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1. Leia o texto a seguir. 
Direito natural
Se você meditar atentamente em tudo o que 
disse ficará convencido de: 
I. que o homem que só escuta sua vontade é 
inimigo do gênero humano; 
II. que a vontade geral é, em cada indivíduo, 
um ato puro de entendimento que ecoa no silên-
cio das paixões sobre o que o homem pode exigir 
de seu semelhante, e sobre o que o seu semelhan-
te tem, por direito, de exigir dele;
III. que esta consideração da vontade geral e 
do desejo comum é a regra de conduta relativa 
de um particular para outro na mesma sociedade 
[...] e da sociedade da qual ele é membro em re-
lação a outras sociedades;
IV. que a submissão à vontade geral é o que 
cabe a todas as sociedades [...]; 
V. que as leis devem ser feitas por todos e não 
por um [...]; 
DIDEROT, Denis. Droit naturel. Article de l’Encyclopédie 
(1751-1765). p. 6-7. Tradução dos autores. 
Disponível em: http://classiques.uqac.ca/classiques/Diderot_
denis/encyclopedie/droit_naturel/Encycl_droit_naturel.pdf. 
Acesso em: 3 ago. 2020.
•	 Quais características do Iluminismo podem ser 
identificadas no trecho acima? 
2. Leia os trechos a seguir e identifique como cada um 
dos autores critica o Estado absolutista. Em seguida, 
destaque as semelhanças e diferenças entre eles.
Segundo tratado sobre o governo civil
4. Para entender o poder político corretamente, 
e derivá-lo de sua origem, devemos considerar o es-
tado em que todos os homens naturalmente estão, 
Professor, no Manual você encontra 
orientações sobre estas atividades.Explorando NÃO ESCREVA NO LIVRO
o qual é um estado de perfeita liberdade para regu-
lar suas ações e dispor de suas posses e pessoas do 
modo como julgarem acertado, dentro dos limites 
da lei da natureza, sem pedir licença ou depender 
da vontade de qualquer outro homem [...].
LOCKE, John. O segundo tratado sobre o governo – um ensaio 
referente à verdadeira origem, extensão e objetivo do governo 
civil. In: LOCKE, J. Dois tratados sobre o governo. São Paulo: 
Martins Fontes, 1998. p. 382.
Do espírito das leis
Tudo estaria perdido se o mesmo homem, ou o 
mesmo corpo dos principais, ou dos nobres, ou do 
povo exercesse os três poderes: o de fazer as leis, o 
de executar as resoluções públicas e o de julgar os 
crimes ou as querelas entre os particulares.
MONTESQUIEU. O espírito das leis. São Paulo: Martins Fontes, 
1996. Livro 11. p. 168.
Do Contrato Social
O homem nasce livre, e por toda a parte en-
contra-se a ferros. O que se crê senhor dos de-
mais, não deixa de ser mais escravo do que eles. 
Como adveio tal mudança? [...]
Se considerasse somente a força e o efeito que 
dela resulta, diria: “Quando um povo é obrigado 
a obedecer e o faz, age acertadamente; assim que 
pode sacudir esse jugo e o faz, age melhor ainda, 
porque, recuperando a liberdade pelo mesmo di-
reito por que lha arrebataram, ou tem ele o di-
reito de retomá-la ou não o tinham de subtraí-la”.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato social. 4. ed. Tradução: 
Lourdes Santos Machado. Introdução e notas de 
Paul Arbousse-Bastide e Lourival Gomes Machado. 
São Paulo: Abril Cultural, 1987. Livro 1, cap. 1. p. 28.
querela: desentendimento, briga, ou conflito de interesses.
jugo: sujeição imposta por autoridade, opressão.
arrebatar: puxar com força ou violência, arrancar.
TEMA 3
 
As Revoluções Inglesas
Vimos que a crítica ao absolutismo esteve na gênese do Iluminismo; o que vere-
mos agora é como o pensamento iluminista foi importante para o desenvolvimen-
to das revoluções burguesas.
A primeira revolução burguesa aconteceu na Inglaterra, no século XVII, 
e é comumente associada à Revolução Puritana, ocorrida entre 1640 e 1649. 
Outra revolução ocorrida na Inglaterra, posteriormente, a Revolução Gloriosa, 
Os professores de História e de Sociologia são indicados, 
prioritariamente, para o trabalho deste segmento.
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de 1688, é entendida como complemento e parte 
do mesmo processo revolucionário, daí frequen-
temente as datações ora colocarem o término da 
Revolução em 1649, ora em 1688.
A segunda revolução burguesa, que estudaremos 
adiante, ocorreu na França, no final do século XVIII, e 
marcou de forma significativa a história da humanida-
de – foi a Revolução Francesa de 1789.
O que são revoluções 
burguesas?
Antes de mais nada, importa esclarecer três ques-
tões: Por que revoluções? Quem são os burgueses? E 
por que essas revoluções são chamadas revoluções 
burguesas?
A ideia de revolução liga-se a uma mudança radical 
na sociedade, que substitui um modo de organização 
social por outro, em decorrência de crises e grandes in-
satisfações sociais. Uma nova ordem elimina a anterior.
Burgueses eram os habitantes dos burgos, nas ci-
dades medievais. No processo de transição do mundo 
feudal, a burguesia ascende econômica e socialmen-
te, em aliança com os monarcas. A burguesia não se 
constituía de um todo homogêneo e unívoco, haven-
do pequenos e grandes burgueses, desde artesãos e 
comerciantes até proprietários rurais, empresários, 
banqueiros, etc.
O adjetivo “burguesas” advém do fato de essas re-
voluções terem expressado anseios e valores da bur-
guesia europeia, que foi beneficiária das vitórias de 
tais revoluções.
Revoluções Inglesas 
(1640-1688)
A Inglaterra do século XVII era governada segun-
do os princípios do absolutismo monárquico, com 
amplos poderes ao rei. Os monarcas tinham de lidar, 
contudo, com a influência política dos nobres, a con-
vocação do Parlamento e assembleias de representan-
tes de vários setores da sociedade. Assim, havia uma 
relativa divisão de poder quanto à criação de leis, im-
postos e taxas. 
No contexto medieval, a Inglaterra tivera de lidar 
com a negociação de poder com os senhores feudais, 
quando o rei João-Sem-Terra (1166-1216) fora impe-
lido a promulgar a Magna Carta (1215) – o primei-
ro documento com o objetivo explícito de limitar os 
poderes dos monarcas. A partir de então, os reis de-
veriam convocar um Grande Conselho (formado por 
membros do clero e da nobreza) para decidir sobre 
a criação de impostos ou de leis. Desse Conselho, se 
desdobraria, mais tarde, a criação do Parlamento, com 
inclusão dos burgueses.
Revolução
A ideia de revolução liga-se a uma mudança radical e pro-
funda na sociedade que substitui um modo de organiza-
ção social, política, econômica, cultural ou jurídica por 
outro, em decorrência de crises e grandes insatisfações 
sociais. O objetivo, se liga ora ao retorno a princípios ori-
ginais, ora ao estabelecimento de uma nova ordem, elimi-
nando a organização vigente. Uma revolução, geralmente, 
limita-se a uma região geográfica circunscrita e pode se 
caracterizar pela tentativa de mudanças, acompanhada 
de violência ou não.
Para governos e Estados, as revoluções distinguem-se dos 
golpes porque não são meras substituições de autoridades 
políticas sem que mudem os ordenamentos sociais; tam-
bém se distinguem de rebeliões e revoltas isoladas, sobretu-
do pelo fato de que estas nem sempre produzem mudan-
ças estruturais.
Conceito Dica
Cena da animação O que é a Magna Carta?, da Biblioteca 
Britânica.
A animação da Biblioteca Britânica O que é a Magna 
Carta?, narrada pelo ator Terry Jones, do grupo Monty 
Python, explica a origem, as intenções e a importância 
da Magna Carta.
O que é a Magna Carta? (Versão com legendas em 
português). Biblioteca Britânica. Disponível em: https://
youtu.be/ZkrqIvHykog. Acesso em: 29 jul. 2020.
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