Prévia do material em texto
< DESCRIÇÃO Segurança e Identificação do paciente; comunicação entre os profissionais de saúde e o paciente; segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos. PROPÓSITO Compreender aspectos conceituais relacionados à segurança do paciente, bem como a aplicação de práticas clínicas seguras no que se refere às metas de identificação do paciente. Além de comunicação entre profissionais de saúde e paciente e o uso seguro de medicamentos. OBJETIVOS MÓDULO 1 Descrever as medidas necessárias para identificação do paciente e assistência à saúde livre de riscos MÓDULO 2 Descrever as orientações para melhoria da efetividade da comunicação entre profissionais de saúde e paciente em prol da segurança MÓDULO 3 Descrever as medidas necessárias para o uso seguro de medicamentos quanto à prescrição, à dispensação e à administração de fármacos INTRODUÇÃO Considerando o contexto mundial, o grande debate acerca da segurança do paciente emergiu na década de 90, a partir da publicação do relatório To Err is Human (Errar é humano), do Institute of Medicine (IOM). Esse documento apontou um índice elevado de mortes por ano no ambiente hospitalar decorrente de erros evitáveis causados durante os cuidados com a saúde. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a segurança do paciente é definida: “como a redução do risco de danos desnecessários a um mínimo aceitável” (WHO, 2009). Em 2004, a OMS, em busca de reforçar esse movimento, lançou a Aliança Mundial para segurança do paciente, com o propósito de apresentar medidas que busquem melhoria da qualidade e cuidado nas unidades de saúde. Desde então, o Brasil está de maneira interna e externa envolvido com tais medidas de melhoria da assistência. Ainda nesse contexto, em 1 de abril de 2013, através da Portaria nº 529, foi lançado pelo Ministério da Saúde o Programa Nacional de Segurança do Paciente, que tem por objetivo propor estratégias para o desenvolvimento de um cuidado seguro e de qualidade através da implantação de metas prioritárias em todas as unidades de saúde no âmbito nacional. São elas: identificação do paciente, comunicação efetiva, segurança de medicamentos, cirurgia segura, higienização das mãos, redução de queda e lesão por pressão. A Enfermagem, cujo objeto central de trabalho é prestar cuidados à pessoa humana em unidades de saúde, está intimamente relacionada com os princípios da segurança do paciente. Os enfermeiros, como os principais agentes na linha de frente do cuidado direto, têm o compromisso substancial de executar um cuidado seguro, livre de danos e incidentes. Neste tema, apresentaremos a base teórica acerca da segurança do paciente, as principais metas para o alcance de um cuidado de Enfermagem seguro, medidas para a correta identificação do paciente, uso seguro de medicamentos, principalmente, ao que se refere à administração, bem como as principais estratégias para melhoria da comunicação entre profissionais de saúde e paciente. Por fim, vamos refletir sobre o cuidado de Enfermagem e suas implicações para a segurança do paciente e qualidade da assistência. Importantes reflexões que devemos fazer são: O que é um cuidado de Enfermagem seguro? Qual a relação da Enfermagem e a segurança do paciente? Como anunciava Nightingale (apud CARVALHO, 2009): “Pode parecer um princípio estranho anunciar como requisito básico, em um hospital, que não se deve causar dano ao doente.” MÓDULO 1 Descrever as medidas necessárias para identificação do paciente e assistência à saúde livre de riscos A SEGURANÇA E A IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE A temática identificação do paciente é a primeira meta prioritária no contexto da segurança do paciente. A finalidade dessa meta é garantir que o cuidado seja prestado ao paciente correto, visando diminuir incidentes ou danos e assegurar que o cuidado (procedimento ou tratamento) seja recebido pela pessoa correta. IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE A especialista Joseane Oliveira fala sobre o conceito de identificação do paciente, contextualiza com a prática de enfermagem e apresenta estratégias de melhoria e conscientização Em 2003, surgiu uma preocupação internacional acerca de medidas mais concretas para garantir a segurança do paciente e, através da Join Comission Internacional, foi proposto o estabelecimento de metas prioritárias para atingir um processo com foco no paciente, na segurança e na qualidade de cuidados. A acreditação hospitalar consiste em um processo de avaliação do nível de qualidade dos cuidados prestados em uma unidade de saúde, é um processo voluntário, periódico e que exige da instituição a implementação de protocolos rigorosos e sistemáticos para o alcance da certificação. javascript:void(0) JOIN COMISSION INTERNACIONAL A Join Comission Internacional é um órgão dos Estados Unidos destinado a realizar o processo de acreditação em unidades de saúde. No Brasil, é representada pela Organização Nacional de Acreditação ((ONA)) e tem por objetivo tornar a gestão melhor, aperfeiçoar procedimentos e, assim, avaliar o processo de trabalho da instituição como um todo, com um olhar sistêmico para cada meta da segurança do paciente no contexto da unidade de saúde. RECOMENDAÇÃO DE PROTOCOLOS E PRÁTICAS Quanto ao processo de identificação, este se dá desde o momento da admissão ao serviço de saúde, na sua chegada ao hospital ou a qualquer atendimento em saúde, como unidades de internação, ambulatório, salas de emergência, centro cirúrgico e em locais que sejam realizados procedimentos, quer terapêuticos, quer diagnósticos. Deve-se assegurar que apenas será destinado ao paciente o procedimento ou intervenção prescritos, prevenindo a ocorrência de enganos (BRASIL, 2013). A identificação correta do paciente é tema primordial de atenção no cenário global de construção de uma assistência em saúde com o mínimo risco de dano possível. Através de protocolos, as instituições buscam organizar as ações a um atendimento direcionado à qualidade, em um modelo normatizado que singulariza o risco de dano e viabiliza a identificação através de ferramentas administrativas, de processos passíveis à otimização do cuidar (BLANCO, 2020). O protocolo de identificação do paciente elaborado pelo Ministério da Saúde nos apresenta que, entre o período de 2003 e 2005, The United Kingdom National Patient Safety Agency (Agência Nacional de Segurança do Paciente do Reino Unido. ) evidenciou 236 incidentes relacionados a pulseiras de identificação com informações incorretas. A identificação errada do paciente foi relatada em mais de 100 análises de causa raiz realizadas pelo The United States Department of Veterans Affairs (VA) National Center for Patient Safety (Centro Nacional de Segurança do Paciente do Departamento de Assuntos de Veteranos dos Estados Unidos (VA).) no período de 2000 e 2003 (BRASIL, 2013). Os danos decorridos de falhas na identificação do paciente em 2015 foram responsáveis por 53,8% dos incidentes, seguidos da troca de nomes, responsável por 24,7% dos incidentes ocorridos, sendo 777 por falta da pulseira, 357 pela troca do nome e 224 pela falta de identificação no leito (BRASIL, 2015) ATENÇÃO É fundamental ressaltar a importância do envolvimento da equipe de saúde para identificação correta do paciente. Esse cuidado acontece em todos os setores, fases e etapas de transição do cuidado e é contínuo durante o tempo de execução dos cuidados. Falhas na identificação podem impactar em erros de medicação, transfusão de hemocomponentes, procedimentos realizados no paciente errado e local errado, exame diagnóstico e até mesmo troca de bebês. Para a realização de um cuidado seguro de identificação do paciente, faz-se necessária a organização da gestão e execução por parte da equipe de saúde, e não somente a Enfermagem. É imprescindível a existência de uma técnica clara e precisa a todo o grupo, a fim de reduzir incidentes associados a este indicador e, assim, asseguraro cuidado à pessoa a que se destina. Precisamos apresentar alguns aspectos técnicos que podem influenciar e aumentar o risco de falhas na identificação do paciente, tais como: nomes inconsistentes, nomes iguais (homônimos) em um mesmo setor, abreviaturas de nomes, mudança de setor, quarto e/ou leito e a própria mudança de turno da equipe de Enfermagem e saúde. Lembre-se de que o número do leito é um localizador, e não um identificador. Por vezes, o paciente necessita de algum remanejamento. Mudança de leito dentro da instituição, seja por transferência de setor, dada a mudança do estado clínico, ou realização de procedimentos, invasivos ou não; seja por questões administrativas ou de hotelaria, pela necessidade de manutenção emergencial no ambiente em que o paciente está alocado. Sendo assim, é de suma importância que a equipe multiprofissional esteja atenta a esse fato, a fim de substituir o dado localizador desse paciente ao novo local onde se encontrará (BRITO, 2015). É imprescindível analisar contextos especiais, como a unidade de emergência e de cuidado intensivo. Circunstâncias ambientais interferem nos processos de trabalho da Enfermagem no que tange à segurança. Na unidade de emergência, o cuidado necessita de rapidez e agilidade dada a iminência do risco de morte. De maneira alguma, você, enfermeiro, não deve desconsiderar medidas que garantam a segurança do paciente, a sua integridade e a integridade do cuidado. A estrutura organizacional e a cultura de segurança do paciente são elementos prioritários para a prática de um cuidado de Enfermagem seguro e de qualidade. A cultura de segurança do paciente é uma mentalidade que consiste em um conjunto de posturas e comportamentos por todo o grupo da unidade de saúde em relação à segurança do cuidado prestado na unidade. Para sua efetiva consolidação, é necessário minimizar fragilidades, como: Déficit de pessoal. Afastamento e medo da alta gestão. Falta de adesão dos profissionais à filosofia de trabalho do local. Nesse caminhar, em relação à filosofia da unidade de saúde e à postura do profissional, para a identificação adequada do paciente, é preciso analisar o cenário do cuidado em que se está inserido e avaliar clinicamente o paciente que recebe esse cuidado. Fatores como: estado de consciência, confusão mental e/ou qualquer fator que interfira na correta e adequada compreensão da fala devem ser analisados criteriosamente. Perguntas para confirmar a identificação, como, por exemplo: “seu nome é Maria da Silva?” devem ser evitadas, pois o paciente pode concordar aleatoriamente, e essa prática induz ao erro na prestação do cuidado. Em função de situações como essa, não se deve verbalizar informações acerca da identificação do paciente. Desse modo, o próprio paciente deve verbalizar seus dados e o profissional apenas irá comprová-los através dos dados disponíveis na pulseira de identificação, placa de cabeceira e/ou na identificação do procedimento que será realizado. De acordo com esse contexto, a pergunta correta a se fazer ao paciente é: “qual é o seu nome completo”? A maneira correta de realizar esse processo será, habitualmente, resolvida pela instituição de saúde. Por exemplo, através da pulseira de identificação na cor branca, uma vez que há outras pulseiras vinculadas a outros fatores de segurança do paciente, como identificação de alergia, geralmente, identificada pela cor vermelha, risco à queda pela cor amarela, dentre outros (SOUZA, 2019). COMO FAZER A IDENTIFICAÇÃO CORRETA DO PACIENTE? O Ministério da Saúde recomenda a pulseira de cor branca para identificação. Em adultos, geralmente, a colocação é feita no punho e, em neonatos, a colocação deve ser no tornozelo. A pulseira deve ter no mínimo 2 identificadores (nome completo, nome da mãe, data de nascimento e/ou número do prontuário). A escrita ou impressão dos identificadores deve ser feita de cor visível. Foto: Shuterstock.com Os dados a serem utilizados, segundo o protocolo de identificação do paciente, são nome completo e data de nascimento. Porém, a pulseira pode conter outros dados para compor a identificação de acordo com o protocolo institucional, como: nome da mãe, local de nascimento, endereço, cidade de nascimento, dentre outros. (BRASIL, 2013). Em pacientes pediátricos, faz-se necessário, além do nome e da data de nascimento, que seja adotado o nome da mãe como identificador, e a fixação da pulseira seja feita imediatamente após o nascimento. Essa é uma forma de evitar possível troca de crianças. Outros indicadores, como sexo e hora de nascimento, também podem ser utilizados. A fixação da pulseira, por exemplo, fica, preferencialmente, no tornozelo, com lateralidade definida (LIRA, 2015). RECOMENDAÇÃO DE PROTOCOLOS E PRÁTICAS Em situações em que não é possível fixar uma pulseira de identificação nos membros, a instituição deve orientar de que modo a identificação deve ser feita, como o uso de crachá pendente no pescoço do paciente em caso de grandes queimados por exemplo (BRASIL, 2013). A padronização da identificação pode variar em cada local, podendo ser quanto ao material de confecção da pulseira, a impressão dos dados feita de modo eletrônico ou manual, com a escrita por meio de caneta em pulseira plástica, a ordem dos dados utilizados e o membro preferencial de fixação da pulseira. A escolha do material, fixação e possíveis variáveis deverão estar descritas em protocolo operacional institucional (BRASIL, 2013). SAIBA MAIS Em geral, é indicado que o material a ser usado para a realização da pulseira seja resistente à água, ao álcool, a fluidos corporais, passível de limpeza e de qualidade, ao ponto que seja resistente ao longo de todo o processo de cuidado. Na prática cotidiana, recomenda-se, como barreira para prevenção de eventos adversos relacionados à identificação, fazer uso da dupla checagem. Tal medida consiste na verificação da pulseira de identificação do paciente por dois profissionais no ato do cuidado ou procedimentos, como: administração de medicamentos, infusão de hemocomponentes e derivados entre outros. É possível, a depender da instituição, implementar um checklist com nome (carimbo) dos profissionais que realizaram a confirmação da identificação antes do cuidado e anexar em documento institucional recomendado. Novas tecnologias podem ser observadas como agentes adjuvantes à segurança do paciente, como o uso de código de barras e QR code impressos na pulseira de identificação. O uso de prontuário e pulseira de identificação com fotografia do paciente permite que a identificação seja feita mesmo em paciente com transtorno mental agudo, situação em que o indivíduo não se faz apto para confirmar os dados de verificação (BLANCO, 2020). VAMOS REFLETIR SOBRE ESSAS ORIENTAÇÕES NA PRÁTICA DA ENFERMAGEM? Em um plantão noturno, em uma enfermaria cirúrgica de 20 leitos, com todos os leitos ocupados, a equipe de Enfermagem encontrava-se reduzida pelo afastamento de metade dos membros da equipe por adoecimento. Senhor João Cláudio dos Anjos Silva (nome fictício) deu entrada durante o plantão diurno para a realização de colonoscopia e com prescrição de preparo cirúrgico com: dieta líquida sem resíduos por três dias e administração de laxante manitol na noite anterior ao procedimento. João Cláudio é um senhor de 83 anos, lúcido e algo orientado, diabético e hipertenso, em uso de polifarmácia, alérgico à dipirona, está acompanhado por um cuidador particular e acomodado no quarto 204 de uma enfermaria de quatro leitos, estando alocado no leito 3. Queixa-se de fome por estar em dieta restritiva e não se sentir pleno após a alimentação. Durante o período da noite, foi admitido no mesmo setor o Senhor João Carlos Almeida Silva, proveniente de um lar para idosos, em um quadro de dor em hipocôndrio direito, investigando colelitíase. Possui 72 anos e é lúcido, porém apresenta déficit cognitivo em função de Alzheimer. É diabético ehipertenso, em uso de polifarmácia e sem acompanhante no quarto 204 da mesma enfermaria no leito 1. Quais as principais medidas que você, enfermeiro, pode realizar para um cuidado seguro? RESOLUÇÃO Diante de todo esse contexto, é importante pensar em estratégias que auxiliem na realização da correta identificação do paciente. As seguintes medidas visam minimizar erros e otimizam o cuidado prestado: ressaltar e valorizar o papel da equipe na execução da técnica correta; padronização do procedimento; fácil acesso ao protocolo assistencial acerca das técnicas realizadas na instituição; envolvimento do paciente, quando possível, do acompanhante, cuidador e da família; capacitação através de programas de educação permanente da equipe e programas de conscientização dos usuários. Outro aspecto que se destaca na cultura de segurança do paciente, como já conversamos aqui, é o paradigma institucional no que se refere à ocorrência do erro. A relação erro e punição em qualquer contexto da segurança do paciente pode afastar os profissionais de realizar notificações e até mesmo o ato de assumir seu erro. Aprender com o erro é uma oportunidade de aprimorar o processo de trabalho, valorizar a instituição e o alcance de melhorias para a qualidade da assistência. Unir valores individuais e de um grupo a ponto de gerar corresponsabilização é um ato pela sua própria segurança e de todos. Finalmente, podemos afirmar que a prática de identificação do paciente através do uso da pulseira é uma recomendação nacional e internacionalmente reconhecida, que visa garantir a segurança e a qualidade do cuidado de saúde prestado. A correta identificação ameniza a possiblidade de incidentes e danos em todo trajeto de cuidado. Além disso, pode apontar para pontos vulneráveis no processo de trabalho. Essa é uma prática simples, usual e frequente nas grandes unidades de saúde. Percebe-se, portanto, que a implementação das medidas de segurança é ampla e que, para o seu real sucesso, necessita da participação de todos, incluindo o próprio usuário e a sua família. Contudo, a assistência de enfermagem é imprescindível para a implementação de ferramentas sólidas para a melhoria da segurança do paciente. Contribua com a cultura de segurança do paciente! Faça sua parte e reduza riscos! VERIFICANDO O APRENDIZADO 1. A IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE, EM UM CENÁRIO HOSPITALAR, É RESPONSABILIDADE: A) De toda a equipe de Enfermagem, tendo o enfermeiro como líder e responsável, pois é a categoria profissional que possui mais horas à beira leito. B) De todos os profissionais de um hospital, sejam assistenciais sejam administrativos, e do próprio paciente. C) De gestores e administradores do hospital como um todo e os supervisores de cada andar que implementarão protocolos a serem seguidos. D) Da recepcionista que, ao incluir o paciente no sistema hospitalar, tem o dever de já fixar a pulseira de identificação com os dados mínimos de nome e idade do paciente. E) Da enfermeira de cada turno e exclusivamente do técnico de Enfermagem responsável pelo cuidado direto ao paciente. 2. DENTRE OS DADOS PRECONIZADOS PELO PROGRAMA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE DE 2013 QUE APROVA OS PROTOCOLOS BÁSICOS DE SEGURANÇA DO PACIENTE, QUAL DAS OPÇÕES ABAIXO POSSUI APENAS ITENS QUE PODEM SER USADOS COMO IDENTIFICADORES DO PACIENTE? A) Nome completo, idade, leito e quarto. B) Nome completo, idade e número do prontuário. C) Nome completo, data de nascimento, nome completo da mãe e número do prontuário. D) Nome completo, idade, número do prontuário e quarto. E) A quantidade de identificadores deverá ser definida de acordo com os critérios da instituição. GABARITO 1. A identificação do paciente, em um cenário hospitalar, é responsabilidade: A alternativa "B " está correta. A correta identificação do paciente é de responsabilidade multidisciplinar, pois envolve aspectos estruturais, desenhos dos processos de trabalho, cultura organizacional, prática profissional e participação do usuário. 2. Dentre os dados preconizados pelo programa do Ministério da Saúde de 2013 que aprova os protocolos básicos de segurança do paciente, qual das opções abaixo possui apenas itens que podem ser usados como identificadores do paciente? A alternativa "C " está correta. A pulseira deve ter no mínimo 2 identificadores, que podem ser: nome completo, nome da mãe, data de nascimento ou número do prontuário. MÓDULO 2 Descrever as orientações para melhoria da efetividade da comunicação entre profissionais de saúde e paciente em prol da segurança A SEGURANÇA DO PACIENTE E A EFETIVIDADE DA COMUNICAÇÃO ENTRE PROFISSIONAIS DE SAÚDE A temática de melhorar a comunicação efetiva entre profissionais de saúde é a segunda meta prioritária no contexto da segurança do paciente. O objetivo dessa meta é propor medidas norteadoras a uma assistência segura no que se refere à garantia da compreensão da mensagem transmitida entre os profissionais da equipe de saúde. Foto: Shutterstock.com A Agência Nacional de Vigilância Sanitária ((Anvisa)) vem investindo vasta energia no tema de segurança do paciente em nosso país. Com isso, elaborou-se o desenvolvimento de metas que visam otimizar a assertividade da comunicação entre a equipe multiprofissional, a fim de prevenir que informações inerentes a cuidado, técnicas e procedimentos sejam perdidas ou entendidas erroneamente, além de compreender as diferentes formas de se comunicar. Viabiliza-se, assim, uma assistência com o menor risco possível de dano ao paciente (SILVA, 2018). Uma comunicação não efetiva entre uma equipe de cuidados em saúde pode resultar em graves consequências à integridade física e mental de um paciente. Tendo em vista tal impacto, faz-se essencial que seja realizado importante investimento sobre as ferramentas e técnicas para, assim, otimizar esse processo tão fundamental e complexo a uma assistência com o menor risco possível de dano ao paciente. E o que seria comunicação? Segundo a Anvisa (2020), a comunicação: É UM PROCESSO INTERATIVO E CONTÍNUO ONDE O EMISSOR É CAPAZ DE CERTIFICAR QUE A INFORMAÇÃO TRANSMITIDA FOI RECEBIDA DE MANEIRA ADEQUADA, DE FORMA SINTETIZADA, PONTUAL, ACURADA, COMPLETA, SEM AMBIGUIDADE E ENTENDIDA PELO RECEPTOR. A palavra comunicação é associada ao conceito de partilhar, participar de algo, tornar comum e transmitir, definida pelo dicionário Michaelis (1998) como: ATO QUE ENVOLVE A TRANSMISSÃO E A RECEPÇÃO DE MENSAGENS ENTRE O TRANSMISSOR E O RECEPTOR, ATRAVÉS DA LINGUAGEM ORAL, ESCRITA OU GESTUAL, POR MEIO DE SISTEMAS CONVENCIONADOS DE SIGNOS E SÍMBOLOS. Há diversos meios de se partilhar uma informação. As inovações tecnológicas nos permitem o compartilhamento de informações com máquinas, através de códigos de barras, em um método que se pode propagar muitos dados de maneira simplificada e compacta. A evolução nos métodos de comunicação impõe que estejamos atualizados nesse processo, de modo a viabilizar a assertividade deste processo tão complexo e mutável. Quanto à uniformização da forma de comunicação, principalmente por via telefônica, de prescrições verbais e resultados de exames laboratoriais, cabe destacar aqui uma estreita relação com emergência e cuidado intensivo. Deve ser prioridade da instituição como estratégia para uma assistência segura e eficaz que padronize a transmissão da mensagem (informação). Dentre as estratégias técnicas possíveis de implementação na prática cotidiana da Enfermagem para assegurar a efetiva comunicação, pode-se lançar mão da técnica Read Back. SAIBA MAIS O procedimento Read Back representa “ler de volta” e consiste na prática em escrever a informação passada pelo emissor (que emite a mensagem) na íntegra e o receptor (a quem se destina a mensagem) a relê, também na íntegra, para obter a confirmação do seu entendimento. É fundamental dizer que a comunicação envolve relações interpessoais, o que pode acarretar na completa compreensão da mensagem. Foto: Shutterstock.comComo vamos atingir a meta de comunicação efetiva? TÉCNICA READ BACK PASSO 1 PASSO 2 PASSO 3 EMISSOR Médico Mensagem RECEPTOR Enfermeiro EMISSOR Enfermeiro Escreve a mensagem e lê de volta a mensagem RECEPTOR Médico EMISSOR Médico Ouve e confirma ou não a mensagem RECEPTOR Enfermeiro SABER OUVIR É UM DOS ELEMENTOS FUNDAMENTAIS PARA O SUCESSO DA COMUNICAÇÃO EFETIVA ENTRE PROFISSIONAIS DE SAÚDE! A aplicação de checklists e protocolos são valiosas ferramentas voltadas à prática diária da assistência segura. Essas ferramentas auxiliam na estruturação de processos e procedimentos pautados em dupla checagem que permitem a eficiência no processo de trabalho coletivo por profissionais de diferentes áreas de atuação seja na atenção primária, secundária ou terciária. O round interdisciplinar viabiliza a troca de informações multidisciplinares de forma assertiva. Discute-se, portanto, preferencialmente, com toda a equipe envolvida no cuidado a um paciente, o seu estado e as recentes ocorrências, com ampla contribuição de saberes diversos. Isso de forma a pactuar decisões que otimizem o plano de cuidados, reduzem o tempo de internação e alavanquem os indicadores de qualidade. Devem se orientar por um roteiro e tempo determinado para ocorrer, com foco no paciente e em suas necessidades (MELO, 2019). Na prática, uma estratégia que vem sendo difundida como ferramenta de auxílio para sustentar as medidas de segurança do paciente no campo da comunicação efetiva é o método ISBAR. Esse método visa trocar a informação de forma assertiva, direta e padronizada. Como processo fundamental do cuidar, viabiliza que rotinas, como a passagem de plantão entre profissionais, transferências de pacientes entre unidades, cenários de emergência, registros em prontuários, dentre outros, possam ser feitas sem que haja a perda de informações (MELO, 2019). Cada letra reflete um aspecto importante da informação clínica deste paciente segundo Melo Vejamos abaixo: I Identificação Do profissional com nome e função. S Situação Motivo de sua hospitalização e permanência. B Background (contexto) - história clínica Anamnese, exames complementares, intercorrências e evolução. A Avaliação Síntese com impressão pessoal, deixando claro o que mudou e possíveis complicações. R Recomendações Plano de ação com proposta para os próximos passos desenvolvíveis. Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal É importante ressaltar que, quando se aborda o assunto comunicação efetiva, não se restringe a uma categoria profissional. Esse entendimento é aplicável a toda equipe, não só a que está envolvida nos cuidados a um paciente específico, mas também aos membros da equipe de toda a instituição. Não basta que a comunicação entre os profissionais de um mesmo setor seja efetiva, é necessário o consenso de um grupo institucional para o alcance da efetividade das ações. Não se pode deixar de destacar também que, por vezes, uma informação pode ser transmitida de modo adequado apenas de maneira verbal, porém não é registrada do prontuário do paciente adequadamente, descontinuando a cadeia de assistência com a perda ou alteração dos dados. Devem conter data e horário, além de evoluções diárias da equipe multiprofissional, bem como todos os procedimentos realizados no paciente durante o período de internação. PRONTUÁRIO DO PACIENTE O prontuário do paciente é um documento legal onde os dados registrados devem conter a identificação de quem o fez, com nome e carimbo, não pode conter rasuras além de catalogados com data e hora dos registros, evoluções diárias da equipe multiprofissional, bem como todos os procedimentos realizados pelo paciente durante o período de internação. javascript:void(0) javascript:void(0) É imperativo o registro adequado das informações ao prontuário do paciente, seja manual seja eletrônico, como a Resolução COFEN nº 429/2012 que nos traz em seu Art. 1º e 4º: É RESPONSABILIDADE E DEVER DOS PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM REGISTRAR, NO PRONTUÁRIO DO PACIENTE E EM OUTROS DOCUMENTOS PRÓPRIOS DA ÁREA, SEJA EM MEIO DE SUPORTE TRADICIONAL (PAPEL) OU ELETRÔNICO, AS INFORMAÇÕES INERENTES AO PROCESSO DE CUIDAR E AO GERENCIAMENTO DOS PROCESSOS DE TRABALHO, NECESSÁRIAS PARA ASSEGURAR A CONTINUIDADE E A QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA. CASO A INSTITUIÇÃO OU SERVIÇO DE SAÚDE ADOTE O SISTEMA DE REGISTRO ELETRÔNICO, MAS NÃO TENHA PROVIDENCIADO, EM ATENÇÃO ÀS NORMAS DE SEGURANÇA, A ASSINATURA DIGITAL DOS PROFISSIONAIS, DEVE-SE FAZER A IMPRESSÃO DOS DOCUMENTOS A QUE SE REFERE ESTA RESOLUÇÃO, PARA GUARDA E MANUSEIO POR QUEM DE DIREITO. (COFEN 429/2012) ATENÇÃO Pontos críticos no processo de comunicação efetiva: Passagem de plantão Livro de ordens e ocorrências Relação com pacientes e acompanhantes Relação com a equipe multiprofissional Contato telefônico Prescrição médica (siglas e abreviaturas) Leitura de pedidos de exame Fonte: Assistência Segura: Uma reflexão teórica aplicada a prática/Série: Segurança do Paciente e Qualidade em serviços de saúde. Anvisa, 2013. Algumas falhas encontradas na comunicação podem ser listadas como coloca Silva (2007): A não transmissão da informação. O não recebimento da informação tal qual foi destinada, gerando uma compreensão indevida. A transmissão de uma informação seguida de seu não recebimento, gerando escoamento de dados, ocasionando atos não seguros. Erros na comunicação podem resultar em incidentes diversos que podem atingir ou não o paciente, a depender do planejamento institucional de contingência e detecção precoce, preservando a segurança do paciente por profissionais, as rotinas e os protocolos. Ao realizar o cuidar, é elementar que não somente a equipe, mas o próprio paciente também esteja envolvido nesse processo, pois tal interação viabiliza uma assistência mais assertiva. Em função disso, viabiliza-se medidas terapêuticas eficazes ao se estabelecer um canal de comunicação aberto com o paciente. É possível que se possa minimizar medos, dúvidas e sofrimento resultantes de desinformação, minimizando o estresse psicológico, insuflando sua autonomia em um ambiente desconhecido pelo paciente (ANVISA, 2020). A autonomia do paciente é fundamental para que ele possa gerir aspectos da manutenção de seu bem-estar biopsicossocial. Através de escuta ativa, estabelece-se um canal de comunicação que possibilita a minimização de incertezas e ansiedades, potencializando sua satisfação com a assistência prestada (TEIXEIRA, 2004). Ao realizar um procedimento, o profissional de saúde deve ser capaz de ouvir o paciente, explicando a assistência de saúde que está sendo realizada no momento e, além disso, dar-lhe oportunidade de fala. Foto: Shutterstock.com Quais seriam os fatores cruciais para a otimização da comunicação em equipe? Planejamento. Distribuição de tarefas. Cooperação e interação democrática, e integração entre os diferentes saberes e práticas. A necessidade de se estabelecer objetivos e metas comuns para a definição de um plano de trabalho, promovendo o desenvolvimento pessoal e do grupo, com respeito e confiança, liderança clara, engajamento de todos os membros e capacidade de antecipação a problemas futuros. Sendo assim, a comunicação efetiva, sem distinção aos canais utilizados, torna-se uma ferramenta determinante à segurança do paciente, visando empregar uma assistência progressivamente otimizada. Resulta-se assim em benefícios diversos, tais como, financeiros, uma vez que as iatrogenias em saúde oneram os custos hospitalares, postergando o tempo de internação, aumentando a demanda de tecnologias assistenciais e podendo ser convertidos em processos judiciais (SILVA, 2018). Medidas institucionais que visem garantir cuidado com a comunicação efetiva implicam na mudança de cultura, sensibilizando todos os envolvidos nas vulnerabilidades geradas na trajetória do cuidado. Cuidado esse que possa ter sido precipitado pela não adequada trocade informações pelo grupo, desse modo há responsabilização de todos os agentes inseridos ao longo da execução do processo e contexto institucional. COMUNICAÇÃO ENTRE OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE E O PACIENTE A especialista Joseane Oliveira fala sobre o conceito de comunicação entre profissionais e paciente, contextualiza com a prática de Enfermagem e apresenta estratégias de melhoria e conscientização. VERIFICANDO O APRENDIZADO 1. CONFORME A META DOIS DO PROGRAMA DE SEGURANÇA DO PACIENTE, A COMUNICAÇÃO EFETIVA SE DÁ POR: A) Certeza do emissor na clareza da informação transmitida. B) Meio eficaz e adequado de transmissão de dados. C) Compreensão do receptor da mensagem emitida pelo emissor. D) Uso de linguajar rebuscado para o emissor se fazer compreendido. E) Saber ouvir, ter paciência e ser dupla de plantão. 2. O MÉTODO ISBAR É ENTENDIDO POR: A) Exame diagnóstico hematológico destinado a pacientes com leucemia em estado avançado. B) Técnica cirúrgica abdominal inventada em 1785 pelo Dr. William Halsted. C) Modelo referencial para o protocolo de cirurgia segura. D) Estratégia para troca de informações de forma assertiva. E) Troca de informação que deve ser utilizada apenas entre enfermeiros. GABARITO 1. Conforme a meta dois do programa de segurança do paciente, a comunicação efetiva se dá por: A alternativa "C " está correta. A comunicação é um processo interativo e contínuo em que o emissor é capaz de certificar que a informação transmitida foi recebida de maneira adequada, de forma sintetizada, pontual, acurada, completa, sem ambiguidade e entendida pelo receptor. 2. O método ISBAR é entendido por: A alternativa "D " está correta. O método ISBAR visa trocar informação de forma assertiva, direta e padronizada. Possibilita que rotinas, como a passagem de plantão, transferências de pacientes, cenários de emergência, registros em prontuários, dentre outros, possam ser feitas sem que haja a perda de informações. MÓDULO 3 Descrever as medidas necessárias para o uso seguro de medicamentos quanto à prescrição, à dispensação e à administração de fármacos A SEGURANÇA DO PACIENTE, O USO SEGURO DE MEDICAMENTOS E A ADMINISTRAÇÃO DOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM A temática sobre medicamentos é a terceira meta prioritária no campo da segurança do paciente, tendo como finalidade proporcionar medidas para que seja seguro no uso de medicamentos em todos os ambientes de saúde. O Ministério da Saúde em seu protocolo de 2013 sobre o assunto nos convida a olhar esse tema em três blocos detalhados e interligados, que são: aspectos relacionados a itens necessários para uma prescrição segura medicamentosa, dispensação e administração de medicamentos. O erro de medicação é um dos maiores responsáveis pelo risco à segurança do paciente em unidades de saúde no Brasil e no mundo no que se refere às unidades hospitalares, bem como em unidades ambulatórias. O protocolo diz que todas as recomendações devem ser cumpridas em todas as unidades que oferecem cuidados de saúde e em todos os níveis de complexidade pela equipe multiprofissional. SAIBA MAIS Segundo Brasil (2009), erro de medicação é: “qualquer evento evitável que pode causar ou levar a um uso inapropriado de medicamentos ou causar dano ao paciente enquanto a medicação está sob o controle dos profissionais de saúde.” No Brasil, ainda não estão disponíveis as estatísticas exclusivas de óbitos relacionados a erros de medicação. No entanto, por meio do Sistema Nacional de Notificações para Vigilância Sanitária ((NOTIVISA)) , no período compreendido entre março de 2014 e julho de 2017, foram realizadas 3.766 notificações relacionadas a incidentes, envolvendo medicações. Deve- se levar em conta que as notificações de incidentes, com ou sem danos, são realizadas voluntariamente pelas instituições ou por profissionais liberais cadastrados, assim como por qualquer cidadão que tenha presenciado ou vivenciado algum procedimento que tenha provocado danos à saúde do usuário durante a internação/atendimento. O Ministério da Saúde cita como principais erros de medicação: Omissão Erro de dose ou horário Erro de técnica de administração ATENÇÃO Verificando os principais motivos que ocorrem os erros de medicação, faz-se necessária a ocorrência de intervenções para melhoria de todo o processo. Os profissionais precisam entender que se trata de um processo que precisa ser melhorado todos os dias. Sobre os erros de medicação na prescrição, os principais foram: Idade incorreta do paciente. Ausência da descrição de duração do tratamento. Para os erros de administração de medicação, identificou-se: Dose administrada incorreta. Ausência da identificação do paciente no leito. Técnica incorreta de administração. Horário incorreto. Conforme as recomendações do protocolo de segurança, a prescrição de medicamentos é o ponto inicial para o processo do uso do medicamento. As prescrições de medicamentos podem ser elaboradas em situações de urgência/emergência, caso necessário, baseadas em protocolos específicos tendo sua data de validade padrão seja no ambiente ambulatorial, hospitalar ou de outro tipo de unidade de saúde. No que tange às intervenções para uma prescrição segura de medicamentos, os itens de verificação para a segurança da prescrição indispensáveis são: ATENÇÃO Nome incompleto, nome abreviado e a abreviatura NI (não identificado) devem ser excluídos da prática cotidiana em unidades de saúde. Problemas na comunicação relacionados à administração de medicamentos (por ilegibilidade das informações, escrita ou interpretação) necessitam de peculiar atenção, uma vez que a terapêutica medicamentosa se faz quase que imperativa a qualquer doente hospitalizado. ATENÇÃO Ao prescrever medicação, atentar à grafia legível, não abreviação de informações e não administrar medicamentos sem a certeza da interpretação correta da prescrição medicamentosa. Outro ponto importante no campo da prescrição de medicamentos é a polifarmácia. Essa é definida de acordo com a Organização Mundial de saúde, e ocorre quando o paciente faz uso simultâneo e contínuo de quatro ou mais medicamentos. SAIBA MAIS Conforme Silva (2016), estima-se que 70% das pessoas idosas fazem uso de medicamentos e cerca de 20% dessas consomem em média três medicamentos concomitantes. O número de casos novos e antigos de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão e diabetes mellitus, explica em muitas situações a polifarmácia. Estudos recentes desenvolvidos pela conteudista deste tema e demais autores apontam que prescrições de pacientes com interações medicamentosas com dano grave ocorrem em média por prescrição de 13,33 medicamentos. Além disso, as prescrições analisadas apontaram que, em relação aos medicamentos, as principais classes medicamentosas foram os anti- hipertensivos com 133 doses (13,89%), os analgésicos com 116 doses (12,07%), os diuréticos com 70 doses (7,28%) e os antiagregantes plaquetários com 46 doses indicando 4,78%. Nesse universo, o Instituto para práticas seguras no uso de medicamentos lançou em 2019 um boletim informativo que estabelece uma lista de medicamentos potencialmente perigosos ou também chamados de medicamentos de alta vigilância. Esses são assim conhecidos pelo risco aumentado de ocorrência de dano ao paciente em vigência de seu uso inadequado. MEDICAMENTOS ALTAMENTE PERIGOSOS: Agonista adrenérgicos endovenosos (ex.: epinefrina, fenilefrina, norepinefrina). Água estéril para injeção, inalação e irrigação em embalagens de 100ml ou volume superior. Analgésicos opioides endovenosos transdérmicos e de uso oral (incluindo líquidos concentrados e formulações de liberação imediata ou prolongada). Anestésicos gerais, inalatórios endovenosos (ex.: proporfol, cetamina). Antagonista adrenérgicos endovenosos (ex.: propanolol, metroprolol). Antiarrítmicos endovenosos (ex.: lidocaína, amiodarona). Antineoplásicos de uso parenteral. AntitrombóticosAnticoagulantes orais diretos e inibidores do fator Xa (ex.: dabigatrana, rivaroxabana). Inibidores diretos de trombina (ex.: bivalirrudina, dabigatrana). Inibidores da glicoproteína IIb/IIa (ex.: abciximabe, tirofibana). Trombolíticos (ex.: alteplase, tenecplase, estreptoquinase). Bloqueadores neuromusculares (ex.: suxametônio, rocurônio, panicurônio, vecurônio). Medicamentos na forma lipossomal (ex.: anfotericina B lipossomal, doxorrubicina lipossomal). Sedativos de uso oral de ação mínima ou moderada para crianças (ex: hidrata de cloral, midazolam). Sedativos endovenosos de ação moderada (ex: midazolam, lorazepam). Soluções cardioplégicas. Soluções para diálise peritoneal e hemodiálise. Soluções de nutrição parenteral. Sulfonilureias de uso oral (ex.: deslanosideo). Cloreto de sódio hipertônico com concentração maior ou igual 20%. Inotrópicos endovenosos (ex: deslanosideo). Insulina subcutânea e endovenosa (em todas as formas de apresentação e vias de administração). Medicamentos administradores por via epidural ou intratecal. Cloreto de potássio concentrado injetável. Epinefrina subcutânea. Fosfato de potássio injetável. Metotrexato de uso oral (uso não oncológico). Nitroprussiato de sódio injetável. Vasopressina endovenosa e intraóssea. Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal QUAIS SERIAM AS ESTRATÉGIAS PARA PREVENÇÃO DE ERROS ENVOLVENDO MEDICAMENTOS? Pode-se incluir a padronização da sua prescrição; a adoção de medidas de segurança para sua identificação e armazenamento, como etiquetas e rótulos auxiliares; adequações para sua dispensação e preparo seguros; implantação de sistema de suporte a decisões clínicas com emissão de alertas automatizados; limitação do acesso a esses medicamentos; ampla disponibilização de informações sobre esses medicamentos para profissionais e pacientes. Além disso, o uso de redundâncias, como a dupla checagem ((duplo check)) , independentemente de associadas a essas medidas, contribuem para a maior segurança no processo de utilização dos medicamentos É importante que o uso de múltiplos medicamentos para alguns casos tenha uma indicação e interação medicamentosa benéfica e que possa ser clinicamente prescrito com vistas a melhor terapêutica a depender das circunstâncias independente da faixa de idade e patologia de base. É fundamental que as unidades de saúde estabeleçam e padronizem técnicas, protocolos e polícias a fim de prevenir erros de medicação e possíveis ocorrências fatais. Foto: Shutterstock.com Nesse processo para segurança do uso de medicamentos, conforme recomendação do protocolo de segurança medicamentosa, não podemos deixar de falar sobre a dispensação dos medicamentos para a equipe de Enfermagem. A dispensação de medicamentos é uma atividade de responsabilidade da farmácia hospitalar; é um setor clínico e administrativo liderado por farmacêuticos e interligada aos setores assistenciais. A principal função da farmácia hospitalar é distribuir os medicamentos para todas as unidades que se destinam à prestação de cuidado direto ao paciente. Dessa forma, participa de todas as fases da terapia medicamentosa, em cada momento de prescrição do medicamento, visando contribuir para o uso seguro e racional. O medicamento que está na prateleira da farmácia hospitalar pode chegar ao paciente que está internado na enfermaria através de diversos métodos de distribuição de medicamentos que podem ser adotados no hospital. Destacam-se os principais: o sistema de distribuição coletivo, sistema individual ou individualizado e o mais recomendado pelas organizações internacionais de qualidade, o sistema de distribuição por dose unitária (CASSIANI E TEIXEIRA,2010). O Ministério da Saúde recomenda aos estabelecimentos de saúde o sistema de dose unitária. Esse sistema consiste na distribuição dos medicamentos com doses prontas para a administração pela Enfermagem de acordo com a prescrição médica do paciente. A dose do medicamento é embalada, identificada e dispensada individualmente, pronta para ser administrada, sem necessidade de transferências, cálculos e manipulação prévia por parte da Enfermagem antes da administração ao paciente. A administração correta de medicamentos não se trata de uma simples técnica de aplicação de medicamento injetável e/ou a oferta de comprimidos por via oral. Essa prática envolve uma gama de conhecimentos científicos fundamentados e criteriosos para o efetivo uso seguro. ATENÇÃO A etapa de administração é a última barreira para evitar um erro oriundo do processo de prescrição, assim, aumentando a responsabilidade do profissional que administra o fármaco. Erro de administração de medicamento pode trazer graves consequências aos pacientes, devendo-se observar a ação, as interações e os efeitos colaterais. Na trilha para execução de práticas seguras apresentadas pela segurança do paciente com fins de uso de medicamentos através de seu protocolo, a Enfermagem tem papel primordial no cuidado direto ao paciente. Por isso, é a última barreira para prevenção do erro de medicação. Diante da magnitude da problemática dos erros na administração de medicamentos e seus desfechos negativos, recomenda-se como prática segura a aplicação dos “7 certos para administração de medicamentos”. O cumprimento dos “7 certos para administração de medicamentos” não assegura o erro de administração, mas se orientar por tais recomendações pode evitar a ocorrência de incidentes, eventos adversos e eventos fatais. Os “7 certos para administração de medicamentos” são compostos pelos seguintes passos, acompanhados da principal característica para a implementação da medida de segurança. PACIENTE CERTO É necessário confirmar a identificação correta do paciente. Faça uso de pelo menos dois identificadores, pergunte ao paciente e faça a verificação de correspondência das informações. MEDICAMENTO CERTO É necessário confirmar se o nome do medicamento está prescrito de maneira correta. Sempre antes da administração, deve-se conferir se o nome do medicamento está adequadamente escrito na prescrição médica. Esteja atento à presença de alergia. Pode estar descrito na prescrição. VIA CERTA É fundamental confirmar se a via de administração prescrita é a via recomendada para administração do medicamento. A farmácia hospitalar pode e deve ter participação ativa nessa fase. Avalie nessa etapa o tipo, o volume do diluente, a compatibilidade e, sempre que necessário, esclareça sua dúvida com a equipe multiprofissional. HORA CERTA O medicamento deve ser administrado na hora certa, seguindo o horário estabelecido na prescrição. Deve, preferencialmente, ser preparada à beira leito e se manter atento ao tempo de estabilidade do medicamento após o preparo. Se você, enfermeiro, for o responsável por estabelecimento de horários para administração (aprazamento), evite sobrecarga de horários e, portanto, interações medicamentosas não benéficas. Importante: Alterações de horário devem ser orientadas aos membros da equipe, paciente e família. DOSE CERTA Aqui, é fundamental atentar-se para a dose prescrita do medicamento. Doses prescritas com “zero”, “vírgula” e “ponto” são aspectos para atenção minuciosa na administração da dose terapêutica desejada. Dupla conferência para checagem dos cálculos de gotejamento e a própria dose dos medicamentos potencialmente perigosos, essas são medidas para um cuidado seguro. REGISTRO CERTO (DOCUMENTAÇÃO) É primordial registrar todas as ações realizadas no cuidado direto e indireto ao paciente. Na prescrição, não deixe de checar por escrito o horário e a medicação administrada e, em casos de cancelamento, adiamento, recusa, substituições e casos especiais, registre detalhadamente a situação. ORIENTAÇÃO CERTA Nesse ponto, deve-se esclarecer dúvidas baseadas na razão da indicação do medicamento, sua dose ou outras dúvidas antes da administração. Informar ao paciente o nome do medicamento administrado,indicação, efeitos esperados e detalhes importantes para guiar paciente e/ou família no ato do procedimento. O saber-fazer da Enfermagem não é construído isoladamente, é necessário interrelacionar-se com o paciente, com a família e com os demais profissionais de saúde. Os farmacêuticos clínicos em conjunto com os enfermeiros têm se mostrado contribuintes para minimizar a ocorrência de desfechos indesejáveis. Cabe destacar que o sistema de medicação é complexo e, por isso, é fundamental o trabalho em equipe multiprofissional. Ainda que cada membro tenha objetivos específicos, o cuidado é interdependente. O compartilhamento de informações e a troca de experiências são fatores essenciais para garantir uma assistência segura. SEGURANÇA NA PRESCRIÇÃO, NO USO E NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS A especialista Joseane Oliveira fala sobre o conceito geral de uso de medicamentos, contextualiza com a prática de Enfermagem e apresenta estratégias de melhoria e conscientização. VERIFICANDO O APRENDIZADO 1. A ENFERMAGEM TEM PAPEL FUNDAMENTAL NOS ASPECTOS QUE ENVOLVEM OS ERROS RELACIONADOS À ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS E SEUS DESFECHOS NEGATIVOS COMO ÚLTIMA BARREIRA PARA PREVENÇÃO. ASSINALE A ALTERNATIVA QUE DESCREVE NA CORRETA ORDEM OS 7 CERTOS PARA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS: A) Paciente certo, medicamento certo, via certa, dose certa, registro certo e orientação certa B) Medicamento certo, paciente certo, via certa, hora certa, dose certa, registro certo e orientação certa C) Medicamento certo, via certa, hora certa, dose certa, registro certo e orientação certa D) Paciente certo, medicamento certo, via certa, hora certa, dose certa, registro certo e orientação certa E) Paciente certo, medicamento certo, dose certa, hora certa, via certa, registro certo e orientação certa 2. A RECOMENDAÇÃO “MEDICAMENTOS COM ‘ZERO’, ‘VÍRGULA’ E ‘PONTO’ NA DESCRIÇÃO DA PRESCRIÇÃO DEVEM RECEBER ATENÇÃO REDOBRADA, CONFERINDO AS DÚVIDAS COM O PRESCRITOR SOBRE A DOSE DESEJADA, POIS PODEM REDUNDAR EM DOSES 10 OU 100 VEZES SUPERIORES À DESEJADA”. ASSINALE A QUAL CERTO DA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS ESTÁ RELACIONADA À OPÇÃO CORRETA. A) Paciente certo B) Medicamento certo C) Via certa D) Dose certa E) Hora certa GABARITO 1. A Enfermagem tem papel fundamental nos aspectos que envolvem os erros relacionados à administração de medicamentos e seus desfechos negativos como última barreira para prevenção. Assinale a alternativa que descreve na correta ordem os 7 certos para administração de medicamentos: A alternativa "A " está correta. Os 7 certos para administração de medicamentos são: paciente certo, medicamento certo, via certa, hora certa, dose certa, registro certo e orientação certa. 2. A recomendação “medicamentos com ‘zero’, ‘vírgula’ e ‘ponto’ na descrição da prescrição devem receber atenção redobrada, conferindo as dúvidas com o prescritor sobre a dose desejada, pois podem redundar em doses 10 ou 100 vezes superiores à desejada”. Assinale a qual certo da administração de medicamentos está relacionada à opção correta. A alternativa "D " está correta. Doses medicamentosas prescritas com “zero”, “vírgula” e “ponto” são aspectos de alerta e atenção minuciosa para administração da dose terapêutica desejada. CONCLUSÃO CONSIDERAÇÕES FINAIS Considerando o conteúdo teórico conceitual apresentado, percebe-se a amplitude e imperatividade dos conceitos acerca da identificação correta do paciente, da comunicação entre profissionais e do uso de medicamentos na prática assistencial do enfermeiro. O conteúdo apresentou as principais intervenções no campo científico necessárias para a construção de um pensamento crítico para a execução de uma assistência segura de Enfermagem - categoria profissional que assiste diretamente o paciente nas 24 horas e, por isso, tem condições de perceber precocemente o quadro evolutivo do paciente e, dessa maneira, intervir precocemente. Treinamentos constantes e revisão dos métodos se mostram também como fatores determinantes para minimizar os erros que possivelmente possam ocorrer com a prática diária em um ambiente de atenção primária, secundária ou terciária. O propósito aqui é que você se torne um enfermeiro com a habilidade para tomada de decisão e julgamento clínico no executar do cuidado de Enfermagem real na prática cotidiana. AVALIAÇÃO DO TEMA: REFERÊNCIAS ALMEIDA, H. O. C. Protocolo de identificação e a interface com a segurança do paciente. Caderno de Graduação - Ciências Biológicas e da Saúde. SERGIPE: UNIT, 2019. ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Boletim Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde - Incidentes Relacionados à Assistência à Saúde - 2015. Anvisa, 2016. ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Orientações gerais para implantação das práticas de segurança do paciente em hospitais de campanha e nas demais estruturas provisórias para atendimento aos pacientes durante a pandemia de covid-19. Brasília: Anvisa, 2020. ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Relatórios dos Estados - Eventos Adversos - Arquivos. Os relatórios reúnem dados, por estado, de eventos adversos notificados à ANVISA. Brasília: Anvisa, 2018. BLANCO, A. N. D. et al. Pulseira fotográfica como ferramenta inovadora no protocolo de identificação do paciente com transtorno mental agudo. Rio de Janeiro: Revista Enfermagem UERJ, 2020. BLANCO, A. N. D.; DA SILVA, R. F. A. Identificação do portador de transtorno mental agudo sob o contexto da segurança do paciente. Cogitare Enfermagem, 2019. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 529, de 1 de abril de 2013. Institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). Ministério da Saúde, 2013. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.095/2013, de 24 de setembro de 2013. Aprova os protocolos básicos de segurança do paciente. Ministério da Saúde, 2013. BRITO, M. F. P. Avaliação do processo de identificação do paciente em serviços de saúde. Tese de Doutorado. São Paulo: USP, 2015. CAMPELO, R. C. et al. Atividade educativa para identificação correta do paciente: um relato de experiência. Journal of Nursing and Health, 2018. CARVALHO, V. Da enfermagem hospitalar: um ponto de vista. In: Esc. Anna Nery, Rio de Janeiro, v. 13, n. 3, p. 640-644, set, 2009. CASSIANI, S. H. B.; TEIXEIRA, T. C. A; Análise de causa raiz: avaliação de erros de medicação em um hospital universitário. In: Rev. esc. enferm. USP, São Paulo. 2010. COFEN. Conselho Federal de Enfermagem. Resolução COFEN nº 429/2012. Dispõe sobre o registro das ações profissionais no prontuário do paciente, e em outros documentos próprios da Enfermagem, independente do meio de suporte-tradicional ou eletrônico. COFEN, 2012. ISMP. Boletim para uso de Medicamentos potencialmente perigosos de uso hospitalar. In: ISMP. Consultado em meio eletrônico em: 30 jan 2021. LIRA, J. N. V. et al. Construção e implantação do protocolo de identificação do binômio mãe-filho em uma maternidade pública de Teresina-PI. 2015. MELO, C. L. Transferência de cuidado realizada pelos profissionais de saúde em um serviço de urgência e emergência. Tese (Doutorado em Enfermagem) Programa de Pós- Graduação da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais, 2019. MICHAELIS. Moderno dicionário da língua portuguesa. São Paulo: Melhoramentos, 1998. PALMA SOBRINHO, N.; CAMPOS, J. F.; SILVA, R. C. Eventos adversos a medicamentos relacionados às potenciais interações medicamentosas graves em pacientes com doenças cardiovasculares. Porto Alegre: Rev. Gaúcha Enferm., 2020. SILVA, A. E. B. C. et al. Problemas na comunicação: uma possível causa de erros de medicação. In: Acta Paulista de Enfermagem, v. 20, n. 3, p. 272-276, 2007. SILVA, I. R. P. Comunicação efetiva na segurança do paciente: revisão intervencionista de uma política institucional. TCC (Bacharel em Enfermagem). Centro Universitário São Lucas, 2018.SILVA, J. S. D.; ALMEIDA, P. H. R. F.; PADUA, C. A. M.; PERINI, E.; ROSA, M. B.; LEMOS, G. S. Erros de prescrição e administração envolvendo um medicamento potencialmente perigoso. In: Rev. Enferm. UFPE, 2017. SILVA, M. F. B.; BRITO, P. D.; GUARALDO, L. Oral drugs at a hospital unit: adequacy for use via enteral feeding tubes. In: Rev Bras Enferm, 2016. SOUZA, R. M. et al. Identificação segura do paciente: adequação do uso da pulseira por impressão térmica em um Hospital Público Universitário do Norte do Paraná. In: Rev. Saúde Pública Paraná, 2019. TEIXEIRA, J A. C. Comunicação em saúde: relação técnicos de saúde-utentes. Análise Psicológica, v. 22, n. 3, p. 615-620, 2004. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Informe Técnico Definitivo. Geneva: WHO, 2009. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Medication Without Harm - Global Patient Safety Challenge on Medication Safety. Geneva: WHO, 2017. EXPLORE+ Para explorar os seus conhecimentos a respeito do assunto estudado, indicamos a leitura dos seguintes artigos, que você poderá buscar na biblioteca científica digital do site Scielo: MACEDO, M. C. S. et al. Identificação do paciente por pulseira eletrónica numa unidade de terapia intensiva geral adulta.Coimbra: Rev. Enf. Ref., 2017. MOREIRA, F. T. L. S. et al. Estratégias de comunicação efetiva no gerenciamento de comportamentos destrutivos e promoção da segurança do paciente.Porto Alegre: Rev. Gaúcha Enferm., 2019. OLIVEIRA, J. K. A. et al. Segurança do paciente na assistência de Enfermagem durante a administração de medicamentos.Ribeirão Preto: Rev. Latino-Am. Enfermagem, 2018. PALMA SOBRINHO, N.; CAMPOS, J. F.; SILVA, R. C. O agendamento de medicamentos pelo enfermeiro e as interações medicamentosas em pacientes com doenças cardiovasculares. Brasília: Rev. Bras. Enferm., 2020. CONTEUDISTA Natalia da Palma Sobrinho CURRÍCULO LATTES javascript:void(0); javascript:void(0);