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Família 
Fabaceae
Disciplina: Organografia e Sistemática Fanerofítica​
Profas: Cássia Munhoz e Micheline Carvalho
Felipe Antunes (19000000); Guilherme Dantas (190042753); João Rodrigues (190031018); Matheus Antônio (190035170)
Encontra-se no grupo das Eudicotiledônias Rosídeas e no clado das Fabídeas;​
Está inserida na ordem Fabales;​
Fabaceae é a família com maior diversidade e número de espécies na flora brasileira;​
Terceira maior família dentre os domínios fitogeográficos brasileiros;​
Distribuição cosmopolita;​
Realiza fixação de nitrogênio;​
Grande importância econômica;​
Tradicionalmente dividida em três subfamílias: Mimosoideae, Caesalpinoideae e Faboideae/Papilionoideae
Introdução​
1
Fabaceae é uma família morfologicamente diversificada;​
De forma geral, pode ser reconhecida por possuir:​
	- Folhas compostas, alternas e com pulvino;​
	- Pétala adaxial diferenciada, normalmente pentâmera, livres 	ou conadas e simetria radial ou bilateral;​
	-Ovário monocarpelar, alongado e súpero, além de 	placentação lateral;​
	- Frutos geralmente do tipo legume;​
	- Inflorescência indeterminada;
​​
Cada subfamília – Mimosoideae, Caesalpinoideae e Faboideae – possui uma diagnose morfológica específica
Diagnose morfológica​​
Vicia sativa L.
2
Distribuição​​
Distribuição no território nacional
Fonte: floradobrasil.jbrj.gov.br
Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins)​
Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
​
Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso)​
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)​
Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)​
Ilhas Oceânicas: Abrolhos, Fernando de Noronha, Trindade
3
Distribuição​​
MIMOSOIDEAE
PAPILIONOIDEAE/
FABOIDEAE
CAESALPINIOIDEAE
Distribuição Global
Fonte: www.mobot.org
4
Utilidade econômica
FORMA DE VIDA
Folha pinadas 3-4 pares de folíolos opostos, com pecíolo glabro e estipula geralmente caudada. A lâmina é oblongo-elíptica com consistência cartácea com revestimento de glabra.
Folha
Diagnóstico comparativo
Inga cinnamomea SpruceexBenth
São em capítulos globosos axililares
Inflorescência
Tronco cilíndrico de 40-60cm de diâmetro , com casca lenticelada e rugosa de cor acinzentada.
Caule
Flores brancas muito perfumadas.
Flores
É leguminoso, vagem, sub cilíndrico e indeiscente de 20-30 cm de comprimento.
Fruto
Árvore
Forma de vida
5
Árvore
Forma de vida
Alternas, paripinadas ou imparipinadas, geralmente glabras como 3-5 pares de folíolos curtos-peciolulados como lâmina repleta de pontuações translúcidas repletas de oleoresina. 
Folha
Espiciformes, terminais ou axilares, glabras ou pubérulas, com 5-15cm de comprimento.
Inflorescência
Casca do caule moderadamente espessa; o ritidoma é muito dividido e descamante de cor cinzenta ou amarronzada na superfície e marrom ou vinácea na parte interna; a casca viva é rosada e brancacenta.
Caule
Utilidade econômica
Brancas, rosadas em alguns indivíduos, monoclamídeas, tetrâmeras, andróginas, zigomorfas, bastante perfumadas. 
Flores
Obliquamente elipsóides, apiculados, sublenhosos, deiscentes, com 1 e as vezes 2 sementes. 
Fruto
FORMA DE VIDA
Diagnóstico comparativo
Copaifera langsdorffii Desf.
6
Erva
Forma de vida
Folíolos ovados/lanceolados. Folíolos basais, não lobados, ovados, ápice acuminado e base obtusa.
Folha
Pseudoracemos, bractéolas maiores que o tubo do cálices. 
Inflorescência
Forma de crescimento ereto volúvel. Estípulas lanceoladas ou ovadas.
Caule
Utilidade econômica
Cor da corola branca / amarela / rósea/ violácea. 
Flores
Lineares e levemente falcados. Legume seco.
Fruto
FORMA DE VIDA
Diagnóstico comparativo
Phaseolus Vulgaris L.
7
Utilidade econômica
FORMA DE VIDA
São de quatro tipos diferentes: cotiledonares; simples ou unifolioladas (primárias); trifolioladas ou compostas; prófilos ou brácteas. 
Folha
Diagnóstico comparativo
Glycine max (L.) Merr.
São de quatro tipos diferentes: cotiledonares; simples ou unifolioladas (primárias); trifolioladas ou compostas; prófilos ou brácteas. 
Sementes
Pode ser normal ou fasciculado. Caule híspido, pouco ramificado e raiz com eixo principal e muitas ramificações.
Caule
A cor da flor pode ser branca ou tonalidade de violeta.
Flores
Vagem ou Legume. Consiste de duas metades do carpelo único, conectadas pelas suturas dorsal e ventral. 
Fruto
Erva, Subarbusto
Forma de vida
8
Família cosmopolita, ocorrendo em um amplo espectro de habitats;
Geralmente dominam em regiões tropicais ou subtropicais;
Crescem em florestas tropicais fechadas de várzea, mas também costumam ser membros de vegetação mais aberta, incluindo comunidades sucessionais iniciais, tanto em regiões tropicais quanto temperadas do mundo;
Mimosoideae ocorre bastante no cerrado.
Preferências
Climáticas
9
Muitos gêneros de Fabaceae apresentam relações coevolutivas interessantes com diversas espécies de formigas;
Nectários extraflorais são comuns em Mimosoideae e “Caesalpinioideae”;
Associações com bactérias do gênero Rhizobium formando os nódulos de fixadores de nitrogênio.
Preferências
Ecológicas
Copaifera langsdorffii Desf.
10
Preferências
Muitas vezes dominam regiões de solos mais alcalinos;
Não são exigentes e podem ser utilizados para incrementar solos de cultivos devido a presença de nódulos fixadores de nitrogênio radiculares. 
Edáficas
11
Nódulos fixadores de N2
As superfícies externas das pétalas são esculpidas de várias maneiras, com bolsos e dobras que podem fornecer apoio para o polinizador 
Abelhas​:
Xylocopa visita sozinha cerca de 52 gêneros 
2 tipos de abelhas:​
	-Poliléticas: coletam néctar ou pólen de uma grande diversidade 	de espécies (sub Caesalpinioideae)​
	-Oligoléticas: visitam flores de uma ou de poucas espécies de 	plantas para obter o alimento (tri Mimoseae)​
A tensão causada no estilete pelo peso da abelha faz ocorrer a explosão/liberação​
Polinização por zumbido: vibração específica da abelha na flor para que ocorra a liberação do pólen
Ecologia - Polinização​
12
Pássaros​​
Ocorre por toda a família​​
~105 espécies do clima temperado quente
A morfologia floral varia de acordo com os pássaros que a visitam​​
Brotogeris tirica se alimenta de flores Erythrina speciosa​
Morcegos​​
Comum em membros tropicais​​
Mucuna holtonii possui padrão côncavo ereto que atua como um refletor sônico, guiando o morcego até a flor.​
Ecologia - Polinização​
13
As leguminosas possuem uma fruta monocarpelada que se abre explosivamente​
Frutas com asas variadas, frutas carnudas, frutas que se dividem em unidades de uma única semente de maneiras diferentes​
Frutas modificadas para transporte externo de animais com espinhos e ganchos - Desmodium sp. (pega-pega)​
As sementes ariladas são comuns e comidas por pássaros​
Sementes da árvore Tetraberlinia moreliana podem ser lançadas a cerca de 60 m​
Frutos de Canavalia rosea são dispersos por correntes marinhas (Colômbia - Havaí)
Ecologia - Dispersão​
14
Referências bibliográficas​
CARVALHO, Paulo Ernani; GAIAD, Sergio. Fabaceae ou Leguminosae. [S. l.], 2021. Disponível em: https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/especies_arboreas_brasileiras/arvore/CONT000fu17wvyo02wyiv807nyi6s9ggg9il.html. Acesso em: 12 maio 2021.;
ESCOBAR, Nicoll Andrea Gonzalez; SILVA, Edson Dias da; TOZZI, Ana Maria Goulart de Azevedo. Leguminosae clado mimosoide em um fragmento de floresta estacional semidecidual do sudeste do Brasil. Rodriguésia, Rio de Janeiro , v. 68, n. 4, p. 1447-1457, Sept. 2017 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-78602017000601447&lng=en&nrm=iso>. access on 12 May 2021.;
FREIRE JUNIOR, José Milton Silva; SILVA, Juliana Santos. Clado Mimosoide (Leguminosae e Caesalpinioideae) no Parque Estadual da Serra dos Montes Altos, Bahia, Brasil. Rodriguésia, Rio de Janeiro , v. 70, e04162017, 2019 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-78602019000100284&lng=en&nrm=iso>.access on 12 May 2021.;
HUGHES, Colin E. et al. A new subfamily classification of the Leguminosae based on a taxonomically comprehensive phylogeny. Taxon, v. 66, n. 1, p. 44-77, 2017. Disponível em <https://onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.12705/661.3>. acesso em 10 maio 2021.;
INSTITUTE OF RESEARCH RIO DE JANEIRO BOTANICAL GARDEN. Flora do Brasil. Fabaceae Lindl. In: INSTITUTE OF RESEARCH RIO DE JANEIRO BOTANICAL GARDEN (Rio de Janeiro). Flora do Brasil. Fabaceae Lindl.. [S. l.], 2021. Disponível em: floradobrasil.jbrj.gov.br. Acesso em: 12 maio 2021.;
Stevens, P. F. (2001 onwards). Angiosperm Phylogeny Website. Version 14, July 2017 [and more or less continuously updated since]
WANDERLEY, Maria das Graças et al, (coord.). FLORA FANEROGÂMICA DO ESTADO DE SÃO PAULO. São Paulo: [s. n.], 2016. v. 8. ISBN 978-85-7523-059-6. Disponível em: https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/institutodebotanica/wp-content/uploads/sites/235/2016/06/FFESP-Volume-VIII_06_24.pdf. Acesso em: 5 maio 2021.
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