Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

1 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-16, 2024 
 
 jan. 2021 
Abordagens integradas no tratamento da Síndrome de Tourette: 
perspectivas farmacológicas e terapias comportamentais e psicológicas 
 
Integrated approaches in the treatment of Tourette Syndrome: 
pharmacological perspectives and behavioral and psychological therapies 
 
Enfoques integrados en el tratamiento del Síndrome de Tourette: 
perspectivas farmacológicas y terapias conductuales y psicológicas 
 
DOI: 10.55905/revconv.17n.6-146 
 
Originals received: 05/10/2024 
Acceptance for publication: 05/31/2024 
 
Vítor Gabriel Marques Souza 
Graduando em Medicina 
Instituição: Universidade de Rio Verde (UNIRV) 
Endereço: Formosa - Goiás, Brasil 
E-mail: vitorgabriel277@hotmail.com 
 
Jessica Thaynna Resende Figueiredo 
Graduada em Medicina 
Instituição: Centro Universitário de Mineiros (UNIFIMES) 
Endereço: Mineiros – Goiás, Brasil 
E-mail: j.thaynna@hotmail.com 
Orcid: https://orcid.org/0000-0002-3216-200X 
 
Carlos Nei Coquemala Júnior 
Graduado em Medicina 
Instituição: Centro Universitário de Mineiros (UNIFIMES) 
Endereço: Mineiros – Goiás, Brasil 
E-mail: cncoquemala@gmail.com 
Orcid: https://orcid.org/0000-0001-5211-2109 
 
Dhiogo Ramos da Silva 
Graduando em Medicina 
Instituição: Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) 
Endereço: Cuiabá - Mato Grosso, Brasil 
E-mail: dhiogo.drs@gmail.com 
 
Ingrid Vidal Pereira 
Graduada em Medicina 
Instituição: Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP) 
Endereço: Petrópolis - Rio de Janeiro, Brasil 
E-mail: ingridyndy@hotmail.com 
 
 
2 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-16, 2024 
 
 jan. 2021 
Samela da Silva Oliveira 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Pontificia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) 
Endereço: Curitiba - Paraná, Brasil 
E-mail: samela.sso@gmail.com 
 
Maurício Samartino 
Graduado em Medicina 
Instituição: Centro Universitário de Votuporanga (UNIFEV) 
Endereço: Votuporanga - São Paulo, Brasil 
E-mail: mausamartino@yahoo.com.br 
 
Pedro Henrique Rodrigues Brito 
Graduado em Medicina 
Instituição: Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba (FCMPB) 
Endereço: João Pessoa – Paraíba, Brasil 
E-mail: pedrohenriquebrito@hotmail.com 
 
Bruna Victoria Alves Teixeira Furtado 
Graduada em Medicina 
Instituição: Faculdade de Medicina de Itajubá (FMIT) 
Endereço: Itajubá – Minas Gerais, Brasil 
E-mail: brunatfurtado@gmail.com 
 
Karen Pinheiro Borges Freitas 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) 
Endereço: Macapá - Amapá, Brasil 
E-mail: karenborg3ss@gmail.com 
 
Yohan Cristhian de Jesus Farias 
Graduando em Medicina 
Instituição: Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) 
Endereço: Sinop - Mato Grosso, Brasil 
E-mail: yohanfarias5@gmail.com 
 
Gabrielle Cavalcante Rangel Oliveira 
Graduada em Medicina 
Instituição: Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPAR) 
Endereço: Parnaíba – Piauí, Brasil 
E-mail: gabriellecro98@gmail.com 
 
Edvaldo Fagundes da Silva Júnior 
Graduando em Medicina 
Instituição: Universidade Federal do Cariri (UFCA) 
Endereço: Barbalha - Ceará, Brasil 
E-mail: edvaldofagundes04@gmail.com 
 
3 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-16, 2024 
 
 jan. 2021 
Paloma de Sousa Sá 
Graduada em Medicina 
Instituição: Faculdade Presidente Antônio Carlos (FAPAC) 
Endereço: Porto Nacional – Tocantins, Brasil 
E-mail: palominhasousasa@gmail.com 
 
Blaude Gabriel Jacobina da Cruz Araujo 
Graduado em Medicina 
Instituição: Universidade de Cuiabá (UNIC) 
Endereço: Cuiabá - Mato Grosso - Brasil 
E-mail: blaude@bol.com.br 
 
RESUMO 
A Síndrome de Gilles de la Tourette (ST) é um distúrbio neurológico crônico de notável 
complexidade, marcado pela manifestação de tiques motores e vocais que começam 
principalmente na infância. A presença concomitante de condições psiquiátricas como 
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno Obsessivo-Compulsivo 
(TOC), transtornos de controle de impulsos e depressão adiciona uma camada de complexidade 
aos desafios clínicos e terapêuticos enfrentados por esses pacientes. A etiologia da ST é 
reconhecida como multifatorial, envolvendo uma interação de predisposições genéticas e fatores 
ambientais, com alterações no circuito cortico-estriado-tálamo-cortical, identificadas através de 
técnicas avançadas de neuroimagem, sugeridas como contribuintes para a patogênese dos tiques. 
Apesar da ausência de marcadores genéticos de significância estatística em estudos genômicos 
amplos, a pesquisa sobre o papel das respostas autoimunes pós-infecções estreptocócicas 
continua sendo uma área de investigação ativa, embora ainda inconclusiva. 
Epidemiologicamente, a ST afeta aproximadamente 0,5% da população mundial, com uma 
predominância masculina e os sintomas típicos surgindo geralmente entre os 5 e 6 anos de idade. 
A severidade dos tiques normalmente atinge um pico durante a pré-adolescência e 
frequentemente diminui significativamente na transição para a idade adulta. O objetivo deste 
estudo é revisar a literatura existente sobre a Síndrome de Gilles de la Tourette, com foco nos 
desafios persistentes e nos avanços recentes no tratamento. Este artigo enfatiza a importância de 
abordagens terapêuticas integradas que combinam intervenções farmacológicas, terapias 
comportamentais e psicológicas. A implementação de estratégias holísticas e personalizadas é 
crucial para o manejo eficaz da complexidade dos sintomas e para a melhoria substancial da 
qualidade de vida dos indivíduos afetados. Essa revisão busca destacar os conhecimentos atuais 
e identificar lacunas na compreensão e tratamento da ST, visando informar práticas clínicas 
futuras e incentivar a continuidade da pesquisa nesta área. 
 
Palavras-chave: abordagem terapêutica, Síndrome de Tourette, tratemento, práticas clínicas. 
 
ABSTRACT 
Gilles de la Tourette Syndrome (TS) is a chronic neurological disorder of notable complexity, 
characterized by the manifestation of motor and vocal tics that primarily begin in childhood. The 
concurrent presence of psychiatric conditions such as Attention Deficit Hyperactivity Disorder 
(ADHD), Obsessive-Compulsive Disorder (OCD), impulse control disorders, and depression 
adds a layer of complexity to the clinical and therapeutic challenges faced by these patients. The 
etiology of TS is recognized as multifactorial, involving an interaction of genetic predispositions 
 
4 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-16, 2024 
 
 jan. 2021 
and environmental factors, with alterations in the cortico-striato-thalamo-cortical circuit, 
identified through advanced neuroimaging techniques, suggested as contributors to the 
pathogenesis of tics. Despite the absence of genetic markers of statistical significance in large-
scale genomic studies, research into the role of autoimmune responses post-streptococcal 
infections remains an active area of investigation, although still inconclusive. Epidemiologically, 
TS affects approximately 0.5% of the global population, with a male predominance and typical 
symptoms usually emerging between the ages of 5 and 6. The severity of tics typically peaks 
during pre-adolescence and often significantly decreases during the transition to adulthood. The 
aim of this study is to review the existing literature on Gilles de la Tourette Syndrome, focusing 
on the persistent challenges and recent advances in treatment. This article emphasizes the 
importance of integrated therapeutic approaches that combine pharmacological interventions, 
behavioral therapies, and psychological support. The implementation of holistic and personalized 
strategies is crucial for effectively managing the complexity of symptoms and substantially 
improving thequality of life of affected individuals. This review seeks to highlight current 
knowledge and identify gaps in the understanding and treatment of TS, aiming to inform future 
clinical practices and encourage continued research in this area. 
 
Keywords: therapeutic approach, Tourette Syndrome, treatment, clinical practices. 
 
RESUMEN 
El Síndrome de Gilles de la Tourette (ST) es un trastorno neurológico crónico de notable 
complejidad, caracterizado por la manifestación de tics motores y vocales que comienzan 
principalmente en la infancia. La presencia concurrente de condiciones psiquiátricas como el 
Trastorno por Déficit de Atención e Hiperactividad (TDAH), el Trastorno Obsesivo-Compulsivo 
(TOC), trastornos de control de impulsos y depresión añade una capa de complejidad a los 
desafíos clínicos y terapéuticos que enfrentan estos pacientes. La etiología del ST se reconoce 
como multifactorial, involucrando una interacción de predisposiciones genéticas y factores 
ambientales, con alteraciones en el circuito corticoestriado-talámico-cortical, identificadas a 
través de técnicas avanzadas de neuroimagen, sugeridas como contribuyentes a la patogénesis de 
los tics. A pesar de la ausencia de marcadores genéticos de significancia estadística en estudios 
genómicos a gran escala, la investigación sobre el papel de las respuestas autoinmunes post-
infecciones estreptocócicas sigue siendo un área de investigación activa, aunque aún inconclusa. 
Epidemiológicamente, el ST afecta aproximadamente al 0,5% de la población mundial, con una 
predominancia masculina y los síntomas típicos que generalmente surgen entre los 5 y 6 años de 
edad. La severidad de los tics normalmente alcanza su pico durante la preadolescencia y a 
menudo disminuye significativamente durante la transición a la adultez. El objetivo de este 
estudio es revisar la literatura existente sobre el Síndrome de Gilles de la Tourette, enfocándose 
en los desafíos persistentes y los avances recientes en el tratamiento. Este artículo enfatiza la 
importancia de enfoques terapéuticos integrados que combinan intervenciones farmacológicas, 
terapias conductuales y apoyo psicológico. La implementación de estrategias holísticas y 
personalizadas es crucial para manejar de manera efectiva la complejidad de los síntomas y 
mejorar sustancialmente la calidad de vida de los individuos afectados. Esta revisión busca 
destacar el conocimiento actual e identificar lagunas en la comprensión y tratamiento del ST, con 
el objetivo de informar prácticas clínicas futuras y fomentar la continuidad de la investigación 
en esta área. 
 
Palabras clave: abordaje terapéutico, Síndrome de Tourette, tratamiento, prácticas clínicas. 
 
5 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-16, 2024 
 
 jan. 2021 
1 INTRODUÇÃO 
 
A Síndrome de Gilles de la Tourette, comumente referida como Síndrome de Tourette 
(ST), é caracterizada por um distúrbio neurológico crônico de notável complexidade, 
manifestando-se primordialmente na infância através de tiques motores e vocais recorrentes 
(Cavanna; Seri, 2013). Esses sintomas tendem a exacerbar-se durante a adolescência, atingindo 
um ápice de intensidade, para então, em muitos casos, apresentarem uma atenuação significativa 
ao adentrar a fase adulta inicial. Além dos tiques, que se destacam como sinais distintivos desta 
síndrome, a coocorrência de patologias psiquiátricas é prevalente, incluindo Transtorno de 
Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), 
transtornos de controle de impulsos e depressão, os quais conferem uma complexidade adicional 
ao panorama clínico e terapêutico da ST (Freeman et al., 2000). 
Do ponto de vista etiológico e fisiopatológico, considera-se a ST como consequência de 
um intrincado entrelaçamento entre fatores genéticos e ambientais. A disfunção central parece 
emergir de um desequilíbrio no circuito cortico-estriado-tálamo-cortical, essencial na regulação 
de movimentos e comportamentos. Este desbalance contribui para uma desinibição sistêmica, 
tanto motora quanto límbica, resultando na emergência dos tiques (Singer; Augustine, 2019). 
Revelações proporcionadas por estudos de neuroimagem avançada, incluindo tomografia por 
emissão de pósitrons (PET) e ressonância magnética funcional (MRI), demonstram alterações 
estruturais e metabólicas cerebrais, exemplificadas por modificações no volume do caudado e 
padrões atípicos de utilização de glicose nos gânglios da base (Kleimaker et al., 2020). 
Embora a contribuição genética exata permaneça indefinida, os padrões de herança 
associados à Síndrome de Tourette (ST) são reconhecidamente heterogêneos e complexos, 
manifestando-se por meio de uma transmissão poligênica e bilineal, sem que loci genéticos 
precisos tenham sido definitivamente estabelecidos. Investigações realizadas por meio de estudos 
de associação genômica ampla, que incluíram casos de ST e controles de ascendência europeia, 
não lograram identificar marcadores de significância estatística, ainda que tenham notado 
indícios promissores no cromossomo 9q32, especificamente no gene COL27A1 (Müller‐Vahl; 
Roessner; European Society For The Study Of Tourette Syndrome, 2011). 
Paralelamente, a hipótese de que respostas autoimunes induzidas por infecções 
estreptocócicas possam influenciar o desenvolvimento da ST foi meticulosamente examinada, 
 
6 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-16, 2024 
 
 jan. 2021 
especialmente no contexto da Síndrome PANDAS; contudo, essa relação permanece polêmica e 
desprovida de suporte empírico derivado de estudos de coorte prospectivos. A ausência de 
evidências conclusivas tem conduzido a uma postura prudente em relação à realização de exames 
rotineiros para Streptococcus do grupo A e ao emprego de antibióticos ou terapias 
imunomoduladoras em crianças com manifestações neuropsiquiátricas, refletindo as persistentes 
incertezas que envolvem a etiologia da ST (Singer, 2017). 
Epidemiologicamente, a Síndrome de Tourette (ST) exibe uma prevalência estimada em 
0,5% da população mundial, demonstrando uma marcada predominância no sexo masculino com 
uma razão de gênero de aproximadamente 4:1. Este distúrbio neuropsiquiátrico revela uma 
uniformidade relativa na incidência entre diferentes grupos étnicos, embora seja notavelmente 
menos comum entre indivíduos de ascendência africana. Os estudos epidemiológicos destacam 
que a manifestação inicial dos sintomas ocorre predominantemente entre os 5 e 6 anos de idade 
(Jafari et al., 2022; Garcia-Delgar et al., 2022). Em termos de progressão, observa-se que a 
intensidade dos tiques tende a alcançar seu ápice na pré-adolescência e frequentemente diminui 
significativamente durante a transição para a idade adulta. Estima-se que aproximadamente 18% 
dos afetados experimentam a resolução completa dos tiques por volta dos 18 anos, enquanto em 
outros, a severidade pode reduzir substancialmente, contribuindo para uma melhora na qualidade 
de vida (American Psychiatric Association et al., 2013). 
Deste modo, o objetivo central deste artigo é profundamente esclarecer os desafios 
persistentes e os avanços significativos recentes no tratamento da Síndrome de Tourette. 
Enfatiza-se a importância crítica de adotar estratégias terapêuticas integradas que abordem não 
apenas os tiques característicos, mas também as comorbidades frequentemente associadas a essa 
condição. Uma gestão eficaz da Síndrome de Tourette requer uma abordagem holística e 
profundamente personalizada, que considere a complexidade dos sintomas e o impacto 
substancial que estes podem ter na qualidade de vida dos pacientes. Assim, é vital que os 
profissionais de saúde envolvidos no tratamento estejam equipados com um amplo leque de 
ferramentas terapêuticas e um entendimento profundo das nuances dessa síndrome para melhorar 
de forma significativao bem-estar dos indivíduos afetados. 
 
 
7 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-16, 2024 
 
 jan. 2021 
2 MATERIAL E MÉTODOS 
 
Este estudo constitui uma revisão sistemática da literatura, focada nos avanços recentes 
nas abordagens integradas para o tratamento da Síndrome de Tourette. O objetivo desta revisão 
é consolidar o conhecimento atual sobre terapias farmacológicas e 
comportamentais/psicológicas, identificar lacunas existentes e fornecer uma visão abrangente 
que possa orientar profissionais de saúde e pesquisadores na otimização dessas intervenções. 
Uma busca sistemática foi realizada nas principais bases de dados científicas, como PubMed, 
Scopus, Web of Science e Google Acadêmico, utilizando palavras-chave como "Síndrome de 
Tourette", "tratamento farmacológico", "terapias comportamentais", "intervenções psicológicas" 
e "abordagens integradas". Os critérios de inclusão foram artigos publicados em inglês e 
português que relatavam desenvolvimentos recentes em tratamentos integrados, incluindo 
estudos sobre novas terapias, eficácia em diferentes subgrupos e estratégias para melhorar a 
adesão ao tratamento. A análise dos dados seguiu uma abordagem narrativa, organizando as 
informações em quatro categorias principais: eficácia das intervenções farmacológicas, 
inovações em terapias comportamentais e psicológicas, estratégias para aumentar a adesão e o 
impacto desses avanços na qualidade de vida dos pacientes. Este esquema não apenas 
proporciona um entendimento profundo dos avanços críticos no tratamento da Síndrome de 
Tourette, mas também avalia os resultados promissores e as possíveis adversidades dessas 
intervenções no contexto da saúde mental e comportamental. Este método de revisão sistemática 
e a subsequente síntese narrativa visam fornecer informações detalhadas e atualizadas sobre os 
progressos no tratamento integrado da Síndrome de Tourette, estabelecendo-se como um recurso 
valioso para o aprimoramento das práticas terapêuticas e estratégias de tratamento nesta área 
complexa. 
 
3 REVISÃO DE LITERATURA 
 
3.1 TRATAMENTOS FARMACOLÓGICOS 
 
A abordagem terapêutica farmacológica para a Síndrome de Tourette (ST) requer uma 
consideração cuidadosa das opções disponíveis, equilibrando eficácia e segurança para atender 
 
8 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-16, 2024 
 
 jan. 2021 
às necessidades individuais dos pacientes. Os agonistas alfa-2 adrenérgicos, como clonidina e 
guanfacina, são frequentemente recomendados para pacientes com ST e TDAH comórbido, 
devido à sua capacidade de mitigar tanto os tiques quanto os sintomas do TDAH. Embora esses 
medicamentos ofereçam benefícios significativos, eles requerem monitoramento rigoroso de 
possíveis efeitos colaterais, como sedação, alterações na frequência cardíaca e pressão arterial, e 
precauções específicas em pacientes com histórico de doenças cardíacas ou predisposição a 
arritmias, como a síndrome do QT longo (Murphy et al., 2017; Weisman et al., 2013). 
Medicamentos antipsicóticos, incluindo haloperidol, risperidona, aripiprazol, e outros, 
representam outra linha de tratamento para os tiques associados à ST. Embora eficazes, estes 
agentes vêm com um perfil significativo de possíveis efeitos adversos, como distúrbios 
metabólicos, hormonais e extrapiramidais, o que exige uma discussão transparente com os 
pacientes sobre os riscos e benefícios, além de um monitoramento contínuo de efeitos colaterais 
potenciais. É crucial realizar um eletrocardiograma para monitorar o intervalo QT antes e durante 
o tratamento com certos antipsicóticos, especialmente a pimozida e a ziprasidona, para prevenir 
complicações cardíacas (Roessner et al., 2022). 
Além disso, intervenções menos comuns, como injeções de toxina botulínica, são 
consideradas para tiques motores simples e vocais gravemente incapacitantes em adolescentes e 
adultos, quando outros tratamentos falham ou não são bem tolerados (Roessnet et al., 2022). O 
topiramato também é considerado para casos de tiques refratários a outras terapias, com 
monitoramento dos efeitos colaterais cognitivos e de linguagem (Yang et al., 2013). Tratamentos 
à base de cannabis podem ser explorados em adultos que já utilizam cannabis como 
automedicação, sempre sob supervisão médica rigorosa para monitorar eficácia e segurança 
(Anis et al., 2022). 
É essencial que o tratamento farmacológico para ST seja acompanhado de uma 
reavaliação periódica das necessidades do paciente, ajustando as terapias conforme necessário 
para otimizar os resultados e minimizar os riscos. A educação do paciente e da família sobre o 
curso da doença e as opções de tratamento é fundamental para garantir uma gestão eficaz dos 
tiques e suas comorbidades, proporcionando não apenas alívio sintomático, mas também uma 
melhor qualidade de vida para os pacientes com Síndrome de Tourette (Pringsheim et al., 2019). 
 
 
9 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-16, 2024 
 
 jan. 2021 
3.2 TERAPIAS COMPORTAMENTAIS E PSICOLÓGICAS 
 
No tratamento da Síndrome de Tourette (ST), adota-se frequentemente uma abordagem 
que integra terapias comportamentais e psicológicas, com o intuito de aliviar os sintomas e elevar 
a qualidade funcional diária dos indivíduos afetados. A psicoeducação, personalizada para cada 
paciente, constitui o alicerce inicial dessa intervenção terapêutica. Esta estratégia educacional 
não apenas ilumina pacientes e seus cuidadores acerca da natureza e manejo da ST, mas também 
os capacita a tomar decisões informadas a respeito das opções terapêuticas disponíveis (Hollis et 
al., 2021). De acordo com Pringsheim et al (2019), quando a psicoeducação isolada não se mostra 
suficiente para gerenciar os sintomas, recomenda-se adotar estratégias de terapia comportamental 
como linha de frente, destacando-se o Treinamento de Reversão de Hábitos (TRH) e a Terapia 
Comportamental de Intervenção Cognitiva (CBIT). 
O TRH é uma metodologia que envolve inicialmente um treinamento de conscientização, 
auxiliando os pacientes a reconhecer os prelúdios de um tique, seguido de um treinamento de 
resposta competitiva, onde os indivíduos aprendem a executar movimentos voluntários 
fisicamente incompatíveis com o tique em questão. Esta técnica não apenas se concentra em um 
tique específico por vez, mas também está estruturada para abordar progressivamente outros 
tiques de acordo com a hierarquia de severidade estabelecida. Por sua vez, o CBIT amplia os 
fundamentos do TRH ao incorporar elementos adicionais como técnicas de relaxamento e 
estratégias de manejo, bem como análises funcionais destinadas a identificar e mitigar fatores 
que intensificam os tiques (McGruire et al., 2014). 
Adicionalmente, a Exposição e Prevenção de Resposta (ERP) é empregada 
primordialmente em casos onde os pacientes apresentam múltiplos tiques ou são 
simultaneamente afetados por transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Este procedimento 
consiste na exposição gradual a impulsos premonitórios e contextos desencadeadores, visando 
aumentar a tolerância aos impulsos e, consequentemente, reduzir ou eliminar a manifestação dos 
tiques. A ERP é particularmente vantajosa para pacientes com um amplo espectro de tiques ou 
para aqueles com TOC, devido à sua abordagem holística que transcende a limitação ao 
tratamento individualizado por tique (Hollis et al., 2021). 
A eficácia dessas intervenções comportamentais, sustentada por evidências científicas, 
demonstra que tanto o TRH quanto o CBIT produzem resultados moderados, porém 
 
10 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-16, 2024 
 
 jan. 2021 
significativos, na gestão de tiques. Os pacientes frequentemente exibem uma resposta terapêutica 
favorável em comparação com intervenções controle. Em situações mais complexas,onde as 
terapias comportamentais primárias não oferecem alívio suficiente, considera-se apropriado 
recorrer a estratégias de segunda linha, como o treinamento metacognitivo e técnicas de atenção 
plena, embora as evidências de sua eficácia sejam ainda limitadas (Andrén et al., 2022). Essa 
diversidade de abordagens terapêuticas, customizadas às necessidades individuais dos pacientes, 
é essencial não apenas para um manejo eficaz da ST, mas também para a melhoria substancial 
na qualidade de vida, fornecendo estratégias duradouras para o controle dos sintomas ST (Frey; 
Malaty, 2022). 
 
3.3 PERSPECTIVAS FUTURAS 
 
Recentes descobertas na genética da ST abriram novos caminhos para tratamentos mais 
personalizados e direcionados. Estudos genômicos associativos têm identificado várias variantes 
genéticas que contribuem para o risco de ST, sugerindo que terapias direcionadas podem ser 
desenvolvidas para modificar a expressão gênica ou a função das proteínas associadas a essas 
variantes. A terapia genética, em particular, oferece potencial para corrigir ou modificar 
geneticamente as células nervosas de maneira a prevenir ou reduzir a severidade dos tiques (Lin; 
Tsai; Chou, 2022). 
A neuromodulação, incluindo a estimulação cerebral profunda (DBS), tem mostrado 
promessa para pacientes com ST que não respondem a terapias convencionais. Futuras 
investigações focarão na otimização dos parâmetros de estimulação e na identificação dos alvos 
neurais mais eficazes para o tratamento dos tiques. Além disso, técnicas menos invasivas, como 
a estimulação magnética transcraniana (TMS) e a estimulação transcraniana por corrente 
contínua (tDCS), estão sendo exploradas para seu potencial terapêutico na ST, oferecendo 
alternativas mais seguras e acessíveis à DBS (Wehmeyer et al., 2021). 
A investigação das bases imunológicas da ST também é uma área de intenso interesse. 
Estudos têm sugerido que em alguns pacientes, os tiques podem ser exacerbados por processos 
inflamatórios ou autoimunes. Intervenções que modulam a resposta imune, como o uso de 
imunoglobulinas ou terapias anti-inflamatórias, podem oferecer novos caminhos para o 
tratamento. Pesquisas futuras precisarão elucidar os mecanismos subjacentes e validar a eficácia 
 
11 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-16, 2024 
 
 jan. 2021 
dessas abordagens em ensaios clínicos controlados (Chi et al., 2023). 
Em suma, enquanto o tratamento atual da Síndrome de Tourette oferece alívio 
significativo para muitos pacientes, as perspectivas futuras prometem abordagens mais 
personalizadas e eficazes que abordam tanto os sintomas quanto as causas subjacentes da doença. 
A integração de terapias genéticas, avanços em neuromodulação, intervenções imunológicas, e a 
expansão das terapias comportamentais, juntamente com a exploração de novas tecnologias, 
representam fronteiras promissoras na pesquisa e no tratamento da ST (Frey; Malaty, 2022). 
Na literatura científica, vários especialistas enfatizam a importância da eficácia e adesão 
às abordagens integradas no tratamento da Síndrome de Tourette, cobrindo tanto terapias 
farmacológicas quanto intervenções comportamentais e psicológicas. Estes estudos exploram 
detalhadamente os tratamentos utilizados e as estratégias implementadas para maximizar a 
adesão dos pacientes, elementos essenciais para a eficácia terapêutica. As metodologias 
utilizadas e os resultados alcançados são sistematicamente apresentados e avaliados, conforme 
ilustrado na Tabela 1. Esta compilação de pesquisas fornece uma visão completa das práticas 
atuais e dos avanços no tratamento da Síndrome de Tourette, destacando a importância de 
estratégias bem fundamentadas e baseadas em evidências para melhorar a qualidade de vida dos 
pacientes. 
 
Tabela 1. Estudos sobre a Comparação de Abordagens Integradas no Tratamento da Síndrome de Tourette. 
Título Autores Ano de 
Publicação 
Principais Achados 
“European clinical 
guidelines for 
Tourette syndrome 
and other tic 
disorders: summary 
statement”. 
Müller-Vahl 
et al. 
2022 A avaliação dos tiques, conforme as diretrizes da ESSTS, incorpora 
critérios do DSM-5 e CID-11, focando em diagnósticos precisos e 
avaliações complementares para comorbidades psiquiátricas. 
Intervenções psicológicas evoluíram significativamente, com a terapia 
de reversão de hábitos emergindo como tratamento de escolha, 
fortalecida por módulos de tratamento comportamental via internet. Em 
termos de tratamento farmacológico, o aripiprazol destaca-se pela 
eficácia comprovada, enquanto novos tratamentos como a 
deutetrabenazina e Lu AG06466 mostraram resultados preliminares 
desapontadores. A estimulação cerebral profunda, embora promissora, 
ainda carece de dados robustos e é considerada apenas para casos 
selecionados e refratários. 
“Pharmacological 
treatment of 
Tourette's syndrome: 
from the past to the 
future” 
Gong et al. 2024 O tratamento medicamentoso da Síndrome de Tourette inclui uma 
variedade de medicamentos, como antipsicóticos (haloperidol, 
pimozida, flufenazina, risperidona, olanzapina, ziprasidona, quetiapina, 
aripiprazol) que bloqueiam receptores de dopamina, reduzindo tiques. 
Agentes norepinefrinérgicos como clonidina e guanfacina ajustam a 
atividade noradrenérgica, enquanto antidepressivos tricíclicos como a 
desipramina são usados para sintomas de TDAH. Medicamentos 
antiepilépticos (topiramato, levetiracetam), agonistas dos receptores de 
dopamina (pergolida), antagonistas de dopamina (metoclopramida, 
 
12 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-16, 2024 
 
 jan. 2021 
tiaprida) e 5HT3 (ondansetron), além de baclofeno (agonista GABA) e 
inibidores VMAT2 (tetrabenazina, deutetrabenazina), oferecem controle 
neuroinibitório. Canabinóides e agentes acetilcolinérgicos como 
nicotina também são explorados por seus potenciais terapêuticos. Estes 
medicamentos são fundamentais para manejar os sintomas e melhorar a 
qualidade de vida dos pacientes com Síndrome de Tourette. 
“The role of atypical 
antipsychotics for 
treatment of 
Tourette's syndrome: 
an overview” 
Budman 2014 As evidências atuais sobre o uso de antipsicóticos atípicos no 
tratamento da Síndrome de Tourette (ST) são escassas e baseiam-se em 
poucos ensaios clínicos randomizados com medicamentos como 
risperidona, aripiprazol e ziprasidona, que apresentam metodologias 
diversas e limitam comparações diretas entre estudos. É necessária uma 
colaboração futura entre centros especializados em ST, utilizando 
metodologias rigorosas, para explorar de forma mais detalhada o 
potencial terapêutico dos antipsicóticos atípicos nesta condição. 
“Treatment of 
Tourette's syndrome 
with Delta 9-
tetrahydrocannabinol 
(THC): a 
randomized 
crossover trial” 
Müller-Vahl 
et al. 
2002 Relatos anedóticos indicam que a cannabis e seu componente delta-9-
tetrahidrocanabinol (Δ9-THC) podem reduzir tiques e comportamentos 
disruptivos na Síndrome de Tourette (ST). Um estudo randomizado, 
duplo-cego, controlado por placebo, com doses únicas de Δ9-THC 
mostrou melhorias significativas em tiques e comportamentos 
obsessivo-compulsivos, com correlação positiva entre a eficácia e os 
níveis plasmáticos de 11-OH-THC, um metabólito do THC. Não houve 
reações adversas graves, apenas efeitos colaterais leves e transitórios. 
Sugere-se a necessidade de estudos mais longos para confirmar esses 
achados promissores. 
Fonte: Do autor, 2024. 
 
4 CONCLUSÕES 
 
Em conclusão, a análise compreensiva das abordagens integradas para o tratamento da 
Síndrome de Tourette revela uma fusão promissora de intervenções farmacológicas com terapias 
comportamentais e psicológicas. Esta sinergia não apenas amplia o espectro terapêutico 
disponível, mas também personaliza o tratamento, aumentando significativamente a eficácia e a 
adesão do paciente. A utilizaçãoconjunta dessas modalidades terapêuticas permite uma 
abordagem mais holística, que é crucial para tratar uma condição tão complexa e multifacetada 
quanto a Síndrome de Tourette. 
Os dados analisados indicam que, enquanto as intervenções farmacológicas podem aliviar 
rapidamente alguns sintomas mais disruptivos, as terapias comportamentais e psicológicas 
oferecem ganhos duradouros no controle dos tiques e na melhoria da qualidade de vida dos 
pacientes. Essa abordagem combinada é especialmente valiosa, pois atende às necessidades 
individuais dos pacientes, considerando as variabilidades nos sintomas e na resposta ao 
tratamento. Além disso, a integração de suporte psicológico e estratégias comportamentais ajuda 
 
13 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-16, 2024 
 
 jan. 2021 
a mitigar os efeitos colaterais das medicações e a fortalecer a autonomia do paciente no manejo 
de seus sintomas. 
A cooperação entre profissionais de diversas áreas da saúde, incluindo neurologistas, 
psiquiatras, psicólogos e terapeutas comportamentais, é fundamental para o sucesso desta 
abordagem integrada. Este modelo colaborativo não só enriquece o plano de tratamento mas 
também garante uma rede de suporte mais robusta para os pacientes e suas famílias. É importante 
que essa equipe esteja alinhada com os mais recentes avanços científicos e melhores práticas, 
para proporcionar um tratamento que seja ao mesmo tempo eficaz e compassivo. 
Do ponto de vista da pesquisa, é essencial continuar a explorar e documentar os efeitos 
combinados das terapias farmacológicas e comportamentais. Estudos longitudinais e meta-
análises podem oferecer insights mais profundos sobre as interações entre diferentes modalidades 
terapêuticas e como essas podem ser otimizadas para maximizar benefícios e minimizar riscos. 
A inclusão de medidas de resultado que avaliem a satisfação do paciente e o impacto na vida 
diária será crucial para avaliar o verdadeiro sucesso das intervenções integradas. 
Humanisticamente, o tratamento da Síndrome de Tourette com uma abordagem integrada 
reflete um respeito mais profundo pelas experiências vividas pelos pacientes. Reconhecendo a 
pessoa por completo, e não apenas os sintomas, esta abordagem promove uma maior empatia e 
uma conexão mais genuína entre o paciente e os profissionais de saúde. É uma prática que não 
apenas trata, mas também valida o indivíduo, enfatizando a importância de abordar a saúde 
mental e física de maneira holística. 
Em suma, enquanto enfrentamos os desafios impostos pela Síndrome de Tourette, as 
abordagens integradas representam uma fronteira promissora na medicina comportamental. A 
integração de estratégias farmacológicas com terapias comportamentais e psicológicas não 
apenas melhora a eficácia do tratamento mas também alinha cuidados médicos com a dignidade 
e o respeito pela complexidade humana. A evolução contínua nesta área não só é esperada como 
necessária, com o potencial de transformar significativamente a vida daqueles afetados por esta 
síndrome desafiadora. 
 
 
14 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-16, 2024 
 
 jan. 2021 
REFERÊNCIAS 
 
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, DSMTF et al. Diagnostic and statistical 
manual of mental disorders: DSM-5. Washington, DC: American psychiatric association, 
2013. 
 
ANDRÉN, P. et al. European clinical guidelines for Tourette syndrome and other tic 
disorders—Version 2.0. Part II: Psychological interventions. European child & adolescent 
psychiatry, v. 31, n. 3, p. 403-423, 2022. Disponível em: <https://doi.org/10.1007/s00787-021-
01845-z>. Acesso em 13 mar. 2024. 
 
ANIS, S. et al. Medical cannabis for Gilles de la Tourette syndrome: an open-label prospective 
study. Behavioural Neurology, v. 2022, 2022. Disponível em: 
<https://doi.org/10.1155/2022/5141773>. Acesso em 20 mai. 2024. 
 
BUDMAN, C. L. The role of atypical antipsychotics for treatment of Tourette’s syndrome: an 
overview. Drugs, v. 74, n. 11, p. 1177-1193, 2014. Disponível em: 
<https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25034359/>. Acesso em 12 abr. 2024. 
 
CAVANNA, A. E.; SERI, S. Tourette’s syndrome. Bmj, v. 347, 2013. Disponível em: 
<https://doi.org/10.1136/bmj.f4964>. Acesso em 12 abr. 2024. 
 
CHI, S. et al. Cytokine levels reflect tic symptoms more prominently during mild phases. BMC 
neuroscience, v. 24, n. 1, p. 57, 2023. Disponível em: <https://doi.org/10.1186/s12868-023-
00830-3>. Acesso em 20 mai. 2024. 
 
FREEMAN, R. D. et al. An international perspective on Tourette syndrome: selected findings 
from 3500 individuals in 22 countries. Developmental medicine and child neurology, v. 42, 
n. 7, p. 436-447, 2000. Disponível em: <https://doi.org/10.1017/s0012162200000839>. Acesso 
em 08 abr. 2024. 
 
FREY, J.; MALATY, I. A. Tourette syndrome treatment updates: a review and discussion of 
the current and upcoming literature. Current Neurology and Neuroscience Reports, v. 22, n. 
2, p. 123-142, 2022. Disponível em: <https://doi.org/10.1007/s11910-022-01177-8 >. Acesso 
em 04 mai. 2024. 
 
GARCIA-DELGAR, B. et al. Tic disorders in children and adolescents: does the clinical 
presentation differ in males and females? A report by the EMTICS group. European child & 
adolescent psychiatry, v. 31, n. 10, p. 1539-1548, 2022. Disponível em: 
<https://doi.org/10.1007/s00787-021-01751-4>. Acesso em 08 mai. 2024. 
 
GONG, H. et al. Pharmacological treatment of Tourette’s syndrome: from the past to the 
future. Neurological Sciences, v. 45, n. 3, p. 941-962, 2024. Disponível em: 
<https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37962703/>. Acesso em 11 mai. 2024. 
 
HOLLIS, C. et al. Therapist-supported online remote behavioural intervention for tics in 
children and adolescents in England (ORBIT): a multicentre, parallel group, single-blind, 
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37962703/
 
15 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-16, 2024 
 
 jan. 2021 
randomised controlled trial. The Lancet Psychiatry, v. 8, n. 10, p. 871-882, 2021. Disponível 
em: <https://doi.org/10.1016/s2215-0366(21)00235-2>. Acesso em 14 mai. 2024. 
 
JAFARI, F. et al. Systematic review and meta-analysis of Tourette syndrome prevalence; 1986 
to 2022. Pediatric neurology, v. 137, p. 6-16, 2022. Disponível em: 
<https://doi.org/10.1016/j.pediatrneurol.2022.08.010>. Acesso em 02 mai. 2024. 
 
KLEIMAKER, M. et al. Non-invasive brain stimulation for the treatment of Gilles de la 
Tourette syndrome. Frontiers in neurology, v. 11, p. 592258, 2020. Disponível em: 
<https://doi.org/10.3389/fneur.2020.592258>. Acesso em 06 mai. 2024. 
 
LIN, W. D.; TSAI, F. J.; CHOU, I. C. Current understanding of the genetics of tourette 
syndrome. Biomedical journal, v. 45, n. 2, p. 271-279, 2022. Disponível em: 
<https://doi.org/10.1016/j.bj.2022.01.008>. Acesso em 09 mai. 2024. 
 
MCGUIRE, J. F. et al. A meta-analysis of behavior therapy for Tourette syndrome. Journal of 
psychiatric research, v. 50, p. 106-112, 2014. Disponível em: 
<https://doi.org/10.1016/j.jpsychires.2013.12.009>. Acesso em 22 mai. 2024. 
 
MÜLLER-VAHL, K. R. et al. European clinical guidelines for Tourette syndrome and other tic 
disorders: summary statement. European Child & Adolescent Psychiatry, v. 31, n. 3, p. 377-
382, 2022. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34244849/>. Acesso em 26 mai. 
2024. 
 
MÜLLER-VAHL, K. R. et al. Treatment of Tourette's syndrome with Δ9-tetrahydrocannabinol 
(THC): a randomized crossover trial. Pharmacopsychiatry, v. 35, n. 02, p. 57-61, 2002. 
Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11951146/>. Acesso em 17 mai. 2024. 
 
MÜLLER‐VAHL, K. R.; ROESSNER, V.; EUROPEAN SOCIETY FOR THE STUDY OF 
TOURETTE SYNDROME (ESSTS). Treatment of tics in patients with Tourette syndrome: 
recommendations according to the European Society for the Study of Tourette 
Syndrome.Movement Disorders, v. 26, n. 13, p. 2447-2447, 2011. Disponível em: < 
https://doi.org/10.1002/mds.23958>. Acesso em 28 mai. 2024. 
 
MURPHY, T. K. et al. Extended-release guanfacine does not show a large effect on tic severity 
in children with chronic tic disorders. Journal of child and adolescent psychopharmacology, 
v. 27, n. 9, p. 762-770, 2017. Disponível em: <https://doi.org/10.1089/cap.2017.0024>. Acesso 
em 19 mai. 2024. 
 
PRINGSHEIM, T. et al. Practice guideline recommendations summary: treatment of tics in 
people with Tourette syndrome and chronic tic disorders. Neurology, v. 92, n. 19, p. 896-906, 
2019. Disponível em: <https://doi.org/10.1212/wnl.0000000000007466>. Acesso em 15 mai. 
2024. 
 
ROESSNER, V. et al. European clinical guidelines for Tourette syndrome and other tic 
disorders—version 2.0. Part III: pharmacological treatment. European child & adolescente 
 
16 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-16, 2024 
 
 jan. 2021 
psychiatry, p. 1-17, 2022. Disponível em: <https://doi.org/10.1007/s00787-021-01899-z>. 
Acesso em 21 mai. 2024. 
 
SINGER, H. S. Autoantibody-associated movement disorders in children: proven and 
proposed. In: Seminars in Pediatric Neurology. WB Saunders, 2017. p. 168-179. Disponível 
em: <https://doi.org/10.1016/j.spen.2017.08.003>. Acesso em 14 mai. 2024. 
 
SINGER, H. S.; AUGUSTINE, F. Controversies surrounding the pathophysiology of 
tics. Journal of child neurology, v. 34, n. 13, p. 851-862, 2019. Disponível em: 
<https://doi.org/10.1177/0883073819862121>. Acesso em 08 mai. 2024. 
 
WEHMEYER, L. et al. Target-specific effects of deep brain stimulation for Tourette 
syndrome: a systematic review and meta-analysis. Frontiers in Neurology, v. 12, p. 769275, 
2021. Disponível em: <https://doi.org/10.3389%2Ffneur.2021.769275>. Acesso em 03 mai. 
2024. 
 
WEISMAN, H. et al. Systematic review: pharmacological treatment of tic disorders–efficacy of 
antipsychotic and alpha-2 adrenergic agonist agents. Neuroscience & Biobehavioral Reviews, 
v. 37, n. 6, p. 1162-1171, 2013. Disponível em: 
<https://doi.org/10.1016/j.neubiorev.2012.09.008>. Acesso em 10 mai. 2024. 
 
YANG, C. S. et al. Topiramate for Tourette's syndrome in children: a meta-analysis. Pediatric 
neurology, v. 49, n. 5, p. 344-350, 2013. Disponível em: 
<https://doi.org/10.1016/j.pediatrneurol.2013.05.002>. Acesso em 13 mai. 2024.

Mais conteúdos dessa disciplina