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ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS | 225
madeireira na Grã-Bretanha durante o século XVI e nos 
tempos iniciais da colonização britânica do território que 
hoje faz parte dos Estados Unidos. Contribui também 
para contextualizar os impactos de diferentes modelos 
socioeconômicos, a partir da reflexão sobre o uso de re-
cursos naturais, desenvolvendo a habilidade EM13CHS306. 
Além disso, propicia o uso e a valorização de conheci-
mentos historicamente construídos para explicar a reali-
dade, conforme a CG1. 
1. Os estudantes devem perceber que a exploração desmedida 
de madeira levou ao esgotamento desse recurso, com a des-
truição das florestas. Estabeleceu-se, portanto, uma relação 
predatória com a natureza.
2. A lógica predatória dos povos da Grã-Bretanha foi reprodu-
zida no decorrer do processo de colonização dos Estados Uni-
dos. A ocupação e a formação do território estadunidense im-
plicaram a derrubada de florestas e o esgotamento da 
madeira nativa em diversas regiões desse país. Disso resultou 
uma crise ecológica enfrentada até hoje.
3. A questão explora o princípio de analogia do raciocínio geo-
gráfico, além de mobilizar conhecimentos dos estudantes so-
bre o processo de colonização do Brasil. Na comparação com 
os Estados Unidos, eles devem identificar a semelhança na ló-
gica estabelecida entre os colonizadores e os recursos naturais 
da área colonizada. A exploração da madeira – no caso brasi-
leiro, principalmente do pau-brasil – também ocorreu de acor-
do com uma lógica predatória.
4. Resposta pessoal. Em muitos aspectos, a relação dos seres hu-
manos com a natureza na contemporaneidade reproduz e acen-
tua a lógica destrutiva dos recursos naturais; apesar disso, é cada 
vez maior a tomada de consciência da necessidade de uso res-
ponsável desses recursos.
Observe que… p. 86
Chame a atenção dos estudantes para o conteúdo des-
se boxe. Ao associar o tema com a condução de veículos, há 
a oportunidade de desenvolver o TCT Educação para o Trân-
sito. Promova uma conversa sobre os planos dos estudantes 
em relação à possibilidade de se prepararem para obter ha-
bilitação para condução de veículos. Questione o que sabem 
a respeito disso e esclareça dúvidas. A atividade contribui 
para a formação de jovens responsáveis e autônomos para 
o exercício da cidadania. Nesse momento, com a ajuda do 
professor do componente curricular de Física do Ensino Mé-
dio, discuta com a turma sobre os conceitos da Física apli-
cados no cotidiano, como o funcionamento de motores e 
outros equipamentos para movimentar os carros.
Matriz energética mundial e 
brasileira p. 86
Professor indicado: Geografia
O tópico aborda a importância do conhecimento so-
bre matriz energética para o planejamento dos recursos 
naturais com vistas ao desenvolvimento econômico e 
social. É interessante discutir com os estudantes a defini-
ção de matriz energética. Segundo a Empresa de 
Pesquisa Energética (EPE), matriz energética representa 
o conjunto de fontes disponíveis em um país, em um es-
tado ou no mundo, para suprir a necessidade (demanda) 
de energia. Pode-se diferenciar nesse momento matriz 
energética de matriz elétrica. Enquanto a primeira se re-
fere ao conjunto de fontes de energia disponíveis para 
movimentar carros, preparar a comida no fogão e gerar 
eletricidade, a matriz elétrica é formada apenas pelas fon-
tes disponíveis para a geração de energia elétrica, fazendo 
parte, portanto, da matriz energética. 
Em seguida, é discutida a composição da matriz ener-
gética no mundo e no Brasil. Converse com os alunos so-
bre os combustíveis fósseis, que ainda respondem por 
grande parte da demanda de energia, gerando impactos 
socioambientais nas mais diversas escalas. Diferente da 
matriz energética mundial, a brasileira é bem diversifica-
da, com a presença da energia hidráulica e dos derivados 
da cana. Podem ser trabalhados os conteúdos do com-
ponente curricular de Geografia do 6º do Ensino Funda-
mental sobre os motivos de o Brasil investir em energia 
hidráulica (vasta rede hidrográfica e rios propícios para a 
construção de usinas hidrelétricas) e os impactos so-
cioambientais decorrentes dessa escolha. 
A parte final do tópico trata do crescimento da deman-
da e da produção de energia em escala mundial, variando 
conforme o nível de desenvolvimento do país. Nessa eta-
pa, ressalte que o nível econômico de um país, região ou 
estado interfere na demanda por energia. Os países desen-
volvidos são os maiores consumidores de energia do mun-
do, e os países em desenvolvimento, devido ao período de 
crescimento econômico, apresentam ritmo acelerado de 
aumento da demanda por energia. 
Para informações sobre a matriz energética e elétrica 
brasileira, consulte a Resenha Energética Brasileira – ano 
base 2019. Disponível em: http://www.mme.gov.br/docu 
ments/78404/0/Resenha+Energ%C3%A9tica+Exerc% 
C3%ADcio+2019_DIE_SPE_MME.pdf/f08616e4-ab 
88-749d-b24f-546313f4d0c0. Acesso em: 16 set. 2020. 
São trabalhadas as habilidades: EM13CHS106, na me-
dida em que reforça o uso de linguagem cartográfica, 
gráfica e iconográfica na interpretação de fatos; 
EM13CHS306, que contextualiza, compara e avalia os 
impactos de diferentes modelos socioeconômicos no 
uso dos recursos naturais; e EM13CNT309, que analisa 
as questões socioambientais, políticas e econômicas re-
lativas à dependência mundial atual em relação aos re-
cursos não renováveis.
Analisar e refletir p. 86 
1. A observação e a comparação dos gráficos devem culminar 
na identificação da maior participação de fontes de energia 
renováveis na matriz brasileira, que se mostra mais diversifi-
cada que a mundial.
2. Promova um momento de discussão das respostas, ofere-
cendo as explicações necessárias e lembrando classificações 
como fontes primárias e secundárias, fontes renováveis e não 
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renováveis ou ainda fontes convencionais e alternativas, além 
de fontes combustíveis ou não. A maior participação de fontes 
renováveis na matriz energética brasileira implica menor emis-
são de gás carbônico e outros poluentes. Note, porém, que 
alguns recursos renováveis são combustíveis (como o etanol 
produzido da cana-de-açúcar) e, portanto, poluentes. Vale 
destacar, ainda, que a construção de hidrelétricas, por exem-
plo, tem graves impactos ambientais e sociais. Ressalte a com-
plexidade da questão, com estudos de caso, como a constru-
ção das usinas de Tucuruí e Belo Monte (ambas localizadas no 
estado do Pará).
A questão retoma conhecimentos trabalhados nos es-
tudos de Geografia no Ensino Fundamental – Anos Finais e 
que podem ser aprofundados, tendo em vista a discussão 
do modelo socioeconômico de uso dos recursos naturais 
no Brasil e no mundo, conforme as habilidades EM13CHS304 
e EM13CHS306. 
Segurança energética e comércio 
internacional p. 88
Professor indicado: Geografia
O tópico discute o conceito de segurança energética e 
sua importância para os governos nacionais, visto que é con-
siderado um tema de segurança. Como a autossuficiência 
energética é difícil de ser alcançada por muitos países, por 
causa das adversidades naturais estabelecidas, as trocas entre 
os estados-nações são reguladas através de acordos bilate-
rais, multilaterais, empresas do setor energético e agências 
internacionais para suprir a demanda por energia. Nesse âm-
bito, discute-se a pertinência do conceito de segurança ener-
gética, visando o acesso ininterrupto dos recursos e o seu 
fornecimento a preços acessíveis, com infraestrutura ade-
quada e respeito ao meio ambiente. De acordo com essa 
proposta da IEA prevalece a necessidade do consumidor e 
importador de energia, em detrimento dos produtores e ex-
portadores. 
Constrói-se em seguida uma definição de segurança 
energética que seja pensada de modo a equilibrar os interes-
ses de consumidores e produtores, de importadores e ex-
portadores. Diferentes estratégias podemser realizadas pelos 
países para garantir a segurança energética: em países ricos 
em recursos naturais, que tem assegurada a demanda inter-
na de energia, o excedente é exportado para outros países; 
acordos comerciais bilaterais podem ser realizados com a 
construção de uma rede energética integrada que sustenta 
a energia para os países signatários; e diversificação de forne-
cedores para países altamente dependentes de importações, 
com o objetivo de garantir suas necessidades energéticas. 
A parte final do tópico discute os investimentos em fon-
tes de energia renováveis (“limpas”), que nos últimos anos 
têm crescido, com investimentos de países desenvolvidos e 
em desenvolvimento, com destaque para a China. Discuta 
com os estudantes que os investimentos em fontes de ener-
gia renováveis aceleraram nos últimos anos devido aos estu-
dos sobre mudanças climáticas ocasionadas pela ação an-
trópica, através da emissão de gases de efeito estufa, poluição 
hídrica, descarte irregular de resíduos sólidos e consumo de-
senfreado, provocando o esgotamento dos recursos e colo-
cando em perigo a geração atual e as futuras. Essa aborda-
gem reforça conteúdos trabalhados no componente 
curricular de Geografia do 6º ano do Ensino Fundamental. 
Esse tópico trabalha as habilidades: EM13CHS106, pois 
reforça a importância da utilização da linguagem cartográ-
fica, gráfica e iconográfica na interpretação de fatos e difusão 
de conhecimentos; EM13CHS304, na análise dos impactos 
socioambientais decorrentes de práticas de instituições go-
vernamentais, empresas e indivíduos; EM13CHS305, que ana-
lisa e discute o papel e as competências legais de organismos 
nacionais e internacionais de regulação para a promoção 
sustentável; e EM13CHS306, que contextualiza, compara e 
avalia os impactos de diferentes modelos socioeconômicos 
no uso dos recursos naturais.
Analisar e refletir p. 89
A análise crítica do mapa e da definição contribui para 
a mobilização da CG2 e das habilidades EM13CHS106 e 
EM13CHS206, que reforçam o uso da linguagem carto-
gráfica, gráfica e iconográfica para a interpretação de da-
dos e difusão de conhecimentos e a construção do racio-
cínio geográfico, aplicando princípios de ordem, 
localização e distribuição, extensão e conexão. Ao apre-
sentar a IEA, há oportunidade de desenvolver a habilida-
de EM13CHS604. 
Oriente a atividade de modo que os estudantes identifiquem 
que os membros permanentes são majoritariamente países 
ricos e industrializados, que se destacam no consumo de ener-
gia. A definição de segurança energética parte desse ponto de 
vista. O tema é aprofundado na sequência.
Analisar e refletir p. 89
Resposta pessoal.
A atividade mobiliza a CG2 e a CG7. A elaboração 
proposta deve considerar as necessidades dos que ofer-
tam e dos que demandam os recursos energéticos, privi-
legiando a promoção de um bom relacionamento entre 
ambos. As ideias de busca de convergências e interde-
pendência podem contribuir na definição. Promova uma 
discussão sobre as definições apresentadas, e, se neces-
sário, consulte o colega da área de Geografia.
Questões em foco: Rússia e Europa: 
insegurança energética p. 92
Essa atividade sobre insegurança energética no con-
texto das relações Europa-Rússia possibilita que os estu-
dantes mobilizem conhecimentos historicamente cons-
truídos para entender e explicar a realidade, avaliem e 
reflitam sobre como lidar com problemas e utilizem lin-
guagem cartográfica para expressar e partilhar informa-
ções, contribuindo para o desenvolvimento das CG1, CG2 
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