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JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL ALICE PINTO GIRELLI / RA: 2012437 Nome do tutor: WILSON DA SILVA RESUMO O objetivo deste artigo é destacar a relevância dos Jogos e Brincadeiras na Educação Infantil, salientando que o ato de brincar pode contribuir de maneira abrangente para o desenvolvimento global das crianças, abarcando aspectos físicos, psicológicos, intelectuais e sociais. A seleção desse tema para análise visa proporcionar aos educadores a compreensão da importância e do significado das atividades lúdicas nesse contexto educacional. A presença de elementos lúdicos é essencial na Educação Infantil, uma vez que os jogos, brinquedos e brincadeiras desempenham um papel significativo na construção do conhecimento dos estudantes, assim como na interação social com colegas e professores. A justificativa para a elaboração deste artigo reside na necessidade de aprofundar o estudo sobre a relevância dos jogos e brincadeiras na vida das crianças, especialmente no âmbito da Educação Infantil, fase em que o indivíduo vai formando sua subjetividade. A elaboração deste artigo apoiou-se em autores tais como: Levy Vygotsky (1991, 1979), Jean Piaget (1971), Tizuko Kishimoto (1997) e Friedmann (1996). Esses teóricos comentam que os jogos e brincadeiras são a base epistemológica da educação, sendo indispensáveis no processo de ensino-aprendizagem infantil. Palavras-chave: Educação Infantil. Brincadeiras. Jogos. Ludicidade. Aprendizagem. 1. INTRODUÇÃO Este artigo tem como propósito analisar a relevância dos jogos e Brincadeiras na educação das crianças. É notório que os jogos e brincadeiras desempenham um papel crucial na Educação Infantil, pois permitem que a criança se desenvolva de maneira abrangente, integrando aspectos físicos, sociais, culturais, afetivos, emocionais e cognitivos, e também para que conquiste autonomia, habilidades e valores valiosos. É fundamental abordar esse assunto para promover uma reflexão sobre a qualidade da educação que é fornecida às nossas crianças nos dias de hoje. Portanto, este artigo se justifica pela necessidade de conscientizar os educadores sobre a importância de integrar o brincar na rotina infantil. Contudo, é crucial compreender que o uso do lúdico, dos jogos, das brincadeiras, da interação podem proporcionar experiências de aprendizagem significantes e essenciais para o desenvolvimento das crianças. Assim Kishimoto (1997) mostra que a brincadeira/jogo é instrumento de grande importância para aprendizagem no desenvolvimento infantil, pois se a criança aprende de maneira espontânea, o brinquedo passa a ter significado crucial na formação e na aprendizagem. A elaboração deste artigo norteou-se em alcançar objetivos específicos, os quais incluem a identificação da relevância dos jogos e brincadeiras na educação infantil. Destacamos que o ato de brincar pode favorecer a aquisição de conhecimentos e promover o desenvolvimento das crianças no ambiente escolar. Com o intuito de discorrer a importância dos jogos e brincadeiras na educação infantil, baseamos nossa argumentação em autores que defendem a qualidade da educação e valorizam a aprendizagem significativa para as crianças. Entre os principais nomes, merecem destaque: Levy Vygotsky (1991, 1979), Jean Piaget (1971), Tizuko Kishimoto (1997) e Friedmann (1996). 2. DESENVOLVIMENTO 2.1. LEGISLAÇÃO A partir de bases legais, temos garantido em âmbito nacional o Direito a Educação, conforme o artigo 205 da nossa Constituição Federal (1998): “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família”. As leis nacionais que garantem o direito a educação são muito importantes, pois com elas as crianças podem ter acesso a uma educação de qualidade. Além da Constituição Federal (1988), existem outras leis que regulamentam e complementam as legislações do direito à Educação Infantil, como: O Estatuto da Criança e Adolescente (Lei nº 8.069/1990) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996). Em união, estes mecanismos abrem as portas da escola pública fundamental a todos os brasileiros, já que nenhuma criança, jovem ou adulto pode deixar de estudar por falta de vaga. A educação trata-se de um direito fundamental social porque institui um processo de desenvolvimento individual próprio à condição humana. Além disso, ele deve ser visto, sobretudo, como um direito coletivo, com ações afirmativas do Estado que ofereçam à sociedade instrumentos para alcançar seus fins. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996), explicita no artigo 30, capítulo II, seção II que: “A educação infantil será oferecida em: I - creches ou entidades equivalentes para crianças de até três anos de idade; II - pré- escolas, para as crianças de quatro a seis anos”. Este Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil adota a mesma divisão por faixas etárias contemplada nas disposições da LDB. Embora arbitrária do ponto de vista das diversas teorias de desenvolvimento, buscou-se apontar possíveis regularidades relacionadas aos aspectos afetivos, emocionais, cognitivos e sociais das crianças das faixas etárias abrangidas. No entanto, em alguns documentos fez-se uma diferenciação para os primeiros 12 meses de vida da criança, considerando-se as especificidades dessa idade. A opção pela organização dos objetivos, conteúdos e orientações didáticas por faixas etárias e não pela designação institucional — creche e pré-escola — pretendeu também considerar a variação de faixas etárias encontradas nos vários programas de atendimento nas diferentes regiões do país, não identificadas com as determinações da LDB. 2.2. O BRINCAR Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998): O brincar apresenta-se por meio de várias categorias de experiências que são diferenciadas pelo uso do material ou dos recursos predominantemente implicados. Essas categorias incluem: o movimento e as mudanças da percepção resultantes essencialmente da mobilidade física das crianças; a relação com os objetos e suas propriedades físicas assim como a combinação e associação entre eles; a linguagem oral e gestual que oferecem vários níveis de organização a serem utilizados para brincar; os conteúdos sociais, como papéis, situações, valores e atitudes que se referem à forma como o universo social se constrói; e, finalmente, os limites definidos pelas regras, constituindo-se em um recurso fundamental para brincar. Estas categorias de experiências podem ser agrupadas em três modalidades básicas, quais sejam, brincar de faz-de-conta ou com papéis, considerada como atividade fundamental da qual se originam todas as outras; brincar com materiais de construção e brincar com regras. As brincadeiras de faz-de-conta, os jogos de construção e aqueles que possuem regras, como os jogos de sociedade (também chamados de jogos de tabuleiro), jogos tradicionais, didáticos, corporais etc., propiciam a ampliação dos conhecimentos infantis por meio da atividade lúdica. A intervenção intencional baseada na observação das brincadeiras das crianças, oferecendo-lhes material adequado, assim como um espaço estruturado para brincar permite o enriquecimento das competências imaginativas, criativas e organizacionais infantis. Cabe ao professor organizar situações para que as brincadeiras ocorram de maneira diversificada para propiciar às crianças a possibilidade de escolherem os temas, papéis, objetos e companheiros com quem brincar ou os jogos de regras e de construção, e assim elaborarem de forma pessoal e independente suas emoções, sentimentos, conhecimentos e regras sociais. É preciso que o professor tenha consciência que na brincadeira as crianças recriam e estabilizam aquilo que sabem sobre as mais diversas esferas do conhecimento, em uma atividade espontânea e imaginativa. Nessa perspectiva não sedeve confundir situações nas quais se objetiva determinadas aprendizagens relativas a conceitos, procedimentos ou atitudes explícitas com aquelas nas quais os conhecimentos são experimentados de uma maneira espontânea e destituída de objetivos imediatos pelas crianças. Pode-se, entretanto, utilizar os jogos, especialmente aqueles que possuem regras, como atividades didáticas. É preciso, porém, que o professor tenha consciência que as crianças não estarão brincando livremente nestas situações, pois há objetivos didáticos em questão. 2.3. BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL A introdução de brinquedos e brincadeiras na educação infantil implica definir o que se pensa da criança. A criança, mesmo que pequena, sabe muitas coisas: toma decisões, escolhe o que quer fazer, interage com pessoas, expressa o que sabe fazer e mostra em seus gestos, em um olhar, uma palavra, como é capaz de compreender o mundo. Entre as coisas de que a criança gosta está o brincar, que é um dos seus direitos. O brincar é uma ação livre, que surge a qualquer hora, iniciada e conduzida pela criança; dá prazer, não exige como condição um produto final; relaxa, envolve, ensina regras, linguagens, desenvolve habilidades e introduz a criança no mundo imaginário. Para a criança, o brincar é a atividade principal do dia a dia. É importante porque dá a ela o poder de tomar decisões, expressar sentimentos e valores, conhecer a si, aos outros e o mundo, de repetir ações prazerosas, de partilhar, expressar sua individualidade e identidade por meio de diferentes linguagens, de usar o corpo, os sentidos, os movimentos, de solucionar problemas e criar. Ao brincar, a criança experimenta o poder de explorar o mundo dos objetos, das pessoas, da natureza e da cultura, para compreendê-lo e expressá-lo por meio de variadas linguagens. Mas é no plano da imaginação que o brincar se destaca pela mobilização dos significados. Enfim, sua importância se relaciona com a cultura da infância, que coloca a brincadeira como ferramenta para a criança se expressar, aprender e se desenvolver. A pouca qualidade da educação infantil pode estar relacionada com a oposição que alguns estabelecem entre o brincar livre e o dirigido. É preciso desconstruir essa visão equivocada para pensar na criança inteira, que, em sua subjetividade, aproveita a liberdade que tem para escolher um brinquedo para brincar e a mediação do adulto ou de outra criança, para aprender novas brincadeiras. A criança não nasce sabendo brincar, ela precisa aprender, por meio das interações com outras crianças e com os adultos. Ela descobre, em contato com objetos e brinquedos, certas formas de uso desses materiais. Observando outras crianças e as intervenções da professora, ela aprende novas brincadeiras e suas regras. Depois que aprende, pode reproduzir ou recriar novas brincadeiras. Assim, ela vai garantindo a circulação e preservação da cultura lúdica. O brincar desperta a curiosidade das crianças pela exploração de objetos e brinquedos e as leva a ver o que se pode fazer com cada objeto: uma bola pode rolar, pular, mas pode também ser mordida para se experimentar a textura. A criança se encanta quando descobre o botão que aciona o som da caixa de música e o aciona repetidas vezes pelo prazer de ouvir o som. Encanta-se quando vê reaparecer um objeto que enfiou na abertura de uma caixa. Questiona a razão de a água não parar na peneira, o que a faz pensar na hipótese de “segurar” a água com a mão debaixo da peneira. É assim que as crianças vão aprendendo, experimentando e repetindo várias vezes, em contato com os objetos do mundo físico, o que cada coisa faz e o que se pode fazer com cada coisa. De acordo com Kishimoto (1994) o brinquedo é representado como um “objeto suporte da brincadeira”, ou seja, brinquedo aqui estará concebido por objetos como piões, bonecas, carrinhos etc. Os brinquedos podem ser considerados: estruturados e não estruturados. São designados de brinquedos estruturados aqueles que já são adquiridos prontos, é o caso dos exemplos acima. Piaget e Vygotsky também consideraram o brincar como um aspecto fundamental do desenvolvimento Infantil. Rolim, Guerra e Tassigny (2008) nos dizem que “Vygotsky, ao longo de sua obra, discute aspectos da infância, destacando-se suas contribuições acerca do papel que o brinquedo desempenha, fazendo referência a sua capacidade de estruturar o funcionamento psíquico da criança”. E Mattos e Faria (2011) afirmam que, para Piaget, o jogo “é a construção do conhecimento, principalmente, nos períodos sensório motor e pré-operatório”. Considerando a importância do brincar para o desenvolvimento da criança, e respaldados por pesquisas e trabalhos de importantes autores, voltaremos o nosso olhar para a influência dos jogos e brincadeiras no desenvolvimento das crianças. 2.4. O PAPEL DO PROFESSOR Na educação, o professor precisa saber que o educar também é propiciar situações de brincadeiras na aprendizagem, para que de uma forma orientada, ele venha a contribuir com o desenvolvimento das capacidades infantis e nas relações entre si, se aceitando, respeitando e tendo confiança, como jogos, empilhar blocos, lego, brincadeiras de rodas, cantigas, contar história. É possível conhecer a realidade social e cultural de cada aluno através do brincar, por que quando ele brincar, ele vai colocar em prática a sua realidade vivida dentro do seu contexto social, ele reproduzirá essa realidade. Por isso o papel do professor como mediador das atividades que envolvam brincadeira é importante, segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998): O professor é mediador entre as crianças e os objetos de conhecimento, organizando e propiciando espaços e situações de aprendizagens que articulem os recursos e capacidades afetivas, emocionais, sociais e cognitivas de cada criança aos seus conhecimentos prévios e aos conteúdos referentes aos diferentes campos de conhecimento humano. Na instituição de educação infantil o professor constitui-se, portanto, no parceiro mais experiente, por excelência, cuja função é propiciar e garantir um ambiente rico, prazeroso, saudável e não discriminatório de experiências educativas e sociais variadas. O professor que trabalha na educação infantil deve entender que é ele quem conduz todo o processo de brincadeira na sala de aula, atendendo a cada faixa etária e as necessidades das crianças. É preciso que o professor possa coordenar a brincadeira não somente oferecendo brinquedos. Ele precisa se envolver juntamente com as crianças, não somete mostrando como se brinca, mas sugerindo, propondo e participando, para que ele possa ver as habilidades de cada aluno e seu avanço no desenvolvimento de aprendizagem. Essa individualidade que cada criança tem ao brincar de inventar, cabendo ao professor planejar, sem entregar conceitos prontos, mas observando cada descoberta e encorajando a descobrir e a se conhecer. Logo, o professor é essencial nesse processo, assim como afirma o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998): O educador não precisa ensinar a criança a brincar, pois este é um ato que acontece espontaneamente, mas sim planejar e organizar situações para que as brincadeiras ocorram de maneira diversificada, propiciando às crianças a possibilidade de escolher os temas, papéis, objetos e companheiros com quem brincar. Dessa maneira, poderão elaborar de forma pessoal e independente suas emoções, sentimentos, conhecimentos e regras sociais. 2.5. O OLHAR DE PIAGET Piaget conceituava o termo jogo, como a ação de brincar, o que era próprio da infância e era fundamental para o desenvolvimento e aprendizagem da criança. Ele definiu o jogo em três diferentes tipos: o jogo simbólico, o de regra e o de exercício. Os jogos de exercício, são os jogos da primeira infância,onde o bebê manipula os objetos com ações repetitivas para o seu próprio prazer. Por volta dos 2 até 4 anos, surge os jogos simbólicos, que são os jogos de faz de conta, no qual a criança usa a imaginação, para representar situações e comportamentos. Essa fase é de extrema importância, pois é onde a criança desenvolve a leitura e a escrita. E por último está o jogo de regra, que se inicia a partir dos 5 anos de idade. São jogos de regras básicas, regras de comportamento, que exige interação com outras crianças. Segundo Piaget (1978) “através dos jogos de regras, as atividades lúdicas atingem um caráter educativos, tanto na formação psicomotora, como também na formação da personalidade da criança”. Através desses jogos as crianças aprendem a resolver conflitos, a convivência com outras crianças, desenvolvem seu caráter, permitem a flexibilidade e a se comportar de maneira mais elaborada qualitativamente novo. Para Piaget, o jogo é um estimulador da formação do pensamento e conhecimento, então é através dele que a criança aprende e se desenvolve integralmente. Para compreender a visão piagetiana do brincar, em especial o brincar na faixa etária de 0 a 5 anos, é necessário levar em consideração os estágios de desenvolvimento que foram estabelecidos por Piaget. Na concepção Piagetiana, existem 4 estágios de formação cognitiva, sendo eles: 2.5.1. Sensório-motor: de 0 a 2 anos Nesta fase do desenvolvimento infantil, as crianças desenvolvem a capacidade de se concentrar em sensações e movimentos. O bebé começa a interagir com o mundo exterior, interessando-se pelos estímulos que ele proporciona. Durante esse período se desenvolve a coordenação motora. Os bebés nessa faixa etária só têm consciência daquilo que podem ver e é por isso que choram quando a mãe sai do seu campo de visão, mesmo que ela esteja muito perto. 2.5.2. Pré-operatório: de 2 a 7 anos Essa etapa do desenvolvimento cognitivo, caracterizada pela entrada da criança no sistema educacional formal, envolve o desenvolvimento da lógica e o uso de categorias para classificar os objetos e a realidade. Nessa fase, algumas vezes a criança não tem a real percepção dos acontecimentos, mas sim a sua própria interpretação. Durante esse período a empatia se desenvolve, mas também é possível notar uma fase bastante acentuada do egocentrismo. É a fase dos “porquês”, da exploração da imaginação. 2.5.3. Operatório concreto: de 8 a 12 anos Nessa fase começa a ser demonstrado o início do pensamento lógico concreto e as normas sociais já começam a fazer sentido para a criança. Nesta fase de desenvolvimento, as crianças começam a aprender e praticar operações matemáticas simples. A criança consegue entender que um copo fino e alto ou um copo baixo e grosso podem comportar a mesma quantidade de líquido. Nessa faixa etária, o desenvolvimento da criança já contempla conhecimentos sobre regras sociais e sobre o senso de justiça. 2.5.4. Operatório formal: a partir dos 12 anos Aos 12 anos a criança já possui a capacidade de compreender situações abstratas e experiências de outras pessoas. Nesta fase é possível notar avanços em vários aspetos: Desenvolvimento de uma maior capacidade de gerar conclusões abstratas a partir do pensamento lógico; Compreensão da existência de modos de pensar diferentes dos seus, principalmente nos primeiros anos da adolescência; A partir desse estágio de desenvolvimento, as crianças começam a formular hipóteses para si mesmas, até mesmo sobre aspetos da realidade que ainda não conhecem. Mattos e Faria (2011) pautam seu artigo “Jogo e Aprendizagem” com base na teoria de Piaget, os autores dizem que, na visão piagetiana, o jogo se inicia nos comportamentos sensório-motores, quando as reações circulares se prologam em jogos, isto é, as ações passam a ser repetidas “unicamente pelo prazer que esta repetição lhe proporciona” (MATTOS; FARIA, 2011). Meneses (2012) explica as reações circulares da seguinte maneira: “a criança, depois de executar por acaso uma ação que provoca uma satisfação, passa a repetir essa mesma ação repetidas vezes, o que é chamado de reação circular”. Inicialmente, quando do acaso da execução prazerosa, a criança faz o processo de assimilação. Posteriormente, na repetição característica das reações circulares, ela, então, passa para o processo de acomodação. Para Mattos e Faria (2011) “verifica-se que os esforços adaptativos, típicos de uma nova reação circular iniciada, são transformados em Jogo”. Nessa fase, os jogos são chamados, por Piaget (1971), de jogos de exercício. Para Piaget (1971) o jogo simbólico também contém características do jogo de exercício, mas recebe essa denominação “na medida em que ao simbolismo se integram os demais elementos” e também “as suas funções se afastam cada vez mais do simples exercício”. Piaget cita, ainda, o “jogo simbólico solitário” e o “simbolismo a dois ou a muitos”, porém não os distingue como categorias. É construindo representações que a criança registra, pensa, lê o mundo através do jogo simbólico, do faz-de-conta, a criança assimila a realidade externa adulta à sua realidade interna. A hora do jogo é um momento carregado de significações. A criança tem necessidade de vivenciar o jogo simbólico: quando a criança brinca, joga ou desenha, está desenvolvendo a capacidade de representar, de simbolizar. Está interagindo com o mundo. Está recebendo, internalizando ideias e sentimentos. E está dando sua resposta criativa (MATTOS; FARIA, 2011). 2.6. O OLHAR DE VYGOTSKY O desenvolvimento humano, o aprendizado e as relações entre desenvolvimento e aprendizado são temas centrais nos trabalhos de Vygotsky. Segundo Vygostsky (1998), para entendermos o desenvolvimento da criança, é necessário levar em conta as necessidades dela e os incentivos que são eficazes para colocá-las em ação. O seu avanço está ligado a uma mudança nas motivações e incentivos, por exemplo: aquilo que é de interesse para um bebê não o é para uma criança um pouco maior. A criança satisfaz certas necessidades no brinquedo, mas essas necessidades vão evoluindo no decorrer do desenvolvimento. Assim, como as necessidades das crianças vão mudando, é fundamental conhecê-las para compreender a singularidade do brinquedo como uma forma de atividade. O papel do brinquedo, no contexto da teoria de Vygotsky é servir de base para a satisfação de certas necessidades da criança, e estas necessidades “vão evoluindo no decorrer do desenvolvimento” (ROLIM; GUERRA; TASSIGNY, 2008). Crianças muito pequenas, privadas da capacidade de criar situações imaginárias, tendem a ter seu comportamento, suas necessidades e desejos vinculados a situações concretas, relacionadas intimamente com os seus sentidos. Nas palavras do próprio Vygotsky (1991), “a tendência de uma criança muito pequena é satisfazer seus desejos imediatamente; normalmente, o intervalo entre um desejo e a sua satisfação é extremamente curto”. Todavia, crianças que já possuem a capacidade imaginativa podem desejar coisas e até mesmo situações impossíveis de serem realizadas no momento do seu desejo. Para Vygotsky (1991) o brinquedo surge a partir dessas necessidades irrealizáveis, como um meio que permite à criança, ao adentrar no campo imaginativo, realizar o seu desejo. Vygotsky (1991) nos fala de dois paradoxos contidos no brinquedo: O primeiro paradoxo contido no brinquedo é que a criança opera com um significado alienado numa situação real. O segundo é que, no brinquedo, a criança segue o caminho do menor esforço – ela faz o que mais gosta de fazer, porque o brinquedo está unido ao prazer – e ao mesmo tempo, aprende a seguir os caminhos mais difíceis, subordinando-se a regras e, por conseguinte renunciando ao que ela quer, uma vez que a sujeição a regras e a renúncia a ação impulsiva constitui o caminho para o prazerdo brinquedo. Vygotsky defende a ideia que através da brincadeira que a criança se expressa e constrói o seu próprio pensamento. Ela usa a brincadeira para basear seu comportamento e fará com que a criança internalize regras de conduta, valores, modo de agir e de pensar de seu grupo social, que passará a orientar o seu comportamento e desenvolvimento cognitivo. 2.7. O OLHAR DE KISHIMOTO O brincar é uma ação livre da criança, pode acontecer a qualquer hora e em qualquer lugar, é uma rotina na vida desse sujeito. É através do brincar que a criança se expressa, aprende e se desenvolve. É brincando que ela satisfaz as necessidades que surgem no seu cotidiano, para ela as atividades com brincadeiras, além de serem muito prazerosas, é a forma no qual ela se expressa, como ela ordena seus pensamentos, organiza e desorganiza, constrói e reconstrói seu mundo. (KISHIMOTO, 2010). Aos poucos a criança percebe que durante a brincadeira o objeto não é da maneira que ele é, mas como desejaria que fosse. Na aprendizagem formal isso não é possível, mas no brinquedo isso acontece, porque é onde os objetos perdem a sua força dominadora. (KISHIMOTO, 2009). 2.8. A INFLUÊNCIA DOS JOGOS PARA A APRENDIZAGEM INFANTIL De acordo com os estudos de Ribeiro e Souza (2011), “os jogos educativos são aqueles que contribuem para formação das crianças e geralmente são direcionados para a educação infantil”. Essas autoras ainda elucidam teoricamente que os jogos são divididos em dois grupos: os de enredo e os de regras. Os primeiros são chamados de jogo imaginativo como, por exemplo, as fábulas; essa modalidade estimula o desenvolvimento cognitivo e afetivo-social da criança, pois elas vivenciam o comportamento do adulto. Quanto o segundo pode-se citar o jogo de dominó; neste a imaginação está limitada, pois são as normas que norteiam o jogo, exigindo atenção para o seu desenvolvimento (RIBEIRO; SOUZA, 2011). Segundo Kishimoto (1994), o jogo, vincula se ao sonho, a imaginação, ao pensamento e ao símbolo. É uma proposta para a educação de criança (e educadores de crianças) com base no jogo e nas linguagens artísticas. A concepção de Kishimoto sobre o homem com seu símbolo, que se constrói coletivamente e cuja capacidade de pensar está ligada a capacidade de sonhar, imaginar e jogar com a realidade é fundamental para propor uma nova “pedagogia da criança”. Kishimoto vê o jogar como gênero da “metáfora” humana. Ou, talvez, aquilo que nos torna realmente humanos. Para Kishimoto (1997): O uso do brinquedo/jogo educativo com fins pedagógicos remete-nos para a relevância desse instrumento para situações de ensino-aprendizagem e de desenvolvimento infantil. Se considerarmos que a criança pré-escolar aprende de modo intuitivo adquire noções espontâneas, em processos interativos, envolvendo o ser humano inteiro com cognições, afetivas, corpo e interações sociais, o brinquedo desempenha um papel de grande relevância para desenvolvê-la. Assim Kishimoto (1997) mostra que a brincadeira/jogo é instrumento de grande importância para aprendizagem no desenvolvimento infantil, pois se a criança aprende de maneira espontânea, o brinquedo passa a ter significado crucial na formação e na aprendizagem. Kishimoto (1997) traz uma coletânea com diversos artigos e um alerta para os educadores, para que eles possam descobrir a verdadeira importância do jogo na educação infantil. A autora atenta para que os professores não venham ver o jogo como um mero momento de distração, pois a educação infantil oferece muito mais do que um mundo de sonhos e imaginação. É neste momento do jogo que a criança absorve o máximo de informações. Kishimoto (1993) afirma que os jogos têm diversas origens e culturas que são transmitidas pelos diferentes jogos e formas de jogar. Este tem função de construir e desenvolver uma convivência entre as crianças estabelecendo regras, critérios e sentidos, possibilitando assim, um convívio mais social e democracia, porque “enquanto manifestação espontânea da cultura popular, os jogos tradicionais têm a função de perpetuar a cultura infantil e desenvolver formas de convivência social” (KISHIMOTO, 1993). Kishimoto (2001) fala que o jogo pode ser visto como um objeto, uma atividade que possui um sistema de regras a ser obedecido pelos participantes e que distinguem uma modalidade de outra, também pode ser apenas um vocábulo usado no cotidiano para designar algo dentro de um determinado contexto social. Assim, pode-se compreender o jogo: diferenciando significados atribuídos a ele por culturas diferentes, pelas regras ou pela situação imaginária que possibilita a delimitação das ações em função das regras e pelos objetos que o caracterizam. Ao trazer esses sentidos para o termo jogo ela esclarece cada um deles e diz que no primeiro sentido “[...] enquanto fato social, o jogo assume a imagem e o sentido que cada sociedade lhe atribui.” (KISHIMOTO, 2001). Por conta disso, o termo jogo pode possuir significados distintos, de acordo com a cultura e a época. O segundo sentido se refere ao sistema de regras característica de cada jogo, na qual é possível distingui-lo dos demais. O terceiro trata o jogo como o objeto que o materializa, pois, alguns jogos não podem acontecer sem um determinado objeto. Friedmann (1996) afirma que é necessário dar atenção especial ao jogo, pois as crianças têm o prazer de realizar tarefas através da ludicidade. E quando isto a acontece vivência o mundo imaginário e assim se afasta da sua vida habitual. O brincar na escola é diferente do brincar em outro lugar, a brincadeira na escola tem como finalidade o aprendizado da criança envolvendo assim toda a equipe pedagógica. Friedmann (1995) contempla as três formas de jogo de acordo com a teoria de Piaget, tais formas são baseadas nas estruturas mentais, a primeira forma é o: Jogos de Exercício Sensorimotor - Caracterizam a etapa que vai do nascimento até o aparecimento da linguagem, apesar de reaparecerem durante toda a infância O jogo surge primeiro, sob a forma de exercícios simples cuja finalidade é o próprio prazer do funcionamento. Esses exercícios caracterizam-se pela repetição de gestos e de movimentos simples e têm valor exploratório. Dentro desta categoria podemos destacar os seguintes jogos: sonoro, visual, tátil, olfativo, gustativo, motor e de manipulação. Para exemplificar os jogos de exercício sensórios motores que são trabalhados na educação infantil citarão as músicas como meio de estimular a audição, as minibolas para o tato, as refeições para o paladar e as brincadeiras com as bolas grandes para aprimorar o desenvolvimento físico-motor. Segundo Friedmann (1995) a segunda forma é o: Jogo Simbólico - Entre os dois e os seis anos a tendência lúdica predominante se manifesta sob a forma de jogo simbólico. Nesta categoria o jogo pode ser de ficção ou de imitação, tanta no que diz respeito à transformação de objetos quanto ao desempenho de papéis. A função do jogo simbólico consiste em assimilar a realidade. É através do faz-de-conta que a criança realiza sonhos e fantasias, revela conflitos interiores, medos e angústias, aliviando tensões e frustrações. O jogo simbólico é também um meio de auto-expressão: ao reproduzir os diferentes papéis (de pai, mãe, professor, aluno etc.), a criança imita situações da vida real. Nele, aquele que brinca dá novos significados aos objetos, às pessoas, às ações, aos fatos etc., inspirando-se em semelhanças mais ou menos fiéis às representadas. Dentro dessa categoria destacam-se os jogos de faz-de-conta, de papéis e de representação (estas denominações variam de um autor para outro). O teatro, os contos, as fabula são elementos para se trabalhar os jogos simbólicos, pois é nesta fase a criança exterioriza todos os seus sentimentos, elas imitam as situações que são vivenciadas noseu dia-a-dia. A imaginação é fundamental para a realização destes jogos. Para Friedmann (1995) a terceira forma é o: Jogos de Regras - Começam a se manifestar entre os quatro e sete anos e se desenvolvem entre os sete e os doze anos. Aos sete anos a criança deixa o jogo egocêntrico, substituindo-o por uma atividade mais socializada onde as regras têm uma aplicação efetiva e na qual as relações de cooperação entre os jogadores são fundamentais. No adulto, o jogo de regras subsiste e se desenvolve durante toda a vida por ser a atividade lúdica do ser socializado. Há dois casos de regras: - regras transmitidas - nos jogos que se tomam institucionais, diferentes realidades sociais, se impõem por pressão de sucessivas gerações (jogo de bolinha de gude, por exemplo); - regras espontâneas - vêm da socialização dos jogos de exercício simples ou dos jogos simbólicos. São jogos de regras de natureza contratual e momentânea. Os jogos de regras são combinações sensorimotoras (corridas, jogos de bola) ou intelectuais (cartas, xadrez) com competição dos indivíduos e regulamentados por um código transmitido de geração a geração, ou por acordos momentâneos. Neste jogo as crianças têm regras a serem cumpridas, onde precisam se interagir umas com as outras. É preciso que suceda o entendimento e o comprometimento de ambas às partes para então executar o jogo. Desta forma os exemplos para estes jogos são: futebol, xadrez e etc. Friedmann (1995) afirma que o jogo contribui para o desenvolvimento da criança principalmente na educação infantil, onde é dada a oportunidade de manuseio com objetos em um ambiente favorável para o seu aprendizado e com isso ela retém o conhecimento. É fundamental acreditarmos no jogo como elemento importante no que diz respeito ao aprendizado e que é essencial obter conhecimentos sobre as atividades lúdicas no que se refere à educação infantil, pois através dessas atividades a criança auto-expressa. Contudo, ao considerar o corpo, o modo de ação sobre o mundo e as relações que o cercam, a atuação crítica da criança na sociedade, como sujeito da história, poderá ser resultado da ação pedagógica através do lúdico pois, para a criança, o espaço é o corpo vivido, descoberto e conquistado com suas próprias vivências, sendo estas a referência básica para que ela primeiro se localize e depois aos outros entre si. Portanto, é muito importante que os educadores utilizem os jogos e brincadeiras lúdicos como norteadoras da aprendizagem e não apenas como meros momentos de recreação, pois tratam-se de atividades vividas e sentidas, repletas de fantasia e realidade, ressignificação, percepção, momentos de autoconhecimento e pela imaginação. No jogo educativo com função lúdica, o que importa não é o produto da atividade, o que dela resulta, mas a apropriação, o processo daquilo que é vivido, o que torna um recurso facilitador da aprendizagem e muito mais prazeroso para os alunos. 3. CONCLUSÃO Com base nas pesquisas realizadas, foi percebido o quanto os jogos e as brincadeiras são essenciais para o desenvolvimento completo da criança, abrangendo os aspectos físico, cognitivo, sensorial, motor, social e cultural. Essas atividades facilitam a aprendizagem, promovem a autonomia infantil e contribuem de forma significativa para a assimilação de conhecimentos de maneira prazerosa, favorecendo, assim, o processo de ensino-aprendizagem. É importante ressaltar que a utilização de jogos e brincadeiras com diferentes finalidades estimula a imaginação e a curiosidade das crianças, resgata brincadeiras que despertam interesse e proporcionam prazer, resultando em aprendizado significativo, envolvente e prazeroso. Dessa forma, é possível criar um ambiente propício para o pleno desenvolvimento infantil. É por meio da brincadeira que a criança inicia suas primeiras interações com outras crianças, com os brinquedos e com o ambiente ao seu redor. A partir desse momento, ela começa a experimentar e aprender a lidar com suas emoções, a criar, recriar, descobrir, encantar-se, socializar, interagir, encontrar seu lugar no mundo, se descobrir, reinventar-se e inovar ao se deparar com um jogo ou ao brincar com um brinquedo. Assim, por meio desta pesquisa, foi possível ampliar a compreensão sobre o papel dos jogos e brincadeiras, reconhecendo sua relevância para fornecer condições adequadas ao desenvolvimento físico, motor, emocional, cognitivo e social das crianças. 4. REFERÊNCIAS BATISTA, Deisy Terezinha; O BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL E O PAPEL DO PROFESSOR. 2022. Disponível em: http:/repositorio.ifgoiano.edu.br/bitstream/prefix/3138/1/Deisy-Batista-Repositorio.pdf. Acesso em: 13 jun. 2024. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm. Acesso em: 13 jun. 2024. BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. 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