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3. Coletados os dados (tarefa que poderá ser feita individualmente), o grupo deverá juntar as informações e analisar o acervo. Quais profi ssões consideram relevantes? Quais são as que mais podem interessar aos colegas? 4. O grupo deve então registrar, de forma organizada, as informações, que podem ser dispostas como no exemplo a seguir, que descreve uma profi ssão que já existe, mas é bastante impactada por inovações tecnológicas. Designer de jogos O que faz: designer de jogos é o profi ssional que cria jogos para celulares, computadores, tablets, etc. Formação: é oferecida na habilitação de bacharelado ou como curso tecnológico. Atuação: – no setor educacional, criando jogos voltados à aprendizagem ou ao treinamento de profi ssionais de diversas áreas (vendas, administração, etc.); – no setor de entretenimento, criando jogos para divertimento; – na área médica, simulando atendimento, operação de equipamentos complexos, entre outras possibilidades; – na área de marketing, elaborando jogos que funcionem como peças para empresas. Mulheres consomem e produzem jogos, segundo informa a matéria “Concurso premia jogos criados por mulheres; não é preciso saber programação”, publicada no jornal Correio Brasiliense. Brasília, 11 jun. 2019. Lançamento de curso de bacharelado em jogos digitais, no evento Comic Con Experience de 2018, em São Paulo. G o ro d e n k o ff /S h u tt e rs to c k Celso Tavares/G1 64 PV_MTereza_g21Sa_Mod1_U3_052a065.indd 64PV_MTereza_g21Sa_Mod1_U3_052a065.indd 64 2/11/20 12:18 PM2/11/20 12:18 PM 5. Organize com os colegas uma forma de apresentar as informações coletadas pelos diferentes grupos. Por exemplo, distribuam os textos impressos e façam uma apresentação oral de cada grupo. Nesta unidade, você... ... teve oportunidade de refl etir sobre você mesmo, a sua história, as relações familia- res, os sonhos, as memórias e o tempo, e sobre como todos esses aspectos, por meio das diversas experiências vividas, podem de certa forma infl uenciar a defi nição de sua identidade e de um projeto futuro. Avalie a experiência: ■ De que modo você acha que a história e os valores familiares infl uenciam a reali- zação dos sonhos? ■ Qual é a importância dos sonhos na projeção de futuro? ■ Que relação pode ser estabelecida entre as experiências do passado e a constru- ção da identidade e de um projeto de vida? ■ Os textos que você leu foram pertinentes para essa refl exão? Que outros textos ou imagens você gostaria de compartilhar para contribuir com essa refl exão? O professor vai organizar grupos de três ou quatro estudantes. Discuta com os cole- gas as suas respostas. Ao fi nal, organize seus registros: Anote suas respostas ao questionário no caderno ou no seu arquivo eletrônico, informando a data, suas conclusões e as refl exões que achar importantes. Essas anotações podem ser sempre revistas ou retifi cadas. Você pode voltar a elas, sempre que quiser, em outros momentos do percurso. 6. Depois das apresentações, conversem sobre o que fi zeram, sobre o que compartilharam e descobriram. A seguir, há sugestão de questões para iniciar essa conversa. ■ Que profi ssões consideraram mais interessantes? ■ Em quais casos as inovações tecnológicas provavelmente vão alterar radicalmente o modo de produção? ■ A curiosidade da turma a respeito do impacto das novas tecnologias nas profi ssões foi satisfeita? Em caso negativo, que outras ações poderiam ajudar a trazer as infor- mações que faltaram? Em caso positivo, foram geradas novas curiosidades? Com base nos procedimentos indicados na seção, como seria possível investigar para satisfazer tais curiosidades? Esta seção, norteada pelo incentivo à pesquisa de questões que provavelmente fazem parte das inquietações dos estudantes do Ensino Médio, é produzida com base em procedimentos metódicos de investigação científi ca, como decomposição de um tema em subtemas, pesquisa apoiada em fontes seguras, anotações, apresentação das informa- ções colhidas e das conclusões, po rtanto, pode ser um modelo de ações para novas pesquisas, conforme elas surgirem em decorrência do próprio processo investigativo e de outros desencadeados pelas aulas. R a w p ix e l. c o m /S h u tt e rs to ck 65 PV_MTereza_g21Sa_Mod1_U3_052a065.indd 65PV_MTereza_g21Sa_Mod1_U3_052a065.indd 65 2/11/20 12:18 PM2/11/20 12:18 PM MEU COTIDIANO4 VAZ, Anita et al. (org.). Cartografi as da memória. Caderno de registros. Projeto que contou com a participação de Projeto Arrastão, Cieja – Campo Limpo e Centro de Juventude Ranieri. Disponível em: https://www.margensclinicas.org/images/biblioteca/AF_Completo_Cartografi a_WEB.pdf. Acesso em: 15 dez. 2019. (Adaptado.) N osso cotidiano em geral é tomado por tarefas que organizam nosso tempo. Dividi- mos o dia em períodos, horas e minutos e assim distribuímos aquilo que fazemos repeti- damente e que dá feição ao tempo cíclico dos dias, das semanas, dos meses, dos anos. Essa organização permite certa ordem na vida diária. Nosso cotidiano costuma também ser marcado pelos espaços percorridos. Por exem- plo, para irmos à escola, percorremos certo trajeto ou um leque possível de trajetos. Tam- bém há aqueles lugares aonde vamos regularmente para suprir necessidades do dia a dia, como a mercearia, a feira, a venda ou o açougue, ou para exercer nossas crenças, como igrejas, templos, mesquitas, sinagogas. Há os locais em que desenvolvemos atividades de lazer, para os quais nos deslocamos nos fi ns de semana ou em certos dias. Há, ainda, os lugares que fazem parte de nosso cotidiano afetivo: casas de amigos e familiares, de namorados ou namoradas. O croqui reproduzido acima marca lugares e trajetos que fazem parte da rotina de uma pessoa. Ali está sinalizado o que ela gosta ou não de fazer. Trata-se de um desenho (croqui) afetivo, que dá uma ideia do cotidiano e das preferências de quem o desenhou. Mas será que o cotidiano tem lugar apenas para o previsto? Nesta unidade você será convidado a pensar sobre isso e sobre como essa ordem temporal que mantemos no dia a dia fala de nós e nos ajuda a projetar o futuro. Objetivos e competências e critérios socioemocio- nais trabalhadas na unidade, respostas, sugestões e comentários em geral encontram-se no Manual do Professor, Parte Específi ca. E s q u e m a : R e p ro d u ç ã o /h tt p s :/ /w w w .m a rg e n s c lin ic a s .o rg ; p a p e l d o f u n d o : 3 2 p ix e ls /S h u tt e rs to ck 66 PV_MTereza_g21Sa_Mod1_U4_066a081.indd 66PV_MTereza_g21Sa_Mod1_U4_066a081.indd 66 2/11/20 12:21 PM2/11/20 12:21 PM https://www.margensclinicas.org/images/biblioteca/AF_Completo_Cartografia_WEB.pdf VAMOS PENSAR UM POUCO 1. O mapa marca, com palavras, linhas e desenhos, lugares e direções. a) Recupere, do texto, as pessoas que o autor do mapa gosta ou não de visitar. b) Recupere também o que o autor parece gostar e não gostar de comer. 2. O croqui foi produzido por um jovem do bairro de Campo Limpo, em São Paulo. Lá o termo arrastão tem um sentido específi co: refere-se ao Projeto Arrastão, organização sem fi ns lu- crativos que dá apoio a famílias locais que vivem em condição econômica desfavorável. a) Ao escolher representar em seu croqui o espaço ocupado no bairro por essa organização, o que o autor sinaliza sobre sua família? b) Na região em que você mora uma organização com esse fi m é ou seria útil? Por quê? c) Em geral, a que tipo de situações remete o termo arrastão? 3. Com base nos lugares aonde ele gosta ou não de ir, seria possível traçar um perfi l do autor do croqui. a) Como você o imagina? b) Quais provavelmente são os hábitos da pessoa que fez o croqui? No caderno, escreva de maneira resumida as hipóteses que você conseguiu levantar sobre esse indivíduo com base no croqui. 4. É possível abrir espaços para o imprevisto ou para o novo na ordem cotidiana. Que ele- mento(s)desenhado(s) no croqui sugere(m) isso? Gosta de visitar a amiga; não gosta de visitar a tia. Gosta de churrasco e não gosta de pizza. Previamente, localize o site ou outras referências de organizações ou instituições de apoio às famílias locais para discutir com a turma o papel delas na comunidade. 3.a. Espera-se que os estudantes reconheçam que se trata de um jovem urbano. Com base no croqui, é possível supor que ele tem uma rotina estruturada, pois frequenta a escola, vai a mercados, visita familiares e frequenta com regulari- dade a igreja e a casa de uma amiga, como demonstra o uso do pronome “minha”. É possível ainda considerar que o autor do croqui tem algum contato com o Projeto Arrastão, tendo em vista a referência a ele no croqui. Talvez vários estudantes apontem o salão de festas, um espaço de celebração, como o mais provável para o imprevisto, para o novo. Se considerar conveniente, comente que esse é um espaç o possível, sim, para o imprevisto, mas que pode haver outros. Pergunte então à turma se já viveram impre- vistos e em que espaços ocorreram. Se possível, compartilhe um episódio de sua vida como exemplo. PRÁXIS Você vai agora tomar o croqui analisado como referência e desenhar um croqui pes- soal, que mostre um pouco seu cotidiano. Um croqui é uma espécie de esboço que não exige exatidão de medidas nem de regis- tro. O fundamental é que quem observar seu mapa tenha ideia dos lugares aonde você costuma ir e do que gosta de fazer e conheça um pouco sua rotina. Assim, não se preo- cupe em elaborar um desenho perfeito. ■ Use papel sem linhas. Se possível, utilize papel próprio para desenho ou que seja mais grosso, para permitir um resultado melhor. ■ Você pode usar diferentes tipos e cores de caneta, lápis ou outro material. Também é possível fazer colagens ou misturar técnicas, como colagens com desenho. ■ Ao esboçar o mapa, parta da sua casa e marque os lugares que você mais frequen- ta. Como no exemplo apresentado aqui, você pode indicar o que gosta e o que não gosta dessa rotina. ■ Ao fi nal, os croquis podem ser reproduzidos no blogue da turma ou fi car expostos na sala enquanto esta unidade do livro estiver em discussão. Depois de conhecer o croqui dos colegas, converse com a turma sobre as rotinas de vocês. Para isso, uma sugestão é iniciar a conversa sob a inspiração das questões a seguir. ■ Vocês têm rotinas semelhantes? ■ O que chamou sua atenção na rotina dos colegas? Por quê? ■ Há algum elemento que você considera que deveria ter sido sinalizado nos croquis de maneira geral, mas não foi indicado? O quê? Explique. Não escreva neste livro. 67 PV_MTereza_g21Sa_Mod1_U4_066a081.indd 67PV_MTereza_g21Sa_Mod1_U4_066a081.indd 67 2/11/20 12:21 PM2/11/20 12:21 PM PROVOCAÇÕES Leia os textos a seguir e responda às questões propostas. Texto 1 Cronos e Kairós, as personifi cações do tempo Já ouviu falar em Cronos e Kairós? Ambos representam o tempo, entretanto existem algumas peculiaridades que os diferenciam. Para você entender melhor, faremos aqui uma analogia: Estavam alguns amigos reunidos quando um deles decidiu relatar como havia sido a sua viagem ao exterior dizendo que ela havia sido razoável, porém com muitos contratempos. Ele ainda seguiu dizendo: “O voo de ida saiu um pouco depois do horário, mas o da volta atrasou bastante, quase quatro horas. Isso me deixou nervoso e estressado com a companhia aérea, que me deixou sem atendimento e informação”. Um dos amigos disse então: “Esse viajante é Cronos! O tempo para ele tem relação direta com horários, duração, prazo e atrasos. Para mim, tempo é Kairós e tem muito mais a ver com qualidade e valores”. Com toda certeza, o segundo participante da conversa iria contar a experiência de uma forma diferente e focaria nas oportunidades que teve, de como aproveitou o tempo de espera e das surpresas. Essa breve história serve apenas para mostrar de uma forma mais ilustrativa a diferença entre essas duas palavras gregas que podem ser traduzidas para nossa língua como “tempo”, mas que possuem sentidos bem diferentes. [...] Cronos era um titã, também chamado de Aeon (eternidade), que personifi cava, na mitologia grega, o tempo eterno e imortal. Era ele quem governava soberano sobre a cronologia dos deuses imortais. Esse personagem da mitologia grega era o mais jovem dos titãs, porém era representado como um velho, Senhor do Tempo. Ele era fi lho de Gaia, a terra, e Urano, o céu, e era não somente o rei dos titãs, mas também a representação do tempo no seu sentido mais destrutivo, como o tempo que tudo devora. [...] De acordo com a mitologia, Cronos temia uma profecia de que seria retirado do poder por um de seus fi lhos. Justamente por isso ele engolia os seus fi lhos assim que saíam do ventre da mãe. Essa é uma alusão ao tempo que gera ao mesmo tempo que devora, ou seja, a cada segundo que termina, se inicia um novo segundo. Representação de Cronos. A escultura encontra-se no Castelo Real, no centro histórico de Varsóvia, na Polônia. Desde 1990, esse centro histórico é patrimônio mundial, segundo a Unesco. G . S o s io /D e A g o s ti n i/ A lb u m /F o to a re n a Não escreva neste livro. 68 PV_MTereza_g21Sa_Mod1_U4_066a081.indd 68PV_MTereza_g21Sa_Mod1_U4_066a081.indd 68 2/11/20 12:21 PM2/11/20 12:21 PM