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Revisando 1. Diferencie os conceitos de tempo e clima. 2. Diferencie mé dia té rmica de amplitude té rmica, demonstrando a import ncia desta última para a caracteriza o do clima. 3. Como a varia o de latitude determina a varia o da temperatura m dia e da amplitude trmica? 4. Compare os climas representados nos climogramas a seguir em rela o à precipita o e à temperatura. Londres (RUN) 400 P re c ip it a ç ã o ( m m ) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Set Out Nov Dez T e m p e ra tu ra ( ºC ) 300 200 100 0 40 30 20 10 0 Nova Orleans (EUA) 400 P re c ip it a ç ã o ( m m ) Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez T e m p e ra tu ra ( ºC ) 300 200 100 0 40 30 20 10 0 Fonte: elaborado com base em CLIMATE-DATA.ORG. Disponvel em: https://pt.climate-data.org/. Acesso em: set. . 26 GEOGRAFIA Capítulo 5 Climatologia F R E N T E 1 Exercícios propostos 1. Unesp 2018 A distribuio da radiao solar pela superfcie terrestre o principal desencadeador de fenmenos atmosfricos. Nas regies de maior latitude, a incidncia de raios solares a) difusa, o que promove baixas temperaturas mdias. b) dispersa, o que promove reas de baixa presso. c) concentrada, o que promove altas temperaturas mdias. d) varivel, o que promove estaes do ano bem definidas. e) perpendicular, o que promove reas de clima seco. 5. Como a varia o de altitude determina a varia o da temperatura m dia e da amplitude trmica? 6. Como a continentalidade determina a varia o da amplitude t rmica? 7. Identifique as cinco massas de ar que mais atuam no Brasil e suas principais caractersticas. 8. Explique o mecanismo do clima de mon es. 9. Identifique as principais caractersticas dos climas: a) equatorial. b) tropical. c) tropical úmido. d) semirido. e) subtropical. 27 A respeito da Massa Polar Atlntica, considere as se- guintes armaes: I. Atua em todo o território nacional com a mesma intensidade, tanto nos equinócios quanto nos sols- tcios. II. No inverno segue carregada de umidade para o sul da Amaznia, provocando queda das tempe- raturas na regio. Esse fenmeno conhecido como “Friagem” que, devido ao intenso desmata- mento, vem se acentuando e agindo em latitudes muito baixas. III. Nas Regies Sul e Sudeste provoca diminuio das temperaturas podendo ocorrer, em determi- nados pontos, geadas e queda de neve. IV. A poro que segue pelo litoral atinge a costa oriental nordestina, provocando chuvas frontais na regio. É correto o que se arma em a) I, apenas. b) I e II, apenas. c) II e III, apenas. d) II, III e IV, apenas. e) I, II, III e IV. 5. Fuvest-SP 2020 Segundo o Instituto Nacional de Me- teorologia (INMET), foram registradas temperaturas reduzidas no ms de junho de 6, tal como na ma- drugada do dia , em que se alcanou a mnima de , °C na estao meteorológica da Serra da Cantarei- ra, na cidade de So Paulo. Alm disso, de acordo com o Instituto, tambm ocorreram precipitaes acima da mdia, com mais de mm no total daquele ms. Associando a representao esquemtica aos even- tos descritos, analise as seguintes armaes: I. O ar mais frio e denso eleva o ar mais quente, podendo originar nuvens com potencial para tem- pestades e precipitaes. II. Instabilidades atmosfricas podem ser geradas em razo de o ar quente ser elevado rapidamente pelo sistema frontal. III. O encontro de massas de ar estabiliza as condi- es atmosfricas com o avano e dissipao da massa de ar tropical. É correto apenas o que se arma em: a) I. b) II. c) I e II. d) I e III. e) II e III. 2. Enem 2019 Regiões áridas e semiáridas do mundo SALGADO-LABOURIAL, M. L. História ecológica da Terra. São Paulo: Edgard Blucher, 1994 (adaptado). No Hemisfrio Sul, a sequncia latitudinal dos deser- tos representada na imagem sofre uma interrupo no Brasil devido à seguinte razo: a) Existncia de superfcies de intensa refletividade. b) Preponderncia de altas presses atmosfricas. c) Influncia de umidade das reas florestais. d) Predomnio de correntes marinhas frias. e) Ausncia de massas de ar continentais. 3. PUC-Rio 2016 Em relao à maritimidade e à conti- nentalidade, correto afirmar que a) as massas continentais so aquecidas e resfria- das mais lentamente do que as grandes massas que formam os oceanos. b) as massas ocenicas afetam mais as tempera- turas dos continentes quando localizadas nos litorais orientais. c) as temperaturas dirias variam mais em cidades próximas aos litorais do que em outras, distantes deles. d) as temperaturas nas regies centrais dos conti- nentes variam mais do que em cidades litorneas. e) as massas ocenicas e continentais no tm in- fluncia direta nas amplitudes trmicas no planeta. 4. Mackenzie-SP 2020 Massas de ar que atuam no Brasil 28 GEOGRAFIA Capítulo 5 Climatologia F R E N T E 1 6. UFU-MG 2020 Equador 0° Equador 0° Conforme se observa na gura, em funo de sua localizao geogrca, o Brasil tem seu clima inuen- ciado por praticamente todas as massas de ar que atuam na Amrica do Sul. Em relao às massas de ar, às principais caractersticas e à inuncia delas no clima do Brasil, assinale a alternativa correta. a) A mTc atua nas regies Sul e Centro-Oeste. As baixas altitudes dessas regies permitem o seu avano, provocando a formao de chuvas fron- tais e o fenmeno da friagem no Nordeste e na Amaznia. b) A mTa forma os ventos alsios de sudeste. No inverno, provoca chuvas frontais no litoral nor- destino; j no litoral das regies Sul e Sudeste, o encontro com as reas elevadas da Serra do Mar provoca chuvas orogrficas. c) A mEc atua em todas as regies brasileiras, pro- vocando chuvas torrenciais no inverno. No vero, devido à fisionomia do relevo, mEc responsvel pela formao das chuvas convectivas que ocor- rem no sul do pas. d) A mEa origina-se próximo ao arquiplago dos Aores, originando alsios de nordeste. No inver- no, provoca bloqueio atmosfrico, impedindo a atuao da mPa, formando veranicos em todas as regies. 7. FGV-SP 2021 Os aromas da floresta, também chamados de compostos orgânicos voláteis biogênicos (BVOCs), quando misturados ao ar amazônico e na presença da ra- diação solar, oxidam-se e precipitam-se, formando uma poeira finíssima com característica higroscópica, geran- do eficientes núcleos de condensação. (Antonio D. Nobre. O futuro climático da Amazônia. www.socioambiental.org, 2014. Adaptado.) Segundo o excerto, a presena dessa poeira promo- ve núcleos de condensao, que so formadores a) de polinizao cruzada. b) do nevoeiro de encosta. c) de chuvas volumosas. d) do ciclo de nutrientes. e) de ventos descendentes. 8. FICSAE-SP 2017 Em alguns dias do ano um rio com as dimensões do Amazonas atravessa os céus do Brasil. Ele nasce sobre o Atlântico próximo à Linha do Equador, ga- nha corpo sobre a floresta amazônica e segue para oeste até os Andes, onde o encontro com a imponente muralha rochosa o faz desviar para o sul. Dali esse imenso volume de água flutua sobre a Bolívia, o Paraguai e os estados bra- sileiros de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo. Às vezes, alcança Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul antes de retornar para o oceano. Apesar de sua extensão, ninguém o vê. É que esse rio não tem margens nem peixes. É um rio metafórico – mas não inexistente – formado por uma coluna de vapor-d’água com cerca de 3 quilômetros de altura algumas centenas de quilômetros de largura e milhares de extensão. ZORZETTO, Ricardo. “Um rio que flui pelo ar”. Pesquisa FAPESP. 158, p. 62-3, abr. 2009. Identique qual das alternativas abaixo identica cor- retamente o fenmeno abordado no texto. a) O fenmeno referido no texto conhecido como evapotranspirao e o responsvel pelo efeito estufa nas reas semiridas do território nacional. Esse fenmeno apenas ocorre em algumas reas do território brasileiro. b) O fenmeno abordado no texto, conhecido como “rios voadores”, formado por massas de ar que circulam entre a Amaznia Brasileira e a Zona da Mata nordestina. Essas massas úmidas so res- ponsveis pela chuva da Zona da Mata. c) O fenmeno abordado no texto conhecido como “rios voadores”. So cursos de gua atmos- fricos, invisveis, formados por vapor-d’gua que se originam na faixa Equatorial Atlntica e tm re- lao direta com a cobertura florestal. d) O fenmeno referido no texto conhecido como evapotranspirao origina-se na regio amazni- ca e atravs das massas de ar leva umidade para o serto nordestino. A falta de chuvas nessa rea associada à interrupo desse tipo de circula- o atmosfrica. 9. Fuvest-SP 2019 O grfico mostra as temperaturas mdias mensais históricas de cinco cidades, todas localizadas em altitudes próximas do nvel do mar: Alexandria (Egito), Barcelona (Espanha), Buenos Aires (Argentina), Santos (SP, Brasil), So Lus (MA, Brasil). 29 No grco, essas cidades esto representadas, res- pectivamente, pelos smbolos: a) b) c) d) e) 10. Uece 2015 Um dos principais sistemas produtores de chuva que atuam no norte do Nordeste brasileiro a zona de convergncia intertropical do Atlntico – ZCIT. Este sistema a) o mais importante gerador de chuvas sobre a regio equatorial dos oceanos Atlntico, Pacfico e ndico. b) provoca chuvas convectivas intensas entre os meses de setembro e outubro no litoral do Nor- deste. c) permanece quase todo o ano estacionado sobre as latitudes mais próximas ao Trópico de Capricór- nio. d) no recebe a influncia da umidade dos oceanos Atlntico e Pacfico, mas sim da Amaznia. 11. Uece 2017 O vento um produto da dinmica atmos- frica. Na troposfera, suas causas esto diretamente ligadas às diferenas de presso e temperatura. Considerando esses elementos formadores do clima, imagine uma linha reta numa rea de plancie, onde o ponto A corresponde a uma rea de alta presso (AP), o ponto B corresponde a uma rea de baixa pres- so (BP) e o ponto C corresponde a uma rea de alta presso (AP). De posse destas informaes, pode-se armar corretamente que o deslocamento do vento nestas condies ocorrer a) de A e C para B. b) de A para B e C. c) de C para B e A. d) de B para C. 12. Unesp 2021 Mdia das anomalias registradas durante agosto de As anomalias observadas no mapa promovem a) estiagens severas na regio Nordeste do Brasil. b) secas prolongadas no sudeste do continente asitico. c) menor precipitao na regio Sul do Brasil. d) longos perodos chuvosos no litoral do Chile. e) chuvas intensas na poro sul dos Estados Unidos. 13. Udesc 2017 Sobre os fatores climticos que interfe- rem na formao de desertos pelo globo, assinale a alternativa correta. a) As vertentes a barlavento de cordilheiras so me- nos suscetveis à chegada de umidade que as vertentes a sotavento, sendo, por isso, aquelas mais suscetveis à formao de desertos que estas. b) Correntes martimas frias tornam estvel a at- mosfera dos locais, promovendo a formao de desertos no litoral. c) A continentalidade um importante fator forma- dor de desertos, pois diz respeito à distncia de reas ocenicas, como o caso do Deserto do Atacama. d) Áreas com predomnio de sistemas de baixa pres- so atmosfrica so mais suscetveis à formao de desertos que as reas com predomnio de sis- temas de alta presso. e) Depresses interplanlticas so reas fortemente suscetveis à desertificao na regio equatorial. 14. Unesp 2017 Os furaces so movimentos bruscos de ar que se caracterizam por a) sua origem terrestre, com alterao da circula- o vertical do ar e concentrao de poluentes na superfcie. b) sua origem terrestre, com ciclo de vida de poucos minutos e elevado poder de destruio. c) sua origem equatorial, com ligao à parcela as- cendente da clula de Hadley e circulao geral da atmosfera. d) sua origem ocenica, com dependncia de cen- tros de baixa presso e elevada temperatura da gua. e) sua origem ocenica, com resfriamento anormal das guas do Oceano Pacfico e ocorrncia tem- poral regular. 15. UFRGS 2018 Observe a figura e leia o texto a seguir. Fonte: NASA. Disponível em: https://earthobservatory.nasa.gov/ IOTD/view.php?id=90948. Acesso em: 16 set. 2017. Entre agosto e setembro de , a Nasa reportou as consequncias da passagem do furaco Harvey, em Houston, a quarta cidade mais populosa dos EUA, 30 GEOGRAFIA Capítulo 5 Climatologia F R E N T E 1 quando milhares de pessoas foram resgatadas das enchentes devido ao volume de precipitao ocorri- do. Dias depois, o furaco Irma foi registrado como o de maior intensidade no Atlntico, quando atingiu reas como Flórida e ilhas da Amrica Central, geran- do grandes repercusses socioeconmicas. Sobre essas ocorrncias na regio, correto armar que os furaces esto relacionados a a) ciclones tropicais. b) ciclones extratropicais. c) mones. d) margens tectnicas ativas junto ao Golfo do Mxico. e) ciclones extratropicais formados nas guas aque- cidas do Golfo do Mxico. 16. Uece 2017 Atente à seguinte notcia: A média de chuvas no Estado para esse quadrimestre, medida entre os anos de 1981 e 2010, é de 600,7 mm. Neste ano, a média de chuvas ficou em 329,3 mm, ca- racterizando a oitava pior quadra chuvosa já registrada no Ceará. Em 2016, o Estado apresentou um quadro de chuvas pior do que em 2015, quando teve desvio de −30,3%. Seca de 2016 no Ceará está entre as piores da his- tória; veja a lista. Previsão da Funceme se confirmou, e todas as regiões do estado tiveram precipitações inferiores à normalidade. Disponível em: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ cadernos/regional/online/seca-de-2016-no-ceara-esta-entre-as- pioresda-historia-veja-a-lista-1.1565486. Acesso em: 15 jun. 2016. Os ciclos de estio no semirido brasileiro representam um fenmeno natural que tem uma forte relao com a) a atuao e intensidade do fenmeno El Niño. b) a presena da ZCIT entre fevereiro e maio na regio. c) o desenvolvimento de sistemas de tempestade na regio. d) a atuao da clula de Ferrel nas latitudes entre 30° e 0°. 17. Unesp 2017 Disponível em: www.cptec.inpe.br. O mapa apresenta os efeitos do fenmeno climtico de interao atmosfera-oceano denominado a) El Niño, caracterizado pelo aquecimento das guas do Oceano Pacfico nas proximidades do Equador. b) alsios de Nordeste, caracterizado pela atuao em escala local e em curto perodo de tempo so- bre as guas do Oceano Pacfico. c) La Niña, caracterizado pelo resfriamento das guas superficiais do Oceano Pacfico na costa peruana. d) zona de convergncia intertropical, caracterizado pela formao de núcleos de aumento nas tem- peraturas superficiais do Oceano Pacfico. e) zona de convergncia do Atlntico Sul, carac- terizado pela diminuio da temperatura e da umidade no Equador. 18. EsPCEx-SP 2019 É inequvoca a influncia do clima sobre as mais variadas atividades humanas, na dife- renciao da paisagem e na biogeografia. Analise as afirmativas a seguir: I. A clula tropical (tambm chamada clula de Hadley) responsvel pela transferncia de calor e umidade entre as latitudes equatoriais e subtro- picais. Nela podem-se identificar os ventos alsios e os contra-alsios. II. O El Niño uma anomalia climtica com desdo- bramentos globais. Na costa ocidental da Amrica do Sul, o fenmeno provoca a elevao da tem- peratura da gua do mar e, consequentemente, um aumento da atividade pesqueira no litoral peruano. III. No Sul e Sudeste da Ásia, a agricultura tradicional muito influenciada pelo regime das mones, cujo mecanismo bsico de alternncia de centros de presso semelhante ao que regula as brisas marinhas e terrestres, ressalvadas a durao e as respectivas escalas de abrangncia. IV. O clima mediterrneo, tpico do sul da Europa, das extremidades norte e sul da África, de parte do li- toral chileno e californiano e da poro meridional da Austrlia, apresenta duas estaes bem distin- tas: um vero quentee chuvoso e um inverno frio e seco. Assinale a alternativa que apresenta todas as armati- vas corretas, dentre as listadas acima. a) I e II b) I e III c) II e III d) II e IV e) III e IV 19. Enem 2018 A presunção de que a superfície das cha- padas e chapadões representa uma velha peneplanície é corroborada pelo fato de que ela é coberta por acumu- lações superficiais, tais como massas de areia, camadas de cascalhos e seixos e pela ocorrência generalizada de concreções ferruginosas que formam uma crosta lateríti- ca, denominada “canga”. WEIBEL, L. Disponível em: http://biblioteca.ibge.gov.br. Acesso em: 8jul. 2015 (adaptado). Qual tipo climtico favorece o processo de alterao do solo descrito no texto? a) Árido, com dficit hdrico. b) Subtropical, com baixas temperaturas. c) Temperado, com invernos frios e secos. d) Tropical, com sazonalidade das chuvas. e) Equatorial, com pluviosidade abundante. 31 20. UEL-PR 2020 O climograma uma forma grfica de representao do clima que indica a mdia trmica e a pluviosidade de uma determinada localidade. Sua coluna indica a precipitao e a linha a temperatura (em °C). Com base nos conhecimentos sobre os tipos climticos, relacione os climogramas a seguir aos ti- pos de clima do Brasil. I. II. III. IV. a. O Clima Equatorial caracteriza-se pelo dom- nio da massa de ar Equatorial Continental, com temperatura mdia anual em torno de 4 °C, e pluviosidade anual em torno de mm. b. O Clima Subtropical caracteriza-se pelo domnio das massas de ar Tropical Atlntica, Tropical Con- tinental e Polar Atlntica, com temperatura mdia anual em torno de °C e pluviosidade em torno de mm anual bem distribuda durante o ano. c. O Clima Tropical caracteriza-se pelo domnio das massas de ar Tropical Atlntica, Tropical Continen- tal e Equatorial Continental, com mdia anual de 4 °C, duas estaes do ano bem definidas e plu- viosidade em torno de mm anual. d. O Clima Semirido caracteriza-se pelo domnio das massas de ar Equatorial Atlntica e Tropical Atln- tica com temperatura mdia anual de °C e com pluviosidade em torno de mm, distribuda irre- gularmente durante o ano. Assinale a alternativa que contm a associao correta. a) I-A, II-B, III-C, IV-D b) I-B, II-C, III-D, IV-A c) I-C, II-B, III-D, IV-A d) I-C, II-D, III-A, IV-B e) I-C, II-A, III-B, IV-D 21. PUC-Campinas 2016 Jos Lins do Rego foi autor de importantes obras literrias que tm como palco o Nordeste brasileiro. Um de seus mais importantes romances Menino de engenho do qual foi retirado o seguinte trecho: Lá um dia, para as cordas das nascentes do Paraíba, via-se, quase rente do horizonte, um abrir longínquo e es- paçado de relâmpago: era inverno na certa no alto sertão. As experiências confirmavam que com duas semanas de inverno o Paraíba apontaria na várzea com a sua primeira cabeça-d’água. O rio no verão ficava seco de se atravessar a pé enxuto. Apenas, aqui e ali, pelo seu leito, formavam-se grandes poços, que venciam a estiagem. Nestes pequenos açudes se pescava, lavavam-se os cavalos, tomava-se banho. Menino do Engenho. 77. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2000. p. 54. O fato de o leito do rio car praticamente seco no vero tpico da hidrograa de reas do serto nordestino, que apresentam como uma de suas im- portantes caractersticas a) a reduzida pluviosidade, provocada por múltiplos fatores, entre eles a dinmica atmosfrica que li- mita a ao de massas úmidas. b) o inverno semelhante ao encontrado no clima subtropical do sul do Brasil: reduo das tempe- raturas devido à presena da massa polar. c) o vero pouco chuvoso com elevadas temperatu- ras que se assemelham às condies do vero da poro centro-sul do Brasil. d) a fraca pluviosidade provocada pelas condi- es de relevo pouco acidentado e com baixas altitudes, que impedem a formao de chuvas orogrficas. e) a reduzida atuao de massas de ar, como a Tropical continental e a Polar atlntica, ambas por- tadoras de elevado grau de umidade. 32 GEOGRAFIA Capítulo 5 Climatologia F R E N T E 1 22. EsPCEx-SP 2019 A figura abaixo uma representa- o dos principais climas que atuam no Brasil. Adaptado de ROSS, Jurandyr L. S. (org.). Geografia do Brasil. 6a ed. São Paulo: Edusp, 2011. p. 107. Considere os seguintes climogramas. Eles represen- tam as mdias anuais de temperatura e pluviosidade de trs cidades brasileiras entre os anos de 6-. Considerando as caractersticas climticas brasileiras, pode-se armar que: a) O climograma X representativo do clima I (Tro- pical de Altitude) e pode representar a cidade de Boa Vista. b) O climograma Y representativo do clima III (Se- mirido) e pode representar a cidade de Petrolina. c) O climograma Z representativo do clima VI (Sub- tropical) e pode representar a cidade de Porto Alegre. d) O climograma X representativo do clima IV (Tro- pical) e pode representar a cidade de Goinia. e) O climograma Y representativo do clima II (Equato- rial Úmido) e pode representar a cidade de Manaus. 23. UFRGS 2016 Observe o grfico abaixo. Fonte: MARTINELLI, M. Gráficos e mapas: construa-os você mesmo. São Paulo: Moderna, 1998. p. 75. Assinale a alternativa que indica corretamente o tipo climtico representado e suas caractersticas. a) Clima temperado, com temperaturas acima de 30 °C no vero e abaixo de 10 °C no inverno, com chuvas regulares durante o ano. b) Clima semirido, com chuvas abaixo de 20 mm durante todo o ano. c) Clima tropical, com vero chuvoso e temperaturas acima de 20 °C, inverno seco com temperaturas mais amenas. d) Clima equatorial, com temperaturas elevadas, du- rante todo o ano, e precipitaes regulares. e) Clima subtropical com inverno chuvoso e tempe- raturas amenas, vero seco com temperaturas acima de 20 °C. 24. UFRGS 2018 Considere os climatogramas abaixo. Climatograma 1 500 400 32 28 24 20 16 J F M M JA J A S O N D 12 8 4 0 P re ci p it a çã o (m m ) Te m p e ra tu ra ( ºC ) 300 200 100 0 Climatograma 2 400 32 28 24 20 16 J F M M JA J A S O N D 12 8 4 0 P re ci p it a çã o (m m ) Te m p e ra tu ra ( ºC ) 300 200 100 0 Precipitação Temperatura média Fonte: MENDONÇA, F.; DANNI-OLIVEIRA, I. M. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2007. 33 Assinale a alternativa correta sobre os climatogramas. a) O clima equatorial pode ser representado pelo climatograma 1, em que se verificam elevados to- tais pluviomtricos. b) A elevada amplitude trmica pode ser observada no climatograma 1, o qual representa o clima equa- torial. c) A umidade climtica representada no climatograma 2 tambm garantida pelas temperaturas eleva- das durante todo o ano e pela concentrao de pluviosidade nos meses de junho a outubro. d) A cidade de Cuiab pode ser bem representada pelo climatograma 1, pois apresenta condies trmicas de maior aquecimento e ndices de pre- cipitao bem distribudos ao longo do ano todo. e) A variabilidade trmica da cidade de Porto Alegre, representada pelo climatograma 2, bastante acentuada, e as mdias anuais situam- -se entre 2 °C e 35 °C. 25. Uece 2016 No Brasil existe uma significativa diversi- dade climtica com reas mais quentes, outras mais frias, umas mais secas e outras mais úmidas. Considerando a diversidade de climas no Brasil, analise as armaes a seguir e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas. J Na regio equatorial encontra-se uma faixa de la- titude que engloba a regio amaznica e a regio Nordeste, que apresentam clima chuvoso e semi- rido, respectivamente. J Na regio central do Brasil e na regio Sudeste, h uma bem definida estao seca e outra chuvosa. J No inverno, algumas frentes frias podem atuar no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil. J No Brasil no ocorrem interferncias nos sistemas de tempo provocadas pela topografia. A sequncia correta, de cima para baixo, a) V, F, F, V. b) F, F, V, F. c) V, V, V, F. d) F, V, F, V.26. Acafe-SC 2018 Classicação climática do Brasil A rt h u r S tr ä h le r. Fonte: MOREIRA, João C.; SENE, Eustáquio de. Geografia geral e do Brasil: espaço geográfico e globalização. ed. reform. São Paulo: Scipione, 2004. (Adapt.). Observe atentamente a gura que representa os tipos de clima que existem no Brasil, segundo Arthur Strähler. Marque V para as armaes verdadeiras e F para as falsas e assinale a alternativa com a sequncia correta. J A figura assinala os tipos climticos controlados por massas de ar equatoriais, tropicais e polares. J O número indica um tipo climtico denominado de equatorial úmido da convergncia dos alsios. J O clima tropical tendendo a seco pela irregularidade de ao das massas de ar compreende a rea as- sinalada pelo número . J Na rea apontada pelo número as chuvas so frontais, resultantes da ao das massas de ar tro- picais e equatoriais. J O clima subtropical, tambm chamado de litorneo úmido, est indicado pelo número 4 e resultado da ao das massas tropicais continentais. a) F – V – F – F – V b) V – F – V – F – V c) F – F – V – F – F d) V – V – V – F – F 27. EsPCEx-SP 2015 Observe o climograma de uma cida- de brasileira e considere as afirmativas relacionadas a este. I. O clima representado denominado equatorial, em cuja rea est presente uma vegetao do tipo hidrófila e latifoliada, caracterstica da floresta equatorial. II. Refere-se a um clima sob forte influncia da mas- sa Polar atlntica (mPa) e que apresenta uma significativa amplitude trmica anual. III. Trata-se de um clima subtropical úmido, com precipi- taes ao longo de todo o ano, sem ocorrncia de estao seca. IV. Nas reas em que esse clima predomina, observam- -se precipitaes que ultrapassam os 2 200 mm, o que, aliado às altas temperaturas, favorece o processo de lixiviao e a consequente lateriza- o do solo. Assinale a alternativa em que todas as armativas es- to corretas: a) I e II. b) III e IV. c) I e IV. d) II e III. e) II e IV. 34 GEOGRAFIA Capítulo 5 Climatologia F R E N T E 1 28. PUC-RS 2015 Analise os climogramas abaixo, que representam os principais domnios climticos brasileiros, e preen- cha os parnteses com a legenda correspondente. Climogramas J tropical J subtropical J equatorial J tropical semirido A numerao correta, de cima para baixo, a) 1 – 2 – – 3 b) 1 – 3 – – 2 c) 2 – 3 – 1 – d) 2 – – 1 – 3 e) 3 – 1 – 2 – 29. FGV-SP 2015 Observe o mapa: Fonte: MENDONÇA, F.; DANNI-OLIVEIRA, I. M. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2007. p. 151. Sobre os tipos e subtipos climticos identicados no mapa, correto armar: a) Os subtipos do clima equatorial apresentam elevada temperatura e quase nenhuma variabilidade trmica sazo- nal; a variedade da pluviosidade ao longo do ano que permite a sua distino. b) Os subtipos do clima tropical equatorial, associados à vegetao de transio entre a floresta e a caatinga, apre- sentam pouca variedade pluviomtrica entre eles. c) Todos os subtipos do clima tropical úmido-seco apresentam grande variao trmica sazonal e uma estao seca pronunciada, embora de durao varivel. d) O clima subtropical úmido, fortemente influenciado pela massa de ar polar atlntica, apresenta baixas temperatu- ras e longo perodo de baixa pluviosidade. e) Os subtipos do clima tropical litorneo caracterizam-se pela grande irregularidade das temperaturas no tempo e no espao e pela grande concentrao de pluviosidade na primavera e no vero. 35 30. UEPG-PR 2021 Sobre as massas de ar, assinale o que for correto. As massas de ar polares so provenientes de al- tas latitudes do planeta, sendo frias e podendo trazer umidade ou tempo mais seco. Massas de ar equatoriais tm pouca importn- cia na quantidade de pluviosidade alta da regio amaznica sul-americana. A mTc e a mTa so duas massas de ar de origem tropical que influenciam o clima brasileiro. As massas de ar podem originar-se em reas oce- nicas ou continentais e fazem parte dos fatores climticos de uma determinada regio. Soma: O que causou o tornado em Santa Catarina? Um episódio de tempo severo atingiu o Sul do Brasil [...] com chuva volumosa no Rio Grande do Sul e tempestades muito fortes em pontos de Santa Catarina e do Paraná. A Defesa Civil catarinense indicou que um tornado atingiu o município de Campos Novos [...]. O tornado provocou muitos estragos em Campos Novos com deste- lhamentos e colapso de estruturas, além de queda de árvores e postes com falta de luz na cidade. O vento ainda deixou dois feridos leves. Com o tornado no município do Meio-Oeste catarinense, veículos chegaram mesmo a tombar e até pesados como um caminhão. O tempo severo na região do Meio-Oeste catarinense ainda pro- duziu mais transtornos. O vento intenso derrubou quatro torres de transmissão de energia de 230 KV na região de Videira e de Campos Novos, o que causou falta de luz também nos municípios de Caçador e Fraiburgo e obrigou o deslocamento de geradores para atender a po- pulação. Cerca de 70 mil unidades ou perto de 300 mil pessoas ficaram sem energia. O QUE CAUSOU O TORNADO E O TEMPO SEVERO Um centro de baixa pressão térmico atuava [...] sobre o Norte da Argentina e o Paraguai, o que gerou aporte de ar quente com uma cor- rente de jato em baixos níveis da atmosfera (corredor de vento a cerca de 1.500 metros de altitude) para o Sul do Brasil. O ar quente ao avançar sobre o ar frio que estava sobre o Rio Grande do Sul gerou fortes áreas de instabilidade no território gaúcho ao longo da sexta-feira com altos volumes de chuva, que chegaram a 150 mm no Centro gaúcho e quase 90 mm na Grande Porto Alegre, e muitos raios. A instabilidade avançou de Noroeste para Sudeste com característica de frente quente. Ao mesmo tempo em que o Oeste, o Centro, o Sul e o Leste do Rio Grande do Sul sofriam os efeitos do ramo frontal quente com muita chuva e raios, e temperatura entre 15 ºC e 17 ºC na maioria das cidades, o tempo abria com sol e calor no Noroeste gaúcho e no Oeste catarinense na tarde de sexta com 29,9 ºC em Santa Rosa e 25 ºC em Chapecó. Em Misiones na Argentina e em Assunção no Paraguai fazia mais de 30 ºC. No final da sexta, ar mais frio começou a avançar pelo Uruguai e o Sul gaúcho, o que fez com que a instabilidade se deslocasse no sentido Norte desta vez como uma frente fria. Ao encontrar o ar quente, intensas áreas de instabilidade se formaram no Sudoeste do Paraná com granizo de médio tamanho e no Oeste e Meio-Oeste catarinense com vendavais e o tornado. Estação meteorológica em Campos Novos registrou rajada de vento de 123 km/h, mas nos locais em que o tornado passou a velocidade foi superior. Isso explica que os danos não tenham se limitado à área em que o tornado percorreu e tenha havido graves impactos da rede elétrica da região. CORRENTE DE JATO EM BAIXOS NÍVEIS Em razão da baixa pressão no Norte da Argentina, uma corrente de jato se formou sobre o Sul do Brasil na sexta-feira com ingresso de ar quente. Na noite da sexta-feira, o jato de baixos níveis encontrava- -se intenso justamente sobre as áreas do Oeste e do Meio-Oeste de Santa Catarina, onde se produziu a formação de tornado, com cerca de 50 nós (perto de 100 km/h). A esmagadora maioria dos tornados que ocorre no Sul do Brasil, especialmente os que se dão durante os meses mais frios do ano, tem a presença de uma corrente de jato em baixos níveis da atmosfera. Com o avanço de uma frente fria com vento de Sul e o “jato” intenso trazendo ar quente de Noroeste, cria-se uma condição de vento divergente (ci- salhamento) que favorece a formação de um tornado. Foi exatamente o que ocorreu na região de Campos Novos. Este tipo de situação é especialmente comum precedendo uma frente fria de maior atividade com calor pré-frontal, sobretudo quando há um ciclone de maior potência associado. Por isso, mudanças bruscas de temperatura alta para frio intenso durante o inverno comumente ocorrem com tempo severoe às vezes com tornados. METSUL, O QUE CAUSOU O TORNADO EM SANTA CATARINA. Disponvel em: https://metsul.com/o-que-causou-o-tornado-em-santa-catari- na/. Acesso em: 4 set. . Texto complementar ɒ Os fenmenos climticos so resultantes da interao entre a energia solar, a atmosfera e a superfcie. A energia chega ao planeta na forma de radiao solar, e a atmosfera determina as condies de entrada e de sada dessa energia, que variam de uma regio do planeta para outra e tambm ao longo do ano. A superfcie dotada de diferentes graus de albedo, que a capacidade de reflexo da luz solar. Dependendo do ndice de albedo, a quantidade de energia mantida no planeta ou enviada de volta ao espao diferente. ɒ O tempo a condio da atmosfera em determinado instante e lugar. Para identificar e descrever essa condio, utilizamos os elementos do clima. O clima, por sua vez, a forma como os tipos de tempo normalmente se sucedem em determinada rea, o que varia de acordo com os fatores climticos. ɒ Os principais elementos do clima so: temperatura, umidade, vento, chuva, presso, evaporao e radiao solar. Resumindo 36 GEOGRAFIA Capítulo 5 Climatologia F R E N T E 1 1. Unicamp-SP 2020 Moambique foi atingido por trs ciclones tropicais entre maro e abril de . Ciclone tropical um termo geral para grandes e complexas tempestades que giram em torno de uma rea de baixa presso formada em guas ocenicas tropicais ou subtropicais quentes. A formao de um ciclone tropical requer enormes quantidades de calor na superfcie da gua, que devem atingir no mnimo 6, °C, e ventos de pelo menos km/h em algum ponto da tempestade. A partir do exposto, assinale a alternativa que explica a gnese dos ciclones tropicais na costa de Moambique. a) A corrente martima das Agulhas foi responsvel pelo deslocamento das guas superficiais aquecidas para reas de baixa presso situadas no canal de Moambique. b) O clima semirido e desrtico no litoral de Moambique faz com que as guas de sua costa estejam sempre aquecidas, favorecendo assim a formao dos ciclones. c) Os ciclones que atingem o litoral de Moambique tm origem no encontro das guas quentes do Oceano Atln- tico com o Oceano ndico, no cabo da Boa Esperana. d) A corrente martima de Benguela foi responsvel pelo deslocamento das guas aquecidas do Oceano ndico para o canal que separa Moambique de Madagascar. Quer saber mais? Livro Clima e meio ambiente CONTI, Jos Bueno. So Paulo: Atual, 2019. Livro paradidtico elaborado pelo climatologista da USP Jos Bueno Conti no qual so abordados os principais mecanismos de regulao climtica e as relaes entre as sociedades urbanas e rurais com o clima. Sites www.cptec.inpe.br. Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC). Nesse site possvel acompanhar a previso do tempo para diferentes localidades do Brasil e ter acesso a sries históricas e outros dados vinculados à dinmica climtica. dca.iag.usp.br. Departamento de Ciências Atmosféricas da USP. Nesse site esto disponveis materiais referentes ao curso de Cincias Atmosfricas da USP. É possvel encontrar teses, disser- taes, cursos e outros materiais que abordam temas voltados à meteorologia. inpe.br. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O INPE o instituto brasileiro responsvel pela produo e anlise de dados espaciais e do ambiente terrestre brasileiro. No site da instituio possvel encontrar vasta produo de dados relativos a tempo, clima, biomas e outras temticas ambientais. Filme Home – Nosso planeta, nossa casa. Direção: Yann Arthus Bertrand, 9. Classificação indicativa: livre para todos os públicos. Documentrio que mostra, por meio de imagens areas de vrios lugares da Terra, a diversidade de vida no planeta e a ao antrópica nos diferentes ambientes. ɒ Os fatores clim ticos mais importantes s o a latitude, a altitude, a circula o atmosf rica, a continentalidade/maritimidade, as correntes martimas e o relevo. ɒ H trs tipos de precipitao pluvial: convectiva (resulta do movimento ascendente do ar quente); frontal (decorre do encontro de massas de ar com caractersticas diferentes, uma quente e outra fria); orográfica (encontro da umidade com barreira fsica de formas do relevo terrestre). ɒ De acordo com a temperatura, a umidade e as foras do movimento de rota o da Terra, so criadas zonas de alta presso (regies frias, chamadas de reas anticiclonais) e de baixa presso (regies quentes, chamadas de reas ciclonais). ɒ A circulao geral da atmosfera apresenta configurao simtrica nos hemisfrios Norte e Sul. As regies polares, frias e de alta presso so dispersoras de vento. E a regio equatorial, quente e de baixa presso, receptora de ventos. ɒ O El Niño um fenmeno atmosfrico ocasionado pelo aquecimento anormal das guas superficiais do oceano Pacfico tropical. J o La Niña caracterizado pelo resfriamento atpico das guas superficiais do oceano Pacfico tropical. Ambos interferem no comportamento do clima, ampliando chuvas e promovendo secas em localidades especficas. ɒ Os principais climas presentes no Brasil s o o equatorial úmido, o tropical, o tropical úmido, o tropical semirido, o tropical de altitude e o subtropical. Exercícios complementares 37 2. Famerp-SP 2017 Gradiente térmico LUCCI, Elian A. et al. Território e sociedade no mundo globalizado. 2014. O gradiente trmico ilustrado na imagem explicado pela a) absoro da radiao solar na superfcie, que compensa a falta de capacidade da atmosfera de absorver calor. b) orientao das vertentes, que demonstra diferenas provocadas pela incidncia irregular dos raios solares. c) rarefao do ar em altitude, que compromete a capacidade da atmosfera de conservar calor. d) dificuldade de circulao do ar em superfcie, que indica a plena atuao de massas de ar dissipando o calor em altitude. e) zona de baixa presso em altitude, que dificulta a chegada de ventos quentes às camadas mais altas da atmosfera. 3. PUC-Rio 2017 [...] é a medida da quantidade de radiação solar refletida por um corpo ou uma superfície, calculada como a razão entre a quantidade de radiação refletida e a quantidade de radiação recebida. Em termos geográficos, representa a relação entre a quantidade de luz refletida pela superfície terrestre e a quantidade de luz recebida do Sol, afetando diretamente a temperatura de equilíbrio da Terra. [...] Disponível em: www.mudancasclimaticas.c3.furg.br/index.php?Itemid=913&option=bloco_texto&id_site_componente=1330. Acesso em: 1 maio 2017. Essa a denio de a) albedo. b) amplitude trmica. c) efeito estufa. d) incidncia solar. e) radiao infravermelha. 4. UEM-PR 2018 Assinale o que for correto sobre massas de ar e sobre as massas de ar que atuam no território brasileiro. A massa Equatorial atlntica, de caracterstica fria e seca, atua nas regies Sul e Sudeste do pas, provocando a ocorrncia do fenmeno conhecido como friagem. Cinco massas de ar atuam no Brasil, das quais quatro podem se formar no inverno e no vero, e somente uma tem sua formao predominantemente no inverno. Ao se deslocarem, as massas de ar podem sofrer transformaes que as diferenciam da sua formao original devido à interao com outras massas de ar. Devido às caractersticas do meio fsico no Brasil, o relevo no interfere nas trajetórias das massas de ar. No inverno, quando ocorre o encontro da massa Tropical atlntica e da massa Polar atlntica, tm-se a forma- o de frentes frias e a ocorrncia de chuvas. Soma: 5. UEM/PAS-PR 2021 Sobre os tipos climticos tropicais existentes no Brasil, assinale o que for correto. O clima tropical litorneo predomina na regio Norte do pas, onde a pluviosidade anual inferior a 1 000 mm e a amplitude trmica mdia anual alta (superior a 8ºC). O clima tropical semirido caracteriza-se pela regularidade anual das chuvas e irregularidade anual das temperaturas. 38 GEOGRAFIA Capítulo5 Climatologia F R E N T E 1 O clima tropical ou tropical tpico controlado pela massa de ar polar; possui vero seco e inver- no chuvoso. O clima tropical de altitude abrange as terras mais elevadas e serranas da regio Sudeste; diferencia- -se do clima tropical pela maior pluviosidade anual, pelos veres amenos e pelos invernos mais frios. O clima tropical semirido abrange as reas de- srticas do Brasil; possui ao regular da massa tropical atlntica (mTa). Soma: 6. Uerj 2017 Temperatura média anual em 2014 Disponível em: embrapa.gov.br. É perceptvel a diferena de temperaturas no território brasileiro, causada pela atuao de diversos fatores climticos. Identique a regio brasileira com predominncia das maiores temperaturas mdias anuais e explique esse comportamento a partir de um fator climtico. Em se- guida, aponte dois fatores que inuenciam os valores de temperatura na regio Sul do pas. 7. Fuvest-SP 2021 O Monte Everest é o pico mais elevado do planeta, localizado na cordilheira do Himalaia, na fronteira da China e Nepal, com 8.848 metros de altitu- de. Possui cinco estações meteorológicas em diferentes altitudes funcionando desde 2019, entre elas a estação mais elevada do planeta (8.430 m), que registra dados va- liosos para a climatologia. Esse projeto foi liderado pelo Dr. Paul Andrew Mayewski geógrafo e climatologista, cuja equipe projetou e treinou por meses para instalar a estação meteorológica em tal condição adversa em me- nos de 90 minutos. Disponível em: https://www.climadeensinar.com.br/. Adaptado. A diculdade de instalao da estao na altitude ci- tada deve-se a) às elevadas condies de umidade provenientes do derretimento de neve. b) à ocorrncia de chuvas intensas, que aumentam os riscos de avalanches. c) às temperaturas reduzidas e à baixa concentra- o de oxignio nessa altitude. d) aos dias mais curtos nessa altitude, o que reduz o brilho solar. e) à elevada presso atmosfrica, que produz ven- tos intensos nessa altitude. 8. PUC-Rio 2017 Disponível em: http://slideplayer.com.br/slide/386189. Acesso em: 15 set. 2016. (Adapt.). A massa Polar atlntica (mPa) um dos fatores clim- ticos que provocam as baixas temperaturas durante o perodo do inverno no território brasileiro. Todavia, h outros fatores climticos que ajudam a baixar as temperaturas durante os meses de inverno. a) Alm da mPa, indique dois outros fatores climticos que reforam a ao dessa massa de ar, notada- mente na faixa subtropical do território nacional. b) A ao da mPa se estende alm da faixa subtropi- cal no território brasileiro, podendo gear ou nevar, durante o inverno, em regies do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Por qu? 9. UFPR 2018 Na quarta-feira (19/07/2017), o ar frio, as- sociado à massa de ar polar, se estabelece sobre todo o Paraná. Amanhece com temperaturas muito baixas, inclusive negativas, no centro-sul, Campos Gerais e em Curitiba e Região Metropolitana. O ar frio segue intenso também sobre o interior e litoral paranaense, sendo este último o único setor em que não há previsão de geadas. Durante o dia, a nebulosidade fica mais variável na fai- xa leste do Estado, mas sem chuva associada. Disponível em: www.simepar.br/. Acesso em: 19 jul. 2017. Considerando que o texto se refere à atuao da massa Polar atlntica (mPa), escreva um texto concei- tuando massas de ar e explique a atuao da mPa no território brasileiro. 10. FGV-SP 2020 Entre os dias 23 e 28 de março deste ano, a Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) previu e acom- panhou a evolução da Tempestade Tropical “Iba”. Primeiro ciclone tropical a ser nomeado segundo a lista estabelecida em 2011, o fenômeno deixou a comunidade marítima em alerta e gerou grande interesse no público em geral. (www.marinha.mil.br, 02.04.2019. Adaptado.) 39 O ciclone mencionado no excerto decorrente a) de centros de baixa presso atmosfrica que se formam no oceano e possuem um núcleo quente e úmido. b) de centros de alta presso atmosfrica que se formam no oceano e possuem um núcleo frio e úmido. c) da formao de massas de ar que se formam no oceano e possuem ventos quentes e úmidos. d) da dinmica das correntes martimas que se formam no oceano e produzem ventos quentes e úmidos. e) do desenvolvimento de nuvens estratificadas que se formam nos litorais quentes e úmidos. 11. Uerj 2018 CHRISTOPHERSON, R.W. Geossistemas: uma introdução à geografia física. Porto Alegre: Bookman, 2012. (Adapt.). Nomeie e explique o tipo de chuva caracterstico nos arredores de Quinault Ranger, localizado na costa oeste dos Estados Unidos. 12. UFPR 2015 Segundo o geógrafo Carlos Augusto de Figueiredo Monteiro, diferentes centros de ao atmosfrica atuam sobre a Amrica do Sul, sendo eles: massa Tropical atlntica, massa Equatorial continental, massa Polar atln- tica, massa Tropical continental e massa Equatorial do Atlntico Norte. Com base na atuao dessas massas de ar e em suas caractersticas, considere as seguintes afirmativas: I. A massa Equatorial continental a única massa continental do planeta com caractersticas úmidas, devido à gran- de extenso da floresta amaznica e sua evapotranspirao. II. A massa Polar atlntica a responsvel pelas ondas de frio que atingem o Brasil devido ao abastecimento polar proveniente do Ártico. III. A direo predominante dos ventos originados na massa Tropical atlntica sobre a fachada sul do Brasil de oeste. IV. As massas Tropical atlntica e equatorial do Atlntico Norte so as formadoras, respectivamente, dos alsios de sudeste e nordeste que atuam sobre o Brasil. Assinale a alternativa correta. a) Somente a afirmativa I verdadeira. b) Somente as afirmativas I e IV so verdadeiras. c) Somente as afirmativas II e III so verdadeiras. d) Somente as afirmativas II, III e IV so verdadeiras. e) Somente as afirmativas I, II e III so verdadeiras. 13. Unesp 2021 Dentre os vrios fatores que afetam o clima de determinada regio esto a maritimidade e a continentalidade. Esses fatores esto associados à distncia dessa regio aos mares e oceanos. Do ponto de vista da fsica, os efeitos da maritimidade e da continentalidade esto relacionados ao alto calor especfico da gua quando comparado com o do solo terrestre. Dessa forma, esses fatores afetam a amplitude trmica e a umidade da atmosfera de certo território. 40 GEOGRAFIA Capítulo 5 Climatologia F R E N T E 1 As propriedades fsicas da gua e os fatores climti- cos citados fazem com que a) reas banhadas por oceanos enfrentem invernos mais moderados, enquanto que, em reas distantes de oceanos, essa estao mais bem percebida. b) ocorra uma maior amplitude trmica diria em re- gies litorneas do que a verificada em regies desrticas, devido ao efeito da maritimidade. c) reas sob maior influncia da continentalidade tendam a apresentar mais umidade, caso no haja interferncia de outros fatores climticos. d) poucas nuvens se formem em reas costeiras porque a gua absorve e perde calor rapidamen- te, o que explica o baixo ndice pluviomtrico dessas regies. e) regies sob grande efeito da continentalidade tendam a apresentar altos ndices pluviomtricos, devido à grande quantidade de vapor de gua na atmosfera. 14. UPF-RS 2018 Com base na imagem divulgada pelo Centro de Previso de Tempo e Estudos Climticos (CPTEC) e nos seus conhecimentos sobre geada, ana- lise as afirmaes que seguem e marque V para as verdadeiras e F para as falsas. Previsão de geadas para madrugada do dia 22/08/2017 (Disponível em: https://www.hfbrasil.org.br/br/ hortifruti-cepea-geada-no-sul-deixa-produtores-em-alerta.aspx. Acesso em: 24 mar. 2018) J As geadas ocorrem com maior frequncia e in- tensidade nas reas de maior altitude. Esse fator, associado à latitude, que define a frequncia de ocorrncia de geadas no Brasil. J As geadas so mais severas e frequentes no interior dos continentes do que no litoral. Isso se deve ao efeito termorregulador da gua, que no permite oscilaesbruscas das temperaturas no litoral. J Por meio dos dados climticos de um local, pos- svel determinar a probabilidade de ocorrncia de geadas. Essa informao fundamental na avaliao da aptido climtica de uma regio a de- terminadas culturas agrcolas. J A geada ocorre quando h sublimao de gua sobre as superfcies expostas ao relento em noites de intenso resfriamento. A temperatura mnima ne- cessria para provocar a geada de °C. J No Brasil, as geadas ocorrem nas longitudes maio- res do que °, englobando os estados do RS, SC, PR, SP e parte dos estados de MG, RJ, GO e MS. A sequncia correta de preenchimento dos parnte- ses, de cima para baixo, a) V – F – V – V – F. b) F – V – F – V – V. c) V – V – V – F – F. d) F – V – F – V – F. e) F – F – V – F – V. 15. FCMSCSP 2020 As informaes representadas no mapa indicam a a) influncia da continentalidade na Ásia. b) atuao da zona de convergncia intertropical. c) formao das chuvas de mones. d) interferncia do aquecimento global na Ásia. e) mudana climtica provocada pelo El Niño. 16. Fuvest-SP 2020 O Ciclone Tropical Idai atingiu o litoral de Moçambique na noite de quinta‐feira (21/03/2019), provocando grandes danos na cidade de Beira. Cerca de 500 mil pessoas ficaram sem energia, afetando também o setor de comunicações. Disponível em https://www.climatempo.com.br/. Essa notcia refere-se ao Ciclone Tropical que atin- giu principalmente Moambique, Zimbbue e Malaui. Eventos dessa magnitude e superiores – o Ciclone Idai atingiu apenas a categoria em uma escala de a – ocorrem em outros locais do planeta e no reper- cutem da mesma forma, com a perda de centenas de vidas. Isso ocorre em funo a) da grande presena de populaes no nativas, que no tm tradio em lidar com eventos dessa natureza. b) do relevo de planalto que caracteriza Moam- bique, Zimbbue e Malaui, em especial na zona costeira. 41 c) da presena de rede hidrogrfica e florestas que contribuem para a formao de ciclones dessa natureza e magnitude. d) da presena de guas superficiais do oceano ndico, com temperaturas mais reduzidas que o habitual, em especial no Canal de Moambique. e) das caractersticas socioeconmicas da regio com populaes vulnerveis e reduzida capaci- dade do poder público em prestar atendimento à populao. 17. Unesp 2014 Leia as notcias. As fortes chuvas na região litorânea do Nordeste causam problemas a moradores de pelo menos quatro capitais. Maceió, Recife e João Pessoa sofrem com trans- tornos e ruas alagadas nesta quarta-feira [03.07.2013]. Natal ainda se recupera da maior chuva do ano, registrada nessa terça-feira. Disponível em: http://noticias.uol.com.br. As fortes chuvas que atingem Salvador desde a ma- drugada provocaram alagamentos em diversas ruas da capital baiana nesta quarta-feira [03.07.2013]. Segundo a Defesa Civil do município, da meia-noite até o meio-dia foram registradas 31 solicitações de emergência, incluindo 14 deslizamentos de terra. [...] De acordo com a Cli- matempo, entre 1h e 8h, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou quase 37 milímetros de chuva acumulados em Salvador, com rajadas de vento atingindo 40 km/h. Disponível em: http://noticias.terra.com.br. A maior incidncia de chuvas entre os meses de maio e julho no Nordeste brasileiro pode ser explicada pela ocorrncia de alguns fenmenos atmosfricos, como a) a atuao dos ventos alsios e a formao de reas de alta presso atmosfrica. b) a atuao dos ventos alsios e a ao de frentes frias. c) a atuao de frentes frias e a formao de tornados. d) a atuao da zona de convergncia do Atlntico Norte e a formao de tornados. e) a atuao da zona de convergncia do Atlntico Norte e a formao de reas de alta presso at- mosfrica. 18. UPE 2014 A atmosfera terrestre no se encontra em repouso, mas, em frequente dinamismo, que mate- rializado, sobretudo, pelos fluxos de ar. Com relao a esse assunto, observe a gura a seguir: Com base nas informaes contidas na ilustrao, analise as seguintes armativas: I. A regio correspondente à letra A na ilustrao encontra-se situada no Hemisfrio Sul da Terra. II. A rea indicada pela letra A um anticiclone, no qual os ventos so subsidentes e divergentes. III. A rea indicada pela letra B corresponde à zona de divergncia dos alsios austrais. IV. Em reas como a indicada pela letra B, o ar as- cendente, resfria-se e pode formar nuvens mais ou menos desenvolvidas. V. As reas que ficam permanentemente sob a influncia do sistema atmosfrico A correspon- dem, em geral, às superfcies desrticas ou subdesrticas. Esto corretas a) I e V. b) II e III. c) I, III e IV. d) II, IV e V. e) I, II, III e IV. 19. Unicamp-SP 2017 Conforme foi noticiado na mdia, no dia de agosto de 6, a cidade de Santos (SP) foi atingida por uma ressaca que paralisou por ho- ras o principal porto do pas, inundou vias e causou transtornos para a mobilidade urbana, o funcionamen- to de empresas e do comrcio. As ressacas resultam a) das dinmicas das massas de ar formadas nas reas ocenicas, sempre no vero; so causadas por diferena de presso atmosfrica de reas de baixa presso nos oceanos para reas de alta presso nos continentes. b) do contato de massas de ar com caractersticas termodinmicas semelhantes, formando sistemas de circulao frontais; quanto menor a umidade do sistema, maior a instabilidade atmosfrica. c) da ao dos sistemas de ciclones extratropicais, especialmente no inverno; o deslocamento de grandes volumes de gua decorre da diferen- a de presso atmosfrica, que produz ventos intensos. d) da ao de ciclones tropicais formados no Atln- tico Sul, sempre nos meses de inverno; nesta estao do ano so menores as diferenas de temperatura entre o Polo Sul e o Equador. 20. Uece 2017 Atente à seguinte notcia: O Rio de Janeiro permanece em estágio de atenção no início da manhã de hoje (21) em razão da possibilidade de mais chuvas fortes nas próximas horas em alguns pontos da cidade. Na tarde de ontem, a chuva voltou a cair sobre a capital. A prefeitura registrou o recorde de chuva em um único dia de junho nos últimos 20 anos: 247 milímetros na Estação Pluviométrica do Alto da Boa Vista no espaço de 24 horas. MATOS, Ícaro. Chuva volta a provocar alagamentos no Rio de Janeiro. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-06/ chuva-volta-provocar-alagamentos-no-rio-de-janeiro. 42 GEOGRAFIA Capítulo 5 Climatologia F R E N T E 1 A precipitao mencionada no texto representa um evento extremo, e tem sua origem fortemente relacio- nada à atuao a) da ZCIT. b) de jatos de baixos nveis. c) de nuvens do tipo cirrus. d) de frentes frias. 21. Unicamp-SP 2016 A figura a seguir exibe a imagem de um ciclone. Disponível em: www.metsul.com/secoes/visualiza.php?cod_ subsecao=30&cod_. É correto armar que o ciclone em questo a) ocorreu no Hemisfrio Sul e corresponde a uma rea de alta presso atmosfrica. b) pode ocorrer em qualquer hemisfrio, indepen- dentemente da presso atmosfrica. c) ocorreu no Hemisfrio Norte, em zonas tropicais e de baixa presso atmosfrica. d) ocorreu no Hemisfrio Sul e corresponde a uma rea de baixa presso atmosfrica. 22. UEM-PR 2018 Devido às tecnologias atuais, um dos fenmenos naturais de origem meteorológica, conhecido popularmente como furaco, pode ser acompanhado nas mdias em tempo real. Sobre ca- ractersticas, formas de identificao e classificao dos furaces, assinale o que for correto. Os furaces se iniciam quando a gua do mar est gelada, ou seja, em pocas do ano em que ocorre mudana brusca de temperatura, e os ven- tos tornam as nuvens estacionrias. O popular “olho do furaco”, quando visto do es- pao, aparenta um frgil redemoinho no meio de uma densa nuvem em forma de espiral. A escala que mede os graus de intensidade dos furaces chamada de escala Richter. Em 200, na regio Sul do Brasil, ocorreu um fenmeno meteorológicoque ficou conhecido como “Catarina”, classificado como o primeiro fu- raco brasileiro. Os furaces podem ser identificados previamen- te em estaes de monitoramento com o uso de imagens de satlites e de cartas sinóticas. Soma: 23. UEM-PR 2015 Um tornado passou por Xanxerê, no oeste de Santa Catarina, levando destruição e duas mortes, 191 mil unidades consumidoras ficaram sem luz, quase 47% da região. Disponível em: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/. Assinale o que for correto sobre tornados e outros fe- nmenos meteorológicos. Os tornados so fenmenos meteorológicos me- didos pela intensidade dos estragos que causam e no pelo tamanho fsico. Nos ciclones, os ventos giram no mesmo sentido, horrio no Hemisfrio Sul, e anti-horrio no He- misfrio Norte. Os tornados se formam nos oceanos e depois migram para os continentes com o aumento da velocidade. O poder de destruio de um tornado medido utilizando-se a escala Richter. Os furaces so formados por movimentos cir- culares de ventos calmos e baixa presso e cercados por uma regio com ventos altos e for- tes pancadas de chuva. Soma: 24. UFSC 2017 No Brasil, os desastres naturais têm sido tratados de forma segmentada entre os diversos setores da sociedade. Nos últimos anos, vem ocorrendo uma in- tensificação dos prejuízos causados por esses fenômenos devido ao mau planejamento urbano. Disponível em: http://logatti.edu.br/images/prevencaodesastres.pdf. Acesso em: 18 ago. 2016. Segundo Saito, na obra Desastres naturais: conceitos básicos, pode-se definir desastres naturais “como resul- tado do impacto de um fenômeno natural extremo ou intenso sobre um sistema social, e que causa sérios danos e prejuízos que excedam a capacidade dos afetados em conviver com o impacto”. Os desastres naturais são clas- sificados quanto à natureza como biológicos, geofísicos, climatológicos, hidrológicos e meteorológicos. Disponível em: www.inpe.br/crs/crectealc/pdf/silvia_saito.pdf. Acesso em: 26 set. 2016. Sobre desastres naturais, correto armar que: os tornados geralmente esto associados a tempestades, desenvolvendo-se em ambientes extremamente frios e secos, como as reas de altas latitudes. no Brasil, a maior parte dos desastres naturais tem causas múltiplas. Uma delas est associada aos processos atmosfricos. os ventos causam danos diretos se comparados a outros tipos de fenmenos, como, por exem- plo, as inundaes. Os locais onde ocorrem chuvas fortes coincidem com as reas em que ocorrem inundaes. os fenmenos naturais que causam desastres po- dem trazer, alm de prejuzos, benefcios para as sociedades. Por exemplo, as inundaes podem fornecer grandes quantidades de fertilizantes para os campos agrcolas. Soma: 43 25. UFSC 2016 Santa Catarina tem o julho mais quente dos últimos 54 anos. Disponível em: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/ noticia/2015/07/santa-catarina-tem-o-julho-mais-quente-dos- ultimos-54-anos-4812 232.html. Acesso em: 30 jul. 2015. (Adapt.). Em relao às proposies abaixo, correto armar que: o La Niña um fenmeno ocenico-atmosfrico que se caracteriza por um aquecimento anor- mal das guas superficiais do Oceano Atlntico Tropical. h vrios efeitos sobre a economia quando de- terminados fenmenos climticos ocorrem, particularmente sobre a produo agropecuria do norte do estado de Santa Catarina. o El Niño um fenmeno atmosfrico-ocenico que se caracteriza por um aquecimento anor- mal das guas superficiais do Oceano Pacfico Tropical que pode afetar o clima regional e glo- bal, alterando os regimes de chuva em regies tropicais e de latitudes mdias. so considerados fatores do clima: a longitude, o distanciamento entre o relevo e os altiplanos (an- dinos, alpinos, das montanhas rochosas etc.) e a ausncia da maritimidade. quanto menor a temperatura do ar, maior ser a concentrao de molculas por metro cúbico de ar e maior a presso atmosfrica. Soma: 26. UFU-MG 2019 A circulao atmosfrica resulta da movimentao geral do ar, proporcionada pelo movi- mento de rotao da Terra e pela desigual distribuio de energia solar. É um movimento de grande escala, responsvel pelo aquecimento da superfcie terrestre. Circulação da Atmosfera Terrestre FERREIRA, G. M. L. Atlas geográfico: espaço mundial. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2010. p. 4. (Adaptado) Considerando-se a circulao atmosfrica terrestre, assinale a alternativa correta. a) Nas latitudes subtropicais, nos dois hemisfrios, o ar seco explica a concentrao de desertos, situados ao longo da latitude de 30°, devido à grande amplitude trmica anual que caracteriza essas regies. b) Na latitude de 0°, em ambos os hemisfrios, formam-se zonas de baixa presso que atraem ventos provenientes das latitudes subtropicais, originando ventos de oeste. c) O encontro entre os ventos orientais e o ar frio originrio dos polos produz a zona de convergn- cia intertropical, de instabilidade climtica, que se desloca de acordo com as estaes do ano. d) Nas regies polares, o ar frio e denso forma um centro de baixa presso que atrado para a zona de maior presso das regies tropicais, formando o fenmeno da friagem. 27. Unicamp-SP 2019 A movimentao das massas de ar responsvel pelas mudanas no tempo atmosf- rico. O mapa abaixo mostra a dinmica dos sistemas atmosfricos na Amrica do Sul em maio de . Ob- serve o deslocamento dessas massas de ar sobre o território brasileiro e responda às questes a seguir. (Adaptado de CPTE/INPE, 2018.) a) Explique o que uma frente fria e, considerando o alcance e o deslocamento da frente fria at a regio Norte do Brasil, indique qual o fenmeno representado no mapa. b) A Zona de Convergncia Intertropical resulta do encontro dos ventos alsios. Onde se originam os ventos alsios? Qual sua principal consequn- cia para as condies meteorológicas da faixa equatorial? 44 GEOGRAFIA Capítulo 5 Climatologia F R E N T E 1 28. Unesp 2020 Circulacão geral da atmosfera (Fillipe T. P. Torres e Pedro J. O. Machado. Introdução à climatologia, 2011. Adaptado.) a) Identifique as presses atmosfricas nas latitudes 0° e 30°. b) Explique a dinmica da ZCIT e indique uma con- sequncia de sua atuao. 29. Unesp 2014 As chuvas torrenciais que costumam cau- sar tormentas nesta época do ano em diversas cidades brasileiras desapareceram neste verão. O lugar delas foi tomado por uma seca considerada atípica e por muito ca- lor. Este é, sem dúvida, um verão de recordes. São Paulo registra, há mais de 48 dias seguidos, temperaturas máxi- mas acima dos 30 °C, mais do que as médias históricas dos meses de dezembro, janeiro e fevereiro registradas nos verões dos últimos 20 anos. Disponível em: http://brasil.elpais.com. (Adapt.). A dinmica de circulao atmosfrica tem importante papel na denio dos regimes climticos predomi- nantes em cada regio brasileira. Dentre as razes que explicam a excepcional estiagem e as elevadas temperaturas que assolaram a regio Centro-Sul do Brasil em janeiro e fevereiro de 4 esto a) a manifestao do fenmeno La Niña e o reforo das condies climatológicas de ambiente quen- te e seco por questes sazonais. b) a incidncia de uma zona de alta presso atmos- frica e o predomnio de uma massa de ar quente e seca. c) a ocorrncia de uma zona de baixa presso at- mosfrica e a passagem de uma massa de ar quente e seca. d) a atuao da zona de convergncia do Atlntico Sul e o predomnio de uma massa de ar quente e seca. e) a presena da zona de convergncia intertropical e a existncia de um evento climtico extremo de subsidncia da umidade em superfcie. 30. UEM-PR 2016 Identifique o que for correto sobre fa- tores que interferem na dinmica climtica de vrios pases do continente americano. Devido à extenso territorial, aos sistemas atmos- fricos, à posio geogrfica e à latitude, o Brasil possui uma poro do seu território na zona trmi- ca subtropical. O fenmeno climtico denominado El Niño im- pacta somente as reas costeiras dos pases da Amrica do Sul, banhadas pelo Oceano Atlntico. A corrente martima de Humboldt emerge às cos- tas litorneas de pases como o Chile e o Peru. É uma corrente fria que interfere no clima do conti- nente. Os ventos contra-alsios sopram da Linha do Equador em direo aos trópicos. Este fenme- no ocorre devido ao movimento descensional do ar que se espalha para o norte e para o sul do globo terrestre. As chuvas orogrficas ocorrem quando as massas úmidas encontram um obstculo natural. Elas so frequentes em reas da regio Sudeste do Brasil e no agreste pernambucano. Soma: 31. UFRGS 2014 Considere as seguintes afirmaes em relao à ocorrncia dos desertos. I. A presena dos ventos alsios nas zonas tropicais determinante para a ocorrncia de desertos. II. As correntes frias ocenicas, a exemplo das correntes de Humboldt e Benguela, contribuem para as formaes desrticas do Atacama e da Nambia. III. A presena dos ventos das mones a causa principal da formao desrtica do Saara, o maior deserto do planeta. Quais esto corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d) Apenas II e III. e) I, II e III. 32. Unesp 2021 Para responder àquesto, leia o texto ex- trado da primeira parte, intitulada “A terra”, da obraOs sertões, de Euclides da Cunha. A obra resultou da cobertura jornalstica da Guerra de Canudos, realiza- da por Euclides da Cunha para o jornalO Estado de S. Paulode agosto a outubro de , e foi publicada apenas em . Percorrendo certa vez, nos fins de setembro [de 1897], as cercanias de Canudos, fugindo à monotonia de um canhoneiofrouxo de tiros espaçados e soturnos, encon- tramos, no descer de uma encosta, anfiteatro irregular, onde as colinas se dispunham circulando um vale único. Pequenos arbustos, icozeirosvirentes viçando em tufos intermeados de palmatóriasde flores rutilantes, davam ao lugar a aparência exata de algum velho jardim em abandono. Ao lado uma árvore única, uma quixabeira alta, sobranceando a vegetação franzina. O sol poente desatava, longa, a sua sombra pelo chão e protegido por ela — braços largamente abertos, face volvida para os céus — um soldado descansava. Descan- sava... havia três meses. Morrera no assalto de 18 de julho [de 1897]. A co- ronha da Mannlicherestrondada, o cinturão e o boné 45 jogados a uma banda, e a farda em tiras, diziam que su- cumbira em luta corpo a corpo com adversário possante. Caíra, certo, derreando-se à violenta pancada que lhe sulcara a fronte, manchada de uma escara preta. E ao enterrarem-se, dias depois, os mortos, não fora percebido. Não compartira, por isto, a vala comum de menos de um côvado de fundo em que eram jogados, formando pela última vez juntos, os companheiros abatidos na batalha. O destino que o removera do lar desprotegido fizera-lhe afinal uma concessão: livrara-o da promiscuidade lúgubre de um fosso repugnante; e deixara-o ali há três meses – braços largamente abertos, rosto voltado para os céus, para os sóis ardentes, para os luares claros, para as estrelas fulgurantes... E estava intacto. Murchara apenas. Mumifica- ra conservando os traços fisionômicos, de modo a incutir a ilusão exata de um lutador cansado, retemperando-se em tranquilo sono, à sombra daquela árvore benfazeja. Nem um verme — o mais vulgar dos trágicos analistas da matéria — lhe maculara os tecidos. Volvia ao turbilhão da vida sem decomposição repugnante, numa exaustão im- perceptível. Era um aparelho revelando de modo absoluto, mas sugestivo, a secura extrema dos ares. (Os sertões, 2016.) A paisagem retratada no texto mostra-se compatível com o clima que registra a) temperaturas elevadas no verão e amenas no inverno e precipitações escassas na maior parte do ano. b) temperatura amena pela ação dos fortes ventos e precipitação concentrada nos meses de inverno. c) temperaturas elevadas e precipitações escassas e mal distribuídas ao longo do ano. d) temperaturas acima dos 35 ºC e chuvas intensas, porém mal distribuídas, ao longo do ano. e) temperatura média elevada e duas estações bem definidas, seca e chuvosa, ao longo do ano. 33. Fuvest-SP 2020 Analise os dados de precipitação média anual para as localidades. Disponível em https://pt.climate-data.org/. “A velha identificação desse setor costeiro de exceção – o ‘cabo frio’ – possibilitou interpretar a combinação de fatores que responde pela presença de aludido reduto de caatingas na referida região”. (AB´SÁBER, 2003). Com base na análise dos dados de precipitação mé- dia anual, na localização das estações meteorológicas e em seus conhecimentos sobre a dinâmica climática e oceanográca da região, responda: a) Que fenômeno oceanográfico ocorre nas águas oceânicas da região de Cabo Frio-RJ? b) Qual é a atividade de extração mineral conhe- cidamente associada à região de Cabo Frio-RJ? Explique como um fenômeno natural que ocor- re na região corrobora para a existência dessa atividade. c) Qual a explicação física para a redução das precipitações em Cabo Frio-RJ e qual sua mani- festação na paisagem continental? 34. UEL-PR 2019 Leia o texto a seguir. A chuva tem sido considerada uma das principais ini- migas do resgate dos 12 meninos presos em uma caverna com seu técnico de futebol no norte da Tailândia. E a previsão para as próximas duas semanas é de tempes- tades diárias na região, o que é comum nesta época do ano conhecida como período das monções no sudeste asiático. O complexo de cavernas de Tham Luang está alagado e o nível da água pode subir e atingir o grupo, que hoje está abrigado em uma área mais alta dos túneis. As autoridades da Tailândia consideram que o resgate pode demorar até quatro meses justamente em função da época das monções, dependendo da opção de salvamento que será empregada. Disponível em noticias.r7.com Com base nos conhecimentos sobre chuvas torren- ciais, explique o que são as monções, quais as suas causas e como esse fenômeno ocorre no sudeste asiático. 35. UPF-RS 2019 Analise os dois climogramas que se- guem e, pelas informações que eles apresentam e pelos seus conhecimentos sobre o tema, identifique a classificação climática e a cidade onde ocorrem. Climograma 1 P (mm) T (oC) 40 35 30 25 20 15 10 5 0 J F M A M J J A S O N D 500 400 300 200 100 0 Pluviosidade média Temperatura média 46 GEOGRAFIA Capítulo 5 Climatologia F R E N T E 1 Climograma 2 P (mm) T (oC) 40 35 30 25 20 15 10 5 0 J F M A M J J A S O N D 400 300 200 100 0 Pluviosidade média Temperatura média a) 1. Equatorial úmido / Belém 2. Subtropical úmido / Curitiba b) 1. Equatorial / Goiânia 2. Subtropical / Porto Alegre c) 1. Tropical de altitude / Salvador 2. Semiárido / Juazeiro d) 1. Temperado / Santos 2. Equatorial úmido / Manaus e) 1. Litoral úmido / Maceió 2. Tropical Árido / Cuiabá 36. FMJ-SP 2021 A imagem representa a formação de um ciclone extratropical. Esse tipo de ciclone é um sistema de a) baixa pressão, que está associado à formação de frente fria e se estrutura a partir das nuvens cumulonimbus, tendo circulação fechada de ven- tos e elevada umidade. Esse sistema favorece a formação de chuvas frontais intensas e ventos do tipo alíseos. b) alta pressão, que está associado à formação de frente quente e se estrutura na forma de uma es- piral, tendo no seu centro alta pressão em relação à atmosfera ao redor. Esse sistema favorece a for- mação de chuva moderada e ventos fortes. c) alta pressão, que está associado à formação de frente fria e se estrutura na forma de uma massa de nuvem arredondada, tendo no seu centro bai- xa pressão em relação à atmosfera ao redor. Esse sistema favorece a formação de chuvas frontais intensas e ventos do tipo alíseos. d) baixa pressão, que está associado às frentes frias e se estrutura na forma de uma espiral, tendo no seu centro baixa temperatura em relação à atmos- fera ao redor. Esse sistema favorece a formação de chuvase ventos fortes. e) baixa pressão, que está associado à formação de frente quente e se estrutura na forma de uma espiral, tendo no seu centro temperatura mais elevada do que a da atmosfera ao redor. Esse sis- tema favorece a formação de grande volume de chuva e ventos fortes. 37. Enem 2014 A convecção na região amazônica é um importante mecanismo da atmosfera tropical e sua varia- ção, em termos de intensidade e posição, tem um papel importante na determinação do tempo e do clima dessa região. A nebulosidade e o regime de precipitação deter- minam o clima amazônico. FISCH, G.; MARENGO, J. A.; NOBRE, C. A. “Uma revisão geral sobre o clima da Amazônia”. Acta Amazônica, v. 28, n. 2, 1998. (Adapt.). O mecanismo climático regional descrito está associa- do à característica do espaço físico de a) resfriamento da umidade da superfície. b) variação da amplitude de temperatura. c) dispersão dos ventos contra-alísios. d) existência de barreiras de relevo. e) convergência de fluxos de ar. 38. Enem 2015 Figura 1. Diagrama das regiões de intemperismo para as condições brasileiras (adaptado de Peltier, 1950). 47 Figura 2. Mapa das regiões de intemperismo do Brasil, baseado no diagrama da Figura 1. FONTES, M. P. F. “Intemperismo de rochas e minerais”. In: KER, J. C. et al. (org.). Pedologia: fundamentos. Viçosa (MG): SBCS, 2012. (Adapt.). De acordo com as guras, a intensidade de intempe- rismo de grau muito fraco caracterstica de qual tipo climtico? a) Tropical. b) Litorneo. c) Equatorial. d) Semirido. e) Subtropical. 39. UEM-PR 2015 Assinale o que for correto sobre os ti- pos climticos e a influncia das massas de ar que ocorrem no Brasil. O efeito de Coriolis responsvel pelos des- vios dos ventos alsios que sopram dos trópicos em direo ao Equador. Essas correntes de ar sofrem desvios de nordeste para sudoeste, no Hemisfrio Norte, e de sudeste para noroeste, no Hemisfrio Sul. A massa Equatorial continental exerce grande influncia no clima em todo o território brasileiro, pois ela quente, úmida e instvel. Sua origem na Amaznia ocidental. O clima subtropical úmido caracterstico das reas ao sul do Trópico de Capricórnio. A influn- cia da massa Polar atlntica faz com que os inver- nos sejam mais rigorosos, com possibilidade de geada e de neve. As massas de ar martimas de maior influncia na dinmica climtica brasileira so provenientes do Oceano Pacfico. Na regio central do pas predomina o clima tro- pical semirido devido à forte influncia da massa equatorial atlntica. Soma: 40. Unicamp-SP 2021 A regio Nordeste brasileira mar- cada por contrastes climticos: reas úmidas e reas com longos perodos de estiagem. O mapa a seguir mostra a variao da umidade por meses em relao à distribuio das chuvas. Sobre as caractersticas climticas e a distribuio das chuvas na regio Nordeste, correto armar: a) Todas as reas sem seca ou subsecas recebem umidade da zona de convergncia intertropical, alm do incremento de vapor d’gua do processo de evapotranspirao das florestas tropicais. b) No centro do Estado da Bahia localiza-se a prin- cipal rea no interior da regio Nordeste com 1 a 3 meses secos, devido ao efeito orogrfico da Chapada Diamantina na formao de chuvas. c) O perodo de estiagem das reas com a 5 me- ses secos ocorre no vero, enquanto o das reas com a 8 meses secos ocorre no outono e inver- no na Bahia, e na primavera e vero nos demais Estados. d) A distribuio da umidade na regio Nordeste tem estreita relao com o tipo de vegetao: nas reas com 9 a 11 meses secos ocorre a vege- tao de caatinga; nas reas com a 8 meses secos, a vegetao de cerrado. 41. Unesp 2019 Leia o excerto e analise as trs afirma- es a seguir. Todas as moléculas de uma parcela de ar contri- buem para a pressão atmosférica. Como o vapor d’água é um gás, ele também contribui com um valor de pres- são parcial, conhecido como pressão de vapor (e), aumentando ou diminuindo a pressão atmosférica. Quando a pressão de vapor (e) atinge seu valor máxi- mo possível para uma determinada temperatura do ar, diz-se que o ar está saturado de umidade ou, em outras palavras, que o ar está cheio de vapor. Tem-se, portanto, a pressão de vapor de saturação (es). A umidade relativa é a razão entre a pressão de vapor (e) e a pressão de vapor de saturação (es). (Ercília T. Steinke.Climatologia fácil, 2012. Adaptado.) 48 GEOGRAFIA Capítulo 5 Climatologia F R E N T E 1 I. A temperatura caracteriza uma variável para determinarmos a pressão de vapor de saturação. II. Os valores relativos à umidade do ar expressam a real quantidade de vapor d’água existente no ar, em milímetros. III. Quanto maior a umidade relativa do ar, maiores são as chances de chuva, pois a atmosfera está próxima do ponto de saturação. Está correto o que se arma em a) I e II, apenas. b) I e III, apenas. c) I, II e III. d) III, apenas. e) II e III, apenas. 42. Uece 2019 Os tipos climáticos da Região Sul são controlados por massas de ar tropicais e polares, fator que confere a esses tipos de clima algumas características particulares em relação a outros climas do Brasil, dentre as quais se encontra a) a ocorrência das maiores chuvas anuais nos meses de julho e agosto nas cidades de Curitiba e Florianópolis. b) uma maior regularidade na distribuição pluviométrica anual associada às baixas temperaturas no inverno. c) a pequena variação térmica anual que mantém as temperaturas sempre acima de 28 °C. d) a atuação da mEc e da ZCIT, principais elementos atmosféricos na formação das chuvas nessa região. 43. Unesp 2020 Examine os gráficos. Gráco 1 oC 80 70 60 50 40 30 20 10 0 mm 160 140 130 100 80 60 40 20 0 J F M A M J J A S O N D Gráco 2 oC 60 50 40 30 20 10 0 mm 120 100 80 60 40 20 0 J F M A M J J A S O N D (http:pt.climate-data.org) As dinâmicas climáticas representadas nos grácos 1 e correspondem, respectivamente, aos espaços retratados em a) Capitães da Areia, de Jorge Amado, e O cortiço, de Aluísio Azevedo. b) Vidas secas, de Graciliano Ramos, e Capitães da Areia, de Jorge Amado. c) Vidas secas, de Graciliano Ramos, e Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa. d) Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, e O cortiço, de Aluísio Azevedo. e) Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, e Vidas secas, de Graciliano Ramos. 49 BNCC em foco 1. Dia vira “noite” em SP com frente fria e fumaça vinda de queimadas na região da Amazônia São Paulo começou a tarde desta segunda-feira (19/8/2019) com o céu encoberto por nuvens e o "dia virou noite”. O fenômeno está relacionado à chegada de uma frente fria e também de partículas oriundas da fumaça produzida em incêndios florestais. [...] Segundo o Climatempo, a fumaça proveniente de queimadas na região amazônica, nos estados do Acre e Rondônia e na Bolívia, chegou a São Paulo pela ação dos ventos. "A fumaça não veio de queimadas do estado de São Paulo, mas de queimadas muito densas e amplas que estão acontecendo há vários dias em Rondônia e na Bolívia. A frente fria mudou a direção dos ventos e transportou essa fumaça pra São Paulo”, diz Josélia Pegorim, meteorologista do Climatempo. [...] a) b) 2. A Conferência das Partes (COP 25) da ONU, realizada em Madri até o dia 13 de dezembro, reforça as discussões sobre a necessidade da redução das emissões de gases de efeito estufa e controle do aquecimento do planeta. Com o slogan Time for Action (Hora da Ação, em português), a Cúpula do Clima reúne representantes de cerca de 200 países para uma luta mais urgente contra a crise climática. Registros de temperaturas recorde e eventos climáticos extremos já demonstram que as ações dos países signatários precisam ser mais eficientes – até mesmo para colocar em prática os compromissos assumidos no Acordo de Paris, em 2015, com a manutenção da temperatura média da Terra a 1,5 °C acima dos níveis da era pré-indus- trial. Atualmente,novo documento aponta temperatura cerca de 1 °C mais alta. As consequências do aquecimento global têm norteado estudos e relatórios que demonstram como o futuro da humanidade no planeta está comprometido em várias áreas se medidas urgentes não forem tomadas. 3. “Rios voadores” da Amazônia espalham chuvas na América do Sul Não são só o Amazonas, Solimões, Tapajós, Purus, Negro ou Javari, entre tantos, os rios que correm pela Amazônia. Pouco acima do topo das imensas árvores da floresta, correm “rios voadores”, a impedirem até que equipamentos no espaço visualizem partes da região, segundo informou o documentário One Strange Rock, da Netflix. As produções agrícola e industrial, além dos serviços, estão intimamente associadas a esse fenômeno, que dita o ritmo das chuvas em toda a área, em função da umidade acumulada na relação entre rios na terra e árvores. A massa de água no céu se estende por milhares de quilômetros e decorre da evapotransição (transferência de água de uma comunidade ou ecossistema para a atmosfera) e dos aerossóis (partículas mínimas de um fluido ou sólido flutuando na atmosfera em estado gasoso, como a neblina). [...] a) b) EM13CHS206 e EM13CHS302 EM13CHS301 EM13CHS304 e EM13CHS306 GEOGRAFIA Capítulo 5 Climatologia