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Profa. Mirna Rossi Barbosa 
 
 
 
 
 
FACULDADES INTEGRADAS DO NORTE DE MINAS – FUNORTE 
FACULDADE DE SAÚDE IBITURUNA – FASI 
 
DISCIPLINA: TÉCNICA DE REABILITAÇÃO 
FONOAUDIOLÓGICA EM LINGUAGEM ORAL 
Montes Claros - 2016 
Afasias 
Neuroanatomia - Revisão 
Neuroanatomia - Revisão 
LOBO FRONTAL 
 
Iniciação dos 
movimentos voluntários; 
Concepção ou 
planejamento de 
sequências complexas 
de movimentos; 
Planejamento, 
emoção, julgamento 
Área de Broca: 
planejamento 
linguístico. 
 
 
 
 
Córtex motor 
primário 
Córtex pré-motor 
Área de Broca 
Neuroanatomia - Revisão 
LOBO FRONTAL: Doenças cerebrais e sintomas 
 
Disfunção Executiva; 
Inflexibilidade do pensamento; 
Persistência de um único pensamento; 
Incapacidade de se concentrar na tarefa; 
Labilidade emocionalmente; 
Alterações de personalidade; 
Inabilidade para expressar a linguagem (Afasia de 
Broca) 
Afasia Progressiva Primária / Demência Fronto-
temporal 
 
 
 
 
Neuroanatomia - Revisão 
LOBO PARIETAL 
 
Córtex sensitivo primário; 
Áreas associativas 
envolvidas na 
capacidade de 
coordenação, entender 
os números, a 
manipulação de 
diferentes objetos, 
nomeação, gnosias e 
tarefas de leitura e escrita; 
Processamento semântico 
que nos permite identificar 
e categorizar objetos; 
Córtex sensitivo 
primário 
Giro Supramarginal Giro Angular 
Neuroanatomia - Revisão 
LOBO PARIETAL: Doenças cerebrais e sintomas 
 
Anomia (Afasia Anômica); 
Agrafia / Disgrafia; 
Dislexia / Alexia; 
Dificuldade com lateralidade ; 
Apraxia ideomotora; 
Falta de consciência de certas partes do 
corpo (negligência) 
 
 
 
Neuroanatomia - Revisão 
LOBO TEMPORAL 
 
Córtex auditivo primário; 
Área de Wernicke; 
Área associativa que 
atua na percepção e 
localização dos sons; 
Percepção de formas 
visuais e da cor; 
Área de Wernicke 
Córtex auditivo 
primário 
Neuroanatomia - Revisão 
LOBO TEMPORAL: Doenças cerebrais e sintomas 
 
Prosopagnosia; 
Alteração de compreensão oral (Afasia de 
Wernicke); 
Dificuldade com a identificação e nomeação de 
objetos; 
Perda da memória de curto prazo (Hipocampo); 
Dificuldade com recuperação da memória de 
longo prazo; 
Demência Fronto-temporal. 
 
 
 
Neuroanatomia - Revisão 
LOBO OCCIPITAL 
 
Córtex visual primário; 
Processamento da cor, 
do movimento, de 
profundidade, da 
distância etc. A área 
visual primária funciona 
como receptor de 
imagens, em seguida, 
na área visual 
secundária, os objetos 
são “compreendidos”. 
Córtex visual primário 
Neuroanatomia - Revisão 
LOBO OCCIPITAL: Doenças cerebrais e sintomas 
 
Defeito de visão (campo visual); 
Dificuldade com localização de objetos no 
ambiente; 
Produção de alucinações / ilusões visuais; 
Cegueira cortical para a palavra – incapacidade 
de reconhecer palavras; 
Incapacidade de reconhecer o movimento de um 
objeto (Agnosia); 
Dislexias. 
 
 
Neuroanatomia - Revisão 
LOBO DA ÍNSULA 
 
Parte do sistema límbico; 
Coordenação das emoções; 
Paladar; 
Controle motor e autonômico 
da linguagem e 
comportamento; 
Tem papel especializado na 
programação motora da fala. 
Neuroanatomia - Revisão 
TÁLAMO 
 
Transmissão de impulsos 
sensitivos origniários da 
medula, cerebelo, tronco e de 
outras regiões do cérebro até 
o córtex cerebral; 
Papel importante na cognição 
e consciência; 
Ajuda na regulação das 
atividades autônomas. 
Neuroanatomia - Revisão 
OUTRAS ESTRUTURAS IMPORTANTES 
 
• Hipocampo 
 
• Núcleos da base 
 
• Tronco Encefálico 
 
• Cerebelo 
Organização do Sistema Linguístico 
Fonética (estudo dos sons da fala a partir de 
suas características fisiológicas e 
articulatórias) 
 
Fonologia (estuda a maneira como os sons se 
organizam dentro de uma língua) 
 
Morfologia (estudo da estrutura, formação e 
classificação das palavras, ou seja a classe 
gramatical de cada uma das palavras de 
uma frase) 
 
 
Organização do Sistema Linguístico 
Sintaxe (sistema de regras que governa a 
combinação das palavras em unidades de 
significado mais complexas) 
 
Semântica (aspecto que relaciona a palavra 
ao seu significado; é responsável pelo valor 
simbólico da linguagem) 
 
Pragmática (estudo da linguagem em 
contexto, função de comunicação, 
examinando as intenções dos usuários) 
 
 
Organização do Sistema Linguístico 
Léxico 
 
É o nosso dicionário interno ou vocabulário, 
onde são arquivados os vários elementos da 
linguagem; 
 
Seu conteúdo é sempre atualizado, pois o 
aprendizado é constante, especialmente por 
meio da leitura; 
 
Organizado por redes semânticas. 
Organização do Sistema Linguístico 
Léxico – modelo de características semânticas 
 
Organização do Sistema Linguístico 
Léxico – modelo hierárquico 
 
Organização do Sistema Linguístico 
DOENÇA ALTERAÇÃO NÍVEIS DE PROCESSAMENTO ALTERADOS 
Fonético Fonológico Morfossintático Semântico Pragmático 
Doenças 
vasculares 
Doenças 
motoras 
Disartria 
x 
 
x 
Doenças 
vasculares 
TCEs 
Apraxia de fala 
x 
 
x 
Doenças 
vasculares 
Neoplasias 
Doenças 
infecciosas 
Afasia 
x 
 
x 
 
x 
 
x 
Demências Alterações 
linguístico-
cognitivas 
 
x 
 
x 
 
x 
 
x 
Processamento da Linguagem Oral 
ONDA SONORA 
IDENTIFICAÇÃO DOS 
SONS DA FALA 
LÉXICO: 
IDENTIFICAÇÃO DE 
PALAVRAS FAMILIARES 
SEMÂNTICO: 
SIGNIFICADO DAS 
PALAVRAS 
Giro temporal superior esquerdo 
Giro temporal superior anterior 
Giro temporal superior 
posterior 
Área de Wernicke 
Processamento da Linguagem Oral 
Mansur e Radanovic (2003) apud Belan (2016) 
Processamento da Linguagem Oral 
Belan (2016) 
Classificação das afasias 
Classificação das Afasias 
MANIFESTAÇÕES TIPO DE AFASIA 
Lesões Anteriores BROCA TRANSCORTICAL MOTORA 
Fluência Não fluente Não fluente 
Caract. Principal Estereotipia, parafasias 
fonêmicas, redução e 
agramatismo 
Redução da fala, simplificação 
gramatical, ecolalia 
Compreensão Levemente comprometida Preservada 
Repetição Ruim Boa 
Nomeação Ruim (erros semânticos, 
fonológicos, estereotipias) 
Prejudicada (parafasias e 
perseverações) 
Escrita Proporcional à fala ou pior Proporcional à fala 
Classificação das Afasias 
MANIFESTAÇÕES TIPO DE AFASIA 
Lesões Posteriores WERNICKE TRANSCORTICAL 
SENSORIAL 
CONDUÇÃO 
Fluência Fluente, 
jargonofásica 
Fluente Fluente 
Caract. Principal Jargonofasia, com 
neologismos 
Parafasias 
semânticas, anomias 
e circunlóquios 
Parafasias 
fonêmicas e 
formais, anomias 
Compreensão Ruim Ruim Preservada 
Repetição Ruim Boa Ruim 
Nomeação Ruim Prejudicada Variável 
Escrita Proporcional à 
fala 
Proporcional à fala Paragrafias literais e 
grafêmicas 
Classificação das Afasias 
MANIFESTAÇÕES TIPO DE AFASIA 
Lesões Mistas ANÔMICA TRANSCORTICAL 
MISTA 
GLOBAL 
Fluência Fluente Não Fluente Não Fluente 
Caract. Principal Anomias, parafasias 
semânticas 
Ecolalias e 
estereotipias 
Estereotipias 
Compreensão Boa Ruim Ruim 
Repetição Boa Boa Ausente 
Nomeação Boa Prejudicada Ausente 
Escrita Variável Leitura e escrita 
reduzidos 
Ausente 
Afasias - Manifestações 
Parafasia fonética: distorção na produção 
dos fonemas; 
 
Parafasia fonêmica: Trocas, omissões, 
acréscimos. Ex: sapato = passato ou sacato 
 
Parafasia morfêmica: substituição dos 
morfemas gramaticais das palavras Ex: 
menino = menina; ferramenta = ferradura; 
falei = falar 
Afasias - Manifestações 
Parafasia formal: troca de fonema que gera 
outra palavra, pertencente à língua, 
semelhante à palavra alvo. Ex: janela = 
panela; 
 
Parafasia semântica: Troca de um vocábulo 
por outro, que tem relação semântica. Ex: 
bicicleta = moto 
 
Parafasia verbal: troca de vocábulos que não 
tem nenhuma semalhança. Ex: bola – árvore. 
Afasias - Manifestações 
Paralexias: fonéticas, fonêmicas, formais, 
verbais, semânticas e literais. 
 
Paralexia literal: troca de letra lida, por falha 
na decodificação da letra. 
 
 
Sapo = papo 
 
 
Falhana produção oral da letra lida = 
paralexia fonêmica 
Falha no reconhecimento da letra S = 
paralexia fonêmica. Neste caso, o paciente 
sempre fará trocas nas palavras com S. 
Afasias - Manifestações 
Paragrafias: grafêmicas, formais, verbais, 
semânticas e literais. 
 
Paragrafia grafêmica: falha na produção 
escrita. Ex: escrever cajalo para cavalo. 
 
Paragrafia literal: dificuldade na codificação 
de determinada letra. Ex: sempre erra palavras 
com S. 
 
Cuidado com escolaridade do paciente! 
Afasias - Manifestações 
Anomia: dificuldade em acessar a palavra (por 
falha fonológica, semântica ou lexical). 
 
Paráfrase: Eu fui no açougue = Eu fui naquele 
lugar onde a gente compra carne. 
 
Circunlóquio: Tangencia muito o assunto e não 
chega ao tema central do discurso. 
 
"Te chamei aqui, pois o que eu tenho para lhe dizer, é referente a 
algo que eu creio que você já faça ideia do que seja, e portanto 
vou ser direto sem mais delongas, caso contrário..." 
Afasias - Manifestações 
Agramatismo: trocas morfêmicas ou na ordem 
das palavras. “Ontem? Shopping... Eu ir...” 
 
Redução: discurso reduzido, monossilábico. Ex: 
- Como foi sua semana? 
- Boa. 
- O que você fez? 
- Comeu. Dormiu. 
 
Neologismo: invenção de palavras. Ex: LITA. 
 
 
 
Afasias - Manifestações 
Jargão: fala cheia de neologismos. 
 
Estereotipias: palavras ou neologismos ditos 
repetidamente. 
- O que é isso? 
- Sabe, sabe. 
- E isto aqui? 
- Sabe, sabe. 
 
 
 
 
Afasias - Manifestações 
Perseveração: Mantem a palavra quando 
muda o assunto. Ex: 
- Qual é o seu nome? 
- Antônio. 
- Quantos anos o Sr. tem? 
- Antônio. 
 
Supressão: Ausência da fala. Mutismo. 
 
 
 
 
Afasias - Avaliação 
• Anamnese detalhada; 
 
• Fala espontânea; 
 
• Compreensão oral e escrita: através da 
apresentação de material por entrada auditiva e 
visual, com complexidade crescente (fonema, 
grafema, palavra, frase, texto); 
 
• Repetição, leitura oral; 
 
 
 
Afasias - Avaliação 
• Nomeação: por confrontação visual (objetos e 
figuras que lhe são mostradas) e nomeação 
responsiva (nomeação de objetos com base na 
descrição de sua função); 
 
• Escrita espontânea: cópia, ditado e expressão 
escrita 
 
• Praxias orais; 
 
Afasias - Avaliação 
Gnosias visuais (capacidade de reconhecer 
objetos/figuras/letras/palavras pela visão) 
 
Gnosias auditivas (capacidade de 
reconhecer sons) 
 
Gnosias táteis (capacidade de reconhecer 
objetos por meio do tato) 
Afasias - Avaliação 
Existem vários protocolos de avaliação das 
afasias. 
 
MTL-Brasil- Bateria Montreal-Toulouse 
de Avaliação de Linguagem (completa) 
 
[Autor: VARIOS] 
Maria Alice de Mattos Pimenta Parente / 
Rochele Paz Fonseca / Karina Carlesso 
Pagliarin / Simone dos Santos Barreto / 
Ellen Cristina Siqueira Soares-Ishi / Lilian 
Cristine Hübner / Yves Joanette / Jean-Luc 
Nespoulous / Karin Zazo Ortiz 
Diagnóstico Diferencial 
Conceituação 
Planejamento 
linguístico 
Planejamento ou 
programação motora 
Execução motora 
DEMÊNCIA 
APRAXIA DE FALA 
AFASIA 
DISARTRIA 
Belan (2016) 
Afasias - Reabilitação 
Material para terapia 
 
Alimentos verdadeiros ou plásticos 
Afasias 
Material para terapia 
 
Mobílias em miniatura 
Afasias 
Material para terapia 
 
Bonecos ou retratos dos familiares 
 
Afasias 
Material para terapia 
 
Caixas contendo material de higiene 
 
 
Afasias 
Material para terapia 
 
Letras de plástico ou madeira, de diversos 
tipos 
 
 
Afasias 
Material para terapia 
 
Dicionário para pacientes bilingues 
 
 
 
Afasias 
Material para terapia 
 
Dinheiro 
 
 
 
Afasias 
Material para terapia 
 
Espelho 
 
 
 
Afasias 
Material para terapia 
 
Quadro ou flanelógrafo 
 
 
 
Afasias 
Material para terapia 
 
Retratos, cartões postais, figuras de revista 
 
 
 
Afasias 
Material para terapia 
 
Figuras de substantivos, advérbios, verbos 
 
 
 
Afasias 
Material para terapia 
 
Fichário fonético: palavras que se iniciam 
com o mesmo som 
 
 
 
 
Afasias 
Material para terapia 
 
Fichário de leitura: cartões com palavras, 
frases familiares, verbos, preposições 
(acompanhadas de figuras representativas), 
advérbios. Rótulos de embalagens. 
 
 
 
 
Afasias 
Material para terapia 
 
Textos de jornais 
 
 
 
Afasias 
• Na terapia fonoaudiológica das afasias 
deve haver uma filosofia geral do 
tratamento, e não um método rígido ou 
técnicas imutáveis. 
 
• O fonoaudiólogo deve ter autonomia 
para explorar, adaptar, ajustar, investigar. 
 
 
 
 
Afasias – Reabilitação 
Pacientes com Afasia de Broca ou Transc. 
Motora, com parafasias fonêmicas: 
 
• Estratégias de rota fonológica, com treino 
multimodal (palavra escrita, figura) 
 
• Treino de palavras com o fonema-alvo 
(sequência: plosivos anteriores, posteriores, 
fricativos anteriores, posteriores) 
 
 
 
Afasias – Reabilitação 
Pacientes com Afasia de Broca ou Transc. 
Motora, com parafasias fonêmicas: 
 
• Apresentar a figura, dar pista fonológica, 
nomear em uníssono com terapeuta, e aos 
poucos ir retirando a pista. 
 
• Atividades de consciência fonológica. 
Pode usar Método BOCAR. 
 
 
 
Afasias – Reabilitação 
Pacientes com Afasia de Broca ou Transc. 
Motora, com parafasias fonêmicas: 
 
• Passar uma lista de palavras para o 
paciente ler (treinar) em casa. 
 
• À medida que o paciente vai melhorando, 
retirar a palavra e deixar apenas a figura 
para o paciente nomear. 
 
 
Afasias – Reabilitação 
Pacientes com estereotipias: 
 
• Dar feedback, levar o paciente a ter 
consciência da estereotipia, para que ele 
controle a emissão involuntária. 
 
• Treino de emissão de palavras com o 
fonema que o paciente consegue produzir. 
Ex: sabe, sabe (pode começar com 
fonema /s/). 
Afasias – Reabilitação 
Pacientes com POUCAS estereotipias: 
 
• Gravar a fala do paciente, e depois mostrar 
a ele. 
 
• Método dos cartões: entregar um cartão 
para cada estereotipia falada, e depois 
contar o número de estereotipias. É ideal 
para pacientes tranquilos (emocionalmente), 
com poucas estereotipias. 
Afasias – Reabilitação 
Pacientes com anomias semânticas: 
 
• Categorização semântica (poucas 
categorias inicialmente); 
 
• Acrescentar subcategorias; 
 
• Associação semântica; 
 
 
 
Afasias – Reabilitação 
• Associação semântica; Exemplos: 
 
O que não pertence ao conjunto? 
• Cobertor – travesseiro – geladeira 
 
Oferecer um objeto para o paciente definir 
(características, função etc). 
 
 
 
 
 
Afasias – Reabilitação 
Paciente que ainda apresenta algumas 
anomias no discurso: 
 
• Oferecer discurso temático, e depois ir 
reestruturando o que ele falou. 
Ex: falar como foi a semana. Gravar a fala do 
paciente, para depois analisarem como foi 
dito. 
• Dar opções de resposta para as palavras 
truncadas. 
 
 
 
 
 
Afasias – Reabilitação 
Exemplo: 
Paciente disse “Ontem fui lá na... na... Onde 
compra remédio...” 
 
Tp pergunta: “Você foi na fármacia, 
fisioterapia ou futebol?” (se for anomia fonológica) 
 
ou 
 
“Você foi na Farmácia, loja de roupa ou 
padaria?” (se for anomia semântica) 
 
 
 
Afasias – Reabilitação 
• Depois de trabalhar as opções, vai 
retomando o discurso, pedindo ao paciente 
que fale novamente. 
 
• Se truncar de novo, oferece novamente a 
pista. 
 
• Trabalhar em cima do discurso do paciente 
e não em treino específico. 
Afasias – Reabilitação 
Afasias que afetam a compreensão 
 
• Apontar figuras que o terapeuta nomear. 
 
• Começar com duas figuras cujos nomes são 
bem distintos. 
 
• Trabalhar com ordens simples (pegue isto, 
aponte aquilo). 
Afasias – Reabilitação 
Afasias que afetam a compreensão 
 
• Pode oferecer pistas adicionais (gestos + 
fala). 
 
• Contextualizar quando o paciente nãosouber. Ex: se não souber copo, tp pode 
dizer “O copo fica na cozinha! Na cozinha 
tem copo, prato e garfo...” 
 
• Quanto mais pistas, melhor. 
Afasias – Reabilitação 
Afasias que afetam a compreensão 
 
• Utilizar estratégias bem dirigidas (perguntas 
mais fechadas) e com palavras bastante 
funcionais para o paciente. 
 
• Gravar fala do paciente e dar feedback 
(porque ele é anosognósico). 
 
• Pistas concretas com estímulo gráfico. 
Afasias 
• O objetivo primeiro do tratamento da 
afasia é aumentar a comunicação do 
paciente, para que ele possa voltar a uma 
vida igual ou próxima à que levava antes. 
 
• Devemos começar por exercícios que 
ofereçam um certo êxito e, ao mesmo 
tempo, um certo grau de dificuldade, e 
sempre ir acompanhando seus progressos 
com novas abordagens. 
 
 
 
 
Profa. Mirna Rossi Barbosa Medeiros 
 
 
 
 
 
FACULDADES INTEGRADAS DO NORTE DE MINAS – FUNORTE 
FACULDADE DE SAÚDE IBITURUNA – FASI 
 
DISCIPLINA: TÉCNICA DE REABILITAÇÃO 
FONOAUDIOLÓGICA EM LINGUAGEM ORAL 
Montes Claros - 2016 
Intervenção Fonoaudiológica 
nos Quadros demenciais 
Demências 
• Condição clínica caracterizada pelo 
comprometimento de funções cognitivas 
e/ou comportamentais. 
 
• Os distúrbios da comunicação estão entre 
os principais déficits de pessoas que 
sofrem demência. 
Distúrbios Pragmáticos 
Ocorre ruptura no desenvolvimento do tema, 
trocas de turnos e atos de fala. 
 
Desta forma, o indivíduo com demência 
perde progressivamente a habilidade de 
contar eventos e participar de conversações 
de maneira efetiva. 
Distúrbios Semânticos 
As anomias ocorrem com frequência no 
discurso de pessoas com demência. 
 
É comum o uso de termos imprecisos, como 
hiperônimos ou vagos. 
Distúrbios sintáticos 
Ocorrência de simplificação sintática nas 
emissões orais desde fase inicial. 
 
Há estudos que relatam falhas de 
concordância e erros na flexão do verbo, 
bem como dificuldades no que tange a 
compreensão e expressão de frases 
complexas. 
Distúrbios Fonológicos 
Embora alguns estudos relatem a ocorrência 
de omissões e substituições fonêmicas, essas 
alterações são atribuídas a problemas no 
nível lexical, e não a um distúrbio específico 
do sistema fonológico. 
TIPOS DE MEMÓRIA 
9912-5503 9912-5503 
9912-5503 
9912-5503 
Avaliação na demência 
• Aspectos sintáticos, pragmáticos, por meio 
de discurso (sequência lógica, narração de 
histórias, diálogos com terapeuta); 
• Vocabulário e aspectos fonológicos em 
provas de nomeação e repetição; 
• Compreensão oral; 
• Avaliação da leitura e escrita. 
• Capacidade de memória. 
• Detecção das habilidades preservadas e 
deficitárias. 
Intervenção Fonoaudiológica 
O fonoaudiólogo busca diminuir a velocidade 
do declínio cognitivo, manter a 
funcionalidade do paciente e, assim, 
melhorar sua qualidade de vida. Para o 
sucesso da reabilitação, é necessário 
envolvimento do paciente, família, 
cuidadores e equipe multidisciplinar. 
O planejamento da reabilitação deve 
considerar a heterogeneidade dos pacientes 
quanto a sua história de vida, seu nível 
intelectual e cultural e suas preferências 
anteriores, bem como as alterações de 
comportamento, os sintomas psiquiátricos e a 
progressão da doença. 
Intervenção Fonoaudiológica 
• Utilizando estímulos multimodais (fala, 
escrita, gestos etc). 
 
• Envolvendo ativamente o paciente. 
 
• Utilizar pista escrita sempre que a 
escolaridade do paciente permitir. 
Proporcionar condições para 
recuperar as informações 
A Terapia de Evocação Espaçada 
também ajuda na melhora do 
aprendizado e retenção de informações 
com o uso de intervalos de tempo cada 
vez mais longos para a evocação de 
informações importantes para o paciente. 
Ela se chama 
Ana! 
Informação nova 1 minuto depois 10 minutos depois 
Como ela se 
chama 
mesmo? 
Como ela se 
chama 
mesmo? 
Terapia de Evocação Espaçada 
Fornecer letras gradativamente até que o 
paciente consiga evocar a palavra. A partir 
daí, retirar as letras uma a uma e solicitar que 
ele continue emitindo a palavra. 
 
JA JACARÉ 
JACA JACAR 
JACARÉ JACA 
 JAC 
 JA 
Apagamento de pistas 
Uso de pistas externas (auxílios 
mnemônicos) 
 
 
Terapia de Orientação para 
Realidade (TOR) 
A TOR busca a orientação do paciente para 
sua realidade, ajudando na evocação de 
datas, locais, horários e pessoas que tenham 
significado para ele. 
Utilização de relógios, calendários, revistas, 
figuras, músicas, fotos e outros objetos 
facilitadores. 
Inicialmente define-se um tema norteador e 
trabalha-se com várias formas de orientação 
temporal, espacial e conhecimento geral. 
A Terapia de Reminiscências é também 
muito usada, consistindo na discussão de 
atividades passadas, eventos e 
experiências, geralmente com auxílio de 
pistas como fotos, itens familiares e música. 
 
Para esta terapia, a linguagem oral do 
paciente deve estar relativamente 
preservada. 
Terapia de Reminiscências 
Os ambientes em que os pacientes vivem 
deverão ser seguros e as adaptações 
devem ser feitas gradualmente, com a 
criação de rotinas de atividades. 
Fornecer no ambiente o máximo de pistas 
de orientação temporal e espacial. 
Envolver o paciente a participar de AVDs ou 
mesmo solicitar que ele observe aquelas 
que ele não pode desempenhar. A 
participação em eventos sociais também 
deve ser encorajada. 
Adaptações Ambientais

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