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UNIVERSIDADE REGIONAL INTEGRADA oseias@uricer.edu.br Prof. Oseias Esmelindro Princípios de Metrologia e Controle Dimensional Principio de Metrologia e Controle Dimensional Equipamentos de Controle Dimensional e Geométrico 1. Micrômetro Baseia-se no deslocamento de um parafuso rosqueado a uma porca fixa de ajuste; Cada volta corresponde a um avanço do parafuso no sentido axial; Possibilitam leituras mais exatas que os paquímetros, geralmente da ordem de 0,01 a 0,001 mm, possuindo várias formas e tamanhos; A ABNT NBR NM ISO 3611:1997 (Micrômetro para medições externas) especifica características dimensionais, funcionais e qualitativas dos micrômetros para medições externas. Principio de Metrologia e Controle Dimensional Principio de Metrologia e Controle Dimensional Faixas de Medição: 0 a 25 mm; 25 a 50 mm; 50 a 75 mm; Podendo chegar a mais de 2000 mm. Principais técnicas: Ajuste do ‘zero’ do micrômetro, limpando a sujeira das pontas de contato; Utilizando a chave de ajuste, girar o cilindro até que o traço do ‘zero’ da bainha coincida com o ‘zero’ do tambor; Não forçar as pontas de contato contra a peça; Quando o micrômetro estiver apoiado na peça, deve-se dar três voltas na catraca para dar o ajuste fino; Se possível realizar a medição em ambiente climatizado; 1. Micrômetro Principio de Metrologia e Controle Dimensional 1. Micrômetro Alguns tipos de micrômetros: Micrômetro externo digital: Micrômetro digital de medição de profundidade: Principio de Metrologia e Controle Dimensional 1. Micrômetro Micrômetro tipo paquímetro para medições internas: Micrômetro interno com três contatos: Principio de Metrologia e Controle Dimensional 1. Micrômetro Micrômetro extragrande tubular: Principio de Metrologia e Controle Dimensional 1. Micrômetro Micrômetro externo com contato em forma de V para medição de ferramentas de corte como: fresas de topo, macho, alargadores, etc.: Micrômetro para caldeiraria (mede espessuras de paredes em locais de difícil acesso): Principio de Metrologia e Controle Dimensional 1. Micrômetro Partes de um micrômetro: Principio de Metrologia e Controle Dimensional 1. Micrômetro Leitura: Principio de Metrologia e Controle Dimensional 1. Micrômetro Leitura: Principio de Metrologia e Controle Dimensional 2. Relógio Comparador Baseia-se na comparação entre a posição de um elemento e de um segundo elemento tomado como referência; As diferenças indicadas no relógio comparador, pela ponta de contato, são amplificadas mecanicamente e movimentam o ponteiro rotativo diante da escala; Quando posiciona-se a ponta de contato do fuso sobre uma superfície, ele movimenta-se verticalmente, assim a leitura indica a posição da ponta de contato; Principio de Metrologia e Controle Dimensional Limitadores de tolerância: São referências móveis; Permitem rápida inspeção de grandes lotes de peças. 2. Relógio Comparador Principio de Metrologia e Controle Dimensional Os modelos mais utilizados possuem resolução de 0,01 mm; O curso do relógio pode variar de acordo com o modelo, os mais comuns são: 1 mm, 5 mm e 10 mm; Principais aplicações: Alinhamento e centragem de peças em máquinas; Verificação de excentricidade de peças; Verificação de paralelismo entre faces; Medições internas; Medições de detalhes de difícil acesso; Verificação de planeza e simetria; 2. Relógio Comparador Principio de Metrologia e Controle Dimensional Exemplo de aplicação: Indicação da figura: Peça montada na castanha de um torno mecânico; A peça é centralizada a partir da utilização de um relógio comparador. Centragem de peças no torno: Fixar o instrumento em uma base magnética; Montagem feita para que a peça possa girar; O contato peça/ponta de contato possibilita a verificação de excentricidade dessa peça. 2. Relógio Comparador Principio de Metrologia e Controle Dimensional 3. Calibres São padrões geométricos largamente utilizados na indústria metal-mecânica; Na fabricação de peças sujeitas a ajustes, as respectivas dimensões tem tolerâncias de fabricação fixadas em projeto, sendo qualificadas através da utilização de calibradores tipo ‘passa/ não passa’, por exemplo; A ABNT NBR 6406:1980 fixa os princípios e as características construtivas dos calibradores usados na verificação de peças fabricadas segundo a ABNT NBR 6158:1995. São divididos em três grupos: Calibradores de fabricação para dimensões limites: usados na verificação de peças; Calibradores de referência e contracalibradores: usados no controle e regulagem de calibradores; Blocos padrão: usados para verificar outros tipos de calibradores e para aferir instrumentos de medição por leitura; Principio de Metrologia e Controle Dimensional 3. Calibres Há uma infinidade de calibradores, para as mais variadas finalidades; Mais comuns são: Calibradores de boca; Calibradores tampão; Principio de Metrologia e Controle Dimensional 3. Calibres A norma ABNT NBR 6406:1980 estabelece critérios para o cálculo de calibradores de fabricação, levando em consideração se eles serão usados para medidas internas ou externas; Considera também os cálculos para dimensões até 180 mm e acima de 180 mm. Outro ponto considerado é se o calibrador é usado ou é novo; O comprimento do lado ‘Passa’ do calibrador deve ser igual ao comprimento de ajustagem da peça; O lado ‘Não Passa’ deve apalpar a peça em dois pontos opostos; No caso de calibradores de dimensões internas (furos) até 180 mm, calcula-se as dimensões desses calibradores por: 𝑳𝒂𝒅𝒐 𝑵ã𝒐 𝑷𝒂𝒔𝒔𝒂 𝑳𝑵𝑷 = 𝑫𝒎𝒂𝒙 ± 𝑯 𝟐 𝑳𝒂𝒅𝒐 𝑷𝒂𝒔𝒔𝒂 𝑼𝒔𝒂𝒅𝒐 𝑳𝑷𝑼 = 𝑫𝒎𝒊𝒏 − 𝒚 𝑳𝒂𝒅𝒐 𝑷𝒂𝒔𝒔𝒂 𝑵𝒐𝒗𝒐 𝑳𝑷𝑵 = 𝑫𝒎𝒊𝒏 + 𝒛 ± 𝑯 𝟐 Principio de Metrologia e Controle Dimensional 3. Calibres Exemplo: Calcular as dimensões de um calibrador tampão (dimensões internas) com a especificação 23,800H7. 𝑳𝒂𝒅𝒐 𝑵ã𝒐 𝑷𝒂𝒔𝒔𝒂 𝑳𝑵𝑷 = 𝑫𝒎𝒂𝒙 ± 𝑯 𝟐 𝑳𝒂𝒅𝒐 𝑷𝒂𝒔𝒔𝒂 𝑼𝒔𝒂𝒅𝒐 𝑳𝑷𝑼 = 𝑫𝒎𝒊𝒏 − 𝒚 𝑳𝒂𝒅𝒐 𝑷𝒂𝒔𝒔𝒂 𝑵𝒐𝒗𝒐 𝑳𝑷𝑵 = 𝑫𝒎𝒊𝒏 + 𝒛 ± 𝑯 𝟐 Dmax=dimensão máxima do furo (mm); Dmin=dimensão mínima do furo (mm); z=valor tabelado em micrometros, a ser acrescentado no calibrador; H=tolerância de fabricação do calibrador (mm); y=tolerância de desgaste do calibrador (mm). Observação: os valores de H/2, z e y são dados contidos na tabela 2 da norma ABNT NBR 6409:1980. Principio de Metrologia e Controle Dimensional 3. Calibres No caso de calibradores de dimensões externas (eixos) até 180 mm, calcula-se as dimensões desses calibradores por: 𝑳𝒂𝒅𝒐 𝑵ã𝒐 𝑷𝒂𝒔𝒔𝒂 𝑳𝑵𝑷 = 𝒅𝒎𝒊𝒏 ± 𝑯𝟏 𝟐 𝑳𝒂𝒅𝒐 𝑷𝒂𝒔𝒔𝒂 𝑼𝒔𝒂𝒅𝒐 𝑳𝑷𝑼 = 𝒅𝒎𝒂𝒙 + 𝒚𝟏 𝑳𝒂𝒅𝒐 𝑷𝒂𝒔𝒔𝒂 𝑵𝒐𝒗𝒐 𝑳𝑷𝑵 = 𝒅𝒎𝒂𝒙 − 𝒛𝟏 ± 𝑯𝟏 𝟐 Exemplo: Calcular as dimensões de um calibrador de boca (externo) com a especificação 92,500h8. dmax=dimensão máxima do eixo (mm); dmin=dimensão mínima do eixo (mm); z1=valor tabelado em micrometros, a ser subtraído na dimensão do calibrador; H1=tolerância de fabricação do calibrador (mm); y1=tolerância de desgaste do calibrador (mm). Observação: os valores de H1/2, z1 e y1 são dados contidos na tabela 1 da norma ABNT NBR 6409:1980. Principio de Metrologia e Controle Dimensional 4. Blocos Padrão A definição do metro é utilizada para estabelecer o comprimento físico dos padrões com exatidão de 0,00003 mm (um milionésimo de polegada), sendo os mesmos chamados de blocos padrão; Blocos padrão de precisão são padrões primários utilizados no controle da qualidade dimensional na fabricação de elementos intercambiáveis; São usados também para calibrar instrumentos de medição e também para ajustar calibradores por comparação; A ABNT NBR NM 215, de fevereiro de 2000 define o bloco padrão como um bloco de seção retangular fabricado com um material resistente ao desgaste, com as superfícies planas e paralelas entresi Podem ser feitos de aço liga de boa estabilidade dimensional, metal duro (carbonetos sinterizados de alta resistência ao desgaste), cerâmica à base de zircônio (maior estabilidade dimensional que nos aços liga), entre outros. Principio de Metrologia e Controle Dimensional 4. Blocos Padrão Exemplo de jogo de blocos padrão contendo 114 peças: 2 blocos padrão protetores de 2,00 mm de espessura; 1 bloco padrão de 1,0005 mm; 9 blocos padrão de 1,001; 1,002; 1,003...1,009 mm; 49 blocos padrão de 1,01; 1,02; 1,03...1,49 mm; 49 blocos padrão de 0,50; 1,00; 1,50; 2,00...24,5 mm; 4 blocos padrão de 25, 50, 75 e 100 mm. É possível inúmeras dimensões através da combinação desses blocos (técnica do empilhamento); Principio de Metrologia e Controle Dimensional 4. Blocos Padrão A fabricação de blocos-padrão é feita de acordo com quatro classes definidas pela ISO em função da exatidão requerida: 00 Aplicações científicas e calibração de outros blocos-padrão . 0 Calibração de blocos-padrão destinados à inspeção e calibração de instrumentos de medição . 1 Inspeção e ajuste de instrumentos de medição . 2 Uso geral em ferramentaria. Os blocos padrão, apesar de serem fabricados em condições muito rígidas, apresentam desvios em relação à dimensão nominal, assim as montagens devem ser feitas utilizando o menor número possível de peças. Principio de Metrologia e Controle Dimensional 4. Blocos Padrão Exemplo: Uma empresa dispõe de um conjunto de blocos padrão classe 1, como apresentado no slide 30. Quais os blocos padrão que devem ser utilizados para calibrar um instrumento de medição com uma medida de referência de 20,002 mm? Solução: 1. Inicialmente, adotam-se dois blocos protetores que devem ser posicionados na base e no topo da montagem somando 4 mm; 2. Atinge-se a medida requerida com o menor número de blocos possíveis; 3. Os 16,002 mm restantes podem ser obtidos com um bloco de 15 mm e outro de 1,002 mm. 20,002 mm Principio de Metrologia e Controle Dimensional 4. Blocos Padrão Exemplo: Utilizando os dados do exercício anterior determine a tolerância total da montagem de blocos padrão. Solução 1. O jogo de blocos padrão é da classe 1; 2. Consulta-se a tabela e encontra- se os afastamentos; 3. A tolerância total é a região que compreende os dois afastamentos (inferior e superior). BP (mm) As Ai 2 2 1 5 1,002 +0,20 +0,30 +0,20 +0,20 -0,20 -0,30 -0,20 -0,20 +0,90 -0,90 A tolerância total é ± 0,90 μm Principio de Metrologia e Controle Dimensional Conclusões e Recomendações Para realizar a escolha correta de um instrumento de medição é necessário o conhecimento das características metrológicas e operacionais do mesmo. Também, deve-se considerar aspectos técnicos, logísticos e econômicos. Há no mercado uma gama imensa de instrumentos e sistemas de medição, onde os mesmos atendem a necessidade de medição de inúmeras grandezas. Nesta apresentação foram abordados os instrumentos mais comuns e de maior relevância para que em conjunto com outros temas abordados na disciplina, possamos realizar o controle de dimensões e geometrias de elementos manufaturados. Principio de Metrologia e Controle Dimensional FIM 5. REFERÊNCIAS 1. Albertazzi Jr., A. e Souza, A. R.. Slides do Livro Fundamentos de Metrologia Científica e Industrial. Editora Manole, 2008; 2. Site: www.inmetro.gov.br/inovacao/publicacoes_avulsas.asp; 3. ANÁLISE DO SISTEMA DE MEDIÇÃO (MSA). Prof. Me. Diego Darci Langaro. Passo Fundo, 2015. 4. AGOSTINHO, O. L.. Tolerâncias, Ajustes, Desvios e Análise de Dimensões. Editora Edgard Blücher, 1977. 5. Site: www.abnt.org.br. 6. STARRETT: Catálogo geral da empresa. Disponível em : www.starrett.com.br. 7. ALBERTAZZI JR., A.; SOUZA, A. R.. Slides do Livro Fundamentos de Metrologia Científica e Industrial. Editora Manole, 2008. 8. GUIMARÃES, Vagner Alves. Controle dimensional e geométrico: uma introdução à metrologia industrial. Editora UPF, 1999. 9. SILVA NETO, João Cirilo da. Metrologia e Controle Dimensional. Editora Elsevier, 2012. 10. AGOSTINHO, O. L.. Tolerâncias, Ajustes, Desvios e Análise de Dimensões. Editora Edgard Blücher, 1977. 11. Site: www.abnt.org.br. 12. STARRETT: Catálogo geral da empresa. Disponível em : www.starrett.com.br. 13. ALBERTAZZI JR., A.; SOUZA, A. R.. Slides do Livro Fundamentos de Metrologia Científica e Industrial. Editora Manole, 2008. Principio de Metrologia e Controle Dimensional http://www.inmetro.gov.br/inovacao/publicacoes_avulsas.asp