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Heranças Multifatoriais
Heranças Multifatoriais
PROFa. Janaina Rosa
Heranças Multifatoriais
Heranças 
Multifatoriais
A genética clássica abriu as portas para o 
conhecimento das heranças multifatoriais, 
que caracterizadas pela interação complexa 
de múltiplos genes e fatores ambientais na 
determinação de características.
Os padrões de herança mendeliana
crucial nadesempenharam um papel 
compreensão dos erros inatos do
metabolismo, na investigação da genética 
do câncer e no desenvolvimento contínuo 
de ferramentas moleculares de estudos 
gênicos.
ERROS INATOS DO METABOLISMO (EIM)
ERROS INATOS DO METABOLISMO (EIM)
Os Erros Inatos do Metabolismo (EIM) são doenças 
genéticas raras causadas por defeitos em proteínas, 
geralmente enzimas, que comprometem o metabolismo. 
Isso leva ao acúmulo de substâncias tóxicas no 
organismo e pode afetar diversos órgãos, especialmente 
o cérebro, causando deficiência intelectual.
O termo foi introduzido em 1908 por Archibald 
Garrod, e atualmente já são conhecidas mais de 1000 
doenças desse tipo. Os EIM representam cerca de 10% 
das doenças genéticas.
Com base em discussões com o defensor de Mendel, 
William Bateson, Garrod deduziu que a alcaptonúria é 
um distúrbio recessivo.
ERROS INATOS DO METABOLISMO (EIM)
ERROS INATOS DO METABOLISMO (EIM)
O diagnóstico pode ser feito pela triagem 
neonatal (teste do pezinho). No Brasil, 
esse programa foi criado em 2001 com 6 
doenças e ampliado em 2021 para mais de
50. No entanto, essa ampliação ainda não 
foi totalmente implementada em todos os 
estados.
CLASSIFICAÇÃO DE EIM
CLASSIFICAÇÃO DE EIM
Os EIM podem ser divididos em duas categorias.
A categoria 1 está relacionada a modificações que
impactam um único sistema orgânico, como o
sistema imunológico, ou apenas um órgão 
específico, como os rins.
Categoria 2 engloba um conjunto de doenças em
que o defeito bioquímico afeta uma via metabólica 
compartilhada por diversos órgãos, como as doenças 
lisossomais, ou é restrito a um único órgão, porém 
com manifestações sistêmicas, como acúmulo de
amônia no sangue devido a defeitos no ciclo da 
ureia, chamado hiperamonemia; ou ainda acumulo 
de fenilalanina causando a fenilcetonúria.
FENILCETONÚRIA (PKU) - EIM
FENILCETONÚRIA (PKU) - EIM
A fenilalanina hidroxilase (PAH) converte 
fenilalanina (tóxica) em tirosina (não 
tóxica). Mutações no gene PAH causam 
fenilcetonúria (PKU), levando ao acúmulo 
de fenilalanina no organismo.
Consequências:
Distúrbio mental 
Convulsões 
Hiperatividade
Diagnóstico:
Inicial: aumento de fenilalanina no plasma 
Confirmação: testes moleculares (PCR e 
sequenciamento)
GENÉTICA DO CÂNCER
GENÉTICA DO CÂNCER
O câncer é uma
caracterizada pela
neoplasia
proliferação
maligna
celular
descontrolada e capacidade de metástase, 
resultante do desequilíbrio entre o ciclo celular 
e a apoptose.
Para esse tumor ser considerado um câncer, ele 
deve ser maligno, ou seja, ele deve ser capaz de 
invadir os tecidos vizinhos, podendo até 
mesmo disseminar para locais distantes, o que 
configura a metástase.
GENÉTICA DO CÂNCER
GENÉTICA DO CÂNCER
Genes normais que estimulam o 
crescimento celular. Quando sofrem 
mutações de "ganho de função", tornam-se 
oncogenes, promovendo a oncogênese de 
forma dominante.
As mutações podem afetar genes de duas categorias principais:
Proto-oncogenes Genes Supressores
Atuam como "freios" do ciclo celular e 
guardiões do genoma. Mutações de "perda 
de função" eliminam o controle sobre a 
proliferação e a integridade do DNA.
ONCOGENES E GENES SUPRESSORES
ONCOGENES E GENES SUPRESSORES
Genes supressores de tumor e 
proto-oncogenes produzem 
proteínas que regulam o ciclo 
celular. Os genes supressores de 
tumor são normalmente 
reguladores negativos do ciclo 
celular; quando sua função é 
perdida, eles não conseguem mais 
impedir o crescimento 
descontrolado.
Os proto-oncogenes
reguladores positivos do
são 
ciclo
celular. Quando sofrem mutações 
que aumentam sua função, podem 
causar divisão celular 
descontrolada.
(Cancer genes by Melissa Hardy is used under a Creative Commons Attribution-NonCommercial license. Created with BioRender.com).
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
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http://biorender.com/
GENÉTICA DO CÂNCER
GENÉTICA DO CÂNCER
Característica Proto-oncogenes (Acelerador) Genes Supressores Tumorais (Freio)
Função Normal
Estimulam a divisão e crescimento
celular.
Inibem a divisão; reparam DNA; induzem
apoptose.
Quando sofre mutação
Torna-se um oncogene (acelerador 
travado no "on").
Torna-se inativo (freio quebrado).
Efeito da Mutação Ganho de função (hiperatividade). Perda de função (inativação).
Tipo de Mutação Dominante (basta 1 alelo mutado).
Recessivo (geralmente precisa inativar os 2 
alelos).
Exemplos RAS, MYC, HER2 p53, BRCA1, BRCA2, Rb
FERRAMENTAS MOLECULARES NA DETECÇÃO DE ANOMALIAS GENÉTICAS
FERRAMENTAS MOLECULARES NA DETECÇÃO DE 
ANOMALIAS GENÉTICAS
A REAÇÃO EM CADEIA DE POLIMERASE
(PCR) é uma técnica de biologia molecular destinada 
à amplificação exponencial de sequências específicas 
de DNA ou RNA, permitindo sua obtenção em 
quantidade suficiente para análise laboratorial.
O método baseia-se em ciclos térmicos repetitivos 
compostos por três etapas: desnaturação, com 
separação das fitas de DNA; anelamento, no qual 
primers específicos se ligam à região alvo; e extensão, 
realizada por uma DNA polimerase termoestável, como 
a Taq polimerase, responsável pela síntese das novas 
fitas.
FERRAMENTAS MOLECULARES NA DETECÇÃO DE ANOMALIAS GENÉTICAS
FERRAMENTAS MOLECULARES NA DETECÇÃO DE 
ANOMALIAS GENÉTICAS
VÍDEO SOBRE PCR:
https://www.youtube.com/watch?v=ViCYwjzBZGs
https://www.youtube.com/watch?v=ViCYwjzBZGs
FERRAMENTAS MOLECULARES NA DETECÇÃO DE ANOMALIAS GENÉTICAS
FERRAMENTAS MOLECULARES NA DETECÇÃO DE 
ANOMALIAS GENÉTICAS
Eletroforese em Gel
Separação de fragmentos de DNA por tamanho e carga 
elétrica. O DNA migra para o polo positivo; fragmentos 
menores movem-se mais rapidamente, permitindo a análise 
precisa dos produtos da PCR.
FERRAMENTAS MOLECULARES NA DETECÇÃO DE ANOMALIAS GENÉTICAS
FERRAMENTAS MOLECULARES NA DETECÇÃO DE 
ANOMALIAS GENÉTICAS
Sequenciamento de DNA
Determinação da ordem exata dos 
nucleotídeos. Inclui o Método de Sanger
(terminadores fluorescentes) e 
(sequenciamento em larga
o NGS
escala), 
mutaçõesessenciais para identificar 
gênicas.
APLICAÇÕES DAS FERRAMENTAS MOLECULARES
APLICAÇÕES DAS FERRAMENTAS MOLECULARES
Erros Inatos do Metabolismo
Detecção de mutações em genes específicos (ex: gene 
PAH na Fenilcetonúria) via PCR e sequenciamento, 
permitindo confirmação diagnóstica precoce.
Oncologia
Identificação de amplificações (ex: HER2 no câncer de 
mama) para guiar terapias-alvo e estratificação de 
subtipos tumorais (Luminal, Triplo Negativo).
Monitoramento Clínico
Análise quantitativa de biomarcadores para avaliar a 
eficácia do tratamento e detectar recorrências 
precocemente.
Conclusão
Conclusão
As heranças multifatoriais representam a fronteira da medicina moderna, onde a
compreensão da interação entre múltiplos genes e o ambiente é crucial.
A integração de ferramentas moleculares como PCR e Sequenciamentos, permite 
diagnósticos precisos e terapias personalizadas, transformando o manejo de EIM e 
neoplasias.
Referências
NUSSBAUM, R. L.; MCINNES, R. R.; WILLARD, H. F. Thompson & Thompson: Genética Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. 
SNUSTAD, D. P.; SIMMONS, M. J. Fundamentos de Genética. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.
	Slide 1: Heranças Multifatoriais
	Slide 2: Heranças MultifatoriaisSlide 3: ERROS INATOS DO METABOLISMO (EIM)
	Slide 4: ERROS INATOS DO METABOLISMO (EIM)
	Slide 5: CLASSIFICAÇÃO DE EIM
	Slide 6: FENILCETONÚRIA (PKU) - EIM
	Slide 7: GENÉTICA DO CÂNCER
	Slide 8: GENÉTICA DO CÂNCER
	Slide 9: ONCOGENES E GENES SUPRESSORES
	Slide 10: GENÉTICA DO CÂNCER
	Slide 11: FERRAMENTAS MOLECULARES NA DETECÇÃO DE ANOMALIAS GENÉTICAS
	Slide 12: FERRAMENTAS MOLECULARES NA DETECÇÃO DE ANOMALIAS GENÉTICAS
	Slide 13: FERRAMENTAS MOLECULARES NA DETECÇÃO DE ANOMALIAS GENÉTICAS
	Slide 14: FERRAMENTAS MOLECULARES NA DETECÇÃO DE ANOMALIAS GENÉTICAS
	Slide 15: APLICAÇÕES DAS FERRAMENTAS MOLECULARES
	Slide 16: Conclusão

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