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PEQUENA CIRCULAÇÃO: O sangue que chega ao átrio direito através da veia cava superior e veia cava inferior é forçado pela contração atrial a passar pela valva tricúspide e desembocar no ventrículo direito, este bombeia o sangue através da válvula pulmonar para a artéria pulmonar, chegando aos pulmões. Nos pulmões ocorrem as trocas gasosas, ou seja, a saída de CO2 do sangue para os pulmões que será eliminado pela respiração e a entrada de O2 para suprir todas as células do corpo (Circulação Pulmonar). Logo após, o sangue é levado até o átrio esquerdo pelas veias pulmonares. A contração do átrio esquerdo força o sangue a passar pela valva mitral para o ventrículo esquerdo. Com sua contração, o sangue passa pela válvula aórtica, chegando à artéria aorta que percorrerá todos os sistemas. A contração de uma câmara cardíaca é chamada sístole e o seu relaxamento é chamada diástole. Normalmente 2 átrios se contraem quase que simultaneamente, e os 2 ventrículos também contraem simultaneamente. No sistema cardiovascular humano a circulação é considerada dupla, porque o sangue passa duas vezes pelo coração para completar seu percurso, realizando, assim, dois circuitos, a pequena circulação ou circulação pulmonar e a grande circulação ou circulação sistêmica. GRANDE CIRCULAÇÃO: O sangue passa ao ventrículo esquerdo, que o impulsiona com grande potência, e sai do coração pela artéria aorta. A artéria aorta se ramifica e dela partem muitas artérias que vão para todas as partes do corpo. Assim, o sangue que seguimos poderá se dirigir à cabeça, ao braço ou ao abdome. Em qualquer dessas partes, o sangue chega aos capilares e fica muito próximo das células. Então, libera oxigênio e recolhe gás carbônico. O sangue volta ao coração por veias cada vez maiores até que entra no átrio direito pela veia cava superior ou veia cava inferior. Termina, assim, a viagem do sangue começando tudo novamente. @ENF.RAYBEATRIZ As artérias transportam sangue arterial (rico em O2), exceto as artérias pulmonares. Veias transportam sangue venoso (pobre em O2), exceto as veias pulmonares. SISTEMA DE CONDUÇÃO: O sistema de condução do coração é responsável por regular e coordenar os batimentos cardíacos, garantindo que o coração se contraia de maneira eficaz e bombeie sangue para todo o corpo. O sistema de condução é composto por várias estruturas especializadas que trabalham juntas para gerar e propagar os impulsos elétricos necessários para o funcionamento adequado do coração. As principais estruturas envolvidas no sistema de condução do coração incluem: Nó sinoatrial (SA): Localizado na parede do átrio direito, o nó SA é conhecido como "marcapasso natural" do coração. Ele gera impulsos elétricos rítmicos que iniciam os batimentos cardíacos. Esses impulsos se propagam pelos átrios, causando sua contração. Nó atrioventricular (AV): Localizado no septo entre os átrios direito e esquerdo, o nó AV atua como um "nó de atraso". Ele retarda a propagação dos impulsos elétricos, permitindo que os átrios se contraiam completamente antes de os ventrículos serem estimulados. Esse atraso é essencial para permitir o enchimento adequado dos ventrículos. Feixe de His: Após passar pelo nó AV, os impulsos elétricos atravessam o feixe de His, que se divide em dois ramos: o ramo direito e o ramo esquerdo. Fibras de Purkinje: Esses ramos se estendem pelos ventrículos e são compostos por fibras especializadas chamadas de fibras de Purkinje. Elas conduzem rapidamente os impulsos elétricos pelos ventrículos, estimulando sua contração coordenada e eficiente. Esse sistema de condução garante que os átrios se contraiam primeiro, permitindo que o sangue flua para os ventrículos. Em seguida, os ventrículos se contraem, bombeando o sangue para as artérias e para o restante do corpo. O ciclo de contração e relaxamento do coração é repetido continuamente, mantendo o fluxo sanguíneo adequado. PROPRIEDADES DO MÚSCULO CARDÍACO Inotropismo = Contração; Cronotropismo = Frequência; Dromotropismo = Condução. 1. 2. 3. regulação da pressão arterial A pressão arterial é a força exercida pelo sangue contra as paredes das artérias enquanto o coração bombeia o sangue para o corpo. A PA depende do débito cardíaco (DC) e da resistência periférica total (RPT). PA = DC (VS x FC) x RVP. Pressão sanguínea sistólica: É a pressão arterial máxima exercida nas paredes das artérias durante a contração do coração, conhecida como sístole. Representa o valor mais alto registrado na leitura da pressão arterial. A pressão sistólica ocorre quando o coração está bombeando sangue para fora dos ventrículos. Pressão sanguínea diastólica: É a pressão arterial mínima exercida nas paredes das artérias durante o relaxamento do coração, conhecido como diástole. É o valor mais baixo registrado na leitura da pressão arterial. A pressão diastólica ocorre quando o coração está relaxado e se enchendo de sangue antes da próxima contração. Pressão diferencial: Também conhecida como pressão de pulso, é a diferença entre a pressão sanguínea sistólica e a pressão sanguínea diastólica. Essa medida reflete a força de impulso do sangue nas artérias a cada batimento cardíaco e pode fornecer informações sobre a elasticidade e a resistência das paredes arteriais. Por exemplo, se a pressão sistólica for 120 mmHg e a pressão diastólica for 80 mmHg, a pressão diferencial seria de 40 mmHg. Resistência vascular periférica: É a resistência encontrada nos vasos sanguíneos que transportam o sangue para fora do coração e para os tecidos periféricos do corpo. É influenciada principalmente pelo diâmetro dos vasos sanguíneos e pela viscosidade do sangue. DÉBITO CARDÍACO Refere-se à quantidade de sangue bombeada pelo coração em um minuto. O débito cardíaco é calculado multiplicando-se o volume sistólico (a quantidade de sangue bombeada a cada batimento cardíaco) pela frequência cardíaca. De acordo com a Lei de Poiseuille, o fluxo sanguíneo (e, por extensão, a pressão sanguínea) é diretamente proporcional ao débito cardíaco e inversamente proporcional à resistência vascular periférica. Em termos práticos, quando o débito cardíaco aumenta (mais sangue é bombeado pelo coração), o fluxo sanguíneo aumenta, a resistência vascular periférica diminui (os vasos sanguíneos se dilatam), e, consequentemente, a pressão arterial que está alta tende a diminuir. Por outro lado, se o débito cardíaco diminui (menos sangue é bombeado pelo coração), o fluxo sanguíneo diminui, a resistência vascular periférica aumenta (os vasos sanguíneos se contraem), a pressão arterial que está baixa tende a aumentar. Pressão sanguínea arterial média: É a média da pressão exercida nas paredes das artérias ao longo de um ciclo completo de batimentos cardíacos. A pressão arterial média é calculada levando em consideração tanto a pressão sistólica quanto a pressão diastólica, com uma ênfase maior na pressão diastólica. Geralmente, é estimada usando uma fórmula que leva em consideração a pressão diastólica e um terço da diferença entre a pressão sistólica e a pressão diastólica. regulação da pressão arterial A regulação da pressão sanguínea é um processo complexo e dinâmico que envolve mecanismos de curta duração (regulação rápida) e mecanismos de longa duração (regulação lenta). Esses mecanismos atuam em conjunto para manter a pressão arterial dentro de faixas adequadas. Mecanismos de curta duração (regulação rápida): Barorreceptores: São sensores de pressão localizados nas paredes das grandes artérias, como a artéria carótida e a artéria aorta. Esses receptores detectam mudanças na pressão arterial e enviam sinais ao centro cardiovascular no sistema nervoso central. Quando os barorreceptores detectam um aumento na pressão arterial, eles ativam uma resposta para diminuir a pressão, como a redução da frequência cardíaca e o relaxamento dos vasos sanguíneos. Por outro lado, se os barorreceptores detectarem uma diminuição na pressão arterial, eles desencadeiam uma resposta para aumentar a pressão, como o aumento da frequênciacardíaca e a constrição dos vasos sanguíneos. Reflexo da vasoconstrição e vasodilatação: Além dos barorreceptores, outros sensores no corpo detectam mudanças nos níveis de oxigênio, dióxido de carbono e pH sanguíneo. Esses sensores ativam respostas de vasoconstrição ou vasodilatação para ajustar o calibre dos vasos sanguíneos e modular a resistência vascular periférica. • Formado pela dobra da Camada íntima; • Evitam o movimento retrógrado; • Não existem em veias muito pequenas e nem em grandes veias. VÁLVULAS VENOSAS Mecanismos de longa duração (regulação lenta): Sistema renina-angiotensina-aldosterona: Este sistema envolve a liberação do hormônio renina pelos rins em resposta à diminuição do fluxo sanguíneo renal ou diminuição da pressão arterial. A renina ativa a angiotensina, que por sua vez leva à produção de aldosterona pelas glândulas suprarrenais. A aldosterona promove a reabsorção de sódio nos rins, o que aumenta a retenção de água e, consequentemente, aumenta o volume sanguíneo e a pressão arterial. Sistema nervoso simpático: Quando ocorre uma diminuição da pressão arterial, os barorreceptores ativam o sistema nervoso simpático, que libera noradrenalina, um neurotransmissor que causa vasoconstrição e aumento da frequência cardíaca, aumentando assim a pressão arterial. Excreção de fluidos pelos rins: Quando a pressão arterial está alta, os rins eliminam o excesso de água e sal do corpo, reduzindo assim o volume sanguíneo e a pressão arterial. Sistema Respiratório ▪ Trocas gasosas; ▪ Condução do ar; ▪ Aquecimento e umidificação do ar; ▪ Fonação, olfaçao, equilibrio ácido-Base, regulação da temperatura. FUNÇÕES: VIAS RESPIRATÓRIAS SUPERIORES: VIAS RESPIRATÓRIAS INFERIORES: A porção condutora é constituída por fossas nasais, faringe, laringe, traqueia, brônquios e bronquíolos. Essas estruturas são responsáveis pela filtragem, aquecimento e umidificação do ar inspirado, além de conduzirem o ar para as partes mais profundas dos pulmões. ZONAS: CONDUÇÃO X RESPIRATÓRIA É nos alvéolos que as trocas gasosas são realizadas. Enquanto a porção respiratória é constituída pelos bronquíolos respiratórios, ductos alveolares e alvéolos, refere-se às regiões dos pulmões onde ocorrem as trocas gasosas entre o ar e o sangue. As vias aéreas são geradas durante o desenvolvimento embrionário por um processo de ramificação traqueobrônquica, que começa com o surgimento do divertículo respiratório e continua através de múltiplas divisões e ramificações até formar as estruturas das vias aéreas, desde a traqueia até os alvéolos pulmonares. GERAÇÃO DAS VIAS AÉREAS: MÚSCULOS DA RESPIRAÇÃO: PLEURA: A pleura é uma pequena camada de tecido fino que reveste os pulmões (pleura visceral) e a parede interna do tórax (pleura parietal). @ENF.RAYBEATRIZ Sistema Respiratório PLEURA PARIETAL PLEURA VISCERAL CAVIDADE PLEURAL VENTILAÇÃO PULMONAR: Mecânica ventilatória A ventilação pulmonar refere-se ao processo de movimentação do ar para dentro e para fora dos pulmões, permitindo a troca de gases entre o organismo e o ambiente. Esse processo ocorre por meio da contração e relaxamento dos músculos respiratórios, principalmente o diafragma e os músculos intercostais. INSPIRAÇÃO EXPIRAÇÃO cavidade torácica se EXPANDE cavidade torácica se CONTRAI Músculos intercostais externos contraem Músculos intercostais externos relaxam Diafragma contrai Diafragma relaxa 1. Diferença de Pressão 2. Movimento Muscular CICLO RESPIRATÓRIO: O músculo mais importante nesse processo é o diafragma, que se contrai e se move para baixo, aumentando o espaço na cavidade torácica. Os músculos intercostais também se contraem, elevando as costelas e expandindo a caixa torácica lateralmente. Esse aumento do volume da caixa torácica resulta em uma pressão negativa dentro dos pulmões, em relação ao ambiente externo. Como resultado, o ar flui para dentro dos pulmões, seguindo o gradiente de pressão. INSPIRAÇÃO: EXPIRAÇÃO: O diafragma relaxa e se move para cima, diminuindo o espaço na cavidade torácica. As costelas também retornam à sua posição original, diminuindo a caixa torácica lateralmente. Esse processo reduz o volume dos pulmões, aumentando a pressão dentro deles. Como resultado, o ar é expelido dos pulmões, seguindo o gradiente de pressão. COMPLACÊNCIA PULMONAR: É a medida da facilidade com que os pulmões se esticam quando são preenchidos de ar. A complacência pulmonar depende das propriedades elásticas (elastina e colágeno) dos pulmões e dos tecidos que os envolvem, como o tecido pulmonar, o tecido conjuntivo e a parede torácica. A complacência é influenciada por vários fatores, incluindo: @ENF.RAYBEATRIZ Sistema Respiratório A presença de fibras elásticas nos alvéolos e nos tecidos pulmonares contribui para a complacência pulmonar. Tensão superficial: A presença de uma fina camada de líquido nos alvéolos cria uma força de tensão superficial que tende a colapsar os alvéolos. No entanto, a presença de surfactante pulmonar (composta de fosfolipídios e proteínas), uma substância que reduz a tensão superficial, diminui a resistência ao colapso alveolar e aumenta a complacência pulmonar. Em bebês prematuros, a produção de surfactante é insuficiente ou ausente, resultando em uma alta tensão superficial que dificulta a expansão e retração adequadas dos pulmões. Como resultado, os bebês com SDR apresentam dificuldades respiratórias significativas, como respiração rápida e superficial, cianose (coloração azulada da pele devido à falta de oxigenação adequada) e retração das áreas ao redor das costelas e do esterno durante a respiração. A falta de complacência pulmonar adequada torna a respiração ineficiente e pode levar à insuficiência respiratória. SÍNDROME DO DESCONFORTO RESPIRATÓRIO DO RECÉM- NASCIDO RESISTÊNCIA DAS VIAS RESPIRATÓRIAS: A resistência das vias respiratórias refere-se à dificuldade com que o ar flui através das vias aéreas durante a respiração. É determinada por vários fatores, incluindo o diâmetro das vias aéreas, a viscosidade do ar e a obstrução das vias. VOLUME E CAPACIDADES PULMONARES: São medidas que descrevem a quantidade de ar que pode ser movimentada dentro e fora dos pulmões durante a respiração. Volume corrente (VC): É a quantidade de ar inspirado ou expirado em uma respiração tranquila normal, sem esforço adicional. O VC médio é de cerca de 500 ml. Volume de reserva inspiratório (VRI): É o ar que falta inspirar depois da inspiração do VC. Volume de reserva expiratório (VRE): É o ar que falta expirar depois da expiração do VC. Volume residual (VR): É a quantidade de ar que permanece nos pulmões após uma expiração máxima. O VR é importante porque mantém os alvéolos pulmonares abertos e ajuda na troca gasosa. Capacidade inspiratória (CI): É o volume máximo de ar que pode ser inspirado após uma expiração tranquila. É a soma do volume corrente e do volume de reserva inspiratória. Capacidade funcional residual (CFR): É a quantidade de ar que permanece nos pulmões após uma expiração tranquila. É a soma do volume residual e do volume de reserva expiratória. Capacidade vital (CV): É o volume máximo de ar que pode ser expirado após uma inspiração máxima. É a soma do volume corrente, volume de reserva inspiratória e volume de reserva expiratória. @ENF.RAYBEATRIZ Sistema Respiratório Capacidade pulmonar total (CPT): É a capacidade máxima de ar que os pulmões podem conter. É a soma de todos os volumes pulmonares, incluindo o volume residual. A CPT média é de cerca de 5,8 a 6 litros. A avaliação das medidas de volume e capacidades pulmonares pode ser realizada por meio de testes de função pulmonar, como a espirometria, que é um procedimento comum para medir o fluxo e a capacidade pulmonar. trocas gasosas: As trocas gasosas ocorrem nos pulmões, onde ocorre a transferência de oxigênio (O2) dos alvéolos para o sangue e a eliminação de dióxido de carbono (CO2) do sangue para os alvéolos. Artérias Pulmonares: transportam sangue venoso do ventrículo direito do coração para ospulmões. Ao contrário das artérias sistêmicas, as artérias pulmonares transportam sangue com baixo teor de oxigênio. Capilares Pulmonares: são pequenos vasos sanguíneos localizados nas paredes dos alvéolos pulmonares. É nesses capilares que ocorrem as trocas gasosas entre o sangue e o ar inspirado. O oxigênio difunde-se dos alvéolos para os capilares e se liga à hemoglobina nos glóbulos vermelhos, enquanto o dióxido de carbono se difunde dos capilares para os alvéolos para ser expirado. Veias Pulmonares: são responsáveis por transportar o sangue arterial dos pulmões de volta ao coração, especificamente para o átrio esquerdo. PRINCIPAIS CÉLULAS PULMONARES: Pneumócitos tipo I: Essas células são células epiteliais finas e planas que revestem os alvéolos pulmonares. Sua principal função é facilitar as trocas gasosas, permitindo a difusão eficiente de oxigênio e dióxido de carbono entre os alvéolos e os capilares pulmonares. Pneumócitos tipo II: Essas células secretam uma substância chamada surfactante pulmonar. O surfactante reduz a tensão superficial nos alvéolos, evitando que eles se colapsem. Além disso, os pneumócitos tipo II também desempenham um papel na defesa pulmonar, produzindo substâncias que ajudam a proteger os pulmões contra patógenos e outros agentes irritantes. Após uma lesão: • Células do tipo I se degeneram; • Células do tipo II se proliferam e cobrem o espaço alveolar, reestabelecendo a continuidade da camada epitelial. Assim, células do tipo II parecem servir também como células de reparo. É a estrutura responsável pelas trocas gasosas nos pulmões. Ela é composta por várias camadas e estruturas que permitem as trocas gasosas. A membrana respiratória é formada pelos seguintes componentes: Membrana alveolar: É a camada mais interna da membrana respiratória e é composta pelos pneumócitos tipo I, que são células epiteliais finas e planas. MEMBRANA RESPIRATÓRIA: @ENF.RAYBEATRIZ Sistema Respiratório Membrana capilar: É a camada externa da membrana respiratória e é composta pelas células endoteliais dos capilares pulmonares. Essas células formam uma parede capilar muito fina, permitindo uma troca eficiente de gases entre o sangue e o ar alveolar. Entre a membrana alveolar e a membrana capilar, existem algumas estruturas que facilitam as trocas gasosas: Líquido alveolar: Esse líquido contém o surfactante pulmonar, que reduz a tensão superficial nos alvéolos. Além disso, também ajuda a manter a umidade necessária para a difusão eficiente dos gases. Membrana basal: É uma camada fina de tecido conjuntivo localizada entre a membrana alveolar e a membrana capilar. A membrana basal fornece suporte estrutural e contribui para a integridade da membrana respiratória. • Fatores que afetam a velocidade de difusão dos gases através da membrana: Espessura da membrana; Área de superfície da membrana; Coeficiente de difusão do gás. VENTILAÇÃO-PERFUSÃO: Ventilação refere-se ao movimento de ar para dentro e para fora dos pulmões, enquanto perfusão é o fluxo sanguíneo através dos capilares pulmonares. A distribuição da ventilação e perfusão nos pulmões não é uniforme e varia de acordo com a posição anatômica. A base dos pulmões, que é a região inferior, é mais ventilada e perfundida em comparação com o ápice, que é a região superior. Existem algumas razões para essa diferença na distribuição da ventilação e perfusão: Gravidade: A base dos pulmões é mais gravitacionalmente dependente, o que significa que há uma maior pressão hidrostática na base em comparação com o ápice. Pressão intrapleural: A pressão intrapleural é menor na região basal em comparação com o ápice dos pulmões. Isso ocorre devido à força da gravidade que puxa os pulmões para baixo, resultando em uma expansão maior das vias aéreas e dos alvéolos nas regiões basais. Essa expansão facilita a ventilação nessa região. A combinação de uma ventilação mais eficiente e uma menor perfusão sanguínea resulta em uma relação ventilação- perfusão maior no ápice dos pulmões. HEMATOSE: Consiste na troca de gases através da membrana respiratória (alvéolo- capilar) entre o ar alveolar e o sangue capilar, de modo que o oxigênio tende a se difundir do ar alveolar para o sangue e o dióxido de carbono tende a fazer o inverso. @ENF.RAYBEATRIZ Sistema Respiratório transporte dos gases EFEITO HALDANE: Existem três principais mecanismos de transporte dos gases respiratórios: Transporte de oxigênio (O2): A maior parte do oxigênio é transportado no sangue ligado à hemoglobina nos glóbulos vermelhos. Uma pequena quantidade de oxigênio também se dissolve diretamente no plasma sanguíneo. Transporte de dióxido de carbono (CO2): O CO2 é transportado de três maneiras: como íons bicarbonato (HCO3-) no plasma sanguíneo, dissolvido diretamente no plasma sanguíneo e ligado à hemoglobina. Transporte de outros gases: Outros gases, como monóxido de carbono (CO) e óxido nítrico (NO), também podem ser transportados no sangue ligados à hemoglobina. Esses mecanismos garantem a captação de oxigênio nos pulmões e a eliminação de dióxido de carbono, fornecendo os gases necessários para as células e tecidos do organismo. Fatores que reduzem a afinidade da Hb-O2: 1. Redução do pH (Aumento da concentração de H+) → Efeito Bohr: Em um ambiente ácido (baixo pH), a afinidade da hemoglobina pelo oxigênio diminui, e ela libera mais facilmente o oxigênio para os tecidos. Isso é benéfico porque permite que o oxigênio seja liberado nos tecidos onde há uma maior necessidade metabólica; 2. Aumento da 2,3 bifosfoglicerato (BPG); 3. Aumento da concentração de gás carbônico; 4. Aumento da Temperatura. Quando a hemoglobina se liga ao oxigênio, sua afinidade pelo CO2 é diminuída, e quando se desoxigena, sua afinidade pelo CO2 aumenta. REGULAÇÃO DA RESPIRAÇÃO: A regulação da respiração é um processo complexo que envolve o sistema nervoso central, os quimiorreceptores, os receptores periféricos e outros mecanismos de retroalimentação. O objetivo principal da regulação da respiração é manter um suprimento adequado de oxigênio e eliminar o dióxido de carbono do corpo. Sensores = receptores (aferentes); Efetores = músculos respiratórios (eferentes) CENTRO RESPIRATÓRIO: GRUPO RESPIRATÓRIO DORSAL: GRUPO RESPIRATÓRIO VENTRAL: É responsável por gerar os impulsos nervosos que estimulam os músculos inspiratórios, para iniciar a inspiração. O GRI está localizado no bulbo, na região conhecida como núcleos respiratórios dorsais. Ele é responsável pela atividade básica de respiração em repouso. Começa fracamente e aumenta de forma constante, dura 2s e cessa 3s subsequentes. É responsável por controlar a atividade dos músculos expiratórios durante a respiração. Está localizado na ponte, na região conhecida como núcleos respiratórios ventrais. Ele é ativado principalmente durante a respiração forçada ou em certas condições fisiológicas, como o exercício físico. @ENF.RAYBEATRIZ Sistema Respiratório CENTRO PNEUMOTÁXICO: Localizado no tronco cerebral, na região conhecida como núcleo pneumotáxico, esse centro desempenha um papel na regulação da frequência e profundidade das respirações. Ele inibe a atividade do GRD, promovendo uma respiração mais curta e rápida. Receptores: - Terminais nervosos mielinizados localizados na musculatura lisa das vias aéreas. - Informam ao centro respiratório o grau de insuflação pulmonar. REFLEXO DE INSUFLAÇÃO DE HERING-BREUER: Quando os pulmões estão excessivamente esticados devido a uma grande inspiração, os receptores de estiramento pulmonar enviam sinais para inibir o centro respiratório, reduzindo a frequência e a profundidade da respiração. Esse reflexo é importante para evitar a sobredistensão dos pulmões e proteger contra danos pulmonares. DA RESPIRAÇÃO: Refere-se à regulação da respiração com base em sinais químicos no organismo, principalmente os níveis de dióxido de carbono (CO2), oxigênio (O2) e pH no sangue. Existem dois principais mecanismos químicos envolvidos no controle da respiração: os quimiorreceptores centrais eos quimiorreceptores periféricos. controle químico QUIMIORRECEPTORES CENTRAIS: QUIMIORRECEPTORES PERIFÉRICOS: OUTROS RECEPTORES: Localizados no bulbo, na região conhecida como centro respiratório, esses quimiorreceptores são sensíveis às mudanças nos níveis de dióxido de carbono (CO2) e pH no líquido cerebrospinal. Quando os níveis de CO2 aumentam no sangue, o CO2 se difunde para o líquido cerebrospinal, levando a um aumento na concentração de íons de hidrogênio (H+), o que diminui o pH. Essas alterações químicas são detectadas pelos quimiorreceptores centrais, que estimulam o centro respiratório a aumentar a frequência e a profundidade das respirações para eliminar o excesso de CO2 e normalizar o pH sanguíneo. Localizados nas artérias carótidas e aórticas, e são sensíveis aos níveis de oxigênio no sangue. Baixos níveis de oxigênio (hipóxia) estimulam esses quimiorreceptores, desencadeando uma resposta no sistema nervoso central para aumentar a ventilação pulmonar e melhorar a captação de oxigênio. Essa resposta é importante para garantir que os tecidos do corpo recebam oxigênio suficiente. Receptores do nariz e vias aéreas superiores, receptores articulares, sistema gama, nociceptores, pressorreceptores arteriais. @ENF.RAYBEATRIZ