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Dentes e periodonto Anodontia (ausência) Oligodontia (menor número) Pseudo-oligodontia (falha na erupção) Poliodontia heterotópica Pseudopoliodontia Desgaste dentário. A forma do dente está associada à conformação e ao atrito do dente oposto, e à natureza do alimento mastigado. A intensidade do desgaste dentário depende do tipo de dente, da espécie animal e qualidade do alimento mastigado. Havendo oclusão e uso normal dos dentes a porção extra alveolar não se altera. Alterações degenerativas O desgaste dentário pode estar acelerado nas odontodistrofias (lesões pp esmalte e dentina) nutricionais e metabólicas e tóxicas como por exemplo: Infecciosa: cinomose, diarréia bovina a vírus Nutricional: deficiência de vitaminas A e D, cálcio, fósforo, proteína e energia. Metabólica: osteodistrofias Tóxicas: fluorose Alterações dentárias com envolvimento bacteriano Vias digestivas anteriores - Dente e tecidos periodontais Ø Placa Bacteriana Ø Cálculo / Tártaro Ø Cárie Alterações dentárias com envolvimento bacteriano O esmalte dentário é coberto por uma película translucida formada pela adsorção seletiva de constituintes da saliva, essencial para a formação da placa dentária. A placa dentária é uma massa densa, não calcificada, firmemente aderida à superfície do dente e resistente à remoção mecânica pelo fluxo da saliva. Forma-se pela aderência de bactérias específicas, geralmente G+ (Streptococcus sp, Actinomyces spp) à película do esmalte e de outras bactérias específicas à essas já aderidas. Os microrganismos produzem polímeros extracelulares que formam a matriz da placa ou utilizam polímeros produzidos pelo animal para se aderirem à película do esmalte. Alterações dentárias com envolvimento bacteriano A placa dentária é metabolicamente ativa e utiliza carboidratos da dieta para produzir polímeros adesivos, energia e mediadores da inflamação. Tem importância etiológica no desenvolvimento da cárie e do cálculo ou tártaro dentário. Alterações dentárias com envolvimento bacteriano A placa mineralizada constitui o cálculo ou tártaro dentário. A mineralização é precipitada pela saliva por isso os cálculos são mais frequentes próximo à abertura dos ductos das glândulas salivares e se localizam nas áreas de transição esmalte-cemento (colo dentário). Alterações dentárias com envolvimento bacteriano A cárie dentária é uma descalcificação destrutiva dos tecidos duros do dente, acompanhada de degradação enzimática da matriz orgânica. A cárie de superfície lisa desenvolve-se abaixo dos pontos de contato entre dentes adjacentes ou em torno do colo dentário. Requer a participação da placa dentária para se iniciar. Alterações dentárias com envolvimento bacteriano A cárie cavitária ou fendida ocorre na superfície oclusal e são independentes da placa dentária. Ocorrem por alterações primárias do esmalte e da dentina (hipoplasia ou hipomineralização) e se desenvolvem por ação de bactérias que se acumulam nas áreas de perda tecidual. Por expansão as bactérias podem atingir a polpa dentária causando pulpite. Vias digestivas anteriores - Dente e tecidos periodontais Cárie cavitária A necrose infundibular do dente do equino é uma cárie cavitária que ocorre frequentemente nos primeiros molares maxilares do equino em animais acima de 12 anos. Vias digestivas anteriores - Dente e tecidos periodontais Placa bacteriana Placa bact. subgengival Gengivite Doença periodontal Distúrbio metabólico Osteodistrofia fibrosa generalizada Reabs. osso alveolar X Vias digestivas anteriores - Dente e tecidos periodontais Doença periodontal (homem e animais) Ø Aumento dos espaços interdentários. Ø Retração gengival (exposição gradual do colo e raiz do dente). Ø Alargamento do sulco gengival com impactação de alimento. Ø Formação de bolsa periodontal. Ø Aumento da mobilização e perda do dente. Pequena retração de gengiva - ovelha Doença periodontal Acentuada retração de gengiva e exposição da raiz dos dentes Doença periodontal Perda do incisivos centrais - ovelha As odontodistrofias afetam o desenvolvimento (hipoplasia) ou a mineralização (hipomineralização) dos tecidos mineralizados do dente e são consequências de interferência na amelogênese, odontogênese ou cementogênese. Odontodistrofias Alteração do esmalte dentário – cão (cinomose) Alteração do esmalte dentário – cão (cinomose) Vias digestivas anteriores - Dente e tecidos periodontais Glândulas salivares As alterações mais frequentes das glândulas salivares são funcionais e sem lesões aparentes. O ptialismo resulta do excesso de produção de saliva. Visto como acúmulo anormal de saliva na cavidade bucal. Ocorre na intoxicação por organofosforado, intoxicação por metais pesados (chumbo), encefalites e estomatites. Intoxicações por drogas (cloridrato de xilazina) e substâncias parassimpaticomiméticas (alcalóides de fungos: Rhizoctonia leguminicola) causador da doença da mancha negra em legumes e feno. Vias digestivas anteriores - Dente e tecidos periodontais Glândulas salivares Ø Aptialismo: reducão na produção da saliva. É uma condição rara que acompanha a febre, desidratação (causada pela acidose lática em bovinos por exemplo), sialoadenopatias obstrutivas. Vias digestivas anteriores - Dente e tecidos periodontais Glândulas salivares Ø Corpos estranhos Ø sialólitos Ø Dilatação ou ectasia ocorrem por estagnação do fluxo salivar podendo ser causadas por estenose congênita, obstrução dos ductos por corpos estranhos, sialolitos ou estreitamento da luz por inflamações. Ø A rânula é a distencão cística do ducto das glândulas sublinguais com preservação do epitélio ductal. Ø A mucocele é caracterizada por cavidades císticas uni ou multiloculadas adjacentes aos ductos causadas por trauma. Ø Sialoadenites São raramente observadas em animais domésticos. Ocorrem mais frequentemente por via ascendente (ductos) e normalmente causadas por corpos estranhos ou sialólitos. A via hematogênica e direta por traumatismo são possívies porta de entrada. Ocorrem como parte de doenças sistêmicas ou locais como: - raiva, - febre catarral maligna, - garrotilho, Ocorre também na deficiência de Vit. A e em condições semelhantes que cursam com metaplasia escamosa do epitélio dos ductos levando a estase e infecção secundária.