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Questões das principais bancas Questões separadas por assunto Questões de todos os níveis Inclui: Ronaldo Nogueira QUESTÕES COMENTADAS Língua Portuguesa Redação Oficial 3ª Edição 600 Gabaritei ConcursosGabaritei Concursos DIVERSAS BANCAS & @eu_gabaritei Ronaldo Nogueira QUESTÕES COMENTADAS600 www.eugabariteiconcursos.com Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos pela Lei nº 9.610/1998. Data da Publicação Março/2023 Autores Ronaldo Nogueira e Francisco Edinardo Língua Portuguesa Redação Oficial& SUMÁRIO www.eugabariteiconcursos.com 1 . COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS - Pág. 01 2. CLASSE E EMPREGO DE PALAVRAS - Pág. 86 3. EMPREGO DO ACENTO INDICATIVO DE CRASE - Pág. 99 4. PARÔNIMAS E HOMÔNIMAS - Pág. 144 5. EMPREGO DOS SINAIS DE PONTUAÇÃO - Pág. 150 6. CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL - Pág. 164 7. REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL - Pág. 173 8. USO DOS PORQUÊS - Pág. 178 9. ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS - Pág. 189 10. ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS - Pág. 203 11. ORTOGRAFIA - Pág. 208 12. VERBOS - Pág. 218 13. REDAÇÃO OFICIAL - Pág. 228 14. ACENTUAÇÃO GRÁFICA - Pág. 275 15. SINTAXE - Pág. 301 1 1 - COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS 1ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: MPU / Cargo: Técnico do MPU Em relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto IV, julgue o item a seguir. Depreende-se das informações do texto que, nos crimes cibernéticos chamados impuros ou impróprios, o resultado extrapola o universo virtual e atinge bens materiais alheios à informática. ( ) Certo ( ) Errado 2ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: MPU / Cargo: Técnico do MPU 2 Em relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto IV, julgue o item a seguir. Infere-se dos fatos apresentados no texto que a consideração de crime para os delitos cibernéticos foi determinada há várias décadas, desde o surgimento da Internet. ( ) Certo ( ) Errado 3ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ANATEL / Cargo: Tecnologia da Informação e Comunicação Considerando as ideias e estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir. A mensagem veiculada nesse texto centra-se no descompasso existente entre a alta tecnologia empregada nos aparelhos celulares e a baixa qualidade dos serviços oferecidos pelas operadoras de telefonia celular. 3 ( ) Certo ( ) Errado 4ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ANATEL / Cargo: Tecnologia da Informação e Comunicação Em 2013, a ANATEL divulgou resultados comparativos de pesquisas de satisfação realizadas em 2002 e em 2012 e cujo objetivo era avaliar o índice de satisfação do consumidor brasileiro em relação aos serviços de telefonia, de Internet e de TV por assinatura. No gráfico acima, são apresentados os índices de satisfação do consumidor brasileiro em relação à TV por assinatura. Esses índices, em porcentagem, variam de 0 (consumidor insatisfeito com o serviço) a 100 (consumidor muito satisfeito com o serviço). Com base nas informações do texto e do gráfico acima, julgue o item subsecutivo. Os resultados comparativos entre os anos de 2002 e 2012 demonstram que o índice de satisfação do consumidor brasileiro em relação à TV por assinatura via satélite (DTH) registrou aumento. ( ) Certo ( ) Errado 5ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ANATEL / Cargo: Tecnologia da Informação e Comunicação 4 Com base nas informações do texto e do gráfico acima, julgue os itens subsecutivos. Em 2012, o consumidor brasileiro mostrou-se menos satisfeito com os serviços de TV a cabo e com a TV por assinatura via micro-ondas (MMDS). ( ) Certo ( ) Errado 6ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ANATEL / Cargo: Tecnologia da Informação e Comunicação Com base nas informações do texto e do gráfico acima, julgue os itens subsecutivos. A maior queda observada no que se refere ao índice de satisfação comparativo nos anos de 2002 e 2012 diz respeito à satisfação do consumidor brasileiro com o serviço de TV a cabo. ( ) Certo ( ) Errado 7ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: MPU / Cargo: Analista do MPU - Engenharia Química Texto 1 Na organização do poder político no Estado moderno, à luz da tradição iluminista, o direito tem por função a preservação da liberdade humana, de maneira a coibir a desordem do estado de natureza, que, em virtude do risco da dominação dos mais fracos pelos mais fortes, exige a existência de um poder institucional. Mas a conquista da liberdade humana também reclama a distribuição do poder em ramos diversos, com a disposição de meios que assegurem o controle recíproco entre eles para o advento de um cenário de equilíbrio e harmonia nas sociedades estatais. A concentração do poder em um só órgão ou pessoa viria sempre em detrimento do exercício da liberdade. É que, como observou Montesquieu, “todo homem que tem 5 poder tende a abusar dele; ele vai até onde encontra limites. Para que não se possa abusar do poder, é preciso que, pela disposição das coisas, o poder limite o poder”. Até Montesquieu, não eram identificadas com clareza as esferas de abrangência dos poderes políticos: “só se concebia sua união nas mãos de um só ou, então, sua separação; ninguém se arriscava a apresentar, sob a forma de sistema coerente, as consequências de conceitos diversos”. Pensador francês do século XVIII, Montesquieu situa-se entre o racionalismo cartesiano e o empirismo de origem baconiana, não abandonando o rigor das certezas matemáticas em suas certezas morais. Porém, refugindo às especulações metafísicas que, no plano da idealidade, serviram aos filósofos do pacto social para a explicação dos fundamentos do Estado ou da sociedade civil, ele procurou ingressar no terreno dos fatos. Com base nas ideias contidas no texto I, julgue o item a seguir. Montesquieu busca a explicação dos fundamentos do Estado ou da sociedade civil de forma análoga à dos metafísicos. ( ) Certo ( ) Errado 8ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: MPU / Cargo: Analista do MPU - Engenharia Química Texto 1 Na organização do poder político no Estado moderno, à luz da tradição iluminista, o direito tem por função a preservação da liberdade humana, de maneira a coibir a desordem do estado de natureza, que, em virtude do risco da dominação dos mais fracos pelos mais fortes, exige a existência de um poder institucional. Mas a conquista da liberdade humana também reclama a distribuição do poder em ramos diversos, com a disposição de meios que assegurem o controle recíproco entre eles para o advento de um cenário de equilíbrio e harmonia nas sociedades estatais. A concentração do poder em um só órgão ou pessoa viria sempre em detrimento do exercício da liberdade. É que, como observou Montesquieu, “todo homem que tem poder tende a abusar dele; ele vai até onde encontra limites. Para que não se possa abusar do poder, é preciso que, pela disposição das coisas, o poder limite o poder”. Até Montesquieu, não eram identificadas com clareza as esferas de abrangência dos poderes políticos: “só se concebia sua união nas mãos de um só ou, então, sua separação; ninguém se arriscava a apresentar, sob a forma de sistema coerente, as consequências de conceitos diversos”. Pensador francês do século XVIII, Montesquieu situa-se entre o racionalismo cartesiano e o empirismo de origem baconiana, não abandonando o rigor das certezas matemáticas em suas certezas morais. Porém, refugindo às especulações metafísicas que, no plano da idealidade, serviram aos filósofos do pacto social para a explicação dos fundamentos do Estado ou da sociedade civil, ele procurou ingressar no terreno dos fatos. Com base nas ideias contidas no texto I, julgue o item a seguir. 6 No Estado moderno, cabe ao Ministério Público a função da preservação da liberdade humana, de forma a proteger os mais fracos da dominação dos mais fortes. ( ) Certo ( ) Errado 9ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE /Órgão: MPU / Cargo: Analista do MPU - Engenharia Química Texto 1 Na organização do poder político no Estado moderno, à luz da tradição iluminista, o direito tem por função a preservação da liberdade humana, de maneira a coibir a desordem do estado de natureza, que, em virtude do risco da dominação dos mais fracos pelos mais fortes, exige a existência de um poder institucional. Mas a conquista da liberdade humana também reclama a distribuição do poder em ramos diversos, com a disposição de meios que assegurem o controle recíproco entre eles para o advento de um cenário de equilíbrio e harmonia nas sociedades estatais. A concentração do poder em um só órgão ou pessoa viria sempre em detrimento do exercício da liberdade. É que, como observou Montesquieu, “todo homem que tem poder tende a abusar dele; ele vai até onde encontra limites. Para que não se possa abusar do poder, é preciso que, pela disposição das coisas, o poder limite o poder”. Até Montesquieu, não eram identificadas com clareza as esferas de abrangência dos poderes políticos: “só se concebia sua união nas mãos de um só ou, então, sua separação; ninguém se arriscava a apresentar, sob a forma de sistema coerente, as consequências de conceitos diversos”. Pensador francês do século XVIII, Montesquieu situa-se entre o racionalismo cartesiano e o empirismo de origem baconiana, não abandonando o rigor das certezas matemáticas em suas certezas morais. Porém, refugindo às especulações metafísicas que, no plano da idealidade, serviram aos filósofos do pacto social para a explicação dos fundamentos do Estado ou da sociedade civil, ele procurou ingressar no terreno dos fatos. Com base nas ideias contidas no texto I, julgue o item a seguir. Segundo Montesquieu, aquele que não encontra limites para o exercício do poder que detém tende a agir de forma abusiva. ( ) Certo ( ) Errado 10ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: MPU / Cargo: Analista do MPU - Engenharia Química Texto II A persecução penal se desenvolve em duas fases: uma fase administrativa, de inquérito policial, e uma fase jurisdicional, de ação penal. Assim, nada mais é o 7 inquérito policial que um procedimento administrativo destinado a reunir elementos necessários à apuração da prática de uma infração penal e de sua autoria. Em outras palavras, o inquérito policial é um procedimento policial que tem por finalidade construir um lastro probatório mínimo, ensejando justa causa para que o titular da ação penal possa formar seu convencimento, a opinio delicti, e, assim, instaurar a ação penal cabível. Nessa linha, percebe-se que o destinatário imediato do inquérito policial é o Ministério Público, nos casos de ação penal pública, e o ofendido, nos casos de ação penal privada. De acordo com o conceito ora apresentado, para que o titular da ação penal possa, enfim, ajuizá-la, é necessário que haja justa causa. A justa causa, identificada por parte da doutrina como uma condição da ação autônoma, consiste na obrigatoriedade de que existam prova acerca da materialidade delitiva e, ao menos, indícios de autoria, de modo a existir fundada suspeita acerca da prática de um fato de natureza penal. Dessa forma, é imprescindível que haja provas acerca da possível existência de um fato criminoso e indicações razoáveis do sujeito que tenha sido o autor desse fato. Evidencia-se, portanto, que é justamente na fase do inquérito policial que serão coletadas as informações e as provas que irão formar o convencimento do titular da ação penal, isto é, a opinio delicti. É com base nos elementos apurados no inquérito que o promotor de justiça, convencido da existência de justa causa para a ação penal, oferece a denúncia, encerrando a fase administrativa da persecução penal. Conforme as ideias contidas no texto II, A fase do inquérito policial em que são coletadas as informações e as provas que irão formar o convencimento do titular da ação penal é denominada opinio delecti. ( ) Certo ( ) Errado 11ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: MPU / Cargo: Analista do MPU - Engenharia Química Texto II A persecução penal se desenvolve em duas fases: uma fase administrativa, de inquérito policial, e uma fase jurisdicional, de ação penal. Assim, nada mais é o inquérito policial que um procedimento administrativo destinado a reunir elementos necessários à apuração da prática de uma infração penal e de sua autoria. Em outras palavras, o inquérito policial é um procedimento policial que tem por finalidade construir um lastro probatório mínimo, ensejando justa causa para que o titular da ação penal possa formar seu convencimento, a opinio delicti, e, assim, instaurar a ação penal cabível. Nessa linha, percebe-se que o destinatário imediato do inquérito policial é o Ministério Público, nos casos de ação penal pública, e o ofendido, nos casos de ação penal privada. De acordo com o conceito ora apresentado, para que o titular da ação penal possa, enfim, ajuizá-la, é necessário que haja justa causa. A justa causa, identificada 8 por parte da doutrina como uma condição da ação autônoma, consiste na obrigatoriedade de que existam prova acerca da materialidade delitiva e, ao menos, indícios de autoria, de modo a existir fundada suspeita acerca da prática de um fato de natureza penal. Dessa forma, é imprescindível que haja provas acerca da possível existência de um fato criminoso e indicações razoáveis do sujeito que tenha sido o autor desse fato. Evidencia-se, portanto, que é justamente na fase do inquérito policial que serão coletadas as informações e as provas que irão formar o convencimento do titular da ação penal, isto é, a opinio delicti. É com base nos elementos apurados no inquérito que o promotor de justiça, convencido da existência de justa causa para a ação penal, oferece a denúncia, encerrando a fase administrativa da persecução penal. Conforme as ideias contidas no texto II, A fase jurisdicional da persecução penal tem início após o oferecimento da denúncia pelo promotor de justiça. ( ) Certo ( ) Errado 12ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: MPU / Cargo: Analista do MPU - Engenharia Química Texto II A persecução penal se desenvolve em duas fases: uma fase administrativa, de inquérito policial, e uma fase jurisdicional, de ação penal. Assim, nada mais é o inquérito policial que um procedimento administrativo destinado a reunir elementos necessários à apuração da prática de uma infração penal e de sua autoria. Em outras palavras, o inquérito policial é um procedimento policial que tem por finalidade construir um lastro probatório mínimo, ensejando justa causa para que o titular da ação penal possa formar seu convencimento, a opinio delicti, e, assim, instaurar a ação penal cabível. Nessa linha, percebe-se que o destinatário imediato do inquérito policial é o Ministério Público, nos casos de ação penal pública, e o ofendido, nos casos de ação penal privada. De acordo com o conceito ora apresentado, para que o titular da ação penal possa, enfim, ajuizá-la, é necessário que haja justa causa. A justa causa, identificada por parte da doutrina como uma condição da ação autônoma, consiste na obrigatoriedade de que existam prova acerca da materialidade delitiva e, ao menos, indícios de autoria, de modo a existir fundada suspeita acerca da prática de um fato de natureza penal. Dessa forma, é imprescindível que haja provas acerca da possível existência de um fato criminoso e indicações razoáveis do sujeito que tenha sido o autor desse fato. Evidencia-se, portanto, que é justamente na fase do inquérito policial que serão coletadas as informações e as provas que irão formar o convencimento do titular da ação penal, isto é, a opinio delicti. É com base nos elementos apurados no inquérito 9 que o promotor de justiça, convencido da existência de justa causa para a ação penal, oferece a denúncia, encerrando a fase administrativa da persecução penal. Conformeas ideias contidas no texto II, A existência de prova da materialidade delitiva é suficiente para que se considere a existência de indícios de autoria. ( ) Certo ( ) Errado 13ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ANATEL / Cargo: Técnico Administrativo – Comunicação No começo dos tempos, as pessoas precisavam aproveitar o período em que o Sol estava radiante para praticar suas atividades diárias. Com o passar dos anos, essa diferenciação entre dia para agir e noite para dormir foi ficando menos evidente. Isso porque o advento da iluminação e, mais precisamente, da iluminação pública, permitiu que as pessoas desfrutassem mais da noite e deixou as cidades mais seguras e bonitas. Dos lampiões a querosene aos leds, a evolução da iluminação contribuiu para a transformação das cidades e dos hábitos das pessoas. Desde a Idade Média, os seres humanos vinham tentando resolver o problema da escuridão com velas e outros artefatos. Nesse período, eram usadas tochas com fibras torcidas e impregnadas com material inflamável. Foi, sobretudo, no século XV que a iluminação pública se tornou uma preocupação nas cidades. A história indica que, em 1415, na Inglaterra, a iluminação surgiu como uma solução para amenizar a violência e, principalmente, os roubos a comerciantes, que aconteciam com frequência na região. Não é à toa que especialistas consideram a iluminação como uma grande aliada das cidades na luta contra a violência urbana, já que é uma grande inibidora de atos de vandalismo, roubo e agressões. Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item a seguir. O texto estabelece uma relação paradoxal entre iluminação pública e aumento de segurança urbana. ( ) Certo ( ) Errado 14ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ANATEL / Cargo: Técnico Administrativo – Comunicação 10 Em relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item que se segue. Infere-se da leitura do texto que as cidades propiciaram, além do fortalecimento dos laços de parentesco entre os indivíduos, o desenvolvimento da cidadania, da racionalidade econômica, de um sistema de leis válidas para todos e de novas formas de associação pessoal. ( ) Certo ( ) Errado 15ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ANATEL / Cargo: Técnico Administrativo – Comunicação 11 Em relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item que se segue. De acordo com o texto, as cidades, por congregarem pessoas de diferentes classes sociais, não contribuem para a manutenção de relações duradouras entre os habitantes. ( ) Certo ( ) Errado 16ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ANATEL / Cargo: Técnico Administrativo – Comunicação A palavra comunicação significa normalmente o ato de tornar comum a muitos. A partir do século XVII (até o século XIX), ganhou projeção a expressão meio ou linhas de comunicação, designando as facilidades trazidas pelo desenvolvimento das ferrovias, canais e rodovias no deslocamento de pessoas e objetos. Do século XIX ao século XX, o sentido da palavra se aproximou cada vez mais daquilo que hoje pode ser chamado de mídia (meios pelos quais se passa informação e se mantém o contato mediado, indireto). Foi a partir desse momento que a indústria da comunicação (transporte de bens simbólicos) separou-se semanticamente da indústria de transportes (transporte de bens físicos e pessoas). É importante ressaltar que o termo comunicação carrega, no mundo moderno, as marcas de sua ambiguidade original (tornar comum a muitos, partilhar, trocar). Nesse sentido, quando se fala em comunicação face a face ou interativa, pode-se dizer que se trata de troca e partilha, mas quando se fala de comunicação mediada, como rádio e TV, destaca-se consideravelmente a sua função de tornar comum a muitos. No que se refere às ideias e a aspectos linguísticos do texto acima, julgue o próximo item. Infere-se do texto que o termo “comunicação” adquire, no mundo moderno, interpretações distintas. ( ) Certo ( ) Errado 17ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ANATEL / Cargo: Técnico Administrativo – Comunicação As traduções são muito mais complexas do que se imagina. Não me refiro a locuções, expressões idiomáticas, gírias, flexões verbais, declinações e coisas assim. Isso pode ser resolvido de uma maneira ou de outra, se bem que, muitas vezes, à custa de intenso sofrimento por parte do tradutor. Refiro-me à impossibilidade de encontrar 12 equivalências entre palavras aparentemente sinônimas, unívocas e univalentes. Por exemplo, um alemão que saiba português responderá sem hesitação que a palavra da língua portuguesa “amanhã” quer dizer “morgen”. Mas coitado do alemão que vá para o Brasil acreditando que, quando um brasileiro diz “amanhã”, está realmente querendo dizer “morgen”. Raramente está. “Amanhã” é uma palavra riquíssima e tenho certeza de que, se o Grande Duden fosse brasileiro, pelo menos um volume teria de ser dedicado a ela e a outras que partilham da mesma condição. “Amanhã” significa, entre outras coisas, “nunca”, “talvez”, “vou pensar”, “vou desaparecer”, “procure outro”, “não quero”, “no próximo ano”, “assim que eu precisar”, “um dia destes”, “vamos mudar de assunto” etc. e, em casos excepcionalíssimos, “amanhã” mesmo. Qualquer estrangeiro que tenha vivido no Brasil sabe que são necessários vários anos de treinamento para distinguir qual o sentido pretendido pelo interlocutor brasileiro, quando ele responde, com a habitual cordialidade, que fará tal ou qual coisa amanhã. O caso dos alemães é, seguramente, o mais grave. Não disponho de estatísticas confiáveis, mas tenho certeza de que nove em cada dez alemães que procuram ajuda médica no Brasil o fazem por causa de “amanhãs” casuais que os levam, no mínimo, a um colapso nervoso, para grande espanto de seus amigos brasileiros. Em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item subsequente. Infere-se da leitura do texto que os brasileiros, na maioria das vezes, usam a palavra “amanhã” em sentido metafórico, e os alemães, em sentido literal. ( ) Certo ( ) Errado 18ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ANATEL / Cargo: Técnico Administrativo – Comunicação As traduções são muito mais complexas do que se imagina. Não me refiro a locuções, expressões idiomáticas, gírias, flexões verbais, declinações e coisas assim. Isso pode ser resolvido de uma maneira ou de outra, se bem que, muitas vezes, à custa de intenso sofrimento por parte do tradutor. Refiro-me à impossibilidade de encontrar equivalências entre palavras aparentemente sinônimas, unívocas e univalentes. Por exemplo, um alemão que saiba português responderá sem hesitação que a palavra da língua portuguesa “amanhã” quer dizer “morgen”. Mas coitado do alemão que vá para o Brasil acreditando que, quando um brasileiro diz “amanhã”, está realmente querendo dizer “morgen”. Raramente está. “Amanhã” é uma palavra riquíssima e tenho certeza de que, se o Grande Duden fosse brasileiro, pelo menos um volume teria de ser dedicado a ela e a outras que partilham da mesma condição. “Amanhã” significa, entre outras coisas, “nunca”, “talvez”, “vou pensar”, “vou desaparecer”, “procure outro”, “não quero”, “no próximo ano”, “assim que eu precisar”, “um dia destes”, “vamos mudar de assunto” etc. e, em casos excepcionalíssimos, “amanhã” mesmo. Qualquer estrangeiro que tenha vivido no 13 Brasil sabe que são necessários vários anos de treinamento para distinguir qual o sentido pretendido pelo interlocutor brasileiro, quando ele responde, com a habitual cordialidade, que fará tal ou qual coisa amanhã. O caso dos alemães é, seguramente, o mais grave. Não disponho de estatísticas confiáveis, mas tenho certeza de que nove em cada dez alemães que procuram ajuda médica no Brasil o fazem por causa de “amanhãs” casuais que os levam, no mínimo, a um colapso nervoso, para grande espanto de seusamigos brasileiros. Em relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item subsequente. Depreende-se da leitura do texto que, apesar de não se basear em estatísticas, o autor constrói sua argumentação com dados advindos do sistema de saúde brasileiro. ( ) Certo ( ) Errado 19ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ANTAQ / Cargo: Técnico em Regulação Hidrovia é uma rota predeterminada para o tráfego aquático. Há muito tempo, o homem utiliza a água como estrada, e a Amazônia é o maior exemplo disso. O transporte por hidrovias apresenta grande capacidade de movimentação de cargas a grandes distâncias com baixo consumo de combustível, além de propiciar uma oferta de produtos a preços competitivos. A ampliação do uso da hidrovia é uma tendência mundial por uma questão ambiental. A viabilização de uma navegação segura no rio Madeira, por exemplo, permite o escoamento da produção de grãos de Rondônia e Mato Grosso para o Amazonas e daí para o Atlântico. Isso cria um corredor de desenvolvimento integrado, com transporte de alta capacidade e baixo custo para grandes distâncias, elimina um grave problema estrutural do setor primário, com a redução significativa da dependência do modal rodoviário até os portos do Sudeste, e representa mais uma opção de integração nacional, com a redução de trânsito pesado nas rodovias da região Centro-Sul. Infere-se das informações do texto que o transporte por hidrovia ajuda a preservar o meio ambiente, dado o baixo consumo de combustível, e reduz a dependência do transporte rodoviário. ( ) Certo ( ) Errado 20ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ANTAQ / Cargo: Técnico em Regulação As obras de dragagem objetivam remover os sedimentos que se encontram no fundo do corpo d'água para permitir a passagem das embarcações, garantindo o acesso ao porto. Na maioria das vezes, a dragagem é necessária quando da 14 implantação do porto, para o aumento da profundidade natural no canal de navegação, no cais de atracação e na bacia de evolução. Também é necessária sua realização periódica para o alcance das profundidades que atendam o calado das embarcações. Em relação ao texto acima, julgue o item subsequente. Depreende-se das informações do texto que a dragagem realizada na implantação do porto para garantir o acesso das embarcações é definitiva, não havendo necessidade de ser refeita. ( ) Certo ( ) Errado 21ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Ministério da Economia / Cargo: Técnico de Complexidade Intelectual – Arquivologia Sou feliz pelos amigos que tenho. Um deles muito sofre pelo meu descuido com o vernáculo. Por alguns anos ele sistematicamente me enviava missivas eruditas com precisas informações sobre as regras da gramática, que eu não respeitava, e sobre a grafia correta dos vocábulos, que eu ignorava. Fi-lo sofrer pelo uso errado que fiz de uma palavra no último Quarto de Badulaques. Acontece que eu, acostumado a conversar com a gente das Minas Gerais, falei em “varreção” — do verbo “varrer”. De fato, tratava-se de um equívoco que, num vestibular, poderia me valer uma reprovação. Pois o meu amigo, paladino da língua portuguesa, se deu ao trabalho de fazer um xerox da página 827 do dicionário. O certo é “varrição”, e não “varreção”. Mas estou com medo de que os mineiros da roça façam troça de mim, porque nunca os ouvi falar de “varrição”. E se eles rirem de mim não vai me adiantar mostrar-lhes o xerox da página do dicionário. Porque para eles não é o dicionário que faz a língua. É o povo. E o povo, lá nas montanhas de Minas Gerais, fala “varreção”, quando não “barreção”. O que me deixa triste sobre esse amigo oculto é que nunca tenha dito nada sobre o que eu escrevo, se é bonito ou se é feio. Toma a minha sopa, não diz nada sobre ela, mas reclama sempre que o prato está rachado. Rubem Alves. Internet: (com adaptações). A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o seguinte item. Considerando-se os sentidos do texto, é correto afirmar que, nos dois últimos períodos, o autor faz uma reflexão sobre a dicotomia forma e conteúdo, a partir da opinião de seu amigo sobre seu texto. ( ) Certo ( ) Errado 15 22ª/ Banca: INSTITUTO AOCP / Órgão: FUNPRESP-JUD / Cargo: Gestão de Pessoas Filosofia em dois desenhos Fui caminhar. E na calçada me deparei com um estranho indivíduo. Carregava um saco plástico enorme que, pelo perfil do conteúdo, calculei estivesse cheio de latinhas. Mal acabei de pensar, o homem se acocorou na calçada. Extraiu de alguma parte uma pedra branca parecendo ser cal prensada, e com ela começou a desenhar no cimento. Parei para ver, atraída pelo ritual que se esboçava. O homem desenhou dois círculos um diante do outro, quase encostados, e dentro deles desenhou duas setas convergentes. Levantou-se, olhou sua obra com satisfação, andou cinco ou seis passos e, novamente, se acocorou. Continuava com a pedra de cal na mão. Mas o desenho que fez foi diferente. Riscou dois traços, colocados na mesma distância dos dois círculos, e atrás deles desenhou duas setas que apontavam uma para a outra. Segui adiante refletindo sobre o que havia presenciado. A primeira coisa que me veio à cabeça foi a Serra da Capivara, que visitei numa ida a Teresina para algum congresso ou palestra. Trouxe de volta a louça que a arqueóloga franco-brasileira Niéde Guidon, há muitos anos responsável pelo sítio arqueológico, ensinou os locais a fazerem para terem uma fonte de subsistência. Louça com impressos os mesmos desenhos estampados na rocha, que se acredita serem vestígios de uma cultura paleoamericana. Pois, como um ser primitivo, o homem havia estampado seus pensamentos e sua visão interior na mais moderna das rochas: o cimento. Havia reparado que o homem estava muito sujo e desgrenhado. Calçava havaianas de sola já bem fininha e roupas indefinidas. Provavelmente era mais um morador de rua. E como morador de rua, usava a mesma calçada em que dormia para se expressar. Usava a calçada, único bem que lhe pertencia, como se fosse papel para desenhar ou escrever. Porque não há dúvida de que, ao desenhar, aquele homem estava escrevendo. Estava escrevendo a sua dificuldade para se comunicar. Preso dentro de um círculo, pouco adiantava que as setas apontassem em direção uma da outra. Ele não conseguia obedecer à ordem das setas, pois continuava contido pela linha que delimitava o círculo. Coisa idêntica dizia o segundo desenho, agora com um traço, uma parede, um muro, impedindo-o de obedecer ao comando das setas. Pode até ser que o homem, através de seus desenhos estivesse desenvolvendo uma teoria filosófica sobre a incomunicabilidade dos seres humanos. Que, se por um lado não conseguem viver sozinhos (significado das setas instando à comunicação), por outro lado não conseguem se entender (significado dos círculos e dos traços impeditivos). Avançando nessa teoria, chegaríamos à conclusão de que tudo o que é coletivo resvala no pessoal. Assim como os desenhos do homem, tão íntimos e pessoais, destinavam-se a quem quer que passasse naquela exata calçada de Ipanema. Adaptado de: https://www.marinacolasanti.com/2021/09/filosofiaem-dois- desenhos.html [Fragmentos]. Acesso em: 18 set. 2021. 16 Considerando os aspectos relacionados à organização das informações, à estruturação do texto de apoio e aos sentidos por ele expressos, julgue o seguinte item. No último parágrafo do texto, o conector “assim” é utilizado com valor conclusivo, encerrando o raciocínio da autora, e poderia ser substituído por “dessa forma”, sem acarretar prejuízos de sentido ao texto. ( ) Certo ( ) Errado 23ª/ Banca: FGV / Órgão: TJ-RS / Cargo: Oficial de Justiça Dvorak aproximou-se do alto da colina e debruçou-se sobre uma pequena pedra para olhar a paisagem abaixo. Observou que havia uma grande caverna, cercada de vegetação, mas não conseguiu identificara entrada. Fez um sinal para que o grupo o acompanhasse e começou a descer cuidadosamente a encosta. Acima aparece um pequeno texto narrativo; a frase, retirada desse texto, que mostra valor descritivo é: a) Dvorak aproximou-se do alto da colina; b) debruçou-se sobre uma pequena pedra; c) havia uma grande caverna, cercada de vegetação; d) não conseguiu identificar a entrada; e) Fez um sinal para que o grupo o acompanhasse. 24ª/ Banca: FGV / Órgão: MPE-RJ / Cargo: Analista do Ministério Público O segmento textual abaixo que deve ser classificado predominantemente como dissertativo-argumentativo é: a) “A cozinha feliz, que consiste no casamento de produtos naturais, um com o outro, é a antítese da cozinha feita para impressionar”; b) “Restaurante sofisticado: aquele que serve comida fria de propósito”; c) “Aprendi que esparramar as ervilhas no prato dá a impressão de que você comeu mais e, por isso, eu as esparramei”; d) “Eu cozinho com vinho, às vezes até mesmo acrescento comida a ele”; e) “A comida era belíssima: folhas verdes com cenouras amarelas, cercadas de carne vermelha e pimentão verde”. 17 25ª/ Banca: FGV / Órgão: Prefeitura de Salvador - BA / Cargo: Analista Analise a charge a seguir. Assinale a opção que indica uma manchete adequada a seu conteúdo. a) Balas perdidas matam crianças nas escolas. b) A educação é uma arma contra a violência. c) Todos contra a liberação das armas. d) Estudantes reagem com violência contra os cortes. e) Escolas públicas em perigo. 26ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SEFAZ-AL / Cargo: Auditor Fiscal de Finanças Nenhuma figura é tão fascinante quanto o Falso Entendido. É o cara que não sabe nada de nada, mas sabe o jargão. E passa por autoridade no assunto. Um refinamento ainda maior da espécie é o tipo que não sabe o jargão, mas inventa. — Ó, Matias, você que entende de mercado de capitais... — Nem tanto, nem tanto... — Você, no momento, aconselharia que tipo de aplicação? — Bom. Depende do yield pretendido, do throwback e do ciclo refratário. Na faixa de papéis top market — ou o que nós chamamos de topimarque —, o throwback recai sobre o repasse, e não sobre o release, entende? — Francamente, não. Aí o Falso Entendido sorri com tristeza e abre os braços como quem diz “É difícil conversar com leigos...”. Uma variação do Falso Entendido é o sujeito que sempre parece saber mais do que ele pode dizer. A conversa é sobre política, os boatos cruzam os ares, mas ele mantém 18 um discreto silêncio. Até que alguém pede a sua opinião, e ele pensa muito antes de decidir responder: — Há muito mais coisa por trás disso do que você pensa... Ou então, e esta é mortal: — Não é tão simples assim... Faz-se aquele silêncio que precede as grandes revelações, mas o falso informado não diz nada. Fica subentendido que ele está protegendo as suas fontes em Brasília. E há o falso que interpreta. Para ele, tudo o que acontece deve ser posto na perspectiva de vastas transformações históricas que só ele está sacando. — O avanço do socialismo na Europa ocorre em proporção direta ao declínio no uso de gordura animal nos países do Mercado Comum Europeu. Só não vê quem não quer. E, se alguém quer mais detalhes sobre a sua insólita teoria, ele vê a pergunta como manifestação de uma hostilidade bastante significativa a interpretações não ortodoxas, e passa a interpretar os motivos de quem o questiona, invocando a Igreja medieval, os grandes hereges da história, os mistérios por trás da Reforma de Lutero. Luís Fernando Veríssimo. O jargão. In: As mentiras que os homens contam. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001, p. 69-71 (com adaptações). A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item que se segue. O texto apresenta o personagem Matias como um exímio conhecedor de economia e finanças. ( ) Certo ( ) Errado 27ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Prefeitura de Osasco - SP / Cargo: Oficial de Escola Leia o texto de Marcos Rey, para responder à questão. O coração roubado Eu cursava o último ano do primário e como já estava com o diplominha garantido, meu pai me deu um presente muito cobiçado: “O coração”, famoso livro do escritor italiano Edmondo de Amicis, best-seller1 do gênero infantojuvenil. À página de abertura, lá estava a dedicatória do velho com sua inconfundível letra esparramada. Como todos os garotos da época, apaixonei-me por aquela obra-prima, tanto que a levava ao grupo escolar para reler trechos no recreio. Justamente no último dia de aula, o das despedidas, após a festinha de formatura, voltei para a classe a fim de reunir meus objetos escolares, antes do adeus. Mas onde estava “O coração”? Onde? Desaparecera. Tremendo choque. Algum colega na certa o furtara. Não teria coragem de aparecer em casa sem ele. Ia informar à diretora quando, passando pelas carteiras, vi o livro bem escondido sob uma pasta escolar. Mas era lá que se sentava o Plínio, não era? Plínio, o primeiro da classe em aplicação e comportamento, o exemplo para todos nós. Inclusive o mais bem limpinho, o mais bem penteadinho, o mais tudo. Confesso, hesitei2 . Desmascarar 19 um ídolo? Então peguei o exemplar e o guardei na minha pasta. Caladão. Sem revelar a ninguém o acontecido. Passados muitos anos, reconheci o retrato de Plínio num jornal. Advogado, fazia rápida carreira na Justiça. E, quando o desembargador Plínio já estava aposentado, mudei-me para meu endereço atual. Durante a mudança, alguns livros despencaram de uma estante improvisada. Um deles era “O coração”. Saudades. Havia quantos anos não o abria? Lembrei-me da dedicatória do meu falecido pai. Procurei e não a encontrei. Teria a tinta se apagado? Na página seguinte havia uma dedicatória. Mas não reconheci a caligrafia paterna: “Ao meu querido filho Plínio, com todo o amor e carinho de seu pai”. (Coleção Melhores Crônicas – Marcos Rey. Seleção Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado) 1 best-seller: livro que é sucesso de vendas 2 hesitei: fiquei na dúvida O trecho do texto que evidencia uma das ações do autor ao retornar à sala de aula é: a) …“O coração”, famoso livro do escritor italiano Edmondo de Amicis, best-seller do gênero infanto-juvenil. (1º parágrafo) b) Mas onde estava “O coração”? Onde? Desaparecera. (2º parágrafo) c) Plínio, o primeiro da classe em aplicação e comportamento, o exemplo para todos nós. (3º parágrafo) d) Então peguei o exemplar e o guardei na minha pasta. (3º parágrafo) e) Durante a mudança, alguns livros despencaram de uma estante improvisada. (último parágrafo) 28ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Prefeitura de Osasco - SP / Cargo: Oficial de Escola Leia o texto de Marcos Rey, para responder à questão. O coração roubado Eu cursava o último ano do primário e como já estava com o diplominha garantido, meu pai me deu um presente muito cobiçado: “O coração”, famoso livro do escritor italiano Edmondo de Amicis, best-seller1 do gênero infantojuvenil. À página de abertura, lá estava a dedicatória do velho com sua inconfundível letra esparramada. Como todos os garotos da época, apaixonei-me por aquela obra-prima, tanto que a levava ao grupo escolar para reler trechos no recreio. Justamente no último dia de aula, o das despedidas, após a festinha de formatura, voltei para a classe a fim de reunir meus objetos escolares, antes do adeus. Mas onde 20 estava “O coração”? Onde? Desaparecera. Tremendo choque. Algum colega na certa o furtara. Não teria coragem de aparecer em casa sem ele. Ia informar à diretora quando, passando pelas carteiras, vi o livro bem escondido sob uma pasta escolar. Mas era lá que se sentava o Plínio, não era? Plínio, o primeiro da classe em aplicação e comportamento, o exemplo para todos nós. Inclusive o mais bem limpinho, o mais bem penteadinho, o mais tudo. Confesso,hesitei2 . Desmascarar um ídolo? Então peguei o exemplar e o guardei na minha pasta. Caladão. Sem revelar a ninguém o acontecido. Passados muitos anos, reconheci o retrato de Plínio num jornal. Advogado, fazia rápida carreira na Justiça. E, quando o desembargador Plínio já estava aposentado, mudei-me para meu endereço atual. Durante a mudança, alguns livros despencaram de uma estante improvisada. Um deles era “O coração”. Saudades. Havia quantos anos não o abria? Lembrei-me da dedicatória do meu falecido pai. Procurei e não a encontrei. Teria a tinta se apagado? Na página seguinte havia uma dedicatória. Mas não reconheci a caligrafia paterna: “Ao meu querido filho Plínio, com todo o amor e carinho de seu pai”. (Coleção Melhores Crônicas – Marcos Rey. Seleção Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado) 1 best-seller: livro que é sucesso de vendas 2 hesitei: fiquei na dúvida No terceiro parágrafo, ao se questionar se deveria “desmascarar um ídolo”, o autor evidencia a) seu medo de enfrentar a reação do pai, uma pessoa bastante severa. b) sua convicção absoluta de que deveria denunciar o colega. c) seu ódio por Plínio, colega que o desprezava na escola. d) sua incerteza em relação a que atitude tomar naquele momento. e) seu prazer de ridicularizar o colega, já que Plínio era aluno negligente. 29ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SEDUC-AL / Cargo: Professor – Sociologia Oh, Deus, meu Deus, que misérias e enganos não experimentei, quando simples criança me propunham vida reta e obediência aos mestres, a fim de mais tarde brilhar no mundo e me ilustrar nas artes da língua, servil instrumento da ambição e da cobiça dos homens. Fui mandado à escola para aprender as primeiras letras, cuja utilidade eu, infeliz, ignorava. Todavia, batiam-me se no estudo me deixava levar pela preguiça. As pessoas grandes louvavam esta severidade. Muitos dos nossos predecessores na vida tinham traçado estas vias dolorosas, por onde éramos obrigados a caminhar, multiplicando os 21 trabalhos e as dores aos filhos de Adão. Encontrei, porém, Senhor, homens que Vos imploravam, e deles aprendi, na medida em que me foi possível, que éreis alguma coisa de grande e que podíeis, apesar de invisível aos sentidos, ouvir-nos e socorrer- nos. Ainda menino, comecei a rezar-Vos como a “meu auxílio e refúgio”, desembaraçando- me das peias da língua para Vos invocar. Embora criança, mas com ardente fervor, pedia-Vos que na escola não fosse açoitado. Quando me não atendíeis — “o que era para meu proveito” —, as pessoas mais velhas e até os meus próprios pais, que, afinal, me não desejavam mal, riam-se dos açoites — o meu maior e mais penoso suplício. Contudo, pecava por negligência, escrevendo, lendo e aprendendo as lições com menos cuidado do que de nós exigiam. Senhor, não era a memória ou a inteligência que me faltavam, pois me dotastes com o suficiente para aquela idade. Mas gostava de jogar, e aqueles que me castigavam procediam de modo idêntico! As ninharias, porém, dos homens chamam-se negócios; e as dos meninos, sendo da mesma natureza, são punidas pelos grandes, sem que ninguém se compadeça da criança, nem do homem, nem de ambos. Santo Agostinho. Confissões. Montecristo Editora. Edição do Kindle, p. 23-24 (com adaptações). Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir. No quinto parágrafo, o narrador afirma que quem lhe aplicava os castigos físicos na escola “pecava por negligência”. ( ) Certo ( ) Errado 30ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SEDUC-AL / Cargo: Professor – Sociologia Oh, Deus, meu Deus, que misérias e enganos não experimentei, quando simples criança me propunham vida reta e obediência aos mestres, a fim de mais tarde brilhar no mundo e me ilustrar nas artes da língua, servil instrumento da ambição e da cobiça dos homens. Fui mandado à escola para aprender as primeiras letras, cuja utilidade eu, infeliz, ignorava. Todavia, batiam-me se no estudo me deixava levar pela preguiça. As pessoas grandes louvavam esta severidade. Muitos dos nossos predecessores na vida tinham traçado estas vias dolorosas, por onde éramos obrigados a caminhar, multiplicando os trabalhos e as dores aos filhos de Adão. Encontrei, porém, Senhor, homens que Vos imploravam, e deles aprendi, na medida em que me foi possível, que éreis alguma coisa de grande e que podíeis, apesar de invisível aos sentidos, ouvir-nos e socorrer- nos. Ainda menino, comecei a rezar-Vos como a “meu auxílio e refúgio”, desembaraçando- me das peias da língua para Vos invocar. Embora criança, mas com ardente fervor, pedia-Vos que na escola não fosse açoitado. 22 Quando me não atendíeis — “o que era para meu proveito” —, as pessoas mais velhas e até os meus próprios pais, que, afinal, me não desejavam mal, riam-se dos açoites — o meu maior e mais penoso suplício. Contudo, pecava por negligência, escrevendo, lendo e aprendendo as lições com menos cuidado do que de nós exigiam. Senhor, não era a memória ou a inteligência que me faltavam, pois me dotastes com o suficiente para aquela idade. Mas gostava de jogar, e aqueles que me castigavam procediam de modo idêntico! As ninharias, porém, dos homens chamam-se negócios; e as dos meninos, sendo da mesma natureza, são punidas pelos grandes, sem que ninguém se compadeça da criança, nem do homem, nem de ambos. Santo Agostinho. Confissões. Montecristo Editora. Edição do Kindle, p. 23-24 (com adaptações). Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir. Infere-se do trecho “Embora criança, mas com ardente fervor” (terceiro parágrafo) a ideia de que não é uma característica comum às crianças rezar fervorosamente. ( ) Certo ( ) Errado 31ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRP - MA / Cargo: Auxiliar Administrativo Texto para o item. 23 Internet:<https://ecoassist.com.br/> (com adaptações). Com base no texto apresentado, julgue o item. Conforme o texto, o lixo eletrônico gera um impacto ambiental principalmente porque materiais como plástico, metais e vidro não se decompõem na natureza. ( ) Certo ( ) Errado 32ª/ Banca: CESGRANRIO / Órgão: Caixa / Cargo: Técnico Bancário 24 BANCO CENTRAL DO BRASIL. Caderno de Educação Financeira – Gestão de Finanças Pessoais. Brasília: BCB, 2013. p. 12. Adaptado. O texto tem o objetivo primordial de a) ensinar a gerir as finanças pessoais de maneira eficaz. b) sensibilizar sobre a importância da educação financeira. c) prevenir quanto aos perigos do acesso facilitado ao crédito. d) alertar para a complexidade maior do mundo financeiro atual. e) sugerir a incorporação do hábito de elaborar orçamento familiar. 25 33ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: PRF / Cargo: Policial Rodoviário Federal Texto 1A18-I Nos Estados Unidos da América, no século XIX, a passagem da polícia do sistema de justiça para o de governo da cidade significou também a passagem da noção de caça aos criminosos para a prevenção dos crimes, em um deslocamento do ato para o ator. Como na Europa, a ênfase na prevenção teria representado nova atitude diante do controle social, com o desenvolvimento pela polícia de uma habilidade específica, a de explicar e prevenir o comportamento criminoso. Isso acabou redundando no foco nas “classes perigosas”, ou seja, em setores específicos da sociedade vistos como produtores de comportamento criminoso. Nesse processo, desenvolveram-se os vários campos de saber vinculados aos sistemas de justiça criminal, polícia e prisão, voltados para a identificação, para a explicação e para a prevenção do comportamento criminoso, agora visto como “desviante”, como a medicina legal, a psiquiatria e, especialmente, a criminologia. Na Europa ocidental, as novas instituições estatais de vigilância deveriamcontrolar o exercício da força em sociedades em que os níveis de violência física nas relações interpessoais e do Estado com a sociedade estavam em declínio. De acordo com a difundida teoria do processo civilizador, de Norbert Elias, no Ocidente moderno, a agressividade, assim como outras emoções e prazeres, foi domada, “refinada” e “civilizada”. O autor estabelece um contraste entre a violência “franca e desinibida” do período medieval, que não excluía ninguém da vida social e era socialmente permitida e até certo ponto necessária, e o autocontrole e a moderação das emoções que acabaram por se impor na modernidade. A conversão do controle que se exercia por terceiros no autocontrole é relacionada à organização e à estabilização de Estados modernos, nos quais a monopolização da força física em órgãos centrais permitiu a criação de espaços pacificados. Em tais espaços, os indivíduos passaram a ser submetidos a regras e leis mais rigorosas, mas ficaram mais protegidos da irrupção da violência na sua vida, na medida em que as ameaças físicas tornaram-se despersonalizadas e monopolizadas por especialistas. Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto 1A18-I, julgue o item que se segue. A coerência e os sentidos do texto seriam mantidos caso fosse suprimido o artigo “os”, no trecho “desenvolveram-se os vários campos de saber”, no último período do primeiro parágrafo. ( ) Certo ( ) Errado 34ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: PRF / Cargo: Policial Rodoviário Federal Texto 1A18-I 26 Nos Estados Unidos da América, no século XIX, a passagem da polícia do sistema de justiça para o de governo da cidade significou também a passagem da noção de caça aos criminosos para a prevenção dos crimes, em um deslocamento do ato para o ator. Como na Europa, a ênfase na prevenção teria representado nova atitude diante do controle social, com o desenvolvimento pela polícia de uma habilidade específica, a de explicar e prevenir o comportamento criminoso. Isso acabou redundando no foco nas “classes perigosas”, ou seja, em setores específicos da sociedade vistos como produtores de comportamento criminoso. Nesse processo, desenvolveram-se os vários campos de saber vinculados aos sistemas de justiça criminal, polícia e prisão, voltados para a identificação, para a explicação e para a prevenção do comportamento criminoso, agora visto como “desviante”, como a medicina legal, a psiquiatria e, especialmente, a criminologia. Na Europa ocidental, as novas instituições estatais de vigilância deveriam controlar o exercício da força em sociedades em que os níveis de violência física nas relações interpessoais e do Estado com a sociedade estavam em declínio. De acordo com a difundida teoria do processo civilizador, de Norbert Elias, no Ocidente moderno, a agressividade, assim como outras emoções e prazeres, foi domada, “refinada” e “civilizada”. O autor estabelece um contraste entre a violência “franca e desinibida” do período medieval, que não excluía ninguém da vida social e era socialmente permitida e até certo ponto necessária, e o autocontrole e a moderação das emoções que acabaram por se impor na modernidade. A conversão do controle que se exercia por terceiros no autocontrole é relacionada à organização e à estabilização de Estados modernos, nos quais a monopolização da força física em órgãos centrais permitiu a criação de espaços pacificados. Em tais espaços, os indivíduos passaram a ser submetidos a regras e leis mais rigorosas, mas ficaram mais protegidos da irrupção da violência na sua vida, na medida em que as ameaças físicas tornaram-se despersonalizadas e monopolizadas por especialistas. Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto 1A18-I, julgue o item que se segue. O trecho “A conversão do controle que se exercia por terceiros no autocontrole é relacionada à organização e à estabilização de Estados modernos” poderia ser reescrito da seguinte forma, sem prejuízo para os sentidos e para a correção gramatical do texto: Converter o controle efetuado por terceiros a autocontrole concatena a organização e estabilização dos Estados do mundo moderno. ( ) Certo ( ) Errado 35ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: PRF / Cargo: Policial Rodoviário Federal Texto 1A18-I 27 Nos Estados Unidos da América, no século XIX, a passagem da polícia do sistema de justiça para o de governo da cidade significou também a passagem da noção de caça aos criminosos para a prevenção dos crimes, em um deslocamento do ato para o ator. Como na Europa, a ênfase na prevenção teria representado nova atitude diante do controle social, com o desenvolvimento pela polícia de uma habilidade específica, a de explicar e prevenir o comportamento criminoso. Isso acabou redundando no foco nas “classes perigosas”, ou seja, em setores específicos da sociedade vistos como produtores de comportamento criminoso. Nesse processo, desenvolveram-se os vários campos de saber vinculados aos sistemas de justiça criminal, polícia e prisão, voltados para a identificação, para a explicação e para a prevenção do comportamento criminoso, agora visto como “desviante”, como a medicina legal, a psiquiatria e, especialmente, a criminologia. Na Europa ocidental, as novas instituições estatais de vigilância deveriam controlar o exercício da força em sociedades em que os níveis de violência física nas relações interpessoais e do Estado com a sociedade estavam em declínio. De acordo com a difundida teoria do processo civilizador, de Norbert Elias, no Ocidente moderno, a agressividade, assim como outras emoções e prazeres, foi domada, “refinada” e “civilizada”. O autor estabelece um contraste entre a violência “franca e desinibida” do período medieval, que não excluía ninguém da vida social e era socialmente permitida e até certo ponto necessária, e o autocontrole e a moderação das emoções que acabaram por se impor na modernidade. A conversão do controle que se exercia por terceiros no autocontrole é relacionada à organização e à estabilização de Estados modernos, nos quais a monopolização da força física em órgãos centrais permitiu a criação de espaços pacificados. Em tais espaços, os indivíduos passaram a ser submetidos a regras e leis mais rigorosas, mas ficaram mais protegidos da irrupção da violência na sua vida, na medida em que as ameaças físicas tornaram-se despersonalizadas e monopolizadas por especialistas. Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto 1A18-I, julgue o item que se segue. A correção gramatical do último período do texto seria mantida, embora seu sentido original fosse prejudicado, se a locução “na medida em que” fosse substituída por à medida que e a vírgula empregada logo após “vida” fosse suprimida. ( ) Certo ( ) Errado 36ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: PRF / Cargo: Policial Rodoviário Federal Texto 1A18-I Nos Estados Unidos da América, no século XIX, a passagem da polícia do sistema de justiça para o de governo da cidade significou também a passagem da noção de caça aos criminosos para a prevenção dos crimes, em um deslocamento do ato para o ator. Como na Europa, a ênfase na prevenção teria representado nova atitude diante do controle social, com o desenvolvimento pela polícia de uma habilidade específica, a de 28 explicar e prevenir o comportamento criminoso. Isso acabou redundando no foco nas “classes perigosas”, ou seja, em setores específicos da sociedade vistos como produtores de comportamento criminoso. Nesse processo, desenvolveram-se os vários campos de saber vinculados aos sistemas de justiça criminal, polícia e prisão, voltados para a identificação, para a explicação e para a prevenção do comportamento criminoso, agora visto como “desviante”, como a medicina legal, a psiquiatria e, especialmente, a criminologia. Na Europa ocidental, as novas instituições estatais de vigilância deveriam controlar o exercício da forçaem sociedades em que os níveis de violência física nas relações interpessoais e do Estado com a sociedade estavam em declínio. De acordo com a difundida teoria do processo civilizador, de Norbert Elias, no Ocidente moderno, a agressividade, assim como outras emoções e prazeres, foi domada, “refinada” e “civilizada”. O autor estabelece um contraste entre a violência “franca e desinibida” do período medieval, que não excluía ninguém da vida social e era socialmente permitida e até certo ponto necessária, e o autocontrole e a moderação das emoções que acabaram por se impor na modernidade. A conversão do controle que se exercia por terceiros no autocontrole é relacionada à organização e à estabilização de Estados modernos, nos quais a monopolização da força física em órgãos centrais permitiu a criação de espaços pacificados. Em tais espaços, os indivíduos passaram a ser submetidos a regras e leis mais rigorosas, mas ficaram mais protegidos da irrupção da violência na sua vida, na medida em que as ameaças físicas tornaram-se despersonalizadas e monopolizadas por especialistas. Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto 1A18-I, julgue o item que se segue. O emprego do vocábulo “irrupção”, no último período do texto, indica que a violência atingia os indivíduos de forma súbita. ( ) Certo ( ) Errado 37ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: PRF / Cargo: Policial Rodoviário Federal Texto 1A18-I Nos Estados Unidos da América, no século XIX, a passagem da polícia do sistema de justiça para o de governo da cidade significou também a passagem da noção de caça aos criminosos para a prevenção dos crimes, em um deslocamento do ato para o ator. Como na Europa, a ênfase na prevenção teria representado nova atitude diante do controle social, com o desenvolvimento pela polícia de uma habilidade específica, a de explicar e prevenir o comportamento criminoso. Isso acabou redundando no foco nas “classes perigosas”, ou seja, em setores específicos da sociedade vistos como produtores de comportamento criminoso. Nesse processo, desenvolveram-se os vários campos de saber vinculados aos sistemas de justiça criminal, polícia e prisão, voltados para a identificação, para a explicação e para a prevenção do comportamento 29 criminoso, agora visto como “desviante”, como a medicina legal, a psiquiatria e, especialmente, a criminologia. Na Europa ocidental, as novas instituições estatais de vigilância deveriam controlar o exercício da força em sociedades em que os níveis de violência física nas relações interpessoais e do Estado com a sociedade estavam em declínio. De acordo com a difundida teoria do processo civilizador, de Norbert Elias, no Ocidente moderno, a agressividade, assim como outras emoções e prazeres, foi domada, “refinada” e “civilizada”. O autor estabelece um contraste entre a violência “franca e desinibida” do período medieval, que não excluía ninguém da vida social e era socialmente permitida e até certo ponto necessária, e o autocontrole e a moderação das emoções que acabaram por se impor na modernidade. A conversão do controle que se exercia por terceiros no autocontrole é relacionada à organização e à estabilização de Estados modernos, nos quais a monopolização da força física em órgãos centrais permitiu a criação de espaços pacificados. Em tais espaços, os indivíduos passaram a ser submetidos a regras e leis mais rigorosas, mas ficaram mais protegidos da irrupção da violência na sua vida, na medida em que as ameaças físicas tornaram-se despersonalizadas e monopolizadas por especialistas. Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto 1A18-I, julgue o item que se segue. Infere-se do segundo parágrafo do texto que a agressividade humana passou por um processo de transformação gradativo de perda de aspectos primitivos e animalescos. ( ) Certo ( ) Errado 38ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: PRF / Cargo: Policial Rodoviário Federal Texto 1A18-I Nos Estados Unidos da América, no século XIX, a passagem da polícia do sistema de justiça para o de governo da cidade significou também a passagem da noção de caça aos criminosos para a prevenção dos crimes, em um deslocamento do ato para o ator. Como na Europa, a ênfase na prevenção teria representado nova atitude diante do controle social, com o desenvolvimento pela polícia de uma habilidade específica, a de explicar e prevenir o comportamento criminoso. Isso acabou redundando no foco nas “classes perigosas”, ou seja, em setores específicos da sociedade vistos como produtores de comportamento criminoso. Nesse processo, desenvolveram-se os vários campos de saber vinculados aos sistemas de justiça criminal, polícia e prisão, voltados para a identificação, para a explicação e para a prevenção do comportamento criminoso, agora visto como “desviante”, como a medicina legal, a psiquiatria e, especialmente, a criminologia. Na Europa ocidental, as novas instituições estatais de vigilância deveriam controlar o exercício da força em sociedades em que os níveis de violência física nas relações interpessoais e do Estado com a sociedade estavam em declínio. De acordo com a difundida teoria do processo civilizador, de Norbert Elias, no Ocidente moderno, a 30 agressividade, assim como outras emoções e prazeres, foi domada, “refinada” e “civilizada”. O autor estabelece um contraste entre a violência “franca e desinibida” do período medieval, que não excluía ninguém da vida social e era socialmente permitida e até certo ponto necessária, e o autocontrole e a moderação das emoções que acabaram por se impor na modernidade. A conversão do controle que se exercia por terceiros no autocontrole é relacionada à organização e à estabilização de Estados modernos, nos quais a monopolização da força física em órgãos centrais permitiu a criação de espaços pacificados. Em tais espaços, os indivíduos passaram a ser submetidos a regras e leis mais rigorosas, mas ficaram mais protegidos da irrupção da violência na sua vida, na medida em que as ameaças físicas tornaram-se despersonalizadas e monopolizadas por especialistas. Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto 1A18-I precedente, julgue o item a seguir. Conclui-se do texto que o monopólio da violência legítima pelo Estado deveu-se à necessidade de reação aos índices insustentáveis de violência física entre os indivíduos. ( ) Certo ( ) Errado 39ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: PRF / Cargo: Policial Rodoviário Federal Texto 1A18-I Nos Estados Unidos da América, no século XIX, a passagem da polícia do sistema de justiça para o de governo da cidade significou também a passagem da noção de caça aos criminosos para a prevenção dos crimes, em um deslocamento do ato para o ator. Como na Europa, a ênfase na prevenção teria representado nova atitude diante do controle social, com o desenvolvimento pela polícia de uma habilidade específica, a de explicar e prevenir o comportamento criminoso. Isso acabou redundando no foco nas “classes perigosas”, ou seja, em setores específicos da sociedade vistos como produtores de comportamento criminoso. Nesse processo, desenvolveram-se os vários campos de saber vinculados aos sistemas de justiça criminal, polícia e prisão, voltados para a identificação, para a explicação e para a prevenção do comportamento criminoso, agora visto como “desviante”, como a medicina legal, a psiquiatria e, especialmente, a criminologia. Na Europa ocidental, as novas instituições estatais de vigilância deveriam controlar o exercício da força em sociedades em que os níveis de violência física nas relações interpessoais e do Estado com a sociedade estavam em declínio. De acordo com a difundida teoria do processo civilizador, de Norbert Elias, no Ocidente moderno, a agressividade, assim como outras emoções e prazeres, foi domada, “refinada” e “civilizada”. O autor estabelece um contraste entre a violência “franca e desinibida”do período medieval, que não excluía ninguém da vida social e era socialmente permitida e até certo ponto necessária, e o autocontrole e a moderação das emoções que acabaram por se impor na modernidade. A conversão do controle que se exercia por 31 terceiros no autocontrole é relacionada à organização e à estabilização de Estados modernos, nos quais a monopolização da força física em órgãos centrais permitiu a criação de espaços pacificados. Em tais espaços, os indivíduos passaram a ser submetidos a regras e leis mais rigorosas, mas ficaram mais protegidos da irrupção da violência na sua vida, na medida em que as ameaças físicas tornaram-se despersonalizadas e monopolizadas por especialistas. Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto 1A18-I precedente, julgue o item a seguir. Depreende-se do segundo parágrafo do texto que a violência na era medieval era comum e socialmente aceita. ( ) Certo ( ) Errado 40ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: CODEVASF / Cargo: Analista em Desenvolvimento Regional A história da irrigação se confunde, na maioria das vezes, com a história da agricultura e da prosperidade econômica de inúmeros povos. Muitas civilizações antigas se originaram assim, em regiões áridas, onde a produção só era possível com o uso da irrigação. O Brasil, dotado de grandes áreas agricultáveis localizadas em regiões úmidas, não se baseou, no passado, na irrigação, embora haja registro de que, já em 1589, os jesuítas praticavam a técnica na antiga Fazenda Santa Cruz, no estado do Rio de Janeiro. Também na região mais seca do Nordeste e nos estados de Minas Gerais e São Paulo, era utilizada em culturas de cana-de-açúcar, batatinha, pomares e hortas. Em cafezais, seu emprego iniciou-se na década de 50 do século passado, com a utilização da aspersão, que se mostrou particularmente interessante, especialmente nas terras roxas do estado de São Paulo. A irrigação, de caráter suplementar às chuvas, tem sido aplicada na região Centro- Oeste do país, especialmente em culturas perenes. Embora a região central do Brasil apresente boas médias anuais de precipitação pluviométrica, sua distribuição anual (concentrada no verão, sujeita a veranicos e escassa ou completamente ausente no inverno) permite, apenas, a prática de culturas anuais (arroz, milho, soja etc.), as quais podem se desenvolver no período chuvoso e encontrar no solo um suprimento adequado de água. Já as culturas mais perenes (como café, citrus, cana-de-açúcar e pastagem) atravessam, no período seco, fases de sensível deficiência de água, pela limitada capacidade de armazenamento no solo, o que interrompe o desenvolvimento vegetativo e acarreta colheitas menores ou nulas. A vantagem e a principal justificativa econômica da irrigação suplementar estão na garantia de safra, a despeito da incerteza das chuvas. Na região Nordeste, a irrigação foi introduzida pelo governo federal e aparece vinculada ao abastecimento de água no Semiárido e a planos de desenvolvimento do vale do São Francisco. Ali, a irrigação é vista como importante medida para amenizar 32 os problemas advindos das secas periódicas, que acarretam sérias consequências econômicas e sociais. No contexto das estratégias nacionais de desenvolvimento, um programa de irrigação pode contribuir para o equacionamento de um amplo conjunto de problemas estruturais. Com relação à geração de empregos diretos, a agricultura irrigada nordestina é mais intensiva do que nas outras regiões do país. Na região semiárida, em especial no vale do São Francisco, a irrigação tem destacado papel a cumprir, como, aliás, já ocorre em importantes polos agroindustriais da região Nordeste. A irrigação constitui-se em uma das mais importantes tecnologias para o aumento da produtividade agrícola. Aliada a ela, uma série de práticas agronômicas deve ser devidamente considerada. No que se refere aos aspectos linguísticos e às ideias do texto apresentado, julgue o item que se segue. Infere-se do texto que a escassez de chuvas na região central do Brasil não permite a prática de culturas anuais sem o uso de tecnologias de irrigação. ( ) Certo ( ) Errado 41ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: CODEVASF / Cargo: Analista em Desenvolvimento Regional A história da irrigação se confunde, na maioria das vezes, com a história da agricultura e da prosperidade econômica de inúmeros povos. Muitas civilizações antigas se originaram assim, em regiões áridas, onde a produção só era possível com o uso da irrigação. O Brasil, dotado de grandes áreas agricultáveis localizadas em regiões úmidas, não se baseou, no passado, na irrigação, embora haja registro de que, já em 1589, os jesuítas praticavam a técnica na antiga Fazenda Santa Cruz, no estado do Rio de Janeiro. Também na região mais seca do Nordeste e nos estados de Minas Gerais e São Paulo, era utilizada em culturas de cana-de-açúcar, batatinha, pomares e hortas. Em cafezais, seu emprego iniciou-se na década de 50 do século passado, com a utilização da aspersão, que se mostrou particularmente interessante, especialmente nas terras roxas do estado de São Paulo. A irrigação, de caráter suplementar às chuvas, tem sido aplicada na região Centro- Oeste do país, especialmente em culturas perenes. Embora a região central do Brasil apresente boas médias anuais de precipitação pluviométrica, sua distribuição anual (concentrada no verão, sujeita a veranicos e escassa ou completamente ausente no inverno) permite, apenas, a prática de culturas anuais (arroz, milho, soja etc.), as quais podem se desenvolver no período chuvoso e encontrar no solo um suprimento adequado de água. Já as culturas mais perenes (como café, citrus, cana-de-açúcar e pastagem) atravessam, no período seco, fases de sensível deficiência de água, pela limitada 33 capacidade de armazenamento no solo, o que interrompe o desenvolvimento vegetativo e acarreta colheitas menores ou nulas. A vantagem e a principal justificativa econômica da irrigação suplementar estão na garantia de safra, a despeito da incerteza das chuvas. Na região Nordeste, a irrigação foi introduzida pelo governo federal e aparece vinculada ao abastecimento de água no Semiárido e a planos de desenvolvimento do vale do São Francisco. Ali, a irrigação é vista como importante medida para amenizar os problemas advindos das secas periódicas, que acarretam sérias consequências econômicas e sociais. No contexto das estratégias nacionais de desenvolvimento, um programa de irrigação pode contribuir para o equacionamento de um amplo conjunto de problemas estruturais. Com relação à geração de empregos diretos, a agricultura irrigada nordestina é mais intensiva do que nas outras regiões do país. Na região semiárida, em especial no vale do São Francisco, a irrigação tem destacado papel a cumprir, como, aliás, já ocorre em importantes polos agroindustriais da região Nordeste. A irrigação constitui-se em uma das mais importantes tecnologias para o aumento da produtividade agrícola. Aliada a ela, uma série de práticas agronômicas deve ser devidamente considerada. No que se refere aos aspectos linguísticos e às ideias do texto apresentado, julgue o item que se segue. De acordo com o texto, a irrigação constitui uma das mais importantes tecnologias para o aumento da produtividade agrícola, especialmente no cultivo de culturas perenes. ( ) Certo ( ) Errado 42ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: CODEVASF / Cargo: Analista em Desenvolvimento Regional A história da irrigação se confunde, na maioria das vezes, com a história da agricultura e da prosperidade econômica de inúmeros povos. Muitas civilizações antigas se originaram assim, em regiões áridas, onde a produção só era possível com o uso da irrigação. O Brasil, dotado de grandes áreas agricultáveis localizadas em regiões úmidas, não se baseou, no passado, na irrigação, emborahaja registro de que, já em 1589, os jesuítas praticavam a técnica na antiga Fazenda Santa Cruz, no estado do Rio de Janeiro. Também na região mais seca do Nordeste e nos estados de Minas Gerais e São Paulo, era utilizada em culturas de cana-de-açúcar, batatinha, pomares e hortas. Em cafezais, seu emprego iniciou-se na década de 50 do século passado, com a utilização da aspersão, que se mostrou particularmente interessante, especialmente nas terras roxas do estado de São Paulo. A irrigação, de caráter suplementar às chuvas, tem sido aplicada na região Centro- Oeste do país, especialmente em culturas perenes. 34 Embora a região central do Brasil apresente boas médias anuais de precipitação pluviométrica, sua distribuição anual (concentrada no verão, sujeita a veranicos e escassa ou completamente ausente no inverno) permite, apenas, a prática de culturas anuais (arroz, milho, soja etc.), as quais podem se desenvolver no período chuvoso e encontrar no solo um suprimento adequado de água. Já as culturas mais perenes (como café, citrus, cana-de-açúcar e pastagem) atravessam, no período seco, fases de sensível deficiência de água, pela limitada capacidade de armazenamento no solo, o que interrompe o desenvolvimento vegetativo e acarreta colheitas menores ou nulas. A vantagem e a principal justificativa econômica da irrigação suplementar estão na garantia de safra, a despeito da incerteza das chuvas. Na região Nordeste, a irrigação foi introduzida pelo governo federal e aparece vinculada ao abastecimento de água no Semiárido e a planos de desenvolvimento do vale do São Francisco. Ali, a irrigação é vista como importante medida para amenizar os problemas advindos das secas periódicas, que acarretam sérias consequências econômicas e sociais. No contexto das estratégias nacionais de desenvolvimento, um programa de irrigação pode contribuir para o equacionamento de um amplo conjunto de problemas estruturais. Com relação à geração de empregos diretos, a agricultura irrigada nordestina é mais intensiva do que nas outras regiões do país. Na região semiárida, em especial no vale do São Francisco, a irrigação tem destacado papel a cumprir, como, aliás, já ocorre em importantes polos agroindustriais da região Nordeste. A irrigação constitui-se em uma das mais importantes tecnologias para o aumento da produtividade agrícola. Aliada a ela, uma série de práticas agronômicas deve ser devidamente considerada. No que se refere aos aspectos linguísticos e às ideias do texto apresentado, julgue o item que se segue. No último parágrafo do texto, o pronome “ela”, em “Aliada a ela”, refere-se à expressão “produtividade agrícola”. ( ) Certo ( ) Errado 43ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: IBGE / Cargo: Agente de Pesquisas e Mapeamento Texto 1A2-II Quando a covid-19 começou a se espalhar pelo Brasil em março de 2020 e exigiu a adoção de medidas mais restritivas, especialistas em saúde mental passaram a usar o termo “quarta onda” para se referir à avalanche de novos casos de depressão, ansiedade e outros transtornos psiquiátricos que viriam pela frente. Mas, contrariando todas as expectativas, os primeiros 12 meses pandêmicos não resultaram em mais diagnósticos dessas doenças: estudos publicados em março de 35 2021 indicam que os números de indivíduos acometidos tiveram até uma ligeira subida no início da crise, mas depois eles se mantiveram estáveis dali em diante. Outros achados recentes também apontam que políticas mais extremas como o lockdown, adotadas em vários países e tão necessárias para achatar as curvas de contágio e evitar o colapso dos sistemas de saúde, não resultaram numa piora do bem- estar nem no aumento dos casos de suicídio. O que as pesquisas mais recentes nos apontam é que, ao menos em 2020, aquela “quarta onda” de transtornos mentais que era prevista pelos especialistas não aconteceu na prática graças à resiliência do ser humano e a despeito de uma piora na qualidade de vida e de um esperado aumento de sentimentos como tristeza, frustração, raiva e nervosismo. Em todo caso, é preciso destacar que alguns grupos foram mais atingidos que outros, como é o caso dos profissionais da saúde e das mulheres, que precisaram lidar com a sobrecarga de trabalho. No segundo parágrafo do texto 1A2-II, o pronome “eles” faz referência a a) “os primeiros 12 meses pandêmicos”. b) “diagnósticos dessas doenças”. c) “estudos publicados em março de 2021”. d) “números de indivíduos acometidos”. e) “indivíduos acometidos”. 44ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: IBGE / Cargo: Agente de Pesquisas e Mapeamento Texto 1A2-II Quando a covid-19 começou a se espalhar pelo Brasil em março de 2020 e exigiu a adoção de medidas mais restritivas, especialistas em saúde mental passaram a usar o termo “quarta onda” para se referir à avalanche de novos casos de depressão, ansiedade e outros transtornos psiquiátricos que viriam pela frente. Mas, contrariando todas as expectativas, os primeiros 12 meses pandêmicos não resultaram em mais diagnósticos dessas doenças: estudos publicados em março de 2021 indicam que os números de indivíduos acometidos tiveram até uma ligeira subida no início da crise, mas depois eles se mantiveram estáveis dali em diante. Outros achados recentes também apontam que políticas mais extremas como o lockdown, adotadas em vários países e tão necessárias para achatar as curvas de contágio e evitar o colapso dos sistemas de saúde, não resultaram numa piora do bem- estar nem no aumento dos casos de suicídio. O que as pesquisas mais recentes nos apontam é que, ao menos em 2020, aquela “quarta onda” de transtornos mentais que era prevista pelos especialistas não 36 aconteceu na prática graças à resiliência do ser humano e a despeito de uma piora na qualidade de vida e de um esperado aumento de sentimentos como tristeza, frustração, raiva e nervosismo. Em todo caso, é preciso destacar que alguns grupos foram mais atingidos que outros, como é o caso dos profissionais da saúde e das mulheres, que precisaram lidar com a sobrecarga de trabalho. De acordo com o texto 1A2-II, as mulheres e os profissionais de saúde a) devem ser acompanhados por profissionais da área da saúde para não desenvolverem transtornos mentais sérios em razão da pandemia. b) fazem parte dos grupos mais atingidos pela pandemia em termos de saúde mental. c) são os grupos mais propensos a desenvolver algum tipo de transtorno mental. d) gerenciam melhor sentimentos como tristeza, frustração, raiva e nervosismo. e) são mais resilientes que os demais indivíduos. 45ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: IBGE / Cargo: Agente de Pesquisas e Mapeamento Texto 1A2-II Quando a covid-19 começou a se espalhar pelo Brasil em março de 2020 e exigiu a adoção de medidas mais restritivas, especialistas em saúde mental passaram a usar o termo “quarta onda” para se referir à avalanche de novos casos de depressão, ansiedade e outros transtornos psiquiátricos que viriam pela frente. Mas, contrariando todas as expectativas, os primeiros 12 meses pandêmicos não resultaram em mais diagnósticos dessas doenças: estudos publicados em março de 2021 indicam que os números de indivíduos acometidos tiveram até uma ligeira subida no início da crise, mas depois eles se mantiveram estáveis dali em diante. Outros achados recentes também apontam que políticas mais extremas como o lockdown, adotadas em vários países e tão necessárias para achatar as curvas de contágio e evitar o colapso dos sistemas de saúde, não resultaram numa piora do bem- estar nem no aumento dos casos de suicídio. O que as pesquisas mais recentes nos apontam é que, ao menos em 2020, aquela “quarta onda” de transtornos mentais que era prevista pelos especialistas não aconteceu na prática graças à resiliência do ser humano e a despeito de uma piora na qualidadede vida e de um esperado aumento de sentimentos como tristeza, frustração, raiva e nervosismo. Em todo caso, é preciso destacar que alguns grupos foram mais atingidos que outros, como é o caso dos profissionais da saúde e das mulheres, que precisaram lidar com a sobrecarga de trabalho. 37 Segundo o texto 1A2-II, a ‘quarta onda’ refere-se a) ao quarto aumento seguido do número de casos de coronavírus no Brasil. b) aos problemas mentais que vêm acarretando o suicídio desde o início da pandemia. c) aos novos casos de depressão, ansiedade e outros transtornos psiquiátricos decorrentes da pandemia de coronavírus. d) à piora na qualidade de vida e ao aumento de sentimentos como tristeza, frustração, raiva e nervosismo durante a pandemia. e) aos casos de depressão, ansiedade e outros transtornos psiquiátricos característicos do modo de vida do século XXI. 46ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: IBGE / Cargo: Agente de Pesquisas e Mapeamento Texto 1A2-I A revista The Lancet publicou no dia 14 de julho de 2020 um artigo em que apresenta novas projeções para a população mundial e para os diversos países. Os pesquisadores do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde da Universidade de Washington (IHME, na sigla em inglês) sugerem números para a população humana do planeta em 2100 que são menores do que o cenário médio apresentado em 2019 pela Divisão de População da ONU (que é a referência maior nesta área de projeções demográficas). Segundo o artigo, o maior nível educacional das mulheres e o maior acesso aos métodos contraceptivos acelerarão a redução das taxas de fecundidade, gerando um crescimento demográfico global mais lento. Se este cenário acontecer de fato, será um motivo de comemoração, pois a redução do ritmo de crescimento demográfico não aconteceria pelo lado da mortalidade, mas sim pelo lado da natalidade e, principalmente, em decorrência do empoderamento das mulheres, da universalização dos direitos sexuais e reprodutivos e do aumento do bem-estar geral dos cidadãos e das cidadãs da comunidade internacional. De modo geral, a imprensa tratou as novas projeções como uma grande novidade, dizendo que a população mundial não ultrapassará 10 bilhões de pessoas até o final do século e que, no caso do Brasil, a população apresentará uma queda de 50 milhões de pessoas na segunda metade do corrente século. Na verdade, isto não é totalmente novidade, pois a possibilidade de uma população bem abaixo de 10 bilhões de pessoas já era prevista. Diante das incertezas, normalmente, elaboram-se cenários para o futuro com amplo leque de variação. A Divisão de População da ONU, por exemplo, tem vários números para o montante de habitantes em 2100, que variam entre 7 bilhões e 16 bilhões. 38 De acordo com o texto 1A2-I, o possível crescimento demográfico global mais lento representaria a) um efeito positivo do empoderamento das mulheres, da universalização dos direitos sexuais e reprodutivos e do aumento do bem-estar geral dos cidadãos e das cidadãs da comunidade internacional. b) um efeito negativo do empoderamento das mulheres, da universalização dos direitos sexuais e reprodutivos e do aumento do bem-estar geral dos cidadãos e das cidadãs da comunidade internacional. c) um efeito positivo já há muito esperado pelos governantes dos países mais populosos do mundo, dada a dificuldade de combate à extrema pobreza nesses locais. d) um efeito negativo gerado pela capacidade cada vez mais prejudicada do ser humano de se reproduzir, dados os problemas de saúde que a humanidade vem enfrentando. e) um efeito positivo decorrente do movimento feminista em todo o mundo, que promoveu o empoderamento das mulheres. 47ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: IBGE / Cargo: Agente de Pesquisas e Mapeamento Texto 1A1-I Estou escrevendo um livro sobre a guerra... Eu, que nunca gostei de ler livros de guerra, ainda que, durante minha infância e juventude, essa fosse a leitura preferida de todo mundo. De todo mundo da minha idade. E isso não surpreende — éramos filhos da Vitória. Filhos dos vencedores. Em nossa família, meu avô, pai da minha mãe, morreu no front; minha avó, mãe do meu pai, morreu de tifo; de seus três filhos, dois serviram no Exército e desapareceram nos primeiros meses da guerra, só um voltou. Meu pai. Não sabíamos como era o mundo sem guerra, o mundo da guerra era o único que conhecíamos, e as pessoas da guerra eram as únicas que conhecíamos. Até agora não conheço outro mundo, outras pessoas. Por acaso existiram em algum momento? A vila de minha infância depois da guerra era feminina. Das mulheres. Não me lembro de vozes masculinas. Tanto que isso ficou comigo: quem conta a guerra são as mulheres. Choram. Cantam enquanto choram. Na biblioteca da escola, metade dos livros era sobre a guerra. Tanto na biblioteca rural quanto na do distrito, onde meu pai sempre ia pegar livros. Agora, tenho uma resposta, um porquê. Como ia ser por acaso? Estávamos o tempo todo em guerra ou nos preparando para ela. E rememorando como combatíamos. Nunca tínhamos vivido de outra forma, talvez nem saibamos como fazer isso. Não imaginamos outro modo de viver, teremos que passar um tempo aprendendo. 39 Por muito tempo fui uma pessoa dos livros: a realidade me assustava e atraía. Desse desconhecimento da vida surgiu uma coragem. Agora penso: se eu fosse uma pessoa mais ligada à realidade, teria sido capaz de me lançar nesse abismo? De onde veio tudo isso: do desconhecimento? Ou foi uma intuição do caminho? Pois a intuição do caminho existe... Passei muito tempo procurando... Com que palavras seria possível transmitir o que escuto? Procurava um gênero que respondesse à forma como vejo o mundo, como se estruturam meus olhos, meus ouvidos. Uma vez, veio parar em minhas mãos o livro Eu venho de uma vila em chamas. Tinha uma forma incomum: um romance constituído a partir de vozes da própria vida, do que eu escutara na infância, do que agora se escuta na rua, em casa, no café. É isso! O círculo se fechou. Achei o que estava procurando. O que estava pressentindo. O texto 1A1-I é predominantemente a) narrativo. b) descritivo. c) dissertativo. d) argumentativo. e) expositivo. 48ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: IBGE / Cargo: Agente de Pesquisas e Mapeamento Texto 1A1-I Estou escrevendo um livro sobre a guerra... Eu, que nunca gostei de ler livros de guerra, ainda que, durante minha infância e juventude, essa fosse a leitura preferida de todo mundo. De todo mundo da minha idade. E isso não surpreende — éramos filhos da Vitória. Filhos dos vencedores. Em nossa família, meu avô, pai da minha mãe, morreu no front; minha avó, mãe do meu pai, morreu de tifo; de seus três filhos, dois serviram no Exército e desapareceram nos primeiros meses da guerra, só um voltou. Meu pai. Não sabíamos como era o mundo sem guerra, o mundo da guerra era o único que conhecíamos, e as pessoas da guerra eram as únicas que conhecíamos. Até agora não conheço outro mundo, outras pessoas. Por acaso existiram em algum momento? A vila de minha infância depois da guerra era feminina. Das mulheres. Não me lembro de vozes masculinas. Tanto que isso ficou comigo: quem conta a guerra são as mulheres. Choram. Cantam enquanto choram. Na biblioteca da escola, metade dos livros era sobre a guerra. Tanto na biblioteca rural quanto na do distrito, onde meu pai sempre ia pegar livros. Agora, tenho uma resposta, um porquê. Como ia ser por acaso? Estávamos o tempo todo em guerra ou nos preparando para ela. E rememorando como combatíamos. Nunca tínhamos vivido 40 de outra forma, talvez nem saibamos como fazer isso. Não imaginamos outro modo de viver, teremos que passar um tempo aprendendo. Por muito tempo fui uma pessoa dos livros: a realidade me assustava e atraía. Desse desconhecimentoda vida surgiu uma coragem. Agora penso: se eu fosse uma pessoa mais ligada à realidade, teria sido capaz de me lançar nesse abismo? De onde veio tudo isso: do desconhecimento? Ou foi uma intuição do caminho? Pois a intuição do caminho existe... Passei muito tempo procurando... Com que palavras seria possível transmitir o que escuto? Procurava um gênero que respondesse à forma como vejo o mundo, como se estruturam meus olhos, meus ouvidos. Uma vez, veio parar em minhas mãos o livro Eu venho de uma vila em chamas. Tinha uma forma incomum: um romance constituído a partir de vozes da própria vida, do que eu escutara na infância, do que agora se escuta na rua, em casa, no café. É isso! O círculo se fechou. Achei o que estava procurando. O que estava pressentindo. Infere-se do texto 1A1-I que a) a vila da infância da escritora era feminina porque todos os homens morreram lutando na guerra. b) o pai da escritora contava para ela as histórias que viveu na guerra. c) as mulheres da vila, embora fossem tristes, cantavam músicas para se distrair. d) a escritora desejava, desde criança, viver em um mundo onde não havia guerra. e) o país da escritora venceu a referida guerra, ainda que muitos dos homens da sua família tenham morrido. 49ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: IBGE / Cargo: Agente de Pesquisas e Mapeamento Texto 1A1-I Estou escrevendo um livro sobre a guerra... Eu, que nunca gostei de ler livros de guerra, ainda que, durante minha infância e juventude, essa fosse a leitura preferida de todo mundo. De todo mundo da minha idade. E isso não surpreende — éramos filhos da Vitória. Filhos dos vencedores. Em nossa família, meu avô, pai da minha mãe, morreu no front; minha avó, mãe do meu pai, morreu de tifo; de seus três filhos, dois serviram no Exército e desapareceram nos primeiros meses da guerra, só um voltou. Meu pai. Não sabíamos como era o mundo sem guerra, o mundo da guerra era o único que conhecíamos, e as pessoas da guerra eram as únicas que conhecíamos. Até agora não conheço outro mundo, outras pessoas. Por acaso existiram em algum momento? A vila de minha infância depois da guerra era feminina. Das mulheres. Não me lembro de vozes masculinas. Tanto que isso ficou comigo: quem conta a guerra são as mulheres. Choram. Cantam enquanto choram. 41 Na biblioteca da escola, metade dos livros era sobre a guerra. Tanto na biblioteca rural quanto na do distrito, onde meu pai sempre ia pegar livros. Agora, tenho uma resposta, um porquê. Como ia ser por acaso? Estávamos o tempo todo em guerra ou nos preparando para ela. E rememorando como combatíamos. Nunca tínhamos vivido de outra forma, talvez nem saibamos como fazer isso. Não imaginamos outro modo de viver, teremos que passar um tempo aprendendo. Por muito tempo fui uma pessoa dos livros: a realidade me assustava e atraía. Desse desconhecimento da vida surgiu uma coragem. Agora penso: se eu fosse uma pessoa mais ligada à realidade, teria sido capaz de me lançar nesse abismo? De onde veio tudo isso: do desconhecimento? Ou foi uma intuição do caminho? Pois a intuição do caminho existe... Passei muito tempo procurando... Com que palavras seria possível transmitir o que escuto? Procurava um gênero que respondesse à forma como vejo o mundo, como se estruturam meus olhos, meus ouvidos. Uma vez, veio parar em minhas mãos o livro Eu venho de uma vila em chamas. Tinha uma forma incomum: um romance constituído a partir de vozes da própria vida, do que eu escutara na infância, do que agora se escuta na rua, em casa, no café. É isso! O círculo se fechou. Achei o que estava procurando. O que estava pressentindo. Depreende-se do texto 1A1-I que um dos motivos que levou à escrita desse livro foi o fato de que a) a pessoa que o escreveu nunca gostou de livros sobre guerra b) a pessoa que o escreveu desejava contar ao mundo os horrores de uma guerra. c) a leitura sobre guerra era a preferida de todo mundo daquela época. d) o mundo da guerra era o único que a pessoa que o escreveu conhecia. e) por acaso, a realidade do mundo à época era a da guerra. 50ª/ Banca: CESPE - CEBRASPE / Órgão: IBGE / Cargo: Supervisor de Coleta e Qualidade O termo “dado de pesquisa” tem uma amplitude de significados que vão se transformando de acordo com domínios científicos específicos, objetos de pesquisas, metodologias de geração e coleta de dados e muitas outras variáveis. Pode ser o resultado de um experimento realizado em um ambiente controlado de laboratório, um estudo empírico na área de ciências sociais ou a observação de um fenômeno cultural ou da erupção de um vulcão em um determinado momento e lugar. Dados digitais de pesquisa ocorrem na forma de diferentes tipos de dados, como números, figuras, vídeos, softwares; com diferentes níveis de agregação e de processamento, como dados crus ou primários, dados intermediários e dados processados e integrados; e em diferentes formatos de arquivos e mídias. Essa diversidade, que vai sendo delineada pelas especificidades de cada disciplina, suas condicionantes 42 metodológicas, protocolos, workflows e seus objetivos, se torna um desafio — pelo alto grau de contextualização necessário — para o pesquisador na sua tarefa de definir precisamente o que é dado de pesquisa de uma forma transversal aos diversos domínios disciplinares. As definições encontradas nos dicionários e enciclopédias falham em capturar a riqueza e a variedade dos dados no mundo da ciência ou falham em revelar as premissas epistemológicas e ontológicas sobre as quais eles são baseados. Na esfera acadêmica, grande parte das definições são uma enumeração de exemplos: dados são fatos, números, letras e símbolos. Listas de exemplos não são verdadeiramente definições, visto que não estabelecem uma clara fronteira entre o que inclui e o que não inclui o conceito. De acordo com o texto 1A1-I, a) a noção de ‘dado de pesquisa’ é relativa e varia conforme os domínios do conhecimento. b) a variação nos tipos de dados de pesquisa demonstra uma atividade científica intensa e diversificada. c) uma definição unificada para o termo ‘dado de pesquisa’ exige integração entre as diferentes áreas do saber. d) dados são definidos como listas particulares elaboradas pelos pesquisadores em suas respectivas áreas de conhecimento. e) da ausência de uma compreensão precisa do conceito de ‘dado de pesquisa’ em dicionários e em enciclopédias deriva a ideia de que tudo é um dado de pesquisa. 51ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Prefeitura de Barra dos Coqueiros - SE / Cargo: Ajudante de Pedreiro De acordo com o último quadrinho dessa tirinha, os livros podem ajudar as pessoas a a) compreender o estado emocional de outra pessoa e compartilhar desse sentimento. 43 b) ser mais invejosas. c) gostar dos personagens. d) não se preocupar com os sentimentos de outras pessoas. e) ser mais bem-humoradas. 52ª/ Banca: CESPE - CEBRASPE / Órgão: SEED-PR / Cargo: Professor - Língua Portuguesa Texto 5A1-III Chegando ao Brasil em 1500 com nossos descobridores, praticamente só em 1534 foi introduzida a língua portuguesa com início efetivo da colonização, com o regime das capitanias hereditárias. Conclui-se que a língua que chegou ao Brasil pertence à fase de transição entre a arcaica e a moderna, já alicerçada literalmente. No Brasil dessa época, encontraram os descobridores e colonizadores portugueses uma variedade de falares indígenas, no cômputo aproximado de trezentos, hoje reduzidos a cerca de 170, na opinião de um dos seus mais categorizados conhecedores, Aryon Dall’Igna Rodrigues. Grande extensão territorial da nova terra era ocupada pela família Tupi-Guarani, que apresentava pouca diferenciação nas línguas que a integram. Veio depois a contribuição das línguas africanas em suas duas principais correntes para o Brasil:ao Norte, de procedência sudanesa, e ao Sul, de procedência banto; temos, assim, no Norte, na Bahia, a língua nagô ou iorubá; no Sul, no Rio de Janeiro e Minas Gerais, o quimbundo. A pouco e pouco, à medida que se ia impondo, pela cultura dos europeus, o desenvolvimento e o progresso da colônia e do país independente, a língua portuguesa foi predominando sobre a “língua geral” de base indígena e dos falares africanos, a partir da segunda metade do século XVIII. Conforme o texto 5A1-III, a) a língua portuguesa foi introduzida no Brasil em 1500, com a chegada dos descobridores. b) somente a partir da segunda metade do século XVIII é que a língua portuguesa foi predominando sobre a ‘língua geral’ de base indígena e dos falares africanos. c) os descobridores e colonizadores portugueses encontraram no Brasil uma variedade de falares indígenas, no cômputo aproximado de 170. d) a língua portuguesa que chegou ao Brasil pertence à fase moderna, já alicerçada em Portugal. 44 e) grande extensão territorial do Brasil, na época do descobrimento, era ocupada pelas línguas africanas: ao Norte, de procedência sudanesa, e ao Sul, de procedência banto. 53ª/ Banca: FGV / Órgão: SEDUC-TO / Cargo: Professor da Educação Básica O texto a seguir refere-se à questão. Jogos dos povos indígenas: o Jikunahity. O Xikunahity ou Jikunahaty (pronuncia-se Zikunariti, na linguagem dos Paresi e Hiara) é um esporte tradicional indígena conhecido como futebol de cabeça ou Cabeçabol. Jikunahity é o nome da bola utilizada no jogo, a qual é fabricada pelo povo Paresí do Estado do Mato Grosso. A bola é feita de látex, obtida com a seiva de mangabeira, e colhida preferencialmente entre 5h30 e 7h da manhã, quando a planta oferta mais seiva. Esta, após colhida, é colocada sobre uma superfície lisa até formar uma camada espessa. Esta camada de seiva de mangaba é aquecida em fogo, e aplainada com ajuda de uma cabaça. Suas extremidades são unidas com a própria cola formada pela seiva, de modo a deixar um orifício por onde o látex será assoprado dando forma a bola, originando um núcleo arredondado, que é envolto em outras camadas de látex, até formar a bola. Este produto fica exposto ao ar para secar e resfriar, para ganhar consistência para pular. A bola tem aproximadamente de 12 a 14 centímetros de diâmetro e pesa 300 gramas. Jogos dos povos indígenas: o Jikunahity. Disponpivel em:<https://museudofutebol. org.br/crfb/instituicoes/628922/>. Acesso em 10 mar. 2023. Adaptado. Considerando o texto Jogos dos povos indígenas: o Jikunahity, com relação às transformações químicas e saberes locais, analise os itens a seguir. I. O látex é uma seiva extraída da mangabeira e que coagula na exposição ao ar. II. O uso da bola para praticar esportes coletivos é um saber tradicional dos indígenas Paresi e Hiara. III. A atividade extrativa da mangaba para fins esportivos acelera o processo de expropriação da terra. Está correto o que se afirma em a) I, apenas. b) II, apenas. c) III, apenas 45 d) I e II, apenas. e) I, II e III. 54ª/ Banca: FGV / Órgão: SEDUC-TO / Cargo: Professor da Educação Básica Dom e Bruno: Amazônia, sua linda! O indigenista Bruno Araújo Pereira, 41 anos, paraibano de nascimento, aparece em um vídeo. A cena é paradisíaca. Cercado por árvores no meio da floresta, ele está entoando um canto em katukina, língua dos Kanamari: — Wahanararai wahanararai, marinawah kinadik marinawah kinadik; tabarinih hidya hidyanih, hidja hidjanih A câmera capta sua imagem de perfil, sentado no chão sobre um tapete de folhas, cadenciando a música com o pé esquerdo. Parece estar só. Não está. Gira seu rosto à direita e, agora de frente, abre um sorriso alegre interagindo com os indígenas com quem ele canta e que, fora do enquadramento, não aparecem no vídeo. Escutamos suas vozes acompanhando o contracanto coletivo, afinado pela cumplicidade construída na partilha das experiências de luta. O que cantam eles no vídeo em um canal de TV? As palavras falam literalmente sobre o modo como a arara alimenta seus filhotes, um hino em defesa da floresta e dos povos originários. FREIRE, José Ribamar Bessa. Dom e Bruno: Amazônia, sua linda! Disponível em:<https://www.taquiprati.com.br/cronica/1645-dom-e-bruno-amazonia-sua-linda>. Acesso em 9 mar. 2023. Adaptado. Tendo em vista o texto e as musicalidades decoloniais, assinale a afirmativa correta. a) Os contracantos coletivos são acessórios ao canto principal. b) Os clipes musicais presentes nas redes sociais são devocionais. c) Os hinos indígenas são idênticos às músicas da cultura gospel. d) As canções indígenas são exemplos de tradução intercultural. e) As músicas são documentos históricos do contato entre indígenas e mídia. 55ª/ Banca: FGV / Órgão: SEDUC-TO / Cargo: Professor da Educação Básica Toda a materialidade da produção de conhecimento e da educação dos Karajá vem da natureza e do respeito pelas riquezas que ela oferece. “Devíamos admitir a natureza como uma imensa multidão de formas, incluindo cada pedaço de nós, que somos parte de tudo” (Krenak). 46 Quem pensa assim não desmata, não polui rios, não desrespeita os animais, as aves, as árvores, as serras etc. A partir desta percepção, a natureza é vista não de modo fragmentado, distanciado, mas numa teia de “conexões ocultas entre os fenômenos”. PIMENTEL DA SILVA, M. S. Fundamentos e práticas de alfabetização de crianças pelos conhecimentos indígenas. 1ª ed. Campinas, SP: Pontes Editores, 2021. (Adaptado). Segundo o texto, o povo Karajá a) entende humanidade e meio ambiente como partes de um todo e não como coisas separadas ou superiores uma à outra. b) compreende o dualismo entre mente e matéria, distinguindo a natureza a partir de uma divisão entre esses dois reinos. c) comercializa formas do seu sistema cultural para satisfazer necessidades materiais dos grupos etários da aldeia. d) visa à superação do estado de natureza, desvendando as tramas das conexões ocultas nas riquezas da terra. e) sabe quando as relações ocultas estabelecidas entre os seres vivos e o ambiente causam ganhos ou danos aos rios. 56ª/ Banca: FGV / Órgão: SEDUC-TO / Cargo: Professor da Educação Básica Os povos indígenas, por terem um olhar apresentado pelo colonizador, acabaram e ainda acabam sendo posicionados como os “outros”, “os diferentes”, e esse posicionamento decorre das relações de poder que são “outorgadas” pela cultura ocidental, pelos colonizadores. Esses povos encontram-se inscritos com as marcas culturais, sociais e epistêmicas em decorrência de como foram impostas e são ordenadas na chamada cultura ocidental. Como diz o provérbio africano, “*...+ até que os leões inventem as suas próprias histórias, os caçadores serão sempre os heróis das narrativas de caça”. Em outras palavras, as narrativas desses povos foram subalternizadas pelas narrativas hegemônicas impostas pela colonialidade, situação em que seus saberes não são considerados “acadêmicos” e suas lógicas como conhecimentos limitados, mágicos, de segunda categoria. URQUIZA, Antônio H. Aguilera e CALDERONI, Valéria A. M. O. A influência dos estudos culturais para a construção dos diferentes olhares e saberes sobre os povos indígenas. Disponível em: <https://periodicos.ufms.br›cadec›article›view> . Acesso em: 4 mar. 2023. De acordo com o texto, assinale a afirmativa correta. a) As relações de poder estão extinguindo os preconceitos contra os indígenas, que não são mais taxados pejorativamente como os “outros”, “os diferentes”. 47 b) As narrativas dos povos indígenas foram pintadas como essencialmente desnecessárias às estratégias de progresso da nação brasileira. c) Os saberes tradicionais foram inferiorizados e não aceitos como conhecimentos científicos pelo colonizador. d) Os estudos culturais sancionaram as implicações da colonizaçãodas culturas dos povos indígenas, defendendo a imposição de um modelo de caráter eurocêntrico. e) No complexo das narrativas indígenas, o conjunto de animais místicos (bestiário) figura no plano de combate exercendo a função de herói e de antagonista. 57ª/ Banca: FGV / Órgão: SEDUC-TO / Cargo: Professor da Educação Básica Existiam dois sóis. Eram dois astros muito poderosos, que prejudicavam o mundo, ou seja, o planeta, pois os dois juntos faziam muito calor. Certa vez os dois se desentenderam e brigaram. Na briga, o sol deu um soco nos olhos da lua. A lua disse ao sol: — Como é que vou trabalhar agora? O sol disse: — Você ilumina o mundo de noite e eu ilumino o dia. Por este motivo, o sol, com sua luz muito quente, seca os rios e as plantas. E a lua derrama lágrimas por estar com o olho machucado, molhando assim as plantas. As gotas de sua lágrima quando caem vão recuperando os rios onde estes secaram. À noite, desde então, temos a lua (Kysã), que nos dá a escuridão necessária para o repouso, e, durante o dia, o sol (Rã), que ilumina nossos dias e florestas. Até hoje, assim que o sol se põe, a lua nasce. Desse modo, os dois nunca se encontram para não brigarem novamente. Um vai complementando o outro. Assim todas as coisas no mundo têm seu complemento, seu lado par ou ímpar. CARDOSO, Dorvalino Refej. Kanhgág Jykre Kar — filosofia e educação kanhgág e a oralidade: uma abertura de caminhos. 2017. Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2017. No texto Kanhgág Jykre Kar a) é mostrada uma discussão interminável sobre quem governa ou não o mundo que se apresenta caótico e sem condições de habitação. b) é apresentado o mito de criação que conta a história dos primeiros homens e sua relação com os rios e a seca, em que a ação de um dos homens deve ser rechaçada pelo outro. c) é descrito o aparecimento das pinturas e traços usados nos grafismos Kaingang; tudo o que pertence a Kanhru é manchado ou bolinha e o que pertence a Kamé, é riscado. 48 d) é utilizada uma lenda para explicar, por meio do sobrenatural e do misterioso, porque as estações do ano se modificam de acordo com a vontade Kysã ou Rã. e) é explicada a educação Kaingang mediante a transcrição de um trecho de uma passagem mitológica centrada no que é necessário buscar no futuro. 58ª/ Banca: FGV / Órgão: SEDUC-TO / Cargo: Professor da Educação Básica Leia o fragmento a seguir. O estudioso B. A. Conklin (1989) apresenta uma relação das restrições alimentares wari’, relacionando-as a princípios etnomédicos e crenças espirituais. Os Wari’ seguem não se alimentando de gambás (waxik; Didelphus sp.), lontras (moromen e kawija; Lutra sp.), urubus (maho; Cathartidae), ratos (matok; Cricetidae), morcegos (nao’; Chiroptera), serpentes (em) e botos (kahao; Delphinidae). LEITE, MS. Transformação e persistência: antropologia da alimentação e nutrição em uma sociedade indígena amazônica. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2007. De acordo com o texto, assinale a afirmativa correta. a) A restrição alimentar relaciona-se ao misticismo de um povo ancestral. b) O jejum intermitente é a base da dieta estética das jovens indígenas wari’. c) A regra para seleção de alimentos é a distinção entre carboidrato e proteínas. d) A regra de não comer os animais predadores tem deixado de existir entre os wari’. e) A dieta wari’ feita com a ingestão de plantas não tem restrições. 59ª/ Banca: FGV / Órgão: SEDUC-TO / Cargo: Professor da Educação Básica Além dos indígenas na cidade, existem os indígenas da cidade. Os primeiros são aqueles que vieram das aldeias e trouxeram com eles todas as experiências e vivências étnicas, enquanto os segundos são os “filhos e filhas da cidade, cuja grande maioria desconhecendo o interior, não falam a língua dos seus ancestrais, não compartilham os costumes de seus parentes e conhecem os mesmos apenas por meio das narrativas e da experiência dos seus irmãos mais velhos” (BERNAL, 2010, p. 189) Diversamente do que afirma Bernal, os resultados deste estudo apontam que os entrevistados-colaboradores, sejam eles indígenas na cidade ou indígenas da cidade, conhecem e usam a língua Sateré-mawé, com diferentes graus de bilinguismo, bem como reafirmam seus pertencimentos étnicos e demonstram conhecer as histórias e a cultura Sateré-mawé. 49 ESTÁCIO, Marcos A. F. Juventudes indígenas em espaços urbanos amazonenses: narrativas Sateré-Mawé. Tese. UFRJ: Rio de Janeiro, 2019. De acordo com o texto, assinale a afirmativa correta. a) Tratando-se especificamente da experiência de indígenas da cidade, há estudos suficientes sobre a temática, inclusive nas instâncias governamentais. b) Ao contrário de caracterizar a vida dos indígenas na cidade pelas rupturas e dificuldades, é possível ver uma positividade transgressora no ato de viver na cidade, especialmente pela transformação que os indígenas promovem no lugar. c) Há um processo de integração sem assimilação, ou seja, que os indígenas vão para a cidade, mas não abrem mão de continuarem sendo indígenas. d) O fenômeno da migração dos indígenas para as cidades revela o impacto que a cidade produz na vivência do indígena que nela passa a lastrear suas referências culturais, visões de mundo e práticas sociais. e) Antes dos deslocamentos para a cidade, os indígenas já marcavam presença nos deslocamentos nas áreas urbanas, motivados por regras que se distanciam das motivações econômicas atuais. 60ª/ Banca: FGV / Órgão: DPE-RS / Cargo: Analista - Área Jurídica Leia com atenção o texto a seguir. Antes de mais nada, defendendo a natureza, o homem defende o homem: satisfaz, assim, o instinto de conservação da espécie. As numerosas agressões pelas quais se sente culpado em relação ao meio natural (em relação ao meio ambiente, como se tem o costume de dizer) não passam sem consequências funestas para a saúde e para a integridade de seu patrimônio hereditário. Lembremos que, por causada poluição radioativa em função das explosões de bombas nucleares, todos os habitantes do planeta, sobretudo os jovens, trazem em seus esqueletos átomos de metal radioativo: por causa do uso abusivo de inseticidas, o leite de todas as mães contém certa dose de pernicioso DDT! Proteger a natureza é, portando, em primeiro lugar realizar uma tarefa de higiene planetária. A respeito da estruturação e do significado desse texto, é correto afirmar que: a) o termo "antes de mais nada" mostra que o autor do texto vai apresentar incialmente um argumento de menor importância; b) o advérbio " assim", na linha 2, indica uma conclusão do que é dito anteriormente; 50 c) os exemplos citados servem de argumentos para comprovar a tese do autor do texto; d) o termo "por causa de" é seguido por uma consequência de um fato antes de sua causa; e) o termo "portanto", na penúltima linha, introduz uma explicação de uma informação anterior. 61ª/ Banca: FGV / Órgão: DPE-RS / Cargo: Analista - Área Jurídica O item abaixo que mostra um raciocínio inadequado é: a) Os mamíferos são animais / A baleia é um mamífero / A baleia é um animal; b) Se Heitor perder o ônibus, ele vai chegar atrasado / Heitor chegou atrasado / Heitor perdeu o ônibus; c) A tevê fica acesa ou apagada / a tevê não está apagada / A tevê está acesa; d) Todos os computadores têm teclas / Isso que aí está é um computador / Isso que aí está tem teclas; e) Toda instituição humana é imperfeita / As formas de governo são instituições humanas / As formas de governo são imperfeitas. 62ª/ Banca: FGV / Órgão: DPE-RS / Cargo: Analista - Área Jurídica A frase abaixo que exemplifica o raciocínio indutivo é: a) Marcos sobe na mesa, Filipe não trouxe seu material de aula, Márcia discute com as amigas: é a baderna na escola atual; b) Os alunos desta sala devem fazer os deveres e como você é aluno, devefazer também; c) Os meninos da minha idade ficam na rua até as 22h, eu também quero ficar na rua até essa hora; d) Os adjetivos concordam em gênero e número com os substantivos e, assim, o termo correto é "meninos atenciosos"; e) O roubo é punido com prisão e por isso ele foi preso. 63ª/ Banca: FGV / Órgão: DPE-RS / Cargo: Analista - Área Jurídica Observe o texto a seguir. 51 "Não se surpreenda se o verão deste ano for muito rigoroso. A última vez em que o verão foi muito quente ocorreu há doze anos e a vez anterior também ocorreu doze anos antes. Prepare-se, portanto, para o calor!" A opção que indica um meio eficiente de apoiar a argumentação acima é: a) um gráfico mostrando as temperaturas médias do verão nos últimos onze anos; b) um gráfico que compare as temperaturas deste verão com as dos últimos 36 meses; c) um gráfico com as temperaturas médias dos verões dos últimos 36 anos; d) as previsões meteorológicas trazidas pelos noticiários especializados; e) uma discussão sobre elementos causadores dos verões mais rigorosos. 64ª/ Banca: Cespe/Cebraspe / Órgão: PC-AL / Cargo: Delegado de Polícia Civil Texto CG1A1-II O ordenamento jurídico pátrio, embasado pela Constituição Federal de 1988, apresenta capitulo próprio para a defesa do meio ambiente - algo que nunca havia ocorrido antes na história das constituições brasileiras. O artigo 225 da Carta Magna transmite a ideia da imprescindibilidade dever tanto para ambiente ecologicamente equilibrado, criando o dever tanto para o poder público quanto para a coletividade de sua preservação. Esse comando é subjacente a todas as relações da República, sejam elas travadas sob a ordem econômico-financeira, sejam elas derivadas da gestão de direitos e garantias individuais e coletivos. Ou seja, tudo deverá passar pelo crivo do meio ambiente sadio e equilibrado para a presente e as futuras gerações. O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, aduziu a interpretação de que meio ambiente ecologicamente equilibrado inscrito na Carta Cidadã faz parte do rol de cláusulas pétreas, mas, por não estar contido no parágrafo 4.° do artigo 60, é tido como uma cláusula pétrea heterotópica, pela sua posição topográfica em outro capítulo. Diante disso, consagra-se que toda atividade passível de gerar impacto no meio ambiente deverá ser bem discutida, de modo a evitar quaisquer interferências negativas ao equilíbrio ambiental. Além disso, inúmeros princípios foram pulverizados nas legislações esparsas que dão supedâneo ao compromisso inarredável de um meio ambiente livre e continuo em sua função. Mais recentemente o legislador ordinário, na esteira da campanha internacional para com os cuidados do meio ambiente e dos animais, acrescentou novos parágrafos ao art. 32 da Lei nº 9.605/1998 (que dispõe sobre penalidades às ações lesivas ao meio ambiente), por meio da Lei nº 14.064/2020. Com isso, trouxe o aumento de pena para os atos de maus-tratos, ferimentos, mutilações, entre outros, contra cães e gatos. Uma 52 inovação na matéria, pois confere proteção específica, de forma exclusiva e precisa, a dois animais domesticáveis que fazem parte da convivência de uma grande parcela do povo brasileiro. Primeiramente, é imprescindível analisar tal sanção no que se refere aos animais silvestres, domésticos ou domesticados (da nossa fauna ou de outros países, mas que aqui se encontrem), sem a especificação de nenhuma espécie, nenhum epíteto. Ora, a pena é de detenção, de três meses a um ano, e multa. No entanto, com o parágrafo 1.º -A, há uma rotação inevitável de aumento de pena para tais condutas quando estas forem desferidas contra cães e gatos, e uma sanção de reclusão, de dois anos a cinco anos, multa e proibição da guarda. Certamente, trata-se de situação peculiar e que traz implicâncias de várias searas ao ordenamento jurídico. Internet <https//jus.com.br >(com adaptações) Julgue o seguinte item, que se refere a aspectos linguísticos do texto CG1A1-II. No primeiro período do último parágrafo, a expressão "nenhum epíteto" reforça a ideia do termo "nenhuma espécie", visto que ambos apresentam o mesmo sentido no texto. ( ) Certo ( ) Errado 65ª/ Banca: Cespe/Cebraspe / Órgão: PC-AL / Cargo: Delegado de Polícia Civil Texto CG1A1-II O ordenamento jurídico pátrio, embasado pela Constituição Federal de 1988, apresenta capitulo próprio para a defesa do meio ambiente - algo que nunca havia ocorrido antes na história das constituições brasileiras. O artigo 225 da Carta Magna transmite a ideia da imprescindibilidade dever tanto para ambiente ecologicamente equilibrado, criando o dever tanto para o poder público quanto para a coletividade de sua preservação. Esse comando é subjacente a todas as relações da República, sejam elas travadas sob a ordem econômico-financeira, sejam elas derivadas da gestão de direitos e garantias individuais e coletivos. Ou seja, tudo deverá passar pelo crivo do meio ambiente sadio e equilibrado para a presente e as futuras gerações. O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, aduziu a interpretação de que meio ambiente ecologicamente equilibrado inscrito na Carta Cidadã faz parte do rol de cláusulas pétreas, mas, por não estar contido no parágrafo 4.° do artigo 60, é tido como uma cláusula pétrea heterotópica, pela sua posição topográfica em outro capítulo. Diante disso, consagra-se que toda atividade passível de gerar impacto no meio ambiente deverá ser bem discutida, de modo a evitar quaisquer interferências negativas ao equilíbrio ambiental. Além disso, inúmeros princípios foram pulverizados nas legislações esparsas que dão supedâneo ao compromisso inarredável de um meio ambiente livre e continuo em sua função. 53 Mais recentemente o legislador ordinário, na esteira da campanha internacional para com os cuidados do meio ambiente e dos animais, acrescentou novos parágrafos ao art. 32 da Lei nº 9.605/1998 (que dispõe sobre penalidades às ações lesivas ao meio ambiente), por meio da Lei nº 14.064/2020. Com isso, trouxe o aumento de pena para os atos de maus-tratos, ferimentos, mutilações, entre outros, contra cães e gatos. Uma inovação na matéria, pois confere proteção específica, de forma exclusiva e precisa, a dois animais domesticáveis que fazem parte da convivência de uma grande parcela do povo brasileiro. Primeiramente, é imprescindível analisar tal sanção no que se refere aos animais silvestres, domésticos ou domesticados (da nossa fauna ou de outros países, mas que aqui se encontrem), sem a especificação de nenhuma espécie, nenhum epíteto. Ora, a pena é de detenção, de três meses a um ano, e multa. No entanto, com o parágrafo 1.º -A, há uma rotação inevitável de aumento de pena para tais condutas quando estas forem desferidas contra cães e gatos, e uma sanção de reclusão, de dois anos a cinco anos, multa e proibição da guarda. Certamente, trata-se de situação peculiar e que traz implicâncias de várias searas ao ordenamento jurídico. Internet <https//jus.com.br >(com adaptações) Julgue o seguinte item, que se refere a aspectos linguísticos do texto CG1A1-II. No primeiro parágrafo, o vocábulo "subjacente" (terceiro período) indica a forma não explícita como o crivo do meio ambiente sadio e equilibrado para a presente e as futuras gerações está presente em todas as relações da República. ( ) Certo ( ) Errado 66ª/ Banca: Cespe/Cebraspe / Órgão: PC-AL / Cargo: Delegado de Polícia Civil Texto CG1A1-II O ordenamento jurídico pátrio, embasado pela Constituição Federal de 1988, apresenta capitulo próprio para a defesa do meio ambiente - algo que nunca havia ocorrido antes na história das constituições brasileiras. O artigo 225 da Carta Magna transmite a ideia da imprescindibilidade dever tanto para ambiente ecologicamente equilibrado, criando o dever tanto para o poder público quanto paraa coletividade de sua preservação. Esse comando é subjacente a todas as relações da República, sejam elas travadas sob a ordem econômico-financeira, sejam elas derivadas da gestão de direitos e garantias individuais e coletivos. Ou seja, tudo deverá passar pelo crivo do meio ambiente sadio e equilibrado para a presente e as futuras gerações. O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, aduziu a interpretação de que meio ambiente ecologicamente equilibrado inscrito na Carta Cidadã faz parte do rol de cláusulas pétreas, mas, por não estar contido no parágrafo 4.° do artigo 60, é tido 54 como uma cláusula pétrea heterotópica, pela sua posição topográfica em outro capítulo. Diante disso, consagra-se que toda atividade passível de gerar impacto no meio ambiente deverá ser bem discutida, de modo a evitar quaisquer interferências negativas ao equilíbrio ambiental. Além disso, inúmeros princípios foram pulverizados nas legislações esparsas que dão supedâneo ao compromisso inarredável de um meio ambiente livre e continuo em sua função. Mais recentemente o legislador ordinário, na esteira da campanha internacional para com os cuidados do meio ambiente e dos animais, acrescentou novos parágrafos ao art. 32 da Lei nº 9.605/1998 (que dispõe sobre penalidades às ações lesivas ao meio ambiente), por meio da Lei nº 14.064/2020. Com isso, trouxe o aumento de pena para os atos de maus-tratos, ferimentos, mutilações, entre outros, contra cães e gatos. Uma inovação na matéria, pois confere proteção específica, de forma exclusiva e precisa, a dois animais domesticáveis que fazem parte da convivência de uma grande parcela do povo brasileiro. Primeiramente, é imprescindível analisar tal sanção no que se refere aos animais silvestres, domésticos ou domesticados (da nossa fauna ou de outros países, mas que aqui se encontrem), sem a especificação de nenhuma espécie, nenhum epíteto. Ora, a pena é de detenção, de três meses a um ano, e multa. No entanto, com o parágrafo 1.º -A, há uma rotação inevitável de aumento de pena para tais condutas quando estas forem desferidas contra cães e gatos, e uma sanção de reclusão, de dois anos a cinco anos, multa e proibição da guarda. Certamente, trata-se de situação peculiar e que traz implicâncias de várias searas ao ordenamento jurídico. Internet <https//jus.com.br >(com adaptações) Com base nas ideias do texto CG1A1-II, julgue o item seguinte. Destaca-se, no texto, uma crítica à localização do capítulo referente ao meio ambiente na Constituição Federal de 1988, uma vez que a questão não é inserida no rol de cláusulas pétreas presente no artigo 60. ( ) Certo ( ) Errado 67ª/ Banca: Cespe/Cebraspe / Órgão: PC-AL / Cargo: Delegado de Polícia Civil Texto CG1A1-II O ordenamento jurídico pátrio, embasado pela Constituição Federal de 1988, apresenta capitulo próprio para a defesa do meio ambiente - algo que nunca havia ocorrido antes na história das constituições brasileiras. O artigo 225 da Carta Magna transmite a ideia da imprescindibilidade dever tanto para ambiente ecologicamente equilibrado, criando o dever tanto para o poder público quanto para a coletividade de sua preservação. Esse comando é subjacente a todas as relações da República, sejam elas travadas sob a ordem econômico-financeira, sejam elas derivadas da gestão de 55 direitos e garantias individuais e coletivos. Ou seja, tudo deverá passar pelo crivo do meio ambiente sadio e equilibrado para a presente e as futuras gerações. O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, aduziu a interpretação de que meio ambiente ecologicamente equilibrado inscrito na Carta Cidadã faz parte do rol de cláusulas pétreas, mas, por não estar contido no parágrafo 4.° do artigo 60, é tido como uma cláusula pétrea heterotópica, pela sua posição topográfica em outro capítulo. Diante disso, consagra-se que toda atividade passível de gerar impacto no meio ambiente deverá ser bem discutida, de modo a evitar quaisquer interferências negativas ao equilíbrio ambiental. Além disso, inúmeros princípios foram pulverizados nas legislações esparsas que dão supedâneo ao compromisso inarredável de um meio ambiente livre e continuo em sua função. Mais recentemente o legislador ordinário, na esteira da campanha internacional para com os cuidados do meio ambiente e dos animais, acrescentou novos parágrafos ao art. 32 da Lei nº 9.605/1998 (que dispõe sobre penalidades às ações lesivas ao meio ambiente), por meio da Lei nº 14.064/2020. Com isso, trouxe o aumento de pena para os atos de maus-tratos, ferimentos, mutilações, entre outros, contra cães e gatos. Uma inovação na matéria, pois confere proteção específica, de forma exclusiva e precisa, a dois animais domesticáveis que fazem parte da convivência de uma grande parcela do povo brasileiro. Primeiramente, é imprescindível analisar tal sanção no que se refere aos animais silvestres, domésticos ou domesticados (da nossa fauna ou de outros países, mas que aqui se encontrem), sem a especificação de nenhuma espécie, nenhum epíteto. Ora, a pena é de detenção, de três meses a um ano, e multa. No entanto, com o parágrafo 1.º -A, há uma rotação inevitável de aumento de pena para tais condutas quando estas forem desferidas contra cães e gatos, e uma sanção de reclusão, de dois anos a cinco anos, multa e proibição da guarda. Certamente, trata-se de situação peculiar e que traz implicâncias de várias searas ao ordenamento jurídico. Internet <https//jus.com.br >(com adaptações) Com base nas ideias do texto CG1A1-II, julgue o item seguinte. O texto trata da presença da questão ambiental na Constituição Federal de 1988 como um avanço em relação às constituições brasileiras anteriores. ( ) Certo ( ) Errado 68ª/ Banca: Vunesp / Órgão: SAME - SP / Cargo: Auxiliar de Farmácia Assinale a alternativa em que o vocábulo queimar foi empregado em sentido figurado. a) Na tentativa de deixar uma atmosfera mais mística, a moça pediu para queimar um incenso. 56 b) O fogo chegou a queimar partes da floresta que serviam de habitat para raras espécies animais. c) A funcionária sabia que o colega faltava à toa, mas não queria queimar sua reputação. d) Proibiu o filho de se aproximar da fogueira, pois sabia que ele podia queimar a mão. e) Como temia que uma sobrecarga pudesse queimar os eletrônicos, cuidou de toda a instalação elétrica. 69ª/ Banca: Vunesp / Órgão: SAME - SP / Cargo: Auxiliar de Farmácia Leia o texto para responder à questão. Novembro de 1984. Um grupo de 14 mulheres está na estação de trem na cidade alemã de Stuttgart prestes a pegar trens para suas respectivas casas. A cena está longe de ser um acontecimento casual: é um ato incomum de libertação de pacientes que até poucas horas estavam internadas em um prestigiado centro psiquiátrico. Anne Kahl, alemã nascida em 1942 na cidade de Berchtesgaden e secretária da clínica, encarregava-se de enviar essas mulheres para suas casas, onde continuariam seus tratamentos longe da reclusão alienante nas instalações do excêntrico e brilhante psiquiatra Curtius Tauler. Embora os nomes sejam todos fictícios e os prontuários inventados, a trama central do livro publicado no Peru é real e foi contada pela própria Anne Kahl à escritora peruana Teresa Ruiz Rosas, que anos depois decidiu publicar essa história incrível em um romance, com o qual ganhou o Prêmio Nacional Peruano de Literatura 2020. Sobre o processo de escrita do romance, a autora explica: “o que eu inventei foram as histórias de cada uma das 14 pacientes liberadas, porque eu não tive acesso aos prontuários, e a Anne não me contou por questão de sigilo profissional. Ademais, ela já morreu há muitos anos. O que fiz foi refrescar minha memória para escrever sobre isso. Também é verdade que o psiquiatra deu às pacientes um sedativo para que pudessem voltarpara casa. Ele as havia preparado para que mais tarde pudessem ficar sem ele”. O psiquiatra era um homem que poderia ter se aposentado oito anos antes, mas que continuou a dirigir a clínica. A certa altura, quando ele queria se aposentar, não conseguia pensar em uma maneira melhor do que fechar a clínica e mandar as pacientes para casa. 57 Enquanto escrevia o romance, a autora conseguiu localizar o médico assistente- chefe. Ele já era nonagenário, mas a recebeu. Ele ficou muito animado com o fato de que alguém estava escrevendo sobre o tema e relatou que 14 mulheres foram liberadas. A escritora, até então, desconhecia o número exato. (Almudena de Cabo. A história das 14 mulheres liberadas de uma clínica psiquiátrica na Alemanha que virou livro no Peru. www.bbc.com, 05.11.2022. Adaptado) No trecho “Ele já era nonagenário, mas a recebeu” (6º parágrafo), o vocábulo destacado indica que o médico a) era avesso a entrevistas. b) tinha 90 anos de idade ou mais. c) tratava da saúde de pessoas idosas. d) revelava uma saúde debilitada. e) era entusiasta de histórias bem contadas. 70ª/ Banca: Vunesp / Órgão: SAME - SP / Cargo: Auxiliar de Farmácia Leia o texto para responder à questão. Novembro de 1984. Um grupo de 14 mulheres está na estação de trem na cidade alemã de Stuttgart prestes a pegar trens para suas respectivas casas. A cena está longe de ser um acontecimento casual: é um ato incomum de libertação de pacientes que até poucas horas estavam internadas em um prestigiado centro psiquiátrico. Anne Kahl, alemã nascida em 1942 na cidade de Berchtesgaden e secretária da clínica, encarregava-se de enviar essas mulheres para suas casas, onde continuariam seus tratamentos longe da reclusão alienante nas instalações do excêntrico e brilhante psiquiatra Curtius Tauler. Embora os nomes sejam todos fictícios e os prontuários inventados, a trama central do livro publicado no Peru é real e foi contada pela própria Anne Kahl à escritora peruana Teresa Ruiz Rosas, que anos depois decidiu publicar essa história incrível em um romance, com o qual ganhou o Prêmio Nacional Peruano de Literatura 2020. Sobre o processo de escrita do romance, a autora explica: “o que eu inventei foram as histórias de cada uma das 14 pacientes liberadas, porque eu não tive acesso aos prontuários, e a Anne não me contou por questão de sigilo profissional. Ademais, ela já morreu há muitos anos. O que fiz foi refrescar minha memória para escrever sobre isso. Também é verdade que o psiquiatra deu às pacientes um sedativo para que 58 pudessem voltar para casa. Ele as havia preparado para que mais tarde pudessem ficar sem ele”. O psiquiatra era um homem que poderia ter se aposentado oito anos antes, mas que continuou a dirigir a clínica. A certa altura, quando ele queria se aposentar, não conseguia pensar em uma maneira melhor do que fechar a clínica e mandar as pacientes para casa. Enquanto escrevia o romance, a autora conseguiu localizar o médico assistente- chefe. Ele já era nonagenário, mas a recebeu. Ele ficou muito animado com o fato de que alguém estava escrevendo sobre o tema e relatou que 14 mulheres foram liberadas. A escritora, até então, desconhecia o número exato. (Almudena de Cabo. A história das 14 mulheres liberadas de uma clínica psiquiátrica na Alemanha que virou livro no Peru. www.bbc.com, 05.11.2022. Adaptado) A partir da leitura do texto, é correto afirmar que a) o adiamento da aposentadoria do psiquiatra deu-se em razão de sua relutância em deixar sua clínica para um desconhecido. b) o premiado livro é fruto do relato cuidadosamente documentado por uma ex- paciente da clínica de Curtius Tauler. c) a escrita do romance exigiu que sua autora fosse à Alemanha para conhecer as pacientes que participaram do fato de que trata o livro. d) alguns fatos retratados na obra de Teresa Ruiz Rosas são verídicos, enquanto outros foram assumidamente inventados. e) o médico assistente-chefe da clínica alemã sedou as pacientes a fim de que elas não soubessem que estavam retornando às suas casas. 71ª/ Banca: Vunesp / Órgão: Prefeitura de Pindamonhangaba - SP / Cargo: Assistente Social Leia o texto para responder à questão. OIT: desigualdades de gênero no emprego são maiores do que se pensava Um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela que as diferenças entre os gêneros no acesso ao emprego e às condições de trabalho são maiores do que se pensava anteriormente. Um novo indicador, desenvolvido pela OIT, capta todas as pessoas sem emprego que estão interessadas em encontrar um emprego. Por esse motivo, ele reflete um quadro muito mais sombrio da situação das mulheres no mundo do trabalho do que a taxa de desemprego mais comumente 59 usada. O documento “Novos dados esclarecem as diferenças de gênero no mercado de trabalho”, indica que 15% das mulheres em idade produtiva em todo o mundo gostariam de trabalhar, mas não têm emprego, em comparação com 10,5% dos homens. A lacuna de postos de trabalho é particularmente grave nos países em desenvolvimento, onde a proporção de mulheres incapazes de encontrar uma vaga chega a 24,9% nos países de baixa renda. A taxa correspondente para os homens na mesma categoria é de 16,6%, um nível preocupantemente alto, mas significativamente inferior ao das mulheres. A análise aponta que as responsabilidades pessoais e familiares, incluindo o trabalho de cuidados não remunerado, afetam desproporcionalmente as mulheres. Essas atividades se tornam um impedimento não apenas para uma contratação, mas também para procurar emprego ativamente ou para estarem disponíveis para trabalhos de última hora. (ONU News. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/ 2023/03/1810927. Adaptado) A partir dos dados publicados no relatório da OIT, é possível concluir que a) o acesso ao emprego foi dificultado para as mulheres nos últimos anos em comparação a períodos anteriores. b) 24,9% das pessoas desempregadas nos países em desenvolvimento, atualmente, são mulheres. c) os desequilíbrios de gênero no acesso ao emprego são maiores nos países desenvolvidos. d) 15% das mulheres que não conseguem emprego nos países em desenvolvimento estão em idade produtiva. e) o novo indicador considera como desempregadas um número maior de pessoas quando comparado a outros indicadores. 72ª/ Banca: Vunesp / Órgão: Prefeitura de Pindamonhangaba - SP / Cargo: Assistente Social Leia o texto para responder à questão. Flor-de-maio Entre tantas notícias do jornal – o crime de Sacopã, o disco voador em Bagé, a nova droga antituberculosa, o andaime que caiu, o homem que matou outro com machado e com foice, o possível aumento do pão – há uma pequenina nota de três 60 linhas, que nem todos os jornais publicaram. É assinada pelo senhor diretor do Jardim Botânico, e diz que a partir do dia 27 vale a pena visitar o Jardim, porque a planta chamada “flor-de-maio” está, efetivamente, em flor. Meu primeiro movimento, ao ler esse delicado convite, foi deixar a mesa da redação e me dirigir ao Jardim Botânico, contemplar a flor e cumprimentar a administração do horto pelo feliz evento. Mas havia ainda muita coisa para ler e escrever, telefonemas a dar, providências a tomar. Suspiro e digo comigo mesmo – que amanhã acordarei cedo e irei. Digo, mas não acredito, ou pelo menos desconfio que esse impulso que tive ao ler a notícia ficará no que foi – um impulso de fazer uma coisa boa e simples, que se perde no meio da pressa e da inquietação dos minutos que voam. No fundo, a minha secreta esperança é de que estas linhas sejam lidas por alguém – uma pessoa melhor do que eu, alguma criatura correta e simples que tire dessa crônica a sua substância, a informação precisa e preciosa:no dia 27 em diante as “flores-de-maio” do Jardim Botânico estão gloriosamente em flor. E que utilize essa informação saindo de casa e indo diretamente ao Jardim Botânico ver a “flor-de- maio”. Ir só, no fim da tarde, ver a “flor-de-maio”; aproveitar a única notícia boa de um dia inteiro de jornal, fazer a coisa mais bela e emocionante de um dia inteiro da cidade imensa. Se entre vós houver essa criatura, e ela souber por mim a notícia, e for, então eu vos direi que nem tudo está perdido; que a humanidade possivelmente ainda poderá ser salva, e que às vezes ainda vale a pena escrever uma crônica. (Rubem Braga. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1992, Adaptado). A respeito das reflexões feitas pelo autor no texto, é correto afirmar que ele a) considera que vale a pena escrever crônicas se elas servirem para inspirar as pessoas a priorizarem, em seu cotidiano, um acontecimento belo como o florescimento de uma flor-de-maio. b) vê os leitores como pessoas superiores por não terem tantos compromissos diários que tomam tempo, como textos para ler e escrever e telefonemas para fazer. c) se mostra sarcástico ao afirmar que a humanidade poderá ser salva se todos os jornais passarem a noticiar os nascimentos das flores em vez de dar notícias ruins. d) julga que a queda de um andaime e o aumento do preço do pão fazem as pessoas se recolherem em suas casas, enquanto a notícia sobre o nascimento de uma flor as leva a saírem. 61 e) se mostra orgulhoso por ser o único a notar o nascimento da flor-de-maio e contar o fato para os leitores, ainda que ele não tenha condições de visitar o Jardim Botânico. 73ª/ Banca: FGV / Órgão: DPE-RS / Cargo: Analista - Área Administrativa Observe as seguintes frases, retiradas de um dicionário de citações: "Para você sua religião e para mim minha religião" (Alcorão) "Deus não tem religião" (Gandhi) "Se o mundo fosse bom, o dono morava nele (anônimo) Considerando as frases acima, a afirmação adequada sobre esse tipo de texto é: a) as frases mostram predominantemente um tom satírico; b) os autores das frases dão autoridade ao que é dito; c) os emissores das citações são intelectuais conhecidos; d) o conteúdo das frases é sempre de preceitos morais; e) os receptores das citações são indeterminados. 74ª/ Banca: FGV / Órgão: SEDUC-TO / Cargo: Professor da Educação Básica Assinale a opção que apresenta a definição correta de “ecologia dos saberes”. a) Sistema de conceitos filogenéticos. b) Expressão da vida associada aos processos de criação. c) Dimensão racional do conhecimento técnico-científico. d) Conjunto de epistemologias contra-hegemônicas. e) Ciência que estuda a simbiogênese. 75ª/ Banca: FGV / Órgão: Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes - PE / Cargo: Professor 2 - História A maioria das palavras mostra vários significados (polissemia), o que também ocorre com as preposições. Indique a frase em que a preposição COM tem o significado de “companhia”. 62 a) A história se repete. Essa é das coisas erradas com ela. b) Feliz o povo cuja história se lê com aborrecimento. c) Ou você está comigo ou está contra mim. d) O progresso começa com a crença de que o necessário é possível. e) O presidente, com os ministros, chegou pontualmente à festa. 76ª/ Banca: FGV / Órgão: Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes - PE / Cargo: Professor 2 – História Assinale a frase em que o pronome possessivo mostra valor de deferência e respeito. a) O homem bem-sucedido faz mais dinheiro do que sua esposa pode gastar. b) Ama teus vizinhos, mas escolha-os. c) O ciclista tinha seus 50 anos, mas era bastante eficiente. d) Minha avó tinha seus ataques de asma de forma discreta. e) Minha senhora, atenção aos degraus da escada. 77ª/ Banca: FGV / Órgão: Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes - PE / Cargo: Professor 1 Assinale a frase que mostra uma visão inteiramente positiva da liberdade. a) A liberdade é difícil de se alcançar, mas o que fazer com a liberdade é muito mais difícil. b) Liberdade é o direito de estar e fazer errado. c) A tirania é sempre mais organizada que a liberdade. d) Heresia é outra palavra para liberdade de pensamento. e) A liberdade é o oxigênio do espírito. 78ª/ Banca: FGV / Órgão: Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes - PE / Cargo: Professor 1 Assinale a frase que mostra uma comparação. a) Ter muitos amigos é o mesmo que não ter amigos. 63 b) Seja um bom vizinho e não me deixe sozinho. c) Seja cortês com todos, sociável com muitos, íntimo de poucos, amigo de um e inimigo de nenhum. d) As pessoas entram em nossa vida por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem. e) O destino escolhe suas relações. Você escolhe seus amigos. 79ª/ Banca: FGV / Órgão: Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes - PE / Cargo: Professor 1 Assinale a frase em que o possessivo indica a propriedade material de algo. a) Muitas pessoas perdem seu (o) humor meramente por perceber que você não perdeu o seu. b) Aceite meu conselho. Eu não o uso mesmo. c) Precisando de dinheiro, venda seus pertences. d) Os homens amam com seus (os) olhos e as mulheres com seus (os) ouvidos. e) Atrás de todo homem bem-sucedido existe uma mulher. E atrás desta, a mulher dele. 80ª/ Banca: FGV / Órgão: Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes - PE / Cargo: Professor 1 As opções a seguir apresentam cinco frases cujo tema é o futebol. Assinale a opção em que a frase faz intertextualidade com um ditado popular. a) A grande área é o cemitério dos árbitros. b) Se concentração ganhasse jogo, o time do presídio era sempre campeão. c) Em futebol, o pior cego é o que só vê a bola. d) O melhor lugar para se defender é na grande área – do adversário. e) O juiz de futebol é o único ladrão que rouba e sai protegido pela polícia. 81ª/ Banca: FGV / Órgão: Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes - PE / Cargo: Professor 1 64 “No jogo financeiro, onde está, afinal, mais do que no jogo econômico, a grande fonte de lucro dos capitalistas, o conhecimento de detalhes técnicos minuciosos e de uma rapidez e segurança de informação, são fatores definitivos de sucesso”. (Millôr Fernandes) Os vocábulos desse texto que pertencem ao campo semântico do dinheiro, são a) econômico, fonte, lucro e capitalistas. b) financeiro, econômico, capitalistas e sucesso. c) financeiro, lucro, capitalistas e fatores. d) financeiro, econômico, lucro e detalhes. e) financeiro, econômico, lucro e capitalistas. 82ª/ Banca: Vunesp / Órgão: TJ-SP / Cargo: Escrevente Choque elétrico A União Europeia (UE) engatou marcha acelerada para eletrificar sua frota de veículos: em 2035, deixará de fabricar carros movidos a combustíveis fósseis. A medida faz parte da estratégia para zerar, em 2050, as emissões de carbono. Com 27%, a fatia de vendas na China é mais que o dobro da média mundial de 13%. Lá, 6,2 milhões de veículos eletrificados chegaram às ruas em 2022 – entre os totalmente elétricos com baterias (BEV, na abreviação em inglês) e os híbridos que podem ser ligados na tomada (plug-ins, ou PHEV). As vendas chinesas no setor cresceram 82% em 2022, enquanto o mercado automotivo geral encolhia 5,3%. No mundo, o avanço verde foi de 55%, ante retração de 0,5% nas vendas totais de veículos, segundo a base de dados EVvolumes. Do ângulo da crise climática, pouco adiantará eletrificar a frota se a energia das baterias provier de fontes emissoras de carbono, como usinas alimentadas com carvão mineral, óleo ou gás natural. A matriz elétrica precisa ser toda renovável para fazer diferença contra o aquecimento global. Nesse quesito, o Brasil ocupa posição ímpar, com 82,9% da eletricidade oriunda de fontes renováveis (hidráulica, eólica, solar e biomassa), contra 28,6% na média do planeta. Some-sea isso a alta produção de etanol e tem-se um enorme potencial para BEVs e PHEVs. Os números são ínfimos, contudo. Circulam aqui apenas 135,3 mil elétricos e híbridos, menos de 0,1% da frota de veículos leves. As vendas têm aumentado, é fato, com 49,2 mil emplacamentos em 2022, incremento de 41% sobre o ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico. A maioria dos carros elétricos e híbridos disponíveis no mercado nacional é de modelos pouco acessíveis – e poderão ficar ainda mais caros, se o governo federal ouvir o pleito apresentado em fevereiro pela Anfavea de revogar a isenção do imposto de importação, com retorno da alíquota de 35%. 65 Ou seja, as montadoras querem garantir uma reserva de mercado. Enquanto a Europa acelera, no Brasil ameaçam puxar o freio de mão. (Editorial. Folha de S.Paulo, 29.03.2023. Adaptado) O último parágrafo do texto deixa claro que a) Brasil e União Europeia investem na eletrificação de veículos, ao contrário dos chineses. b) União Europeia e China ambicionam conquistar as fontes renováveis de energia brasileira. c) China descarta o Brasil como grande aliado para a implementação de carros eletrificados. d) União Europeia e Brasil enfrentam os mesmos problemas para a eletrificação de seus carros. e) Brasil e União Europeia agem diferente quanto à ampliação da frota de veículos eletrificados. 83ª/ Banca: Vunesp / Órgão: Prefeitura de Pindamonhangaba - SP / Cargo: Guarda Municipal Objetos de estimação Os objetos do outro não devem ser menosprezados. Não se pode julgar pela aparência, pois, muitas vezes, são de estimação. O valor emocional nunca está explícito na etiqueta. Assim, um tênis velho pode ser o mais confortável. Um chinelo indigente talvez represente a liberdade do lar. Não são objetos de valor, como um relógio antigo ou um colar de prata. Mas são objetos quebrados, machucados, sofridos, enferrujados. O avô de Fabrício, Leônida, por exemplo, entrava em pânico quando não achava a tesourinha de aparar bigode, que tinha desde a época de sua adolescência. Às vezes, ele nem queria a tesourinha para usar na hora, era somente para se certificar de que permanecia no mesmo lugar onde a tinha deixado. A maior indignação de Leônida foi quando desapareceu o seu pulôver amarelo, que repousava sempre nas costas de uma cadeira. Tamanho o apego, nem corria o risco de colocá-lo para lavar com frequência. Vestia a malha para cortar lenha de manhã. Qualquer um o enxergava de longe, trabalhando com a machadinha no quintal. Um dia, depois de procurar incansavelmente o pulôver nas gavetas e nos armários, de esculhambar a casa, revirar o quarto, chegou perto da mulher, que estava encerando o piso, e perguntou-lhe se ela não tinha pegado a peça por engano. Ela nem precisou 66 responder. Leônida, arrasado, enxergou o pulôver amarelo nos pés de sua esposa. Havia sido aposentado à força e transformado num pano para lustrar o chão. (Fabrício Carpinejar. Família é tudo. 4a ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2020. Adaptado). Segundo o texto, Leônidas sentiu, em relação ao pulôver, na ordem em que os sentimentos se apresentaram: a) tédio e raiva. b) angústia e empatia. c) revolta e tristeza. d) preocupação e nojo. e) raiva e alívio. 84ª/ Banca: Vunesp / Órgão: Prefeitura de Pindamonhangaba - SP / Cargo: Guarda Municipal Objetos de estimação Os objetos do outro não devem ser menosprezados. Não se pode julgar pela aparência, pois, muitas vezes, são de estimação. O valor emocional nunca está explícito na etiqueta. Assim, um tênis velho pode ser o mais confortável. Um chinelo indigente talvez represente a liberdade do lar. Não são objetos de valor, como um relógio antigo ou um colar de prata. Mas são objetos quebrados, machucados, sofridos, enferrujados. O avô de Fabrício, Leônida, por exemplo, entrava em pânico quando não achava a tesourinha de aparar bigode, que tinha desde a época de sua adolescência. Às vezes, ele nem queria a tesourinha para usar na hora, era somente para se certificar de que permanecia no mesmo lugar onde a tinha deixado. A maior indignação de Leônida foi quando desapareceu o seu pulôver amarelo, que repousava sempre nas costas de uma cadeira. Tamanho o apego, nem corria o risco de colocá-lo para lavar com frequência. Vestia a malha para cortar lenha de manhã. Qualquer um o enxergava de longe, trabalhando com a machadinha no quintal. Um dia, depois de procurar incansavelmente o pulôver nas gavetas e nos armários, de esculhambar a casa, revirar o quarto, chegou perto da mulher, que estava encerando o piso, e perguntou-lhe se ela não tinha pegado a peça por engano. Ela nem precisou responder. Leônida, arrasado, enxergou o pulôver amarelo nos pés de sua esposa. Havia sido aposentado à força e transformado num pano para lustrar o chão. 67 (Fabrício Carpinejar. Família é tudo. 4a ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2020. Adaptado). Conforme o texto, é correto afirmar que o avô de Fabrício a) foi desconsiderado pela esposa, quando esta desrespeitou a relação afetiva que ele tinha com o pulôver amarelo. b) gostava quando os netos pediam para vê-lo usando a tesourinha ao aparar o bigode. c) aceitou com tranquilidade que o pulôver amarelo havia sido aposentado. d) cuidava para que o pulôver se mantivesse limpo, e a tesourinha bem guardada. e) já imaginava que o pulôver seria logo transformado num pano de chão. 85ª/ Banca: Vunesp / Órgão: Prefeitura de Pindamonhangaba - SP / Cargo: Guarda Municipal Objetos de estimação Os objetos do outro não devem ser menosprezados. Não se pode julgar pela aparência, pois, muitas vezes, são de estimação. O valor emocional nunca está explícito na etiqueta. Assim, um tênis velho pode ser o mais confortável. Um chinelo indigente talvez represente a liberdade do lar. Não são objetos de valor, como um relógio antigo ou um colar de prata. Mas são objetos quebrados, machucados, sofridos, enferrujados. O avô de Fabrício, Leônida, por exemplo, entrava em pânico quando não achava a tesourinha de aparar bigode, que tinha desde a época de sua adolescência. Às vezes, ele nem queria a tesourinha para usar na hora, era somente para se certificar de que permanecia no mesmo lugar onde a tinha deixado. A maior indignação de Leônida foi quando desapareceu o seu pulôver amarelo, que repousava sempre nas costas de uma cadeira. Tamanho o apego, nem corria o risco de colocá-lo para lavar com frequência. Vestia a malha para cortar lenha de manhã. Qualquer um o enxergava de longe, trabalhando com a machadinha no quintal. Um dia, depois de procurar incansavelmente o pulôver nas gavetas e nos armários, de esculhambar a casa, revirar o quarto, chegou perto da mulher, que estava encerando o piso, e perguntou-lhe se ela não tinha pegado a peça por engano. Ela nem precisou responder. Leônida, arrasado, enxergou o pulôver amarelo nos pés de sua esposa. Havia sido aposentado à força e transformado num pano para lustrar o chão. (Fabrício Carpinejar. Família é tudo. 4a ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2020. Adaptado). 68 De acordo com o primeiro parágrafo, é correto afirmar que a) chega a ser doentio guardar objetos muito antigos, uma vez que estes nem são mais utilizados com frequência. b) ficar guardando coisas já bastante usadas é importante, porque evita o consumismo. c) as pessoas costumam preservar aquilo que possui maior valor material, pois fizeram muito sacrifício para a sua aquisição. d) é comum respeitar a vontade de manter os objetos já usados, porque há uma compreensão do significado que estes têm para quem os preserva. e) guardar objetos, mesmo que em mau estado, faz sentido para as pessoas, pois cada uma sabe o que eles representam. 86ª/ Banca: Vunesp / Órgão: Prefeitura de Piracicaba - SP / Cargo: Escriturário Leia o texto pararesponder à questão. A intimidade artificial virou o mal do século Esther Perel, psicóloga belga, desenvolveu o fascinante tema da “intimidade artificial”. Seu argumento é que estamos vivendo nossas vidas em permanente estado de atenção parcial. Quando nos relacionamos com nossos amigos, amantes ou familiares nunca estamos 100% presentes. Nossa atenção está sempre dividida entre as pessoas e o nosso celular, mídias sociais, alertas de mensagem e assim por diante. Nesse contexto não é possível intimidade real. As mídias sociais e nosso celular funcionam como anestesia seletiva para as relações humanas. Queremos as partes boas do convívio, que são do nosso interesse, mas evitamos ao máximo atritos, conversas desconfortáveis, tédio etc. Sempre que algo desconfortável começa a se materializar, partimos para o mundo confortável e controlado do celular, que nos distrai do que é verdadeiramente humano. Uma pesquisa realizada nos EUA em 2019 apontou que 22% dos jovens têm hoje zero amigo. 25% dizem não ter nenhum conhecido. Muitos têm um número de seguidores gigantesco em redes sociais, mas amigos mesmo, nenhum. Em gerações anteriores o número dos sem-amigos girava em torno de 9%. Não é por acaso que ansiedade e depressão são um dos assuntos que mais circulam em mídias sociais hoje entre adolescentes e também crianças. Na era da intimidade artificial, não são só as amizades que estão em risco, mas também as relações amorosas e familiares. Apertem os cintos para a sociedade da solidão, com consequências nefastas para todos os campos da vida humana. 69 (Ronaldo Lemos. Folha de S. Paulo, 19.03.2023. Adaptado). A respeito da pesquisa mencionada no texto, é correto concluir que a) a maioria dos jovens hoje declara não ter amigos, embora tenha centenas de contatos nas redes sociais. b) a quantidade de jovens sem amigos nas gerações passadas é 9% maior do que a daqueles que declaram ter muitos amigos. c) o número de jovens sem amigos vem diminuindo, considerando o impacto das redes sociais em seu cotidiano. d) o percentual de jovens que afirma não ter amigos é maior do que no passado, quando não havia redes sociais. 87ª/ Banca: Vunesp / Órgão: Prefeitura de Piracicaba - SP / Cargo: Escriturário Leia o texto para responder à questão. A intimidade artificial virou o mal do século Esther Perel, psicóloga belga, desenvolveu o fascinante tema da “intimidade artificial”. Seu argumento é que estamos vivendo nossas vidas em permanente estado de atenção parcial. Quando nos relacionamos com nossos amigos, amantes ou familiares nunca estamos 100% presentes. Nossa atenção está sempre dividida entre as pessoas e o nosso celular, mídias sociais, alertas de mensagem e assim por diante. Nesse contexto não é possível intimidade real. As mídias sociais e nosso celular funcionam como anestesia seletiva para as relações humanas. Queremos as partes boas do convívio, que são do nosso interesse, mas evitamos ao máximo atritos, conversas desconfortáveis, tédio etc. Sempre que algo desconfortável começa a se materializar, partimos para o mundo confortável e controlado do celular, que nos distrai do que é verdadeiramente humano. Uma pesquisa realizada nos EUA em 2019 apontou que 22% dos jovens têm hoje zero amigo. 25% dizem não ter nenhum conhecido. Muitos têm um número de seguidores gigantesco em redes sociais, mas amigos mesmo, nenhum. Em gerações anteriores o número dos sem-amigos girava em torno de 9%. Não é por acaso que ansiedade e depressão são um dos assuntos que mais circulam em mídias sociais hoje entre adolescentes e também crianças. Na era da intimidade artificial, não são só as amizades que estão em risco, mas também as relações amorosas e familiares. Apertem os cintos para a sociedade da solidão, com consequências nefastas para todos os campos da vida humana. (Ronaldo Lemos. Folha de S. Paulo, 19.03.2023. Adaptado). 70 Com base no texto, é correto afirmar que a “intimidade artificial” a) é uma ideia desenvolvida por uma psicóloga, a qual analisa a distância entre os membros de uma família, principalmente aqueles de diferentes gerações, causada pelas redes sociais. b) deve ser evitada a todo custo, pois cria imagens supérfluas que são divulgadas nas redes sociais, atingindo a autoestima de crianças e adolescentes de todo o mundo. c) é consequência do fato de que dividimos a atenção entre as pessoas que estão ao nosso redor e o que acontece virtualmente na nossa rede de contatos e na internet em geral. d) é consequência do medo que a maioria dos jovens tem atualmente de criar atrito nas relações e, com isso, ser “cancelada” nas redes sociais e ter sua reputação abalada. 88ª/ Banca: Vunesp / Órgão: Prefeitura de Piracicaba - SP / Cargo: Escriturário Leia o poema para responder à questão. naquela época ainda não era possível ligar e desligar pessoas e você era obrigado a conversar pessoalmente brigar pessoalmente amar pessoalmente mentir pessoalmente e demitir pessoas pessoalmente a vida era muito mais difícil e bela (André Dahmer. Impressão sua: poemas. São Paulo: Cia das Letras, 2021). No poema, o vocábulo que expressa circunstância de modo é: a) ainda. b) pessoalmente. c) muito. d) mais. 89ª/ Banca: Vunesp / Órgão: Prefeitura de Palmas - TO / Cargo: Guarda Metropolitano 71 A rota dos falsários O primeiro derrame de dinheiro falso no Brasil, em grande escala, teve como ponto central de distribuição o Rio Grande do Sul. Isso aconteceu em meados do século XIX. No dia 10 de agosto de 1843, o Ministro da Fazenda Joaquim Francisco Viana determinou, em ofício reservado, ao presidente do Rio Grande do Sul, Barão de Caxias, que estabelecesse séria vigilância sobre as cargas e os passageiros dos navios procedentes de Portugal. Segundo informações seguras, lá estavam fabricando dinheiro falso brasileiro em volumes assustadores. E esse dinheiro estava sendo trazido para o Brasil pelos navios que atracavam no porto de Rio Grande, evitando assim os rigores da alfândega do Rio de Janeiro. Diante da delicada situação, as autoridades rio-grandenses trataram de montar um rigoroso esquema de vigilância. Apesar dos esforços e da dedicação dos agentes fiscais, nada se descobria nas cargas nem nos passageiros. Por ordem oficial, os volumes eram abertos a bordo dos navios, antes mesmo de serem descarregados. E os passageiros, por sua vez, eram também revistados a bordo, minuciosamente. Enquanto isso, o dinheiro falso continuava chegando ao Rio Grande do Sul e daí se espalhando para o resto do Brasil. Até então os fiscais concentravam as revistas somente nas cargas sólidas, mas quando resolveram revistar também as cargas líquidas tiveram uma tremenda surpresa. O dinheiro falso estava chegando ao porto de Rio Grande dentro de barris de vinho, acondicionado em latas vedadas com resina e bem fixadas no fundo dos barris, para evitar que fossem percebidas quando os barris eram sacudidos. Apesar de ter sido descoberta a trapaça, os nomes dos trapaceiros foram mantidos em sigilo, possivelmente para preservar a imagem de alguns figurões da época. Aliás, um procedimento ainda em voga nos dias de hoje. (Eloy Terra, 550 anos: crônicas pitorescas da história do Brasil. Adaptado). Na última frase do texto, a palavra “procedimento” se refere a) ao método empregado pelos trapaceiros para o transporte de dinheiro falso. b) à ocultação da identidade de pessoas importantes envolvidas em infrações. c) à revelação do método empregado pelas autoridades para desmascarar os trapaceiros. d) à ação ágil da polícia rio-grandense para revelar os figurões que falsificavam dinheiro. 90ª/ Banca: Vunesp / Órgão: TJ-SP / Cargo: Escrevente Técnico Judiciário Leia o texto para responder à questão. 72 Infeliz Aniversário A Branca de Nevede Disney fez 80 anos, com direito a chamada na primeira página de um jornalão e farta matéria crítica lá dentro. Curiosamente, as críticas não eram à versão Disney cujo aniversário se comemorava, mas à personagem em si, cuja data natalícia não se comemora porque pode estar no começo do século XVII, quando escrita pelo italiano Gianbattista Basile, ou nas versões orais que se perdem na névoa do tempo. É um velho vício este de querer atualizar, podar, limpar, meter em moldes ideológicos as antigas narrativas que nos foram entregues pela tradição. A justificativa é sempre a mesma, proteger as inocentes criancinhas de verdades que poderiam traumatizá-las. A verdade é sempre outra, impingir às criancinhas as diretrizes sociais em voga no momento. E no momento, a crítica mais frequente aos contos de fadas é a abundância de princesas suspirosas à espera do príncipe. Mas a que “contos de fadas” se refere? Nos 212 contos recolhidos pelos irmãos Grimm, há muito mais do que princesas suspirosas. Nos dois volumes de “The virago book on fairy tales”, em que a inglesa Angela Carter registrou contos do mundo inteiro, não se ouvem suspiros. Nem suspiram princesas entre as mulheres que correm com os lobos, de Pinkola Estés. As princesas belas e indefesas que agora estão sendo criticadas foram uma cuidadosa e progressiva escolha social. Escolha de educadores, pais, autores de antologias, editores. Escolha doméstica, feita cada noite à beira da cama. Garimpo determinado selecionando, entre tantas narrativas, aquelas mais convenientes para firmar no imaginário infantil o modelo feminino que a sociedade queria impor. Não por acaso Disney escolheu Branca de Neve para seu primeiro longa-metragem de animação. O custo era altíssimo, não poderia haver erro. E, para garantir açúcar e êxito, acrescentou o beijo. Os contos maravilhosos, ou contos de fadas, atravessaram séculos, superaram inúmeras modificações sociais, venceram incontáveis ataques. Venceram justamente pela densidade do seu conteúdo, pela riqueza simbólica com que retratam nossas vidas, nossas humanas inquietações. Querer, mais uma vez, sujeitá-los aos conceitos de ensino mais rasteiros, às interpretações mais primárias, é pura manipulação, descrença no poder do imaginário. (https://www.marinacolasanti.com/. Adaptado). Identifica-se termo empregado em sentido figurado em: a) ... as críticas não eram à versão Disney cujo aniversário se comemorava... b) ... impingir às criancinhas as diretrizes sociais em voga no momento. 73 c) O custo era altíssimo, não poderia haver erro. d) Escolha de educadores, pais, autores de antologias, editores. e) E, para garantir açúcar e êxito, acrescentou o beijo. 91ª/ Banca: Vunesp / Órgão: TJ-SP / Cargo: Escrevente Técnico Judiciário Leia o texto para responder à questão. Infeliz Aniversário A Branca de Neve de Disney fez 80 anos, com direito a chamada na primeira página de um jornalão e farta matéria crítica lá dentro. Curiosamente, as críticas não eram à versão Disney cujo aniversário se comemorava, mas à personagem em si, cuja data natalícia não se comemora porque pode estar no começo do século XVII, quando escrita pelo italiano Gianbattista Basile, ou nas versões orais que se perdem na névoa do tempo. É um velho vício este de querer atualizar, podar, limpar, meter em moldes ideológicos as antigas narrativas que nos foram entregues pela tradição. A justificativa é sempre a mesma, proteger as inocentes criancinhas de verdades que poderiam traumatizá-las. A verdade é sempre outra, impingir às criancinhas as diretrizes sociais em voga no momento. E no momento, a crítica mais frequente aos contos de fadas é a abundância de princesas suspirosas à espera do príncipe. Mas a que “contos de fadas” se refere? Nos 212 contos recolhidos pelos irmãos Grimm, há muito mais do que princesas suspirosas. Nos dois volumes de “The virago book on fairy tales”, em que a inglesa Angela Carter registrou contos do mundo inteiro, não se ouvem suspiros. Nem suspiram princesas entre as mulheres que correm com os lobos, de Pinkola Estés. As princesas belas e indefesas que agora estão sendo criticadas foram uma cuidadosa e progressiva escolha social. Escolha de educadores, pais, autores de antologias, editores. Escolha doméstica, feita cada noite à beira da cama. Garimpo determinado selecionando, entre tantas narrativas, aquelas mais convenientes para firmar no imaginário infantil o modelo feminino que a sociedade queria impor. Não por acaso Disney escolheu Branca de Neve para seu primeiro longa-metragem de animação. O custo era altíssimo, não poderia haver erro. E, para garantir açúcar e êxito, acrescentou o beijo. Os contos maravilhosos, ou contos de fadas, atravessaram séculos, superaram inúmeras modificações sociais, venceram incontáveis ataques. Venceram justamente pela densidade do seu conteúdo, pela riqueza simbólica com que retratam nossas vidas, nossas humanas inquietações. Querer, mais uma vez, sujeitá-los aos conceitos 74 de ensino mais rasteiros, às interpretações mais primárias, é pura manipulação, descrença no poder do imaginário. (https://www.marinacolasanti.com/. Adaptado). De acordo com a autora, o perfil das princesas que atualmente é alvo de críticas construiu-se, ao longo dos tempos, a) à revelia da cultura dominante. b) de forma intencional e deliberada. c) sem preocupação com a ordem social. d) com oposição à sociedade patriarcal. e) sob tensões quase incontornáveis. 92ª/ Banca: Vunesp / Órgão: TJ-SP / Cargo: Escrevente Técnico Judiciário Leia o texto para responder à questão. Leolinda Daltro (1859-1935) – A educadora é considerada uma das primeiras sufragistas e precursora do feminismo no Brasil. Fundou o Partido Republicano Feminino, três jornais para as mulheres e foi uma das criadoras da Linha de Tiro Feminino Orsina da Fonseca, onde elas treinavam com armas de fogo. No fim do século 19, viajou pelo Brasil divulgando ideias como a educação laica e os direitos indígenas. (https://www.uol.com.br/universa/reportagens-especiais. Adaptado) Sabendo-se que Leolinda Daltro foi precursora do feminismo no Brasil, ao se afirmar que ela foi uma das “primeiras sufragistas”, entende-se que a educadora defendia a) a liberdade de vestimenta das mulheres. b) a equiparação de salários entre homens e mulheres. c) a participação das mulheres em cargos públicos. d) a inserção da mulher no mercado de trabalho. e) o direito do voto das mulheres. 93ª/ Banca: Vunesp / Órgão: Prefeitura de Jaguariúna - SP / Cargo: Auditor Fiscal Tributário Custo do desemprego de longo prazo 75 A redução contínua da taxa de desemprego e a recuperação persistente da renda real média obtida pelas pessoas ocupadas são os indicadores mais marcantes da melhora notável do mercado de trabalho nos últimos meses. A persistência de altos índices de trabalho informal, de subutilização da força de trabalho e de pessoas desalentadas, de outro lado, aponta para uma perda de qualidade nessa recuperação. À margem dessas duas tendências mais notórias da evolução recente do mercado de trabalho, há outro dado mais preocupante. Um número muito grande de brasileiros busca uma ocupação há muito tempo, mas não a encontra. Mantém- -se muito alta a taxa de desemprego de longo prazo. É uma espécie de doença estrutural do mercado de trabalho que o País não tem conseguido combater. Nota técnica da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, elaborada em agosto do ano passado, mostra que os desempregados de longo prazo representavam 1,2% da força de trabalho em 2014 e atingiram 3,2% em 2019. O grupo é formado predominantemente por mulheres, jovens e com ensino médio completo. Além de ser fonte de um problema humanitário sintetizado no fato de uma pessoaem idade de trabalhar e apta para ter uma ocupação não ter a possibilidade de auferir renda para si e para sua família, o desemprego de longo prazo tem consequências econômicas de peso. Quanto mais tempo uma pessoa fica desempregada, maior será a perda de capital humano, pois habilidades e capacidade para aprendizado de tarefas novas podem ser perdidas e menores serão as chances de sua recolocação no mercado. (https://opiniao.estadao.com.br. Adaptado) De acordo com a nota técnica da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, conclui-se corretamente que houve a) uma redução do desemprego de mulheres, jovens e com ensino médio completo. b) um aumento do desemprego de longo prazo que não afetou os homens. c) uma qualificação melhor das pessoas que, por isso, saíram do desemprego. d) um aumento do contingente de desempregados de longo prazo no país. e) uma redução do desemprego com ação incisiva das autoridades governamentais. 94ª/ Banca: Vunesp / Órgão: Prefeitura de Jaguariúna - SP / Cargo: Auditor Fiscal Tributário Custo do desemprego de longo prazo A redução contínua da taxa de desemprego e a recuperação persistente da renda real média obtida pelas pessoas ocupadas são os indicadores mais marcantes da 76 melhora notável do mercado de trabalho nos últimos meses. A persistência de altos índices de trabalho informal, de subutilização da força de trabalho e de pessoas desalentadas, de outro lado, aponta para uma perda de qualidade nessa recuperação. À margem dessas duas tendências mais notórias da evolução recente do mercado de trabalho, há outro dado mais preocupante. Um número muito grande de brasileiros busca uma ocupação há muito tempo, mas não a encontra. Mantém- -se muito alta a taxa de desemprego de longo prazo. É uma espécie de doença estrutural do mercado de trabalho que o País não tem conseguido combater. Nota técnica da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, elaborada em agosto do ano passado, mostra que os desempregados de longo prazo representavam 1,2% da força de trabalho em 2014 e atingiram 3,2% em 2019. O grupo é formado predominantemente por mulheres, jovens e com ensino médio completo. Além de ser fonte de um problema humanitário sintetizado no fato de uma pessoa em idade de trabalhar e apta para ter uma ocupação não ter a possibilidade de auferir renda para si e para sua família, o desemprego de longo prazo tem consequências econômicas de peso. Quanto mais tempo uma pessoa fica desempregada, maior será a perda de capital humano, pois habilidades e capacidade para aprendizado de tarefas novas podem ser perdidas e menores serão as chances de sua recolocação no mercado. (https://opiniao.estadao.com.br. Adaptado) Em relação às pessoas que procuram emprego e não encontram, o editorial enfatiza em sua análise que elas a) recuperam rápido a capacidade para aprender tarefas novas. b) possuem condições de recolocação imediata no mercado. c) vivenciam a tenacidade do desemprego de longo prazo. d) conseguem ganhos melhores em atividades informais. e) fazem parte agora das tendências de evolução do mercado. 95ª/ Banca: INSTITUTO AOCP / Órgão: POLÍCIA CIENTÍFICA-PR / Cargo: Auxiliar de Perícia QUANDO OS MORTOS FALAM: A HISTÓRIA DA AUTÓPSIA A indagação da causa da morte sempre esteve presente em nossos pensamentos, seja você médico ou não. A palavra autópsia significa "ver por si próprio" e vem do grego clássico αυτοψία, sendo composta por αυτος (autós, "si mesmo") e όψις (ópsis, "visão"). Outro termo grego equivalente e de uso mais recente é νεκροψία (necropsia), composta de νεκρός (nekrós, "morto") e όψις (ópsis, "visão"), isto é, a dissecação do cadáver para determinar, por meio da observação, a causa de morte ou a natureza da doença. 77 As origens da autópsia (ou necrópsia) se confundem com a da própria medicina. Seus primeiros registros na antiguidade são, das dissecações com Herófilo e Erasístrato, no século II a. C. Considerado uma das principais figuras da medicina, o grego Galeno de Pérgamo (129 - 201) já recorria a esse recurso, realizando dissecações em animais como porcos, macacos, cavalos e cães, apontando as semelhanças anatômicas entre os órgãos que cumpriam a mesma função em espécies diferentes. No Século IX, o estudo do corpo humano após a morte voltou a crescer, principalmente graças à escola de medicina de Salermo, na Itália, e à obra de Constantino, que traduziu do árabe para o latim numerosos textos médicos gregos. Logo depois. Guglielmo de Saliceto, Rolando de Parma e outros médicos medievais enfatizaram a afirmação de Galeno, segundo a qual o conhecimento anatômico era importante para o exercício da cirurgia. Passando pelo período do Renascimento, a anatomia humana teve uma grande contribuição com artistas que buscavam nesta ciência as bases para retratarem de maneira mais precisa a figura humana. O mais famoso deles, Leonardo da Vinci, dissecou mais de trinta corpos de homens e mulheres de todas as idades. Dentre seus diversos trabalhos, ele ainda é reconhecido por seus esboços e obras baseados na arte da dissecação. Então chegamos ao momento em que a Patologia passa a despontas como especialidade em si, separada do restante da medicina. A principal figura dessa guinada é Antonio Benivieni (1443 - 1502), médico florentino que foi o primeiro a colher sistematicamente dados de autópsias realizadas em seus pacientes. Em seguida, em 1543, o médico Andreas Vesalius lançaria o primeiro livro de anatomia humana: " De Humani Corporis Fabrica". Resultado de seus trabalhos como professor da Universidade de Pádua, onde realizou dissecações de cadáveres, a obra instituiu categoricamente o método correto de dissecação anatômica. Entre todos os nomes, porém, um dos que mais se destaca é o de Rudolf Ludwig Karl Virchow (1804 - 1878). Considerado a maior figura na história da patologia, ele foi um dos primeiros a utilizar o microscópio, um dos principais avanços da óptica em seu tempo, para analisar tecidos. Durante todo esse processo histórico, sistematizações e padronizações foram constantes e necessárias para tornar possível a evolução dos procedimentos da autópsia. De um princípio baseado na dissecação de órgãos, essa ciência passou para um método avançado de estudo que investiga a causa da morte de um paciente, permitindo desenvolver o conhecimento geral sobre a doença que o acometeu. Adaptado de: https://www.sbp.org.br/quando-os-mortos-falam-a-historia-da - autopsia/. Acesso em: 15 mar.2023. A partir da leitura do texto, é correto afirmar que a) o termo " necropsia" é mais antigo que o termo "autópsia". 78 b) os artistas renascentistas estudavam a anatomia humana com o propósito de realizar cirurgias de modo mais eficaz. c) desde o surgimento até o momento atual, a autópsia manteve o mesmo objetivo: investigar a causa da morte das pessoas. d) o primeiro livro de anatomia humana foi lançado pelo médico Andreas Vesalius no século XVI. e) Rudof Ludwig Karl Virchow é considerado o maior nome na história da Patologia porque institui categoricamente o método correto de dissecação anatômica. 96ª/ Banca: INSTITUTO AOCP / Órgão: POLÍCIA CIENTÍFICA-PR / Cargo: Auxiliar de Perícia QUANDO OS MORTOS FALAM: A HISTÓRIA DA AUTÓPSIA A indagação da causa da morte sempre esteve presente em nossos pensamentos, seja você médico ou não. A palavra autópsia significa "ver por si próprio" e vem do grego clássico αυτοψία, sendo composta por αυτος (autós, "si mesmo") e όψις (ópsis, "visão"). Outro termo grego equivalente e de uso mais recente é νεκροψία (necropsia), composta de νεκρός (nekrós, "morto") e όψις (ópsis, "visão"), isto é, a dissecação do cadáver para determinar, por meio da observação, a causa de morte ou a natureza da doença. As origens daautópsia (ou necrópsia) se confundem com a da própria medicina. Seus primeiros registros na antiguidade são, das dissecações com Herófilo e Erasístrato, no século II a. C. Considerado uma das principais figuras da medicina, o grego Galeno de Pérgamo (129 - 201) já recorria a esse recurso, realizando dissecações em animais como porcos, macacos, cavalos e cães, apontando as semelhanças anatômicas entre os órgãos que cumpriam a mesma função em espécies diferentes. No Século IX, o estudo do corpo humano após a morte voltou a crescer, principalmente graças à escola de medicina de Salermo, na Itália, e à obra de Constantino, que traduziu do árabe para o latim numerosos textos médicos gregos. Logo depois. Guglielmo de Saliceto, Rolando de Parma e outros médicos medievais enfatizaram a afirmação de Galeno, segundo a qual o conhecimento anatômico era importante para o exercício da cirurgia. Passando pelo período do Renascimento, a anatomia humana teve uma grande contribuição com artistas que buscavam nesta ciência as bases para retratarem de maneira mais precisa a figura humana. O mais famoso deles, Leonardo da Vinci, dissecou mais de trinta corpos de homens e mulheres de todas as idades. Dentre seus diversos trabalhos, ele ainda é reconhecido por seus esboços e obras baseados na arte da dissecação. 79 Então chegamos ao momento em que a Patologia passa a despontas como especialidade em si, separada do restante da medicina. A principal figura dessa guinada é Antonio Benivieni (1443 - 1502), médico florentino que foi o primeiro a colher sistematicamente dados de autópsias realizadas em seus pacientes. Em seguida, em 1543, o médico Andreas Vesalius lançaria o primeiro livro de anatomia humana: " De Humani Corporis Fabrica". Resultado de seus trabalhos como professor da Universidade de Pádua, onde realizou dissecações de cadáveres, a obra instituiu categoricamente o método correto de dissecação anatômica. Entre todos os nomes, porém, um dos que mais se destaca é o de Rudolf Ludwig Karl Virchow (1804 - 1878). Considerado a maior figura na história da patologia, ele foi um dos primeiros a utilizar o microscópio, um dos principais avanços da óptica em seu tempo, para analisar tecidos. Durante todo esse processo histórico, sistematizações e padronizações foram constantes e necessárias para tornar possível a evolução dos procedimentos da autópsia. De um princípio baseado na dissecação de órgãos, essa ciência passou para um método avançado de estudo que investiga a causa da morte de um paciente, permitindo desenvolver o conhecimento geral sobre a doença que o acometeu. Adaptado de: https://www.sbp.org.br/quando-os-mortos-falam-a-historia-da - autopsia/. Acesso em: 15 mar.2023. De acordo com o texto, em relação às origens da autópsia, assinale a alternativa correta. a) Ela surgiu depois da instituição da medicina como ciência. b) Trata-se de uma prática que surgiu durante o Período Moderno, na Grécia, e depois se espalhou pelo mundo. c) Os primeiros registros da autópsia datam do ano de 200, a partir dos trabalhos do médico Galeno de Pérgamo. d) As dissecações realizados por Galeno de Pérgamo tinham como objetivo descobrir a causa da morte de animais. e) Galeno de Pérgamo dissecava animais como uma forma de ampliar o conhecimento anatômico sobre as espécies. 97ª/ Banca: CONSULPAM / Órgão: Prefeitura de Jacareí - SP / Cargo: Assistente Social Um empecilho na neurociência era a falta de uma visão clara de como as células cerebrais de animais se comportam durante muito tempo. Agora, pesquisadores de Harvard desenvolveram um jeito de acompanhar o que um neurônio faz durante um ano. 80 Em seu estudo realizado com camundongos, os cientistas contam terem desenvolvido um implante eletrônico capaz de coletar informações detalhadas sobre a atividade de uma única célula pelo período de um ano – sem atrapalhar as funções que ela desempenhava. Um neurônio é uma célula muito pequena – medindo de 10 a 100 micrômetros –, que é a milionésima parte de um milímetro. Além disso, o seu pico de atividade elétrica é muito curto, durando apenas cerca de dois milissegundos. Pesquisadores desse campo estão sempre à procura de melhores ferramentas para estudar as células do cérebro. Algumas técnicas, por exemplo, permitem detectar a atividade de células específicas para experimentos rápidos em pequenas regiões cerebrais – tanto em tecido recentemente removido ou por meio de sondas. Contudo, por serem limitadas, essas condições não representam a realidade com a fidelidade necessária. Restritas a períodos curtos, elas não são capazes de fornecer informações detalhadas o suficiente para entender como a atividade muda com a idade e outras experiências de vida. Conforme os pesquisadores, grande parte da dificuldade em fazer medições do tipo era consequência da incompatibilidade entre as propriedades mecânicas do tecido cerebral vivo e dos dispositivos eletrônicos de gravação. “O cérebro é muito macio, como a textura de tofu ou pudim. Em contraste, os eletrônicos são rígidos. Qualquer pequeno movimento do cérebro pode fazer com que os sensores convencionais se desloquem e se movam no tecido cerebral vivo”, conta Jia Liu, líder do estudo. “Essa incompatibilidade na estrutura pode fazer com que células ao redor do local de implantação se degradem.” Então, como forma de contornar o problema, a equipe de Liu desenvolveu um dispositivo implantável e o introduziu com segurança no cérebro da forma menos invasiva possível. A implantação dos sensores nos camundongos cobaias resultou em distúrbios mínimos no tecido cerebral. Escolhendo quais neurônios específicos seriam vigiados, estava tudo certo para o início dos registros da atividade elétrica dessas células, acompanhadas ao longo da vida adulta dos roedores. “Mesmo depois de um ano, não vimos nenhuma degradação dos neurônios que estávamos estudando”, relata Liu. Como constatou Liu, “não há outra tecnologia que possa rastrear o potencial de ação individual de uma dessas células em animais vivos ao longo desse tempo.” Pensando em futuros experimentos, Liu planeja desenvolver ainda mais a técnica para que a atividade cerebral possa ser transmitida em tempo real do cérebro para análise em uma rede artificial; além de explorar diferentes usos dos sensores nanoeletrônicos. 81 “Talvez um dia esteja frio e cinzento lá fora, e você se sinta infeliz e de mau humor. Outro dia, está ensolarado e você está na praia e de ótimo humor. Como essas representações mudam no cérebro é algo que não pode ser estudado pela tecnologia atual porque não conseguimos rastrear de forma estável a atividade do mesmo neurônio”, diz ele. “Esta pesquisa supera completamente essa limitação. É o começo de uma nova era da neurociência.” CAPARROZ, Leo. Cientistas gravam a atividade de um neurônio ao longo de um ano. Disponível em: . Último acesso em 23 fev. 2023. (adaptado) Assinale a alternativa que apresenta o principal objetivo comunicativo do texto. a) Instruir o leitor sobre como se pesquisa cientificamente. b) Informar o leitor sobre o estado da arte da pesquisa na área de neurociência. c) Influenciar o leitor na tomada de decisão sobre o método de abordagem em neurociência. d) Persuadir o leitor a estudar mais profundamente a neurociência. 98ª/ Banca: CONSULPAM / Órgão: Prefeitura de Jacareí - SP / Cargo: Fiscal de Tributos TENSÃO ENTRE CHINA E EUA: POR QUE A DESTRUIÇÃO DO BALÃO CHINÊS AGRAVA AINDA MAIS A CRISE DIPLOMÁTICA ENTRE OS PAÍSES? Governo chinês argumenta que balão tinha fins meteorológicos e teve a rota desviada por ventos. No entanto, americanos rebatem versão e afirmam que instrumento era usado para vigilância. Um balão misterioso da China apareceu no céu dos EUA e acabou derrubado no mar pelos americanos. EUA alegaram tratar-se de um objeto de espionagem;China afirmou que o balão era um instrumento meteorológico. Especialistas ouvidos pelo G1 divergem sobre a possibilidade de o balão ter sido usado para espionagem, mas concordam que o caso eleva a crise entre as duas maiores potências mundiais. Para Elias Khalil Jabbour, da UERJ, os EUA usaram o balão para fazer uma provocação, numa jogada de Biden. Tanguy Baghdadi, criador do podcast Petit Journal, acredita que o balão pode ter sido usado pela China para saber, por exemplo, qual o tempo de reação dos EUA e quem comanda o abatimento. De um lado, os Estados Unidos alegam que o balão misterioso que apareceu nos céus do estado americano de Montana na última quinta-feira (2) tratava-se de um objeto chinês de espionagem. De outro, a China informa que o balão nada mais era que um instrumento meteorológico que desviou da sua rota e viajou até o território americano. O vai e vem de declarações e acusações é mais um ponto de estresse de uma relação muito desgastada entre as duas maiores potências do mundo. E a derrubada 82 do balão no mar no último sábado (4) pelos Estados Unidos, na costa dos estados da Carolina do Norte e do Sul, gerou insatisfação da China. E para entender mais este capítulo de crise diplomática entre os Estados Unidos e a China, o G1 conversou com Elias Khalil Jabbour, professor da faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e com Tanguy Baghdadi, criador do podcast Petit Journal. “Esse balão, na minha opinião, é tudo menos um balão espião. Eu, particularmente, acho que é uma provocação aberta dos Estados Unidos e, evidentemente, que isso vai mexer com as relações com a China. Até porque a China não precisa colocar um balão nos Estados Unidos para saber o que está acontecendo lá dentro”, defende Elias Khalil Jabbour. Para ele, os americanos nada mais querem que dialogar com o seu público interno e reforçar, ainda mais, a ideia “de que existe uma ameaça à hegemonia americana”. Jabbour, além de achar uma piada a possibilidade de o balão ser um objeto de espionagem, acredita que a acusação faça parte de uma jogada do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. “Hoje, a China é cercada por 80 bases militares americanas”, comenta Jabbour. Com isso, diz o professor, “existe uma força desproporcional empregada pelos Estados Unidos nesse processo que passa essa imagem de que a China é uma ameaça ao mundo”. Por outro lado, Tanguy Baghdadi discorda: “Meu palpite é que, sim, tenha algum elemento de coleta de informações”. Na opinião dele, ao lançar um balão, a China consegue obter uma série de informações, como, por exemplo: Quanto tempo os Estados Unidos vão demorar para abater aquele balão? Quem comanda o abatimento deste instrumento? Quanto tempo demora? É ágil a ação americana? De acordo com o texto, os Estados Unidos: a) Dizem estar espionando a China. b) Acusam a China de comprometer o tempo atmosférico do seu país. c) Dizem estar sendo vítima de espionagem por parte da China. d) Acusam a China de destruir seus satélites naturais. 99ª/ Banca: CONSULPAM / Órgão: Prefeitura de Jacareí - SP / Cargo: Fiscal de Tributos TENSÃO ENTRE CHINA E EUA: POR QUE A DESTRUIÇÃO DO BALÃO CHINÊS AGRAVA AINDA MAIS A CRISE DIPLOMÁTICA ENTRE OS PAÍSES? Governo chinês argumenta que balão tinha fins meteorológicos e teve a rota desviada por ventos. No entanto, americanos rebatem versão e afirmam que instrumento era usado para vigilância. 83 Um balão misterioso da China apareceu no céu dos EUA e acabou derrubado no mar pelos americanos. EUA alegaram tratar-se de um objeto de espionagem; China afirmou que o balão era um instrumento meteorológico. Especialistas ouvidos pelo G1 divergem sobre a possibilidade de o balão ter sido usado para espionagem, mas concordam que o caso eleva a crise entre as duas maiores potências mundiais. Para Elias Khalil Jabbour, da UERJ, os EUA usaram o balão para fazer uma provocação, numa jogada de Biden. Tanguy Baghdadi, criador do podcast Petit Journal, acredita que o balão pode ter sido usado pela China para saber, por exemplo, qual o tempo de reação dos EUA e quem comanda o abatimento. De um lado, os Estados Unidos alegam que o balão misterioso que apareceu nos céus do estado americano de Montana na última quinta-feira (2) tratava-se de um objeto chinês de espionagem. De outro, a China informa que o balão nada mais era que um instrumento meteorológico que desviou da sua rota e viajou até o território americano. O vai e vem de declarações e acusações é mais um ponto de estresse de uma relação muito desgastada entre as duas maiores potências do mundo. E a derrubada do balão no mar no último sábado (4) pelos Estados Unidos, na costa dos estados da Carolina do Norte e do Sul, gerou insatisfação da China. E para entender mais este capítulo de crise diplomática entre os Estados Unidos e a China, o G1 conversou com Elias Khalil Jabbour, professor da faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e com Tanguy Baghdadi, criador do podcast Petit Journal. “Esse balão, na minha opinião, é tudo menos um balão espião. Eu, particularmente, acho que é uma provocação aberta dos Estados Unidos e, evidentemente, que isso vai mexer com as relações com a China. Até porque a China não precisa colocar um balão nos Estados Unidos para saber o que está acontecendo lá dentro”, defende Elias Khalil Jabbour. Para ele, os americanos nada mais querem que dialogar com o seu público interno e reforçar, ainda mais, a ideia “de que existe uma ameaça à hegemonia americana”. Jabbour, além de achar uma piada a possibilidade de o balão ser um objeto de espionagem, acredita que a acusação faça parte de uma jogada do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. “Hoje, a China é cercada por 80 bases militares americanas”, comenta Jabbour. Com isso, diz o professor, “existe uma força desproporcional empregada pelos Estados Unidos nesse processo que passa essa imagem de que a China é uma ameaça ao mundo”. Por outro lado, Tanguy Baghdadi discorda: “Meu palpite é que, sim, tenha algum elemento de coleta de informações”. Na opinião dele, ao lançar um balão, a China consegue obter uma série de informações, como, por exemplo: Quanto tempo os Estados Unidos vão demorar para abater aquele balão? Quem comanda o abatimento deste instrumento? Quanto tempo demora? É ágil a ação americana? De acordo com o texto, a China: a) Diz não estar espionando os Estados Unidos. b) Acusa os Estados Unidos de estarem espionando-a. 84 c) Diz que os Estados Unidos pretendem começar uma nova guerra. d) Acusa os Estados Unidos da América de destruir seus satélites naturais. 100ª/ Banca: CONSULPAM / Órgão: Prefeitura de Jacareí - SP / Cargo: Fiscal de Tributos TENSÃO ENTRE CHINA E EUA: POR QUE A DESTRUIÇÃO DO BALÃO CHINÊS AGRAVA AINDA MAIS A CRISE DIPLOMÁTICA ENTRE OS PAÍSES? Governo chinês argumenta que balão tinha fins meteorológicos e teve a rota desviada por ventos. No entanto, americanos rebatem versão e afirmam que instrumento era usado para vigilância. Um balão misterioso da China apareceu no céu dos EUA e acabou derrubado no mar pelos americanos. EUA alegaram tratar-se de um objeto de espionagem; China afirmou que o balão era um instrumento meteorológico. Especialistas ouvidos pelo G1 divergem sobre a possibilidade de o balão ter sido usado para espionagem, mas concordam que o caso eleva a crise entre as duas maiores potências mundiais. Para Elias Khalil Jabbour, da UERJ, os EUA usaram o balão para fazer uma provocação, numa jogada de Biden. Tanguy Baghdadi, criador do podcast Petit Journal, acredita que o balão pode ter sido usado pela Chinapara saber, por exemplo, qual o tempo de reação dos EUA e quem comanda o abatimento. De um lado, os Estados Unidos alegam que o balão misterioso que apareceu nos céus do estado americano de Montana na última quinta-feira (2) tratava-se de um objeto chinês de espionagem. De outro, a China informa que o balão nada mais era que um instrumento meteorológico que desviou da sua rota e viajou até o território americano. O vai e vem de declarações e acusações é mais um ponto de estresse de uma relação muito desgastada entre as duas maiores potências do mundo. E a derrubada do balão no mar no último sábado (4) pelos Estados Unidos, na costa dos estados da Carolina do Norte e do Sul, gerou insatisfação da China. E para entender mais este capítulo de crise diplomática entre os Estados Unidos e a China, o G1 conversou com Elias Khalil Jabbour, professor da faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e com Tanguy Baghdadi, criador do podcast Petit Journal. “Esse balão, na minha opinião, é tudo menos um balão espião. Eu, particularmente, acho que é uma provocação aberta dos Estados Unidos e, evidentemente, que isso vai mexer com as relações com a China. Até porque a China não precisa colocar um balão nos Estados Unidos para saber o que está acontecendo lá dentro”, defende Elias Khalil Jabbour. Para ele, os americanos nada mais querem que dialogar com o seu público interno e reforçar, ainda mais, a ideia “de que existe uma ameaça à hegemonia americana”. Jabbour, além de achar uma piada a possibilidade de o balão ser um objeto de espionagem, acredita que a acusação faça parte de uma jogada do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. 85 “Hoje, a China é cercada por 80 bases militares americanas”, comenta Jabbour. Com isso, diz o professor, “existe uma força desproporcional empregada pelos Estados Unidos nesse processo que passa essa imagem de que a China é uma ameaça ao mundo”. Por outro lado, Tanguy Baghdadi discorda: “Meu palpite é que, sim, tenha algum elemento de coleta de informações”. Na opinião dele, ao lançar um balão, a China consegue obter uma série de informações, como, por exemplo: Quanto tempo os Estados Unidos vão demorar para abater aquele balão? Quem comanda o abatimento deste instrumento? Quanto tempo demora? É ágil a ação americana? Considerando as informações presentes na superfície do texto, é CORRETO afirmar que: a) Antes de os Estados Unidos descobrirem e destruírem o balão da China, não havia nenhum tipo de crise entre esses dois países. b) Antes de os Estados Unidos descobrirem e destruírem o balão da China, já havia algum tipo de crise entre esses dois países. c) Os Estados Unidos e a China nunca tiveram nenhum tipo de crise. d) As relações diplomáticas entre os Estados Unidos e a China sempre foram boas, o que mudou a situação foi a descoberta de espionagem americana. 86 2 - Classe e emprego de palavras 101ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SERPRO / Cargo: Analista - Especialização: Ciência de Dados Texto CB1A1-I Não estamos opondo máquinas a ecologia, como se as máquinas fossem aquelas coisas que só servem para violentar a Mãe Natureza e violar a harmonia entre o ser humano e a natureza ― uma imagem atribuída à tecnologia desde o fim do século XVIII. Também não estamos seguindo a hipótese de Gaia de que a Terra é um único superorganismo ou uma coletividade de organismos. Em vez disso, gostaria de propor uma reflexão sobre a ecologia das máquinas. Para dar início a essa ecologia das máquinas, precisamos primeiro voltar ao conceito de ecologia. Seu fundamento está na diversidade, já que é apenas com biodiversidade (ou multiespécies que incluam todas as formas de organismos, até mesmo bactérias) que os sistemas ecológicos podem ser conceitualizados. A fim de discutir uma ecologia de máquinas, precisaremos de uma noção diferente e em paralelo com a de biodiversidade ― uma noção a que chamamos tecnodiversidade. A biodiversidade é o correlato da tecnodiversidade, uma vez que sem esta só testemunharemos o desaparecimento de espécies diante de uma racionalidade homogênea. Tomemos como exemplo os pesticidas, que são feitos para matar certa espécie de insetos independentemente de sua localização geográfica, precisamente porque são baseados em análises químicas e biológicas. Sabemos, no entanto, que o uso de um mesmo pesticida pode levar a diversas consequências desastrosas em biomas diferentes. Antes da invenção dessas substâncias, empregavam-se diferentes técnicas para combater os insetos que ameaçavam as colheitas dos produtos agrícolas ― recursos naturais encontrados na região, por exemplo. Ou seja, havia uma tecnodiversidade antes do emprego de pesticidas como solução universal. Os pesticidas aparentam ser mais eficientes a curto prazo, mas hoje é fato bastante consolidado que estávamos o tempo todo olhando para os nossos pés quando pensávamos em um futuro longínquo. Podemos dizer que a tecnodiversidade é, em essência, uma questão de localidade. Localidade não significa necessariamente etnocentrismo ou nacionalismo, mas é aquilo que nos força a repensar o processo de modernização e de globalização e que nos permite refletir sobre a possibilidade de reposicionar as tecnologias modernas. Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item a seguir. No trecho “gostaria de propor uma reflexão sobre a ecologia das máquinas” (terceiro período), a forma verbal “gostaria” expressa uma incerteza. ( ) Certo ( ) Errado 102ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ANM / Cargo: Técnico em Segurança de Barragens 87 Texto CB1A1-I Desde que o almirante Pedro Álvares Cabral oficialmente descobriu a Terra de Santa Cruz, em abril de 1500, o primeiro português a estabelecer uma marca na história mineral do Brasil foi Martim Afonso de Souza. Depois de fundar a pequena vila de São Vicente, no litoral de São Paulo, a primeira base estabelecida na América portuguesa, no ano de 1531, ele tentou descobrir ouro, prata e pedras preciosas antes de sua partida para Lisboa. Esse plano visava confirmar notícias trazidas por quatro homens de sua comitiva sobre a existência de minas abundantes em ouro e prata na região do Rio Paraguai. Sob essa orientação, três expedições foram realizadas, todas em 1531: nas montanhas ao longo da costa do Rio de Janeiro, ao sul do estado de São Paulo e no Rio da Prata, mais ao sul. No entanto, as primeiras iniciativas para descoberta de metais e pedras preciosas em terras brasileiras falharam, devido às dificuldades daquela época. Apesar disso, o desejo de descobrir riquezas minerais se manteve entre os habitantes da nova colônia, estimulados pela corte portuguesa, que oferecia promessas de honra e reconhecimento para aqueles que encontrassem tais riquezas. Durante todo o século XVI, os portugueses usaram recursos financeiros, trabalho, soldados, artesãos de todos os tipos (cortadores, mineiros, construtores e até mesmo engenheiros estrangeiros) nos trabalhos de pesquisa das expedições, sob a supervisão dos governadores. Mas, infelizmente, o que foi encontrado não estava à altura do que foi despendido. Mesmo os mais positivos resultados tiveram pouco significado econômico, tanto em termos de quantidade quanto de teor dos metais. Os depósitos eram, além de pobres, localizados em lugares remotos. Concluindo, quase candidamente, que as descobertas naquele século eram desapontadoras, o governador-geral Diogo de Meneses Sequeira escreveu uma carta ao rei, afirmando que “sua Alteza precisa acreditar que as atuais minas do Brasil são compostas por açúcar e pau-brasil, muito lucrativos e com os quais o Tesouro e sua Alteza não precisam gastar um simples centavo”. A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticosdo texto CB1A1-I, julgue o item que se segue. No trecho “construtores e até mesmo engenheiros estrangeiros” (terceiro parágrafo), a expressão “até mesmo” está empregada com o mesmo sentido do advérbio sobretudo. ( ) Certo ( ) Errado 103ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ANM / Cargo: Técnico em Segurança de Barragens Texto CB1A1-I 88 Desde que o almirante Pedro Álvares Cabral oficialmente descobriu a Terra de Santa Cruz, em abril de 1500, o primeiro português a estabelecer uma marca na história mineral do Brasil foi Martim Afonso de Souza. Depois de fundar a pequena vila de São Vicente, no litoral de São Paulo, a primeira base estabelecida na América portuguesa, no ano de 1531, ele tentou descobrir ouro, prata e pedras preciosas antes de sua partida para Lisboa. Esse plano visava confirmar notícias trazidas por quatro homens de sua comitiva sobre a existência de minas abundantes em ouro e prata na região do Rio Paraguai. Sob essa orientação, três expedições foram realizadas, todas em 1531: nas montanhas ao longo da costa do Rio de Janeiro, ao sul do estado de São Paulo e no Rio da Prata, mais ao sul. No entanto, as primeiras iniciativas para descoberta de metais e pedras preciosas em terras brasileiras falharam, devido às dificuldades daquela época. Apesar disso, o desejo de descobrir riquezas minerais se manteve entre os habitantes da nova colônia, estimulados pela corte portuguesa, que oferecia promessas de honra e reconhecimento para aqueles que encontrassem tais riquezas. Durante todo o século XVI, os portugueses usaram recursos financeiros, trabalho, soldados, artesãos de todos os tipos (cortadores, mineiros, construtores e até mesmo engenheiros estrangeiros) nos trabalhos de pesquisa das expedições, sob a supervisão dos governadores. Mas, infelizmente, o que foi encontrado não estava à altura do que foi despendido. Mesmo os mais positivos resultados tiveram pouco significado econômico, tanto em termos de quantidade quanto de teor dos metais. Os depósitos eram, além de pobres, localizados em lugares remotos. Concluindo, quase candidamente, que as descobertas naquele século eram desapontadoras, o governador-geral Diogo de Meneses Sequeira escreveu uma carta ao rei, afirmando que “sua Alteza precisa acreditar que as atuais minas do Brasil são compostas por açúcar e pau-brasil, muito lucrativos e com os quais o Tesouro e sua Alteza não precisam gastar um simples centavo”. A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item que se segue. No trecho “oferecia promessas de honra e reconhecimento para aqueles que encontrassem tais riquezas” (segundo parágrafo), o termo “aqueles” poderia ser substituído por quem, sem prejuízo da correção gramatical do texto. ( ) Certo ( ) Errado 104ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: PRF / Cargo: Policial Rodoviário Federal Texto 1A18-I Nos Estados Unidos da América, no século XIX, a passagem da polícia do sistema de justiça para o de governo da cidade significou também a passagem da noção de caça aos criminosos para a prevenção dos crimes, em um deslocamento do ato para o ator. Como na Europa, a ênfase na prevenção teria representado nova atitude diante do controle social, com o desenvolvimento pela polícia de uma habilidade específica, a de 89 explicar e prevenir o comportamento criminoso. Isso acabou redundando no foco nas “classes perigosas”, ou seja, em setores específicos da sociedade vistos como produtores de comportamento criminoso. Nesse processo, desenvolveram-se os vários campos de saber vinculados aos sistemas de justiça criminal, polícia e prisão, voltados para a identificação, para a explicação e para a prevenção do comportamento criminoso, agora visto como “desviante”, como a medicina legal, a psiquiatria e, especialmente, a criminologia. Na Europa ocidental, as novas instituições estatais de vigilância deveriam controlar o exercício da força em sociedades em que os níveis de violência física nas relações interpessoais e do Estado com a sociedade estavam em declínio. De acordo com a difundida teoria do processo civilizador, de Norbert Elias, no Ocidente moderno, a agressividade, assim como outras emoções e prazeres, foi domada, “refinada” e “civilizada”. O autor estabelece um contraste entre a violência “franca e desinibida” do período medieval, que não excluía ninguém da vida social e era socialmente permitida e até certo ponto necessária, e o autocontrole e a moderação das emoções que acabaram por se impor na modernidade. A conversão do controle que se exercia por terceiros no autocontrole é relacionada à organização e à estabilização de Estados modernos, nos quais a monopolização da força física em órgãos centrais permitiu a criação de espaços pacificados. Em tais espaços, os indivíduos passaram a ser submetidos a regras e leis mais rigorosas, mas ficaram mais protegidos da irrupção da violência na sua vida, na medida em que as ameaças físicas tornaram-se despersonalizadas e monopolizadas por especialistas. Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto 1A18-I, julgue o item que se segue. Mantém-se a correção gramatical do trecho “o autocontrole e a moderação das emoções que acabaram por se impor na modernidade”, do texto, caso a forma verbal “impor” seja flexionada no plural imporem. ( ) Certo ( ) Errado 105ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: PRF / Cargo: Policial Rodoviário Federal Texto 1A18-I Nos Estados Unidos da América, no século XIX, a passagem da polícia do sistema de justiça para o de governo da cidade significou também a passagem da noção de caça aos criminosos para a prevenção dos crimes, em um deslocamento do ato para o ator. Como na Europa, a ênfase na prevenção teria representado nova atitude diante do controle social, com o desenvolvimento pela polícia de uma habilidade específica, a de explicar e prevenir o comportamento criminoso. Isso acabou redundando no foco nas “classes perigosas”, ou seja, em setores específicos da sociedade vistos como produtores de comportamento criminoso. Nesse processo, desenvolveram-se os vários campos de saber vinculados aos sistemas de justiça criminal, polícia e prisão, voltados para a identificação, para a explicação e para a prevenção do comportamento 90 criminoso, agora visto como “desviante”, como a medicina legal, a psiquiatria e, especialmente, a criminologia. Na Europa ocidental, as novas instituições estatais de vigilância deveriam controlar o exercício da força em sociedades em que os níveis de violência física nas relações interpessoais e do Estado com a sociedade estavam em declínio. De acordo com a difundida teoria do processo civilizador, de Norbert Elias, no Ocidente moderno, a agressividade, assim como outras emoções e prazeres, foi domada, “refinada” e “civilizada”. O autor estabelece um contraste entre a violência “franca e desinibida” do período medieval, que não excluía ninguém da vida social e era socialmente permitida e até certo ponto necessária, e o autocontrole e a moderação das emoções que acabaram por se impor na modernidade. A conversão do controle que se exercia por terceiros no autocontrole é relacionada à organização e à estabilização de Estados modernos, nos quais a monopolização da força física em órgãos centrais permitiu a criação de espaços pacificados. Em tais espaços, os indivíduos passaram a ser submetidos a regras e leis mais rigorosas, mas ficaram mais protegidos da irrupção da violência na sua vida, na medida em que as ameaças físicas tornaram-se despersonalizadas e monopolizadas por especialistas. Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto 1A18-I, julgue o item que se segue. O pronome “Isso”, que introduz o terceiro período do primeiro parágrafo do texto, poderia ser corretamente substituído por O que. ( ) Certo ( ) Errado 106ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TCE-RJ / Cargo: Analista de Controle Externo- Especialidade: Ciências Contábeis 91 Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue. Sem prejuízo da correção gramatical do texto, o termo “criou-se” (l.24) poderia ser substituído pela locução foi criado. ( ) Certo ( ) Errado 107ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TCE-RJ / Cargo: Analista de Controle Externo - Especialidade: Ciências Contábeis Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. 92 Em “ligar-se” (l.7), “magoá-la” (l.7) e “arrancar-lhe” (l.8), as formas verbais estão no modo infinitivo. ( ) Certo ( ) Errado 108ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Ministério da Economia / Cargo: Técnico de Complexidade Intelectual A cidadania na cidade inteligente é matéria complexa. Recente evento corporativo para o setor público promovido por uma multinacional de tecnologia definiu o cidadão como um consumidor de serviços. Um dos responsáveis por esse argumento é o economista Albert O. Hirschman. Em 1970, Hirschman publicou estudos relacionando a fidelidade de pessoas a empresas e a governos com a capacidade de escuta dessas organizações. De acordo com Hirschman, não atentar às necessidades de seu público fará com que ele procure alternativas: a competição no caso de firmas e a oposição no caso de governos. Segundo o autor, escutar seu público e levar em conta suas considerações garantiria a qualidade no serviço prestado, o que, por sua vez, criaria lealdade para com a organização ofertante. Por trás desse estudo, está a ideia de que um governo e uma firma possam, em certa medida, funcionar da mesma maneira. Ainda que isso seja em parte possível, tal fato não torna o cidadão um consumidor, muito pelo contrário. Vejamos. Se um bem público fosse um bem de consumo, ele poderia ter seu acesso controlado pelo preço, regulado por oferta e demanda. Bens públicos são públicos justamente porque são bens não rivais e não possuem paralelo de possibilidade de oferta, ou são essenciais e seu provisionamento em quantidade, qualidade e tempo hábil desafia a lógica empresarial e de mercado. Em saneamento, por exemplo, limitar sua oferta implica incremento de doenças e aumento de custos com saúde pública. E a alternativa, não gastar com isso, é a morte. Portanto, não se trata de condições normais de mercado, mas de investimento social, de sua obrigatoriedade. Isso posto, é natural perguntar se não seria necessário garantir o direito de cidadania antes do de consumo. É importante ter em mente que o cidadão não é — e jamais será — um consumidor, mas, sim, um beneficiário. Bem público não é bem de consumo, mas direito político pleno de acesso e usufruto. Entretanto, isso não significa que não se deva procurar eficiência e rentabilidade na economia do setor público. Tampouco implica abandonar pleitos por qualidade. Mas resulta em perceber que a qualidade está subscrita ao direito de acesso e usufruto, e não à possibilidade de seu consumo. Julgue o item subsequente, relativo às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior. Em “Tampouco implica abandonar pleitos por qualidade” (último parágrafo), o advérbio “tampouco” poderia ser substituído pela expressão “tão pouco” sem prejuízo da correção gramatical e do sentido original do texto. 93 ( ) Certo ( ) Errado 109ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Ministério da Economia / Cargo: Tecnologia da Informação Quando eu era criança (e isso aconteceu em outro tempo e em outro espaço), não era incomum ouvir a pergunta “Quão longe é daqui até lá?” respondida por um “Mais ou menos uma hora, ou um pouco menos se você caminhar rápido”. Num tempo ainda anterior à minha infância, suponho que a resposta mais comum teria sido “Se você sair agora, estará lá por volta do meio-dia” ou “Melhor sair agora, se você quiser chegar antes que escureça”. Hoje em dia, pode-se ouvir ocasionalmente essas respostas. Mas serão normalmente precedidas por uma solicitação para ser mais específico: “Você vai de carro ou a pé?”. “Longe” e “tarde”, assim como “perto” e “cedo”, significavam quase a mesma coisa: exatamente quanto esforço seria necessário para que um ser humano percorresse uma certa distância — fosse caminhando, semeando ou arando. Se as pessoas fossem instadas a explicar o que entendiam por “espaço” e “tempo”, poderiam ter dito que “espaço” é o que se pode percorrer em certo tempo, e que “tempo” é o que se precisa para percorrê-lo. Se não fossem muito pressionados, porém, não entrariam no jogo da definição. E por que deveriam? A maioria das coisas que fazem parte da vida cotidiana são compreendidas razoavelmente até que se precise defini-las; e, a menos que solicitados, não precisaríamos defini-las. O modo como compreendíamos essas coisas que hoje tendemos a chamar de “espaço” e “tempo” era não apenas satisfatório, mas tão preciso quanto necessário, pois era o wetware — os humanos, os bois e os cavalos — que fazia o esforço e punha os limites. Um par de pernas humanas pode ser diferente de outros, mas a substituição de um par por outro não faria uma diferença suficientemente grande para requerer outras medidas além da capacidade dos músculos humanos. A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item seguinte. No trecho “pois era o wetware — os humanos, os bois e os cavalos — que fazia o esforço e punha os limites”, no segundo parágrafo do texto, o verbo fazia está flexionado no singular porque concorda com o termo “wetware”. ( ) Certo ( ) Errado 110ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Ministério da Economia / Cargo: Tecnologia da Informação Texto CG1A1-I Algumas das primeiras incursões pelos mundos paralelos ocorreram na década de 50 do século passado, graças ao trabalho de pesquisadores interessados em certos 94 aspectos da mecânica quântica — teoria desenvolvida para explicar os fenômenos que ocorrem no reino microscópico dos átomos e das partículas subatômicas. A mecânica quântica quebrou o molde da mecânica clássica, que a antecedeu, ao firmar o conceito de que as previsões científicas são necessariamente probabilísticas. Podemos prever a probabilidade de alcançar determinado resultado ou outro, mas em geral não podemos prever qual deles acontecerá. Essa quebra de rumo com relação a centenas de anos de pensamento científico já é suficientemente chocante, mas há outro aspecto da teoria quântica que nos confunde ainda mais, embora desperte menos atenção. Depois de anos de criterioso estudo da mecânica quântica, e depois da acumulação de uma pletora de dados que confirmam suas previsões probabilísticas, ninguém até hoje soube explicar por que razão apenas uma das muitas resoluções possíveis de qualquer situação que se estude torna-se real. Quando fazemos experimentos, quando examinamos o mundo, todos estamos de acordo com o fato de que deparamos com uma realidade única e definida. Contudo, mais de um século depois do início da revolução quântica, não há consenso entre os físicos quanto à razão e à forma de compatibilizar esse fato básico com a expressão matemática da teoria. Com relação aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue o item a seguir. No trecho “por que razão”, no quinto período, o vocábulo “que” poderia ser substituído por qual, sem prejuízo da correção gramatical do texto. ( ) Certo ( ) Errado 111ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: MPE-CE / Cargo: Analista Ministerial – Administração 95 Acerca das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir. A substituição da forma verbal “seja” (l.3) por é manteria a coerência e a correção gramatical do texto. ( ) Certo ( ) Errado 112ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SEFAZ-AL / Cargo: Auditor de Finanças e Controle de Arrecadação da Fazenda Estadual96 No que concerne às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item a seguir. A substituição da expressão “das quais” (l.19) por que preservaria tanto o sentido quanto a correção gramatical do período. ( ) Certo ( ) Errado 113ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SEFAZ-DF / Cargo: Auditor Fiscal 97 Considerando os aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue o item a seguir. Sem prejuízo da correção gramatical e do sentido original do texto, a forma verbal “restam” (l.26) poderia ser substituída por mantém-se. ( ) Certo ( ) Errado 114ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SUFRAMA / Cargo: Conhecimentos Básicos - Todos os Cargos Em relação ao texto acima, julgue o item que se segue. 98 O adjetivo “histórico” (l.1) foi empregado para expressar a ideia de que o índice de empregos foi excelente, extraordinário, memorável, digno de pertencer à história. ( ) Certo ( ) Errado 115ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Prefeitura de Barra dos Coqueiros - SE / Cargo: Professor de Educação Básica – Português No texto 25A1-I, as palavras “isto” (l.5), “mas” (l.9), “alpercatas” (l.13), “muito” (l.16), “corra” (l.18) e “mimosa” (l.19) pertencem, respectivamente, às classes de palavras a) pronome, preposição, substantivo, adjetivo, verbo e adjetivo. b) preposição, conjunção, advérbio, adjetivo, verbo e substantivo. c) conjunção, preposição, substantivo, advérbio de intensidade, verbo e adjetivo. d) pronome, conjunção, substantivo, advérbio, verbo e adjetivo. e) preposição, conjunção, advérbio de modo, adjetivo, verbo e substantivo. 99 3 - Emprego do acento indicativo de crase 116ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ANM / Cargo: Técnico em Segurança de Barragens Texto CB1A1-I Desde que o almirante Pedro Álvares Cabral oficialmente descobriu a Terra de Santa Cruz, em abril de 1500, o primeiro português a estabelecer uma marca na história mineral do Brasil foi Martim Afonso de Souza. Depois de fundar a pequena vila de São Vicente, no litoral de São Paulo, a primeira base estabelecida na América portuguesa, no ano de 1531, ele tentou descobrir ouro, prata e pedras preciosas antes de sua partida para Lisboa. Esse plano visava confirmar notícias trazidas por quatro homens de sua comitiva sobre a existência de minas abundantes em ouro e prata na região do Rio Paraguai. Sob essa orientação, três expedições foram realizadas, todas em 1531: nas montanhas ao longo da costa do Rio de Janeiro, ao sul do estado de São Paulo e no Rio da Prata, mais ao sul. No entanto, as primeiras iniciativas para descoberta de metais e pedras preciosas em terras brasileiras falharam, devido às dificuldades daquela época. Apesar disso, o desejo de descobrir riquezas minerais se manteve entre os habitantes da nova colônia, estimulados pela corte portuguesa, que oferecia promessas de honra e reconhecimento para aqueles que encontrassem tais riquezas. Durante todo o século XVI, os portugueses usaram recursos financeiros, trabalho, soldados, artesãos de todos os tipos (cortadores, mineiros, construtores e até mesmo engenheiros estrangeiros) nos trabalhos de pesquisa das expedições, sob a supervisão dos governadores. Mas, infelizmente, o que foi encontrado não estava à altura do que foi despendido. Mesmo os mais positivos resultados tiveram pouco significado econômico, tanto em termos de quantidade quanto de teor dos metais. Os depósitos eram, além de pobres, localizados em lugares remotos. Concluindo, quase candidamente, que as descobertas naquele século eram desapontadoras, o governador-geral Diogo de Meneses Sequeira escreveu uma carta ao rei, afirmando que “sua Alteza precisa acreditar que as atuais minas do Brasil são compostas por açúcar e pau-brasil, muito lucrativos e com os quais o Tesouro e sua Alteza não precisam gastar um simples centavo”. A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item que se segue. No trecho “devido às dificuldades” (segundo parágrafo), a supressão do acento indicativo de crase em “às” manteria a correção gramatical do texto. ( ) Certo ( ) Errado 117ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: BNB / Cargo: Analista de Sistema 100 Julgue o item seguinte, relativo ao sentido e a aspectos linguísticos do texto precedente. Na linha 4, o acento indicativo de crase em “à meia-noite” poderia ser suprimido, sem comprometimento da correção gramatical do texto, uma vez que é facultativo o uso de artigo definido feminino antes de termos que indicam horário, como “meia-noite”. ( ) Certo ( ) Errado 118ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TJ-CE / Cargo: Técnico Judiciário Voto facultativo, voto em branco e voto nulo são recursos frequentemente mencionados por muitos brasileiros revoltados coma corrupção na política. Esses apelos voltam a aparecer na véspera de mais um processo eleitoral, especialmente em manifestações feitas pelas redes sociais. (...)Mas é a crença na política, e não a descrença, que pode consertar o que está errado. Zero Hora, 3/3/2014 Considerando que os fragmentos incluídos nas opções abaixo constituem trechos de texto adaptado da Zero Hora de 3/3/2014, assinale a opção em que o fragmento está gramaticalmente correto em relação ao emprego dos sinais indicativos de crase. a) A descrença na política pode ter o viés positivo de aumentar à massa crítica da população, de levar à indignação para as ruas e de criar uma cultura de acompanhamento e controle da representação. 101 b) Em vez de revolta contra o voto obrigatório, é melhor transformá-lo em voto meritório, de forma que contemple candidatos sobre os quais não paire dúvida em relação à honestidade e à vontade de efetivamente trabalhar pelo país. c) Quanto antes esta seleção começar, mais acertos teremos. Evidentemente, sempre haverá enganos e traições, mas à mesma democracia que possibilita tais desvios oferece igualmente remédios para corrigi-los d) Já não se pode mais contar nos dedos de uma mão os políticos que perderam mandatos, cargos e até à liberdade por terem traído a confiança da população. e) Cidadãos bem informados e partícipes têm poder para fiscalizar e depurar à política, colocando nos postos de comando da administração pessoas íntegras e comprometidas com o país. 119ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: UERN / Cargo: Agente Técnico Administrativo No texto acima, cabe o emprego correto do acento grave no trecho a) "a atuação" (l.2). b) “as perspectivas” (l.2-3). c) "a questão" (l.5). d) "as decisões" (l.8). e) "a necessária" (l.9). 120ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: MTE / Cargo: Contador 102 No que se refere aos aspectos linguísticos e às ideias do texto acima, julgue os próximos itens. O emprego do sinal indicativo de crase em “às lojas” (l.15) é facultativo, de modo que sua supressão não prejudicaria a correção gramatical do período ( ) Certo ( ) Errado 121ª/ Banca: INSTITUTO AOCP / Órgão: FUNPRESP-JUD / Cargo: Analista em Gestão de Pessoas Em “A primeira coisa que me veio à cabeça *...+”, o acento grave deveria ser suprimido em caso de substituição do termo “cabeça” por “mente”. ( ) Certo ( ) Errado 122ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CFT / Cargo: Assistente Administrativo I 103 Com relação aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto, julgue o item. Seria gramaticalmente incorreto empregar o sinal indicativo de crase em “a vapor” (linha 24). ( ) Certo ( ) Errado 123ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRP - MA - 22ª Região / Cargo: Assistente Administrativo Com relação aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto, julgue o item. Os sentidos e a correção gramatical do texto seriam prejudicados se o trecho “item por item” (linha 14) fosse reescrito da seguinte forma: item à item. ( ) Certo ( ) Errado 124ª/ Banca: FGV/ Órgão: FUNSAÚDE - CE / Cargo: Assistente Administrativo “A cura está ligada ao tempo e às vezes também às circunstâncias.” Nessa frase há dois casos de emprego correto do acento grave indicativo da crase. Assinale a opção que indica a frase em que esse acento está empregado incorretamente. a) Às vezes faz bem ficar doente. b) Cheguei à conclusão de que a única doença que eu não tinha era inchaço do joelho. c) Nada se compreendeu em relação à doença enquanto não se reconheceu sua semelhança com a guerra e o amor. d) Não contesto que a medicina seja útil à alguns homens, mas digo que ela é funesta ao gênero humano. 104 e) A melhor resposta às calúnias é o silêncio. 125ª/ Banca: FGV / Órgão: TJ-AL / Cargo: Técnico Judiciário “No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição dos usuários e das autoridades”. O acento grave indicativo da crase empregado nesse segmento é devido ao mesmo fator da seguinte frase: a) À noite, todos os gatos são pardos; b) Pagar à vista é coisa rara hoje em dia; c) Entregou o livro à aluna; d) Saiu à procura da namorada; e) Ficava contente à proporção que superava os obstáculos. 126ª/ Banca: FGV / Órgão: Prefeitura de Osasco - SP / Cargo: Agente de Trânsito “Análise nas Despesas, mensalmente analise todas as despesas dando ênfase àquelas com maior oscilação no período". Nesse segmento, a utilização do acento grave no demonstrativo “aquelas" representa: a) um erro de regência, pois não há necessidade do acento; b) um erro de acentuação gráfica, já que não há regra que o justifique; c) uma junção do artigo definido A com a primeira vogal de “aquelas"; d) uma junção da preposição A com a primeira vogal de “aquelas"; e) uma junção do demonstrativo A com a primeira vogal de “aquelas". 127ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRESS-PB / Cargo: Assessor de Comunicação 105 Quanto à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item. “de garantir a cidadania” (linha 32) por para se assegurar à cidadania ( ) Certo ( ) Errado 128ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRMV - AP / Cargo: Agente Administrativo No que concerne aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item. Sem prejuízo para a correção gramatical, o vocábulo “aos” (linha 14) poderia ser substituído pelo elemento à. ( ) Certo ( ) Errado 129ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRBM - 4 / Cargo: Assistente de Gestão 106 Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item. Na pergunta “Como essa transformação vai ocorrendo de forma às vezes abrupta, às vezes gradual?” (linhas 24 e 25), é obrigatório o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “às”, em ambas as suas ocorrências. ( ) Certo ( ) Errado 130ª/ Banca: VUNESP / Órgão: CODEN-SP / Cargo: Almoxarife Leia o texto para responder à questão. “A maior parte da população mundial vive hoje nas cidades: essas aglomerações de pessoas e concreto em que sobram problemas e falta planejamento. A urbanização desordenada traz inúmeros desafios e uma certeza: não há solução para a humanidade que não passe necessariamente pela transformação das cidades.” É o que defende André Trigueiro, jornalista especializado em gestão ambiental e sustentabilidade. Para ele, vivemos um modelo suicida de desenvolvimento e precisamos reinventar o sistema. Ou mudamos ou pereceremos. A preocupação ambiental se reflete no consumo consciente, mas não no consumismo que degrada a vida porque exaure os estoques de matéria-prima, que são finitos no planeta. “Eu procuro economizar água e energia, separo o lixo. Basicamente, tento praticar no dia-a-dia aquilo que eu entendo como certo. Estou longe da perfeição e não me considero um modelo, mas descobri a força daquilo que os educadores chamam de pedagogia do exemplo: ‘não importa o que você fala, importa o que você faz’. É isso que move o mundo.” Ele cita o caso do aposentado José Alcino Alano, da cidade de Tubarão, que descobriu como fabricar coletores solares para esquentar a água do banho a partir de garrafas PET e caixas de leite Tetrapak. Liberou a patente e permitiu que todas as pessoas ou instituições interessadas replicassem o invento gratuitamente, sem interesse pessoal ou financeiro. “É um caso singular de amor ao próximo,” comenta Trigueiro. O poder público também deve adotar medidas educativas e conscientes. Ensinar que jogar lixo na cidade é um serviço caro e custa muito aos cofres públicos. Além disso, tem de difundir um discurso responsável. Não é possível falar em preservação da 107 Amazônia e liberar recursos para a construção de frigoríficos na região – o que estimula a criação de gado, responsável por 80% de toda a destruição já registrada da floresta, como bem avaliou o ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero. Trigueiro não considera a tecnologia inimiga da luta pela preservação do planeta. É o uso que se faz dela que definirá se haverá dano ou benefício. Ela é apenas uma ferramenta e não a solução definitiva para os graves problemas ambientais que enfrentamos e que nos ameaçam como espécie. (filantropia.ong/andretrigueiro.com. Adaptado, acesso em 22.02.2020) Assinale a alternativa que completa, corretamente, o segmento frasal, de acordo com a norma-padrão da crase. José Alcino Alano, da cidade de Tubarão... a) dá exemplo de dignidade à todos os brasileiros. b) mostra-se disposto à colaborar com a natureza. c) permitiu às pessoas replicar o invento. d) guardava uma à uma as garrafas PET. e) registrou à patente e liberou o uso depois. 131ª/ Banca: VUNESP / Órgão: CODEN-SP / Cargo: Contador O sinal indicativo de crase está corretamente empregado na alternativa: a) Graças à uma manobra muito arriscada, 155 pessoas foram salvas. b) Sully preferiu confiar em sua vivência à seguir o manual de instruções. c) A investigação do caso levou à várias suposições, entre elas, se Sully havia sido irresponsável. d) Clint Eastwood não se manteve insensível à enorme ousadia de Sullenberger. e) A princípio, a desconfiança na sua habilidade como piloto foi desfavorável à Sullenberger. 132ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRP -MS / Cargo: Auxiliar Administrativo de Secretaria 108 No que se refere à estruturação linguístico-gramatical do texto, julgue o item. Mantém a correção gramatical, ainda que possa haver alteração dos sentidos originais do texto, a supressão da forma plural de “às” (linha 4) — à —, haja vista a obrigatoriedade do emprego do acento grave indicativo de crase no elemento antecedente a termos femininos definidos. ( ) Certo ( ) Errado 133ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRB-1 / Cargo: Bibliotecário Com relação à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item. “atender às demandas” (linhas 18 e 19) por responder à pedidos ( ) Certo ( ) Errado 109 134ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CREMERS / Cargo: Assistente Básico Em “A terapia de RNAm não chegará tão cedo à farmácia”, o uso do sinal indicativo de crase está a) correto, mas é facultativo. b) correto e é obrigatório. c) incorreto e deveria ser excluído. d) incorreto, embora seja facultativo. e) incorreto, mas desfaz uma ambiguidade 135ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos - SP / Cargo: Guarda Municipal Assinale a alternativa em que a reescrita da frase “... ela confere liberdade às pessoas.” atende à norma-padrão da língua portuguesa quanto ao uso do acento indicativo da crase. a) ... ela confere liberdade à diferentes tipos de pessoas. b) ... ela confere liberdade à uma infinidade de pessoas. c) ... ela confere liberdade à maior parte das pessoas. d) ... ela confere liberdade à toda sorte depessoas. e) ... ela confere liberdade à algumas pessoas. 136ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Prefeitura de Morro Agudo - SP / Cargo: Agente do Setor de Água e Esgoto Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que respeita a norma-padrão da língua portuguesa para completar o enunciado: “Percepções inadequadas de enfermidades silenciosas podem trazer danos à... a) quem necessita de tratamento preventivo”. b) qualidade de vida de uma parte significativa da sociedade”. c) tratamentos que procurem diminuir as inflamações”. d) pacientes acometidos por gota”. 110 e) pessoas displicentes com a medicina preventina”. 137ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Prefeitura de Cananéia - SP / Cargo: Professor O Supremo Tribunal Federal decidiu que crianças precisam ter seis anos completos até 31 de março para ingressar no 1º ano do ensino fundamental. A decisão deve pôr fim ______ divergências, inclusive na Justiça, que permitiam matrículas de alunos mais novos nessa etapa. Por 6 votos ______ 5, o Supremo validou normas do CNE (Conselho Nacional de Educação) que já definiam o corte etário de março. O mesmo corte etário se aplica ______ crianças de quatro anos para ingresso na educação infantil. (Folha de S.Paulo, 02.08.2018. Adaptado). Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com: a) a ... à ... as b) à ... a ... às c) a ... a ... às d) à ... à ... as e) a ... à ... às 138ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CREFONO-5° Região / Cargo: Auxiliar Administrativo Acerca da correção gramatical e da coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item. “a sua volta” (linha 12) por à sua volta 111 ( ) Certo ( ) Errado 139ª/ Banca: FCC / Órgão: BANESPA / Cargo: Escriturário Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do trecho abaixo: "Recorreu ___ irmã e ___ ela se apegou como ___ uma tábua de salvação." a) à - à – a b) à - a – à c) a - a – a d) à - à – à e) à - a - a 140ª/ Banca: FSPSS / Órgão: FSPSS / Cargo: Médico Especialista (Infectologista) Assinale a frase em que à ou às está mal empregado. a) Amores à vista. b) Referi-me às sem-razões do amor. c) Desobedeci às limitações sentimentais. d) Submeteram o amor à provações difíceis. 141ª/ Banca: FGV / Órgão: DETRAN-RN / Cargo: Assessor Técnico Assinale a alternativa em que está correto o uso do acento indicativo de crase: a) O autor se comparou à alguém que tem boa memória. b) Ele se referiu às pessoas de boa memória. c) As pessoas aludem à uma causa específica. d) Ele passou a ser entendido à partir de suas reflexões sobre a memória. e) Os livros foram entregues à ele. 142ª/ Banca: AOCP / Órgão: Prefeitura de Novo Hamburgo - RS / Cargo: Contador 112 Assinale a alternativa em que o acento grave indicativo de crase seja mantido ao substituir a palavra em destaque, no trecho: “Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.”. a) Indivíduos. b) Seres. c) Indivíduo. d) Criaturas. e) Sujeitos. 143ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Polícia Civil - SP / Cargo: Escrivão de Polícia A alternativa em que o sinal de crase não procede é: a) À exceção da Bandeirantes, as outras emissoras de televisão detêm a ampla liderança com percentuais fabulosos. b) Está presente a cineasta das cidades brasileiras à quem a porcentagem de 7% surpreendeu. c) Os dados da pesquisa referem-se às cenas, certamente sem paralelo, em qualquer outro lugar no mundo. d) Cresce, às escondidas, o número de cidades recebendo imagens de televisão, ameaçadoras dos valores ético-culturais. 144ª/ Banca: CESGRANRIO / Órgão: IBGE / Cargo: Recenseador Assinale a opção incorreta com relação ao emprego do acento indicativo de crase: a) O pesquisador deu maior atenção à cidade menos privilegiada. b) Este resultado estatístico poderia pertencer à qualquer população carente. c) Mesmo atrasado, o recenseador compareceu à entrevista. d) A verba aprovada destina-se somente àquela cidade sertaneja. e) Veranópolis soube unir a atividade à prosperidade. 145ª/ Banca: INSTITUTO AOCP / Órgão: Prefeitura de Cariacica - ES / Cargo: Contador 113 Assinale a alternativa cujo uso do acento indicativo de crase seja facultativo. a) “(...) ligada à velocidade, à digitalização e, consequentemente, à exposição em redes.”. b) “(...) ligada à velocidade, à digitalização e, consequentemente, à exposição em redes.”. c) “(...) o espírito crítico necessário unido à sua responsabilidade (...)”. d) “(...) damos nosso aval àquela informação.”. 146ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRMV-AM / Cargo: Serviços Gerais No que se refere à correção dos trechos apresentados quanto ao emprego do acento indicativo de crase, julgue o item. A moça passava seus dias à cantar. ( ) Certo ( ) Errado 147ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRMV-AM / Cargo: Serviços Gerais No que se refere à correção dos trechos apresentados quanto ao emprego do acento indicativo de crase, julgue o item. Contamos à ela o que aconteceu. ( ) Certo ( ) Errado 148ª/ Banca: VUNESP / Órgão: TJ-SP / Cargo: Oficial de Justiça Assinale a alternativa onde o sinal indicativo da crase foi usado inadequadamente: a) Prefiro esta bolsa àquela. b) Isto é prejudicial à saúde. c) Escrevia à Machado de Assis. d) Ele referiu-se à Fabiana, não a mim. e) As lágrimas caíam uma à uma de seus olhos. 149ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRE-MT / Cargo: Analista Judiciário 114 O uso do acento grave (indicativo de crase ou não) está incorreto em: a) Primeiro vou à feira, depois é que vou trabalhar. b) Às vezes não podemos fazer o que nos foi ordenado. c) Não devemos fazer referências àqueles casos. d) Sairemos às cinco da manhã. e) Isto não seria útil à ela. 150ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SEDUC-AL / Cargo: Professor-Biologia Texto CG1A1-I A teoria das causas cerebrais dos transtornos mentais passou gradualmente a ironizar tudo o que se relacionava com a forma de vida do sujeito, compreendida como unidade entre linguagem, desejo e trabalho. As narrativas de sofrimento da comunidade ou dos familiares com quem se vive, a própria versão do paciente, o seu “lugar de fala” diante do transtorno, tornaram-se epifenômenos, acidentes que não alteram a rota do que devemos fazer: correção educacional de pensamentos distorcidos e medicação exata. Quarenta anos depois, acordamos em meio a uma crise global de saúde mental, com elevação de índices de suicídio, medicalização massiva receitada por não psiquiatras e insuficiência de recursos para enfrentar o problema. Esse é o custo de desprezar a cultura como instância geradora de mediações de linguagem necessárias para que enfrentemos o sofrimento antes que ele evolua para a formação de sintomas. Esse é o desserviço dos que imaginam que teatro, literatura, cinema e dança são apenas entretenimento acessório — como se a ampliação e a diversidade de nossa experiência cultural não fossem essenciais para desenvolver capacidade de escuta e habilidades protetivas em saúde mental. Como se eles não nos ensinassem como sofrer e, reciprocamente, como tratar o sofrimento no contexto coletivo e individual do cuidado de si. Christian Dunker. A Arte da quarentena para principiantes. São Paulo: Boitempo, 2020, p. 32-33 (com adaptações). Julgue o próximo item, relativos aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-I. Caso fosse inserido o sinal indicativo de crase no vocábulo “a”, no trecho “em meio a uma crise” (primeiro período do segundo parágrafo), a correção gramatical do texto seria prejudicada. 115 ( ) Certo ( ) Errado 151ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: PG-DF / Cargo: Técnico Jurídico É facultativoo emprego do acento indicativo de crase no trecho “em relação à minha moradia”. ( ) Certo ( ) Errado 152ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: PG-DF / Cargo: Técnico Jurídico A correção gramatical do texto seria prejudicada caso se inserisse acento indicativo de crase na expressão “a granel”. ( ) Certo ( ) Errado 153ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: PG-DF / Cargo: Técnico Jurídico No trecho “largue tudo de repente sob os olhares à sua volta”, o uso do acento indicativo de crase é facultativo. ( ) Certo ( ) Errado 154ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SERPRO / Cargo: Analista No trecho “Para dar início a essa ecologia das máquinas”, o acréscimo do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” manteria a correção gramatical. ( ) Certo ( ) Errado 155ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TC-DF / Cargo: Auditor de Controle Externo A correção gramatical do texto seria mantida caso se inserisse o acento indicativo de crase no vocábulo “a” presente no trecho “daqui a alguns anos”, visto que o emprego desse sinal é optativo nesse caso. ( ) Certo ( ) Errado 156ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SEFAZ-DF / Cargo: Auditor Fiscal 116 Dada a regência do verbo tender, é facultativo o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” em “tendem a ser menos efetivas”. ( ) Certo ( ) Errado 157ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TJ-AM / Cargo: Assistente Judiciário A inserção do sinal indicativo de crase em “a quem” (l.3) não comprometeria a correção gramatical. ( ) Certo ( ) Errado 158ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TJ-AM / Cargo: Assistente Judiciário A inserção do sinal indicativo de crase em “a interpretações” ocasionaria erro gramatical. ( ) Certo ( ) Errado 159ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Prefeitura de Boa Vista-RR / Cargo: Procurador Municipal 117 A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue o item subsecutivo. O uso do acento grave em “à mistura racial” (l.13) é facultativo. ( ) Certo ( ) Errado 160ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SLU-DF / Cargo: Analista de Gestão 118 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item seguinte. Sem prejuízo para os sentidos e para a correção gramatical do texto, a forma verbal “alcançam” (l.6) poderia ser substituída por chegam à. ( ) Certo ( ) Errado 161ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Instituto Hospital Base do Distrito Federal / Cargo: Técnico de Enfermagem Acerca dos aspectos linguísticos do texto CG2A1AAA, julgue o próximo item. A correção gramatical do texto seria mantida se fosse inserido o acento indicativo de crase no vocábulo “a” no trecho “destinada a” (l.3). ( ) Certo ( ) Errado 119 162ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: BNB / Cargo: Analista Bancário Julgue o próximo item, relativos aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto 2A1-I. O emprego do sinal indicativo de crase em “à máquina” (l.33) é facultativo; portanto, sua eliminação não prejudicaria a correção gramatical do trecho. ( ) Certo ( ) Errado 163ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Polícia Federal / Cargo: Agente de Polícia Julgue o seguinte item, relativo aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto. A supressão do sinal indicativo de crase em “à sua maneira” (l.2) manteria a correção gramatical do texto. ( ) Certo ( ) Errado 164ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Polícia Federal / Cargo: Agente de Polícia 120 No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item seguinte. O emprego do sinal indicativo de crase em “a uma paleta” (l.20) manteria a correção gramatical do texto, uma vez que, no trecho, o vocábulo “a” antecede palavras no feminino. ( ) Certo ( ) Errado 165ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: STJ / Cargo: Desenvolvimento de Sistemas 121 A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB4A1AAA, julgue o próximo item. A correção gramatical do texto seria mantida caso se empregasse o acento indicativo de crase no vocábulo “a” em “a esse estado de coisas” (l.17). ( ) Certo ( ) Errado 166ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: CGM de João Pessoa - PB / Cargo: Técnico Municipal de Controle Interno No trecho “Diga não às ‘corrupções’ do dia a dia”, seria correto o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” em “dia a dia”. ( ) Certo ( ) Errado 167ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRF - 1ª REGIÃO / Cargo: Técnico Judiciário Seriam preservados o sentido e a correção gramatical do texto caso se empregasse o sinal de crase no trecho “se ateve a questões processuais”. ( ) Certo ( ) Errado 168ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRF - 1ª REGIÃO / Cargo: Técnico Judiciário 122 A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto 7A1BBB, julgue o seguinte item. A supressão do sinal indicativo de crase em “às crianças” (l. 3 e 4) comprometeria a correção gramatical do texto. ( ) Certo ( ) Errado 169ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRF - 1ª REGIÃO / Cargo: Técnico Judiciário 123 Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto 7A1AAA, julgue o item que se segue. O emprego de sinal indicativo de crase em “a demandas legítimas” (l.19) — à demandas legítimas — não prejudicaria a correção gramatical do texto. ( ) Certo ( ) Errado 170ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRF - 1ª REGIÃO / Cargo: Técnico Judiciário No que se refere aos aspectos linguísticos do texto CB1A2AAA, julgue o item seguinte. O emprego do sinal indicativo de crase em “à tutela dos animais” (l. 2 e 3) é facultativo. ( ) Certo ( ) Errado 171ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SEDF / Cargo: Técnico de Gestão Educacional 124 Considerando as ideias e estruturas linguísticas do texto CB2A1AAA, julgue o item a seguir. O emprego do sinal indicativo de crase em “à capacidade dessa ciência” (l. 10 e 11) é facultativo. ( ) Certo ( ) Errado 172ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SEDF / Cargo: Monitor de Gestão Educacional Julgue o próximo item, referente a aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA e à sua tipologia. A correção gramatical do texto seria prejudicada caso se empregasse o sinal grave indicativo de crase no “a” em “fuja a determinações” (l. 22 e 23). ( ) Certo ( ) Errado 173ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: MPOG / Cargo: Contador 125 Na linha 28, a correção gramatical do trecho seria mantida, caso se inserisse acento indicativo de crase no vocábulo “a" que compõe a locução “a cabo". ( ) Certo ( ) Errado 174ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TCU / Cargo: Técnico de Controle Externo Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue o próximo item. O emprego do sinal indicativo de crase no trecho “somadas à compilação de costumes tradicionais” (l.24) é facultativo, razão por que sua supressão não acarretaria prejuízo para o sentido nem para a correção do período. ( ) Certo ( ) Errado 175ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRE-GO / Cargo: Analista Judiciário 126 No trecho “Em meio a esse cenário" (L.23), a inserção de sinal indicativo de crase no “a" acarretaria prejuízo à correção gramatical do texto. ( ) Certo ( ) Errado 176ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Assistente em Administração De acordo com o contexto, estaria também correto o emprego do sinal indicativo de crase em “quanto a” (l.32). ( ) Certo ( ) Errado 177ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: CGE-PI / Cargo: Auditor Governamental 127 No trecho “Chama-lhe à minha vida uma casa” (l.7), é facultativo o emprego do sinal indicativo de crase. ( ) Certo ( ) Errado 178ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: MPU / Cargo: Segurança Institucional Nas linhas 21 e 22, o emprego do sinal indicativo decrase em “às diferentes” justifica- se pela regência de “desrespeito”, que exige complemento antecedido da preposição a, e pela presença de artigo feminino plural antes de “diferentes”. ( ) Certo ( ) Errado 179ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: DEPEN / Cargo: Agente e Técnico Em relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto I, julgue o item que se segue. 128 No trecho “refere-se tão somente à liberdade de ir e vir” (L.6), o emprego do sinal indicativo de crase deve-se ao fato de a locução “tão somente” exigir complemento antecedido pela preposição a. ( ) Certo ( ) Errado 180ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRE-GO / Cargo: Técnico Judiciário Com referência às estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir. O emprego de acento indicativo de crase na expressão “A ele" (l.12) — À ele — prejudicaria a correção gramatical do texto. ( ) Certo ( ) Errado 181ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Instituto Rio Branco / Cargo: Diplomata 129 Com relação às ideias, às estruturas linguísticas e à tipologia do texto anterior, julgue o item que se segue. Na expressão “de paratifo a tuberculose" (l.28), o uso do sinal indicativo de crase no termo “a" não prejudicaria a correção gramatical do texto, pois, nesse caso, tal uso tem caráter facultativo. ( ) Certo ( ) Errado 182ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRE-RS / Cargo: Análise de Sistemas O uso do acento indicativo de crase em “à eleição" (l.25) é exigido pela presença do substantivo “impedimento" (l.24) e pela presença de artigo definido feminino que determina o substantivo “eleição". ( ) Certo ( ) Errado 183ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SECTI / Cargo: Liderança em Gestão Pública 130 Considerando as informações e as estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens a seguir. Em “condições equivalentes à racionalidade das empresas privadas” (l.10 e 11), caso o elemento “racionalidade” fosse flexionado no plural, o acento grave indicativo de crase deveria ser mantido. ( ) Certo ( ) Errado 184ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SEDF / Cargo: Gestão Pública Acerca das estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item. Na linha 15, o uso do sinal indicativo de crase em “à concisão” deve-se à regência do substantivo “contribuição” e à presença do artigo feminino determinando “concisão”. 131 ( ) Certo ( ) Errado 185ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Médico veterinário Julgue os itens que se seguem, relativos às estruturas linguísticas do texto. Na linha 13, o uso do acento indicativo de crase em “à informação” deve-se à regência do substantivo “acesso” e à presença do artigo feminino determinando “informação”. ( ) Certo ( ) Errado 186ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ICMBIO / Cargo: Analista Ambiental 132 A respeito dos aspectos estruturais e interpretativos do texto acima, julgue os seguintes itens. Na linha 13, caso se substituísse o trecho “ao mercado de trabalho formal” por às benesses das leis trabalhistas, a correção gramatical do período seria mantida, visto que o elemento “acesso” rege complemento com a preposição a e “benesses” está especificado pelo artigo as. ( ) Certo ( ) Errado 187ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: CNJ / Cargo: Técnico Judiciário Com base nas ideias e estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens seguintes. 133 Na linha 2, o emprego do acento indicativo de crase em “acessos às páginas” justifica- se pela regência de “acessos”, que exige complemento antecedido pela preposição a, e pela presença de artigo definido feminino plural antes de “páginas”. ( ) Certo ( ) Errado 188ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: AL-ES / Cargo: Taquígrafo Parlamentar Se o autor tivesse estendido sua saudação inicial (L. 1) também às mulheres, deveria ser empregado o acento indicador de crase na forma feminina, assim: Boa tarde a todos e à todas. ( ) Certo ( ) Errado 189ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TCE-SC / Cargo: Auditor Fiscal 134 No trecho “a uma ampla interação” (l. 23 e 24), a inserção do sinal indicativo de crase no “a” manteria a correção gramatical do período, mas prejudicaria o seu sentido original. ( ) Certo ( ) Errado 190ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: DPU / Cargo: Bibliotecário Com referência às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item. No trecho “Anteriormente à primeira Constituição pátria” (l.4), o emprego do acento indicativo de crase é facultativo. ( ) Certo ( ) Errado 191ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: STJ / Cargo: Analista Judiciário 135 A correção gramatical do texto seria prejudicada caso se empregasse o sinal indicativo de crase no vocábulo “a” em “dá suporte a exigências recíprocas” (l.20). ( ) Certo ( ) Errado 192ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Médico veterinário A correção gramatical do texto seria prejudicada caso se inserisse acento indicativo de crase no “a”, em “a homenagear o especialista” (l. 16 e 17). ( ) Certo ( ) Errado 193ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Administrador 136 Com base nas ideias e estruturas linguísticas do texto I, julgue o item subsecutivo. Em “à criança" (L.14), caso o vocábulo “criança" fosse empregado no plural, o acento indicativo de crase deveria ser mantido. ( ) Certo ( ) Errado 194ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Administrador O emprego do acento indicativo de crase em “Candidatou-se à Academia Brasileira de Letras” (l.25) é obrigatório, devido à fusão da preposição que segue a forma verbal com o artigo definido feminino singular que precede o termo “Academia”. ( ) Certo ( ) Errado 195ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Administrador 137 Julgue o item a seguir, relativo à tipologia e aos aspectos linguísticos do texto acima. Estaria também correto o emprego de sinal indicativo de crase em “a cada” (l. 4 e 5). ( ) Certo ( ) Errado 196ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ANTAQ / Cargo: Técnico Administrativo Em relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item. Em “a preços” (L.6), estaria correto o emprego do sinal indicativo de crase. ( ) Certo ( ) Errado 197ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ANATEL / Cargo: Técnico Administrativo 138 No que se refere às ideias e a aspectos linguísticos do texto acima, julgue o próximo item. É facultativo o emprego do sinal indicativo de crase em “A partir do século XVII” (L.2). ( ) Certo ( ) Errado 198ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TJ-SE / Cargo: Técnico Judiciário No trecho “deu início à sua caminhada cósmica" (l.16 e 17), o emprego do acento grave indicativo de crase é obrigatório. ( ) Certo ( ) Errado 199ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: INPI / Cargo: Pesquisador 139 Julgue o seguinte item, acerca de aspectos linguísticos do texto. Haveria prejuízo para a correção gramatical do texto caso se empregasse o sinal indicativo de crase em “a projetos e formas" (l.7). ( ) Certo ( ) Errado 200ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Caixa / Cargo: Engenheiro Elétrico No que se refere aos aspectos linguísticos, à classificação tipológica do texto acima e às ideias nele expressas, julgue os itens a seguir. Seria mantida a correção gramatical do texto, caso fosse empregado o acento indicativo de crase no “a”, em “cunhagem a martelo” (l.6). ( ) Certo ( ) Errado 201ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: CADE / Cargo: Auxiliar Administrativo 140 Julgue os itens a seguir, relativos às estruturas linguísticas e às ideias do texto acima. Sem prejuízo da correção gramatical do texto, poderia ser empregado o acento indicativo de crase no“a”, em “o acesso a qualquer velharia escrita” (l.17). ( ) Certo ( ) Errado 202ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: MPU / Cargo: Analista 141 A respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens que se seguem. Na linha 20, o emprego do sinal indicativo de crase é facultativo em “à labuta” e “às alturas”; por isso, sua omissão não traria prejuízo para correção gramatical do período. ( ) Certo ( ) Errado 203ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: DETRAN-ES / Cargo: Analista de Sistemas Com relação às estruturas linguísticas e à organização das ideias do texto acima, julgue os itens seguintes. Na linha 13, o emprego do sinal indicativo de crase em "à vida" deve-se à presença do substantivo "sentido", cujo complemento deve ser introduzido pela preposição a. 142 ( ) Certo ( ) Errado 204ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRE-ES / Cargo: Técnico em Taquigrafia A mesma norma gramatical que estabelece a ocorrência do sinal indicativo de crase em “eleição dos deputados às cortes de Lisboa" (l.6-7) prescreve o emprego desse sinal em eleição dos deputados à todas as cortes de Lisboa. ( ) Certo ( ) Errado 205ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRE-ES / Cargo: Técnico em Taquigrafia 143 Julgue o item subsecutivo, com relação a aspectos linguísticos do texto. A explicação para o emprego do acento grave em “proporcional à população" (l.14) também se aplica às seguintes ocorrências: favorável à população; graças à população; ofensivo à população. ( ) Certo ( ) Errado 144 4 - Parônimas e Homônimas 206ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TCE-RN / Cargo: Assessor Técnico Considerando as estruturas linguísticas e os sentidos do texto Uma breve história do controle, julgue o próximo item. O adjetivo “preeminente" (L.15) pode ser substituído pelo adjetivo proeminente. ( ) Certo ( ) Errado 207ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Telebras / Cargo: Técnico em Gestão de Telecomunicações É indiferente, do ponto de vista semântico, o emprego da palavra “estratos” ou extratos, uma vez que ambas denotam o mesmo sentido, sendo a segunda palavra variante ortográfica da primeira. ( ) Certo ( ) Errado 208ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: PC-RR / Cargo: Auxiliar de Necropsia 145 Gramaticalmente, são consideradas homógrafas palavras que têm a mesma grafia, mas sentidos diferentes. São exemplo disso as palavras “sessão” (l.2) e cessão. ( ) Certo ( ) Errado 209ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CREMESE / Cargo: Médico Vinícius Mendes. Descoberta das Américas: como a China poderia ter chegado ao continente sete décadas antes de Colombo. Internet: <«www.bbc.com> (com adaptações). Acerca dos aspectos linguísticos do texto, julgue o item. A palavra “discussão” (linha 25) poderia ser substituída por discursão, pois ambas as grafias são corretas e têm o mesmo significado. 146 ( ) Certo ( ) Errado 210ª/ Banca: OBJETIVA / Órgão: Prefeitura de Venâncio Aires - RS / Cargo: Agente de Cadastro Em relação às palavras homônimas, marcar C para as sentenças Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: ( ) A seção na Câmara foi bastante atribulada. ( ) Joana trabalha na cessão de materiais esportivos de uma grande empresa. ( ) Os familiares decidiram fazer a cessão dos bens imóveis a uma instituição beneficente. a) C - C - C. b) C - E - C. c) C - C - E. d) E - E - C. e) E - E - E. 211ª/ Banca: AOCP / Órgão: SEAD-PB / Cargo: Professor de Educação Básica Analise as afirmações a seguir e identifique a sequência que define corretamente as relações semânticas apresentadas em I, II e III, respectivamente. I - ‘Deferir’ e ‘diferir’ são palavras com pronúncia e grafia semelhantes e significados diferentes. II - ‘Seção’, ‘sessão’ e ‘cessão’ são palavras pronunciadas da mesma forma, mas com significados diferentes. III - Colher (verbo) e colher (substantivo) são palavras idênticas na escrita, mas diferentes na pronúncia e no significado. a) Polissemia; Homonímia homófona; Paronímia. b) Homonímia homófona; Paronímia; Polissemia. c) Paronímia; Homonímia homófona; Homonímia homógrafa. d) Homonímia homógrafa; Polissemia; Homonímia homófona. 147 212ª/ Banca: FGV / Órgão: Prefeitura de Salvador - BA / Cargo: Técnico de Enfermagem Assinale a opção que mostra a frase cuja lacuna deve ser preenchida com a primeira das formas entre parênteses. a) “__________ é um homem que jamais bate numa mulher sem primeiro tirar o chapéu”. (cavaleiro/cavalheiro) b) “A indústria do __________ se beneficia do sexo, ou você acha que as pessoas andariam com os jeans apertados desse jeito se não fosse pela conotação sexual?”. (vestiário/vestuário) c) “A diminuição __________ do nível da água dos reservatórios trazia preocupação aos governadores de Estado”. (eminente/iminente) d) “As mudanças no Código Penal incluem possibilidades de __________ penas mais duras aos criminosos”. (infligir/infringir) e) “As novas medidas presidenciais vieram __________ o acerto das votações no Congresso Nacional”. (retificar/ratificar) 213ª/ Banca: FGV / Órgão: DPE-RJ / Cargo: Técnico Médio de Defensoria Pública Há uma série de palavras em língua portuguesa que modificam o seu sentido em função de uma troca vocálica; esse fato só NÃO ocorre em: a) deferir / diferir; b) infarte / infarto; c) emergir / imergir; d) descrição / discrição; e) eminente / iminente. 214ª/ Banca: FGV / Órgão: DPE-RJ / Cargo: Técnico Médio de Defensoria Pública A frase em que está correto o emprego de um dos parônimos mandado/mandato é: a) O mandado de senador dura 8 anos; b) Impetrou mandato de segurança com pedido de liminar; c) Não tinha mandado de busca para entrar na casa; 148 d) Todos desejavam que seu mandado de diretor acabasse; e) O mandato de apreensão não havia sido expedido. 215ª/ Banca: VUNESP / Órgão: TJ-SP / Cargo: Contador Judiciário Assinale a alternativa em que o termo destacado está corretamente empregado, conforme os sentidos do texto. a) De acordo com o Fundo Monetário Internacional, há uma eminente redução do PIB mundial para 2019. b) É possível um conflito comercial, já que os EUA podem retificar uma terceira rodada de tarifas à China. c) Investidores hoje otimistas logo exigirão o comprimento de medidas para que haja resultados concretos. d) A decisão da Comissão Europeia mostra que a Itália infligiu acordos que visam evitar aumento de juros. e) A recuperação econômica do Brasil poderá fluir bem, pois o país tem espaço para uma retomada mais forte. 216ª/ Banca: IDECAN / Órgão: DETRAN-RO / Cargo: Analista em Trânsito Analise as afirmativas. I. O motorista que dirige bêbado não apresenta dificuldade em _______________ as imagens que vê. II. Uma das funções dos policiais rodoviários é a de combater o _______________ de drogas. III. O motorista pego sem habilitação será autuado porque _______________ a lei. Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as afirmativas anteriores a) discriminar / tráfico / infringiu b) descriminar / tráfego / infligiu c) descriminar / tráfico / infringiu d) descriminar / tráfico / infligiu 149 e) discriminar / tráfego / infringiu 217ª/ Banca: FCC / Órgão: TRE-TO / Cargo: Analista Judiciário (...) capaz de fornecer as mais diferentes soluções para questões humanas eminentes. Considerando-se o par de palavras eminentes / iminentes, é correto afirmar que se trata de exemplo de a) antonímia. b) sinonímia. c) paronímia. d) homonímia. e) homofonia. 218ª/ Banca: FGV / Órgão: SEFAZ-MS / Cargo: Analista de Tecnologia da Informação A respeito do vocábulocínico (L.43), assinale a alternativa correta. a) O radical cin- não é o mesmo que aparece em cinologia (estudo dos cães). b) É palavra formada por composição. c) Recebe acento por ser um latinismo. d) É antônimo de impudente. e) É homônimo de sínico. 150 5 - Emprego dos sinais de pontuação 219ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR / Cargo: Operador de Máquinas Quanto à correção gramatical, julgue o item seguinte. A escassez de água potável, assim como a poluição e a contaminação das fontes, ultrapassou todas as fronteiras que separa as diversas regiões do mundo. ( ) Certo ( ) Errado 220ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ANM / Cargo: Técnico em Segurança de Barragens Texto CB1A1-I Desde que o almirante Pedro Álvares Cabral oficialmente descobriu a Terra de Santa Cruz, em abril de 1500, o primeiro português a estabelecer uma marca na história mineral do Brasil foi Martim Afonso de Souza. Depois de fundar a pequena vila de São Vicente, no litoral de São Paulo, a primeira base estabelecida na América portuguesa, no ano de 1531, ele tentou descobrir ouro, prata e pedras preciosas antes de sua partida para Lisboa. Esse plano visava confirmar notícias trazidas por quatro homens de sua comitiva sobre a existência de minas abundantes em ouro e prata na região do Rio Paraguai. Sob essa orientação, três expedições foram realizadas, todas em 1531: nas montanhas ao longo da costa do Rio de Janeiro, ao sul do estado de São Paulo e no Rio da Prata, mais ao sul. No entanto, as primeiras iniciativas para descoberta de metais e pedras preciosas em terras brasileiras falharam, devido às dificuldades daquela época. Apesar disso, o desejo de descobrir riquezas minerais se manteve entre os habitantes da nova colônia, estimulados pela corte portuguesa, que oferecia promessas de honra e reconhecimento para aqueles que encontrassem tais riquezas. Durante todo o século XVI, os portugueses usaram recursos financeiros, trabalho, soldados, artesãos de todos os tipos (cortadores, mineiros, construtores e até mesmo engenheiros estrangeiros) nos trabalhos de pesquisa das expedições, sob a supervisão dos governadores. Mas, infelizmente, o que foi encontrado não estava à altura do que foi despendido. Mesmo os mais positivos resultados tiveram pouco significado econômico, tanto em termos de quantidade quanto de teor dos metais. Os depósitos eram, além de pobres, localizados em lugares remotos. Concluindo, quase candidamente, que as descobertas naquele século eram desapontadoras, o governador-geral Diogo de Meneses Sequeira escreveu uma carta ao rei, afirmando que “sua Alteza precisa acreditar que as atuais minas do Brasil são compostas por açúcar e pau-brasil, muito lucrativos e com os quais o Tesouro e sua Alteza não precisam gastar um simples centavo”. 151 A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item que se segue. No primeiro período do primeiro parágrafo do texto, é facultativo o emprego da vírgula imediatamente após “Terra de Santa Cruz”. ( ) Certo ( ) Errado 221ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: MPE-PI / Cargo: Técnico Ministerial Julgue o item a seguir, relativo aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado. Seria incorreta a eliminação da vírgula empregada logo após a expressão “Desta vez” (l.2), pois seu uso é obrigatório naquele contexto. ( ) Certo ( ) Errado 222ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRF - 1ª REGIÃO / Cargo: Técnico Judiciário 152 A respeito dos aspectos linguísticos do texto 7A3CCC, julgue o item a seguir. Não haveria prejuízo gramatical para o texto se, em seu último parágrafo, os travessões fossem substituídos por vírgulas. ( ) Certo ( ) Errado 223ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: INSS / Cargo: Técnico do Seguro Social Acerca de aspectos linguísticos e dos sentidos do texto acima, julgue o item que se segue. O sinal de dois-pontos empregado imediatamente após “biblioteca” (l.8) introduz um termo de natureza explicativa ( ) Certo ( ) Errado 224ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: IBGE / Cargo: Agente de Pesquisas por Telefone 153 Texto 1A2-II Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E, quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: — Me ajuda a olhar! No trecho “E, quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: — Me ajuda a olhar!”, do texto 1A2-II, sem prejuízo para a correção gramatical e os sentidos do texto I as vírgulas empregadas logo após “E” e “falar” poderiam ser suprimidas. II o trecho “tremendo, gaguejando” poderia ser isolado por parênteses, com a devida supressão da vírgula empregada após o vocábulo “falar”. III o ponto de exclamação poderia ser substituído por um ponto de interrogação. Assinale a opção correta. a) Apenas o item II está certo. b) Apenas o item III está certo. c) Apenas os itens I e II estão certos. d) Apenas os itens I e III estão certos. e) Todos os itens estão certos. 225ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: IBGE / Cargo: Agente de Pesquisas por Telefone Texto 1A2-II Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E, quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: — Me ajuda a olhar! 154 No início do texto 1A2-II, o nome “Santiago Kovadloff” foi empregado entre vírgulas porque a) explica o vocábulo “pai”. b) precisa o vocábulo “pai”. c) caracteriza o vocábulo “pai”. d) qualifica o vocábulo “pai”. e) especifica o vocábulo “pai”. 226ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: IBGE / Cargo: Agente de Pesquisas por Telefone Texto 1A1-I Não sei quando começou a necessidade de fazer listas, mas posso imaginar nosso antepassado mais remoto riscando na parede da caverna, à luz de uma tocha, signos que indicavam quanto de alimento havia sido estocado para o inverno que se aproximava ou, como somos competitivos, a relação entre nomes de integrantes da tribo e o número de caças abatidas por cada um deles. Se formos propor uma hermenêutica acerca do tema, talvez possamos afirmar que existem dois tipos de listas: as necessárias e as inúteis. Em muitos casos, dialeticamente, as necessárias tornam-se inúteis e as inúteis, necessárias. Tomemos dois exemplos. Todo mês, enumero as coisas que faltam na despensa de minha casa antes de me dirigir ao supermercado; essa lista arrolo na categoria das necessárias. Por outro lado, há pessoas que anotam suas metas para o ano que se inicia: começar a fazer ginástica, parar de fumar, cortar em definitivo o açúcar, ser mais solidário, menos intolerante... Essa elenco na categoria das inúteis. Feitas as compras, a lista do supermercado, necessária, torna-se então inútil. A lista contendo nossos desejos de sermos melhores para nós mesmos e para os outros, embora inútil, pois dificilmente a cumprimos, converte-se em necessária, porque estabelece um vínculo com o futuro, e nos projetar é uma forma de vencer a morte. Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar uma lista dos melhores romances que li em minha vida — escolhi o número vinte, não por motivos místicos,mas porque talvez, pela amplitude, alinhave, mais que preferências intelectuais, uma história afetiva das minhas leituras. Enquadro-a na categoria das listas inúteis, mas, quem sabe, se consultada, municie discussões, já que toda escolha é subjetiva e aleatória, ou, na melhor das hipóteses, suscite curiosidade a respeito de um título ou de um autor. Ocorresse isso, me daria por satisfeito. No segundo parágrafo do texto 1A1-I, o emprego das reticências indica que a) o autor não quis revelar todas as suas metas para o novo ano. 155 b) a lista de metas apresentada não é exaustiva. c) o autor mudou de ideia entre uma frase e outra. d) a lista de metas para o ano novo não tem fim. e) o autor não conclui seu pensamento. 227ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: IBGE / Cargo: Agente de Pesquisas por Telefone Texto 15A2-II Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e realço a minha mediocridade; advirto que a franqueza é a primeira virtude de um defunto. Na vida, o olhar da opinião, o contraste dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos velhos, a disfarçar os rasgões e os remendos, a não estender ao mundo as revelações que faz à consciência; e o melhor da obrigação é quando, à força de embaçar os outros, embaça-se um homem a si mesmo, porque em tal caso poupa-se o vexame, que é uma sensação penosa, e a hipocrisia, que é um vício hediondo. Mas, na morte, que diferença! Que desabafo! Que liberdade! Como a gente pode sacudir fora a capa, deitar ao fosso as lantejoulas, despregar-se, despintar-se, desafeitar-se, confessar lisamente o que foi e o que deixou de ser! Porque, em suma, já não há vizinhos, nem amigos, nem inimigos, nem conhecidos, nem estranhos; não há plateia. O olhar da opinião, esse olhar agudo e judicial, perde a virtude, logo que pisamos o território da morte; não digo que ele se não estenda para cá, e nos não examine e julgue; mas a nós é que não se nos dá do exame nem do julgamento. Senhores vivos, não há nada tão incomensurável como o desdém dos finados. No trecho “Mas, na morte, que diferença! Que desabafo! Que liberdade!”, do texto 15A2-II, o emprego do ponto de exclamação enfatiza a expressão de um sentimento do narrador. Assinale a opção que apresenta esse sentimento. a) surpresa b) indignação c) raiva d) espanto e) entusiasmo 228ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TJ-PA / Cargo: Auxiliar Judiciário 156 Na linha 19 do texto CG4A1-II, os dois-pontos foram utilizados para introduzir uma a) ressalva. b) enumeração. c) enunciação. d) hipótese. e) explicação. 229ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: IFF / Cargo: Auxiliar Administrativo 157 Nas linhas 2 e 3 do texto CG4A1BBB, as vírgulas empregadas no trecho “Foi Nilo Peçanha, o então presidente da República, que criou” a) isolam um aposto. b) indicam um adjunto adverbial deslocado. c) separam uma oração de natureza temporal. d) isolam itens de uma enumeração e) indicam a ocorrência de discurso indireto livre. 230ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: IFF / Cargo: Auxiliar Administrativo No fragmento de texto acima, o segmento “quando seus (...) as atividades” (l.6) está entre vírgulas porque constitui uma oração a) subordinada de natureza restritiva intercalada. b) subordinada adverbial temporal intercalada. c) coordenada explicativa intercalada. d) subordinada causal anteposta. e) coordenada adversativa posposta. 158 231ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SEED-PR / Cargo: Professor-Língua Portuguesa Texto 5A2-I Socorro Socorro, eu não estou sentindo nada. Nem medo, nem calor, nem fogo, não vai dar mais pra chorar nem pra rir. Socorro, alguma alma, mesmo que penada, me empreste suas penas. Já não sinto amor nem dor, já não sinto nada. Socorro, alguém me dê um coração, que esse já não bate nem apanha. Por favor, uma emoção pequena, qualquer coisa que se sinta, tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva. Socorro, alguma rua que me dê sentido, em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada, socorro, eu já não sinto nada. No texto 5A2-I, a vírgula foi empregada para separar termos da oração com a mesma função sintática no trecho a) “alguma alma, mesmo que penada” (segunda estrofe). b) “em qualquer cruzamento, / acostamento, encruzilhada” (quarta estrofe). c) “Já não sinto amor nem dor, / já não sinto nada” (segunda estrofe). d) “Por favor, uma emoção pequena” (terceira estrofe). e) “tem tantos sentimentos, / deve ter algum que sirva” (terceira estrofe). 232ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SEED-PR / Cargo: Professor-Língua Portuguesa Texto 5A2-I Socorro 159 Socorro, eu não estou sentindo nada. Nem medo, nem calor, nem fogo, não vai dar mais pra chorar nem pra rir. Socorro, alguma alma, mesmo que penada, me empreste suas penas. Já não sinto amor nem dor, já não sinto nada. Socorro, alguém me dê um coração, que esse já não bate nem apanha. Por favor, uma emoção pequena, qualquer coisa que se sinta, tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva. Socorro, alguma rua que me dê sentido, em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada, socorro, eu já não sinto nada. No primeiro verso de cada estrofe do texto 5A2-I, o termo “Socorro”, isolado por vírgula, a) tem função de aposto. b) tem função de vocativo. c) consiste em um advérbio deslocado nos períodos. d) consiste em uma interjeição. e) consiste em uma forma verbal no modo imperativo. 233ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SEED-PR / Cargo: Professor-Língua Portuguesa Texto 5A1-I As palavras têm um poder tremendo. Repito com assertividade: as palavras têm um poder tremendo. Há palavras que edificam, outras que destroem; umas trazem bênção, outras, maldição. E é entre estas duas balizas que a comunicação vai moldando a nossa vida. Há palavras que deviam ser escondidas num baú fechado a sete chaves. Porque não edificam, porque magoam, porque destroem… Há uns tempos fui fazer um exame 160 médico. Após o questionário clínico habitual, a médica prosseguiu: “Agora, vou fazer- lhe umas maldades”. Nesse instante, o meu corpo sucumbiu e o desmaio tornou-se iminente. Ora, a palavra maldade magooume mais do que o próprio exame. Teria sido muito sensato ter escondido tal palavra num quarto escuro. Não teria magoado tanto. Mas voltemos às palavras amigas, as que mimam, as que confortam, as que aquecem o coração. Sabiam que podem mudar o dia de alguém com uma calorosa saudação? “Bom dia, como está?” Experimentem, sempre que comunicam, escolher palavras com carga afetiva positiva! Por exemplo, se substituírem a palavra “problema” por “situação”, o problema parece tornar-se mais pequeno, não parece? Ou então acrescentar adjetivos robustos quando agradecem a alguém: “Obrigada pela sua preciosa, valiosa ajuda”. Se queremos relações pessoais e profissionais mais saudáveis e felizes, usemos e abusemos das palavras positivas na nossa vida. E não nos cansemos de elogiar. Palavras de louvor e honra trazem felicidade não só a quem as recebe, mas também, e sobretudo, a quem as oferece. No texto 5A1-I, o emprego de reticências no trecho “Porque não edificam, porque magoam, porque destroem…” expressa a ideia de a) finalização. b) incompletude. c) descontinuidade. d) adiamento. e) dúvida. 234ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SEED-PR / Cargo: Professor-Língua Portuguesa Texto CB1A1-I Há quem valorize, mas também quem subestime o poder das férias. Pais de alunos pedem aos professores para passar atividades a serem feitas nos meses de férias, e os próprios docentes aproveitam os dias sem aulas para estudar e planejar o próximo semestre. Manter a mente funcionando é ótimo. Mas descansar, além de bom, é necessário, segundo médicos e especialistas. De acordocom Li Li Min, neurologista da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas, o cérebro tem redes que exercem diferentes funções: algumas que fazem a pessoa enxergar, outras que nos ajudam a nos organizar, lidar com dificuldades, elaborar estratégias. Em situações de estresse — quando nosso organismo acha que estamos sob ameaça, de alguma maneira, ou sob pressão intensa —, “alguns circuitos particulares no cérebro são ativados, que são os de sobrevivência. O corpo fica de prontidão, alerta para enfrentar qualquer situação. Só que esse é um estado que você precisa ativar e desativar”, indica. 161 O que acontece com o indivíduo que trabalha por longas jornadas, sem tirar férias, é que esse estado de alerta nunca é desligado. “Se você fica muito tempo nessa tensão, o seu organismo e o seu cérebro não conseguem voltar ao estado normal”, alerta Li Li Min. “Ligado nesse circuito de estresse, ele não consegue ativar as funções de criatividade ou elaboração, porque está focado na sobrevivência. Esse é um conflito perigoso”. Por isso descansar é tão importante. A doutora Gislaine Gil, coordenadora do curso Cérebro Ativo do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, explica que essa é uma primeira vantagem das férias: a ausência de tensão. “Diante da pressão dos prazos de entrega de trabalhos e provas, aumenta a ansiedade de professores e alunos. A ansiedade aumenta o índice de cortisol no nosso organismo, uma substância liberada pelo hipotálamo”. Com isso, temos uma sensação de desconforto e chegamos a sentir dores musculares e nas costas. Nas férias, com a ausência da ansiedade e consequentemente do cortisol, o humor da pessoa melhora, e ela fica mais disposta e relaxada. Mas há outras vantagens. Durante as férias, a qualidade do sono melhora, já que também se costuma dormir mais horas: não há tanta necessidade de acordar cedo ou tarefas que te deixam até tarde da noite acordado. Isso também é benéfico ao cérebro. No segundo parágrafo do texto CB1A1-I, os travessões foram empregados para a) isolar um trecho no contexto. b) indicar uma citação. c) encerrar uma declaração. d) introduzir uma enumeração. e) indicar a interrupção de uma ideia. 235ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Polícia Federal / Cargo: Escrivão de Polícia Federal Texto 2A1-II Cresce rapidamente, em quase todos os países, o número de pessoas na prisão ou que esperam prováveis sentenças de prisão. Em quase toda parte, a rede de prisões está se ampliando intensamente. Os gastos orçamentários do Estado com as forças da lei e da ordem, principalmente os efetivos policiais e os serviços penitenciários, crescem em todo o planeta. Mais importante, a proporção da população em conflito direto com a lei e sujeita à prisão cresce em ritmo que indica uma mudança mais que meramente quantitativa e sugere uma “significação muito ampliada da solução institucional como componente da política criminal” — e assinala, além disso, que muitos governos alimentam a pressuposição, que goza de amplo apoio na opinião pública, de que “há uma crescente necessidade de disciplinar importantes grupos e segmentos populacionais”. 162 A proporção da população que cumpre sentenças de prisão é distinta em cada país, refletindo idiossincrasias de tradições culturais e histórias de pensamento e de práticas penais, mas o rápido crescimento parece ser um fenômeno universal em toda a ponta “mais desenvolvida” do mundo. No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto 2A1-II, julgue o item que segue. O travessão empregado no último período do primeiro parágrafo confere ao trecho final do período, por ele isolado, um destaque, mas sua supressão manteria a correção gramatical do texto. ( ) Certo ( ) Errado 236ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Polícia Federal / Cargo: Escrivão de Polícia Federal Texto 2A1-II Cresce rapidamente, em quase todos os países, o número de pessoas na prisão ou que esperam prováveis sentenças de prisão. Em quase toda parte, a rede de prisões está se ampliando intensamente. Os gastos orçamentários do Estado com as forças da lei e da ordem, principalmente os efetivos policiais e os serviços penitenciários, crescem em todo o planeta. Mais importante, a proporção da população em conflito direto com a lei e sujeita à prisão cresce em ritmo que indica uma mudança mais que meramente quantitativa e sugere uma “significação muito ampliada da solução institucional como componente da política criminal” — e assinala, além disso, que muitos governos alimentam a pressuposição, que goza de amplo apoio na opinião pública, de que “há uma crescente necessidade de disciplinar importantes grupos e segmentos populacionais”. A proporção da população que cumpre sentenças de prisão é distinta em cada país, refletindo idiossincrasias de tradições culturais e histórias de pensamento e de práticas penais, mas o rápido crescimento parece ser um fenômeno universal em toda a ponta “mais desenvolvida” do mundo. No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto 2A1-II, julgue o item que segue. Seriam preservados a correção gramatical e os sentidos do texto caso a vírgula empregada imediatamente após o vocábulo “rapidamente” (primeiro período do texto) fosse suprimida. ( ) Certo ( ) Errado 163 237ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Ministério da Economia / Cargo: Técnico de Complexidade Intelectual A diferenciação entre zonas centrais e regiões marginais — centros e periferias — encontra-se hoje em várias ordens de grandeza em comunidades, distritos, países e grupos inteiros de países. Numa cidade, a atividade comercial concentra-se geralmente numa zona determinada; em cada país há regiões nas quais se concentra mais fortemente a atividade econômica, do que em outras. A diferença entre regiões centrais e regiões periféricas está baseada em uma multiplicidade de contrastes — geográficos, econômicos e sociais — que, em toda a sua diversidade, também apresentam, em seu contexto, elementos comuns essenciais. Os centros são primariamente grandes cidades ou cidades de dimensão média, sendo periferias as zonas de economia rural. As aldeias constituem centros menores na periferia. Diante das periferias, os centros são, sob alguns aspectos, privilegiados. Sob perspectiva geométrica, a soma das distâncias entre o ponto central e quaisquer pontos do interior é menor do que entre um ponto da periferia (qualquer que seja esse ponto) e qualquer ponto no interior. Em torno de uma grande cidade (de uma megalópole), encontram-se as maiores artérias de circulação ordenadas de forma radial e não em círculos concêntricos. As vias de uma periferia à outra conduzem, por isso, com frequência através do centro — também quando isso exige maiores desvios. Para cada tipo de troca (como trânsito, comércio, turismo, transmissão de conhecimentos), os centros oferecem especiais vantagens. Eles dispõem de uma infraestrutura mais rica do que as regiões marginais, e os contatos sociais são mais densos. Hospitais, universidades, institutos de pesquisa, instituições culturais, museus, teatros, salas de concerto etc. encontram-se predominante ou exclusivamente em centros. As possibilidades de formação são mais diversificadas e de melhor qualidade. Mercados de centro se destacam por ofertas mais ricas do que os mercados das periferias. O nível de vida é mais alto, os salários são mais altos, mas também os custos de manutenção da vida são mais altos. Nos centros, com relação à vida social, vigora uma cultura pluralista, as pessoas são mais individualistas, mas também mais flexíveis do que nas periferias. No interior a cultura é mais fortemente presa à tradição, a mobilidade social é menor, a vida decorre mais calma e vagarosamente, e as pessoas se movimentam menos apressadamente. Quanto às atitudes mentais e intelectuais, elas também são, em geral, menos ágeise, com frequência, mais conservadoras. Julgue o item subsequente, relativo às ideias e às construções linguísticas do texto precedente. No trecho “Em torno de uma grande cidade (de uma megalópole)”, os parênteses foram empregados para isolar um trecho de caráter explicativo. ( ) Certo ( ) Errado 164 6 - Concordância verbal e nominal 238ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Auxiliar em Administração Texto CB4A1BBB Julgue o item seguinte, relativos aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto CB4A1BBB. No terceiro parágrafo, o adjetivo “respeitadas” (l.16) encontra-se no plural porque concorda com os termos “ética”, “valorização”, “identidades” e “culturas”. ( ) Certo ( ) Errado 239ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Auxiliar em Administração Texto CB4A1AAA 165 Julgue o item que se segue, pertinentes a aspectos linguísticos do texto CB4A1AAA. Nas linhas 11 e 12, a forma verbal “convidaram” está no plural porque concorda com os termos “cientistas”, “artistas” e “professores”. ( ) Certo ( ) Errado 240ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Auxiliar em Administração Texto CB4A1AAA Julgue o item que se segue, pertinentes a aspectos linguísticos do texto CB4A1AAA. No último parágrafo do texto, a expressão “era amparada” está no singular para concordar com a palavra “estrutura”, que é núcleo do sujeito. 166 ( ) Certo ( ) Errado 241ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SEDUC-AM / Cargo: Merendeira Com base no texto acima, julgue o próximo item. A forma verbal “têm” (na linha 10) está no plural porque concorda com “crianças” (na linha 8). ( ) Certo ( ) Errado 242ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Prefeitura de Rio Branco - AC / Cargo: Nível Fundamental Tendo o texto acima como referência, julgue o seguinte item. O termo “considerado” (l.6) está no masculino singular para concordar com “o estado da Amazônia brasileira” (l.3-4). ( ) Certo ( ) Errado 243ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SERPRO / Cargo: Analista - Especialização: Ciência de Dados 167 Texto CB1A1-I Não estamos opondo máquinas a ecologia, como se as máquinas fossem aquelas coisas que só servem para violentar a Mãe Natureza e violar a harmonia entre o ser humano e a natureza ― uma imagem atribuída à tecnologia desde o fim do século XVIII. Também não estamos seguindo a hipótese de Gaia de que a Terra é um único superorganismo ou uma coletividade de organismos. Em vez disso, gostaria de propor uma reflexão sobre a ecologia das máquinas. Para dar início a essa ecologia das máquinas, precisamos primeiro voltar ao conceito de ecologia. Seu fundamento está na diversidade, já que é apenas com biodiversidade (ou multiespécies que incluam todas as formas de organismos, até mesmo bactérias) que os sistemas ecológicos podem ser conceitualizados. A fim de discutir uma ecologia de máquinas, precisaremos de uma noção diferente e em paralelo com a de biodiversidade ― uma noção a que chamamos tecnodiversidade. A biodiversidade é o correlato da tecnodiversidade, uma vez que sem esta só testemunharemos o desaparecimento de espécies diante de uma racionalidade homogênea. Tomemos como exemplo os pesticidas, que são feitos para matar certa espécie de insetos independentemente de sua localização geográfica, precisamente porque são baseados em análises químicas e biológicas. Sabemos, no entanto, que o uso de um mesmo pesticida pode levar a diversas consequências desastrosas em biomas diferentes. Antes da invenção dessas substâncias, empregavam-se diferentes técnicas para combater os insetos que ameaçavam as colheitas dos produtos agrícolas ― recursos naturais encontrados na região, por exemplo. Ou seja, havia uma tecnodiversidade antes do emprego de pesticidas como solução universal. Os pesticidas aparentam ser mais eficientes a curto prazo, mas hoje é fato bastante consolidado que estávamos o tempo todo olhando para os nossos pés quando pensávamos em um futuro longínquo. Podemos dizer que a tecnodiversidade é, em essência, uma questão de localidade. Localidade não significa necessariamente etnocentrismo ou nacionalismo, mas é aquilo que nos força a repensar o processo de modernização e de globalização e que nos permite refletir sobre a possibilidade de reposicionar as tecnologias modernas. Ainda com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o seguinte item. No trecho “Localidade não significa necessariamente etnocentrismo ou nacionalismo, mas é aquilo que nos força a repensar o processo de modernização”, a forma verbal “é” concorda com o termo “Localidade”. ( ) Certo ( ) Errado 244ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SERPRO / Cargo: Analista - Especialização: Ciência de Dados Texto CB1A1-I 168 Não estamos opondo máquinas a ecologia, como se as máquinas fossem aquelas coisas que só servem para violentar a Mãe Natureza e violar a harmonia entre o ser humano e a natureza ― uma imagem atribuída à tecnologia desde o fim do século XVIII. Também não estamos seguindo a hipótese de Gaia de que a Terra é um único superorganismo ou uma coletividade de organismos. Em vez disso, gostaria de propor uma reflexão sobre a ecologia das máquinas. Para dar início a essa ecologia das máquinas, precisamos primeiro voltar ao conceito de ecologia. Seu fundamento está na diversidade, já que é apenas com biodiversidade (ou multiespécies que incluam todas as formas de organismos, até mesmo bactérias) que os sistemas ecológicos podem ser conceitualizados. A fim de discutir uma ecologia de máquinas, precisaremos de uma noção diferente e em paralelo com a de biodiversidade ― uma noção a que chamamos tecnodiversidade. A biodiversidade é o correlato da tecnodiversidade, uma vez que sem esta só testemunharemos o desaparecimento de espécies diante de uma racionalidade homogênea. Tomemos como exemplo os pesticidas, que são feitos para matar certa espécie de insetos independentemente de sua localização geográfica, precisamente porque são baseados em análises químicas e biológicas. Sabemos, no entanto, que o uso de um mesmo pesticida pode levar a diversas consequências desastrosas em biomas diferentes. Antes da invenção dessas substâncias, empregavam-se diferentes técnicas para combater os insetos que ameaçavam as colheitas dos produtos agrícolas ― recursos naturais encontrados na região, por exemplo. Ou seja, havia uma tecnodiversidade antes do emprego de pesticidas como solução universal. Os pesticidas aparentam ser mais eficientes a curto prazo, mas hoje é fato bastante consolidado que estávamos o tempo todo olhando para os nossos pés quando pensávamos em um futuro longínquo. Podemos dizer que a tecnodiversidade é, em essência, uma questão de localidade. Localidade não significa necessariamente etnocentrismo ou nacionalismo, mas é aquilo que nos força a repensar o processo de modernização e de globalização e que nos permite refletir sobre a possibilidade de reposicionar as tecnologias modernas. Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item a seguir. No trecho “precisamos primeiro voltar ao conceito de ecologia” (quarto período), o vocábulo “primeiro” estabelece concordância com o termo “conceito”. ( ) Certo ( ) Errado 245ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Polícia Federal / Cargo: Escrivão de Polícia Federal Texto 2A1-II Cresce rapidamente, em quase todos os países, o número de pessoas na prisão ou que esperam prováveis sentenças de prisão. Em quase toda parte, a rede de prisões está se ampliando intensamente. Os gastos orçamentários do Estado com as forças da lei e da ordem, principalmente os efetivos policiais e os serviços penitenciários, 169 crescem em todo o planeta. Mais importante, a proporção da população em conflito direto com a lei e sujeita à prisão cresce em ritmo que indicauma mudança mais que meramente quantitativa e sugere uma “significação muito ampliada da solução institucional como componente da política criminal” — e assinala, além disso, que muitos governos alimentam a pressuposição, que goza de amplo apoio na opinião pública, de que “há uma crescente necessidade de disciplinar importantes grupos e segmentos populacionais”. A proporção da população que cumpre sentenças de prisão é distinta em cada país, refletindo idiossincrasias de tradições culturais e histórias de pensamento e de práticas penais, mas o rápido crescimento parece ser um fenômeno universal em toda a ponta “mais desenvolvida” do mundo. Ainda com relação ao texto 2A1-II, julgue o item subsecutivo. Seria mantida a correção gramatical do texto caso a forma verbal “esperam” (primeiro período do texto) fosse substituída por espera. ( ) Certo ( ) Errado 246ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Polícia Federal / Cargo: Escrivão de Polícia Federal Texto 2A1-II Cresce rapidamente, em quase todos os países, o número de pessoas na prisão ou que esperam prováveis sentenças de prisão. Em quase toda parte, a rede de prisões está se ampliando intensamente. Os gastos orçamentários do Estado com as forças da lei e da ordem, principalmente os efetivos policiais e os serviços penitenciários, crescem em todo o planeta. Mais importante, a proporção da população em conflito direto com a lei e sujeita à prisão cresce em ritmo que indica uma mudança mais que meramente quantitativa e sugere uma “significação muito ampliada da solução institucional como componente da política criminal” — e assinala, além disso, que muitos governos alimentam a pressuposição, que goza de amplo apoio na opinião pública, de que “há uma crescente necessidade de disciplinar importantes grupos e segmentos populacionais”. A proporção da população que cumpre sentenças de prisão é distinta em cada país, refletindo idiossincrasias de tradições culturais e histórias de pensamento e de práticas penais, mas o rápido crescimento parece ser um fenômeno universal em toda a ponta “mais desenvolvida” do mundo. No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto 2A1-II, julgue o item que segue. A forma verbal “crescem” (terceiro período do primeiro parágrafo) está flexionada no plural para concordar com o sujeito composto cujos núcleos são “gastos”, “efetivos” e “serviços”. 170 ( ) Certo ( ) Errado 247ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: MPE-PI / Cargo: Técnico Ministerial Julgue o item a seguir, relativo aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado. Na linha 1, seria incorreto o emprego do verbo “ser” no plural — serem. ( ) Certo ( ) Errado 248ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ANVISA / Cargo: Técnico Administrativo 171 Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto, julgue o item que se segue. A forma verbal “acreditava” (l.3) está flexionada no singular para concordar com a palavra “parte” (l.2), mas poderia ser substituída sem prejuízo à correção gramatical pela forma verbal acreditavam, que estabeleceria concordância com o termo composto “dos médicos e da população” (l.2). ( ) Certo ( ) Errado 249ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: DEPEN / Cargo: Agente e Técnico Texto II Julgue o próximo item, relativo às ideias e às estruturas linguísticas do texto II. A forma verbal “são” (L.3) está no plural porque concorda com “Esses indivíduos” (L. 2 e 3). 172 ( ) Certo ( ) Errado 250ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Auxiliar Administrativo Em relação ao fragmento de texto acima, julgue o item subsequente. A forma verbal “confunde” (l.6) está no singular porque concorda com “contexto” (l.5). ( ) Certo ( ) Errado 173 7 - Regência verbal e nominal 251ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Instituto Hospital Base do Distrito Federal / Cargo: Técnico de Enfermagem Considerando os aspectos linguísticos do texto precedente e as informações nele veiculadas, julgue o próximo item. A correção gramatical do texto seria prejudicada caso se deslocasse a partícula “se”, em “se dizia” (l.4), para imediatamente após a forma verbal: dizia-se. ( ) Certo ( ) Errado 252ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: MPE-PI / Cargo: Técnico Ministerial Com referência aos sentidos do texto precedente e às estruturas linguísticas nele empregadas, julgue o item a seguir. 174 A correção gramatical do texto seria prejudicada caso o trecho “Eis que se inicia” (l.1) fosse reescrito da seguinte forma: Eis que inicia-se. ( ) Certo ( ) Errado 253ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: EMAP / Cargo: Assistente Portuário Acerca de aspectos linguísticos do texto precedente e das ideias nele contidas, julgue o item a seguir. A correção gramatical do texto seria mantida caso o trecho “que se consubstancia” (l. 10 e 11) fosse alterado para que consubstancia-se. ( ) Certo ( ) Errado 254ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: DPU / Cargo: Agente Administrativo 175 Acerca dos aspectos linguísticos e das ideias do texto acima, julgue o item seguinte. Seria mantida a correção gramatical do período caso a partícula “se”, em “se beneficiar” (l.16), fosse deslocada para imediatamente após a forma verbal “beneficiar” — escrevendo-se beneficiar-se. ( ) Certo ( ) Errado 255ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: DEPEN / Cargo: Agente e Técnico 176 Em relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto I, julgue o item que se segue. A correção gramatical do texto seria preservada, caso o trecho “O que se constata”, no início do segundo parágrafo, fosse reescrito da seguinte forma: O que constata-se. ( ) Certo ( ) Errado 256ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: INSS / Cargo: Técnico do Seguro Social Julgue o seguinte item, a respeito de aspectos linguísticos do texto I. 177 A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados, caso se substituísse o trecho “lembrei-me de que” (l.18) por lembrei que. ( ) Certo ( ) Errado 178 8 - Uso dos porquês 257ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Auxiliar de Administração Julgue o item, relativos ao texto acima. Mantém-se a correção gramatical do período ao se substituir a expressão “por que” (l.6) pela palavra porque. ( ) Certo ( ) Errado 258ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRE-ES / Cargo: Técnico – Taquigrafia Julgue o próximo item, com relação ao correto emprego de porque, porquê, por que e por quê. Em cada eleição se manifesta o desejo de permanência ou mudança. Mudar por quê? Nem todos os porquês são razoavelmente justificáveis. É preciso que cada um reflita seriamente para saber por que quer mudar, ou por que quer a continuidade de determinado grupo no poder. ( ) Certo ( ) Errado 259ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRE-ES / Cargo: Técnico – Taquigrafia Julgue o próximo item, com relação ao correto emprego de porque, porquê, por que e por quê. Alguns prefeitos se reelegem com extrema facilidade. Por que isso ocorre? Por que prefeitos de municípios recém-criados se reelegem com muito mais facilidade do que os demais? Provavelmente, porque têm mais liberdade para gastar e amplas possibilidades de contratar novos funcionários para compor a burocracia local. 179 ( ) Certo ( ) Errado 260ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRE-ES / Cargo: Técnico – Taquigrafia Julgue o próximo item, com relação ao correto emprego de porque, porquê, por que e por quê. Se me perguntam por que sou favorável ao voto distrital, qual o motivo porque defendo tal sistema, explico de pronto: porque com ele diminui a briga interna dos partidos em cada distrito. Além disso, porque o voto distrital dá aoeleitor a possibilidade de controlar quem foi por ele eleito. ( ) Certo ( ) Errado 261ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Prefeitura de São Cristóvão - SE / Cargo: Professor de Educação Básica Acerca das ideias, dos sentidos e das propriedades linguísticas do texto anterior, julgue o item a seguir. A correção gramatical do texto seria mantida caso a expressão “por que” (l.18) fosse substituída por porque. ( ) Certo ( ) Errado 180 262ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: INCA / Cargo: Enfermagem - Pediatria Oncológica Acerca do texto acima e dos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir. A substituição de "pelo qual" (l.11), pelo termo por que mantém a correção gramatical do período. ( ) Certo ( ) Errado 263ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Auxiliar Administrativo O trecho abaixo constitui um texto. Julgue quanto à correção gramatical. A dengue causa apreensão, sobretudo por que em todas as regiões do país a temperatura está bastante elevada e, com a chegada das chuvas, estará montado o cenário ideal para a proliferação do Aedes aegypti. ( ) Certo ( ) Errado 264ª/ Banca: OBJETIVA / Órgão: Prefeitura de Horizontina - RS / Cargo: Analista de Suporte de Informática Animais têm sotaques Os biólogos chamam essas diferenças regionais de dialetos. Essa é uma descoberta antiga: dois mil anos atrás, Plínio, o naturalista romano, já havia observado que exemplares da mesma espécie de pássaro provenientes de lugares diferentes não soam iguais. Isso é possível ________ as vocalizações de um sabiá ou bem‐te‐vi não vêm prontas no DNA: precisam ser aprendidas pelos bebês, exatamente como as linguagens humanas. Quando há aprendizado, a variação se torna inevitável. 181 Os dialetos não se limitam a pássaros. Baleias, golfinhos e algumas espécies de macaco também exibem dialetos. Os pinípedes – grupo que inclui leões‐marinhos, focas, morsas e outros mamíferos aquáticos – têm tratos vocais bastante complexos e seus chamados mudam um bocado de uma praia para a outra. É importante diferenciar dialetos (que são algo de origem cultural) de variações genéticas. Galinhas brasileiras e chinesas provavelmente não pertencem à mesma linhagem. E pequenas variações anatômicas significam que elas vão cacarejar diferente. Mas essa é, por assim dizer, a “voz” dessas aves – não o sotaque. Outra possibilidade é que vocalizações diferentes evoluam por seleção natural conforme as necessidades de cada população. Um grupo de pássaros pode passar a cantar diferente dos demais membros da espécie com o passar de milhares de anos, _______indivíduos que cantavam de um jeito, e não de outro, tiveram vantagens de sobrevivência e reprodução. Essas são adaptações genéticas, e não variações culturais. (Site: Abril ‐ adaptado.) Assinalar a alternativa que preenche as lacunas do texto CORRETAMENTE: a) por que | porque b) porquê | por que c) porque | por que d) por quê | porquê e) porque | porque 265ª/ Banca: OBJETIVA / Órgão: Prefeitura de Horizontina - RS / Cargo: Arquiteto Em relação ao uso dos porquês, assinalar a alternativa CORRETA: a) Faltamos ao compromisso, por que foi necessário. b) Este é o motivo por que decidimos nos afastar. c) Por quê ninguém compareceu ao exame? d) Desconhecemos o porque de tanta rebeldia. e) Ele foi excluído do grupo porque? 266ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: MPE-SC / Cargo: Promotor de Justiça Texto 2A1-I 182 Quando falamos em direito, estamos falando inicialmente de um enorme conjunto de regras obrigatórias, o chamado direito positivo. Mas o vocábulo direito é usado também para o curso de Direito, a assim chamada “ciência do Direito”. Numa terceira acepção, a palavra designa os direitos de cada um de nós, chamados de direitos subjetivos, pois somos os sujeitos, os titulares, desses direitos. Ninguém ignora que paira sobre nossas cabeças uma gigantesca teia de normas, que atinge praticamente todas as nossas atividades. A vida de cada um de nós é regulada de dia e de noite, desde antes do nascimento e, por incrível que pareça, até depois da morte. Muitos pensadores têm destacado que o direito atual parece ter invadido tudo: há direito em toda parte, para todos, para tudo. A contrapartida é que, assim como temos que seguir as normas, os outros também têm de cumpri-las e, desse modo, respeitar os direitos de cada um de nós, os ditos direitos subjetivos. Eduardo Muylaert. Direito no cotidiano: guia de sobrevivência na selva das leis. São Paulo: Editora Contexto, 2020, p.11-12 (com adaptações). Com relação aos aspectos linguísticos do texto 2A1-I, julgue o item subsequente. Seria mantida a correção gramatical do texto caso a conjunção “pois”, no último período do primeiro parágrafo, fosse substituída por “por que”. ( ) Certo ( ) Errado 267ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CREF - 21ª Região (MA) / Cargo: Auxiliar Administrativo A correção gramatical do texto seria mantida se a locução “uma vez que” (linha 34) fosse substituída pela conjunção a) portanto. b) porquê. 183 c) por que. d) por quê. e) porque. 268ª/ Banca: OBJETIVA / Órgão: Prefeitura de Coronel Martins - SC / Cargo: Técnico em Enfermagem Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE: Ainda que soubéssemos os motivos, não tinha o ________ você ser indelicada. a) por quê b) porque c) porquê d) por que 269ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRBM - 4 / Cargo: Fiscal Biomédico Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item. A substituição de “Por que” (linha 12) por “Por quê” manteria a correção gramatical do texto, pois ambas as formas são corretas para se introduzir uma pergunta. 184 ( ) Certo ( ) Errado 270ª/ Banca: OBJETIVA / Órgão: Prefeitura de Nova Itaberaba - SC / Cargo: Professor Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE: Ignoro completamente o ____________ de sua partida. a) por que b) porque c) porquê d) por quê e) pôr que 271ª/ Banca: IBADE / Órgão: Prefeitura de Linhares - ES / Cargo: Fiscal Assinale a frase gramaticalmente CORRETA: a) Jônio foi demitido por que dormia no trabalho. b) Não sei por que não foram mais chamados na firma. c) Porque você desistiu tão facilmente do trabalho? d) Não escrevi nada porquê não entendi o ditado. e) Eis o porque da nossa separação conjugal. 272ª/ Banca: OBJETIVA / Órgão: Prefeitura de Rio Pardo - RS / Cargo: Contador Quanto ao uso dos porquês, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE: A ponte ________ passei era muito estreita. Ele foi embora ________ estava cansado. a) porque - porque b) porquê - porque c) por que - porque d) porquê - por que 185 273ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TJ-AM / Cargo: Analista de Sistemas A respeito das propriedades linguísticas e dos sentidos do texto, julgue o item seguinte. A correção gramatical do texto seria mantida se o vocábulo “porque” (L.23) fosse substituído por “por que”. ( ) Certo ( ) Errado 274ª/ Banca: AOCP / Órgão: UFBA / Cargo: Técnico em Segurança do Trabalho Texto 2 Em relação ao Texto 2, julgue, como CERTO ou ERRADO, o item a seguir. No segundo quadrinho, o “Por que” é utilizado sem acento circunflexo e separadamente por introduzir uma frase interrogativa. Esse termo deve ser escrito dessa mesma maneira quando for uma palavra substantivada. ( ) Certo ( ) Errado 186 275ª/ Banca: FGV / Órgão: Prefeitura de Salvador - BA / Cargo: Técnico de Nível Médio II TEXTO 1. Por que sentimos calafrios e desconforto ao ouvir certos sons agudos – como unhas arranhando um quadro-negro? Esta é uma reação instintiva para protegermosnossa audição. A cóclea (parte interna do ouvido) tem uma membrana que vibra de acordo com as frequências sonoras que ali chegam. A parte mais próxima ao exterior está ligada à audição de sons agudos; a região mediana é responsável pela audição de sons de frequência média; e a porção mais final, por sons graves. As células da parte inicial, mais delicadas e frágeis, são facilmente destruídas – razão por que, ao envelhecermos, perdemos a capacidade de ouvir sons agudos. Quando frequências muito agudas chegam a essa parte da membrana, as células podem ser danificadas, pois, quanto mais alta a frequência, mais energia tem seu movimento ondulatório. Isso, em parte, explica nossa aversão a determinados sons agudos, mas não a todos. Afinal, geralmente não sentimos calafrios ou uma sensação ruim ao ouvirmos uma música com notas agudas. Aí podemos acrescentar outro fator. Uma nota de violão tem um número limitado e pequeno de frequências – formando um som mais “limpo”. Já no espectro de som proveniente de unhas arranhando um quadro-negro (ou de atrito entre isopores ou entre duas bexigas de ar) há um número infinito delas. Assim, as células vibram de acordo com muitas frequências e aquelas presentes na parte inicial da cóclea, por serem mais frágeis, são lesadas com mais facilidade. Daí a sensação de aversão a esse sons agudos e “crus”. Ronald Ranvaud, Ciência Hoje, nº 282. Assinale a frase em que a grafia do vocábulo sublinhado está equivocada. a) Por que sentimos calafrios? b) A razão porque sentimos calafrios é conhecida. c) Qual o porquê de sentirmos calafrios? d) Sentimos calafrios porque precisamos defender nossa audição. e) Sentimos calafrios por quê? 276ª/ Banca: FGV / Órgão: COMPESA / Cargo: Analista de Gestão – Advogado 187 Assinale a frase em que a grafia do vocábulo sublinhado está inadequada. a) As autoridades dizem a toda hora que estão profundamente preocupadas com o crime organizado. Por quê? Preferem o crime esculhambado? b) Responda depressa: por que, na máquina escrever, o alfabeto não está em ordem alfabética? c) Quando a mulher diz que depois do marido nunca mais vai querer saber de outro homem é porque pensa que nunca mais vai encontrar outro igual ou porque tem medo de só encontrar outros iguais? d) Por que é que, na estrada, o molenga está sempre na nossa frente e o apressadinho vem sempre atrás? e) Entre o porque e o por quê há mais bobagem gramatical do que sabedoria semântica. 277ª/ Banca: FCC / Órgão: TRT - 15ª Região (SP) / Cargo: Técnico Judiciário É porque estou morto... O elemento sublinhado acima também pode ser corretamente empregado na lacuna da frase: a) Não entendi o ...... da sua atitude na reunião. b) Percebi logo ...... ele demorou para chegar. c) ...... você não confia nas suas ideias? d) Esclareça o ...... da necessidade desse procedimento. e) Os jovens às vezes erram ...... são muito ansiosos. 278ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: MEC / Cargo: Analista Processual 188 Julgue os itens seguintes, referentes às ideias e a aspectos linguísticos do texto acima. O termo “porque” (l.19) poderia, sem prejuízo para a correção gramatical e o sentido do texto, ser substituído por “por que”. ( ) Certo ( ) Errado 279ª/ Banca: OBJETIVA / Órgão: Prefeitura de Pinto Bandeira - RS / Cargo: Auxiliar Administrativo Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE: Não sei __________ escolhi o vestido amarelo. a) porquê b) porque c) por quê d) por que 189 9 - Orações coordenadas sindéticas 280ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: MS / Cargo: Analista Com referência às estruturas linguísticas do texto, julgue os itens subsequentes. O vocábulo “mas” (l.14) exerce função de termo aditivo em relação à asserção da oração que o antecede. ( ) Certo ( ) Errado 281ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Ministério da Economia / Cargo: Técnico em Segurança da Informação e Proteção de Dados Quando eu era criança (e isso aconteceu em outro tempo e em outro espaço), não era incomum ouvir a pergunta “Quão longe é daqui até lá?” respondida por um “Mais ou menos uma hora, ou um pouco menos se você caminhar rápido”. Num tempo ainda anterior à minha infância, suponho que a resposta mais comum teria sido “Se você sair agora, estará lá por volta do meio-dia” ou “Melhor sair agora, se você quiser chegar antes que escureça”. Hoje em dia, pode-se ouvir ocasionalmente essas respostas. Mas 190 serão normalmente precedidas por uma solicitação para ser mais específico: “Você vai de carro ou a pé?”. “Longe” e “tarde”, assim como “perto” e “cedo”, significavam quase a mesma coisa: exatamente quanto esforço seria necessário para que um ser humano percorresse uma certa distância — fosse caminhando, semeando ou arando. Se as pessoas fossem instadas a explicar o que entendiam por “espaço” e “tempo”, poderiam ter dito que “espaço” é o que se pode percorrer em certo tempo, e que “tempo” é o que se precisa para percorrê-lo. Se não fossem muito pressionados, porém, não entrariam no jogo da definição. E por que deveriam? A maioria das coisas que fazem parte da vida cotidiana são compreendidas razoavelmente até que se precise defini-las; e, a menos que solicitados, não precisaríamos defini-las. O modo como compreendíamos essas coisas que hoje tendemos a chamar de “espaço” e “tempo” era não apenas satisfatório, mas tão preciso quanto necessário, pois era o wetware — os humanos, os bois e os cavalos — que fazia o esforço e punha os limites. Um par de pernas humanas pode ser diferente de outros, mas a substituição de um par por outro não faria uma diferença suficientemente grande para requerer outras medidas além da capacidade dos músculos humanos. A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item seguinte. No trecho “Um par de pernas humanas pode ser diferente de outros, mas a substituição de um par por outro não faria uma diferença suficientemente grande para requerer outras medidas além da capacidade dos músculos humanos”, no último período do texto, a substituição de “mas” por entretanto manteria a correção gramatical e a coerência do texto. ( ) Certo ( ) Errado 282ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRF - 1ª REGIÃO / Cargo: Analista Judiciário 191 A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA, julgue o item a seguir. A locução “Além de” (l.1) estabelece uma relação de adição no período em que ocorre. ( ) Certo ( ) Errado 283ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SEDF / Cargo: Professor de Educação Básica - Língua Portuguesa 192 Com referência às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o próximo item. O primeiro parágrafo do texto é um período composto por orações coordenadas. ( ) Certo ( ) Errado 284ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TCE-SC / Cargo: Fiscal de Controle Externo Julgue o próximo item, relativos a aspectos linguísticos e às ideias do texto CB2A2BBB. Seria mantida a correção gramatical do texto se o vocábulo “Portanto” (l.4) fosse substituído por Por conseguinte. ( ) Certo ( ) Errado 193 285ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TCE-PA / Cargo: Técnico de Controle Externo Em relação aos elementos linguísticos do texto CB8A1AAA, julgue o item a seguir. No trecho “segundo o qual o poder político não apenas emana do povo (...) mas comporta a participação direta do povo” (l. 17 a 19), a locução “não apenas (...) mas” introduz no período ideia de adição. ( ) Certo ( ) Errado 286ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SEED-PR / Cargo: Professor Texto 5A2-I Socorro Socorro, eu não estou sentindo nada. Nem medo, nem calor, nem fogo, não vai dar maispra chorar nem pra rir. Socorro, alguma alma, mesmo que penada, me empreste suas penas. Já não sinto amor nem dor, 194 já não sinto nada. Socorro, alguém me dê um coração, que esse já não bate nem apanha. Por favor, uma emoção pequena, qualquer coisa que se sinta, tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva. Socorro, alguma rua que me dê sentido, em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada, socorro, eu já não sinto nada. No verso “que esse já não bate nem apanha”, na terceira estrofe do texto 5A2-I, o termo “que” introduz uma oração a) coordenada adversativa. b) coordenada explicativa. c) subordinada adverbial condicional. d) subordinada adjetiva restritiva. e) subordinada adverbial concessiva. 287ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Polícia Científica - PE / Cargo: Papiloscopista 195 No texto CG1A01AAA, a conjunção “pois” (l.22) introduz, no período em que ocorre, uma ideia de a) conclusão. b) explicação. c) causa. d) finalidade. e) consequência. 288ª/ Banca: FCC / Órgão: Prefeitura de São José do Rio Preto - SP / Cargo: Agente de Combate às Endemias 196 Se os textos lhes agradam, ótimo. Caso contrário, não continuem, pois a leitura obrigatória é uma coisa tão absurda quanto a felicidade obrigatória. O termo sublinhado acima introduz, no contexto, noção de a) finalidade. b) consequência. c) explicação. d) concessão. e) condição. 289ª/ Banca: INSTITUTO AOCP / Órgão: Prefeitura de Vitória - ES / Cargo: Médico Clínico Geral Assinale a alternativa que apresenta corretamente o sentido da palavra em destaque no seguinte excerto: “*...+ os pacientes podem frequentar e, ainda, convidar amigos e familiares para ajudar a plantar ervas *...+”. a) Adição. b) Tempo. c) Concessão. d) Condição. 290ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRN - 8ª Região (PR) / Cargo: Assistente Administrativo Junior 197 A oração “mas gorduras são ricas em calorias” (linhas 22 e 23) classifica‐se como oração coordenada de sentido a) aditivo. b) adversativo. c) alternativo. d) conclusivo. e) explicativo. 291ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRMV-AC / Cargo: Assistente Administrativo No que diz respeito ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item. Na linha 29, o vocábulo “nem” introduz oração coordenada de sentido adversativo. ( ) Certo ( ) Errado 292ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: EMAP / Cargo: Assistente Portuário 198 Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o próximo item. A palavra “portanto” (l.18) introduz, no período em que ocorre, uma ideia de conclusão. ( ) Certo ( ) Errado 293ª/ Banca: OBJETIVA / Órgão: SAMAE de Caxias do Sul - RS / Cargo: Assistente de Planejamento Considerando-se as possibilidades de substituição do termo sublinhado em “Sem registros escritos, porém, é impossível ter certeza.”, analisar os itens abaixo: I - No entanto. II - Por conseguinte. III - Contudo. IV - Porquanto. Estão CORRETOS: a) Somente os itens I e II. 199 b) Somente os itens I e III. c) Somente os itens III e IV. d) Somente os itens I, II e III. e) Somente os itens II, III e IV. 294ª/ Banca: AOCP / Órgão: EBSERH / Cargo: Assistente de Planejamento O trecho destacado em “Wolton justifica-se dizendo que a internet é incrível para a comunicação entre pessoas e grupos que tenham os mesmos interesses, mas está longe de ser uma ferramenta de comunicação de coesão entre pessoas e grupos diferentes.”, é uma oração a) coordenada sindética aditiva. b) coordenada sindética adversativa. c) coordenada sindética conclusiva. d) coordenada assindética. e) coordenada sindética explicativa. 295ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Técnico de Tecnologia 200 No que se refere a aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA, julgue o item que se segue. A expressão “e sim” (l.18) introduz no texto uma ideia de oposição. ( ) Certo ( ) Errado 296ª/ Banca: AOCP / Órgão: EBSERH / Cargo: Médico - Urologia Na frase: “[...] Tornamo-nos, portanto, seres que se sentem seguros somente se conectados a essas redes *...+”, o termo em destaque pode ser substituído, sem prejuízo gramatical ou alteração de sentido, por a) conquanto. b) porquanto. c) contudo. d) pois. e) todavia. 297ª/ Banca: FGV / Órgão: Prefeitura de Paulínia - SP / Cargo: Procurador Assinale a opção que indica a frase machadiana em que a conjunção “e” tem valor adversativo. a) “O povo, ingênuo e sem fé das verdades, quer ao menos crer na fábula, e pouco apreço dá às demonstrações científicas.” b) “O pão do exílio é amargo e duro.” c) “Há amigos de oito dias e indiferentes de oito anos.” d) “A amizade lhe fará esquecer o amor; é mais serena que ele e talvez menos exposta a perecer.” 201 e) “O casamento é bom e tem seus inconvenientes como tudo neste mundo. 298ª/ Banca: FGV / Órgão: SEE-PE / Cargo: Professor de Matemática “Pois bem, é hora de ir: eu para morrer, e vós para viver. Quem de nós irá para o melhor é algo desconhecido por todos, menos por Deus.” (Sócrates, no momento de sua morte). Os termos iniciais da frase de Sócrates – Pois bem – têm o valor de a) explicação. b) conclusão. c) condição. d) consequência. e) causa. 299ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Prefeitura de São Paulo - SP / Cargo: Fiscal 202 No texto I, a conjunção “entretanto” (l.3) introduz, no período em que ocorre, uma ideia de a) oposição. b) adição. c) condição. d) causa. e) consequência. 203 10 - Orações subordinadas adverbiais 300ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Assistente em Tecnologia da Informação Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB1A1BBB, julgue o item subsequente. A palavra “que” (l.12) introduz no texto uma ideia de consequência. ( ) Certo ( ) Errado 301ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRF - 1ª REGIÃO / Cargo: Técnico Judiciário – Taquigrafia 204 Ainda com relação às propriedades linguísticas do texto CB2A2AAA, julgue o item a seguir. O trecho “para que ele consiga, por si próprio, iluminar sua inteligência e sua consciência” (l. 10 e 11) expressa uma condição em relação à oração “despertando sua cooperação” (l. 9 e 10). ( ) Certo ( ) Errado 302ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Auxiliar Administrativo Em relação ao fragmento de texto acima, julgue o item subsequente. Na linha 9, o termo “se” é de natureza condicional. 205 ( ) Certo ( ) Errado 303ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TJ-ES / Cargo: Técnico Judiciário Em relação às ideias e estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir. O termo “Embora” (l.15) confere à oração em que ocorre a noção de condição. ( ) Certo ( ) Errado 304ª/ Banca: AOCP / Órgão: Prefeitura de Betim - MG / Cargo: Auditor Fiscal Assinale a alternativa que classifica corretamente a oração subordinada do trecho “Observar galáxias distantes nos ajuda a montar o quebra-cabeça do Universo: quanto mais longe enxergamos, mais ao passado voltamos”. a) Oração subordinada adverbial proporcional. b) Oração subordinada adverbial consecutiva. 206 c) Oração subordinada substantiva objetiva direta. d) Oração subordinada substantiva completiva nominal. e) Oração subordinada adjetiva restritiva. 305ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRO - RS / Cargo: Telefonista A oração “embora a exposição ao flúor reduza a cárie dentária” (linhas 36 e 37) expressa, no período, circunstância de a) causa. b) condição. c) concessão. d) consequência. e) tempo. 306ª/ Banca:Quadrix / Órgão: CREFONO - 9ª Região / Cargo: Auxiliar Administrativo 207 No que concerne à estruturação linguístico‐gramatical do texto, julgue o item. O elemento “Quando” (linha 15) introduz uma oração com sentido locativo. ( ) Certo ( ) Errado 208 11 – Ortografia 307ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SEGER-ES / Cargo: Contador A palavra “prevenção” se escreve com “ç”, da mesma forma que “correção”, “precaução” e “compreenção”. ( ) Certo ( ) Errado 308ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRE-MA / Cargo: Analista Julgue os itens abaixo quanto à grafia das palavras neles empregadas. I - Após ter seu mandato cassado, o prefeito está ancioso para voltar à vida política. II - A polícia revelou, algumas horas depois do ocorrido, a indentidade do incendiário. III - Por proceder mal, o profissional foi considerado, um mau colega. IV - Recentemente, surgiram denúncias de privilégios e malversação dos recursos públicos. Estão certos apenas os itens: (A) I e II. (B) I e III. (C) II e III. (D) II e IV. (E) III e IV. 309ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRE-MA / Cargo: Técnico Judiciário ...6,5 bilhões de pessoas que existem hoje no planeta, cerca de 4 bilhões vivem abaixo da linha da pobreza, dos quais 1,3 bilhão, abaixo da linha da miséria. Estaria gramaticalmente correta a substituição de “cerca de” por “acerca de”. ( ) Certo ( ) Errado 310ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: PC-PB / Cargo: Papiloscopista Se todos os carros do mundo fossem elétricos, a quantidade de CO2 que lançaríamos na atmosfera continuaria a mesma. É que o groço da produção mundial de CO2 não sai do escapamento dos carros, mas das uzinas termoletricas que queimam o carvão, o combustivel mais sujo que existe. O total de erros de grafia verificados no trecho acima é igual a: (A) 1 (B) 2 (C) 3 209 (D) 4 (E) 5 311ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SEEC/PB / Cargo: Professor O texto fala de etimologia, que é o estudo da origem e da formação das palavras de uma língua. É etimológica a razão pela qual se emprega a letra h em várias palavras do português, como no caso do verbo “habita”, que aparece no texto. Também se escrevem com h inicial as palavras: (A) hebreu, herói, húmido. (B) hidráulico, hiato, higiene. (C) herva, histeria, hipopótamo. (D) hematoma, hérnia, hazar. (E) hexágono, hombro, herdar. 312ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: MPE-AM / Cargo: Agente de Serviços Quando olhei a terra ardendo Qual fogueira de São João, Eu perguntei a Deus do Céu: Por que tamanha judiação Em “Por que tamanha judiação?”, “Por que” é um pronome interrogativo que poderia ser substituído por Porque, sem haver erro de grafia ou mudança de sentido. ( ) Certo ( ) Errado 313ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TJ-RJ / Cargo: Técnico de Atividade Judiciária Os trechos abaixo são adaptados de O Globo de 19/3/2008. Assinale a opção que apresenta erro de grafia de palavra. A) A defesa e a preservação do meio ambiente são hoje uma preocupação mundial, e o Brasil, dono de vastos recursos naturais, procura também avançar nessa área. B) Uma boa parte da população se conscientizou da necessidade de agir para proteger fauna, flora, rios e outros bens da natureza. C) Movimentos foram criados, até na política, e órgãos federais, estaduais e municipais, além do Ministério Público, se mobilizaram. 210 D) Há dez anos, foi aprovada a Lei Contra Crimes Ambientais, dando respaudo jurídico às ações de preservação e prevendo punições para os infratores. E) Na prática, existe enorme dificuldade para que os transgressores sejam punidos. 314ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TJ-RR / Cargo: Analista Judiciário Além disso, o romance oferece um ponto de fuga em relação à maioria dos textos literários que, no período, desempenhavam a função de “desvendamento social” do Brasil, na medida em que problematiza, com rigor incomum, pressupostos identitários de integração nacional por eles formulados. A correção gramatical do período estaria mantida caso se substituísse a expressão “na medida em que” por à medida em que. ( ) Certo ( ) Errado 315ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: MTE / Cargo: Auxiliar Administrativo — Por que o Sr. continua trabalhando? Como “Por que” está no início de uma pergunta, a palavra Porque poderia, corretamente, substituí-la. ( ) Certo ( ) Errado 316ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Banco da Amazônia / Cargo: Técnico Bancário Julgue os fragmentos de texto contidos nos seguintes itens quanto à grafia, à acentuação e ao emprego do sinal indicativo de crase. A causa do aquecimento da Terra, em geral, é a liberação de gases e vapores produzidos atravez de queimadas nas matas e poluição provocada por carros e industrias, que são os grandes culpados disso tudo. ( ) Certo ( ) Errado 317ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: PC-ES / Cargo: Agente de Polícia 211 Considerando que o fragmento apresentado no item seguinte é trecho sucessivo e adaptado de um texto publicado na Folha de S.Paulo em 11/11/2008, julgue-o quanto à correção gramatical de cada um. O grupo levou armas, drogas e destruiu arquivos. Artefatos esplosivos foram detonados no interior do predio. Pouco antes, vizinhos contam, que ouviram o barulho de um carro saindo. ( ) Certo ( ) Errado 318ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: PC-ES / Cargo: Agente de Polícia Considerando que o fragmento apresentado no item seguinte é trecho sucessivo e adaptado de um texto publicado na Folha de S.Paulo em 11/11/2008, julgue-o quanto à correção gramatical de cada um. Ao menos dois carros, que estavam no estacionamento, e uma casa da vizinhança foram atingidos. Não houve feridos. ( ) Certo ( ) Errado 319ª/ Banca: FUNDATEC / Órgão: Prefeitura de Vacaria - RS / Cargo: Auxiliar Administrativo A palavra “lixo” é escrita com X, assim como as seguintes palavras, MENOS: a) Amei_a. b) En_er. c) En_ergar. d) Fai_a. e) Bai_o. 320ª/ Banca: FUNDATEC / Órgão: Prefeitura de Vacaria - RS / Cargo: Auxiliar Administrativo A palavra “obesidade” é grafada com ‘s’, apesar de ter o som de ‘z’, assim como qual das palavras abaixo? a) Ami_ade. b) Re_ar. 212 c) Trapé_io. d) Fa_enda. e) Cri_e. 321ª/ Banca: FUNDATEC / Órgão: Prefeitura de Vacaria - RS / Cargo: Auxiliar Administrativo A palavra “depressa” é escrita com “ss”. Nas alternativas abaixo, qual palavra está escrita INCORRETAMENTE? a) Assinatura. b) Compromisso. c) Sossego. d) Grosseria. e) Insseguro. 322ª/ Banca: OBJETIVA / Órgão: Prefeitura de Horizontina - RS / Cargo: Agente Administrativo Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE: Aquele senhor era _________. a) tasiturno b) taçiturno c) taciturno d) tassiturno e) tacitorno 323ª/ Banca: OBJETIVA / Órgão: Prefeitura de Horizontina - RS / Cargo: Agente Administrativo Como funciona a profissão de escritor Escritor é o profissional que produz obras literárias, peças de teatro ou até roteiros para cinema e televisão. Essas obras podem ser de ficção ou baseadas em 213 acontecimentos reais. O escritor também pode trabalhar com a _________ de textos para diferentes formatos e a tradução de obras escritas em outros idiomas. Se você gosta de ler e escrever, é criativo e esforçado, já tem algumas das características necessárias para ser um escritor. É importante conhecer bem a literatura, estudar as diferentes correntes literárias e dominar a língua portuguesa. Saber como funciona o mercado literário, gostar de estudar e ser autoconfiante, paciente e detalhista são outros pontos importantes. Qualquer pessoa, mesmo sem ter feito faculdade, pode seguir essa carreira. Mas o mercado é competitivo e são poucos os que conseguem se estabelecerna profissão. Por isso, o melhor é conhecer a realidade da área de perto e estudar literatura e técnicas de escrita. Fazer um curso de graduação, _________ ou cursos livres que tenham relação com o mercado é importante para aumentar o conhecimento. (Site: UOL ‐ adaptado) Assinalar a alternativa que preenche as lacunas do texto CORRETAMENTE: a) adapitação | extensão b) adapitação | estensão c) adapitação | estenção d) adaptação | estensão e) adaptação | extensão 324ª/ Banca: OBJETIVA / Órgão: Prefeitura de Santa Maria - RS / Cargo: Analista de Sistemas Assinalar a alternativa em que o par de palavras está grafado CORRETAMENTE: a) Ancioso | premicionário. b) Análize | parsimônia. c) Prezunçoso | abnóscio. d) Pitonisa | exsudação. e) Enximento | isócele. 325ª/ Banca: FGV / Órgão: TJ-RS / Cargo: Oficial de Justiça Em todas as frases abaixo ocorre uma troca indevida do vocábulo sublinhado por seu parônimo; a única das frases cuja forma de vocábulo sublinhado está correta é: 214 a) O motorista infligiu como leis do trânsito; b) O prisioneiro dilatou os comparsas do assalto; c) Não há nada que desabone sua conduta imoral; d) A cobrança é bimestral, ou seja, duas vezes por mês; e) Os cumprimentos devem ser dados na entrada da festa. 326ª/ Banca: FGV / Órgão: IBGE / Cargo: Agente Censitário Operacional Texto 2 Notícia publicada na imprensa na penúltima semana de setembro de 2019: “Tráfico da Rocinha ameaça quem joga lixo na rua Bandidos espalham cartazes em área onde houve deslizamentos de terra nas últimas chuvas, alertando moradores para não despejar detritos em beco. Medida seria tomada porque venda de drogas é interrompida quando a região alaga”. Sobre a estruturação do texto 2, é INCORRETO afirmar que: a) a palavra “tráfico” é empregada em lugar de “traficantes”; b) a forma verbal “houve” está empregada corretamente; c) a palavra “deslizamentos” deveria ser grafada com S em lugar de Z; d) o verbo “despejar” poderia ser substituído por “jogar”; e) a palavra “região” se refere aos becos em geral. 327ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRP - MA - 22ª Região / Cargo: Auxiliar Administrativo Considere as seguintes frases. 1 A mesa tem 50 centímetros de cumprimento. 2 Concerteza ela viajará no próximo ano. 3 Derrepente o céu ficou nublado. 4 A compania aérea cancelou o voo. 5 Fritura é gostoso, mais infelizmente não faz bem. 6 Por que você não vem com agente ao cinema? 7 Vieram menas pessoas do que o esperado. 8 O povo tem pressa. 9 Hoje eu começei um curso universitário. 10 Eles não veem a hora de se encontrar de novo. 215 A respeito da grafia dos termos utilizados nas frases apresentadas, julgue o item. A frase 1 não apresenta nenhum erro de grafia. ( ) Certo ( ) Errado 328ª/ Banca: FUNDATEC / Órgão: COMUR de Novo Hamburgo - RS / Cargo: Agente de Vendas A palavra “antebraço” é grafada sem hífen. Assinale a alternativa que apresenta palavra escrita corretamente, da mesma forma, sem hífen. a) Autoestrada. b) Couveflor. c) Antihigiênico. d) Vicegovernador. e) Exmarido. 329ª/ Banca: FUNDATEC / Órgão: COMUR de Novo Hamburgo - RS / Cargo: Agente de Vendas A palavra “organização” é escrita com Ç. Assinale a alternativa que contém palavra que deve ser escrita da mesma forma. a) Inven__ão. b) A__ociação. c) A__ento. d) Na__imento. e) E__agerado. 330ª/ Banca: FGV / Órgão: TJ-CE / Cargo: Técnico Judiciário “Causam menos dano cem delinquentes do que um mau juiz”; no caso dessa frase, o vocábulo MAU está corretamente grafado; a frase abaixo em que esse mesmo vocábulo deveria ser grafado com a forma MAL é: a) Mau é o juiz, se má é a sentença; 216 b) O castigo é mau, se não é justo; c) O crime é sempre mau feito; d) Todos devem combater o mau juiz; e) Nem sempre um mau homem é um mau jurado. 331ª/ Banca: FGV / Órgão: Prefeitura de Salvador - BA / Cargo: Professor – Português Assinale a opção abaixo em que existe erro ortográfico. a) privilégio – bêbedo – infarto b) irriquieto – hieróglifo – crânio c) muçarela – poleiro – receoso d) majestade – obcecar – jenipapo e) jabuticaba – feioso – piscina 332ª/ Banca: OBJETIVA / Órgão: Prefeitura de Coronel Martins - SC / Cargo: Motorista Em relação à ortografia, assinalar a alternativa CORRETA: a) Dureza. b) Dezarme. c) Defeza. d) Duqueza. 333ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRBM - 4 / Cargo: Agente Administrativo Acerca dos aspectos linguísticos e dos sentidos do texto, julgue o item. Tanto “dissecção” quanto ‘dissecação’ são grafias corretas, conforme a atual ortografia oficial da língua portuguesa. ( ) Certo ( ) Errado 334ª/ Banca: FUNDATEC / Órgão: Câmara de Imbé - RS / Cargo: Auxiliar Administrativo 217 A palavra “licença” é escrita com Ç. Assinale a alternativa que contém palavra que deve ser escrita da mesma forma. a) Endere__o. b) A__assinato. c) A__ender. d) Te__oura. e) A__inatura. 335ª/ Banca: CONSULPLAN / Órgão: Prefeitura de Capanema - PA / Cargo: Agente de Combate às Endemias Conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a afirmativa que evidencia ERRO de grafia. a) A sofisticação tem concepções bem diversas. b) A ignorância está relacionada à miséria social. c) O povão ainda é uma classe social invisível no país. d) O verdadeiro intelectual estuda e pesquiza diversas áreas. e) Eles estavam questionando sobre a honestidade da elite social. 336ª/ Banca: FGV / Órgão: TJ-RS / Cargo: Oficial de Justiça Na redação de um texto, pode ocorrer uma série de dificuldades com os vocábulos da língua portuguesa; as palavras abaixo que estão graficamente corretas são: a) advogado / metereologia; b) bicabornato / astigmatismo; c) babadouro / beneficência; d) reinvindicação / bugigangas; e) jaboticaba / cabelereiro. 218 12 – Verbos 337ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TST / Cargo: Analista Judiciário 1 Articulação – Qual seria o conceito de trabalho mais apropriado para o movimento de mulheres? O que deveria estar presente nesse conceito? Os tempos verbais usados nas perguntas apresentadas nas linhas de indicam que, na visão do entrevistador, as respostas a essas perguntas independem do entrevistado e são atemporais. ( ) Certo ( ) Errado 338ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: INCA / Cargo: Comunicação Social 1 Um dos aspectos mais notáveis da aventura do homem ao longo da história tem sido seu constante anseio de buscar novas perspectivas, abrir horizontes desconhecidos, 4 investigar possibilidades ainda inexploradas, enfim, ampliar o conhecimento. A partir da argumentação do texto acima, bem como das estruturas linguísticas nele utilizadas, julgue o item que se segue. Seriam preservadas a correção gramatical do texto, bem como a coerência de sua argumentação, se, em lugar de “tem sido” (l.2), fosse usada a forma verbal é; no entanto, a opção empregada no texto ressalta o caráter contínuo e constante dos aspectos mencionados. ( ) Certo ( ) Errado 339ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Instituto Rio Branco / Cargo: Diplomata 1 Há algo que une técnicos e humanistas. Ambos se creem marcados por um fator distintivo, inerente a seus cérebros: o dom da inteligência, que os apartaria do 4 trabalhador manual ou mecânico. Gramsci percebe nessa crença um ranço ideológico da divisão do trabalho: Acerca de aspectos gramaticais e estilísticos do texto, julgue (C ou E) os itens que se seguem. A forma verbal "apartaria" (l.3) está flexionada no futuro do pretérito porque denota uma ação que compõe uma hipótese, uma suposição. 219 ( ) Certo ( ) Errado 340ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: ABIN / Cargo: Oficial de Inteligência 1 Um homem do séculoXVI ou XVII ficaria espantado com as exigências de identidade civil a que nós nos submetemos com naturalidade. A ideia de suposição expressa na forma verbal "ficaria" (L.1) permite o emprego de submetermos, forma verbal no modo subjuntivo, em lugar de "submetemos" (L.2), sem que se prejudiquem a coerência e a correção gramatical do texto. ( ) Certo ( ) Errado 341ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TCE-AC / Cargo: Analista de Controle Externo O uso do futuro do presente em “acabará” (L.3) expressa que a verdade referida ainda não foi comprovada. ( ) Certo ( ) Errado 342ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TJ-AM / Cargo: Analista Judiciário 220 Ainda com relação às propriedades linguísticas e aos sentidos do texto CB1A1-I, julgue o seguinte item. A substituição da forma verbal “estaria” (L.4) por estava não modificaria os sentidos originais do texto. ( ) Certo ( ) Errado 343ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Prefeitura de Boa Vista-RR / Cargo: Procurador Municipal 221 Julgue o seguinte item, considerando os aspectos textuais e gramaticais do cartaz precedente veiculado pelo Ministério Público Federal, no âmbito do projeto Amazônia Protege. As formas verbais “Acesse”, “conheça” e “consulte” caracterizam-se por uma uniformidade na flexão de modo e de pessoa. ( ) Certo ( ) Errado 344ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRF-1ª Região / Cargo: Cargos de Nível Médio A substituição das formas verbais “é” (L.14) e “deve” (L.16) por seja e deva, respectivamente, não alteraria a correção gramatical do texto. ( ) Certo ( ) Errado 345ª/ Banca: OBJETIVA / Órgão: Câmara de São Francisco de Assis - RS / Cargo: Agente Legislativo No trecho “A velocidade nas curvas do trajeto é sempre menor do que seria na queda livre de uma pessoa.”, o verbo sublinhado está no: a) Presente. b) Pretérito perfeito. c) Pretérito mais que perfeito. d) Futuro do presente. 222 e) Futuro do pretérito. 346ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRF-GO / Cargo: Agente Administrativo 223 O emprego, no último parágrafo do texto, das formas verbais “imaginais”, “mostrais” e “conheceis”, todas flexionadas na segunda pessoa, indica que o narrador dialoga com o leitor do texto. ( ) Certo ( ) Errado 347ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: DPE-RS / Cargo: Defensor Público Na sociedade líquido-moderna da hipermodernidade globalizante, o fazer compras não pressupõe nenhum discurso. O consumidor — o hiperconsumidor — compra aquilo que lhe apraz. Ele segue as suas inclinações individuais. O curtir é o seu lema. Esse movimento social de hiperconsumismo, de vida para o consumo, guiou a pessoa natural para o caminho da necessidade, da vontade e do gosto pelo consumo, bem como impulsionou o descarte de cada vez mais recursos naturais finitos. Isso tem transformado negativamente o planeta, ao trazer prejuízos não apenas para as futuras gerações, como também para as atuais, o que resulta em problemas sociais, crises humanitárias e degradação do meio ambiente ecologicamente equilibrado, além de afetar o desenvolvimento humano, ao se precificar o ser racional, dissolvendo-se toda solidez social e trazendo-se à tona uma sociedade líquido-moderna de hiperconsumidores vorazes e indiferentes às consequências de seus atos sobre o meio ambiente ecologicamente equilibrado e sobre as gerações atuais e futuras. O consumismo é uma economia do logro, do excesso e do lixo, pois faz que o ser humano trabalhe duro para adquirir mais coisas, mas traz a sensação de insatisfação porque sempre há alguma coisa melhor, maior e mais rápida do que no presente. Ao mesmo tempo, as coisas que se possuem e se consomem enchem não apenas os armários, as garagens, as casas e as vidas, mas também as mentes das pessoas. Nessa sociedade líquido-moderna de hiperconsumidores, o desejo satisfeito pelo consumo gera a sensação de algo ultrapassado; o fim de um consumo significa a vontade de iniciar qualquer outro. Nessa vida de hiperconsumo e para o hiperconsumo, a pessoa natural fica tentada com a gratificação própria imediata, mas, ao mesmo tempo, os cérebros não conseguem compreender o impacto cumulativo em um nível coletivo. Assim, um desejo satisfeito torna-se quase tão prazeroso e excitante quanto uma flor murcha ou uma garrafa de plástico vazia. O hiperconsumismo afeta não apenas a relação simbiótica entre o ser humano e o planeta, como também fere de morte a moral, ao passo que torna tudo e todos algo precificável, descartável e indiferente. Fellipe V. B. Fraga e Bruno B. de Oliveira. O consumo colaborativo como mecanismo de desenvolvimento sustentável na sociedade líquido-moderna. LAECC. Edição do Kindle (com adaptações). Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue. 224 O termo “apraz” (segundo período do primeiro parágrafo) corresponde a uma forma flexionada do verbo aprazar. ( ) Certo ( ) Errado 348ª/ Banca: OBJETIVA / Órgão: Prefeitura de Horizontina - RS / Cargo: Analista Sobre a conjugação do verbo “vir” no presente do indicativo, assinalar a alternativa cuja forma verbal está INCORRETA: a) Venho. b) Vens. c) Vem. d) Viemos. e) Vindes. 349ª/ Banca: OBJETIVA / Órgão: Prefeitura de Horizontina - RS / Cargo: Arquiteto Em “A pesquisa envolveu quase 100 bebês de 19 meses de idade.”, a forma verbal sublinhada está empregada no: a) Presente do indicativo. b) Pretérito perfeito do indicativo. c) Pretérito imperfeito do indicativo. d) Pretérito imperfeito do subjuntivo. e) Pretérito mais-que-perfeito do indicativo. 350ª/ Banca: FUNDATEC / Órgão: COMUR de Novo Hamburgo - RS / Cargo: Operador de Equipamentos Rodoviários Setembro amarelo: mês da prevenção ao suicídio Por Diogo Tulio Wernik de Carvalho O Setembro Amarelo começou nos Estados Unidos quando o jovem Mike Emme de 17 anos cometeu suicídio, em 1994. Mike era um rapaz muito habilidoso e restaurou um automóvel Mustang 68, pintando-o de amarelo. Por conta disso, ficou conhecido como "Mustang Mike". Seus pais e amigos não perceberam que o jovem 225 tinha sérios problemas psicológicos e não conseguiram evitar sua morte. No dia do velório, foi feita uma cesta com muitos cartões decorados com fitas amarelas, assim como o carro pintado por ele. Dentro deles tinha a mensagem “Se você precisar, peça ajuda”. A iniciativa foi o estopim para um movimento importante de prevenção ao suicídio, pois os cartões chegaram realmente às mãos de pessoas que precisavam de apoio. Em consequência dessa triste história, foi escolhido como símbolo da luta contra o suicídio o laço amarelo. O verbo “cometeu” (linha 02) está flexionado em qual tempo verbal? a) Presente. b) Pretérito perfeito. c) Futuro do presente. d) Pretérito imperfeito. e) Futuro do pretérito. 351ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CREFITO-13ª Região (MS) / Cargo: Fiscal Texto para a questão 226 No primeiro quadrinho, a forma verbal “posso” é uma conjugação do verbo a) possuir. b) posse. c) poder. d) possear. e) passear. 352ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CREFITO-13ª Região (MS) / Cargo: Fiscal Formas verbais como “reiterou” (linha 26) e “colocou” (linha 28), empregadas no texto, são exemplos do a) pretérito imperfeito do indicativo. 227 b) pretérito perfeito do indicativo. c) pretérito mais-que-perfeito do indicativo. d) pretérito imperfeito do subjuntivo. e) futuro do presente do indicativo. 353ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRM-MS / Cargo: Auxiliar Administrativo O verbo “estudar” é a) irregular. b) regular. c) anômalo. d) defectivo. e) abundante. 228 13 - Redação Oficial e Aspectos gerais da Comunicação Oficial 354ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Assistenteem Administração Com base no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR), julgue o item que se segue. Emprega-se o fecho Atenciosamente em comunicações oficiais dirigidas a autoridades de mesma hierarquia do remetente ou de hierarquia inferior à deste. ( ) Certo ( ) Errado 355ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Assistente em Administração Com base no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR), julgue o item que se segue. O MRPR estabelece o padrão oficial de linguagem, segundo o qual textos oficiais devem ser redigidos de maneira formal e impessoal. ( ) Certo ( ) Errado 356ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Assistente em Administração Com base no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR), julgue o item que se segue. A redação oficial constitui atos normativos e comunicações do poder público necessariamente uniformes e destinados exclusivamente para órgão do serviço público. ( ) Certo ( ) Errado 357ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Assistente em Administração Considerando as Normas para Padronização de Documentos da Universidade de Brasília, julgue o próximo item. Ato, instrução e resolução são instrumentos normativos que devem conter epígrafe, ementa e preâmbulo. ( ) Certo ( ) Errado 229 358ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Assistente em Administração Considerando as Normas para Padronização de Documentos da Universidade de Brasília, julgue o próximo item. A fim de atender aos requisitos de formalidade e impessoalidade, os verbos empregados nos textos de ofícios, cartas, circulares e memorandos devem estar sempre em terceira pessoa do singular. ( ) Certo ( ) Errado 359ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Assistente em Administração Considerando as Normas para Padronização de Documentos da Universidade de Brasília, julgue o próximo item. Na Universidade de Brasília, têm competência para expedir documento denominado ato o vice-reitor, os decanos e os dirigentes de unidades acadêmica e administrativa, de centros e de órgão(s) complementar(es). ( ) Certo ( ) Errado 360ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: FUB / Cargo: Assistente em Administração Considerando as Normas para Padronização de Documentos da Universidade de Brasília, julgue o próximo item. O despacho é o instrumento que divulga decisões administrativas e disciplina procedimentos de determinado assunto administrativo. ( ) Certo ( ) Errado 361ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: Polícia Federal / Cargo: Agente de Polícia Federal A concisão é uma qualidade da redação oficial que atende ao princípio da economia linguística, segundo o qual se deve reduzir ao mínimo de palavras possível o conteúdo a ser comunicado, evitando-se redundâncias ou trechos inúteis. ( ) Certo ( ) Errado 362ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: STJ / Cargo: Analista Judiciário 230 De acordo com as recomendações pertinentes ao emprego de vocativos em correspondências oficiais, o vocativo Excelentíssimo Presidente está incorreto, razão por que deveria ser substituído por Excelentíssimo Senhor Presidente. ( ) Certo ( ) Errado 363ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: STJ / Cargo: Analista Judiciário Considerando que o texto apresentado constitua um expediente hipotético, julgue o item a seguir, acerca de aspectos da redação oficial. O emprego de Vossa Excelência no campo de indicação do destinatário é considerado inadequado. ( ) Certo ( ) Errado 364ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: STM / Cargo: Técnico Judiciário Brasília, X de novembro de 20XX. Assunto: Convite para cerimônia de posse do presidente do Superior Tribunal Militar 231 Senhor Juiz-Auditor titular da 12.ª Circunscrição Judiciária Militar, Convido-o para a cerimônia de posse do presidente do Superior Tribunal Militar, a realizar-se na sede do órgão, em Brasília, no dia 1° de março de 20XX. Por favor, confirme sua presença até o dia 1° de fevereiro de 20XX. Considerando o trecho de documento hipotético apresentado anteriormente, julgue o item a seguir. A linguagem empregada no texto é inadequada à correspondência oficial, por sua informalidade e simplicidade. ( ) Certo ( ) Errado 365ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: STM / Cargo: Técnico Judiciário Brasília, X de novembro de 20XX. Assunto: Convite para cerimônia de posse do presidente do Superior Tribunal Militar Senhor Juiz-Auditor titular da 12.ª Circunscrição Judiciária Militar, Convido-o para a cerimônia de posse do presidente do Superior Tribunal Militar, a realizar-se na sede do órgão, em Brasília, no dia 1° de março de 20XX. Por favor, confirme sua presença até o dia 1° de fevereiro de 20XX. Considerando o trecho de documento hipotético apresentado anteriormente, julgue o item a seguir. Caso o documento hipotético em questão tenha sido enviado pela Assessoria de Cerimonial da Presidência do Superior Tribunal Militar, no documento de confirmação enviado à autoridade emissora, deverá ser empregado o pronome de tratamento Vossa Senhoria. ( ) Certo ( ) Errado 366ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: STM / Cargo: Técnico Judiciário 232 Considerando que o fragmento de texto apresentado integra parte de uma correspondência oficial, julgue o item a seguir. O emprego do advérbio encarecidamente é inadequado, visto que prejudica o caráter impessoal que deve ser adotado em textos oficiais. ( ) Certo ( ) Errado 367ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: STM / Cargo: Técnico Judiciário Considerando que o fragmento de texto apresentado integra parte de uma correspondência oficial, julgue o item a seguir. O pronome demonstrativo contido na contração deste refere-se ao órgão ao qual se destina o expediente em questão. ( ) Certo ( ) Errado 368ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: STM / Cargo: Técnico Judiciário - Área Administrativa 233 Considerando que o fragmento de texto apresentado integra parte de uma correspondência oficial, julgue o item a seguir. Os aspectos estruturais e o tema do texto indicam tratar-se de expediente que segue o padrão ofício, ao passo que o seu fechamento sugere tratar-se de documento destinado a autoridade de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior à do remetente. ( ) Certo ( ) Errado 369ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: STM / Cargo: Técnico Judiciário Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige atos normativos e comunicações. Manual de Redação da Presidência da República. 2ª ed. rev. e atual. Brasília, 2002, p.4. Na redação de súmulas, dado seu caráter técnico, devem-se empregar, sempre que possível, jargões. ( ) Certo ( ) Errado 370ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRF - 1ª REGIÃO / Cargo: Técnico Judiciário – Taquigrafia Com base no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR), julgue o item seguinte. O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas a um juiz de direito é Senhor, seguido do cargo: Senhor Juiz. ( ) Certo ( ) Errado 371ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRF - 1ª REGIÃO / Cargo: Técnico Judiciário – Taquigrafia Com base no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR), julgue o item seguinte. De acordo com o MRPR, não existe um padrão oficial de linguagem. ( ) Certo ( ) Errado 234 372ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: SEDF / Cargo: Técnico de Gestão Educacional - Secretário Escolar A respeito de correspondência oficial, julgue o item seguinte, à luz do Manual de Redação da Presidência da República. Decorre do princípio da moralidade a prescrição de que não deve haver impressões pessoais em textos oficiais. ( ) Certo ( ) Errado 373ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TCE-PR / Cargo: Analista de Controle - Comunicação Social Excelentíssimo Senhor Doutor Juizde Direito da Comarca X, Justino Mem de Sá, brasileiro, casado, R.G. n.º 00000, contador, residente à Rua da Travessa, n.º 10, Parque das Videiras, requer que seja expedida a ordem de habeas corpus em favor de Jucimar Anastácio da Costa pelas razões a seguir delineadas. 1. Jucimar da Costa foi preso no dia 5 do corrente mês, na Rua das Almas, n.º 11, no Parque das Videiras, por policiais, constando ter sido conduzido para a Delegacia do 10.º Distrito Policial do Município. 2. A prisão é considerada ilegal, pois não houve flagrante delito nem mandado de prisão. 3. O auto de prisão em flagrante é nulo, além de indevido, pois o detido é menor de vinte anos e não lhe foi nomeado curador no momento da lavratura do auto. 4. Os casos em que alguém pode ser preso estão disciplinados na lei e na Constituição Federal, de modo que qualquer prisão fora dos casos legais permite a impetração de habeas corpus. 5. Em face da ilegalidade verificada, requer que se digne Vossa Excelência a conceder ao paciente a ordem pedida e determinar o relaxamento de sua prisão. Lagoinha, 23 de junho de 2016. Assinatura Considerando o requerimento hipotético apresentado e os elementos da comunicação, assinale a opção correta. a) O emissor da comunicação é Jucimar Anastácio da Costa. b) A mensagem é o canal de comunicação, ou seja, a escrita em língua portuguesa. c) O receptor da mensagem é o magistrado a quem é dirigida a comunicação. d) O código é a coação ilegal de Jucimar Anastácio da Costa. e) O referente é o meio pelo qual é feito o requerimento, ou seja, a escrita. 235 374ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: POLÍCIA CIENTÍFICA - PE / Cargo: Perito Criminal – Física Texto CG1A2AAA SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DELEGACIA-GERAL DE POLÍCIA CIVIL GABINETE DO DELEGADO-GERAL XXXX n.º 165/2016–GDG Cidade X, 20 de abril de 2016. À Ilustríssima Senhora Senadora XXXXXX Assunto: Encaminhamento de documento – Ofício n.º 167/XXXXXXXXXXXX Em resposta ao Ofício n.º 167/XXXX, encaminho a Sua Excelência o Ofício n.º 281/2016–IML e seus anexos, oriundos do nosso Instituto de Medicina Legal, que apresentam o número de mulheres submetidas a exame de corpo de delito neste estado. Delegado-Geral de Polícia Civil do Estado XXX Com base no que dispõe o MRPR, assinale a opção que apresenta o vocativo adequado à comunicação oficial apresentada no texto CG1A2AAA. a) Digníssima Senhora Senadora, b) Ilustre Senhora, c) Senhora Senadora d) Vossa Excelência a Senadora, e) Excelentíssima Senhora. 375ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: PC-PE / Cargo: Escrivão de Polícia Civil Considerando que, conforme o MRPR, a finalidade do fecho de comunicações oficiais é arrematar o texto e saudar o destinatário, assinale a opção que contém o fecho a ser empregado corretamente em correspondência oficial a ser subscrita por um delegado 236 de polícia civil e remetida para o secretário de Defesa Social do Estado de Pernambuco. a) Gentilmente, b) Respeitosamente, c) Cordialmente, d) Sinceramente, e) Atenciosamente, 376ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: PC-PE / Cargo: Escrivão de Polícia Civil Considerando as disposições do MRPR, assinale a opção que apresenta o vocativo adequado para ser empregado em um expediente cujo destinatário seja um delegado de polícia civil. a) Magnífico Delegado, b) Digníssimo Delegado, c) Senhor Delegado, d) Excelentíssimo Senhor Delegado, e) Ilustríssimo Senhor Delegado, 377ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRE-PE / Cargo: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas No que se refere às características fundamentais da redação oficial, assinale a opção correta. a) A clareza do texto oficial depende da prática do redator e de revisão especializada e atenta, não estando relacionada a aspectos do texto em si ou da linguagem nele empregada. b) A impessoalidade dos textos oficiais deriva do princípio da impessoalidade, um dos princípios fundamentais da administração pública. c) A formalidade caracteriza-se pela proposta de um padrão de apresentação dos textos oficiais, que é alcançado por meio da clareza datilográfica, do uso de papéis uniformes para o texto definitivo e da correta diagramação desse texto. 237 d) O cuidado com a linguagem materializa-se na obediência às regras de um padrão oficial de linguagem. e) A concisão é uma característica dos textos oficiais que se concretiza por meio da economia de pensamento. 378ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRE-PI / Cargo: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas No que se refere aos aspectos formais e linguísticos das correspondências oficiais definidos no Manual de Redação da Presidência da República, assinale a opção correta. a) Nos textos de redação oficial, é proibido o emprego de linguagem técnica, de neologismos e de estrangeirismos. b) Expedientes que tenham o presidente da República como emissor, embora não apresentem a identificação do signatário, trazem a sua assinatura. c) A palavra Respeitosamente é adequada para figurar como fecho de uma comunicação oficial se o emissor e o receptor dessa comunicação forem autoridades de mesmo nível hierárquico. d) No ofício, informações do remetente, tais como nome do órgão ou setor a que ele pertence, endereço postal, além de telefone e endereço de correio eletrônico, são facultativas, devendo, se presentes, constar do cabeçalho do documento. e) Na identificação do destinatário do memorando, constam o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comunicação, diferentemente do recomendado pelo padrão ofício. 379ª/ Banca: CESPE-CEBRASPE / Órgão: TRE-PI / Cargo: Técnico Judiciário - Programação de Sistemas Em relação à conceituação, à finalidade e aos aspectos estruturais e linguísticos das correspondências oficiais, assinale a opção correta. a) O memorando é um expediente oficial de circulação interna ou externa. b) Como não existe padrão definido para a estrutura das mensagens enviadas por meio de correio eletrônico, não há orientações acerca da linguagem a ser empregada nessas comunicações. c) Informar o destinatário sobre determinado assunto, propor alguma medida e submeter projeto de ato normativo à consideração desse destinatário são alguns dos propósitos comunicativos da mensagem. 238 d) A exposição de motivos varia estruturalmente conforme sua finalidade comunicativa. e) A situação comunicativa mediada pelo ofício é restrita aos ministros de Estado, estejam eles no papel de remetente ou de destinatário. 380ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CREFONO - 3ª Região / Cargo: Fiscal Júnior Considerando as técnicas de redação para a elaboração de correspondências oficiais, julgue o item. São atributos essenciais à redação de correspondências oficiais a padronização e a formalidade. ( ) Certo ( ) Errado 381ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CREFONO - 3ª Região / Cargo: Fiscal Júnior Considerando as técnicas de redação para a elaboração de correspondências oficiais, julgue o item. Nos expedientes oficiais, o emprego adequado de conjunções e de recursos como a elipse, a substituição e a referência contribuem para a coesão e para a coerência do texto. ( ) Certo ( ) Errado 382ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CREFONO - 3ª Região / Cargo: Fiscal Júnior Em razão da natural evolução da língua e com vistas à obtenção de clareza e de precisão na redação de correspondências oficiais, é adequado o uso indiscriminado de estrangeirismos, desde que eles sejam grafados em itálico. ( ) Certo ( ) Errado 383ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CREFONO - 3ª Região / Cargo: Fiscal Júnior Considerando as técnicas de redação para a elaboração de correspondências oficiais, julgue o item. Na redação de correspondências oficiais, é indispensável o atributo da concisão, o qual está fundamentado no princípio da economia de pensamento.239 ( ) Certo ( ) Errado 384ª/ Banca: VUNESP / Órgão: SAEG / Cargo: Assistente de Serviços Administrativos Um tipo de documento oficial cuja estrutura representa um ato por meio do qual autoridades competentes determinam providências de caráter administrativo, impõem normas, definem situações funcionais, aplicam penas disciplinares e atos semelhantes, denomina-se a) regimento. b) portaria. c) memorial. d) comunicado. e) regulamento. 385ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Prefeitura de Várzea Paulista - SP / Cargo: Agente de Gestão No texto das comunicações oficiais, tanto na estrutura I quanto na estrutura II o espaçamento entre parágrafos deve ser de a) 6 pontos após cada parágrafo. b) 8 pontos após cada parágrafo. c) 4 pontos após cada parágrafo. d) 2 pontos após cada parágrafo. e) 0 pontos após cada parágrafo. 386ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Prefeitura de Várzea Paulista - SP / Cargo: Agente de Gestão Dentre as características da redação oficial encontram-se a) a coerência, a subjetividade e a individualidade. b) a informalidade, o uso do padrão culto da língua e a objetividade. c) a clareza, a impessoalidade e a concisão. 240 d) a concisão, a pessoalidade e a formalidade. e) A impessoalidade, a diversidade e a eloquência. 387ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Prefeitura de Várzea Paulista - SP / Cargo: Agente de Gestão O documento oficial que é utilizado para os mais diferentes tipos de solicitações às autoridades ou órgãos públicos é denominado a) Declaração. b) Atestado. c) Ofício. d) Relatório. e) Requerimento. 388ª/ Banca: FUNDATEC / Órgão: CRF-PR / Cargo: Técnico em Informática Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, a comunicação oficial (entendida atos e expedientes oficiais) apresenta características especiais, referidas nas alternativas a seguir, EXCETO: a) Tem caráter público. b) Necessita empregar determinado nível de linguagem, já que sua finalidade precípua é a de informar com clareza e objetividade. c) Quando é um ato de caráter normativo, tem a função de estabelecer regras para a conduta dos cidadãos ou regular o funcionamento dos órgãos e entidades públicos. d) A fim de obter sucesso comunicativo no trato com os cidadãos, os textos oficiais podem valer-se de jargões, linguagem técnica e/ou regionalismos. e) A publicidade, a impessoalidade e a eficiência são princípios fundamentais de toda a administração pública, por isso eles devem nortear a elaboração dos textos oriundos dessa instância. 389ª/ Banca: FUNDATEC / Órgão: CRF-PR / Cargo: Assistente Administrativo Operacional A respeito das formas de tratamento no texto oficial, o vocativo Excelentíssimo Senhor deve ser usado somente para: 241 a) O Presidente da República, o Presidente do Congresso Nacional e o Presidente do Supremo Tribunal Federal. b) O Presidente da República e o Vice-Presidente. c) O Presidente da República, o Vice-Presidente e os ministros. d) Vereadores, deputados e ministros, além de Presidente da República e Vice e) O Oficial-General das Forças Armadas o Presidente da República e seu Vice, o Presidente do Congresso Nacional e o Presidente do Supremo Tribunal Federal. 390ª/ Banca: FUNDATEC / Órgão: CRF-PR / Cargo: Assistente Administrativo Operacional Uma vez que “a redação oficial não é necessariamente árida e contrária à evolução da língua” (de acordo com o Manual de Redação Oficial da Presidência da República), NÃO é característica da linguagem empregada nas comunicações oficiais: a) Clareza e precisão. b) Objetividade e concisão. c) Coesão e coerência. d) Formalidade e uso da norma padrão da língua portuguesa. e) Vocabulário rebuscado e figuras de linguagem próprias do estilo literário. 391ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRP - MG / Cargo: Assistente Administrativo A redação oficial deve observar estratégias textuais destinadas a reduzir excessos de estilo e de linguagem que afrontem os seguintes preceitos: a) impessoalidade; formalidade e uniformidade; clareza e precisão; conclusão e finalização. b) impessoalidade; formalidade e uniformidade; clareza e precisão; concisão e harmonia. c) impessoalidade; informalidade e padronização; clareza e precisão; concisão e harmonia. d) pessoalidade; informalidade e padronização; clareza e precisão; concisão e harmonia. 242 e) pessoalidade; formalidade e uniformidade; clareza e precisão; concisão e harmonia. 392ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRESS - RO / Cargo: Assistente Administrativo A redação oficial é a maneira por meio da qual o Poder Público redige comunicações oficiais e atos normativos. Sua finalidade básica – comunicar com objetividade e máxima clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira diversa do da literatura, do texto jornalístico, do da correspondência particular etc. Na redação oficial, deve-se obedecer a alguns atributos para se atender às suas finalidades básicas. Sendo assim, o atributo segundo o qual deve-se ir diretamente ao assunto que se deseja abordar, sem voltas e sem redundâncias, e é fundamental que o redator saiba de antemão qual é a ideia principal e quais são as ideias secundárias, conduzindo o leitor a um contato mais direto com o assunto e com as informações, sem subterfúgios e sem excessos de palavras e de ideias, é o da a) concisão. b) clareza e precisão. c) objetividade. d) coesão e coerência. e) formalidade e padronização 393ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CAU-AP / Cargo: Assistente Administrativo Com relação à redação de documentos oficiais, julgue o item. Para a elaboração de um documento oficial, é indispensável que o repasse das informações seja literal. Portanto, expressões em língua estrangeira não deverão ser traduzidas. ( ) Certo ( ) Errado 394ª/ Banca: OBJETIVA / Órgão: Prefeitura de Venâncio Aires - RS / Cargo: Técnico Administrativo Em conformidade com o Manual de Redação da Presidência da República, sobre o padrão ofício, o texto do documento oficial deve seguir a seguinte padronização de estrutura: a) Nos casos em que não seja usado para encaminhamento de documentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura: desenvolvimento e conclusão. 243 b) Nos casos em que não seja usado para encaminhamento de documentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura: introdução e desenvolvimento. c) Quando for usado para encaminhamento de documentos, a estrutura é modificada: introdução, desenvolvimento e conclusão. d) Quando for usado para encaminhamento de documentos, a estrutura é modificada: introdução e desenvolvimento. e) Quando for usado para encaminhamento de documentos, a estrutura é modificada: desenvolvimento e conclusão. 395ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRF - MA / Cargo: Assistente Administrativo De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, o pronome de tratamento a ser utilizado no corpo do texto de uma comunicação oficial endereçada a uma ministra de Estado é a) Senhor Ministro. b) Vossa Excelência. c) Sua Excelência a Senhora Ministra. d) Senhora Ministra. e) Excelentíssima Senhora. 396ª/ Banca: INSTITUTO AOCP / Órgão: MPE-RS / Cargo: Técnico do Ministério Público Assinale a alternativa em que todas as propriedades são atributos da redação oficial. a) Impessoalidade, concisão, padronização e coerência. b) Clareza, eloquência, formalidade e uso da norma-padrão da língua portuguesa. c) Objetividade, precisão, expressividade e formalidade. d) Padronização, coesão, estilo e objetividade. e) Eloquência, originalidade, uso da norma-padrão da língua portuguesa e formalidade. 397ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CREF - 21ª Região (MA) / Cargo: Auxiliar Administrativo 244 Carlos, servidor público ocupante do cargo de analista administrativo, está redigindo um e-mailde resposta a uma solicitação realizada por João, auxiliar de gestão de pessoas do mesmo órgão em que Carlos trabalha. Com base nessa situação hipotética e no disposto no Manual de Redação Oficial da Presidência da República, assinale a alternativa que apresenta o fecho que Carlos deverá utilizar no e-mail profissional que está redigindo. a) Att. b) Abraços c) Saudações d) Atenciosamente e) Até a próxima 398ª/ Banca: VUNESP / Órgão: CODEN - SP / Cargo: Escriturário Conforme o Manual de Redação da Presidência da República, garante-se a padronização em um texto oficial com a) o emprego de uma linguagem dinâmica e atual, marcada por emparelhar-se à literária e à jornalística, inclusive com a presença de estrangeirismos. b) o uso do padrão culto da língua, admitindo-se, contudo, o emprego de formas regionais, que refletem o contexto cultural de determinada comunidade. c) o uso consagrado de uma forma de linguagem burocrática, como um jargão, capaz de garantir a compreensão abrangente da comunicação. d) a utilização de uma linguagem autêntica, com termos que lhe conferem carga afetiva e, em decorrência, concisão, harmonia e unidade. e) a digitação sem erros, o uso de papéis uniformes para o texto definitivo, nas exceções em que se fizer necessária a impressão, e a correta diagramação do texto. 399ª/ Banca: VUNESP / Órgão: CODEN - SP / Cargo: Escriturário Leia o texto para responder à questão. Senhor Secretário, De acordo com o que se determinou na última reunião de secretários, a seleção para contratação de novos funcionários depende da análise dos recursos disponíveis, uma vez que não se pode comprometer a meta fiscal do município. Dessa forma, 245 entendemos que ela estará suspensa, conforme memorando enviado a todos os departamentos. Aguardamos, portanto, o momento adequado para novamente solicitar a abertura do processo seletivo. _________________, ABC Secretário de Educação Considerando-se a interlocução estabelecida, a lacuna do texto deve ser preenchida com: a) Abraço b) Atenciosamente c) Respeitosamente d) Sem mais para o momento e) Com apreço e consideração 400ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRBM - 4 / Cargo: Recepcionista A respeito de cidadania, de relações públicas, de comunicação e da redação de documentos oficiais, julgue o item. No padrão ofício, o assunto deve oferecer ao leitor uma noção geral do conteúdo do documento. Para grafar a frase de descrição, recomenda-se a utilização de quatro a cinco palavras, porém verbos não devem ser utilizados. ( ) Certo ( ) Errado 401ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRBM - 4 / Cargo: Agente Administrativo Com base no Manual de Redação da Presidência da República, julgue o item. Nas comunicações oficiais que seguem o padrão estabelecido no Manual de Redação da Presidência da República, é obrigatório o uso da vírgula após o vocativo. ( ) Certo ( ) Errado 402ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRBM - 4 / Cargo: Agente Administrativo Com base no Manual de Redação da Presidência da República, julgue o item. 246 O Manual de Redação da Presidência da República prevê a expressão “Respeitosamente” como forma de fecho única para qualquer tipo de comunicação oficial. ( ) Certo ( ) Errado 403ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRBM - 4 / Cargo: Agente Administrativo Com base no Manual de Redação da Presidência da República, julgue o item. Em atendimento ao princípio da impessoalidade, o destinatário da comunicação oficial, independentemente de quem seja, deve ser tratado de forma homogênea e impessoal. ( ) Certo ( ) Errado 404ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRBM - 4 / Cargo: Agente Administrativo Com base no Manual de Redação da Presidência da República, julgue o item. De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, o destinatário da redação oficial é sempre o serviço público. ( ) Certo ( ) Errado 405ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRBM - 4 / Cargo: Fiscal Biomédico Com base no Manual de Redação da Presidência da República, julgue o item. Nos termos do Manual de Redação da Presidência da República, o gênero textual e- mail não pode constituir um documento oficial. ( ) Certo ( ) Errado 406ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRBM - 4 / Cargo: Fiscal Biomédico Com base no Manual de Redação da Presidência da República, julgue o item. Um dos atributos da redação oficial deve ser a impessoalidade, que decorre da ausência de identificação do signatário do documento. ( ) Certo ( ) Errado 247 407ª/ Banca: FUNDATEC / Órgão: CRA-RS / Cargo: Auxiliar Administrativo Analise as seguintes características, relativas a determinado documento: É o instrumento da licença ou da autorização para a prática de ato, realização de atividade ou exercício de direito dependente de policiamento administrativo. Existem dois tipos básicos, o de caráter definitivo e o de caráter precário. Este documento possui as seguintes partes: título, texto, assinatura, local e data. Que documento é esse? a) Atestado. b) Termo. c) Edital. d) Alvará. e) Diploma. 408ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Câmara de Boituva - SP / Cargo: Agente Administrativo Quando o poder público se relaciona com o particular, em comunicação oral ou escrita, o vocativo (em que se chama ou interpela o destinatário) deve ser: a) Ilmo.; Ilma. b) V.Ex.; V.Ex.a. c) Sr.; Sra. d) DD.; DDa. e) Exmo.; Exma. 409ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Câmara de Boituva - SP / Cargo: Agente Administrativo O atributo precisão da comunicação oficial ou comercial significa que o documento não deve a) dar voltas para chegar ao objetivo b) conter palavras ou expressões que deem duplo sentido ao que se quer comunicar. 248 c) trazer detalhes irrelevantes, desnecessários e inúteis. d) conter impressões pessoais da fonte que está comunicando. e) se pautar pela informalidade no tratamento. 410ª/ Banca: IBADE / Órgão: Prefeitura de Ministro - RO / Cargo: Agente Administrativo Exposição de Motivos (EM) é o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao Vice-Presidente para: a) solicitação de agenda. b) submeter lei aprovada. c) pedido de autorização para operações financeiras externas. d) exposição sobre a situação do País e a solicitação de providências que julgar necessárias. e) submeter projeto de ato normativo à sua consideração. 411ª/ Banca: FUNDATEC / Órgão: Prefeitura de Cristinápolis - SE / Cargo: Assistente Administrativo De acordo com o Manual de Redação Oficial da Presidência da República (2018), a redação oficial é: a) A maneira pela qual o Poder Público redige comunicações oficiais e atos normativos b) Uma forma de escrita de documentos utilizada pelas organizações de cunho privado e pelas instituições pertencentes à sociedade civil. c) A maneira pela qual o Poder Público e as empresas privadas redigem suas correspondências, sendo de cunho exclusivamente interno. d) A forma pela qual o Poder Público se comunica entre si e com a sociedade, respeitando os atributos da pessoalidade, perfeição, prolixidade e neologismo e) O estilo de escrita adotado pelas organizações do terceiro setor em seus documentos para angariar recursos junto às entidades públicas fomentadoras de projetos. 412ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Câmara de Mogi Mirim - SP / Cargo: Analista Legislativo 249 Conforme o Manual de Redação da Presidência da República, quanto aos atributos da redação oficial, é correto afirmar que a linguagem dos documentos oficiais deve primar pela a) clareza e precisão, embora isso seja alcançado, na maioria das vezes, com a linguagem subjetiva. b) coesão e coerência, embora não precise valer-se da formalidade para expressar as ideias. c) formalidade e padronização, embora admita, em várias situações, ambiguidades e imprecisões. d) objetividade e uso da norma-padrão,embora formas coloquiais estejam sendo cada vez mais aceitas. e) objetividade e clareza, embora não precise ser necessariamente árida e contrária à evolução da língua. 413ª/ Banca: IBADE / Órgão: Prefeitura de Santa Luzia D`Oeste - RO / Cargo: Agente Administrativo A redação oficial possui atributos que devemos utilizar. Assinale a opção que se refere ao padrão de linguagem usado de modo culto, sem uso de jargões. a) Formalidade b) Impessoalidade c) Coesão d) Coerência e) Concisão 414ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Câmara de Bragança Paulista - SP / Cargo: Assistente de Gestão De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, a redação oficial tem como finalidade básica a) incorporar elementos da linguagem cotidiana. b) recorrer a uma sintaxe pouco usual da língua. c) comunicar com objetividade e máxima clareza. 250 d) expressar de forma pessoal os interesses públicos. e) usar linguagem impessoal com preciosismos vocabulares. 415ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Câmara de Bragança Paulista - SP / Cargo: Assistente de Gestão O tipo de documento oficial que narra ou descreve de forma ordenada, com maior ou menor precisão, aquilo que foi discutido, apresentado, visto ou ouvido é a) o relatório. b) o ofício. c) a declaração. d) o atestado. e) o requerimento. 416ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRMV - RN / Cargo: Agente Administrativo Em relação à correspondência oficial por correio eletrônico, julgue o item. Na mensagem encaminhada por e‐mail, devem constar informações mínimas acerca do conteúdo de arquivo que lhe seja anexado. ( ) Certo ( ) Errado 417ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Semae de Piracicaba - SP / Cargo: Agente Comercial Ao registro escrito sobre todos os acontecimentos e assuntos debatidos durante uma reunião ou outro tipo de assembleia, dá-se o nome de a) pauta. b) ata. c) relatório. d) parecer e) lauda. 418ª/ Banca: AOCP / Órgão: Câmara de Cabo de Santo Agostinho - PE / Cargo: Auxiliar Administrativo 251 Assinale a alternativa que apresenta o tipo de correspondência oficial que possui como um de seus atrativos a sua flexibilidade. a) WhatsApp. b) Fac-símile. c) Aviso. d) E-mail. 419ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRO - AC / Cargo: Auxiliar Administrativo A respeito da redação oficial de documentos, julgue o item. Em se tratando de comunicação oficial ao presidente da República, é recomendado o uso da abreviatura “V. Exa.”. ( ) Certo ( ) Errado 420ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRO - AC / Cargo: Auxiliar Administrativo A respeito da redação oficial de documentos, julgue o item. A redação oficial deve ser objetiva, ou seja, conduzir o leitor ao contato mais direto com o assunto e com as informações, sem subterfúgios e sem excessos de palavras e de ideias. ( ) Certo ( ) Errado 421ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Prefeitura de Peruíbe - SP / Cargo: Secretário de Escola Marilda, secretária de escola, ao elaborar ofício dirigido ao Diretor do Setor de Pagamentos da Secretaria da Fazenda, solicitando informações acerca da renumeração de uma professora, utiliza acertadamente o vocativo a) V. b) V. Sa. c) V. Ex.a. d) V.Exa. Revma. 252 e) Sr. 422ª/ Banca: FCC / Órgão: Câmara de Fortaleza - CE / Cargo: Revisor Em relação ao uso do correio eletrônico (e-mail) em comunicações oficiais, é correto afirmar: a) O uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial deve ser evitado no texto, embora sejam aceitáveis algumas abreviações que caracterizam esse tipo de comunicação. b) O tipo de fonte recomendado é Arial, tamanho 12, cor preta; deve-se evitar o uso de papéis de parede eletrônicos. c) Os arquivos anexados, quando se tratar de documento ainda em discussão, devem, necessariamente, ser enviados em formato que possa ser editado. d) A assinatura do e-mail deve conter, obrigatoriamente, o nome completo, o cargo, a unidade, o órgão, o telefone do remetente e o logotipo do ente público. e) O campo “Assunto” deve ser o mais claro e específico possível, relacionado ao conteúdo global da mensagem, além de conter a data e o local. 423ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CORECON - PE / Cargo: Assessor Jurídico De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, a redação oficial deve caracterizar‐se por determinados atributos, entre os quais é correto citar o(a) a) subjetividade. b) concisão. c) pessoalidade. d) rebuscamento. e) linguagem coloquial. 424ª/ Banca: IBADE / Órgão: Prefeitura de Itapemirim - ES / Cargo: Agente Administrativo O documento oficial que representa instruções escritas, emanadas da autoridade competente e endereçadas aos chefes de serviços das diversas repartições subordinadas à direção respectiva denomina-se: a) exposição de motivos. 253 b) certidão. c) despacho. d) circular. e) boletim. 425ª/ Banca: VUNESP / Órgão: IPREMM - SP / Cargo: Auxiliar de Escrita De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, a linguagem utilizada nas comunicações oficiais deve primar pela a) pessoalidade. b) formalidade. c) naturalidade. d) informalidade. e) complexidade. 426ª/ Banca: FUNDATEC / Órgão: Prefeitura de Sapucaia do Sul - RS / Cargo: Secretário Qual o nome do documento em que se registram, de forma exata e metódica, as ocorrências, resoluções e decisões das assembleias, reuniões ou sessões realizadas por comissões, conselhos, congregações, corporações ou outras entidades semelhantes? a) Ofício. b) Ata. c) Memorando. d) Circular. e) Portaria. 427ª/ Banca: IBADE / Órgão: Prefeitura de Jaru - RO / Cargo: Assistente Administrativo Os pronomes de tratamento para religiosos são utilizados de acordo com a hierarquia eclesiástica. Para comunicações dirigidas a Arcebispos e Bispos o pronome utilizado é: a) Vossa Santidade. 254 b) Vossa Reverência. c) Vossa Eminência. d) Vossa Excelência Reverendíssima. e) Vossa Irmandade. 428ª/ Banca: IBADE / Órgão: Prefeitura de Jaru - RO / Cargo: Assistente Administrativo São peculiaridades da Redação Oficial, EXCETO: a) pessoalidade b) concisão c) linguagem d) clareza e) padronização 429ª/ Banca: FUNDATEC / Órgão: Prefeitura de Gramado - RS / Cargo: Auxiliar Administrativo Ao se dirigir a uma autoridade, deve-se atentar para o emprego correto dos pronomes de tratamento. Quando um servidor público se depara com o chefe do poder executivo municipal (prefeito), a forma adequada de tratar a referida autoridade é: a) Senhor. b) Digníssimo Senhor. c) Vossa Senhoria. d) Sua Excelência. e) Vossa Excelência. 430ª/ Banca: FUNDATEC / Órgão: Prefeitura de Gramado - RS / Cargo: Auxiliar Administrativo O fechamento de um documento oficial é, em suma, uma saudação que encerra o documento. Assim, conforme o Manual de Redação Oficial da Presidência da República, o termo utilizado para o fecho de um documento oficial dirigido a autoridades superiores é: 255 a) Atenciosamente. b) Respeitosamente. c) Honrosamente. d) Honradamente. e) Admiravelmente. 431ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRESS-GO / Cargo: Auxiliar Administrativo Julgue o item. Na redação oficial, a formalidade diz respeito à polidez, isto é, à civilidade no tratamento do assunto do qual cuida a comunicação. ( ) Certo ( ) Errado 432ª/ Banca: INSTITUTO AOCP / Órgão: UFPB / Cargo: Assistente em Administração Em certa ocasião, o Reitor de uma Universidade Federal precisou emitir um documento para determinar o cumprimento de normas pelos servidores da Instituição. Esse documento versava sobre os critérios a serem adotados para a liberação de diárias e custeio de passagens para viagens nacionais e internacionais. O documento emitido trata-se de um instrumento normativo infralegal que a Administração Públicautiliza para determinar o cumprimento de uma ou várias instruções. Qual documento é esse? a) Memorando. b) Certidão. c) Portaria. d) Ofício. e) Relatório. 433ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRQ 4ª Região-SP / Cargo: Técnico Administrativo No que diz respeito à redação oficial, a formas de tratamento e a abreviações, julgue o item. A formalidade e a padronização não são atributos a serem seguidos pelas comunicações oficiais. 256 ( ) Certo ( ) Errado 434ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRQ 4ª Região-SP / Cargo: Técnico Administrativo No que diz respeito à redação oficial, a formas de tratamento e a abreviações, julgue o item. O pronome de tratamento a ser empregado aos embaixadores é Vossa Excelência. ( ) Certo ( ) Errado 435ª/ Banca: Quadrix / Órgão: SESC-DF / Cargo: Auxiliar Técnico Administrativo Um empregado do Sesc-DF recebeu um memorando de outro setor e, ao ler o documento, teve dificuldades na leitura devido ao fato de o texto ser redigido sem objetividade, com muitas redundâncias. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a característica necessária à redação oficial que não foi seguida. a) concisão b) clareza c) impessoalidade d) formalidade e) padronização 436ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRESS-PR / Cargo: Assistente Administrativo Em relação à correspondência empresarial e oficial, às formas de tratamento, às abreviações e aos documentos, julgue o item subsecutivo. O pronome de tratamento a ser empregado em comunicações dirigidas aos religiosos em geral é “Vossa Magnificência”. ( ) Certo ( ) Errado 437ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRM-PR / Cargo: Revisor de Texto 257 Julgue o item a seguir no que diz respeito à forma de apresentação de documentos do Padrão Ofício, de acordo com o Manual de Redação da Presidência da República. Deve ser utilizado espaçamento duplo entre as linhas do texto e entre os parágrafos. ( ) Certo ( ) Errado 438ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Câmara de Olímpia - SP / Cargo: Agente Administrativo Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico possa ser aceita como documento original, é necessário haver a) uma autorização federal com a rubrica da Presidência da República. b) um token de acesso chancelado pelos órgãos superiores. c) uma cópia impressa e com firma reconhecida de cada e-mail emitido. d) uma certificação digital que ateste a identidade do remetente conforme reza a lei. e) um responsável governamental que assine toda a comunicação eletrônica. 439ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Câmara de Olímpia - SP / Cargo: Agente Administrativo A principal forma de comunicação para transmissão de documentos, haja vista o baixo custo e a celeridade, é o a) e-mail. b) fac símile. c) bluetooth. d) twitter. e) whatsApp. 440ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Câmara de Olímpia - SP / Cargo: Agente Administrativo Com relação à identificação do signatário nas comunicações oficiais, todas as demais comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura, com exceção das comunicações assinadas a) pelo Chefe da Casa Civil. 258 b) pelos Chefes de Autarquias. c) pelos Ministros. d) pelo Presidente da República. e) pelo Presidente do Superior Tribunal de Justiça. 441ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Câmara de Olímpia - SP / Cargo: Agente Administrativo Além de arrematar o texto, o fecho das comunicações oficiais tem a finalidade de saudar o destinatário. Para autoridades superiores, incluindo-se o Presidente da República, utiliza-se o seguinte fecho a) Dignissimamente. b) Cordialmente. c) Respeitosamente. d) Atenciosamente. e) Sinceramente. 442ª/ Banca: VUNESP / Órgão: Câmara de Indaiatuba -SP / Cargo: Agente Administrativo Redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige atos normativos e comunicações. Os princípios que regem as comunicações oficiais são os seguintes: a) integridade, clareza, sensibilidade, concisão e uso de linguagem clássica. b) intensidade, clareza, reciprocidade, concisão e uso de linguagem informal. c) impessoalidade, clareza, uniformidade, concisão e uso de linguagem formal. d) informalidade, clareza, simplicidade, concisão e uso de linguagem normal. e) individualidade, clareza, exequibilidade, concisão e uso de linguagem coloquial. 443ª/ Banca: Quadrix / Órgão: CRM-PR / Cargo: Profissional de Suporte Administrativo Quanto aos tipos de documentos, às abreviações e às formas de tratamento nas correspondências oficiais e comerciais, julgue o item subsequente. Nos documentos no padrão ofício, é facultativo constar o número da página a partir da segunda página. 259 ( ) Certo ( ) Errado 444ª/ Banca: CESPE/CEBRASPE / Órgão: DEPEN / Cargo: Agente Federal de Execução Penal Com base no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR), julgue o item a seguir, relativo ao padrão ofício. Nas comunicações oficiais para autoridade de hierarquia superior à do remetente, deve-se utilizar, exceto para o presidente da República, o fecho “Respeitosamente,”. ( ) Certo ( ) Errado 445ª/ Banca: CESPE/CEBRASPE / Órgão: DEPEN / Cargo: Agente Federal de Execução Penal Considerando o Manual de Redação da Presidência da República, julgue o item que se segue. No padrão ofício, o cabeçalho deve estar centralizado na área determinada pela formatação e constar em todas as páginas do documento. ( ) Certo ( ) Errado 446ª/ Banca: CESPE/CEBRASPE / Órgão: Polícia Federal / Cargo: Escrivão de Polícia Federal Considerando o Manual de Redação da Presidência da República, julgue o item que se segue. Na grafia de datas em um documento oficial, o conteúdo deve constar conforme exemplificado a seguir: Brasília, 02/04/ 2021. ( ) Certo ( ) Errado 447ª/ Banca: CESPE/CEBRASPE / Órgão: Polícia Federal / Cargo: Escrivão de Polícia Federal Considerando o Manual de Redação da Presidência da República, julgue o item que se segue. 260 A exposição de motivos é modalidade de comunicação dirigida pelos ministros ao Presidente da República e, em determinadas circunstâncias, poderá ser encaminhada cópia do documento ao Congresso Nacional ou ao Poder Judiciário. ( ) Certo ( ) Errado 448ª/ Banca: CESPE/CEBRASPE / Órgão: PRF / Cargo: Policial Rodoviário Federal Considerando as disposições do Manual de Redação da Presidência da República (MRPR) acerca da redação oficial, julgue o item a seguir. De acordo com a legislação vigente, o e-mail institucional tem valor documental e, por isso, deve ser aceito como documento original. ( ) Certo ( ) Errado 449ª/ Banca: CESPE/CEBRASPE / Órgão: PRF / Cargo: Policial Rodoviário Federal Considerando as disposições do Manual de Redação da Presidência da República (MRPR) acerca da redação oficial, julgue o item a seguir. O vocativo, nas comunicações oficiais, deverá ser sempre seguido de vírgula. ( ) Certo ( ) Errado 450ª/ Banca: CESPE/CEBRASPE / Órgão: PRF / Cargo: Policial Rodoviário Federal Considerando as disposições do Manual de Redação da Presidência da República (MRPR) acerca da redação oficial, julgue o item a seguir. Na identificação do signatário de uma comunicação oficial destinada a uma pessoa do sexo feminino, dispensa-se flexão de gênero no nome do cargo. ( ) Certo ( ) Errado 451ª/ Banca: CESPE/CEBRASPE / Órgão: PRF / Cargo: Policial Rodoviário Federal Considerando as disposições do Manual de Redação da Presidência da República (MRPR) acerca da redação oficial, julgue o item a seguir. Entre as características da redação oficial incluem-se a objetividade, a impessoalidade e a informatividade. 261 ( ) Certo ( ) Errado 452ª/ Banca: CESPE/CEBRASPE / Órgão: CODEVASF / Cargo: Analista em Desenvolvimento Regional Julgue o seguinte item de acordo