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Orçamento e Finanças SIOP BI – Business Intelligence no Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento Enap, 2023 Fundação Escola Nacional de Administração Pública Diretoria de Desenvolvimento Profissional SAIS - Área 2-A - 70610-900 — Brasília, DF Fundação Escola Nacional de Administração Pública Diretoria de Desenvolvimento Profissional Conteudista/s Karlei Scardua Rodrigues (Conteudista, 2023). Curso desenvolvido no âmbito da Diretoria de Desenvolvimento Profissional – DDPRO 3Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Sumário Apresentação .................................................................................................................... 6 Módulo 1 – Noções do Business Intelligence (BI) Unidade 1 - Conceito de Business Intelligence ..................................................................7 1.1 Origem do termo Business Intelligence .............................................................. 7 1.2 Evolução do conceito de BI ....................................................................................... 8 1.3 Componentes de BI .................................................................................................. 11 Unidade 2 - Aplicações do BI ................................................................................. 15 2.1 O BI como diferencial no mercado competitivo ................................................... 15 2.2 BI e os Níveis Organizacionais ................................................................................ 18 2.3 O BI na Administração Pública ................................................................................ 20 Referências bibliográficas .................................................................................... 23 Módulo 2 – Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento – SIOP BI Unidade 1 - Histórico do SIOP BI .......................................................................... 25 1.1 Uma breve introdução ao orçamento público ...................................................... 25 1.2 A necessidade de acesso a dados orçamentários ................................................ 27 1.3 Relatórios pré-formatados X Autonomia do usuário ........................................... 31 Unidade 2 - Origem dos Dados ............................................................................. 35 2.1 SIOP: dados da programação orçamentária ......................................................... 35 2.2 SIAFI: dados da execução orçamentária ................................................................ 39 Referências bibliográficas .................................................................................... 42 Módulo 3 – Introdução ao SIOP 43 Unidade 1 - Sistema de Planejamento e Orçamento Federal (SIOP) ...............43 1.1 Sistemas Estruturadores da Administração Pública Federal .............................. 43 1.2 Sistema de Planejamento e Orçamento Federal .................................................. 45 1.3 Processo Orçamentário ........................................................................................... 47 4Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Unidade 2 - História do SIOP ................................................................................. 50 2.1 Sistemas de Apoio ao Processo Orçamentário ..................................................... 50 2.2 Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento - SIOP .................................. 51 Unidade 3 - Elaboração de propostas no SIOP .................................................... 55 3.1 Momentos de uma proposta .................................................................................. 55 3.2 Tramitação entre momentos de uma proposta ................................................... 62 Unidade 4 - Módulos do SIOP ................................................................................ 66 4.1 Estrutura do SIOP ..................................................................................................... 66 4.2 Funcionalidades do Menu ....................................................................................... 68 Unidade 5 – Outros Recursos do SIOP ................................................................. 78 5.1 Painel do Orçamento ............................................................................................... 78 5.2 Orçamento Cidadão Digital ..................................................................................... 80 5.3 Cadastro de Ações .................................................................................................... 82 5.4 Dados Abertos .......................................................................................................... 86 5.5 Manuais do SIOP....................................................................................................... 88 Referências bibliográficas .................................................................................... 89 Módulo 4 – Consultas no Extrator do SIOP BI 91 Unidade 1 - Cubos do SIOP BI ................................................................................ 91 1.1 Organização em Cubos de Extração ...................................................................... 91 1.2 Cubos Disponíveis .................................................................................................... 93 Unidade 2 – Elaborando e Gerando Consultas ................................................... 95 2.1 Seleção dos campos e métricas da consulta......................................................... 95 2.2 Definição de filtros ................................................................................................... 97 2.3 Geração da consulta e exportação dos dados ...................................................... 98 Unidade 3 - Salvando e Compartilhando Consultas.........................................102 3.1 Salvando uma consulta .......................................................................................... 102 3.2 Compartilhando uma consulta com outros usuários do SIOP ......................... 103 Unidade 4 – Dicas e Dúvidas ............................................................................... 108 4.1 Ordem e consolidação dos registros ................................................................... 108 4.2 Pivotamento de Campos ....................................................................................... 113 4.3 Momentos somados .............................................................................................. 116 4.4 Métricas Incompatíveis .......................................................................................... 118 4.5 Filtros inadequados ................................................................................................ 121 5Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Unidade 5 – Outros recursos .............................................................................. 125 5.1 Atualização dos dados dos cubos ........................................................................ 125 5.2 Relatórios pré-formatados .................................................................................... 128 Referências bibliográficas .................................................................................. 132 Glossário ............................................................................................................... 133 6Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Apresentação Desejamos boas-vindas ao Curso SIOP BI – Business Intelligence no Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento. O conteúdo deste curso é estruturado em 04 módulos: • Módulo 1 – Noções do Business Intelligence (BI); • Módulo 2 - Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento – SIOP BI; • Módulo 3 - Introdução ao SIOP; • Módulo 4 - Consultas no Extrator do SIOP BI. Bom estudo! 7Enap Fundação Escola Nacional de Administração PúblicaMódulo 1 Noções do Business Intelligence (BI) Unidade 1 - Conceito de Business Intelligence Ao final da unidade, você deverá reconhecer a origem do conceito de Business Intelligence e a sua evolução. 1.1 Origem do termo Business Intelligence Existe um consenso entre especialistas em administração de empresas de que o uso adequado dos dados à disposição de uma instituição é um diferencial para um processo de tomada de decisão mais eficaz e para o alcance de melhores resultados. Em uma realidade de alta competitividade, ferramentas que tornem a análise de dados mais ágil e eficiente são vistas cada vez mais como essenciais. Entre as ferramentas mais populares nesse contexto estão o Business Intelligence, ou simplesmente BI, ou Inteligência de Negócios, em português. Mas o que seria uma ferramenta de BI? A primeira menção do termo Business Intelligence ocorreu no livro Cyclopaedia of Commercial and Business Anecdotes, de 1865, escrito por Richard Millar Devens. Nesta obra, o autor narra a história de um bancário que consegue lucros destacados a partir de informações obtidas antes de seus concorrentes, o que pode ser visto como a ideia primordial do BI. Posteriormente, em 1958, Hans Peter Luhn, pesquisador da IBM, propôs pela primeira vez um sistema de BI automatizado em seu artigo A Business Intelligence System. 8Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 1 - Hans Peter Luhn Preocupado com as dificuldades de comunicação dentro das organizações, Luhn propôs o desenvolvimento de um sistema automático, baseado em máquinas de processamento de dados, que indexasse e codificasse documentos, tornando mais eficiente a recuperação e disseminação das informações. O sistema originalmente proposto por Luhn era baseado na microfilmagem de documentos, mapeando o processo de entrada, a disseminação, a recuperação e a saída de informações a partir de perguntas como “Quem precisa saber?”, “Quem sabe o quê?”, “O que é conhecido?”, etc. Porém, na época,o formato dos documentos e o estágio de desenvolvimento dos computadores mostraram-se fortes obstáculos para a implementação prática do modelo, e acabaram inviabilizando a proposta. 1.2 Evolução do conceito de BI Com a evolução dos computadores pessoais, o aumento da capacidade de processamento e o surgimento de sistemas robustos de armazenamento de dados, os sistemas de BI começaram a se desenvolver efetivamente a partir da década de 80. Disciplinas como administração de dados, modelagem de dados, engenharia da informação e análise de dados começaram a ter destaque no meio acadêmico. O termo Business Intelligence passou a ser utilizado se referindo ao processo de coleta, organização, análise, disseminação e monitoramento de dados. Confira no gráfico o aumento da capacidade de processamento. 9Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 2 - Aumento da capacidade de processamento Em 1965 o co-fundador da Intel Gordon Moore previu que o número de transistores em um chip dobraria a cada dois anos. Essa teoria ficou conhecida como Lei de Moore. Apesar de, como ilustra a figura, ter sido claramente confirmada por muitos anos, revolucionando a indústria da informática, alguns pesquisadores atuais entendem que ela já não funciona mais. Principalmente porque os sistemas atuais exigem menos recursos dos processadores, e o investimento necessário para a pesquisa de processadores ainda mais potentes tornou-se alto demais para ser considerado vantajoso para a maior parte das empresas do ramo. Embora o BI estivesse evoluindo, enfrentava desafios importantes, principalmente no que se refere ao cruzamento de dados oriundos de diferentes fontes. A criação dos Data Warehouse (DW), no início da década de 90, começou a simplificar o processo, um tópico que será abordado ainda neste módulo do curso. 10Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública A partir dos anos 2000, o BI passou a ser reconhecido como uma ferramenta de integração entre bases de dados e outras ferramentas de análise de dados. A literatura trouxe uma série de formas para conceituar o BI, conforme demonstra a lista abaixo. Observe que nas definições de diversos autores, alguns termos são recorrentes: apoio à tomada de decisão, fácil acesso à informação, aplicações ou ferramentas, tecnologia. Figura 2.2 – Infográfico 1 11Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Gartner Group desempenhou um papel fundamental na evolução do conceito de BI como conhecemos hoje. Howner Dresner, um dos pesquisadores, definiu Business Intelligence como: Um termo guarda-chuva que inclui as aplicações, infraestrutura e ferramentas e as melhores práticas que permitem acesso e análise de informações para promover e otimizar decisões e performance. 1.3 Componentes de BI Para compreender melhor o funcionamento prático de um sistema de BI, é essencial entender alguns conceitos chaves. Alguns autores chamam esses conceitos de componentes de BI, pois muitas vezes eles podem ser considerados elementos de uma estrutura que viabiliza um sistema de Business Intelligence. Vamos conhecer os principais componentes de BI. Figura 3 - ETL O ETL (Extração, Tratamento e Carga) é o processo de coleta de dados brutos em bancos de dados transacionais ou outras fontes de dados, procedendo com sua limpeza, tratamento e classificação para carregamento em um data warehouse ou em um data mart. Pode ser considerado o passo inicial de um sistema de BI, o ETL é essencial quando o sistema lida com várias bases com grande volume de dados ou com formatos diferentes. 12Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 3.1 - Data Warehouse Um Data Warehouse (DW), traduzido como um “armazém de dados”, é um repositório de dados históricos, relacional e multidimensional, que atende a todas as áreas de uma organização. Uma vez carregados, esses dados não podem ser alterados por usuários, nem excluídos, e são indexados por temas. Figura 3.2 - Data Mart Um Data Mart (DM) é um repositório de dados reduzido se comparado ao Data Warehouse. Comumente projetado para atender às necessidades de uma área específica da organização. Algumas organizações optam por manter vários Data Marts ao invés de um Data Warehouse, por serem teoricamente mais simples de implementar e terem um custo reduzido. 13Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 3.3 – Estrutura de BI - Data Mining O Data Mining (Mineração de Dados) é uma ferramenta de análise de dados que busca extrair informações e conhecimentos de difícil visualização em sistemas comuns. A partir de processos como análise de agrupamento, detecção de associações e análises estatísticas, procura-se identificar padrões ou singularidades que permitam compreender melhor eventos passados ou inferir comportamentos futuros, riscos e oportunidades. Figura 3.4 – Estrutura de BI - OLAP OLAP (Processamento Analítico em Tempo Real) é um processo que possibilita gerar análises de alta complexidade e multidimensionais a partir de DWs ou DMs. Normalmente utilizam de ferramentas gráficas com interface amigável e interativa, possibilitando ao usuário final, mesmo leigo em tecnologia da informação, extrair dados e gerar painéis e planilhas com informações relevantes para o seu trabalho. 14Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública OLTP (Processamento Transacional em Tempo Real) é basicamente o mesmo conceito do OLAP, porém atuando sobre bases transacionais, ao invés de DWs ou DMs. A figura a seguir ajuda a entender como os dados fluem por meio de uma estrutura de BI. Clique nos ícones e visualize o resumo sobre os componentes do BI. Figura 3.5 – Estrutura de BI ➊ – Fonte de dados: ponto inicial do processo, onde os dados são coletados. Pode incluir bases de dados relacionais, planilhas, documentos estruturados, mídias diversas, ou seja, qualquer fonte de informação que possa ser lida por um sistema computacional. ➋ – ETL (Extração,Tratamento e Carga): responsável por extrair dados de fontes diferentes, transformá-los (processar e tratar) para um formato consistente e carregá-los em um repositório de dados ou data warehouse. ➌ – Data Warehouse/Data Mart: repositório centralizado que armazena dados de várias fontes, organizados de forma otimizada para consulta e análise. ➍ – Data mining (mineração de dados): busca extrair informações e conhecimentos de difícil visualização em sistemas comuns. Utiliza uma variedade de técnicas e algoritmos para identificar padrões, tendências e correlações nos dados, muitas vezes não óbvios à primeira vista. ➎ – OLAP (Processamento Analítico em Tempo Real): Utilizadas para analisar dados e descobrir padrões, tendências e insights a partir de ferramentas gráficas com interface amigável e interativa para o usuário. 15Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Unidade 2 - Aplicações do BI Ao final da unidade, você reconhecerá as principais aplicações práticas de ferramentas de BI. 2.1 O BI como diferencial no mercado competitivo Business Intelligence (BI) pode ser conceituado como um processo que coleta dados brutos que podem ser convertidos em informações úteis para suportar a tomada de decisões dos gestores de uma organização. Um administrador experiente pode ter dificuldade de enxergar inovação nesta definição, uma vez que a tomada de decisões sempre se baseou em algum tipo de coleta de informações. A diferença que temos atualmente está no absurdo volume de dados existente e na velocidade de processamento desses dados que a evolução computacional permitiu. Isso fez com que as empresas tenham que tomar decisões cada vez mais importantes em espaços de tempo cada vez menores. Figura 4 – Análise de Dados É importante lembrar que, até pouco tempo, os dados circulavam com dificuldade no interior das organizações. As diversas áreas trocavam informações por meio de relatórios, muitas vezes, confeccionados manualmente, o que levava à possibilidade de erros e imprecisões. 16Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública O surgimento dos ERP – Enterprise Resource Planning –, sistemas que consolidavam dados de várias áreas da empresa, incluindo pessoal, financeiro, vendas entre outras, estabelecendo padrões e procedimentos, pode ser considerado um passo importante na evolução do Business Intelligence. As empresas que conseguem promover uma gestão voltada a informações, controlada e orientada para o mercado, são capazes de oferecer com rapidez serviços e produtos personalizados para seus clientes. As ferramentas de BI, ao proporcionar ganhos nos processos decisórios gerenciais e de alta administração, permitem à empresa competir em um mercado mais dinâmico, definindo melhor seu posicionamento através da análise da concorrência, dos clientes e fornecedores, dos sinais de mercado, dos movimentos competitivos, do mapeamento de grupos estratégicos e do cenário em que atuam. Em um primeiro momento, o foco dos sistemas de BI estava na coleta, compilação, tratamento, indexação e disseminação de informações geradas no próprio ambiente das organizações. Esses sistemas eram caros e complexos, trabalhavam apenas com dados estruturados de ocorrências passadas, e necessitavam de parâmetros pré-definidos de pesquisa e análise. Figura 5 – Coleta de dados em tempo real Com a evolução das tecnologias e, em especial, com o advento da Inteligência Artificial, esse escopo se ampliou significativamente, de modo que passou a ser possível trabalhar com dados semiestruturados ou mesmo não estruturados, porém coletados em tempo real, interna e externamente à organização, com possibilidade de consultas livres e dinâmicas. 17Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública E o mais surpreendente, utilizando sistemas mais simples e acessíveis. Se bem utilizada, uma boa ferramenta de Business Intelligence simplifica e torna mais ágeis várias atividades críticas para qualquer organização: • Mapear o perfil e os hábitos de seus clientes. • Controlar os riscos aos quais está exposta. • Identificar oportunidades de negócio. • Antecipar mudanças de mercado. • Analisar a concorrência. • Descobrir novos e potenciais competidores. • Identificar possíveis aquisições e parceiros. • Monitorar política e legislações que possam afetar o negócio. • Reduzir custos. • Ajustar o orçamento dinamicamente. • Corrigir os rumos equivocados. A utilização do BI, como apoio à gestão, possibilita a descentralização das informações e a autonomia operacional para os gestores, trazendo independência no momento da tomada de decisão e liberdade para efetuar suas análises técnicas, avaliar relatórios e propor estratégias de negócios. Segundo Araújo (2012) projetos que sem a utilização de BI consumiam 90% do tempo na preparação de relatórios, com a utilização do BI este tempo reduziu para 10%, ocasionando em um ganho considerável na capacidade de análise. Em pesquisa sobre a utilização do BI como diferencial competitivo, Biazotto e Pinto (2022) constataram que a utilização das ferramentas de BI melhora consideravelmente o desempenho das empresas, apesar de que não se pode afirmar que elas por si só melhoram os resultados, pois exigem conhecimento e investimento em treinamento por parte das pessoas envolvidas. Contudo, é possível dizer que as informações são um recurso essencial diante da competitividade do mercado e o uso das ferramentas de BI contribui de forma inexorável para o melhor funcionamento da organização como um todo, reunindo todas as áreas em prol dos objetivos definidos pela administração, trazendo informações confiáveis e em tempo real, permitindo, assim, uma tomada de decisão precisa, adequada e assertiva. É importante lembrar a mensagem de Richard Millar Devens em seu livro de 1865, quando o autor relatou o caso do bancário que teve acesso a informações críticas ANTES de seus concorrentes, e assim obteve melhores resultados. Essa lógica continua válida, só mudaram as ferramentas para acesso a informações críticas. 18Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Big Data é um conceito que surgiu com o crescimento da internet e das redes sociais. A interação de milhões de usuários do mundo inteiro gerou uma quantidade gigantesca de dados globais estruturados e não estruturados, que crescem de maneira exponencial e ininterrupta. Empresas que saibam explorar este universo de informações, conseguindo identificar aquelas de maior relevância para o seu ramo de negócio, podem obter um grande diferencial em relação a seus competidores. 2.2 BI e os Níveis Organizacionais Ao planejar a implantação de uma ferramenta de BI para suporte à decisão, é fundamental conhecer a fundo os objetivos almejados. Assim é possível implantar um modelo de ferramenta adequado ao nível organizacional desses objetivos. Figura 6 - BI para suporte à decisão Hoje podemos dividir as organizações em três camadas: estratégica, tática e operacional. As primeiras ferramentas de BI foram desenvolvidas com foco no processo de tomada de decisões na camada gerencial das organizações. Assim, podemos falar que essas ferramentas atuavam nos níveis estratégico e tático, algumas vezes, chamadas de ferramentas de BI “tradicional”. Contudo, com o aumento crescente da competitividade, as empresas começaram a adotar o BI também na camada operacional. 19Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Na camada operacional, a tecnologia é utilizada como ferramenta de controle. Deve-se controlar com exatidão, segurança e agilidade assuntos como manufatura, emissão de notas fiscais, entregas de produtos, contas a pagar e a receber, transações bancárias, entre outros. Com o passar do tempo, o banco de dados passou a assumir um aspecto de “base de conhecimento”, pois toda experiência adquirida a respeito dos hábitos dos clientes, como rentabilidade, eficiência de transportadoras e ciclos de pagamentos e recebimentos, passaram a fazerparte do capital da empresa. Na camada tática, ou gerencial, a tecnologia tem a missão de viabilizar a tomada de decisões num estágio intermediário entre a camada estruturada e a camada sem estrutura. Nessa camada, a gerência não trabalha mais com dados, mas sim com informação, atuando como agente controlador da operação, garantindo que os dados operacionais sejam gerados constantemente, e como agente fornecedor de informação para a direção (camada estratégica) da organização. No topo da hierarquia, a camada estratégica, ou seja, a direção da organização, tem funções destinadas basicamente à evolução do negócio. Sua função consiste em criar processos que serão executados pela operação e controlados pela gerência. Com a cadeia produtiva em perfeito funcionamento, a direção não trabalhará mais com dados, tampouco com informação, mas sim com conhecimento, e suas ações serão direcionadas para a eficácia. Podemos resumir a atuação do BI em cada camada por meio da tabela a seguir. Característica BI Estratégica BI Tática BI Operacional Foco principal do negócio Atingir metas empresariais de longo prazo. Analisar dados e entregar relatórios. Administrar operações do dia a dia. Principais usuários Executivos, analistas. Executivos, analistas, gerentes de setor. Gerentes de setor. Objetivo das métricas Acompanhar e entender como a estratégia está progredindo e planejar ajustes. Acompanhar e entender como as ações do nível tático estão progredindo e planejar ajustes. Acompanhar o desempenho dos processos de negócio. Prazo Mensal, trimestral, anual. Diário, semanal, mensal. Imediatamente, no decorrer do dia. Tipos de dados ou usos Histórico, preditivo. Histórico, preditivo. Em tempo real ou quase em tempo real. Quadro - Atuação do BI 20Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 2.3 O BI na Administração Pública A importância do monitoramento de políticas públicas na administração pública tem crescido significativamente. Para além de ser simplesmente uma forma de diagnosticar a situação em que se encontra determinada política pública, o processo de monitoramento vem sendo considerado um dos principais mecanismos de modelagem da ação governamental. Figura 7 – Business Intelligence na Administração Pública Rua (2009) conceitua monitoramento das políticas públicas como uma atividade contínua de interferência na implementação de uma política, programa ou projeto governamental em que se busca examinar atividades, processos, produtos (preliminares, intermediários e finais), efeitos ou impactos de uma intervenção, com a finalidade de aperfeiçoar a sua gestão, de modo a ganhar eficácia, eficiência e efetividade. O acompanhamento contínuo de políticas públicas e a realização de estudos específicos são procedimentos relativamente novos no Brasil e, devido a isso, ainda não se encontram institucionalizados de forma adequada pelo setor público. A tecnologia de Bussiness Intelligence (BI) surge então como um ativo que sustenta o monitoramento, pois além de permear ambientes de difícil análise, consegue captar dados para comparação e avaliação das ações do poder público. Viana (1996) propõe que o ciclo de formação das políticas públicas passe por quatro fases, conforme a figura: 21Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 8 - Ciclo de formação das políticas públicas É especialmente na fase de avaliação de políticas públicas que o BI consegue se posicionar como instrumento capaz de trazer benefícios diferenciados. Franco, Oliveira e Ávila (2018) fizeram uma pesquisa que traçou um panorama das experiências de BI no Setor Público Brasileiro, a partir de artigos publicados entre 2004 e 2015, revelou-se que aplicações de BI foram utilizadas em áreas diversas, como fiscal, educacional, saúde, segurança, custos, entre outros. Veja alguns exemplos no quadro abaixo. Órgão / Ente Federativo Área Foco da Iniciativa com BI Prefeitura Municipal de Curitiba Saúde Análise on-line das bases de dados das unidades e postos de saúde. Secretaria de Estado de Administração do Estado do Mato Grosso Gestão Geração de informações de cunho gerencial em tempo hábil, de forma confiável e totalmente automatizado. Governo do Estado do Rio de Janeiro Saneamento e Transporte Apoio ao planejamento estratégico da CEDAE e do DETRAN-RJ, com apoio à tomada de decisões e controle dos gastos públicos. Governo do Estado de Minas Gerais Logística Consolidação dos dados de todas as áreas de gestão de suprimentos em um único ambiente virtual. Tribunal de Contas da Bahia Auditoria Integração de diversos sistemas corporativos, viabilizando os cruzamentos de dados e a análise de informações. 22Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Órgão / Ente Federativo Área Foco da Iniciativa com BI Secretaria de Estado da Educação e Inovação de Santa Catarina Educação Extração do conhecimento nas bases de dados governamentais na definição das estratégias de capacitação docente. Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal Saúde Implantação do Núcleo de Inteligência e Estratégia em Saúde, processo de informatização das informações gerenciais, que antes eram acessadas somente de forma manual. Quadro – Aplicação do BI Apesar dos exemplos, os pesquisadores consideraram incipiente a a quantidade de estudos sobre a utilização de BI no setor público, ao menos no período analisado. Porém, observaram uma elevação progressiva de publicações ao longo do tempo, o que sinaliza uma evolução gradual da utilização do BI no setor público. Figura 9 - BI no setor público Em especial, a partir da publicação do Decreto nº 10.332/2020, que instituiu a Política de Governança Digital no âmbito dos órgãos e das entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, e do Decreto nº 10.046/2019, que dispõe sobre o compartilhamento de bases de dados na administração pública federal. Cria-se, assim, a expectativa de que tais regulamentações provoquem um reordenamento crescente no aparelho governamental de modo que as tecnologias de informação sejam mais fomentadas. Os casos analisados permitiram verificar que o BI possibilitou aos gestores o levantamento de informações tempestivas, com integração de diferentes fontes de dados, o que ocasionou uma análise mais crítica das informações geradas, tendo https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/decreto/d10332.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/D10046.htm 23Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública como consequência maior qualidade no processo decisório. Assim, sugere-se que as tecnologias de BI têm condições de assumir uma parceria duradoura e estratégica com o setor público no monitoramento de políticas públicas. Além disso, os estudos encontrados na pesquisa demonstram que o BI tem condições de ser aplicado em qualquer esfera governamental, auxiliando as instituições no incremento da eficiência e melhorando as suas práticas de gestão. Referências bibliográficas ARAUJO, A. A.P. 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De maneira resumida, podemos definir o orçamento de uma instituição como um plano elaborado para estimar as receitas em um determinado período, e então especificar as despesas prioritárias a serem realizadas com os recursos financeiros oriundos das receitas. No caso da administração pública, planejamento orçamentário é uma questão legal. O Art. 165 da Constituição Federal de 1988 determina que o Poder Executivo deve tomar a iniciativa de estabelecer leis para o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual da União. Módulo 2 26Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 10 - Orçamento Público Assim, o orçamento público é o instrumento de planejamento que detalha a previsão dos recursos a serem arrecadados, como impostos, taxas e outras receitas estimadas, além da destinação desses recursos, ou seja, em quais despesas esses recursos serão utilizados a cada ano. Ao englobar receitas e despesas, o orçamento é peça fundamental para o equilíbrio das contas públicas e indica as prioridades do Governo para a sociedade. Anualmente, a União, os estados e os municípios elaboram seus orçamentos. No Orçamento da União, estão os valores que o Governo Federal planeja gastar com o seu funcionamento e na execução das políticas públicas, incluindo saúde, educação e segurança. Dessa forma, somente as despesas previstas nesse orçamento podem ser executadas. Conheça melhor as leis que suportam a gestão orçamentária da União no nível federal: + Lei de Diretrizes Orçamentárias — LDO Tem o papel de orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual. Inclui metas e prioridades para a administração pública no ano, estabelece diretrizes e metas de política fiscal, entre outros assuntos. + Lei Orçamentária Anual — LOA Apresenta a programação dos gastos governamentais, bem como a previsão das receitas para custear esses gastos. 27Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública + Plano Plurianual – PPA É o instrumento de planejamento orçamentário de médio prazo do Governo Federal. Com vigência de quatro anos, ele define as diretrizes, os objetivos e as metas da administração pública federal, contemplando as despesas de capital (como, por exemplo, os investimentos) e outras delas decorrentes, além daquelas relativas aos programas de duração continuada. Figura 11 - Leis Orçamentárias 1.2 A necessidade de acesso a dados orçamentários Todo o processo de planejamento e elaboração das leis que suportam os processos orçamentários da União é essencial, mas só após sancionadas, quando entram em execução, que a gestão orçamentária se torna mais crítica e relevante. Todo órgão que compõe a União precisa realizar um acompanhamento rígido do orçamento público, ou da parcela do orçamento público que lhe é atribuída , para efetivar suas ações orçamentárias. Isso é essencial para atingir suas metas e objetivos, cumprindo assim sua agenda institucional para a sociedade. No caso da esfera federal da Administração Pública, a gestão orçamentária utiliza como principal ferramenta o Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento - SIOP. O SIOP é um sistema estruturante totalmente desenvolvido, hospedado e evoluído por servidores da carreira de Planejamento e Orçamento lotados na Secretaria de Orçamento Federal – SOF, o órgão central do Sistema de Planejamento e Orçamento Federal — SIPOF. É no SIOP que são elaborados os projetos para as três leis que suportam os processos orçamentários da União no nível federal, com participação dos Órgãos Setoriais de Orçamento e das Unidades Orçamentárias dos três poderes. http://www1.siop.planejamento.gov.br/acessopublico/?pp=acessopublico&rvn=1http://www1.siop.planejamento.gov.br/acessopublico/?pp=acessopublico&rvn=1 28Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Apesar de estados e municípios utilizarem instrumentos legais semelhantes aos da esfera federal, com destaque para Leis Orçamentárias Anuais em suas respectivas esferas administrativas, o SIOP não está preparado para atender às características específicas de cada ente federativo. Assim, o SIOP não pode ser utilizado nas esferas estaduais e municipais. Figura 12 - Tela de acesso ao SIOP A SOF como Órgão Central do Sistema de Planejamento e Orçamento A Lei n. 10.180/2001, que organiza e disciplina os Sistemas de Planejamento e Orçamento Federal, entre outras providências, define em seu Art. 3º que o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Ministério do Planejamento e Orçamento em 2023) integra o Sistema de Planejamento e Orçamento Federal (SIPOF) como órgão central. O Art. 2º desta mesma lei declara que o Sistema de Planejamento e Orçamento Federal tem, como uma de suas finalidades, formular o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais, e gerenciar o processo de planejamento e orçamento federal. Já o Decreto n. 11.398/2023, em seu Art. 20, estabelece que é competência da Secretaria de Orçamento Federal (SOF) coordenar e gerir o Sistema de Planejamento e Orçamento Federal, envolvendo a orientação, a coordenação e a supervisão técnica dos órgãos setoriais de orçamento. Em resumo, a SOF atua como órgão central do SIPOF, e, por isso, é responsável pela gestão dos principais processos orçamentários. 29Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Os projetos de lei elaborados no SIOP são encaminhados para o Poder Legislativo, que avalia, propõe alterações (as emendas parlamentares) e retorna os chamados “autógrafos” das leis, para eventuais vetos e sanção da Presidência da República, publicação e carregamento no SIOP. A partir deste momento, todo movimento orçamentário da União precisa estar previsto nas leis vigentes. Porém, é importante destacar que a Lei Orçamentária Anual não se mantém estática no decorrer do exercício de execução. As prioridades e objetivos do Governo Federal e dos órgãos que compõem a União podem mudar, o que dá origem às alterações orçamentárias, mudanças nas programações previstas originalmente na LOA. Todos os pedidos de alterações orçamentárias são registrados, avaliados, aprovados (ou não) e efetivados (caso aprovados) também no SIOP. Dependendo da natureza da alteração, podem ser necessários novos projetos de lei, como os créditos suplementares que exigem autorização legislativa, conforme determinado no texto da própria LOA Esses projetos também precisam de aprovação do Poder Legislativo, que tem a prerrogativa de propor emendas. Uma vez aprovados, tais ajustes são efetivados no SIOP e passam a integrar o orçamento vigente. Portanto, os gestores de orçamento dos órgãos federais devem acessar regularmente o SIOP no decorrer do exercício tanto para gerar informação, como ao solicitar um pedido de alteração orçamentária, quanto para consultar os dados orçamentários atualizados e monitorar as programações orçamentárias sob sua administração. Figura 12.1 - Dicas importantes 30Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Como acontece em todo sistema informatizado, o SIOP recebe dados, processa- os com suas regras de negócio e gera novos dados, apresentando vários níveis de consolidação e indexação. O maior interesse dos gestores de orçamento dos Órgãos Setoriais está na consulta aos dados orçamentários vigentes, como destacado na figura a seguir. Figura 13 - Consulta aos Dados Orçamentários O SIOP não é o único sistema disponível que permite o acompanhamento orçamentário pelas unidades orçamentárias dos órgãos da União. Dentre outras opções, pode-se destacar o Tesouro Gerencial, gerido pela Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda — STN/MF e o Portal da Transparência, gerido pela Controladoria-Geral da União — CGU. Cada uma dessas opções traz diferentes níveis de detalhamento das informações e diferentes modos de visualização dos dados, ficando a cargo do servidor público da área de orçamento a escolha da ferramenta que melhor atende às suas necessidades. 31Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 13.1 - Sistemas disponíveis 1.3 Relatórios pré-formatados X Autonomia do usuário Todo sistema informatizado deve fornecer acesso a seus dados aos usuários, e há várias formas diferentes de disponibilizá-los. Nas versões iniciais do SIOP, a forma mais comum de disponibilizar os dados orçamentários vigentes era por meio de relatórios pré-formatados. Ou seja, a partir de uma interface rígida que apresentava parâmetros para filtragem das informações requeridas, o sistema gera relatórios com formatação igualmente rígida, com campos pré-determinados no resultado e em formatos, muitas vezes, de difícil manipulação posterior, como arquivos PDF, MS Word DOC ou mesmo MS Excel XLS, mas com baixíssimo grau de flexibilidade. No exemplo a seguir, vemos uma interface que apresenta todas as opções disponíveis para a geração do “Espelho” de uma alteração orçamentária, um relatório pré- formatado que resume as informações sobre uma alteração orçamentária. Esse é um relatório comumente utilizado para validar a tramitação de uma alteração junto aos gestores de um órgão setorial. 32Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 14 - Geração do “Espelho” Após o usuário clicar no botão “Gerar Espelho”, o SIOP processa os dados da base referentes à alteração orçamentária em que o usuário está trabalhando, selecionando e filtrando estes dados conforme as escolhas do usuário na interface de configuração, além disso gera um arquivo de formato PDF, com informações em padrões de formatação determinados previamente como os apresentados abaixo. Figura 15 - Quadro de detalhamento da despesa 33Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 16 – Quadro resumo dos pedidos Apesar das informações estarem atualizadas, e o formato do documento gerado ser considerado adequado em algumas situações, podemos apontar alguns problemas práticos de soluções como a apresentada, veja: 1. A interface para configurar os dados a serem apresentados no relatório foi desenvolvida especificamente para este relatório, e não pode ser reaproveitada. Outro relatório do sistema exigiria o desenvolvimento de uma nova interface, com as particularidades decorrentes das regras de negócio deste outro relatório. 2. O usuário precisa ter conhecimento aprofundado do tema em que está trabalhando para gerar o relatório de maneira correta, com perfeito entendimento do que significa cada parâmetro disponível. 3. O usuário tem pouca flexibilidade para incluir parâmetros ou filtros que a interface não apresenta. Ele precisaria registrar um pedido de inclusão junto à equipe de desenvolvimento do sistema, que precisará avaliar e validar com a área responsável pelo processo orçamentário sobre a pertinência do pedido, que precisará entrar em uma fila de priorização até que finalmente a inclusão seja desenvolvida, testada e implantada. 4. Da mesma forma que no item 3, o usuário também não possui flexibilidade para definir a formatação do relatório resultante, como inclusão ou exclusão de informações no relatório, alteração de tamanho de fonte, mudança de cores, inclusão de observações ou apresentação dos dados em forma de gráficos. Qualquer melhoria desse tipo requer alteração do código do sistema e precisará passar por todo o ciclo de vida de software citado no item 3. 34Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Discussões sobre melhorias no SIOP com seus usuários revelaram que a maioria preferiria uma solução com maior flexibilidade. A preocupação com formatação do resultado era secundária; muitos usuários desejam ter acesso aos dados em formato mais bruto, para depoistrabalhar o formato da apresentação para outras partes (quando necessário). O mais importante para eles seria obter a maior flexibilidade possível para definir os campos a serem apresentados no resultado, os filtros e os formatos para acessar aos resultados. Em resumo, existia uma demanda significativa por uma solução focada na autonomia do usuário. Baseada em relatos recorrentes desse tipo, a equipe de desenvolvimento do SIOP iniciou o desenvolvimento da solução de Business Intelligence do SIOP, o SIOP BI. 35Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Unidade 2 - Origem dos Dados Ao final da unidade, você deverá reconhecer as fontes dos dados que compõem a base de dados do SIOP BI. 2.1 SIOP: dados da programação orçamentária Uma das características diferenciadas de um sistema de Business Intelligence é a possibilidade de cruzar dados de diferentes fontes, em diferentes formatos, gerando uma base de dados consolidada. No caso do SIOP BI, a maioria dos dados tem origem no próprio SIOP, a partir dos dados inseridos pelos usuários de órgãos setoriais, unidades orçamentárias e da própria Secretaria de Orçamento Federal (SOF). Alguns dados mais específicos, com destaque para as informações de precatórios federais e os autógrafos das leis aprovadas no Congresso Nacional, hoje são enviados ao SIOP de maneira automatizada pelos órgãos responsáveis, sendo integrados às suas bases de dados. Figura 17 - Integração com o SIOP. 36Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Os vários processos orçamentários geridos no SIOP, como a elaboração do PLOA, as estimativas de receita, as alterações orçamentárias em tramitação ou já efetivadas, a gestão das emendas parlamentares individuais, entre outros, geram os dados de referência consolidados nas suas bases de dados. Como uma das principais consequências desses processos, o SIOP é o sistema responsável pela consolidação dos dados atualizados sobre as previsões das receitas orçamentárias e as programações orçamentárias da despesa na esfera federal. Daremos maior destaque à gestão das programações orçamentárias da despesa, alvo principal do SIOP BI. O que é a programação orçamentária? A programação orçamentária da despesa responde às perguntas clássicas que caracterizam o ato de orçar, sendo dividido em dois blocos de classificação: qualitativa e quantitativa. O quadro a seguir apresenta os itens que compõem a estrutura da classificação qualitativa da programação orçamentária juntamente com as perguntas correspondentes que cada item busca responder. Item da Estrutura Pergunta que responde Esfera Orçamentária Em qual Orçamento (fiscal, da seguridade social, ou do investimento das estatais)? Órgão Unidade Orçamentária Quem é o responsável por fazer? Função Subfunção Em que áreas da despesa a ação governamental será realizada? Programa O que se pretende alcançar com a implementação da Política Pública? Ação O que será desenvolvido para alcançar o objetivo do programa? Subtítulo (ou Localizador) Onde é feito, onde está o beneficiário do gasto? Quadro – Itens da programação orçamentária qualitativa 37Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública O segundo quadro mostra os itens que compõem a estrutura da classificação quantitativa da programação orçamentária, juntamente com as perguntas correspondentes que cada item busca responder. Item da Estrutura Pergunta que responde Categoria Econômica da Despesa Qual o efeito econômico da realização da despesa? Grupo de Natureza de Despesa (GND) Em qual classe de gasto (investimento ou custeio) será realizada a despesa? Modalidade de Aplicação De que forma serão aplicados os recursos? Elemento de Despesa Quais os insumos que se pretende utilizar ou adquirir? Identificador de Uso (IDUSO) Os recursos são destinados para contrapartida? Fonte de Recursos De onde virão os recursos para realizar a despesa? Identificador de Doação e de Operação de Crédito (IDOC) A que operação de crédito ou doação os recursos se relacionam? Identificador de Resultado Primário Qual o efeito da despesa sobre o Resultado Primário da União? Dotação Qual o montante alocado? Quadro – Itens da programação orçamentária quantitativa Como exemplo, considere o quadro a seguir, referente à programação 10.39.252.26.782.2075.7M64.0043 (classificação qualitativa), no financeiro 9999.0.100.4490.2 (classificação quantitativa). A dotação seria o valor atribuído a esta programação, em reais. 38Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 18 - Classificação qualitativa Enquanto o PLOA e o autógrafo da LOA propõem as programações orçamentárias para um exercício a ser iniciado, as alterações orçamentárias propõem mudanças nos itens das programações, tanto qualitativa quanto quantitativamente no decorrer de um exercício. Os gestores de orçamento dos órgãos da União precisam de constante acompanhamento sobre a situação das programações e têm no SIOP a origem dessas informações. Porém, para um acompanhamento efetivo do orçamento, os gestores precisam, monitorar não apenas as programações orçamentárias vigentes, mas também o grau de execução do orçamento, uma função que está além das capacidades do SIOP. Nesse caso, é necessário recorrer a outro importante sistema da Administração Federal: o SIAFI. 39Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 2.2 SIAFI: dados da execução orçamentária O Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) é o principal instrumento utilizado para registro, acompanhamento e controle da execução orçamentária, financeira e patrimonial do Governo Federal. O SIAFI é gerido pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), do Ministério da Fazenda, e desenvolvido, hospedado e evoluído pelo Serviço Federal de Processamento de Dados – SERPRO. Figura 19 - SIAFI Em resumo, é no SIAFI que os gestores de orçamento da União realizam a execução orçamentária e o gasto efetivo da despesa pública. A Lei n. 4320, de 17 de março de 1964, que estabelece Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, define três etapas para a execução orçamentária: • O empenho: reserva do recurso financeiro pelo gestor de orçamento, visando um pagamento futuro caso o bem a ser adquirido for entregue ou o serviço a ser contratado concluído. Isso ajuda o governo a organizar os gastos pelas suas diferentes áreas, evitando que se gaste mais do que o planejado, ou que despesas previstas sejam preteridas em relação a outras de menor prioridade. • A liquidação: confirmação de que o governo recebeu aquilo que comprou ou contratou. Ou seja, quando se confere que o bem foi entregue corretamente ou que o serviço foi prestado como acordado, como a etapa de uma obra. • O pagamento: etapa final da execução, quando o governo repassa o recurso financeiro ao vendedor ou prestador de serviço contratado, se estiver tudo certo com as fases anteriores. É evidente que o gestor de um órgão da União precisa ter dados atualizados sobre o estado da execução orçamentária. Na verdade, não apenas o gestor, mas o próprio SIOP precisa ter constante acompanhamento da situação da execução orçamentária. Imagine se um gestor de orçamento de um órgão resolve criar uma alteração orçamentária em uma programação que já foi integralmente executada? Obviamente não se pode alterar uma programação que já foi utilizada. Da mesma forma, o SIAFI também precisa estar atualizado sobre a situação das programações orçamentárias geridas no SIOP. Em uma situação contrária à colocada no parágrafo anterior, imagine se um gestor resolva empenhar uma programação que sofreu uma alteração orçamentária e não possui mais dotação? Assim, deve ficar claro que SIOP e SIAFI são sistemas que dependem um do outro, e https://www.gov.br/tesouronacional/pt-br/siafi https://www.gov.br/tesouronacional/pt-br/siafi 40Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública precisam trocardados constantemente. O SIOP envia ao SIAFI as informações sobre a situação das programações orçamentárias, e o SIAFI envia ao SIOP a situação da execução orçamentária. O desenho a seguir resume a integração entre os sistemas. Figura 20 - Integração entre sistemas Após a publicação do PLOA e a sanção da LOA, o SIOP envia arquivos ao SIAFI contendo todos os cadastros dos itens qualitativos e as programações orçamentárias vigentes. Com o exercício em andamento, cada alteração orçamentária efetivada no SIOP gera um arquivo com os detalhes da mudança que é enviado ao SIAFI em até uma hora. Em contrapartida, em toda madrugada o SIAFI envia ao SIOP um arquivo com toda a execução do exercício, atualizado até o último dia em que houve alguma movimentação. Figura 20.1 - integração e prazo Uma consequência importante deste modo de integração é que as execuções orçamentárias realizadas no SIAFI, como empenhos e pagamentos, só poderão ser visualizadas no SIOP BI no dia seguinte à sua realização. Assim, os dois sistemas trabalham como parceiros para manter os dados orçamentários atualizados em ambos os sistemas. 41Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Uma curiosidade! Apesar de hoje a integração entre os sistemas ser operacionalizada por meio da transmissão automática de arquivos por conexão entre as redes da SOF (Secretaria de Orçamento Federal) e do SERPRO, é comum que os servidores se refiram a esses arquivos como “fitas”. Esse termo vem do antigo processo de integração entre o SIAFI e o SIDOR (antecessor do SIOP), em que a troca de informações se dava por meio de fitas de gravação em rolo, que eram levadas de um datacenter para o outro por um serviço de entrega em motocicleta. Como exemplo, a fita com a execução orçamentária diária do SIAFI, que deveria ser carregada no SIDOR, vinha com o nome “PARASOF” escrito por fora, indicando que deveria ser levada “para a SOF”, ou seja, para a Secretaria de Orçamento Federal. Até hoje o arquivo digital que substituiu esta fita física é chamado de “fita PARASOF”. E finalmente conseguimos reunir todos os dados necessários para viabilizar a implementação do SIOP BI. Os dados presentes na base de dados do SIOP, que incluem tanto os de origem no próprio SIOP quanto os originados no SIAFI ou outros sistemas integrados, são extraídos, consolidados e indexados pelo menos uma vez ao dia, por meio de um processo de ETL (Extração, Tratamento e Carga), alimentando um data mart com todos os dados úteis para análise orçamentária. A interface do SIOP BI, por meio da qual os usuários do SIOP extraem esses dados, pode ser considerada um tipo de solução OLAP (Processamento Analítico em Tempo Real). Figura 21 - Solução OLAP 42Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Referências bibliográficas BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília–DF: Presidência da República, 2020. Disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm. Acesso em: 02 ago. 2023. BRASIL. Controladoria-Geral da União. Portal da Transparência: Execução da despesa pública. 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Papel dos órgãos de um Sistema Estruturador Figura 22 - Órgãos centrais e Órgãos setoriais Módulo 3 44Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Vários dos processos executados nos sistemas estruturadores são centralizados em soluções tecnológicas (softwares), conhecidos como sistemas estruturantes. Como é comum confundir os dois conceitos, vamos destacar a diferença: Sistemas Estruturadores Organizações institucionais criadas para organizar determinadas atividades da administração pública, como gestão de pessoas, planejamento e orçamento ou serviços gerais. Sistemas Estruturantes Sistemas de informação (plataformas tecnológicas) por meio dos quais muitos dos processos de cada sistema estruturador são executados. Seguem alguns exemplos de sistemas estruturadores da Administração Pública Federal. + Sistema de Organização e Inovação institucional do Governo Federal – SIORG Organiza as atividades de desenvolvimento organizacional dos órgãos e das entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional. É a fonte oficial de informações sobre a estrutura organizacional das instituiçõesdo Poder Executivo Federal. + Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal – Sipec Organiza as atividades de administração de pessoal civil do Poder Executivo Federal da administração direta e das autarquias. + Sistema de Serviços Gerais – SISG Organiza as atividades de administração de edifícios públicos e imóveis residenciais, bens, serviços, transporte, comunicações administrativas e documentação. A função logística é apoiada por diferentes sistemas, que são gerenciados por órgãos distintos. + Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação - SISP Organiza a gestão dos recursos de tecnologia da informação (bens e serviços que compõem a infraestrutura tecnológica de suporte automatizado ao ciclo da informação). + Sistema de Administração Financeira Federal Organiza as atividades de programação financeira da União, de administração de direitos e haveres, garantias e obrigações de responsabilidade do Tesouro 45Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Nacional e de orientação técnico-normativa sobre a execução orçamentária e financeira. + Sistema de Controle Interno do Poder Executivo federal – SCI Permite avaliar a ação do governo e a gestão dos administradores públicos federais. + Sistema de Planejamento e Orçamento Federal – SIPOF Organiza o conjunto de atividades ligadas ao processo de planejamento e orçamento federal na Administração Pública Federal. No caso do nosso interesse, o Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP) é o sistema estruturante que suporta os processos do Sistema Estruturador de Planejamento e Orçamento Federal (SIPOF). 1.2 Sistema de Planejamento e Orçamento Federal A Lei 10.180/2001, em seu Art. 3º, define o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão como órgão central do Sistema de Planejamento e Orçamento Federal (SIPOF). O Decreto n. 11.398/2023 atualiza a designação de órgão central, especificando que cabe à Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento e Orçamento (SOF/MPO) coordenar e gerir o SIPOF, envolvendo a orientação, a coordenação e a supervisão técnica dos órgãos setoriais de orçamento. Apesar de formalmente a SOF (Secretaria de Orçamento Federal) estar designada como órgão central do SIPOF, na prática ela divide esta tarefa com outras duas secretarias: 1 - A Secretaria Nacional de Planejamento (SEPLAN), que gerencia os subprocessos relacionados ao planejamento de médio prazo, concretizado no Plano Plurianual – PPA. 2 - A Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), que gerencia o Orçamento de Investimento das Empresas Estatais. Os órgãos setoriais do SIPOF são as unidades de planejamento e orçamento dos Ministérios, da Advocacia-Geral da União, da Vice-Presidência e da Casa Civil da Presidência da República. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10180.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/D11398.htm%5b 46Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Os órgãos seccionais são aqueles vinculados ou subordinados ao órgão central do Sistema, cuja missão está voltada para as atividades de planejamento e orçamento. Sem prejuízo das competências constitucionais e legais de outros Poderes, as unidades responsáveis pelos seus orçamentos ficam sujeitas à orientação normativa do órgão central do Sistema. Estão incluídas aqui as unidades responsáveis pelos orçamentos da Câmara dos Deputados, Senado Federal, Tribunal de Contas da União, Supremo Tribunal Federal etc. Na prática, essas unidades são tratadas na estrutura do SIPOF de maneira equivalente aos órgãos setoriais. As Unidades Orçamentárias (UOs), apesar de não integrarem formalmente o SIPOF, já que não são citadas na Lei n. 10.180/2001, estão sujeitas à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central. Além disso, devem seguir as diretrizes do órgão setorial ao qual estão vinculadas. Elas desempenham o papel de coordenação do processo de elaboração da proposta orçamentária no seu âmbito de atuação, integrando e articulando o trabalho das suas unidades administrativas, tendo em vista a consistência da programação de sua unidade. São exemplos de unidades orçamentárias as agências reguladoras, os institutos, as universidades, o Banco Central do Brasil, entre outros. Embora o SIPOF tenha como uma de suas finalidades promover a articulação com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, visando a compatibilização de normas e tarefas afins aos diversos Sistemas, nos planos federal, estadual, distrital e municipal, apenas os órgãos da esfera federal estão sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central do SIPOF. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10180.htm 47Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 23 – Sistema de Planejamento de Orçamento Federal - SIPOF 1.3 Processo Orçamentário Dentre as finalidades do Sistema de Planejamento e Orçamento (SIPOF) que a Lei n. 10.180/2001 estabelece em seu Art. 2º, destacamos: • formular o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais; • gerenciar o processo de planejamento e orçamento federal. Já o art. 3º estabelece que o SIPOF compreende as atividades de elaboração, acompanhamento e avaliação de planos, programas e orçamentos, e a realização de estudos e pesquisas socioeconômicas. Para organizar a estrutura do próprio órgão central e tornar mais claro o trabalho de todo o SIPOF, o processo orçamentário é traduzido, na prática, em subprocessos, operacionalizando cada finalidade ou atribuição do sistema. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10180.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10180.htm 48Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Assim, são definidos subprocessos como: • Elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual • Elaboração do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias • Elaboração do Projeto de Lei do Plano Plurianual • Alterações Orçamentárias • Estimativas de Receita • Acompanhamento Orçamentário • Monitoramento do PPA • Gestão das Emendas Parlamentares Individuais • Acompanhamento da Execução das Empresas Estatais A figura abaixo ajuda a compreender como alguns destes subprocessos se organizam na linha do tempo para configurar o processo orçamentário de um exercício. Figura 24 - Processo orçamentário de um exercício. 1. O processo orçamentário de um exercício tem seu início com a elaboração do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, que deve ser encaminhado pelo Poder Executivo para apreciação do Poder Legislativo até o dia 15 de abril do exercício anterior, conforme determinado na Constituição Federal de 1988. 2. A estimativa de receita para o próximo exercício serve de referência para a elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual que, também seguindo orientação da Constituição Federal de 1988, deve ser encaminhado pelo Poder Executivo para apreciação do Poder Legislativo até o dia 31 de agosto do exercício anterior. 3. Uma vez que o Poder Legislativo devolve o autógrafo da Lei Orçamentária Anual ao Poder Executivo, e a Presidência da República sanciona a Lei, é iniciada a execução do orçamento, quando passam a ser propostas alterações orçamentárias, e inicia a gestão das emendas parlamentares individuais. 49Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 4. Ao fim do primeiro semestre do exercício, é realizado o primeiro ciclo do acompanhamento orçamentário, onde é avaliado o nível e a qualidade da execução física do orçamento até então, podendo ser propostas mudanças de rumo caso necessário. 5. Ao fim do exercício, é realizado o segundo ciclo do acompanhamento orçamentário, visando avaliar a qualidade do gasto e identificar oportunidades de melhorias para o processo orçamentário nos próximos exercícios. Alguns destes subprocessos são especialmente complexos, e requerem mais um nível de divisões em áreas que simplifiquem a sua operacionalização.Por exemplo, o subprocesso de Elaboração do PLOA é organizado nos seguintes temas: • Elaboração da Proposta Qualitativa • Elaboração da Proposta Quantitativa • Especificação de Limites de Dotação • Projetos de Investimento • Descentralização de Precatórios • Cadastro de Operações de Crédito • Informações Complementares • Formalização Fica evidente que se trata de um processo de grande complexidade. São muitas camadas, imenso volume de informações, com origem em vários órgãos e unidades orçamentárias. É praticamente inviável gerir esse processo sem o apoio de ferramentas que facilitem e tornem ágil a parte operacional e viabilizem o controle de qualidade e o acompanhamento gerencial. Essa realidade levou à necessidade de desenvolvimento dos primeiros sistemas estruturantes de apoio ao Sistema Estruturador de Planejamento e Orçamento Federal. 50Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Unidade 2 - História do SIOP Ao final da unidade, você deverá reconhecer o histórico e os motivos que levaram à criação do SIOP. 2.1 Sistemas de Apoio ao Processo Orçamentário A primeira iniciativa para o desenvolvimento de um sistema informatizado para apoio ao processo orçamentário tem origem em 1987, com a criação da Comissão de Desenvolvimento do Sistema de Dados Orçamentários, conhecida como COMSIDOR, que incluía servidores da Secretaria de Orçamento e Finanças (que já usava a sigla SOF), do Departamento Regional de Informática do IBGE (DERIN), e analistas de sistemas do Ministério da Aeronáutica e do Ministério da Ciência e Tecnologia. Figura 25 - Formulário de papel Até então, o processo orçamentário da administração pública federal baseava-se no preenchimento e trâmite de uma série de formulários, muitos dos quais em papel ou em sistemas precários e isolados. Alguns desses sistemas eram geridos por órgãos setoriais e possuíam características específicas aderentes à realidade de cada um. Essa realidade complexa deu origem à necessidade de desenvolver uma solução integrada que tornasse o processo mais ágil, confiável e auditável. Dentre os objetivos gerais a serem alcançados por este novo sistema, estabelecidos pela COMSIDOR, destacam-se: • Prestar informações consistentes e ágeis que possibilitassem parâmetros adequados às decisões superiores. • Disponibilidade de dados suficientes para compor uma boa série histórica, que propicia projeções temporais, estudos estatísticos e de simulação, nos aspectos físicos e financeiros, com enfoques de receita, despesa e programação, nos seus diversos níveis. • Confiabilidade, velocidade, redução de custos e racionalidade de rotinas 51Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública e, consequentemente, maior disponibilidade de tempo para o planejamento das atividades. Ouça o podcast e compreenda mais sobre o assunto. PODCAST 1 - Sistema Integrado de Dados Orçamentários – SIDOR As mudanças significativas do processo orçamentário, estabelecidas pela Constituição Federal de 1988, impulsionaram a aceleração do cronograma de implementação do novo sistema. Assim, em 1989, foi implantado o Sistema Integrado de Dados Orçamentários (SIDOR). Em sua primeira versão, o SIDOR era focado na elaboração do PLOA, estabelecendo alguns parâmetros e modelos que seriam adotados pelo SIOP no futuro. Com o passar do tempo, foram agregados módulos para a elaboração do PPA, projeções de receita, acompanhamento da execução orçamentária (incluindo a possibilidade de cadastro de pleitos de alterações orçamentárias), projeção de gastos com pessoal, acompanhamento de operações de crédito e acompanhamento das empresas estatais. Em 2000, a Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos do ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão implantou o Sistema de Informações Gerenciais e de Planejamento (SigPlan). Este sistema foi desenvolvido com foco no planejamento governamental de médio prazo, em especial para a gestão do Plano Plurianual (PPA), e previa o monitoramento dos programas, metas e objetivos da administração pública federal. O aumento da complexidade do SIDOR, acompanhando o aumento de volume de demandas para evolução do sistema, levou à decisão, em 2004, de passar o seu desenvolvimento e hospedagem para o Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO). 2.2 Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento - SIOP As crescentes demandas por melhorias e a necessidade de adequação do sistema às constantes alterações normativas do processo orçamentário levaram o SIDOR a um limite em sua capacidade de atendimento. Sua arquitetura obsoleta, baseada em mainframes e em codificação com linguagem de programação limitada e pouco flexível, tornou sua evolução cada vez mais difícil e onerosa. https://podcasters.spotify.com/pod/show/enap/episodes/EV-G-SIOP-BI--Sistema-Integrado-de-Dados-Oramentrios--SIDOR-e2gnap4 52Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 25.1 - SIDOR Assim, as diretorias da Secretaria de Orçamento Federal, da Secretaria de Planejamento Institucional (responsável na época pelo PPA) e do Departamento de Coordenação e Governança das Estatais (DEST) tomaram a decisão de desenvolver um novo sistema, integrando todo o processo orçamentário, contando com uma equipe técnica própria e total autonomia para sua evolução. Figura 26 - Analista de Planejamento e Orçamento O concurso público para Analista de Planejamento e Orçamento do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, realizado em 2008, reservou uma quantidade de vagas para especialistas em tecnologia da informação, com o objetivo de trabalhar no desenvolvimento do novo sistema estruturante. Assim, em 2009 foi desenvolvido e implantado o primeiro módulo do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP), o qual já foi utilizado para a elaboração do Projeto de Lei Orçamentária de 2010. Desenvolvido a partir de plataformas abertas de desenvolvimento de software em solução totalmente web, o SIOP apresentava maior flexibilidade e escalabilidade que o SIDOR, tornando mais ágil o seu desenvolvimento e manutenção. A infraestrutura 53Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública física para hospedagem do SIOP também foi totalmente assumida pela Secretaria de Orçamento Federal, e foi instalada em suas dependências físicas. Em 2015, a SOF adquiriu uma sala segura certificada NBR/ISO 10.636, com sistema de prevenção e combate a incêndios, climatização de precisão, geradores redundantes e monitoramento 24x7, garantindo estabilidade e segurança para a operação do SIOP. Figura 27 – Data Center SIOP A partir do exercício de 2000, as bases de dados orçamentários do SIDOR foram migradas para as bases do SIOP. Questões técnicas associadas ao formato dos dados inviabilizaram a migração dos exercícios anteriores. Aos poucos, os módulos do SIDOR e do SigPlan foram migrados para SIOP, e em 2016 o SIDOR foi desativado definitivamente. Versões do SigPlan ainda são utilizadas por algumas secretarias de planejamento estaduais, mas a versão da esfera federal também foi desativada. A figura abaixo apresenta o atual portal de acesso ao SIOP, com os principais recursos disponíveis, e pode ser acessado por meio do link: https://www.siop.gov.br/ https://www.siop.gov.br/ 54Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 28 – Portal de acesso ao SIOP Da mesma forma que o seu antecessor SIDOR, o SIOP é organizado na forma de módulos de sistema, ou seja, grupos de funcionalidades focados nos subprocessos operacionais que compõem o processo orçamentário. Apesar do SIOP ter representado uma evolução tecnológica significativa em relação aos sistemas anteriormente utilizados, sua gestão sempre teve como um de seus pilares a preocupação com o risco de obsolescência. Dessa forma, em 2015, foram iniciados os primeiros trabalhos visando a evolução do seu software para uma arquitetura baseada em microsserviços, considerado o padrão “estado da arte” para o desenvolvimento deaplicações web de alto desempenho. O submódulo de gestão das emendas parlamentares individuais foi o primeiro a ser totalmente desenvolvido neste novo padrão. Além disso, foi estabelecida a política de apenas desenvolver novos módulos na arquitetura de microsserviços e, aos poucos, converter os módulos mais antigos. 55Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Unidade 3 - Elaboração de propostas no SIOP Ao final da unidade, você deverá reconhecer como ocorrem os processos de elaboração de propostas no SIOP. 3.1 Momentos de uma proposta Os principais módulos do SIOP baseiam suas atividades na elaboração e tramitação de propostas. Na prática, as propostas são organizadas a partir do conceito de momento, essencial para entender como se dá o fluxo das informações. MOMENTO é uma etapa de uma proposta, de responsabilidade de um grupo da estrutura do Sistema de Planejamento e Orçamento Federal, em que é garantido o sigilo e a autonomia em relação aos demais grupos envolvidos, respeitada a hierarquia do sistema estruturador. Para tornar mais claro o conceito, vamos usar como exemplo o módulo em que ele foi criado, o de elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). A fase qualitativa da elaboração do PLOA, que prevê a estrutura de programas e ações orçamentárias que constarão na proposta, ainda sem preocupação com a questão financeira, prevê cinco momentos: Figura 28.1 – Momentos da Fase Qualitativa do PLOA Os códigos dos momentos foram criados para fins de indexação nas tabelas do sistema. No entanto, com o tempo, muitos servidores passaram a usar alguns deles com mais frequência do que às suas descrições. Segue explicação das atividades previstas em cada um desses momentos: 56Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Código Momento Atividades 10 Base de Partida É realizada a carga da base de partida da proposta, normalmente a programação qualitativa aprovada na LOA do exercício anterior. 100 Ajuste da Base de Partida A equipe do órgão central do SIPOF (SOF), realiza um ajuste inicial da base de partida, baseado em decisões já conhecidas que impactarão a proposta. 1000 Unidade Orçamentária Cada Unidade Orçamentária (UO) avalia a programação orçamentária que lhe cabe, registrando propostas de ajustes. 2000 Órgão Setorial Cada Órgão Setorial (OS) avalia as propostas apresentadas pelas UOs sob sua vinculação e realiza os ajustes necessários. 3000 Órgão Central A SOF (ou SEST, no caso das empresas estatais) avalia as propostas apresentadas pelos OSs e realiza os ajustes necessários. Quadro - Explicação das atividades previstas em cada momento Cada usuário do SIOP possui um perfil adequado à entidade em que trabalha, e sua visibilidade é limitada ao recorte do orçamento sob responsabilidade da sua entidade. Assim, na prática, um servidor da área de orçamento da Universidade de Brasília não consegue enxergar a proposta orçamentária em elaboração do Banco Central do Brasil, e vice-versa. Figura 29 – Usuário SIOP Na fase quantitativa da elaboração do PLOA são detalhadas as programações financeiras, o que inclui detalhamento da fonte dos recursos, natureza da despesa, modalidade de aplicação e, principalmente, as dotações financeiras de cada programação. A fase quantitativa é mais complexa do que a qualitativa, porque é dividida em duas fases. Na primeira fase, ainda não se tem uma ideia clara dos limites financeiros que 57Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública serão disponibilizados, uma vez que o trabalho de estimativa de receitas ainda não foi concluído, e as unidades e os órgãos orçamentários possuem maior liberdade para elaborar a proposta. Na segunda fase, os limites financeiros por órgão já foram divulgados, e a proposta é revista por todos os participantes do processo, ajustando as dotações para o cenário mais realista. Figura 30 – Momentos Fase Quantitativa do PLOA As atividades e limitações dos momentos da fase quantitativa são muito semelhantes às da fase qualitativa. São dois os tipos de momento não previstos na fase qualitativa: Código Momento Atividades 50 (Fase I) 500 (Fase II) SubUO As subdivisões da unidade orçamentária trata- se de um recurso opcional, que permite à UO realizar um trabalho mais abrangente junto às suas unidades internas ao abrir a proposta em um nível a mais de detalhamento. 150 Consolidação da Fase I Consolidação da proposta final resultante da fase I, e que servirá de base de partida para a fase II. Quadro - Momento não previstos na fase qualitativa A elaboração do PLOA não se encerra aqui. Existem, várias etapas subsequentes pelas quais a proposta deve passar até a sanção da Lei Orçamentária Anual. 58Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 31 – Momentos da Lei Orçamentária Anual Seguem as atividades previstas nos últimos momentos até a sanção da LOA. Código Momento Atividades 4000 Consolidado As propostas qualitativa e quantitativa são consolidadas e os últimos ajustes gerais são realizados, isso inclui lançamentos de pedidos de expansão de limites aprovados, fonteamento da proposta, marcação do resultado primário por programação, entre outras atividades. 5000 Projeto de Lei Preserva-se a versão final do projeto de lei, como encaminhado para apreciação do Congresso Nacional. 6000 Autógrafo da Lei Preserva-se o autógrafo da Lei aprovado e enviado pelo Congresso Nacional à SOF, incluindo todas as emendas parlamentares. 7000 Análise de Vetos Versão revisada do autógrafo da Lei, com eventuais vetos definidos pela Presidência da República. 8000 Lei Versão final da Lei Orçamentária Anual, que entra em execução a partir da sanção da Lei pelo Presidente da República. Quadro - Atividades previstas nos últimos momentos até a sanção da LOA 59Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública A abrangência do conceito de momento não está limitada ao módulo que gerencia o PLOA e a publicação da LOA. Como um segundo exemplo, vale ressaltar que a Lei Orçamentária Anual (LOA) não é estática. Após sua sanção e publicação, inicia-se a execução orçamentária, fase em que se podem propor alterações nas programações. Para tanto, há o módulo de Alterações Orçamentárias no SIOP, onde o fluxo das propostas segue a mesma lógica baseada em momentos. Figura 32 – Execução Orçamentária e Alteração Orçamentária + Código: 8000 – Momento: Lei Atividade: Originário do processo de elaboração da LOA, este momento é mantido preservado com a versão final da LOA conforme sanção presidencial. + Código: 9000 – Momento: Lei + Créditos Atividade: Em sua versão inicial, é simplesmente uma cópia do momento Lei (8000). Mas iniciadas as alterações orçamentárias (comumente referidas como “créditos”), as alterações efetivadas são incorporadas a este momento. Na prática, é o momento que representa a Lei Orçamentária válida em um dia específico, no decorrer do exercício. + Código: 9100 – Momento: Alteração Orçamentária – Unidade Orçamentária Atividade: Uma Unidade Orçamentária propõe alterações em alguma programação sob sua gestão orçamentária. 60Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública + Código: 9200 – Momento: Alteração Orçamentária – Órgão Setorial Atividade: Uma OS valida e ajusta propostas de alterações orçamentárias apresentadas por Unidades Orçamentárias vinculadas, ou propõe alterações de sua iniciativa. + Código: 9300 – Momento: Alteração Orçamentária – Órgão Central Atividade: A SOF (ou SEST) valida e ajusta propostas apresentadas pelos Órgãos Setoriais, ou propõe alterações de sua iniciativa. + Código: 9500 – Momento: Alteração Orçamentária – Consolidação Atividade: As alterações orçamentárias aprovadas são consolidadas para formalização em atos legais conjuntos. Caso o instrumento legal requerido para a efetivação da alteração seja Portaria da SOF ou da SEST, basta a publicação das mesmas para efetivação da formalização e consolidação das alterações no momento“Lei + Créditos” (9000). Caso seja requerido instrumento legal do tipo Lei, Decreto, Medida Provisória ou Portaria/Ato/Resolução do Ministério, a proposta deve ser encaminhada à Secretaria Executiva do Ministério para tramitação e aprovação. + Código: 9700 – Momento: Alteração Orçamentária – Análise para Internalização Atividade: Uma vez que uma Lei, Decreto, Medida Provisória ou Portaria/ Ato/Resolução do Ministério referente a uma formalização de alteração orçamentária é publicada, o órgão central deve internalizar eventuais emendas realizadas na versão do momento Consolidação (9500) para posterior efetivação e integração ao momento Lei + Créditos (9000). Código Momento Atividades 8000 Lei Originário do processo de elaboração da LOA, este momento é mantido preservado com a versão final da LOA conforme sanção presidencial. 9000 Lei + Créditos Em sua versão inicial, é simplesmente uma cópia do momento Lei (8000). Mas iniciadas as alterações orçamentárias (comumente referidas como “créditos”), as alterações efetivadas são incorporadas a este momento. Na prática, é o momento que representa a Lei Orçamentária válida em um dia específico, no decorrer do exercício. 61Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Código Momento Atividades 9100 Alteração Orçamentária – Unidade Orçamentária Uma Unidade Orçamentária propõe alterações em alguma programação sob sua gestão orçamentária. 9200 Alteração Orçamentária – Órgão Setorial Uma OS valida e ajusta propostas de alterações orçamentárias apresentadas por Unidades Orçamentárias vinculadas, ou propõe alterações de sua iniciativa. 9300 Alteração Orçamentária – Órgão Central A SOF (ou SEST) valida e ajusta propostas apresentadas pelos Órgãos Setoriais, ou propõe alterações de sua iniciativa. 9500 Alteração Orçamentária – Consolidação As alterações orçamentárias aprovadas são consolidadas para formalização em atos legais conjuntos. Caso o instrumento legal requerido para a efetivação da alteração seja Portaria da SOF ou da SEST, basta a publicação das mesmas para efetivação da formalização e consolidação das alterações no momento “Lei + Créditos” (9000). Caso seja requerido instrumento legal do tipo Lei, Decreto, Medida Provisória ou Portaria/Ato/Resolução do Ministério, a proposta deve ser encaminhada à Secretaria Executiva do Ministério para tramitação e aprovação. 9700 Alteração Orçamentária – Análise para Internalização Uma vez que uma Lei, Decreto, Medida Provisória ou Portaria/Ato/Resolução do Ministério referente a uma formalização de alteração orçamentária é publicada, o órgão central deve internalizar eventuais emendas realizadas na versão do momento Consolidação (9500) para posterior efetivação e integração ao momento Lei + Créditos (9000). Quadro - Execução Orçamentária e Alteração Orçamentária No caso das alterações orçamentárias, é interessante perceber que vários momentos podem ocorrer ou não, dependendo da situação. Por exemplo, o momento de Análise para Internalização só é necessário para alguns tipos de instrumento legal. Além disso, uma alteração proposta por um órgão setorial não vai possuir momento UO e uma alteração proposta pelo órgão central não vai possuir momentos UO ou OS. 62Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Dependendo do módulo, os perfis de acesso ao SIOP garantem o sigilo de informações entre diferentes entidades e diferentes momentos das propostas. É comum que o usuário com acesso a determinado momento consiga enxergar os momentos anteriores ao seu, mas não consiga enxergar os momentos posteriores. Segue um exemplo associado ao módulo de alterações orçamentárias. Perfil do usuário do SIOP Momentos que enxerga Unidade Orçamentária Apenas o momento UO Órgão Setorial Momentos OS e UO SOF Todos os momentos Quadro - Perfis de acesso ao SIOP 3.2 Tramitação entre momentos de uma proposta É importante entender como se dá o fluxo de uma proposta entre os diversos momentos de um processo de elaboração. A seguir, são detalhados os possíveis movimentos de tramitação de uma proposta. Movimento Descrição Envio Figura 33 - Envio Em um fluxo ideal, todo o trâmite se basearia no envio. Quando o usuário com acesso a um determinado momento termina a elaboração de uma proposta, deve enviá-la para o momento seguinte no fluxo para que seja apreciada. Por exemplo, quando uma UO elabora uma proposta de alteração orçamentária, utilizando o momento UO do fluxo de alterações (9100), posteriormente deve enviá-la ao momento OS (9200), para avaliação pelo Órgão Setorial. Depois de enviada, a UO não pode mais alterar as informações da proposta. A OS avalia, eventualmente pode ajustar dados da proposta e, caso concorde com a alteração, deve enviá-la ao próximo momento do fluxo, no caso o OC (9300). Agora o Órgão Central vai avaliar, eventualmente editar e, caso concorde, enviar para o próximo momento no fluxo. E assim por diante. 63Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Movimento Descrição Retorno Figura 33.1 - Retorno Quando uma proposta é recebida por uma entidade em um fluxo de elaboração, o usuário com acesso a este momento, ao identificar a necessidade de ajustes, pode ele mesmo editar a proposta. Porém, se julgar mais adequado, pode retornar a proposta para o momento anterior, para que os responsáveis pela versão enviada ajustem a proposta. Deve ser destacado que eventuais alterações realizadas pelo momento do usuário são descartadas no retorno ao momento anterior, de modo que a versão da proposta volta a ser igual à inicialmente enviada. Como exemplo, se uma OS envia uma alteração de uma ação orçamentária, durante a elaboração da proposta qualitativa do PLOA, para o momento OC, e o órgão central identifica a necessidade de ajustes, ele pode retornar a proposta para o momento OS, para que o órgão setorial faça os ajustes sugeridos e posteriormente reenvie a proposta. Captura Figura 33.2 - Captura O usuário de um momento tem a possibilidade de capturar uma proposta que ainda se encontre no momento anterior. É um recurso normalmente utilizado em situações excepcionais, por conta de perda de prazos ou indefinições quanto à pertinência de algum aspecto da proposta. Assim, um usuário do momento OS poderia capturar uma proposta quantitativa da elaboração do PLOA que ainda se encontre no momento UO para, por exemplo, ajustar os valores de acordo com novos limites financeiros divulgados se o prazo para envio para o momento OC estiver muito apertado. Os movimentos de tramitação de propostas entre momentos podem ser visualizados de maneira simplificada no desenho a seguir. Figura 34 - Movimentos de tramitação de propostas 64Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Observação: Não faz sentido pensar em retornar uma proposta que não tenha existido no momento anterior. Por exemplo, uma proposta de alteração orçamentária que tenha sido criada no momento OS não pode ser retornada para o momento UO, já que neste momento nunca existiu uma versão desta proposta. O envio é um movimento que envolve uma série de validações, controladas pelo SIOP a partir das regras de negócio configuradas em cada módulo. Por exemplo, um pedido de alteração orçamentária precisa atender a uma série de requisitos para que seu envio seja permitido. Alguns exemplos: • Todos os campos com os textos de justificativa do pedido precisam estar preenchidos; • os valores de cancelamento e suplementação precisam estar balanceados (nos casos de remanejamento); • o pedido tem que ter sido chancelado pela diretoria da SOF (no envio do momento OC para o momento consolidado); • os limites de cancelamento e suplementação precisam estar adequados ao tipo de instrumento legal pretendido; • deve haver janela de trabalho aberta para envio do tipo de instrumento legal envolvido; • os saldos utilizados precisam estar de acordo com os valores empenhados e bloqueados nas programaçõesa serem canceladas; • e muitos outros requisitos (dependendo do tipo de alteração, pode haver uma lista com várias dezenas de itens a serem verificados). Caso qualquer uma das regras associadas ao tipo de proposta não esteja sendo cumprido, o próprio SIOP impede o envio e informa o usuário sobre as inconsistências. Observação: o movimento de captura, quando disponível, despreza todas as validações associadas ao envio. Como exemplo, se a OS captura uma proposta quantitativa da UO com pendências, o sistema não vai impedir. Porém, para conseguir enviar esta proposta para o momento OC, a OS terá que realizar as correções necessárias para que a proposta fique adequada às regras de negócio. Outro conceito importante para as tramitações de propostas no SIOP é o de janela de trabalho. JANELA DE TRABALHO é um intervalo de tempo, expresso em um período do calendário, em que a possibilidade de envio de um tipo de proposta para o momento seguinte está disponível. 65Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 35 – Alterações orçamentárias Como um primeiro exemplo, podemos citar os envios de alterações orçamentárias para o órgão central. Em qualquer momento do exercício, as unidades orçamentárias e os órgãos setoriais podem elaborar pedidos de alteração orçamentária. Inclusive as UOs podem enviar seus pedidos para apreciação da OS à qual estão vinculadas (neste caso, há uma janela de trabalho sempre aberta). Porém, o envio dos pedidos pelas OSs para o momento OC obedece a um calendário divulgado pela SOF no início de cada exercício. Aprofundando o exemplo, em 2023 a janela de trabalho para envio de pedidos de reabertura de créditos especiais e extraordinários de 2022 ficou disponível (ou seja, permitiu o envio para o momento OC) do início do exercício até o dia 10 de abril. Tentativas de envio deste tipo de pedido após esta data seriam impedidas pelo SIOP. Como segundo exemplo, todo o processo de elaboração do PLOA tem que seguir um rígido calendário que viabilize o envio do projeto de lei ao Congresso no prazo constitucional do dia 31 de agosto do exercício anterior. Cada etapa da elaboração, ou seja, cada momento, tem seus movimentos controlados por prazos definidos em janelas de trabalho. Figura 36 – Projeto de Lei 66Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Unidade 4 - Módulos do SIOP Ao final da unidade, você deverá reconhecer os principais módulos do SIOP. 4.1 Estrutura do SIOP O Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP) é organizado em módulos que agrupam suas funcionalidades. Seu menu de trabalho é dividido segundo os principais subprocessos do Processo Orçamentário, o que ajuda o usuário a encontrar as funcionalidades em que precisa atuar. Figura 37- Menu SIOP Porém, alguns desses subprocessos possuem etapas e detalhes de alta complexidade, exigindo mais um nível de divisão das funcionalidades, como no grupo de funcionalidades relacionadas à LOA – Lei Orçamentária Anual. A figura a seguir mostra a quantidade de opções disponíveis ao clicar sobre a opção LOA no menu. 67Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 38 - Opções disponíveis ao clicar sobre a opção “LOA É importante ressaltar que as opções disponíveis para um usuário do SIOP podem variar conforme o perfil de acesso. A gestão dos acessos ao SIOP segue o “Princípio da Necessidade de Conhecer”, que limita o acesso de cada usuário àquelas funcionalidades estritamente necessárias para o seu trabalho. A gestão dos perfis de acesso dos usuários do SIOP é descentralizada, de modo que cada órgão ou unidade que requer acesso ao SIOP indica um ou mais servidores que atuam como “cadastradores” da unidade, e são responsáveis por manter o cadastro de usuários lotados em sua unidade que precisam de acesso ao SIOP e configurar seus perfis de acesso. 68Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Conheça mais detalhes sobre a gestão de acessos no Manual do SIOP: https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ controle_acesso:solicitacao_acesso A seguir, cada item do menu será brevemente explicado, com seus principais grupos de funcionalidades e, em alguns casos, serão apresentados vídeos mostrando algumas funcionalidades, a título de exemplo. Figura 39 - Menu de Funcionalidades 4.2 Funcionalidades do Menu BI – Business Intelligence O módulo do BI traz a principal ferramenta de acesso a dados do SIOP. Grupo de Funcionalidades Finalidade Principais Recursos Extração de Dados Consultar dados orçamentários em interface flexível e configurável pelo usuário. Ferramenta de extração de dados; Painel de status das cargas; Relatórios pré- formatados especiais. Quadro - Principal ferramenta de acesso a dados do SIOP Conheça mais detalhes sobre o módulo do BI no Manual do SIOP: https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ bi:itens_bi PPA – Plano Plurianual Módulo responsável pela elaboração e monitoramento do Plano Plurianual. https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/controle_acesso https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/controle_acesso https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/bi https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/bi 69Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Grupo de Funcionalidades Finalidade Principais Recursos Qualitativo Elaborar a proposta qualitativa do PLPPA, e revisão da programação qualitativa no decorrer do exercício. Edição e consulta aos cadastros de programas, objetivos, metas, agendas e outros parâmetros que compõem o planejamento de governo de médio prazo; Tramitação de propostas qualitativas do PLPPA. Quantitativo Elaborar a proposta quantitativa do PLPPA. Edição e detalhamento das propostas para a programação quantitativa plurianual; Tramitação de propostas quantitativas do PLPPA; Gestão das janelas de trabalho para a fase quantitativa. Limites Plurianuais Definir os limites financeiros do PLPPA. Consulta e edição dos limites financeiros para o PLPPA, configuráveis por OS e por UO; Comparação dos valores de captação com os limites. Monitoramento Monitorar e avaliar a execução do PPA. Captar e monitorar junto aos órgãos da União o andamento do PPA quanto ao cumprimento dos objetivos e metas previstos, permitindo a avaliação de um ciclo. Formalização Gerar os arquivos do PLPPA para entrega ao Congresso Nacional. Geração de arquivos com o conteúdo dos anexos do PLPPA. Quadro - Módulo responsável pela elaboração e monitoramento do Plano Plurianual Conheça mais detalhes sobre o módulo do PPA no Manual do SIOP: https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ ppa:ppa LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias O módulo da LDO consiste em um sistema para aperfeiçoamento do texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias. https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ppa https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ppa 70Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Grupo de Funcionalidades Finalidade Principais Recursos Projeto de Lei Elaborar a proposta de projeto de lei para a próxima LDO. Proposta e tramitação de emendas ao texto vigente da Lei, visando a elaboração do próximo projeto de lei; Solicitação de pareceres para as emendas propostas; Gestão das janelas de trabalho para a tramitação das emendas; Relatórios para avaliação das emendas. Quadro - Sistema para aperfeiçoamento do texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Conheça mais detalhes sobre o módulo da LDO no Manual do SIOP: https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ pldo:paginareferenciapldo LOA Mais antigo do SIOP, o módulo da LOA é utilizado para a elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual, com todos os vários aspectos com os quais se relaciona, e para a manutenção de parâmetros e cadastros. Grupo de Funcionalidades Finalidade Principais Recursos Qualitativo Elaborar a proposta qualitativa do PLOA e revisão da programaçãoqualitativa no decorrer do exercício. Edição e consulta aos cadastros de ações, localizadores e planos orçamentários; Tramitação de propostas qualitativas do PLOA; Lista de verificação de pendências das propostas; Gestão das janelas de trabalho para a fase qualitativa. https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/pldo https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/pldo 71Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Grupo de Funcionalidades Finalidade Principais Recursos Quantitativo Elaborar a proposta quantitativa do PLOA. Edição e detalhamento das propostas para a programação quantitativa; Tramitação de propostas quantitativas do PLOA; Lista de verificação de pendências das propostas; Gestão das janelas de trabalho para a fase quantitativa; Fonteamento da proposta; Gestão de SubUOs. Limites Definir e gerir os limites financeiros do PLOA Consulta e edição dos limites financeiros para o PLOA, configuráveis por OS e por UO; Comparação dos valores de captação com os limites. Formalização Gerar os volumes do PLOA para entrega ao Congresso Nacional e procedimentos para internalização da LOA. Geração de arquivos com o conteúdo de cada volume do PLOA; Geração dos arquivos para envio ao Congresso Nacional; Importação do Autógrafo da LOA encaminhado pelo Congresso Nacional; Gestão de vetos da LOA. Informações Complementares Gerar as informações complementares ao PLOA, conforme especificado na LDO. Captação e geração dos arquivos com o conteúdo de cada inciso do anexo da LDO que detalha as informações complementares requeridas. Projetos de Investimento Gerir o cadastro de projetos de investimento. Edição e consulta ao cadastro de projetos de investimento previstos no PLOA; Gestão das janelas de trabalho para a tramitação de projetos de investimento. SAOC Gerir o cadastro de Operações de Crédito. Edição e consulta ao cadastro de operações de crédito previstos no PLOA; Gestão das janelas de trabalho para a tramitação de operações de crédito. Quadro - Módulo da LOA 72Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Confira no vídeo abaixo como realizar a práticas das seguintes ações: • Menu inicial • Consulta de ações por parâmetro • Tramitação de ações • Envio X Captura • Navegação na Árvore • Detalhamento da Ação • Mudança de Perfil Vídeo 1: Módulo Qualitativo da LOA Conheça mais detalhes sobre o módulo da LOA no Manual do SIOP: https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ ploa:inicio_ploa Conheça mais detalhes sobre o módulo de informações complementares da LOA no Manual do SIOP: https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ ploa:ploa_informacoes_complementares Conheça mais detalhes sobre o módulo de projetos de investimentos da LOA no Manual do SIOP: https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ ploa:manual_projeto_investimento Receitas O módulo responsável pelas estimativas de receita é essencial para a elaboração do PLOA e para a confecção dos relatórios bimestrais de avaliação de receitas e despesas. https://youtu.be/nPu_L-Z-e5c https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ploa https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ploa https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ploa https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ploa https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ploa https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ploa 73Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Grupo de Funcionalidades Finalidade Principais Recursos Configurações Gerir os principais parâmetros para classificação da receita orçamentária. Cadastro de naturezas de receita, fontes, áreas temáticas, grupos de NFGC, unidades recolhedoras, entre outros. Arrecadação Gerir os processos de arrecadação de receitas orçamentárias. Ferramentas para carga e consulta dos dados de arrecadação a partir das bases do SIOP e do SIAFI. Projeção Projetar cenários de arrecadação de receitas orçamentárias. Desenhar modelos de apoio às projeções de arrecadação; Criar cenários de arrecadação; Captar dados das bases externas de arrecadação. Relatórios Extrair dados sobre as estimativas de receitas orçamentárias. Relatórios e ferramentas de extração de dados das bases de receita. Quadro - Módulo de Receitas Conheça mais detalhes sobre o módulo de Receitas no Manual do SIOP: https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ receitas:receitas Alterações Orçamentárias O módulo de alterações orçamentárias é fundamental para a gestão orçamentária no decorrer de um exercício orçamentário. Grupo de Funcionalidades Finalidade Principais Recursos Pedidos Propor e tramitar pedidos de alterações orçamentárias. Consulta, edição e tramitação de pedidos de alterações orçamentárias; Gestão de saldos financeiros oriundos do excesso de arrecadação e superávit financeiro. https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/receitas https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/receitas 74Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Grupo de Funcionalidades Finalidade Principais Recursos Pleitos Planejar pleitos para alterações orçamentárias. Consulta e edição de pleitos de alterações; Gestão de chancelas para alterações orçamentárias. Formalização Formalizar as alterações orçamentárias. Consulta, edição e tramitação de agrupamentos de pedidos de alterações orçamentárias para geração de atos normativos que as formalizam. Administração Administrar parâmetros de apoio ao processo de alterações orçamentárias. Gestão das janelas de trabalho para as alterações orçamentárias; Configuração dos tipos de alteração orçamentária; Configuração das regras de verificação das alterações orçamentárias. Emendas Individuais Gerir as emendas parlamentares individuais (orçamento impositivo) Detalhar os beneficiários das emendas parlamentares; Solicitar e acompanhar alterações nas programações orçamentárias das emendas; Definir a ordem de prioridade de atendimento aos beneficiários por autor; Controlar o cumprimento das regras de aplicação das dotações para emendas parlamentares individuais. Quadro – Alterações orçamentárias Vídeo 2: Módulo de Alterações Orçamentárias Conheça mais detalhes sobre o módulo de Alterações Orçamentárias no Manual do SIOP: https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ alteracoes_orcamentarias:alteracoes_orcamentarias https://youtu.be/2vCjhclgarA https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/alteracoes_orcamentarias https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/alteracoes_orcamentarias 75Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Conheça mais detalhes sobre o submódulo de Emendas Individuais no Manual do SIOP: https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ impositivo Acompanhamento Orçamentário Módulo responsável pelo acompanhamento da execução física e financeira do orçamento. Grupo de Funcionalidades Finalidade Principais Recursos Acompanhamento Físico-Financeiro do Orçamento Avaliar o cumprimento das metas físicas relativas ao dispêndio financeiro no período. Captação dos dados do acompanhamento físico-financeiro; Tramitação das informações captadas para o acompanhamento; Gestão de janelas de trabalho para os períodos de captação; Geração de relatórios. Acompanhamento das Despesas Discricionárias Captar as justificativas de inexecução da programação orçamentária discricionária. Captação das justificativas da inexecução das despesas discricionárias; Tramitação das justificativas; Gestão de janelas de trabalho para os períodos de captação; Geração de relatórios. Informações de apoio à prestação de contas ao TCU Gerar relatório de prestação de contas para o TCU. Gerar relatório. Quadro – Acompanhamento Orçamentário Conheça mais detalhes sobre o módulo de Acompanhamento Orçamentário no Manual do SIOP: https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/acompanhamento_orcamentario:novo_acompanhamento_ orcamentario Estatais Módulo de acompanhamento das receitas e despesas das Empresas Estatais. https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/impositivo https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/impositivo https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/acompanhamento_orcamentario https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/acompanhamento_orcamentario 76Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Grupo de Funcionalidades Finalidade Principais Recursos Acompanhamento da Execução Acompanhar a execução orçamentária das empresas estatais. Atualizar dados de receita e despesa das empresas estatais; Gerar relatórios. Quadro - Receitas e despesas das Empresas Estatais Conheça mais detalhes sobre o módulo de Estatais no Manual do SIOP: https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ dest:dest Gestão do Sistema Módulo responsável pela administração geral do sistema. Grupo de Funcionalidades Finalidade Principais Recursos Suporte Gerir os recursos de suporte do SIOP. Configurar notícias e avisos do SIOP; Mapear os manuais do SIOP para referência nos demais módulos. Controle de Acesso Gerir o acesso dos usuários do SIOP. Manter cadastro de usuários; Configurar permissões e perfis de acesso; Manter cadastro de departamentos e unidades cadastradoras. Integração SIAFI Gerir a integração com o SIAFI. Acompanhar e manter a fila de transmissão de arquivos entre SIOP e SIAFI; Montar arquivos especiais para envio ao SIAFI; Consultar log das cargas de dados. Tabelas de Apoio Manter as tabelas de apoio ao SIOP. Manter cadastros de órgãos, momentos, fluxos de trabalho, dados geográficos, regras e fórmulas de negócio, entre outros. Log Genérico Manter o log de atividades do SIOP. Configurar as atividades que devem registrar log no SIOP. https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/dest https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/dest 77Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Grupo de Funcionalidades Finalidade Principais Recursos Web Services Gerir as integrações via web services. Manter as permissões de acesso via web services; Consultar log de consultas via web services. Quadro - Administração geral do sistema Classificações O módulo de classificações gerencia os parâmetros gerais da despesa orçamentária. Grupo de Funcionalidades Finalidade Principais Recursos Marcadores Gerir os recursos de marcação da despesa. Configurar marcadores que geram visões específicas da despesa; Gerar relatórios. Classificações Manter os cadastros de classificações da despesa. Manter cadastros de esfera, função, subfunção, tipo de programa, tipo de ação, localizador padronizado, PO reservado, produto, unidade de medida, tipo de resultado primário, natureza de despesa, IDOC, IDUSO, elemento de despesa, modalidade de aplicação, categoria econômica, entre outros. Quadro - Módulo de classificações 78Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Unidade 5 – Outros Recursos do SIOP Ao final da unidade, você deverá reconhecer os principais recursos acessórios do SIOP. 5.1 Painel do Orçamento O Painel do Orçamento Federal é uma aplicação web que disponibiliza dados orçamentários da Administração Pública Federal mantidos pelo Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP), desde o ano 2000. O exercício corrente é atualizado diariamente, de modo que as informações correspondem sempre ao fechamento do último dia útil. A ferramenta é aberta a qualquer cidadã ou cidadão com acesso à Internet (ou seja, não é necessário possuir cadastro no SIOP para utilizá-la) e dispõe de recursos avançados de consulta, como filtros flexíveis e visualizações gráficas, além da possibilidade de extração dos dados em forma de planilha. Sua utilização é simples e intuitiva, sendo apta para o uso por qualquer usuário. O acesso ao Painel do Orçamento ocorre por meio de um banner no Portal do SIOP (https://www.siop.gov.br/). Figura 40 – Tela do SIOP – Acesso ao Painel Orçamentário. https://www.siop.gov.br/ 79Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Além da ferramenta de “Consulta Livre”, que dá acesso aos principais dados do orçamento federal com bom nível de detalhamento, há ferramentas dedicadas a aspectos mais especializados do orçamento público federal, trazendo dados complementares específicos. Assim, há ferramentas especiais para consultar dados de emendas parlamentares individuais, despesas com tecnologia da informação, série histórica comparando a evolução do orçamento por vários exercícios, o pagamento efetivo de cada exercício, o que inclui restos a pagar de exercícios anteriores, e a classificação do orçamento com base no padrão COFOG (Classification of the functions of government), segundo a metodologia da OCDE/ONU. Figura 41– Painel do Orçamento Federal A imagem abaixo mostra alguns gráficos disponíveis na área de Consulta Livre. Figura 42 – Exemplo de Gráfico disponível na área de Consulta Livre 80Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Conheça mais detalhes sobre o Painel do Orçamento no Manual do SIOP: https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ acesso_publico:painel_orcamento 5.2 Orçamento Cidadão Digital O Orçamento Cidadão Digital é a versão web da publicação anual “Orçamento Cidadão”, uma iniciativa da Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento e Orçamento (SOF/MPO) cujo desafio é permitir ao cidadão brasileiro que compreenda, em uma linguagem acessível, para onde o dinheiro que ele paga em impostos é destinado. O objetivo deste orçamento simplificado é ampliar a transparência sobre o orçamento público federal, de modo a contribuir para a formação de uma sociedade mais bem informada e mais participativa na gestão dos recursos públicos. Os dados que alimentam o Orçamento Cidadão Digital são extraídos da mesma base que alimenta o Painel do Orçamento Federal. O acesso ao Orçamento Cidadão Digital se dá por meio de um banner no Portal do SIOP (https://www.siop.gov.br/). Figura 43 - Tela do SIOP – Acesso ao Orçamento Cidadão Digital A versão web do Orçamento Cidadão apresenta dados orçamentários da Administração Pública Federal, atualizados pelo SIOP. Sua visualização é baseada na função orçamentária, que pode ser traduzida como o maior nível de agregação das https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/acesso_publico https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/acesso_publico https://www.siop.gov.br/ 81Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública diversas áreas de atuação do setor público. Isso reflete a competência institucional do órgão, abrangendo áreas como cultura, educação, saúde, defesa, e está relacionada aos respectivos Ministérios. Figura 44 – Orçamento Cidadão Digital A ferramenta dispõe de recursos avançados como consulta, filtros flexíveis e visualizações gráficas, além da possibilidade de extração dos dados em forma de planilha. Sua utilização é simples e intuitiva, sendo apta para o uso de qualquer cidadão. Figura 45 – Recursos de Consultas 82Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Conheça mais detalhes sobre o Orçamento Cidadão Digital no Manual do SIOP: https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ acesso_publico:orcamento_cidadao 5.3 Cadastro de Ações A Lei de Diretrizes Orçamentárias estabelece até 60 dias, um prazo após a sanção da Lei Orçamentária Anual, para que os dados qualitativos das programações orçamentárias sejam disponibilizados em local de livre acesso ao cidadão brasileiro. Na LDO 2023, esta regra consta no Art. 153. Art. 153. A elaboração e a aprovação dos Projetos de Lei Orçamentária de 2024 e dos créditos adicionais, e a execução das respectivas leis, deverão ser realizadas de acordo com os princípios da publicidade e da clareza, além de promover a transparência da gestão fiscal e permitir oamplo acesso da sociedade a todas as informações relativas a cada uma dessas etapas. § 1º Serão divulgados em sítios eletrônicos: I - pelo Poder Executivo federal: (...) g) até o sexagésimo dia após a data de publicação da Lei Orçamentária de 2024, o cadastro de ações com, no mínimo, o código, o título e a descrição de cada uma das ações constantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, que poderão ser atualizados, quando necessário, observado o disposto nas alíneas “e” e “f” do inciso III do § 1º do art. 52, desde que as alterações não ampliem ou restrinjam a finalidade da ação, consubstanciada no seu título constante da referida Lei; Até pouco tempo, esses dados eram disponibilizados por meio de arquivos PDF disponibilizados no sítio web do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Esses arquivos passavam raramente por atualizações e exigiam do usuário a exploração de vários e imensos arquivos PDF para conseguir encontrar uma informação específica. Não havia mecanismos ágeis de pesquisa. https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/acesso_publico https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/acesso_publico 83Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Em 2012 foi implantada a ferramenta de consulta ao Cadastro de Ações, carregada no dia útil seguinte à sanção da LOA, e com variados recursos de consulta à programação qualitativa e quantitativa do Orçamento Público Federal. Os dados publicados são atualizados diariamente, de modo que as informações referentes ao exercício corrente estarão atualizadas até o último dia útil em que ocorreu alguma alteração. O acesso ao Orçamento Cidadão Digital ocorre por meio de um banner no Portal do SIOP (https://www.siop.gov.br/). Figura 46 -Tela do SIOP - Acesso ao Orçamento Cidadão Digital A imagem a seguir mostra o resultado de uma consulta por palavra-chave. No exemplo, a ferramenta trouxe todas as ações orçamentárias que possuem o termo “idoso” em algum campo de seus dados. https://www.siop.gov.br/ 84Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 47 – Exemplo de consulta Ao selecionar uma das ações, é possível navegar nas várias abas com o detalhamento dos dados da ação. Na próxima figura, veremos as informações complementares da ação selecionada, com destaque para o campo de “Descrição” da ação, onde aparece a palavra-chave utilizada na pesquisa original. 85Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 48 – Campo “Descrição. Conheça mais detalhes sobre o Cadastro de Ações no Manual do SIOP: https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ acesso_publico:cadastro_acoes https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/acesso_publico https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/acesso_publico 86Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 5.4 Dados Abertos O Decreto nº 8.777, de 11 de maio de 2016 instituiu a Política de Dados Abertos do Poder Executivo Federal. Dentre os objetivos desta Política, podemos destacar: • promover a publicação de dados contidos em bases de dados de órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional sob a forma de dados abertos; • aprimorar a cultura de transparência pública; • franquear aos cidadãos o acesso, de forma aberta, aos dados produzidos ou acumulados pelo Poder Executivo federal, sobre os quais não recaia vedação expressa de acesso; • facilitar o intercâmbio de dados entre órgãos e entidades da administração pública federal e as diferentes esferas da federação; • fomentar o controle social e o desenvolvimento de novas tecnologias destinadas à construção de ambiente de gestão pública participativa e democrática e à melhor oferta de serviços públicos para o cidadão. A Open Knowledge Foundation (https://okfn.org/) compreende que os dados são considerados abertos quando: Qualquer pessoa pode acessar, usar, modificar e compartilhar livremente para qualquer finalidade (sujeito a, no máximo, requisitos que preservem a proveniência e a sua abertura). Isso geralmente é satisfeito pela publicação dos dados em formato aberto e sob uma licença aberta. Assim, Dados Abertos são uma metodologia para a publicação de dados em formatos reutilizáveis, visando o aumento da transparência e maior participação política por parte do cidadão, além de gerar diversas aplicações desenvolvidas colaborativamente pela sociedade. Em 2015, servidores da área de Tecnologia da Informação da Secretaria de Orçamento Federal já conduziam pesquisas sobre o tema de dados abertos, e publicaram o artigo “A Ontologia do Orçamento Federal Brasileiro – Um caso Web Semântico de Dados Abertos Públicos”. Este artigo propôs um modelo ontológico para representação das despesas do Orçamento Federal Brasileiro. Este modelo foi implementado utilizando a linguagem RDF – Resource Description Framework, o formato padrão W3C para intercâmbio de dados na Web, e previsto nos padrões de interoperabilidade de Governo Eletrônico – ePING. Desde então, a execução da despesa orçamentária é publicada em uma área acessível por meio de um banner no Portal do SIOP (https://www.siop.gov.br/), ou no Portal Brasileiro de Dados Abertos (https://dados.gov.br/). https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/decreto/d8777.htm https://okfn.org/ about:blank about:blank https://eping.governoeletronico.gov.br/ https://www.siop.gov.br/ https://dados.gov.br/ 87Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 49 – Tela do SIOP – Acesso aos Dados Abertos. Neste site é possível fazer consultas ou baixar as bases em formato RDF com a execução da despesa orçamentária da administração pública federal de todos os exercícios a partir de 2001. A execução do exercício corrente é atualizada diariamente. Figura 49.1 – Bases de Dados Abertos Disponíveis 88Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 5.5 Manuais do SIOP Os usuários do SIOP podem consultar a documentação sobre os módulos do SIOP nos Manuais do SIOP, acessíveis por meio de um banner no Portal do SIOP (https:// www.siop.gov.br/). Figura 50 – Tela do SIOP – Acesso aos “Manuais”. A página utiliza tecnologia wiki, que permite a atualização frequente do conteúdo pelas áreas de negócio responsáveis pelos processos orçamentários e pela equipe de manutenção e desenvolvimento do SIOP. Figura 51 – Documentação de Usuário do SIOP https://www.siop.gov.br/ https://www.siop.gov.br/ 89Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Referências bibliográficas ARAÚJO, L. S.; SANTOS, M. T.; SILVA, D. A. A Ontologia do Orçamento Federal Brasileiro: Um caso Web Semântico de Dados Abertos Públicos. Brasília–DF [2016]. Disponível em: https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/lib/exe/fetch.php/ dados_abertos:medes_brazilian_budget_23_12_traducao_ii.pdf. Acesso em: 21 ago. 2023. BRASIL. Ministério da Economia. Sistemas estruturadores. Brasília–DF, [2022?]. Disponível em: https://www.gov.br/economia/pt-br/assuntos/sistemas- estruturadores. Acesso em: 10 ago. 2023. BRASIL. Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Governo Digital: Dados Abertos. Brasília–DF [?]. Disponível em: https://www.gov.br/governodigital/ pt-br/dados-abertos. Acesso em: 23 ago. 2023. BRASIL. Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Padrões de Interoperabilidade. Brasília–DF [?]. Disponível em: https://www.gov.br/ governodigital/pt-br/governanca-de-dados/padroes-de-interoperabilidade. Acesso em: 21 nov. 2023. BRASIL. Ministério do Planejamento e Orçamento. Manual do SIOP: Elaboração de Proposta Orçamentária - PLOA. Brasília–DF , [2023a?]. Disponível em: http://www1. siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ploa:inicio_ploa. Acesso em: 17 ago. 2023. BRASIL. Ministério do Planejamento e Orçamento. Manual Técnico do Orçamento. Brasília–DF, [2023a?]. Disponível em: https://www1.siop.planejamento.gov.br/mto/ doku.php/mtos. Acesso em: 07 ago. 2023. BRASIL. Presidênciada República. Decreto n. 11.398, de 21 de janeiro de 2023: altera o Decreto n. 11.353, de 1º de janeiro de 2023, que aprova a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções de Confiança do Ministério do Planejamento e Orçamento, e transforma cargos em comissão e funções de confiança. Brasília–DF: Presidência da República, [2023]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/D11398.htm. Acesso em: 08 ago. 2023. BRASIL. Presidência da República. Decreto nº 8.777, de 11 de maio de 2016: Institui a Política de Dados Abertos do Poder Executivo federal. Brasília–DF : Presidência da República, [2016]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015- 2018/2016/decreto/d8777.htm. Acesso em: 23 ago. 2023. BRASIL. Presidência da República. 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Brasília–DF: Presidência da República, 2001. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/ L10180.htm. Acesso em: 08 ago. 2023. BRASIL. Presidência da República. Lei nº 14.436, de 09 de agosto de 2022: Dispõe sobre as diretrizes para a elaboração e a execução da Lei Orçamentária de 2023 e dá outras providências. Brasília–DF : Presidência da República, [2022]. Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-14.436-de-9-de-agosto-2022-421627764. Acesso em: 23 ago. 2023. GONÇALVES, J. B. Atividade de Inteligência e Legislação Correlata. (Niterói/RJ). Editora Impetus. 2018. OLLAIK, L. G. Coordenação Intergovernamental: O Caso do SigPlan. II Congresso Consad de Gestão Pública – Painel 52: Cooperação intergovernamental em gestão pública. Brasília–DF , 2009. Disponível em: http://consad.org.br/wp-content/ uploads/2013/02/COORDENA%C3%87%C3%83O-INTERGOVERNAMENTAL-O-CASO- DO-SIGPLAN3.pdf. Acesso em: 15 ago. 2023. 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Este data mart possui dados originados a partir dos processos orçamentários executados no próprio SIOP, e de dados provenientes de bases complementares geridas em outros órgãos, em que se destacam os dados da execução orçamentária originados no SIAFI. O volume de dados disponíveis é muito grande e, dependendo do tipo de consulta que se deseja fazer, simplesmente oferecer todos os dados disponíveis em um único repositório pode tornar a tarefa de criar consultas extremamente complexas e, em alguns casos, gerar resultados confusos. Assim, para permitir a manipulação de quantidades menores de dados, de modo a facilitar a visão do usuário e tornar as consultas mais simples e de processamento mais ágil, o SIOP BI é organizado em “cubos analíticos”. Um cubo analítico OLAP é uma estrutura de dados montada de forma multidimensional, que proporciona uma rápida análise de valores quantitativos ou medidas relacionadas com determinado assunto, sob diversas perspectivas diferentes. Módulo 4 92Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Na imagem clique nos botões em destaque para acessar o conteúdo. Figura 52 – Cubo Analítico Data Mart (DM) É um repositório de dados reduzido se comparado ao Data Warehouse, comumente projetado para atender às necessidades de uma área específica da organização. OLAP (Processamento Analítico em Tempo Real) É um processo que possibilita gerar análises de alta complexidade e multidimensionais a partir de DWs ou DMs. Além de tornar mais simples e intuitiva a construção de consultas, a organização do BI em cubos também ajuda a tornar as consultas mais leves e ágeis. Quanto maior o volume de dados envolvido em uma consulta, maior o tempo de processamento requerido para gerar o resultado. 93Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública 1.2 Cubos Disponíveis Figura 52.1 – Cubo Analítico e usuários Os cubos permitem manipular, a cada utilização, um volume menor de dados, possibilitando maior rapidez de processamento e agilidade na configuração e execução de consultas. A tabela a seguir apresenta os cubos analíticos disponíveis no SIOP BI, com os conjuntos de dados que disponibilizam. Deve ser destacado que os cubos possuem diferentes configurações de visibilidade, que podem levar em conta o perfil, os órgãos vinculados ao usuário e, até mesmo, o momento da consulta. Cubo Dados Execução Orçamentária Contém dados de execução orçamentária importados diariamente do SIAFI e dados orçamentários gerados no SIOP. Execução Orçamentária - Execução e RAP Combina dados apresentados no cubo de Execução Orçamentária com dados sobre restantes a pagar de exercícios anteriores. Elaboração PLOA - Financeiro Apresenta dados quantitativos da elaboração da proposta de lei orçamentária para o próximo exercício no nível financeiro. Possui restrições de visibilidade baseadas no momento e no órgão/UO do usuário. 94Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Cubo Dados Elaboração PLOA - Físico-Financeiro Apresenta dados quantitativos da elaboração da proposta de lei orçamentária para o próximo exercício no nível físico (até PO). Tem o detalhamento da programação financeira mais limitado que o cubo de Elaboração PLOA - Financeiro. Possui restrições de visibilidade baseadas no momento e no órgão/UO do usuário. Receita Apresenta dados consolidados de receita referentes aos últimos cenários divulgados no SIOPpara PLOA e LOA. Alterações Orçamentárias Apresenta os dados das alterações orçamentárias criadas no SIOP, limitados ao momento atual de cada alteração. Possui restrições de visibilidade baseadas no momento e no órgão/UO do usuário. Acompanhamento Físico-Financeiro Apresenta todos os dados da execução física realizada por programação orçamentária, conforme relatado pelos órgãos setoriais no módulo de Acompanhamento Orçamentário do SIOP. Acompanhamento das Despesas Discricionárias Apresenta os resultados do módulo de acompanhamento das despesas discricionárias do SIOP, com as respostas dos órgãos setoriais aos questionários sobre a inexecução dessas despesas. Possui restrições de visibilidade baseadas no órgão/UO do usuário. Elaboração PPA Apresenta dados da elaboração do projeto de lei do plano plurianual para o próximo exercício. Visibilidade limitada a SOF e SEPLAN. Emendas Individuais Contém dados das emendas parlamentares individuais (RP = 6) com dotações e dados de beneficiário extraídos da base do SIOP, e dados de execução orçamentária importados diariamente do SIAFI. Possui restrições de visibilidade baseadas no órgão/UO do usuário ou no parlamentar/partido do assessor parlamentar. Despesas Discricionárias - Execução por NE Contém dados de execução orçamentária das despesas discricionárias detalhadas no nível de nota de empenho. Possui restrições de visibilidade baseadas no órgão/UO do usuário. Limites de Empenho Contém dados sobre os limites de empenho encaminhados ao SIAFI. Visibilidade limitada à SOF. 95Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Unidade 2 – Elaborando e Gerando Consultas Ao final da unidade, você deverá reconhecer como montar e extrair uma consulta básica em um cubo extrator do SIOP BI. 2.1 Seleção dos campos e métricas da consulta A montagem de consultas no SIOP BI é realizada por meio do “Extrator de Dados”, disponível no caminho “BI > Extração de Dados > Extrator” do SIOP, conforme imagem a seguir. Figura 53 – Menu SIOP - BI A página inicial do BI traz uma lista com as consultas gravadas pelo próprio usuário ou compartilhadas por outros usuários. Para criar uma nova consulta, clique no botão “+ Adicionar”. 96Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública A página para criação de uma consulta traz campos opcionais para descrição da consulta em seu cabeçalho, mas o mecanismo fundamental é focado nas áreas para definição dos campos, métricas e filtros, destacados na figura a seguir. Figura 53.1 – Áreas para definição dos campos Ao selecionar os campos e métricas que farão parte da consulta, eles serão listados na área central, como na figura a seguir. Figura 54 – Campos e métricas Na prática, os campos e métricas formam as colunas da planilha a ser gerada como resultado da consulta no BI. 97Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública É importante destacar que a ordem dos campos na lista vai influenciar diretamente no resultado da consulta, uma vez que define a ordem em que os registros serão apresentados. A escolha mais adequada desta ordem ajuda no entendimento e na análise dos resultados gerados. O vídeo a seguir apresenta o procedimento para criação da estrutura básica de uma consulta, com a exploração mais detalhada dos recursos disponíveis. Vídeo 3: Montagem de uma consulta no BI 2.2 Definição de filtros Na área da direita, são definidos os filtros a serem utilizados na consulta. A definição de filtros pode ser um passo essencial para que a consulta fique otimizada e apresente apenas os dados que interessam ao usuário. É importante lembrar que quanto mais dados o resultado da consulta trouxer, mais lento será o processamento. Consultas com quantidade excessiva de dados podem demorar tanto a processar que a sessão do usuário expira antes da conclusão da consulta. Por isso é importante selecionar apenas os campos necessários e usar os filtros para trazer apenas o universo de informações que realmente interessem. A imagem a seguir mostra alguns filtros selecionados para a consulta do exemplo. Figura 55 – Filtros selecionados. https://youtu.be/7jYl3cs1RfA 98Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Note que o campo “Poder” foi incluído como filtro, apesar de não estar na lista de campos selecionados para compor o resultado da consulta. Não há problema algum nisso, uma vez que não existe qualquer tipo de dependência entre os campos incluídos nas duas áreas. Ao clicar no botão “Visualizar Filtros”, na barra de ferramentas superior, são apresentados os filtros aplicados. Figura 56 – Filtros aplicados Apesar de recomendável na maioria das consultas, a definição de filtros não é obrigatória. Para consultas muito simples e consolidadas, é possível que não seja necessário definir filtros. O vídeo a seguir apresenta o procedimento para a definição dos filtros de uma consulta, com a exploração mais detalhada dos recursos disponíveis. Vídeo 4: Definição dos filtros da consulta 2.3 Geração da consulta e exportação dos dados Para finalmente obter os resultados da consulta, deve-se clicar no botão “Gerar consulta”, localizado na barra de ferramentas superior. https://youtu.be/V4F03stqsyE 99Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 57 – Gerar consulta O resultado da consulta é apresentado na tela, conforme mostra a figura a seguir. Dependendo da quantidade de registros na resposta, é possível utilizar a rolagem de tela para visualizar mais registros. Figura 58 – Resultado Entretanto, considerando a quantidade de registros gerados e a quantidade de campos e métricas configurados para a consulta, visualizar o resultado na tela pode não ser o ideal. Até porque as ferramentas de manipulação de dados em formato de planilha possuem muitos outros recursos poderosos, como a utilização de tabelas dinâmicas, geração de gráficos etc. E assim o usuário tem a liberdade de utilizar os dados da maneira que preferir, com total autonomia. 100Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Um detalhe importante é que, para evitar um processamento excessivamente demorado, a quantidade de registros que o SIOP BI apresenta em tela é limitada em 10 mil. Se uma consulta ultrapassar esse limite, a mensagem a seguir será apresentada. Figura 59 – Mensagem sinalizando que o limite de 10 mil foi ultrapassado. Para contornar esta questão, o SIOP BI disponibiliza formas de exportar o resultado, em formatos XLSX (MS Excel) ou CSV, por meio dos botões destacados na figura abaixo. Figura 60 - Formas de exportar o resultado A figura a seguir mostra o resultado exportado em uma planilha. 101Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 60.1 - Resultado exportado A possibilidade de exportação dos dados da consulta para o formato de planilha destaca um dos principais objetivos do SIOP BI: proporcionar autonomia para o usuário trabalhar os dados da maneira que preferir, inclusive em outras ferramentas de sua preferência. Ferramentas como o MS Excel, Qlikview ou PowerBI possibilitam carregar os dados das planilhas geradas no SIOP BI e, além disso, permitem visualizações e análises diferenciadas, como tabelas dinâmicas, gráficos, entre outros recursos. O vídeo a seguir apresenta em detalhes o procedimento para a execução de uma consulta e a exportação para o formato de planilha. Vídeo 5: Geração e exportação do resultado da consulta https://youtu.be/Ky6ny4IcuuQ 102Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Unidade 3 - Salvando e Compartilhando Consultas Ao final da unidade, você deverá identificar como salvar uma consulta montada e como compartilhá-la com outros usuários do SIOP. 3.1 Salvando uma consulta Caso o usuário deseje salvar uma consulta para execução posterior, basta definir um título para a consulta e clicar no botão “Salvar”. Caso deseje incluir uma descrição para a consulta, de modo a facilitar o entendimento sobre motivação ou característicasda consulta, para documentação ou compartilhamento, essa função está disponível no campo de “Descrição Detalhada”. Figura 61 - Descrição detalhada Estes dados podem ser alterados posteriormente, caso necessário. Após salvar, a consulta passa a aparecer na lista de consultas disponíveis na página inicial do Extrator, conforme imagem a seguir. Figura 62 - Página inicial do extrator 103Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública O vídeo a seguir apresenta em detalhes o procedimento para salvar uma consulta, além disso, demonstra como ela aparece na lista de consultas disponíveis. Vídeo 6: Salvamento de uma consulta 3.2 Compartilhando uma consulta com outros usuários do SIOP É possível compartilhar consultas com outros usuários do SIOP e a lista de consultas da página inicial do Extrator traz tanto as consultas que o próprio usuário gravou quanto consultas criadas por outros usuários as quais foram compartilhadas com ele. Figura 63 - Consulta compartilhadas por outros usuários Logicamente só é possível compartilhar consultas que tenham sido salvas pelo usuário. Alguns perfis permitem compartilhar uma consulta de maneira genérica, para vários usuários de uma vez. Este compartilhamento “global” é realizado por meio do combo “Tipo de Consulta”, no cabeçalho da consulta. Deve ser destacado que este é recurso limitado a alguns perfis de acesso específicos. https://youtu.be/nOuLWlEzzRY 104Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 64 - Extrator – tipos de consulta Tipo de Consulta Visibilidade Normal Apenas o autor da consulta e compartilhamentos para usuários específicos. Global (todos os usuários) Todos os usuários do SIOP que possuam acesso ao cubo utilizado. Global (apenas usuários SOF) Todos os usuários do SIOP que possuam perfil SOF. Também é possível compartilhar uma consulta com usuários específicos do SIOP. Para isso, deve-se utilizar o botão “Compartilhar”, na aba de ferramentas superior. Figura 65 - Compartilhar consulta O botão de compartilhamento abre uma janela que permite encontrar outros usuários do SIOP. O campo de filtro permite acessar mais facilmente um usuário específico. De maneira semelhante ao sistema para seleção de campos da consulta, a ferramenta apresenta uma área com os usuários disponíveis e outra com os 105Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública usuários selecionados. Deve-se utilizar os mesmos botões de adição e exclusão para movimentar os usuários entre as duas áreas. Figura 66 - Botões para seleção Após selecionados os usuários desejados, clica-se no botão “Confirmar” para efetuar o compartilhamento. Na lista de consultas, há uma coluna que indica o tipo de compartilhamento de cada consulta, conforme figura a seguir. 106Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 67 - Tipo de compartilhamento de cada consulta É importante estar ciente de que, ao alterar e salvar uma consulta que o usuário compartilhou com outros, esses usuários passarão a enxergar a consulta com as alterações realizadas pelo criador da consulta. Uma opção interessante para evitar alterações em uma consulta compartilhada por outros usuários, é utilizar o botão “Salvar como”, na aba de ferramentas superior. Esse botão permite salvar uma nova versão de uma consulta existente, e esta nova versão fica sob total gestão deste último usuário. Este recurso também é útil quando o usuário tem acesso a uma consulta compartilhada por outro usuário, e 107Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública quer utilizá-la com alguns ajustes. Assim, ele salva uma nova versão com os ajustes requeridos, sem afetar ou ser afetado pela consulta original que foi compartilhada. Figura 68 - Salvar como O vídeo a seguir apresenta em detalhes os procedimentos para compartilhar uma consulta com outros usuários do SIOP. Vídeo 7 Compartilhamento de uma consulta https://youtu.be/IpV2KlLEiSc 108Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Unidade 4 – Dicas e Dúvidas Ao final da unidade, você deverá reconhecer algumas dicas para melhorar a qualidade das consultas e evitar erros comuns que podem comprometer os resultados. 4.1 Ordem e consolidação dos registros A ordem em que os registros são apresentados no resultado de uma consulta está diretamente ligada à ordem definida para os campos selecionados. Já a quantidade de registros gerada por uma consulta está diretamente relacionada com a quantidade de campos selecionados, especialmente quando esses campos representam diferentes níveis de granularidade. Como exemplo, podemos pensar na hierarquia de atributos qualitativos da Lei Orçamentária Anual, conforme figura abaixo. Figura 69 - Hierarquia de atributos qualitativos da Lei Orçamentária Anual Um “programa” abrange várias “ações” orçamentárias. Cada ação pode possuir vários “subtítulos” (também conhecidos como “localizadores”). 109Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Na consulta abaixo, os campos foram selecionados na ordem de hierarquia. Deseja- se identificar os valores de dotação atual no nível de granularidade do localizador. Nesse exemplo, foi filtrado o exercício de 2023. Figura 70 - Campos selecionados na ordem de hierarquia A execução da consulta traz uma lista de registros com toda a granularidade definida: Figura 71 - Lista de registros com toda a granularidade definida 110Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Apesar de normalmente os usuários especificarem a ordem dos campos na consulta de acordo com a hierarquia, nada impede de utilizar uma ordem diferente. Mas deve- se lembrar que isso vai impactar na ordem em que os registros serão apresentados no resultado. No caso, se invertemos a posição do “localizador” com a da “ação”, vamos obter os mesmos registros, mas organizados de maneira invertida. Figura 72 – Organização Observe, especialmente a partir do “programa” 2208, que os registros aparecem agora em outra ordem, respeitando a ordem estabelecida na seleção dos campos. Figura 73- Lista de registros 111Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Se excluímos dos campos selecionados o “programa”, que ainda está influenciando na ordem dos registros, o efeito da inversão fica ainda mais evidente. Figura 74- Lista de registros – efeito da inversão Agora, para percebermos a diferença de quantidade de registros de acordo com os campos selecionados, retornamos o “programa” e excluímos o “localizador” da lista de campos selecionados. Agora a execução da consulta trará os valores consolidados no nível da “ação”. Figura 75- Valores consolidados no nível da “ação Se, ao invés de excluir o “localizador”, tivéssemos excluído a “ação” e o “programa”, os valores ficariam consolidados por “localizador”, independente dos “programas” e “ações”. 112Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 76- Valores consolidados por “localizador Porém, é preciso ter especial cuidado com algumas situações, em que uma escolha de campos e filtros sem atenção pode gerar resultados com significado confuso. Vamos voltar na versão da consulta em que a granularidade vai apenas até o nível da “ação”, quando geramos o resultado a seguir. Figura 77- Versão da consulta – granularidade ação O filtro atual da consulta está limitado ao “ano exercício” de 2023. Vamos adicionar ao filtro o “ano exercício” de 2022, mas sem mexer na lista de campos selecionados. O resultado vai somar os dados dos dois exercícios, o que pode tornar o resultado pouco útil, mas é o que foi definido na estrutura da consulta. 113Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 78- Filtro – Ano de exercício O resultado provavelmente ficaria mais interessante se o exercício também tivesse sido adicionado na lista de campos, gerando o resultado abaixo. Figura 79- Filtro – Ano de exercício O vídeo a seguir mostra como a alteração dos campos e filtros da planilha influenciam diretamente no resultado.Vídeo 8: Ordem e consolidação dos resultados de uma consulta 4.2 Pivotamento de Campos Um recurso do SIOP BI que pode ser muito interessante em algumas consultas é a utilização do pivotamento, disponível para alguns campos. A palavra “pivotar” é derivada do inglês pivot, que significa girar em relação a um eixo. Pivotar uma tabela significa mudar o eixo em que um dado é apresentado. O campo mais propício para o pivotamento no SIOP BI é o “ano exercício”. Como exemplo, vamos criar uma consulta em que se deseja comparar os valores autorizados, empenhados e pagos em mais de um exercício, por órgão. Para ficar mais fácil comparar os dados em cada órgão a cada ano, o campo “Órgão” foi posicionado antes do campo “Ano Exercício”. https://youtu.be/SLn3At88ZoU 114Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 80- Pivotamento – Campos selecionados Foram filtrados os três exercícios abaixo. Figura 81- Ano exercício O resultado da consulta será apresentado no formato seguinte, com cada linha apresentando os dados de um órgão em um dos exercícios filtrados. Figura 82- Resultado 115Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Voltando à tela de montagem da consulta, vamos selecionar a opção “Pivotar”, à direita do campo “Ano Exercício” na área de filtros. Neste caso, é importante excluir o campo da área de selecionados. Figura 83 - Pivotar Note que o resultado passa a ser apresentado de maneira diferente, levando os dados por exercício para as colunas e reduzindo a quantidade de registros. Figura 84 - Resultado Ainda há outra opção associada ao pivotamento no cabeçalho da consulta, que pode alterar o agrupamento por métrica (padrão) pelo agrupamento pelo atributo pivotado (no exemplo, o “Ano Exercício”). Figura 85 - Opção associada ao pivotamento 116Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Agora os dados são apresentados em ordem diferente no resultado, agrupados pelo exercício. Figura 86 – Resultado agrupado por exercício Importante destacar que o volume de dados gerados pelas opções sem pivotamento, ou com pivotamento, por métrica ou atributo, é sempre o mesmo. A diferença está apenas na visualização desses dados, se com maior agrupamento nas colunas ou nas linhas. O formato mais adequado depende apenas da necessidade e preferência de cada usuário. O vídeo a seguir mostra na prática como utilizar os recursos de pivotamento da tabela. Vídeo: 9 Pivotamento da tabela 4.3 Momentos somados O processo de consolidação explicado anteriormente pode gerar dúvidas em casos específicos, e aqui comentamos uma muito comum, recorrente em usuários que utilizam os cubos de elaboração de propostas, como no caso do PLOA. O cubo de elaboração do PLOA tem como principal objetivo fazer o acompanhamento da evolução da proposta orçamentária, mas é comum que alguns usuários não percebam a importância de incluir o “momento” da proposta como campo selecionado ou filtro, de modo a evitar a geração de um resultado com valores consolidados que, na verdade, estão se acumulando e, consequentemente, não tem relação com a realidade. https://youtu.be/kdRKSrQdpRM 117Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Como exemplo, podemos imaginar uma consulta criada para trazer o valor da proposta do PLOA para uma determinada programação orçamentária. O usuário deve estar ciente de que a proposta tem valores para cada um dos momentos em que foi trabalhada. No resultado apresentado na figura abaixo, o usuário teve o cuidado de incluir o momento como um dos campos a serem apresentados na consulta. Veja que o resultado mostra como a proposta para ação analisada evoluiu a cada momento do processo de elaboração. Figura 86.1 – Inclusão do momento como um dos campos a serem apresentados na consulta Agora, se o usuário não incluir o momento como campo do resultado, ou filtro, o resultado pode ser desastroso: Figura 86.2 – Consulta imprecisa Um usuário pouco experiente pode chegar à conclusão de que a proposta para esta ação é cerca de sete vezes maior que o verdadeiro valor encaminhado ao Congresso Nacional no PLOA. Assim, incluir o campo de “momento” como selecionado ou filtro, é essencial em casos como este, e o recurso do pivotamento pode ser especialmente interessante. 118Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública O vídeo a seguir mostra na prática como este erro pode gerar um resultado sem sentido, e o que pode ser feito para corrigi-lo. Vídeo 10: Momentos somados em uma consulta 4.4 Métricas Incompatíveis A divisão do SIOP BI em cubos multidimensionais ajuda a evitar a montagem de consultas com campos ou métricas incompatíveis, ou que apresentem algum tipo de desalinhamento. No entanto, mesmo dentro de um único cubo, podem haver combinações problemáticas, normalmente consequência do processo orçamentário que gera os dados. Para quem não conhece em detalhes o processo, os resultados podem parecer muito confusos, ou até mesmo sugerir que haja algum erro. Como exemplo, vamos montar uma consulta com o cubo de Emendas Individuais. A figura a seguir mostra os campos selecionados. Será filtrado o “ano exercício” de 2022 e o “órgão” 26000. Figura 87 - Consulta com o cubo de Emendas Individuais Esta consulta teria como interesse identificar os valores originais e atuais (sujeitos a alterações orçamentárias) atribuídos a cada emenda parlamentar individual. Ela https://youtu.be/DIPc1dEO9bU 119Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública busca também revelar os beneficiários indicados pelos parlamentares, assim como os valores determinados para cada beneficiário e os valores empenhados. Em uma primeira execução da consulta, o usuário vai verificar e, provavelmente estranhar, a presença de vários registros com valores nulos em todas as métricas selecionadas. Quem conhece o padrão de numeração das emendas definido pelo Congresso Nacional sabe que os quatro primeiros dígitos indicam o ano exercício da emenda, logo indentificará que estas emendas com valores nulos se referem a exercícios anteriores a 2022. Nesse caso, a explicação é que são emendas de exercícios anteriores que foram inscritas em restos a pagar (RAP), por isso estão presentes no escopo de 2022. Mas para a consulta em questão, essas emendas não interessam, pois nenhuma das métricas selecionadas envolve RAP. Para otimizar o resultado, recomenda-se utilizar o recurso “Desprezar resultados com métricas zeradas”, disponível no cabeçalho da consulta. Figura 87.1 – Otimizando resultado Agora a execução só trará nos resultados os registros que possuem algum dado. O recurso de desprezar resultados com métricas zeradas deve ser utilizado de maneira consciente. Em outras consultas, pode ser que registros com métricas nulas tenham significado relevante e devam ser mantidas no resultado. Mesmo com esta “limpeza” inicial, o resultado pode gerar muitas outras dúvidas. No trecho abaixo, é possível identificar dados que podem parecer estranhos. Dados em linhas diferentes que teoricamente deveriam aparecer na mesma linha, além de dados ausentes que parecem não ter explicação. 120Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 88 - Dados As linhas que trazem “dotação atual” apresentam todos os demais campos zerados. As únicas que trazem valores indicados por beneficiário são as que possuem dado de beneficiário preenchido. As demais apresentam as demais métricas, mas sem informações de beneficiários. Todas essas aparentes inconsistências são consequência das particularidades envolvidas no processo de gestão das emendas parlamentares individuais. Na verdade, não há erros nos dados, mas detalhes aos quais o usuário precisa estar atento. A carga do autógrafo da LOA é realizada a partir de um arquivo em que a numeração das emendas ainda não está presente. Assim, os dados de “Dotação Inicial”, originados no SIOP como consequência da carga deste arquivo, não possuem atribuição de número de emenda.Estes dados funcionam como um dado de referência em relação à situação original da LOA. Em um processo posterior, outro arquivo originado no Congresso Nacional com a distribuição das dotações por emenda parlamentar é carregado no SIOP. Como a execução orçamentária no SIAFI considera o número da emenda em seu “PTRES”, novos registros são gerados com essas informações em uma métrica à parte, chamado “Emenda Aprovada (Dot Inicial)”. A situação inicial deste dado é preservada na métrica “LOA (SIAFI)”. A métrica de origem no SIAFI que equivale à “Emenda Aprovada (Dot Inicial)” se chama “Autorizado”. E é sobre a dotação do “Autorizado” que são realizados os empenhos. Assim, as três métricas apresentadas no centro do resultado (“LOA (SIAFI)”, “Emenda Aprovada (Dot Inicial)” e “Empenhado”) ou tem origem no SIAFI ou é carregada em registro alinhado com os dados do SIAFI, e por isso trazem dados na mesma linha. 121Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Por fim, há a indicação dos beneficiários das emendas. Um processo que se dá exclusivamente no SIOP, sem replicação para o SIAFI. As assessorias parlamentares responsáveis pela gestão das emendas individuais fazem as indicações no SIOP com objetivos de priorização em caso de contingenciamento, controle da aplicação do mínimo constitucional em ações da saúde, entre outros. Como não são dados compartilhados com o SIAFI, são carregados em registros à parte, apesar de compartilharem os números de emenda e os dados da funcional programática e do financeiro. Importante comentar que o empenho realizado no SIAFI também exige a identificação de beneficiário, mas dependendo da modalidade de aplicação do recurso, não há obrigatoriedade de coincidência com o beneficiário indicado no SIOP, outro motivo para que as duas operações sejam realizadas de modo independente. Caso o desenho do BI resolvesse replicar todos os dados em todos os registros, uma consequência indesejável seria a possibilidade de acúmulo de valores em consultas. Por exemplo, se o valor da dotação por emenda fosse replicado para cada registro de beneficiário, um usuário que resolvesse somar dados das colunas obteria um valor de emenda superior ao verdadeiro, caso a emenda possuísse mais de um beneficiário indicado. Assim, a partir do conhecimento do processo, e com a consciência da forma como os dados serão apresentados, cada usuário deverá pensar sobre a melhor maneira de montar suas consultas, e talvez separá-las de acordo com cada foco. Por exemplo, evitar trazer dados de execução das emendas e de indicação de beneficiários na mesma consulta. O vídeo a seguir mostra a criação da consulta discutida e os problemas de incompatibilidade na prática. Vídeo 11: Métricas incompatíveis 4.5 Filtros inadequados A falta de conhecimento sobre alguns processos orçamentários pode levar a uma situação de criação de filtros que geram resultados que podem parecer erros. Neste primeiro exemplo, o usuário deseja conhecer todas as programações da Lei Orçamentária Anual que são classificadas como despesas de Tecnologia da Informação. Uma vez que, dentre as opções de campos disponíveis, há um marcador para despesas de TI, esta parece ser uma tarefa bem simples. https://youtu.be/rr1Mgc0BlAg 122Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública A partir de uma consulta utilizando o cubo de “Execução Orçamentária”, segue uma proposta para os campos selecionados. Figura 89 - Uma proposta para os campos selecionados E o filtro com o marcador citado. Figura 90 – Filtros Selecionados A consulta será executada e provavelmente o usuário ficará decepcionado, pois não virá nenhum registro como resultado. Mas não se trata de erro, e sim consequência do processo. A marcação de despesas de TI é realizada no nível do elemento de despesa. Há orientação em acórdão do TCU para que seja feita durante o processo de elaboração do PLOA, mas o sistema do Congresso Nacional despreza o atributo elemento de despesa. Assim, o autógrafo que é carregado no SIOP vem sem elemento de despesa e, consequentemente, sem a marcação de quais despesas são destinadas a demandas de tecnologia da informação. A marcação de elemento de despesa só é novamente obrigatória no momento da emissão da nota de empenho. Assim, na prática, só faz sentido utilizar o filtro de despesas de TI caso estejam presentes métricas referentes ao PLOA ou à execução (empenhado, pago etc.). 123Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública O vídeo a seguir mostra a criação da consulta discutida, o resultado inicial, e como alterar a consulta para um resultado efetivo. Vídeo 12 Filtros inadequados – despesas de TI No segundo exemplo, utilizaremos o cubo de “Emendas Individuais”. Vamos imaginar que o usuário queira comparar os valores previstos em LOA para emendas parlamentares com o que foi empenhado em um determinado exercício, por emenda. Os campos selecionados podem ser os seguintes. Figura 91 – Campos Porém, na hora de selecionar os filtros, imaginem que o usuário selecione os deputados e senadores como autores das emendas e, interessado no efeito sobre as despesas discricionárias, utilize também o filtro de “Resultado Primário (RP)”, selecionando o valor 2, correspondente a despesas discricionárias. Figura 92 – Campos A execução desta consulta não vai trazer resultados. Apesar de, na prática, emendas parlamentares sobre as programações de RP 2 serem possíveis (apesar de raras), https://youtu.be/tdaNKBL-Yg4 124Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública as emendas propostas individualmente pelos parlamentares são identificadas por outro RP específico, o RP 6. Seria mais adequado ter sido filtrado o RP 6, porém, como o tipo de autor de emenda foi limitado aos deputados e senadores, na verdade o filtro de RP é desnecessário, e configurá-lo com o valor 6 não vai fazer diferença, seriam filtros redundantes. Aprofundando o conhecimento, na verdade o cubo de emendas individuais já é pré-filtrado em seu carregamento, e apenas as programações de RP 6 estão presentes. O objetivo principal desse cubo é apoiar o processo de gestão de emendas parlamentares individuais em suas particularidades, como a indicação de beneficiários, que não é realizada para os demais tipos de emendas. Caso o usuário deseje informações dos outros tipos de emenda (bancada, relator ou comissão), o cubo mais adequado a ser utilizado é o de execução orçamentária. O vídeo a seguir mostra a criação de uma consulta semelhante ao exemplo no cubo de emendas individuais, os problemas com o filtro de RP, e como gerar um resultado mais completo no cubo de execução. Vídeo 13: Filtros inadequados – Emendas Individuais https://youtu.be/UzDheTdt40Y 125Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Unidade 5 – Outros recursos Ao final da unidade, você deverá reconhecer como é a rotina de atualização dos cubos do SIOP BI e quais relatórios pré- formatados podem ser úteis. 5.1 Atualização dos dados dos cubos Cada carga de dados que alimenta os cubos do SIOP BI tem sua própria rotina de atualização, de acordo com as necessidades das áreas de negócio e eventuais restrições técnicas. É possível que um usuário fique em dúvida se os dados que estão sendo gerados em uma consulta estão atualizados de acordo com suas necessidades. Para solucionar essa dúvida, o SIOP BI disponibiliza uma ferramenta simples, a opção “Status das Cargas”, no menu do BI / Extração de Dados. Figura 93 – BI – Status das Cargas Veja a seguir uma imagem da página “Status das Cargas”, que apresenta uma tabela com as informações sobre cada carga. 126Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 94 –Status das Cargas As colunas da tabela trazem as informações mais recentes sobre cada carga. A coluna “Status” apresenta a situação atual de cada carga, e há colunas apresentando o dia e horário de início e término do último processo de carregamento dos dados. A coluna de duração mostra simplesmentea diferença entre os horários de início e término, útil para a equipe técnica identificar eventuais problemas ou erros de carga. A coluna de referência mostra a data em relação à qual os dados carregados se referem. Quando uma carga de dados está sendo atualizada, o Status muda para “Em Andamento”, conforme figura seguinte. 127Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 95 –Status das Cargas sendo atualizada Também há status referentes a situações de erro durante a carga. Como primeiro exemplo, vamos avaliar a carga de “Execução Anual”, que alimenta, entre outros, o cubo de “Execução Orçamentária” e “Emendas Individuais”. Esta carga depende do recebimento pela SOF da chamada “fita” PARASOF, um arquivo gerado e transmitido pelo SIAFI diariamente, e que traz toda a execução orçamentária realizada no SIAFI. Esse arquivo é enviado pelo SIAFI em toda madrugada posterior à realização de movimentações financeiras. No exemplo da figura, veja que o processamento da carga de execução anual começou no dia 30/09 às 2h44, e terminou cerca de 35 minutos depois. O tempo requerido para esta carga é um dos motivos para que seja realizada apenas uma vez ao dia. Outro motivo está na complexidade da geração do arquivo no SIAFI, que também exige muito processamento e por isso só é executada durante a madrugada. Realizar este procedimento mais vezes ao dia, principalmente em horário comercial, poderia gerar riscos na confiabilidade dos dados e impactar o desempenho dos sistemas. Um detalhe interessante é que esta imagem foi gerada em uma segunda-feira, dia 02/10. Se a última atualização da carga de execução anual ocorreu no dia 30/09 (sábado), entende-se que a última movimentação nos dados de execução realizada no SIAFI ocorreu na sexta-feira, dia 29/09. Por isso os dados se referem a esta data, como mostra a coluna “Referência”. Caso alguma movimentação tivesse sido realizada no SIAFI durante o final de semana, ele automaticamente geraria uma fita PARASOF no dia seguinte, mesmo que fosse no domingo, e o SIOP faria o processamento da carga na mesma madrugada. Uma carga com rotina muito diferente é a de Alterações Orçamentárias, que alimenta o cubo de mesmo nome. Durante o horário comercial, ela é atualizada a cada hora, no padrão XXh15 (às 9h15, 10h15, 11h15, etc.). Para os usuários que trabalham com a gestão de alterações orçamentárias, ter à disposição apenas dados referentes ao dia anterior, como comumente acontece com outras cargas, seria considerado 128Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública problemático. Muitas vezes, é necessário realizar várias alterações em um mesmo dia, e quanto mais atualizados estiverem os dados para acompanhamento, menor o risco de erros operacionais. Esta carga utiliza dados originados somente no SIOP, e a independência de dados externos facilita uma rotina de atualização mais frequente. Outras cargas com características interessantes são as que se referem ao acompanhamento dos processos de elaboração. Perceba que tanto a carga “Elaboração PPA” quanto a “Elaboração PLOA” apresentam como data de sua última atualização o dia 31/08. Como é bem conhecido, o dia 31/08 é a data limite para envio das propostas de projeto de lei da LOA e do PPA para apreciação pelo Congresso Nacional. Estas cargas funcionam somente durante o período de elaboração das propostas, e só devem ser reativadas no início do próximo ciclo. Durante o processo de elaboração, o intervalo entre atualizações varia razoavelmente, normalmente de 4 horas no início do processo, mas chegando a apenas 1 hora nas semanas finais. Não é recomendável atualizar os dados em intervalos ainda menores até para evitar conflitos com outras cargas, como a de alterações orçamentárias. As cargas de dados de processos de acompanhamento (“Acompanhamento Orçamentário” e “Acompanhamento Despesas Discricionárias”) também seguem uma rotina muito específica, normalmente sendo realizadas somente ao final de cada ciclo de acompanhamento, ou sob demanda da área responsável pelo processo, em situações especiais. 5.2 Relatórios pré-formatados Um dos principais objetivos da criação da ferramenta de Business Intelligence era proporcionar uma alternativa para os usuários do SIOP criarem suas próprias consultas, com total autonomia, reduzindo a necessidade de desenvolvimento dos chamados relatórios pré-formatados, relatórios demandados pelas áreas usuárias e definidos em todos os seus detalhes (dados a serem apresentados, formatação, processo de geração, filtros), e muito dependentes de dedicação da equipe de Tecnologia da Informação a cada novo relatório requerido, ou a cada necessidade de ajuste identificada. 129Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 96 – Servidor Relatórios A maioria desses relatórios possuía um público muito restrito, e desde a implantação do SIOP BI a demanda por este tipo de relatório praticamente acabou. Alguns relatórios que haviam sido criados antes da implantação do SIOP BI, e outros desenvolvidos para atender a necessidades muito específicas, estão disponíveis por meio do caminho “BI / Extração de Dados / Relatórios”. Figura 97 –Relatórios 130Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Mas apesar do baixo interesse hoje existente para este tipo de relatório, há um que talvez agrade os usuários do SIOP BI. Trata-se do Relatório “Detalhes do Cubo”, disponível no grupo de relatórios “Extrator”. Figura 98– Seleção de Relatórios Para melhor contextualizar, vamos lembrar do processo de seleção dos campos a serem incluídos em uma consulta. É comum que os usuários tenham dúvidas sobre o que cada métrica realmente significa, quais dados trazem nos resultados, e quais as diferenças entre opções aparentemente semelhantes. Um modo simples e interativo para esclarecer este tipo de dúvida consiste em posicionar o mouse sobre uma métrica. É apresentado um pequeno quadro de dicas, com a descrição do item, a fonte da descrição, e a origem dos dados. 131Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Figura 99 – Campos disponíveis Mas considere que o usuário queira consultar as descrições das métricas em um único documento, como uma espécie de manual. É isso que o relatório “Detalhes do Cubo” proporciona. O usuário deve escolher o cubo do SIOP BI de seu interesse e clicar no botão “Exportar”. Figura 100 –Relatórios Exportar 132Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Há,ainda, a opção de gerar em vários formatos. Na figura a seguir é destacado um trecho do resultado em PDF. Figura 101 –Listas de campos do cubo Execução Orçamentária Referências bibliográficas BRASIL. Ministério do Planejamento e Orçamento. Manual do SIOP: Página de Referência para o Processo de Alterações Orçamentárias. Brasília–DF, 2023. Disponível em: http://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/ alteracoes_orcamentarias:alteracoes_orcamentarias. Acesso em: 17 ago. 2023. INACIO, A. Entenda sobre OLAP, OLTP e cubos analíticos. [s.d]. Disponível em: https://ayltoninacio.com.br/blog/entenda-sobre-olap-oltp-e-cubos-analiticos#fbo. Acesso em: 04 set. 2023. http://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/alteracoes_orcamentarias http://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/alteracoes_orcamentarias https://ayltoninacio.com.br/blog/entenda-sobre-olap-oltp-e-cubos-analiticos#fbo 133Enap Fundação Escola Nacional de Administração Pública Glossário N°: Termo: Definição / significado: 1 Data Mart (DM) É um repositório de dados reduzido se comparado ao Data Warehouse, comumente projetado para atender às necessidades de uma área específica da organização. 2 Data Warehouse (DW) Pode ser traduzido como um “armazém de dados”, é um repositório de dados históricos, relacional e multidimensional, que atende a todas as áreas de uma organização. 3 ETL (Extração, Tratamento e Carga) É o processo de coleta de dados brutos em bancos de dados transacionaisou outras fontes de dados, procedendo com sua limpeza, tratamento e classificação para carregamento em um data warehouse ou em um data mart. 4 OLAP (Processamento Analítico em Tempo Real) É um processo que possibilita gerar análises de alta complexidade e multidimensionais a partir de DWs ou DMs. 5 Ontologia Em Ciência da Computação, o termo ontologia significa um modelo de dados que representa um conjunto de conceitos dentro de um domínio e os relacionamentos entre estes. Uma ontologia é utilizada para realizar inferência sobre os objetos do domínio. Ontologias são utilizadas em inteligência artificial, web semântica, engenharia de software e arquitetura da informação, como uma forma de representação de conhecimento sobre o mundo ou alguma parte deste. Ontologias geralmente descrevem: • Indivíduos: os objetos básicos; • Classes: conjuntos, coleções ou tipos de objetos; • Atributos: propriedades, características ou parâmetros que os objetos podem ter e compartilhar; • Relacionamentos: as formas como os objetos podem se relacionar com outros objetos. 6 PTRES Plano de Trabalho Reduzido, principal chave de identificação das programações financeiras no SIAFI 7 Webservice É uma solução utilizada na integração de sistemas e na comunicação entre aplicações diferentes. Apresentação Noções do Business Intelligence (BI) Unidade 1 - Conceito de Business Intelligence 1.1 Origem do termo Business Intelligence 1.2 Evolução do conceito de BI 1.3 Componentes de BI Unidade 2 - Aplicações do BI 2.1 O BI como diferencial no mercado competitivo 2.2 BI e os Níveis Organizacionais 2.3 O BI na Administração Pública Referências bibliográficas Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento – SIOP BI Unidade 1 - Histórico do SIOP BI 1.1 Uma breve introdução ao orçamento público 1.2 A necessidade de acesso a dados orçamentários 1.3 Relatórios pré-formatados X Autonomia do usuário Unidade 2 - Origem dos Dados 2.1 SIOP: dados da programação orçamentária 2.2 SIAFI: dados da execução orçamentária Referências bibliográficas Introdução ao SIOP Unidade 1 - Sistema de Planejamento e Orçamento Federal (SIOP) 1.1 Sistemas Estruturadores da Administração Pública Federal 1.2 Sistema de Planejamento e Orçamento Federal 1.3 Processo Orçamentário Unidade 2 - História do SIOP 2.1 Sistemas de Apoio ao Processo Orçamentário 2.2 Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento - SIOP Unidade 3 - Elaboração de propostas no SIOP 3.1 Momentos de uma proposta 3.2 Tramitação entre momentos de uma proposta Unidade 4 - Módulos do SIOP 4.1 Estrutura do SIOP 4.2 Funcionalidades do Menu Unidade 5 – Outros Recursos do SIOP 5.1 Painel do Orçamento 5.2 Orçamento Cidadão Digital 5.3 Cadastro de Ações 5.4 Dados Abertos 5.5 Manuais do SIOP Referências bibliográficas Consultas no Extrator do SIOP BI Unidade 1 - Cubos do SIOP BI 1.1 Organização em Cubos de Extração 1.2 Cubos Disponíveis Unidade 2 – Elaborando e Gerando Consultas 2.1 Seleção dos campos e métricas da consulta 2.2 Definição de filtros 2.3 Geração da consulta e exportação dos dados Unidade 3 - Salvando e Compartilhando Consultas 3.1 Salvando uma consulta 3.2 Compartilhando uma consulta com outros usuários do SIOP Unidade 4 – Dicas e Dúvidas 4.1 Ordem e consolidação dos registros 4.2 Pivotamento de Campos 4.3 Momentos somados 4.4 Métricas Incompatíveis 4.5 Filtros inadequados Unidade 5 – Outros recursos 5.1 Atualização dos dados dos cubos 5.2 Relatórios pré-formatados Referências bibliográficas Glossário