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4 2 2 Economia M icro e Macro • Vasconcellos rTtlHÍ querendo trabalhar, não encontre vagas disponíveis. Também é um tipo de desemprego keynesiano. Desemprego keynesiano ou conjuntural ocorre quan do a demanda agregada é insuficiente para absor ver a produção de pleno-emprego. Desenvolvimento econômico estuda estratégias de desenvolvimento que levem à elevação do padrão de vida (bem-estar) da coletividade. Despesa nacional é o total dos gastos dos vários agen tes econômicos, em termos agregados. Compõe-se das Despesas de Consumo, Despesas de Investimen to, Despesas Correntes do Governo e Despesas Lí quidas do Setor Externo (Exportações menos Impor tações). Desvalorização nominal do câmbio é o aumento da taxa cambial (reais por dólar, por exemplo). Desvalorização real do câmbio ocorre quando a des valorização nominal supera a taxa de inflação in terna. Pode ser medida pela relação entre a varia ção da taxa de câmbio sobre a variação da relação inflação interna - inflação externa. Também costu ma ser medida pela relação câmbio - salários (que é a variação da taxa de câmbio sobre a variação da taxa de salários). Discriminação de preços: ato de cobrar preços dife renciados pelo mesmo bem ou serviço, sem que exis ta diferença proporcional nos custos de produção. Ocorre basicamente em mercados monopolísticos. Dumping é uma prática na qual uma empresa ou país vende abaixo dos custos de produção, com o objetivo de ganhar mercado. Dumping social é um termo que se aplica a países cujos custos de mão-de-obra são muito baixos (como na China Continental), o que lhes dá vantagens no comércio internacional. Economia pode ser definida como a ciência social que estuda a maneira pela qual os homens decidem empregar recursos escassos, a fim de produzir dife rentes bens e serviços e atender às necessidades de consumo. Economia a dois setores sem formação de capital: numa economia simplificada, supõe-se que os úni cos agentes são as empresas (que produzem bens e serviços) e as famílias (que auferem rendimentos pela prestação de serviços). Economia centralizada (ou economia planificada): sistema econômico em que as questões econômicas fundamentais são resolvidas por um Órgão Central de Planejamento, e não pelo mercado. Tem também como característica a propriedade pública dos re cursos produtivos. Economia de escala pecuniária acontece quando a produtividade dos fatores varia, com a variação do custo por unidade produzida. Economia de escala técnica ou tecnológica acon tece quando a produtividade varia, com a varia ção da quantidade física de todos os fatores de pro dução. Economia de mercado: sistema econômico em que as questões econômicas fundamentais são resolvi das pelo mercado. Caracteriza-se também pela pro priedade privada dos recursos produtivos. Pode ser uma economia de mercado pura (sistema de con corrência pura) ou com a interferência do governo (sistema de economia mista). Economia informal caracteriza-se como desobe diência civil de atividades normais de mercado. Ba sicamente, não-registro de trabalhadores em Car teira, sonegação fiscal, ambulantes sem registro etc. Quando são incluídas as atividades ilegais (contra bando, jogo do bicho, tráfico de drogas), o conceito amplia-se para economia marginal ou subterrânea. Economia internacional: estuda as relações de troca entre países, o que inclui transações de bens e servi ços e de capitais físicos e financeiros. Trata da polí tica cambial (controle da taxa de câmbio), da polí tica comercial (barreiras ou estímulos a exporta ções e importações) e das relações financeiras inter nacionais. Economia (Teoria) da informação: trabalha-se com a probabilidade de que alguns agentes detêm mais informações que outros, conferindo-lhes uma posi ção diferenciada no mercado, o que pode fazer com que não seja possível encontrar uma posição de equi líbrio como nos modelos microeconômicos tradi cionais. Efeito-deslocamento (ou crowding out) : crítica dos monetaristas aos fiscalistas, segundo a qual a inter ferência do governo, via política fiscal (por exem plo, aumento dos gastos públicos), retira recursos do setor privado, diminuindo a participação dos investimentos desse setor. Efeito-preço total é a variação da quantidade deman dada, quando varia o preço do bem, coeteris paribus. Divide-se em efeito-renda e efeito-substituição. Efeito-renda: dada uma variação no preço de um bem, é o efeito sobre a quantidade demandada desse bem, derivado de uma mudança na renda real (ou poder aquisitivo) do consumidor, supondo a renda nomi nal e os preços dos outros bens constantes. Por exem plo, se o preço do bem X aumenta, a quantidade demandada de X cai, porque o poder aquisitivo do consumidor diminui, coeteris paribus. Efeito-substituição: dada uma variação no preço de um bem, é o efeito sobre a quantidade demandada desse bem, derivado de uma alteração nos preços relativos dos bens, supondo a renda nominal e os preços dos outros bens constantes. Por exemplo, se Glossário 4 2 3 o preço do bem X aum enta, a quantidade dem an dada d e X cai, porque o bem X fica relativam ente mais caro que os outros bens, coeteris paribus. Efeito Olivera-Tanzi: aum ento do déficit fiscal p rodu zido pela desvalorização real da arrecadação. G e ralmente, ocorre em sittuações de inflação alta, d e teriorando a situação fiscal, e levando o governo a aumentar suas necessidades de financiamento. Nom e devido ao econom ista inglês Alfred C. Pigou. Eficiência alocativa refere-se à escolha do conjunto de bens, de form a a em pregar, da m elhor m aneira, os recursos produtivos juntam ente com aqueles pro cessos técnicos de produção que utilizem mais ade quadam ente os recursos que a sociedade tem em m aior abundância. Eficiência econômica, entre dois ou mais processos de produção, é aquela que perm ite p roduzir um a mesma quantidade de produto com m enor custo de produção. Eficiência marginal do capital (ou eficiência margi nal do investimento) é a taxa de retorno esperada sobre a com pra de um bem de capital. É a taxa que iguala o valor dos retornos líquidos que se espera obter com o investimento, com o preço de aquisição do equipamento. Eficiência técnica (ou tecnológica): entre dois ou mais processos, é aquela que perm ite produzir um a m es m a quantidade de produto utilizando m enor quan tidade de fatores de produção. Elasticidade é a alteração percentual em um a variá vel, dada um a variação percentual em outra, coeteris paribus. Elasticidade da demanda de moeda em relação à taxa de juros é a variação percentual da procura de m oeda, dada a variação percentual da taxa de juros, coeteris paribus. Elasticidade das exportações em relação à taxa de câmbio é a variação percentual nas exportações, dada a variação percentual d a taxa de câm bio, coeteris paribus. Elasticidade no ponto é calculada em um ponto es pecífico. Por exemplo, a elasticidade-preço a um dado dado nível de preço e quantidade. Elasticidade no ponto médio (ou no arco) é calcu lada com base nos pontos m édios, e não em um ponto específico. Elasticidade-preço cruzada da demanda é a v aria ção percentual na quantidade dem andada, d ada a variação percentual no preço de outro bem , coeteris paribus. Q uando for positiva, os bens são substitu tos; quando negativa, os bens são com plem entares. Elastic idade-preço da dem anda é a v a r ia ç ã o percentual na quantidade dem andada, d ada a va riação percentual no preço do bem , coeteris paribus. Q u an do fo r m aior que um (em m ódu lo ), o bem tem dem anda elástica; quando m enor que um (em m ó du lo ), o bem tem dem anda inelástica; quando igual a um, o bem tem dem anda de elasticidade unitária. Elasticidade-preço da oferta é a variação percentual na quantidade ofertada, dada a variação percentual no preço do bem , coeteris paribus. Q uando for m aiorque um, o bem tem oferta elástica-, quando m enor que um, o bem tem oferta inelástica-, quando igual a um, o bem tem oferta de elasticidade unitária. E lastic idade-renda da dem anda é a v a r ia ç ã o percentual na quantidade dem andada, dada uma variação percentual na renda, coeteris paribus. Q uan do m aior que um, é um bem superior ou de luxo; quando m enor que um e m aior que zero, é um bem norm al; quando m enor que zero, é um bem infe rior; quando igual a zero, é um bem de consumo saciado. EMBI (Emerging Markets Bonds Index): indicador criado pela consultoria J. R M organ que reflete o risco-país de países emergentes. Equação (Paridade) de Fisher é a relação entre a taxa de juros real (r ) , a taxa de juros nominal ( i ) e a taxa de inflação n, dada por (1 + i) = (1 + r ) ( l + jt). Equilíbrio de Nash: dentro da Teoria dos Jogos, onde cada jo g ad o r (agen te ) está adotando a estratégia ótima, dada a estratégia adotada pelo outro jo g a dor. Equivalência ricardiana: um a política fiscal é susten tável ou consistente se, m esm o que o Governo tenha um déficit fiscal no período atual, em períodos futu ros venha a gerar um superávit proporcionalm ente equivalente. Escala de procura mostra quanto o consum idor dese ja consum ir de dado bem ou serviço, a vários preços alternativos. Estabilizador automático (built-in) ocorre quando os impostos são progressivos e a tributação é uma fun ção do nível de renda nacional. Tem uma caracte rística anticíclica, ou seja, de am ortecedor dos ci clos econôm icos: quando a renda aumenta, os im postos aum entam mais que proporcionalm ente; quando a renda cai, os impostos caem menos que proporcionalm ente. Assim, a renda disponível varia bem m enos que a renda nacional total. Estagflação é a situação que ocorre quando há para lelam ente taxas significativas de inflação, associa das com recessão econômica. Estratégia maximin : dentro da Teoria dos Jogos, onde os agentes adotam a estratégia de m axim izar a p ro babilidade de perda m ínima, ou m inim izar a perda esperada. 4 2 4 Economia M icro c Macro • Vasconcellos atlas Estruturalismo: corrente econômica surgida na Am éri ca Latina, que supõe que a inflação em países subde senvolvidos está associada a tensões de custos, cau sadas por deficiências estruturais e por conflitos distributivos. Também chamada de corrente cepalina, devido à Cepal - Comissão Econômica para a A m é rica Latina, organism o da O N U sediado no Chile. Ex ante refere-se a valores program ados, planejados, previstos. A Teoria Econômica lida fundam entalm en te com valores ex ante. Ex post refere-se a valores a posteriori, efetivos, reali zados. A Contabilidade Social trata apenas de va lo res ex post. Excedente do consumidor: ganho em bem -estar pelo fato de o consum idor pagar por um determ inado bem ou serviço um preço m enor que um a disposi ção m áxim a a pagar (preço de reserva). Excedente do produtor: ganho em bem -estar pelo fato de o produtor receber por um determ inado bem ou serviço um preço m aior que sua disposição m íni ma a receber. Excedente Operacional Bruto: nas contas nacionais, é a diferença entre o PIB a custo de fatores e o total de salários, ou seja, é o total de juros, aluguéis e lucros. Extemalidades (ou economias externas) represen tam influências de fatores externos nos custos e re ceitas das firmas. Por exem plo, um a indústria quí mica poluidora dos rios im põe extem alidades ne gativas à indústria pesqueira; os com erciantes de lustres têm extem alidades positivas, por se locali zarem próxim os um ao outro. Financiamento oficial compensatório é o item do balanço de pagam entos que mostra com o o saldo foi financiado ou alocado. É composto dos itens H a- veres e Obrigações no Exterior, O perações de Regu larização com o FM I e Atrasados Comerciais. Tam bém cham ado de M ovim ento de Capitais Ofi-ciais. Fiscalismo é a corrente econôm ica que considera os instrumentos de política fiscal mais eficazes no com bate ao desem prego e à inflação do que os instru mentos de política monetária. Os fiscalistas são tam bém cham ados de neokeynesianos ou ativistas. Fluxo circular de renda é o fluxo que se estabelece entre as un idades produtoras e un idades apro - priadoras de renda, no m ercado de bens e serviços e no m ercado de fatores de produção. Função de produção é a relação técnica entre a quanti dade física de fatores de produção e a quantidade físi ca do produto, em determinado período de tempo. Funções da moeda são as seguintes: m eio ou instru mento de troca, unidade de m edida (ou unidade de conta), reserva de valor. Funções do Banco Central são: banco emissor, ban co dos bancos, banco do governo, banco depositá rio das reservas internacionais. Globalização financeira é o processo iniciado princi palm ente a partir dos anos 80, com o crescimento do fluxo financeiro internacional baseado no m er cado de capitais, através de inovações com o a securitização de dívidas, e do desenvolvim ento dos m ecanism os de dim inuição de risco (derivativos, hedge, opções etc.). Representou um a queda do po der do sistema bancário internacional, e crescim en to dos cham ados investidores institucionais, com o os fundos de pensões. Globalização produtiva é representada pela p rodu ção e distribuição de valores dentro de redes em escala m undial, com o acirram ento da concorrên cia entre grupos m ultinacionais. O crescim ento tecnológico acelerado gerou m aior eficiência pro dutiva e m aiores condições de competitividade. Grau de verticalização: quando um a em presa passa tam bém a produzir componentes que antes com pra va no m e rc a d o . Q u a n to m a io r o g ra u de verticalização d a econom ia, m enor a necessidade de m oeda, já que as transações são fechadas apenas contabilmente. Hiato deflacionário é a insuficiência da dem anda agre gada, em relação à oferta agregada de pleno em prego. Tem-se um a situação de desem prego de re cursos. M ostra de quanto a dem anda agregada deve ser aum entada para que possa atingir o equilíbrio de pleno em prego. Hiato inflacionário é o excesso de dem anda agrega da, em relação à oferta agregada de pleno em pre go. Tem -se aqui um a inflação de dem anda. Mostra de quanto a dem anda deve diminuir, para restabe lecer o equilíbrio de pleno em prego. Hiato do produto: é a diferença entre a renda de equi líbrio (quando a oferta agregada é igual à dem an da agregada ) e a renda de pleno em prego. Hipótese de ciclo de vida do consumo: m odelo que relaciona o com portam ento de consum o e poupan ça de um agente com a etapa do ciclo de vida na qual este se encontra. Assim, na prim eira etapa (ju ventude), as necessidades de consum o deverão su perar a renda, o que levará à despoupança. Já na segunda etapa (m atu ridade ), ocorreria poupança; por último, na última etapa (velhice), o agente tam bém despoupará, pois sua renda voltará a ser inferi o r a suas necessidades de consum o. Homogeneidade (produto hom ogêneo) acontece quan do todas as firmas oferecem um produto sem elhan te, hom ogêneo. N ão há diferenças de em balagem ou qualidade nesse m ercado. Trf atlas Glossário 4 2 5 Ilusão monetária: segundo Keynes, dado um aum en to de preços e salários, os trabalhadores não “sen tem” o aum ento de preços, percebem m elhor seus salários e pensam que estão em situação m elhor do que realm ente estão. Isso faz com que aum entem a oferta de m ão-de-obra. Os trabalhadores percebem mais o salário nom inal que o salário real. Imposto ad valorem é um im posto indireto, com alíquota (percentual) fixada e com valor (em R$) variando de acordo com o preço da m ercadoria. Imposto direto incide diretam ente sobre a renda das pessoas (po r exem plo, o im postode renda ). Imposto específico é um imposto indireto, com valor (em R$ ) fixado, independente do preço d a m erca doria. Imposto indireto incide sobre o preço das m ercado rias (p o r exem plo, o ICM S, IP I). Pode ser específico e ad valorem. Imposto “pigouvianos” (ou impostos de Pigou): im postos aplicados à produção ou ao consum o de a l gum bem ou serviço, que têm por objetivo reduzir seu impacto social negativo. Assim , a autoridade pode cobrar um imposto de um a fábrica que polui a atmosfera, reduzindo sua produção, e, portanto, a poluição. Imposto progressivo: quanto m aior o nível de renda, m aior a proporção paga do im posto em relação à renda. Imposto proporcional: a proporção arrecadada do imposto é a m esm a para todos os níveis de renda. Imposto regressivo: quanto m aior o nível de renda, m enor a proporção paga do imposto relativam ente à renda. Impostos “pigouvianos” (ou Impostos de Pigou): impostos aplicados à produção ou ao consum o de algum bem ou serviço, que têm por objetivo reduzir seu impacto social negativo. Assim , a autoridade pode cobrar um imposto de um a fábrica que polui a atm osfera, reduzindo sua produção, e, portanto, a poluição. índice da carga tributária bruta é a porcentagem do total da arrecadação tributária sobre o PIB a preços de m ercado. índice da carga tributária líquida é a porcentagem do total da arrecadação tributária, excluídas as trans ferências e subsídios ao setor privado, em relação ao PIB a preços de m ercado. índice de preços é um núm ero que reflete o cresci mento dos preços de um conjunto de bens, servindo para m edir a taxa de inflação e deílacionar séries m onetárias ou nominais. Inflação pode ser defin ida com o um aum ento contí nuo e generalizado no nível geral de preços. Inflação de custos ocorre quando o nível de dem anda agregada perm anece o m esm o, mas os custos de produção aum entam , d im inuindo a oferta agrega da. Tam bém cham ada de inflação de oferta. Inflação de demanda diz respeito ao excesso de d e m anda agregada, em relação à produção disponí vel (o ferta agregad a ) de bens e serviços. Inflação inercial: inflação decorrente dos reajustes de preços e salários provocada pelo m ecanism o de indexação ou de correção m onetária. Informação assimétrica: num a relação contratual, um a das partes detém inform ação não disponível para a outra. Isso pode im plicar custos adicionais nas transações (exigência de garantias), elevando os custos de transação (ver Seleção adversa e Ris co Moral). Injeções ao fluxo circular de renda referem-se a todo recurso adicionado ao fluxo de renda, que não te nha saído do próprio fluxo, no período. São os in vestimentos, gastos do governo e exportações. Instrumentos de política monetária são: emissões, redescontos, reservas compulsórias (obrigatórias), open market e regulamentação do mercado. Investimento é o gasto em bens que representam au mento da capacidade produtiva da economia, isto é, a capacidade de gerar rendas futuras. Seus componen tes são o investimento em bens de capital (ou forma ção bruta de capital fixo) e a variação de estoques. Também cham ado de taxa de acumulação de capital. Investimento líquido é o investimento bruto menos a depreciação. Isocusto: curva que representa infinitas com binações dos fatores de produção, todas com igual custo to tal de produção. Isoquanta: curva que representa infinitas combinações de fatores de produção, que propiciam a mesma quantidade produzida. Lei de Say: a oferta cria sua própria procura. Ou seja, tudo o que é produzido é automaticamente com pra do, o que garante o equilíbrio entre a oferta e a procura agregada. É devida ao francês Jean Baptiste Say, um dos pilares da Teoria Clássica. Lei dos rendimentos decrescentes: “ao aumentar-se o fator variável (m ão-de-obra), sendo dada a quantida de de um fator fixo, a produtividade marginal do fator variável cresce até certo ponto e, a partir daí, decres- ce, até tomar-se negativa”. Vale apenas se se mantiver um fator fixo (portanto, só vale a curto prazo). Lei geral da oferta: a quantidade ofertada de um bem (ou serviço) varia na relação direta com o preço do próprio bem , coeteris paribus. Lei geral da procura: a quantidade dem andada de um bem (ou serviço) varia inversamente ao preço do próprio bem , coeteris paribus. 426 Economia M icro e Macro • Vasconcellos í í t l í t t Longo prazo é o período de tem po no qual todos os fatores de produção variam, ou seja, não existem mais fatores fixos. Lucro extraordinário: uma vez que os custos totais já incluem os lucros norm ais (a rem uneração do em presário, ou seu custo de oportun idade), ocorrerão lucros extraordinários quando as receitas totais fo rem superiores aos custos totais. Lucro normal é a rem uneração do em presário , m e dida pelo custo de oportun idade de se estar em pregando seus recursos em d ad a ativ idade, e não num a alternativa. O s lucros norm ais estão incor porados nas curvas de custos consideradas pelos econom istas. Dessa fo rm a, q u an d o as receitas igualam os custos totais, o lucro extraord in ário ou extra é zero, m as existem lucros norm ais (e m butidos nos custos). Macroeconomia estuda a determ inação e o com por tamento dos grandes agregados, com o PIB, consu mo nacional, exportação, nível geral dos preços etc., com o objetivo de delinear um a política econôm ica. Mark-up é a m argem da receita de vendas (fa tu ra mento) sobre os custos diretos de produção. Essa m argem deve ser tal que perm ita à em presa cobrir os custos diretos (ou variáveis), os custos fixos e a parcela desejada de lucro da em presa. Matriz insum o-produto ou de relações inter- setoriais: sistema de contabilidade social criado por Leontief, que mostra todas as transações agregadas de bens intermediários e de bens finais da econo mia, em determ inado período. Maximização do lucro total corresponde à produção em que Receita M arginal (RMg) = Custo M arginal ( CMg), com CMg crescente. Mecanismo de transmissão da política monetária: meio pelo qual a política m onetária afeta o com portamento dos agentes econômicos (setor real). G e ralmente, esse mecanism o está relacionado com a taxa de juros e o m ercado de crédito. Meios de pagamento é o estoque de m oeda d isponí vel para uso do setor privado não bancário, a qua l quer m om ento (ou seja, de liquidez im ediata). É composto pela m oeda em poder do público (m oeda m anual) e pelos depósitos a vista nos bancos co merciais (m oeda escriturai). Tam bém cham ado de Haveres Monetários. Esse é o conceito mais utilizado e é cham ado de M l, que é o total de m oeda que não rende juros e é de liquidez imediata. D ependendo do objetivo, são utilizados os conceitos de: M 2 = M l + depósitos especiais rem unerados + depósitos de poupança + títulos em itidos por insti tuições depositárias M 3 = M 2 + quotas de fundos de renda fixa + ope rações com prom issadas registradas no Selic M 4 = M 3 + títulos públicos de alta liquidez M 2, M 3 e M 4 incluem ativos que rendem juros e são de alta liquidez, diferentem ente de M l . Mercado atomizado é aquele com infinitos vendedo res e com pradores (com o “átom os”) , de form a que um agente isolado não tem condições de afetar o preço de m ercado. Assim , o preço de m ercado é um dado fixado para em presas e consum idores. Metas de política macroeconômica são: alto nível de em prego, estabilidade de preços, distribuição de renda socialm ente justa, e crescimento econômico. Microeconomia estuda o com portam ento de consu m id o re s e p ro d u to re s e o m e rc a d o no q u a l interagem . Preocupa-se com a determ inação dos preços e quantidades em m ercados específicos. Modelo clássico de oligopólio (ou modelo neoclás-sico): o objetivo da em presa é m axim izar o lucro total (ou seja, igualar a receita m arginal ao custo m argina l). M odelo de mark-up: trata -se de um m ode lo de oligopólio , em que o objetivo da firma é m axim izar o mark-up, e não lucros. Esse m odelo parte do pres suposto de que as firmas conhecem m elhor seus cus tos de produção do que a dem anda do produto, ra zão pela qual o preço do produto é fixado baseado em um a m argem sobre os custos diretos de p rodu ção (mark-up). Modelo intertemporal de consumo: m odelo que vin cula o consum o e a poupança à taxa de juros. As sim, um aum ento dessa variável aum enta o custo de oportun idade do consum o presente, o que faz au m entar a poupança, e, portanto, o consum o futuro. Moeda é um objeto de aceitação geral, utilizado na troca de bens e serviços. Sua aceitação é garantida por lei (ou seja, a m oeda tem “curso forçado”, e sua única garantia é a lega l). Moeda escriturai é o total de depósitos a vista nos bancos comerciais. Tam bém cham ada de m oeda ban cária. Moeda manual é o total de m oeda em poder do públi co (em presas privadas e pessoas físicas). Monetarismo: corrente que considera que a atividade econôm ica é mais sensível à política m onetária que à política fiscal. Os m onetaristas pregam a não-in- tervenção no m ercado, e são tam bém cham ados de ortodoxos, liberais, neoclássicos, neoliberais. Monetização ocorre quando há elevação dos meios de pagam ento (que não rendem ju ros ) sobre o total de ativos financeiros que rendem juros. Pode tam bém ser m edida pelo saldo dos meios de pagam entos em