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66
Curso de Medicina
3º PERÍODO
UNIDADES CURRICULARES VII, VIII e IX
Caderno de estudo - Tutor
2023/2
3º Período 
UNIDADES CURRICULARES VII, VIII e IX
Caderno de estudo
Reitora
Profª Ma. Juliene Rezende Cunha
Pró-Reitor de Ensino, Pesquisa e Extensão
Prof. Dr. Evandro Salvador Alves de Oliveira
Diretora de Ensino
Profª. Ma. Roselaine Lage Fonseca Prado
Coordenador do Curso de Medicina
Prof. Bruno Debona Souto
2023/2
Sumário
Unidade VII....................................................................................................................... 04
Unidade VIII ..................................................................................................................... 26
Unidade IX........................................................................................................................ 47
UNIDADE VII 
NASCIMENTO, CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO
"Sinto-me nascido a cada momento para a eterna novidade do mundo."
(Alberto Caeiro / Fernando Pessoa, 1888 - 1935)
ÁRVORE TEMÁTICA
OBJETIVOS DA UNIDADE
OBJETIVOS GERAIS
Compreender o processo de nascimento, crescimento e desenvolvimento humano a partir de seus determinantes familiares e sociais.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
· Identificar as características peculiares e os problemas do período neo e perinatal, bem como da assistência ao bebê e à sua família.
· Valorizar o papel do aleitamento materno no desenvolvimento normal da criança.
· Integrar o processo de desenvolvimento neuropsicossocial infantil à necessidade da assistência individual e coletiva à criança e à sua família.
· Reconhecer a importância e a complexidade da atuação da saúde pública no crescimento de uma população infantil sadia, reduzindo assim as taxas de morbidade e mortalidade nessa população.
· Valorizar o ambiente social tanto como fonte de fatores favoráveis ao crescimento sadio quanto como ameaças à integridade física e mental de crianças e adolescentes.
· Acompanhar o desenvolvimento infantil em uma perspectiva multiprofissional. 
SITUAÇÕES PROBLEMAS (SP)
SP 1. ANSIEDADE NATURAL 
Julia, moradora da Grande São Paulo, 5º ano incompleto de escolaridade, com 18 anos, há seis horas teve sua filha Maíra de parto normal. Por falta de orientação, não fez acompanhamento adequado do pré-natal. A bebê nasceu com 2150g, 48 cm, 38 semanas. Seu Apgar foi 5-7-8. Julia já está no seu quarto de alojamento conjunto, com outro binômio, Débora, 30 anos, ensino médio completo, moradora da zona Leste de São Paulo e seu bebê Arthur, que nasceu há dois dias com 3050g, 50 cm e 39 semanas que se encontra recebendo fototerapia porque “ficou amarelinho”. Ambas estão sem acompanhantes, pois o hospital não permite acompanhante nem no parto, nem na enfermaria.
Julia está nervosa e pergunta para a enfermeira por que sua filha também não está no quarto com ela. A técnica de enfermagem responde que Maíra apresentou “alguns problemas” e que está passando por uma avaliação, mas que a médica virá falar com ela para explicar-lhe toda a situação.
As duas mulheres receberam alta no terceiro dia. No momento da alta Arthur pesava 2850g. Débora, e seu companheiro, Otávio, receberam orientações antes da alta que foram dadas pela técnica de enfermagem, pela enfermeira e pelo residente de obstetrícia e pelo residente da pediatria. A médica assistente e enfermeira responsável pela paciente coordenaram o Plano de cuidados a ser repassado pela equipe. Explicaram à Débora e a Manoel, seu marido, os diversos aspectos do cuidado, tanto com ela quanto com o bebê, enfatizaram a importância na divisão de tarefas em casa. Orientaram sobre vitamina, sobre o banho de sol para Arthur, sobre os cuidados com o coto umbilical, alimentação, cuidados para evitar o refluxo gastroesofágico (RGE), higiene, vacinas, temperatura e vestimenta do bebê, sobre quando sair de casa e sobre receber visitas nos dois primeiros meses de vida. Débora ansiosa, perguntou sobre o “teste do pezinho” porque sua outra filha é portadora de anemia falciforme. O residente informou-lhe sobrea Triagem Neonatal. Débora, antes de sair, ainda perguntou ainda sobre os “sustos” que Arthur tem, abrindo os bracinhos, e se as cólicas são ocasionadas pelo leite materno.
O médico pediu então, para que já marcassem uma consulta na UBS e que lessem as informações contidas na Caderneta da Criança. Júlia recebeu alta, porém sua filha Maíra permaneceu internada até atingir peso.
OBJETIVO GERAL:
Reconhecer os aspectos fisiopatológicos relacionados ao nascimento, a gestão do cuidado do RN e suas relações com a puérpera, seus familiares, considerando as dimensões econômicas, psicossociais e ambientais dos envolvidos.
OBJETIVO ESPECÍFICO:
· Descrever o exame físico normal de um RN a termo.
· Caracterizar o RN quanto ao peso, comprimento e idade gestacional.
· Definir Apgar, descrever seus critérios e interpreta-los.
· Citar e exemplificar as consequências clinicas de uma criança nascer de baixo-peso.
· Descrever fisiologia das bilirrubinas.
· Descrever e fisiopatologia, quadro clinico e tratamento da icterícia do RN.
· Descrever o papel da equipe multidisciplinar no tratamento da icterícia neonatal.
· Quais são os principais programas do ministério da saúde para a atenção a saúde da criança e saúde da mulher.
· Quais são os pontos da rede envolvidos no atendimento da gestante, puérpera e criança (UBS, Atendimento especializado, Maternidades, casa de parto, unidade de parto normal, ou seja, equipamentos públicos de saúde disponibilizados para o parto normal). 
· Discutir sobre gravidez na adolescência e sua relação com baixo peso ao nascer e o número de partos normais e cesarianos no Brasil. 
· Descrever as alterações fisiológicas-adaptativas, dos sistemas cardiovascular e respiratório que ocorrem no período neonatal.
· Compreender o conceito de degeneração.
· Discutir a triagem neonatal e sua importância. 
· Reconhecer o marcador laboratorial da icterícia neonatal e discutir os fatores associados à alteração deste marcador.
· Reconhecer as principais perdas fisiológicas no período neonatal em recém-nascidos termos e pré-termos.
· Descrever os mecanismos de termo regulação no recém-nascido, e as estratégias para garantir a manutenção da temperatura corporal.
ROTEIRO MORFOFUNCIONAL
Ver caderno próprio 
ROTEIRO PRÁTICAS FUNCIONAIS
SP 1 – TRIAGEM NEONATAL
· Apresentação do Plano de Aula;
· Apresentação dos Critérios de Avaliação;
· Discutir o conceito sobre Triagem Neonatal;
· Apresentar o Manual de Normas Técnicas e Rotinas Operacionais do Programa Nacional de Triagem Neonatal/MS;
· Apresentar o Manual Técnico de Triagem Neonatal Biológico – MS/2016;
· Discutir os Testes que compõe a Triagem Neonatal;
· Discutir o diagnóstico das diferentes patologias da Triagem Neonatal Biológica.
		
SP 2. A TEORIA NA PRÁTICA É OUTRA 
Maria, tem 21 anos, mãe de um casal de filhos, está preocupada com o mais velho, Robson, atualmente com 3 anos de idade. Nascido quando Maria tinha 18 anos e criado na casa da mãe de Maria, sem a companhia do pai da criança, pois se separaram logo após a notícia da gravidez, a criança pesou 3,2 kg ao nascimento, ocorrido ao final de 38 semanas de gestação, Capurro: 40 semanas. Maria lembra que ao sair de alta com Robson da maternidade, e até ganhou uma Caderneta de Saúde da Criança que nunca teve oportunidade de usar. Achava “seu leite era fraco”, e não tinha muita paciência para amamentar, trocando rapidamente de uma mama para outra.
Robson foi amamentado desta forma até os dois meses, quando Maria precisou voltar a trabalhar como diarista. Deixava, então, com a avó, que cuidava também de outros 3 netos. Eram oferecidas a ele, mamadeiras de leite de vaca com engrossante (Maizena). Com 4 meses, Robson aceitava bem o leite de caixinha e passou a tomar sopinhas feitas em casa. Por achar que ele estava ganhando peso normalmente Maria e sua mãe não o levaram às consultas agendadas pela ACS com o médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) durante todo o primeiro ano de Robson. Levavamele apenas nas campanhas de vacina. Robson, era irritadiço, acordava muito durante a noite e passava o dia dormindo. Seis meses após o primeiro aniversário de Robson, notando que a criança estava se tornando apática, que ainda não falava nem andava e tinha “resfriados” frequentes, mãe e avó levaram o menino para atendimento na UBS de sua região.
Na UBS, após a consulta e a realização de exames, Maria foi informada de que seu filho estava desnutrido, com estatura e peso abaixo do esperado (curva pôndero-estatural com -2 escore Z ). Foi efetuado o registro no SISVAN, sendo a mãe orientada quanto a uma alimentação balanceada, com suplementação vitamínica, a como estimular a criança com brincadeiras, além de fazer retornos periódicos para acompanhamento da criança. A ESF (Equipe de Saúde da Família) montou um PTS (Plano Terapêutico Singular) para o caso, e programou visitas da equipe de referência e com apoio matricial para acompanhamento para atendimento de Robson.
Maria achou muito bom o atendimento, mas comentou que não seria fácil conciliar o tratamento com a vida difícil que levava, ainda mais agora que Sheila, sua segunda filha, tinha nascido e engatinhando queimou a mão no ferro de passar que a avó tinha deixado no chão. 
OBJETIVO GERAL:
Abordar o desenvolvimento afetivo, social e físico das crianças na primeira infância (0 a 5 anos) e o impacto direto em seu desenvolvimento e na pessoa adulta que elas se tornarão. 
OBJETIVO ESPECÍFICO: 
· Descrever o desenvolvimento cerebral e o aprendizado dos bebês sobre o mundo que os cerca, desde o período pré-natal, perinatal (imediatamente antes e após o nascimento) e pós-natal. Considerar que as primeiras experiências das crianças, ou seja, os vínculos que elas criam com seus pais e/ou cuidadores e seus primeiros aprendizados afetam profundamente seu posterior desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social.
· Transcorrer sobre a importância do desenvolvimento neuropsicomotor e cite os marcos do desenvolvimento infantil.
· Descrever a estrutura anatômica e funcional do sistema nervoso central das crianças e os reflexos fisiológicos. 
· Discutir a importância do atendimento pré-natal e pós-natal (nutrição, desenvolvimento saudável e estimulação) e o mecanismo da plasticidade neural nas diferentes fases do ciclo de vida podem ser explorados.
· Entender sobre os principais tipos de desnutrição infantil, seus mecanismos, quadro clinico e consequências para perda ponderal da criança.
· Caracterizar os métodos de avaliação da idade gestacional. (Capurro e New Ballard).
· Descrever e interpretar a antropometria.
· Reconhecer a importância do aleitamento materno, como ele deve ser feito, formas de cuidados com o mesmo.
· Descrever a fisiologia do aleitamento materno.
· Discutir a forma e a necessidade de suplementação de Ferro, Vitamina A e Vitamina D.
· Reconhecer a importância da realização da puericultura para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil.
· Descrever a fisiopatologia da degeneração gordurosa.
· Compreender as alterações laboratoriais comum no quadro de desnutrição e comprometimento da imunidade.
· Reconhecer a aplicação dos programas de vigilância nutricional do ministério da saúde (SISVAN).
ROTEIRO MORFOFUNCIONAL
Ver caderno próprio 
ROTEIRO PRÁTICAS FUNCIONAIS
SP2 – HEMOGLOBINOPATIAS
· Conceituar Hemoglobina e Hemoglobinopatias;
· Apresentar os Tipos de Hemoglobina;
· Rever os Índices Hematimétricos e sua funcionalidade;
· Caracterizar a fisiopatologia das Anemias Hemolíticas;
· Exemplificar Hemoglobinopatias;
· Compreender o diagnóstico Laboratorial das Hemoglobinopatias;
· Discutir Icterícia Neonatal e Doença Hemolítica do Recém-Nascido.
PRÁTICA
Dosagem/Determinação da Hemoglobina.
Discussão de Caso Clínico:
P.S.B, 4 anos, negra, natural de Mineiros, região rural, queixa fortes dores nas pernas, braços e barriga, palidez cutaneomucosa, quadro de infecções recorrentes, presença de lesões nos membros inferiores, procurou o serviço de saúde, foi medicada, porém as dores persistiam, foi observado leve esplenomegalia. A mãe nega ter comparecido nas consultas de pré-natal durante a gestação e também não lembra de ter realizado a Triagem Neonatal, “Teste do Pezinho”. E relata diversas internações prévias da menor por crises dolorosas, tendo a primeira delas ocorrido aos 6 meses de idade devido a uma crise álgica, necessitando de transfusão sanguínea. Não faz acompanhamento com hematologista. A mãe informou que, segundo os médicos, a hemoglobina do menor sempre esteve muito baixa. Diante deste quadro foi dosado Ht/Hb, Bilirrubina Total e suas frações e análise microscópica da morfologia eritrocitária. Conforme os resultados a seguir:
	Parâmetros
	Valores de Referência (4 anos)
	Hb = 7,2 g/dL
	11,5 – 15,0 g/dL
	Ht = 21,8%
	34 – 45 %
	BT = 9 mg/dL
	0,3 – 1,2 mg/dL
	BD = 1,2 mg/dL
	< 0,4 mg/dL
	BI = 7,8 mg/dL
	< 0,8 mg/dL
	*Presença de Drepanócitos.
1. Discutir o diagnóstico e a sintomatologia associado às alterações clínicas e laboratoriais;
2. Descrever o preparo do paciente para a coleta da amostra;
3. Justificar a morfologia eritrocitária presente na extensão sanguínea.
	
SP 3. MAS ELA É TÃO PEQUENINA PARA FAZER UMA CIRURGIA CARDÍACA! 
Rosemeire, 30 anos, mora com os tios em São Caetano há 6 meses chegou de uma pequena cidade no interior de Alagoas. Frequentava uma Escola de Ensino médio de seu bairro, e trabalhava na feira com os tios, quando foi levada por sua tia a UBS próxima de sua casa por apresentar febre baixa, dor de cabeça, prostração e dor nas articulações há 3 dias e agora estar “ toda vermelha”. Durante a consulta confessou a tia que estava com um atraso menstrual de quase dois meses, fruto de uma gravidez indesejada. Os resultados dos exames confirmaram a gravidez, detectaram hipertensão arterial sistêmica (PA: 160x90 mmHg) e o diagnóstico de rubéola.
Foi encaminhada da UBS para um Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM) para que realizasse uma ultrassonografia uterina. O médico que realizava o exame pediu a opinião de outro colega e após, orientou Rosemeire a retornar o mais rapidamente possível a consulta de pré-natal, com o resultado do exame, pois, a criança parecia ter “um probleminha no coração”.
Rosemeire ficou muito preocupada, e chorando, falou para a tia que se sentia culpada por seu bebê ser doente, porque até descobrir a gravidez tinha ido a festas, fumado e bebido muito... deixou até de ir à escola e nem queria se alimentar direito. Pensava em contar ao namorado que estava grávida, mas ainda não tinha coragem. Passou a ser acompanhada com maior frequência no pré-natal, no CAISM, por ser de alto risco. Lá, fazia acompanhamento do crescimento fetal. Mal completara 36 semanas de gravidez começou a ter contrações uterinas e deu à luz uma menina aparentemente saudável, embora pequena para sua idade gestacional. Obteve Apgar 8, 8 e 9. Rosemeire, aflita, queria saber se sua filha era ou não normal.
Sua obstetra, juntamente com a neonatologista, explicaram a Rosemeire que sua filha, apesar de parecer bem, apresentava uma alteração cardíaca e que, assim que a central de regulação enviasse uma vaga em um hospital de referência para cirurgia cardíaca pediátrica, a criança, deveria ser submetida a uma cirurgia no coração. Conversaram longamente com Rosemeire e sua tia, que era sua acompanhante e explicaram que sua bebê poderia ficar mais cansada ao mamar, mas que deveria ter os mesmos cuidados de uma criança sadia.
Na alta hospitalar, com a jovem mãe mais tranquila e acompanhada do pai da criança, a obstetra escreveu um encaminhamento para que mãe e filha sejam acompanhadas tanto na UBS de seu bairro como também em um ambulatório de cardiopediatria e prematuros, do hospital especializado no caso, local onde deverá ser realizada uma cirurgia cardíaca na criança. 
OBJEITVO GERAL:
Reconhecer as principais causas das Malformações congênitas e conheça a magnitude deste problema que é uma das mais importantes causas de mortalidade infantil no Brasil. 
OBJETIVOESPECÍFICO:
· Conceituar malformações, rupturas, deformações, sequências e síndromes. 
· Conceituar e relacionar: agenesia, aplasia, hipoplasia, anomalias disráficas, falhas de involução, falhas de divisão, atresia, displasia, ectopia ou heterotopia e distopia a exemplos de cada situação. Identificar as principais causas das malformações congênitas. 
· Identificar a importância do acompanhamento pré-natal na prevenção e identificação de malformações congênitas (exames de triagem e diagnóstico precoce).
· Estudar o desenvolvimento das malformações congênitas do sistema cardiovascular identificando as principais anomalias. 
· Identificar quais as causas de prematuridade e retardo do crescimento.
· Refletir sobre a rede de atenção à saúde da pessoa com deficiência, as principais ações de prevenção: vacinas, o não uso de drogas lícitas (álcool e tabaco) ou ilícitas e medicamentos nos primeiros 3 meses de vida.
· Discutir a importância do atendimento pré-natal e seguimento pós-natal por equipe multidisciplinar, na UBS ou na referência de ambulatório de especialidades, e o apoio psicossocial dos familiares. 
· Discutir a importância da nutrição sobre o desenvolvimento saudável e estimulação do RN com malformação.
· Discutir e interpretar as alterações nos marcadores laboratoriais da anemia ferropriva.
· Reconhecer os principais métodos de avaliação da idade gestacional.
 ROTEIRO MORFOFUNCIONAL
Ver caderno próprio 
ROTEIRO PRÁTICAS FUNCIONAIS
SP3 – ANEMIAS CARENCIAIS
· Conceituar Anemias Carenciais;
· Discutir a fisiopatologia das Anemias Carenciais;
· Discutir a etiopatologia das Anemias Carenciais;
· Compreender o Metabolismo do Ferro;
· Caracterizar as Fases da Anemia Ferropriva;
· Apresentar os Biomarcadores laboratoriais empregados no diagnóstico da Anemia Ferropriva;
· Apresentar os Biomarcadores laboratoriais empregados no diagnóstico da Anemia Megaloblástica;
PRÁTICA
Dosagem do Ferro sérico.
Discussão de Caso Clínico:
D.L.O., 42 anos, feminino, branca, casada. Queixa fraqueza progressiva há 3 meses durante os exercícios diários, como caminhada até o ponto de ônibus e subir escada. A fraqueza é acompanhada de dor nas pernas e discreta falta de ar, que melhoram rapidamente com o descanso. Seus filhos notaram que estava mais pálida nas últimas semanas. Nega petéquias ou equimoses, refere ferida na boca, descreve fluxo menstrual aumentado no último ano, durando 6 a 7 dias, acompanhado de cólicas menstruais que melhoram parcialmente com analgésicos. Nega transfusões prévias. Nega diabetes, hipertensão. No exame físico notou-se bom estado geral, leve a moderadamente descorada, anictérica, acianótica, afebril. FC= 94 bpm. PA: 100 x 67 mmHg. De acordo com o quadro clínico, foi solicitado o Hemograma e alguns marcadores da anemia Ferropriva. 
	Hb: 9,2 g/dL (VR: 13 – 15 g/dL)
	Leuócitos: 9.000/µL (VR: 4.000 – 10.000)
	Ht: 30% (VR: 38 – 45%)
	Neutrófilos: 5.700 (1.700 – 8.000)
	GV: 4,38 x 106/µL (VR: 4,0 – 5,51x106/µL)
	Eosinófilos: 400 (50 - 500)
	VCM: 68 fL (VR: 80 – 95 fL)
	Linfócitos: 2.100 (900 – 2.900)
	Plaquetas: 330.000/µL (150 – 450 x 103/µL)
	Monócitos: 700 (300 - 900)
	
	Basófilos: 100 (0 – 100)
	Reticulócitos: 0,3% (VR: 1 - 2,25%)
1. Discutir o diagnóstico e a sintomatologia associado às alterações clínicas e laboratoriais;
2. Descrever o preparo do paciente para a coleta da amostra;
3. Caracterizar e justificar a morfologia eritrocitária presente na extensão sanguínea.
SP 4. PELO MENOS UMA NOTÍCIA BOA 
Seu Otacílio, lendo o jornal pela manhã comenta com sua esposa Ernestina:
- Olha só esta notícia: “O Brasil avançou muito em relação ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (2015) e pavimentou o caminho para cumprir as metas antes do esperado. O desempenho brasileiro só foi possível em função da participação social e de uma série de políticas públicas colocadas em curso nos últimos anos que trouxeram impactos positivos sobre os ODM. Há bons indicadores, mas há muitos desafios a serem vencidos. Para cada um dos Objetivos existem políticas públicas que vêm aproximando o Brasil do cumprimento das metas.”
- Puxa, finalmente uma notícia boa... – comenta dona Ernestina - Será que reduziram a mortalidade infantil? Porque esse negócio de morrer muita criança é terrível para um país...
- Eu acho que reduziram sim... aqui está dizendo assim:
“Os indicadores demonstram que tanto as taxas de mortalidade na infância e infantil apresentaram forte queda ..”
- E o que quer dizer isso Otacílio? Porque eu não entendi metade dessas palavras...
- Não sei.... Acho que agora criança só morre de acidente ou porque algum maluco joga pela janela.... Antigamente morria de pneumonia, diarreia... sarampo! Lembra do filho do Joaquim? Aquele que morava lá na favela? Morreu novinho com essa doença... Mas também, o menino vivia com diarreia, era tão pequeno para a idade dele... Tudo quanto é doença que “pintava”, a criança pegava e os pais já achavam que ela ia morrer... Hoje em dia nem vejo mais criança “pintadinha” por aí... Acho que agora as crianças não morrem mais de nada disso, só por violência ...
- Aqui em São Paulo pode até ser... Mas nesse “Brazilzão” afora ainda deve morrer muita criança doente, e violência é terrível mesmo, acho que não tem “estatuto” que dê jeito. Sempre tem um maluco por aí, batendo, pondo criança para trabalhar...
- É mesmo... no caso do filho do Joaquim foi a professora que percebeu que havia algo errado, só que não teve mais jeito... 
OBJETIVO GERAL:
Reconhecer as taxas de morbimortalidade infantil, como elas são utilizadas para avaliar a qualidade de vida infantil e suas modificações nas últimas décadas no Brasil.
OBJETIVO ESPECÍFICO:
· Identificar os fatores que colaboram para aumentar ou prevenir e a mortalidade infantil. 
· Discutir sobre o acesso à rede de saúde e a qualidade do atendimento, sobre as principais causas: fatores perinatais e maternos (como doenças exantemáticas e hipertensão): incluindo prematuridade, infecções perinatais, asfixia/hipóxia e fatores maternos. 
· Citar as principais Malformações congênitas; 
· Citar as principais Infecções da criança (principais patógenos) 
· Citar as principais causas externas na criança; 
· Citar as principais afecções respiratórias perinatais (principais patógenos). 
· Descrever os principais quadros infecciosos de diarreia (muco, sanguinolenta) 
· Listar os principais agentes infecciosos causadores de broncopneumonia na infância, com identificação das alterações patológicas decorrentes.
· Compreender as pesquisas laboratoriais utilizadas na investigação dos principais patógenos relacionados com a mortalidade infantil. 
· Definir e descrever as doenças exantemáticas.
· Relacionar o estatuto da criança e do adolescente (ECA) com a violência na infância (trabalho infantil, maus tratos e direito a saúde e educação). 
ROTEIRO MORFOFUNCIONAL
Ver caderno próprio 
ROTEIRO PRÁTICAS FUNCIONAIS
SP4 – TIPAGEM SANGUÍNEA
· Compreender o Sistema ABO e Sistema Rh;
· Discutir a metodologia da Tipagem Sanguínea por Prova Direta e Prova Reversa;
· Caracterizar Hemólise e Hemaglutiação;
· Discutir as compatibilidades e as incompatibilidades sanguíneas nos sistemas ABO e Rh. 
· Apresentar os Antígenos Eritrocitários;
· Discutir o “Falso O – Efeito Bombaim”
PRÁTICA
Determinação da Tipagem Sanguínea em Lâmina e Tubo.
SP 5. CUIDADO COM AS VACINAS!
Carlos tem treze meses de idade. Há dois dias, segundo a mãe, começou a apresentar secreção nasal hialina (coriza) e febre baixa. Como não encontrou alterações além das decorrentes de uma rinite não complicada, a enfermeira que atendeu a criança na sala de acolhimento da UBS orientou apenas o uso de sintomáticos e limpeza das narinas com soro fisiológico.
Avaliando o cartão de vacinações do menino, lembrou à sua mãe que era necessário trazê-lo à UBS para vacinação, tão logo melhorasse do acometimento das vias aéreas e que medisse a febre para ver se é febre mesmo. Entretanto, Neide, a mãe, como Carlos melhorou, esqueceu-se desta recomendação. Seismeses mais tarde, Carlos começou a apresentar prostração, febre, tosse e manchas avermelhadas na pele, iniciando-se na cabeça e caminhando em direção aos pés.
Neide voltou com Carlos a UBS e quando a médica examinou a boca da criança, encontrou pequenas lesões ulceradas. Ficou mais tranquila quando não evidenciou ruídos adventícios pulmonares e nem rigidez de nuca, medicando-o com sintomáticos e pedindo o seu retorno para reavaliação em dois dias. A enfermeira perguntou a médica se deveria fazer a Notificação da doença no SINAN, a médica respondeu que não era necessário.
Quando interrogada, a mãe relatou não ter trazido a criança para vacinação quando a enfermeira recomendou. Perguntou se não adiantava ter dado as vacinas todas logo depois do nascimento, ou mesmo nela durante a gestação... A médica explicou pacientemente o desenvolvimento “das defesas” do bebê durante a gestação, e as formas pelas quais o bebê recebia os nutrientes e também os anticorpos da mãe através da placenta e com isso ficava protegido contra certas doenças por algum tempo, explicou também que o calendário vacinal era organizado criteriosamente para que a proteção da criança se fizesse da melhor forma possível. Neide voltou para casa jurando para si mesma que nunca mais ia esquecer-se de vacinar os filhos nas datas marcadas nos cartões, reconhecendo que o pior poderia ter acontecido.... Logo depois, seguindo instruções da enfermeira, retornou para vacinação do filho, que teve apenas um pouco de febre nos dois dias seguintes.
OBJETIVO GERAL:
Reconhecer o desenvolvimento do sistema imunológico da criança.
OBJETIVO ESPECÍFICO:
· Discutir a fisiopatologia dos imunobiológicos e do sistema imunológico (SI) na infância, desde a formação do sistema, a sua interação com fatores de cunho nutricional até deficiências imunológicas adquiridas por doenças.
· Discutir a responsabilidade no tema vacina/imunobiológicos nas três esferas de governo (municipal, estadual e federal), a rede de frio que garante a qualidade dos imunobiológicos, até a gestão em Centros de Imunobiológicos Especiais, maternidades e UBS.
· Estudar a patogênese de lesões provocadas por vírus e por bactérias e outros patógenos que causam exantemas.
· Compreender como se desenvolve a imunidade na infância. 
· Entender o mecanismo imune pelo qual as vacinas estabelecem proteção contra doenças infecciosas.
· Discutir a finalidade da dosagem laboratorial das imunoglobulinas e sua relação com a imunidade.
· Identificar as formas de imunização disponíveis.
· Discutir a organização do calendário nacional de imunização.
· Reconhecer as vacinas disponíveis não pertencente ao calendário vacinal.
· 
ROTEIRO MORFOFUNCIONAL
Ver caderno próprio 
ROTEIRO PRÁTICAS FUNCIONAIS
SP5 – IMUNOPROFILAXIA 
· Caracterizar Imunidade Passiva e Imunidade Ativa;
· Conceituar Vacinas;
· Reconhecer o Calendário Vacinal;
· Caracterizar os diferentes tipos de vacinas;
· Compreender o mecanismo de ação das vacinas;
· Apresentar as vacinas disponíveis no Brasil;
· Discutir a imunoprofilaxia dos Profissionais de Saúde. 
	Programação do TBL
	UNIDADE I - NASCIMENTO, CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO
	Tema 1
	Ciência do Início da Vida
	Tema 2
	Aspectos socioeconômico no desenvolvimento infantil
	Tema 3
	Cuidado integral no Puerpério
	Tema 4
	Prevenção à violência Infantil
	Tema 5
	Religiosidade e saúde
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
Bibliografia Básica
DI FIORE, M.S.H. Atlas de histologia. 7.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1991. 229p.
GUYTON, A.C. Tratado de fisiologia médica.11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. 1264p.
JUNQUEIRA, L.C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. 11.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. 524p.
LANGMAN, J. Embriologia médica. 9.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. 320p.
MARCONDES, E. et al. (coords) Pediatria básica: geral e neonatal. 9.ed. São Paulo: Sarvier, 2003. 3v.
MOORE, K.L. Anatomia orientada para a clínica. 5.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. 1142p.
NETTER, F. Atlas de anatomia humana. 4.ed. São Paulo: Elsevier, 2008. 640p.
Bibliografia Complementar
OTTO, P.G. Genética humana e clínica. 2.ed. São Paulo: Roca, 2004. 360 p.il.
PAGE C. et al. Farmacologia integrada. 2.ed. trad. rev. São Paulo: Manole, 2004. 671 p.il.
SANTANA, J.C. Semiologia pediátrica. Porto Alegre: Artmed, 2002/2003. 262 p.il.; fotos
SILVERTHORN, D.U. Fisiologia humana: uma abordagem integrada, 2.ed. São Paulo: Manole, 2003. 816p.
SPITZ, R.A. O primeiro ano de vida. 4.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002. 390 p.il.; fotos, graf.
VAN DE GRAAFF, K.M. Anatomia humana. 6.ed. São Paulo: Manole, 2003. 840p.
VERRASTRO, T. Hematologia e hemoterapia: fundamentos de morfologia, fisiologia, patologia e clínica, São Paulo: Atheneu, 2006. 303p.
VOGUEL, F. Genética humana: problemas de abordagens. 3.ed. rev. ampl. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. 684 p.il.
WALLACH, J. Interpretação de exames laboratoriais. 7.ed. Rio de Janeiro: MeDsi, 2003. 1068 p.il. 
UNIDADE VIII 
 
PERCEPÇÃO, CONSCIÊNCIA E EMOÇÃO
"Quem contempla desapaixonadamente, não contempla."
(Jorge Luis Borges, 1899-1986)
ÁRVORE TEMÁTICA
 
OBJETIVOS DA UNIDADE
OBJETIVO GERAL
Integrar o conhecimento das estruturas responsáveis pela recepção, transmissão e processamento das informações (estímulos) originadas no meio interno e meio ambiente com reações psíquicas e comportamentais.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
· Explicar as modalidades sensoriais de estímulos e sua interpretação cerebral.
· Descrever os mecanismos de neurotransmissão, reconhecendo estruturas e substâncias químicas nela envolvidas.
· Identificar as vias sensoriais e suas características morfofuncionais, no que se refere à audição, à visão, ao tato, ao olfato e ao paladar.
· Reconhecer como as informações do meio ambiente e do meio interno influenciam as emoções, memória, aprendizagem e comportamento.
· Caracterizar memória de curto e longo prazo.
· Identificar os três estágios de aprendizagem motora: cognitivo, associativo e autônomo.
· Identificar os principais transtornos de comportamento na infância, com enfoque no TDAH.
· Caracterizar o período do sono e suas fases.
· Descrever o mecanismo de sono e vigília.
· Valorizar os cuidados multiprofissionais no desenvolvimento do ser humano e em suas relações com o mundo. 
SITUAÇÕES PROBLEMAS 
SP1. “TUDO TEM GOSTO DE PALHA”
Anderson, atualmente com 55 anos, relata ter sido tabagista de cerca de dois maços/dia por 25 anos até um ano atrás, quando notou um nódulo na região anterior do pescoço, o qual, após biópsia, evidenciou carcinoma medular de tiroide. Além de cirurgia, foi submetido à radioterapia cervical e a várias seções de quimioterapia. 
 No momento, está sob acompanhamento em um centro hospitalar especializado neste tipo de doença. Suas principais queixas relacionam-se à redução da percepção do gosto e do odor dos alimentos. Uma anamnese mais pormenorizada evidenciou que nos últimos anos já apresentava redução discreta do prazer causado pelo sabor e o aroma da alimentação, que associava ao tabagismo. Entretanto, os sintomas agravaram-se bastante depois da radioterapia, que resultou em “sensação de boca seca” e, posteriormente, da quimioterapia. No momento, queixa-se também de um discreto gosto metálico, que provoca aversão aos alimentos.
O médico, um pouco surpreso com as alterações apresentadas por Anderson, foi rever o assunto na literatura e inteirou-se da magnitude que representa o problema das alterações da gustação e do olfato em pacientes com doenças neoplásicas, principalmente quando submetidos a quimioterapia. Na verdade, o diagnóstico e as causas de hipogeusia e hiposmia, até então, não eram muito discutidos nas reuniões clínicas do grupo multidisciplinar de cuidados a pacientes com câncer da instituição. Na reunião subsequente a discussão sobre o assunto foi ampla e retomou até mesmo conceitos básicos sobre bioeletrogênese. 
 Atualmente, Anderson não se alimenta adequadamente e encontra-se clinicamente desnutrido, relatando uma piorasensível de sua qualidade de vida. Foi realizada prescrição de alimentos proteicos, bem condimentados e com temperatura reduzida, além do uso de gomas de mascar e da atenção com uma boa higiene oral. 
OBJETIVO GERAL:
Reconhecer as estruturas responsáveis pela recepção, transmissão e processamento das informações (estímulos) relacionadas ao olfato e gustação. 
OBJETIVO ESPECÍFICO:
· Definir e caracterizar a bioeletrogênese.
· Definir gustação e olfação.
· Caracterizar a estrutura e funções da língua e do nariz.
· Descrever as vias neurológicas sensitivas relacionadas à gustação e a olfação.
· Caracterizar a integração sensorial entre olfação e gustação.
· Identificar causas para alterações dos sentidos da olfação e da gustação.
· Discutir acerca da importância dos órgãos sensoriais para o bem-estar biopsicossocial.
· Descrever a via gustativa, identificando seus elementos constituintes.
· Descrever a via olfatória, identificando seus elementos constituintes.
· Explicar as alterações de gustação e olfação provocadas pelo cigarro.
ROTEIRO MORFOFUNCIONAL
Ver caderno próprio 
ROTEIRO PRÁTICAS FUNCIONAIS
SP1 – GUSTAÇÃO E OLFATO
· Caracterizar Botões Gustativos;
· Reconhecer os receptores gustativos;
· Compreender os princípios fisiológicos relacionados com a discriminação dos diferentes sabores;
· Destacar os limiares de percepção dos diferentes sabores;
· Caracterizar o Epitélio Olfativo;
· Reconhecer os Receptores Olfativos e o princípio relacionado com a percepção do cheiro.
SP 2. “ANDANDO NAS NUVENS”
A unidade de Saúde Bela Aurora recebeu um pedido de visita domiciliar com prioridade. Jéssica, aluna de medicina do segundo ano, foi realizar uma visita junto com a gente comunitária Beatriz e sua colega do primeiro ano, Paula.
Beatriz adiantou: “Iremos à casa do seu Joaquim, ele tem65 anos. Soubemos que ele sofreu um acidente de carro e quebrou o braço, no hospital fizeram uma bateria de exames, até tomografia da cabeça”. Ao chegarem encontraram o senhor Joaquim, deitado no sofá e de olhos fechados, porém movimentando-se muito. 
- Bom dia senhor Joaquim somos da Unidade de Saúde e vocês nos pediram uma visita, em que podemos ajudar? 
Nisso, Magda, sua esposa, já interferiu: 
 - Falem mais alto, desde que ele chegou do hospital parece que não ouve direito.
 - Dona Magda e por que ele está assim de olhos fechados, parecendo incomodado e não para de virar de um lado para o outro?
- Minha filha, ele diz que se abre os olhos tudo fica rodando, tentamos andar com ele, mas as pernas não ficam firmes, ele falou da sensação de estar “andando nas nuvens”. O estomago dele não aceita nada, é comer e vomitar em seguida, até agua está dando enjoo nele. 
- Dona Magda, no acidente ele teve mais alguma coisa fora o braço quebrado? No hospital ele já estava assim?
- O SAMU que socorreu e disse que ele bateu a cabeça e chegou a ficar desmaiado, porém no hospital fizeram até tomografia, disseram que estava tudo bem e que o mal-estar iria melhorar em alguns dias. Estamos com uma semana e parece que está piorando.
Jessica ligou na unidade de saúde e conseguiu um atendimento no mesmo dia com seu preceptor, Dr. Heitor, a fim de esclarecer o que estava acontecendo. 
OBJETIVO GERAL:
Descrever os mecanismos responsáveis pelo sentido da audição e o equilíbrio.
OBJETIVO ESPECÍFICO:
· Reconhecer os mecanismos responsáveis pelo sentido da audição e o equilíbrio.
· Descrever as estruturas e os mecanismos responsáveis pelo sentido da audição.
· Descrever as estruturas e os mecanismos responsáveis pelo equilíbrio.
· Citar as causas mais prevalentes de perda auditiva e as possíveis medidas de prevenção.
· Reconhecer o efeito do ruído ocupacional na gênese da perda auditiva.
· Identificar os métodos diagnósticos clínicos e complementares disponíveis para avaliação da acuidade auditiva e do equilíbrio.
· Discutir o impacto psicossocial das perdas auditivas.
· Identificar os aspectos epidemiológicos e legais de doenças ocupacionais.
ROTEIRO MORFOFUNCIONAL
Ver caderno próprio 
ROTEIRO PRÁTICAS FUNCIONAIS
SP2 – AUDIÇÃO
· Reconhecer a anatomia do Sistema Auditivo;
· Reconhecer os receptores auditivos;
· Reconhecer o princípio fisiológico relacionado com a percepção do som.
· Apresentar as Provas Auditivas;
SP3. OLHOS DE SOGRA
Dona Josefa, 64 anos, do lar, era moradora do Vila Santa Paula, São Caetano, próxima à Unidade de Saúde local, onde faz acompanhamento irregular do diabetes, diagnosticado desde seus 53 anos. Apesar de receber a visita dos agentes comunitários de saúde, que insistem em agendar consultas para Dona Josefa, ela sempre falta, temendo a repreensão da equipe porque não controla sua alimentação e não toma os remédios regularmente. Mora sozinha desde a morte do marido e utiliza seu tempo para o serviço doméstico, trabalhos manuais e os doces que vende por encomenda para festas no bairro. Dona Josefa tem apresentado perda visual progressiva, o que a impede de realizar suas tarefas cotidianas. Já faz uso de óculos de grau para presbiopia, que comprou do camelô, sem melhora significativa da acuidade. 
Em uma das visitas da agente de saúde, e com a escuta atenta da ACS, Dona Josefa acabou mencionando a perda visual e pedindo ajuda. Foi acompanhada até a unidade pela agente no dia da sua consulta sendo, após avaliação pelo clínico geral, devidamente medicada para controle do diabetes e encaminhada para o ambulatório de oftalmologia. Após vários exames, teve diagnóstico de retinopatia diabética proliferativa avançada, bilateral, com visão apenas de percepção luminosa do olho direito e amaurose do olho esquerdo. Desenvolveu hemorragia intravítrea total e glaucoma neovascular após formação de rubeose da retina em seu olho único com visão, e catarata secundária. 
Agora, encaminhada para cirurgia, Dona Josefa se arrepende de ternegligenciado seus cuidados e ter ignorado os insistentes chamados das agentes de saúde. 
OBJETIVO GERAL:
Reconhecer a fisiologia da visão
OBJETIVO ESPECÍFICO: 
· Reconhecer os mecanismos da visão.
· Descrever as vias da visão e o mecanismo de formação e interpretação da imagem.
· Descrever as vias sensoriais a partir da retina que não têm a função da visão.
· Definir os vícios de refração e explicar como ocorre a formação e interpretação da imagem nestes casos.
· Explicar a relação do diabetes e hipertensão com as alterações da visão relatadas no problema (glaucoma, catarata e perda visual).
· Classificação, etiopatogênese, fisiopatologia da diabetes.
· Explicar os mecanismos das lesões apresentadas no problema.
· Discutir os aspectos psicossociais da perda visual.
· Discutir a legislação e os serviços oferecidos aos portadores de perdas visuais.
ROTEIRO MORFOFUNCIONAL
Ver caderno próprio 
ROTEIRO PRÁTICAS FUNCIONAIS
SP3 – EQUILÍBRIO E VISÃO
· Reconhecer a anatomia do sistema relacionado com a Visão;
· Conceituar Fotorreceptores – Cones e Bastonetes;
· Reconhecer o princípio fisiológico relacionado com a percepção de imagem;
· Apontar as patologias do sistema relacionado com a Visão;
· Apresentar e discutir o princípio da Acuidade Visual;
· Discutir Equilíbrio e Postura.
PRÁTICA
Semeadura de amostras biológicas em diferentes meios de cultura.
SP 4. ATÉ ONDE EU SEI 
Carlos André, aluno do segundo ano de medicina, deparou-se no trajeto para seu estágio na Unidade de Saúde da Família com um acidente ocorrido há poucos minutos, que resultou na queda de um motociclista após chocar-se com a lateral de um caminhão. Vendo que ainda não havia ambulância de resgate e muitas pessoas ao redor, parou o carro e foi tentar ajudar:
- Moço! Moço!
O rapaz não respondia. Tratava-se de um jovem aparentando pouco mais de vinte anos, estava desacordado, mas respirando bem e com pulsos arteriais cheios. Imediatamente parou uma viatura policial que queria mobilizar o acidentado e leva-lo rapidamente para o hospital.
Lembrando-se do que já tinha aprendido, Carlos logo disse: 
- Senhor, não é seguro mobilizar essa vitima agora, atéonde eu sei, o acidente pode ter causado lesões e sem o equipamento adequado podemos piorar a situação do paciente.
Carlos permaneceu mantendo o pescoço da vítima imóvel, enquanto aguardava a chegada dos bombeiros. Aos poucos o jovem acidentado vai recobrando a consciência:
- Onde estou? O que aconteceu?
 Carlos respondeu: 
- Sou Carlos, estudante de medicina, tente manter-se calmo, você sofreu um acidente e estamos aguardando o resgate, você lembra seu nome? Lembra do que aconteceu? 
- Me chamo Robson, estou sentindo muita dor nas costas e não estou sentindo direito minhas pernas ... 
Carlos manteve-se firme na sustentação da coluna, e seguiu conversando com o paciente, fazendo questionamentos sobre tudo que ele sentia e sobre quem ele queria que avisasse, até que surgiu a ambulância do resgate, que após os procedimentos adequados levou Robson para o hospital. 
Antes de partir o médico chefe da equipe resgate deu dois tapinhas nas costas de Carlos:
-Parabéns garoto, contribuiu muito conosco, a imobilização que você fez até chegarmos foi excelente! Com certeza ajudou a evitar uma lesão mais grave.
- Sim, isto eu sabia, mas fiquei curioso em compreender porque é que ele sentia algumas coisas na perna direita e outras na esquerda, mesmo sem aparentemente, ter fraturas nas pernas...
-Rapaz, você vai gostar de estudar sobre isso! Somestesia!
OBJETIVO GERAL:
Caracterizar os mecanismos da consciência e da sensação tátil.
OBJETIVO ESPECÍFICO:
· Definir os termos consciência e inconsciência.
· Explicar os mecanismos neurofisiológicos de manutenção da consciência.
· Caracterizar os métodos de avaliação da consciência.
· Descrever os receptores, a detecção e as vias responsáveis pela percepção tátil.
· Diferenciar as diversas percepções táteis: temperatura, pressão, dor, tato fino e tato grosseiro, propriocepção.
· Diferenciar urgência e emergência.
· Descrever o conceito e localização da formação reticular.
· Correlacionar as funções da formação reticular com a manutenção dos níveis de consciência.
· Descrever as seguintes vias, identificando seus elementos constituintes: pressão e tato protopático; propriocepção consciente, tato epicrítico e sensibilidade	vibratória; propriocepção inconsciente; trigeminal proprioceptiva.
· Reconhecer as consequências e implicações psicossociais, das sequelas de um trauma raquimedular para o paciente e sua família.
ROTEIRO MORFOFUNCIONAL
Ver caderno próprio 
ROTEIRO PRÁTICAS FUNCIONAIS
SP4 – SOMESTESIA
· Conceituar Sistema Sensorial Somático;
· Apresentar as modalidades perceptuais da Somestesia;
· Apontar os Mecanoreceptores da Pele;
· Diferenciar Receptores Tônicos e Fásicos;
· Discutir a Velocidade e Intensidade da transmissão do Potencial de Ação;
· Reconhecer os Recetores Térmicos;
· Reconhecer os Nociceptores;
· Discutir Hiperalgesia e Dor referida;
· Apresentar as Vias Sensoriais Somestésicas.
SP 5. “A PRIMEIRA VEZ A GENTE NUNCA ESQUECE...” 
Rubens, recém-formado, durante os poucos dias de folga que antecediam as provas de residência, se ofereceu para acompanhar o Dr. Marcelo em um final de semana de plantões, seria uma longa jornada de 48hs. 
Nas primeiras12 horas, Rubens estava muito empolgado para seu primeiro plantão, bem humorado, educado, atento, tentava buscar em cada atendimento tudo o que aprendeu na faculdade: fisiologia, anatomia, microbiologia, nada passava despercebido ... 
Chegando o turno da noite o seu corpo estava cansado do dia intenso e o pronto socorro ainda estava cheio. Foram direto até as 23:00hs, quase que no mesmo ritmo: pouco tempo para se alimentar ou beber agua .... Só conseguiu tirar um breve cochilo na madrugada. Foi sua primeira noite com privação real de sono, muito diferente das festas e baladas. No hospital a sua atenção tinha que estar sempre presente e não haveria sono compensatório de manhã. 
Pela manhã, já há 24 horas de plantão, nem tudo estava igual: o coração parecia um pouco mais acelerado, o sorriso já não era tão fácil, conversava somente com o necessário, já não fazia tantas perguntas e em alguns momentos lhe faltava ânimo e energia. Foi mais um dia de intenso trabalho, com poucos intervalos de descanso.
A segunda noite foi mais tranquila que a anterior: as consultas “pingaram” durante toda a madrugada, fazendo que seus períodos de sono fossem sempre curtos e superficiais.
Ao final do segundo dia de plantão, Rubens conversou com Dr. Marcelo. 
- Dr. Marcelo, após 48 horas de plantão eu não consigo me reconhecer... Além do cansaço físico, minha reação com as pessoas não é a mesma, estou irritado, mal humorado, sem paciência, com cefaleia, sem fome e o pior é que quando tentei cochilar qualquer barulhinho me despertava, meu coração já acordava acelerado quando alguém chamava para consulta. Isso é normal? Já nem sei se quero mesmo fazer residência...
- Rubens, como sabe, o seu sistema emocional e as funções vegetativas do seu organismo estão interligadas. Ao alterar seu período de sono e vigília, tudo acabou sendo influenciado. Mas calma, com o tempo a gente se acostuma.
-Dr. Marcelo, eu estou tão cansado que estou quase como aquele paciente que atendemos e que não conseguia lembrar de nada do que falávamos após 5 minutos...
- Exageros a parte, Rubens, a consolidação da memória também tem relação com o que falei...
Mas vamos embora, rapaz, porque precisamos dormir!
OBJETIVO GERAL:
Conhecer as estruturas responsáveis pela recepção, transmissão e processamento das informações (estímulos) relacionadas ao comportamento emocional, funções vegetativas, sono e vigília. 
OBJETIVO ESPECÍFICO:
· Descrever as áreas encefálicas relacionadas com as emoções.
· Descrever a importância das estruturas no tronco encefálico relacionadas às emoções.
· Reconhecer as funções das áreas encefálicas relacionadas ao comportamento emocional e funções vegetativas e superiores do SNC.
· Descrever o sistema límbico, suas estruturas e suas funções. 
· Descrever as integrações do sistema límbico com os sistemas endócrino e neurovegetativo.
· Caracterizar os mecanismos relacionados à manutenção da atenção.
· Descrever os mecanismos fisiológicos de memória de curto e longo prazo.
· Reconhecer as diferentes formas de classificação de memória, quanto a tempo, função e local.
· Reconhecer os estágios do processo de aprendizagem.
· Relacionar atenção, memória e aprendizagem.
· Relacionar a privação do sono com memória e aprendizagem. 
· Descrever as fases do sono.
· Alterações da regulação sono e vigília.
· Descrever a participação nos mecanismos de memória, identificando seus elementos constituintes.
· Descrever a participação nos mecanismos cognitivos, destacando o papel das estruturas corticais.
ROTEIRO MORFOFUNCIONAL
Ver caderno próprio 
ROTEIRO PRÁTICAS FUNCIONAIS
SP5 – SENSIBILIDADE SOMESTÉSICA E SENSIBILIDADE ESPECIALIZADA
PRÁTICA
· Avaliação da Discriminação em dois pontos – Teste de Sensibilidade Cutânea com Monofilamentos;
· Avaliação da Sensibilidade Gustativa – Diferentes concentrações de Soluções de NaCl, Glicose, Ácido Cítrico;
· Percepção da Sensibilidade Térmico – Uso de água com pequena alteração de temperatura (1ºC, por exemplo: Solução 1 e 2: 49ºC e 50ºC, Solução 3 e 4: 2ºC e 3°C).
	Programação do TBL
	UNIDADE II - PERCEPÇÃO, CONSCIÊNCIA E EMOÇÃO
	Tema 1
	Avaliação do estado emocional do paciente.
	Tema 2
	Fronteiras de contato (órgãos de sentido e percepção)
	Tema 3
	Atendimento ao paciente com perda auditiva
	Tema 4
	Inteligência emocional
	Tema 5
	Atenção e Aprendizagem
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
Bibliografia Básica 
GUYTON, A. Tratado de fisiologia médica. 11.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. 1115p.
DI FIORE, M. S. H. Atlas de histologia. 7.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. 229p.
MACHADO, A.B.M. Neuroanatomia funcional. 2.ed. São Paulo: Atheneu, 2006. 363p.
JUNQUEIRA, L. C. Histologia básica. 11.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. 524p.
SOBOTTA, J. PUTZ, R. Sobotta atlas de anatomia humana. 22.ed. Rio de Janeiro: Guanabar Koogan, 2006. 2v.Complementar
BEAR, Mark F. Neurociências: desvendando o sistema nervoso. 3.ed. Porto Alegre: Artmed, 2008. 858 p.
DAVIDOFF, L. L. Introdução à psicologia. 3.ed. São Paulo: Pearson Education, 2006. 798p.
AFIFI, A. K., BERGMAN, R. A. Neuroanatomia funcional: texto e atlas. 2.ed. São Paulo: Roca, 2008. 536 P.
RANG, H. P. DALE, M. M. RITTER, J. M. Farmacologia. 6.ed. São Paulo: Elsevier, 2007. 829p.
AIRES, M. M. Fisiologia. 3.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. 1232p.
AJURIAGUERRA, J. Manual de psiquiatria infantil. 2.ed. Rio de Janeiro: Masson, 1991. 952p.
CAMPBELL, W.W. Dejong: o exame neurológico. 6.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. 563p.
CINGOLANI, H. E. HOUSSAY, B. A. Fisiologia humana de Houssay. 7.ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. 1124p.
DORION, T. Manual de exame do fundo de olho. São Paulo: Manole, 2002. 552p.
GOLDMAN, L. AUSIELLO, D. Cecil tratado de medicina interna. 23.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. 2v.
GRAEFF, F. G. Drogas psicotrópicas e seu modo de ação. 2.ed. São Paulo: EPU, 1990. 135p.
NITRINI, R. A neurologia que todo médico deve saber. 3.ed. São Paulo: Atheneu, 2006. 504p. 
UNIDADE IX
PROCESSO DE EVELHECIMENTO
"A grandeza de uma nação é medida pela forma como ela cuida dos seus membros mais fracos."
(Mahatma Gandhi, 1869-1948)
ÁRVORE TEMÁTICA
OBJETIVOS DA UNIDADE
OBJETIVO GERAL:
Compreender a complexidade dos cuidados básicos aos indivíduos idosos, no contexto social em que vivem.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
· Diferenciar Senescência de Senilidade.
· Discutir as diversas teorias de envelhecimento celular e tecidual, compreendendo de forma integral e contextualizada a fisiologia do envelhecimento humano, comprometendo os diversos sistemas do organismo.
· Explicar os processos patológicos múltiplos e interdependentes que afetam o idoso, reconhecendo as causas de adoecimento mais comuns nesta população.
· Caracterizar as doenças que ocorrem tanto exclusivamente na população idosa, como aquelas que acometem outras faixas etárias e que nos idosos apresentam manifestações peculiares.
· Valorizar a importância da humanização no atendimento à população idosa e suas particularidades.
· Identificar a importância da promoção global da qualidade de vida da população idosa, em suas dimensões nutricionais, de locomoção, de independência, de espiritualidade e socioeconômicas.
· Reconhecer e valoriza a importância da atuação multiprofissional nos cuidados aos idosos.
· Reconhecer as políticas públicas voltadas para a população idosa, bem como a legislação relacionada a esta população.
SITUAÇÕES PROBLEMAS 
SP1. “BOEMIA”
Déo do Cavaco, nascido em Deolindo do Amparo há 74 anos, sempre foi figura certa em rodas de samba. Desde a adolescência, quando veio do interior para a Capital, com seu cavaquinho debaixo do braço, passava noites e noites tocando onde fosse chamado. Fumava muito, achando que era só diversão, e que podia “parar quando quisesse”. Mas nunca parou. Como também não conseguiu se livrar de outro grande vício: namorar bastante. Mas o tempo foi passando e, com ele, os amigos. Ultimamente, morava sozinho em um sobrado distante, na zona norte da cidade. Seu companheiro continuava sendo o cigarro e, uma vez ou outra, o velho cavaquinho. 
Nem ligava para o diagnóstico de “bronquite” que já o tinha obrigado a internar-se mais de uma vez. Na verdade, não gostava de médicos, já cansado de ouvir as mesmas recomendações e de receber os mesmos pedidos de exame, que guardava em um envelope e nunca fazia. Também não tomava as vacinas que lhe eram prescritas. Mas nos últimos meses as coisas estavam ficando mais difíceis. Emagreceu e mal sente vontade de alimentar-se. Quando anda até a padaria da esquina sente muita falta de ar e tem que sentar para descansar, no caminho. Ainda bem que nunca gostou de beber, pensa, senão...
 Há uma semana tem febre e piorou da tosse, que agora acompanha-se de uma secreção amarelo-esverdeada. Já muito mal, pediu ajuda a um vizinho, que vendo as condições de Déo, ligou para o 192. O médico da ambulância levou Déo, já desorientado mentalmente e com cianose, para o hospital, com oxigênio nasal por máscara. 
Na emergência, foi realizada gasometria arterial, que mostrou pH: 7,12 (normal: 7,35-7,45), PCO2: 56mmHg (normal: 35-45mmHg), PaO2=66mmHg (normal: 80-100mmHg), com baixa da saturação de O2. O hemograma evidenciou Hb: 9,2g/dL (normal: 13,5-18g/dL), com hemácias hipocrômicas e microcíticas. A leucometria foi de 3.200/mm3, (normal: 4.00011.000/mm3). Foi solicitada radiografia pulmonar. Um teste rápido para HIV que se revelou positivo.
O paciente foi intubado e submetido a ventilação mecânica e antibioticoterapia. Entretanto, após dois dias de internação, evoluiu para o óbito. Os poucos que se lembravam de Déo do Cavaco lamentaram o silêncio de algumas noites, na cidade.
OBJEITVO GERAL:
Estudar o envelhecimento do sistema imune e respiratório e suas consequências para o organismo quando na senescência e quando há outras patologias envolvidas. 
OBJETIVO ESPECIFICO:
· Reconhecer as alterações fisiológicas senescentes dos sistemas: respiratório e imune.
· Citar os processos consumptivos mais prevalentes no idoso e citar as principais causas.
· Identificar as causas mais prevalentes de anemia no idoso 
· Caracterizar as doenças pulmonares mais prevalentes decorrentes do vício de fumar.
· Caracterizar DPOC, descrever o mecanismo fisiopatológico e patogênico da DPOC e associá-lo à maior morbidade e susceptibilidade às infecções pulmonares.
· Relacionar DPOC com perda de peso.
· Descrevera orientação vacinal da população idosa.
· Descrever os aspectos morfológicos macroscópicos e microscópicos enfatizando a diferenciação entre as duas entidades que constituem a DPOC.
· Discutir acerca dos dados epidemiológicos relacionados às IST/AIDS em idosos
· Discutir as alterações laboratoriais evidenciadas nas patologias descritas nesse problema: anemia, desnutrição e AIDS.
· Descrever os marcadores laboratoriais utilizados no diagnóstico da anemia, desnutrição e nas infecções respiratórias.
· Reconhecer os princípios físicos das trocas gasosas; difusão de oxigênio e dióxido de carbono através da membrana respiratória.
· Descreva a fisiologia da ventilação pulmonar.
ROTEIRO MORFOFUNCIONAL
Ver caderno próprio 
ROTEIRO PRÁTICAS FUNCIONAIS
SP1 – ENVELHECIMENTO CELULAR
· Conceituar Envelhecimento Celular;
· Discutir os princípios das Teorias Estocástica e Determinista;
· Confrontar Teoria da Telomerase x Teoria dos radicais Livres;
· Discutir Envelhecimento Celular e Oncogênese;
· Diferenciar Apoptose de Necrose – Morte Celular;
· Compreender as vias da Apoptose;
· Apontar as patologias programadas da longevidade – Patologias do Idoso.
SP 2. “BORN AGAIN”
José Leal, com 72 anos, casado, atualmente é aposentado e trabalha como consultor de tecnologia da informação. Há mais de 10 anos sabe ter hipertensão arterial, após exame de rotina na Universidade em que trabalhava. Por este motivo, usa enalapril (10mg/dia, pela manhã), permanecendo assintomático. Deixou de fumar há aproximadamente cinco anos, por recomendação médica. Embora esteja acima do peso adequado para sua altura e diga que “cultiva uma barriguinha de prosperidade”, não gosta de fazer atividades físicas, alegando “não ter tempo sequer para caminhar”. Há um ano seus exames de sangue regulares mostraram colesterol sérico total de 260mg/dL (desejável: até 200mg/dL) e glicemia de jejum 118mg/dL (desejável: até 99mg/dL). Por este motivo, foram-lhe prescritos atorvastatina 10mg e metformina 850mg, ambos uma vez ao dia. 
Leal sente-se bem-disposto, fazendo algumas viagens no Brasil e ao exterior, de onde traz instrumentos musicais e equipamentos para um pequeno estúdio amador, sua maior diversão nas horas vagas. Entretanto, há uma semana, acordou de madrugada com uma dor muito intensa no peito, razão pela qual foi atendido em uma emergência hospitalar, onde ficou internado. Como os exames mostrassem uma possível insuficiência coronariana, embora não houvesse evidênciasde necrose miocárdica, foi submetido a um cateterismo coronário e ao implante de um “stent”, para a correção de uma obstrução parcial em um importante ramo da artéria coronária esquerda. 
Atualmente está em casa com a família, utilizando, além da medicação anterior, 200mg de AAS após o almoço. Pretende modificar seus hábitos de vida, alimentando-se melhor e fazendo exercícios físicos supervisionados. Afinal, não é sempre que se tem uma segunda chance de renascer... 
OBJETIVO GERAL: 
Discutir e reconhecer as políticas de saúde para o idoso e a importância do trabalho em equipe integrado com apoio matricial e equipe de referência em todos os pontos da Rede de Atenção à Saúde (RAS).
OBJETIVO ESPECÍFICO:
· Reconhecer as alterações do envelhecimento fisiológico do sistema cardiovascular
· Descrever a fisiopatologia dos processos inflamatórios crônicos vasculares.
· Caracterizar os aspectos epidemiológicos (prevalência, incidência, morbidade e mortalidade) das doenças cardiovasculares no idoso.
· Descrever os fatores que aceleram o processo de envelhecimento do sistema cardiovascular. 
· Definir doença crônica e suas implicações na responsabilidade social da família.
· Reconhecer a importância do exercício físico na manutenção da saúde e controle de doenças crônicas que estão associadas aos processos degenerativos vasculares (hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e dislipidemia).
· Identificar os hábitos de vida que contribuem como fatores de risco para as doenças cardiovasculares do idoso.
· Descrever os marcadores laboratoriais que devem ser solicitados diante da queixa de “dor intensa no peito” e discutir quando solicitar cada um deles.
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ROTEIRO PRÁTICAS FUNCIONAIS
SP2 – ANEMIA DO IDOSO
· Conceituar anemia no idoso;
· Destacar o aumento da morbimortalidade do idoso anêmico;
· Apontar as principais anemias que acometem o idoso;
· Conceituar Anemia Carencial, Anemia da Inflamação e Anemia por Causas Inexplicáveis;
· Destacar os marcadores laboratoriais empregados no diagnóstico laboratorial da Anemia no Idoso;
PRÁTICA: DISCUSSÃO DE CASO CLÍNICO
A.C.A.R., 69 anos de idade, sexo feminino, aposentada, natural e residente em Goiânia, GO, procura assistência médica com queixas de inquietação, irritabilidade, falta de energia, tremor nas mãos e palpitação. Há 2 meses houve piora dos sintomas e, no momento, tem sentido, ainda, muito cansaço para realizar suas atividades habituais e falta de ar. A paciente relata que teve anemia há 2 anos que melhorou com uso de sulfato ferroso. Menopausa aos 50 anos. Nega cirurgias anteriores ou outras doenças. Pais falecidos e duas irmãs saudáveis (65 e 60 anos de idade). Alimentação e hábito intestinal regulares. Sem queixas urinárias. Relata que emagreceu 6 Kg nos últimos 3 meses. Reside com uma das irmãs. Exame físico: TA = 36,8°C; peso = 60 Kg; PA = 140/85 mmHg; FC = 110 bpm. Estado geral regular, mucosas hipocoradas (+++/4+), hidratada, anictérica, acianótica, afebril. Abdômen normotenso, não doloroso à palpação superficial e profunda. Fígado e baço não palpáveis. Hipótese diagnóstica baseada em exames complementares: 
Hemograma:
	Hemácias = 4.100.000/mm3
	Leucócitos = 9.800/mm3
	Hemoglobina = 9.0 g/dL (VR: 11,5 – 16,0)
	Bastonete = 1% (VR: 0 – 2%)
	Hematócrito = 28% (VR: 35 – 48%)
	Neutrófilo = 65% (VR: 40 – 65%)
	VCM = 68 fL (VR: 80 – 95 fL)
	Linfócito = 26% (VR: 20 – 50%)
	HCM = 22 pg (VR: 26 a 34 pg)
	Mononócito = 7% (VR: 2 – 10%)
	CHCM = 32 g/dL (VR: 31 a 36 g/dl)
	Eosinófilo = 1% (VR: 1 – 5calc%)
	RDW = 18% (VR = 12 a 15%)
	Basófilo = 0% (VR: 0 – 1%)
	Plaquetas = 200.000/mm3 (VR: 150.000 – 400.000/mm3)
	Obs.: Anisocitose com predomínio de microcitose, hipocromia, poiquilocitose.
Contagem de reticulócitos = 1,5% (VR: 0,5 – 1,5%);
Ferro sérico = 30ug/dL (VR: 40 – 160ug/dL);
Capacidade Total de Ligação do Ferro (TIBC) = 500ug/dl (VR: 140 – 280ug/dL);
Ferritina sérica = 10ng/mL (6 – 159ng/mL).
1. Discutir as possíveis etiologias da anemia apresentada pela paciente e sua fisiopatologia; 
2. Explique os resultados dos exames que avaliam o metabolismo do ferro no contexto da sua hipótese diagnóstica principal.
SP 3. “MEU MUNDO CAIU...”
Dona Irinéia, atualmente com 80 anos, foi professora do ensino fundamental por muitos anos. No momento, viúva e aposentada, já perdeu as esperanças de melhorar das dores nos joelhos que a atormentam desde os quase sessenta anos, quando teve diagnóstico de “osteoartrite”. Fez diversos tratamentos com ortopedistas e reumatologistas, utilizando anti-inflamatórios não esteroidais, que proporcionavam alívio apenas temporário. “São coisas da idade”, muitos médicos diziam, vendo também os nódulos que foram surgindo nos dedos de suas mãos. Passou a tomar os remédios por sua conta, na dosagem que achava necessária para a melhora dos sintomas.
 Há cinco dias, ao sair do banho, teve uma queda, tendo sido levada para a cama por vizinhos, já que, sem filhos, mora sozinha. Uma adolescente, estudante de enfermagem, achou estranha a posição de sua perna direita, que a paciente mantinha imóvel e, mais curta em relação à esquerda, apresentava-se com o pé rodado externamente. Por este motivo, chamou o SAMU, que transportou dona Irinéia para o hospital. Na emergência, uma radiografia da bacia revelou uma fratura séria, bem como diminuição da densidade do tecido ósseo.
Frente à indicação de uma cirurgia corretiva ortopédica, uma avaliação clínica pré-operatória evidenciou: uréia sérica 87mg/dL (normal: até 45mg/dL) e creatinina sérica 2,1mg/dL (normal: até 1,2mg/dL). Os valores de K e Na eram normais e não havia alterações no exame clínico dos demais aparelhos e sistemas. A paciente foi submetida a uma cirurgia programada, sob monitorização intensiva. No pós-operatório, houve grande cuidado com os fluidos administrados e os antibióticos prescritos, no sentido de evitar-se o agravamento da função renal. A paciente teve alta após duas semanas, vivendo atualmente em uma instituição de cuidados para idosos.
OBJETIVO GERAL:
Reconhecer o processo de envelhecimento muscular e osteoarticular e também sobre as principais condições crônicas osteoarticulares, correlacionando com seus prováveis fatores desencadeantes. A compreensão da osteoporose e osteoartrite, tão frequentes na população idosa, com relação ao diagnóstico, terapêutica e prevenção é também proposta de discussão. 
OBJETIVO ESPECÍFICO:
· Reconhecer o envelhecimento fisiológico do sistema muscular e osteoarticular.
· Descrever as alterações fisiológicas da senescência do sistema muscular e osteoarticular.
· Descrever o processo de mineralização óssea e os hormônios envolvidos.
· Descrever a fisiopatologia da perda óssea e a ocorrência da osteoporose.
· Caracterizar osteoartrite e descrever a fisiopatologia e suas alterações articulares bem como suas consequências funcionais para o indivíduo idoso.
· Reconhecer os aspectos biopsicossociais oriundos da perda/limitação da deambulação no idoso.
· Reconhecer a epidemiologia e o aumento da incidência de fraturas e doenças articulares na terceira idade. 
· Descrever as principais medidas farmacológicas e não farmacológicas no tratamento da osteoartrite.
· Explicar os riscos do uso prolongado de anti-inflamatórios esteroidais e AINES.
· Descrever as principais medidas de prevenção para quedas e fraturas em idosos.
· Conceituar avaliação de risco cirúrgico.
· Discutir a atenção a idosos dependentes de cuidados especiais.
· Reconhecer a importância da densitometria óssea na caracterização e diferenciação de osteopenia e osteoporose. 
· Discutir as alterações laboratoriais comum na osteoartrite.
· Descrever os exames laboratoriais essenciais para avaliação de risco cirúrgico.
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ROTEIRO PRÁTICAS FUNCIONAIS
SP3 – MARCADORES DO IAM
· Conceituar Síndrome Coronariana Aguda;
· Descrever a tríade clássica para confirmação diagnóstica do IAM;
· Apontar os Marcadores Bioquímicos do IAM;
· Compreender os intervalos de alteração nosníveis séricos dos Biomarcadores do IAM;
· Reconhecer os intervalos – início, pico e normalização – de concentração dos Biomarcadores do IAM.
PRÁTICA: DISCUSSÃO DE CASO CLÍNICO
J.L.S., 79 anos, masculino, aposentado, procedente de Mineiros. Procurou atendimento em uma UBS, relatando cansaço, fraqueza, dificuldade progressiva de realizar tarefas manuais, tais como abotoar as roupas, pentear-se e outras, relata dificuldade na ingestão de alimentos depois da perda de alguns dentes. Diante de dor precordial de forte intensidade na noite seguinte, sua esposa ligou para o filho e, então, levaram imediatamente o Sr. J.L.S. até a Unidade de Pronto Atendimento, onde o mesmo foi avaliado pelo médico plantonista, que de imediato notou mucosas pálidas, tremor e sudorese, foi solicitado um ECG com urgência. Diante das alterações no ECG, o médico solicitou, de imediato, a dosagem dos marcadores bioquímicos do IAM. 
	Marcadores Bioquímicos
	Valores de Referência
	Mioglobina: 220 ng/mL
	INFERIOR OU IGUAL A 110,0 ng/mL
	Troponina Qualitativa: Negativo
	NEGATIVO
	CK – MB: 14 U/L
	< 16 U/L
	CPK: 189 U/L
	24 – 195 U/L
1. Diante da clínica e dos resultados laboratoriais discutir o diagnóstico;
2. Interpretar o resultado laboratorial apresentado;
3. Descrever o preparo do paciente para a coleta da amostra.
SP 4. “AINDA ME LEMBRO...” 
O Sr. Mateus, atualmente com 78 anos, é funcionário público aposentado. Tem uma vida pacata, caminhando pelo bairro em que mora com sua cachorra, que adotou das ruas há mais de cinco anos, e fazendo pequenos consertos em casa. Entretanto, dona Inês, sua esposa há mais de cinquenta anos, notou que o marido ultimamente tem tido um comportamento um tanto estranho. Às vezes passava rapidamente de carinhoso a agressivo, e começou a esquecer detalhes triviais, como por exemplo, de onde colocou suas ferramentas ou de dar a ração da cachorra. Por duas ocasiões foi trazido para casa por vizinhos, pois estava na rua desorientado, “sem dizer coisa com coisa”. Nesses momentos, apesar de cuidar dele com mais carinho ainda, frequentemente é acusada de “querer matá-lo”, e de ter um amante secreto. Muito magoada, conseguiu levar o esposo ao médico, que, depois de solicitar uma ressonância nuclear magnética de crânio, e submetê-lo a teste neuropsicológicos assegurou-lhe o diagnóstico de demência: “doença de Alzheimer”, para a qual não há cura.
Os dias foram passando, e seu Mateus só piorava, tornando-se mais calado e apático. Passou algumas semanas acamado, sem desejo de levantar-se. Nessa época, começou a urinar e defecar, sem perceber, no leito, o que ainda mais sobrecarregava a esposa. Um dia, seu Mateus teve que ser hospitalizado para tomar antibióticos, devido a febre e urina escurecida, o que foi diagnosticado como infecção urinária, além de aumento da próstata, sem malignidades aparentes. Nesses dias em que passou internado, piorou muito do estado mental, a tal ponto que os filhos acharam difícil seu retorno para casa, internando-o em uma instituição de idosos. Dona Inês, sempre que pode, vai visitá-lo e conversa longas horas com o marido, embora não seja reconhecida por ele. Há poucas semanas, para complicar, a senhora teve um episódio de vertigem, estando atualmente em uso de AAS profilático, aguardando exames que avaliem o fluxo das artérias carótidas e vertebrais. Ela sente que também está começando a ter alguma dificuldade com sua memória, foi diagnosticada com hipotireoidismo. Ela tem medo de acabar como o Mateus, pois, ela não quer parar de sentir saudade dos tempos em que, com os filhos e o marido, foi tão feliz.
OBJETIVO GERAL:
Reconhecer o envelhecimento fisiológico dos sistemas nervoso, geniturinário e endócrino. 
OBJETIVO ESPECÍFICO:
· Reconhecer o envelhecimento fisiológico dos sistemas nervoso, geniturinário e endócrino.
· Descrever as alterações fisiológicas da senescência dos sistemas nervoso.
· Descrever as alterações fisiológicas da senescência endócrino.
· Descrever as alterações fisiológicas da senescência geniturinário masculino e feminino.
· Reconhecer a epidemiologia das doenças degenerativas neurológicas e geniturinárias prevalentes no idoso.
· Diferenciar os aspectos clínicos, fisiopatológicos e epidemiológicos das demências vasculares e da doença de Alzheimer.
· Descrever os testes clínicos utilizados nas avaliações geriátricas.
· Caracterizar as alterações gênito-urinárias prevalentes no idoso (masculino e feminino) e suas formas de prevenção e abordagem (HPB, CA de próstata e perda inv. de urina).
· Discutir a importância da sexualidade na terceira idade.
· Discutir acerca da necessidade de internação para cuidados dos idosos e as consequências psicossociais para estes.
· Discutir os exames laboratoriais empregados no diagnóstico de infecção urinária, hiperplasia de próstata e hipotireoidismo.
ROTEIRO MORFOFUNCIONAL
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ROTEIRO PRÁTICAS FUNCIONAIS
SP4 – OSTEOPOROSE
· Conceituar Osteoporose;
· Compreender as fases do crescimento ósseo;
· Discutir fisiologia do metabolismo ósseo;
· Destacar as funções do Paratormônio e da Calcitonina;
· Evidenciar a importância da Vitamina D e Cálcio no Metabolismo Ósseo;
· Apontar os fatores de Risco da Osteoporose;
· Descrever o Diagnóstico Laboratorial da Osteoporose;
· Compreender densitometria Óssea.
PRÁTICA:
Dosagem de Cálcio e Discussão de Caso Clínico.
M.B. caucasiana, 72 anos, vem à consulta para sua avaliação após 1 ano da fratura do fêmur, na ocasião queixa de diminuição da estatura, espasmos e dores musculares, cãibras, cansaço e fraqueza. Ela relata que quando jovem era esguia, praticava atividade física regular e tinha 1,68m de altura. Notou que com o tempo, medidas sucessivas da altura mostraram diminuição progressiva, de modo que agora mede 1,63m. Tem familiares com situação semelhante, mas nega problemas de saúde, uso de medicamentos, tabagismo e etilismo. Nos exames complementares foi observado Vitamina D = 12 ng/mL (VR>20 ng/mL); Cálcio sérico = 5,2 mg/dL (VR: 8,5-10,2 mg/dL); PTH = 15 pg/mL (VR: 18,5 – 88 pg/mL).
1. Diante da clínica e dos resultados laboratoriais discutir o diagnóstico;
2. Interpretar o resultado laboratorial apresentado;
3. Descrever o preparo do paciente para a coleta da amostra.
	Programação do TBL 
	UNIDADE III -  PROCESSOS DEGENERATIVOS E SAÚDE DO IDOSO 
	Tema 1
	Sexualidade do idoso
	Tema 2
	Envelhecimento Ativo
	Tema 3
	Cuidado com cuidadores
	Tema 4
	Transtorno Cognitivo no Idoso
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
Bibliografia Básica
GUYTON, A. Tratado de fisiologia médica. 11.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. 1115p.
FREITAS, E. V. et al. Tratado de geriatria e gerontologia. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. 1666p.
GOLDMAN, L. AUSIELLO, D. Cecil tratado de medicina interna. 23.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. 2v.
AFIFI, A. K., BERGMAN, R. A. Neuroanatomia funcional: texto e atlas. 2.ed. São Paulo: Roca, 2008. 536 p.
BRUNTON, L. L. et al. As bases farmacológicas da terapêutica. 11.ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2006. 1821p.
NETTER, F. Atlas de anatomia humana. 4.ed. São Paulo: Elsevier, 2008. 640p.
Complementar
PAPALEO NETTO, M. Gerontologia: a velhice e envelhecimento em visão globalizada, São Paulo: Atheneu, 2005. 524p.
PAPALEO NETTO, M. Tratado de gerontologia. 2.ed. São Paulo: Atheneu, 2007. 912p.
MOREIRA C., MARQUES NETO, J. F. Reumatologia essencial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. 1482 p.
BRASIL, Ministério da Saúde. Ajudando seu paciente a deixar de fumar. Rio de Janeiro: Inca, 1997. 59p.
BRASIL. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde, Brasília: Ministério da Saúde atualizada em 15 sep 2010. Disponível em: <http//bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cd09_16.pdf> Acesso em: 15 sep 2010.
BOGLIOLO, L. Patologia. 7.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. 1492p.
CARVALHO, P. Urologia: texto básico para estudantes de medicina, Rio de Janeiro: Atheneu, 1988. 351p.
DAVIDOFF, L. L. Introdução a psicologia. 3.ed. São Paulo: Pearson Education, 2006. 798p
JACOB FILHO, W. Envelhecimento do sistema nervosocentral e a dor no idoso. São Paulo: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 1996. 251p
WALLACH, J. Interpretação de exames laboratoriais. 8.ed. Rio de Janeiro: Medsi, 2009. 1482p
ZIPES, D. P. et al. Braunwald tratado de doenças cardiovasculares. 8.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009
MATSUDO, S. M. M. Avaliação do idoso: física e funcional. 2.ed. Londrina: Midiograf, 2005. 149p
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA 
Para todas as Unidades de Práticas Funcionais
BRASIL. Manual de Normas e técnicas e rotinas operacionais do Programa Nacional de Triagem Neonatal. Brasília – DF, 2002.
BRASIL. Triagem Neonatal Biológica. Manual Técnico. Brasília – DF, 2016.
LEHNINGER, A.L.; NELSON, D.L.; COX, M.M. Princípios de Bioquímica. 2. ed. São Paulo: Sarvier, 2000. 
MOTTA, V.T. Bioquímica Clínica para o Laboratório - Princípios e Interpretações. 5. Ed. Rio de Janeiro: MedBook, 2009.
NELSON, David L.; COX, Michael M. Princípios de bioquímica de Lehninger. Porto Alegre: Artmed, 2011. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.
ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. H. I. V. Imunologia celular e molecular. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.
CALICH, V. & VAZ, C. Imunologia. Rio de Janeiro, Revinter.
GOLDSBY, R.A.; KINDT, T.J. & OSBORNE, B.A. Kuby. Imunologia. 4ª ed. Rio de Janeiro, Revinter.
ROITT, I.M. & DELVES, P.J. Fundamentos de imunologia. 10ª ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2004.
LORENZI, T.F. Manual de Hematologia - Propedêutica e Clínica. Guanabara Koogan, 4. Ed. 2006.
BAIN, B.J. Células Sanguíneas. Um Guia Prático. Artmed, 5. Ed. 2016.
ALBERTS, B.; BRAY, D.; LEWIS, J.; RAFF, M.; ROBERTS, K.; WATSON, J. D. Biologia molecular da célula. Porto Alegre: Artes Médicas.
DE ROBERTS, E. M. F.; HIB, Jose. Bases da biologia celular e molecular. Tradução por Célia Guadalupe Tardeli de Jesus Andrade; Sérgio Ferreira de Oliveira; Telma Maria Tenório Zorn. 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.
JUNQUEIRA, L.C.; CARNEIRO, J. Biologia Celular e Molecular. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.
ISBN-10:85-277-2078-7 KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; FAUSTO, N.; MITCHELL, R. N. Robbins. Bases patológicas das doenças. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.
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AIRES, M. M. Fisiologia. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999. 
GUYTON, J.E.; HALL, A.C. Tratado de Fisiologia Médica. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. 
HALL, John Edward; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall tratado de fisiologia médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.
JOHNSON, L. R. Fundamentos de Fisiologia Médica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. 
RHOADES, R. A.; TANNER, G. A. Fisiologia Médica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. 
TORTORA & GRABOWSKI. Princípios de Anatomia e Fisiologia. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
Centro Universitário de Mineiros | UNIFIMES
Oferecendo ensino de qualidade desde 1985
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