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CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO (UNICEUMA) GRADUAÇÃO EM ADMNISTRAÇÃO WILLY LOBO LITTIG RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO II Núcleo de Empregabilidade e Carreiras - CEUMA São Luís, MA 2023 WILLY LOBO LITTIG RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO II Núcleo de Empregabilidade e Carreiras - CEUMA Trabalho apresentado a universidade CEUMA como requisito de avaliação da disciplina de Estágio Supervisionado II da turma do 8° período do curso de Administração matutino. Orientador: Prof. Diogo de Farias Moura São Luís, MA 2023 WILLY LOBO LITTIG RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO II Núcleo de Empregabilidade e Carreiras - CEUMA Trabalho apresentado a universidade CEUMA como requisito de avaliação da disciplina de Estágio Supervisionado II da turma do 8° período do curso de Administração matutino. Orientador: Prof. Diogo de Farias Moura Aprovado em: ____/____/____ Nota: ___________ _________________________________________ Supervisor Técnico _________________________________________ Supervisor Docente SUMÁRIO 1 - IDENTIFICAÇÃO DO ALUNO E DO CAMPO DE ESTÁGIO ................................... 6 1.1 - IDENTIFICAÇÃO DO ESTAGIÁRIO ............................................................................. 6 1.1.1 - Nome do estagiário.......................................................................................................... 6 1.1.2 - Curso, período e turno ..................................................................................................... 6 1.1.3 - CPD e RA ........................................................................................................................ 6 1.1.4 - Endereço .......................................................................................................................... 6 1.1.5 - Telefone e E-mail institucional ....................................................................................... 6 1.2 - IDENTIFICAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO .............................................................. 6 1.2.1 - Nome do campo de estágio ............................................................................................. 6 1.2.2 - Endereço .......................................................................................................................... 6 1.2.3 - Telefone ........................................................................................................................... 7 1.2.4 - Ramo de Atividade .......................................................................................................... 7 2 - INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 8 3 - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ..................................................................................... 9 3.1 - GESTÃO DE PESSOAS .................................................................................................... 9 3.2 - DIAGNÓSTICO ESTRTÉGICO ..................................................................................... 10 3.3 - ANÁLISE SWOT ............................................................................................................ 12 3.4 – BALANCED SCORECARD (BSC) ............................................................................... 14 3.5 – OBJETIVOS SMART ..................................................................................................... 16 3.6 – 5W2H ............................................................................................................................. 17 4 - CARACTERIZAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO ..................................................... 20 4.1 - HISTÓRICO .................................................................................................................... 20 4.2 - IMPORTÂNCIA DA EMPRESA PARA A COMUNIDADE ........................................ 20 4.3 - ESTRUTURA ORGANIZACIONAL ............................................................................. 20 4.4 - SETOR DE ESTÁGIO ..................................................................................................... 21 5 - O ESTÁGIO ...................................................................................................................... 22 5.1 – ATIVIDADES DESENVOVIDAS EM ESTÁGIO II .................................................... 22 5.2 – PROJETO DE MELHORIAS ......................................................................................... 22 5.2.1 - Nome ............................................................................................................................. 22 5.2.2 – Objetivos Geral e Específicos....................................................................................... 22 5.2.3 - Justificativa ................................................................................................................... 22 5.2.4 – Situação Atual .............................................................................................................. 22 5.2.5 – Situação Desejada ......................................................................................................... 22 5.2.6 – Recursos ....................................................................................................................... 22 5.2.7 – Cronograma de Execução ............................................................................................. 22 5.3 – ORGANOGRAMA PROPOSTO .................................................................................... 22 5.3.1 - Justificativa ................................................................................................................... 22 6 – CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................... 23 REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 24 APÊNDICES ........................................................................................................................... 26 ANEXOS ................................................................................................................................. 27 ANEXO A - Termo de compromisso de estágio ...................................................................... 28 ANEXO B - Plano individual de estágio ................................................................................. 31 6 1 IDENTIFICAÇÃO DO ALUNO E DO CAMPO DE ESTÁGIO 1.1 IDENTIFICAÇÃO DO ALUNO 1.1.1 Nome do aluno Willy Lobo Littig 1.1.2 Curso, período e turno Curso de administração, 8º período e turno matutino 1.1.3 CPD e RA CPD 111072 e RA 016459 1.1.4 Endereço Rua Arlindo Meneses, bairro Jardim Primavera, condomínio Golden Green, casa 13, CEP 65074289, São Luís – MA 1.1.5 Telefone e E-mail institucional Tel. (98) 991121305 e willy111072@ceuma.com.br 1.2 IDENTIFICAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO 1.2.1 Nome do campo de estágio Centro Universitário do Maranhão (UNICEUMA) 1.2.2 Endereço Rua Josué Montello, n° 1, bairro Renascença II, CEP 65075-120, São Luís – MA mailto:willy111072@ceuma.com.br 7 1.2.3 Telefone Tel. (98) 40207525 1.2.4 Ramo de atividade Educacional 8 2 INTRODUÇÃO O objetivo deste relatório é documentar e informar sobre o campo de estágio e as atividades realizadas no mesmo local ao longo do 2º semestre de 2023 para o cumprimento das exigências da matéria deEstágio Supervisionado II. O relatório também propõe a realização de um plano de melhorias do local de estágio por meio das seguintes ferramentas: Balanced Scorecard, Objetivos SMART e 5W2H. O local do campo de estágio foi o Núcleo de Empregabilidade de Carreiras do polo Renascença da universidade CEUMA. O estágio é uma importante etapa dos estudantes do ensino superior, pois ele representa a primeira experiência envolvendo o mercado de trabalho que o aluno terá, servindo de desenvolvimento, prática, aprendizado e preparação para o estudante quando ele se graduar e, consequentemente, se aventurar nesse ambiente competitivo. O relatório irá desenvolver de forma mais a fundo sobres os pontos citados, detalhando as etapas realizadas e os resultados obtidos. As experiências e aprendizados adquiridos nesse estágio também serão informadas, dando mais enfoque na importância do cumprimento do estágio supervisionado para o futuro no mercado de trabalho. 9 3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 3.1 GESTÃO DE PESSOAS A Gestão de Pessoas pode ser conceituada como uma parcela muito sensível na mentalidade corporativa que prevalece e na cultura de organizações. Ela é no geral eventual e ocorre em determinadas situações, uma vez que ela persiste por vários fatores, tais como a estrutura da empresa, os padrões organizacionais, a aparência de seu mercado, o ramo da organização, a automatização em uso, as diretrizes internas, o tipo de gestão e outras muitas varáveis. (CHIAVENATO, 2014). Ela é o processo que busca dar importância e reconhecer as pessoas que fazem parte da organização, fazendo com que os empreendedores valorizem mais o capital humano e provoquem uma atuação mais eficiente desses indivíduos para, assim, alcançar determinadas metas estabelecidas. Como as empresas são formadas exclusivamente por pessoas, a Gestão de Pessoas se torna um procedimento bastante importante nas organizações, podendo até definir o fracasso ou o sucesso de um negócio. Segundo Chiavenato (2014, p.11, p. 12), os objetivos da Gestão de Pessoas são: Ajudar a organização a alcançar seus objetivos e realizar sua missão, proporcionar competitividade à organização, proporcionar à organização pessoas bem treinadas e bem motivadas, aumentar a auto atualização e a satisfação das pessoas no trabalho, desenvolver e elevar a qualidade de vida no trabalho (QVT), administrar e impulsionar a mudança, manter políticas éticas e comportamento socialmente responsável e construir a melhor equipe e a melhor empresa. Chiavenato (2014, p.13, p. 14) também afirma que a Gestão de Pessoas é formada por seis processos básicos que são: agregar pessoas, aplicar pessoas, recompensar pessoas, desenvolver pessoas, manter pessoas e monitorar pessoas. O processo de agregar pessoas realiza a inclusão de novas pessoas à empresa e inclui treinamentos e seleção de pessoas. O processo de aplicar pessoas é usado para definir os trabalhos que as pessoas irão exercer na empresa e inclui análise e descrição de cargos, avaliação de desempenho e orientação de pessoas. O processo de recompensar é usado para motivar as pessoas e satisfazer suas necessidades mais importantes e inclui recompensas, remunerações, benefícios e serviços. O processo de desenvolver pessoas envolve a capacitação do desenvolvimento profissional dos membros de uma organização e inclui treinamento de pessoas, gestão de conhecimento e gestão de competência. O processo de manter pessoas envolve a criação de um ambiente tranquilo e condições psicológicas positivas para auxiliar no trabalho das pessoas e inclui clima, disciplina, 10 higiene, segurança e qualidade de vida. Por fim, o processo de monitorar pessoas envolve o acompanhamento dos trabalhos realizados pelas pessoas e a verificação dos resultados dessas atividades e inclui bancos de dados e sistemas de informações. Para que a gestão de pessoas atue da melhor forma possível e satisfaça os capitais humanos de uma empresa, mantendo sempre motivados e dispostos a realizar os trabalhos da forma mais eficiente possível, é necessário que o processo de gestão de pessoas trabalhe em conjunto com o diagnóstico estratégico. O diagnóstico estratégico corresponde À primeira fase do processo de planejamento estratégico e procura responder à pergunta básica “qual a real situação da empresa quanto a seus aspectos internos e externos?”, verificando o que a empresa tem de bom, de regular ou de ruim em seu processo administrativa. (OLIVEIRA, 2007, p. 63) Realizar a análise de uma empresa e descobrir seus pontos fortes e suas desvantagens é um processo muito importante para se criar um ambiente de trabalho mais saudável e encontrar formas de satisfazer as pessoas, utilizando os fatores positivos de uma empresa para incentivar seus funcionários e corrigindo os aspectos negativos dela para que não desestimulem as pessoas. 3.2 DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO Diagnóstico Estratégico é a primeira fase do planejamento estratégico e tem a função de realizar o mapeamento da maior quantidade possível de variantes que influenciam direta ou indiretamente uma determinada organização. Ele leva em conta os aspectos externos e internos da empresa, identificando seus pontos bons, regulares e ruins, além de verificar as ameaças e oportunidades externas que podem acabar afetando a organização. O objetivo desse diagnóstico é de fornecer projeções futuras a partir dessas análises externas e internas que irão permitir que as empresas evitem problemas estratégicos e tomem as melhores decisões para que possam crescer e se destacar no mercado. Para isso, o Diagnóstico Estratégico deve ser realizado o mais realisticamente possível e ter enfoque no momento atual, pois qualquer decisão errada pode comprometer todo o restante do processo de planejamento estratégico e prejudicar o desenvolvimento futuro. As premissas básicas do Diagnóstico Estratégico são: • Examinar o ambiente em a que a empresa se encontra, levando em conta as diversas variáveis; 11 • O ambiente disponibiliza oportunidades e fraquezas com as quais a empresa deve usufruir ou evitar; • Para que possa enfrentar as ocorrências do ambiente externo, a empresa deve ter conhecimento total de todas as suas forças e fraquezas; • A empresa deve integrar e continuar esse processo de observação interna e externa. O Diagnóstico Estratégico possui os seguintes componentes: visão da empresa, valores da empresa, análise interna da empresa e análise externa da empresa. A visão de uma empresa pode ser conceituada como: Os limites que os proprietários e principais executivos da empresa conseguem enxergar dentro de um período de tempo mais longo e uma abordagem mais ampla. Nesse contexto, a visão proporciona o grande delineamento do planejamento estratégico a ser desenvolvido e implementado pela empresa. A visão representa o que a empresa quer ser. (OLIVEIRA, 2007, p. 65) Oliveira (2007, p. 67) define os valores de uma empresa como “o conjunto de princípios e crenças fundamentais de uma empresa, bem como fornecem sustentação para todas as suas principais decisões”. É de suma importância que as empresas devam sustentar seus valores para que possam alcançar uma qualidade melhor em seus processos de planejamento estratégico. Além disso, os valores devem estar fortemente ligados as questões éticas e morais da empresa e devem ser verdadeiros para possibilitar e sustentar vantagens competitivas. As análises internas e externas de uma empresa apresentam os seguintes componentes: • Pontos fortes: fatores internos e controláveis que criam cenários vantajosos para uma empresa; • Pontos fracos: fatores internos e controláveis que criam cenários prejudiciais para uma empresa; • Oportunidades: fatores externos e não controláveis que criam cenários favoráveis para uma empresa;• Ameaças: fatores externos e não controláveis que criam cenários prejudiciais para uma empresa. 12 Os pontos fortes e fracos compõem a análise interna da empresa. Já as oportunidades e ameaças compõem sua análise externa. Tendo conhecimento desses fatores, principalmente dos fatores não controláveis que são as oportunidades e as ameaças, uma empresa estará apta para enfrentar as adversidades e se fortalecer no mercado. Quantos aos tipos de diagnóstico, ele possui duas perspectivas diferentes: a perspectiva de fora da empresa, o diagnóstico externo e a perspectiva de dentro da empresa, o diagnóstico externo. O Diagnóstico Estratégico Externo possui maior complexidade e é de maior importância dentro do planejamento estratégico. Tem como função identificar as ameaças e oportunidades da empresa e ele se divide em dois tipos de análise: a do Macroambiente que envolve a observação dos fatores demográficos, socioculturais e econômicos; e a Análise Setorial que envolve a observação de concorrentes, fornecedores e clientes. Já o Diagnóstico Estratégico Interno garante que uma empresa tenha o conhecimento dos seus pontos fortes e fracos para melhorar a sua eficiência operacional. 3.3 ANÁLISE SWOT Analise SWOT faz a análise dos ambientes internos e externos das organizações para identificar os seus pontos fortes e fracos, dentro do ambiente interno, e suas oportunidades e ameaças, no ambiente externo, sendo uma das ferramentas estratégicas mais utilizadas em todo o mundo (Eastwood et al, 2016; GHAZINOORY; ABDI; AZADEGAN-MEHR, 2011; HELMS; NIXON; 2010). A palavra SWOT é um acrônimo para Strenghs, Weaknesses, Opportunities and Threats (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças). Todos esses aspectos da análise ajudam no processo de tomada de decisões e expansão das empresas. As forças e fraquezas tratam dos aspectos internos da empresa como a equipe de funcionários, sua reputação e o local em que ela está instalada, sendo que estes fatores podem ser mutáveis. As oportunidades e ameaças tratam dos aspectos externos da empresa como concorrentes, preços de insumos e as tendências que estão em voga no mercado, sendo que as empresas não possuem controle sobre esses fatores e, dessa forma, elas não têm capacidade de modifica-los. A utilização da análise SWOT permite uma visão clara da empresa e a obtenção de dados valiosos para elaborar um esboço de negócios mais estratégico e eficiente. Além disso, as forças e fraquezas encontradas na análise SWOT acaba levando os empresários a observarem seus negócios a partir de pontos de vista novos e mais interessantes. Como ela é uma ferramenta unificadora, a análise SWOT pode ser utilizada em diferentes circunstâncias dentro das organizações, integrando os elementos mais importantes em várias áreas de atividade e 13 diferentes níveis de interesse tais como liderança, estratégia, processo de produção, marketing externo e interno, desenvolvimento de produto, distribuição, modelo de negócios e gestão operacional (BRAD; 2015; OSITA, ONYEBUCHI & NZEKWE, 2014; MIDDLETON, 2003). Por tanto, a aplicação dela permite que as empresas estejam preparadas para quaisquer obstáculos que possam acabar impactando nos negócios. Como já foi citado anteriormente, a análise SWOT possui as seguintes etapas: análise das forças, análise das fraquezas, análise das oportunidades e análise das ameaças. As forças constituem todos fatores que estão dentro de uma empresa e que possam trazer benefícios como vantagens competitivas, geração de valor para o cliente e obtenção dos objetivos estratégicos (FREITAS, 2012). Exemplos de forças são: localização vantajosa, equipamentos de última geração e mão de obra especializada. As fraquezas se tratam dos aspectos de dentro de uma empresa que podem prejudicar o seu desempenho e que necessitam serem corrigidos e melhorados, caso contrário, podem levar a empresar a não cumprir os seus objetivos e perderem suas vantagens competitivas (FREITAS, 2012). Exemplos de fraquezas são: salários desatualizados, maquinas velhas e falta de planejamento. As oportunidades são fatores que estão fora das empresas e que elas podem explorar e se aproveitar para obter as vantagens que eles proporcionam ou, até mesmo, criar novas vantagens competitivas (LIMA, 2016). Exemplos de oportunidades são: queda do dólar e financiamento bancário especial. Por fim, as ameaças são fatores que estão fora da empresa e que geram incertezas a ela, podendo comprometer suas vantagens competitivas (LIMA, 2016). Exemplos de ameaças são: conflitos políticos, aumento do preço da gasolina e altas taxas de juros. A análise SWOT é composta por quatro combinações diferentes em que suas analises podem levar a resultados diferentes. As combinações são: maxi-maxi (forças / oportunidades), maxi-mini (forças / ameaças), mini-maxi (fraquezas / oportunidades) e mini-mini (fraquezas / ameaças). O cruzamento de forças e oportunidades leva a empresa a examinar como ela deve utilizar a sua força máxima em relação as oportunidades que mercado oferece (CARVALHO e SENNA, 2015). O cruzamento de forças e ameaças pode levar a resultar em investimentos que modificarão o ambiente de trabalho com o intuito de desenvolver a força de maior importância da empresa e desenvolver e melhorar seus produtos. O cruzamento de oportunidades e fraquezas indica em quais aspectos o ambiente precisa ser alterado, corrigindo os procedimentos que podem estar tendo falhas para se adequar as tendências mais recentes do mercado (TEIXEIRA, 2012). O cruzamento de fraquezas e ameaças demonstra a real situação em que uma empresa se encontra, pois elas apontam quais os cenários mais graves presentes na empresa, revelando 14 se ela deve encerrar suas atividades e ou se ela deve passar uma reformulação interna para evitar a falência. 3.4 BALANCED SCORECARD (BSC) O Balanced Scorecard é uma ferramenta que as organizações utilizam para averiguar se elas possuem o domínio necessário de suas estratégias e finanças para que se possar realizar a avaliação de suas performances, sendo que a utilização mais adequada dessa ferramenta é feita quando se trata de procedimentos na área de negócios, mas podendo também ser utilizada em procedimentos da área corporativa (HITT; HOSKISSON; IRELAND, 2011). O princípio do BSC se baseia no fato de que as empresas arriscam as chances de suas performances futuras quando seus domínios financeiros são expostos em virtude de seus domínios estratégicos, ou seja, os domínios financeiros possibilitam o retorno em decorrência de medidas realizadas no passado, mas não mostram quais serão os agentes das performances futuras. Assim, um foco maior nos domínios financeiros pode levar as empresas a sacrificarem as suas capacidades de gerarem valor ao longo prazo para que se possa realizar retornos em curto prazo. O Balanced Scorecard permite que haja um equilíbrio entre os controles financeiros e os estratégicos, permitindo que as organizações acompanhem suas performances de maneira mais adequada e eficiente e realizem tomadas de decisões que garantam mais acertos do que erros nos resultados das empresas. Segundo Kaplan e Norton (1997, p. 25): O Balanced Scorecard traduz missão e estratégia em objetivos e medidas, organizados segundo quatro perspectivas diferentes: financeira, do cliente, dos processos internos e do aprendizado e crescimento. O scorecard cria uma estrutura, uma linguagem, para comunicar a missão e a estratégia, e utiliza indicadores para informar os funcionários sobre os vetores do sucesso atual e futuro. Ao articularem os resultados desejados pela empresa com os vetores desses resultados, os executivos esperam canalizar as energias, as habilidades e os conhecimentos específicos das pessoas na empresa inteira, para alcançar as metas de longo prazo. As ações do BSC devem ser usadas para desenvolveros procedimentos estratégicos da organização, para transmitir as estratégias e para auxiliar a interligar projetos de cunho individuais, institucionais e os que ocorrem em diferentes áreas da empresa, tendo como objetivo atingir um fim em comum que possa favorecer e ajudar a empresa (KAPLAN e NORTON, 1997). 15 Existem quatro perspectivas que se unem para formar a configuração do Balanced Scorecard: a financeira (que trata de questões do ponto de vista dos sócios como o crescimento da empresa, a rentabilidade e riscos enfrentados), do cliente (que trata da capacidade do cliente identificar a quantia de valor foi gerada pelos produtos da organização), de processos comerciais internos (que trata de priorizar as diversas ações comerciais que a empresa utiliza para garantir a satisfação dos clientes e dos sócios) e de aprendizagem e crescimento (que trata dos procedimentos que a empresa utiliza para promover o incentivo à mudança, à renovação e ao crescimento). Dessa forma, a utilização do Balanced Scorecard permite que as organizações descubram em que aspecto elas estão sendo observadas pelos seus sócios (perspectiva financeira), pelos seus consumidores (perspectiva do cliente), os procedimentos necessários que elas precisam melhorar para aproveitar melhor as vantagens competitivas adquiridas por elas (perspectiva interna) e quais medidas elas devem tomar para que as suas performances possam crescer (perspectiva de aprendizagem e crescimento). Os controles estratégicos são normalmente destacados quando a organização examina sua performance com base na perspectiva de aprendizagem e crescimento, enquanto que os controles da parte financeira são evidenciados quando a avaliação da performance da empresa é feita levando em conta a perspectiva financeira (HITT; HOSKISSON; IRELAND, 2011). É importante que o Balanced Scorecard permita a existência do equilíbrio entre o controle estratégicos e o financeiros, pois, para gerar lucros, a liderança de uma empresa deve promover investimentos necessários para que haja viabilidade no futuro (através do controle estratégico), ao passo que consiga manter um grau aceitável de equilíbrio financeiro no presente (através do controle financeiro). Kaplan e Norton (1997, p. 32) afirmam que: Um Balanced Scorecard bem elaborado deverá contar a história de estratégia da unidade de negócios, identificando e tornando explícita a sequência de hipóteses sobre as relações de causa e efeito entre as medidas de resultado e os vetores de desempenho desses resultados. Toda medida selecionada para um Balanced Scorecard deve ser um elemento integrante da cadeia de relações de causa e efeito que comunica o significado da estratégia da unidade de negócios à organização. Por tanto, para se montar um Balanced Scorecard adequado, deve-se analisar adequadamente todas as quatro perspectivas da empresa bem como suas estratégias empregadas e os resultados delas para que se possa alcançar os objetivos almejados que levarão ao crescimento e desenvolvimento da organização. 16 3.5 OBJETIVOS SMART Os Objetivos SMART ou Metas SMART é uma ferramenta criada e desenvolvida por Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna, sendo que a palavra SMART é um anagrama formado por palavras em inglês que estabelecem as cinco concepções que formam a ferramenta: specific (específico), measurable (mensurável), attainable (atingível), realistic (relevante) e timely (temporal) (SOUZA, 2015). Ela pode ser identificada como um instrumento de planejamento empregado para determinar objetivos e metas as quais a organização deve atingir e que são estabelecidas simultaneamente pelos funcionários e os gerentes da chefia da empresa. Segundo Paiva (2016, p. 32): O método SMART foi delineado por Drucker (2007) nos anos 50 e colocado por escrito em 1954, no livro The Practice of Management, onde sugere que os objetivos não devem ser impostos aos trabalhadores, mas sim decididos em conjunto com a gestão. Ou seja, os colaboradores e os gestores de topo se reúnem para definirem qual é o objetivo final do trabalho, como o devem realizar, de que forma será avaliado e qual o tempo necessário à sua concretização. Deste modo os objetivos têm mais apoio e são atingidos mais fácil e rapidamente. As cinco palavras que compõe o anagrama SMART (específico, mensurável, atingível, relevante e temporal) servem como modelo para estabelecer as metas. Sobre a primeira palavra Specific (específico), Santos (2018, p. 18) afirma que “A primeira diretriz das Metas SMART, busca explanar que uma meta precisa ser considerada específica e fácil de ser interpretada, ou seja, todos os envolvidos devem ter uma exata assimilação do que a meta se trata”. Quanto a segunda palavra Measurable (mensurável), Santos (2018) determina que as metas precisam ser medíveis e quantificáveis, sendo necessário a criação de parâmetro tangível para que se possa acompanhar o crescimento e desenvolvimento dessas metas. Em relação a terceira palavra attainable (atingível), Paiva (2016) comenta sobre a importância do estabelecimento de desafios e obstáculos para que a equipe de uma empresa possa se exceder e lutar por alguma coisa que seja árdua e difícil, mas sem que sejam impossíveis de serem superados, pois pode levar ao descontentamento e apatia. No que diz respeito a quarta palavra realistic (relevante), Santos (2018) fala que esse preceito possibilita a realização de análises mais profundas que permitirão ter a certeza que a meta estabelecida irá produzir vantagens concretas para a empresa e impactará diretamente nos processos da organização. Por fim, a respeito da quinta e última palavra timely (temporal), Paiva (2016, p. 33) discorre que “Significa que apesar do início e fim 17 do período de busca do objetivo serem bem definidos, este período não deve ser tão curto que torne o objetivo impossível nem tão longo que cause uma dispersão da iniciativa com o tempo”. Com base na afirmação de Evans (2013), as metas estão diretamente associadas aos objetivos, elas são os propósitos a serem atingidos, sendo normalmente utilizados números para defini-las. Ele fala também que Peter Drucker avisava que as organizações confundem bons intuitos com metas, mas se elas forem SMART ou inteligentes, essa confusão não ocorre. Evans (2013) também fala que os Objetivos SMART devem ser usados sempre na criação e implementação de estratégias, sendo que a obtenção da participação dos gerentes e trabalhadores mais importantes é de grande importância para o êxito na execução das estratégias. Segundo Cota (2019), quando a aplicação da ferramenta Objetivos SMART for finalizada, os gerentes terão a sua disponibilidade um instrumento que informará em quais áreas da organização que os esforços devem ser centralizados para que os objetivos que a empresa almeja sejam alcançados. 3.6 5W2H O 5W2H é uma ferramenta usada como esboço de metas para tornar os processos mais fáceis e rápidos, bem como também um checklist das atribuições que precisam ser resolvidas de forma transparente, sendo o nome 5W2H formado por sete perguntas (cinco com “W” e duas com “H”) (SOUZA, 2015). Essa ferramenta pode ser entendida como um conjunto de procedimentos que determinam o que será necessário fazer para que uma determinada meta dentro de uma organização possa ser alcançada, sendo que o seu principal foco é a correção de problemas e empecilhos que ocorrem no trajeto metodológico de cumprimento das atribuições dentro das empresas. Sobre o 5W2H e suas funções, os autores Gomes e Barcelos (2019, p. 2) determinam que: Seu objetivo é auxiliar no planejamento de ações, ajudando no esclarecimento de possíveis questionamentos, sanando dúvidas sobre os problemas existentes e facilitando nas tomadas de decisões. Sendo assim, a ferramenta norteia de forma direta quais asresponsabilidades de cada envolvido no processo de melhoria, definindo a ação a ser executada, quem irá executar, onde será executada, como será executada e quanto custará a execução. 18 Já Lucinda (2016), nas palavras de Alves (2021, p. 18), afirma que “o 5W2H são as iniciais de sete perguntas a serem respondidas, a fim de que sejam descortinadas quaisquer dúvidas acerca do que deve ser feito. 5W e 2H são iniciais de perguntas em inglês.” O primeiro “W” da ferramenta significa What (O quê?) e se refere as seguintes perguntas: O que será realizado? Qual atividade será desenvolvida? Sendo ele a primeira parte a ser realizada do processo. O segundo “W” significa Who (Quem?) e se refere a quem irá executar a atividade que foi mencionada anteriormente: Qual o setor ficará a cargo dela? Quem será o responsável pela execução dela? O terceiro “W” significa Where (Onde?) e demostra onde será realizado os procedimentos: Em que setor da empresa ocorrerá? O quarto “W” significa When (Quando?) está relacionado ao tempo e pode se referir também aos prazos de realização das ações: Quando elas serão executadas? O quinto e último “W” significa Why (Por quê?) e estabelece o motivo das atividades estarem sendo realizadas, sendo que é preciso que haja uma razão bem precisa e particular para justificar a execução das ações. O primeiro “H” significa How (Como?) e diz respeito a: Como as atividades serão realizadas? Quais ferramentas serão necessárias? Quais vão ser os métodos utilizados no processo? Por fim, o segunda “H” significa How Much (Quanto custa?) e determina qual será o custo necessário para que as ações possam ser executadas, pois, para que o planejamento seja bom, é de grande importância que as possíveis despesas desse planejamento sejam informadas. Segundo Alves (2021, p. 20), a ferramenta 5W2H: [...] tem a capacidade de ser um suporte na implementação de planos de ações de qualquer empreendimento, não importando seu ramo de atuação, uma vez que permite de maneira simplificada a garantia de que as informações elementares sejam cristalinamente definidas e suas ações propostas sejam bem executadas. A ferramenta 5W2H é utilizada para planejar e desenvolver uma atividade específica que será executada na organização, tendo a capacidade de guiar diversas outras ações que serão realizadas e sendo capaz também de ser usada na definição de algum problema que precisa ser analisado com mais profundidade para que se possa chegar na sua raiz (SANTOS; CECCATO; MICHELON, 2011). Os autores Behr, Moro e Estabel (2008, p. 39) afirmam que o 5W2H “consiste em uma maneira de estruturarmos o pensamento de uma forma bem organizada e materializada, antes de implantarmos alguma solução no negócio”. Assim sendo, a ferramenta 5W2H tem uma importância bem grande na criação e desenvolvimento de planos de atividades distintas, ajudando a descrever de forma bem 19 detalhada as atividades que devem ser executadas para que um dado objetivo estabelecido pela organização possa ser efetivamente alcançado. 20 4 CARACTERIZAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO 4.1 HISTÓRICO O estágio foi realizado na universidade CEUMA a qual foi a primeira empresa educacional de ensino superior particular do Maranhão, sendo fundada em março de 1990 com o nome inicial de Centro de Ensino Unificado do Maranhão (CEUMA) e funcionando no prédio do extinto colégio Meng no centro de São Luís. A aula de inauguração foi realizada em 9 de abril de 1990, sendo presidida pela professora Ana Lúcia Chaves Fecury. Dois anos depois, em 1992, foi inaugurada a sede própria da instituição no bairro Renascença, aumentando suas propostas de graduação. Nesse período, a universidade ofertava os seguintes cursos de graduação: Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Direito, Letras e Pedagogia. A primeira graduação foi realizada em dezembro de 1991. Em setembro de 2000, a instituição é credenciada como Centro Universitário pelo MEC, passando a se chamar Centro Universitário do Maranhão (Uniceuma). Em 2018, o Núcleo de Empregabilidade e Carreira foi fundado. A universidade tem como principal característica a disponibilização dos diversos ensinos para a formação de quadros de profissionais de ensino superior, pesquisa, de extensão e domínio do conhecimento humano. 4.2 A IMPORTÂNCIA DA EMPRESA PARA A COMUNIDADE A universidade CEUMA tem como principal foco promover e investir em uma educação superior de excelência no Brasil. Seu desafio é mudar, de forma definitiva, a situação social das regiões geográficas mais necessitadas de profissionais capacitados em nível suficiente para satisfazer as necessidades que a população demanda. Atualmente, a comunidade acadêmica do CEUMA tem realizado cada vez mais pesquisas voltadas para melhorar o dia a dia da sociedade. A faculdade vem desenvolvendo diversos estudos científicos e está inserida na rotina da tecnologia, da pesquisa e da inovação com trabalhos realizados pelos alunos com o objetivo de reduzir as desigualdades sociais. 4.3 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 21 Figura 1 – Organograma da universidade CEUMA Fonte: Autoría própria, 2023 4.4 SETOR DE ESTÁGIO O estágio foi realizado no Núcleo de Empregabilidade e Carreiras (NEC) da universidade CEUMA o qual foi fundado em 2018. O NEC visa aproximar e desenvolver as relações dos alunos que estão se formando com o mercado de trabalho. Ele desenvolve suas ações com base em três focos de ação: o Programa de aproximação CEUMA e mercado, Programa de capacitação e orientação de alunos e o Laboratório de Carreiras. O Núcleo de Empregabilidade e Carreiras tem como objetivos: permitir a interação entre os alunos, egressos, mercados e a faculdade, preparar os estudantes para a atuarem profissionalmente e realizar atividades com os alunos e egressos que permitam o desenvolvimento de talentos e conhecimentos úteis que estejam de acordo com os requisitos exigidos pelo mercado de trabalho. Entre suas principais funções estão a: orientação de alunos e egressos acerca de seus objetivos em relação a profissão que procuram, busca e divulgação de vagas de empregos para auxiliar os estudantes que estão interessados, fechamento de parcerias com organizações e empresas que estejam interessadas em contratar alunos e egressos do CEUMA e criação de programas de desenvolvimento de habilidades e conhecimentos exigidos pelo mercado de trabalho para os alunos e egressos da universidade. 22 5 O ESTÁGIO 5.1 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS EM ESTÁGIO II 5.2 PROJETO DE MELHORIAS 5.2.1 Nome 5.2.2 Objetivos Gerais e Específicos 5.2.3 Justificativa 5.2.4 Situação Atual 5.2.5 Situação Desejada 5.2.6 Recursos 5.2.7 Cronograma de Execução 5.3 ORGANOGRAMA PROPOSTO 5.3.1 Justificativa 23 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 24 REFERÊNCIAS ALVES, Bruno Nóbrega de Paiva et al. A utilização da ferramenta 5W2H: uma proposta de melhoria no setor produtivo de uma empresa industrial de artefatos em acrílico. 2021. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. ARAÚJO, Kléber Carvalho de. Gestão de pessoas. 2023. BEHR, Ariel; MORO, Eliane Lourdes da Silva; ESTABEL, Lizandra Brasil. Gestão da biblioteca escolar: metodologias, enfoques e aplicação de ferramentas de gestão e serviços de biblioteca. Ciência da Informação, v. 37, p. 32-42, 2008. CARDOSO, Adriano Lindon Leite et al. Planejamento de metas para redução de falhas no processo de distribuição de uma empresa transportadora. Revista Gestão Industrial, v. 14, n. 2, 2018. CHIAVENATO,Idalberto. Gestão de pessoas: O novo papel dos recursos humanos nas organizações / Idalberto Chiavenato. -- 4. ed. -- Barueri, SP: Manole, 2014. COTA, Izabela Azevedo. Elaboração de um plano estratégico para uma microempresa do ramo de instalação e manutenção elétrica do interior de Minas Gerais. 2019. DA COSTA JÚNIOR, João Florêncio et al. A Matriz SWOT e suas subdimensões: uma proposta de inovação conceitual. 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