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Elisa Mello

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2 7 9CAPÍTULO 14
Em 2017, os alimentos saudáveis tinham preço médio de R$ 4,69 por quilograma e os 
não saudáveis, de R$ 6,62 por quilo. Em 2026, o custo de ambos se tornaria igual, prevê 
a pesquisa. Em 2030, os cientistas calculam que a comida saudável teria valor de R$ 
5,24 por quilo, enquanto a comida “porcaria” teria custo de R$ 4,34 por quilo.
[...]
A carne, por exemplo, é um alimento que, segundo o estudo, tornou-se mais caro em 
relação à salsicha, considerada um substituto para proteínas de origem animal. No 
período entre 1995 e 2002, o embutido tinha um preço médio de R$ 10,30 por quilo, 
enquanto a carne, de R$ 9,08. 
No intervalo entre 2003 e 2010, o valor do quilo dos dois alimentos se aproxima. R$ 
11,81 para as salsichas e R$ 11,28 para a carne. A pesquisa mostra que no período se-
guinte a posição dos dois itens se inverte. As salsichas passam a custar R$ 11,33 por 
quilo e as carnes, R$ 13,10 por quilo. 
[...]
Os valores encontrados foram corrigidos de acordo com a inflação acumulada até 2017, 
último ano com dados disponíveis no estudo. 
Na sequência, os pesquisadores dividiram e agruparam os 102 itens de maior consumo 
conforme a classificação do Guia Alimentar para a População Brasileira. Trata-se de 
um documento do Ministério da Saúde que oferece orientações sobre comer de forma 
adequada e saudável.
O Guia Alimentar divide os alimentos em quatro grupos. Primeiro, in natura e/ou mini-
mamente processados, como arroz, feijão, carnes frescas, frutas e verduras. Em segun-
do, os ingredientes culinários, como sal, açúcar e óleos usados para cozinhar. Depois, 
os processados, como pães frescos, massas, enlatados e geleias, que são tradicional-
mente consumidos no Brasil e em outros países. 
Finalmente, há os ultraprocessados, como salsichas, salgadinhos, macarrões instan-
tâneos e outras guloseimas também conhecidas como “porcaria”. São itens obtidos a 
partir de fragmentos de outros alimentos, aditivos químicos e preparados com com-
plexas técnicas industriais. Na prateleira, geralmente, são aqueles produtos com cinco 
ou mais ingredientes de nomes pouco familiares (maltodextrina, p. ex.) no rótulo.
O documento do governo federal recomenda dar preferência aos alimentos in natura e/
ou minimamente processados e diz para evitar os ultraprocessados. 
No estudo, essa foi a orientação que os pesquisadores utilizaram para dividir a comida 
entre saudável e não saudável. Eles também se fundamentaram em evidências cien-
tíficas que associam o consumo de ultraprocessados ao desenvolvimento de doenças 
crônicas não transmissíveis, como câncer, diabetes, hipertensão, problemas cardio-
vasculares etc.
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2 8 0 CAPÍTULO 14
Motivos desconhecidos 
Apesar do achado inédito, o estudo sobre a tendência de preços tem limitações, como 
ao não revelar os motivos que estão fomentando essas mudanças. Para explicar a ten-
dência constatada, os pesquisadores fazem suposições. Os subsídios concedidos às 
empresas de refrigerantes em Manaus, segundo eles, podem ser uma das razões.
Outra, o apoio que o governo federal oferece às produções de monoculturas como soja, 
milho e cana-de-açúcar, que servem de matéria-prima para os itens ultraprocessados. 
Os cientistas afirmam que a assistência governamental ao agronegócio é muito mais 
generosa do que a oferecida a agricultores familiares que produzem frutas e verduras. 
Uma última hipótese para explicar a variação dos preços tem relação com a otimização 
dos processos de fabricação de alimentos. O estudo começa em 1995, e de lá para cá, os 
avanços tecnológicos devem ter facilitado a produção de ultraprocessados.
“A expansão das grandes redes de supermercado e da indústria tem colaborado para 
o acesso das pessoas aos ultraprocessados. A ausência de políticas públicas, também, 
permite o acesso sem qualquer tipo de regulação. São alimentos práticos, e no cotidia-
no as pessoas evitam gastar tempo na cozinha”, declara Camila [Passos, professora da 
Universidade Federal de Viçosa (UFV) que conduziu a pesquisa durante o doutorado 
na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)]. 
[...]
O objetivo [dos pesquisadores] é ajudar a formular políticas públicas que possam re-
verter a tendência de preços e, assim, dar prioridade à comida saudável.
ZOCCHIO, Guilherme. Alimentação saudável será mais cara do que a não saudável a partir de 
2026. Viva Bem. UOL, 29 jan. 2020. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/
redacao/2020/01/29/alimentacao-saudavel-sera-mais-cara-do-que-a-nao-saudavel-a-partir-
de-2026.htm. Acesso em: 4 ago. 2020.
a) Explique por que a primeira frase do texto diz que o prognóstico anunciado no 
título assusta quem se preocupa com uma alimentação saudável. 
b) A pesquisa brasileira citada na notícia usa quais critérios para dividir os alimen-
tos em saudáveis e não saudáveis? 
 Que documento serviu como fonte de orientação para os pesquisadores na 
adoção desses critérios?
c) Em seu dia a dia, você procura consumir alimentos mais saudáveis? Que crité-
rios você utiliza para diferenciá-los dos não saudáveis? São os mesmos usados 
na pesquisa?
d) Na sua casa, quem é(são) a(s) pessoa(s) responsável(eis) pela compra de 
alimentos? 
 Pergunte a ela(s) se foi possível perceber, nos últimos anos, uma tendência 
de aumento ou redução no preço dos alimentos consumidos em sua casa. A 
resposta confirma a análise da pesquisa ou se opõe a ela?
e) O trecho final da notícia indica que os pesquisadores levantaram algumas hi-
póteses para explicar o que pode ter ocasionado a inversão entre os preços dos 
alimentos menos processados e os dos ultraprocessados. Quais são elas?
 Quais outros aspectos você acredita que podem influir no preço dos alimen-
tos processados e menos processados? 
2
 
Proponha ao menos dois exemplos de atuação social que poderiam encorajar o 
consumo de alimentos saudáveis.
O título anuncia que a partir de 
2026 a alimentação saudável será 
mais cara que a não saudável, ou 
seja, é algo que prejudica direta-
mente aqueles que se preocupam 
em manter uma alimentação sau-
dável.
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
O nível de processamento. Quanto mais processados os alimentos, menos saudáveis eles são.
O documento que serviu como fonte de orientação para o estabe-
lecimento desses critérios foi o Guia alimentar para a população brasileira, do Ministério da Saúde.
Respostas pessoais.
Respostas pessoais.
Discuta com a turma todas as suposições, certificando-se de que eles compreenderam todas elas. 
Contribua para que os estudantes levantem suposições a esse respeito.
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2 8 1CAPÍTULO 14
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
3
 
Leia o texto informativo e responda às questões a seguir no caderno.
O que são alimentos processados?
Os alimentos processados podem ser definidos como: “Alimentos modificados do seu estado original por meio de 
uma grande variedade de tipos de processamento, com diversas finalidades”.
Nos lares Nos serviços de alimentação Em indústrias
Em geral, 
para consumo 
próprio.
Para fins comerciais 
ou institucionais.
Para fins comerciais 
ou institucionais.
Nota: Existem 
pessoas que 
processam 
alimentos no 
lar para fins 
comerciais.
Nota: Existem serviços de 
alimentação que utilizam 
alimentos previamente 
processados em indústrias.
Nota: Os alimentos 
industrializados são 
processados por micro, 
pequenas, médias e 
grandes empresas.
A maioria dos alimentos consumidos passa por algum tipo de processamento nos lares, nos serviços de alimentação 
ou na indústria.
O alimento pode ser processado...
As características de cada produto que se desejaprocessar é que 
vão definir que método ou quais métodos de processamento utilizar.
ALIMENTOS
carnes ovos pescados laticínios grãos
frutas e
vegetais
açúcares e
mel
sal e
temperos
chá e
café
outros
TIPOS/ETAPAS DE PROCESSAMENTO
FINALIDADES
Aquecimento
Armazenamento
Centrifugação
Concentração
Congelamento
Defumação
Desidratação
Embalagem
Emulsificação
Extração
Extrusão
Fatiamento
Fermentação
Filtragem
Fritura
Lavagem
Maceração
Mistura
Moagem
Pasteurização
Padronização
Pressurização
Resfriamento
Separação mecânica
Separação por membranas
Com diversas...
Tornar o alimento disponível para consumo na forma desejada
Evitar a deterioração do alimento durante transporte e armazenamento
Maior aproveitamento das partes comestíveis
Tornar o alimento disponível para preparações culinárias
Manter o sabor, a cor e a textura característicos do alimento
Manter o frescor dos alimentos
Reduzir perdas e resíduos, com aproveitamento de resíduos
Garantir a segurança do alimento
Manter o padrão de qualidade ao longo do tempo
Maior eficiência no uso de energia, água e emissões de carbono 
São modificados do seu estado original, por meio de uma grande variedade de...
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2 8 2 CAPÍTULO 14
[...]
O QUE são alimentos processados. Alimentos processados. Disponível em: https://alimentosprocessados.com.br/alimentos-
processados-o-que-sao.php. Acesso em: 5 ago. 2020.
Diferenças entre processados e industrializados
O alimento industrializado é o alimento processado por meio da atividade industrial, que é a transformação de gê-
neros alimentícios em produtos comercializáveis, por processamento que utiliza máquinas, equipamentos e força 
de trabalho contratada. Os alimentos industrializados não são exclusividade das grandes empresas. Eles podem ser 
produzidos em pequena e grande escala.
a) Cite exemplos de tipos de processamento de alimentos feitos nos lares, para 
consumo próprio. 
 Qual é a finalidade desses processamentos?
b) Os alimentos preparados em casa tendem a ser mais saudáveis? Explique.
c) Ainda que existam diferenças entre alimento processado e alimento industria-
lizado, é possível inferir que alimentos industrializados tendem a ser mais pro-
cessados? Justifique.
4 Imagine que você e os colegas sejam donos de um restaurante que pretende ofe-
recer ao público um cardápio virtual de alimentos mais saudáveis. Em grupo, mon-
tem esse cardápio. Para isso, sigam as orientações:
Estimule a discussão solicitando que os estudantes se lembrem de processamentos 
(e de suas fi nalidades) que podem ser realizados em casa. 
Espera-se que os estudantes res-
pondam que os alimentos prepa-
rados em casa tendem a ser mais 
saudáveis, porque passam por 
menos processamento. Quanto 
mais processados, menos saudá-
veis são os alimentos. 
 COMO FAZER
1. Criação de um cardápio atraente
Organizem a turma em grupos de cinco participantes. 
Cada componente do grupo deve fi car responsável 
por um aspecto do cardápio: escolha das imagens; 
diagramação; criação de uma frase de efeito que re-
lacione alimentação saudável com sabor; criação dos 
pratos; escolha dos nomes dos pratos; etc. 
Considerem que um cardápio deve ser atraente: 
as imagens dos pratos devem ser sedutoras para 
o cliente. 
Pensem em preços acessíveis, que despertem o in-
teresse do consumidor. Ele precisa perceber uma boa 
relação custo/benefício.
2. Apresentação dos cardápios
Utilizando um software de edição de textos e ima-
gens, organizem o cardápio.
O cardápio deve apresentar:
I. Todos os pratos indicados.
II. Alimentos o mais saudáveis possível.
III. Imagens atraentes dos produtos.
IV. Preços acessíveis.
V. Nomes sugestivos para os pratos.
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Sim, existe uma tendência de que alimentos industrializados sejam mais 
processados, pois as indústrias possuem maquinários e equipamentos para 
processar os alimentos, o que pressupõe mais processamento.
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2 8 3CAPÍTULO 14
2ª PARADA 
FIQUE DE OLHO!
1
 
Na seção Embarque, você visitou o site da Anvisa e se informou sobre o que é 
obrigatório constar nos rótulos dos alimentos. Você já parou para pensar na impor-
tância que essas informações têm para o consumidor? Você costuma ler os rótulos 
dos alimentos que consome? Se sim, com qual finalidade você os lê?
2
 
Qual é a relação entre as informações presentes nos rótulos dos alimentos e o con-
sumo consciente?
3
 
Agora, você vai conhecer um importante gênero do campo da vida pública, relaciona-
do ao ordenamento jurídico brasileiro: o decreto. Leia os trechos do decreto a seguir.
Respostas pessoais.
Essas informações permitem que o consumidor tenha consciência do que 
está consumindo. Estando bem informado, poderá fazer escolhas seguras sobre valor nutricional, 
ingredientes, origem dos alimentos, etc.
Presidência da República 
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
DECRETO No 4.680, DE 24 DE ABRIL DE 2003
Regulamenta o direito à informação, assegurado pela Lei no 8.078, de 11 
de setembro de 1990, quanto aos alimentos e ingredientes alimentares 
destinados ao consumo humano ou animal que contenham ou sejam 
produzidos a partir de organismos geneticamente modificados, sem 
prejuízo do cumprimento das demais normas aplicáveis.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso 
IV, da Constituição. 
DECRETA:
Art. 1o  Este Decreto regulamenta o direito à informação, assegurado pela Lei no 8.078, de 11 
de setembro de 1990, quanto aos alimentos e ingredientes alimentares destinados ao consu-
mo humano ou animal que contenham ou sejam produzidos a partir de organismos genetica-
mente modificados, sem prejuízo do cumprimento das demais normas aplicáveis.
Art. 2o  Na comercialização de alimentos e ingredientes alimentares destinados ao con-
sumo humano ou animal que contenham ou sejam produzidos a partir de organismos ge-
neticamente modificados, com presença acima do limite de um por cento do produto, o 
consumidor deverá ser informado da natureza transgênica desse produto.
§ 1o  Tanto nos produtos embalados como nos vendidos a granel ou in natura, no rótulo 
da embalagem ou do recipiente em que estão contidos deverá constar, em destaque, no 
painel principal e em conjunto com o símbolo a ser definido mediante ato do Ministério da 
Justiça, uma das seguintes expressões, dependendo do caso: “(nome do produto) transgêni-
co”, “contém (nome do ingrediente ou ingredientes) transgênico(s)” ou “produto produzido 
a partir de (nome do produto) transgênico”.
§ 2o  O consumidor deverá ser informado sobre a espécie doadora do gene no local reser-
vado para a identificação dos ingredientes.
§ 3o  A informação determinada no § 1o deste artigo também deverá constar do documen-
to fiscal, de modo que essa informação acompanhe o produto ou ingrediente em todas as 
etapas da cadeia produtiva.
§ 4o O percentual referido no caput poderá ser reduzido por decisão da Comissão Téc-
nica Nacional de Biossegurança – CTNBio.
Art. 3o   Os alimentos e ingredientes produzidos a partir de animais alimentados com ra-
ção contendo ingredientes transgênicos deverão trazer no painel principal, em tamanho e 
destaque previstos no art. 2o, a seguinte expressão: “(nome do animal) alimentado com ração 
contendo ingrediente transgênico” ou “(nome do ingrediente) produzido a partir de animal 
alimentado com ração contendo ingrediente transgênico”.
Art. 4o  Aos alimentos e ingredientes alimentares que não contenham nem sejam produ-
zidos a partir de organismosgeneticamente modificados será facultada a rotulagem “(nome 
do produto ou ingrediente) livre de transgênicos”, desde que tenham similares transgênicos 
no mercado brasileiro.
NA BNCC
Competências gerais: 1, 2, 
4, 5, 7
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 2, 3, 4, 7
Habilidades de Linguagens: 
EM13LGG101, EM13LGG102, 
EM13LGG103, EM13LGG104, 
EM13LGG201, EM13LGG202, 
EM13LGG301, EM13LGG302, 
EM13LGG303, EM13LGG304, 
EM13LGG401, EM13LGG402, 
EM13LGG704
Habilidades de Língua 
Portuguesa:
• Todos os campos de atuação: 
EM13LP01, EM13LP03, EM13LP04, 
EM13LP05, EM13LP11, EM13LP12, 
EM13LP15
• Campo da vida pública: 
EM13LP23, EM13LP26, EM13LP27 
• Campo das práticas de estudo 
e pesquisa: EM13LP32 
• Campo jornalístico-midiático: 
EM13LP45
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
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Consulte respostas esperadas e mais informa-
ções para o trabalho com as atividades desta pa-
rada nas Orientações específicas deste Manual.
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2 8 4 CAPÍTULO 14
Decreto é o ato administrativo que pode ser feito exclusivamente pelos chefes do poder executivo federal, estadual ou 
municipal (presidente, governador ou prefeito). Ele é utilizado para tratar de situações em que a lei não deixa clara a ação a 
ser tomada, que podem ser gerais (aquelas que dizem respeito a toda a população) ou individuais (as que dizem respeito a 
um ou mais indivíduos específicos). 
BAGAGEM
4
 
O Decreto n. 4.860/2003 foi instituído pelo poder executivo federal, estadual ou municipal? Identifique o trecho 
que comprova sua resposta.
5
 
Qual é o objetivo desse decreto?
 Onde essa informação aparece no decreto?
6
 
Qual informação nova aparece no Art. 2o em relação ao Art. 1o?
7
 
Releia o § 1o do Art. 2o.
a) Qual é a diferença entre produtos embalados, produtos a granel e produtos in natura?
b) Você acredita que, em feiras livres e mercados de cidades do interior, ou mesmo em bairros das grandes cida-
des, essa regra prevista no § 1o do Art. 2o é cumprida? Justifique sua resposta.
8
 
De acordo com o § 3o do Art. 2o, por que as informações sobre a origem dos produtos devem constar no documen-
to fiscal (nota fiscal)?
9
 
No Brasil, uma lei nova tem o poder de revogar (anular) uma lei mais antiga que disponha sobre o mesmo tema.
a) Por que isso acontece? Levante hipóteses.
b) O Art. 8o do Decreto n. 4.680 revogou o Decreto n. 3.871. Acesse o texto do decreto revogado (disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2001/D3871.htm, acesso em: 5 ago. 2020) e leia o Art. 1o.
 Identifique um motivo que justifique ele ter sido revogado pelo Decreto n. 4.680.
Foi instituído pelo poder executivo federal. “O Presidente da República, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição [...]”.
Regulamentar o direito à informação assegurado pela Lei n. 8.078, quanto aos alimentos e ingredientes 
destinados ao consumo humano ou animal que contenham ou sejam produzidos a partir de organismos 
geneticamente modificados.
Na ementa e no Art. 1o.
O Art. 2o institui que, se a presença de organismos geneticamente modificados for superior a 1%, o consumidor deve ser informado.
Espera-se que os estudantes respondam que não, pois não existe uma fiscalização efetiva em relação à comercialização desses produtos em 
feiras livres, sobretudo nas do interior do país.
Para que a informação não se perca nas etapas posteriores da cadeia produtiva.
Para que não tenhamos leis conflitantes. Se houve necessidade de uma lei nova 
versando sobre um tema para o qual já existia uma lei, provavelmente é porque a que já existia precisava de alguma alteração.
O percentual de tolerância à presença de organismos geneticamente modificados era de 4% no Decreto n. 3.871. O Decreto n. 4.680, mais 
recente, diminuiu esse percentual para 1%. Logo, não poderíamos ter duas leis sobre o mesmo tema com regras diferentes.
Art. 5o  As disposições dos §§ 1o, 2o e 3o do art. 2o e do art. 3o deste Decreto não se aplicam à comercialização de alimentos 
destinados ao consumo humano ou animal que contenham ou tenham sido produzidos a partir de soja da safra colhida em 
2003.
§ 1o   As expressões “pode conter soja transgênica” e “pode conter ingrediente produzido a partir de soja transgênica” 
deverão, conforme o caso, constar do rótulo, bem como da documentação fiscal, dos produtos a que se refere o caput, in-
dependentemente do percentual da presença de soja transgênica, exceto se:
[...]
§ 2o  A informação referida no § 1o pode ser inserida por meio de adesivos ou qualquer forma de impressão.
[...]
Art. 6o  À infração ao disposto neste Decreto aplicam-se as penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor e 
demais normas aplicáveis.
Art. 7o  Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 8o Revoga-se o Decreto n. 3.871, de 18 de julho de 2001.
Brasília, 24 de abril de 2003; 182o da Independência e 115o da República.
[...]
BRASIL. Decreto n. 4.680, de 24 de abril de 2003. Disponível em: http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/decreto/2003/d4680.htm. Acesso em: 5 ago. 2020.
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2 8 5CAPÍTULO 14
10
 
Leia uma notícia publicada em janeiro de 2019, no portal Senado Notícias, e responda às questões.
Sob polêmica, avança projeto que flexibiliza rotulagem de transgênicos
Avançou a tramitação do projeto que retira dos rótulos de alimentos o símbolo indicativo da presença de componen-
tes transgênicos. A proposição originada na Câmara dos Deputados (PLC 34/2015) foi rejeitada em duas comissões do 
Senado e aprovada em duas, sob críticas do primeiro vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), e de 
várias entidades. Hoje está em exame na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do 
Consumidor (CTFC).
O texto, de autoria do deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), determina a retirada do triângulo amarelo com a letra 
“T”, que hoje é colocado obrigatoriamente nas embalagens de alimentos que contenham qualquer percentual de or-
ganismos geneticamente modificados (OGMs). O projeto restringe a necessidade de alerta para produtos em que a 
substância transgênica supere 1% da composição. Nesse caso, o símbolo atual deve ser substituído apenas pelos dize-
res: “contém transgênico”. Da mesma forma, não serão rotulados alimentos de origem animal derivados de criações 
alimentadas com ração transgênica, com exclusão do símbolo que hoje facilita a identificação desses produtos, e não 
será obrigatória a informação quanto à espécie doadora do gene.
A matéria foi tema de audiências públicas reunindo especialistas e representantes da sociedade civil, que defenderam a 
manutenção do selo nos termos vigentes. Os debates foram promovidos inicialmente em resposta a objeções do Instituto 
Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que considerou o projeto ofensivo aos princípios da precaução e da defesa do 
consumidor. O instituto ainda temeu retrocesso em relação ao direito garantido pelo Decreto de Rotulagem de Transgênicos, 
que instituiu a rastreabilidade da cadeia de produção para assegurar a informação e a qualidade do produto.
A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) rejeitou o projeto nos termos do re-
latório do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Na sequência da tramitação, a Comissão de Agricultura e Reforma 
Agrária (CRA) aprovou relatório favorável do senador Cidinho Santos (PR-MT), sob o argumento de que os OGMs são 
realidade em todo o mundo há mais de uma década e não há evidências de que causem danos à saúde. A Comissão de 
Assuntos Sociais (CAS) acompanhou o parecer contrário da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e a Comissão de 
Meio Ambiente (CMA) votou positivamenterelatório também oferecido por Cidinho Santos.
Cássio Cunha Lima, que se reuniu com representantes de entidades contrárias à aprovação do projeto, também defi-
niu a alteração da lei de rotulagem como um retrocesso. Para ele, o consumidor tem direito de saber o que consome.
— Não creio que o Senado possa aprovar esse retrocesso. Seria um acinte ao consumidor brasileiro, que tem todo o 
direito de ser bem informado com clareza para que possa fazer suas escolhas pessoais e ter o direito de seleção daquilo 
que come — argumentou.
Depois da votação na CTFC, onde aguarda escolha do relator, o projeto passará pela Comissão de Assuntos Econômicos 
(CAE) antes de ser submetido ao Plenário.
AGÊNCIA Senado. Sob polêmica, avança projeto que flexibiliza rotulagem de transgênicos. Senado Notícias, 
11 jan. 2019. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/01/11/sob-polemica-
avanca-projeto-que-flexibiliza-rotulagem-de-transgenicos. Acesso em: 5 ago. 2020.
Rótulo de produto alimentício com símbolo indicativo da presença de componentes transgênicos.
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2 8 6 CAPÍTULO 14
Consulte fontes confiáveis, como sites de universidades ou institutos de 
pesquisa, e peça a ajuda dos professores da área de Ciências da Natureza para 
entender melhor essas informações.
a) Qual é o objetivo do projeto do qual trata a notícia?
b) O título da notícia menciona uma polêmica. Que informações presentes 
no texto permitem entender que há polêmica em torno do projeto?
c) Você sabe o que são organismos geneticamente modificados ou trans-
gênicos? Procure informações a esse respeito e descubra o que são e o 
que a ciência revela sobre os impactos desses produtos na saúde huma-
na, no meio ambiente e na agricultura.
Houve debates e audiências públicas 
sobre o tema, envolvendo especialistas 
e representantes da sociedade civil que 
são contrários ao projeto e defendem a 
manutenção do selo nos termos vigentes 
até então. Além disso, houve comissões 
que votaram favoravelmente ao projeto e 
outras que votaram contra.
 Procure ainda conhecer o posicionamento dos órgãos representativos 
dos setores envolvidos (agricultores, consumidores, cientistas, am-
bientalistas, etc.) sobre a necessidade da indicação do selo “T” nos 
rótulos de produtos que contêm transgênicos. Quais são os argumen-
tos contrários e os argumentos favoráveis? 
11
 
Esse projeto foi proposto por um deputado, ou seja, um membro do po-
der legislativo. Antes de ir para votação no Congresso Nacional, a propos-
ta tem de passar por várias comissões, compostas por outros deputados. 
O objetivo dessas comissões é discutir o projeto antes que ele seja posto 
em votação. 
a) De acordo com o texto, por quais comissões esse projeto já havia passa-
do até o momento de publicação da notícia?
b) Como cada comissão se posicionou até o momento?
c) Identifique os argumentos utilizados por quem foi contra e por quem foi 
a favor do projeto.
d) Acesse o site do Senado Federal (disponível em: https://www25.senado. 
leg.br/web/atividade/materias/-/materia/120996, acesso em: 6 ago. 
2020) para saber qual é a situação atual desse projeto. 
 No site, você também pode verificar os resultados da consulta públi-
ca e acompanhar o posicionamento da sociedade civil a respeito da 
proposta. Caso a consulta ainda esteja aberta para votação, participe 
desse debate político colaborando com sua opinião de modo cons-
ciente e fundamentado. 
12
 
Pensando no que você descobriu sobre alimentos transgênicos e sobre os 
argumentos dos setores envolvidos no projeto, redija um texto dissertati-
vo-argumentativo em modalidade formal da língua sobre o tema “Os pro-
dutos que utilizam organismos geneticamente modificados devem ou não 
conter o símbolo que os identifica?”. Apresente uma proposta de interven-
ção que respeite os Direitos Humanos. Selecione, organize e relacione, de 
forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de 
vista. Seu texto deve ter no mínimo oito e no máximo 30 linhas.
11. a) CRA (Comissão de 
Agricultura e Reforma Agrária), 
CMA (Comissão de Meio 
Ambiente), CCT (Comissão de 
Ciência, Tecnologia, Inovação, 
Comunicação e Informática), CAS 
(Comissão de Assuntos Sociais).
11. b) Favoráveis ao projeto: 
CRA (Comissão de Agricultura e 
Reforma Agrária), CMA (Comissão 
de Meio Ambiente). Contrárias 
ao projeto: CCT (Comissão de 
Ciência, Tecnologia, Inovação, 
Comunicação e Informática), CAS 
(Comissão de Assuntos Sociais).
11. c) Argumento favorável: Os 
OGMs são realidade em todo o 
mundo há mais de uma década e 
não há evidências de que causem 
danos à saúde. Argumento contrá-
rio: A população tem o direito de 
ser bem informada sobre aquilo 
que come, para fazer escolhas 
conscientes.
11. d) O objetivo é fazer com que 
os estudantes, além de acompa-
nhar e conhecer a tramitação de 
um projeto de lei, participem do 
debate político posicionando-se 
de modo consciente e fundamen-
tado. Peça a eles que investiguem 
se o projeto já foi a votação na Câ-
mara e, caso tenha sido votado, 
qual foi o resultado.
Você sabia que existem 
órgãos e canais de 
comunicação destinados 
a defender os direitos 
do consumidor? 
Um dele é o portal 
Consumidor.gov.br 
(disponível em: https://
consumidor.gov.br/, 
acesso em: 7 ago. 2020). 
Por meio dele, você 
pode se comunicar com 
algumas empresas para 
resolver problemas e 
reivindicar seus direitos 
de consumidor. Outra 
possibilidade é procurar 
o Programa de Proteção 
e Defesa do Consumidor 
(Procon) de sua cidade 
ou estado.
VALE VISITAR
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
Determinar a retirada do triângulo amarelo com a letra “T”, colocado nas embalagens de alimen-
tos que contenham qualquer percentual de organismos geneticamente modificados. 
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2 8 7CAPÍTULO 14
3ª PARADA 
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília: Ministério da 
Saúde, 2014. p. 51. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_
populacao_brasileira_2ed.pdf. Acesso em: 4 ago. 2020.
a) No topo do bloco retangular mais alto, está qual produto? Em que estado ele 
se apresenta? E qual está no topo do bloco mais baixo e em que estado se 
apresenta?
b) Qual é o produto mais saudável e qual é o menos saudável?
c) Pensando nas respostas anteriores, o que os blocos retangulares estão repre-
sentando nessa imagem?
d) Considerando o caráter argumentativo da imagem, você diria que o Guia ali-
mentar para a população brasileira defende o consumo de qual tipo de produto?
2 Releia os infográficos a seguir, retirados do texto informativo “O que são alimentos 
processados?”, analisado na 1a parada.
O mais saudável é o milho, o menos saudável é o salgadinho.
Os blocos estão representando um pódio, em que o 1o lugar coube ao 
produto in natura, o 2o lugar coube ao produto processado, e o 3o lugar 
coube ao produto ultraprocessado. 
A imagem dá ao produto in natura o lugar de campeão e ao salgadinho de milho o último lugar. Ao 
construir essa argumentação, o Guia indica qual é o melhor produto a ser consumido e qual é o pior.
NA BNCC
Competências gerais: 1, 2, 4
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 2
Habilidades de Linguagens: 
EM13LGG101, EM13LGG102, 
EM13LGG103, EM13LGG104, 
EM13LGG202
Habilidades de Língua 
Portuguesa: 
• Todos os campos de atuação: 
EM13LP01, EM13LP06, 
EM13LP07, EM13LP14
NOSSO LABORATÓRIO DE ANÁLISE LINGUÍSTICA E SEMIÓTICA 
1 Analise novamente uma das imagens apresentadas na seção Embarque. 
O QUE são alimentos processados. Alimentos processados. Disponível em: https://
alimentosprocessados.com.br/alimentos-processados-o-que-sao.php.Acesso em: 5 ago. 2020.
Reprodução/https://bvsms.saude.gov.br
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NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
GoodStudio/Shutterstock
Consulte respostas esperadas e mais informações para o 
trabalho com as atividades desta parada nas Orientações 
específi cas deste Manual.
No topo do bloco mais alto está o milho in natura; no topo do bloco mais baixo 
está o salgadinho de milho de pacote, ultraprocessado.
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2 8 8 CAPÍTULO 14
a) Segundo os infográficos, qual é a diferença entre esses alimentos, em relação ao modo de produção?
b) Qual estratégia foi utilizada no texto verbal do infográfico que acompanha as imagens para mostrar essa di-
ferença?
c) Por que no infográfico de alimentos produzidos em pequena escala aparece uma pessoa, mas no de alimentos 
em grande escala não aparece ninguém? Levante hipóteses.
d) Quais outros elementos visuais dos infográficos reforçam a diferença entre os dois tipos de produção?
e) Com base na análise dos elementos visuais dos infográficos, quais tipos de produto parecem mais saudáveis: 
os produzidos em grande escala ou os produzidos em pequena escala?
f) Analisando a escolha e a composição das imagens presentes nos dois infográficos, qual delas tem potencial 
para gerar um efeito de sentido mais positivo no leitor?
 Você diria que a escolha e a composição dos elementos nesses infográficos expressam uma posição do 
enunciador do texto com relação aos tipos de produção de alimento? Explique.
3
 
Observe, mais uma vez, a imagem presente na notícia “Sob polêmica, avança projeto que flexibiliza rotulagem de 
transgênicos”, lida na 2a parada.
Estimule os estudantes a observar as imagens e discutir seus efeitos de sentido.
Mais uma vez, é essencial que os estudantes consigam ler as imagens, observando atentamente cada elemento composicional delas.
A imagem do infográfico que retrata a produção em pequena escala.
a) Informar o consumidor de que esse produto tem 0% de gordura trans torna-o mais ou menos atraente? 
Justifique.
b) O que indica a letra “T” dentro do triângulo amarelo?
c) Observe outros símbolos semelhantes a esse que podem aparecer em rótulos ou placas.
Rótulo de produto alimentício com símbolo indicativo da presença de componentes transgênicos.
AGÊNCIA Senado. Sob polêmica, avança projeto que flexibiliza rotulagem de transgênicos. Senado 
Not’cias, 11 jan. 2019. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/01/11/sob-
polemica-avanca-projeto-que-flexibiliza-rotulagem-de-transgenicos. Acesso em: 5 ago. 2020.
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 O que esses símbolos têm em comum? O que cada um representa?
d) Você acredita que as cores e o formato do símbolo com a letra “T” geram um efeito de sentido positivo ou 
negativo para os consumidores? Justifique. Espera-se que os estudantes respondam que negativo, já que esse símbolo é um 
sinal de alerta ou perigo.
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Atenção: sinaliza um 
problema, risco ou alerta.
Alta-tensão: sinaliza a 
presença de eletricidade 
de alta-voltagem.
Radiação: sinaliza o 
perigo de radiação ou um 
elemento radioativo.
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