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4 2 2 Economia M icro e Macro • Vasconcellos rTtlHÍ
querendo trabalhar, não encontre vagas disponíveis. 
Também é um tipo de desemprego keynesiano.
Desemprego keynesiano ou conjuntural ocorre quan­
do a demanda agregada é insuficiente para absor­
ver a produção de pleno-emprego.
Desenvolvimento econômico estuda estratégias de 
desenvolvimento que levem à elevação do padrão 
de vida (bem-estar) da coletividade.
Despesa nacional é o total dos gastos dos vários agen­
tes econômicos, em termos agregados. Compõe-se 
das Despesas de Consumo, Despesas de Investimen­
to, Despesas Correntes do Governo e Despesas Lí­
quidas do Setor Externo (Exportações menos Impor­
tações).
Desvalorização nominal do câmbio é o aumento da 
taxa cambial (reais por dólar, por exemplo).
Desvalorização real do câmbio ocorre quando a des­
valorização nominal supera a taxa de inflação in­
terna. Pode ser medida pela relação entre a varia­
ção da taxa de câmbio sobre a variação da relação 
inflação interna - inflação externa. Também costu­
ma ser medida pela relação câmbio - salários (que 
é a variação da taxa de câmbio sobre a variação da 
taxa de salários).
Discriminação de preços: ato de cobrar preços dife­
renciados pelo mesmo bem ou serviço, sem que exis­
ta diferença proporcional nos custos de produção. 
Ocorre basicamente em mercados monopolísticos.
Dumping é uma prática na qual uma empresa ou país 
vende abaixo dos custos de produção, com o objetivo 
de ganhar mercado.
Dumping social é um termo que se aplica a países 
cujos custos de mão-de-obra são muito baixos (como 
na China Continental), o que lhes dá vantagens no 
comércio internacional.
Economia pode ser definida como a ciência social que 
estuda a maneira pela qual os homens decidem 
empregar recursos escassos, a fim de produzir dife­
rentes bens e serviços e atender às necessidades de 
consumo.
Economia a dois setores sem formação de capital:
numa economia simplificada, supõe-se que os úni­
cos agentes são as empresas (que produzem bens e 
serviços) e as famílias (que auferem rendimentos 
pela prestação de serviços).
Economia centralizada (ou economia planificada): 
sistema econômico em que as questões econômicas 
fundamentais são resolvidas por um Órgão Central 
de Planejamento, e não pelo mercado. Tem também 
como característica a propriedade pública dos re­
cursos produtivos.
Economia de escala pecuniária acontece quando a 
produtividade dos fatores varia, com a variação do 
custo por unidade produzida.
Economia de escala técnica ou tecnológica acon­
tece quando a produtividade varia, com a varia­
ção da quantidade física de todos os fatores de pro­
dução.
Economia de mercado: sistema econômico em que 
as questões econômicas fundamentais são resolvi­
das pelo mercado. Caracteriza-se também pela pro­
priedade privada dos recursos produtivos. Pode ser 
uma economia de mercado pura (sistema de con­
corrência pura) ou com a interferência do governo 
(sistema de economia mista).
Economia informal caracteriza-se como desobe­
diência civil de atividades normais de mercado. Ba­
sicamente, não-registro de trabalhadores em Car­
teira, sonegação fiscal, ambulantes sem registro etc. 
Quando são incluídas as atividades ilegais (contra­
bando, jogo do bicho, tráfico de drogas), o conceito 
amplia-se para economia marginal ou subterrânea.
Economia internacional: estuda as relações de troca 
entre países, o que inclui transações de bens e servi­
ços e de capitais físicos e financeiros. Trata da polí­
tica cambial (controle da taxa de câmbio), da polí­
tica comercial (barreiras ou estímulos a exporta­
ções e importações) e das relações financeiras inter­
nacionais.
Economia (Teoria) da informação: trabalha-se com 
a probabilidade de que alguns agentes detêm mais 
informações que outros, conferindo-lhes uma posi­
ção diferenciada no mercado, o que pode fazer com 
que não seja possível encontrar uma posição de equi­
líbrio como nos modelos microeconômicos tradi­
cionais.
Efeito-deslocamento (ou crowding out) : crítica dos 
monetaristas aos fiscalistas, segundo a qual a inter­
ferência do governo, via política fiscal (por exem­
plo, aumento dos gastos públicos), retira recursos 
do setor privado, diminuindo a participação dos 
investimentos desse setor.
Efeito-preço total é a variação da quantidade deman­
dada, quando varia o preço do bem, coeteris paribus. 
Divide-se em efeito-renda e efeito-substituição.
Efeito-renda: dada uma variação no preço de um bem, 
é o efeito sobre a quantidade demandada desse bem, 
derivado de uma mudança na renda real (ou poder 
aquisitivo) do consumidor, supondo a renda nomi­
nal e os preços dos outros bens constantes. Por exem­
plo, se o preço do bem X aumenta, a quantidade 
demandada de X cai, porque o poder aquisitivo do 
consumidor diminui, coeteris paribus.
Efeito-substituição: dada uma variação no preço de 
um bem, é o efeito sobre a quantidade demandada 
desse bem, derivado de uma alteração nos preços 
relativos dos bens, supondo a renda nominal e os 
preços dos outros bens constantes. Por exemplo, se
Glossário 4 2 3
o preço do bem X aum enta, a quantidade dem an ­
dada d e X cai, porque o bem X fica relativam ente 
mais caro que os outros bens, coeteris paribus.
Efeito Olivera-Tanzi: aum ento do déficit fiscal p rodu ­
zido pela desvalorização real da arrecadação. G e ­
ralmente, ocorre em sittuações de inflação alta, d e ­
teriorando a situação fiscal, e levando o governo a 
aumentar suas necessidades de financiamento. Nom e 
devido ao econom ista inglês Alfred C. Pigou.
Eficiência alocativa refere-se à escolha do conjunto 
de bens, de form a a em pregar, da m elhor m aneira, 
os recursos produtivos juntam ente com aqueles pro­
cessos técnicos de produção que utilizem mais ade ­
quadam ente os recursos que a sociedade tem em 
m aior abundância.
Eficiência econômica, entre dois ou mais processos 
de produção, é aquela que perm ite p roduzir um a 
mesma quantidade de produto com m enor custo de 
produção.
Eficiência marginal do capital (ou eficiência margi­
nal do investimento) é a taxa de retorno esperada 
sobre a com pra de um bem de capital. É a taxa que 
iguala o valor dos retornos líquidos que se espera 
obter com o investimento, com o preço de aquisição 
do equipamento.
Eficiência técnica (ou tecnológica): entre dois ou mais 
processos, é aquela que perm ite produzir um a m es­
m a quantidade de produto utilizando m enor quan ­
tidade de fatores de produção.
Elasticidade é a alteração percentual em um a variá­
vel, dada um a variação percentual em outra, coeteris 
paribus.
Elasticidade da demanda de moeda em relação à 
taxa de juros é a variação percentual da procura 
de m oeda, dada a variação percentual da taxa de 
juros, coeteris paribus.
Elasticidade das exportações em relação à taxa de 
câmbio é a variação percentual nas exportações, 
dada a variação percentual d a taxa de câm bio, 
coeteris paribus.
Elasticidade no ponto é calculada em um ponto es­
pecífico. Por exemplo, a elasticidade-preço a um dado 
dado nível de preço e quantidade.
Elasticidade no ponto médio (ou no arco) é calcu­
lada com base nos pontos m édios, e não em um 
ponto específico.
Elasticidade-preço cruzada da demanda é a v aria ­
ção percentual na quantidade dem andada, d ada a 
variação percentual no preço de outro bem , coeteris 
paribus. Q uando for positiva, os bens são substitu­
tos; quando negativa, os bens são com plem entares.
Elastic idade-preço da dem anda é a v a r ia ç ã o 
percentual na quantidade dem andada, d ada a va ­
riação percentual no preço do bem , coeteris paribus. 
Q u an do fo r m aior que um (em m ódu lo ), o bem 
tem dem anda elástica; quando m enor que um (em 
m ó du lo ), o bem tem dem anda inelástica; quando 
igual a um, o bem tem dem anda de elasticidade 
unitária.
Elasticidade-preço da oferta é a variação percentual 
na quantidade ofertada, dada a variação percentual 
no preço do bem , coeteris paribus. Q uando for m aiorque um, o bem tem oferta elástica-, quando m enor 
que um, o bem tem oferta inelástica-, quando igual a 
um, o bem tem oferta de elasticidade unitária.
E lastic idade-renda da dem anda é a v a r ia ç ã o 
percentual na quantidade dem andada, dada uma 
variação percentual na renda, coeteris paribus. Q uan­
do m aior que um, é um bem superior ou de luxo; 
quando m enor que um e m aior que zero, é um bem 
norm al; quando m enor que zero, é um bem infe­
rior; quando igual a zero, é um bem de consumo 
saciado.
EMBI (Emerging Markets Bonds Index): indicador 
criado pela consultoria J. R M organ que reflete o 
risco-país de países emergentes.
Equação (Paridade) de Fisher é a relação entre a taxa 
de juros real (r ) , a taxa de juros nominal ( i ) e a taxa 
de inflação n, dada por (1 + i) = (1 + r ) ( l + jt).
Equilíbrio de Nash: dentro da Teoria dos Jogos, onde 
cada jo g ad o r (agen te ) está adotando a estratégia 
ótima, dada a estratégia adotada pelo outro jo g a ­
dor.
Equivalência ricardiana: um a política fiscal é susten­
tável ou consistente se, m esm o que o Governo tenha 
um déficit fiscal no período atual, em períodos futu­
ros venha a gerar um superávit proporcionalm ente 
equivalente.
Escala de procura mostra quanto o consum idor dese­
ja consum ir de dado bem ou serviço, a vários preços 
alternativos.
Estabilizador automático (built-in) ocorre quando os 
impostos são progressivos e a tributação é uma fun­
ção do nível de renda nacional. Tem uma caracte­
rística anticíclica, ou seja, de am ortecedor dos ci­
clos econôm icos: quando a renda aumenta, os im ­
postos aum entam mais que proporcionalm ente; 
quando a renda cai, os impostos caem menos que 
proporcionalm ente. Assim, a renda disponível varia 
bem m enos que a renda nacional total.
Estagflação é a situação que ocorre quando há para­
lelam ente taxas significativas de inflação, associa­
das com recessão econômica.
Estratégia maximin : dentro da Teoria dos Jogos, onde 
os agentes adotam a estratégia de m axim izar a p ro ­
babilidade de perda m ínima, ou m inim izar a perda 
esperada.
4 2 4 Economia M icro c Macro • Vasconcellos atlas
Estruturalismo: corrente econômica surgida na Am éri­
ca Latina, que supõe que a inflação em países subde­
senvolvidos está associada a tensões de custos, cau­
sadas por deficiências estruturais e por conflitos 
distributivos. Também chamada de corrente cepalina, 
devido à Cepal - Comissão Econômica para a A m é­
rica Latina, organism o da O N U sediado no Chile.
Ex ante refere-se a valores program ados, planejados, 
previstos. A Teoria Econômica lida fundam entalm en­
te com valores ex ante.
Ex post refere-se a valores a posteriori, efetivos, reali­
zados. A Contabilidade Social trata apenas de va lo ­
res ex post.
Excedente do consumidor: ganho em bem -estar pelo 
fato de o consum idor pagar por um determ inado 
bem ou serviço um preço m enor que um a disposi­
ção m áxim a a pagar (preço de reserva).
Excedente do produtor: ganho em bem -estar pelo 
fato de o produtor receber por um determ inado bem 
ou serviço um preço m aior que sua disposição m íni­
ma a receber.
Excedente Operacional Bruto: nas contas nacionais, 
é a diferença entre o PIB a custo de fatores e o total 
de salários, ou seja, é o total de juros, aluguéis e 
lucros.
Extemalidades (ou economias externas) represen­
tam influências de fatores externos nos custos e re­
ceitas das firmas. Por exem plo, um a indústria quí­
mica poluidora dos rios im põe extem alidades ne­
gativas à indústria pesqueira; os com erciantes de 
lustres têm extem alidades positivas, por se locali­
zarem próxim os um ao outro.
Financiamento oficial compensatório é o item do 
balanço de pagam entos que mostra com o o saldo 
foi financiado ou alocado. É composto dos itens H a- 
veres e Obrigações no Exterior, O perações de Regu­
larização com o FM I e Atrasados Comerciais. Tam ­
bém cham ado de M ovim ento de Capitais Ofi-ciais.
Fiscalismo é a corrente econôm ica que considera os 
instrumentos de política fiscal mais eficazes no com ­
bate ao desem prego e à inflação do que os instru­
mentos de política monetária. Os fiscalistas são tam ­
bém cham ados de neokeynesianos ou ativistas.
Fluxo circular de renda é o fluxo que se estabelece 
entre as un idades produtoras e un idades apro - 
priadoras de renda, no m ercado de bens e serviços e 
no m ercado de fatores de produção.
Função de produção é a relação técnica entre a quanti­
dade física de fatores de produção e a quantidade físi­
ca do produto, em determinado período de tempo.
Funções da moeda são as seguintes: m eio ou instru­
mento de troca, unidade de m edida (ou unidade de 
conta), reserva de valor.
Funções do Banco Central são: banco emissor, ban ­
co dos bancos, banco do governo, banco depositá­
rio das reservas internacionais.
Globalização financeira é o processo iniciado princi­
palm ente a partir dos anos 80, com o crescimento 
do fluxo financeiro internacional baseado no m er­
cado de capitais, através de inovações com o a 
securitização de dívidas, e do desenvolvim ento dos 
m ecanism os de dim inuição de risco (derivativos, 
hedge, opções etc.). Representou um a queda do po ­
der do sistema bancário internacional, e crescim en­
to dos cham ados investidores institucionais, com o 
os fundos de pensões.
Globalização produtiva é representada pela p rodu ­
ção e distribuição de valores dentro de redes em 
escala m undial, com o acirram ento da concorrên­
cia entre grupos m ultinacionais. O crescim ento 
tecnológico acelerado gerou m aior eficiência pro­
dutiva e m aiores condições de competitividade.
Grau de verticalização: quando um a em presa passa 
tam bém a produzir componentes que antes com pra­
va no m e rc a d o . Q u a n to m a io r o g ra u de 
verticalização d a econom ia, m enor a necessidade 
de m oeda, já que as transações são fechadas apenas 
contabilmente.
Hiato deflacionário é a insuficiência da dem anda agre­
gada, em relação à oferta agregada de pleno em ­
prego. Tem-se um a situação de desem prego de re­
cursos. M ostra de quanto a dem anda agregada deve 
ser aum entada para que possa atingir o equilíbrio 
de pleno em prego.
Hiato inflacionário é o excesso de dem anda agrega ­
da, em relação à oferta agregada de pleno em pre­
go. Tem -se aqui um a inflação de dem anda. Mostra 
de quanto a dem anda deve diminuir, para restabe­
lecer o equilíbrio de pleno em prego.
Hiato do produto: é a diferença entre a renda de equi­
líbrio (quando a oferta agregada é igual à dem an­
da agregada ) e a renda de pleno em prego.
Hipótese de ciclo de vida do consumo: m odelo que 
relaciona o com portam ento de consum o e poupan ­
ça de um agente com a etapa do ciclo de vida na 
qual este se encontra. Assim, na prim eira etapa (ju ­
ventude), as necessidades de consum o deverão su­
perar a renda, o que levará à despoupança. Já na 
segunda etapa (m atu ridade ), ocorreria poupança; 
por último, na última etapa (velhice), o agente tam ­
bém despoupará, pois sua renda voltará a ser inferi­
o r a suas necessidades de consum o.
Homogeneidade (produto hom ogêneo) acontece quan­
do todas as firmas oferecem um produto sem elhan­
te, hom ogêneo. N ão há diferenças de em balagem 
ou qualidade nesse m ercado.
Trf
atlas
Glossário 4 2 5
Ilusão monetária: segundo Keynes, dado um aum en­
to de preços e salários, os trabalhadores não “sen­
tem” o aum ento de preços, percebem m elhor seus 
salários e pensam que estão em situação m elhor do 
que realm ente estão. Isso faz com que aum entem a 
oferta de m ão-de-obra. Os trabalhadores percebem 
mais o salário nom inal que o salário real.
Imposto ad valorem é um im posto indireto, com 
alíquota (percentual) fixada e com valor (em R$) 
variando de acordo com o preço da m ercadoria.
Imposto direto incide diretam ente sobre a renda das 
pessoas (po r exem plo, o im postode renda ).
Imposto específico é um imposto indireto, com valor 
(em R$ ) fixado, independente do preço d a m erca­
doria.
Imposto indireto incide sobre o preço das m ercado­
rias (p o r exem plo, o ICM S, IP I). Pode ser específico 
e ad valorem.
Imposto “pigouvianos” (ou impostos de Pigou): im ­
postos aplicados à produção ou ao consum o de a l­
gum bem ou serviço, que têm por objetivo reduzir 
seu impacto social negativo. Assim , a autoridade 
pode cobrar um imposto de um a fábrica que polui a 
atmosfera, reduzindo sua produção, e, portanto, a 
poluição.
Imposto progressivo: quanto m aior o nível de renda, 
m aior a proporção paga do im posto em relação à 
renda.
Imposto proporcional: a proporção arrecadada do 
imposto é a m esm a para todos os níveis de renda.
Imposto regressivo: quanto m aior o nível de renda, 
m enor a proporção paga do imposto relativam ente 
à renda.
Impostos “pigouvianos” (ou Impostos de Pigou):
impostos aplicados à produção ou ao consum o de 
algum bem ou serviço, que têm por objetivo reduzir 
seu impacto social negativo. Assim , a autoridade 
pode cobrar um imposto de um a fábrica que polui a 
atm osfera, reduzindo sua produção, e, portanto, a 
poluição.
índice da carga tributária bruta é a porcentagem do 
total da arrecadação tributária sobre o PIB a preços 
de m ercado.
índice da carga tributária líquida é a porcentagem 
do total da arrecadação tributária, excluídas as trans­
ferências e subsídios ao setor privado, em relação 
ao PIB a preços de m ercado.
índice de preços é um núm ero que reflete o cresci­
mento dos preços de um conjunto de bens, servindo 
para m edir a taxa de inflação e deílacionar séries 
m onetárias ou nominais.
Inflação pode ser defin ida com o um aum ento contí­
nuo e generalizado no nível geral de preços.
Inflação de custos ocorre quando o nível de dem anda 
agregada perm anece o m esm o, mas os custos de 
produção aum entam , d im inuindo a oferta agrega ­
da. Tam bém cham ada de inflação de oferta.
Inflação de demanda diz respeito ao excesso de d e ­
m anda agregada, em relação à produção disponí­
vel (o ferta agregad a ) de bens e serviços.
Inflação inercial: inflação decorrente dos reajustes de 
preços e salários provocada pelo m ecanism o de 
indexação ou de correção m onetária.
Informação assimétrica: num a relação contratual, 
um a das partes detém inform ação não disponível 
para a outra. Isso pode im plicar custos adicionais 
nas transações (exigência de garantias), elevando 
os custos de transação (ver Seleção adversa e Ris­
co Moral).
Injeções ao fluxo circular de renda referem-se a todo 
recurso adicionado ao fluxo de renda, que não te­
nha saído do próprio fluxo, no período. São os in­
vestimentos, gastos do governo e exportações.
Instrumentos de política monetária são: emissões, 
redescontos, reservas compulsórias (obrigatórias), open 
market e regulamentação do mercado.
Investimento é o gasto em bens que representam au­
mento da capacidade produtiva da economia, isto é, a 
capacidade de gerar rendas futuras. Seus componen­
tes são o investimento em bens de capital (ou forma­
ção bruta de capital fixo) e a variação de estoques. 
Também cham ado de taxa de acumulação de capital.
Investimento líquido é o investimento bruto menos a 
depreciação.
Isocusto: curva que representa infinitas com binações 
dos fatores de produção, todas com igual custo to­
tal de produção.
Isoquanta: curva que representa infinitas combinações 
de fatores de produção, que propiciam a mesma 
quantidade produzida.
Lei de Say: a oferta cria sua própria procura. Ou seja, 
tudo o que é produzido é automaticamente com pra­
do, o que garante o equilíbrio entre a oferta e a 
procura agregada. É devida ao francês Jean Baptiste 
Say, um dos pilares da Teoria Clássica.
Lei dos rendimentos decrescentes: “ao aumentar-se o 
fator variável (m ão-de-obra), sendo dada a quantida­
de de um fator fixo, a produtividade marginal do fator 
variável cresce até certo ponto e, a partir daí, decres- 
ce, até tomar-se negativa”. Vale apenas se se mantiver 
um fator fixo (portanto, só vale a curto prazo).
Lei geral da oferta: a quantidade ofertada de um bem 
(ou serviço) varia na relação direta com o preço do 
próprio bem , coeteris paribus.
Lei geral da procura: a quantidade dem andada de 
um bem (ou serviço) varia inversamente ao preço 
do próprio bem , coeteris paribus.
426 Economia M icro e Macro • Vasconcellos í í t l í t t
Longo prazo é o período de tem po no qual todos os 
fatores de produção variam, ou seja, não existem 
mais fatores fixos.
Lucro extraordinário: uma vez que os custos totais já 
incluem os lucros norm ais (a rem uneração do em ­
presário, ou seu custo de oportun idade), ocorrerão 
lucros extraordinários quando as receitas totais fo ­
rem superiores aos custos totais.
Lucro normal é a rem uneração do em presário , m e ­
dida pelo custo de oportun idade de se estar em ­
pregando seus recursos em d ad a ativ idade, e não 
num a alternativa. O s lucros norm ais estão incor­
porados nas curvas de custos consideradas pelos 
econom istas. Dessa fo rm a, q u an d o as receitas 
igualam os custos totais, o lucro extraord in ário 
ou extra é zero, m as existem lucros norm ais (e m ­
butidos nos custos).
Macroeconomia estuda a determ inação e o com por­
tamento dos grandes agregados, com o PIB, consu­
mo nacional, exportação, nível geral dos preços etc., 
com o objetivo de delinear um a política econôm ica.
Mark-up é a m argem da receita de vendas (fa tu ra ­
mento) sobre os custos diretos de produção. Essa 
m argem deve ser tal que perm ita à em presa cobrir 
os custos diretos (ou variáveis), os custos fixos e a 
parcela desejada de lucro da em presa.
Matriz insum o-produto ou de relações inter- 
setoriais: sistema de contabilidade social criado por 
Leontief, que mostra todas as transações agregadas 
de bens intermediários e de bens finais da econo­
mia, em determ inado período.
Maximização do lucro total corresponde à produção 
em que Receita M arginal (RMg) = Custo M arginal 
( CMg), com CMg crescente.
Mecanismo de transmissão da política monetária:
meio pelo qual a política m onetária afeta o com ­
portamento dos agentes econômicos (setor real). G e­
ralmente, esse mecanism o está relacionado com a 
taxa de juros e o m ercado de crédito.
Meios de pagamento é o estoque de m oeda d isponí­
vel para uso do setor privado não bancário, a qua l­
quer m om ento (ou seja, de liquidez im ediata). É 
composto pela m oeda em poder do público (m oeda 
m anual) e pelos depósitos a vista nos bancos co­
merciais (m oeda escriturai). Tam bém cham ado de 
Haveres Monetários.
Esse é o conceito mais utilizado e é cham ado de 
M l, que é o total de m oeda que não rende juros e é 
de liquidez imediata. D ependendo do objetivo, são 
utilizados os conceitos de:
M 2 = M l + depósitos especiais rem unerados + 
depósitos de poupança + títulos em itidos por insti­
tuições depositárias
M 3 = M 2 + quotas de fundos de renda fixa + ope­
rações com prom issadas registradas no Selic 
M 4 = M 3 + títulos públicos de alta liquidez
M 2, M 3 e M 4 incluem ativos que rendem juros e são 
de alta liquidez, diferentem ente de M l .
Mercado atomizado é aquele com infinitos vendedo­
res e com pradores (com o “átom os”) , de form a que 
um agente isolado não tem condições de afetar o 
preço de m ercado. Assim , o preço de m ercado é um 
dado fixado para em presas e consum idores.
Metas de política macroeconômica são: alto nível 
de em prego, estabilidade de preços, distribuição de 
renda socialm ente justa, e crescimento econômico.
Microeconomia estuda o com portam ento de consu­
m id o re s e p ro d u to re s e o m e rc a d o no q u a l 
interagem . Preocupa-se com a determ inação dos 
preços e quantidades em m ercados específicos.
Modelo clássico de oligopólio (ou modelo neoclás-sico): o objetivo da em presa é m axim izar o lucro 
total (ou seja, igualar a receita m arginal ao custo 
m argina l).
M odelo de mark-up: trata -se de um m ode lo de 
oligopólio , em que o objetivo da firma é m axim izar 
o mark-up, e não lucros. Esse m odelo parte do pres­
suposto de que as firmas conhecem m elhor seus cus­
tos de produção do que a dem anda do produto, ra­
zão pela qual o preço do produto é fixado baseado 
em um a m argem sobre os custos diretos de p rodu­
ção (mark-up).
Modelo intertemporal de consumo: m odelo que vin­
cula o consum o e a poupança à taxa de juros. As­
sim, um aum ento dessa variável aum enta o custo de 
oportun idade do consum o presente, o que faz au ­
m entar a poupança, e, portanto, o consum o futuro.
Moeda é um objeto de aceitação geral, utilizado na 
troca de bens e serviços. Sua aceitação é garantida 
por lei (ou seja, a m oeda tem “curso forçado”, e sua 
única garantia é a lega l).
Moeda escriturai é o total de depósitos a vista nos 
bancos comerciais. Tam bém cham ada de m oeda ban ­
cária.
Moeda manual é o total de m oeda em poder do públi­
co (em presas privadas e pessoas físicas).
Monetarismo: corrente que considera que a atividade 
econôm ica é mais sensível à política m onetária que 
à política fiscal. Os m onetaristas pregam a não-in- 
tervenção no m ercado, e são tam bém cham ados de 
ortodoxos, liberais, neoclássicos, neoliberais.
Monetização ocorre quando há elevação dos meios de 
pagam ento (que não rendem ju ros ) sobre o total de 
ativos financeiros que rendem juros. Pode tam bém 
ser m edida pelo saldo dos meios de pagam entos em

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