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Avaliação de Investimentos pelo PL 
(Equivalência Patrimonial)
• Investimentos em Participações Societárias: aplicações de recursos 
por uma sociedade (investidora) no aquisição de ações ou quotas 
do capital de outra pessoa jurídica (investida).
• Investimentos temporários: Com intenção de revenda, caráter 
especulativo. Ativo Circulante ou Ativo Real. L/P. Avaliados pelo 
custo de aquisição.
• Investimentos permanentes: Com intenção de continuidade, 
extensão da atividade econômica da investidora. Ativo Perm. 
Avaliados pelo custo de aquisição ou pelo MEP.
• Equivalência Patrimonial: É a alteração do valor contábil dos 
investimentos registrados no AP, pela investidora, conforme o 
aumento ou diminuição do PL da investida. O MEP é obrigatório 
para os investimentos considerados relevantes e influentes.
Avaliação de Investimentos pelo PL (Equivalência Patrimonial)
• Sociedade Controladora: investidora que detém mais de 50% do capital 
votante da investida (controlada). Controle Direto.
Total do capital votante em poder da investidora X 100 = + de 50% = controle
Total do capital votante da investida
Controle Indireto: a investidora exerce o controle de uma sociedade através de outra, 
que também é controlada por ela.
• Sociedades Coligadas: não há controle. A investidora participa com 10% ou mais 
do capital social da investida.
Total das ações ou quotas possuídas pela investidora X 100 = 10% ou mais = coligação
Total do capital , votante ou não, da investida
Investimento relevante:
a) Quando seu valor isoladamente for igual ou superior a 10% do PL da investidora;
Ou
b) O total dos investimentos em coligadas e controladas quando seu montante for
igual ou superior a 15% do PL da investidora
Investimentos influentes:
a) Em coligadas sob cuja administração a investidora tenha influência 
(nomeie pelo menos um dos administradores da investida);
b) Em sociedade coligada de que participe com 20% ou mais do capital 
social;
c) Em sociedade controlada.
Notas:
Não serão avaliados pelo MEP ➔ investimentos relevantes em coligadas nos 
quais a investidora detenha menos de 20%do capital da coligada e em 
cuja administração não tenha influência.
Não serão considerados relevantes ➔ os investimentos em sociedades não
coligadas ou controladas, não importa quão importantes sejam para a 
investidora.
Para determinar a relevância do investimento efetuado ➔ Serão 
computados como parte do custo de aquisição os saldos de créditos da 
companhia contra coligadas ou controladas.
Caso existam Lucros não realizados ➔ em negócios da coligada ou 
controlada com a investidora (ou com outras sociedades controladas por 
essa última ou a ela coligadas), estes resultados deverão ser excluídos do 
PL da investida para fins de determinação da Equivalência Patrimonial.
Recebimentos de Lucros ou Dividendos de Investimentos
A) Avaliados pelo Patrimônio Líquido:
Contabilização:
Disponível ou Dividendos a Receber (AC)
A Participações Societárias (AP)
B ) Avaliados pelo custo de aquisição:
➢ Se recebidos até seis meses após a aquisição do investimento: Redução do
valor do investimento (não influencia ARE)
Contabilização:
Disponível ou Dividendos a Receber (AC)
A Participações Societárias (AP)
➢ Se recebidos após seis meses da data de aquisição:
Integrarão o resultado operacional
Contabilização:
Disponível ou Dividendos a Receber (AC)
A Receita de Dividendos (ARE)
Momentos e Cálculo da Avaliação pelo PL – Tratamento Tributário
a) Primeira Equivalência Patrimonial: por ocasião do investimento, para determinar a existência de 
ágio ou deságio;
b) No levantamento das demonstrações financeiras, antes da apuração do resultado do exercício.
CÁLCULOS:
➢ A investidora aplicará o percentual de sua participação no capital votante e não votante sobre o PL 
da coligada ou controlada.
% de participação no 
capital da investida
X PL da coligada ou controlada = Participação efetiva no PL da investida
40% X 500.000,00 = 200.000,00
➢ Caso o valor retro apurado seja maior que o valor registrado na contabilidade como participação 
societária, este sofrerá uma majoração e a contrapartida será um ganho operacional não tributável.
Ganho Operacional 
não tributável
= Participação efetiva no PL (-) Valor registrado na contabilidade
30.000,00 = 200.000,00 (-) 170.000,00
Contabilização:
D- Participações Societárias (AP)
C_ Resultado Positivo na Equivalência Patrimonial 30.000,00
➢ Caso o referido total seja menor que o valor registrado, esta sofrerá uma diminuição a título de 
perda operacional não dedutível.
Contabilização: (Valor registrado na contabilidade = 240.000,00)
D- Resultado Negativo na Equivalência Patrimonial
C- Participações Societárias (AP) 40.000,00
Ágio e Deságio
A empresa obrigada a avaliar seus investimentos em coligadas e controladas, pelo MEP, deverá separar o custo total da aquisição 
em :
a) Valor do PL da coligada ou controlada, proporcional à participação societária adquirida;
b) Valor pago a maior (Ágio) ou a menor (Deságio) nessa aquisição.
Exemplo:
As investidas Cia A e B possuem PL de R$3.000.000,00, cada uma;
A investidora Cia. PASIL adquire 20% das ações representativas do capital de cada uma, pagando:
R$700.000,00 pelas ações de A; e
R$550.000,00 pelas ações de B.
Registros da PASIL:
1º.) Pelas ações de A:
D- Participação Societária em A 600.00,00
D- Ágio de Participação em A 100.000,00
C- Caixa 700.000,00
2º.) Pelas ações de B:
D- Participação Societária em B 600.000,00
C – Caixa 550.000,00
C- Deságio de Participação em B 50.000,00
As amortizações (transferência do ágio ou deságio para o resultado) serão:
Ágio: Despesa Operacional Indedutível (Deve ser registrada como adição na parte A do LALUR)
D- Despesa de Amort. De Ágio
C- Ágio de Participação em A
Deságio: Receita Operacional Não Tributável (Deve ser registrada como exclusão do LALUR)
D- Deságio de Participação em B
C-Receita de Amort. De Deságio
Variação no Percentual de Participação Societária
Caso a investidora subscreva novas ações do capital da investida em proporção maior ou menor 
do que a atual percentagem ➔ haverá mudança nesse percentual ➔ provoca ganhos ou 
perdas de capital (resultado não operacional)
Perda: deverá ser adicionada ao lucro Líquido
Ganho: poderá ser excluído do lucro líquido, para fins de apuração de lucro real
Exemplo:
As investidoras Cia. SDN e Cia. PVSN tinham a seguinte participação no capital da Cia. Alfa (investida):
Cia. SDN 60%
Cia. PVSN 40%
A investida Cia Alfa aumenta seu capital em R$100.000,00:
O aumento de capital da Cia . Alfa foi totalmente subscrito e integralizado apenas pela Cia. SDN.
Contas Antes do aumento Aumento de Após aumento
Capital 100.000 100.000 200.000
Reservas 60.000 0 60.000
Lucros 80.000 0 80.000
Totais 240.000 0 340.000
Investidoras Antes do aumento de Capital Após o Aumento de Capital
Cia. SDN 60% 60.000 80% 160.000
Cia. PVSN 40% 40.000 20% 40.000
TOTAIS 100% 100.000 100% 200.000
Variação no Percentual de Participação Societária
Após o aumento de capital da investida tivemos variações nos percentuais de participação das investidoras 
no mesmo, o que acarreta mudanças na equivalência patrimonial, conforme abaixo:
PARTICIPAÇÃO DAS INVESTIDORAS NO PL DA INVESTIDA
Investidoras Antes do aumento de capital Após o aumento de capital
Cia.SDN 60% 144.000 80% 272.000
Cia. PVSN 40% 96.000 20% 68.000
TOTAIS 100% 240.000 100% 340.000
DADOS: Ganho de Capital 
da Cia. SDN 
Perda da Capital da 
Cia. PVSN
•Valor contabilizado do Investimento 
antes do aumento de capital da Cia. Alfa
•Subscrição e integralização do capital da 
Cia. Alfa
•Valor contabilizado após o aumento de 
capital
144.000
100.000
244.000
96.000
0,00
96.000
•Investimento na Cia. Alfa avaliado pelo 
MEP
•Valor contabilizado
• = Ganho de capital
272.000
(244.000)
28.000
68.000
(96.000)
(28.000)
Variação no Percentual de Participação Societária -
Contabilização
➢ Ganho de capital da Cia. SDN:
1º.) Pela subscrição:
D- Participação na Cia. AlfaC- Caixa 100.000,00
2º.) Pela equivalência:
D- Participação na Cia Alfa
C- Ganhos de Capital 28.000,00
➢ Perda de capital da Cia. PVSN:
D- Perda de Capital
C- Participação na Cia. Alfa 28.000,00
Equivalência Patrimonial em 
Participações Societárias no Exterior
➔ Os resultados decorrentes de avaliação de participações societárias no exterior pelo
MEP não produzirão modificações no Lucro Real da investidora sediada no Brasil,
aplicando-se os mesmos procedimentos utilizados em relação a investimentos em nosso
país. Entretanto, os lucros de coligadas, controladas, filiais e sucursais serão submetidos à
tributação pelo Imposto de Renda.

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