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Capítulo sobre a passagem da adolescência para a vida adulta. Aborda formação cidadã e expectativas sociais; inclui Diário de bordo, atividade prática em passos para reivindicar direitos dos jovens, questões para debate e exemplo socioambiental (limpeza de praia de Itapuã).

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Além disso, a criança e o jovem estão conhecendo o mundo a cada passeio que dão, a cada livro que 
leem, a cada filme a que assistem e a cada diálogo do qual participam. Ao conhecerem o mundo e estarem 
em contato com diferentes linguagens e experiências, vão se formando como pessoas e cidadãos.
Nesse caminho, a sociedade espera que o jovem dê continuidade ao legado cultural e científico 
produzido ao longo da história. Continuar esse processo significa que o jovem deve ser capaz de ter 
um olhar crítico e analítico para o contexto no qual está inserido, além de conseguir desenvolver novas 
propostas e projetos que visem ao bem-estar coletivo e à produção de um mundo mais solidário. Parece 
um grande desafio para a juventude!
Diário de bordo
Neste capítulo comentamos que a sociedade é muitas vezes ambígua: às vezes, cobra que o 
jovem vire adulto logo; outras vezes, indica que ele deve esperar para poder viver plenamente a 
vida de adulto.
Como você vê sua vida e seus projetos hoje: Você se vê próximo do mundo adulto? Se sim, em 
quais aspectos? Se não, o que falta para se aproximar mais dele?
Registre em seu diário suas reflexões.
Na prática
Discutimos até aqui muitas questões referentes aos direitos dos jovens em nossa sociedade. 
Agora, é hora de pensar em como poderia ser feita uma ação prática a respeito disso. Vamos lá!
11 Pense nas suas vivências pessoais e nas experiências de seu grupo de amigos da escola e de 
fora dela. Levando isso em conta, quais direitos você considera mais importantes para os 
jovens, mas que não são colocados em prática como deveriam?
22 Escolha um desses direitos e construa uma ação para que ele seja garantido e colocado em 
prática na vida dos jovens. 
33 Escreva uma justificativa sobre a importância da sua ação.
44 Pense em um objetivo concreto a ser alcançado.
55 Pense em como você faria para conseguir o apoio de mais pessoas para a sua ação.
Bom trabalho!
A questão socioambiental é uma pauta que mobiliza muitos 
jovens no Brasil e no mundo que estão preocupados com 
o próprio bem-estar e o das gerações futuras. Na imagem, 
jovens voluntários atuam na limpeza da praia de Itapuã, 
em Salvador, BA, em 2019.
O nível atual de desenvolvimento científico também é 
um legado social, herdeiro do acúmulo de todo o saber 
relacionado a cada área do conhecimento.
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Obra do artista Alex Fleming 
em estação do metrô na 
cidade de São Paulo, SP.
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Talvez você tenha estranhado um pouco a pergunta do título deste Percurso. Afinal, tornar-se 
adulto não é uma decisão pessoal, algo que possamos escolher fazer ou não. É um fato de nossa exis-
tência, de nosso crescimento e amadurecimento.
Essa pergunta, no entanto, pode ter respostas diferentes, dependendo de quem a lê. É comum que 
crianças e jovens fiquem ansiosos para “virar” adultos, porque relacionam essa fase da vida a mais 
autonomia e liberdade. Entretanto, você já percebeu quanto as pessoas mais velhas reclamam das 
responsabilidades e preocupações da vida adulta, dizendo que a infância é a melhor época da vida?
Em que momento da vida nos tornamos adultos?
Não temos marcos claros sobre quando deixamos a adolescência e passamos a ocupar um novo lu-
gar na sociedade. Quer um exemplo? Pense nas pessoas que você conhece que tenham a mesma idade 
que você ou sejam um pouco mais velhas. Quem você considera adulto e quem não considera? O que 
o leva a ter essa percepção sobre uma pessoa e não sobre outra?
Neste Percurso, vamos refletir sobre o que significa ser adulto em nossa sociedade, quais as res-
ponsabilidades que isso envolve e as novas possibilidades de ação sobre o mundo que a vida adulta 
nos traz. Também veremos como acontece a entrada no mundo adulto em diferentes contextos e 
culturas. 
Em que momento da vida 
nos tornamos adultos?
Primeiras impress›es
• Nos dias de hoje, que fatores e experiências fazem um adolescente passar a ser considerado 
um adulto?
• Você acha que a inserção no mundo do trabalho é um elemento importante na construção da 
identidade de um adulto? Justifique sua resposta.
• A vida adulta parece interessante para você? Por quê?
Respostas pessoais. Levante o maior número possível de exemplos. Sugerimos que seja feita uma lista na lousa para discutir como 
a passagem da adolescência para a vida adulta é complexa e determinada por muitos fatores, como entrar na universidade, ter 
responsabilidades no trabalho, casar-se e ter filhos. Problematize a ligação entre a identidade e o percurso profissional dos adultos. 
Pode-se refletir sobre os motivos que os levam, em algumas situações sociais, a se apresentarem pelo nome e pela profissão e sobre 
como eles se relacionam com o trabalho (o tempo dedicado a ele e o lugar que ocupa na vida do indivíduo, 
por exemplo). Espera-se que os estudantes reconheçam a importância do trabalho para a construção de nossa identidade 
psicossocial e de um lugar no mundo. Por fim, mapeie os motivos que levam ou não os estudantes a achar a vida de adulto 
interessante. A discussão pode ser encaminhada em torno da ideia de que, como adulto, existem maiores possibilidades de 
realização e, ao mesmo tempo, maiores responsabilidades. Sugerimos que sejam levantados exemplos das duas situações.
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Como vimos no Percurso 3, a passagem da condição de jovem para a de adulto tornou-se um pro-
cesso complexo na modernidade. Há algumas décadas, havia dois sinais importantes que indicavam 
para o indivíduo sua entrada no mundo adulto: a atuação em uma atividade profissional e a formação 
de uma família. Esses parâmetros ainda servem de referência?
Se pensarmos que a atuação profissional pode ter início bastante cedo ou ser adiada até o término 
da faculdade, conforme a classe social a que o jovem pertence, vemos que ela, na verdade, nunca foi 
um critério absoluto. Isso porque, ao longo da história, crianças e jovens participam do mercado de 
trabalho e nem por isso eram ou são considerados adultos.
E se no passado a formação de uma família tradicional era referência de entrada no mundo adulto, 
hoje temos uma diversidade de outros modelos de família: adultos solteiros, adultos separados, adultos 
casados, adultos com e sem filhos... Assim, ter uma família tradicional também não é um fator que 
determina se somos ou não adultos.
TEMA
1 Transições e desafios
Jovens aprendizes
Quando falamos da inserção do jovem no mundo do trabalho, cabe lembrar que, pela legislação 
brasileira atual, o trabalho só é permitido a partir dos 14 anos. Em muitas realidades de nosso 
país, porém, é possível encontrar crianças e jovens com menos de 14 anos trabalhando, muitas 
vezes em condições precárias e de exploração, o que é ilegal. 
Existe uma série de programas do governo federal, e também dos estados e municípios, que 
apoiam e regulam os primeiros trabalhos do jovem a partir dos 14 anos. O Programa Jovem 
Aprendiz, do governo federal, por exemplo, tem como objetivo desenvolver nas empresas progra-
mas de formação e capacitação profissional para jovens. Durante a participação no programa, o 
jovem recebe remuneração e tem acesso a diversas oportunidades de aprendizagem. Já o Centro 
de Integração Empresa-Escola (CIEE) é umaentidade que, além de ajudar o jovem a se preparar 
para a vida profissional, divulga vagas de estágio e trabalho e estabelece parcerias com diversas 
empresas e instituições.
Educação e trabalho
Atualmente, a maior parte dos jovens com 16 anos já viveu 
dois tipos de situação: uma em que os adultos lhes dizem que 
não podem fazer algo, não são capazes ou que precisam esperar 
para realizar o que desejam porque são “muito novos” (andar sozi-
nhos pelas ruas, viajar sozinhos com os amigos, trabalhar); outra, 
totalmente inversa, que os coloca como prontos, física e psico-
logicamente, para entrar na vida adulta (casar, trabalhar, pagar 
contas, formar família e dar conta de si mesmos).
É como se os jovens ouvissem a cada dia dois tipos antagôni-
cos de mensagem: “Espere que isso ainda não é para você!” e, ao 
mesmo tempo, “Está na hora de assumir a responsabilidade por 
tudo isso!”.
Assim como a transição da infância para 
a juventude varia de cultura para cultura, 
a passagem para a vida adulta também 
é marcada de diferentes formas em cada 
sociedade e ao longo da história.
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Nesse cenário, a transição para a vida adulta não é algo linear, que respeita regras preestabelecidas 
e que ocorre do mesmo modo e ao mesmo tempo para todos. O caminho para tornar-se adulto não é 
uma linha reta e plana, mas uma estrada sinuosa, com muitas bifurcações, subidas e descidas, com 
pontos de chegada muito variados.
Assim como existem juventudes, no plural, ser adulto na atualidade também significa um universo 
de possibilidades, mas com alguns temas com os quais todos os adultos precisam lidar: trabalho, di-
nheiro, relacionamentos e realização pessoal são alguns deles. De maneira mais geral, podemos pensar 
que o adulto organiza sua vida em torno de duas grandes trilhas: de um lado, sua autonomia e seus 
desejos; de outro, suas responsabilidades. É na articulação cotidiana entre essas trilhas que a vida 
acontece.
Leia os trechos da reportagem a seguir, que aborda referências sobre o que significa ser adulto na 
atualidade.
O adulto desmontado
[...]
Não faz tanto tempo (coisa de 30 ou 40 anos atrás), as opções de estilo de vida eram um 
tanto restritas. As mulheres eram educadas para se casar e ter filhos. Já os homens, para serem 
chefes de família e manterem um emprego estável. Quando atingiam esse estágio, pronto, se 
tornavam adultos aos olhos de todos. E o que fugisse disso causava uma certa indignação. O 
negócio é que os dias de hoje – ainda bem – permitem outras escolhas que não são mais margi-
nalizadas. É possível não casar, trocar de emprego toda hora, não ter filhos, deixar a faculdade 
para mais tarde, morar fora do país... o leque é infinito. [...]
[...]
Antigamente, [existia] uma senha para ingressar na idade adulta: o fim dos estudos (e a 
consequente entrada no mercado de trabalho), quando o cidadão passava a ganhar seu próprio 
dinheiro e se sustentar sozinho. Isso acontecia, em geral, no fim da faculdade. Agora, a vida 
escolar pode se alongar [...]: as pós-graduações e os cursos de extensão podem esticar a fase de 
estudos e a dependência financeira até por volta dos 27 anos. Sem contar que a conclusão da 
universidade não significa mais nenhuma garantia de emprego. [...]
O ADULTO desmontado. Superinteressante, 31 out. 2016. Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/ 
o-adulto-desmontado/. Acesso em: 24 dez. 2019.
Com base em suas experiências pessoais e na leitura do texto, discuta em pequenos grupos as 
questões a seguir.
1 1 Você já pensou em como gostaria que fosse seu estilo de vida quando for adulto (rotina, trabalho, 
atividades, relacionamentos)? Descreva esse estilo a seus colegas do grupo. Há pontos em comum 
entre os desejos de vocês?
2 2 Em sua percepção, como cursar uma faculdade pode influenciar a vida de um adulto?
3 3 A ampliação do universo de possibilidades e escolhas, citada no texto, está disponível a todos os 
segmentos sociais? É uma opção fácil ou difícil para você adiar a entrada no mercado de trabalho? 
E cursar uma faculdade, é uma certeza ou um sonho distante? 
Trocando ideias
A atividade visa ajudar os estudantes a perceber que a vida adulta traz um grande universo de escolhas, 
algumas de maior impacto(como mudar de cidade, casar ou trabalhar em determinada área) e outras mais 
cotidianas, mas não menos importantes (fazer uma atividade física ou um trabalho voluntário, por exemplo).
Essa discussão pode ser encaminhada para que os estudantes percebam que refletir sobre 
essas rotinas e atividades que desejam ter quando adultos é uma forma de estruturar o 
projeto de vida. Em relação aos impactos da formação superior na vida de um indivíduo, os estudantes podem 
citar exemplos como a ampliação do conhecimento, as vivências universitárias, a formação e a preparação
para a atuação profissional e o aumento das possibilidades de inserção no mercado de trabalho. Por fim, você pode problematizar a 
questão das possibilidades de escolha apontando que as condições de vida de cada sujeito podem limitar muito suas escolhas. Ajude 
os estudantes a perceber que, mesmo em situações difíceis, muitas vezes ainda há escolhas que podem ser feitas. 
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https://super.abril.com.br/cultura/o-adulto-desmontado/
https://super.abril.com.br/cultura/o-adulto-desmontado/

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