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Instituições, mudança 
institucional e desempenho 
econômico 
 
Douglass C. North 
 
Cecília Escobar 
Felipe Wolf 
Paulo Senna 
Douglass C. North 
 
 Professor da Univ. de 
Washington in St. Louis; 
 Dividiu o Prêmio Nobel 
em 1993 com Robert W. 
Fogel; 
 
 
 Dentre várias questões, 
preocupa-se com a 
relação entre 
Instituições, 
Organizações e 
Performance Econômica, 
Política e Social. 
 
I 
Introdução às instituições e à mudança 
institucional 
 “As instituições são as regras do jogo em uma sociedade 
ou, mais formalmente, são as limitações idealizadas pelo 
homem que dão forma à interação humana.” 
 As instituições estruturam incentivos no intercâmbio 
humano, afetam o desempenho da economia, reduzem a 
incerteza, definem e limitam o conjunto de escolhas dos 
indivíduos. 
 A evolução das sociedades, ao longo do tempo, é 
condicionada pelas mudanças institucionais. 
 
 As instituições são entendidas como as regras 
formais e informais que não apenas estruturam a 
sociedade, mas também orientam as relações sociais. 
 Regras formais - se manifestam na forma de leis e 
constituições formalizadas e escritas, em geral 
impostas por um governo ou agente com poder de 
coerção (NORTH, 1990, 46). 
 Regras informais - normas ou códigos de conduta, 
formados em geral no seio da própria sociedade ou 
que também são impostas por uma determinada 
estrutura de poder e de dominação ideológica 
(NORTH, 1990, 36). 
I 
I 
 Organismos incluem corpos políticos, econômicos, 
sociais e educativos. São grupos de indivíduos ligados 
por uma identidade comum sobre certos objetivos. 
 A interação entre as instituições – normas subjacentes 
do jogo e os organismos – agentes da mudança – 
determina a direção da mudança institucional. 
 As instituições determinam as oportunidades existentes 
na sociedade e as organizações aproveitam-nas. O 
processo de retro-alimentação por meio do qual 
percebemos e reagimos às mudanças gera o conjunto 
de oportunidades. 
I 
 A principal função das instituições na sociedade é reduzir 
a incerteza, estabelecendo uma estrutura estável da 
interação humana. As instituições estão em mudança 
permanente – evoluem, e, por conseguinte, alteram as 
escolhas em nosso alcance. 
 Geralmente, as instituições mudam de maneira 
incremental, não de um modo descontínuo. 
 A mudança incremental provém das percepções dos 
empreendedores políticos e econômicos. Essas percepções 
dependem da forma como as informações são recebidas e 
processadas. 
 
 
II 
 
Cooperação: o problema teórico 
 Destaque para a falta de preocupação da teoria 
neoclássica com a coordenação e cooperação humanas. 
 Economistas, baseados na teoria dos jogos, argumentam 
que a cooperação entre indivíduos torna-se difícil quando 
há informação escassa sobre os demais jogadores ou 
quando o número de jogadores é muito elevado. Há uma 
conduta cooperativa quando os indivíduos interagem 
repetidamente, quando há muita informação recíproca e 
quando o grupo é caracterizado por poucos participantes. 
II 
 Dilema do Prisioneiro e a Lógica da Ação Coletiva de Mancur Olson ilustram 
problemas de cooperação e explora estratégias específicas que alteram os 
resultados obtidos pelos participantes. 
 North destaca três autores que analisam as condições sobre as quais se pode 
manter a cooperação: 
 Russel Hardin – verifica a relação entre custos e benefícios. Os jogadores 
exploram motivos e capacidades de outros jogadores em jogos repetidos. Os 
acordos vêm por estratégias condicionantes que exigem vigilância e coação. 
 Michael Taylor – explora condições de manutenção da ordem social em uma 
situação de anarquia. As crenças e normas são compartilhadas. Há 
reciprocidade. 
 Howard Margolis – a conduta individual é determinada por motivos altruístas e 
egoístas. Os indivíduos realizam intercâmbios entre esses motivos. 
II 
 Coase (1960) afirma que quando negociar não custa, prevalece a solução 
competitiva eficiente da economia neoclássica. A competição elimina a 
informação incompleta e assimétrica. A teoria neoclássica (baseada em 
modelos de racionalidade substantiva ou instrumental) considera que os 
atores podem ter inicialmente modelos diversos e errôneos, o processo 
de retro-alimentação da informação corrigirá modelos inicialmente 
incorretos, castigará a conduta desviada e levará os jogadores 
sobreviventes na direção dos modelos corretos. 
 
 North reage à essa idéia afirmando que os indivíduos atuam com base 
em informações incompletas e em modelos subjetivos freqüentemente 
errôneos; que a retro-alimentação de informação não basta para corrigir 
os modelos e; que as instituições não são criadas para serem eficientes 
socialmente, mas para servir aos interesses de quem tem poder de 
negociação para propor novas normas. 
Cap. 3- Pressupostos 
comportamentais 
 autor toma como base a abordagem 
econômica tradicional: escolha racional. 
 
 Modificação dos pressupostos: 
 motivação dos atores 
 estabilidade das preferências; e 
 restrições do sistema cognitivo individual. 
Pressupostos 
Comportamentais 
 Como os homens se comportam em um mundo 
sem instituições: 
I – alternativas podem ser descritas objetivamente; 
II – mesmas alternativas levam à mesma escolha; 
III – Preferências transitivas. 
 
Idéia é que a escassez leva à competição e, com isso, 
os atores pouco racionais serão eliminados do sistema. 
 
Evolucionismo: “sobrevivência” dos mais adaptados. 
Pressupostos 
Comportamentais 
Deficiências da abordagem da Escolha Racional: 
 
 compreensão restrita sobre a motivação dos 
atores, pois altruísmo, justiça e outros valores 
também precisam entrar no “cálculo” dos 
indivíduos. 
 
 Não aborda o problema de compreensão do 
ambiente. Problemas complexos e únicos nos 
trazem incerteza sobre alternativas e resultados. 
Pressupostos 
Comportamentais 
Padrões de comportamento são resposta à 
incerteza: 
 
 Incerteza surge pela complexidade dos problemas 
e por dificuldades do “software” de resolução de 
problemas. 
 
 Instituições, por estruturar as interações 
humanas, limitam as alternativas dos atores. 
Cap. 4 - Custos Transacionais 
 
Teoria das Instituições 
= 
 teoria do comportamento humano (cap. 3) 
 + 
teoria sobre custos transacionais (cap. 4) 
Custos Transacionais 
 Custos de transação são: 
 
Custos de obter informação 
 sobre aquilo que é trocado. 
+ 
Custos para proteger direitos e 
 garantir cumprimento dos acordos. 
Custos Transacionais 
Por que transações têm custos? 
 
 Tudo o que se compra/contrata tem muitos 
atributos. 
 Há custos para se medir esses atributos e 
a medição total desses atributos é muito 
custosa. 
 Há custos também para se garantir os 
direitos transferidos. 
Custos Transacionais 
Assimetrias de informação: 
 
 Atores têm informação privilegiada sobre si e 
incompleta sobre a outra parte. 
 
 Podem ou não haver incentivos para que as 
informações sejam compartilhadas. 
 
Ex. Compra de automóvel 
Custos Transacionais 
Como controlar? 
 Há custos para se adquirir informações sobre a outra 
parte. 
 Problema de delegação. 
 Há custos para se controlar o cumprimento de um 
contrato. 
 Controle eficiente vai até quando o benefício 
marginal iguala o custo marginal. 
 Logo, o controle não é abrangente. 
 
 Ex. relação senhor x escravo. 
Custos Transacionais 
 Como garantir cumprimento dos acordos? 
 Retaliação, códigos de conduta, sanções sociais ou a 
coerção de terceiros (Estado) 
 
 Cumprimento de um acordo nunca é garantido 
100%. 
 
 O preço daquilo que se paga inclui a incerteza sobre 
o cumprimento do acordo. 
 
 Quando a incerteza é muito grande o preço pode ser 
proibitivo, inviabilizando crescimento econômico. 
Custos Transacionais 
 Direitos de propriedade são garantidos pelo 
quadro institucional. 
 Instituições criam estrutura de trocas que 
determinam custos de transação e de 
transformação. 
 Quantomaior a complexidade de uma 
economia (especialização e variabilidade dos 
atributos), maior a necessidade de certeza 
sobre o cumprimento dos contratos. 
Custos Transacionais 
 Tipos de trocas na história econômica: 
 1º - negócios repetidos, homogeneidade cultural, 
pouca necessidade do Estado. Baixos custos 
transacionais, altos custos de transformação. 
 2º - aumento das trocas e negociações impessoais: 
surgimento dos códigos de comércio, rituais 
religiosos elaborados para estruturar interação. 
 3º - Impessoalidade e cumprimento dos contratos 
garantido por terceiros (Estado) 
Custos Transacionais 
 
Papel do Estado é essencial na economia 
moderna, mas não há garantia total do 
cumprimento dos contratos. 
 
Cap. 5 - Restrições informais 
 Em quaisquer sociedades, relações são 
estruturadas por restrições formais ou 
informais. 
 As regras informais são mais difíceis de 
observar e descrever, mas são as mais 
difundidas. 
 
 Ex. regras formais iguais têm resultados 
diferentes de acordo com o contexto das 
instituições informais. 
Restrições informais 
Instituições informais: 
 são herdadas através da cultura. 
 
 definem expectativa de comportamento. 
 
 reduzem a quantidade de alternativas e 
simplificam as escolhas. 
Restrições informais 
Instituições são: 
 Extensões, elaborações e modificações das normas 
formais. Ex. Comissões 
 
 Balizadores do comportamento, desvios são punidos. 
Ex. Duelo. 
 
 Restrições auto-impostas à maximização. Ex. 
Comportamento eleitoral. 
Restrições informais 
 Convenções são usadas para resolver problemas de 
coordenação. 
 Na ausência de restrições ao comportamento, trocas 
ficam caras. 
 Para garantir informações sobre atributos, atores 
fazem acordo sobre pesos e medidas. 
 As informações sobre o cumprimento dos contratos 
são feitos por um terceiro que legitime o processo. 
(Estado, empresas de auditoria, códigos de conduta). 
Restrições informais 
 Que instituições favorecem ou prejudicam 
comportamento cooperativo? 
 
 Quanto menos custo houver para que atores 
expressem suas convicções, maior será o 
peso dessas convicções no resultado. 
 
 Instituições só mudam gradualmente, mesmo 
com mudanças nas regras formais. 
Relação entre limitações informais e 
formais 
 As limitações formais: 
 - podem complementar ou dar efetividade às 
limitações informais. 
 - podem substituir as limitações 
informais.Este processo dá-se na medida em 
que a sociedade torna-se mais complexa,com 
a especialização e a divisão do trabalho. 
 
VI 
Limitações Formais 
 Objetivo: reduzir os custos de informação e 
viabilizar o cumprimento obrigatório. 
 Gênese: 
 - podem decorrer de uma mudança no poder 
de negociação das partes ; 
 - são criadas tendo em conta os custos de seu 
cumprimento(medição de atributos dos bens e 
serviços e desempenho dos agentes).Daí, 
a importância da tecnologia(para que os 
custos de medição não excedam a utilidade). 
VI 
Limitações Formais - TIPOS 
 Normas políticas: definem a estrutura 
básica do governos e a estrutura de suas 
decisões,além das características explícitas do 
controle da agenda. 
 Regras específicas: definem o direto de 
propriedade. 
 Contratos – contêm disposições específicas 
de um acordo particular. 
 
VI 
Limitações Formais - RIGIDEZ 
 o grau de diversidade dos interesses 
econômicos e políticos, dado o poder de 
negociação relativos,influirá na estrutura das 
regras. 
 Constituições são idealizadas de forma que 
resulte mais custoso alterá-las que a leis de 
menor hierarquia. 
 Madison – a estrutura constitucional dos EUA 
foi pensada não só para facilitar certos tipos 
de intercâmbio,mas também para elevar os 
custos daqueles que promovam interesses de 
facções. 
 
 
VI 
Atuação do Governo e do 
Legislativo 
 O governante atua como monopolista discriminador: 
em troca de impostos,oferece proteção, justiça – 
reduz a desordem e protege direitos de 
propriedade.Cria a burocracia. 
 Órgão representativo(Legislativo) – facilita o 
intercâmbio entre as partes.Os 
legisladores constroem acordos com os pares.As 
instituições políticas celebram acordos antecipados 
de cooperação,reduzindo a incerteza a partir da 
criação de comitês e de estrutura de mudanças 
estável. 
VI 
Direitos de Propriedade Ineficientes – 
RAZÕES 
 os governantes não antagonizam com 
eleitores poderosos mediante regras eficientes 
opostas a seus interesses; 
 o custo de monitorar,medir e cobrar impostos 
pode resultar numa situação em que os 
direitos de propriedade menos eficientes 
gerem mais impostos que os eficientes; 
 os custos de transação no “mercado político” 
são elevados. 
 
VII 
Execução Obrigatória 
 Mundo neoclássico – o comércio realiza-se com custo 
transacional zero.As partes conhecem tudo de que necessitam 
sobre as outras.As operações são repetidas. Os Contratos tornam-
se auto-obrigatórios – convém às partes cumpri-los.Não há 
necessidade de instituições. 
 Mundo do intercâmbio impessoal: 
 - muitos indivíduos; 
 - pouca informação; 
 - interdependência especializada; 
 - operações não repetidas. 
 Não há incentivo para a conduta cooperadora.Daí a necessidade 
da execução obrigatória.As instituições são necessárias para 
criar mecanismo de comunicação que proporcione a informação 
necessária para determinar quando se deve aplicar castigo e 
incentivar a que estes sejam efetivamente aplicados. 
 
VII 
 
 A execução obrigatória é custosa.É custoso determinar 
se o contrato foi violado,determinar a extensão da 
violação,ter acesso e impor sanções ao violador. 
 A execução obrigatória significa o desenvolvimento do 
Estado como força coercitiva,capaz de monitorar os 
direitos de propriedade e fazer cumprir os 
contratos.Para North, isto coloca um dilema 
fundamental: como esperar que o Estado se conduza 
como uma terceira parte imparcial e evitar que use a 
força em seu próprio interesse? 
 Para North, nas economias do 3º Mundo o cumprimento 
obrigatório é incerto.Não haveria instituições que o 
garantissem.A tendência seria a perpetuação do 
subdesenvolvimento. 
 
VII 
 
 Razões de sua imperfeição: 
 - custos de medir as margens múltiplas 
que constituem o desempenho do 
contrato; 
 - o cumprimento dos contratos é de 
responsabilidade de agentes cujas 
funções de utilidade influem no 
resultado. 
 
VIII 
Instituições, custos de negociação e 
transação 
 São necessários recursos para definir e proteger 
direitos de propriedade e para fazer cumprir 
contratos.As instituições,juntamente com a 
tecnologia, determinam os custos de negociação. 
 São necessários recursos para transformar os fatores 
de produção. Essa transformação é uma função da 
tecnologia e das instituições que, portanto, 
desempenham papel chave nos custos de 
produção. 
 Os custos de transação de uma transferência são,em 
parte custos de mercado e em parte,custo do tempo 
que cada parte deve dedicar a recolher informação 
Conclusões 
 As limitações institucionais que definem o conjunto de 
oportunidades ao alcance dos indivíduos são um complexo de 
limitações formais e informais,que passam por mudanças 
incrementais,alterando gradualmente o marco institucional; 
 O complexo de limitações institucionais resulta de mesclas de 
limitações formais e informais,que refletem o custo da medição 
e da execução obrigatória; 
 Os custos de negociação são a dimensão mais observável do 
marco institucional em que se apoiam as limitações do 
intercâmbio. São difíceis de mensurar,mas esta tarefa é 
importante para medir a eficácia das instituições; 
 O marco institucional desempenha uma função importante no 
desempenho de uma economia. É a chave de seu êxito 
relativo.O mercado é um “saco mesclado” de instituições – 
algumas aumentam e a eficiência e outras a reduzem. 
 
Instituições, mudança 
institucional e desempenho 
econômico 
Partes 2 e 3 
 
Douglass C. North 
 
Marcelde Moraes Pedroso 
Segunda Parte 
Mudança Institucional 
 Objetivo: Como as Organizações induzem as 
mudanças institucionais 
 
 9 - Organizações, aprendizagem e mudança institucional 
 10 - Estabilidade e mudança institucional 
 11 - O processo de mudança institucional 
Cap. 9 – Organizações, aprendizagem e 
mudança institucional 
 As organizações e os empresários (agentes) 
determinam a direção da mudança ou permanência 
institucional. 
 
 Papel das organizações – retoma (Coase, Williamson, 
Barzel): 
 custos de transação 
 exploração do trabalhador 
 maximização da riqueza e investimentos 
Cap. 9 – Organizações, aprendizagem e 
mudança institucional 
 Dinâmica do modelo de análise: As limitações institucionais 
(Matriz Institucional) oferecem incentivos para o surgimento 
de organizações com objetivos diversos 
 
 Analogia: metáfora dos jogos esportivos. Se as instituições 
(Matriz Institucional) são as regras do jogo, as organizações 
representam os diversos times que disputam o campeonato 
da sociedade 
 Amadores e profissionais 
 Conhecimento comunicável 
 Conhecimento tácito 
 Aprender fazendo 
Cap. 9 – Organizações, aprendizagem e 
mudança institucional 
 As categorias de conhecimento, habilidades e aprendizagem 
dos membros das organizações refletem as limitações da 
Matriz Institucional - ex: Máfia, Comitês do Congresso 
Americano, piratas, GM, etc. 
 
 Os incentivos da Matriz Institucional desempenham uma 
função decisiva na conformação dos tipos de habilidades e 
conhecimentos escolhidos (alternativas) 
Cap. 9 – Organizações, aprendizagem e 
mudança institucional 
 
• As diversas organizações podem investir seus esforços das 
mais variadas maneiras, sempre buscando na margem os 
maiores payoffs para suas ações. 
 
 
• Eficiência distributiva (ótimo de Pareto) 
 versus 
• Eficiência adaptativa (sociedade adquirir conhecimentos, 
aprender com os erros, incremental e gradual) 
Cap. 10 – Estabilidade e mudança 
institucional 
 A estabilidade institucional é um conjunto completo de limitações 
que inclui regras formais e informais hierarquizadas. 
 Não significa dizer que todos estão satisfeitos com as normas e 
contratos existentes, e sim que a relação custo/benefício de alterar 
as regras do jogo não compensa o esforço 
 O processo de mudança é predominantemente incremental e 
mudança institucional descontínua e abrupta é uma exceção 
 Estabilidade não significa eficiência (path dependence ou 
dependência da trajetória) 
Cap. 10 – Estabilidade e mudança 
institucional 
 Para maximizar o retorno de suas atividades, organizações 
investem, na margem, em atividades econômicas ou políticas. 
Ao se depararem com mudanças de preços relativos e 
preferências: 
1. rearranjar a relação de insumos e produtos com que trabalham sem 
alterar a matriz institucional 
 
2. investir esforços para mudar essa matriz de modo a poder capturar tais 
ganhos decorrentes de mudanças no ambiente 
Cap. 11 – O processo de mudança 
institucional 
 O que determina as pautas divergentes de evolução 
(política, econômica e social) no tempo? 
 Sociedades e grupos confrontam problemas distintos com recursos 
diferentes, capacidades humanas e climas também diferentes 
 Custo da informação 
 
 Como explicamos a sobrevivência de economias com 
desempenho persistentemente baixo? 
 Teoria evolucionista – os ineficientes serão descartados? 
 Path dependence - procura demonstrar como soluções ineficientes podem 
persistir, mesmo que escolhidas por agentes racionais. Por conta de retornos 
crescentes, a escolha de uma tecnologia (arranjo institucional) menos 
eficiente num dado momento do tempo acaba se tornando ótima quando o 
sistema é dinamizado. Em outros termos, a história do processo adquire 
relevância 
 
 
Cap. 11 – O processo de mudança 
institucional 
 Mecanismos self-reinforcing ocorrem devido 
a quatro motivos principais: 
a) altos custos de set-up 
b) Efeitos de aprendizado 
c) efeitos de coordenação 
d) expectativas adaptativas 
 
 A conseqüência deles é, na seqüência: 
a) possibilidade de múltiplos equilíbrios 
b) Possibilidade de equilíbrios ineficientes 
c) lock-in 
d) path dependence 
Cap. 11 – O processo de mudança 
institucional 
Conclusões 
 
 A conseqüência dessa concepção da dinâmica institucional é a de 
que mudanças ocorrem de forma gradual, ao alterar na margem a 
estrutura de regras das sociedades. 
 O próprio conceito de retornos crescentes realça a idéia de que 
uma vez numa trajetória, maior a tendência de permanência nela. 
 O início de um processo tem papel fundamental sobre o curso de 
seus acontecimentos. Com o passar do tempo instituições 
ineficientes não sucumbem. 
 As decisões tomadas no passado têm, portanto, forte influência 
sobre as possibilidades do presente. 
 A história importa 
Terceira Parte 
Desempenho Econômico 
 As instituições são importantes? 
 
 Atribui papel fundamental das Instituições na sociedade: 
 Determinante subjacente do desempenho das economias 
 
 Crítica aos neoclássicos (inclusão das instituições) 
 
 Elogio e crítica ao marxismo (forças produtivas x relações de 
produção = modo de produção = materialismo histórico) 
 
 
Terceira Parte 
Desempenho Econômico 
 O ambiente econômico e social dos agentes é 
permeado por incerteza. 
 A principal conseqüência dessa incerteza são os 
custos de transação. Estes podem ser divididos em 
problemas de mensuração (informação) e contratos 
(garantia) 
 Para reduzirem os custos de transação e coordenar 
as atividade humanas, as sociedades desenvolvem 
instituições. Estas são um contínuo de regras formais 
e informais. 
 O conjunto dessas regras pode ser encontrado na 
matriz institucional das sociedades. A dinâmica dessa 
matriz será sempre path dependent. 
 A partir dessa matriz, definem-se os estímulos para o 
surgimento de organizações que podem ser 
econômicas, sociais e políticas. 
 Estas interagem entre si, com os recursos 
econômicos, que junto com a tecnologia empregada 
definem os custos de transformação tradicionais da 
teoria econômica e com a matriz institucional que 
define os custos de transação 
 Responsáveis, em grande parte, pelo desempenho 
econômico das sociedades ao longo do tempo 
Terceira Parte 
Desempenho Econômico

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