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RESUMO DE PERIODONTIA
ANATOMIA DO PERIODONTO
Folículo Dentário que origina os tecidos Periodontais de Suporte.
Periodonto de Proteção: gengiva livre e inserida
Periodonto de Sustentação: cemento radicular, osso alveolar e ligamento periodontal
O cemento acelular, assim como os tecidos periodontais, desenvolve-se durante a formação da raiz.
PERIODONTO DE PROTEÇÃO
Gengiva: gengiva livre (marginal) ou gengiva inserida (queratinizada).
Os tecidos que não se consideram gengiva livre ou inserida são chamadas de mucosa de revestimento.
A gengiva é composta pelo tecido epitelial (camada epitelial) e pelo tecido conjuntivo.
Gengiva Livre: consistência firme, superfície opaca e coloração rósea claro. 
A papila interdental faz parte da gengiva livre.
Nas regiões de incisivos e caninos, a forma da papila é mais piramidal, enquanto que nos pré-molares e 
molares determina uma papila interdental com uma vertente vestibular e uma vertente lingual, 
representado por uma área de concavidade, denominada “col”. Essa área de “col” não é queratinizada.
Gengiva Inserida: fortemente ligada ao periósteo, possui textura de casca de laranja, coloração rósea-
claro e consistência firme (causada pela ligação de fibras colágenas do tecido conjuntivo aderidas ao 
periósteo).
Mucosa Alveolar: Não queratinizada, ligação frouxa com o periósteo e osso alveolar, coloração vermelha 
mais escura, localizada epicalmente à linha mucogengival. A coloração mais vermelha é causada pela 
proximidade com os vasos sanguíneos.
ASPECTOS MICROSCÓPICOS
O epitélio oral fica voltado para a cavidade oral. O epitélio do sulco, fica voltado para o dente, sem ficar em 
contato com a superfície do dente e o epitélio juncional, promove o contato da gengiva com o dente.
A queratinização da mucosa oral varia em diferentes áreas na seguinte ordem: palato (mais queratinizado, 
gengiva, porção ventral da língua, mucosa julgal)
Tecido Conjuntivo: O tecido conjuntivo (ou lâmina própria) é o componente tecidual predominante na 
gengiva. Os principais constituintes do tecido conjuntivo são: 
Os fibroblastos são as células mais predominantes no tecido 
conjuntivo (65%). Estas fibras são responsáveis pela inserção 
da gengiva na superfície dentária e no osso alveolar (fibras 
colágenas, fibras reticulares, fibras oxitalânicas e fibras 
elásticas). 
O mastócito é o responsável pela produção de determinados 
componentes da matriz e também de substâncias vasoativas 
(histamina e heparina) que podem afetar a função do sistema 
microvascular e controlar o fluxo de sangue através dos tecidos.
O macrófago desempenha diversas funções de fagocitose e 
síntese no tecido. Os macrófagos são particularmente 
numerosos nos tecidos inflamados e são derivados dos 
monócitos do sangue que migram para o tecido em presença 
de processo inflamatório.
FIBRAS DO TECIDO CONJUNTIVO 
Fibras Colágenas: São as fibras que predominam no tecido conjuntivo (cerca de 60%) e constituem o 
componente mais importante do periodonto. São produzidas principalmente pelos fibroblastos, mas 
cementoblastos e osteoblastos também podem estar envolvidos na sua síntese.
Fibras Reticulares: São delgadas e frouxamente condensadas às fibras de colágeno. São numerosas no 
tecido adjacente à membrana basal, embora ocorram também em grande número no tecido conjuntivo 
frouxo que circunda os vasos sanguíneos.
Fibras Oxitalânicas: São fibras elásticas em estágio imaturo, encontradas no tecido conjuntivo 
subepitelial. São escassas na gengiva, mas numerosas no ligamento periodontal. Estão dispostas 
paralelamente ao longo eixo do dente. A função destas fibras ainda é desconhecida.
Fibras Elásticas: As fibras elásticas no tecido conjuntivo gengival ou no ligamento periodontal estão 
presentes apenasquandoemassociaçãocomvasos sanguíneos.
PERIODONTO DE SUSTENTAÇÃO
Ligamento Periodontal: é um tecido conjuntivo frouxo, ricamente vascularizado e celular, que circunda as 
raízes dos dentes e une o cemento radicular ao osso alveolar. Principal função: ancoragem do dente, 
realizada principalmente pela presença de fibras de colágeno que prendem o cemento da raiz ao osso 
alveolar. A presença de um ligamento periodontal permite que forças produzidas durante a mastigação e 
outros contatos dentários sejam distribuídas e absorvidas pelo processo alveolar através do osso alveolar. 
O ligamento periodontal também é essencial para a mobilidade dos dentes.
O ligamento periodontal possui suprimento sanguíneo que fornece nutrientes à superfície do osso 
alveolar.
As células do ligamento periodontal são: fibroblastos (35%), osteoblastos, cementoblastos, osteoclastos, 
células epiteliais e fibras nervosas. Os fibroblastos estão alinhados ao longo das fibras principais, 
enquanto os cementoblastos revestem a superfície do cemento, e os osteoblastos revestem a superfície 
óssea.
Relembrar: função física promovendo resistência ao impacto e dissipação de forças, formadora e 
remodeladora de osso e cemento, nutricional de células do cemento, osso e gengiva através da 
vascularização e sensorial detectando sensações e diferenças de pressão mastigatória.
Cemento Radicular: O cemento radicular é um tecido mineralizado especializado que reveste as 
superfícies radiculares e, ocasionalmente, pequenas porções das coroas dos dentes. Possui muitas 
características em comum com o tecido ósseo. Porém, o cemento não contém vasos sanguíneos e 
linfáticos, não tem inervação, não sofre remodelação e reabsorção fisiológicas, e se caracteriza pela 
formação contínua ao longo da vida. O cemento desempenha diferentes funções. Ele insere as fibras do 
ligamento periodontal na raiz e contribui para o processo de reparo após danos à superfície radicular.
Em caso de reabsorção radicular o cemento é produzido com o intuito de preencher o espaço.
Junção Cemento-Esmalte: O cemento localizado na altura da junção cemento-esmalte ou logo abaixo dela 
é de grande importância clínica para os procedimentos de raspagem radicular.
Osso Alveolar: O processo alveolar é definido como as partes da maxila e da mandíbula que formam e 
dão suporte aos alvéolos dos dentes. O processo alveolar desenvolve-se em associação como 
desenvolvimento e a erupção dos dentes. O processo alveolar consiste em osso, o qual é formado pelas 
células do folículo dentário como por células que não estão envolvidas no desenvolvimento dentário.
A reabsorção do osso está sempre associada com os osteoclastos. Estas células são células gigantes 
especializadas na destruição da matriz mineralizada (osso, dentina, cemento) e provavelmente são 
formadas pelos monócitos do sangue. A reabsorção ocorre pela liberação de substâncias ácidas (ácido 
lático, etc), o que forma um ambiente ácido no qual os sais minerais do tecido ósseo são dissolvidos.
Periósteo e Endósteo: Todas as superfícies ósseas são cobertas por camadas de tecido conjuntivo com 
diferenciação osteogênica.
(A) Periósteo: tecido que recobre a superfície externa do osso;
(B) Endósteo: tecido localizado nas cavidades ósseas internas.
Fenestração óssea: áreas isoladas nas quais a raiz é desnudada deosso e a superfície radicular é 
recoberta apenas pelo periósteo e a gengiva. Nessas áreas, o osso marginal está intacto.
Deiscência óssea: quando as áreas desnudas estendem-se até o osso marginal.
Espaço Biológico Periodontal: espaço existente na parte interna do periodonto de proteção, 
compreendido entre o pico gengival e a crista óssea alveolar. 
É preenchido pelos tecidos moles que compõem as distâncias biológicas: epitélio sulcular, pelo epitélio 
juncional e pela inserção conjuntiva. Tem um comprimento mínimo necessário no sentido axial de 
aproximadamente 3 mm que permite o arranjo biológico da área. 
ETIOLOGIA DAS DOENÇAS PERIODONTAIS 
 A doença periodontal tem sido referida algumas vezes como uma "infecção bacteriana mista" para 
assinalar que mais de uma espécie microbiana contribui para o desenvolvimento da doença.
GENGIVA SAUDÁVEL
Características Clínicas: Arco côncavo regular (contorno parabólicoda margem gengival), consistência 
firme, textura de casca de laranja, coloração rósea-claro, papilas firmes e sem sangramento, sem perda de 
inserção, profundidade de 2 sondagem de até 3 mm.
Características Histológicas: Livre de acúmulo de células inflamatórias no epitélio funcional, epitélio 
externo queratinizado, epitélio funcional firme, hemidesmossomos, alguns neutrófilos mononucleoses, 
colágeno densamente organizado, sulco gengival raso
Inflamação Gengival: Após 10 a 20 dias de acúmulo de placa, sinais clínicos de gengivite se 
estabelecem. Vermelhidão e tumefação gengiva e uma tendência aumentada de sangramento dos tecidos 
moles à sondagem delicada.
MICROBIOLOGIA PERIODONTAL 
Biofilme: biomassa densa, não calcificada, constituída por bactérias (15 a 20% em volume) distribuídas 
em uma matriz orgânica protetora (87% a 80% em volume), composta por polissacarídeos, células 
epiteliais descamadas, leucócitos, enzimas, sais minerais, glicoproteínas salivares (mucina) e restos 
alimentares.
Materia Alba: bactérias que não estão aderidas ao dente, assim como as células de descamação, 
leucócitos e restos alimentares ligadas frouxamente ao dente, não é considerada um biofilme e pode ser 
deslocada da superfície dental com jatos de ar/água e por bochecho vigorosos, o que não acontece com a 
placa dental (biofilme).
Fases de Formação/Colonização do BF: 
1. Colonização primária: predominantemente por cocos Gram-positivos anaeróbios facultativos. 
2. Segunda Fase: ocorre agregação de cocos e bastonetes Gram-positivos anaeróbios facultativos que se 
multiplicam.
3. bastonetes Gram-positivos facultativos permitem a aderência de microrganismos Gram-negativos, que 
possuem pouca capacidade de adesão direta na película
4. A heterogeneidade aumenta à medida em que a placa envelhece e se torna madura. Ocorre uma 
colonização secundária por bactérias anaeróbias estritas contribuindo para aumentar a patogenicidade 
do biofilme.
PERIODONTITE
PERDA DE INSERÇÃO CLÍNICA + PROFUNDIDADE DE SONDAGEM 
AUMENTADA MAIOR QUE 4 mm + SINAIS INFLAMATÓRIOS SUBGENGIVAIS 
(SANGRAMENTO À SONDAGEM) = DIAGNÓSTICO DE PERIODONTITE
Diagnóstico Clínico: alteração de coloração e textura gengival, sangramento a sondagem, profundidade 
de bolsa e perda de inserção, pode ter mobilidade dental e alteração na posição dos dentes. 
Presença de Sinais Radiográficos: perdas ósseas verticais e horizontais e/ou envolvimento de furca.
CARACTERÍSTICAS DA PERIODONTITE CRÔNICA
• Maior prevalência em adultos, pode ocorrer em crianças e adolescentes
• Quantidade de destruição é consistente com a presençade fatores locais
• Cálculo subgengival é um achado frequente
• Ritmo de progressão lento a moderado, mas pode ter período de rápida progressão
• Pode ser classificada adicionalmente com base na extensão e severidade
• Pode estar associada com fatores locais predisponentes (por exemplo, fatores relacionados ao 
dente ou iatrogênicos) 
• Pode ser modificada por fatores diferentes das doenças sistêmicas tal como fumo e estresse 
emocional
Classificação Antiga:
Extensão: baixa, média, alta
Severidade: leve, moderada, severa
Localizada ou Generalizada
CARACTERÍSTICAS DA PERIODONTITE AGRESSIVA
• Os pacientes são clinicamente saudáveis 
• Rápida perda de ligamento e destruição óssea
• Agregação familiar
• Quantidade de depósitos bacterianos incompatíveis com a severidade e destruição dos tecidos 
periodontais 
• Anormalidades nos fagócitos 
• Funções elevadas dos macrófagos, incluindo níveis elevados de Prostaglandinas E2 (PGE2) e 
Interleucina 1β (IL-1β).
Classificação Antiga:
Classificada como Extensão
Localizada: afeta primeiros molares e incisivos
Generalizada: afeta 3 dentes permanentes além dos primeiros molares e incisivos
TRATAMENTO DA PERIODONTITE CRÔNICA 
 Procedimentos Periodontais Básicos:
• Orientação e motivação da higiene oral
• RAP supragengival e subgengival em quadrantes ou sextantes.
• Remoção de fatores retentivos de placa
• Tratamento endodôntico prévio: se for diagnosticada lesão endoperiodontal
• Contenções provisórias: realizar nos dentes que apresentam mobilidade dental grau 2 ou 3.
• Ajustes oclusais: realizar nos casos de migrações dentárias ou trauma oclusal
TRATAMENTO DA PERIODONTITE AGRESSIVA: 
1. Orientação da higiene bucal+ RAP supragengival de toda cavidade bucal.
2. RAP subgengival divididos em quadrantes ou sextantes + antibióticoterapia+ prescrição de 
clorexidina 0,12 por 40 dias
Antibióticoterapica: Metronidazol 400mg a cada 8 horas por 14 dias + Amoxicilina 500mg a cada 8 horas 
por 14 dias.
TRATAMENTO COMPLEMENTAR DA PERIODONTITE AGRESSIVA
• Eliminação dos fatores retentivos de placa
• Extrações de dentes sem perspectivas periodontais
• Adaptação de próteses proviórias
• Tratamento endodôntico prévio
• Ajustes oclusais
• Contenções provisórias 
SEQUÊNCIA CLÍNICA DE ATENDIMENTO DE PACIENTES PERIODONTAIS
1. ANAMENESE
2. EXAME CLÍNICO PERIODONTAL e EXAME RADIOGRÁFICO
3. PREENCHIMENTO DE PERIOGRAMA (quando necessário)
4. ESTABELECER UM DIAGNÓSTICO PERIODONTAL
5. ESTABELECER UM PLANO DE TRATAMENTO PERIODONTAL
a) Realizar o tratamento periodontal do paciente de acordo com o diagnóstico periodontal: 
procedimentos básicos
b) Reavaliação periodontal
c) Tratamento periodontal cirúrgico (quando necessário)
d) Manutenção periodontal ou terapia de suporte
REAVALIAÇÃO PERIODONTAL E TERAPIA PERIODONTAL DE SUPORTE: É a fase do tratamento 
onde vamos analisar os resultados obtidos pelos passos dos procedimentos periodontais básicos (TPB) 
realizados. É a fase onde vamos selecionar adequadamente uma terapia adicional, se necessária, e a 
melhor possibilidade de prognóstico à longo prazo.
A reavaliação periodontal deve ser realizada após 30 a 45 dias para os tecidos (epitelial e conjuntivo) 
cicatrizarem completamente, realizar correção dos fatores retentivos de placa, tempo suficiente para 
aplicar novas técnicas de higiene bucal. 
Formação de epitélio juncional longo: 1 a 2 semanas 
Inserção de tecido conjuntivo: 4 a 8 semanas (30 A 45 DIAS)
Redução da inflamação clínica : edução da população de células inflamatórias, redução no nível de fluído 
gengival, reparo da matriz do tecido conjuntivo. 
CICATRIZAÇÃO DOS TECIDOS PERIODONTAIS APÓS TPB
Microbiologia: Após a RAP a repopulação microbiana subgengival ocorre dentro de 2 meses na ausência 
de controle de placa apropriado
Caso o paciente não se cure após o tratamento periodontal básico, devemos realizar uma 
reintervenção: nova instrumentação, antibióticoterapia, tratamento cirúrgico
Retorno periódico ao consultório, 1 a 4 vezes ao ano (depende do paciente).” 
IMPORTANTE: o programa de controle deve ser projetado para se adequar as necessidades do paciente. 
Alguns devem ser revistos uma vez ao mês e outros 1 vez ao ano.
DIABETES E DOENÇA CARDIOVASCULAR 
DCV: Estudos confirmaram que pacientes com doença periodontal tem duas vezes mais risco de infarto 
que um paciente saudável. A American Heart Association estende essa afirmação para Ateroesclerose, 
tendo sido descrita a presença de bactérias bucais na praça aretomatosa. Agentes infecciosos associados 
a doenças cardiovasculares incluem bácterias encontradas na placa dental )Actinobacillus 
actinomycetemcomitans, Porphyromonas gingivalis ePrevotellaintermedia).
A doença periodontal pode agravar doenças coronarianas por vários mecanismos:
Endotoxinas: Lipoporissacarídeos oriundos de bactérias Gram negativas da placa dental, podem alcançar 
a corrente sanguínea.
Proteínas do choque térmico (HSP): HSP de bactérias e células humanas são muito semelhantes. 
Considera-se que por reação cruzada, anticorpos contra HSP de bactérias podem reagir contra HSP de 
células endoteliais, estimulando o desenvolvimento da ateroesclerose.
Citocinas e proteínas da fase aguda.
DIABETES: Está bem estabelecido que a Diabetes é fator predisponente para a doença periodontal. 
Atualmente as evidências também indicam o inverso, ou seja, que a doença periodontal agrava a 
Diabetes.Alguns artigos indicam que pacientes diabéticos tratados da doença periodontal, necessitavam 
de menor quantidade de insulina
LESÕES AGUDAS EM PERIODONTIA
Características: instalação repentina, progressão rápida, curso breve, com sinais clássicos da inflamação 
(calor,rubor, dor, tumor)
Abscessos do periodonto, doenças periodontais necrosantes, gengivoestomatite herpética aguda
Abcesso Gengival 
Definição: Coleção purulenta localizada na gengiva marginal e papilar podendo atingir gengiva inserida. 
Etiologia: fatores locais, penetração de corpos estranhos no sulco gengival
Características: confinado à gengiva marginal,áreas sem doença periodontal ou gengival prévia, 
geralmente não apresenta imagem radiográfica, apesar da curta duração, pode ocasionalmente, causar 
reabsorções da margem óssea.
Diagnóstico: história clínica, achados clínicos (dor intensa, tumefação de aparência lisa, brilhante e 
avermelhada, supuração, consistência flácida ou semi-flácida (24 a 48 horas da lesão com ponto de 
flutuação)
Tratamento: anestesia tópica,remoção do fator etiológico: debridamento cuidadoso e eliminação dos 
tecidos formados pela inflamação aguda; drenagem completa (via sulco) com uma sonda, cureta ou 
pequena inserção na área flutuante; irrigação com solução salina morna e acompanhamento 24-48 horas 
(nova raspagem); cuidados caseiros: bochechos com água morna e sal.
Abscesso Periodontal 
Definição: Infecção aguda localizada dentro dos tecidos adjacentes a bolsa periodontal e que pode levar a 
destruição do ligamento periodontal e do osso alveolar. 
Classificação: Quanto a sua fase de evolução
Agudo: demonstra sintomas como dor, sensibilidade à palpação, edema e supuração diante de leve 
pressão.
Crônico: associado com um trajeto fistuloso e usualmente é assintomático.
 Características Clínicas: 
• Dor moderada a intensa e irradiada 
• Edema de cor avermelhada, com superfície lisa, brilhante e de consistência flácida localizado na 
porção média da raiz 
• Sensível à oclusão e à percussão
• Extrusão dentária
• Mobilidade 
• Pericementite 
• Exsudato purulento
Alterações Sistêmicas
• Linfoadenopatia regional
• Irritabilidade
• Febre
• Mal-estar
Características Gerais:
• Exacerbação aguda de doença periodontal crônica: mudança da microflora subgengival ou baixa 
imunidade
• Condição associada com bolsa periodontal pré-existente: fechamento da abertura da bolsa 
periodontal
• Pode ocorrer na ausência de doença periodontal: Trauma ou perfuração endodôntica
Etiologia – associação com outros fatores
• Obliteração da entrada da bolsa periodontal (alimentos ou corpos estranhos)
• Bolsas periodontais sinuosas (envolvimentos de furca e características anatômicas) 
• Trauma dental
• Fratura radicular
• Perfuração endodôntica ou protética
Etiologia – fatores predisponentes sistêmicos
Diabetes Mellitus:
• Maior predisposição a processos infecciosos
• Deficiência na cicatrização
• Diminuição da resistência do hospedeiro (enfraquecida imunidade celular e decréscimo da 
quimiotaxia leucocitária e da atividade bactericida)
• Mudanças vasculares e alteração no metabolismo do colágeno.
Diagnóstico: Associação da história clínica com os achados clínicos e radiográficos.
Teste de vitalidade pulpar (geralmente positivo)
Sondagem periodontal (presença de bolsa periodontal) 
Sangramento à sondagem 
Presença de dor e mobilidade
Pode ter a presença de fístula na região lateral a raiz. 
Caso tenha fístula pode-se fazer o rastreamento da mesma. 
Aspecto radiográfico: Área radiolúcida discreta na face lateral da raiz.
Obs. 1: a radiografia não pode estabelecer o diagnóstico de um abscesso periodontal
Obs. 2: seguir trajeto da fístula com cones de Guta Percha
Diagnóstico diferencial: abscesso gengival, abscesso periapical, abscesso pericoronário, pulpite aguda, 
cisto periodontal lateral.
Diagnóstico Diferencial
Abscesso periodontal 
Envolve as estruturas de 
suporte do periodonto; 
• Tumefação não envolve 
somente gengival 
marginal. 
• Ocorre em áreas já com 
doença periodontal
• Apresenta achados 
radiográfico
Diagnóstico Diferencial
Abscesso gengival
• Confinado a gengiva marginal.
• Presença de corpo estranho ou 
trauma.
• Ocorre em áreas previamente 
livre de doenças; 
• Não apresenta achados 
radiográficos.
Alternativas de tratamento: Incisão e drenagem, raspagem e alisamento radicular, cirurgia periodontal,
A maioria dos abscessos periodontais ocorrem em dentes com bolsa periodontal.
Abscesso Pericoronário
Definição: Infecção aguda localizada na intimidade dos tecidos que rodeiam um dente parcialmente 
irrompido.
Fatores etiológicos: 
Opérculo na região de terceiros molares: área de estagnação salivar, dificuldade de auto-limpeza, retenção 
de alimentos, crescimento de m.o. anaeróbios
Fatores predisponentes: Posição do terceiro molar, terceiros molares mandibulares são os mais afetados
Classificação: aguda, subaguda (sinais e sintomas menos acentuadas), crônica (ausência de sinais e 
sintomas).
Características Clínicas
Fase Aguda
Diagnóstico Diferencial
Abscesso periodontal
• Vitalidade pulpar (+)
• Área radiolúcida lateral à raiz 
• Dente integro
• Presença de bolsa periodontal
 • Continuidade com a margem
• Fistula lateral à raiz
• Mobilidade dentária
• Dor difusa e irradiada
• Exsudato por compressão 
Diagnóstico Diferencial
Abscesso periapical
• Vitalidade pulpar (-)
• Área radiolúcida apical
• Dente com cavidades ou 
restaurações
• Não necessariamente há 
presença de bolsa periodontal
• Não há continuidade com a 
margem
• Fístula na região apical
• Ocasional
• Dor localizada, púlsatil e contínua
• Ausência de exsudado a 
compressão.
Opérculo: eritema e tumefação, traumatismo tecidual, sensibilidade à pressão, trismo, dor pulsátil e 
irradiada, gosto desagradável. 
 Febre, mal-estar, linfoadenopatia, edema na região do ângulo da mandíbula.
Controle Químico do Biofilme dental
Indicações:
Situações onde o controle mecânico não é conseguido de maneira adequada
• Durante terapia periodontal 
• Ausência de coordenação motora – pacientes especiais /idosos 
• Fixação intermaxilar 
• Alterações sistêmicas 
• Limitação de bacteremias e contaminação operatória
• Doenças periodontais agudas
• Pré-cirúrgico – limitação do nº microrganismos
• Pós-cirúrgico 
Propriedades ideais:
• Substantividade 
• Inocuidade aos tecidos bucais
• Diminuição substancial da placa e gengivite
• Inibição da mineralização da placa
• Não proporcionar o desenvolvimento de cepas de bactérias resistentes
• Não manchar dentes nem alterar a gustação
Triclosan
Substantividade baixa, liberação rápida
Modo de ação: Desorganização da membrana celular e inibição específica de enzimas da membrana, 
inibe a incorporação e metabolismo da glicose, inibe a atividade de protease tipo tripsina
Óleos Essenciais
Baixa substantividade, composição: timol, mentol, eucaliptol e metilsalicilato, em veículo alcoólico a 26,9% 
associação com cloreto de zinco (redução na formação do cálculo).
Modo de ação: desorganização geral da membrana celular, inibição de enzimas bacterianas, redução da 
produção de lipopolissacarídeos 
Efeitos colaterais: Sensação de queimação, gosto amargo, possibilidade de manchamento dos dentes, 
injúrias aos tecidos moles bucais 
Cloreto de Cetilperidíneo
Age provocando um aumento da permeabilidade celular e rompimento da parede bacteriana
Concentração: 0,05% em veículo alcoólico de 14 a 18%
Efeitos colaterais: manchamento dentário, sensação de queimação na mucosa, ulcerações recorrentes, 
aumento na formação do cálculo, descoloração da língua
Clorexidina
Largo espectro bacteriano, atua sobre bactérias gram+ e gram-
Ação Bactericida em altas concentrações
Ação Bacteriostática em concentrações mais baixas
Inibição de enzimas glicolíticas e proteolíticas (desorganização geral da membrana)
Alteração na multiplicação, aderência e produção dos ácidos bacterianos
Efeitos Colaterais: pigmentação, descamação da mucosabucal, alergias, calcificações, perda do paladar
 0,12%: 2 bochechos diários, com 15 ml de solução com duração de 1 minuto, preferencialmente 30 
minutos após a escovação durante 7 dias
0,2% (menos utilizada): 2 bochechos diários, com 10 ml de solução com duração de 30 segundos, 
preferencialmente 30 minutos após a escovação durante 7 dias
CLASSIFICAÇÃO ATUAL DAS DOENÇAS PERIODONTAIS 2018 
 CONDIÇÕES PERIODONTAIS
SAÚDE PERIODONTAL E SAÚDE GENGIVAL
Saúde em Periodonto Íntegro: Sem perda de inserção, profundidade de sondagem até 3mm, sangramento 
à sondagem em menos de 10% dos sítios e sem perda óssea radiográfica.
Saúde em Periodonto Reduzido: Paciente com Periodontite Estável ou Paciente sem Periodontite.
1. Periodontite Estável: Perda de inserção, profundidade de sondagem até 4mm, sem sítios com 
profundidade igual ou superior a 4mm com sangramento à sondagem, sangramento à sondagem em 
menos de 10% dos sítios e com perda óssea radiográfica.
2. Sem Periodontite: Perda de inserção, profundidade de sondagem de até 3 mm, sangramento à 
sondagem em menos de 10% dos sítios e possível perda óssea radiográfica (por exemplo, em casos de 
recessão gengival e aumento de coroa clínica).
GENGIVITE INDUZIDA PELO BIOFILME: associada somente ao biofilme dental, mediada por fatores de 
risco sistêmicos ou locais e associada a medicamentos para aumento de tecido gengival.
Gengivite Associada SOMENTE ao Biofilme: dividida em gengivite em periodonto íntegro, gengivite em 
periodonto reduzido e gengivite em periodonto reduzido tratado periodontalmente.
Gengivite em Periodonto Íntegro: caracteriza-se por apresentar sítios com profundidade de sondagem 
menor ou igual a 3 mm, 10% ou mais de sítios com sangramento à sondagem, ausência de perda de 
inserção e de perda óssea radiográfica.
Gengivite em Periodonto Reduzido: os pacientes apresentam sítios com profundidade de sondagem de até 
3 mm, 10% ou mais dos sítios com sangramento à sondagem, perda de inserção e possível perda óssea 
radiográfica.
Gengivite em Periodonto Reduzido Tratado: o paciente tem história de tratamento de periodontite, portanto 
apresenta perda de inserção, sítios com bolsa periodontal de até 3 mm, 10% ou mais dos sítios com 
sangramento à sondagem e perda óssea radiográfica.
Gengivite Mediada por Fatores de Risco: Sistêmicos ou Locais
Sistêmicos: tabagismo, hiperglicemia, fatores nutricionais, agentes farmacológicos (prescritos, não 
prescritos e recreacionais), hormônios esteróides sexuais (puberdade, ciclo menstrual, gravidez, 
contraceptivos orais), condições hematológicas.
Locais (fatores predisponentes): fatores de retenção de biofilme dental, secura bucal.
Aumento Gengival Influenciado por Medicamento: não especificado 
DOENÇAS GENGIVAIS NÃO INDUZIDAS PELO BIOFILME: desordens genéticas e de desenvolvimento, 
infecções específicas, condições inflamatórias e autoimunes, processos reacionais, neoplasias, doenças 
endócrinas, nutricionais e metabólicas, lesões traumáticas, pigmentação gengival.
PERIODONTITE
Doenças Periodontais Necrosante: processo inflamatório do periodonto caracterizado por necrose/
ulceração da papila interdental, sangramento gengival, halitose, dor e perda óssea rápida. Outros sinais e 
sintomas associados podem incluir formação de pseudomembrana, linfadenopatia e febre. 
Gengivite Necrosante: processo inflamatório agudo do tecido gengival caracterizado pela presença de 
necrose/ulceração das papilas interdentais, sangramento gengival e dor. Outros sinais e sintomas 
associados podem incluir halitose, pseudomembrana, linfadenopatia regional, febre e sialorreia (em 
crianças).
Periodontite Necrosante: processo inflamatório do periodonto caracterizado pela presença de necrose/
ulceração das papilas interdentais, sangramento gengival, halitose, dor e perda óssea rápida. Outros 
sinais e sintomas associados podem incluir formação de pseudomembrana, linfadenopatia e febre.
Estomatite Necrosante: condição inflamatória severa do periodonto e da cavidade oral em que a necrose 
dos tecidos moles se estende além da gengiva, e a desnudação óssea pode ocorrer por meio da mucosa 
alveolar, com áreas aumentadas de osteíte e formação de sequestro ósseo. Tipicamente ocorre em 
pacientes sistêmica e severamente comprometidos.
Periodontite: doença inflamatória crônica multifatorial associada a biofilme disbiótico e caracterizada pela 
destruição progressiva do aparato de inserção dental. 
A periodontite é classificada de acordo com seu ESTÁGIO e seu GRAU
ESTÁGIO: A classificação de estágios está relacionada com a severidade da doença. 
Os estágios da periodontite devem ser primariamente definidos pela perda clínica de inserção, 
denominada, nesse texto, como “característica determinante”. Em sua ausência, utiliza-se perda óssea 
radiográfica. Caso haja “fatores de complexidade” (por exemplo, lesões de furca ou mobilidades 
avançadas), sobe-se o estágio ao pior cenário encontrado, de acordo com o descrito abaixo em “fatores 
que modificam o estágio”. Em pacientes tratados, o estágio não deve diminuir. Para todos os estágios, 
deve-se classificar ainda quanto à extensão: localizada (até 30% dos dentes afetados), generalizada 
(30% dos dentes ou mais) ou padrão molar/incisivo.
Estágio 1
1-2mm de perda de inserção interproximal no pior sítio ou perda radiográfica no terço coronal. 
Profundidade de sondagem até 4mm, sem perda dental (perda óssea horizontal).
Estágio 2
3-4mm de perda de inserção interproximal no pior sítio ou perda radiográfica no terço coronal .
Profundidade de sondagem até 5mm, sem perda dental (perda óssea horizontal)
Estágio 3
5mm ou mais de perda de inserção interproximal no pior sítio ou perda óssea radiográfica se estendendo à 
metade ou ao terço apical da raiz. 
Profundidade de sondagem de 6mm ou mais, com perda dental de até 4 dentes. 
Pode ter perda óssea vertical de até 3mm, lesões de fusca grau II ou III e defeito de rebordo moderado.
Estágio 4
5mm ou mais de perda de inserção interproximal no pior sítio ou perda óssea radiográfica se estendendo à 
metade ou ao terço apical da raiz.
Perda dental de 5 ou mais dentes. Além dos fatores de complexidade listados no estágio 3, pode ocorrer 
disfunção mastigatória, trauma oclusal secundário (mobilidade grau 2 ou 3), defeito de rebordo grave, 
problemas mastigatórios, menos de 20 dentes remanescentes (10 pares de antagonistas).
GRAU: reflete as evidências, ou risco, de progressão da doença e seus efeitos na saúde sistêmica. 
Inicialmente, todo paciente com periodontite deve ser considerado como grau B, e assim modificar seu 
grau pra A ou C de acordo com evidências diretas de progressão ou evidências indiretas. O grau pode ser 
modificado pela presença de fatores de risco (tabagismo e diabetes).
Grau A - Progressão Lenta
Característica Determinante: evidência direta de não progressão de perda de inserção por 5 anos ou 
indireta de perda óssea/ano de até 0,25mm.
Características Secundárias: pacientes com grande acúmulo de biofilme, mas pouca destruição 
periodontal. 
Grau B - Progressão moderada
Característica Determinante: evidência direta de progressão inferior a 2mm em 5 anos ou indireta de perda 
óssea/ano de 0,25-1mm.
Características Secundárias: destruição compatível com depósitos de biofilme,
Fatores de Risco que podem modificar a graduação: fumantes abaixo de 10 cigarros por dia.
Grau C - Progressão Rápida 
Característica Determinante: evidência direta de progressão igual ou superior a 2mm em 5 anos ou 
indireta de perda óssea/ano superior a 1mm.
Características Secundárias: a destruição excede ao esperado para a quantidade de biofilme. Padrões 
clínicos específicos sugerem períodos de rápida progressão e/ou acometimento precoce da doença 
(padrão molar/incisivo e ausência de resposta esperadas a terapias de controle do biofilme). 
Fatores de risco que podem modificar a graduação: tabagismo de + de 10 cigarros por dia ou diabetes.