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Núcleo celular O núcleo celular é uma estrutura bastante evidente nas células eucarióticas. Apresenta formato, geralmente, arredondado ou alongado e possui cerca de cinco µm de diâmetro. Estrutura do núcleo Envoltório nuclear: o núcleo celular é envolvido por uma dupla membrana denominada envoltório nuclear ou carioteca. Entre essas membranas, há um espaço, de 20 nm a 40 nm, chamado cisterna perinuclear. Cada uma delas apresenta uma estrutura formada por uma bicamada lipídica com proteínas associadas. A membrana mais externa está em contato com o citoplasma da célula, apresenta vários ribossomos associados e é, em vários locais, contínua com o retículo endoplasmático. A membrana mais interna, por sua vez, mantém contato com a matriz nuclear. Em associação com essa última, encontra-se a lâmina nuclear, uma rede de proteínas que atua na estabilização do envoltório nuclear. O envoltório nuclear é rico em poros circulares, os quais apresentam de 30 a 100 nanômetros de diâmetro e possuem suas bordas formadas pelas membranas internas e externas do envoltório nuclear. Os poros são importantes para garantir a comunicação entre o interior do núcleo e o citoplasma celular. Entretanto, é importante deixar claro que eles não são apenas espaço de passagem de substâncias, sendo uma estrutura complexa circundada pelo chamado complexo do poro, o qual garante uma regulação do que entra e sai no núcleo. Nucleoplasma: no interior do núcleo, temos o chamado nucleoplasma, uma espécie de gel proteico que possui propriedades semelhantes às do citoplasma. Nucléolo: dentro do núcleo, quando este não está em divisão, é possível observar uma estrutura esférica chamada nucléolo. Nele se observa uma grande quantidade de RNA e proteínas, bem como algumas alças de DNA que saem dos cromossomos e são conhecidas como regiões organizadoras do nucléolo. Nessa estrutura ocorre a formação das subunidades ribossômicas, que, após formadas, saem do núcleo pelos poros e seguem para o citoplasma, onde serão responsáveis por formar um ribossomo. Material genético: encontramos a cromatina, definida como DNA associado a proteínas histonas. Dois tipos de cromatina podem ser identificados, a heterocromatina, em que a dupla hélice de DNA está muito condensada, e a eucromatina, em que o DNA está menos condensado. No processo de divisão celular, essa cromatina condensa-se e forma o que chamamos de cromossomos. Quando não está em divisão, a cromatina aparenta uma massa difusa, não sendo possível diferenciar os cromossomos. É importante deixar claro que cada espécie apresenta um número próprio deles. A espécie humana, por exemplo, apresenta em suas células somáticas 46 cromossomos, enquanto a mosca-das-frutas apresenta oito cromossomos, e a Arabidopsis thaliana (uma erva daninha), 10 cromossomos. Divisão celular Mitose É o tipo de divisão celular que a célula-mãe, haploide (n) ou diploide (2n), origina 2 células-filhas com o mesmo número de cromossomos da célula-mãe. É uma divisão equacional. A mitose é realizada quando há reprodução assexuada. Funções da mitose ● Crescimento e regeneração de tecidos; ● Cicatrização; ● Formação de gametas em vegetais; ● Divisões do zigoto durante o desenvolvimento embrionário. Meiose https://www.todamateria.com.br/cromossomos/ É o tipo de divisão celular em que a célula mãe, sempre diploide (2n), com cromossomos duplos, origina através de duas divisões sucessivas, quatro células filhas com metade do número de cromossomos da célula mãe. É uma divisão do tipo reducional. Funções da Meiose ● Formação dos gametas em animais; ● Formação dos esporos nos vegetais. Ciclo Celular É o período que se inicia com a origem da célula, a partir de uma divisão celular e termina quando esta se divide em duas células-filhas. O ciclo celular é dividido em duas etapas: a interfase e a divisão celular. Nos eucariontes existem dois tipos de divisão celular: a mitose e a meiose. Interfase É a fase em que a célula não está se dividindo. É o período mais longo do ciclo celular, aproximadamente 95% do tempo. Neste momento ocorrem diversos fatos que possibilitam a divisão celular, como: a replicação do DNA, a divisão dos centríolos e a produção de proteínas. A interfase é subdividida em três fases: G1, S e G2. Na fase G1, que antecede a duplicação do DNA, as células aumentam de tamanho, produzem RNA e sintetizam proteínas. Na fase S ocorre a síntese de DNA. A quantidade de DNA no núcleo da célula é replicado. Lembre-se que replicação significa o processo de duplicação da molécula de DNA. Antes de qualquer divisão celular há duplicação do DNA durante a interfase. A fase G2, corresponde ao intervalo entre a síntese de DNA e a mitose. A célula continua crescendo e produzindo proteínas. Fases da mitose Prófase ● Cada cromossomo possui um centrômero que une dois filamentos denominados cromátides. ● A membrana que envolve o núcleo, a carioteca, é fragmentada e o nucléolo desaparece. ● Os cromossomos se tornam mais curtos e espessos com o processo de espiralização. ● A formação das fibras do fuso facilitam o deslocamento no citoplasma. Metáfase ● O material nuclear é disperso no citoplasma devido ao desaparecimento da carioteca. ● Os cromossomos encontram-se em grau máximo de espiralização e são unidos às fibras polares do fuso mitótico pela região do centrômero. ● Ocorre o deslocamento dos cromossomos para região mediana da célula, formando uma placa equatorial. Anáfase ● As duas cromátides-irmãs são separadas com a divisão do centrômero, tornando-se independentes cromossomos-filhos. ● Cada cromossomo-filho dirige-se para um polo da célula pelo encurtamento das fibras do fuso. ● O material genético que chega em cada polo é idêntico ao da célula-mãe. Telófase ● Encerra-se a divisão nuclear e os cromossomos desespiralizam-se, tornando-se novamente longos e finos filamentos. ● Há a desintegração do fuso, reorganização do nucléolo e reconstituição da carioteca. ● Os novos núcleos adquirem o mesmo aspecto do núcleo interfásico. ● A citocinese faz com que haja a divisão do citoplasma e o estrangulamento produza duas células. Fases da meiose 1 Corresponde à etapa reducional, que consiste na redução do número de cromossomos pela metade. Prófase 1 ● Os centríolos movem-se para os polos da célula. ● Ocorre a condensação dos cromossomos. ● Formação de cromômeros, que correspondem às pequenas e densas condensações nos cromossomos. ● Há a troca de fragmentos entre cromátides-homólogas durante o crossing-over. Metáfase 1 ● Ocorre o desaparecimento da membrana celular. ● Os cromossomos encontram-se em nível máximo de condensação. ● O cinetócoro liga o par de cromossomos homólogos às fibras do fuso. ● Os cromossomos homólogos alinham-se aos pares na região equatorial da célula. Anáfase 1 ● Ocorre a separação dos cromossomos homólogos devido ao encurtamento das fibras do áster. https://www.todamateria.com.br/cromossomos-homologos/ ● O cromossomo duplicado de cada par migra para um dos polos da célula. ● Inicia-se a descondensação. Telófase 1 ● A carioteca e o nucléolo reorganizam-se em cada polo da célula. ● Divisão celular e formação de duas haploides com metade do número de cromossomos da célula-mãe. ● Ocorre a citocinese, ou seja, a divisão do citoplasma. Fases da meiose 2 Corresponde à etapa equacional, que consiste na divisão das células e o número de cromossomos é igual aos do que iniciaram o processo. Prófase 2 ● A carioteca é rompida e os nucléolos desaparecem. ● Os cromossomos condensam-se. ● Formam-se as fibras do áster. ● As células são haploides, pois possuem um cromossomo de cada tipo. Metáfase 2 ● Os cromossomos são orientados pelas fibras do áster e alinham-se na região equatorial da célula. ● Os cromossomos estão em grau máximo de condensação. Anáfase 2 ● As cromátides-irmãs são direcionadas pelas fibras do áster para lados opostos. ● Uma cromátide passa a ser um cromossomo simples. ● Inicia-se a descondensação. Telófase2 ● As células formadas são haploides. ● A carioteca reorganiza-se e o nucléolo reaparece. ● A citocinese faz com que ocorra a separação das células. Todo o processo pode ser resumido da seguinte forma: