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Orçamento e Finanças
SIOP BI – Business Intelligence 
no Sistema Integrado de 
Planejamento e Orçamento
Enap, 2023
Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Diretoria de Desenvolvimento Profissional
SAIS - Área 2-A - 70610-900 — Brasília, DF
Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Diretoria de Desenvolvimento Profissional
Conteudista/s
Karlei Scardua Rodrigues (Conteudista, 2023).
Curso desenvolvido no âmbito da Diretoria de Desenvolvimento Profissional – DDPRO
3Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Sumário
Apresentação .................................................................................................................... 6
Módulo 1 – Noções do Business Intelligence (BI)
Unidade 1 - Conceito de Business Intelligence ..................................................................7
1.1 Origem do termo Business Intelligence .............................................................. 7
1.2 Evolução do conceito de BI ....................................................................................... 8
1.3 Componentes de BI .................................................................................................. 11
Unidade 2 - Aplicações do BI ................................................................................. 15
2.1 O BI como diferencial no mercado competitivo ................................................... 15
2.2 BI e os Níveis Organizacionais ................................................................................ 18
2.3 O BI na Administração Pública ................................................................................ 20
Referências bibliográficas .................................................................................... 23
Módulo 2 – Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento – 
SIOP BI
Unidade 1 - Histórico do SIOP BI .......................................................................... 25
1.1 Uma breve introdução ao orçamento público ...................................................... 25
1.2 A necessidade de acesso a dados orçamentários ................................................ 27
1.3 Relatórios pré-formatados X Autonomia do usuário ........................................... 31
Unidade 2 - Origem dos Dados ............................................................................. 35
2.1 SIOP: dados da programação orçamentária ......................................................... 35
2.2 SIAFI: dados da execução orçamentária ................................................................ 39
Referências bibliográficas .................................................................................... 42
Módulo 3 – Introdução ao SIOP 43
Unidade 1 - Sistema de Planejamento e Orçamento Federal (SIOP) ...............43
1.1 Sistemas Estruturadores da Administração Pública Federal .............................. 43
1.2 Sistema de Planejamento e Orçamento Federal .................................................. 45
1.3 Processo Orçamentário ........................................................................................... 47
4Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Unidade 2 - História do SIOP ................................................................................. 50
2.1 Sistemas de Apoio ao Processo Orçamentário ..................................................... 50
2.2 Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento - SIOP .................................. 51
Unidade 3 - Elaboração de propostas no SIOP .................................................... 55
3.1 Momentos de uma proposta .................................................................................. 55
3.2 Tramitação entre momentos de uma proposta ................................................... 62
Unidade 4 - Módulos do SIOP ................................................................................ 66
4.1 Estrutura do SIOP ..................................................................................................... 66
4.2 Funcionalidades do Menu ....................................................................................... 68
Unidade 5 – Outros Recursos do SIOP ................................................................. 78
5.1 Painel do Orçamento ............................................................................................... 78
5.2 Orçamento Cidadão Digital ..................................................................................... 80
5.3 Cadastro de Ações .................................................................................................... 82
5.4 Dados Abertos .......................................................................................................... 86
5.5 Manuais do SIOP....................................................................................................... 88
Referências bibliográficas .................................................................................... 89
Módulo 4 – Consultas no Extrator do SIOP BI 91
Unidade 1 - Cubos do SIOP BI ................................................................................ 91
1.1 Organização em Cubos de Extração ...................................................................... 91
1.2 Cubos Disponíveis .................................................................................................... 93
Unidade 2 – Elaborando e Gerando Consultas ................................................... 95
2.1 Seleção dos campos e métricas da consulta......................................................... 95
2.2 Definição de filtros ................................................................................................... 97
2.3 Geração da consulta e exportação dos dados ...................................................... 98
Unidade 3 - Salvando e Compartilhando Consultas.........................................102
3.1 Salvando uma consulta .......................................................................................... 102
3.2 Compartilhando uma consulta com outros usuários do SIOP ......................... 103
Unidade 4 – Dicas e Dúvidas ............................................................................... 108
4.1 Ordem e consolidação dos registros ................................................................... 108
4.2 Pivotamento de Campos ....................................................................................... 113
4.3 Momentos somados .............................................................................................. 116
4.4 Métricas Incompatíveis .......................................................................................... 118
4.5 Filtros inadequados ................................................................................................ 121
5Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Unidade 5 – Outros recursos .............................................................................. 125
5.1 Atualização dos dados dos cubos ........................................................................ 125
5.2 Relatórios pré-formatados .................................................................................... 128
Referências bibliográficas .................................................................................. 132
Glossário ............................................................................................................... 133
6Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Apresentação
Desejamos boas-vindas ao Curso SIOP BI – Business Intelligence no Sistema 
Integrado de Planejamento e Orçamento. 
O conteúdo deste curso é estruturado em 04 módulos:
• Módulo 1 – Noções do Business Intelligence (BI);
• Módulo 2 - Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento – SIOP BI;
• Módulo 3 - Introdução ao SIOP;
• Módulo 4 - Consultas no Extrator do SIOP BI.
Bom estudo!
7Enap Fundação Escola Nacional de Administração PúblicaMódulo
1 Noções do Business Intelligence 
(BI)
Unidade 1 - Conceito de Business Intelligence
Ao final da unidade, você deverá reconhecer a origem do conceito 
de Business Intelligence e a sua evolução.
1.1 Origem do termo Business Intelligence
Existe um consenso entre especialistas em administração de empresas de que o 
uso adequado dos dados à disposição de uma instituição é um diferencial para um 
processo de tomada de decisão mais eficaz e para o alcance de melhores resultados. 
Em uma realidade de alta competitividade, ferramentas que tornem a análise de 
dados mais ágil e eficiente são vistas cada vez mais como essenciais.
Entre as ferramentas mais populares nesse contexto estão o Business Intelligence, 
ou simplesmente BI, ou Inteligência de Negócios, em português. Mas o que seria uma 
ferramenta de BI?
A primeira menção do termo Business Intelligence ocorreu no livro Cyclopaedia of 
Commercial and Business Anecdotes, de 1865, escrito por Richard Millar Devens. 
Nesta obra, o autor narra a história de um bancário que consegue lucros destacados 
a partir de informações obtidas antes de seus concorrentes, o que pode ser visto 
como a ideia primordial do BI. 
Posteriormente, em 1958, Hans Peter Luhn, pesquisador da IBM, propôs pela 
primeira vez um sistema de BI automatizado em seu artigo A Business Intelligence 
System.
8Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 1 - Hans Peter Luhn
Preocupado com as dificuldades de comunicação dentro das organizações, Luhn 
propôs o desenvolvimento de um sistema automático, baseado em máquinas de 
processamento de dados, que indexasse e codificasse documentos, tornando mais 
eficiente a recuperação e disseminação das informações.
O sistema originalmente proposto por Luhn era baseado na microfilmagem de 
documentos, mapeando o processo de entrada, a disseminação, a recuperação e 
a saída de informações a partir de perguntas como “Quem precisa saber?”, “Quem 
sabe o quê?”, “O que é conhecido?”, etc.
Porém, na época,o formato dos documentos e o estágio de desenvolvimento dos 
computadores mostraram-se fortes obstáculos para a implementação prática do 
modelo, e acabaram inviabilizando a proposta.
1.2 Evolução do conceito de BI
Com a evolução dos computadores pessoais, o aumento da capacidade de 
processamento e o surgimento de sistemas robustos de armazenamento de dados, 
os sistemas de BI começaram a se desenvolver efetivamente a partir da década de 
80. Disciplinas como administração de dados, modelagem de dados, engenharia da 
informação e análise de dados começaram a ter destaque no meio acadêmico. O 
termo Business Intelligence passou a ser utilizado se referindo ao processo de coleta, 
organização, análise, disseminação e monitoramento de dados. 
Confira no gráfico o aumento da capacidade de processamento. 
9Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 2 - Aumento da capacidade de processamento
Em 1965 o co-fundador da Intel Gordon Moore previu que o número 
de transistores em um chip dobraria a cada dois anos. Essa teoria 
ficou conhecida como Lei de Moore. Apesar de, como ilustra a figura, 
ter sido claramente confirmada por muitos anos, revolucionando 
a indústria da informática, alguns pesquisadores atuais 
entendem que ela já não funciona mais. Principalmente porque 
os sistemas atuais exigem menos recursos dos processadores, 
e o investimento necessário para a pesquisa de processadores 
ainda mais potentes tornou-se alto demais para ser considerado 
vantajoso para a maior parte das empresas do ramo.
Embora o BI estivesse evoluindo, enfrentava desafios importantes, principalmente 
no que se refere ao cruzamento de dados oriundos de diferentes fontes. A criação 
dos Data Warehouse (DW), no início da década de 90, começou a simplificar o processo, 
um tópico que será abordado ainda neste módulo do curso.
10Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
A partir dos anos 2000, o BI passou a ser reconhecido como uma ferramenta de 
integração entre bases de dados e outras ferramentas de análise de dados.
A literatura trouxe uma série de formas para conceituar o BI, conforme demonstra 
a lista abaixo. Observe que nas definições de diversos autores, alguns termos são 
recorrentes: apoio à tomada de decisão, fácil acesso à informação, aplicações ou 
ferramentas, tecnologia. 
 
Figura 2.2 – Infográfico 1
11Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Gartner Group desempenhou um papel fundamental na evolução do conceito 
de BI como conhecemos hoje. Howner Dresner, um dos pesquisadores, definiu 
Business Intelligence como:
Um termo guarda-chuva que inclui as aplicações, 
infraestrutura e ferramentas e as melhores práticas 
que permitem acesso e análise de informações para 
promover e otimizar decisões e performance.
1.3 Componentes de BI
Para compreender melhor o funcionamento prático de um sistema de BI, é essencial 
entender alguns conceitos chaves. Alguns autores chamam esses conceitos de 
componentes de BI, pois muitas vezes eles podem ser considerados elementos de 
uma estrutura que viabiliza um sistema de Business Intelligence. Vamos conhecer os 
principais componentes de BI.
Figura 3 - ETL
O ETL (Extração, Tratamento e Carga) é o processo de coleta de dados brutos em 
bancos de dados transacionais ou outras fontes de dados, procedendo com sua 
limpeza, tratamento e classificação para carregamento em um data warehouse 
ou em um data mart. Pode ser considerado o passo inicial de um sistema de BI, o ETL 
é essencial quando o sistema lida com várias bases com grande volume de dados ou 
com formatos diferentes.
12Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 3.1 - Data Warehouse
Um Data Warehouse (DW), traduzido como um “armazém de dados”, é um repositório 
de dados históricos, relacional e multidimensional, que atende a todas as áreas de 
uma organização. Uma vez carregados, esses dados não podem ser alterados por 
usuários, nem excluídos, e são indexados por temas.
Figura 3.2 - Data Mart
Um Data Mart (DM) é um repositório de dados reduzido se comparado ao Data 
Warehouse. Comumente projetado para atender às necessidades de uma área 
específica da organização. Algumas organizações optam por manter vários Data 
Marts ao invés de um Data Warehouse, por serem teoricamente mais simples de 
implementar e terem um custo reduzido.
13Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 3.3 – Estrutura de BI - Data Mining
O Data Mining (Mineração de Dados) é uma ferramenta de análise de dados que busca 
extrair informações e conhecimentos de difícil visualização em sistemas comuns. 
A partir de processos como análise de agrupamento, detecção de associações e 
análises estatísticas, procura-se identificar padrões ou singularidades que permitam 
compreender melhor eventos passados ou inferir comportamentos futuros, riscos e 
oportunidades.
Figura 3.4 – Estrutura de BI - OLAP
OLAP (Processamento Analítico em Tempo Real) é um processo que possibilita 
gerar análises de alta complexidade e multidimensionais a partir de DWs ou DMs. 
Normalmente utilizam de ferramentas gráficas com interface amigável e interativa, 
possibilitando ao usuário final, mesmo leigo em tecnologia da informação, extrair 
dados e gerar painéis e planilhas com informações relevantes para o seu trabalho.
14Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
OLTP (Processamento Transacional em Tempo Real) é basicamente o mesmo 
conceito do OLAP, porém atuando sobre bases transacionais, ao invés de DWs ou 
DMs.
A figura a seguir ajuda a entender como os dados fluem por meio de uma estrutura 
de BI. Clique nos ícones e visualize o resumo sobre os componentes do BI. 
Figura 3.5 – Estrutura de BI
➊ – Fonte de dados: ponto inicial do processo, onde os dados são coletados. Pode 
incluir bases de dados relacionais, planilhas, documentos estruturados, mídias 
diversas, ou seja, qualquer fonte de informação que possa ser lida por um sistema 
computacional.
➋ – ETL (Extração,Tratamento e Carga): responsável por extrair dados de fontes 
diferentes, transformá-los (processar e tratar) para um formato consistente e 
carregá-los em um repositório de dados ou data warehouse.
➌ – Data Warehouse/Data Mart: repositório centralizado que armazena dados de 
várias fontes, organizados de forma otimizada para consulta e análise.
➍ – Data mining (mineração de dados): busca extrair informações e conhecimentos 
de difícil visualização em sistemas comuns. Utiliza uma variedade de técnicas e 
algoritmos para identificar padrões, tendências e correlações nos dados, muitas 
vezes não óbvios à primeira vista.
➎ – OLAP (Processamento Analítico em Tempo Real): Utilizadas para analisar 
dados e descobrir padrões, tendências e insights a partir de ferramentas gráficas 
com interface amigável e interativa para o usuário.
15Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Unidade 2 - Aplicações do BI
Ao final da unidade, você reconhecerá as principais aplicações 
práticas de ferramentas de BI.
2.1 O BI como diferencial no mercado competitivo
Business Intelligence (BI) pode ser conceituado como um processo que coleta dados 
brutos que podem ser convertidos em informações úteis para suportar a tomada de 
decisões dos gestores de uma organização. 
Um administrador experiente pode ter dificuldade de enxergar inovação nesta 
definição, uma vez que a tomada de decisões sempre se baseou em algum tipo de 
coleta de informações.
A diferença que temos atualmente está no absurdo volume de dados existente e 
na velocidade de processamento desses dados que a evolução computacional 
permitiu. Isso fez com que as empresas tenham que tomar decisões cada vez mais 
importantes em espaços de tempo cada vez menores. 
 
Figura 4 – Análise de Dados
É importante lembrar que, até pouco tempo, os dados circulavam 
com dificuldade no interior das organizações. As diversas áreas 
trocavam informações por meio de relatórios, muitas vezes, 
confeccionados manualmente, o que levava à possibilidade de 
erros e imprecisões.
16Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
O surgimento dos ERP – Enterprise Resource Planning –, sistemas 
que consolidavam dados de várias áreas da empresa, incluindo 
pessoal, financeiro, vendas entre outras, estabelecendo padrões 
e procedimentos, pode ser considerado um passo importante na 
evolução do Business Intelligence.
As empresas que conseguem promover uma gestão voltada a informações, 
controlada e orientada para o mercado, são capazes de oferecer com rapidez 
serviços e produtos personalizados para seus clientes. As ferramentas de BI, ao 
proporcionar ganhos nos processos decisórios gerenciais e de alta administração, 
permitem à empresa competir em um mercado mais dinâmico, definindo melhor 
seu posicionamento através da análise da concorrência, dos clientes e fornecedores, 
dos sinais de mercado, dos movimentos competitivos, do mapeamento de grupos 
estratégicos e do cenário em que atuam. 
Em um primeiro momento, o foco dos sistemas de BI estava na coleta, compilação, 
tratamento, indexação e disseminação de informações geradas no próprio ambiente 
das organizações. Esses sistemas eram caros e complexos, trabalhavam apenas 
com dados estruturados de ocorrências passadas, e necessitavam de parâmetros 
pré-definidos de pesquisa e análise.
 
Figura 5 – Coleta de dados em tempo real 
Com a evolução das tecnologias e, em especial, com o advento da Inteligência 
Artificial, esse escopo se ampliou significativamente, de modo que passou a ser 
possível trabalhar com dados semiestruturados ou mesmo não estruturados, porém 
coletados em tempo real, interna e externamente à organização, com possibilidade 
de consultas livres e dinâmicas. 
17Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
E o mais surpreendente, utilizando sistemas mais simples e acessíveis.
Se bem utilizada, uma boa ferramenta de Business Intelligence simplifica e torna mais 
ágeis várias atividades críticas para qualquer organização:
• Mapear o perfil e os hábitos de seus clientes.
• Controlar os riscos aos quais está exposta.
• Identificar oportunidades de negócio.
• Antecipar mudanças de mercado.
• Analisar a concorrência.
• Descobrir novos e potenciais competidores.
• Identificar possíveis aquisições e parceiros.
• Monitorar política e legislações que possam afetar o negócio.
• Reduzir custos.
• Ajustar o orçamento dinamicamente.
• Corrigir os rumos equivocados.
A utilização do BI, como apoio à gestão, possibilita a descentralização das 
informações e a autonomia operacional para os gestores, trazendo independência 
no momento da tomada de decisão e liberdade para efetuar suas análises técnicas, 
avaliar relatórios e propor estratégias de negócios. Segundo Araújo (2012) projetos 
que sem a utilização de BI consumiam 90% do tempo na preparação de relatórios, 
com a utilização do BI este tempo reduziu para 10%, ocasionando em um ganho 
considerável na capacidade de análise.
Em pesquisa sobre a utilização do BI como diferencial competitivo, Biazotto e Pinto 
(2022) constataram que a utilização das ferramentas de BI melhora consideravelmente 
o desempenho das empresas, apesar de que não se pode afirmar que elas por si só 
melhoram os resultados, pois exigem conhecimento e investimento em treinamento 
por parte das pessoas envolvidas. Contudo, é possível dizer que as informações 
são um recurso essencial diante da competitividade do mercado e o uso das 
ferramentas de BI contribui de forma inexorável para o melhor funcionamento da 
organização como um todo, reunindo todas as áreas em prol dos objetivos definidos 
pela administração, trazendo informações confiáveis e em tempo real, permitindo, 
assim, uma tomada de decisão precisa, adequada e assertiva.
É importante lembrar a mensagem de Richard Millar Devens em seu livro de 1865, 
quando o autor relatou o caso do bancário que teve acesso a informações críticas 
ANTES de seus concorrentes, e assim obteve melhores resultados. Essa lógica 
continua válida, só mudaram as ferramentas para acesso a informações críticas.
18Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Big Data é um conceito que surgiu com o crescimento da internet 
e das redes sociais. A interação de milhões de usuários do mundo 
inteiro gerou uma quantidade gigantesca de dados globais 
estruturados e não estruturados, que crescem de maneira 
exponencial e ininterrupta. Empresas que saibam explorar este 
universo de informações, conseguindo identificar aquelas de 
maior relevância para o seu ramo de negócio, podem obter um 
grande diferencial em relação a seus competidores.
2.2 BI e os Níveis Organizacionais
Ao planejar a implantação de uma ferramenta de BI para suporte à decisão, é 
fundamental conhecer a fundo os objetivos almejados. Assim é possível implantar 
um modelo de ferramenta adequado ao nível organizacional desses objetivos.
Figura 6 - BI para suporte à decisão
Hoje podemos dividir as organizações em três camadas: estratégica, tática e 
operacional.
As primeiras ferramentas de BI foram desenvolvidas com foco no processo de 
tomada de decisões na camada gerencial das organizações. Assim, podemos falar 
que essas ferramentas atuavam nos níveis estratégico e tático, algumas vezes, 
chamadas de ferramentas de BI “tradicional”. Contudo, com o aumento crescente 
da competitividade, as empresas começaram a adotar o BI também na camada 
operacional. 
19Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Na camada operacional, a tecnologia é utilizada como ferramenta de controle. 
Deve-se controlar com exatidão, segurança e agilidade assuntos como manufatura, 
emissão de notas fiscais, entregas de produtos, contas a pagar e a receber, transações 
bancárias, entre outros. Com o passar do tempo, o banco de dados passou a assumir 
um aspecto de “base de conhecimento”, pois toda experiência adquirida a respeito 
dos hábitos dos clientes, como rentabilidade, eficiência de transportadoras e ciclos 
de pagamentos e recebimentos, passaram a fazerparte do capital da empresa.
Na camada tática, ou gerencial, a tecnologia tem a missão de viabilizar a tomada 
de decisões num estágio intermediário entre a camada estruturada e a camada 
sem estrutura. Nessa camada, a gerência não trabalha mais com dados, mas sim 
com informação, atuando como agente controlador da operação, garantindo que os 
dados operacionais sejam gerados constantemente, e como agente fornecedor de 
informação para a direção (camada estratégica) da organização. 
No topo da hierarquia, a camada estratégica, ou seja, a direção da organização, 
tem funções destinadas basicamente à evolução do negócio. Sua função consiste 
em criar processos que serão executados pela operação e controlados pela gerência. 
Com a cadeia produtiva em perfeito funcionamento, a direção não trabalhará mais 
com dados, tampouco com informação, mas sim com conhecimento, e suas ações 
serão direcionadas para a eficácia.
Podemos resumir a atuação do BI em cada camada por meio da tabela a seguir.
Característica BI Estratégica BI Tática BI Operacional
Foco principal 
do negócio
Atingir metas 
empresariais de 
longo prazo.
Analisar dados e 
entregar relatórios.
Administrar 
operações do 
dia a dia.
Principais 
usuários
Executivos, 
analistas.
Executivos, 
analistas, gerentes 
de setor.
Gerentes de setor.
Objetivo das 
métricas
Acompanhar e 
entender como 
a estratégia está 
progredindo e 
planejar ajustes.
Acompanhar e 
entender como as 
ações do nível tático 
estão progredindo 
e planejar ajustes.
Acompanhar o 
desempenho 
dos processos 
de negócio.
Prazo Mensal, trimestral, 
anual.
Diário, semanal, 
mensal.
Imediatamente, no 
decorrer do dia.
Tipos de 
dados ou usos Histórico, preditivo. Histórico, preditivo.
Em tempo real 
ou quase em 
tempo real.
Quadro - Atuação do BI
20Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
2.3 O BI na Administração Pública
A importância do monitoramento de políticas públicas na administração pública 
tem crescido significativamente. Para além de ser simplesmente uma forma de 
diagnosticar a situação em que se encontra determinada política pública, o processo 
de monitoramento vem sendo considerado um dos principais mecanismos de 
modelagem da ação governamental.
Figura 7 – Business Intelligence na Administração Pública
Rua (2009) conceitua monitoramento das políticas públicas como uma atividade 
contínua de interferência na implementação de uma política, programa ou projeto 
governamental em que se busca examinar atividades, processos, produtos 
(preliminares, intermediários e finais), efeitos ou impactos de uma intervenção, com 
a finalidade de aperfeiçoar a sua gestão, de modo a ganhar eficácia, eficiência e 
efetividade.
O acompanhamento contínuo de políticas públicas e a realização de estudos 
específicos são procedimentos relativamente novos no Brasil e, devido a isso, ainda 
não se encontram institucionalizados de forma adequada pelo setor público. A 
tecnologia de Bussiness Intelligence (BI) surge então como um ativo que sustenta 
o monitoramento, pois além de permear ambientes de difícil análise, consegue 
captar dados para comparação e avaliação das ações do poder público.
Viana (1996) propõe que o ciclo de formação das políticas públicas passe por quatro 
fases, conforme a figura:
21Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 8 - Ciclo de formação das políticas públicas
É especialmente na fase de avaliação de políticas públicas que o BI consegue se 
posicionar como instrumento capaz de trazer benefícios diferenciados.
Franco, Oliveira e Ávila (2018) fizeram uma pesquisa que traçou um panorama das 
experiências de BI no Setor Público Brasileiro, a partir de artigos publicados entre 
2004 e 2015, revelou-se que aplicações de BI foram utilizadas em áreas diversas, 
como fiscal, educacional, saúde, segurança, custos, entre outros. Veja alguns 
exemplos no quadro abaixo.
Órgão / Ente 
Federativo Área Foco da Iniciativa com BI
Prefeitura Municipal 
de Curitiba Saúde Análise on-line das bases de dados 
das unidades e postos de saúde.
Secretaria de Estado 
de Administração do 
Estado do Mato Grosso
Gestão
Geração de informações de cunho 
gerencial em tempo hábil, de forma 
confiável e totalmente automatizado.
Governo do Estado 
do Rio de Janeiro
Saneamento 
e Transporte
Apoio ao planejamento estratégico 
da CEDAE e do DETRAN-RJ, com 
apoio à tomada de decisões e 
controle dos gastos públicos.
Governo do Estado 
de Minas Gerais Logística
Consolidação dos dados de todas 
as áreas de gestão de suprimentos 
em um único ambiente virtual.
Tribunal de Contas 
da Bahia Auditoria
Integração de diversos sistemas 
corporativos, viabilizando os 
cruzamentos de dados e a 
análise de informações.
22Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Órgão / Ente 
Federativo Área Foco da Iniciativa com BI
Secretaria de Estado da 
Educação e Inovação 
de Santa Catarina
Educação
Extração do conhecimento nas 
bases de dados governamentais 
na definição das estratégias 
de capacitação docente.
Secretaria de Estado da 
Saúde do Distrito Federal Saúde
Implantação do Núcleo de Inteligência 
e Estratégia em Saúde, processo 
de informatização das informações 
gerenciais, que antes eram acessadas 
somente de forma manual.
Quadro – Aplicação do BI
Apesar dos exemplos, os pesquisadores consideraram incipiente a a quantidade de 
estudos sobre a utilização de BI no setor público, ao menos no período analisado. 
Porém, observaram uma elevação progressiva de publicações ao longo do tempo, o 
que sinaliza uma evolução gradual da utilização do BI no setor público.
Figura 9 - BI no setor público
Em especial, a partir da publicação do Decreto nº 10.332/2020, que instituiu a Política 
de Governança Digital no âmbito dos órgãos e das entidades da administração 
pública federal direta, autárquica e fundacional, e do Decreto nº 10.046/2019, que 
dispõe sobre o compartilhamento de bases de dados na administração pública 
federal. Cria-se, assim, a expectativa de que tais regulamentações provoquem um 
reordenamento crescente no aparelho governamental de modo que as tecnologias 
de informação sejam mais fomentadas.
Os casos analisados permitiram verificar que o BI possibilitou aos gestores o 
levantamento de informações tempestivas, com integração de diferentes fontes de 
dados, o que ocasionou uma análise mais crítica das informações geradas, tendo 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/decreto/d10332.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/D10046.htm
23Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
como consequência maior qualidade no processo decisório. Assim, sugere-se que 
as tecnologias de BI têm condições de assumir uma parceria duradoura e estratégica 
com o setor público no monitoramento de políticas públicas. Além disso, os estudos 
encontrados na pesquisa demonstram que o BI tem condições de ser aplicado 
em qualquer esfera governamental, auxiliando as instituições no incremento da 
eficiência e melhorando as suas práticas de gestão.
Referências bibliográficas 
ARAUJO, A. A.P. Business Intelligence e sua importância para tomada de decisão: 
uma revisão bibliográfica. Monografia. FJN-Faculdade de Juazeiro do Norte, 
Juazeiro do Norte, 2012.
BALTZAN, P.; PHILLIPS, A. Sistemas de Informação. p. 369. Porto Alegre: AMGH.
BIAZOTTO, G. L.; PINTO, G. S. O uso da bussiness intelligence – BI como ferramenta 
de apoio a decisão e diferencial competitivo. Revista Interface Tecnológica, [S. l.], 
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25Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Sistema Integrado de 
Planejamento e Orçamento – 
SIOP BI 
Unidade 1 - Histórico do SIOP BI
Ao final da unidade, você deverá reconhecer a evolução das 
necessidades que levaram à criação do SIOP BI.
1.1 Uma breve introdução ao orçamento público
A gestão orçamentária é um mecanismo essencial de administração em qualquer 
organização. Ela pode ser considerada uma das principais ferramentas para a 
viabilização do planejamento estratégico de toda instituição, seja pública, seja 
privada.
De maneira resumida, podemos definir o orçamento de uma instituição como um 
plano elaborado para estimar as receitas em um determinado período, e então 
especificar as despesas prioritárias a serem realizadas com os recursos financeiros 
oriundos das receitas.
No caso da administração pública, planejamento orçamentário 
é uma questão legal. O Art. 165 da Constituição Federal de 
1988 determina que o Poder Executivo deve tomar a iniciativa 
de estabelecer leis para o plano plurianual, as diretrizes 
orçamentárias e o orçamento anual da União. 
 Módulo
2
26Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
 Figura 10 - Orçamento Público
Assim, o orçamento público é o instrumento de planejamento que detalha 
a previsão dos recursos a serem arrecadados, como impostos, taxas e outras 
receitas estimadas, além da destinação desses recursos, ou seja, em quais despesas 
esses recursos serão utilizados a cada ano. Ao englobar receitas e despesas, o 
orçamento é peça fundamental para o equilíbrio das contas públicas e indica as 
prioridades do Governo para a sociedade. 
Anualmente, a União, os estados e os municípios elaboram seus orçamentos. No 
Orçamento da União, estão os valores que o Governo Federal planeja gastar com o 
seu funcionamento e na execução das políticas públicas, incluindo saúde, educação 
e segurança. Dessa forma, somente as despesas previstas nesse orçamento podem 
ser executadas.
Conheça melhor as leis que suportam a gestão orçamentária da União no nível 
federal:
 + Lei de Diretrizes Orçamentárias — LDO
Tem o papel de orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual. Inclui metas 
e prioridades para a administração pública no ano, estabelece diretrizes e 
metas de política fiscal, entre outros assuntos.
 + Lei Orçamentária Anual — LOA
Apresenta a programação dos gastos governamentais, bem como a previsão 
das receitas para custear esses gastos.
27Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
 + Plano Plurianual – PPA
É o instrumento de planejamento orçamentário de médio prazo do Governo 
Federal. Com vigência de quatro anos, ele define as diretrizes, os objetivos 
e as metas da administração pública federal, contemplando as despesas de 
capital (como, por exemplo, os investimentos) e outras delas decorrentes, 
além daquelas relativas aos programas de duração continuada.
Figura 11 - Leis Orçamentárias 
1.2 A necessidade de acesso a dados orçamentários
Todo o processo de planejamento e elaboração das leis que suportam os processos 
orçamentários da União é essencial, mas só após sancionadas, quando entram em 
execução, que a gestão orçamentária se torna mais crítica e relevante.
Todo órgão que compõe a União precisa realizar um 
acompanhamento rígido do orçamento público, ou da parcela 
do orçamento público que lhe é atribuída , para efetivar suas 
ações orçamentárias. Isso é essencial para atingir suas metas 
e objetivos, cumprindo assim sua agenda institucional para a 
sociedade.
No caso da esfera federal da Administração Pública, a gestão orçamentária utiliza 
como principal ferramenta o Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento 
- SIOP. O SIOP é um sistema estruturante totalmente desenvolvido, hospedado 
e evoluído por servidores da carreira de Planejamento e Orçamento lotados na 
Secretaria de Orçamento Federal – SOF, o órgão central do Sistema de Planejamento 
e Orçamento Federal — SIPOF. É no SIOP que são elaborados os projetos para as 
três leis que suportam os processos orçamentários da União no nível federal, com 
participação dos Órgãos Setoriais de Orçamento e das Unidades Orçamentárias dos 
três poderes. 
http://www1.siop.planejamento.gov.br/acessopublico/?pp=acessopublico&rvn=1http://www1.siop.planejamento.gov.br/acessopublico/?pp=acessopublico&rvn=1
28Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Apesar de estados e municípios utilizarem instrumentos 
legais semelhantes aos da esfera federal, com destaque 
para Leis Orçamentárias Anuais em suas respectivas esferas 
administrativas, o SIOP não está preparado para atender às 
características específicas de cada ente federativo. Assim, o SIOP 
não pode ser utilizado nas esferas estaduais e municipais.
 
Figura 12 - Tela de acesso ao SIOP
A SOF como Órgão Central do Sistema de Planejamento e 
Orçamento
A Lei n. 10.180/2001, que organiza e disciplina os Sistemas de 
Planejamento e Orçamento Federal, entre outras providências, 
define em seu Art. 3º que o Ministério do Planejamento, Orçamento 
e Gestão (Ministério do Planejamento e Orçamento em 2023) 
integra o Sistema de Planejamento e Orçamento Federal (SIPOF) 
como órgão central.
O Art. 2º desta mesma lei declara que o Sistema de Planejamento e 
Orçamento Federal tem, como uma de suas finalidades, formular 
o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos 
anuais, e gerenciar o processo de planejamento e orçamento 
federal.
Já o Decreto n. 11.398/2023, em seu Art. 20, estabelece que 
é competência da Secretaria de Orçamento Federal (SOF) 
coordenar e gerir o Sistema de Planejamento e Orçamento 
Federal, envolvendo a orientação, a coordenação e a supervisão 
técnica dos órgãos setoriais de orçamento.
Em resumo, a SOF atua como órgão central do SIPOF, e, por isso, é 
responsável pela gestão dos principais processos orçamentários.
29Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Os projetos de lei elaborados no SIOP são encaminhados para o Poder Legislativo, 
que avalia, propõe alterações (as emendas parlamentares) e retorna os chamados 
“autógrafos” das leis, para eventuais vetos e sanção da Presidência da República, 
publicação e carregamento no SIOP. A partir deste momento, todo movimento 
orçamentário da União precisa estar previsto nas leis vigentes.
Porém, é importante destacar que a Lei Orçamentária Anual 
não se mantém estática no decorrer do exercício de execução. 
As prioridades e objetivos do Governo Federal e dos órgãos 
que compõem a União podem mudar, o que dá origem às 
alterações orçamentárias, mudanças nas programações 
previstas originalmente na LOA. Todos os pedidos de alterações 
orçamentárias são registrados, avaliados, aprovados (ou não) 
e efetivados (caso aprovados) também no SIOP. 
Dependendo da natureza da alteração, podem ser necessários novos projetos de 
lei, como os créditos suplementares que exigem autorização legislativa, conforme 
determinado no texto da própria LOA Esses projetos também precisam de 
aprovação do Poder Legislativo, que tem a prerrogativa de propor emendas. Uma 
vez aprovados, tais ajustes são efetivados no SIOP e passam a integrar o orçamento 
vigente. 
Portanto, os gestores de orçamento dos órgãos federais devem acessar regularmente 
o SIOP no decorrer do exercício tanto para gerar informação, como ao solicitar um 
pedido de alteração orçamentária, quanto para consultar os dados orçamentários 
atualizados e monitorar as programações orçamentárias sob sua administração. 
Figura 12.1 - Dicas importantes
30Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Como acontece em todo sistema informatizado, o SIOP recebe dados, processa-
os com suas regras de negócio e gera novos dados, apresentando vários níveis de 
consolidação e indexação. O maior interesse dos gestores de orçamento dos Órgãos 
Setoriais está na consulta aos dados orçamentários vigentes, como destacado na 
figura a seguir.
Figura 13 - Consulta aos Dados Orçamentários
O SIOP não é o único sistema disponível que permite o acompanhamento 
orçamentário pelas unidades orçamentárias dos órgãos da União. Dentre outras 
opções, pode-se destacar o Tesouro Gerencial, gerido pela Secretaria do Tesouro 
Nacional do Ministério da Fazenda — STN/MF e o Portal da Transparência, gerido 
pela Controladoria-Geral da União — CGU. Cada uma dessas opções traz diferentes 
níveis de detalhamento das informações e diferentes modos de visualização dos 
dados, ficando a cargo do servidor público da área de orçamento a escolha da 
ferramenta que melhor atende às suas necessidades.
31Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 13.1 - Sistemas disponíveis 
1.3 Relatórios pré-formatados X Autonomia do 
usuário
Todo sistema informatizado deve fornecer acesso a seus dados aos usuários, e há 
várias formas diferentes de disponibilizá-los.
Nas versões iniciais do SIOP, a forma mais comum de disponibilizar os dados 
orçamentários vigentes era por meio de relatórios pré-formatados. Ou seja, a partir 
de uma interface rígida que apresentava parâmetros para filtragem das informações 
requeridas, o sistema gera relatórios com formatação igualmente rígida, com campos 
pré-determinados no resultado e em formatos, muitas vezes, de difícil manipulação 
posterior, como arquivos PDF, MS Word DOC ou mesmo MS Excel XLS, mas com 
baixíssimo grau de flexibilidade. 
No exemplo a seguir, vemos uma interface que apresenta todas as opções disponíveis 
para a geração do “Espelho” de uma alteração orçamentária, um relatório pré-
formatado que resume as informações sobre uma alteração orçamentária. Esse é 
um relatório comumente utilizado para validar a tramitação de uma alteração junto 
aos gestores de um órgão setorial.
32Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 14 - Geração do “Espelho”
Após o usuário clicar no botão “Gerar Espelho”, o SIOP processa os dados da 
base referentes à alteração orçamentária em que o usuário está trabalhando, 
selecionando e filtrando estes dados conforme as escolhas do usuário na interface 
de configuração, além disso gera um arquivo de formato PDF, com informações em 
padrões de formatação determinados previamente como os apresentados abaixo.
Figura 15 - Quadro de detalhamento da despesa
33Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 16 – Quadro resumo dos pedidos
Apesar das informações estarem atualizadas, e o formato do documento gerado ser 
considerado adequado em algumas situações, podemos apontar alguns problemas 
práticos de soluções como a apresentada, veja:
1. A interface para configurar os dados a serem apresentados no relatório 
foi desenvolvida especificamente para este relatório, e não pode ser 
reaproveitada. Outro relatório do sistema exigiria o desenvolvimento de 
uma nova interface, com as particularidades decorrentes das regras de 
negócio deste outro relatório.
2. O usuário precisa ter conhecimento aprofundado do tema em que está 
trabalhando para gerar o relatório de maneira correta, com perfeito 
entendimento do que significa cada parâmetro disponível.
3. O usuário tem pouca flexibilidade para incluir parâmetros ou filtros que 
a interface não apresenta. Ele precisaria registrar um pedido de inclusão 
junto à equipe de desenvolvimento do sistema, que precisará avaliar e 
validar com a área responsável pelo processo orçamentário sobre a 
pertinência do pedido, que precisará entrar em uma fila de priorização 
até que finalmente a inclusão seja desenvolvida, testada e implantada.
4. Da mesma forma que no item 3, o usuário também não possui 
flexibilidade para definir a formatação do relatório resultante, como 
inclusão ou exclusão de informações no relatório, alteração de tamanho 
de fonte, mudança de cores, inclusão de observações ou apresentação 
dos dados em forma de gráficos. Qualquer melhoria desse tipo requer 
alteração do código do sistema e precisará passar por todo o ciclo de 
vida de software citado no item 3.
34Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Discussões sobre melhorias no SIOP com seus usuários revelaram que a maioria 
preferiria uma solução com maior flexibilidade. A preocupação com formatação 
do resultado era secundária; muitos usuários desejam ter acesso aos dados em 
formato mais bruto, para depoistrabalhar o formato da apresentação para outras 
partes (quando necessário). O mais importante para eles seria obter a maior 
flexibilidade possível para definir os campos a serem apresentados no resultado, os 
filtros e os formatos para acessar aos resultados. Em resumo, existia uma demanda 
significativa por uma solução focada na autonomia do usuário.
Baseada em relatos recorrentes desse tipo, a equipe de 
desenvolvimento do SIOP iniciou o desenvolvimento da solução 
de Business Intelligence do SIOP, o SIOP BI.
35Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Unidade 2 - Origem dos Dados
Ao final da unidade, você deverá reconhecer as fontes dos dados 
que compõem a base de dados do SIOP BI.
2.1 SIOP: dados da programação orçamentária
Uma das características diferenciadas de um sistema de Business Intelligence é a 
possibilidade de cruzar dados de diferentes fontes, em diferentes formatos, gerando 
uma base de dados consolidada.
No caso do SIOP BI, a maioria dos dados tem origem no próprio SIOP, a partir dos 
dados inseridos pelos usuários de órgãos setoriais, unidades orçamentárias e da 
própria Secretaria de Orçamento Federal (SOF).
Alguns dados mais específicos, com destaque para as informações de precatórios 
federais e os autógrafos das leis aprovadas no Congresso Nacional, hoje são enviados 
ao SIOP de maneira automatizada pelos órgãos responsáveis, sendo integrados às 
suas bases de dados. 
Figura 17 - Integração com o SIOP.
36Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Os vários processos orçamentários geridos no SIOP, como a elaboração do 
PLOA, as estimativas de receita, as alterações orçamentárias em tramitação ou já 
efetivadas, a gestão das emendas parlamentares individuais, entre outros, geram 
os dados de referência consolidados nas suas bases de dados. Como uma das 
principais consequências desses processos, o SIOP é o sistema responsável pela 
consolidação dos dados atualizados sobre as previsões das receitas orçamentárias 
e as programações orçamentárias da despesa na esfera federal.
Daremos maior destaque à gestão das programações orçamentárias da despesa, 
alvo principal do SIOP BI.
O que é a programação orçamentária?
A programação orçamentária da despesa responde às perguntas clássicas que 
caracterizam o ato de orçar, sendo dividido em dois blocos de classificação: 
qualitativa e quantitativa.
O quadro a seguir apresenta os itens que compõem a estrutura da classificação 
qualitativa da programação orçamentária juntamente com as perguntas 
correspondentes que cada item busca responder.
Item da Estrutura Pergunta que responde
Esfera Orçamentária
Em qual Orçamento (fiscal, 
da seguridade social, ou do 
investimento das estatais)? 
Órgão
Unidade Orçamentária Quem é o responsável por fazer?
Função
Subfunção
Em que áreas da despesa a ação 
governamental será realizada?
Programa O que se pretende alcançar com a 
implementação da Política Pública?
Ação O que será desenvolvido para 
alcançar o objetivo do programa?
Subtítulo (ou Localizador) Onde é feito, onde está o 
beneficiário do gasto?
Quadro – Itens da programação orçamentária qualitativa
37Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
O segundo quadro mostra os itens que compõem a estrutura da classificação 
quantitativa da programação orçamentária, juntamente com as perguntas 
correspondentes que cada item busca responder.
Item da Estrutura Pergunta que responde
Categoria Econômica da Despesa Qual o efeito econômico da 
realização da despesa?
Grupo de Natureza de Despesa (GND) Em qual classe de gasto (investimento 
ou custeio) será realizada a despesa?
Modalidade de Aplicação De que forma serão 
aplicados os recursos?
Elemento de Despesa Quais os insumos que se 
pretende utilizar ou adquirir?
Identificador de Uso (IDUSO) Os recursos são destinados 
para contrapartida?
Fonte de Recursos De onde virão os recursos 
para realizar a despesa?
Identificador de Doação e de 
Operação de Crédito (IDOC)
A que operação de crédito ou 
doação os recursos se relacionam?
Identificador de Resultado Primário Qual o efeito da despesa sobre o 
Resultado Primário da União?
Dotação Qual o montante alocado?
Quadro – Itens da programação orçamentária quantitativa
Como exemplo, considere o quadro a seguir, referente à programação 
10.39.252.26.782.2075.7M64.0043 (classificação qualitativa), no financeiro 
9999.0.100.4490.2 (classificação quantitativa). A dotação seria o valor atribuído a 
esta programação, em reais.
38Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 18 - Classificação qualitativa
Enquanto o PLOA e o autógrafo da LOA propõem as programações orçamentárias 
para um exercício a ser iniciado, as alterações orçamentárias propõem mudanças 
nos itens das programações, tanto qualitativa quanto quantitativamente no 
decorrer de um exercício. Os gestores de orçamento dos órgãos da União precisam 
de constante acompanhamento sobre a situação das programações e têm no SIOP 
a origem dessas informações.
Porém, para um acompanhamento efetivo do orçamento, os gestores precisam, 
monitorar não apenas as programações orçamentárias vigentes, mas também o 
grau de execução do orçamento, uma função que está além das capacidades do 
SIOP. Nesse caso, é necessário recorrer a outro importante sistema da Administração 
Federal: o SIAFI.
39Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
2.2 SIAFI: dados da execução orçamentária
O Sistema Integrado de Administração Financeira do 
Governo Federal (SIAFI) é o principal instrumento utilizado 
para registro, acompanhamento e controle da execução 
orçamentária, financeira e patrimonial do Governo Federal. O 
SIAFI é gerido pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), do 
Ministério da Fazenda, e desenvolvido, hospedado e evoluído 
pelo Serviço Federal de Processamento de Dados – SERPRO. 
Figura 19 - SIAFI
Em resumo, é no SIAFI que os gestores de orçamento da União realizam a execução 
orçamentária e o gasto efetivo da despesa pública.
A Lei n. 4320, de 17 de março de 1964, que estabelece Normas Gerais de Direito 
Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, define 
três etapas para a execução orçamentária:
• O empenho: reserva do recurso financeiro pelo gestor de orçamento, 
visando um pagamento futuro caso o bem a ser adquirido for entregue 
ou o serviço a ser contratado concluído. Isso ajuda o governo a organizar 
os gastos pelas suas diferentes áreas, evitando que se gaste mais do que 
o planejado, ou que despesas previstas sejam preteridas em relação a 
outras de menor prioridade.
• A liquidação: confirmação de que o governo recebeu aquilo que 
comprou ou contratou. Ou seja, quando se confere que o bem foi 
entregue corretamente ou que o serviço foi prestado como acordado, 
como a etapa de uma obra.
• O pagamento: etapa final da execução, quando o governo repassa o 
recurso financeiro ao vendedor ou prestador de serviço contratado, se 
estiver tudo certo com as fases anteriores.
É evidente que o gestor de um órgão da União precisa ter dados atualizados 
sobre o estado da execução orçamentária. Na verdade, não apenas o gestor, mas 
o próprio SIOP precisa ter constante acompanhamento da situação da execução 
orçamentária. Imagine se um gestor de orçamento de um órgão resolve criar uma 
alteração orçamentária em uma programação que já foi integralmente executada? 
Obviamente não se pode alterar uma programação que já foi utilizada.
Da mesma forma, o SIAFI também precisa estar atualizado sobre a situação das 
programações orçamentárias geridas no SIOP. Em uma situação contrária à colocada 
no parágrafo anterior, imagine se um gestor resolva empenhar uma programação 
que sofreu uma alteração orçamentária e não possui mais dotação?
Assim, deve ficar claro que SIOP e SIAFI são sistemas que dependem um do outro, e 
https://www.gov.br/tesouronacional/pt-br/siafi
https://www.gov.br/tesouronacional/pt-br/siafi
40Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
precisam trocardados constantemente. O SIOP envia ao SIAFI as informações sobre 
a situação das programações orçamentárias, e o SIAFI envia ao SIOP a situação da 
execução orçamentária. O desenho a seguir resume a integração entre os sistemas.
Figura 20 - Integração entre sistemas
Após a publicação do PLOA e a sanção da LOA, o SIOP envia arquivos ao SIAFI 
contendo todos os cadastros dos itens qualitativos e as programações orçamentárias 
vigentes. Com o exercício em andamento, cada alteração orçamentária efetivada no 
SIOP gera um arquivo com os detalhes da mudança que é enviado ao SIAFI em até 
uma hora.
Em contrapartida, em toda madrugada o SIAFI envia ao SIOP um arquivo com 
toda a execução do exercício, atualizado até o último dia em que houve alguma 
movimentação.
Figura 20.1 - integração e prazo
Uma consequência importante deste modo de integração é que as execuções 
orçamentárias realizadas no SIAFI, como empenhos e pagamentos, só poderão 
ser visualizadas no SIOP BI no dia seguinte à sua realização. 
Assim, os dois sistemas trabalham como parceiros para manter os dados 
orçamentários atualizados em ambos os sistemas.
41Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Uma curiosidade! Apesar de hoje a integração entre os sistemas 
ser operacionalizada por meio da transmissão automática 
de arquivos por conexão entre as redes da SOF (Secretaria de 
Orçamento Federal) e do SERPRO, é comum que os servidores se 
refiram a esses arquivos como “fitas”. Esse termo vem do antigo 
processo de integração entre o SIAFI e o SIDOR (antecessor do 
SIOP), em que a troca de informações se dava por meio de fitas 
de gravação em rolo, que eram levadas de um datacenter para o 
outro por um serviço de entrega em motocicleta. Como exemplo, 
a fita com a execução orçamentária diária do SIAFI, que deveria 
ser carregada no SIDOR, vinha com o nome “PARASOF” escrito por 
fora, indicando que deveria ser levada “para a SOF”, ou seja, para 
a Secretaria de Orçamento Federal. Até hoje o arquivo digital que 
substituiu esta fita física é chamado de “fita PARASOF”.
E finalmente conseguimos reunir todos os dados necessários para viabilizar a 
implementação do SIOP BI. Os dados presentes na base de dados do SIOP, que 
incluem tanto os de origem no próprio SIOP quanto os originados no SIAFI ou outros 
sistemas integrados, são extraídos, consolidados e indexados pelo menos uma vez 
ao dia, por meio de um processo de ETL (Extração, Tratamento e Carga), alimentando 
um data mart com todos os dados úteis para análise orçamentária. A interface 
do SIOP BI, por meio da qual os usuários do SIOP extraem esses dados, pode ser 
considerada um tipo de solução OLAP (Processamento Analítico em Tempo Real).
Figura 21 - Solução OLAP
42Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
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SIGNIFICA%20EXECUTAR%20A,entregue%20ou%20o%20servi%C3%A7o%20
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BRASIL. Ministério da Economia. Planejamento e Orçamento. Brasília–DF, [2022?]. 
Disponível em: https://www.gov.br/economia/pt-br/assuntos/planejamento-e-
orcamento. Acesso em: 02 ago. 2023.
BRASIL. Ministério da Fazenda. SIAFI. Brasília–DF, [2023?]. Disponível em: https://
www.gov.br/tesouronacional/pt-br/siafi. Acesso em: 07 ago. 2023.
BRASIL. Ministério do Planejamento e Orçamento. Manual Técnico do Orçamento. 
Brasília–DF, [2023a?]. Disponível em: https://www1.siop.planejamento.gov.br/mto/
doku.php/mtos. Acesso em: 07 ago. 2023.
BRASIL. Presidência da República. Decreto n. 11.398, de 21 de janeiro de 2023: Altera 
o Decreto n. 11.353, de 1º de janeiro de 2023, que aprova a Estrutura Regimental 
e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções de Confiança 
do Ministério do Planejamento e Orçamento, e transforma cargos em comissão e 
funções de confiança. Brasília–DF: Presidência da República, 2023. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/D11398.htm. 
Acesso em: 08 ago. 2023.
BRASIL. Presidência da República. Lei n. 10.180, de 06 de fevereiro de 2001: 
Organiza e disciplina os Sistemas de Planejamento e de Orçamento Federal, 
de Administração Financeira Federal, de Contabilidade Federal e de Controle 
Interno do Poder Executivo Federal, e dá outras providências. Brasília–DF: 
Presidência da República, [2001]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10180.htm. Acesso em: 08 ago. 2023.
BRASIL. Presidência da República. Lei n. 4.320, de 17 de março de 1964: Estatui 
Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos 
e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Brasília–
DF: Presidência da República, [1964]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/
Ccivil_03/leis/L4320.htm. Acesso em: 07 ago. 2023.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm
https://portaldatransparencia.gov.br/entenda-a-gestao-publica/execucao-despesa-publica#
https://portaldatransparencia.gov.br/entenda-a-gestao-publica/execucao-despesa-publica#
https://www.gov.br/economia/pt-br/assuntos/planejamento-e-orcamento
https://www.gov.br/economia/pt-br/assuntos/planejamento-e-orcamento
https://www.gov.br/tesouronacional/pt-br/siafi
https://www.gov.br/tesouronacional/pt-br/siafi
https://www1.siop.planejamento.gov.br/mto/doku.php/mtos
https://www1.siop.planejamento.gov.br/mto/doku.php/mtos
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/D11398.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10180.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10180.htm
http://www.planalto.gov.br/Ccivil_03/leis/L4320.htm
http://www.planalto.gov.br/Ccivil_03/leis/L4320.htm
43Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Introdução ao SIOP
 
Unidade 1 - Sistema de Planejamento e 
Orçamento Federal (SIOP)
Ao final da unidade, você deverá reconhecer a estrutura do 
Sistema de Planejamento e Orçamento Federal (SIOP) e os 
principais componentes do processo orçamentário federal.
1.1 Sistemas Estruturadores da Administração 
Pública Federal
Sistemas estruturadores da Administração Pública Federal são os mecanismos de 
suporte às atividades desempenhadas pelos órgãos setoriais (unidades responsáveis 
em cada órgão ou entidade), sob a coordenação e supervisão de um órgão central.
Papel dos órgãos de um Sistema Estruturador
Figura 22 - Órgãos centrais e Órgãos setoriais
 Módulo
3
44Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Vários dos processos executados nos sistemas estruturadores são centralizados em 
soluções tecnológicas (softwares), conhecidos como sistemas estruturantes. Como 
é comum confundir os dois conceitos, vamos destacar a diferença:
Sistemas 
Estruturadores
Organizações institucionais criadas para 
organizar determinadas atividades da 
administração pública, como gestão de pessoas, 
planejamento e orçamento ou serviços gerais.
Sistemas Estruturantes
Sistemas de informação (plataformas 
tecnológicas) por meio dos quais 
muitos dos processos de cada sistema 
estruturador são executados.
Seguem alguns exemplos de sistemas estruturadores da Administração Pública 
Federal.
 + Sistema de Organização e Inovação institucional do Governo Federal – 
SIORG
Organiza as atividades de desenvolvimento organizacional dos órgãos e das 
entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional. É 
a fonte oficial de informações sobre a estrutura organizacional das instituiçõesdo Poder Executivo Federal.
 + Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal – Sipec
Organiza as atividades de administração de pessoal civil do Poder Executivo 
Federal da administração direta e das autarquias.
 + Sistema de Serviços Gerais – SISG
Organiza as atividades de administração de edifícios públicos e imóveis 
residenciais, bens, serviços, transporte, comunicações administrativas e 
documentação. A função logística é apoiada por diferentes sistemas, que são 
gerenciados por órgãos distintos.
 + Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação - SISP
Organiza a gestão dos recursos de tecnologia da informação (bens e serviços 
que compõem a infraestrutura tecnológica de suporte automatizado ao ciclo 
da informação).
 + Sistema de Administração Financeira Federal
Organiza as atividades de programação financeira da União, de administração 
de direitos e haveres, garantias e obrigações de responsabilidade do Tesouro 
45Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Nacional e de orientação técnico-normativa sobre a execução orçamentária 
e financeira.
 + Sistema de Controle Interno do Poder Executivo federal – SCI
Permite avaliar a ação do governo e a gestão dos administradores públicos 
federais.
 + Sistema de Planejamento e Orçamento Federal – SIPOF
Organiza o conjunto de atividades ligadas ao processo de planejamento e 
orçamento federal na Administração Pública Federal.
No caso do nosso interesse, o Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP) 
é o sistema estruturante que suporta os processos do Sistema Estruturador de 
Planejamento e Orçamento Federal (SIPOF).
1.2 Sistema de Planejamento e Orçamento Federal
A Lei 10.180/2001, em seu Art. 3º, define o Ministério do Planejamento, Orçamento 
e Gestão como órgão central do Sistema de Planejamento e Orçamento Federal 
(SIPOF). 
O Decreto n. 11.398/2023 atualiza a designação de órgão central, especificando que 
cabe à Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento e Orçamento 
(SOF/MPO) coordenar e gerir o SIPOF, envolvendo a orientação, a coordenação e a 
supervisão técnica dos órgãos setoriais de orçamento.
Apesar de formalmente a SOF (Secretaria de Orçamento Federal) 
estar designada como órgão central do SIPOF, na prática ela 
divide esta tarefa com outras duas secretarias: 
1 - A Secretaria Nacional de Planejamento (SEPLAN), que gerencia 
os subprocessos relacionados ao planejamento de médio prazo, 
concretizado no Plano Plurianual – PPA.
2 - A Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas 
Estatais (SEST), que gerencia o Orçamento de Investimento das 
Empresas Estatais.
Os órgãos setoriais do SIPOF são as unidades de planejamento e orçamento dos 
Ministérios, da Advocacia-Geral da União, da Vice-Presidência e da Casa Civil da 
Presidência da República.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10180.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/D11398.htm%5b
46Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Os órgãos seccionais são aqueles vinculados ou subordinados ao órgão central do 
Sistema, cuja missão está voltada para as atividades de planejamento e orçamento. 
Sem prejuízo das competências constitucionais e legais de outros Poderes, as 
unidades responsáveis pelos seus orçamentos ficam sujeitas à orientação normativa 
do órgão central do Sistema. Estão incluídas aqui as unidades responsáveis pelos 
orçamentos da Câmara dos Deputados, Senado Federal, Tribunal de Contas da 
União, Supremo Tribunal Federal etc. Na prática, essas unidades são tratadas na 
estrutura do SIPOF de maneira equivalente aos órgãos setoriais.
As Unidades Orçamentárias (UOs), apesar de não integrarem formalmente o SIPOF, 
já que não são citadas na Lei n. 10.180/2001, estão sujeitas à orientação normativa 
e à supervisão técnica do órgão central. Além disso, devem seguir as diretrizes do 
órgão setorial ao qual estão vinculadas. Elas desempenham o papel de coordenação 
do processo de elaboração da proposta orçamentária no seu âmbito de atuação, 
integrando e articulando o trabalho das suas unidades administrativas, tendo em 
vista a consistência da programação de sua unidade. São exemplos de unidades 
orçamentárias as agências reguladoras, os institutos, as universidades, o Banco 
Central do Brasil, entre outros. 
Embora o SIPOF tenha como uma de suas finalidades promover 
a articulação com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, 
visando a compatibilização de normas e tarefas afins aos diversos 
Sistemas, nos planos federal, estadual, distrital e municipal, 
apenas os órgãos da esfera federal estão sujeitos à orientação 
normativa e à supervisão técnica do órgão central do SIPOF.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10180.htm
47Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 23 – Sistema de Planejamento de Orçamento Federal - SIPOF 
1.3 Processo Orçamentário
Dentre as finalidades do Sistema de Planejamento e Orçamento (SIPOF) que a Lei n. 
10.180/2001 estabelece em seu Art. 2º, destacamos:
• formular o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos 
anuais;
• gerenciar o processo de planejamento e orçamento federal.
Já o art. 3º estabelece que o SIPOF compreende as atividades de elaboração, 
acompanhamento e avaliação de planos, programas e orçamentos, e a realização 
de estudos e pesquisas socioeconômicas.
Para organizar a estrutura do próprio órgão central e tornar mais claro o trabalho 
de todo o SIPOF, o processo orçamentário é traduzido, na prática, em subprocessos, 
operacionalizando cada finalidade ou atribuição do sistema.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10180.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10180.htm
48Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Assim, são definidos subprocessos como:
• Elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual
• Elaboração do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias
• Elaboração do Projeto de Lei do Plano Plurianual
• Alterações Orçamentárias
• Estimativas de Receita
• Acompanhamento Orçamentário
• Monitoramento do PPA
• Gestão das Emendas Parlamentares Individuais
• Acompanhamento da Execução das Empresas Estatais
A figura abaixo ajuda a compreender como alguns destes subprocessos se organizam 
na linha do tempo para configurar o processo orçamentário de um exercício.
Figura 24 - Processo orçamentário de um exercício.
1. O processo orçamentário de um exercício tem seu início com a elaboração 
do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, que deve ser encaminhado 
pelo Poder Executivo para apreciação do Poder Legislativo até o dia 15 
de abril do exercício anterior, conforme determinado na Constituição 
Federal de 1988.
2. A estimativa de receita para o próximo exercício serve de referência para 
a elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual que, também 
seguindo orientação da Constituição Federal de 1988, deve ser 
encaminhado pelo Poder Executivo para apreciação do Poder Legislativo 
até o dia 31 de agosto do exercício anterior.
3. Uma vez que o Poder Legislativo devolve o autógrafo da Lei Orçamentária 
Anual ao Poder Executivo, e a Presidência da República sanciona a Lei, é 
iniciada a execução do orçamento, quando passam a ser propostas 
alterações orçamentárias, e inicia a gestão das emendas parlamentares 
individuais.
49Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
4. Ao fim do primeiro semestre do exercício, é realizado o primeiro ciclo do 
acompanhamento orçamentário, onde é avaliado o nível e a qualidade 
da execução física do orçamento até então, podendo ser propostas 
mudanças de rumo caso necessário.
5. Ao fim do exercício, é realizado o segundo ciclo do acompanhamento 
orçamentário, visando avaliar a qualidade do gasto e identificar 
oportunidades de melhorias para o processo orçamentário nos próximos 
exercícios.
Alguns destes subprocessos são especialmente complexos, e requerem mais um 
nível de divisões em áreas que simplifiquem a sua operacionalização.Por exemplo, o subprocesso de Elaboração do PLOA é organizado nos seguintes 
temas:
• Elaboração da Proposta Qualitativa
• Elaboração da Proposta Quantitativa
• Especificação de Limites de Dotação
• Projetos de Investimento
• Descentralização de Precatórios
• Cadastro de Operações de Crédito
• Informações Complementares
• Formalização
Fica evidente que se trata de um processo de grande complexidade. 
São muitas camadas, imenso volume de informações, com origem 
em vários órgãos e unidades orçamentárias. É praticamente 
inviável gerir esse processo sem o apoio de ferramentas que 
facilitem e tornem ágil a parte operacional e viabilizem o controle 
de qualidade e o acompanhamento gerencial.
Essa realidade levou à necessidade de desenvolvimento dos primeiros sistemas 
estruturantes de apoio ao Sistema Estruturador de Planejamento e Orçamento 
Federal.
50Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Unidade 2 - História do SIOP
Ao final da unidade, você deverá reconhecer o histórico e os 
motivos que levaram à criação do SIOP.
2.1 Sistemas de Apoio ao Processo Orçamentário
A primeira iniciativa para o desenvolvimento de um sistema informatizado para 
apoio ao processo orçamentário tem origem em 1987, com a criação da Comissão de 
Desenvolvimento do Sistema de Dados Orçamentários, conhecida como COMSIDOR, 
que incluía servidores da Secretaria de Orçamento e Finanças (que já usava a sigla 
SOF), do Departamento Regional de Informática do IBGE (DERIN), e analistas de 
sistemas do Ministério da Aeronáutica e do Ministério da Ciência e Tecnologia.
Figura 25 - Formulário de papel
Até então, o processo orçamentário da administração pública federal baseava-se 
no preenchimento e trâmite de uma série de formulários, muitos dos quais em 
papel ou em sistemas precários e isolados. Alguns desses sistemas eram geridos 
por órgãos setoriais e possuíam características específicas aderentes à realidade de 
cada um. Essa realidade complexa deu origem à necessidade de desenvolver uma 
solução integrada que tornasse o processo mais ágil, confiável e auditável. 
Dentre os objetivos gerais a serem alcançados por este novo sistema, estabelecidos 
pela COMSIDOR, destacam-se:
• Prestar informações consistentes e ágeis que possibilitassem parâmetros 
adequados às decisões superiores.
• Disponibilidade de dados suficientes para compor uma boa série 
histórica, que propicia projeções temporais, estudos estatísticos e de 
simulação, nos aspectos físicos e financeiros, com enfoques de receita, 
despesa e programação, nos seus diversos níveis.
• Confiabilidade, velocidade, redução de custos e racionalidade de rotinas 
51Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
e, consequentemente, maior disponibilidade de tempo para o 
planejamento das atividades.
Ouça o podcast e compreenda mais sobre o assunto.
PODCAST 1 - Sistema Integrado de Dados Orçamentários – SIDOR
As mudanças significativas do processo orçamentário, estabelecidas pela Constituição 
Federal de 1988, impulsionaram a aceleração do cronograma de implementação 
do novo sistema. Assim, em 1989, foi implantado o Sistema Integrado de Dados 
Orçamentários (SIDOR). 
Em sua primeira versão, o SIDOR era focado na elaboração do PLOA, estabelecendo 
alguns parâmetros e modelos que seriam adotados pelo SIOP no futuro. Com o 
passar do tempo, foram agregados módulos para a elaboração do PPA, projeções 
de receita, acompanhamento da execução orçamentária (incluindo a possibilidade 
de cadastro de pleitos de alterações orçamentárias), projeção de gastos com 
pessoal, acompanhamento de operações de crédito e acompanhamento das 
empresas estatais.
Em 2000, a Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos do ministério 
do Planejamento, Orçamento e Gestão implantou o Sistema de Informações 
Gerenciais e de Planejamento (SigPlan). Este sistema foi desenvolvido com foco no 
planejamento governamental de médio prazo, em especial para a gestão do Plano 
Plurianual (PPA), e previa o monitoramento dos programas, metas e objetivos da 
administração pública federal.
O aumento da complexidade do SIDOR, acompanhando o aumento de volume de 
demandas para evolução do sistema, levou à decisão, em 2004, de passar o seu 
desenvolvimento e hospedagem para o Serviço Federal de Processamento de Dados 
(SERPRO).
2.2 Sistema Integrado de Planejamento e 
Orçamento - SIOP
As crescentes demandas por melhorias e a necessidade de adequação do sistema 
às constantes alterações normativas do processo orçamentário levaram o SIDOR a 
um limite em sua capacidade de atendimento. Sua arquitetura obsoleta, baseada 
em mainframes e em codificação com linguagem de programação limitada e pouco 
flexível, tornou sua evolução cada vez mais difícil e onerosa.
https://podcasters.spotify.com/pod/show/enap/episodes/EV-G-SIOP-BI--Sistema-Integrado-de-Dados-Oramentrios--SIDOR-e2gnap4
52Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 25.1 - SIDOR
Assim, as diretorias da Secretaria de Orçamento Federal, da Secretaria de 
Planejamento Institucional (responsável na época pelo PPA) e do Departamento de 
Coordenação e Governança das Estatais (DEST) tomaram a decisão de desenvolver 
um novo sistema, integrando todo o processo orçamentário, contando com uma 
equipe técnica própria e total autonomia para sua evolução.
Figura 26 - Analista de Planejamento e Orçamento
O concurso público para Analista de Planejamento e Orçamento do Ministério do 
Planejamento, Orçamento e Gestão, realizado em 2008, reservou uma quantidade 
de vagas para especialistas em tecnologia da informação, com o objetivo de trabalhar 
no desenvolvimento do novo sistema estruturante. 
Assim, em 2009 foi desenvolvido e implantado o primeiro módulo do Sistema 
Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP), o qual já foi utilizado para a 
elaboração do Projeto de Lei Orçamentária de 2010. 
Desenvolvido a partir de plataformas abertas de desenvolvimento de software em 
solução totalmente web, o SIOP apresentava maior flexibilidade e escalabilidade que 
o SIDOR, tornando mais ágil o seu desenvolvimento e manutenção. A infraestrutura 
53Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
física para hospedagem do SIOP também foi totalmente assumida pela Secretaria 
de Orçamento Federal, e foi instalada em suas dependências físicas. Em 2015, a SOF 
adquiriu uma sala segura certificada NBR/ISO 10.636, com sistema de prevenção 
e combate a incêndios, climatização de precisão, geradores redundantes e 
monitoramento 24x7, garantindo estabilidade e segurança para a operação do SIOP.
 
Figura 27 – Data Center SIOP
A partir do exercício de 2000, as bases de dados orçamentários do SIDOR foram 
migradas para as bases do SIOP. Questões técnicas associadas ao formato dos 
dados inviabilizaram a migração dos exercícios anteriores. 
Aos poucos, os módulos do SIDOR e do SigPlan foram migrados 
para SIOP, e em 2016 o SIDOR foi desativado definitivamente. 
Versões do SigPlan ainda são utilizadas por algumas secretarias 
de planejamento estaduais, mas a versão da esfera federal 
também foi desativada.
A figura abaixo apresenta o atual portal de acesso ao SIOP, com os principais recursos 
disponíveis, e pode ser acessado por meio do link: https://www.siop.gov.br/
https://www.siop.gov.br/
54Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 28 – Portal de acesso ao SIOP
Da mesma forma que o seu antecessor SIDOR, o SIOP é organizado na forma de 
módulos de sistema, ou seja, grupos de funcionalidades focados nos subprocessos 
operacionais que compõem o processo orçamentário.
Apesar do SIOP ter representado uma evolução tecnológica significativa em relação 
aos sistemas anteriormente utilizados, sua gestão sempre teve como um de seus 
pilares a preocupação com o risco de obsolescência. Dessa forma, em 2015, foram 
iniciados os primeiros trabalhos visando a evolução do seu software para uma 
arquitetura baseada em microsserviços, considerado o padrão “estado da arte” para 
o desenvolvimento deaplicações web de alto desempenho. O submódulo de gestão 
das emendas parlamentares individuais foi o primeiro a ser totalmente desenvolvido 
neste novo padrão. Além disso, foi estabelecida a política de apenas desenvolver 
novos módulos na arquitetura de microsserviços e, aos poucos, converter os 
módulos mais antigos.
55Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Unidade 3 - Elaboração de propostas no SIOP
Ao final da unidade, você deverá reconhecer como ocorrem os 
processos de elaboração de propostas no SIOP.
3.1 Momentos de uma proposta
Os principais módulos do SIOP baseiam suas atividades na elaboração e tramitação 
de propostas. Na prática, as propostas são organizadas a partir do conceito de 
momento, essencial para entender como se dá o fluxo das informações.
MOMENTO é uma etapa de uma proposta, de responsabilidade de 
um grupo da estrutura do Sistema de Planejamento e Orçamento 
Federal, em que é garantido o sigilo e a autonomia em relação aos 
demais grupos envolvidos, respeitada a hierarquia do sistema 
estruturador.
Para tornar mais claro o conceito, vamos usar como exemplo o módulo em que 
ele foi criado, o de elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). A fase 
qualitativa da elaboração do PLOA, que prevê a estrutura de programas e ações 
orçamentárias que constarão na proposta, ainda sem preocupação com a questão 
financeira, prevê cinco momentos:
Figura 28.1 – Momentos da Fase Qualitativa do PLOA
Os códigos dos momentos foram criados para fins de indexação nas tabelas do 
sistema. No entanto, com o tempo, muitos servidores passaram a usar alguns deles 
com mais frequência do que às suas descrições. Segue explicação das atividades 
previstas em cada um desses momentos:
 
56Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Código Momento Atividades
10 Base de 
Partida
É realizada a carga da base de partida da 
proposta, normalmente a programação qualitativa 
aprovada na LOA do exercício anterior.
100 Ajuste da Base 
de Partida
A equipe do órgão central do SIPOF (SOF), realiza 
um ajuste inicial da base de partida, baseado em 
decisões já conhecidas que impactarão a proposta.
1000 Unidade 
Orçamentária
Cada Unidade Orçamentária (UO) avalia a 
programação orçamentária que lhe cabe, 
registrando propostas de ajustes.
2000 Órgão Setorial
Cada Órgão Setorial (OS) avalia as propostas 
apresentadas pelas UOs sob sua vinculação 
e realiza os ajustes necessários.
3000 Órgão Central
A SOF (ou SEST, no caso das empresas 
estatais) avalia as propostas apresentadas 
pelos OSs e realiza os ajustes necessários.
Quadro - Explicação das atividades previstas em cada momento
Cada usuário do SIOP possui um perfil adequado à entidade em que trabalha, e 
sua visibilidade é limitada ao recorte do orçamento sob responsabilidade da sua 
entidade. Assim, na prática, um servidor da área de orçamento da Universidade de 
Brasília não consegue enxergar a proposta orçamentária em elaboração do Banco 
Central do Brasil, e vice-versa.
Figura 29 – Usuário SIOP
Na fase quantitativa da elaboração do PLOA são detalhadas as programações 
financeiras, o que inclui detalhamento da fonte dos recursos, natureza da despesa, 
modalidade de aplicação e, principalmente, as dotações financeiras de cada 
programação. 
A fase quantitativa é mais complexa do que a qualitativa, porque é dividida em duas 
fases. Na primeira fase, ainda não se tem uma ideia clara dos limites financeiros que 
57Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
serão disponibilizados, uma vez que o trabalho de estimativa de receitas ainda não 
foi concluído, e as unidades e os órgãos orçamentários possuem maior liberdade 
para elaborar a proposta. Na segunda fase, os limites financeiros por órgão já foram 
divulgados, e a proposta é revista por todos os participantes do processo, ajustando 
as dotações para o cenário mais realista.
 
Figura 30 – Momentos Fase Quantitativa do PLOA
As atividades e limitações dos momentos da fase quantitativa são muito semelhantes 
às da fase qualitativa. São dois os tipos de momento não previstos na fase qualitativa:
 
Código Momento Atividades
50 (Fase I)
500 (Fase II) SubUO
As subdivisões da unidade orçamentária trata-
se de um recurso opcional, que permite à UO 
realizar um trabalho mais abrangente junto 
às suas unidades internas ao abrir a proposta 
em um nível a mais de detalhamento.
150 Consolidação 
da Fase I
Consolidação da proposta final 
resultante da fase I, e que servirá de 
base de partida para a fase II.
Quadro - Momento não previstos na fase qualitativa
A elaboração do PLOA não se encerra aqui. Existem, várias etapas subsequentes 
pelas quais a proposta deve passar até a sanção da Lei Orçamentária Anual.
58Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 31 – Momentos da Lei Orçamentária Anual
Seguem as atividades previstas nos últimos momentos até a sanção da LOA.
Código Momento Atividades
4000 Consolidado As propostas qualitativa e quantitativa são 
consolidadas e os últimos ajustes gerais são 
realizados, isso inclui lançamentos de pedidos 
de expansão de limites aprovados, fonteamento 
da proposta, marcação do resultado primário 
por programação, entre outras atividades. 
5000 Projeto de Lei Preserva-se a versão final do projeto 
de lei, como encaminhado para 
apreciação do Congresso Nacional.
6000 Autógrafo da Lei Preserva-se o autógrafo da Lei aprovado 
e enviado pelo Congresso Nacional à SOF, 
incluindo todas as emendas parlamentares.
7000 Análise de Vetos Versão revisada do autógrafo da Lei, com eventuais 
vetos definidos pela Presidência da República.
8000 Lei Versão final da Lei Orçamentária Anual, 
que entra em execução a partir da sanção 
da Lei pelo Presidente da República.
Quadro - Atividades previstas nos últimos momentos até a sanção da LOA 
59Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
A abrangência do conceito de momento não está limitada ao módulo que gerencia 
o PLOA e a publicação da LOA. 
Como um segundo exemplo, vale ressaltar que a Lei Orçamentária Anual (LOA) não 
é estática. Após sua sanção e publicação, inicia-se a execução orçamentária, fase 
em que se podem propor alterações nas programações. Para tanto, há o módulo 
de Alterações Orçamentárias no SIOP, onde o fluxo das propostas segue a mesma 
lógica baseada em momentos.
Figura 32 – Execução Orçamentária e Alteração Orçamentária
 + Código: 8000 – Momento: Lei
Atividade: Originário do processo de elaboração da LOA, este momento é 
mantido preservado com a versão final da LOA conforme sanção presidencial.
 + Código: 9000 – Momento: Lei + Créditos
Atividade: Em sua versão inicial, é simplesmente uma cópia do momento 
Lei (8000). Mas iniciadas as alterações orçamentárias (comumente referidas 
como “créditos”), as alterações efetivadas são incorporadas a este momento. 
Na prática, é o momento que representa a Lei Orçamentária válida em um dia 
específico, no decorrer do exercício.
 + Código: 9100 – Momento: Alteração Orçamentária – Unidade Orçamentária
Atividade: Uma Unidade Orçamentária propõe alterações em alguma 
programação sob sua gestão orçamentária.
60Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
 + Código: 9200 – Momento: Alteração Orçamentária – Órgão Setorial
Atividade: Uma OS valida e ajusta propostas de alterações orçamentárias 
apresentadas por Unidades Orçamentárias vinculadas, ou propõe alterações 
de sua iniciativa.
 + Código: 9300 – Momento: Alteração Orçamentária – Órgão Central 
Atividade: A SOF (ou SEST) valida e ajusta propostas apresentadas pelos 
Órgãos Setoriais, ou propõe alterações de sua iniciativa.
 + Código: 9500 – Momento: Alteração Orçamentária – Consolidação 
Atividade: As alterações orçamentárias aprovadas são consolidadas para 
formalização em atos legais conjuntos. Caso o instrumento legal requerido para 
a efetivação da alteração seja Portaria da SOF ou da SEST, basta a publicação 
das mesmas para efetivação da formalização e consolidação das alterações 
no momento“Lei + Créditos” (9000). Caso seja requerido instrumento legal do 
tipo Lei, Decreto, Medida Provisória ou Portaria/Ato/Resolução do Ministério, 
a proposta deve ser encaminhada à Secretaria Executiva do Ministério para 
tramitação e aprovação.
 + Código: 9700 – Momento: Alteração Orçamentária – Análise para 
Internalização 
Atividade: Uma vez que uma Lei, Decreto, Medida Provisória ou Portaria/
Ato/Resolução do Ministério referente a uma formalização de alteração 
orçamentária é publicada, o órgão central deve internalizar eventuais 
emendas realizadas na versão do momento Consolidação (9500) para 
posterior efetivação e integração ao momento Lei + Créditos (9000).
Código Momento Atividades
8000 Lei
Originário do processo de elaboração da LOA, este 
momento é mantido preservado com a versão 
final da LOA conforme sanção presidencial. 
9000 Lei + Créditos
Em sua versão inicial, é simplesmente uma 
cópia do momento Lei (8000). Mas iniciadas 
as alterações orçamentárias (comumente 
referidas como “créditos”), as alterações 
efetivadas são incorporadas a este momento. 
Na prática, é o momento que representa 
a Lei Orçamentária válida em um dia 
específico, no decorrer do exercício.
61Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Código Momento Atividades
9100
Alteração 
Orçamentária 
– Unidade 
Orçamentária
Uma Unidade Orçamentária propõe 
alterações em alguma programação 
sob sua gestão orçamentária.
9200
Alteração 
Orçamentária – 
Órgão Setorial
Uma OS valida e ajusta propostas de 
alterações orçamentárias apresentadas 
por Unidades Orçamentárias vinculadas, 
ou propõe alterações de sua iniciativa.
9300
Alteração 
Orçamentária – 
Órgão Central
A SOF (ou SEST) valida e ajusta propostas 
apresentadas pelos Órgãos Setoriais, ou 
propõe alterações de sua iniciativa.
9500
Alteração 
Orçamentária 
– Consolidação
As alterações orçamentárias aprovadas são 
consolidadas para formalização em atos legais 
conjuntos. Caso o instrumento legal requerido 
para a efetivação da alteração seja Portaria da 
SOF ou da SEST, basta a publicação das mesmas 
para efetivação da formalização e consolidação 
das alterações no momento “Lei + Créditos” 
(9000). Caso seja requerido instrumento legal 
do tipo Lei, Decreto, Medida Provisória ou 
Portaria/Ato/Resolução do Ministério, a proposta 
deve ser encaminhada à Secretaria Executiva 
do Ministério para tramitação e aprovação.
9700
Alteração 
Orçamentária 
– Análise para 
Internalização
Uma vez que uma Lei, Decreto, Medida 
Provisória ou Portaria/Ato/Resolução do 
Ministério referente a uma formalização de 
alteração orçamentária é publicada, o órgão 
central deve internalizar eventuais emendas 
realizadas na versão do momento Consolidação 
(9500) para posterior efetivação e integração 
ao momento Lei + Créditos (9000).
Quadro - Execução Orçamentária e Alteração Orçamentária
No caso das alterações orçamentárias, é interessante perceber que vários 
momentos podem ocorrer ou não, dependendo da situação. Por exemplo, o 
momento de Análise para Internalização só é necessário para alguns tipos de 
instrumento legal. Além disso, uma alteração proposta por um órgão setorial não 
vai possuir momento UO e uma alteração proposta pelo órgão central não vai 
possuir momentos UO ou OS.
62Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Dependendo do módulo, os perfis de acesso ao SIOP garantem o sigilo de 
informações entre diferentes entidades e diferentes momentos das propostas. É 
comum que o usuário com acesso a determinado momento consiga enxergar os 
momentos anteriores ao seu, mas não consiga enxergar os momentos posteriores. 
Segue um exemplo associado ao módulo de alterações orçamentárias.
Perfil do usuário do SIOP Momentos que enxerga
Unidade Orçamentária Apenas o momento UO
Órgão Setorial Momentos OS e UO
SOF Todos os momentos
Quadro - Perfis de acesso ao SIOP
3.2 Tramitação entre momentos de uma proposta
É importante entender como se dá o fluxo de uma proposta entre os diversos 
momentos de um processo de elaboração. A seguir, são detalhados os possíveis 
movimentos de tramitação de uma proposta.
Movimento Descrição
Envio
Figura 33 - Envio
Em um fluxo ideal, todo o trâmite se basearia no envio. 
Quando o usuário com acesso a um determinado momento 
termina a elaboração de uma proposta, deve enviá-la para 
o momento seguinte no fluxo para que seja apreciada. Por 
exemplo, quando uma UO elabora uma proposta de alteração 
orçamentária, utilizando o momento UO do fluxo de alterações 
(9100), posteriormente deve enviá-la ao momento OS (9200), 
para avaliação pelo Órgão Setorial. Depois de enviada, a UO 
não pode mais alterar as informações da proposta. A OS 
avalia, eventualmente pode ajustar dados da proposta e, caso 
concorde com a alteração, deve enviá-la ao próximo momento 
do fluxo, no caso o OC (9300). Agora o Órgão Central vai avaliar, 
eventualmente editar e, caso concorde, enviar para o próximo 
momento no fluxo. E assim por diante.
63Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Movimento Descrição
Retorno
Figura 33.1 
- Retorno
Quando uma proposta é recebida por uma entidade em um 
fluxo de elaboração, o usuário com acesso a este momento, 
ao identificar a necessidade de ajustes, pode ele mesmo editar 
a proposta. Porém, se julgar mais adequado, pode retornar a 
proposta para o momento anterior, para que os responsáveis 
pela versão enviada ajustem a proposta. Deve ser destacado 
que eventuais alterações realizadas pelo momento do usuário 
são descartadas no retorno ao momento anterior, de modo que 
a versão da proposta volta a ser igual à inicialmente enviada. 
Como exemplo, se uma OS envia uma alteração de uma ação 
orçamentária, durante a elaboração da proposta qualitativa 
do PLOA, para o momento OC, e o órgão central identifica a 
necessidade de ajustes, ele pode retornar a proposta para 
o momento OS, para que o órgão setorial faça os ajustes 
sugeridos e posteriormente reenvie a proposta.
Captura
Figura 33.2 
- Captura
O usuário de um momento tem a possibilidade de capturar 
uma proposta que ainda se encontre no momento anterior. É 
um recurso normalmente utilizado em situações excepcionais, 
por conta de perda de prazos ou indefinições quanto à 
pertinência de algum aspecto da proposta. Assim, um usuário 
do momento OS poderia capturar uma proposta quantitativa 
da elaboração do PLOA que ainda se encontre no momento 
UO para, por exemplo, ajustar os valores de acordo com novos 
limites financeiros divulgados se o prazo para envio para o 
momento OC estiver muito apertado.
Os movimentos de tramitação de propostas entre momentos podem ser visualizados 
de maneira simplificada no desenho a seguir.
Figura 34 - Movimentos de tramitação de propostas
64Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Observação: Não faz sentido pensar em retornar uma proposta que não 
tenha existido no momento anterior. Por exemplo, uma proposta de 
alteração orçamentária que tenha sido criada no momento OS não pode ser 
retornada para o momento UO, já que neste momento nunca existiu uma 
versão desta proposta.
O envio é um movimento que envolve uma série de validações, controladas pelo 
SIOP a partir das regras de negócio configuradas em cada módulo. 
Por exemplo, um pedido de alteração orçamentária precisa atender a uma série de 
requisitos para que seu envio seja permitido. Alguns exemplos:
• Todos os campos com os textos de justificativa do pedido precisam estar 
preenchidos;
• os valores de cancelamento e suplementação precisam estar balanceados 
(nos casos de remanejamento);
• o pedido tem que ter sido chancelado pela diretoria da SOF (no envio do 
momento OC para o momento consolidado);
• os limites de cancelamento e suplementação precisam estar adequados 
ao tipo de instrumento legal pretendido;
• deve haver janela de trabalho aberta para envio do tipo de instrumento 
legal envolvido;
• os saldos utilizados precisam estar de acordo com os valores empenhados 
e bloqueados nas programaçõesa serem canceladas;
• e muitos outros requisitos (dependendo do tipo de alteração, pode haver 
uma lista com várias dezenas de itens a serem verificados).
Caso qualquer uma das regras associadas ao tipo de proposta não esteja sendo 
cumprido, o próprio SIOP impede o envio e informa o usuário sobre as inconsistências.
Observação: o movimento de captura, quando disponível, despreza todas 
as validações associadas ao envio. Como exemplo, se a OS captura uma 
proposta quantitativa da UO com pendências, o sistema não vai impedir. 
Porém, para conseguir enviar esta proposta para o momento OC, a OS terá 
que realizar as correções necessárias para que a proposta fique adequada 
às regras de negócio.
Outro conceito importante para as tramitações de propostas no SIOP é o de janela 
de trabalho.
JANELA DE TRABALHO é um intervalo de tempo, expresso em um 
período do calendário, em que a possibilidade de envio de um 
tipo de proposta para o momento seguinte está disponível.
65Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 35 – Alterações orçamentárias 
Como um primeiro exemplo, podemos citar os envios de alterações orçamentárias 
para o órgão central. Em qualquer momento do exercício, as unidades orçamentárias 
e os órgãos setoriais podem elaborar pedidos de alteração orçamentária. 
Inclusive as UOs podem enviar seus pedidos para apreciação da OS à qual estão 
vinculadas (neste caso, há uma janela de trabalho sempre aberta). Porém, o envio 
dos pedidos pelas OSs para o momento OC obedece a um calendário divulgado 
pela SOF no início de cada exercício. Aprofundando o exemplo, em 2023 a janela de 
trabalho para envio de pedidos de reabertura de créditos especiais e extraordinários 
de 2022 ficou disponível (ou seja, permitiu o envio para o momento OC) do início do 
exercício até o dia 10 de abril. Tentativas de envio deste tipo de pedido após esta 
data seriam impedidas pelo SIOP.
Como segundo exemplo, todo o processo de elaboração do PLOA tem que seguir 
um rígido calendário que viabilize o envio do projeto de lei ao Congresso no prazo 
constitucional do dia 31 de agosto do exercício anterior. Cada etapa da elaboração, 
ou seja, cada momento, tem seus movimentos controlados por prazos definidos 
em janelas de trabalho. 
Figura 36 – Projeto de Lei
66Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Unidade 4 - Módulos do SIOP
Ao final da unidade, você deverá reconhecer os principais 
módulos do SIOP.
4.1 Estrutura do SIOP
O Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP) é organizado em módulos 
que agrupam suas funcionalidades. Seu menu de trabalho é dividido segundo 
os principais subprocessos do Processo Orçamentário, o que ajuda o usuário a 
encontrar as funcionalidades em que precisa atuar. 
Figura 37- Menu SIOP
Porém, alguns desses subprocessos possuem etapas e detalhes de alta 
complexidade, exigindo mais um nível de divisão das funcionalidades, como no 
grupo de funcionalidades relacionadas à LOA – Lei Orçamentária Anual. A figura a 
seguir mostra a quantidade de opções disponíveis ao clicar sobre a opção LOA no 
menu.
67Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 38 - Opções disponíveis ao clicar sobre a opção “LOA
É importante ressaltar que as opções disponíveis para um usuário do SIOP podem 
variar conforme o perfil de acesso. A gestão dos acessos ao SIOP segue o “Princípio 
da Necessidade de Conhecer”, que limita o acesso de cada usuário àquelas 
funcionalidades estritamente necessárias para o seu trabalho.
A gestão dos perfis de acesso dos usuários do SIOP é descentralizada, de modo que 
cada órgão ou unidade que requer acesso ao SIOP indica um ou mais servidores que 
atuam como “cadastradores” da unidade, e são responsáveis por manter o cadastro 
de usuários lotados em sua unidade que precisam de acesso ao SIOP e configurar 
seus perfis de acesso.
68Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Conheça mais detalhes sobre a gestão de acessos no Manual do 
SIOP:
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/
controle_acesso:solicitacao_acesso
A seguir, cada item do menu será brevemente explicado, com seus principais grupos 
de funcionalidades e, em alguns casos, serão apresentados vídeos mostrando 
algumas funcionalidades, a título de exemplo.
 Figura 39 - Menu de Funcionalidades
4.2 Funcionalidades do Menu
BI – Business Intelligence
O módulo do BI traz a principal ferramenta de acesso a dados do SIOP.
Grupo de 
Funcionalidades Finalidade Principais Recursos
Extração de Dados
Consultar dados 
orçamentários em interface 
flexível e configurável 
pelo usuário.
Ferramenta de 
extração de dados;
Painel de status das cargas;
Relatórios pré-
formatados especiais.
Quadro - Principal ferramenta de acesso a dados do SIOP
Conheça mais detalhes sobre o módulo do BI no Manual do SIOP:
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/
bi:itens_bi
PPA – Plano Plurianual
Módulo responsável pela elaboração e monitoramento do Plano Plurianual.
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/controle_acesso
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/controle_acesso
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/bi
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/bi
69Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Grupo de 
Funcionalidades Finalidade Principais Recursos
Qualitativo
Elaborar a proposta 
qualitativa do 
PLPPA, e revisão 
da programação 
qualitativa no decorrer 
do exercício.
Edição e consulta aos cadastros 
de programas, objetivos, metas, 
agendas e outros parâmetros 
que compõem o planejamento 
de governo de médio prazo;
Tramitação de propostas 
qualitativas do PLPPA.
Quantitativo Elaborar a proposta 
quantitativa do PLPPA.
Edição e detalhamento das 
propostas para a programação 
quantitativa plurianual;
Tramitação de propostas 
quantitativas do PLPPA;
Gestão das janelas de trabalho 
para a fase quantitativa.
Limites Plurianuais Definir os limites 
financeiros do PLPPA.
Consulta e edição dos limites 
financeiros para o PLPPA, 
configuráveis por OS e por UO;
Comparação dos valores de 
captação com os limites.
Monitoramento Monitorar e avaliar 
a execução do PPA.
Captar e monitorar junto aos 
órgãos da União o andamento 
do PPA quanto ao cumprimento 
dos objetivos e metas previstos, 
permitindo a avaliação de um ciclo.
Formalização
Gerar os arquivos do 
PLPPA para entrega ao 
Congresso Nacional. 
Geração de arquivos com o 
conteúdo dos anexos do PLPPA.
Quadro - Módulo responsável pela elaboração e monitoramento do Plano Plurianual
Conheça mais detalhes sobre o módulo do PPA no Manual do 
SIOP:
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/
ppa:ppa
LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias
O módulo da LDO consiste em um sistema para aperfeiçoamento do texto da Lei de 
Diretrizes Orçamentárias.
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ppa
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ppa
70Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Grupo de 
Funcionalidades Finalidade Principais Recursos
Projeto de Lei
Elaborar a proposta 
de projeto de lei para 
a próxima LDO.
Proposta e tramitação de 
emendas ao texto vigente da 
Lei, visando a elaboração do 
próximo projeto de lei;
Solicitação de pareceres para 
as emendas propostas;
Gestão das janelas de trabalho 
para a tramitação das emendas;
Relatórios para avaliação 
das emendas.
Quadro - Sistema para aperfeiçoamento do texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Conheça mais detalhes sobre o módulo da LDO no Manual do 
SIOP:
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/
pldo:paginareferenciapldo
LOA
Mais antigo do SIOP, o módulo da LOA é utilizado para a elaboração do Projeto de 
Lei Orçamentária Anual, com todos os vários aspectos com os quais se relaciona, e 
para a manutenção de parâmetros e cadastros.
Grupo de 
Funcionalidades Finalidade Principais Recursos
Qualitativo
Elaborar a proposta 
qualitativa do PLOA e 
revisão da programaçãoqualitativa no decorrer 
do exercício.
Edição e consulta aos cadastros 
de ações, localizadores e 
planos orçamentários;
Tramitação de propostas 
qualitativas do PLOA;
Lista de verificação de 
pendências das propostas;
Gestão das janelas de trabalho 
para a fase qualitativa.
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/pldo
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/pldo
71Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Grupo de 
Funcionalidades Finalidade Principais Recursos
Quantitativo Elaborar a proposta 
quantitativa do PLOA.
Edição e detalhamento 
das propostas para a 
programação quantitativa;
Tramitação de propostas 
quantitativas do PLOA;
Lista de verificação de 
pendências das propostas;
Gestão das janelas de trabalho 
para a fase quantitativa;
Fonteamento da proposta;
Gestão de SubUOs.
Limites Definir e gerir os limites 
financeiros do PLOA
Consulta e edição dos limites 
financeiros para o PLOA, 
configuráveis por OS e por UO;
Comparação dos valores de 
captação com os limites.
Formalização
Gerar os volumes do 
PLOA para entrega ao 
Congresso Nacional e 
procedimentos para 
internalização da LOA.
Geração de arquivos 
com o conteúdo de cada 
volume do PLOA;
Geração dos arquivos para 
envio ao Congresso Nacional;
Importação do Autógrafo 
da LOA encaminhado pelo 
Congresso Nacional;
Gestão de vetos da LOA.
Informações 
Complementares
Gerar as informações 
complementares 
ao PLOA, conforme 
especificado na LDO.
Captação e geração dos 
arquivos com o conteúdo de 
cada inciso do anexo da LDO 
que detalha as informações 
complementares requeridas.
Projetos de 
Investimento
Gerir o cadastro 
de projetos de 
investimento.
Edição e consulta ao cadastro 
de projetos de investimento 
previstos no PLOA;
Gestão das janelas de 
trabalho para a tramitação de 
projetos de investimento.
SAOC Gerir o cadastro de 
Operações de Crédito.
Edição e consulta ao cadastro 
de operações de crédito 
previstos no PLOA;
Gestão das janelas de 
trabalho para a tramitação 
de operações de crédito.
Quadro - Módulo da LOA
72Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Confira no vídeo abaixo como realizar a práticas das seguintes ações:
• Menu inicial
• Consulta de ações por parâmetro
• Tramitação de ações
• Envio X Captura
• Navegação na Árvore
• Detalhamento da Ação
• Mudança de Perfil
Vídeo 1: Módulo Qualitativo da LOA
Conheça mais detalhes sobre o módulo da LOA no Manual do 
SIOP:
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/
ploa:inicio_ploa
Conheça mais detalhes sobre o módulo de informações 
complementares da LOA no Manual do SIOP:
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/
ploa:ploa_informacoes_complementares
Conheça mais detalhes sobre o módulo de projetos de 
investimentos da LOA no Manual do SIOP:
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/
ploa:manual_projeto_investimento
Receitas
O módulo responsável pelas estimativas de receita é essencial para a elaboração 
do PLOA e para a confecção dos relatórios bimestrais de avaliação de receitas e 
despesas.
https://youtu.be/nPu_L-Z-e5c
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ploa
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ploa
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ploa
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ploa
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ploa
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ploa
73Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Grupo de 
Funcionalidades
Finalidade Principais Recursos
Configurações Gerir os principais 
parâmetros para classificação 
da receita orçamentária. 
Cadastro de naturezas 
de receita, fontes, áreas 
temáticas, grupos de NFGC, 
unidades recolhedoras, 
entre outros.
Arrecadação Gerir os processos de 
arrecadação de receitas 
orçamentárias.
Ferramentas para carga 
e consulta dos dados de 
arrecadação a partir das 
bases do SIOP e do SIAFI.
Projeção Projetar cenários de 
arrecadação de receitas 
orçamentárias.
Desenhar modelos de apoio 
às projeções de arrecadação;
Criar cenários de 
arrecadação;
Captar dados das bases 
externas de arrecadação.
Relatórios Extrair dados sobre as 
estimativas de receitas 
orçamentárias.
Relatórios e ferramentas 
de extração de dados 
das bases de receita.
Quadro - Módulo de Receitas
Conheça mais detalhes sobre o módulo de Receitas no Manual do 
SIOP:
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/
receitas:receitas
Alterações Orçamentárias
O módulo de alterações orçamentárias é fundamental para a gestão orçamentária 
no decorrer de um exercício orçamentário.
Grupo de 
Funcionalidades
Finalidade Principais Recursos
Pedidos Propor e tramitar 
pedidos de alterações 
orçamentárias.
Consulta, edição e tramitação 
de pedidos de alterações 
orçamentárias;
Gestão de saldos financeiros 
oriundos do excesso de arrecadação 
e superávit financeiro.
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/receitas
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/receitas
74Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Grupo de 
Funcionalidades
Finalidade Principais Recursos
Pleitos Planejar pleitos 
para alterações 
orçamentárias.
Consulta e edição de 
pleitos de alterações;
Gestão de chancelas para 
alterações orçamentárias.
Formalização Formalizar 
as alterações 
orçamentárias.
Consulta, edição e tramitação 
de agrupamentos de pedidos de 
alterações orçamentárias para 
geração de atos normativos 
que as formalizam.
Administração Administrar 
parâmetros de 
apoio ao processo 
de alterações 
orçamentárias.
Gestão das janelas de trabalho 
para as alterações orçamentárias;
Configuração dos tipos de 
alteração orçamentária;
Configuração das regras de 
verificação das alterações 
orçamentárias.
Emendas 
Individuais
Gerir as emendas 
parlamentares 
individuais 
(orçamento 
impositivo)
Detalhar os beneficiários das 
emendas parlamentares;
Solicitar e acompanhar 
alterações nas programações 
orçamentárias das emendas;
Definir a ordem de prioridade 
de atendimento aos 
beneficiários por autor;
Controlar o cumprimento das regras 
de aplicação das dotações para 
emendas parlamentares individuais.
Quadro – Alterações orçamentárias
Vídeo 2: Módulo de Alterações Orçamentárias
Conheça mais detalhes sobre o módulo de Alterações 
Orçamentárias no Manual do SIOP:
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/
alteracoes_orcamentarias:alteracoes_orcamentarias
https://youtu.be/2vCjhclgarA
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/alteracoes_orcamentarias
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/alteracoes_orcamentarias
75Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Conheça mais detalhes sobre o submódulo de Emendas Individuais 
no Manual do SIOP:
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/
impositivo
Acompanhamento Orçamentário
Módulo responsável pelo acompanhamento da execução física e financeira do 
orçamento.
Grupo de 
Funcionalidades Finalidade Principais Recursos
Acompanhamento 
Físico-Financeiro 
do Orçamento
Avaliar o cumprimento 
das metas físicas 
relativas ao dispêndio 
financeiro no período.
Captação dos dados 
do acompanhamento 
físico-financeiro;
Tramitação das 
informações captadas para 
o acompanhamento;
Gestão de janelas de trabalho 
para os períodos de captação;
Geração de relatórios.
Acompanhamento 
das Despesas 
Discricionárias
Captar as justificativas 
de inexecução 
da programação 
orçamentária 
discricionária.
Captação das justificativas 
da inexecução das 
despesas discricionárias;
Tramitação das justificativas;
Gestão de janelas de trabalho 
para os períodos de captação;
Geração de relatórios.
Informações de 
apoio à prestação 
de contas ao TCU
Gerar relatório de 
prestação de contas 
para o TCU.
Gerar relatório.
Quadro – Acompanhamento Orçamentário
Conheça mais detalhes sobre o módulo de Acompanhamento 
Orçamentário no Manual do SIOP:
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/acompanhamento_orcamentario:novo_acompanhamento_
orcamentario
Estatais
Módulo de acompanhamento das receitas e despesas das Empresas Estatais.
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/impositivo
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/impositivo
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/acompanhamento_orcamentario
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/acompanhamento_orcamentario
76Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Grupo de 
Funcionalidades Finalidade Principais Recursos
Acompanhamento 
da Execução
Acompanhar a execução 
orçamentária das 
empresas estatais.
Atualizar dados de 
receita e despesa das 
empresas estatais;
Gerar relatórios.
Quadro - Receitas e despesas das Empresas Estatais
Conheça mais detalhes sobre o módulo de Estatais no Manual do 
SIOP:
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/
dest:dest
Gestão do Sistema
Módulo responsável pela administração geral do sistema.
Grupo de 
Funcionalidades Finalidade Principais Recursos
Suporte Gerir os recursos de 
suporte do SIOP.
Configurar notícias e avisos do SIOP;
Mapear os manuais do SIOP para 
referência nos demais módulos.
Controle de 
Acesso
Gerir o acesso dos 
usuários do SIOP.
Manter cadastro de usuários;
Configurar permissões 
e perfis de acesso;
Manter cadastro de departamentos 
e unidades cadastradoras.
Integração SIAFI Gerir a integração 
com o SIAFI.
Acompanhar e manter a fila 
de transmissão de arquivos 
entre SIOP e SIAFI;
Montar arquivos especiais 
para envio ao SIAFI;
Consultar log das cargas de dados.
Tabelas de Apoio Manter as tabelas 
de apoio ao SIOP.
Manter cadastros de órgãos, 
momentos, fluxos de trabalho, 
dados geográficos, regras e 
fórmulas de negócio, entre outros.
Log Genérico Manter o log de 
atividades do SIOP.
Configurar as atividades que 
devem registrar log no SIOP.
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/dest
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/dest
77Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Grupo de 
Funcionalidades Finalidade Principais Recursos
Web Services Gerir as integrações 
via web services.
Manter as permissões de 
acesso via web services;
Consultar log de consultas 
via web services.
Quadro - Administração geral do sistema
Classificações
O módulo de classificações gerencia os parâmetros gerais da despesa orçamentária.
Grupo de 
Funcionalidades Finalidade Principais Recursos
Marcadores
Gerir os recursos 
de marcação 
da despesa.
Configurar marcadores que geram 
visões específicas da despesa;
Gerar relatórios.
Classificações
Manter os 
cadastros de 
classificações 
da despesa.
Manter cadastros de esfera, função, 
subfunção, tipo de programa, tipo 
de ação, localizador padronizado, 
PO reservado, produto, unidade 
de medida, tipo de resultado 
primário, natureza de despesa, 
IDOC, IDUSO, elemento de despesa, 
modalidade de aplicação, categoria 
econômica, entre outros.
Quadro - Módulo de classificações
78Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Unidade 5 – Outros Recursos do SIOP
Ao final da unidade, você deverá reconhecer os principais recursos 
acessórios do SIOP.
5.1 Painel do Orçamento
O Painel do Orçamento Federal é uma aplicação web que disponibiliza dados 
orçamentários da Administração Pública Federal mantidos pelo Sistema Integrado 
de Planejamento e Orçamento (SIOP), desde o ano 2000. O exercício corrente é 
atualizado diariamente, de modo que as informações correspondem sempre ao 
fechamento do último dia útil. 
A ferramenta é aberta a qualquer cidadã ou cidadão com acesso à Internet (ou seja, 
não é necessário possuir cadastro no SIOP para utilizá-la) e dispõe de recursos 
avançados de consulta, como filtros flexíveis e visualizações gráficas, além da 
possibilidade de extração dos dados em forma de planilha. Sua utilização é simples 
e intuitiva, sendo apta para o uso por qualquer usuário.
O acesso ao Painel do Orçamento ocorre por meio de um banner no Portal do SIOP 
(https://www.siop.gov.br/).
Figura 40 – Tela do SIOP – Acesso ao Painel Orçamentário.
https://www.siop.gov.br/
79Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Além da ferramenta de “Consulta Livre”, que dá acesso aos principais dados do 
orçamento federal com bom nível de detalhamento, há ferramentas dedicadas 
a aspectos mais especializados do orçamento público federal, trazendo dados 
complementares específicos. Assim, há ferramentas especiais para consultar dados 
de emendas parlamentares individuais, despesas com tecnologia da informação, 
série histórica comparando a evolução do orçamento por vários exercícios, o 
pagamento efetivo de cada exercício, o que inclui restos a pagar de exercícios 
anteriores, e a classificação do orçamento com base no padrão COFOG (Classification 
of the functions of government), segundo a metodologia da OCDE/ONU.
Figura 41– Painel do Orçamento Federal
A imagem abaixo mostra alguns gráficos disponíveis na área de Consulta Livre.
Figura 42 – Exemplo de Gráfico disponível na área de Consulta Livre
80Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Conheça mais detalhes sobre o Painel do Orçamento no Manual 
do SIOP:
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/
acesso_publico:painel_orcamento
5.2 Orçamento Cidadão Digital
O Orçamento Cidadão Digital é a versão web da publicação anual “Orçamento 
Cidadão”, uma iniciativa da Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do 
Planejamento e Orçamento (SOF/MPO) cujo desafio é permitir ao cidadão brasileiro 
que compreenda, em uma linguagem acessível, para onde o dinheiro que ele 
paga em impostos é destinado. O objetivo deste orçamento simplificado é ampliar 
a transparência sobre o orçamento público federal, de modo a contribuir para a 
formação de uma sociedade mais bem informada e mais participativa na gestão 
dos recursos públicos. Os dados que alimentam o Orçamento Cidadão Digital são 
extraídos da mesma base que alimenta o Painel do Orçamento Federal.
O acesso ao Orçamento Cidadão Digital se dá por meio de um banner no Portal do 
SIOP (https://www.siop.gov.br/).
Figura 43 - Tela do SIOP – Acesso ao Orçamento Cidadão Digital
A versão web do Orçamento Cidadão apresenta dados orçamentários da 
Administração Pública Federal, atualizados pelo SIOP. Sua visualização é baseada na 
função orçamentária, que pode ser traduzida como o maior nível de agregação das 
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/acesso_publico
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/acesso_publico
https://www.siop.gov.br/
81Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
diversas áreas de atuação do setor público. Isso reflete a competência institucional do 
órgão, abrangendo áreas como cultura, educação, saúde, defesa, e está relacionada 
aos respectivos Ministérios.
Figura 44 – Orçamento Cidadão Digital
A ferramenta dispõe de recursos avançados como consulta, filtros flexíveis e 
visualizações gráficas, além da possibilidade de extração dos dados em forma de 
planilha. Sua utilização é simples e intuitiva, sendo apta para o uso de qualquer 
cidadão.
Figura 45 – Recursos de Consultas
82Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Conheça mais detalhes sobre o Orçamento Cidadão Digital no 
Manual do SIOP:
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/
acesso_publico:orcamento_cidadao
5.3 Cadastro de Ações
A Lei de Diretrizes Orçamentárias estabelece até 60 dias, um prazo após a sanção 
da Lei Orçamentária Anual, para que os dados qualitativos das programações 
orçamentárias sejam disponibilizados em local de livre acesso ao cidadão 
brasileiro. Na LDO 2023, esta regra consta no Art. 153.
Art. 153. A elaboração e a aprovação dos Projetos de Lei Orçamentária de 2024 e 
dos créditos adicionais, e a execução das respectivas leis, deverão ser realizadas 
de acordo com os princípios da publicidade e da clareza, além de promover a 
transparência da gestão fiscal e permitir oamplo acesso da sociedade a todas as 
informações relativas a cada uma dessas etapas. 
§ 1º Serão divulgados em sítios eletrônicos: 
I - pelo Poder Executivo federal: 
(...)
g) até o sexagésimo dia após a data de publicação da Lei Orçamentária de 2024, 
o cadastro de ações com, no mínimo, o código, o título e a descrição de cada uma 
das ações constantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, que poderão 
ser atualizados, quando necessário, observado o disposto nas alíneas “e” e “f” do 
inciso III do § 1º do art. 52, desde que as alterações não ampliem ou restrinjam a 
finalidade da ação, consubstanciada no seu título constante da referida Lei;
Até pouco tempo, esses dados eram disponibilizados por meio de arquivos PDF 
disponibilizados no sítio web do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. 
Esses arquivos passavam raramente por atualizações e exigiam do usuário a 
exploração de vários e imensos arquivos PDF para conseguir encontrar uma 
informação específica. Não havia mecanismos ágeis de pesquisa.
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/acesso_publico
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/acesso_publico
83Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Em 2012 foi implantada a ferramenta de consulta ao Cadastro de Ações, carregada 
no dia útil seguinte à sanção da LOA, e com variados recursos de consulta à 
programação qualitativa e quantitativa do Orçamento Público Federal. Os dados 
publicados são atualizados diariamente, de modo que as informações referentes ao 
exercício corrente estarão atualizadas até o último dia útil em que ocorreu alguma 
alteração.
O acesso ao Orçamento Cidadão Digital ocorre por meio de um banner no Portal do 
SIOP (https://www.siop.gov.br/).
Figura 46 -Tela do SIOP - Acesso ao Orçamento Cidadão Digital
A imagem a seguir mostra o resultado de uma consulta por palavra-chave. No 
exemplo, a ferramenta trouxe todas as ações orçamentárias que possuem o termo 
“idoso” em algum campo de seus dados.
https://www.siop.gov.br/
84Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 47 – Exemplo de consulta
Ao selecionar uma das ações, é possível navegar nas várias abas com o detalhamento 
dos dados da ação. Na próxima figura, veremos as informações complementares 
da ação selecionada, com destaque para o campo de “Descrição” da ação, onde 
aparece a palavra-chave utilizada na pesquisa original.
85Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 48 – Campo “Descrição.
Conheça mais detalhes sobre o Cadastro de Ações no Manual do 
SIOP:
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/
acesso_publico:cadastro_acoes
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/acesso_publico
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/acesso_publico
86Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
5.4 Dados Abertos
O Decreto nº 8.777, de 11 de maio de 2016 instituiu a Política de Dados Abertos do 
Poder Executivo Federal. Dentre os objetivos desta Política, podemos destacar:
• promover a publicação de dados contidos em bases de dados de órgãos 
e entidades da administração pública federal direta, autárquica e 
fundacional sob a forma de dados abertos;
• aprimorar a cultura de transparência pública;
• franquear aos cidadãos o acesso, de forma aberta, aos dados produzidos 
ou acumulados pelo Poder Executivo federal, sobre os quais não recaia 
vedação expressa de acesso;
• facilitar o intercâmbio de dados entre órgãos e entidades da administração 
pública federal e as diferentes esferas da federação;
• fomentar o controle social e o desenvolvimento de novas tecnologias 
destinadas à construção de ambiente de gestão pública participativa e 
democrática e à melhor oferta de serviços públicos para o cidadão.
A Open Knowledge Foundation (https://okfn.org/) compreende 
que os dados são considerados abertos quando:
Qualquer pessoa pode acessar, usar, modificar e compartilhar 
livremente para qualquer finalidade (sujeito a, no máximo, 
requisitos que preservem a proveniência e a sua abertura). Isso 
geralmente é satisfeito pela publicação dos dados em formato 
aberto e sob uma licença aberta.
Assim, Dados Abertos são uma metodologia para a publicação de dados em 
formatos reutilizáveis, visando o aumento da transparência e maior participação 
política por parte do cidadão, além de gerar diversas aplicações desenvolvidas 
colaborativamente pela sociedade.
Em 2015, servidores da área de Tecnologia da Informação da Secretaria de 
Orçamento Federal já conduziam pesquisas sobre o tema de dados abertos, e 
publicaram o artigo “A Ontologia do Orçamento Federal Brasileiro – Um caso Web 
Semântico de Dados Abertos Públicos”. Este artigo propôs um modelo ontológico 
para representação das despesas do Orçamento Federal Brasileiro.
Este modelo foi implementado utilizando a linguagem RDF – Resource 
Description Framework, o formato padrão W3C para intercâmbio de dados na 
Web, e previsto nos padrões de interoperabilidade de Governo Eletrônico – 
ePING. Desde então, a execução da despesa orçamentária é publicada em uma área 
acessível por meio de um banner no Portal do SIOP (https://www.siop.gov.br/), ou no 
Portal Brasileiro de Dados Abertos (https://dados.gov.br/).
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/decreto/d8777.htm
https://okfn.org/
about:blank
about:blank
https://eping.governoeletronico.gov.br/
https://www.siop.gov.br/
https://dados.gov.br/
87Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 49 – Tela do SIOP – Acesso aos Dados Abertos.
Neste site é possível fazer consultas ou baixar as bases em formato RDF com a 
execução da despesa orçamentária da administração pública federal de todos os 
exercícios a partir de 2001. A execução do exercício corrente é atualizada diariamente.
Figura 49.1 – Bases de Dados Abertos Disponíveis
88Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
5.5 Manuais do SIOP
Os usuários do SIOP podem consultar a documentação sobre os módulos do SIOP 
nos Manuais do SIOP, acessíveis por meio de um banner no Portal do SIOP (https://
www.siop.gov.br/).
Figura 50 – Tela do SIOP – Acesso aos “Manuais”.
A página utiliza tecnologia wiki, que permite a atualização frequente do conteúdo 
pelas áreas de negócio responsáveis pelos processos orçamentários e pela equipe 
de manutenção e desenvolvimento do SIOP.
Figura 51 – Documentação de Usuário do SIOP
https://www.siop.gov.br/
https://www.siop.gov.br/
89Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Referências bibliográficas 
ARAÚJO, L. S.; SANTOS, M. T.; SILVA, D. A. A Ontologia do Orçamento Federal 
Brasileiro: Um caso Web Semântico de Dados Abertos Públicos. Brasília–DF [2016]. 
Disponível em: https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/lib/exe/fetch.php/
dados_abertos:medes_brazilian_budget_23_12_traducao_ii.pdf. Acesso em: 21 ago. 
2023.
BRASIL. Ministério da Economia. Sistemas estruturadores. Brasília–DF, 
[2022?]. Disponível em: https://www.gov.br/economia/pt-br/assuntos/sistemas-
estruturadores. Acesso em: 10 ago. 2023. 
BRASIL. Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Governo Digital: 
Dados Abertos. Brasília–DF [?]. Disponível em: https://www.gov.br/governodigital/
pt-br/dados-abertos. Acesso em: 23 ago. 2023.
BRASIL. Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Padrões 
de Interoperabilidade. Brasília–DF [?]. Disponível em: https://www.gov.br/
governodigital/pt-br/governanca-de-dados/padroes-de-interoperabilidade. Acesso 
em: 21 nov. 2023. 
BRASIL. Ministério do Planejamento e Orçamento. Manual do SIOP: Elaboração de 
Proposta Orçamentária - PLOA. Brasília–DF , [2023a?]. Disponível em: http://www1.
siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ploa:inicio_ploa. Acesso em: 17 ago. 
2023. 
BRASIL. Ministério do Planejamento e Orçamento. Manual Técnico do Orçamento. 
Brasília–DF, [2023a?]. Disponível em: https://www1.siop.planejamento.gov.br/mto/
doku.php/mtos. Acesso em: 07 ago. 2023. 
BRASIL. Presidênciada República. Decreto n. 11.398, de 21 de janeiro de 2023: altera 
o Decreto n. 11.353, de 1º de janeiro de 2023, que aprova a Estrutura Regimental 
e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções de Confiança 
do Ministério do Planejamento e Orçamento, e transforma cargos em comissão e 
funções de confiança. Brasília–DF: Presidência da República, [2023]. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/D11398.htm. 
Acesso em: 08 ago. 2023. 
BRASIL. Presidência da República. Decreto nº 8.777, de 11 de maio de 2016: Institui 
a Política de Dados Abertos do Poder Executivo federal. Brasília–DF : Presidência da 
República, [2016]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-
2018/2016/decreto/d8777.htm. Acesso em: 23 ago. 2023. 
BRASIL. Presidência da República. Lei n. 10.180, de 06 de fevereiro de 2001: 
Organiza e disciplina os Sistemas de Planejamento e de Orçamento Federal, de 
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/lib/exe/fetch.php/dados_abertos
https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/lib/exe/fetch.php/dados_abertos
https://www.gov.br/economia/pt-br/assuntos/sistemas-estruturadores
https://www.gov.br/economia/pt-br/assuntos/sistemas-estruturadores
https://www.gov.br/governodigital/pt-br/dados-abertos
https://www.gov.br/governodigital/pt-br/dados-abertos
https://www.gov.br/governodigital/pt-br/governanca-de-dados/padroes-de-interoperabilidade
https://www.gov.br/governodigital/pt-br/governanca-de-dados/padroes-de-interoperabilidade
http://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ploa
http://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ploa
https://www1.siop.planejamento.gov.br/mto/doku.php/mtos
https://www1.siop.planejamento.gov.br/mto/doku.php/mtos
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/D11398.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/decreto/d8777.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/decreto/d8777.htm
90Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Administração Financeira Federal, de Contabilidade Federal e de Controle Interno 
do Poder Executivo Federal, e dá outras providências. Brasília–DF: Presidência da 
República, 2001. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/
L10180.htm. Acesso em: 08 ago. 2023. 
BRASIL. Presidência da República. Lei nº 14.436, de 09 de agosto de 2022: Dispõe 
sobre as diretrizes para a elaboração e a execução da Lei Orçamentária de 2023 e dá 
outras providências. Brasília–DF : Presidência da República, [2022]. Disponível em: 
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-14.436-de-9-de-agosto-2022-421627764. 
Acesso em: 23 ago. 2023. 
GONÇALVES, J. B.  Atividade de Inteligência e Legislação Correlata. (Niterói/RJ). 
Editora Impetus. 2018.
OLLAIK, L. G. Coordenação Intergovernamental: O Caso do SigPlan. II Congresso 
Consad de Gestão Pública – Painel 52: Cooperação intergovernamental em gestão 
pública. Brasília–DF , 2009. Disponível em: http://consad.org.br/wp-content/
uploads/2013/02/COORDENA%C3%87%C3%83O-INTERGOVERNAMENTAL-O-CASO-
DO-SIGPLAN3.pdf. Acesso em: 15 ago. 2023.
OPEN DEFINITION : Defining Open in Open Data, Open Content and Open Knowledge. 
Open Knowledge Foundation [s.d ]. Disponível em: https://opendefinition.org/. 
Acesso em: 23 ago. 2023. 
SILVEIRA JÚNIOR, A. ; TRISTÃO, G . O Sistema Integrado de Dados Orçamentários 
do Governo Federal. Cadernos de Administração, Brasília, v. 1, p. 37– 53, 1995.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10180.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10180.htm
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-14.436-de-9-de-agosto-2022-421627764
http://consad.org.br/wp-content/uploads/2013/02/COORDENA%C3%87%C3%83O-INTERGOVERNAMENTAL-O-CASO-DO-SIGPLAN3.pdf
http://consad.org.br/wp-content/uploads/2013/02/COORDENA%C3%87%C3%83O-INTERGOVERNAMENTAL-O-CASO-DO-SIGPLAN3.pdf
http://consad.org.br/wp-content/uploads/2013/02/COORDENA%C3%87%C3%83O-INTERGOVERNAMENTAL-O-CASO-DO-SIGPLAN3.pdf
https://opendefinition.org/
91Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Consultas no Extrator do SIOP BI
 
Unidade 1 - Cubos do SIOP BI
Ao final da unidade, você deverá reconhecer a organização do SIOP 
BI em cubos de extração e quais os principais cubos disponíveis.
1.1 Organização em Cubos de Extração
A ferramenta de Business Intelligence do SIOP – SIOP BI – pode ser definida como 
uma ferramenta OLAP – Processamento Analítico em Tempo Real – que extrai dados 
de um data mart gerado a partir da base de dados do SIOP. 
Este data mart possui dados originados a partir dos processos orçamentários 
executados no próprio SIOP, e de dados provenientes de bases complementares 
geridas em outros órgãos, em que se destacam os dados da execução orçamentária 
originados no SIAFI.
O volume de dados disponíveis é muito grande e, dependendo do tipo de consulta 
que se deseja fazer, simplesmente oferecer todos os dados disponíveis em um único 
repositório pode tornar a tarefa de criar consultas extremamente complexas e, em 
alguns casos, gerar resultados confusos.
Assim, para permitir a manipulação de quantidades menores de dados, de modo a 
facilitar a visão do usuário e tornar as consultas mais simples e de processamento 
mais ágil, o SIOP BI é organizado em “cubos analíticos”.
Um cubo analítico OLAP é uma estrutura de dados montada de 
forma multidimensional, que proporciona uma rápida análise de 
valores quantitativos ou medidas relacionadas com determinado 
assunto, sob diversas perspectivas diferentes.
 Módulo
4
92Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Na imagem clique nos botões em destaque para acessar o conteúdo. 
 
Figura 52 – Cubo Analítico
Data Mart (DM)  É um repositório de dados reduzido se comparado ao Data 
Warehouse, comumente projetado para atender às necessidades de uma área 
específica da organização. 
OLAP (Processamento Analítico em Tempo Real)  É um processo que possibilita 
gerar análises de alta complexidade e multidimensionais a partir de DWs ou DMs. 
Além de tornar mais simples e intuitiva a construção de consultas, a organização do 
BI em cubos também ajuda a tornar as consultas mais leves e ágeis. Quanto maior 
o volume de dados envolvido em uma consulta, maior o tempo de processamento 
requerido para gerar o resultado. 
93Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
1.2 Cubos Disponíveis
 
Figura 52.1 – Cubo Analítico e usuários
Os cubos permitem manipular, a cada utilização, um volume menor de dados, 
possibilitando maior rapidez de processamento e agilidade na configuração e 
execução de consultas.
A tabela a seguir apresenta os cubos analíticos disponíveis no SIOP BI, com os 
conjuntos de dados que disponibilizam.
Deve ser destacado que os cubos possuem diferentes configurações de visibilidade, 
que podem levar em conta o perfil, os órgãos vinculados ao usuário e, até mesmo, 
o momento da consulta.
Cubo Dados
Execução 
Orçamentária
Contém dados de execução orçamentária 
importados diariamente do SIAFI e dados 
orçamentários gerados no SIOP.
Execução 
Orçamentária - 
Execução e RAP
Combina dados apresentados no cubo 
de Execução Orçamentária com dados sobre 
restantes a pagar de exercícios anteriores.
Elaboração PLOA 
- Financeiro
Apresenta dados quantitativos da elaboração da 
proposta de lei orçamentária para o próximo exercício 
no nível financeiro. Possui restrições de visibilidade 
baseadas no momento e no órgão/UO do usuário.
94Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Cubo Dados
Elaboração PLOA 
- Físico-Financeiro
Apresenta dados quantitativos da elaboração da 
proposta de lei orçamentária para o próximo exercício no 
nível físico (até PO). Tem o detalhamento da programação 
financeira mais limitado que o cubo de Elaboração 
PLOA - Financeiro. Possui restrições de visibilidade 
baseadas no momento e no órgão/UO do usuário.
Receita Apresenta dados consolidados de receita referentes aos 
últimos cenários divulgados no SIOPpara PLOA e LOA. 
Alterações 
Orçamentárias
Apresenta os dados das alterações orçamentárias 
criadas no SIOP, limitados ao momento atual de 
cada alteração. Possui restrições de visibilidade 
baseadas no momento e no órgão/UO do usuário.
Acompanhamento 
Físico-Financeiro
Apresenta todos os dados da execução física 
realizada por programação orçamentária, conforme 
relatado pelos órgãos setoriais no módulo de 
Acompanhamento Orçamentário do SIOP.
Acompanhamento 
das Despesas 
Discricionárias
Apresenta os resultados do módulo de acompanhamento 
das despesas discricionárias do SIOP, com as respostas 
dos órgãos setoriais aos questionários sobre a 
inexecução dessas despesas. Possui restrições de 
visibilidade baseadas no órgão/UO do usuário.
Elaboração PPA
Apresenta dados da elaboração do projeto de 
lei do plano plurianual para o próximo exercício. 
Visibilidade limitada a SOF e SEPLAN.
Emendas 
Individuais
Contém dados das emendas parlamentares individuais 
(RP = 6) com dotações e dados de beneficiário extraídos 
da base do SIOP, e dados de execução orçamentária 
importados diariamente do SIAFI. Possui restrições 
de visibilidade baseadas no órgão/UO do usuário ou 
no parlamentar/partido do assessor parlamentar.
Despesas 
Discricionárias - 
Execução por NE
Contém dados de execução orçamentária das 
despesas discricionárias detalhadas no nível 
de nota de empenho. Possui restrições de 
visibilidade baseadas no órgão/UO do usuário.
Limites de 
Empenho
Contém dados sobre os limites de empenho 
encaminhados ao SIAFI. Visibilidade limitada à SOF.
95Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Unidade 2 – Elaborando e Gerando Consultas
Ao final da unidade, você deverá reconhecer como montar e 
extrair uma consulta básica em um cubo extrator do SIOP BI.
2.1 Seleção dos campos e métricas da consulta
A montagem de consultas no SIOP BI é realizada por meio do “Extrator de Dados”, 
disponível no caminho “BI > Extração de Dados > Extrator” do SIOP, conforme 
imagem a seguir.
Figura 53 – Menu SIOP - BI
A página inicial do BI traz uma lista com as consultas gravadas pelo próprio usuário 
ou compartilhadas por outros usuários. Para criar uma nova consulta, clique no 
botão “+ Adicionar”.
96Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
A página para criação de uma consulta traz campos opcionais para descrição da 
consulta em seu cabeçalho, mas o mecanismo fundamental é focado nas áreas para 
definição dos campos, métricas e filtros, destacados na figura a seguir.
Figura 53.1 – Áreas para definição dos campos
Ao selecionar os campos e métricas que farão parte da consulta, eles serão listados 
na área central, como na figura a seguir.
Figura 54 – Campos e métricas
Na prática, os campos e métricas formam as colunas da planilha a ser gerada como 
resultado da consulta no BI.
97Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
É importante destacar que a ordem dos campos na lista vai influenciar diretamente 
no resultado da consulta, uma vez que define a ordem em que os registros serão 
apresentados. A escolha mais adequada desta ordem ajuda no entendimento e na 
análise dos resultados gerados.
O vídeo a seguir apresenta o procedimento para criação da estrutura básica de uma 
consulta, com a exploração mais detalhada dos recursos disponíveis.
Vídeo 3: Montagem de uma consulta no BI 
2.2 Definição de filtros
Na área da direita, são definidos os filtros a serem utilizados na consulta. A definição 
de filtros pode ser um passo essencial para que a consulta fique otimizada e 
apresente apenas os dados que interessam ao usuário.
É importante lembrar que quanto mais dados o resultado da 
consulta trouxer, mais lento será o processamento. Consultas 
com quantidade excessiva de dados podem demorar tanto a 
processar que a sessão do usuário expira antes da conclusão 
da consulta. Por isso é importante selecionar apenas os campos 
necessários e usar os filtros para trazer apenas o universo de 
informações que realmente interessem.
A imagem a seguir mostra alguns filtros selecionados para a consulta do exemplo. 
Figura 55 – Filtros selecionados.
https://youtu.be/7jYl3cs1RfA
98Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Note que o campo “Poder” foi incluído como filtro, apesar de não estar na lista 
de campos selecionados para compor o resultado da consulta. Não há problema 
algum nisso, uma vez que não existe qualquer tipo de dependência entre os campos 
incluídos nas duas áreas.
Ao clicar no botão “Visualizar Filtros”, na barra de ferramentas superior, são 
apresentados os filtros aplicados.
Figura 56 – Filtros aplicados
Apesar de recomendável na maioria das consultas, a definição 
de filtros não é obrigatória. Para consultas muito simples e 
consolidadas, é possível que não seja necessário definir filtros.
O vídeo a seguir apresenta o procedimento para a definição dos filtros de uma 
consulta, com a exploração mais detalhada dos recursos disponíveis.
Vídeo 4: Definição dos filtros da consulta 
2.3 Geração da consulta e exportação dos dados
Para finalmente obter os resultados da consulta, deve-se clicar no botão “Gerar 
consulta”, localizado na barra de ferramentas superior.
https://youtu.be/V4F03stqsyE
99Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 57 – Gerar consulta
O resultado da consulta é apresentado na tela, conforme mostra a figura a seguir. 
Dependendo da quantidade de registros na resposta, é possível utilizar a rolagem 
de tela para visualizar mais registros. 
Figura 58 – Resultado
Entretanto, considerando a quantidade de registros gerados e a quantidade de 
campos e métricas configurados para a consulta, visualizar o resultado na tela pode 
não ser o ideal. Até porque as ferramentas de manipulação de dados em formato de 
planilha possuem muitos outros recursos poderosos, como a utilização de tabelas 
dinâmicas, geração de gráficos etc. E assim o usuário tem a liberdade de utilizar os 
dados da maneira que preferir, com total autonomia.
100Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Um detalhe importante é que, para evitar um processamento 
excessivamente demorado, a quantidade de registros que o 
SIOP BI apresenta em tela é limitada em 10 mil. Se uma consulta 
ultrapassar esse limite, a mensagem a seguir será apresentada.
Figura 59 – Mensagem sinalizando que o limite de 10 mil foi ultrapassado.
Para contornar esta questão, o SIOP BI disponibiliza formas de exportar o resultado, 
em formatos XLSX (MS Excel) ou CSV, por meio dos botões destacados na figura 
abaixo. 
Figura 60 - Formas de exportar o resultado
A figura a seguir mostra o resultado exportado em uma planilha.
101Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 60.1 - Resultado exportado
A possibilidade de exportação dos dados da consulta para o formato de planilha 
destaca um dos principais objetivos do SIOP BI: proporcionar autonomia para o 
usuário trabalhar os dados da maneira que preferir, inclusive em outras ferramentas 
de sua preferência. Ferramentas como o MS Excel, Qlikview ou PowerBI 
possibilitam carregar os dados das planilhas geradas no SIOP BI e, além disso, 
permitem visualizações e análises diferenciadas, como tabelas dinâmicas, gráficos, 
entre outros recursos.
O vídeo a seguir apresenta em detalhes o procedimento para a execução de uma 
consulta e a exportação para o formato de planilha.
Vídeo 5: Geração e exportação do resultado da consulta 
https://youtu.be/Ky6ny4IcuuQ
102Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Unidade 3 - Salvando e Compartilhando 
Consultas
Ao final da unidade, você deverá identificar como salvar uma 
consulta montada e como compartilhá-la com outros usuários 
do SIOP.
3.1 Salvando uma consulta
Caso o usuário deseje salvar uma consulta para execução posterior, basta definir um 
título para a consulta e clicar no botão “Salvar”. Caso deseje incluir uma descrição para 
a consulta, de modo a facilitar o entendimento sobre motivação ou característicasda consulta, para documentação ou compartilhamento, essa função está disponível 
no campo de “Descrição Detalhada”.
Figura 61 - Descrição detalhada
Estes dados podem ser alterados posteriormente, caso necessário.
Após salvar, a consulta passa a aparecer na lista de consultas disponíveis na página 
inicial do Extrator, conforme imagem a seguir.
Figura 62 - Página inicial do extrator
103Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
O vídeo a seguir apresenta em detalhes o procedimento para salvar uma consulta, 
além disso, demonstra como ela aparece na lista de consultas disponíveis.
Vídeo 6: Salvamento de uma consulta 
3.2 Compartilhando uma consulta com outros 
usuários do SIOP
É possível compartilhar consultas com outros usuários do SIOP e a lista de consultas 
da página inicial do Extrator traz tanto as consultas que o próprio usuário gravou 
quanto consultas criadas por outros usuários as quais foram compartilhadas com 
ele.
Figura 63 - Consulta compartilhadas por outros usuários
Logicamente só é possível compartilhar consultas que tenham sido salvas pelo 
usuário.
Alguns perfis permitem compartilhar uma consulta de maneira genérica, para 
vários usuários de uma vez. Este compartilhamento “global” é realizado por meio 
do combo “Tipo de Consulta”, no cabeçalho da consulta. Deve ser destacado que 
este é recurso limitado a alguns perfis de acesso específicos. 
https://youtu.be/nOuLWlEzzRY
104Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 64 - Extrator – tipos de consulta
Tipo de Consulta Visibilidade
Normal Apenas o autor da consulta e 
compartilhamentos para usuários específicos.
Global (todos os usuários) Todos os usuários do SIOP que 
possuam acesso ao cubo utilizado.
Global (apenas 
usuários SOF)
Todos os usuários do SIOP que 
possuam perfil SOF.
Também é possível compartilhar uma consulta com usuários específicos do SIOP. 
Para isso, deve-se utilizar o botão “Compartilhar”, na aba de ferramentas superior.
Figura 65 - Compartilhar consulta
O botão de compartilhamento abre uma janela que permite encontrar outros 
usuários do SIOP. O campo de filtro permite acessar mais facilmente um usuário 
específico.
De maneira semelhante ao sistema para seleção de campos da consulta, a 
ferramenta apresenta uma área com os usuários disponíveis e outra com os 
105Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
usuários selecionados. Deve-se utilizar os mesmos botões de adição e exclusão para 
movimentar os usuários entre as duas áreas.
Figura 66 - Botões para seleção
Após selecionados os usuários desejados, clica-se no botão “Confirmar” para efetuar 
o compartilhamento.
Na lista de consultas, há uma coluna que indica o tipo de compartilhamento de cada 
consulta, conforme figura a seguir.
 
106Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 67 - Tipo de compartilhamento de cada consulta
É importante estar ciente de que, ao alterar e salvar uma consulta que o usuário 
compartilhou com outros, esses usuários passarão a enxergar a consulta com as 
alterações realizadas pelo criador da consulta.
Uma opção interessante para evitar alterações em uma consulta compartilhada por 
outros usuários, é utilizar o botão “Salvar como”, na aba de ferramentas superior. 
Esse botão permite salvar uma nova versão de uma consulta existente, e esta 
nova versão fica sob total gestão deste último usuário. Este recurso também é útil 
quando o usuário tem acesso a uma consulta compartilhada por outro usuário, e 
107Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
quer utilizá-la com alguns ajustes. Assim, ele salva uma nova versão com os ajustes 
requeridos, sem afetar ou ser afetado pela consulta original que foi compartilhada.
Figura 68 - Salvar como
O vídeo a seguir apresenta em detalhes os procedimentos para compartilhar uma 
consulta com outros usuários do SIOP.
Vídeo 7 Compartilhamento de uma consulta 
https://youtu.be/IpV2KlLEiSc
108Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Unidade 4 – Dicas e Dúvidas
Ao final da unidade, você deverá reconhecer algumas dicas para 
melhorar a qualidade das consultas e evitar erros comuns que 
podem comprometer os resultados.
4.1 Ordem e consolidação dos registros
A ordem em que os registros são apresentados no resultado de uma consulta está 
diretamente ligada à ordem definida para os campos selecionados.
Já a quantidade de registros gerada por uma consulta está diretamente relacionada 
com a quantidade de campos selecionados, especialmente quando esses campos 
representam diferentes níveis de granularidade.
Como exemplo, podemos pensar na hierarquia de atributos qualitativos da Lei 
Orçamentária Anual, conforme figura abaixo.
Figura 69 - Hierarquia de atributos qualitativos da Lei Orçamentária Anual
Um “programa” abrange várias “ações” orçamentárias. Cada ação pode possuir 
vários “subtítulos” (também conhecidos como “localizadores”).
109Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Na consulta abaixo, os campos foram selecionados na ordem de hierarquia. Deseja-
se identificar os valores de dotação atual no nível de granularidade do localizador. 
Nesse exemplo, foi filtrado o exercício de 2023.
Figura 70 - Campos selecionados na ordem de hierarquia
A execução da consulta traz uma lista de registros com toda a granularidade definida:
Figura 71 - Lista de registros com toda a granularidade definida
110Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Apesar de normalmente os usuários especificarem a ordem dos campos na consulta 
de acordo com a hierarquia, nada impede de utilizar uma ordem diferente. Mas deve-
se lembrar que isso vai impactar na ordem em que os registros serão apresentados 
no resultado. No caso, se invertemos a posição do “localizador” com a da “ação”, 
vamos obter os mesmos registros, mas organizados de maneira invertida.
Figura 72 – Organização 
Observe, especialmente a partir do “programa” 2208, que os registros aparecem 
agora em outra ordem, respeitando a ordem estabelecida na seleção dos campos.
Figura 73- Lista de registros 
111Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Se excluímos dos campos selecionados o “programa”, que ainda está influenciando 
na ordem dos registros, o efeito da inversão fica ainda mais evidente.
Figura 74- Lista de registros – efeito da inversão
Agora, para percebermos a diferença de quantidade de registros de acordo com os 
campos selecionados, retornamos o “programa” e excluímos o “localizador” da lista 
de campos selecionados. Agora a execução da consulta trará os valores consolidados 
no nível da “ação”.
Figura 75- Valores consolidados no nível da “ação
Se, ao invés de excluir o “localizador”, tivéssemos excluído a “ação” e o “programa”, 
os valores ficariam consolidados por “localizador”, independente dos “programas” 
e “ações”.
112Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 76- Valores consolidados por “localizador
Porém, é preciso ter especial cuidado com algumas situações, em que uma escolha 
de campos e filtros sem atenção pode gerar resultados com significado confuso. 
Vamos voltar na versão da consulta em que a granularidade vai apenas até o nível 
da “ação”, quando geramos o resultado a seguir.
Figura 77- Versão da consulta – granularidade ação
O filtro atual da consulta está limitado ao “ano exercício” de 2023. Vamos adicionar 
ao filtro o “ano exercício” de 2022, mas sem mexer na lista de campos selecionados. 
O resultado vai somar os dados dos dois exercícios, o que pode tornar o resultado 
pouco útil, mas é o que foi definido na estrutura da consulta.
113Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 78- Filtro – Ano de exercício
O resultado provavelmente ficaria mais interessante se o exercício também tivesse 
sido adicionado na lista de campos, gerando o resultado abaixo.
Figura 79- Filtro – Ano de exercício
O vídeo a seguir mostra como a alteração dos campos e filtros da planilha influenciam 
diretamente no resultado.Vídeo 8: Ordem e consolidação dos resultados de uma consulta
4.2 Pivotamento de Campos
Um recurso do SIOP BI que pode ser muito interessante em algumas consultas é a 
utilização do pivotamento, disponível para alguns campos.
A palavra “pivotar” é derivada do inglês pivot, que significa girar em relação 
a um eixo. Pivotar uma tabela significa mudar o eixo em que um dado é 
apresentado.
O campo mais propício para o pivotamento no SIOP BI é o “ano exercício”. Como 
exemplo, vamos criar uma consulta em que se deseja comparar os valores 
autorizados, empenhados e pagos em mais de um exercício, por órgão. Para ficar 
mais fácil comparar os dados em cada órgão a cada ano, o campo “Órgão” foi 
posicionado antes do campo “Ano Exercício”.
https://youtu.be/SLn3At88ZoU
114Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
 
Figura 80- Pivotamento – Campos selecionados
Foram filtrados os três exercícios abaixo.
Figura 81- Ano exercício
O resultado da consulta será apresentado no formato seguinte, com cada linha 
apresentando os dados de um órgão em um dos exercícios filtrados.
Figura 82- Resultado
115Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Voltando à tela de montagem da consulta, vamos selecionar a opção “Pivotar”, à 
direita do campo “Ano Exercício” na área de filtros. Neste caso, é importante excluir 
o campo da área de selecionados.
Figura 83 - Pivotar
Note que o resultado passa a ser apresentado de maneira diferente, levando os 
dados por exercício para as colunas e reduzindo a quantidade de registros.
Figura 84 - Resultado
Ainda há outra opção associada ao pivotamento no cabeçalho da consulta, que 
pode alterar o agrupamento por métrica (padrão) pelo agrupamento pelo atributo 
pivotado (no exemplo, o “Ano Exercício”).
Figura 85 - Opção associada ao pivotamento
116Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Agora os dados são apresentados em ordem diferente no resultado, agrupados 
pelo exercício.
Figura 86 – Resultado agrupado por exercício
Importante destacar que o volume de dados gerados pelas opções sem 
pivotamento, ou com pivotamento, por métrica ou atributo, é sempre o 
mesmo. A diferença está apenas na visualização desses dados, se com maior 
agrupamento nas colunas ou nas linhas. O formato mais adequado depende apenas 
da necessidade e preferência de cada usuário.
O vídeo a seguir mostra na prática como utilizar os recursos de pivotamento da 
tabela.
Vídeo: 9 Pivotamento da tabela
4.3 Momentos somados
O processo de consolidação explicado anteriormente pode gerar dúvidas em casos 
específicos, e aqui comentamos uma muito comum, recorrente em usuários que 
utilizam os cubos de elaboração de propostas, como no caso do PLOA. 
O cubo de elaboração do PLOA tem como principal objetivo fazer o acompanhamento 
da evolução da proposta orçamentária, mas é comum que alguns usuários não 
percebam a importância de incluir o “momento” da proposta como campo selecionado 
ou filtro, de modo a evitar a geração de um resultado com valores consolidados que, 
na verdade, estão se acumulando e, consequentemente, não tem relação com a 
realidade.
https://youtu.be/kdRKSrQdpRM
117Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Como exemplo, podemos imaginar uma consulta criada para trazer o valor da 
proposta do PLOA para uma determinada programação orçamentária. O usuário 
deve estar ciente de que a proposta tem valores para cada um dos momentos em 
que foi trabalhada. 
No resultado apresentado na figura abaixo, o usuário teve o cuidado de incluir 
o momento como um dos campos a serem apresentados na consulta. Veja 
que o resultado mostra como a proposta para ação analisada evoluiu a cada 
momento do processo de elaboração.
Figura 86.1 – Inclusão do momento como um dos campos a serem apresentados na consulta
Agora, se o usuário não incluir o momento como campo do resultado, ou filtro, o 
resultado pode ser desastroso:
Figura 86.2 – Consulta imprecisa 
Um usuário pouco experiente pode chegar à conclusão de que a proposta para esta 
ação é cerca de sete vezes maior que o verdadeiro valor encaminhado ao Congresso 
Nacional no PLOA.
 
Assim, incluir o campo de “momento” como selecionado ou filtro, é essencial em 
casos como este, e o recurso do pivotamento pode ser especialmente interessante.
118Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
O vídeo a seguir mostra na prática como este erro pode gerar um resultado sem 
sentido, e o que pode ser feito para corrigi-lo.
Vídeo 10: Momentos somados em uma consulta
4.4 Métricas Incompatíveis
A divisão do SIOP BI em cubos multidimensionais ajuda a evitar a montagem de 
consultas com campos ou métricas incompatíveis, ou que apresentem algum tipo 
de desalinhamento. No entanto, mesmo dentro de um único cubo, podem haver 
combinações problemáticas, normalmente consequência do processo orçamentário 
que gera os dados. Para quem não conhece em detalhes o processo, os resultados 
podem parecer muito confusos, ou até mesmo sugerir que haja algum erro.
Como exemplo, vamos montar uma consulta com o cubo de Emendas Individuais. 
A figura a seguir mostra os campos selecionados. Será filtrado o “ano exercício” de 
2022 e o “órgão” 26000.
Figura 87 - Consulta com o cubo de Emendas Individuais 
Esta consulta teria como interesse identificar os valores originais e atuais (sujeitos 
a alterações orçamentárias) atribuídos a cada emenda parlamentar individual. Ela 
https://youtu.be/DIPc1dEO9bU
119Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
busca também revelar os beneficiários indicados pelos parlamentares, assim como 
os valores determinados para cada beneficiário e os valores empenhados.
Em uma primeira execução da consulta, o usuário vai verificar e, provavelmente 
estranhar, a presença de vários registros com valores nulos em todas as métricas 
selecionadas. Quem conhece o padrão de numeração das emendas definido pelo 
Congresso Nacional sabe que os quatro primeiros dígitos indicam o ano exercício 
da emenda, logo indentificará que estas emendas com valores nulos se referem 
a exercícios anteriores a 2022. Nesse caso, a explicação é que são emendas de 
exercícios anteriores que foram inscritas em restos a pagar (RAP), por isso estão 
presentes no escopo de 2022. Mas para a consulta em questão, essas emendas não 
interessam, pois nenhuma das métricas selecionadas envolve RAP. Para otimizar o 
resultado, recomenda-se utilizar o recurso “Desprezar resultados com métricas 
zeradas”, disponível no cabeçalho da consulta.
Figura 87.1 – Otimizando resultado
Agora a execução só trará nos resultados os registros que possuem algum dado. 
O recurso de desprezar resultados com métricas zeradas deve ser 
utilizado de maneira consciente. Em outras consultas, pode ser 
que registros com métricas nulas tenham significado relevante e 
devam ser mantidas no resultado.
Mesmo com esta “limpeza” inicial, o resultado pode gerar muitas outras dúvidas. 
No trecho abaixo, é possível identificar dados que podem parecer estranhos. Dados 
em linhas diferentes que teoricamente deveriam aparecer na mesma linha, além de 
dados ausentes que parecem não ter explicação.
120Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 88 - Dados
As linhas que trazem “dotação atual” apresentam todos os demais campos zerados. 
As únicas que trazem valores indicados por beneficiário são as que possuem dado 
de beneficiário preenchido. As demais apresentam as demais métricas, mas sem 
informações de beneficiários.
Todas essas aparentes inconsistências são consequência das particularidades 
envolvidas no processo de gestão das emendas parlamentares individuais. Na 
verdade, não há erros nos dados, mas detalhes aos quais o usuário precisa estar 
atento.
A carga do autógrafo da LOA é realizada a partir de um arquivo em que a numeração 
das emendas ainda não está presente. Assim, os dados de “Dotação Inicial”, originados 
no SIOP como consequência da carga deste arquivo, não possuem atribuição de 
número de emenda.Estes dados funcionam como um dado de referência em 
relação à situação original da LOA.
Em um processo posterior, outro arquivo originado no Congresso Nacional com a 
distribuição das dotações por emenda parlamentar é carregado no SIOP. Como a 
execução orçamentária no SIAFI considera o número da emenda em seu “PTRES”, 
novos registros são gerados com essas informações em uma métrica à parte, 
chamado “Emenda Aprovada (Dot Inicial)”. A situação inicial deste dado é preservada 
na métrica “LOA (SIAFI)”. A métrica de origem no SIAFI que equivale à “Emenda 
Aprovada (Dot Inicial)” se chama “Autorizado”. E é sobre a dotação do “Autorizado” 
que são realizados os empenhos. Assim, as três métricas apresentadas no centro 
do resultado (“LOA (SIAFI)”, “Emenda Aprovada (Dot Inicial)” e “Empenhado”) ou tem 
origem no SIAFI ou é carregada em registro alinhado com os dados do SIAFI, e por 
isso trazem dados na mesma linha.
121Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Por fim, há a indicação dos beneficiários das emendas. Um processo que se dá 
exclusivamente no SIOP, sem replicação para o SIAFI. As assessorias parlamentares 
responsáveis pela gestão das emendas individuais fazem as indicações no SIOP 
com objetivos de priorização em caso de contingenciamento, controle da aplicação 
do mínimo constitucional em ações da saúde, entre outros. Como não são dados 
compartilhados com o SIAFI, são carregados em registros à parte, apesar de 
compartilharem os números de emenda e os dados da funcional programática e do 
financeiro. Importante comentar que o empenho realizado no SIAFI também exige 
a identificação de beneficiário, mas dependendo da modalidade de aplicação do 
recurso, não há obrigatoriedade de coincidência com o beneficiário indicado no SIOP, 
outro motivo para que as duas operações sejam realizadas de modo independente.
Caso o desenho do BI resolvesse replicar todos os dados em todos os registros, uma 
consequência indesejável seria a possibilidade de acúmulo de valores em consultas. 
Por exemplo, se o valor da dotação por emenda fosse replicado para cada registro 
de beneficiário, um usuário que resolvesse somar dados das colunas obteria um 
valor de emenda superior ao verdadeiro, caso a emenda possuísse mais de um 
beneficiário indicado.
Assim, a partir do conhecimento do processo, e com a consciência da forma como os 
dados serão apresentados, cada usuário deverá pensar sobre a melhor maneira de 
montar suas consultas, e talvez separá-las de acordo com cada foco. Por exemplo, 
evitar trazer dados de execução das emendas e de indicação de beneficiários na 
mesma consulta.
O vídeo a seguir mostra a criação da consulta discutida e os problemas de 
incompatibilidade na prática.
Vídeo 11: Métricas incompatíveis
4.5 Filtros inadequados
A falta de conhecimento sobre alguns processos orçamentários pode levar a uma 
situação de criação de filtros que geram resultados que podem parecer erros. 
Neste primeiro exemplo, o usuário deseja conhecer todas as programações da 
Lei Orçamentária Anual que são classificadas como despesas de Tecnologia da 
Informação. Uma vez que, dentre as opções de campos disponíveis, há um marcador 
para despesas de TI, esta parece ser uma tarefa bem simples.
https://youtu.be/rr1Mgc0BlAg
122Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
A partir de uma consulta utilizando o cubo de “Execução Orçamentária”, segue uma 
proposta para os campos selecionados.
Figura 89 - Uma proposta para os campos selecionados
E o filtro com o marcador citado.
Figura 90 – Filtros Selecionados
A consulta será executada e provavelmente o usuário ficará decepcionado, pois não 
virá nenhum registro como resultado.
Mas não se trata de erro, e sim consequência do processo. A marcação de despesas 
de TI é realizada no nível do elemento de despesa. Há orientação em acórdão do 
TCU para que seja feita durante o processo de elaboração do PLOA, mas o sistema 
do Congresso Nacional despreza o atributo elemento de despesa.
Assim, o autógrafo que é carregado no SIOP vem sem elemento de despesa e, 
consequentemente, sem a marcação de quais despesas são destinadas a demandas 
de tecnologia da informação.
A marcação de elemento de despesa só é novamente obrigatória no momento da 
emissão da nota de empenho. Assim, na prática, só faz sentido utilizar o filtro de 
despesas de TI caso estejam presentes métricas referentes ao PLOA ou à execução 
(empenhado, pago etc.).
123Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
O vídeo a seguir mostra a criação da consulta discutida, o resultado inicial, e como 
alterar a consulta para um resultado efetivo.
Vídeo 12 Filtros inadequados – despesas de TI
No segundo exemplo, utilizaremos o cubo de “Emendas Individuais”. Vamos 
imaginar que o usuário queira comparar os valores previstos em LOA para emendas 
parlamentares com o que foi empenhado em um determinado exercício, por 
emenda.
Os campos selecionados podem ser os seguintes.
Figura 91 – Campos
Porém, na hora de selecionar os filtros, imaginem que o usuário selecione os 
deputados e senadores como autores das emendas e, interessado no efeito sobre 
as despesas discricionárias, utilize também o filtro de “Resultado Primário (RP)”, 
selecionando o valor 2, correspondente a despesas discricionárias.
Figura 92 – Campos
A execução desta consulta não vai trazer resultados. Apesar de, na prática, emendas 
parlamentares sobre as programações de RP 2 serem possíveis (apesar de raras), 
https://youtu.be/tdaNKBL-Yg4
124Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
as emendas propostas individualmente pelos parlamentares são identificadas por 
outro RP específico, o RP 6.
Seria mais adequado ter sido filtrado o RP 6, porém, como o tipo de autor de emenda 
foi limitado aos deputados e senadores, na verdade o filtro de RP é desnecessário, e 
configurá-lo com o valor 6 não vai fazer diferença, seriam filtros redundantes.
Aprofundando o conhecimento, na verdade o cubo de emendas individuais já 
é pré-filtrado em seu carregamento, e apenas as programações de RP 6 estão 
presentes. O objetivo principal desse cubo é apoiar o processo de gestão de 
emendas parlamentares individuais em suas particularidades, como a indicação de 
beneficiários, que não é realizada para os demais tipos de emendas.
Caso o usuário deseje informações dos outros tipos de emenda (bancada, relator 
ou comissão), o cubo mais adequado a ser utilizado é o de execução orçamentária.
O vídeo a seguir mostra a criação de uma consulta semelhante ao exemplo no cubo 
de emendas individuais, os problemas com o filtro de RP, e como gerar um resultado 
mais completo no cubo de execução.
Vídeo 13: Filtros inadequados – Emendas Individuais
https://youtu.be/UzDheTdt40Y
125Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Unidade 5 – Outros recursos
Ao final da unidade, você deverá reconhecer como é a rotina 
de atualização dos cubos do SIOP BI e quais relatórios pré-
formatados podem ser úteis.
5.1 Atualização dos dados dos cubos
Cada carga de dados que alimenta os cubos do SIOP BI tem sua própria rotina 
de atualização, de acordo com as necessidades das áreas de negócio e eventuais 
restrições técnicas.
É possível que um usuário fique em dúvida se os dados que estão sendo gerados em 
uma consulta estão atualizados de acordo com suas necessidades.
Para solucionar essa dúvida, o SIOP BI disponibiliza uma ferramenta simples, a 
opção “Status das Cargas”, no menu do BI / Extração de Dados.
Figura 93 – BI – Status das Cargas
Veja a seguir uma imagem da página “Status das Cargas”, que apresenta uma tabela 
com as informações sobre cada carga.
126Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 94 –Status das Cargas
As colunas da tabela trazem as informações mais recentes sobre cada carga. A 
coluna “Status” apresenta a situação atual de cada carga, e há colunas apresentando 
o dia e horário de início e término do último processo de carregamento dos dados. 
A coluna de duração mostra simplesmentea diferença entre os horários de início 
e término, útil para a equipe técnica identificar eventuais problemas ou erros de 
carga. A coluna de referência mostra a data em relação à qual os dados carregados 
se referem.
Quando uma carga de dados está sendo atualizada, o Status muda para “Em 
Andamento”, conforme figura seguinte.
127Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 95 –Status das Cargas sendo atualizada
Também há status referentes a situações de erro durante a carga.
Como primeiro exemplo, vamos avaliar a carga de “Execução Anual”, que alimenta, 
entre outros, o cubo de “Execução Orçamentária” e “Emendas Individuais”. Esta carga 
depende do recebimento pela SOF da chamada “fita” PARASOF, um arquivo gerado 
e transmitido pelo SIAFI diariamente, e que traz toda a execução orçamentária 
realizada no SIAFI. Esse arquivo é enviado pelo SIAFI em toda madrugada posterior 
à realização de movimentações financeiras. 
No exemplo da figura, veja que o processamento da carga de execução anual 
começou no dia 30/09 às 2h44, e terminou cerca de 35 minutos depois. O tempo 
requerido para esta carga é um dos motivos para que seja realizada apenas uma 
vez ao dia. Outro motivo está na complexidade da geração do arquivo no SIAFI, que 
também exige muito processamento e por isso só é executada durante a madrugada. 
Realizar este procedimento mais vezes ao dia, principalmente em horário comercial, 
poderia gerar riscos na confiabilidade dos dados e impactar o desempenho dos 
sistemas.
Um detalhe interessante é que esta imagem foi gerada em uma segunda-feira, dia 
02/10. Se a última atualização da carga de execução anual ocorreu no dia 30/09 
(sábado), entende-se que a última movimentação nos dados de execução realizada 
no SIAFI ocorreu na sexta-feira, dia 29/09. Por isso os dados se referem a esta data, 
como mostra a coluna “Referência”. Caso alguma movimentação tivesse sido realizada 
no SIAFI durante o final de semana, ele automaticamente geraria uma fita PARASOF 
no dia seguinte, mesmo que fosse no domingo, e o SIOP faria o processamento da 
carga na mesma madrugada.
Uma carga com rotina muito diferente é a de Alterações Orçamentárias, que alimenta 
o cubo de mesmo nome. Durante o horário comercial, ela é atualizada a cada hora, 
no padrão XXh15 (às 9h15, 10h15, 11h15, etc.). Para os usuários que trabalham com 
a gestão de alterações orçamentárias, ter à disposição apenas dados referentes 
ao dia anterior, como comumente acontece com outras cargas, seria considerado 
128Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
problemático. Muitas vezes, é necessário realizar várias alterações em um mesmo 
dia, e quanto mais atualizados estiverem os dados para acompanhamento, menor o 
risco de erros operacionais. Esta carga utiliza dados originados somente no SIOP, e a 
independência de dados externos facilita uma rotina de atualização mais frequente. 
Outras cargas com características interessantes são as que se referem ao 
acompanhamento dos processos de elaboração. Perceba que tanto a carga 
“Elaboração PPA” quanto a “Elaboração PLOA” apresentam como data de sua última 
atualização o dia 31/08. Como é bem conhecido, o dia 31/08 é a data limite para envio 
das propostas de projeto de lei da LOA e do PPA para apreciação pelo Congresso 
Nacional. Estas cargas funcionam somente durante o período de elaboração das 
propostas, e só devem ser reativadas no início do próximo ciclo. Durante o processo 
de elaboração, o intervalo entre atualizações varia razoavelmente, normalmente de 
4 horas no início do processo, mas chegando a apenas 1 hora nas semanas finais. 
Não é recomendável atualizar os dados em intervalos ainda menores até para evitar 
conflitos com outras cargas, como a de alterações orçamentárias.
As cargas de dados de processos de acompanhamento (“Acompanhamento 
Orçamentário” e “Acompanhamento Despesas Discricionárias”) também seguem 
uma rotina muito específica, normalmente sendo realizadas somente ao final de 
cada ciclo de acompanhamento, ou sob demanda da área responsável pelo processo, 
em situações especiais.
5.2 Relatórios pré-formatados
Um dos principais objetivos da criação da ferramenta de Business Intelligence era 
proporcionar uma alternativa para os usuários do SIOP criarem suas próprias 
consultas, com total autonomia, reduzindo a necessidade de desenvolvimento dos 
chamados relatórios pré-formatados, relatórios demandados pelas áreas usuárias 
e definidos em todos os seus detalhes (dados a serem apresentados, formatação, 
processo de geração, filtros), e muito dependentes de dedicação da equipe de 
Tecnologia da Informação a cada novo relatório requerido, ou a cada necessidade 
de ajuste identificada.
129Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Figura 96 – Servidor Relatórios
A maioria desses relatórios possuía um público muito restrito, e desde a implantação 
do SIOP BI a demanda por este tipo de relatório praticamente acabou. 
Alguns relatórios que haviam sido criados antes da implantação do SIOP BI, e outros 
desenvolvidos para atender a necessidades muito específicas, estão disponíveis por 
meio do caminho “BI / Extração de Dados / Relatórios”.
Figura 97 –Relatórios
130Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Mas apesar do baixo interesse hoje existente para este tipo de relatório, há um 
que talvez agrade os usuários do SIOP BI. Trata-se do Relatório “Detalhes do Cubo”, 
disponível no grupo de relatórios “Extrator”.
Figura 98– Seleção de Relatórios
Para melhor contextualizar, vamos lembrar do processo de seleção dos campos 
a serem incluídos em uma consulta. É comum que os usuários tenham dúvidas 
sobre o que cada métrica realmente significa, quais dados trazem nos resultados, e 
quais as diferenças entre opções aparentemente semelhantes. Um modo simples e 
interativo para esclarecer este tipo de dúvida consiste em posicionar o mouse sobre 
uma métrica. É apresentado um pequeno quadro de dicas, com a descrição do item, 
a fonte da descrição, e a origem dos dados.
131Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
 
Figura 99 – Campos disponíveis
Mas considere que o usuário queira consultar as descrições das métricas em um 
único documento, como uma espécie de manual. É isso que o relatório “Detalhes do 
Cubo” proporciona.
O usuário deve escolher o cubo do SIOP BI de seu interesse e clicar no botão 
“Exportar”.
Figura 100 –Relatórios Exportar
132Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Há,ainda, a opção de gerar em vários formatos. Na figura a seguir é destacado um 
trecho do resultado em PDF.
Figura 101 –Listas de campos do cubo Execução Orçamentária
Referências bibliográficas 
BRASIL. Ministério do Planejamento e Orçamento. Manual do SIOP: Página 
de Referência para o Processo de Alterações Orçamentárias. Brasília–DF, 
2023. Disponível em: http://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/
alteracoes_orcamentarias:alteracoes_orcamentarias. Acesso em: 17 ago. 2023. 
INACIO, A. Entenda sobre OLAP, OLTP e cubos analíticos. [s.d]. Disponível em: 
https://ayltoninacio.com.br/blog/entenda-sobre-olap-oltp-e-cubos-analiticos#fbo. 
Acesso em: 04 set. 2023.
http://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/alteracoes_orcamentarias
http://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/alteracoes_orcamentarias
https://ayltoninacio.com.br/blog/entenda-sobre-olap-oltp-e-cubos-analiticos#fbo
133Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública
Glossário
N°: Termo: Definição / significado:
1  Data Mart (DM) 
É um repositório de dados reduzido se comparado ao 
Data Warehouse, comumente projetado para atender às 
necessidades de uma área específica da organização. 
2 Data Warehouse 
(DW)
Pode ser traduzido como um “armazém de dados”, 
é um repositório de dados históricos, relacional e 
multidimensional, que atende a todas as áreas de uma 
organização. 
3
ETL (Extração, 
Tratamento 
e Carga)
É o processo de coleta de dados brutos em bancos 
de dados transacionaisou outras fontes de dados, 
procedendo com sua limpeza, tratamento e classificação 
para carregamento em um data warehouse ou em um 
data mart. 
4 
OLAP 
(Processamento 
Analítico em 
Tempo Real) 
É um processo que possibilita gerar análises de alta 
complexidade e multidimensionais a partir de DWs ou 
DMs. 
5 Ontologia
Em Ciência da Computação, o termo ontologia significa 
um modelo de dados que representa um conjunto de 
conceitos dentro de um domínio e os relacionamentos 
entre estes. Uma ontologia é utilizada para realizar 
inferência sobre os objetos do domínio.
Ontologias são utilizadas em inteligência artificial, web 
semântica, engenharia de software e arquitetura da 
informação, como uma forma de representação de 
conhecimento sobre o mundo ou alguma parte deste. 
Ontologias geralmente descrevem:
• Indivíduos: os objetos básicos;
• Classes: conjuntos, coleções ou tipos de objetos;
• Atributos: propriedades, características ou 
parâmetros que os objetos podem ter e 
compartilhar;
• Relacionamentos: as formas como os objetos 
podem se relacionar com outros objetos.
6 PTRES Plano de Trabalho Reduzido, principal chave de 
identificação das programações financeiras no SIAFI 
7 Webservice É uma solução utilizada na integração de sistemas e na 
comunicação entre aplicações diferentes.
	Apresentação
	Noções do Business Intelligence (BI)
	Unidade 1 - Conceito de Business Intelligence
	1.1 Origem do termo Business Intelligence
	1.2 Evolução do conceito de BI
	1.3 Componentes de BI
	Unidade 2 - Aplicações do BI
	2.1 O BI como diferencial no mercado competitivo
	2.2 BI e os Níveis Organizacionais
	2.3 O BI na Administração Pública
	Referências bibliográficas 
	Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento – SIOP BI
	Unidade 1 - Histórico do SIOP BI
	1.1 Uma breve introdução ao orçamento público
	1.2 A necessidade de acesso a dados orçamentários
	1.3 Relatórios pré-formatados X Autonomia do usuário
	Unidade 2 - Origem dos Dados
	2.1 SIOP: dados da programação orçamentária
	2.2 SIAFI: dados da execução orçamentária
	Referências bibliográficas 
	Introdução ao SIOP
	
Unidade 1 - Sistema de Planejamento e Orçamento Federal (SIOP)
	1.1 Sistemas Estruturadores da Administração Pública Federal
	1.2 Sistema de Planejamento e Orçamento Federal
	1.3 Processo Orçamentário
	Unidade 2 - História do SIOP
	2.1 Sistemas de Apoio ao Processo Orçamentário
	2.2 Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento - SIOP
	Unidade 3 - Elaboração de propostas no SIOP
	3.1 Momentos de uma proposta
	3.2 Tramitação entre momentos de uma proposta
	Unidade 4 - Módulos do SIOP
	4.1 Estrutura do SIOP
	4.2 Funcionalidades do Menu
	Unidade 5 – Outros Recursos do SIOP
	5.1 Painel do Orçamento
	5.2 Orçamento Cidadão Digital
	5.3 Cadastro de Ações
	5.4 Dados Abertos
	5.5 Manuais do SIOP
	Referências bibliográficas 
	Consultas no Extrator do SIOP BI
	
Unidade 1 - Cubos do SIOP BI
	1.1 Organização em Cubos de Extração
	1.2 Cubos Disponíveis
	Unidade 2 – Elaborando e Gerando Consultas
	2.1 Seleção dos campos e métricas da consulta
	2.2 Definição de filtros
	2.3 Geração da consulta e exportação dos dados
	Unidade 3 - Salvando e Compartilhando Consultas
	3.1 Salvando uma consulta
	3.2 Compartilhando uma consulta com outros usuários do SIOP
	Unidade 4 – Dicas e Dúvidas
	4.1 Ordem e consolidação dos registros
	4.2 Pivotamento de Campos
	4.3 Momentos somados
	4.4 Métricas Incompatíveis
	4.5 Filtros inadequados
	Unidade 5 – Outros recursos
	5.1 Atualização dos dados dos cubos
	5.2 Relatórios pré-formatados
	Referências bibliográficas 
	Glossário

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