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um símbolo de perseverança. Em 1946, um ano após as tropas
aliadas terem libertado os presos dos campos de
concentração, Frankl divulgou suas memórias, nas quais
narrou as experiências vividas por ele e seus colegas ao longo
da guerra. A publicação é considerada por muitos uma das
obras mais influentes do último século.
Uma experiência diferente
No início do outono de 1971, uma equipe de pesquisadores da
Universidade de Stanford, na Califórnia, resolveu desvendar
os motivos que fazem das prisões lugares tão violentos e
desumanos. Liderada pelo psicólogo Philip Zimbardo, a equipe
de pesquisa simulou uma prisão no porão do prédio do
Departamento de Psicologia.
Numa parte do subsolo, foram construídas três celas
exatamente iguais às encontradas em penitenciárias
americanas. Por meio de anúncios em jornais e por rádio, o
grupo procurou voluntários para participarem do estudo. O
anúncio explicava que os recrutados passariam duas semanas
numa prisão simulada. Dos inscritos, setenta candidatos se
qualificaram de acordo com o regulamento. Destes, 24 foram
selecionados, optando-se pelos mais emocionalmente
estáveis. Todos eram brancos, de classe média, em perfeito
estado de saúde física e mental. Nenhum deles possuía
antecedentes criminais. Por sorteio, escolheram-se os agentes
penitenciários e aqueles que seriam presos.
A pedido dos pesquisadores, a polícia foi à casa de cada
voluntário. Com um mandado de prisão em mãos, acusou-os
de assalto à mão armada. Em seguida, algemou-os e levou-os
até o Departamento de Polícia. Lá, a equipe de pesquisa
recolheu as impressões digitais dos detentos e identificou-os
com um número, pelo qual passaram a ser chamados. Daquele
momento em diante, eles ficaram sob a guarda dos agentes
penitenciários. Com olhos vendados, foram levados para a

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