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Profa. Mirna Rossi Barbosa FACULDADES INTEGRADAS DO NORTE DE MINAS – FUNORTE FACULDADE DE SAÚDE IBITURUNA – FASI DISCIPLINA: TÉCNICA DE REABILITAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA EM LINGUAGEM ORAL Montes Claros - 2016 Afasias Neuroanatomia - Revisão Neuroanatomia - Revisão LOBO FRONTAL Iniciação dos movimentos voluntários; Concepção ou planejamento de sequências complexas de movimentos; Planejamento, emoção, julgamento Área de Broca: planejamento linguístico. Córtex motor primário Córtex pré-motor Área de Broca Neuroanatomia - Revisão LOBO FRONTAL: Doenças cerebrais e sintomas Disfunção Executiva; Inflexibilidade do pensamento; Persistência de um único pensamento; Incapacidade de se concentrar na tarefa; Labilidade emocionalmente; Alterações de personalidade; Inabilidade para expressar a linguagem (Afasia de Broca) Afasia Progressiva Primária / Demência Fronto- temporal Neuroanatomia - Revisão LOBO PARIETAL Córtex sensitivo primário; Áreas associativas envolvidas na capacidade de coordenação, entender os números, a manipulação de diferentes objetos, nomeação, gnosias e tarefas de leitura e escrita; Processamento semântico que nos permite identificar e categorizar objetos; Córtex sensitivo primário Giro Supramarginal Giro Angular Neuroanatomia - Revisão LOBO PARIETAL: Doenças cerebrais e sintomas Anomia (Afasia Anômica); Agrafia / Disgrafia; Dislexia / Alexia; Dificuldade com lateralidade ; Apraxia ideomotora; Falta de consciência de certas partes do corpo (negligência) Neuroanatomia - Revisão LOBO TEMPORAL Córtex auditivo primário; Área de Wernicke; Área associativa que atua na percepção e localização dos sons; Percepção de formas visuais e da cor; Área de Wernicke Córtex auditivo primário Neuroanatomia - Revisão LOBO TEMPORAL: Doenças cerebrais e sintomas Prosopagnosia; Alteração de compreensão oral (Afasia de Wernicke); Dificuldade com a identificação e nomeação de objetos; Perda da memória de curto prazo (Hipocampo); Dificuldade com recuperação da memória de longo prazo; Demência Fronto-temporal. Neuroanatomia - Revisão LOBO OCCIPITAL Córtex visual primário; Processamento da cor, do movimento, de profundidade, da distância etc. A área visual primária funciona como receptor de imagens, em seguida, na área visual secundária, os objetos são “compreendidos”. Córtex visual primário Neuroanatomia - Revisão LOBO OCCIPITAL: Doenças cerebrais e sintomas Defeito de visão (campo visual); Dificuldade com localização de objetos no ambiente; Produção de alucinações / ilusões visuais; Cegueira cortical para a palavra – incapacidade de reconhecer palavras; Incapacidade de reconhecer o movimento de um objeto (Agnosia); Dislexias. Neuroanatomia - Revisão LOBO DA ÍNSULA Parte do sistema límbico; Coordenação das emoções; Paladar; Controle motor e autonômico da linguagem e comportamento; Tem papel especializado na programação motora da fala. Neuroanatomia - Revisão TÁLAMO Transmissão de impulsos sensitivos origniários da medula, cerebelo, tronco e de outras regiões do cérebro até o córtex cerebral; Papel importante na cognição e consciência; Ajuda na regulação das atividades autônomas. Neuroanatomia - Revisão OUTRAS ESTRUTURAS IMPORTANTES • Hipocampo • Núcleos da base • Tronco Encefálico • Cerebelo Organização do Sistema Linguístico Fonética (estudo dos sons da fala a partir de suas características fisiológicas e articulatórias) Fonologia (estuda a maneira como os sons se organizam dentro de uma língua) Morfologia (estudo da estrutura, formação e classificação das palavras, ou seja a classe gramatical de cada uma das palavras de uma frase) Organização do Sistema Linguístico Sintaxe (sistema de regras que governa a combinação das palavras em unidades de significado mais complexas) Semântica (aspecto que relaciona a palavra ao seu significado; é responsável pelo valor simbólico da linguagem) Pragmática (estudo da linguagem em contexto, função de comunicação, examinando as intenções dos usuários) Organização do Sistema Linguístico Léxico É o nosso dicionário interno ou vocabulário, onde são arquivados os vários elementos da linguagem; Seu conteúdo é sempre atualizado, pois o aprendizado é constante, especialmente por meio da leitura; Organizado por redes semânticas. Organização do Sistema Linguístico Léxico – modelo de características semânticas Organização do Sistema Linguístico Léxico – modelo hierárquico Organização do Sistema Linguístico DOENÇA ALTERAÇÃO NÍVEIS DE PROCESSAMENTO ALTERADOS Fonético Fonológico Morfossintático Semântico Pragmático Doenças vasculares Doenças motoras Disartria x x Doenças vasculares TCEs Apraxia de fala x x Doenças vasculares Neoplasias Doenças infecciosas Afasia x x x x Demências Alterações linguístico- cognitivas x x x x Processamento da Linguagem Oral ONDA SONORA IDENTIFICAÇÃO DOS SONS DA FALA LÉXICO: IDENTIFICAÇÃO DE PALAVRAS FAMILIARES SEMÂNTICO: SIGNIFICADO DAS PALAVRAS Giro temporal superior esquerdo Giro temporal superior anterior Giro temporal superior posterior Área de Wernicke Processamento da Linguagem Oral Mansur e Radanovic (2003) apud Belan (2016) Processamento da Linguagem Oral Belan (2016) Classificação das afasias Classificação das Afasias MANIFESTAÇÕES TIPO DE AFASIA Lesões Anteriores BROCA TRANSCORTICAL MOTORA Fluência Não fluente Não fluente Caract. Principal Estereotipia, parafasias fonêmicas, redução e agramatismo Redução da fala, simplificação gramatical, ecolalia Compreensão Levemente comprometida Preservada Repetição Ruim Boa Nomeação Ruim (erros semânticos, fonológicos, estereotipias) Prejudicada (parafasias e perseverações) Escrita Proporcional à fala ou pior Proporcional à fala Classificação das Afasias MANIFESTAÇÕES TIPO DE AFASIA Lesões Posteriores WERNICKE TRANSCORTICAL SENSORIAL CONDUÇÃO Fluência Fluente, jargonofásica Fluente Fluente Caract. Principal Jargonofasia, com neologismos Parafasias semânticas, anomias e circunlóquios Parafasias fonêmicas e formais, anomias Compreensão Ruim Ruim Preservada Repetição Ruim Boa Ruim Nomeação Ruim Prejudicada Variável Escrita Proporcional à fala Proporcional à fala Paragrafias literais e grafêmicas Classificação das Afasias MANIFESTAÇÕES TIPO DE AFASIA Lesões Mistas ANÔMICA TRANSCORTICAL MISTA GLOBAL Fluência Fluente Não Fluente Não Fluente Caract. Principal Anomias, parafasias semânticas Ecolalias e estereotipias Estereotipias Compreensão Boa Ruim Ruim Repetição Boa Boa Ausente Nomeação Boa Prejudicada Ausente Escrita Variável Leitura e escrita reduzidos Ausente Afasias - Manifestações Parafasia fonética: distorção na produção dos fonemas; Parafasia fonêmica: Trocas, omissões, acréscimos. Ex: sapato = passato ou sacato Parafasia morfêmica: substituição dos morfemas gramaticais das palavras Ex: menino = menina; ferramenta = ferradura; falei = falar Afasias - Manifestações Parafasia formal: troca de fonema que gera outra palavra, pertencente à língua, semelhante à palavra alvo. Ex: janela = panela; Parafasia semântica: Troca de um vocábulo por outro, que tem relação semântica. Ex: bicicleta = moto Parafasia verbal: troca de vocábulos que não tem nenhuma semalhança. Ex: bola – árvore. Afasias - Manifestações Paralexias: fonéticas, fonêmicas, formais, verbais, semânticas e literais. Paralexia literal: troca de letra lida, por falha na decodificação da letra. Sapo = papo Falhana produção oral da letra lida = paralexia fonêmica Falha no reconhecimento da letra S = paralexia fonêmica. Neste caso, o paciente sempre fará trocas nas palavras com S. Afasias - Manifestações Paragrafias: grafêmicas, formais, verbais, semânticas e literais. Paragrafia grafêmica: falha na produção escrita. Ex: escrever cajalo para cavalo. Paragrafia literal: dificuldade na codificação de determinada letra. Ex: sempre erra palavras com S. Cuidado com escolaridade do paciente! Afasias - Manifestações Anomia: dificuldade em acessar a palavra (por falha fonológica, semântica ou lexical). Paráfrase: Eu fui no açougue = Eu fui naquele lugar onde a gente compra carne. Circunlóquio: Tangencia muito o assunto e não chega ao tema central do discurso. "Te chamei aqui, pois o que eu tenho para lhe dizer, é referente a algo que eu creio que você já faça ideia do que seja, e portanto vou ser direto sem mais delongas, caso contrário..." Afasias - Manifestações Agramatismo: trocas morfêmicas ou na ordem das palavras. “Ontem? Shopping... Eu ir...” Redução: discurso reduzido, monossilábico. Ex: - Como foi sua semana? - Boa. - O que você fez? - Comeu. Dormiu. Neologismo: invenção de palavras. Ex: LITA. Afasias - Manifestações Jargão: fala cheia de neologismos. Estereotipias: palavras ou neologismos ditos repetidamente. - O que é isso? - Sabe, sabe. - E isto aqui? - Sabe, sabe. Afasias - Manifestações Perseveração: Mantem a palavra quando muda o assunto. Ex: - Qual é o seu nome? - Antônio. - Quantos anos o Sr. tem? - Antônio. Supressão: Ausência da fala. Mutismo. Afasias - Avaliação • Anamnese detalhada; • Fala espontânea; • Compreensão oral e escrita: através da apresentação de material por entrada auditiva e visual, com complexidade crescente (fonema, grafema, palavra, frase, texto); • Repetição, leitura oral; Afasias - Avaliação • Nomeação: por confrontação visual (objetos e figuras que lhe são mostradas) e nomeação responsiva (nomeação de objetos com base na descrição de sua função); • Escrita espontânea: cópia, ditado e expressão escrita • Praxias orais; Afasias - Avaliação Gnosias visuais (capacidade de reconhecer objetos/figuras/letras/palavras pela visão) Gnosias auditivas (capacidade de reconhecer sons) Gnosias táteis (capacidade de reconhecer objetos por meio do tato) Afasias - Avaliação Existem vários protocolos de avaliação das afasias. MTL-Brasil- Bateria Montreal-Toulouse de Avaliação de Linguagem (completa) [Autor: VARIOS] Maria Alice de Mattos Pimenta Parente / Rochele Paz Fonseca / Karina Carlesso Pagliarin / Simone dos Santos Barreto / Ellen Cristina Siqueira Soares-Ishi / Lilian Cristine Hübner / Yves Joanette / Jean-Luc Nespoulous / Karin Zazo Ortiz Diagnóstico Diferencial Conceituação Planejamento linguístico Planejamento ou programação motora Execução motora DEMÊNCIA APRAXIA DE FALA AFASIA DISARTRIA Belan (2016) Afasias - Reabilitação Material para terapia Alimentos verdadeiros ou plásticos Afasias Material para terapia Mobílias em miniatura Afasias Material para terapia Bonecos ou retratos dos familiares Afasias Material para terapia Caixas contendo material de higiene Afasias Material para terapia Letras de plástico ou madeira, de diversos tipos Afasias Material para terapia Dicionário para pacientes bilingues Afasias Material para terapia Dinheiro Afasias Material para terapia Espelho Afasias Material para terapia Quadro ou flanelógrafo Afasias Material para terapia Retratos, cartões postais, figuras de revista Afasias Material para terapia Figuras de substantivos, advérbios, verbos Afasias Material para terapia Fichário fonético: palavras que se iniciam com o mesmo som Afasias Material para terapia Fichário de leitura: cartões com palavras, frases familiares, verbos, preposições (acompanhadas de figuras representativas), advérbios. Rótulos de embalagens. Afasias Material para terapia Textos de jornais Afasias • Na terapia fonoaudiológica das afasias deve haver uma filosofia geral do tratamento, e não um método rígido ou técnicas imutáveis. • O fonoaudiólogo deve ter autonomia para explorar, adaptar, ajustar, investigar. Afasias – Reabilitação Pacientes com Afasia de Broca ou Transc. Motora, com parafasias fonêmicas: • Estratégias de rota fonológica, com treino multimodal (palavra escrita, figura) • Treino de palavras com o fonema-alvo (sequência: plosivos anteriores, posteriores, fricativos anteriores, posteriores) Afasias – Reabilitação Pacientes com Afasia de Broca ou Transc. Motora, com parafasias fonêmicas: • Apresentar a figura, dar pista fonológica, nomear em uníssono com terapeuta, e aos poucos ir retirando a pista. • Atividades de consciência fonológica. Pode usar Método BOCAR. Afasias – Reabilitação Pacientes com Afasia de Broca ou Transc. Motora, com parafasias fonêmicas: • Passar uma lista de palavras para o paciente ler (treinar) em casa. • À medida que o paciente vai melhorando, retirar a palavra e deixar apenas a figura para o paciente nomear. Afasias – Reabilitação Pacientes com estereotipias: • Dar feedback, levar o paciente a ter consciência da estereotipia, para que ele controle a emissão involuntária. • Treino de emissão de palavras com o fonema que o paciente consegue produzir. Ex: sabe, sabe (pode começar com fonema /s/). Afasias – Reabilitação Pacientes com POUCAS estereotipias: • Gravar a fala do paciente, e depois mostrar a ele. • Método dos cartões: entregar um cartão para cada estereotipia falada, e depois contar o número de estereotipias. É ideal para pacientes tranquilos (emocionalmente), com poucas estereotipias. Afasias – Reabilitação Pacientes com anomias semânticas: • Categorização semântica (poucas categorias inicialmente); • Acrescentar subcategorias; • Associação semântica; Afasias – Reabilitação • Associação semântica; Exemplos: O que não pertence ao conjunto? • Cobertor – travesseiro – geladeira Oferecer um objeto para o paciente definir (características, função etc). Afasias – Reabilitação Paciente que ainda apresenta algumas anomias no discurso: • Oferecer discurso temático, e depois ir reestruturando o que ele falou. Ex: falar como foi a semana. Gravar a fala do paciente, para depois analisarem como foi dito. • Dar opções de resposta para as palavras truncadas. Afasias – Reabilitação Exemplo: Paciente disse “Ontem fui lá na... na... Onde compra remédio...” Tp pergunta: “Você foi na fármacia, fisioterapia ou futebol?” (se for anomia fonológica) ou “Você foi na Farmácia, loja de roupa ou padaria?” (se for anomia semântica) Afasias – Reabilitação • Depois de trabalhar as opções, vai retomando o discurso, pedindo ao paciente que fale novamente. • Se truncar de novo, oferece novamente a pista. • Trabalhar em cima do discurso do paciente e não em treino específico. Afasias – Reabilitação Afasias que afetam a compreensão • Apontar figuras que o terapeuta nomear. • Começar com duas figuras cujos nomes são bem distintos. • Trabalhar com ordens simples (pegue isto, aponte aquilo). Afasias – Reabilitação Afasias que afetam a compreensão • Pode oferecer pistas adicionais (gestos + fala). • Contextualizar quando o paciente nãosouber. Ex: se não souber copo, tp pode dizer “O copo fica na cozinha! Na cozinha tem copo, prato e garfo...” • Quanto mais pistas, melhor. Afasias – Reabilitação Afasias que afetam a compreensão • Utilizar estratégias bem dirigidas (perguntas mais fechadas) e com palavras bastante funcionais para o paciente. • Gravar fala do paciente e dar feedback (porque ele é anosognósico). • Pistas concretas com estímulo gráfico. Afasias • O objetivo primeiro do tratamento da afasia é aumentar a comunicação do paciente, para que ele possa voltar a uma vida igual ou próxima à que levava antes. • Devemos começar por exercícios que ofereçam um certo êxito e, ao mesmo tempo, um certo grau de dificuldade, e sempre ir acompanhando seus progressos com novas abordagens. Profa. Mirna Rossi Barbosa Medeiros FACULDADES INTEGRADAS DO NORTE DE MINAS – FUNORTE FACULDADE DE SAÚDE IBITURUNA – FASI DISCIPLINA: TÉCNICA DE REABILITAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA EM LINGUAGEM ORAL Montes Claros - 2016 Intervenção Fonoaudiológica nos Quadros demenciais Demências • Condição clínica caracterizada pelo comprometimento de funções cognitivas e/ou comportamentais. • Os distúrbios da comunicação estão entre os principais déficits de pessoas que sofrem demência. Distúrbios Pragmáticos Ocorre ruptura no desenvolvimento do tema, trocas de turnos e atos de fala. Desta forma, o indivíduo com demência perde progressivamente a habilidade de contar eventos e participar de conversações de maneira efetiva. Distúrbios Semânticos As anomias ocorrem com frequência no discurso de pessoas com demência. É comum o uso de termos imprecisos, como hiperônimos ou vagos. Distúrbios sintáticos Ocorrência de simplificação sintática nas emissões orais desde fase inicial. Há estudos que relatam falhas de concordância e erros na flexão do verbo, bem como dificuldades no que tange a compreensão e expressão de frases complexas. Distúrbios Fonológicos Embora alguns estudos relatem a ocorrência de omissões e substituições fonêmicas, essas alterações são atribuídas a problemas no nível lexical, e não a um distúrbio específico do sistema fonológico. TIPOS DE MEMÓRIA 9912-5503 9912-5503 9912-5503 9912-5503 Avaliação na demência • Aspectos sintáticos, pragmáticos, por meio de discurso (sequência lógica, narração de histórias, diálogos com terapeuta); • Vocabulário e aspectos fonológicos em provas de nomeação e repetição; • Compreensão oral; • Avaliação da leitura e escrita. • Capacidade de memória. • Detecção das habilidades preservadas e deficitárias. Intervenção Fonoaudiológica O fonoaudiólogo busca diminuir a velocidade do declínio cognitivo, manter a funcionalidade do paciente e, assim, melhorar sua qualidade de vida. Para o sucesso da reabilitação, é necessário envolvimento do paciente, família, cuidadores e equipe multidisciplinar. O planejamento da reabilitação deve considerar a heterogeneidade dos pacientes quanto a sua história de vida, seu nível intelectual e cultural e suas preferências anteriores, bem como as alterações de comportamento, os sintomas psiquiátricos e a progressão da doença. Intervenção Fonoaudiológica • Utilizando estímulos multimodais (fala, escrita, gestos etc). • Envolvendo ativamente o paciente. • Utilizar pista escrita sempre que a escolaridade do paciente permitir. Proporcionar condições para recuperar as informações A Terapia de Evocação Espaçada também ajuda na melhora do aprendizado e retenção de informações com o uso de intervalos de tempo cada vez mais longos para a evocação de informações importantes para o paciente. Ela se chama Ana! Informação nova 1 minuto depois 10 minutos depois Como ela se chama mesmo? Como ela se chama mesmo? Terapia de Evocação Espaçada Fornecer letras gradativamente até que o paciente consiga evocar a palavra. A partir daí, retirar as letras uma a uma e solicitar que ele continue emitindo a palavra. JA JACARÉ JACA JACAR JACARÉ JACA JAC JA Apagamento de pistas Uso de pistas externas (auxílios mnemônicos) Terapia de Orientação para Realidade (TOR) A TOR busca a orientação do paciente para sua realidade, ajudando na evocação de datas, locais, horários e pessoas que tenham significado para ele. Utilização de relógios, calendários, revistas, figuras, músicas, fotos e outros objetos facilitadores. Inicialmente define-se um tema norteador e trabalha-se com várias formas de orientação temporal, espacial e conhecimento geral. A Terapia de Reminiscências é também muito usada, consistindo na discussão de atividades passadas, eventos e experiências, geralmente com auxílio de pistas como fotos, itens familiares e música. Para esta terapia, a linguagem oral do paciente deve estar relativamente preservada. Terapia de Reminiscências Os ambientes em que os pacientes vivem deverão ser seguros e as adaptações devem ser feitas gradualmente, com a criação de rotinas de atividades. Fornecer no ambiente o máximo de pistas de orientação temporal e espacial. Envolver o paciente a participar de AVDs ou mesmo solicitar que ele observe aquelas que ele não pode desempenhar. A participação em eventos sociais também deve ser encorajada. Adaptações Ambientais