pois ela já ajusta automaticamente os ângulos das três faces da perspectiva isométrica (120 graus).Modo ortogonal – comando Ortho
Da mesma forma que ligamos o Snap e o Grid para ajudar nas referências durante o desenho, temos o modo Ortho, o qual liga o sistema ortogonal, permitindo que as linhas sejam sempre perfeitamente ortogonais umas às outras. Esse modo é ligado e desligado com a tecla <F8> ou com o botão Ortho na linha de status. 
1. Aperte a tecla <F8>.
2. Observe a linha de comandos. É possível ver <ortho on> <ortho off>. Ao desenhar as linhas, tem-se um exemplo prático dessa função.
Entrada de dados dinâmica
A entrada de dados dinâmica permite que os prompts e as dimensões sejam mostrados dinamicamente na geometria à medida que a cria ou edita. O AutoCAD interage com o usuário pela linha de comandos e/ou pela interface dinâmica. Todos os comandos podem ser acessados pelos menus e botões da Ribbon ou digitados. Tudo que é digitado vai para a linha de comandos ou para uma caixa ao lado do cursor na tela, se a interface dinâmica estiver habilitada.
Ao desenhar linhas, é possível entrar com novos valores de medidas de distâncias diretamente no cursor, os quais são imediatamente exibidos ao desenhar a geometria. Ainda ao criar linhas, é possível entrar com as coordenadas, em uma pequena janela que surge com a medida default, que é atualizada conforme se move o cursor. Basta digitar o valor e clicar em <ENTER>, indicando a direção da linha com o cursor. Se o prompt tiver opções, pressione a seta para baixo para vê-las, e selecione uma.
Comandos de desenho
Esta seção apresenta os comandos de desenho em 2D do AutoCAD. Eles são acessados mais facilmente pela aba Home e painel Draw, ou pelo menu superior Draw, se estiver habilitado. Se preferir trabalhar com o menu superior, para habilitar, clique na seta do menu de acesso rápido e selecione Show Menu Bar.
Entrada de comandos e interação
Todos os comandos do AutoCAD podem ser digitados. Ao entrar em um comando do AutoCAD, a interação do programa com o usuário é feita por meio do pequeno quadro que surge no meio da tela. O comando solicitado que aparece sempre pede alguma ação do usuário, a qual é mostrada nesse quadro. Ele pede um ponto, um número ou para selecionar alguma entidade. Preste sempre atenção nisso, e não terá dificuldades para saber o que fazer. Se o botão Dynamic Input na linha de status estiver desligado, segue-se a interação somente pela linha de comandos, ou seja, tudo o que for digitado, será exibido na linha de comandos. Podemos trabalhar com o Dynamic Input ligado ou desligado, sem nenhuma alteração nos comandos, sendo somente uma questão de preferência. O Dynamic Input somente facilita algumas ações.
Comando Line
A geração de linhas é feita pelo comando Line.
1. No painel Draw, clique em Line.
2. Em seguida, clique no ponto P1 para iniciar a linha.
3. Seguindo a interação, como apresenta o cursor, especifique o próximo ponto, os outros e assim por diante. Note que o cursor mostra o tamanho do segmento criado e o ângulo desse segmento.
4. Para encerrar a linha, tecle <ENTER>.
Depois de criar pelo menos dois segmentos de reta, tecle seta para baixo para abrir as opções disponíveis. Lembrando que esse e todos os outros comandos podem ser adicionados via linha de comando.
Comando Circle
No AutoCAD, um círculo pode ser gerado de seis maneiras diferentes, como mostra o menu, Home > Circle.
Centro e Raio – Center, Radius
Esse é o modo padrão para a geração de círculos do AutoCAD. A determinação do raio pode ser feita de duas formas distintas. Acompanhe!
· No painel Draw, selecione a opção denominada Center, Radius.
· Por meio de um ponto P2; nesse caso o AutoCAD calcula o raio pela distância entre os dois pontos P1 e P2.
· Ao informar um valor numérico qualquer pelo teclado, o valor é inserido no quadro numérico e digita-se <ENTER>.
Centro e Diâmetro – Center, Diameter
No painel Draw, selecione a opção Center, Diameter.
Círculo por Dois Pontos – 2-Points
Essa opção desenha um círculo pela definição do diâmetro por dois pontos. No painel Draw, selecione a opção 2-Points.
Círculo por Três Pontos – 3-Points
No painel Draw, selecione a opção 3-Points. 
Círculo tangente a duas entidades com raio definido – Tan, Tan, Radius
Com a opção TTR, é possível especificar um círculo tangente a outras duas entidades com um determinado raio. O tamanho do raio pode ser expresso por um valor numérico ou por dois pontos de dados. Quando o usuário for responder à primeira (Specify point on object for first tangent of circle) e à segunda (Specify point on object for second tangent of circle: P2) questões, na interseção do cursor de tela surge um pequeno quadrilátero, que é uma função para determinar o ponto de tangência. No painel Draw, selecione a opção Tan, Tan, Radius.
Comando Arc
Os arcos podem ser gerados de várias maneiras. Com exceção do método de geração por três pontos, os demais sempre são gerados no sentido anti-horário em relação ao ponto inicial. O sentido positivo para contagem de ângulos também é o anti-horário, e assume a direção do ângulo inicial como se fosse três horas do relógio. Tanto o sentido como a direção dos ângulos podem ser alterados pelo comando Units.
Além dos comandos aqui detalhados, o AutoCAD possui diversos outros comandos de desenho como: Pollygon, Rectangle, Ellipse, Pline, Point e Hatch. Com esses comandos, é possível realizar uma gama ampla de desenhos técnicos.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
Chegamos, assim, ao final dos estudos dessa unidade. Veja a seguir o webstorie como os principais pontos abordados. 
Assinale a alternativa CORRETA em relação a uma característica de Ferramentas CAD.
Graças ao CAD, os arquitetos e engenheiros podem fazer representações detalhadas e modificá-las facilmente para melhorar a qualidade do projeto.
Ferramentas CAD permitem que os projetos sejam feitos em tempo recorde em relação a desenhos tradicionais.
O software não leva em consideração como os vários materiais interagem.
Nas ferramentas CAD atuais, os planos ainda não podem ser adicionados na nuvem.
As ferramentas CAD, nos últimos anos, vêm perdendo espaço no mercado de arquitetura com o advento das ferramentas BIM.
Verificar 
Resposta Correta:
Correta! Essa é a alternativa que apresenta a característica correta da ferramenta CAD.
Resposta Correta: Graças ao CAD, os arquitetos e engenheiros podem fazer representações detalhadas e modificá-las facilmente para melhorar a qualidade do projeto.
Correta! Essa é a alternativa que apresenta a característica correta da ferramenta CAD.
Questão 02
Sobre características de trabalho de ferramentas CAD, marque a opção INCORRETA.
O AutoCAD trabalha no plano cartesiano de coordenadas X, Y, Z. Por isso, é importante o conhecimento de geometria descritiva para desenhar com ele.
O desenho em 2D será feito em um plano cartesiano com eixos X e Y, que está posicionado na tela gráfica e sua origem (0,0) no canto inferior esquerdo da tela.
Para iniciar um novo desenho, usa-se o comando QNew.
O template é um arquivo que o usuário pode salvar com extensão DWT, com base em qualquer desenho, e, depois, carregá-lo como parte de um desenho novo.
O AutoCAD não suporta criação de templates.
Verificar 
Resposta Correta:
Incorreta. O AutoCAD suporta a criação de templates.
Resposta Correta: O AutoCAD não suporta criação de templates.
Incorreta. O AutoCAD suporta a criação de templates.
Questão 03
Sobre linha de comandos no AutoCAD, leia as assertivas abaixo.
 
I. Na área na parte inferior da tela gráfica, está a linha de comandos, pela qual o programa interage com o usuário.
II. Todos os comandos digitados ou selecionados por menus ou clicados em barras de ferramentas são mostrados nessa linha por meio do prompt Command.
III. Pressione a tecla ou o flyout no fim da linha de comandos flutuante para exibir linhas adicionais do histórico de comandos.
De acordo com as assertivas acima, marque a opção CORRETA.
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
Apenas as assertivas I e III estão corretas.
As assertivas I, II e III estão corretas.
Apenas as assertivas II e III estão corretas.
As assertivas I, II e III estão incorretas.Verificar 
Resposta Correta:
Correta. As assertivas I, II e III estão corretas.
Resposta Correta: As assertivas I, II e III estão corretas.
Correta. As assertivas I, II e III estão corretas.
Questão 04
Sobre configurações da área de trabalho e interface do AutoCAD, assinale as alternativas CORRETAS.
O comando Units permite escolher uma unidade de trabalho. O AutoCAD tem cinco sistemas de unidades para medir comprimentos e ângulos.
O comando Limits determina a área de trabalho, que é indicada por um retângulo em função do desenho a ser feito. A área inicial visível na tela é de 420 × 297 unidades.
O comando Grid liga/desliga linhas de referência no fundo da área gráfica para referenciar pontos do desenho.
O Grid aparece no desenho quando é plotado ou impresso. Ele não pode ser desligado após ser ativado.
Não é possível representar escalas reais na ferramenta AutoCAD.
Verificar Resposta Correta:
- O comando Units permite escolher uma unidade de trabalho. O AutoCAD tem cinco sistemas de unidades para medir comprimentos e ângulos.
Correta. O comando Units permite escolher uma unidade de trabalho.
- O comando Limits determina a área de trabalho, que é indicada por um retângulo em função do desenho a ser feito. A área inicial visível na tela é de 420 × 297 unidades.
Correta.  O comando Limits determina a área de trabalho, que é indicada por um retângulo em função do desenho a ser feito. 
- O comando Grid liga/desliga linhas de referência no fundo da área gráfica para referenciar pontos do desenho.
Correta. O comando Grid liga/desliga linhas de referência no fundo da área gráfica para referenciar pontos do desenho.
Resposta Correta: O comando Units permite escolher uma unidade de trabalho. O AutoCAD tem cinco sistemas de unidades para medir comprimentos e ângulos.
Correta. O comando Units permite escolher uma unidade de trabalho.
Resposta Correta: O comando Limits determina a área de trabalho, que é indicada por um retângulo em função do desenho a ser feito. A área inicial visível na tela é de 420 × 297 unidades.
Correta.  O comando Limits determina a área de trabalho, que é indicada por um retângulo em função do desenho a ser feito. 
Resposta Correta: O comando Grid liga/desliga linhas de referência no fundo da área gráfica para referenciar pontos do desenho.
Correta. O comando Grid liga/desliga linhas de referência no fundo da área gráfica para referenciar pontos do desenho.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
Questão 05
Sobre comandos de desenho do AutoCAD, marque as opções CORRETAS.
Todos os comandos do AutoCAD podem ser digitados. Ao entrar em um comando do AutoCAD, a interação do programa com o usuário é feita por meio do pequeno quadro, que surge no meio da tela.
Para fazer geração de linhas, é usado o comando Line.
Para gerar círculos, usa-se o comando Ellipse.
Para fazer geração de arcos, usa-se o comando Arc.
Para gerar semicírculos, usa-se o comando Semicircle.
Verificar Resposta Correta:
- Todos os comandos do AutoCAD podem ser digitados. Ao entrar em um comando do AutoCAD, a interação do programa com o usuário é feita por meio do pequeno quadro, que surge no meio da tela.
Correta. Todos os comandos do AutoCAD podem ser digitados via linha de comando.
- Para fazer geração de linhas, é usado o comando Line.
Correta. Esse é o comando para gerar linhas. 
- Para fazer geração de arcos, usa-se o comando Arc.
Correta. O comando Arc faz a geração de arcos.
Tópico 01
Ferramentas de modelagem BIM
Olá, estudante! Seja bem-vindo(a) à unidade de estudo ferramentas de modelagem BIM.
O Panorama da indústria de engenharia e construção mostra várias tendências importantes que afetam o mercado de ambiente construído, incluindo o aumento dos custos de construção para os principais componentes de construção (como aço) e uma escassez contínua de mão de obra.
A combinação dessas restrições torna importante que as partes interessadas sejam proativas no gerenciamento de processos e operações que contribuam para minimizar custos e otimizar eficiências para equilibrar a escassez de mão de obra. A produtividade é outro indicador-chave de desempenho a ser considerado. As novas tecnologias estão aprimorando os recursos de monitoramento de projetos além da documentação de desempenho anterior para oferecer suporte a análises em tempo real e recomendações de estado futuro. Todas essas tendências ilustram a importância de ser proativo na gestão de processos e operações que contribuem para margens e lucratividade.
Uma estratégia chave que requer um investimento financeiro mínimo e aumenta a produtividade e a otimização de processos é mudar a forma como as partes interessadas desenvolvem seus projetos, empregando processos colaborativos que integram ferramentas de modelagem 3D. Essas ferramentas são especialmente úteis em projetos menores, nos quais há menos flexibilidade no orçamento, e as equipes são orientadas à redulção de custos. As ferramentas certas afetam significativamente a velocidade e a precisão com que as partes interessadas e a equipe podem desenvolver um projeto.
Quando as condições orçamentárias são desafiadoras em um projeto importante, as partes interessadas e os líderes da equipe do projeto procuram impulsionar o pensamento mais inovador por meio de uma colaboração aprimorada, usando ferramentas como o BIM 360, enquanto os tomadores de decisão e os membros da equipe experimentam uma curva de aprendizado no início do projeto, se não tiverem trabalhado desta forma antes, à medida que se tornam mais confortáveis, o desenvolvimento é contínuo.
Quando todas as partes interessadas (stakeholders) estão trabalhando juntas com total transparência no processo, isso permite que todos procurem oportunidades para impulsionar decisões de projeto e construção de valor agregado que, naturalmente, mitiguem os desafios de capital. Quando todos estão alinhados com a mesma estratégia, trabalhando para os mesmos objetivos, cada etapa do processo é calibrada para a realização dessas iniciativas compartilhadas.
À medida que o projeto se solidifica, as metas em torno das decisões de materiais e do potencial de economia são esclarecidas para todas as partes envolvidas. A abordagem simplificada permite que as equipes de projeto como um todo façam mais trabalho, mais rápido e com menos custo, por meio de colaboração em tempo real, permitindo que as equipes de projeto trabalhem mais rapidamente e por um custo menor.
Baseado no que vimos até agora, você acha que a principal característica do BIM é a colaboração?
Modelo BIM
A colaboração e os modelos em nuvem, nos quais todos os interessados do projeto podem interagir, é a peça-chave para o modelo BIM?
Ao final deste conteúdo, você será capaz de:
· conhecer ferramentas digitais aplicadas à Modelagem da Informação da Construção (BIM);
· compreender os principais conceitos envolvidos em BIM;
· aprender os conceitos, aplicações e recursos da ferramenta Revit.
Visão geral da ferramenta Revit
Revit é uma ferramenta que utiliza um novo conceito, o Building Information Modeling (BIM), ou Modelagem da Informação da Construção, com o qual os edifícios são criados de uma nova maneira. Os arquitetos não estão mais desenhando vistas em 2D de um edifício 3D, mas projetando um edifício em 3D virtualmente. Isso traz uma série de benefícios, como:
· examinar o edifício de qualquer ponto;
· testar e analisar o edifício;
· verificar interferências entre as várias disciplinas atuantes na construção;
· quantificar os elementos necessários à construção; e
· simular a construção e analisar os custos em cada uma das fases. Gerar uma documentação vinculada ao modelo que seja fiel a ele.
· 
· 
Por se tratar de um modelo virtual, é possível utilizar informações reais para analisar conflitos de projeto, realizar estudo de insolação, uso de energia, entre outras facilidades. Os construtores do projeto têm a facilidade de simular várias opções de construção, economizando material e tempo de obra.
Ao projetar um edifício em 3D com o Revit, trabalhamos com elementos construtivos como paredes, lajes,vigas, esquadrias, forros, escadas, telhados etc., os quais têm todas as características definidas em suas propriedades, incluindo informações geométricas, comportamento em relação a outros elementos construtivos e características do material a ser utilizado.
No modelo 3D, a alteração de todos os objetos pode ser feita em qualquer vista, e reflete-se em todas as vistas em que ele seja exibido, já que se trata do mesmo objeto. Isso garante a consistência do modelo e da documentação que é gerada com base nele. 
O Revit oferece ferramentas para projeto de arquitetura, instalações hidráulicas, elétricas e climatização, engenharia estrutural e de construção, e permite a coordenação entre as disciplinas.
Concluindo, o conceito de BIM reúne a ideia de se construir um edifício virtual antes de levantá-lo efetivamente. Todas as informações necessárias para construir o edifício estão no modelo digital criado ao se projetar com esse conceito. O modelo eletrônico torna-se então um banco de dados que permite a simulação real de um protótipo da construção verdadeira. Todos os profissionais envolvidos no processo, desde o planejamento inicial do projeto, passando pelo anteprojeto e culminando no projeto executivo, construção e manutenção do edifício, são beneficiados com o modelo 3D e suas informações.
O nome Revit vem das palavras em inglês revise instantly, que significam “revise instantaneamente”, ou seja, ao desenhar no Revit, as alterações de um objeto se dão instantaneamente em todos os objetos iguais, de maneira simultânea e em todas as vistas do desenho em que ele aparece.
Elementos paramétricos
Para analisarmos o conceito de parametria, vou emprestar a descrição dos autores Chuck Eastman e Rafael Sacks no livro BIM Handbook:
Em um projeto paramétrico, em vez de se desenhar uma instância de um elemento do edifício, tal como uma parede ou pilar, o projetista primeiro define a Classe ou a Família do elemento com geometria tanto quanto fixa como paramétrica e uma série de regras para controlar os parâmetros e relações pelas quais um elemento é criado. Os objetos e suas faces podem ser definidos usando relações que envolvem distâncias, ângulos e regras de comportamento: anexado a, paralelo a, e deslocado de. (SACKS et al, 2011)
Dessa forma, é possível que cada objeto de uma classe possa variar de acordo com seus parâmetros e condição relacionada a outros objetos. Por exemplo, um mesmo tipo de parede pode ter sua altura definida como anexada a um pavimento, de forma que, se a altura do pavimento se alterar, a altura da parede modifica-se. Do mesmo modo, outra instância, do mesmo tipo de parede, pode ter a sua altura anexada a um telhado, de maneira que, havendo modificação na altura do telhado, o mesmo ocorre com a parede. “Em um desenho 3D de CAD tradicional, cada aspecto do elemento deve ser editado manualmente e, no projeto criado num modelador paramétrico, a geometria se ajusta automaticamente, dependendo do contexto e com alto grau de controle do usuário.” (EASTMAN; SACKS, 2011) 
Todos os objetos do Revit pertencem a uma família, e essas famílias pertencem a categorias ou classes. As categorias ou classes são os elementos construtivos (paredes, vigas, pilares etc.) ou os objetos de anotação do desenho (texto, cotas, símbolos etc.). Ao passarmos o mouse sobre um objeto, isso fica claro porque ele mostra uma etiqueta com a categoria e a família.
Com isso, todos os elementos têm uma classificação e podem ter o comportamento controlado por meio dela. Por exemplo, temos elementos construtivos em 3D do projeto, como paredes, vigas, telhados, escadas, que apare-cem em todas as vistas. Dessa forma, uma parede desenhada em planta é exibida em todas as vistas, elevações, cortes e vistas 3D, pois ela é um elemento construtivo de um único modelo 3D. Estamos vendo um único modelo; todas as vistas do Revit são maneiras diferentes de olhar para o mesmo edifício. Os elementos 2D de anotação, como cotas, símbolos, texto, já se comportam de modo diferente: aparecem somente na vista em que foram criados. Se quiser que apareçam em outras vistas, eles precisam ser criados nessas vistas.
Cada elemento de uma família tem as suas propriedades de tipo, iguais para todos os objetos do mesmo tipo, e propriedades de instância — próprias da instância inserida no projeto –, que podem variar de um objeto para outro. Por exemplo, uma parede tem nas suas características de tipo a espessura de 0,25 m e é formada de tijolos de 15 e 1,5 cm de massa de cada lado, mas em uma inserção no projeto (que seria a instância) ela tem altura de 2,8 m, e em outra inserção (instância) a altura é de 1,8 m e em outra ainda a parede vai até o telhado numa altura variável, mas se trata do mesmo tipo de parede. Isso permite usar o mesmo objeto com comportamento diferente em cada situação do projeto. Trata-se de um elemento paramétrico. Os objetos do Revit são dessa forma, com parâmetros que permitem a criação de variações de um mesmo tipo. Esses parâmetros podem ser alterados a qualquer momento, gerando imediatamente uma atualização do projeto em todas as vistas.
A parametria é bidirecional no Revit. Por exemplo, se uma parede tem a propriedade de se ajustar ao telhado e este muda de altura ou de forma, a parede ajusta-se automaticamente às novas condições do telhado. Outro exemplo é a relação da altura dos pavimentos com os objetos, como paredes, pilares, pisos. Se a altura de um pavimento muda, esses elementos atualizam-se automaticamente.
A parametria também se aplica a alguns objetos de anotação do desenho, como os Tags (identificadores de propriedades de janelas, portas etc.). Se editamos o Tag, o objeto se atualiza e vice-versa.
Tipos de arquivos utilizados 
Ao iniciarmos o trabalho com um software novo, é muito importante conhecer os principais formatos de arquivos que ele permite gerar e importar, pois isso facilita a troca de informações com outros profissionais e com outros softwares. Veja abaixo os formatos na figura 1.
FIGURA 1 | ARQUIVOS SUPORTADOS PELA FERRAMENTA REVIT
Interface, estrutura e funcionamento da ferramenta Revit
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
Ao iniciar o Revit, em Modelos, temos a opção de iniciar um novo projeto ou abrir um projeto já iniciado, como indica a figura 2. Também podemos criar uma família ou abrir uma existente. As famílias são as bibliotecas de elementos construtivos. Em Saiba mais, podemos ver as novidades dessa versão ou assistir a vídeos que auxiliam no começo do trabalho com Revit.
Para começar um novo projeto, clique em Modelos > Novo. O modelo/template é um arquivo com extensão .RTE, que tem os parâmetros iniciais de um projeto, com as configurações padrão de projetos. Além disso, é nele que carregamos as principais famílias utilizadas. Ao iniciar um projeto, sempre devemos selecionar um modelo/template. Por exemplo, nele criamos os principais tipos de parede, pilares, vigas e pisos, especificamos as espessuras de linhas para os objetos, as unidades de trabalho, carregamos as folhas de impressão etc. O Revit vem com um modelo/template no sistema métrico padrão, que é o DefaultBRAPTB.RTE. Se você não encontrar ou não possuir o arquivo, ele pode ser baixado do site da Autodesk(fabricante do Revit). Clique em Procurar, selecione o arquivo DefaultBRAPTB.RTE na pasta C:\ProgramData\Autodesk\RVT2020\Templates\Brazil\DefaultBRAPTB.RTE e clique em OK. Em seguida, é iniciado o novo projeto.
A tela do Revit tem, basicamente, as áreas a seguir. Confira.
Ribbon: faixa na qual ficam as ferramentas agrupadas por contexto; muda conforme a aba selecionada.
Barra de opções: controla as variáveis e opções de cada ferramenta conforme ela é selecionada nos botões da Ribbon.
Navegador de projeto (Project browser): navegador de projeto no qual ficam todas as vistas, pavimentos, folhas, cortes, detalhes do projeto.
Janela Propriedades: exibe as propriedades do objeto selecionado ou da vista, se não houver nada selecionado.
Área gráfica: área de projeto.
Escala: exibe a escala de projeto corrente.
Aba Arquivo: comandos para salvar, abrirarquivos, imprimir etc.
Barra de acesso rápido: comandos mais utilizados, como abrir, salvar, imprimir, U e Redo (padrão Windows).
Barra de controle da vista: controla a maneira como os objetos são exibidos (linhas, shade, acabamento), liga/desliga sombra, recorta vista, aciona o Render.
Barra de status: ao entrar em uma ferramenta, surgem nessa barra dicas de uso do comando, semelhante à linha de comandos do AutoCAD. No lado direito, no ícone do filtro, fica o filtro de seleção de objetos.
FIGURA 3 | TELA INICIAL DE UM NOVO PROJETO
Elementos e famílias do Revit
Elementos
Os objetos do Revit são definidos como elementos, que são divididos em: elementos de modelo: são todos os objetos construtivos do projeto. Os elementos de um projeto possuem duas categorias, hospedeiro e componente. Os elementos hospedeiros são os itens da construção, normalmente, construídos na obra, como paredes, telhados etc., e os elementos componentes são os manufaturados fora, e instalados na obra já construída, como portas, janelas e mobiliário. Nesse caso, a parede é o hospedeiro e a porta é um componente instalado em um hospedeiro. Os componentes sempre são inseridos em um hospedeiro, e podem ser transferidos para outro hospedeiro (Selecionar novo hospedeiro). 
A janela de diálogo Estilos de objeto mostra todos os Objetos de modelo na coluna Categoria. Ela é acessada pela Ribbon na aba Gerenciar > Configurações > Estilos de objeto. Veja a figura 4.
FIGURA 4 | JANELA DE DIÁLOGO ESTILOS DE OBJETO
Objetos de anotação: são os elementos usados para as anotações do projeto, como textos, cotas, linhas de chamada etc. Dividem-se ainda em:
Recurso lista interativa:
· Anotação
· Dados
Conteúdo
Anotação:
Anotação: são os elementos de anotação, como texto e cotas. Eles são específicos de cada vista. Isso significa que uma cota criada em uma vista aparece somente na vista em que foi criada;
Voltar para a navegação do recurso lista interativa
Famílias
Todos os elementos do Revit pertencem a uma família. As famílias reúnem objetos do mesmo tipo com os mesmos parâmetros e comportamentos. Elas facilitam muito a organização do projeto e a criação do modelo. Existem famílias para paredes, portas, janelas, telhados, elementos 2D anotativos, mobiliário etc.
Por exemplo, uma edificação possui diferentes tipos de janela de correr e maximar. Criamos uma família de janelas de correr e outra de janelas maximar, e nas famílias há vários tipos de janela de correr e maximar com diferentes tamanhos. Com isso, temos uma biblioteca customizada de acordo com as necessidades de cada obra ou escritório.
As famílias podem ser criadas e modificadas sem a necessidade de programação adicional, apenas com conhecimento de modelagem e parametria. 
Dessa forma, podemos ter todos os elementos construtivos definidos com seus parâmetros geométricos básicos, que podem ser modificados a qualquer momento, mesmo depois de inserido o elemento, e o desenho se altera sem a necessidade de apagar e inserir o elemento novamente. O programa já traz várias famílias de objetos, que podem ser alterados ou permitem criar outros a partir deles. Ao se instalar o Revit, são instaladas algumas famílias de todos os tipos de objeto do projeto, como paredes, vigas, lajes, telhados, janelas, portas, mobiliário, luminárias, vegetação, cotas, textos, símbolos etc.
O exemplo da figura 5 mostra um modelo criado com elementos que já vêm disponíveis no Revit, em diversas famílias. A compreensão da manipulação das famílias é uma condição para o perfeito trabalho com o Revit, visto que toda a organização e a produtividade dependem do correto uso e customização das famílias.
As famílias são divididas em três tipos – Famílias do sistema, Famílias RFA (carregáveis) e Famílias modeladas no Local – dependendo do elemento. A figura 5 exemplifica as famílias de paredes do tipo Família do sistema.
Famílias do sistema
Famílias do sistema são as famílias que vêm instaladas no programa e não podem ser apagadas. Podem ser elementos Modelo ou de Anotação. Por exemplo, as paredes são famílias Sistema, portanto não é possível apagá-las, mas se você quer um tipo de parede que não está na lista, pode criá-la a partir da sua duplicação. Nas Famílias do sistema, podemos, então, criar outros tipos a partir dos existentes. É possível apagar os tipos que não utilizamos, mas não podemos apagar uma família. Alguns exemplos de Famílias do sistema são paredes, telhados, pisos, forros.
FIGURA 5 | EXEMPLO DE OBJETOS DE FAMÍLIAS – PAREDES, MESAS, CADEIRAS
Famílias RFA 
Famílias RFA (carregáveis) fica em um arquivo externo, por exemplo, PORTA.RFA, que é carregado em qualquer projeto. A família é criada a partir de um modelo/template do Revit (RFT), específico para criação de cada tipo de família. O programa tem um editor de famílias que usa modelos/templates predefinidos para a criação das famílias. Um exemplo é a família de mobiliário específico de um fabricante, que pode ser fornecida por ele, por meio de download na web, ou comercializada. Somente algumas famílias RFA vêm carregadas no projeto para que o template não fique muito grande. Caso queira utilizar outros tipos de elementos, você deve carregar outras famílias ou criar uma a partir de um modelo/ template (arquivo RFT) específico para o objeto.
Famílias modeladas no local
Famílias modeladas no local são famílias criadas diretamente no arquivo do projeto, não em um arquivo separado, como o RFA; não podem ser exportadas diretamente para outro projeto. Uma família desse tipo só deve ser criada para uso específico de um projeto particular e nunca deve ser reutilizada em outro projeto. Se o objetivo for utilizar várias vezes o mesmo elemento, ele deve ser criado em uma família do tipo RFA, com o modelo/template específico para cada elemento, ou com o template de Modelos Genéricos, com o editor de famílias e carregado no projeto.
Propriedades das famílias
Uma família reúne objetos da mesma categoria com características diferentes. Por exemplo, a família de Parede básica reúne vários tipos de paredes, com espessuras diferentes. Cada uma delas é um tipo. Alguns parâmetros valem para todas as paredes de um mesmo tipo e outros são específicos de uma instância inserida no projeto. É possível haver duas paredes do mesmo tipo com alturas diferentes. Isso pode ser controlado pelo Revit em Propriedades de tipo e Propriedades (que se refere ao elemento selecionado ou a ser inserido).
Propriedades de tipo
As propriedades de tipo definem os parâmetros de tipos de parede. Elas são definidas para todas as paredes de um mesmo tipo e incluem aparência, estrutura e tamanho. Ao modificar um parâmetro nas Propriedades de tipo, a alteração ocorre em todas as paredes desse tipo no projeto. Por exemplo, se a espessura do acabamento for alterada, todas as paredes com o mesmo tipo no projeto serão modificadas.
Propriedades
Propriedades define os parâmetros específicos de um elemento inserido no modelo, que chamamos de instância. Neste exemplo, um mesmo tipo de parede, Alvenaria 25, tem uma das paredes com altura (Restrição superior) até o nível Acima para o nível: Cobertura, e outras em que a altura já é definida como Acima para o nível: Superior, ou seja, vai até a altura do pavimento superior. Se a altura desses pavimentos for alterada, a altura da parede mudará automaticamente. Por isso, essa é uma propriedade de instância, isst é, de um objeto selecionado no modelo. Outras paredes do mesmo tipo podem ter alturas diferentes, mas todas têm 25 cm de espessura e as mesmas características de acabamento, estrutura, representação no projeto etc. A janela Propriedades exibe as propriedades do objeto selecionado ou a ser inserido, as quais representam uma instância do objeto no projeto.
Outras ferramentas de modelagem BIM
Além da ferramenta Revit, existem outras ferramentas para modelagem de projetos que dão suporte à metodologia BIM, entre eles são: Overview, Revizto, Navisworks, ArchiCAD, Vectorworks Architect, Edificius, Midas Gen, Autodesk BIM 360, SketchUp, Buildertrend, Trimble Connect, BIMobject,Civil 3D, BricsCAD BIM, Sefaira, Hevacomp, Kreo, VisualARQ, The Wild, Allplan Architecture, AECOsim Building Designer (OpenBuildings Designer), ActCAD BIM, BIMx, dRofus, Procore, ArCADia BIM 11, Tekla BIMsight, BEXEL Manager, PriMus IFC, IrisVR, Free BIM solutions, FreeCAD, RevitLT e até mesmo algumas bibliotecas na linguagem de programação Python, que permitem modelagem paramétrica de objetos 3D.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
Chegamos, assim, ao final dos estudos dessa unidade. Veja a seguir o webstorie como os principais pontos abordados. 
Questão 01
Sobre a ferramenta Revit, assinale a opção INCORRETA.
Revit é uma ferramenta que utiliza um novo conceito, o Building Information Modeling (BIM), ou Modelagem da Informação da Construção), com o qual os edifícios são criados de uma nova maneira.
Permite modelar objetos de forma 3D virtualmente e tem como um dos benefícios verificar interferências entre as várias disciplinas atuantes na construção.
Por se tratar de um modelo virtual, é possível utilizar informações reais para analisar conflitos de projeto, realizar estudo de insolação, uso de energia, entre outras facilidades.
Ao projetar um edifício em 3D com o Revit, trabalhamos com elementos construtivos, como paredes, lajes, vigas, esquadrias, forros, escadas, telhados etc.
O Revit oferece ferramentas para projeto de arquitetura. Entretanto, não oferece ferramentas para projeto de instalações hidráulicas, elétricas e climatização, engenharia estrutural e de construção.
Verificar 
Resposta Correta:
Incorreta. O Revit oferece ferramentas para projetos de instalações hidráulicas, elétricas e climatização, engenharia estrutural e de construção.
Resposta Correta: O Revit oferece ferramentas para projeto de arquitetura. Entretanto, não oferece ferramentas para projeto de instalações hidráulicas, elétricas e climatização, engenharia estrutural e de construção.
Incorreta. O Revit oferece ferramentas para projetos de instalações hidráulicas, elétricas e climatização, engenharia estrutural e de construção.
Questão 02
Sobre os elementos paramétricos do Revit, marque a alternativa INCORRETA.
Todos os objetos do Revit pertencem a uma família, e estas pertencem a categorias ou classes.
As categorias ou classes são os elementos construtivos, como paredes, vigas, pilares etc.
Os elementos 2D de anotação, como cotas, símbolos, texto, já se comportam de modo diferente: aparecem somente na vista em que foram criados.
Cada elemento de uma família tem suas Propriedades de tipo, diferentes para todos os objetos do mesmo tipo, e propriedades de instância (Propriedades) próprias da instância inserida no projeto, que são iguais de um objeto para outro.
A parametria é bidirecional no Revit.
Verificar 
Resposta Correta:
Incorreta! Cada elemento de uma família possui propriedades iguais se estão na mesma família. 
Resposta Correta: Cada elemento de uma família tem suas Propriedades de tipo, diferentes para todos os objetos do mesmo tipo, e propriedades de instância (Propriedades) próprias da instância inserida no projeto, que são iguais de um objeto para outro.
Incorreta! Cada elemento de uma família possui propriedades iguais se estão na mesma família. 
Questão 03
Sobre a interface, estrutura e funcionamento da ferramenta Revit, marque a opção CORRETA.
Para começar um novo projeto, clique em Modelos > Novo. O modelo/template é um arquivo com extensão .RTE, que tem os parâmetros iniciais de um projeto, com as configurações padrão de projetos.
O Revit não possui template/modelo com sistema métrico padrão.
O elemento Blender faz parte das áreas de menu do Revit.
O Revit não possui área de controle de vistas, pois não tem suporte a vistas.
O Revit não trabalha com suporte a escalas reais.
Verificar 
Resposta Correta:
Correta! Para começar um novo projeto, clique em Modelos > Novo. O modelo/template é um arquivo com extensão .RTE, que tem os parâmetros iniciais de um projeto, com as configurações padrão de projetos.
Resposta Correta: Para começar um novo projeto, clique em Modelos > Novo. O modelo/template é um arquivo com extensão .RTE, que tem os parâmetros iniciais de um projeto, com as configurações padrão de projetos.
Correta! Para começar um novo projeto, clique em Modelos > Novo. O modelo/template é um arquivo com extensão .RTE, que tem os parâmetros iniciais de um projeto, com as configurações padrão de projetos.
Questão 04
Sobre os elementos e famílias da ferramenta Revit, assinale as alternativas CORRETAS.
Objetos de anotação: são os elementos usados para as anotações do projeto, como textos, cotas, linhas de chamada etc.
Dados: são os elementos de anotação, como texto e cotas. Eles são específicos de cada vista. Isso significa que uma cota criada em uma vista aparece somente na vista em que foi criada.
Elementos de vista são todas as vistas do desenho que também são consideradas elementos. Por exemplo, plantas, cortes, vistas 3D, tabelas etc. São acessados pelo Navegador de projeto.
Alguns elementos do Revit não pertencem ao conceito de família.
O Revit só permite criar famílias modeladas no local, e não permite carregar famílias externas.
Verificar Resposta Correta:
- Objetos de anotação: são os elementos usados para as anotações do projeto, como textos, cotas, linhas de chamada etc.
Correta! Objetos de anotação são os elementos usados para as anotações do projeto, como textos, cotas, linhas de chamada etc.
- Dados: são os elementos de anotação, como texto e cotas. Eles são específicos de cada vista. Isso significa que uma cota criada em uma vista aparece somente na vista em que foi criada.
Correta! Dados são os elementos de anotação, como texto e cotas. Eles são específicos de cada vista. Isso significa que uma cota criada em uma vista aparece somente na vista em que foi criada.
- Elementos de vista são todas as vistas do desenho que também são consideradas elementos. Por exemplo, plantas, cortes, vistas 3D, tabelas etc. São acessados pelo Navegador de projeto.
Correta! Elementos de vista são todas as vistas do desenho que também são consideradas elementos. Por exemplo, plantas, cortes, vistas 3D, tabelas etc. São acessados pelo Navegador de projeto.
Resposta Correta: Objetos de anotação: são os elementos usados para as anotações do projeto, como textos, cotas, linhas de chamada etc.
Correta! Objetos de anotação são os elementos usados para as anotações do projeto, como textos, cotas, linhas de chamada etc.
Resposta Correta: Dados: são os elementos de anotação, como texto e cotas. Eles são específicos de cada vista. Isso significa que uma cota criada em uma vista aparece somente na vista em que foi criada.
Correta! Dados são os elementos de anotação, como texto e cotas. Eles são específicos de cada vista. Isso significa que uma cota criada em uma vista aparece somente na vista em que foi criada.
Resposta Correta: Elementos de vista são todas as vistas do desenho que também são consideradas elementos. Por exemplo, plantas, cortes, vistas 3D, tabelas etc. São acessados pelo Navegador de projeto.
Correta! Elementos de vista são todas as vistas do desenho que também são consideradas elementos. Por exemplo, plantas, cortes, vistas 3D, tabelas etc. São acessados pelo Navegador de projeto.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
Questão 05
Sobre as propriedades das famílias no Revit, assinale as opções CORRETAS.
Uma família reúne objetos da mesma categoria com características iguais.
Por exemplo, a família de “Parede básica” reúne o mesmo tipo de parede com espessuras iguais.
O Revit possui os conceitos de propriedades de tipos, propriedades intrínsecas e propriedades extrínsecas.
As propriedades de tipo definem os parâmetros de tipos de parede. Elas são definidas para todas as paredes de um mesmo tipo, e incluem aparência, estrutura e tamanho.
As propriedades definem os parâmetros específicos de um elemento inserido no modelo, que chamamos de instância.
Verificar Resposta Correta:
- As propriedades de tipo definem os parâmetros de tipos de parede. Elas são definidas para todas as paredes de um mesmo tipo, e incluem aparência, estrutura etamanho.
Correta! As propriedades de tipo definem os parâmetros de tipos de parede. Elas são definidas para todas as paredes de um mesmo tipo, e incluem aparência, estrutura e tamanho.
- As propriedades definem os parâmetros específicos de um elemento inserido no modelo, que chamamos de instância.
Correta! As propriedades definem os parâmetros específicos de um elemento inserido no modelo, que chamamos de instância.
Tópico 01
Avançando no projeto com ferramentas BIM
Olá, estudante! Seja bem-vindo(a) à unidade de estudo avançando no projeto com ferramentas BIM.
Nesta unidade, vamos avançar um pouco nos conceitos do Revit. Vamos entender como iniciar um projeto no Revit, as configurações iniciais (unidades de trabalho, níveis e eixos), como construir um modelo, anotações, cotas e textos, rederização e produção de vistas. 
As configurações iniciais de um projeto envolvem muitos itens e decisões que requerem cuidado. Os programas de projeto e desenho, em geral, trazem pré-configurações iniciais, que podem ser úteis para a maioria dos usuários, mas não podem satisfazer a todos. Cada escritório tem padrões que facilitam o trabalho da equipe, os quais, geralmente, cobrem quase todo o processo de projeto e apresentação dos desenhos. Em um projeto no Revit, é preciso definir espessuras de linhas dos objetos, estilos de textos, símbolos, pavimentos, unidades, vistas, famílias, entre outras configurações que permitem que haja o mesmo ponto de partida para todos os outros projetos.
Estamos falando muito sobre a ferramenta Revit, e você pode estar se perguntando: Qual a importância de aprender essa ferramenta? No que ela será útil para mim?
Por que o Revit é Importante?
Para entender o porquê aprender a ferramenta Revit é importante, leia o texto abaixo:
DARÓS, José. Por que você precisa aprender Revit? 11 maio 2021. Disponível em: https://utilizandobim.com/blog/porque-voce-precisa-aprender-revit/#:~:text=Otimiza%C3%A7%C3%A3o%20da%20produtividade,para%20o%20canteiro%20de%20obras. Acesso: 4 out. 2022.
Após ler o texto, você conseguiu compreender por que aprender a utilização da ferramenta Revit é importante? São vários os benefícios. Pode ser um pouco difícil no começo a mudança de paradigmas e de novos aprendizados, mas depois o ganho de produtividade no seu trabalho pode valer a pena.
Ao final desta unidade, espero que você atinja os objetivos específicos de aprendizado.
Ao final deste conteúdo, você será capaz de:
· utilização de ferramentas BIM na projetação arquitetônica, desde a fase de concepção ao desenvolvimento do projeto executivo;
· estimular o uso de ferramentas e recursos computacionais que facilitem a realização de estudos de alternativas viáveis para soluções de problemas de projeto;
· compreender a utilização da modelagem paramétrica na ferramenta Revit.
Início de um projeto com Revit - criação de modelo/template
Ao entrar no Revit, surge a tela inicial, em que podemos abrir um arquivo de projeto já existente ou iniciar um novo. Vamos clicar em Novo para iniciar um novo projeto.
Ao clicar em Novo, iniciamos um novo arquivo, que utiliza um modelo/ template de configurações básicas predefinido no comando Opções. O Revit possui alguns modelos/templates básicos. Esses modelos/templates estão na pasta C:\ProgramData\Autodesk\RVT2020\Templates\Brazil\. Essa pasta está no seu computador no local de instalação do Revit.
A janela Novo projeto pede para que você selecione o modelo/template a ser utilizado e abre as opções disponíveis, como: Modelo de arquitetura, Modelo de construção, Modelo estrutural e Modelo mecânico ou <Nenhum>. 
Você poderá ter mais de um modelo/template, e escolher entre eles ao iniciar. um projeto com esse comando. Por exemplo, podemos criar um template para projetos comerciais e outro para projetos residenciais. Como muitas características desses projetos são diferentes, seria justificável e produtivo ter padrões predefinidos para cada uma das situações. Para criar um modelo/template, você deve definir todos os padrões de projeto em um arquivo e salvá-lo como RTE.
1. Inicie um novo projeto utilizando o modelo/template Modelo de arquitetura – na realidade, você está abrindo o arquivo DefaultBRAPTB.
2. Faça todas as alterações para que as configurações fiquem de acordo com seus padrões e necessidades (tipos de linha, unidades, pavimentos, famílias, crie folhas etc.). No decorrer do estudo, você vai aprender a criar esses elementos.
3. Configure Estilos de objeto, Espessura da linha e Estilos de linha. Faça outras configurações necessárias na aba Gerenciar > Configurações.
4. As famílias do tipo Famílias do sistema (Parede, Piso, Telhado etc.) são criadas no arquivo do modelo/template e gravadas junto com o modelo/template. As famílias do tipo RFA mais utilizadas podem ser carregadas no modelo/template. Ao iniciar um projeto com o modelo/template, elas já estão disponíveis. Porém, você só deve carregar as famílias RFA que forem essenciais ao projeto, para não criar um modelo/template com muita informação e gerar um arquivo muito grande.
5. Na aba Arquivo, selecione Salvar Como > Modelo.
6. Dê um nome ao modelo e verifique se o tipo de arquivo está marcado como RTE. Procure gravar na pasta C:\ProgramData\Autodesk\RVT2018\Templates\Brazil\ junto com os outros modelos/templates já instalados.
É importante ressaltar que introduzimos o conceito de modelos/templates no Revit e sugerimos um guia para criá-los. Todos os itens que podem ser padronizados e configurados serão vistos nos capítulos posteriores. Com o tempo de uso do programa e a experiência adquirida, você ficará mais seguro para selecionar, alterar e configurar os elementos de seu interesse para gerar o padrão de modelos/templates. Quanto mais experiência na utilização do Revit, mais elaborado pode ficar o modelo/template. Volte a esse item depois que completar os exercícios e o tutorial, pois terá mais conhecimento para elaborar o seu modelo/template. Apesar de reunirem padrões de trabalho, os templates são sempre revistos e aprimorados.
Estilos de objetos
Aba > Gerenciar > Estilos de Objetos
Os estilos de objeto definem como serão representadas as linhas dos elementos (paredes, pilares, janelas, textos, símbolos etc.) em termos de espessura, de cor e também de materiais. Para acessar a janela de diálogo Estilos de objeto na aba Gerenciar, selecione Estilos de objeto. A definição feita será utilizada na visualização dos objetos na tela e na impressão. Se você achar que algumas linhas ficam muito grossas na tela, pode usar o Linhas Finas (TL),  para que todas as linhas fiquem finas na tela temporariamente, pois o Revit já representa na tela as espessuras de impressão.
Se você utiliza o AutoCAD, deve usar os layers para organizar os tipos de objeto e definir as cores das linhas e associá-las a espessuras em um arquivo .CTB. O Revit não tem o conceito de layer, mas sim de objetos com estilos definidos em Estilos de objeto. Então, fazendo uma analogia, no Revit definimos as cores e espessuras de linhas dos elementos, o que indicará a forma como eles são impressos. Essa definição é feita para todos os elementos do Revit. Por exemplo, se você definir que as paredes têm em corte espessura 3 e em vista espessura 1, isso ocorre com todas as paredes do projeto.
Podemos fazer alterações de visibilidade desses objetos por vista, de forma que, se definimos que as paredes têm espessura de linha em planta de 1 na cor preta, como estilos das paredes, podemos em uma vista específica definir configurações diferentes para as paredes, por exemplo, cor azul e espessura 2. Isso é feito em Visibilidade/Sobreposição de gráficos.
A espessura das linhas é definida em Espessura da linha. O Revit traz espessuras pré-configuradas. Veremos como usar as espessuras na sequência. Vamos especificar como serão impressos todos os elementos do Revit. Essa configuração deve estar no seu modelo/template. As configurações iniciais já estão com uma lógica razoável de projeto, de forma que não será necessário alterá-las em todos os elementos. Você deve fazeruma análise inicial e modificar aqueles elementos que estiverem fora do seu padrão. 
Na janela de diálogo Estilos de objeto (figura 1), note que há quatro abas com as categorias dos objetos, modelo, anotação, analítico e importados, para que sejam definidas suas características por categoria, pois os objetos se comportam de forma diferente. Muitos são representados em 3D e alguns, somente em 2D.
FIGURA 1 | ESTILOS DE OBJETO – OBJETOS DE MODELO
Por exemplo, para configurar o tipo de linha das paredes, selecionamos Paredes e, na coluna Espessura da linha, definimos: Projeção: espessura da linha em vista. Cortar: espessura da linha em corte. O valor que aparece na lista corresponde a uma espessura que é definida em Espessura da linha, que veremos na próxima seção. Cor da linha: define a cor da linha. Padrão de linha: tipo (contínua, tracejada etc.). Material: material básico da categoria, mas poderá ser definido posteriormente em cada tipo de forma mais específica. 
Objetos de anotação: nessa aba, estão os objetos usados para as anotações no projeto, como tags, linha de corte, margens etc. São objetos que só aparecem em 2D e, para eles, não definimos material nem tipo de linha em corte, somente espessura, cor e tipo. Observe a Figura 2.
FIGURA 2 | ESTILOS DE OBJETO – OBJETOS DE ANOTAÇÃO
Objetos de modelo analítico: são os elementos estruturais (vigas, lajes, pilares), que podem ser usados para análises. Como são construtivos, são representados em planta e em corte. Devemos definir as espessuras de linha em vista (Projeção) e em corte (Cortar) na coluna Espessura da linha, bem como a Cor da linha, o Padrão de linha e o Material padrão.
Objetos importados: por exemplo, um arquivo DWG do AutoCAD, que pode servir de base para o projeto, no Revit traz layers com cores definidas no AutoCAD, mas você poderá alterá-las no Revit.
Espessuras de Linhas
Aba > Gerenciar > Configurações adicionais > Espessuras de linha 
A espessura das linhas é configurada na janela de diálogo Espessuras de linha (figura 3). Nela, há uma tabela com escalas e 16 espessuras de linhas que se alteram, dependendo da escala do projeto. Por exemplo, a parede que tem linha em vista com 1 e em corte com 3 terá a espessura da linha em vista na escala 1:50 de 0,18 mm e na escala 1:100 de 0,1 mm; em corte, na escala 1:50 terá espessura de 0,35 mm e na escala 1:100 terá 0,25 mm.
As espessuras já estão associadas a números. Portanto, basta verificar a escala e a espessura e associar o número para configurar a linha de um elemento em Estilos de objeto. Para alterar o valor de uma espessura, basta clicar no campo e digitar o novo valor; a tabela é editável.
FIGURA 3 | ABA GERENCIAR – ESPESSURAS DE LINHA
Na aba Espessura de linhas de perspectiva, temos as espessuras de linha para o desenho em perspectiva. Em Espessuras de linhas de anotação, temos as espessuras para os objetos de anotação.
Unidades de Trabalho
Aba > Gerenciar > Configurações > Unidades de projeto 
Esse comando define as unidades de trabalho. O modelo/template métrico inicia em milímetros, portanto, devemos sempre passar para metros. No Revit, o desenho é criado em escala real 1:1, e a escala de plotagem é definida nas vistas, podendo ser alterada a qualquer momento. Textos, cotas, símbolos e tags são ajustados automaticamente à escala escolhida. Cada vista pode ter uma escala diferente, não havendo necessidade de trabalhar sempre na mesma. Ao montar a folha de impressão, revemos as escalas da vista para imprimir, e as vistas são inseridas nas folhas com as escalas nelas definidas.
Ao entrar no comando, é possível definir as unidades de vários elementos. Então, clique no botão ao lado direito do campo Linear para selecionar as unidades de comprimento (figura 4).
FIGURA 4 | DEFINIÇÃO DE UNIDADES
Na janela de diálogo Formato, selecione a unidade, por exemplo, Metros. O campo Arredondamento define o número de casas decimais, e Símbolo de unidade, se selecionado, pode incluir um símbolo da unidade. O Revit vem configurado para usar ponto (.) como separação decimal e usamos vírgula. Portanto, devemos fazer essa alteração no campo Agrupamento de símbolo/dígito decimal.
Os outros campos definem: Linear: unidade de comprimento. Área: unidade de medida de área. Volume: unidade de medida de volume. Ângulo: unidade de medida de ângulo. Inclinação: unidade de medida de inclinação em graus ou porcentagem. Moeda: unidade de medida de moeda. Densidade de massa: unidade de densidade de massa. Agrupamento de símbolo/dígito decimal: define onde se usa ponto ou vírgula para separação decimal.
Níveis/Pavimentos
Aba > Arquitetura > Dados > Nível
Deve-se criar um pavimento para cada piso do projeto. Ao criarmos os pavimentos, são geradas vistas planas de cada um deles, por exemplo: Térreo, 1º Pavimento, 2º Pavimento, Cobertura. Ao iniciarmos um projeto com o template padrão do Revit, são criados automaticamente os pavimentos Nível 1 e Nível 2, com altura de 4 m entre eles. Para criar um pavimento, devemos estar em uma vista de corte ou elevação.
Para adicionar um pavimento, siga os passos:
1. No Navegador de Projeto, clique na vista de elevação Sul para abrir a vista.
2. Na aba Arquitetura, selecione Nível.
3. Clique com o cursor do lado esquerdo e marque um ponto. Ao fazer isso, uma cota temporária de nível surge na tela alinhada com os outros níveis. Clique no lado direito, alinhando com o símbolo de nível. Depois de criada, edite o valor da cota entre os pavimentos. Você também pode digitar o valor da distância da altura entre o pavimento antes de clicar o primeiro ponto, quando surge uma cota temporária em azul. Prossiga dessa forma para criar todos os outros pavimentos. Ao criar um pavimento, além da planta de piso, a planta de forro também é criada; verifique no Navegador de projeto. As linhas alinham-se horizontalmente.
4. O nome do nível pode ser editado clicando-se nele. Ao alterar o nome do nível, note que o nome da vista em planta também se atualiza no Navegador de projeto.
5. Na barra de opções, temos o botão Deslocamento, que permite dar a distância do nível a ser criado a partir dos pontos clicados. Se definirmos um deslocamento de 3 m e clicarmos nos pontos em cima da linha do último piso, o piso criado fica a 3 m do último. Dessa forma, o novo pavimento já fica na altura desejada.
As linhas de nível são exibidas em todas as vistas de elevação e cortes. Para alterar sua visibilidade em uma vista, é preciso editar as propriedades da vista em Sobreposição de Visibilidade/Gráfico, que vamos ver a frente nesta unidade.
Na linha criada, temos alguns controles que podem alterar a forma de sua representação. Esses controles (grips) permitem alterar a posição da linha, seu comprimento e altura entre os pavimentos pela cota temporária. Todas as alterações feitas só serão exibidas na vista em questão; não serão refletidas nas outras vistas.
 Linhas de eixo
Aba > Arquitetura > Dados > Eixo 
Os Eixos são as linhas de eixo do projeto. Eles servem de guia para inserção de pilares, vigas e paredes, sendo acessados pela aba Arquitetura no painel Dados.
Para criar o eixo na ferramenta Revit, siga os passos abaixo.
1. No Navegador de Projeto, selecione uma vista de planta em Plantas de piso.
2. Na aba Arquitetura, selecione Eixo.
3. Clique em um ponto na tela e arraste o cursor; uma linha tracejada é criada, então marque o ponto final dela.
4. Para inserir outra linha de eixo, clique mais uma vez, e a nova linha se ajusta com a anterior.
5. Para definir uma distância exata entre as linhas, digite o valor antes de clicar no primeiro ponto, quando surgir uma cota temporária em azul, ou defina o valor em Deslocamento, na barra de opções, como em Nível, e clique nos pontos sobre a última linha inserida.
6. Crie as outras linhas de eixo no projeto. 
Os eixos têm o mesmo controle visto para níveis, de forma que podemos inserir outro símbolo de eixo na outra As linhas de eixo vão sendo criadas com a numeração 1, 2, 3 etc., aliás, nesse caso, podemos usar letras e números.
E para editar o número, clique nelee digite a nova letra. Os eixos e os níveis são elementos 2D do tipo Dados e visíveis em todas as vistas planas e elevações.
Com os pavimentos e as linhas de eixo criados, estão praticamente prontos os ajustes básicos para se iniciar um projeto no Revit. Para dar continuidade ao projeto, o próximo passo é a inserção das paredes e dos outros elementos, como pilares, lajes, vigas, esquadrias e assim por diante. Cada capítulo do livro trata de um desses elementos. Com os pavimentos e os eixos de referência, podemos iniciar com as paredes ou com os pilares nos eixos.
Importação de desenho em 2D do AutoCAD® 
Para importar um desenho em 2D do AutoCAD®,  usamos a ferramenta Vínculo de CAD, que permite vincular o desenho AutoCAD® ao Revit de forma que, se houver uma alteração no AutoCAD® regando o desenho no Revit.
A outra opção é Importar CAD, que importa somente o desenho do AutoCAD®, usamos a ferramenta Vínculo de CAD, que permite vincular o , podemos atualizar o link, recarregando o desenho no Revit, não permitindo atualizações. As duas opções são selecionadas pela aba Inserir. Ative a vista do pavimento Térreo, clicando duas vezes nela no Navegador de projeto. Ao entrar no comando, é necessário selecionar o arquivo DWG (Arquivo do AutoCAD que você deseja inserir).
Após a seleção, devemos ajustar alguns parâmetros na parte inferior da janela. Acompanhe.
Apenas a vista atual: se essa opção estiver ativada, o DWG é inserido somente na vista corrente do desenho. Sempre que uma planta de um pavimento for incluída no projeto, é preciso habilitar a opção. É necessário desabilitá-la quando uma planta de curva de nível, para a modelagem de terrenos, for introduzida.
Cores: a opção Inverter inverte as cores dos layers do AutoCAD; Preservar mantém as cores dos layers, e Preto e Branco altera a cor do desenho para branco e preto, dependendo de como ele estiver no AutoCAD.
Camadas/Níveis: a opção Todos traz todos os layers do AutoCAD. Visíveis traz somente os layers ligados no arquivo e Especificar permite especificar quais layers serão trazidos.
Unidades de importação: define as unidades de importação do arquivo. É recomendável que você identifique a unidade do desenho que está importando e marque nesse campo a unidade correta.
Posicionamento: permite escolher em que posição o arquivo será inserido no Revit.
Colocar em: nome do pavimento em que está sendo inserido o arquivo.
Depois de inserido no pavimento, podemos usar o arquivo DWG como base para o projeto no Revit. Podemos desenhar paredes sobre as paredes do DWG, porque o Revit pega pontos finais e intersecções do arquivo do AutoCAD, ou usar um DWG com curvas de nível para criar um terreno, entre outras possibilidades. Se houver uma planta para cada pavimento no AutoCAD, cada planta deve ser inserida no pavimento correspondente no Revit, marcando-se Apenas a vista atual, de modo que não haja sobreposição de desenhos no Revit. Ative a vista do pavimento na qual serão inseridos os arquivos do AutoCAD antes de selecionar Vínculo de CAD.
Criação de vistas
Aba > Vista > Criar 
Para criar outras vistas, como cortes, vistas 3D, elevações, vamos utilizar os comandos do painel Criar, como mostra a figura 5. Ao trabalhar em 3D, é imprescindível visualizar o projeto de várias formas e pontos de vista para evitar erros e facilitar a compreensão. A seguir, acompanhe cada uma delas.
FIGURA 5 | ABA VISTA – COMANDOS PARA CRIAR OUTRAS VISTAS.
Vista 3D
Aba > Vista > Criar > Vista 3D
É possível criar uma vista 3D do modelo. Para isso, clique em Vista 3D padrão. A vista isométrica padrão em 3D é exibida na tela; no Navegador de projeto, ela é criada com o nome 3D. Em seguida, pode-se modificar a posição do desenho em 3D com os comandos Zoom, Pan, ViewCube e Círculo de Navegação e, com as teclas Shift + botão Scroll, girar o desenho em 3D e renomear a vista. Veja no Navegador de Projetos a vista criada com nome 3D. Para renomear uma vista 3D, clique com o botão direito do mouse no seu nome e selecione a opção Renomear.
Além disso, podemos trabalhar com as seguintes visualizações para as vistas como: Corte, Elevação, Vistas de Planta, Duplicar Vista, Adicionar Legendas, Vista de Desenho, Importar vista do AutoCAD e Linha de Detalhe.
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
Estudo Guiado
Para saber mais sovre o Revit, leia da página 100 até a página 119 do Livro Autodesk® Revit® Architecture 2020 - conceitos e aplicações.
 Clique no link e leia o livro
NETTO, Cláudia Campos. Autodesk® Revit® Architecture 2020 - conceitos e aplicações. São Paulo: Editora Saraiva, 2020.
Questão 01
Sobre a criação de um projeto no Revit, assinale a alternativa INCORRETA.
Ao clicar em Novo, iniciamos um novo arquivo, que utiliza um modelo/template de configurações básicas predefinido no comando Opções.
A janela Novo projeto pede que você selecione o modelo/template a ser utilizado e abre as opções disponíveis, como: Modelo de arquitetura, Modelo de construção, Modelo estrutural e Modelo mecânico ou . 
O Revit permite que você tenha apenas um modelo/template ao iniciar um projeto.
Para criar um modelo/template, você deve definir todos os padrões de projeto em um arquivo e salvá-lo como RTE.
Configure Estilos de objeto, Espessura da linha e Estilos de linha. Faça outras configurações necessárias na aba Gerenciar > Configurações.
Verificar 
Resposta Correta:
Incorreta! O Revit permite que você tenha vários modelos/templates.
Resposta Correta: O Revit permite que você tenha apenas um modelo/template ao iniciar um projeto.
Incorreta! O Revit permite que você tenha vários modelos/templates.
Questão 02
Sobre os estilos de objetos no Revit, marque a opção que apresenta uma informação INCORRETA.
Os estilos de objeto definem como serão representadas as linhas dos elementos (paredes, pilares, janelas, textos, símbolos etc.) em termos de espessura, de cor e também de materiais.
Se você utiliza o AutoCAD, deve usar os layers para organizar os tipos de objeto e definir as cores das linhas e associá-las a espessuras em um arquivo .CTB.
O Revit não tem o conceito de layer, mas sim de objetos com estilos definidos em Estilos de objeto.
A espessura das linhas é definida em Espessura da linha. O Revit não traz espessuras pré-definidas, tudo deve ser configurado pelo usuário.
Objetos de modelo analítico são os elementos estruturais (vigas, lajes, pilares) que podem ser usados para análises. Como são construtivos, são representados em planta e em corte.
Verificar 
Resposta Correta:
Incorreta! O Revit já traz espessuras pré-configuradas. 
Resposta Correta: A espessura das linhas é definida em Espessura da linha. O Revit não traz espessuras pré-definidas, tudo deve ser configurado pelo usuário.
Incorreta! O Revit já traz espessuras pré-configuradas. 
Questão 03
Sobre as unidades de trabalho da ferramenta Revit, marque a opção INCORRETA sobre a ferramenta.
O modelo/template métrico inicia em metros. Portanto, devemos sempre passar para milímetros.
Agrupamento de símbolo/dígito decimal define onde se usa ponto ou vírgula para separação decimal.
Ao montar a folha de impressão, revemos as escalas da vista para imprimir, e as vistas são inseridas nas folhas com as escalas nelas definidas.
Cada vista pode ter uma escala diferente, não havendo necessidade de trabalhar sempre na mesma.
No Revit, o desenho é criado em escala real 1:1, e a escala de plotagem é definida nas vistas, podendo ser alterada a qualquer momento.
Verificar 
Resposta Correta:
Incorreta! O modelo template inicia-se em milímetros e deve ser convertido para metros.
Resposta Correta: O modelo/template métrico inicia em metros. Portanto, devemos sempre passar para milímetros.
Incorreta! O modelo template inicia-se em milímetros e deve ser convertido para metros.
Questão 04
Sobre a funcionalidade de Níveis/Pavimentos da ferramenta Revit, assinale as alternativas CORRETAS.
Deve-se criar um pavimento para cada piso do projeto.
Ao criarmos os pavimentos, são geradas vistas planas de cada um deles, por exemplo: Térreo, 1º Pavimento, 2º Pavimento, Cobertura.
As linhas de nível são exibidasem todas as vistas de elevação e cortes.
Não é permitido alterar a visibilidade das linhas de nível.
É permitido criar níveis com desnível no Revit.
Verificar Resposta Correta:
- Deve-se criar um pavimento para cada piso do projeto.
Correta! Deve-se criar um pavimento para cada piso do projeto.
- Ao criarmos os pavimentos, são geradas vistas planas de cada um deles, por exemplo: Térreo, 1º Pavimento, 2º Pavimento, Cobertura.
Correta! Ao criarmos os pavimentos, são geradas vistas planas de cada um deles, por exemplo: Térreo, 1º Pavimento, 2º Pavimento, Cobertura.
- As linhas de nível são exibidas em todas as vistas de elevação e cortes.
Correta! As linhas de nível são exibidas em todas as vistas de elevação e cortes.
 
Resposta Correta: Deve-se criar um pavimento para cada piso do projeto.
Correta! Deve-se criar um pavimento para cada piso do projeto.
Resposta Correta: Ao criarmos os pavimentos, são geradas vistas planas de cada um deles, por exemplo: Térreo, 1º Pavimento, 2º Pavimento, Cobertura.
Correta! Ao criarmos os pavimentos, são geradas vistas planas de cada um deles, por exemplo: Térreo, 1º Pavimento, 2º Pavimento, Cobertura.
Resposta Correta: As linhas de nível são exibidas em todas as vistas de elevação e cortes.
Correta! As linhas de nível são exibidas em todas as vistas de elevação e cortes.
 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
· 
Questão 05
Sobre as funcionalidades linhas de eixo e criação de vistas da ferramenta Revit, marque as opções CORRETAS.
Os Eixos são as linhas de eixo do projeto. Eles servem de guia para inserção de pilares, vigas e paredes, sendo acessados pela aba Arquitetura no painel Dados.
Os eixos têm o mesmo controle visto para níveis, de forma que podemos inserir outro símbolo de eixo na outra As linhas de eixo vão sendo criadas com a numeração 1, 2, 3 etc.
É possível criar uma vista 3D do modelo. Para isso, clique em Vista 3D padrão. A vista isométrica padrão em 3D é exibida na tela.
Não é possível criar vistas planas no Revit.
Todas as alternativas acima estão incorretas.
Verificar Resposta Correta:
- Os Eixos são as linhas de eixo do projeto. Eles servem de guia para inserção de pilares, vigas e paredes, sendo acessados pela aba Arquitetura no painel Dados.
Correta! Os Eixos são as linhas de eixo do projeto. Eles servem de guia para inserção de pilares, vigas e paredes, sendo acessados pela aba Arquitetura no painel Dados.
- Os eixos têm o mesmo controle visto para níveis, de forma que podemos inserir outro símbolo de eixo na outra As linhas de eixo vão sendo criadas com a numeração 1, 2, 3 etc.
Correta! Os eixos têm o mesmo controle visto para níveis, de forma que podemos inserir outro símbolo de eixo na outra As linhas de eixo vão sendo criadas com a numeração 1, 2, 3 etc.
- É possível criar uma vista 3D do modelo. Para isso, clique em Vista 3D padrão. A vista isométrica padrão em 3D é exibida na tela.
Correta! É possível criar uma vista 3D do modelo. Para isso, clique em Vista 3D padrão. A vista isométrica padrão em 3D é exibida na tela.
image4.png
image5.png
image6.png
image7.png
image8.png
image9.jpeg
image10.png
image11.png
image12.png
image13.png
image14.png
image15.jpeg
image16.png
image17.png
image18.png
image19.png
image20.png
image1.png
image2.png
image3.png

Mais conteúdos dessa disciplina