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1 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-13, 2024 jan. 2021 Abordagens Diagnósticas e Terapêuticas na Síndrome de Hashimoto Diagnostic and Therapeutic Approaches in Hashimoto's Syndrome Enfoques diagnósticos y terapéuticos en el Síndrome de Hashimoto DOI: 10.55905/revconv.17n.6-209 Originals received: 05/13/2024 Acceptance for publication: 06/03/2024 Paulo Roberto da Silva Brito Graduando em Medicina Instituição: Centro Universitário Uninovafapi Endereço: Teresina – Piauí, Brasil E-mail: rosanaliaaa123@gmail.com Orcid: https://orcid.org/0009-0000-7994-3404 Talitha Karoline Eufrazio Reis Dantas Graduando em Medicina Instituição: Centro Universitário UNINOVAFAPI Endereço: Teresina – Piauí, Brasil E-mail: talithaeufrazio@gmail.com Orcid: https://orcid.org/0009-0007-2037-8405 Jayara Kelly de Oliveira Graduando em Medicina Instituição: Universidade Potiguar (UNP) Endereço: Natal – Rio Grande do Norte, Brasil E-mail: jayarakellymed@outlook.com Orcid: https://orcid.org/0009-0003-0518-1285 Maria Eduarda de Albuquerque Santana Especialista em Nutrição Oncológica Instituição: Faculdade Santa Maria Endereço: São João do Rio do Peixe - Paraíba, Brasil E-mail: eduarda_asantana@hotmail.com Orcid: https://orcid.org/0009-0008-7015-1038 Catarina Ribeiro Gonçalves Campos Rios Graduando em Medicina Instituição: Centro Universitário UNDB Endereço: São Luís - Maranhão, Brasil E-mail: catarinargrios@icloud.com Orcid: https://orcid.org/0009-0009-2528-1017 mailto:rosanaliaaa123@gmail.com https://orcid.org/0009-0000-7994-3404 mailto:talithaeufrazio@gmail.com https://orcid.org/0009-0007-2037-8405 mailto:jayarakellymed@outlook.com https://orcid.org/0009-0003-0518-1285 mailto:eduarda_asantana@hotmail.com https://orcid.org/0009-0008-7015-1038 mailto:catarinargrios@icloud.com https://orcid.org/0009-0009-2528-1017 2 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-13, 2024 jan. 2021 Jéssica Ramila do Nascimento Graduando em Medicina Instituição: Centro Universitário UNINOVAFAPI Endereço: Teresina – Piauí, Brasil E-mail: jessica.ramila@hotmail.com Orcid: https://orcid.org/0009-0006-2151-6489 Bruno de Almeida Gomes Graduado em Psicologia Instituição: Universidade Estadual do Piauí (UESPI) Endereço: Teresina – Piauí, Brasil E-mail: gomesalmeidabruno@gmail.com Orcid: https://orcid.org/0009-0008-4485-9032 Letícia Sá de Brito Graduando em Medicina Instituição: Centro Universitário CEUMA Endereço: São Luís - Maranhão, Brasil E-mail: leticiasadebrito94@hotmail.com Orcid: https://orcid.org/0009-0007-4141-8082 Giulia Duailibe Ferreira Mendes Graduando em Medicina Instituição: Centro Universitário Ceuma Endereço: São Luís - Maranhão, Brasil E-mail: giuliaduailibe209@gmail.com Orcid: https://orcid.org/0009-0002-7624-838X Ana Caroline Gomes de Miranda Linhares Graduando em Medicina Instituição: Afya Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba Endereço: João Pessoa – Paraíba, Brasil E-mail: linharesanacaroline@gmail.com Orcid: https://orcid.org/0009-0006-0077-3590 Camila Monique Souza de Oliveira Aramaio Mestra em Ciências da Educação Instituição: Centro Universitário Aparício Carvalho (FIMCA) Endereço: Porto Velho – Rondônia, Brasil E-mail: camilamonique@yahoo.com.br Orcid: https://orcid.org/0009-0000-0209-7924 mailto:jessica.ramila@hotmail.com https://orcid.org/0009-0006-2151-6489 mailto:gomesalmeidabruno@gmail.com https://orcid.org/0009-0008-4485-9032 mailto:leticiasadebrito94@hotmail.com https://orcid.org/0009-0007-4141-8082 mailto:giuliaduailibe209@gmail.com https://orcid.org/0009-0002-7624-838X mailto:linharesanacaroline@gmail.com https://orcid.org/0009-0006-0077-3590 https://orcid.org/0009-0000-0209-7924 3 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-13, 2024 jan. 2021 Renato Boy de Oliveira Graduado em Medicina Instituição: Centro Universitário UNOESTE Endereço: São Paulo - São Paulo, Brasil E-mail: drrenatoboy@gmail.com Orcid: https://orcid.org/0009-0002-2057-3431 Marina Farias de Paiva Graduado em Advocacia Instituição: Faculdade Ciências Médicas da Paraíba (AFYA) Endereço: João Pessoa - Paraíba, Brasil E-mail: marinafarias10@hotmail.com Orcid: https://orcid.org/0009-0000-7634-8810 Danielly Lemes Aguiar Graduada em Odontologia Instituição: Centro Universitário UNINOVAFAPI Endereço: Teresina – Piauí, Brasil E-mail: danielly_sl_@hotmail.com Orcid: https://orcid.org/0000-0002-7208-1124 Anthony Benny da Rocha Balieiro Graduado em Medicina Instituição: Universidade Federal do Pará Endereço: Belém - Pará, Brasil E-mail: anthonybenny1996@outlook.com Orcid: https://orcid.org/0000-0002-6152-0056 RESUMO Introdução: A Síndrome de Hashimoto é uma doença que afeta a tireoide, causando hipotireoidismo. É mais comum em mulheres e pode ter origem genética ou ser provocada por fatores ambientais, como infecções virais. O diagnóstico é realizado por exames de sangue e ultrassom da tireoide. O tratamento envolve o uso de hormônio tireoidiano sintético e, em alguns casos, terapias para diminuir a inflamação. A personalização do tratamento de acordo com essas abordagens pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes.Metodologia: A pesquisa foi realizada através do acesso online nas bases de dados científicos como: Google Scholar, National Library of Medicine(PubMed), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Scientific Electronic Library Online(SCIELO) para seleção dos artigos, através de palavras-chave presentes nos descritores Hipotireoidismo auto imune, Inflamação autoimune, Tireoidite de Hashimoto. Resultados: A Síndrome de Hashimoto é uma doença da tireoide causada por uma resposta imune à glândula. Os exames de sangue e ultrassom são utilizados para o diagnóstico. O tratamento envolve o uso de hormônio sintético sintético e, às vezes, terapias para diminuir a inflamação. Os avanços científicos incluem técnicas de diagnóstico mais precisas e novas terapias imunomoduladoras. A dieta também pode desempenhar um papel relevante. O tratamento personalizado com base em biomarcadores pode melhorar os resultados clínicos. Considerações Finais: Os avanços no diagnóstico melhoraram a precisão, mas o tratamento ainda deve ser personalizado devido à variação na resposta. A terapia com levotiroxina é eficaz, mas a resposta mailto:DRRENATOBOY@gmail.com https://orcid.org/0009-0002-2057-3431 mailto:marinafarias10@hotmail.com https://orcid.org/0009-0000-7634-8810 mailto:danielly_sl_@hotmail.com https://orcid.org/0000-0002-7208-1124 mailto:anthonybenny1996@outlook.com https://orcid.org/0000-0002-6152-0056 4 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-13, 2024 jan. 2021 é variável, o que requer ajustes frequentes. Palavras-chave: levotiroxina, intervenções dietéticas, terapia hormonal, hipotireoidismo auto imune, inflamação autoimune, tireoidite de Hashimoto. ABSTRACT Introduction: Hashimoto's Syndrome is a thyroid disorder that causes hypothyroidism. It is more common in women and can have a genetic origin or be caused by environmental factors such as viral infections. Diagnosis is made through blood tests and thyroid ultrasound. Treatment involves the use of synthetic thyroid hormone and, in some cases, therapies to reduce inflammation. Customizing treatment according to these approaches can improve patients' quality of life. Methodology: The research was conducted through online access to scientific databases such as Google Scholar, National Library of Medicine (PubMed), Virtual Health Library (BVS), and Scientific Electronic Library Online (SCIELO) for article selection, using keywords from the descriptors Autoimmune hypothyroidism, Autoimmune inflammation,Hashimoto's thyroiditis. Results: Hashimoto's Syndrome is a thyroid disorder caused by an immune response to the gland. Blood tests and ultrasound are used for diagnosis. Treatment involves the use of synthetic hormones and, sometimes, therapies to reduce inflammation. Scientific advances include more precise diagnostic techniques and new immunomodulatory therapies. Diet may also play a relevant role. Customized treatment based on biomarkers can improve clinical outcomes. Final Considerations: Advances in diagnosis have improved accuracy, but treatment still needs to be personalized due to response variation. Levothyroxine therapy is effective, but response is variable, requiring frequent adjustments. Keywords: levothyroxine, dietary interventions, hormone therapy, autoimmune hypothyroidism, autoimmune inflammation. RESUMEN Introducción: El Síndrome de Hashimoto es un trastorno tiroideo que causa hipotiroidismo. Es más común en mujeres y puede tener un origen genético o ser causado por factores ambientales como infecciones virales. El diagnóstico se realiza mediante análisis de sangre y ecografía tiroidea. El tratamiento implica el uso de hormona tiroidea sintética y, en algunos casos, terapias para reducir la inflamación. La personalización del tratamiento según estos enfoques puede mejorar la calidad de vida de los pacientes. Metodología: La investigación se llevó a cabo a través del acceso en línea a bases de datos científicas como Google Scholar, Biblioteca Nacional de Medicina (PubMed), Biblioteca Virtual en Salud (BVS) y Biblioteca Científica Electrónica en Línea (SCIELO) para la selección de artículos, utilizando palabras clave de los descriptores de hipotiroidismo autoinmune, inflamación autoinmune, tiroiditis de Hashimoto. Resultados: El Síndrome de Hashimoto es un trastorno tiroideo causado por una respuesta inmune a la glándula. Los análisis de sangre y la ecografía se utilizan para el diagnóstico. El tratamiento implica el uso de hormona sintética y, a veces, terapias para reducir la inflamación. Los avances científicos incluyen técnicas diagnósticas más precisas y nuevas terapias inmunomoduladoras. La dieta también puede jugar un papel relevante. El tratamiento personalizado basado en biomarcadores puede mejorar los resultados clínicos. Consideraciones Finales: Los avances en el diagnóstico han mejorado la precisión, pero el tratamiento aún necesita ser personalizado debido a la variación de respuesta. La terapia con levotiroxina es efectiva, pero la respuesta es variable, requiriendo ajustes frecuentes. 5 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-13, 2024 jan. 2021 Palabras clave: levotiroxina, intervenciones dietéticas, terapia hormonal, hipotiroidismo autoinmune, inflamación autoinmune, tiroiditis de Hashimoto. 1 INTRODUÇÃO A Síndrome de Hashimoto, também conhecida como Síndrome de Hashimoto, é uma das causas mais frequentes de hipotireoidismo e é caracterizada por uma resposta imune crônica contra a glândula tireoide. A doença foi descrita pela primeira vez pelo médico japonês Hakaru Hashimoto em 1912, apresentando um desafio diagnóstico e terapêutico devido à sua natureza autoimune e ao seu impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes afetados. (Kolanu et al., 2024). Nos últimos anos, o progresso nas técnicas de imagem, nos testes laboratoriais e na compreensão dos mecanismos imunológicos envolvidos na Síndrome de Hashimoto têm permitido uma abordagem mais precisa e personalizada no tratamento da doença. A prevalência da Síndrome de Hashimoto varia significativamente de acordo com a amostra analisada, mas é mais comum em mulheres e indivíduos com histórico familiar de doenças autoimunes. Estudos recentes indicam que fatores genéticos e ambientais têm um papel fundamental na etiologia da doença, como infecções virais, deficiência de iodo e exposição a substâncias tóxicas (Chaisak Dumrikarnlert et al., 2023). O diagnóstico da Síndrome de Hashimoto é geralmente baseado na detecção de anticorpos antitireoidianos, como anti-TPO (antioxidase tireoidiana) e anti-Tg (antitireoglobulina), além da análise das concentrações séricas de hormônios tireoidianos e do hormônio estimulante da tireoide (TSH) A ultrassonografia da tireoide é uma ferramenta indispensável no diagnóstico, pois permite a visualização de características morfológicas típicas da tireoidite autoimune, tais como a heterogeneidade ecotextural e a hipoecogenicidade. (American Thyroid Association, 2024). O tratamento da Síndrome de Hashimoto inclui o uso de levotiroxina para o tratamento do hipotireoidismo, que resulta da diminuição gradual da glândula tireóide. A dosagem deve ser cuidadosamente calculada com base nos níveis séricos de TSH e nos sintomas clínicos do paciente. Além disso, novas abordagens terapêuticas estão sendo estudadas, como o uso de imunomoduladores e intervenções dietéticas que visam diminuir a inflamação autoimune e 6 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-13, 2024 jan. 2021 melhorar a função tireoidiana (Osowiecka; Myszkowska-Ryciak, 2023). O objetivo desta revisão é apresentar as abordagens diagnósticas e terapêuticas atuais para a Síndrome de Hashimoto, com base na literatura mais recente. Os progressos no diagnóstico laboratorial e por imagem, as opções de tratamento padrão e emergente, bem como os desafios e perspectivas futuras na gestão desta doença autoimune complexa. A compreensão aprofundada dessas abordagens permitirá uma melhor personalização do tratamento e, consequentemente, melhora os resultados clínicos para os pacientes com Síndrome de Hashimoto. 2 REFERENCIAL TEÓRICO Os avanços recentes no diagnóstico da Síndrome de Hashimoto têm sido impulsionados pelo desenvolvimento de técnicas laboratoriais mais precisas e métodos de imagem avançados. A detecção de anticorpos antitireoidianos, como anti-TPO (anticorpos antiperoxidase tireoidiana) e anti-Tg (anticorpos antitireoglobulina), continua a ser a base para o diagnóstico. Estudos mostram que a presença de anti-TPO está presente em até 95% dos casos de Hashimoto, enquanto os anticorpos anti-Tg são encontrados em cerca de 80% dos pacientes (Autoimmune Thyroid Disease Laboratory Testing, 2024). Além dos marcadores imunológicos, a ultrassonografia da tireoide é uma ferramenta indispensável. A ultrassonografia de alta resolução permite visualizar características típicas da tireoidite autoimune, como a hipoecogenicidade e a heterogeneidade do parênquima tireoidiano. Estudos mostram que a ultrassonografia pode detectar alterações estruturais antes mesmo de sintomas clínicos e anormalidades laboratoriais, com uma sensibilidade de aproximadamente 85% (Mahmoud et al., 2022). Recentemente, a elastografia, que mede a rigidez do tecido tireoidiano, tem sido investigada como um método diagnóstico promissor, oferecendo maior especificidade na detecção de inflamação crônica. (Moraes et al., 2019). O uso de levotiroxina é amplamente aceito para o tratamento do hipotireoidismo em pacientes com Síndrome de Hashimoto. A levotiroxina, um hormônio sintético que imita o T4, é eficaz na normalização dos níveis séricos de TSH e na alívio dos sintomas clínicos. Estudos longitudinais demonstram que a terapia com levotiroxina promove uma melhoria significativa na qualidade de vida dos pacientes, medida através de índices padronizados de bem-estar e função tireoidiana (Admoni et al., 2020). 7 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-13, 2024 jan. 2021 No entanto, a terapia com levotiroxina apresenta dificuldades inerentes. A necessidade de ajustes frequentes na dosagem, devido às diferenças individuais na absorção e metabolismo do medicamento, pode dificultar o manejo clínico. Em pacientes com comorbidades,como doenças gastrointestinais que interferem na absorção da levotiroxina, é necessário um acompanhamento mais aprofundado e ajustes terapêuticos específicos. Além disso, alguns pacientes relatam a persistência de sintomas, mesmo com níveis hormonais aparentemente adequados, sugerindo a necessidade de abordagens terapêuticas complementares ou alternativas (Kahaly; Gottwald- Hostalek, 2022). As terapias emergentes focam na modulação da resposta imunológica e na integração de intervenções dietéticas. O uso de selênio tem sido investigado devido às suas propriedades antioxidantes e imunomoduladoras. Estudos controlados randomizados indicam que a suplementação de selênio pode reduzir os níveis de anticorpos anti-TPO e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com Síndrome de Hashimoto. No entanto, os resultados são heterogêneos e ainda não há consenso sobre a dosagem ideal e a duração do tratamento (Kaminagakura; Marrone, 2022). A dieta também tem um papel significativo no tratamento da Síndrome de Hashimoto. A dieta sem glúten mostrou benefícios para pacientes com doença celíaca associada, e há evidências de que a exclusão do glúten pode diminuir a inflamação autoimune e melhorar os parâmetros tireoidianos, mesmo em pacientes sem um diagnóstico confirmado de doença celíaca. Outros estudos têm investigado o impacto de dietas anti-inflamatórias e ricas em nutrientes específicos, como vitamina D e ômega-3, no manejo da doença (Franco et al., 2023). A personalização do tratamento é um dos principais desafios e oportunidades para lidar com a Síndrome de Hashimoto. A identificação de biomarcadores que possam prever a resposta ao tratamento e o curso da doença é uma área de pesquisa relevante. As tecnologias emergentes, como a genômica e a proteômica, oferecem a possibilidade de uma medicina verdadeiramente personalizada, onde as intervenções terapêuticas são adequadas às características individuais de cada paciente (Locke et al., 2017). Além disso, estão sendo desenvolvidas novas terapias imunomoduladoras, como o uso de anticorpos monoclonais e inibidores de citocinas específicas. Esses tratamentos podem alterar o curso da doença, ao invés de apenas tratar os sintomas, oferecendo a esperança de uma cura ou, pelo menos, uma remissão. 8 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-13, 2024 jan. 2021 Os resultados desta revisão demonstram que, apesar de o diagnóstico da Síndrome de Hashimoto ter sido beneficiado por avanços tecnológicos significativos, o manejo terapêutico ainda enfrenta desafios significativos. A levotiroxina permanece como a base do tratamento, mas a necessidade de uma abordagem mais abrangente e personalizada é evidente. A integração de terapias imunomoduladoras e dietéticas traz novas oportunidades, mas também requer mais estudos para estabelecer protocolos eficazes e seguros. O futuro do manejo da Síndrome de Hashimoto pode estar na combinação de abordagens tradicionais e emergentes, com um foco crescente na personalização do tratamento. A identificação de novos biomarcadores e o desenvolvimento de terapias direcionadas têm o potencial de transformar a gestão clínica da doença, melhorando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Esta revisão sublinha a importância de uma abordagem multidisciplinar e integrada para enfrentar os desafios contínuos da Síndrome de Hashimoto e aproveitar as oportunidades emergentes para melhorar os desfechos clínicos. 3 METODOLOGIA Foi realizada a leitura dos artigos encontrados, mediante a observação os artigos foram submetidos a critérios de inclusão e de exclusão, dentre os de inclusão foram considerados artigos originais, que abordassem o tema pesquisado e permitissem acesso integral ao conteúdo do estudo, publicados no período de 2015 a 2024. A pesquisa foi realizada através do acesso online nas bases de dados científicos como: Google Scholar, National Library of Medicine(PubMed), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Scientific Electronic Library Online(SCIELO) para seleção dos artigos, através de palavras- chave presentes nos descritores em Ciências da Saúde (DECS): Levotiroxina, Intervenções dietéticas, Terapia hormonal, Hipotireoidismo autoimune, Inflamação autoimune, Tireoidite de Hashimoto. Foram excluídos artigos com mais de 10 anos de publicação ou que não se encaixavam dentro do escopo da pesquisa. A seleção dos artigos baseou-se em critérios de inclusão rigorosos, selecionando publicações que discutem a aplicabilidade clínica na Síndrome de Hashimoto e fornecem insights sobre diagnóstico e tratamento. Publicações que não preenchem esses requisitos foram 9 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-13, 2024 jan. 2021 sistematicamente excluídas. Esta análise considera a qualidade metodológica dos estudos, os resultados obtidos e as conclusões apresentadas. A análise crítica dos dados permite avaliar a solidez dos achados e sua transposição para o manejo clínico do hipotireoidismo congênito no desenvolvimento cerebral. A metodologia empregada assegura que a revisão sistemática seja abrangente, confiável e relevante para a área de estudo. 4 RESULTADOS E DISCUSSÕES A Síndrome de Hashimoto, uma das formas mais comuns de tireoidite autoimune, continua a ser um desafio significativo no campo da endocrinologia. Os avanços recentes nas técnicas diagnósticas, como a detecção de anticorpos antitireoidianos e a ultrassonografia de alta resolução, têm melhorado a precisão e a sensibilidade do diagnóstico. No entanto, o manejo terapêutico da doença ainda enfrenta limitações, especialmente no que diz respeito à necessidade de personalização do tratamento e à persistência de sintomas em alguns pacientes (Vargas- Uricoechea, 2023). A terapia com levotiroxina continua sendo a intervenção padrão para o hipotireoidismo induzido pela Síndrome de Hashimoto, demonstrando sua eficácia na normalização dos níveis hormonais e melhora dos sintomas clínicos. Todavia, a variação individual na resposta ao tratamento e a necessidade de ajustes frequentes de dosagem mostram a complexidade do manejo clínico (Alves, 2016). As abordagens terapêuticas emergentes, tais como o uso de selênio e intervenções dietéticas, apresentam novas perspectivas para a redução da resposta autoimune e melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Apesar dos resultados iniciais serem bastante promissores, é necessário realizar mais pesquisas para estabelecer protocolos eficazes e seguros para essas intervenções. O futuro do manejo da Síndrome de Hashimoto reside na personalização do tratamento, com um foco crescente na identificação de biomarcadores que possam prever a resposta ao tratamento e o curso da doença. As terapias imunomoduladoras emergentes e os avanços em genômica e proteômica prometem transformar a gestão clínica da doença, oferecendo a possibilidade de intervenções mais direcionadas e eficazes. 10 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-13, 2024 jan. 2021 Em conclusão, a Síndrome de Hashimoto requer uma abordagem multidisciplinar e integrada, que combine as melhores práticas do tratamento convencional com as inovações recentes. A colaboração constante entre pesquisadores, clínicos e pacientes será indispensável para enfrentar os desafios persistentes e aproveitar as oportunidades que surgirem, com o objetivo de melhorar os resultados clínicos e a qualidade de vida dos afetados. 5 CONCLUSÃO A Síndrome de Hashimoto é uma condição complexa e difícil que afeta a glândula tireoide, causando hipotireoidismo devido a uma resposta autoimune. Esta revisão demonstra os progressos significativos no diagnóstico e tratamento da doença, impulsionados pelo progresso nas técnicas de imagem, testes laboratoriais e compreensão dos mecanismosimunológicos envolvidos. A identificação de biomarcadores e a criação de terapias personalizadas são áreas promissoras de pesquisa, que podem melhorar os resultados clínicos e a qualidade de vida dos pacientes. A terapia com levotiroxina permanece como um dos pilares do tratamento para o hipotireoidismo induzido pela Síndrome de Hashimoto, mas a necessidade de uma abordagem mais abrangente e personalizada é evidente. As terapias emergentes, como o uso de selênio e as intervenções dietéticas, apresentam novas perspectivas para diminuir a resposta autoimune e melhorar os sintomas da doença. Contudo, é preciso mais estudos para estabelecer protocolos eficientes e seguros para essas intervenções. O futuro do manejo da Síndrome de Hashimoto está na personalização do tratamento, com um aumento significativo na identificação de biomarcadores preditivos e no desenvolvimento de terapias direcionadas. A colaboração entre pesquisadores, clínicos e pacientes será crucial para enfrentar os desafios que se mantêm e aproveitar as oportunidades que surgirem. A abordagem multidisciplinar e integrada pode melhorar significativamente os resultados clínicos e a qualidade de vida dos pacientes com Síndrome de Hashimoto. 11 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-13, 2024 jan. 2021 AGRADECIMENTOS Gostaríamos de expressar a nossa gratidão à equipe editorial da Contribuciones a Las Ciencias Sociales pela oportunidade de publicar o nosso trabalho. Agradecemos profundamente aos revisores anônimos que contribuíram de forma valiosa para aperfeiçoar a qualidade e a clareza deste artigo. 12 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-13, 2024 jan. 2021 REFERÊNCIAS ADMONI, O. et al. Long-Term Follow-Up and Outcomes of Autoimmune Thyroiditis in Childhood. Frontiers in Endocrinology, v. 11, 5 jun. 2020. AMERICAN THYROID ASSOCIATION. Hashimoto’s Thyroiditis. Disponível em: <https://www.thyroid.org/hashimotos-thyroiditis/>. Acesso em 30/05/2024. DUMRIKARNLERT, C. et al. Clinical presentations and treatment outcomes of Hashimoto encephalopathy at Siriraj Hospital – Thailand’s largest national tertiary referral center. BMC neurology, v. 23, n. 1, 22 set. 2023. KAHALY; GOTTWALD-HOSTALEK. Use of levothyroxine in the management of hypothyroidism: A historical perspective. Frontiers in Endocrinology, v. 13, 2 nov. 2022. KAMINAGAKURA; MARRONE. 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