Prévia do material em texto
■ Conceitos Esse boxe traz a siste- matização de alguns con- ceitos de Ciências Huma- nas trabalhados em cada capítulo. ■ Você precisa saber Ao final do capítulo, essa seção traz mapas conceituais, listas de con- ceitos ou diagramas para resumir e sistematizar al- guns dos conteúdos do capítulo. ■ Conversa Nos boxes, são apre- sentadas atividades orais que envolvam empatia, respeito ao outro, res- ponsabilidade e ética. ■ Interpretar Nesse boxe, são explo- rados textos de terceiros em seus mais diversos gê- neros – fotografias, obras de arte, mapas, gráficos –, sob a perspectiva de suas regras de composição, sig- nificado e sentido. ■ Retome o contexto Nessa seção são apresentadas atividades que reto- mam as situações vistas no boxe Contexto, na abertura do capítulo. ■ Prática Nessa seção, localizada ao final de cada unidade, há uma proposta de um projeto coletivo no qual os estu- dantes aplicam diferentes metodologias de pesquisa. PRÁTICA COMPETÊNCIAS E HABILIDADES DA BNCC • Competências gerais da Educação Básica: CG1, CG2, CG4 e CG5. • Competência e habilidades específicas de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas: Competência 1: EM13CHS101, EM13CHS102, EM13CHS103, EM13CHS104 e EM13CHS106. • Competência e habilidade específica de Linguagens e suas Tecnologias: Competência 7: EM13LGG704. TEMA CONTEMPORÂNEO TRANSVERSAL Cidadania e Civismo • Vida Familiar e Social Qual é a história do lugar em que você mora? Para começar Nesta unidade, estudamos os conceitos de população e território e as diversas relações que podem existir entre eles. Quando tratamos da população brasileira, por exemplo, referimo-nos ao conjunto de ha- bitantes do Brasil, entre os quais estamos incluídos. Como parte dessa população, vivemos em um território demarcado pelos limites fronteiri- ços do Estado da República Federativa do Brasil e compomos o que se denomina povo brasileiro, que é formado por indivíduos natos ou natu- ralizados, com direitos e deveres como cidadãos, independentemente de etnia, classe social, gênero ou religião. O fato de sermos brasileiros e habitarmos esse território nos con- cede um sentimento de brasilidade que indica uma identificação com esse país. Isso significa que, de forma geral, nos identificamos com os demais brasileiros ao compartilharmos determinadas semelhanças culturais (língua, valores, comportamentos, hábitos, etc.), além de es- tarmos submetidos a uma mesma legislação. A percepção e a conscientização desse sentimento de per- tencimento a um lugar e “domínio” de um território de forma mais profunda exigem observação e reflexão. Para isso, é necessário estudar a história desse lugar por meio da observação da pai- sagem, da pesquisa e da análise de diferentes fontes que podem fornecer informações importantes para co- nhecer a história e a cultura desse re- corte do espaço geográfico. Analisar es- sas fontes, como documentos, fotografias, objetos, relatos e traços na paisagem, por exemplo, é uma tarefa comum entre os pes- quisadores de Ciências Humanas, sobretudo entre historiadores, geógrafos e sociólogos. Neste projeto, teremos a oportunidade de exercitar essa metodologia de pesquisa para conhe- cermos melhor a história do lugar em que vivemos. Análise documental (princípios de análise de discurso) Existe um conjunto de materiais que, atualmente, são conside- rados documentos nas áreas de História e Geografia. Eles podem ser Veja as orientações de como trabalhar esta seção no Manual do Professor. Falar de um país significa considerar as fronteiras, o território e os habitantes, além das relações políticas, sociais e culturais específicas de uma nação. b g b lu e /G e tt y I m a g e s 78 Muitos desses documentos, independente- mente do suporte em que se encontram – escri- tos, visuais, sonoros, audiovisuais ou digitais –, são considerados fundamentais para algumas sociedades, pois expressam um esforço de diferentes grupos para deixar uma marca às futuras gerações. Geralmente, ela costuma ser positiva, uma vez que é uma forma de ressaltar a importância de um povo ou de registrar uma época marcante. Os documentos históricos guardam em si muitos mistérios que precisam ser revelados pelos historiadores. Um dos segredos que mais intrigaram esses profissionais, desde o final do século XIX até meados do século XX, era o de verificar a veracidade das fontes, ou seja, dos documentos. Mas como fazer isso? Como ter certeza de que o docu- mento é verdadeiro e condiz com o que realmente aconteceu? Vamos procurar entender alguns documentos que contam como a história do bairro em que você vive foi construída? Mãos à obra! O diário de Anne Frank tornou-se um livro mundialmente conhecido. As páginas manuscritas, atualmente expostas no Centro de Anne Frank, em Berlim (Alemanha), são um registro de uma garota que viveu com a família em um esconderijo durante o regime nazista na Alemanha. O centro histórico de Ouro Preto (MG), assim como a área central de diversos municípios do país, traz muitas informações sobre a história de um lugar. Os monumentos históricos também podem ser considerados documentos, pois são elementos da paisagem que representam características de determinado período histórico. Foto de 2018. O jornal A província de São Paulo, atualmente denominado O Estado de S. Paulo, noticiou a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889. Além de documentar um acontecimento histórico, o texto do jornal fornece, de modo indireto, outras informações, por exemplo, a grafia utilizada na escrita da época. registros escritos oficiais (documentos institucionais de um município ou de um país, documentos individuais, etc. ), registros escritos extraoficiais (reportagens de jornais e revistas, panfletos, etc.) e registros informais (cartas, diários, receitas culinárias, etc.). Outros materiais que podem ser considerados documentos são mapas, monumentos, gravações (de músi- cas, de filmes, de depoimentos, etc.), obras de arte e arquitetônicas, fotogra- fias, entre outros. Observe a seguir alguns exemplos desses materiais. A c e rv o E s ta d ã o /a c e rv o .e s ta d a o .c o m .b r E d it o ra R e c o rd /B e s tB o ls o R o d ri g o G a lin d e z/ W ik ip e d ia /W ik im e d ia C o m m o n s M a rc o s A m e n d /P u ls a r Im a g e n s 79 Representações do espaço geográfico A representação cartográfica WATTERSON, Bill. Calvin e Haroldo: Yukon ho! São Paulo: Conrad, 2008. p. 56. © 2 0 1 0 B ill W a tt e rs o n /D is t. b y A tl a n ti c S y n d ic a ti o n /U n iv e rs a l U c lic k • Na tirinha, Calvin e Haroldo estão nos Estados Unidos e planejam ir a Yukon, um território localizado no noroeste do Canadá. Para ir até lá, saindo do estado de Washington (noroeste dos Estados Unidos), por exemplo, é necessário atravessar toda a província canadense da Colúmbia Britânica, ou seja, cerca de 1 500 quilômetros em linha reta, ou bem mais que isso indo de carro. Eles consultaram um globo terrestre para ter uma noção da distância e do tempo de viagem. Você considera que fizeram uma boa opção? Quais seriam as opções disponíveis atualmente? Veja respostas e orientações no Manual do Professor. Interpretar NÃO ESCREVA NO LIVRO Em um mapa, os elementos que compõem o espaço geográfico são re- presentados por pontos, linhas, texturas e cores, ou seja, são usados sím- bolos próprios da Cartografia. Diante da complexidade do espaço geográfico, algumas informações são priorizadas em detrimento de outras. É impossível representar todos os elementos – físicos, econômicos, humanos e políticos – em um único mapa, cujo objetivo é permitir o registro e a localização dos elementos cartografados e facilitar a orientação no espaço geográfico. Por- tanto, qualquer mapa será sempre uma simplificação da realidade para aten- der ao interesse do usuário.Cartografia Segundo a Associação Cartográfica Internacional (ACI), em definição estabelecida em 1966 e ratificada pela Unesco no mesmo ano: “A Cartografia apresenta-se como o conjunto de estudos e operações científicas, técnicas e artísticas que, tendo por base os resultados de observações diretas ou da análise da documentação, se voltam para a elaboração de mapas, cartas e outras formas de expressão ou representação de objetos, elementos, fenômenos e ambientes físicos e socioeconômicos, bem como a sua utilização”. (IBGE. Noções básicas de Cartografia. Rio de Janeiro: IBGE, 1999. p. 12). Conceitos O mapa é uma das mais antigas formas gráficas de comunicação, precedendo até mesmo a escrita. Os primeiros mapas foram esculpidos em pedra ou argila. R e p ro d u ç ã o /M u s e u d e B a g d á , Ir a q u e R e p ro d u ç ã o /A rq u iv o d o a u to r O mapa de Ga-Sur, que pertence ao acervo do Museu de Bagdá, no Iraque, é um esboço rústico esculpido em um pedaço de argila de 8 cm × 7 cm e foi encontrado em 1930 nas ruínas dessa cidade, situada a cerca de 300 quilômetros ao norte da antiga Babilônia, em território do atual Iraque. Estima-se que tenha sido feito por volta de 2500 a.C., na Mesopotâmia, pelos sumérios. Mapa de Ga-Sur: interpretação Mapa de Ga-Sur: original 104 • Após os estudos e as reflexões sobre território e territorialidade, mais especificamente so- bre as territorialidades construídas pelos jovens, sejam elas no espaço físico ou virtual, re- tome suas respostas às duas questões iniciais deste capítulo e faça as adequações que avaliar necessárias. Veja as respostas no Manual do Professor. Retome o contexto Elaborado pelos autores. pode ser como como conceito como conceito define o total de habitantes de um é sinônimo de representada por gráfico de expressa pelo fluxo de sobretudo nas materializa-se no define o habitado por um controlado por um Povo Estatal Territorialidades urbanas Estrutura Movimentação Antropológico Crescimento Cidades Território Estado Músicas Grafite Esportes, etc. Território nacional Migrantes Refugiados Controle Organização das Nações Unidas (ONU) Culturas juvenis Crescimento vegetativo Pirâmides etárias Espaço físico Espaço virtual POPULAÇÃO Povo Geográfico- -quantitativo Territorialidades Dinâmica é um conceito é diferente de pode ser estudada em sua ao estabelecer estratégias de controle social do espaço define se manifesta por meio de definindo Grupal representado por gráfico de define habitantes natos e naturalizados de um agente que exerce a soberania sobre um porém, como conceito político- -territorial é sinônimo de Nação Etnia que habita um sobre o qual pode não ter Identidade cultural Território representados na Jurídico- -político define um grupo humano com tais como Estado nacional 77 VOCÊ PRECISA SABER NÃO ESCREVA NO LIVRO 77 1. É possível afirmar que o mundo está ficando “menor”? Vocês concordam com essa ideia? 2. Que tecnologias contribuem para esse “encolhimento” do mundo? 3. É possível dizer que o espaço geográfico também está “encolhendo”? Retome o contexto Mapa conceitual elaborado pelos autores. Veja respostas e orientações no Manual do Professor. 121121 As múltiplas formas de exercitar o poder É preciso considerar que, ao longo do tempo, muitas vezes determinados grupos sociais pas- saram a escrever a história por meio da constru- ção de um discurso quase uniforme da realidade social, encobrindo diversidades, conflitos, desi- gualdades e contradições. Entretanto, também existiram – e existem – outros tipos de escrita da história: aquelas que contam as memórias dos idosos, por meio dos relatos de suas vivências e seus modos de vida; os discursos criminais sob a ótica dos réus e das testemunhas; os registros materiais de intervenção no espaço geográfico; a visão das mulheres sobre determinados aconte- cimentos, entre outros. Existem muitas vozes e muitos suportes por meio dos quais elas se ma- nifestam e podem ser estudadas. Dessa forma, se tem outras perspectivas e narrativas sobre os mesmos fatos e fenômenos históricos. De modo geral, podemos dizer que a escrita da história é o resultado de uma série de disputas entre grupos sociais, de acordo com sua forma de compreender e explicar o mundo. Quando um grupo ocupa as instituições políticas e coloca seu projeto em prática, uma de suas primeiras atitudes é procu- rar justificar, no campo das ideias, as estratégias de sua atua ção. Para isso recorre ao passado e encon- tra uma forma que lhe pareça adequada de contar e explicar os eventos ocorridos. Às vezes até apre- sentam narrativas deturpadas, inventadas e sem conexão com fatos comprovados, documentados. A obra 1984, último romance escrito por George Orwell (1903-1950), narra a história de Winston, prisioneiro de uma sociedade controlada por um Estado opressor, fundado exclusivamente pelo desejo do exercício do poder. Nesse futuro sombrio, criado por Orwell em 1948, Winston enfrentará o sistema opressor ao qual está submetido, passando por diversas situações, que vão da descoberta do amor à traição e à tortura. 1. Com base no que foi visto anteriormente, forme um grupo com três ou quatro colegas e conversem sobre o significado da seguinte citação de 1984: Quem controla o passado controla o futuro; quem controla o presente controla o passado. ORWELL, George. 1984. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 47. 2. Anotem suas ideias no caderno e conversem sobre elas com os colegas, sob orientação do professor. Veja respostas e orientações no Manual do Professor. Conversa Capa do livro 1984, de George Orwell. Estar no poder implica ter acesso à maior parte dos recursos humanos e técnicos com que a so- ciedade conta (diferentes profissionais, estrutura de segurança pública, educacional, religiosa e de comunicação) e a possibilidade de influenciar – incentivando, desestimulando e até proibindo – o que as pessoas falam, leem e escrevem. Isso não quer dizer que os outros grupos, que não estão no poder, não possam contar o passado do seu ponto de vista. Ainda que não registrados pelo discurso oficial, esses grupos podem se ma- nifestar, atuar politicamente, registrar e escrever a própria história, ainda que utilizando meios alter- nativos. Porém, em contextos governamentais não democráticos, esses registros não oficiais são cen- surados, adulterados, invalidados e até destruídos. Se não houver meios de se perpetuarem – seja pela possibilidade de criação de documentos escritos, orais ou visuais, seja pela sua preservação –, as memórias e os registros de certos grupos podem ser silenciados, provocando uma lacuna entre as possíveis representações do passado. Os casos retratados nas imagens a seguir (a fotomontagem da polícia de Londres e a destrui- R e p ro d u ç ã o /E d . C o m p a n h ia D a s L e tr a s NÃO ESCREVA NO LIVRO 134 1. (PPL – 2015) As figuras representam a dis- tância real (D) entre duas residências e a dis- tância proporcional (d) em uma representação cartográfica, as quais permitem estabelecer relações espaciais entre o mapa e o terreno. Para a ilustração apresentada, a escala numé- rica correta é c) d) e) 3. (PPL – 2015) As diferentes representações cartográficas trazem consigo as ideologias de uma época. A representação destacada se in- sere no contexto das Cruzadas por R e p ro d u ç ã o /E N E M 2 0 1 5 Disponível em: www.unric.org. Acesso em: 9 ago. 2013 R e p ro d u ç ã o /E n e m , 2 0 1 6 . Duarte, P. A. Fundamentos de cartografia. Florianópolis: UFSC, 2002. a) 1/50 b) 1/5 000 c) 1/50 000 d) 1/80 000 e) 1/80 000 000 2. (2016) X QUEIROZ FILHO, A. P.; BIASI, M. Técnicas de cartografia. In: VENTURI, L. A. B. (Org.) Geografia: práticas de campo, laboratório e sala de aula. São Paulo: Sarandi, 2011 (adaptado). a) revelar aspectos daestrutura demográfica de um povo. b) sinalizar a disseminação global de mitos e preceitos políticos. c) utilizar técnicas para demonstrar a centrali- dade de algumas regiões. d) mostrar o território para melhor administra- ção dos recursos naturais. e) refletir a dinâmica sociocultural associada à visão de mundo eurocêntrica. X Im a g e n s : R e p ro d u ç ã o /E n e m , 2 0 1 6 . In te rf o to /F o to a re n a Veja respostas e orientações no Manual do Professor. Im a g e n s : R e p ro d u ç ã o /E n e m , 2 0 1 6 . Interfoto/Fotoarena A ONU faz referência a uma projeção cartográ- fica em seu logotipo. A figura que ilustra o mo- delo dessa projeção é: a) X b) 120 QUESTÕES DO ENEM NÃO ESCREVA NO LIVRO Permanências e mudanças: tempo e história No cotidiano, frequentemente temos a sensação de que diversas situa- ções permanecem, enquanto outras se transformam ou deixam de existir. Por exemplo: se por um lado a frequência à escola, ao longo de vários anos, ou os hábitos alimentares das famílias, principalmente nos encontros fes- tivos, como os aniversários, representam permanências, por outro, a con- clusão do Ensino Médio, o falecimento de um familiar ou um novo emprego representam mudanças na nossa vida. Para compreendermos uma sociedade, precisamos considerar as perma- nências e mudanças ao longo do tempo. Entretanto, é preciso lembrar que atividades econômicas, práticas sociais e ideias se transformam em ritmos diferentes. Assim, um acontecimento como a chegada dos europeus à Amé- rica, em 1492, não representou uma mudança completa nos dois continen- tes, mas foi um indicativo de que determinados aspectos se transformaram, enquanto outros permaneceram inalterados. Portanto, as mudanças histó- ricas seguem ritmos diferentes: alguns fenômenos transformam-se mais lentamente, outros surgem e desaparecem com rapidez. Vista do Theatro Municipal de São Paulo, localizado na região central de São Paulo (SP), em 1911 e em 2019. R e p ro d u ç ã o /P re fe it u ra M u n ic ip a l d e S ã o P a u lo D e lf im M a rt in s /P u ls a r Im a g e n s Observe as imagens ao lado e responda ao que se pede. 1. Quais mudanças e quais permanências você observa nas paisagens? 2. De que forma as imagens se relacionam com o conceito de “rugosidade”, estudado no capítulo anterior? 3. Na sua vida pessoal, possivelmente ocorrerão muitas mudanças e permanências assim que você concluir o Ensino Médio. O que você gostaria que mudasse e permanecesse? O que você pode fazer hoje para esses seus desejos se concretizarem? Interpretar Veja respostas e orientações no Manual do Professor. 124 ■ Questões do Enem Essa seção traz ativi- dades do Enem relacio- nadas aos temas aborda- dos no capítulo. ORIENTAÇÕES GERAIS | 195 V4_CIE_HUM_Claudio_g21Sa_161a197_MPG.indd 195V4_CIE_HUM_Claudio_g21Sa_161a197_MPG.indd 195 28/09/2020 15:1828/09/2020 15:18 Referências bibliográficas comentadas AUSUBEL, David P. Aquisição e retenção de conhecimentos: uma perspectiva cognitiva. Lisboa: Plátano, 2003. Para Ausubel, a aprendizagem significativa é aquela na qual é possível associar os conhecimentos novos à estrutura cog- nitiva de forma não arbitrária e não literal, o que permite retenção por um tempo mais longo. O contrário disso é a apren- dizagem mecânica, na qual a retenção é muito limitada. BACICH, Lilian; NETO, Adolfo Tanzi; TREVISANI, Fernando de Mello (org.). Ensino híbrido: personalização e tecnologia na educação. Porto Alegre: Penso, 2015. Reunião de artigos com definições conceituais e orientações práticas para o desenvolvimento do ensino híbrido na sala de aula na Educação Básica. BITTENCOURT, Circe. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2011. Importante contribuição para os conhecimentos significativos na prática do processo formativo e crítico-reflexivo do ensino de História, discutindo a seleção dos conteúdos históricos e os procedimentos metodológicos. BRASIL. Ministério da Educação. Lei n. 9 394/1996, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em: www.planalto. gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 21 ago. 2020. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabelece os objetivos da educação nacional e regulamenta a Educação Básica brasileira. BRASIL. Ministério da Educação. Resolução CNE/CEB n. 3, de 21 de novembro de 2018. Conselho Nacional de Educação. Câmara da Educação Básica, Brasília, 2018. Disponível em: http://novoensinomedio.mec.gov.br/ resources/downloads/pdf/dcnem.pdf. Acesso em: 15 jul. 2020. Essa resolução apresenta a atualização das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 21 ago. 2020. Nesse documento são apresentadas as aprendizagens fundamentais previstas nas várias etapas da Educação Básica. A proposta é a garantia de uma formação básica para todos os educandos do país. BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC: contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/ contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 21 ago. 2020. Nesse documento, são exploradas possibilidades de trabalho com os Temas Contemporâneos Transversais com base nas diretrizes propostas na Base Nacional Comum Curricular. COSTA, César Augusto; LOUREIRO, Carlos Frederico. A interdisciplinaridade em Paulo Freire: aproximações político-pedagógicas para a educação ambiental crítica. Revista Katálysis, v. 20, n. 1, Florianópolis (SC), jan./abr., 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-49802017000100111&script=sci_arttext. Acesso em: 19 agosto 2020. A contribuição pedagógica de Paulo Freire na questão interdisciplinar e sua convergência para a educação ambiental crí- tica são tratadas nesse artigo, corroborando para a visão interdisciplinar da pedagogia freireana. FAZENDA, Ivana Catarina Arantes. Interdisciplinaridade: um projeto em parceria. São Paulo: Loyola, 2002. O livro reúne uma série de artigos sobre interdisciplinaridade e projetos desenvolvidos em parceria. FAZENDA, Ivana Catarina Arantes. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade ou ideologia. São Paulo: Loyola, 1979. Apresenta desde a gênese e formação do conceito de interdisciplinaridade, sua utilidade e questões até a formação dos professores. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 44. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005. Para Paulo Freire, não existe educação emancipadora sem diálogo. Esse livro se desenvolve em torno desses dois eixos e propõe uma educação dialógica e problematizadora, portanto, emancipadora. 196 V4_CIE_HUM_Claudio_g21Sa_161a197_MPG.indd 196V4_CIE_HUM_Claudio_g21Sa_161a197_MPG.indd 196 28/09/2020 15:1828/09/2020 15:18 GARDNER, Howard. Inteligências múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre: Artmed, 2000. Nesse livro, Gardner discute a teoria das inteligências múltiplas, fala em sete inteligências, mas abre a possibilidade de haver outras; em 2006, o autor passou a falar em nove inteligências, incorporando a naturalista e a existencial. JARA, Oscar. Sistematização. In: FUMAGALLI, D.; SANTOS, J. M. P.; BASUALDO, M. E. (org.). O que é sistematização: uma pergunta, diversas respostas. São Paulo: CUT, 2000. Ressalta que a sistematização da informação é apenas uma de suas faces, estendendo para a sistematização da experiên- cia vivida, empregada no aprender da experiência, que requer método e capacidade de síntese. LIBÂNEO, José Carlos. Adeus professor, adeus professora? Novas exigências educacionais e profissão docente. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2007. O autor analisa as novas exigências educacionais e o papel da escola e dos professores na perspectivade um projeto eman- cipador de educação. MACHADO, Nílson José. Conhecimento e valor. São Paulo: Moderna, 2004. Nesse livro, o autor discute as imagens tácitas do conhecimento, o valor do conhecimento, o tecnicismo na educação, entre outras questões ligadas ao universo escolar. MACHADO, Nílson José. Epistemologia e didática. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2000. Aqui o autor analisa as concepções de conhecimento, inteligência, especialmente como espectro de competências, e o processo cognitivo. MARINA, José Antonio. Teoria da inteligência criadora. Lisboa: Caminho, 1995. O filósofo espanhol apresenta muitos insights interessantes, que podem ser aproveitados na compreensão da realidade e na produção do conhecimento. MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. 18. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010. Em 1997 Morin foi convidado pelo ministro da Educação da França para contribuir com a reforma do Ensino Médio e muitas de suas contribuições estão nesse livro. Ele parte da frase de Montaigne “mais vale uma cabeça bem-feita do que uma cabeça cheia” para sistematizar sua crítica ao conhecimento fragmentado que até então era ensinado. MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 8. ed. São Paulo: Cortez; Brasília: Unesco, 2003. Em 1999 Edgar Morin foi convidado pela Unesco a repensar a educação para o século XXI. Esse livro sintetiza suas refle- xões e propostas para uma educação renovada que busque romper com a fragmentação disciplinar e a dicotomia ho- mem/natureza, corpo/alma, sujeito/objeto. THIESEN, Juares da Silva. A interdisciplinaridade como um movimento articulador no processo ensino- -aprendizagem. Revista Brasileira de Educação, v. 13, n. 39, Rio de Janeiro, set./dez. 2008. Disponível em: https:// www.scielo.br/pdf/rbedu/v13n39/10.pdf. Acesso em: 20 jul. 2020. Nesse artigo é feito todo o histórico do surgimento do movimento pela abordagem interdisciplinar para resolução de problemas complexos do mundo atual, com foco na sua relevância para a Educação, apresentando as contribuições dos principais intelectuais que colaboraram com essa temática. THURLER, Monica Gather; MAUILINI, Olivier (org.). A organização do trabalho escolar: uma oportunidade para repensar a escola. Porto Alegre: Penso, 2012. Esse livro reúne artigos nos quais são discutidos os recortes de espaço e tempo presentes na escola e sua importância pa- ra a organização do trabalho escolar e a promoção da aprendizagem. VYGOTSKY, Lev S. Pensamento e linguagem. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003. Vygotsky trabalha alguns dos conceitos-chave de sua teoria sociointeracionista, como mediação simbólica, relação entre o pensamento e a língua, aprendizagem de conceitos cotidianos e científicos, entre outros. ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Penso, 2014. Nesse livro o educador espanhol oferece orientações para melhorar a prática educativa. No capítulo 3 explica o que é se- quência didática e fornece alguns exemplos para sua organização. ORIENTAÇÕES GERAIS | 197 V4_CIE_HUM_Claudio_g21Sa_161a197_MPG.indd 197V4_CIE_HUM_Claudio_g21Sa_161a197_MPG.indd 197 28/09/2020 15:1828/09/2020 15:18 198 Orientações específicas Sobre este volume O tema central deste volume é o trabalho, uma das atividades que singulariza o ser humano pelos diferen- tes significados e características que assumiu ao longo da história, distinguindo grupos sociais e sendo umas das principais forças na produção e organização do es- paço geográfico. Capital, trabalho e produção definiram, transformaram e ainda transformam as sociedades. As evoluções técnicas provenientes do trabalho impactam no mercado, nos preços dos produtos e na mão de obra, bem como na qualificação do trabalhador. Sem dúvida, esse é um tema essencial para os estu- dantes interpretarem o Brasil e o mundo, avaliarem sua comunidade e sua família, assim como vislumbrarem os possíveis cenários que se anunciam com as trans- formações trazidas pelos acelerados avanços tecnoló- gicos, além de pensarem em suas possibilidades de for- mação, emprego e, eventualmente, carreira , identificando as competências e habilidades que já pos- suem e aquelas que precisam desenvolver para pode- rem atuar nos campos de seu interesse. Tudo isso, além de contribuir para a construção do projeto de vida dos jovens, oferece um referencial teó- rico denso que serve de bagagem para consolidar to- madas de decisão e engajar o estudante, pois são temas e reflexões que dizem respeito à vida deles. Avaliar os indicadores de emprego e renda de acordo com os se- tores da economia e os cargos ocupados e perceber as desigualdades entre gênero, cor e raça (segundo ter- minologia estatística do IBGE) deve servir para mobi- lizar os estudantes acerca das transformações necessá- rias para construir uma sociedade mais justa e menos desigual. Esses temas e conceitos são mobilizados de forma a favorecer a construção das competências ge- rais da Educação Básica 1, 6 e 7 ao longo do volume. No capítulo 1, são abordadas as diferentes visões sobre o conceito de trabalho, diferenciando os contex- tos históricos em que foram construídos e suas manifestações sociais (escravidão, servidão, trabalho livre e trabalho assalariado), o que contribui para de- senvolver a competência geral da Educação Básica 1. É proposta, ainda, a reflexão sobre a associação entre trabalho e grupos sociais, como estamento, castas e classe social. Destaca-se a diferenciação do papel da escravidão em diferentes sociedades, lugares e épocas, com foco no trabalho análogo à escravidão, remanes- cente na moderna economia capitalista. Essa discussão é contextualizada por meio da análise da realidade do estudante e a concepção que tem sobre a importância do trabalho em sua vida: se é uma necessidade, apenas um modo de ganhar a vida ou um projeto pessoal de realização ou, ainda, uma forma de contribuir para transformar a realidade social. Trata-se da construção de um conjunto amplo de repertório conceitual com perspectiva à análise crítica da história da humanidade e à avaliação da realidade atual. O capítulo 2 tem como centralidade as principais transformações sociais, econômicas e espaciais no con- texto das revoluções industriais. É estudado o proces- so de industrialização em diferentes países e são pro- blematizadas as transformações do papel do trabalho e sua importância para a emancipação ou alienação política e econômica do trabalhador. Também são pro- postas leitura e interpretação de trechos de textos de distintos gêneros textuais, elaborados em variados con- textos e momentos históricos, criando oportunidades para debates que estimulam o desenvolvimento da Competência geral 7. No Capítulo 3, propõe-se o estudo sobre a relevân- cia econômica da indústria, as transformações e os des- dobramentos dela na organização das sociedades, com destaque para o mundo atual, marcado pela acelerada produção de dados e crescente conectividade, carac- terísticas da revolução informacional em curso. Gráfi- cos, tabelas, mapas, imagens, textos complementares e diferentes propostas de atividades são articuladas de forma a favorecer a construção das Competências ge- rais da Educação Básica 1, 4, 5 e 6, principalmente. O V4_Cie_HUM_Claudio_g21Sa_MPE_198a248.indd 198V4_Cie_HUM_Claudio_g21Sa_MPE_198a248.indd 198 28/09/2020 15:1928/09/2020 15:19